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LICENCIATURA EM HISTÓRIA

PRÁTICA DE ENSINO: VIVÊNCIA NO AMBIENTE EDUCATIVO

(PE: VAE) POSTAGEM II

ATIVIDADE II – SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Everaldo Gomes de Oliveira – RA: 1804505

Polo São Pedro

2019
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SEQUÊNCIA DIDÁTICA

IDENTIFICAÇÃO

Nível de Ensino/Turma: 1º Ano Ensino Médio.

Disciplina: História.

Tema: O Egito Antigo.

Quantidade de Aulas: 3 aulas/ semana – 50 minutos cada.

AULA 1

a) Conteúdo.

 A Importância do Rio Nilo no Egito Antigo.

b) Objetivo.

 Sustentar que a civilização egípcia não teria existido sem um elemento natural, isto é, o
rio Nilo, responsável pelo seu desenvolvimento agrícola, social, cultural, político e
religioso. Não é possível estudar o Egito Antigo sem mencioná-lo.

c) Recursos.

 Quadro negro ou branco, giz colorido ou pincéis atômicos coloridos, livro didático ou
apostila, folhas A4 para a avaliação.

d) Etapas da Aula.

 Introdução ao tema – sensibilização/contextualização: Explanar de forma expositiva que


o Egito exerce em grande parte das pessoas um grande fascínio. A história das múmias
e dos faraós e principalmente as “misteriosas” pirâmides se tornaram no século XX e
XXI um produto “pop”, afinal, estão em filmes, seriados, vestimentas, músicas e HQs.
Mas a origem desta civilização está longe de ser como é mostrado nestes meios
estereotipados. O Egito Antigo tem suas bases no rio Nilo que flui desafiando o deserto
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levando uma variedade de desenvolvimento às suas ribeiras. O grande historiador grego


Heródoto menciona o Egito como a “Dádiva do Nilo”.

 Desenvolvimento da aula: Essa aula contará com as seguintes partes: 1ª Parte – “Às
Margens do Nilo”. Situar todos aspectos e condições históricas/geográficas explicando
para a classe que a civilização egípcia (ver a questão dos nomos) se desenvolveu às
margens de um rio de grande extensão em uma região desértica – Saara – do continente
africano. Trazer para a exposição a dinâmica hidrográfica com seus confluentes que
proporcionou a formação de um solo fértil, diversidade de fauna e flora, além de
riquezas minerais. 2ª Parte - “Celeiro do Oriente”. Discorrer acerca da base econômica
formada pela produção agrícola (cereais) cujos os excedentes agiam como um estímulo
à divisão social do trabalho (corveia real). Esse tipo de produção também era chamado
de “modo de produção asiático”. Essa agricultura era praticada no Vale do Nilo e era
realizada segundo o “ciclo das cheias”. Além dos principais produtos da terra (cevada e
trigo) era também cultivado o papiro. 3ª Parte – “Construção de Diques e
Reservatórios”. Foi condição essencial para a construção da civilização na região, pois
o leito não era suficiente para conter as águas que corriam do interior da África em
direção ao Mediterrâneo. Também foram construídos canais de irrigação para reservar
água em tempo de escassez. O rio de forma indireta, estimulou os egípcios a desenvolver
sua inteligência (matemática e geometria) para medir, calcular e planejar o período das
cheias para que as cidades ficassem protegidas de catástrofes. 4ª Parte – “Atividades
Econômicas”. Também era comum o cultivo do linho, do algodão, da vinha e da
oliveira. Os animais mais utilizados nesse período foram o boi e o asno, mas existia a
criação de carneiros, cabras e gansos. Além de uma pequena indústria de cerâmica. Isso
demonstra a importância do rio que proporcionou as condições para que essas atividades
existissem no Antigo Egito considerado como uma sociedade hidráulica.

 Atividades para os estudantes: Montar grupo de três alunos para que montem (com
recortes, colagem e legenda) ou desenhem um cartaz sobre a importância do rio Nilo no
Antigo Egito.

e) Avaliação:

Sugerir aos alunos, em trios, que respondam as questões abaixo:


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1) De onde vieram os povos que formaram o antigo Egito?


2) O que eram os nomos?
3) Qual a importância do Rio Nilo para os egípcios?
4) Como os egípcios usavam as cheias do Rio Nilo ao seu favor?
5) Em que períodos as terras eram cultivadas no antigo Egito?
6) Quais os desertos que fazem parte do Egito?
7) O historiador grego Heródoto escreveu que o “Egito é um presente do Nilo”. Escreva um
pequeno texto explicando esta frase.

f) Referências:

ALBUQUERQUE, Camila. A Importância do Rio Nilo. Estudo Prático, 2012. Disponível em:
https://www.estudopratico.com.br/a-importancia-do-rio-nilo/ Acesso em: 09/11/2019.

Egito Antigo – Planície Fértil do Rio Nilo Favoreceu Civilização Egípcia. Educação UOL,
2014. Disponível em: https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/egito-antigo-planicie-
fertil-do-rio-nilo-favoreceu-civilizacao-egipcia.htm. Acesso em: 09/11/2019.

COSTA, Alline Grazielle Neves. A Civilização do Egito Antigo. Portal do Professor, 2011.
Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=37709.
Acesso em: 09/11/2019.

GRÓF, Gabriel Lohner. História Antiga e Medieval. p. 46 - 49. São Paulo: Livro-texto UNIP.

AULA 2.

a) Conteúdo.

 Principais Aspectos da Sociedade do Egito Antigo.


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b) Objetivo.

 Mostrar como o Egito Antigo ordenava sua pirâmide social.

c) Recursos

 Quadro negro ou branco, giz colorido ou pincéis atômicos coloridos, livro didático ou
apostila, folhas A4 para a avaliação.

d) Etapas da Aula.

 Introdução ao tema – sensibilização/contextualização: Expor que dentre todas as


sociedades do mundo antigo o Egito foi a mais liberal e eficiente se comparada a outras
culturas. Cada camada, nesta civilização tinha sua função e poderes determinados aonde
obedeciam àquele que estava no topo, isto é, o Faraó que era reconhecido como uma
divindade.
 Desenvolvimento da aula: Podemos resumir a sociedade egípcia em ordem decrescente
dessa forma: 1) A sociedade hierarquizada – A sociedade egípcia era altamente
hierarquizada, com possibilidades virtualmente nulas de mobilidade social. Essa
desigualdade era reforçada por meio de cultos públicos e rituais. A estratificação era
com base em princípios religiosos, pois a sociedade era politeísta. 2) O Faraó – O
governante do Egito. Não era considerado um simples representante desta sociedade,
mas sim a própria encarnação do deus Hórus na Terra, seu poder apesar de praticamente
ilimitado, conflitava com os poderes dos sacerdotes. Possuía todas as terras do Egito e
ficava com boa parte dos impostos recolhidos ente o povo. Vivia de forma luxuosa com
sua família e ainda em vida ordenava a construção da pirâmide que iria abrigar seu corpo
mumificado e seus tesouros após a morte. 3) Sacerdotes – Vinham em seguida,
teoricamente abaixo do faraó e da sua corte. Estes ameaçavam, muitas vezes o poder
real. Sua importância era indiscutível, pois eram responsáveis por rituais, festas e
atividades religiosas. Conheciam muito bem as funções dos deuses egípcios.
Comandavam templos e os rituais de coroação e pós-morte. Alguns sacerdotes também
foram mumificados e colocados em pirâmides depois de morrerem. 4) Chefes militares
– Eram responsáveis pela segurança de todo o território do Egito. Ganhavam muito
destaque em momentos de guerra. Tinham que preparar, organizar o exército de forma
eficiente, pois uma derrota ou fracasso poderia custar a própria vida frente ao faraó. 5)
Escribas – Eram responsáveis pela escrita egípcia sejam esta hieroglífica ou demótica.
Os escribas registravam acontecimentos, e principalmente, a vida do faraó. Escreviam
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no papiro (papel feito das fibras da planta papiro), nas paredes das pirâmides ou em
placas de barro ou pedra. Os escribas também controlavam e registravam os impostos
cobrados por faraó. 6) Povo egípcio – Grande parte era formada por comerciantes,
artesãos, lavradores e pastores. Trabalhavam muito para receber somente o suficiente
para sua sobrevivência. Podiam ser convocados pelo faraó para trabalharem sem receber
salários em obras públicas como: construção de reservatório e diques, palácios, templos,
etc. 7) Escravos – Muitos destes eram inimigos capturados em guerras de conquistas.
Trabalhavam muito e não recebiam salário. Ganhavam apenas roupas e alimentos para
se sustentarem. Eram desprezados pela sociedade e não tinham direito algum. 8)
Curiosidade – As mulheres camponesas, ao contrário do que poderia se esperar desta
sociedade, eram bastante ativas e na ausência dos seus maridos regiam os negócios
domésticos com grande habilidade tratando de igual para igual com as autoridades e
diversas vezes herdavam bens. Em caso de maus-tratos podiam pedir divórcio.

 Atividades para os alunos: Sugerir que os alunos façam uma síntese com as principais
informações do que eles entenderam sobre a sociedade do Egito Antigo.

e) Avaliação.

 Realizar uma análise crítica sobre os aspectos da organização social da civilização


egípcia comparando com nossa sociedade no século XXI.

f) Referências.

GRÓF, Gabriel Lohner. História Antiga e Medieval. p. 51 - 53. São Paulo: Livro-texto UNIP.
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RAMOS, Jefferson Machado. Sociedade Egípcia. Sua Pesquisa, 2019. Disponível em:
https://www.suapesquisa.com/egito/sociedade_egipcia.htm. Acesso em 10/11/2019.

COSTA, Alline Grazielle Neves. A Civilização do Egito Antigo. Portal do Professor, 2011.
Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=37709.
Acesso em: 10/11/2019.

AULA 3

a) Conteúdo.

 A Religião, a escrita, a arte e a arquitetura do Egito Antigo.

b) Objetivos.

 Trazer para os alunos que tudo o que acontecia na vida diária dos egípcios tinha relações
com os deuses e dependia da vontade destes. Dar aos estudantes as variantes da escrita
e seus usos e falar o tipo de arte e sobre as grandiosas obras arquitetônicas do período.

c) Recursos.

 Quadro negro ou branco, giz colorido ou pincéis atômicos coloridos, livro didático ou
apostila, folhas A4 para a avaliação.

d) Etapas da aula.

 Introdução ao tema – sensibilização/contextualização: É estimulante o estudo das


realizações dos egípcios. Suas crenças trazem para os dias de hoje como pôde tornar a
estrutura de uma civilização coesa e direcionada para dar significado a cada ação dos
homens na Terra. Já a escrita peculiar do Egito Antigo traz sua história e revelações do
pensamento e do comportamento daquele povo. A arte é grandiosa e a arquitetura
sublime leva milhões ao Egito contemporâneo para que se admire aquilo que restou
dessa civilização.
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 Desenvolvimento da aula: Dar-se-á como se segue: 1) A religião egípcia –


características importantes da religiosidade egípcia: maat e heka. Os deuses do panteão
egípcio eram representados de diferentes maneiras e são elas: Antropomórfica: forma
humana; Zoomórfica: forma animal; Antropozoomórfica: forma humana e animal ao
mesmo tempo. Os principais deuses egípcios podem ser destacados: Hórus, Rá (deus
sol), Ísis (deusa da fertilidade), Anúbis (deus dos mortos) e Bastet (deusa dos gatos e da
fertilidade). O mundo dos deuses era rigidamente hierarquizado, tal como a sociedade.
A mumificação cumpria uma função de permitir ao faraó o acesso à outra vida livre do
seu corpo físico, sobreviveria em espírito e necessitaria da preservação do seu corpo,
pois esta seria uma pré-condição para a vida após a morte. Os sacerdotes poderiam ser
tanto homens como mulheres e eram responsáveis pela manutenção do templo. 2) A
Escrita. A escrita egípcia era variada, sendo dependente das circunstâncias de seu uso.
O tipo mais famoso, o hieróglifo, era uma escrita monumental utilizada em contextos
sagrados, sendo dominada por apenas sacerdotes e nobres. Trata-se de representações
de animais e pessoas, partes do corpo e figuras abstratas que correspondiam sílaba, letra,
um conceito ou determinativo. Eram utilizados em paredes de tumbas, sarcófagos,
templos e papiros com textos religiosos. Outro tipo de escrita era a hierática, cujos sinais
derivavam do hieróglifo, mas bem menos detalhados, sendo, portanto, uma letra cursiva
lida, e exemplo do alfabeto árabe, da direita para a esquerda. Era utilizada
principalmente por escribas no exercício de seu ofício. Depois em VII a.C. foi
substituída pela demótica, totalmente abstrata e de grande difusão na sociedade egípcia.
Logo passou a registrar textos literários e religiosos. 3) A arte – A arte assumiu um
caráter monumental e suas principais expressões eram profundamente ligadas à religião
e à política. As pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. Estas obras retratavam
a vida dos faraós, a ação dos deuses, a vida após a morte e outros temas da vida religiosa.
As figuras eram mostradas de perfil. Os egípcios não trabalhavam com a técnica da
perspectiva (imagens tridimensionais). As tintas eram obtidas na natureza (eram feitas
de pó de minérios, substâncias orgânicas, etc). Na escultura, os egípcios trabalhavam
muito bem o ouro. Faziam estatuetas representando deuses e deusas. O Ouro era também
usado em máscaras mortuárias para a proteção do rosto das múmias. 4) A arquitetura –
Os egípcios desenvolveram vários conhecimentos matemáticos. Com isso, conseguiram
erguer obras que sobrevivem até hoje. Templos, palácios e pirâmides foram construídos
em homenagem aos deuses e aos faraós. Eram grandiosos e imponentes, pois deviam
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mostrar todo o poder do faraó. Eram construídos com blocos de pedra, utilizando-se de
mão de obra escrava para o trabalho pesado.

 Atividades para os alunos: Pedir aos alunos que façam uma História em Quadrinhos no
estilo da arte dos egípcios contendo aspectos da religião do Egito Antigo.

e) Avaliação.

 Fazer uma linha do tempo de todo período do Egito Antigo.

f) Referências.

GRÓF, Gabriel Lohner. História Antiga e Medieval. p. 51 - 53. São Paulo: Livro-texto UNIP.

COSTA, Alline Grazielle Neves. A Civilização do Egito Antigo. Portal do Professor, 2011.
Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=37709.
Acesso em: 10/11/2019.

RAMOS, Jefferson Machado. Arte Egípcia. Sua Pesquisa, 2019. Disponível em:
https://www.suapesquisa.com/egito/sociedade_egipcia.htm. Acesso em 10/11/2019.

SILVA, Daniel Neves. Religião Egípcia. História do Mundo, 2019. Disponível em:
https://www.historiadomundo.com.br/egipcia/religiao-egipcia.htm. Acesso em 10/11/2019.