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ENVELHECIMENTO CUTÂNEO

PATOLOGIA APLICADA
À ESTÉTICA
Profª. Mª. Gabriela Severo
ENVELHECIMENTO CUTÂNEO
Todo organismo multicelular sofre mudanças fisiológicas e vive por um tempo limitado, passando
por três fases:

Crescimento e desenvolvimento
Reprodutiva
Senescência ou envelhecimento

INTRÍNSECO EXTRÍNSECO
TEORIAS DO ENVELHECIMENTO CUTÂNEO

Mutação somática:
Alterações do genoma, provocando o envelhecimento
Quanto mais velho o organismo se torna, mais propenso à mutações.

Envelhecimento programado:
Envolve o relógio genético definido, processo de degeneração das células.

Teoria da multiplicação celular:


Diminuição da capacidade de multiplicação celular vai diminuindo com tempo.
Desgaste fisiológico de multiplicação das células.
Teoria dos Radicais Livres
Segue a teoria de que os radicais livres se acumulariam ao longo da vida, provocando dano
celular, assim, acelerando as disfunções.

Os radicais livres são moléculas ou fragmentos que contém um elétron sem par em sua
órbita mais externa, tornando-os instáveis e reativos. Estes elétrons tendem a formar um
par na sua última órbita, por meio de reações químicas, danificando outras espécies menos
reativas do organismo, destruindo enzimas, atacando células, contribuindo para o seu mau
funcionamento e sua morte.

Principais alvos:
Proteínas
Lipídios
Ácidos Nucleicos
PELE

RL Defesa

Durante o processo de envelhecimento cutâneo ocorrem alterações na composição, estrutura


e processos bioquímicos da pele, deste modo, alterando suas propriedades e tendo suas
funções prejudicadas.

Processo de depleção funcional que


ocorre quando as defesas do
ESTRESSE organismo não conseguem combater
os radicais livres.
OXIDATIVO
MODIFICAÇÕES HISTOLÓGICAS NO ENVELHECIMENTO
Envelhecimento intrínseco
 Alteração na junção dermoepidérmica
 Diminuição no número e volume das células
 Alteração na matriz dérmica e vascularização

 Diminuem sua função


 Desorganização na matriz extracelular
  Colágeno e elastina ↓
Fragmentação e desintegração
 Atrofia Fibroblásto
 Ressecamento
 Formação de rugas
Elastina

 Menos solúvel, mais fino e esparso


 Densidade aumentada, perda de estrutura

Colágeno
Achatamento da junção dermoepidermica
Espessamento variável
Epiderme Dimensões e formatos celulares variados
Diminuição dos melanócitos
Diminuição das células de Langerhans

Atrofia (perda do volume da derme)


Alteração da estrutura do tecido conjuntivo
Derme Diminuição dos fibroblastos
Diminuição dos vasos sanguíneos
Degeneração das fibras elásticas

Pelos despigmentados
Queda de pelos
Apêncices Conversão dos pelos terminais em velos
Lâminas ungueais anormais
Diminuição das glândulas
Envelhecimento extrínseco

Fotoenvelhecimento

A exposição solar excessiva estimula a


queratinização e a glicação de outras proteínas,
levando a pele a perder sua firmeza e elasticidade.

Manifestações cutâneas do fotoenvelhecimento:

Queimaduras
Espessamento da pele
Manchas hipercrômicas
Rugas finas e profundas
Queratose actínica
Câncer de pele
Tabagismo

A fumaça do cigarro contém grande quantidade substâncias tóxicas, sendo a


nicotina o composto mais nocivo.
A vasoconstrição provocada pela fumaça provoca a diminuição do fluxo sanguíneo,
consequentemente a oxigenação dos tecidos.
A isquemia dos tecidos leva a uma lesão das fibras elásticas e diminuição das fibras
de colágeno.
Aumento dos radicais livres.
Reduz o nível de hidratação da camada córnea, possivelmente ao efeito diurético da
nicotina.

Principais características:

Rugas finas e profundas, principalmente ao redor da boca.


Pele atrófica, acinzentada e mais espessa.
Perda do contorno facial e reabsorção óssea.