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RANP 810 - 2020

AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS

RESOLUÇÃO ANP Nº 810, DE 16.03.2020 - DOU 17.03.2020

Institui a gestão de segurança operacional de terminais para


movimentação e armazenamento de petróleo, derivados, gás natural e
biocombustíveis nos termos do Regulamento Técnico de Terminais para
Movimentação e Armazenamento de Petróleo, Derivados, Gás Natural e
Biocombustíveis - RTT.

A DIRETORIA DA AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS -


ANP, no exercício das atribuições conferidas pelo art. 6º do Regimento Interno e pelo art. 7º do
Anexo I do Decreto 2.455, de 14 de janeiro de 1998, tendo em vista o disposto na Lei nº 9.478, de 6
de agosto de 1997, considerando o que consta no Processo nº 48610.008741/2017-33 e as
deliberações tomadas na 1012ª Reunião de Diretoria, realizada em 12 de março de 2020, resolve:

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Fica instituída a gestão de segurança operacional de terminais para movimentação e


armazenamento de petróleo, derivados, gás natural e biocombustíveis nos termos do Anexo
"Regulamento Técnico de Terminais para Movimentação e Armazenamento de Petróleo, Derivados,
Gás Natural e Biocombustíveis (RTT)".

Art. 2º Esta Resolução se aplica aos terminais autorizados pela ANP.

Art. 3º Para os fins desta Resolução ficam estabelecidas as seguintes definições, além daquelas
constantes no RTT.

I - terminal existente: terminal que, na data de publicação desta Resolução, já detenha autorização
de construção ou de operação outorgada pela ANP; e

II - terminal novo: terminal que, na data de publicação desta Resolução, não detenha autorização de
construção ou de operação outorgada pela ANP.

CAPÍTULO II

DAS OBRIGAÇÕES

Art. 4º É obrigação dos titulares de autorização outorgada pela ANP:

I - observar a estrutura regulatória estabelecida pela ANP visando à garantia da segurança


operacional, consideradas as responsabilidades dos titulares de autorização;

II - dispor de um sistema de gestão que atenda ao estabelecido no RTT, instituído por esta
Resolução, sem prejuízo de quaisquer obrigações legais cabíveis;

III - assegurar o livre acesso às instalações do terminal e às operações em curso, para fins de:

a) fiscalização, inspeção e auditoria da ANP;

b) educação e orientação dos agentes econômicos do setor;

c) prevenção e repressão de condutas violadoras da legislação e das autorizações da ANP;

d) levantamento de dados e informações e apuração de responsabilidades sobre incidentes


operacionais ocorridos nas instalações sujeitas ao RTT; e

IV - arquivar e disponibilizar, para fiscalização da ANP, toda a documentação necessária para


demonstrar o cumprimento desta Resolução.

CAPÍTULO III

DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS

Art. 5º A empresa titular da autorização terá um prazo de até três anos, contados da publicação
desta Resolução, para adequar suas instalações às normas do RTT.

Parágrafo único. Para fins de prazos de adequação a esta Resolução e ao RTT, a ampliação do
terminal existente será tratada como terminal novo, caso ainda não tenha recebido a autorização
para construção da ampliação.

Art. 6º O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará o infrator às penalidades previstas
na Lei nº 9.847, de 26 de outubro de 1999, bem como nas demais disposições aplicáveis.

Art. 7º Esta Resolução entra em vigor em 1º de abril de 2020.

JOSE CESARIO CECCHI

Diretor-Geral Substituto

ANEXO

REGULAMENTO TÉCNICO DE TERMINAIS PARA MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAMENTO


DE PETRÓLEO, DERIVADOS, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS (RTT)

PREFÁCIO

A necessidade de regulamentação técnica da gestão dos Terminais (instalações aquaviárias, seus


Dutos Portuários e instalações terrestres), autorizados a operar pela ANP - Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, decorre de cinco razões básicas.

A primeira, por ser a gestão da segurança operacional fator determinante na prevenção ou


Mitigação das consequências de eventuais incidentes que possam causar danos às pessoas
envolvidas ou não com a sua operação, ao patrimônio das instalações, ao público em geral e ao meio
ambiente.

A segunda, por ser a gestão da segurança operacional fator essencial para a confiabilidade do
suprimento nacional de petróleo, derivados, gás natural e biocombustíveis.

A terceira, pelo papel central dos Terminais na cadeia logística do petróleo, instalações por onde
passa, trazido por dutos ou navios, praticamente todo o petróleo de origem nacional ou internacional
consumido ou processado no país.

A quarta, o papel que os Terminais exercem como elo fundamental na logística dos produtos
refinados e dos biocombustíveis, seja ao longo da costa brasileira (para cabotagem ou exportação),
ou seja desempenhando uma função fundamental na interiorização dos produtos, especialmente
quando localizados próximos a rodovias e ferrovias ou interligados a dutos de transporte.

A quinta, pela importância dos Terminais de importação, armazenamento e regaseificação na


garantia do suprimento de gás natural.

Dessa forma, tendo em vista a relevância dessas instalações na infraestrutura logística nacional de
combustíveis, a empresa autorizada pela ANP a operar um Terminal deve fazê-lo de forma segura e
responsável, conscientizando seu corpo gerencial, funcional, fornecedores e prestadores de serviço
para a operar de forma a evitar incidentes.

A responsabilidade final pela segurança operacional de qualquer Terminal é da empresa autorizada


pela ANP a operá-lo.

Nesse contexto, o Regulamento Técnico de Terminais para Movimentação e Armazenamento de


Petróleo, Derivados, Gás Natural e Biocombustíveis (RTT) é instituído visando ao estabelecimento de
requisitos essenciais e padrões mínimos de segurança operacional.

1 INTRODUÇÃO

Este Regulamento Técnico de Terminais (RTT) estabelece os requisitos essenciais e os mínimos


padrões de segurança operacional para os Terminais, visando à proteção do público em geral e da
Força de Trabalho da empresa operadora, bem como a proteção das instalações e do meio ambiente.

Para Terminais Novos e ampliações dos Terminais Existentes, os requisitos deste regulamento são
aplicáveis na sua integralidade.

Para Terminais Existentes, apenas os requisitos de projeto, construção e montagem não são
aplicáveis.

Este regulamento não é um manual de projeto, sendo necessário o exercício de uma avaliação de
engenharia competente e aplicação de normas adequadas, nos projetos desenvolvidos pela empresa
operadora.

Este regulamento não tem a intenção de limitar o desenvolvimento de novos equipamentos,


procedimentos ou normas, nem de prescrever como tais inovações devam ser consideradas.

Em caso de conflito entre os termos deste regulamento e qualquer norma ou regulamentação da


ANP, de outro órgão federal, estadual ou municipal, legalmente habilitado a tratar sobre o tema
abrangido, deverá ser formulada consulta diretamente à ANP.
Qualquer consulta ou dúvida de interpretação sobre o disposto neste regulamento deve ser
submetida formalmente à ANP para o devido esclarecimento.

2 DEFINIÇÕES

Para fins deste regulamento, ficam estabelecidas as seguintes definições que se aplicam sem
prejuízo ao disposto na Lei nº 9.478, 6 de agosto de 1997, na Lei nº 11.909, 4 de março de 2009 e na
Lei nº 12.490, de 16 de setembro de 2011.

2.1 Agente Operador de Terminal (AOT)

Pessoa jurídica ou consórcio de empresas autorizado pela ANP a operar o Terminal.

2.2 Análise de Riscos

Processo analítico e sistemático no qual são identificados os Riscos potenciais da operação do


Terminal e determinadas a probabilidade de ocorrência e a consequência de eventos potencialmente
adversos. Dependendo dos objetivos da empresa operadora, as avaliações de Risco podem ter
diferentes escopos e serem executadas em níveis de detalhe variáveis.

2.3 Arqueação de tanques, vasos e esferas

Consiste na determinação da capacidade volumétrica de reservatórios (tanques, vasos ou esferas)


utilizados para armazenamento de produtos a granel. Cabem aos órgãos que compõem a Rede
Brasileira de Metrologia Legal e Qualidade - Inmetro (RBMLQ-I), a execução do serviço de
Arqueação de tanques, vasos e esferas.

2.4 Autoridade Marítima

Poder exercido pela Diretoria de Portos e Costas da Marinha do Brasil, ou por essa delegado. Cabe à
Autoridade Marítima promover a implementação e execução da legislação em vigor, com o propósito
de assegurar a salvaguarda da vida humana e a segurança da navegação, em mar aberto e hidrovias
interiores, bem como promover a prevenção da poluição ambiental por parte de embarcações,
plataformas e suas instalações de apoio.

2.5 Avaliação de Integridade

Processo sistemático baseado na avaliação das indicações resultantes das inspeções, no exame físico
dos equipamentos do Terminal por diferentes técnicas, na avaliação dos resultados deste exame, na
caracterização por severidade e tipo dos defeitos encontrados e na verificação da integridade dos
equipamentos, Duto e sistemas do Terminal através de análise estrutural.

2.6 Cenário Acidental

Conjunto de situações e circunstâncias específicas de um incidente.

2.7 Centro de Controle Operacional (CCO)

Centro responsável pela coordenação, supervisão e controle das operações do Terminal.

2.8 Comissionamento

Conjunto de ações legais, técnicas e procedimentos de engenharia aplicados de forma integrada a


um Terminal, visando verificar o atendimento dos requisitos e testes especificados em projeto,
objetivando assegurar o Condicionamento da instalação do Terminal de forma ordenada e segura,
garantindo o atendimento das normas técnicas vigentes, códigos, padrões da indústria e boas
práticas de engenharia, bem como a sua operacionalidade em termos de segurança, desempenho,
confiabilidade, documentação e rastreabilidade de informações.

2.9 Competência

Conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes requeridos para o desempenho de determinadas


tarefas ou para o exercício de uma determinada função.

2.10 Complementos

Instalações necessárias à segurança, proteção e operação das Instalações.

2.11 Componentes de Dutos Portuários

Quaisquer elementos mecânicos pertencentes ao Duto Portuário, compreendendo, mas não se


limitando aos seguintes itens: lançadores e recebedores de Pigs e esferas, válvulas, flanges,
conexões padronizadas, conexões especiais, derivações tubulares, parafusos e juntas.

2.12 Condicionamento

Conjunto de ações prévias necessárias para deixar as instalações do Terminal, ou parte delas, em
condições apropriadas para iniciar uma das seguintes atividades: Pré-operação, operação,
interrupção operacional programada, manutenção, ensaios não destrutivos, Desativação Temporária
e Desativação Permanente.

2.13 Controle Centralizado

Controle, supervisão e coordenação operacional realizados em tempo real, com monitoramento das
variáveis de processo por um Centro de Controle Operacional que pode interferir remotamente no
processo.

2.14 Cruzamento

Passagem de Dutos por rodovias, ferrovias, ruas e avenidas, corpos d'água, linhas de transmissão,
cabos de fibra ótica, outros Dutos e instalações subterrâneas.

2.15 Defeito

Qualquer Descontinuidade reprovada pelos critérios normativos utilizados para sua avaliação por
comprometer a integridade física dos equipamentos do Terminal.

2.16 Desativação Permanente

Retirada de operação de instalações do Terminal em caráter definitivo.

2.17 Desativação Temporária

Retirada de operação de instalações do Terminal por um período de tempo predeterminado,


considerando a perspectiva de sua utilização futura.

2.18 Descomissionamento
Conjunto de ações legais, técnicas e procedimentos de engenharia aplicados de forma integrada a
instalações do Terminal, visando assegurar que sua desativação atenda às condições de segurança,
preservação do meio ambiente, confiabilidade e rastreabilidade de informações e de documentos.

2.19 Descontinuidade

É qualquer não conformidade (anomalia) nas estruturas, que pode ou não ser considerada um
Defeito.

2.20 Duto

Conjunto composto por tubos, trechos ou tramos ligados entre si, incluindo os Componentes e
Complementos, destinado à movimentação de fluidos, entre as fronteiras de unidades operacionais
geograficamente distintas.

2.21 Duto Portuário

Duto aéreo, enterrado ou submarino que interliga Terminais às áreas portuárias, píeres ou
instalações offshore (monoboias e quadro de boias).

2.22 Elementos Críticos de Segurança Operacional

Os elementos são considerados críticos quando essenciais para a prevenção ou Mitigação de


acidentes ou que, em caso de falha, possam provocar um acidente operacional.

Esses elementos são classificados em três categorias:

a) Procedimento crítico de segurança operacional: Um procedimento ou critério utilizado para


controle de Riscos operacionais;

b) Equipamento crítico de segurança operacional: Qualquer equipamento ou elemento estrutural do


Terminal que pode, em caso de falha, causar ou contribuir significativamente para um quase
acidente ou para um acidente operacional; e

c) Sistema crítico de segurança operacional: Qualquer sistema de controle que tenha sido projetado
para: manter as instalações do Terminal dentro dos limites operacionais de segurança; parar total ou
parcialmente as instalações do Terminal ou um processo, no caso de uma falha na segurança
operacional; ou reduzir a exposição humana às consequências de eventuais falhas.

2.23 Emergência

Toda ocorrência que foge ao controle de um processo, sistema ou atividade, da qual possam resultar
danos às pessoas, ao meio ambiente, aos equipamentos ou ao patrimônio próprio ou de terceiros,
envolvendo atividades ou instalações, e que requeiram o acionamento rápido da Estrutura
Organizacional de Resposta.

2.24 Estrutura Organizacional de Resposta

Estrutura previamente estabelecida, mobilizada quando de uma situação de emergência, com a


finalidade de utilizar recursos e implementar as ações dos Procedimentos Operacionais de Resposta.

2.25 Fatores Causais:

É qualquer ocorrência negativa ou condição indesejada que, caso fosse eliminada, evitaria a
ocorrência do Incidente, ou reduziria sua severidade ou sua frequência.

2.26 Força de Trabalho

Todo o pessoal envolvido na operação da instalação, empregados do AOT ou das empresas


contratadas.

2.27 Gasodutos

Dutos terrestres de transporte, transferência e de escoamento da produção que movimentam gás


natural, conforme definições da Lei n° 11.909, de 2009, e Dutos que movimentam hidrocarbonetos
gasosos ou misturas gasosas que contenham hidrocarbonetos.

2.28 Gerenciamento da Integridade

Processo contínuo e sistemático de administração da Integridade Estrutural das instalações do


Terminal baseado em atividades de inspeção e manutenção e de Mitigação dos Defeitos.

2.29 Gerenciamento de Mudanças

Processo contínuo e sistemático que assegura que as mudanças permanentes ou temporárias sejam
avaliadas e gerenciadas de forma que os Riscos advindos destas alterações permaneçam em níveis
aceitáveis e controlados.

2.30 Inspeção Periódica

Inspeção programada realizada em atendimento a legislação, normalizações, procedimentos e plano


de inspeção.

2.31 Integridade Estrutural

Aptidão mecânica dos equipamentos e instalações do Terminal para operar em condição segura,
desde que respeitados seus parâmetros de projeto e os limites operacionais estabelecidos.

2.32 Manutenção Corretiva

Manutenção que inclui todas as ações para retornar um componente, Complemento ou sistema em
falha para o estado operacional ou disponível.

2.33 Manutenção Preditiva

Manutenção que permite garantir uma qualidade de serviço desejado, com base na aplicação
sistemática de técnicas de análise, utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de
amostragens, para reduzir ao mínimo a Manutenção Preventiva e diminuir a Manutenção Corretiva.

2.34 Manutenção Preventiva

Manutenção efetuada em intervalos de tempo pré-determinados, ou de acordo com critérios


prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um
item.

2.35 Medida Mitigadora

Ação selecionada, baseada em Avaliação da Integridade ou Análise de Risco de um Defeito, que pode
incluir, dentre outras, reparo, realização de testes e avaliações adicionais, mudanças no ambiente
físico, mudanças operacionais, monitoração contínua, mudanças administrativas ou de
procedimentos.

2.36 Mitigação

Ação que provoca limitação ou redução da probabilidade de ocorrência ou da expectativa da


consequência para um determinado evento.

2.37 Oleodutos

Dutos terrestres ou submarinos de transporte ou transferência que movimentam:

a) Petróleo, líquidos de gás natural, condensado, derivados líquidos de petróleo e gás liquefeito de
petróleo; e

b) Todos os produtos líquidos cujas operações de transporte ou transferência sejam reguladas pela
ANP, exceto gases liquefeitos por baixa temperatura.

Os Dutos que movimentam hidrocarbonetos líquidos e outros combustíveis tais como: biodiesel,
misturas de óleo diesel, biodiesel ou etanol, de forma sequencial (polidutos) são considerados
Oleodutos.

Os Dutos que movimentam biocombustíveis líquidos, puros ou misturados a hidrocarbonetos, tais


como: biodiesel, etanol e misturas de óleo diesel e biodiesel são considerados Oleodutos.

2.38 Permissão de Trabalho

Documento interno emitido por pessoa(s) capacitada(s) e autorizada(s) pelo AOT com a finalidade de
liberar o início da intervenção no equipamento, na instalação ou na área específica do Terminal, do
Duto Portuário e suas respectivas Faixas.

2.39 Pig (Pipeline Inspection Gauge)

Denominação genérica dos dispositivos que passam pelo interior dos Dutos, impulsionados pelo
fluido transportado, ou eventualmente por um sistema tracionado, sendo conforme a finalidade:
separador, raspador, calibrador, de limpeza interna, de remoção de líquidos, de inspeção, de
mapeamento, de verificação do perfil de pressão e temperatura, etc.

2.40 Plano de Emergência Individual - PEI

Documento, ou conjunto de documentos, que contenha as informações e descreva os procedimentos


de resposta da instalação a um incidente de poluição por óleo, em águas sob jurisdição nacional,
decorrente de suas atividades.

2.41 Plano de Resposta a Emergência - PRE

Documento, ou conjunto de documentos, elaborado(s) considerando a complexidade da instalação e


que contém as informações relativas ao Terminal e sua área de influência, aos cenários acidentais e
à resposta aos diversos tipos de Emergência passíveis de ocorrência, decorrente de sua construção e
operação.

2.42 Pré-operação
A Pré-operação de uma instalação de Terminal consiste nas atividades que antecedem a entrada em
operação após sua construção, reforma, ampliação, volta de Desativação Temporária ou após a
ocorrência de incidente que afete a estrutura de equipamentos.

2.43 Profissional Capacitado

Profissional que possua treinamento específico para realização de tarefa específica sob orientação
do Profissional Habilitado.

2.44 Profissional Habilitado

Profissional com atribuições legais para a atividade a ser desempenhada e que assume a
responsabilidade técnica, tendo registro no conselho profissional de classe.

2.45 Profissional Qualificado

Pessoa treinada para realizar as tarefas que fazem parte de suas atribuições, com comprovante de
conclusão reconhecido do específico curso.

2.46 Risco

Medida qualitativa ou quantitativa do potencial de perda considerando a probabilidade de


ocorrência do incidente e a magnitude das suas consequências.

2.47 Tarefa Crítica

Tarefa considerada perigosa ou que possa gerar impacto na segurança operacional das instalações
do Terminal.

2.48 Terceiros

Qualquer pessoa jurídica que não seja o AOT ou empresa por ela contratada e/ou qualquer pessoa
física, que não seja funcionário do AOT ou de suas contratadas.

2.49 Terminais

Instalações destinadas à prestação de serviço de armazenamento ou movimentação de petróleo, seus


derivados, gás natural e biocombustíveis. Podem ser (i) Aquaviários, quando oferecem serviços de
movimentação portuária ou que se relacionam diretamente ao modal aquaviário por meio de
instalações tais como Dutos Portuários, monoboias e quadro de boias, ou (ii) Terrestres, que não
oferecem serviços de movimentação portuária ou aquaviária, podendo ser conectados ou integrados
a Dutos terrestres de transporte ou transferência.

2.49.1 Terminal Novo

Terminal que, na data de publicação desta Resolução, não detenha autorização de construção ou de
operação outorgada pela ANP

2.49.2 Terminal Existente

Terminal que, na data de publicação desta Resolução, detenha autorização de construção ou de


operação outorgada pela ANP

2.50 Terminal de GNL


Instalação utilizada para a liquefação de gás natural ou para importação, descarga e regaseificação
de gás natural liquefeito (GNL), incluindo os serviços auxiliares e tanques de estocagem temporária
necessários para o processo de regaseificação e subsequente entrega do gás natural à malha
dutoviária ou a outros modais de transporte, conforme inciso XXVII do artigo 2º da Lei nº 11.909, de
4 de março de 2009.

3 ABRANGÊNCIA

3.1 Estão incluídos na abrangência deste regulamento o projeto, a construção, a montagem, a


operação, a inspeção, a manutenção, o Gerenciamento da Integridade e a desativação de instalações
de Terminais, inclusive os seus trechos de Dutos interligados às instalações portuárias ou áreas
terrestres, destinados à movimentação de petróleo, seus derivados, gás natural e biocombustíveis,
conforme relacionados nos itens abaixo:

a)Terminais terrestres;

b)Terminais aquaviários (marítimos, lacustres, oceânicos e fluviais);

c)Instalações oceânicas (instalações offshore compostas por monoboias e quadro de boias);

d)Dutos situados fora dos limites de Terminais aquaviários, inclusive de gás natural liquefeito, que
servem de ligação do parque de armazenamento dessas instalações com monoboias ou quadro de
boias, cais ou píer de atracação de navios e barcaças, desde que estes não estejam contemplados
pelo RTDT e SGSS;

e)Terminais de gás natural liquefeito (GNL), plantas de liquefação de gás natural e plantas de
regaseificação de gás natural liquefeito;

f)Parques de bombeamento ou de compressão, que atendam aos Dutos Portuários abrangidos por
este regulamento;

g)Plataformas de carregamento/descarregamento rodoviário ou ferroviário de Terminais;

h)Operações com navios atracados, em berços diferentes, realizando transferência de transbordo; e

i)Tancagem remota de instalação industrial de filial de Produtor de Etanol destinada ao


armazenamento de etanol.

3.2 Para os Dutos Portuários deve ser avaliada a aplicabilidade dos requisitos de inspeção,
manutenção e sinalização de faixa, conscientização pública e prevenção de danos causados por
terceiros contidos no RTDT (Regulamento Técnico de Dutos Terrestres para Movimentação de
Petróleo, Derivados e Gás Natural), instituído pela Resolução ANP nº 6, de 3 de fevereiro de 2011.
Essa avaliação deve ser documentada, incluindo os argumentos associados. Caso a avaliação conclua
pela aplicabilidade, o cumprimento desses itens do RTDT torna-se mandatório. A ANP pode
discordar da conclusão após a análise do documento, exigindo o cumprimento dos itens do RTDT.

3.3 Para os Dutos Portuários deve ser avaliada a aplicabilidade dos requisitos de projeto, fabricação
e instalação, Gerenciamento da Integridade, reutilização e extensão de vida útil contidos no SGSS
(Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional de Sistemas Submarinos), instituído pela
Resolução ANP nº 41, de 9 de outubro de 2015. Essa avaliação deve ser documentada, incluindo os
argumentos associados. Caso a avaliação conclua pela aplicabilidade, o cumprimento desses itens no
SGSS torna-se mandatório. A ANP pode discordar da conclusão após a análise do documento,
exigindo o cumprimento dos itens do SGSS.
3.4 Estão excluídos da abrangência deste regulamento os seguintes itens abaixo:

a)Instalações dentro dos limites das áreas de concessão de produção terrestres;

b)Instalações dentro dos limites das áreas de concessão de produção marítima;

c)Instalações de superfície para estocagem subterrânea de gás;

d)Refinarias e plantas de processamento de gás natural;

e)Bases de distribuição;

f)Instalações de consumidores individuais de derivados de petróleo e gás natural;

g)Unidades industriais petroquímicas ou químicas ou centrais petroquímicas;

h)Formuladores e Produtores de Solventes;

i)Plantas de produção ou processamento de biocombustíveis;

j)Operações com embarcações atracadas e amarradas a contrabordo realizando transferência "Ship-


to-Ship" (STS);

k)Transporte aquaviário, marítimo ou por barcaças, ferroviário e rodoviário dos produtos regulados;
e

l)Os navios estacionários, como os navios regaseificadores, navios de liquefação de gás natural, e
navios cisterna.

4 DISPOSIÇÕES GERAIS

Este capítulo estabelece as disposições gerais que devem ser atendidas pelo Agente Operador de
Terminal (AOT) na operação, inspeção e manutenção das instalações abrangidas por este
regulamento.

4.1 DOCUMENTAÇÃO E REGISTROS

4.1.1 O conjunto de documentos e registros deve conter no mínimo os seguintes documentos:

4.1.1.1 Manuais de equipamentos e instalações;

4.1.1.2 Manuais de operação, planos de manutenção e inspeção, desenhos e fluxogramas atualizados


das instalações; e

4.1.1.3 Lista de identificação dos equipamentos e sistemas que compõem o conjunto de instalações
do Terminal, tais como: esferas, tanques, vasos, plataformas de carga e descarga (conforme o
modal), casa de bombas, compressores, sistema de resfriamento, sistema de combate a incêndio,
sistema de alimentação elétrica do Terminal, sistema de supervisão e controle / automação, sistema
de proteção contra descargas atmosféricas, sistema de tratamento de efluentes, sistemas auxiliares
(ar comprimido, geração de vapor, dentre outros), sistemas dutoviários, edificações (sala de
controle, administração, almoxarifado e oficinas), centro de transferência de produtos (válvulas,
mangotes, dentre outros), sala de análise de produtos e centro de resposta a emergência (CRE).

4.1.2 A documentação deve incluir dados de projeto, desenhos atualizados das instalações de
transferência, armazenamento, dos equipamentos de carga (braços e mangotes) e qualquer
modificação realizada desde o projeto inicial.

5 PROJETO

5.1 OBJETIVO

5.1.1 Visando à integridade mecânica, à segurança operacional, à facilidade de manutenção e


inspeção, deve-se estabelecer os requisitos mínimos que devem ser considerados em todas as etapas
da fase de projeto.

5.2 DOCUMENTAÇÃO DO PROJETO

5.2.1 O AOT deve garantir, por meio de procedimento escrito, que a documentação de projeto seja
adequadamente arquivada em meio físico ou digital, e que a última revisão dos documentos esteja
disponível para as atividades de construção e montagem e deverão ser observadas as
recomendações constantes nos itens 4.1 e 21.

5.2.2 O projeto deve ser constituído, no mínimo, pelos documentos elencados na Resolução ANP nº
52, de 2 de dezembro de 2015, ou norma que vier a substituí-la, bem como pelos relacionados
abaixo, acompanhados da(s) respectiva(s) ART(s):

5.2.2.1 Desenhos e especificações de projeto de obras (infraestrutura de acostamento, píer, braços


de carregamento, pontes de acesso, parque de tanques de armazenamento, estações de
carregamento e descarregamento (rodoviário e ferroviário), sistemas de drenagem, diques, parques
e sistemas de bombas, manifolds, scrapers, Cruzamentos, travessias, trechos aéreos, trechos
submarinos e outras);

5.2.2.2 Desenhos e especificações de projeto de obras complementares (instalações elétricas,


tratamento de efluentes, tratamento de água potável e industrial, caldeiras, sistema de combate a
incêndio, sistema de refrigeração e aquecimento, caracterização de áreas classificadas e outras);

5.2.2.3 Memórias de cálculo de dimensionamento dos sistemas de transferência de produtos, bacias


de contenção e sistema de combate a incêndios;

5.2.2.4 Especificações técnicas para construção e montagem, e procedimento de Condicionamento e


Pré-operação;

5.2.2.5 Plantas das áreas de válvulas (píeres, manifolds, tanques, etc.) detalhando seus diversos
tipos e funções, e destacando os lançadores e recebedores de Pigs e de estações de controle e
medição;

5.2.2.6 Documentos do sistema de proteção catódica, incluindo memória de cálculo;

5.2.2.7 Desenhos (plantas de emergência) e especificações de projeto do sistema de detecção de


hidrocarbonetos e/ou outros gases, quando aplicável, além da indicação das rotas de fuga, pontos de
encontro, posicionamento de chuveiros de Emergência e lava-olhos, extintores e conjuntos
autônomos de respiração, entre outros. No caso do GNL, devem ser acrescentados sistemas de
detecção de chama e calor que permitam monitorar píeres e principais unidades da planta. Os sinais
dos detectores devem estar disponíveis para o sistema de monitoramento no Terminal;

5.2.2.8 Desenhos e especificações do projeto de intertravamento seguro de equipamentos (matriz de


causa e efeito) e de sistemas críticos do Terminal;
5.2.2.9 Desenhos e especificações de projeto do sistema de detecção de vazamentos existente;

5.2.2.10 Desenhos e especificações do sistema de válvulas remotamente operadas que deverão ser
instaladas entre os tanques de armazenamento de combustíveis líquidos e as praças de bombas.
Caso o Terminal não utilize bombas e faça o esgotamento dos tanques por gravidade, os desenhos
devem refletir a posição das válvulas de bloqueio que deverão estar instaladas nas tubulações de
descarga dos tanques antes de qualquer bifurcação ou piano de válvulas (manifold);

5.2.2.11 Desenhos e especificações das praças de bombas, em conformidade com a Norma ABNT
NBR 17.505; e

5.2.2.12 Desenhos e especificações do sistema de detecção de nível alto.

5.3 CONFIGURAÇÃO GERAL

5.3.1 Devem ser adotadas no projeto as melhores práticas da engenharia e normas aplicáveis e
reconhecidas na indústria.

5.3.2 Devem ser identificadas as normas principais utilizadas para o projeto das instalações do
Terminal, definindo-se e justificando-se as quebras de projeto, garantindo-se a compatibilidade entre
as diferentes normas.

5.3.3 Devem ser utilizadas ferramentas de cálculo e modelos de análise reconhecidos para avaliação
do projeto das instalações.

5.3.4 Devem ser considerados no projeto dados geofísicos, geotécnicos e ambientais relacionados
com a área geográfica do Terminal.

6 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM

6.1 OBJETIVO

6.1.1 Visando à integridade mecânica e à segurança operacional, deve-se estabelecer os requisitos


mínimos que devem ser considerados para a construção, montagem e Comissionamento das
instalações de um Terminal Novo ou ampliações de Terminal Existente.

6.2 CONSTRUÇÃO E MONTAGEM

6.2.1 Na construção e montagem de instalações de Terminal Novo ou ampliações de Terminal


Existente, deve ser atendido o estabelecido nos documentos de referência deste regulamento e nas
melhores práticas de engenharia.

6.2.2 Os serviços de construção e montagem de instalações devem ser submetidos a controle de


qualidade, com laudos de aprovação, antes dos equipamentos e instalações entrarem em operação.

6.2.3 Os relatórios e os registros evidenciando que foram cumpridos os requisitos normativos


durante as etapas de construção, montagem, Condicionamento, ensaios e Comissionamento das
instalações de um Terminal, seus Dutos Portuários e interligações devem ser arquivados
adequadamente e ficar disponíveis para consulta sempre que necessário, por toda vida das
instalações do Terminal.

6.2.4 A ANP poderá, a seu critério, realizar vistoria técnica para avaliar as condições operacionais
da planta industrial antes da emissão da Autorização para Operação.
6.3 DOCUMENTOS "COMO CONSTRUÍDO"

6.3.1 O AOT deve ter um procedimento para garantir que os documentos "como construído" gerados
durante a construção e montagem, e exigíveis pelas normas aplicáveis, sejam adequadamente
arquivados no local da instalação em meio físico ou digital, de acordo com a regulamentação
vigente. Ao longo de toda a vida das instalações do Terminal, a última revisão dos documentos
"como construído" deve estar disponível para consulta na própria instalação, para as atividades de
operação, inspeção e manutenção.

7 OPERAÇÃO

7.1 OBJETIVO

7.1.1 Visando à integridade mecânica e a garantia da segurança operacional, deve-se estabelecer os


requisitos mínimos a serem atendidos na operação de Terminais.

7.2 MANUAL DE OPERAÇÃO DO TERMINAL

7.2.1 O manual de operação deve orientar as atividades operacionais do Terminal, contendo


informações sobre o Terminal e procedimentos de operação. Deve estar atualizado, escrito em língua
portuguesa e disponível para toda a Força de Trabalho.

7.2.2 O manual de operação deverá conter, no mínimo, a lista de procedimentos relativos à operação
de todas as instalações, as definições dos limites admissíveis das variáveis operacionais do sistema e
dos ajustes dos dispositivos de proteção.

7.2.3 O manual de operação deve ser revisado e atualizado sempre que houver mudanças nas
instalações do Terminal ou nos procedimentos estabelecidos.

7.3 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO

7.3.1 O AOT deve implementar sistema de comunicação adequado e confiável entre os pontos
remotos e a sala de controle responsável pela operação, de forma a prover as necessidades de
transmissão e recepção de informações para a segurança das operações, ou para monitoramento e
correção de condições anormais, conforme procedimentos e critérios estabelecidos.

7.4 OPERAÇÃO

7.4.1 A operação da instalação com produtos regulados pela ANP só pode ser iniciada após a
autorização de operação outorgada pela Agência;

7.4.2 Preliminarmente à operação, os tanques deverão ser arqueados quando exigível pela legislação
aplicável. Este procedimento deverá ser revisto na periodicidade estabelecida na arqueação
anterior.

7.4.3 O AOT deverá atender aos requisitos estabelecidos na norma ABNT NBR 17.505, onde couber,
em regulamentos técnicos pertinentes, nas normas brasileiras e, na ausência destas, nas normas
estrangeiras ou internacionais.

7.4.4 O AOT deve elaborar, implementar, documentar e divulgar os procedimentos operacionais,


com instruções técnicas específicas para a execução com segurança das atividades, para cada modal
existente no Terminal, considerando as especificidades operacionais, a complexidade das atividades
e as interfaces com outros sistemas e instalações.
7.4.4.1 O AOT deve elaborar seus procedimentos operacionais considerando as Análises de Riscos.

7.4.4.2 O AOT deve levar em consideração as especificidades da movimentação de GNL e/ou GLP ao
elaborar os procedimentos operacionais, caso suas operações incluam a movimentação destes
produtos.

7.4.5 Durante a Pré-operação e operação devem ser atendidas as orientações dos procedimentos
operacionais.

7.4.6 O AOT deverá ter sistemática para verificar anormalidades nos equipamentos e sistemas do
Terminal, visando garantir que as operações só iniciem em condições seguras.

7.4.7 Para cada modal existente no Terminal, os procedimentos devem contemplar as


especificidades relacionadas a preparação, execução e encerramento das operações normais e
situações de Emergência.

7.4.7.1 Os procedimentos devem ser claros, concisos e revisados e/ou atualizados periodicamente,
no prazo máximo estabelecido na Tabela 1 da Gestão da Informação e da Documentação, ou
conforme necessário, de modo a refletir as condições reais ou mudanças realizadas nos
equipamentos e sistemas do Terminal, modificações ou ampliações e recomendações decorrentes de
acidentes e/ou incidentes.

7.4.8 Os procedimentos operacionais devem contemplar a utilização de sistemas de comunicação


adequados e confiáveis entre operadores e o(s) centro(s) de controle responsável(is) pela operação.

7.4.8.1 Se ocorrer falha nos meios de comunicação, a operação deve ser imediatamente suspensa até
que as comunicações sejam restabelecidas, salvo nos casos em que a interrupção das atividades
implique aumento dos Riscos.

7.4.8.2 O AOT deve ter sistematizadas a utilização dos equipamentos de comunicação emergencial, a
parada de Emergência da operação e a utilização dos sistemas de combate às Emergências.

7.4.8.3 O AOT deve alertar os terceiros envolvidos nas operações da necessidade de comunicação
imediata em caso de interrupção da operação devido à falha de equipamento ou atuação de
dispositivos de proteção.

7.4.9 O AOT deve garantir, bem como documentar, que todas as operações sejam coordenadas por
profissionais capacitados para exercer as atividades.

7.4.10 O AOT deve garantir, bem como documentar, que as operações sejam organizadas de forma
estruturada e o pessoal envolvido esteja capacitado para a realização das ações estabelecidas nos
referidos procedimentos, inclusive nos casos de revisões e/ou atualizações.

7.4.11 O AOT deve indicar os limites ambientais para operações seguras nas suas instalações,
explicitando-as nos procedimentos operacionais.

7.5 ADIÇÃO DE CORANTES, ODORANTES, MARCADORES E ADITIVOS

7.5.1 O AOT deve atender ao disposto nas referências normativas e legais relativas à adição de
corantes, marcadores e aditivos, conforme estabelecido nos documentos de referência deste
regulamento.

7.5.2 Todos os Terminais que movimentam GLP e necessitam realizar odorização do produto devem
ter, preferencialmente, sistema automático de dosagem.

7.5.3 Todos os Terminais que operam com Produtos de Marcação Compulsória (PMC) devem ter,
preferencialmente, sistema automático de marcação.

7.5.4 Todos os Terminais que realizam adição de aditivos detergentes dispersantes na gasolina
devem ter, preferencialmente, sistema automático de adição.

7.6 PREPARAÇÃO PARA MANUTENÇÃO E RETORNO À OPERAÇÃO APÓS MANUTENÇÃO

7.6.1 O AOT deve estabelecer procedimentos que definam a liberação das instalações e dos
equipamentos para a manutenção e seu retorno à operação.

7.6.2 O AOT deve garantir que as instalações estejam em condições seguras e, quando necessário,
isoladas operacionalmente, para que os serviços de manutenção programados sejam executados.

7.6.3 Para o retorno à operação das instalações do Terminal, devem ser atendidos os procedimentos
e as recomendações de segurança específicas para cada caso.

7.6.4 O AOT deve colocar em serviço somente equipamentos que atendam aos requisitos de projeto
original ou às revisões estabelecidas e aprovadas por pessoal qualificado.

7.7 PARADA DE EMERGÊNCIA

7.7.1 O AOT deve estabelecer em seus procedimentos operacionais as condições nas quais as
operações devem ser interrompidas e os meios para realizar esta interrupção, conforme previsto em
projeto.

7.7.2 O procedimento deve indicar a localização dos dispositivos de parada de Emergência e os


meios de comunicação a serem empregados.

7.7.3 O AOT deve estabelecer em seus procedimentos operacionais as condições nas quais as
operações podem ser reiniciadas após uma parada de Emergência e os meios para realizar este
reinício.

7.8 CENTROS DE CONTROLE OPERACIONAL

7.8.1 O AOT deve dispor de um Centro de Controle Operacional (CCO) responsável pelas operações,
de forma a prover os recursos de transmissão e recepção de informações para segurança das
operações, para monitoramento e correções de condições anormais, com procedimentos e critérios
estabelecidos.

7.8.1.1 O CCO deve funcionar com os equipamentos, mão de obra e padrões que possibilitem
desempenho compatível com os requisitos mínimos de segurança estabelecidos neste regulamento.

7.8.1.2 Os meios de comunicação disponíveis no CCO devem contemplar sistema de comunicação de


Emergência.

7.8.2 A supervisão das operações deverá ser automatizada e abranger, no mínimo, os seguintes
aspectos operacionais:

a)Monitoração de pressão, vazão, temperatura e nível;

b)Possibilidade de intervenção remota nos processos, através do acionamento ou controle manual ou


automático de válvulas, bombas ou demais equipamentos;

c)Monitoração do status e operação remota de equipamentos críticos; e

d)Armazenamento e recuperação de dados históricos de processo.

7.8.2.1 No caso de falha na supervisão de alguma das variáveis operacionais, a operação poderá
ocorrer sem o atendimento dos itens (a) a (d), desde que seja realizada Análise de Riscos e que a
operação dessa forma seja temporária.

7.8.3 O AOT deve dispor de CFTV (Circuito Fechado de Televisão), visando permitir o efetivo
monitoramento das áreas do Terminal com a possibilidade de resgate das informações.

7.8.3.1 O AOT deve estabelecer e executar procedimento para monitoramento e registro de imagens
de operações críticas e das áreas onde estão os equipamentos críticos relacionados com suas
instalações, visando identificar possíveis desvios que possam originar ou causar incidentes, impactos
ao meio ambiente e a segurança operacional.

7.8.3.2 Todas as imagens registradas através de CFTV devem ser armazenadas diariamente, em
mídia eletrônica, de tal modo que possam ser disponibilizadas, mediante solicitação formal, ou
consultadas in loco durante uma ação de fiscalização da ANP.

7.8.3.3 O armazenamento das imagens registradas deve ser mantido em local seguro,
preferencialmente diferente do local das instalações, e de acesso controlado, por um período mínimo
de 30 (trinta) dias.

7.8.4 O AOT deve manter registro de ocorrências no CCO, de tal forma que, antes da passagem de
turno entre operadores, deverá ser realizado um breve relato informando ao substituto como foi e
como está o término do turno e, em seguida, deve ser assinado por ambas partes.

8 ANÁLISE DE RISCOS

8.1 OBJETIVO

8.1.1 Visando à eliminação, redução, controle ou Mitigação dos Riscos para mantê-los dentro dos
limites de segurança aceitáveis, deve-se estabelecer os requisitos mínimos para Análise de Riscos de
forma integrada para determinar:

8.1.1.1 Os perigos e Riscos associados às diferentes fases do ciclo de vida do Terminal, por meio da
utilização de ferramentas reconhecidas e com resultados devidamente documentados;

8.1.1.2 Os Elementos Críticos de Segurança Operacional do Terminal e os possíveis modos de falha;


e

8.1.1.3 Os cenários acidentais a serem contemplados no Plano de Resposta a Emergência.

8.2 TIPO DE ANÁLISE DE RISCOS

8.2.1 O AOT deve identificar e realizar análise qualitativa ou quantitativa dos Riscos, com o
propósito de recomendar ações para controlar e reduzir a ocorrência de incidentes que
comprometam a Integridade Estrutural e a segurança operacional das instalações do Terminal.

8.3 METODOLOGIA
8.3.1 A metodologia para identificação e Análise de Riscos deve:

8.3.1.1 Ser definida por Profissional Qualificado que deve fundamentar tecnicamente e registrar na
própria análise a escolha da metodologia utilizada;

8.3.1.2 Considerar Análises de Riscos já realizadas na instalação ou em outras instalações similares;

8.3.1.3 Levar em conta a análise histórica de incidentes ocorridos na instalação ou em outras


similares, o layout, as causas externas, as áreas adjacentes, a interligação com outras instalações e
as mudanças ocorridas no Terminal desde a última Análise de Riscos, conforme aplicável;

8.3.1.4 Identificar os documentos de referência necessários;

8.3.1.5 Utilizar documentos de referência atualizados;

8.3.1.6 Observar a influência de fatores humanos e de causas externas;

8.3.1.7 Identificar os perigos e classificar os Riscos;

8.3.1.8 Identificar as salvaguardas existentes e avaliar sua adequabilidade;

8.3.1.9 Determinar as ações necessárias para prevenção dos incidentes e Mitigação das
consequências; e

8.3.1.10 As medidas preventivas para se evitar ou reduzir a probabilidade da ocorrência dos diversos
cenários identificados nos Terminais deverão sempre incluir barreiras ativas (automação e
desenvolvimento tecnológico) e procedimentais. Poderão ser previstas somente barreiras
procedimentais no caso de não ser possível a implementação de barreiras ativas.

8.4 IMPLEMENTAÇÃO

8.4.1 A identificação e Análise de Riscos devem ser executadas por uma equipe multidisciplinar e
qualificada, que detenha amplos conhecimentos sobre os seguintes assuntos:

a)Instalações e Processos;

b)Saúde e Segurança;

c)Condições Ambientais;

d)Segurança Patrimonial e Empresarial;

e)Plano de Contingência;

f)International Ship and Port Facility Security Code (ISPS Code), se aplicável;

g)Operação de Embarcações, se aplicável;

h)Análise de Riscos.

8.4.2 A aprovação da Análise de Riscos deve ser realizada por responsável designado pelo AOT.

8.5 RELATÓRIO

8.5.1 O relatório deve incluir, no mínimo:


8.5.1.1 Identificação da equipe;

8.5.1.2 Objetivo e escopo da avaliação;

8.5.1.3 Descrição da instalação, componentes, sistemas ou equipamentos submetidos à análise;

8.5.1.4 Descrição e justificativa da metodologia utilizada;

8.5.1.5 Identificação dos perigos, incluindo os modos de falhas associados, quando aplicável;

8.5.1.6 Identificação, análise e classificação dos Riscos;

8.5.1.7 Identificação dos cenários acidentais;

8.5.1.8 As salvaguardas existentes;

8.5.1.9 Recomendações, inclusive medidas preventivas e mitigadoras;

8.5.1.10 Análise e classificação dos Riscos antes da implementação das recomendações;

8.5.1.11 Nível de Risco resultante esperado após a implementação das recomendações; e

8.5.1.12 Conclusões.

8.5.2 Os relatórios de identificação e Análise de Riscos devem estar disponíveis para consulta pela
ANP e demais partes interessadas, a qualquer tempo quando solicitado.

8.6 AÇÕES DECORRENTES DA ANÁLISE DE RISCOS

O AOT deve:

8.6.1 Implementar as recomendações contidas na Análise de Riscos.

8.6.2 Estabelecer prazos compatíveis com a complexidade das ações e a classificação de Riscos.

8.6.3 Acompanhar e registrar o progresso da implementação das recomendações.

8.6.3.1 As modificações das recomendações ou sua não implementação deverão ser justificadas e
documentadas, mediante parecer técnico, devendo ser compatíveis com os Riscos envolvidos.

8.6.4 Quando aplicável, deverá ser indicada a necessidade de revisão da relação de Elementos
Críticos de Segurança Operacional.

8.6.5 Deverá ser avaliada a necessidade da realização de Gerenciamento de Mudanças, conforme


requisitos estabelecidos pelo Capítulo 10, na implementação das recomendações.

8.6.6 As Análises de Riscos realizadas devem estar disponíveis à Força de Trabalho envolvida por
todo o ciclo de vida do Terminal.

8.7 DIVULGAÇÃO

8.7.1 O AOT deve divulgar para a Força de Trabalho pertinente, os Riscos identificados e as
recomendações implementadas.

8.8 REVISÃO DA ANÁLISE DE RISCOS


8.8.1 A Análise de Riscos da fase de Operação deve ser revisada periodicamente e, no mínimo, a
cada cinco anos.

8.8.2 Deve ser avaliada a necessidade de revisão da Análise de Riscos quando ocorrer:

a)Modificações físicas ou operacionais nas instalações do Terminal;

b)Experiência de Incidentes que tenham ocorrido no Terminal ou em outras instalações similares;

c)Mudanças organizacionais, incluindo a venda de ativos do Terminal para outro AOT;

d)Mudanças na base de dados, modelos ou métodos de estimativa de Risco;

e)Alta frequência ou gravidade de Incidentes; e

f)Indisponibilidade das salvaguardas contidas em Análise de Riscos anterior.

8.8.2.1

9 ELEMENTOS CRÍTICOS DE SEGURANÇA OPERACIONAL

9.1 OBJETIVO

9.1.1 Descrever os requisitos que devem ser considerados para identificar os Elementos Críticos de
Segurança Operacional e estabelecer sistemas de gerenciamento e controle dos mesmos.

9.2 IDENTIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CRÍTICOS DE SEGURANÇA OPERACIONAL

9.2.1 O AOT deve identificar os equipamentos e sistemas críticos para a segurança operacional do
Terminal com base em critérios pré-estabelecidos. Esses critérios devem ser compatíveis com os
Riscos envolvidos.

9.2.2 O AOT deve implementar programa diferenciado de inspeção, manutenção e calibração,


conforme aplicável, para os Equipamentos e Sistemas Críticos de Segurança Operacional.

9.2.3 O AOT deve identificar, elaborar e manter atualizados de forma diferenciada os Procedimentos
Críticos de Segurança Operacional.

10 GERENCIAMENTO DE MUDANÇAS

10.1 OBJETIVO

10.1.1 Avaliar e gerenciar as mudanças, permanentes ou temporárias, que possam afetar a


segurança operacional dos Terminais e as possíveis consequências advindas de quaisquer alterações
nas instalações, produtos, procedimentos, regulamentos, organização e legislação, de forma que os
Riscos advindos destas alterações permaneçam em níveis aceitáveis, em todo o ciclo de vida do
Terminal.

10.1.2 Garantir que as mudanças realizadas não comprometam a segurança operacional e a


integridade das instalações do Terminal, minimizando a possibilidade de ocorrência de Incidentes.

10.2 PROCEDIMENTOS DE CONTROLE

10.2.1 O AOT deve elaborar, implementar e documentar um procedimento para gerenciar mudanças
que possam afetar a segurança operacional.

10.2.2 O processo de Gerenciamento de Mudanças deve contemplar:

10.2.2.1 Definições das alterações que constituem uma mudança, considerando a avaliação de
mudanças nas operações, nos padrões, nos procedimentos, nas instalações e no pessoal;

10.2.2.2 Definições das situações em que devem ser efetuadas reavaliação e adequação de projeto,
incluindo as modificações de uso que contrapõem premissas do projeto original ou bases de
Avaliações de Integridade anteriores;

10.2.2.3 Definições de responsabilidades para aprovar um processo de gestão de mudança,


relacionado ao potencial de risco da mudança;

10.2.2.4 Descrição da mudança proposta, incluindo a justificativa para a alteração e, quando


aplicável, a especificação de projeto;

10.2.2.5 Classificação quanto à mudança ser temporária ou permanente;

10.2.2.6 Previsão da duração da alteração para mudanças temporárias;

10.2.2.7 Definição do prazo de implementação da mudança;

10.2.2.8 Previsão para revisões e prorrogação da mudança temporária, caso a duração prevista
necessite ser ampliada. As revisões deverão ser efetuadas mediante justificativa;

10.2.2.9 Avaliação dos perigos e do impacto global nas atividades das modificações propostas, antes
da efetiva implementação das modificações;

10.2.2.10 Elaboração ou atualização dos procedimentos, manuais e demais documentações afetados


pela mudança;

10.2.2.11 Treinamento, quando aplicável, e comunicação para toda a Força de Trabalho cuja
atividade seja impactada pela mudança; e

10.2.2.12 A identificação dos possíveis impactos das mudanças na integridade das instalações do
Terminal e a indicação desses impactos para o programa de Gerenciamento da Integridade.

10.2.3 O Gerenciamento de Mudanças deve ser realizado em todo o ciclo de vida do Terminal, desde
o projeto até o Descomissionamento.

10.3 RECOMENDAÇÕES DA GESTÃO DE MUDANÇAS

O AOT deve:

10.3.1 Estabelecer, implementar e documentar as recomendações provenientes da gestão de


mudanças;

10.3.2 Estabelecer prazos compatíveis com a complexidade das ações e os Riscos envolvidos;

10.3.3 Acompanhar e registrar o progresso da implementação das recomendações; e

10.3.4 A eventual alteração das recomendações deverá ser avaliada, justificada tecnicamente e
registrada. A alteração deverá ser compatível com os Riscos envolvidos.
10.4 REAVALIAÇÃO E ADEQUAÇÃO DE PROJETO

10.4.1 Nas situações descritas em 10.2.2.2, o AOT deve estabelecer, implementar e documentar um
procedimento para a reavaliação e adequação de projeto que contemple:

10.4.1.1 Verificação das premissas de projeto através de análise dos documentos "conforme
construído" (as-built) e documentos de instalação;

10.4.1.2 Análise do histórico operacional, de manutenção, de inspeção, de testes e ensaios, de


intervenções, de falhas operacionais e das Avaliações de Integridade; e

10.4.1.3 Avaliação de Integridade.

10.4.2 Identificar claramente nos documentos do processo de gestão de mudanças os parâmetros


modificados que levaram à reavaliação e adequação de projeto, assim como a implicação das
mudanças nesses parâmetros nas diferentes condições de projeto.

10.4.3 Empregar medidas mitigadoras, tais como: inspeções adicionais, uso de técnicas de
modelagem numérica avançadas e uso de dados conservadores, sempre que dados históricos não
estiverem disponíveis para as análises necessárias.

11 GERENCIAMENTO DA INTEGRIDADE

11.1 OBJETIVO

11.1.1 Visando à integridade mecânica e à segurança operacional, deve-se estabelecer os requisitos


mínimos a serem considerados no Gerenciamento da Integridade dos equipamentos, Dutos
Portuários e sistemas durante todo o ciclo de vida das instalações do Terminal, de forma a antecipar,
prevenir, gerenciar e mitigar condições potencialmente perigosas e exposições da Força de Trabalho
a essas condições.

11.2 PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DA INTEGRIDADE

11.2.1 O AOT é responsável por assegurar a integridade dos equipamentos e sistemas integrantes
das instalações do Terminal, durante todo o seu ciclo de vida.

11.2.2 O AOT deve estabelecer, implementar e documentar Programa de Gerenciamento da


Integridade (PGI) durante todo o ciclo de vida das instalações do Terminal.

11.2.3 O PGI deve ser um processo cíclico, integrado e contínuo.

11.2.4 O PGI deve ser constituído pelos seguintes processos básicos:

a)Levantamento, revisão e integração de dados;

b)Análise de Riscos;

c)Avaliação de Integridade;

d)Definição, planejamento, implementação e acompanhamento de ações corretivas e preventivas; e

e)Avaliação do Programa de Gerenciamento da Integridade.

11.3 LEVANTAMENTO, REVISÃO E INTEGRAÇÃO DE DADOS


O AOT deve:

11.3.1 Levantar, integrar, organizar e revisar as seguintes informações:

a)Dados operacionais;

b)Fluxogramas de Processos;

c)Do Gerenciamento da Integridade;

d)Obtidas a partir da avaliação do PGI;

e)Dos Indicadores de Desempenho;

f)Das alterações identificadas pelo sistema de gestão de mudanças; e

g)Das Análises de Riscos.

11.3.2 Estabelecer e implementar adequadamente sistemática de gestão dos registros, controle e


rastreabilidade das informações do Gerenciamento da Integridade e do monitoramento e controle
operacional.

11.3.3 Arquivar por toda a vida útil da instalação os documentos relacionados ao Gerenciamento da
Integridade.

11.3.4 Este processo deve ser sistemático e efetivo de modo que os dados e informações coletadas
alimentem continuamente o PGI, a fim de garantir a qualidade, confiabilidade e consistência das
informações, para refletir a real condição de segurança das instalações do Terminal.

11.4 AVALIAÇÃO DE INTEGRIDADE

O AOT é responsável por:

11.4.1 Conduzir Avaliações de Integridade periódicas de acordo com os Riscos e ameaças


identificadas.

11.4.1.1 Antes de cada Avaliação de Integridade deve ser realizada análise do histórico de
manutenção, de inspeção, de testes e ensaios, de intervenções e histórico das próprias Avaliações de
Integridade.

11.4.1.2 Os métodos de Avaliação de Integridade devem contemplar a avaliação dos modos e


mecanismos de falha dos equipamentos e sistemas integrantes do Terminal.

11.4.2 Estabelecer, implementar e documentar planos de manutenção, inspeção, testes e ensaios


adequados, a fim de garantir a integridade mecânica.

11.4.3 Estabelecer, implementar e documentar procedimentos de manutenção, inspeção, testes e


ensaios que contenham instruções claras e específicas para a execução das atividades com
segurança e eficácia.

11.4.4 Definir prazo para finalização e aprovação dos relatórios do Gerenciamento da Integridade.

11.4.5 Garantir que toda a documentação esteja baseada em recomendações técnicas, normas,
padrões, regulamentos e melhores práticas da indústria.
11.4.6 Controlar a qualidade na execução das atividades e dos procedimentos.

11.4.7 Garantir que as atividades somente sejam executadas após emissão das licenças e
autorizações necessárias.

11.4.8 Garantir que os mangotes de carga e/ou descarga possuam certificados de teste vigentes e
com identificação e rastreabilidade, em conformidade com as normas brasileiras.

11.4.9 Garantir que os equipamentos, dispositivos e ferramentas utilizados no Terminal atendam aos
requisitos de segurança conforme a classificação da área.

11.4.10 Manter todos os equipamentos e sistemas integrantes das instalações do Terminal que
estejam fora de operação, em manutenção ou desativados temporariamente em condições seguras,
com planos de inspeção, manutenção, monitoramento e controle da corrosão apropriados para todo
o período.

11.4.11 Definir e monitorar, conforme Capítulo 18, Indicadores de Desempenho, que incluam
cumprimento dos planos de inspeção e do atendimento das recomendações provenientes das
inspeções.

11.5 MANUTENÇÃO E INSPEÇÃO

11.5.1 O planejamento dos trabalhos deve considerar as Análises de Risco, condições locais,
densidade populacional na região, proximidade de outras instalações industriais, de mananciais, de
praias, de Cruzamentos, de travessias, de áreas de proteção ambiental, Permissões de Trabalho e
licenças necessárias para a realização dos serviços de inspeção e/ou manutenção.

11.5.2 O AOT deve gerenciar as ações de inspeção e manutenção realizadas nos equipamentos e
sistemas que compõem o conjunto de instalações do terminal, contemplando, no mínimo:

a)Identificação de todos os equipamentos e sistemas críticos;

b)Planos de inspeção e manutenção para equipamentos e sistemas;

c)Execução dos serviços programados;

d)Registros das atividades de manutenção e inspeção; e

e)Cadastro dos equipamentos, de forma a possibilitar o gerenciamento e rastreabilidade das


informações e ações executadas.

11.6 PLANO DE INSPEÇÃO

11.6.1 O AOT deve desenvolver e implementar plano de Inspeção Periódica para todos os
equipamentos e sistemas que compõem o conjunto de instalações do Terminal visando à manutenção
da Integridade Estrutural e condição operacional segura das instalações, segurança das pessoas,
proteção do meio ambiente e atendimento às exigências legais.

11.6.2 O plano de inspeção deve, no mínimo, conter:

a)A relação de todos os equipamentos, tubulações, instrumentos e sistemas que compõem o conjunto
de instalações do Terminal a serem inspecionados;

b)Os métodos e procedimentos de inspeção;


c)As periodicidades de inspeção;

d)Os recursos necessários para os serviços de inspeção e prazos de execução;

e)A especialidade e capacitação do pessoal responsável pela inspeção; e

f)A sistemática de gestão dos registros, controle e rastreabilidade das informações.

11.7 PLANO DE MANUTENÇÃO

11.7.1 O plano de manutenção deve conter a relação dos equipamentos, tubulações, instrumentos e
sistemas que compõem o conjunto de instalações do Terminal passíveis de manutenção, os tipos de
manutenção e suas frequências e rotinas de execução.

11.7.2 O plano de manutenção e sua periodicidade deve considerar as orientações dos manuais dos
fabricantes de cada equipamento e a experiência adquirida, e atender as recomendações de
inspeção, os requisitos estabelecidos nas normas técnicas aplicáveis e as exigências legais.

11.8 RELATÓRIOS DE INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO

11.8.1 O AOT deve registrar todos os resultados obtidos nas inspeções e manutenções dos
equipamentos e sistemas que compõem o conjunto de instalações do Terminal, destacando as
condições operacionais seguras das instalações, a segurança das pessoas, a proteção do meio
ambiente e o atendimento às exigências legais.

11.8.2 O relatório de inspeção deverá ser assinado pelo Profissional Qualificado e Habilitado,
contendo no mínimo:

a)Dados do equipamento ou sistema;

b)Descrição dos resultados mais relevantes de inspeções anteriores;

c)Tipo de inspeção executada;

d)Data de início e término da inspeção;

e)Data limite para a próxima inspeção;

f)Descrição das inspeções e ensaios executados incluindo o local de execução;

g)Resultado das inspeções, ensaios e intervenções executadas contendo mapeamento de pontos da


inspeção, tabelas, esquemas e registros fotográficos, conforme aplicável;

h)Recomendações de inspeção, incluindo os respectivos prazos para implementação das ações


corretivas;

i)Conclusões do(s) responsável(is) técnico(s) e a(s) respectiva(s) assinatura(s);

j)Documentos complementares necessários; e

k)Dados do responsável pela inspeção e sua qualificação técnica.

11.8.3 O registro de manutenção deverá ser assinado pelo Profissional Qualificado e Habilitado,
contendo no mínimo:
a)Dados do equipamento ou sistema;

b)Tipo de manutenção executada;

c)Data de início e término da manutenção;

d)Data limite para a próxima manutenção, quando aplicável;

e)Descrição das manutenções efetuadas incluindo o local de execução;

f)Resultado das manutenções executadas contendo registro das principais atividades realizadas para
compor o histórico da manutenção;

g)Recomendações de manutenção, incluindo as possíveis restrições operacionais que podem ser


objeto de Gerenciamento de Mudanças;

h)Conclusões do(s) responsável(is) técnico(s) e a(s) respectiva(s) assinatura(s), que podem ser
eletrônicas;

i)Documentos complementares necessários; e

j)Dados do responsável pela manutenção e sua qualificação técnica.

11.8.4 Qualquer relatório decorrente da execução de uma recomendação de inspeção ou


manutenção de quaisquer equipamentos e sistemas que compõem o conjunto de instalações do
Terminal deve fazer referência ao relatório de inspeção ou manutenção que recomendou a
realização da ação preventiva ou corretiva, de forma a possibilitar a rastreabilidade da informação.
O relatório deve conter a identificação do prazo de conclusão da recomendação, o controle da
qualidade dos serviços executados e a identificação dos profissionais responsáveis pela execução e
aprovação dos reparos.

11.9 REPARO

11.9.1 Sempre que detectada a necessidade de reparo em quaisquer equipamentos e sistemas que
compõem o conjunto de instalações do Terminal abrangido por este Regulamento, tal reparo deve
ser avaliado e realizado por profissional capacitado, com emissão de laudo de avaliação, baseado nos
ensaios e/ou testes nos reparos executados, em conformidade com os requisitos legais e normativos,
adotando as melhores práticas de engenharia.

11.9.2 Todos os reparos realizados em quaisquer equipamentos e sistemas que compõem o conjunto
de instalações do Terminal devem ser lançados no registro histórico do equipamento ou do sistema
em até 60 (sessenta) dias após o evento.

11.9.3 Quando os reparos implicarem alteração das condições operacionais de equipamentos e


sistemas do Terminal, os respectivos procedimentos e documentos de operação devem ser revisados
ou atualizados, em até 60 (sessenta) dias após o evento.

12 PLANEJAMENTO E GERENCIAMENTO DE EMERGÊNCIAS

12.1 OBJETIVO

12.1.1 Visando à segurança das pessoas, à proteção ao meio ambiente e ao atendimento às


exigências legais, o AOT deve:
12.1.1.1 Estabelecer os requisitos mínimos que devem ser atendidos na elaboração do Plano de
Resposta a Emergência.

12.1.1.2 Planejar e gerir as ações de resposta às Emergências, definindo as responsabilidades,


recursos e procedimentos a serem seguidos para controle da Emergência e Mitigação de seus
efeitos.

12.2 PLANEJAMENTO DAS SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

O AOT deve:

12.2.1 Definir equipe multidisciplinar responsável pela elaboração e revisão de Planos de Resposta a
Emergência, considerando no mínimo a qualificação e experiência dos membros, a dimensão dos
cenários acidentais, as complexidades das atividades, dos equipamentos e sistemas integrantes das
instalações do Terminal.

12.2.2 Identificar, nos termos do Capítulo 8, as Emergências e descrever os cenários acidentais


associados.

12.2.3 Definir a capacidade de resposta a cada Cenário Acidental.

12.2.4 Desenvolver e implementar um programa escrito de conscientização e mobilização pública,


visando manter as autoridades públicas, as empresas com potencial de risco para as instalações do
Terminal e comunidades vizinhas às instalações do Terminal, informadas e sensibilizadas em relação
aos Riscos inerentes à operação do Terminal, divulgando os procedimentos preventivos para
Mitigação de incidentes, para controle de Emergências e para eventual abandono da área afetada.

12.3 PLANO DE RESPOSTA A EMERGÊNCIA

12.3.1 O AOT é responsável por elaborar, implementar e documentar o Plano de Resposta a


Emergência, que deve conter, no mínimo:

a)Características do funcionamento (turnos de trabalho e horário);

b)Ações para auxiliar pessoas portadoras de necessidades especiais;

c)Identificação dos equipamentos e ou sistemas integrantes das instalações do Terminal;

d)Abrangência, contemplando as interfaces com outras instalações;

e)Cenários acidentais;

f)Estrutura Organizacional de Resposta, incluindo as funções e responsabilidades;

g)Recursos humanos, equipamentos e materiais;

h)Sistemas de alerta;

i)Procedimentos para resposta;

j)Comunicação do acidente para a Força de Trabalho e para as autoridades competentes; e

k)Critérios para o encerramento da resposta.


12.3.2 O AOT deve identificar todos os recursos de resposta, incluindo os materiais, sistemas e
equipamentos de Emergência, bem como recursos de empresas contratadas e de empresas
participantes de Plano de Auxílio Mútuo na resposta a Emergência, certificando-se de sua
adequação, funcionamento e disponibilidade.

12.3.3 O AOT deve estabelecer, implementar e documentar o programa de treinamento para os


membros da equipe de resposta a Emergência para todos os cenários emergenciais.

12.3.4 O AOT deve inserir em seu Plano de Resposta à Emergência ações para a evacuação de
Emergência que permita a saída segura da Força de Trabalho e proteção das comunidades
circunvizinhas em cenários identificados no plano.

12.3.5 O AOT deve elaborar representação gráfica das rotas de fuga, saídas de Emergência e pontos
de encontro. As representações gráficas devem estar afixadas na entrada principal e em locais
estratégicos das instalações do Terminal.

12.3.6 O AOT deve avaliar a pertinência de se implementar sistema sonoro de alerta destinado a
população vizinha ao Terminal, bem como o treinamento das partes interessadas, visando assegurar
sua eficácia em eventual cenário de Emergência.

12.4 PROCEDIMENTO PARA RESPOSTA A EMERGÊNCIA

12.4.1 Os procedimentos para resposta devem abranger no mínimo:

a)Ações conjuntas com outras unidades, contratadas e autoridades competentes nas situações de
Emergência, quando aplicável;

b)O controle da Emergência;

c)O recebimento, a identificação e a classificação das notificações de eventos que requeiram


resposta imediata;

d)Adequada mobilização e disposição de pessoal, equipamentos, ferramentas e materiais para o local


da Emergência, incluindo estruturas de resposta e recursos complementares, quando aplicável,
inclusive os disponíveis em outras instalações e/ou de terceiros, previstos nos Planos de Auxílio
Mútuos;

e)Ações a serem tomadas para a proteção do meio ambiente e do patrimônio;

f)Ações a serem tomadas para a proteção de pessoas: abandono de área, rotas de fuga e pontos de
encontro;

g)Ações para mitigar e limitar quaisquer Riscos, reais ou potenciais à vida, aos equipamentos e
sistemas integrantes das instalações do Terminal, ao meio ambiente e às atividades socioeconômicas
regionais;

h)Combate ao incêndio e procedimentos de primeiros socorros;

i)Comunicação de incidentes aos órgãos públicos; e

j)Restabelecimento das operações do Terminal de forma segura.

12.5 EXERCÍCIOS SIMULADOS


O AOT é responsável por:

12.5.1 Estabelecer e realizar periodicamente exercícios simulados de Emergência, devendo ser:

a)Programados de forma a contemplar os cenários previstos no Plano de Resposta a Emergência, de


acordo com os Riscos envolvidos, os equipamentos e os sistemas integrantes das instalações do
Terminal, inclusive com terceiros, conforme previsto nos Planos de Auxílio Mútuos;

b)Coordenados com as partes envolvidas e autoridades competentes, conforme aplicável; e

c)Avaliados de forma a identificar as irregularidades e oportunidades de melhoria, averiguar a


eficácia dos treinamentos executados e verificar a necessidade de revisão do Plano de Resposta a
Emergência.

12.5.2 Emitir relatório de avaliação de desempenho do simulado.

12.5.3 Estabelecer, implementar e documentar recomendações para as irregularidades e


oportunidades de melhorias encontradas nos simulados.

12.5.4 Os prazos de execução para cada ação devem ser cumpridos e compatíveis com a
complexidade das ações e os Riscos envolvidos.

12.6 REVISÃO DO PLANO DE RESPOSTA A EMERGÊNCIA

12.6.1 O Plano de Resposta a Emergência deve ser reavaliado periodicamente, sempre que
necessário e, no mínimo, nas seguintes situações:

a)Sempre que uma Análise de Riscos assim o indicar;

b)Sempre que ocorrerem modificações físicas, operacionais ou organizacionais que afetem os seus
procedimentos ou a sua capacidade de resposta;

c)Quando a avaliação do desempenho do Plano de Resposta a Emergência, decorrente do seu


acionamento por incidente ou exercício simulado, recomendar; e

d)Em outras situações a critério da ANP.

13 INVESTIGAÇÃO DE INCIDENTES

13.1 OBJETIVO

13.1.1 Visando minimizar a possibilidade de recorrência de incidentes deve-se estabelecer os


requisitos mínimos que devem ser considerados para a condução da investigação de cada incidente
ocorrido nos equipamentos e/ou sistemas integrantes das instalações do Terminal, com o propósito
de determinar suas causas e evitar recorrência.

13.2 REGISTRO

13.2.1 Registrar os incidentes abrangendo todos os equipamentos e/ou sistemas integrantes das
instalações do Terminal, de forma a possibilitar, no mínimo:

a)A visualização do histórico dos incidentes em cada equipamento e/ou sistema integrante das
instalações do Terminal, indicando sua localização;
b)A verificação do tratamento dado aos incidentes de acordo com as fases, desde a abertura do
evento até a sua conclusão;

c)A indicação da localização do relatório de investigação de incidentes.

13.2.1.1 O acesso aos registros deve ser disponibilizado à Força de Trabalho pertinente.

13.2.1.2 O registro dos quase acidentes deve ser incentivado pelo AOT.

13.2.2 O AOT deve comunicar os incidentes à ANP em conformidade com a Resolução ANP nº 44, de
22 de dezembro de 2009, ou outra Resolução que venha substituí-la.

13.3 PROCEDIMENTOS E ORGANIZAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO

13.3.1 O AOT deve elaborar, documentar e implementar um procedimento para condução da


investigação de incidentes. Os procedimentos de investigação devem incluir, no mínimo:

a)Classificação dos incidentes que devem ser investigados, incluindo no mínimo, os exigidos pela
ANP e legislação vigente;

b)Dimensionamento e composição da equipe de investigação;

c)Responsabilidades da equipe de investigação;

d)Procedimentos a serem seguidos pela equipe de investigação, incluindo critérios para condução da
investigação no local do incidente, observando a necessidade de preservar as evidências físicas, a
programação e execução de entrevistas para obtenção de informações e a necessidade de coletar e
identificar os documentos, dados e registros apropriados;

e)Técnicas e ferramentas de investigação a serem utilizadas; e

f)Critérios para a realização periódica de análise de tendência de um conjunto de incidentes quanto


ao tipo de ocorrência e as Causas Raiz, incluindo os registros de quase acidentes. A tendência, caso
encontrada, deve ser investigada e deve seguir os critérios estabelecidos nos itens 13.6, 13.7 e 13.8.

13.3.2 Os critérios para a formação da equipe de investigadores devem considerar:

a)A complexidade e o potencial de dano do incidente;

b)A inclusão de pelo menos um membro da equipe com amplo conhecimento da técnica de
investigação a ser utilizada;

c)A necessidade de inclusão de um membro da equipe com conhecimento da tarefa ou ambiente de


trabalho relacionado ao incidente;

d)A necessidade de especialista técnico; e

e)Caso o incidente envolva uma empresa contratada, a inclusão de um empregado dessa empresa.

13.4 EXECUÇÃO DA INVESTIGAÇÃO

13.4.1 A equipe de investigação deve ser mobilizada prontamente e iniciará os trabalhos de


investigação tão rapidamente quanto possível, não excedendo 48 horas após o encerramento do
incidente, a fim de preservar evidências, salvo por motivo de força maior devidamente justificado e
documentado.

13.4.2 Para a investigação do incidente deve ser considerado, no mínimo:

a)Inspeção, com registro de imagem do local onde ocorreu o incidente;

b)Inspeção, com registro de imagem, de toda área afetada pelo incidente, ressaltando os danos à
vida humana, ao meio ambiente e ao patrimônio;

c)Levantamento de dados, informações e eventos registrados nos sistemas de supervisão e controle;

d)Entrevistas com testemunhas e outras pessoas relacionadas com as circunstâncias do incidente; e

e)Histórico de operação, inspeção e manutenção, incluindo modificações provisórias ou definitivas


no equipamento e/ou sistema integrante das instalações do Terminal, anteriores ao Incidente.

13.4.3 A investigação deve identificar, no mínimo:

a)O registro cronológico com a provável sequência de eventos que culminaram no incidente;

b)Os Fatores Causais;

c)As Causas do incidente, inclusive a Causa Raiz;

d)A quantidade e a duração de tempo do vazamento de fluido em decorrência do incidente, quando


aplicável;

e)Os danos à vida humana, ao meio ambiente e ao patrimônio do AOT ou de terceiros, quando
aplicável; e

f)As falhas nas salvaguardas estabelecidas.

13.4.4 A investigação de incidentes deve considerar a avaliação de casos anteriores, assim como a
recorrência e a frequência de eventos.

13.5 RELATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO DE INCIDENTES

13.5.1 A equipe de investigadores deve elaborar o relatório de investigação do incidente, que deve
conter, além do disposto na legislação pertinente, as informações consideradas relevantes para
posterior implementação de ações que visem impedir ou minimizar a possibilidade de recorrência do
mesmo.

13.5.2 O relatório de investigação deve ser composto, no mínimo, por:

a)Data do incidente;

b)Data do início da investigação do incidente;

c)Introdução, contendo dados técnicos do objeto investigado;

d)Composição da equipe de investigação, incluindo a função, empresa e setor de cada membro


participante;

e)Técnicas e ferramentas de investigação de incidente utilizadas, com discussão quando aplicável;


f)Descrição do incidente, contendo indicação das evidências adquiridas, diagramas e fotos, quando
aplicável;

g)Se o incidente estiver relacionado a vazamento de produtos, incluir indicação do volume vazado ou
descarregado e o comportamento da mancha, quando aplicável;

h)A sequência em ordem cronológica de eventos associados ao incidente, incluindo aqueles que
culminaram no incidente, as respostas adotadas e as consequências, abordando as áreas afetadas e
os danos à vida humana, ao meio ambiente e ao patrimônio;

i)Fatores Causais e Causas Raiz, demonstrando a relação com a sequência de eventos;

j)Recomendações, enfatizando a importância de sua aplicação; e

k)Referências, incluindo os documentos utilizados na investigação, mídias digitais de imagens,


vídeos e gravações, conforme aplicável.

13.6 AÇÕES CORRETIVAS E AÇÕES PREVENTIVAS

O AOT deve:

13.6.1 Estabelecer, implementar e documentar ações corretivas e preventivas necessárias, com base
nas medidas apontadas no relatório de investigação.

13.6.1.1 As ações corretivas e preventivas devem ser suficientes para dar tratamento abrangente às
causas do incidente, inclusive sua causa raiz.

13.6.2 Estabelecer prazos compatíveis com a complexidade das ações e os Riscos envolvidos.

13.6.3 Acompanhar e registrar o progresso da implementação das ações corretivas e preventivas.

13.6.3.1 A eventual alteração das ações corretivas e preventivas deve ser avaliada, justificada e
registrada. A alteração deve ser compatível com os Riscos envolvidos.

13.6.3.2 O eventual cancelamento das ações corretivas e preventivas deve ser avaliado e a ação
substituída por outra visando o combate da mesma causa raiz, de forma que o Risco resultante após
a implementação da nova medida não seja superior ao alcançado pela medida original. A justificativa
para o cancelamento deve ser documentada.

13.7 ANÁLISE DE ABRANGÊNCIA

13.7.1 O AOT deve estabelecer, implementar e documentar um procedimento para analisar a


abrangência da implementação das ações corretivas e preventivas para as suas instalações.

13.7.2 Sempre que ocorrer ampliação de abrangência de uma ação corretiva e preventiva, o AOT é
responsável pela implementação de tais ações em todas as suas instalações.

13.8 DIVULGAÇÃO

13.8.1 O AOT deve divulgar, para a Força de Trabalho pertinente, os incidentes ocorridos no
Terminal, assim como as ações corretivas e preventivas implementadas.

14 PERMISSÃO DE TRABALHO
14.1 OBJETIVO

14.1.1 Estabelecer requisitos para o sistema de Permissão de Trabalho visando o controle e o


gerenciamento dos Riscos durante as atividades especiais, não contempladas em outros Capítulos.

14.2 PERMISSÃO DE TRABALHO

14.2.1 O AOT deve estabelecer, implementar e documentar procedimento para emissão de


Permissão de Trabalho e outros meios de controle para gerenciar atividades que possam constituir
Riscos para a segurança operacional.

14.2.2 A Permissão de Trabalho deve ser emitida por Profissionais Capacitados, que devem ser
autorizados formalmente, atendendo, no mínimo, às normas regulamentadoras pertinentes.

14.2.3 O procedimento para emissão de Permissão de Trabalho deve compreender, no mínimo:

14.2.3.1 O estabelecimento dos tipos de atividade que possam constituir Riscos para a segurança
operacional e que requerem Permissão de Trabalho;

14.2.3.2 A necessidade da análise prévia das condições de segurança para execução de tarefas, bem
como dos perigos existentes no ambiente de trabalho e dos equipamentos de proteção individual
(EPIs) a serem utilizados, principalmente para trabalhos a quente, em espaços confinados e em
altura;

14.2.3.3 A inclusão na Permissão de Trabalho do seu prazo de validade e de medidas adicionais de


precaução e Mitigação que possam ser requeridas para a realização da tarefa com segurança;

14.2.3.4 O estabelecimento de responsabilidades e atribuições para a Força de Trabalho responsável


por emitir e aprovar as permissões de trabalho;

14.2.3.5 Que o responsável pela aprovação de Permissões de Trabalho tenha treinamento,


conhecimento e experiência necessária para avaliar os perigos da tarefa; e

14.2.3.6 Definição de metodologia de arquivamento para cada tipo de Permissão de Trabalho,


considerando prazos compatíveis com a relevância do serviço executado e a fácil rastreabilidade.
Todo o conteúdo anexo à Permissão de Trabalho deve ser mantido no mesmo arquivo.

14.2.4 O AOT deve garantir que:

14.2.4.1 A Força de Trabalho receba treinamento no procedimento de acordo com a


responsabilidade na sistemática de Permissão de Trabalho.

14.2.4.2 Toda a Força de Trabalho receba treinamento de conscientização sobre a importância da


Permissão de Trabalho.

14.2.4.3 Seja monitorado o desempenho das atividades em conformidade com os requisitos


estabelecidos em procedimentos aprovados, nas Permissões de Trabalho e nas informações e
documentação correlata.

14.2.4.4 As Permissões de Trabalho e documentos complementares sejam escritos em linguagem


clara e concisa.

14.2.4.5 O controle e as Permissões de Trabalho sejam aprovados por pessoal devidamente


capacitado e autorizado pela gerência, sendo vedada a aprovação pelo próprio executante.
14.2.4.6 As condições especiais e recomendações adicionais de segurança sejam seguidas na
realização dos serviços. A Permissão de Trabalho deve ser utilizada na realização de serviços não-
rotineiros, não contemplados nos Procedimentos Operacionais.

14.2.4.7 As permissões de trabalho e os controles sejam observados e utilizados até a conclusão dos
trabalhos.

14.2.4.8 As informações da Permissão de Trabalho sejam de conhecimento de todos os envolvidos na


execução do serviço.

14.2.4.9 A Força de Trabalho envolvida com o trabalho executado e com a operação da instalação do
Terminal seja comunicada antes do início e após o término do serviço e seja informada quando o
trabalho não for finalizado dentro do prazo inicialmente previsto.

14.2.4.10 Nenhuma atividade que requer Permissão de Trabalho seja executada sem que antes seja
aprovada a Permissão de Trabalho.

15 QUALIFICAÇÃO, TREINAMENTO E DESEMPENHO DA FORÇA DE TRABALHO

15.1 OBJETIVO

15.1.1 O AOT deve garantir que a Força de Trabalho, sendo própria ou contratada, exerça suas
funções de maneira segura, de acordo com a estrutura organizacional e responsabilidades no
sistema de gerenciamento da segurança operacional.

15.2 PROGRAMA DE TREINAMENTO

O AOT deve:

15.2.1 Identificar os níveis de treinamento, Competência, habilidade e conhecimentos específicos


para cada função, que habilitam os empregados a executar as tarefas relativas ao cargo ocupado,
com fundamento na classificação de funções e/ou atividades estabelecidas, considerando os
requisitos estabelecidos nas normas técnicas aplicáveis e as exigências legais.

15.2.1.1 Devem ser destacadas e documentadas as funções e tarefas consideradas perigosas ou


insalubres que possam gerar impactos na segurança operacional, meio ambiente e saúde dos
trabalhadores.

15.2.2 Estabelecer e documentar os requisitos de treinamento, a necessidade e periodicidade de


atualizações, para que seus empregados estejam aptos a realizar as tarefas relativas ao cargo
ocupado e/ou atividade desempenhada.

15.2.3 Promover treinamentos como parte do sistema de gerenciamento da segurança operacional e


com atualização periódica, quando aplicável, incluindo:

15.2.3.1 Capacitação da Força de Trabalho e visitantes quanto a noções de segurança e de Riscos


associados às instalações.

15.2.3.1.1 Para pessoas que estejam em visita a instalações do Terminal e/ou profissionais de
empresas terceirizadas, com atividades que não requeiram treinamentos especiais de segurança, a
elaboração de briefing de segurança contemplando as informações das condições de segurança da
instalação, as rotas de fuga, pontos de encontro e orientações sobre os alarmes de comunicação de
Emergência e abandono.
15.2.3.2 Capacitação adequada da Força de Trabalho designada para atividades realizadas nas
instalações do Terminal.

15.2.3.3 Capacitação da Força de Trabalho pertinente para a realização de atividades em


atendimento a requisitos legais.

15.2.4 Realizar atividades de conscientização e informação relacionadas com a segurança


operacional, bem como propiciar oportunidades para participação de toda a Força de Trabalho na
medida de seu envolvimento.

15.2.5 Prever treinamentos de atualização (retreinamentos) de acordo com a legislação da área


específica, alterações significativas de processos ou em períodos que não excedam 5 (cinco) anos.

15.2.6 O programa de treinamento deve ser revisado e atualizado sempre que necessário e, no
máximo, a cada 3 (três) anos.

15.3 REGISTRO E VERIFICAÇÃO DOS TREINAMENTOS

O AOT deve:

15.3.1 Estabelecer e implementar sistemática de acompanhamento e registro dos treinamentos


realizados pela Força de Trabalho.

15.3.2 Manter evidência de que a Força de Trabalho tenha recebido treinamento adequado ao
exercício de suas funções e responsabilidades, e criar meios para verificar periodicamente o
cumprimento deste requisito.

15.3.3 Manter atualizado o cadastro funcional da Força de Trabalho, de forma a garantir a


rastreabilidade e a validade dos treinamentos realizados, e da qualificação técnica de cada membro
da Força de Trabalho.

15.3.4 Avaliar a eficácia dos treinamentos executados, para verificar se os conhecimentos e


habilidades necessários foram transmitidos e devidamente compreendidos.

16 SELEÇÃO, CONTROLE E GERENCIAMENTO DE CONTRATADAS

16.1 OBJETIVOS

16.1.1 Estabelecer requisitos mínimos para seleção e avaliação das contratadas que efetuem tarefas
relativas a este Regulamento Técnico.

16.2 SELEÇÃO E AVALIAÇÃO DE CONTRATADAS

O AOT deverá:

16.2.1 Estabelecer, implementar e documentar procedimento contendo critérios para seleção e


avaliação de desempenho de contratadas, de acordo com o Risco das atividades a serem realizadas,
que considerem aspectos de segurança operacional.

16.2.2 Obter e avaliar informações sobre performances e procedimentos, normas e manuais afetos a
segurança operacional da contratada, mantendo registros das avaliações realizadas na época da
seleção.

16.2.3 Realizar avaliações de desempenho periódicas das contratadas, obedecendo aos critérios
estabelecidos. Os resultados destas avaliações deverão ser registrados.

16.2.4 Quando constatado desempenho insuficiente devem ser tomadas ações para garantir a
segurança operacional, compatíveis com os Riscos envolvidos.

16.3 OBRIGAÇÕES DO AOT

O AOT será responsável por:

16.3.1 Estabelecer e documentar as responsabilidades das empresas contratadas relativas à


segurança operacional.

16.3.2 Utilizar, para o pessoal contratado, os mesmos critérios de qualificação e certificação


adotados para o pessoal próprio.

16.3.3 Garantir que todas as contratadas:

16.3.3.1 Possuam empregados capacitados quanto às práticas de trabalho seguro;

16.3.3.2 Possuam empregados periodicamente instruídos a respeito dos perigos existentes no


Terminal e os procedimentos de segurança relacionados com os trabalhos por eles executados;

16.3.3.3 Possuam empregados capacitados a exercer suas responsabilidades no âmbito do Plano de


Resposta a Emergência; e

16.3.3.4 Comuniquem ao AOT qualquer perigo ou incidente identificado no Terminal.

17 CULTURA DE SEGURANÇA, COMPROMISSO E RESPONSABILIDADE GERENCIAL

17.1 OBJETIVO

17.1.1 Visando à consolidação de uma cultura de segurança operacional e ao comprometimento com


a melhoria contínua do sistema de gerenciamento da segurança operacional, deve-se:

17.1.1.1 Definir os valores e a política de segurança operacional.

17.1.1.2 Implementar uma estrutura organizacional com definição de responsabilidades e


atribuições da Força de Trabalho.

17.1.1.3 Utilizar meios de comunicação de valores, políticas e metas.

17.1.1.4 Comprometer-se com o planejamento e disponibilização de recursos para o


desenvolvimento, a implementação, o funcionamento e a melhoria contínua do sistema de
gerenciamento da segurança operacional.

17.2 VALORES E POLÍTICA DE SEGURANÇA

17.2.1 O AOT deve estabelecer, documentar e divulgar continuamente os valores e a política de


segurança operacional para a Força de Trabalho envolvida nas instalações do Terminal.

17.3 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E RESPONSABILIDADE GERENCIAL

O AOT deve:
17.3.1 Estabelecer e documentar a estrutura organizacional no que concerne à segurança
operacional, classificando as funções e as atribuições relativas a cada cargo definido.

17.3.2 Definir as atribuições e responsabilidades de toda a Força de Trabalho, incluindo a gerência,


os demais empregados do AOT e os contratados.

17.3.2.1 Garantir que a Força de Trabalho esteja ciente de suas atribuições e responsabilidades.

17.3.2.2 Garantir que a Força de Trabalho tenha consciência da pertinência e da importância de


suas atividades e de sua contribuição para atingir os objetivos da segurança operacional.

17.3.3 Garantir a participação efetiva do corpo gerencial nas atividades relacionadas à segurança
operacional.

17.3.4 Garantir que o dimensionamento e a composição da Força de Trabalho são adequados ao


porte e aos serviços a serem executados nas instalações do Terminal.

17.3.5 Proporcionar condições para que haja participação da Força de Trabalho, de maneira
abrangente, no desenvolvimento, implementação e revisão periódica dos procedimentos, instruções
de trabalho, documentos e atividades de operação, inspeção, manutenção e segurança operacional,
referentes a este regulamento técnico.

17.4 COMUNICAÇÃO INTERNA

17.4.1 O AOT deve definir, documentar e implementar o sistema de comunicação interna para a
Força de Trabalho, que deve ser constituído de forma a:

a)Informar a Força de Trabalho sobre a política, valores, metas e planos para alcançar o
desempenho estabelecido para a segurança operacional;

b)Estabelecer mecanismos de comunicação recíproca e contínua entre a gerência e a Força de


Trabalho visando o aprimoramento da segurança operacional; e

c)Possibilitar a comunicação de situações inseguras, de incidentes ocorridos, dos resultados das


investigações de incidentes, das auditorias realizadas e do desempenho da segurança operacional.

17.5 DISPONIBILIZAÇÃO E PLANEJAMENTO DE RECURSOS

17.5.1 O AOT deve planejar e prover os recursos necessários para a implementação e funcionamento
do sistema de gerenciamento da segurança operacional, assim como para o atendimento aos demais
requisitos estabelecidos neste Regulamento Técnico.

17.5.2

18 MONITORAMENTO E MELHORIA CONTÍNUA DO DESEMPENHO

18.1 OBJETIVO

18.1.1 Visando à melhoria contínua das condições de segurança das instalações, o AOT deve
estabelecer e monitorar indicadores de desempenho e metas que avaliem a eficácia do sistema de
gerenciamento da segurança operacional.

18.2 INDICADORES E METAS DE DESEMPENHO DE SEGURANÇA


O AOT deve:

18.2.1 Estabelecer os objetivos da segurança operacional para verificar seu desempenho.

18.2.2 Definir um conjunto de indicadores de desempenho, proativos e reativos, relacionados à


segurança operacional.

18.2.2.1 Os indicadores de desempenho deverão ser elaborados para monitorar a eficácia da


implementação dos Capítulos 7 a 19 deste Regulamento Técnico.

18.2.3 Definir métodos de coleta de informação de forma a refletir a eficiência do sistema de


gerenciamento e a promoção da melhoria contínua dos aspectos de segurança operacional do
Terminal.

18.2.4 Estabelecer as metas de segurança operacional.

18.2.5 Efetuar análise da eficácia das metas e dos indicadores de desempenho estabelecidos e
promover reavaliações e/ou revisões regulares visando à melhoria contínua.

18.2.5.1 A análise de eficácia deverá ser acompanhada pela gerência e documentada, constando os
resultados, assim como as propostas de melhorias.

18.3 MONITORAMENTO E MEDIÇÃO

O AOT deve:

18.3.1 Estabelecer, implementar e documentar procedimentos e métodos para monitorar e medir


regularmente as características principais das operações e atividades que possam causar incidentes.

18.3.1.1 Os procedimentos deverão incluir o registro das informações, o método de


acompanhamento do desempenho, os controles operacionais pertinentes, a conformidade com as
metas e objetivos de segurança operacional e a periodicidade de medição e controle.

18.3.2 Designar o(s) responsável(is) pelo acompanhamento de cada indicador de desempenho.

18.3.3 Avaliar periodicamente se os indicadores de desempenho estão atingindo as metas


estabelecidas.

18.3.3.1 Quando o indicador estiver abaixo da meta estabelecida, devem ser tomadas ações para seu
reestabelecimento, compatíveis com os Riscos envolvidos.

18.3.3.2 O prazo estabelecido para cada ação deve ser compatível com o Risco envolvido.

18.3.3.3 Deverá ser designado um responsável pelo acompanhamento de cada ação.

18.3.4 Comparar informações de desempenho entre instalações de Terminais similares, nacionais e


internacionais, quando disponíveis.

18.4 ALERTAS DE SEGURANÇA

O AOT deve:

18.4.1 Criar um banco de dados com os Alertas de Segurança recebidos e emitidos.


18.4.2 Avaliar a aplicabilidade dos Alertas de Segurança recebidos.

18.4.3 Implementar as ações pertinentes compatíveis com os Riscos envolvidos, conforme itens
18.3.3.2 e 18.3.3.3.

18.5 CONFORMIDADE LEGAL

O AOT deve:

18.5.1 Estabelecer e implementar procedimentos para avaliação periódica da legislação e


regulamentos pertinentes à segurança operacional e ao meio ambiente.

18.5.2 Acompanhar e garantir o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis ao Terminal e


pertinentes à segurança operacional e ao meio ambiente, bem como designar responsáveis pela
implementação dos mesmos.

19 AUDITORIA

19.1 OBJETIVO

19.1.1 Estabelecer e aplicar mecanismos para avaliar a eficácia da implementação e o


funcionamento do sistema de gerenciamento da segurança operacional, determinando se os
procedimentos estão compatíveis com as atividades realizadas e são aplicados em conformidade com
a política da empresa, com as melhores práticas da indústria e com os requisitos contidos neste
Regulamento Técnico, por meio da execução de auditorias internas ou realizadas por terceira parte.

19.2 PLANEJAMENTO DA AUDITORIA

O AOT deve:

19.2.1 Planejar auditorias para diferentes fases do ciclo de vida do Terminal que considerem os
requisitos do sistema de gerenciamento da segurança operacional.

19.2.2 Definir as equipes de auditores e as responsabilidades de cada auditor.

19.2.2.1 O auditor responsável pela condução da auditoria deverá ter conhecimento adequado das
atividades a serem auditadas e experiência de auditorias.

19.2.2.2 As pessoas com responsabilidade direta pela execução das atividades relacionadas ao
Terminal a ser auditado não podem auditar sua própria área de atuação ou responsabilidade, de
modo que a auditoria seja conduzida de forma objetiva e imparcial.

19.2.2.3 A seleção da equipe deve considerar o escopo da auditoria e a complexidade das instalações
do Terminal.

19.2.3 Estabelecer prazos para elaboração do relatório de auditoria e avaliação dos resultados.

19.2.4 Elaborar e documentar planos de auditoria que contemplem, no mínimo:

a)A abrangência, incluindo os capítulos e atividades a serem auditados;

b)A descrição das instalações do Terminal, áreas e empresas contratadas, caso aplicável, a serem
auditadas; e
c)O cronograma da auditoria, constando prazos de execução.

19.2.5 O planejamento das auditorias deve considerar os resultados de auditorias anteriores, as


recomendações de Análises de Riscos, as avaliações de desempenho, as investigações de incidentes
e o histórico de incidentes.

19.3 EXECUÇÃO DA AUDITORIA

19.3.1 O AOT é responsável pela execução das auditorias, utilizando métodos apropriados,
observando os prazos estabelecidos para execução e as informações que devem constar nos
relatórios a serem elaborados pela equipe de auditores.

19.3.2 Devem ser disponibilizadas todas as informações necessárias para execução da auditoria.

19.3.3 O AOT deve estipular o ciclo de auditoria interna para o Terminal em operação considerando
um prazo máximo de 03(três) anos.

19.3.3.1 A auditoria deste Regulamento pode ser realizada em conjunto com as auditorias dos
demais regulamentos de segurança, sejam da ANP ou de outros órgãos reguladores ou certificadores
desde que estipulado na abrangência.

19.3.3.2 O ciclo de auditoria deve contemplar todos os capítulos deste Regulamento Técnico
aplicáveis à fase de operação.

19.4 RELATÓRIO DE AUDITORIA

19.4.1 O AOT, por meio da equipe de auditores, é responsável pela emissão dos relatórios das
auditorias realizadas, os quais deverão conter no mínimo:

a)As informações do plano de auditoria;

b)A composição da equipe de auditoria, incluindo a função de cada membro;

c)A técnica de auditoria utilizada;

d)Os resultados, classificando-os conforme sua gravidade; e

e)Os dispositivos normativos ou legais infringidos.

19.5 AÇÕES CORRETIVAS E AÇÕES PREVENTIVAS DA AUDITORIA

A gerência responsável pela área auditada deve:

19.5.1 Analisar os resultados da auditoria, elaborar, implementar e documentar um plano de ação


contendo as ações corretivas e preventivas para tratamento das não conformidades apontadas no
relatório.

19.5.1.1 O plano de ação deve ser suficiente para dar tratamento abrangente e preventivo à causa
raiz das não conformidades.

19.5.2 Estabelecer prazos compatíveis com a complexidade das ações e os Riscos envolvidos.

19.5.3 Acompanhar e registrar o progresso da implementação das ações corretivas e preventivas.


19.6 ANÁLISE DE ABRANGÊNCIA

19.6.1 O AOT deve estabelecer, implementar e documentar um procedimento para analisar a


abrangência das ações corretivas e preventivas para as suas instalações pertinentes.

19.6.2 Sempre que ocorrer ampliação de abrangência de uma ação corretiva ou preventiva, o AOT é
responsável pela implementação de tais ações em todas as suas instalações pertinentes.

19.7 VERIFICAÇÃO DA EFICÁCIA DAS AÇÕES CORRETIVAS E PREVENTIVAS

19.7.1 Deve ser realizada verificação da eficácia das ações corretivas e preventivas após sua
implementação.

19.7.1.1 A verificação de eficácia deve ser realizada após um período de tempo preestabelecido pelo
AOT, a partir do prazo final de implementação das ações corretivas e preventivas.

19.8 DIVULGAÇÃO

19.8.1 O AOT deve divulgar para a Força de Trabalho pertinente, os resultados das auditorias, assim
como as ações corretivas e preventivas implementadas.

20 DESATIVAÇÃO TEMPORÁRIA E PERMANENTE

20.1 OBJETIVO

20.1.1 Estabelecer os requisitos mínimos que devem ser atendidos para a Desativação Temporária
ou Permanente das instalações de Terminais abrangidos por este regulamento.

20.2 DESATIVAÇÃO TEMPORÁRIA

20.2.1 O AOT deve desenvolver plano de Desativação Temporária para as instalações de um


Terminal, visando à manutenção da Integridade Estrutural e condição operacional das instalações
desativadas, segurança das pessoas, do meio ambiente e atendimento às exigências legais.

20.2.2 Plano de Desativação Temporária

20.2.2.1 O plano de Desativação Temporária deve conter no mínimo:

a)Motivo da desativação;

b)Identificação dos Elementos Críticos;

c)Período previsto para a desativação;

d)Procedimento de deslocamento do produto e limpeza das Instalações de um Terminal e, quando


necessário, secagem e inertização das mesmas;

e)Previsão de destinação de produto(s) ou resíduo(s) segundo a legislação vigente;

f)Detalhamento do Condicionamento das instalações do Terminal para a desativação; e

g)Identificação dos órgãos que devem ser comunicados para as respectivas autorizações prévias e
realização dos serviços.
20.2.2.2 O plano de Desativação Temporária deve ser mantido e atualizado pelo AOT durante o
período da desativação até o seu retorno à operação.

20.2.2.3 A prorrogação do período da desativação das instalações de Terminal obriga a revisão


formal do plano de Desativação Temporária, registrando-se o novo período, motivo e responsável.

20.2.2.4 Para o caso de Desativação Temporária de parte das instalações, o AOT deverá adotar as
práticas de gestão de mudanças previstas neste regulamento, de modo que as atividades continuem
considerando os aspectos técnicos, de segurança e de proteção ao meio ambiente.

20.2.3 Condicionamento das instalações do Terminal para Desativação Temporária

20.2.3.1 A desativação deve ser precedida pelo completo deslocamento do produto e limpeza das
instalações do Terminal conforme estabelecido no item 20.2.2.1.

20.2.3.2 Deve ser executada a separação física das partes temporariamente desativadas das
instalações do Terminal dos demais sistemas em operação.

20.2.4 Plano de Retorno Operacional

20.2.4.1 O AOT deve elaborar plano de retorno operacional integral ou parcial das instalações do
Terminal, após o período de Desativação Temporária, contendo no mínimo:

a)Histórico da operação, inspeção, manutenção e documentação legal pertinente; e

b)Procedimentos para o Condicionamento e para o retorno operacional.

20.2.5 Aprovação da Desativação Temporária.

20.2.5.1 Deverá ser observada a Resolução ANP nº 52, de2015 ou norma que vier a substituí-la.

20.3 DESATIVAÇÃO PERMANENTE

20.3.1 A Desativação Permanente deverá considerar os aspectos legais, técnicos, de segurança, de


proteção ao meio ambiente, de garantia do abastecimento e as melhores práticas da indústria.

20.3.2 Plano de Desativação Permanente

20.3.2.1 O AOT deve desenvolver plano de Desativação Permanente das instalações do Terminal,
visando à segurança operacional dos sistemas e instalações ainda em operação e possível uso do
terreno, a segurança das pessoas, a proteção do meio ambiente e atendimento às exigências legais.

20.3.2.2 O plano de Desativação Permanente deve conter no mínimo os seguintes itens:

a)Motivo da desativação;

b)Alternativa de suprimento do mercado;

c)Definição das opções de desativação das instalações do Terminal;

d)Identificação dos Elementos Críticos;

e)Identificação dos órgãos que devem ser comunicados para as respectivas autorizações pertinentes
para a execução dos serviços;
f)Procedimento de deslocamento de produto(s), limpeza e inertização das instalações do Terminal
para a desativação;

g)Previsão de destinação de produto(s) ou resíduo(s) segundo a legislação vigente; e

h)Detalhamento do Condicionamento das instalações do Terminal para a desativação.

20.3.2.3 Para o caso de desativação permanente de parte das instalações, o AOT deverá adotar as
práticas de gestão de mudanças previstas neste regulamento, de modo que as atividades continuem
considerando os aspectos técnicos, de segurança e de proteção ao meio ambiente.

20.3.3 Condicionamento das instalações do Terminal para Desativação Permanente

20.3.3.1 A desativação deve ser precedida pela remoção do produto e limpeza das instalações do
Terminal, conforme estabelecido nos itens 20.3.2.2.

20.3.3.2 Deve ser executada a separação física das partes desativadas das instalações do Terminal
de todos os demais sistemas em operação.

20.3.4 Aprovação da Desativação Permanente

20.3.4.1 Deverá ser observada a Resolução ANP nº 52, de 2015 ou norma que vier a substituí-la.

21 GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DA DOCUMENTAÇÃO

21.1 OBJETIVO

21.1.1 Visando à formalização, à padronização, à atualização e à acessibilidade à Força de Trabalho


da documentação relativa à segurança operacional, deve-se:

21.1.1.1 Definir no sistema de gestão os procedimentos de controle e acesso à documentação.

21.2 RESPONSABILIDADES DA GESTÃO DA INFORMAÇÃO E DA DOCUMENTAÇÃO

21.2.1 O AOT deve estabelecer, implementar e documentar procedimento para definir as


metodologias e controles necessários para:

21.2.1.1 Elaborar a documentação;

21.2.1.2 Determinar fluxo de verificação e aprovação da documentação;

21.2.1.3 Analisar criticamente e revisar a documentação, quando necessário;

21.2.1.4 Assegurar que as revisões e alterações da documentação sejam identificadas;

21.2.1.5 Assegurar que os documentos permaneçam legíveis e prontamente identificáveis;

21.2.1.6 Impedir o uso de documentos obsoletos; e

21.2.1.7 Assegurar a consistência, a padronização e a integridade das informações nos documentos


do Terminal.

21.2.2 Devem ser definidos para a documentação os itens listados a seguir, obedecendo no mínimo
prazos previstos na Tabela 1:
a)Os prazos para revisão;

b)O tipo de mídia adequada para o arquivamento;

c)O período mínimo de arquivamento; e

d)As condições para o descarte.

21.2.3 O AOT deve estabelecer e implementar sistema de controle da informação e da documentação


relativa à segurança operacional.

21.3 ACESSO À INFORMAÇÃO

21.3.1 O AOT deve garantir o acesso adequado da Força de Trabalho às informações e à


documentação do Terminal, considerando as atribuições e as necessidades de treinamento de cada
um.

TABELA 1 - Periodicidade de Revisão e Arquivamento de Documentos

REVISÃO
DOCUMENTO ARQUIVAMENTO (anos)
(anos)
Procedimentos de Operação 5 10
Plano de Resposta a Emergência 3 10
Relatórios dos Exercícios Simulados 10
10 ou durante o período de vigência da
Desativação Temporária
Desativação Temporária, no que for maior
Desativação Permanente 10
Planos de Inspeção e de Manutenção 3 Por todo o ciclo de vida da instalação
01 e, caso ocorra acidente reportável à ANP,
Formulários de Permissão de Trabalho 3
10
Análise de Riscos 5 Por todo o ciclo de vida da instalação
Registros de Incidentes 10

22 DOCUMENTOS INFORMATIVOS

Apresentam-se a seguir alguns documentos para auxiliar o AOT na preparação de planos ou


programas específicos dos capítulos deste regulamento mencionados. As Portarias e Resoluções, e
suas revisões supervenientes, são de cumprimento obrigatório.

PORTARIAS E RESOLUÇÕES

•PORTARIA ANP nº 251, de 7 de novembro de 2000, que -estabelece critérios para o livre acesso,
por terceiros interessados, aos Terminais aquaviários, existentes ou a serem construídos, para
movimentação de petróleo e seus derivados.

•PORTARIA ANP nº 125, de 5 de agosto de 2002, que dispõe sobre os procedimentos de natureza
preventiva a serem adotados no acompanhamento de obras com interferência em faixa de domínio
de Dutos de petróleo, seus derivados ou gás natural.

•RESOLUÇÃO ANP nº 18, de 2 de setembro de 2004, que estabelece as especificações dos gases
liquefeitos de petróleo - GLP, de origem nacional ou importada, comercializados pelos diversos
agentes econômicos no território nacional, consoante as disposições contidas no Regulamento
Técnico ANP nº 2/2004.

•RESOLUÇÃO ANP nº 35, de 2 de dezembro de 2005, que dispõe que fica adotada a Norma NBR
15186 - Base de armazenamento, envasamento e distribuição de GLP, da Associação Brasileira de
Normas Técnicas - ABNT, para a concessão de Autorização de Construção (AC) ou Autorização de
Operação (AO) para instalações destinadas à armazenagem de gás liquefeito de petróleo - GLP.

•RESOLUÇÃO ANP nº 30, de 26 de outubro de 2006, que dispõe que fica adotada a Norma NBR
17505 - Armazenagem de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis - e suas atualizações, da Associação
Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, para a concessão de Autorização de Construção (AC) ou
Autorização de Operação (AO), bem como quando da ampliação ou regularização das instalações
destinadas ao armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis.

•Resolução ANP nº 16, de 17 de junho de 2008, que estabelece as especificações do gás natural,
nacional ou importado, a ser comercializado em todo o território nacional.

•RESOLUÇÃO ANP nº 44, de 22 dezembro de 2009, que -estabelece procedimento para


comunicação de incidentes.

•RESOLUÇÃO ANP nº 3, de 19 de janeiro de 2011, que institui o Programa de Marcação


Compulsória de Produtos em todo o território nacional e regulamentados os termos e condições
dispostos no § 4º do art. 5º da Lei nº 10.336, de 2001, que determina a identificação mediante
marcação dos hidrocarbonetos líquidos não destinados à formulação de gasolina ou óleo diesel.

•RESOLUÇÃO ANP nº 6, de 3 de fevereiro de2011, que aprova o Regulamento Técnico ANP nº


2/2011 - Regulamento Técnico de Dutos Terrestres para Movimentação de Petróleo, Derivados e Gás
Natural - RTDT.

•RESOLUÇÃO ANP nº 50, de 22 de setembro de 2011, que trata das informações a serem prestadas
para a ANP relativas aos Terminais de GNL e os critérios para definir os gasodutos que são parte
integrante desses Terminais.

•RESOLUÇÃO ANP nº 35, de 13 de novembro de 2012, que regulamenta o uso, por terceiros
interessados, de Dutos de transporte destinados à movimentação de petróleo, seus derivados e
biocombustíveis, existentes ou a serem construídos, mediante remuneração adequada ao titular das
instalações.

•RESOLUÇÃO ANP nº 42, de 10 de dezembro de 2012, que regulamenta o Compartilhamento de


Infraestrutura entre os Setores de Energia Elétrica, Telecomunicações e Petróleo, aprovado pela
Resolução Conjunta ANEEL, ANATEL e ANP nº 1, de 24 de novembro de 1999, e estabelece que as
particularidades, bem como o compartilhamento de infraestrutura entre agentes de um mesmo
setor, serão objeto de regulamentação específica, expedida conforme a competência de cada
Agência.

•RESOLUÇÃO ANP nº 19, de 15 de abril de 2015, que estabelece as especificações do Etanol Anidro
Combustível e do Etanol Hidratado Combustível, contidas no Regulamento Técnico, parte integrante
desta Resolução, e as obrigações quanto ao controle da qualidade a serem atendidas pelos diversos
agentes econômicos que comercializam o produto em todo o território nacional.
•RESOLUÇÃO ANP nº 41, de 9 de outubro de 2015, que aprova o Regulamento Técnico do Sistema
de Gerenciamento de Segurança Operacional de Sistemas Submarinos.

•RESOLUÇÃO ANP nº 52, de 2 de dezembro de 2015, que estabelece a regulamentação para a


construção, a ampliação e a operação de instalações de transporte ou de transferência de petróleo,
seus derivados, gás natural, inclusive liquefeito, biodiesel e misturas óleo diesel/biodiesel.

•RESOLUÇÃO ANP n.º 729, de 11 de maio de 2018, que dispõe sobre os procedimentos de remessa
de informações à ANP pelos agentes regulados do downstream e midstream, no âmbito dos
princípios e objetivos da política energética nacional, conforme contido na Lei nº 9.478, de 6 de
agosto de 1997.

•RESOLUÇÃO CONAMA 398, de 11 de junho de 2008, que dispõe sobre o conteúdo mínimo do Plano
de Emergência Individual para incidentes de poluição por óleo.

•RESOLUÇÃO Conjunta ANP / Inmetro nº 1 , de 10 de junho de 2013, que aprova o Regulamento


Técnico de Medição de Petróleo e Gás Natural que estabelece as condições e requisitos mínimos
para os sistemas de medição de Petróleo e Gás Naturais, com vistas a garantir resultados acurados e
completos.

Os documentos relacionados abaixo não são de cumprimento obrigatório, com exceção das normas
ABNT NBR 17.505 e ABNT NBR 15.186, tornadas mandatórias pelas Resoluções ANP n.º 30, de 26
de outubro de 2006 e n.º 35, 2 de dezembro de 2005, respectivamente.

NORMAS BRASILEIRAS

•Norma ABNT 7.821 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Tanques soldados


para armazenamento de petróleo, derivados e líquidos em geral.

•Norma ABNT NBR 15.216 - Armazenamento de combustíveis - Controle da qualidade no


armazenamento, transporte e abastecimento de combustíveis de aviação.

•Norma ABNT NBR 15.186 - Base de armazenamento, envasamento e distribuição de GLP - Projeto e
construção.

•Norma NBR 17505 - Armazenagem de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis.

NORMAS ESTRANGEIRAS

•Norma API 620 - Design and Construction of Large Welded Low Pressure Storage Tanks.

•Norma API 650 - Welded Steel Tanks for Oil Storage.

•Norma API 653 - Tank Inspection, Repair, Alteration, and Reconstruction.

•Norma API 2000 - Venting Atmospheric and Pressure Storage Tanks: Non Refrigerated and
Refrigerated.

•Norma ASME B31.3 - Process Piping Guide, The American Society of Mechanical Engineers.
Utilizada para o projeto das linhas internas dos Terminais.

•Norma ASME B31.4 - Pipeline Transportation Systems for Liquid Hydrocarbons and Other Liquids,
The American Society of Mechanical Engineers.
• Norma ASME B31.8 - Gas Transmission and Distribution Pipelines Systems - The American Society
of Mechanical Engineers.

•ASME B31.8S - Managing System Integrity of Gas Pipelines, The American Society of Mechanical
Engineers.

•Norma ASME Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC), Code Section VIII.

•OCIMF-Marine Terminal Baseline Criteria and Assessment Questionnaire.

•ICS - Tanker Safety Guide.

•ICS - Safety in Liquefied Gas Tankers.

•ISGOTT - International Safety Guide for Oil Tankers and Terminals.

•ISPS - International Ship and Port Facility Security - Code.

•IPIECA - Guide to Contingency Planning for Oil Spills on Water.

•OCIMF Safety Guide for Terminals Handling Liquified Gases in Bulk.

•OCIMF Guidance on Marine Terminal Fire Protection and Emergency Evacuation.

•SIGTTO Guide to Contingency Planning for Marine Terminals Handling Liquified Gases in Bulk.

•SIGTTO Listing of Design Guidelines for Liquified Gas Terminals.

•SIGTTO Ship/Shore Interface - Safe Working Practice for LPG and Liquefied Chemical Gas Cargoes.

•SIGTTO - LNG Operations in Port Areas.

•SIGTTO - Liquefied Gas Fire Hazard Management.

•Manual de Referência ARPEL para Gestão Operacional de Terminais (2011).

•NFPA 11: Standard for Low-, Medium-, and High-Expansion Foam.

•NFPA 15: Standard for Water Spray Fixed Systems for Fire Protection.

•NFPA 20: Standard for the Installation of Stationary Pumps for Fire Protection.

•NFPA 30: Flammable and Combustible Liquids Code.

•Norma NFPA 58 - Standard for the storage and handling of Liquefied Petroleum Gases (LPG).

•Norma NFPA 59A - Standard for the Production, Storage, and Handling of Liquefied Natural Gas
(LNG).

"Este texto não substitui o publicado no D.O.U."