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O que é a maconha?

A maconha é o nome dado no Brasil ao vegetal


Cannabis sativa, também conhecida popularmente como:
marijuana, fumo, bagulho, manga rosa, liamba, mulatinho.
Os primeiros relatos de sua presença no Brasil datam do
século XVIII para a produção de fibras. No entanto
acredita-se que a planta já existe há mais tempo utilizada
pelos escravos. A planta Cannabis sativa produz mais de
400 substâncias químicas. Uma delas é o THC (tetra-
hidrocanabinol ) que é a principal responsável pelos efeitos
da maconha.

THC é a sigla dada para a principal substância psicoativa


encontrada na planta Cannabis sativa, o. Essa sigla vem do
nome tetra-hidrocarbinol ou tetra-hidro-canabinol, mas o
seu nome oficial, que segue as regras da IUPAC, é 6,6,9-
trimetil-3-pentil-6H-dibenzo[b,d]piran-1-ol.

Como a maconha é utilizada?

As flores e folhas secas da maconha podem ser fumadas


ou ingeridas, sendo que a forma mais comum é a fumada.
Nesse primeiro caso a maconha é absorvida por via
pulmonar e atinge o Sistema Nervoso Central (cérebro) em
apenas alguns segundos e, utilizada por via oral sua
absorção é lenta, de 30 a 60 minutos.

O que é hashishe (ou hachiche)? e skank (skunk)?


O hashishe é uma forma concentrada da maconha, com
a forma de uma bolota. A pessoa pode engolir a bolota ou
pode fumá-la. O hashishe é bem mais potente que as
folhas e flores da maconha. O skunk nada mais é do que
uma variedade da planta que foi selecionada para produzir
uma quantidade bem maior de THC. É claro, portanto, que
o skunk é mais potente que a maconha comum.

Quantas pessoas usam Maconha?

Muita gente no mundo inteiro. Por exemplo, em um


levantamento de 1999 sobre uso de drogas na população
do Estado de São Paulo mostrou que 6,4% já havia
experimentado a maconha. Em quatro levantamentos de
consumo entre os estudantes das 10 maiores capitais do
Brasil revelou que 7,6% (em 1997) dos estudantes a
haviam experimentado pelo menos uma vez.

O que a maconha faz no corpo após uma dose


(efeitos físicos agudos)?

Os efeitos físicos agudos não são muitos: os olhos ficam


ligeiramente avermelhados (hiperemia das conjuntivas), a
boca fica seca (xerostomia) e o coração dispara (os
batimentos, de 60 a 80 por minuto, podem chegar a mais
de 120).
O que a maconha faz no corpo com o uso contínuo
(efeitos físicos crônicos)?

Os efeitos crônicos da maconha são mais graves. No


homem o uso prolongado de maconha pode provocar uma
diminuição da testosterona (hormônio que confere ao
homem maior quantidade de músculos, a voz mais grossa,
barba, também é responsável pela fabricação dos
espermatozóides). Na mulher pode trazer alterações
hormonais chegando até a inibição da ovulação. O uso
contínuo pode afetar também os pulmões (a fumaça é
muito irritante), sendo comuns os problemas respiratórios,
principalmente a bronquite. Animais de laboratório
expostos cronicamente à maconha passam a apresentar
maior incidência de câncer do que animais controles.

O que a maconha faz com a mente após uma dose


(efeitos psíquicos agudos)?

Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da


maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para
uma parte das pessoas, os feitos correspondem a uma
sensação de calma e relaxamento, menos cansaço e
vontade de rir. Para outras, ao contrário, os efeitos são
desagradáveis: tremor, sudorese, sensação de angústia,
medo de perder o controle mental (bad trip/ má viagem,
bode). As percepções do tempo e do espaço ficam
prejudicadas. Assim, uma pessoa ao dirigir após ter usado
maconha, pode facilmente calcular errado na hora de fazer
uma ultrapassagem, causando assim um acidente. Há
também uma perda da memória que, iremos abordar em
outro tópico.

O que a maconha faz com a mente depois de um


período de uso crônico (efeitos psíquicos crônicos)?

Os efeitos psíquicos crônicos da maconha, provocado


pelo uso continuado, interferem na capacidade de
aprendizagem e de memorização, podendo induzir a um
estado de diminuição da motivação. Nesse caso, a pessoa
não sente vontade de fazer mais nada, tudo parece ficar
sem graça e sem importância. Há também provas
científicas de que, se o usuário tem uma doença psíquica,
mas que ainda está "sob controle", ou já se manifesta, mas
está controlada por medicamento, a maconha piora o
quadro, pois ela pode anular o efeito do medicamento ou
ser o "estopim" que faria a doença se manifestar.

Testes laboratoriais:
A maconha causa dependência?

Algumas pessoas podem desenvolver dependência e


outras não. Isto vai depender da pessoa e seus problemas
e do tempo e quantidade de uso. Infelizmente não
podemos saber quais são essas pessoas pois, a
dependência está ligada a uma série de fatores que vão
variar muito de pessoa para pessoa.

As pessoas podem parar de usar maconha?

Sim. Algumas pessoas param sozinhas, outras precisam


de ajuda, mas de uma forma ou de outra o importante é
saber que, se a pessoa quiser ela pode parar.
A maconha causa tolerância?

O uso contínuo da maconha pode levar ao fenômeno de


tolerância. Por exemplo: se antes a pessoa com 1 baseado
ficava "legal", agora ela precisa fumar mais para ficar
"legal" do mesmo jeito. No entanto, a tolerância no caso da
maconha demora muito para acontecer.

O que acontece se uma pessoa for surpreendida


usando maconha?

A maconha no Brasil é considerada um droga ilícita e,


como tal, se uma pessoa estiver usando maconha e for
surpreendida ( mesmo que não esteja causando nenhuma
tipo de problema ou dano a alguém) ela vai ser punida de
acordo com a lei.

O que acontece se uma pessoa for surpreendida


levando maconha para usar junto com amigos?

Como foi dito acima, o problema é que não interessa se


a pessoa vai usar em casa com um amigo para ficar
curtindo um som, ou se ela vai usar com os amigos numa
festa, situações estas que aparentemente não estariam
prejudicando a ninguém. A maconha é uma droga ilícita e a
pessoa que a estiver levando para usar com amigos poderá
ser enquadrada como traficante pela nossa lei que, nesses
casos é de um rigor extremo, colocando um usuário na
mesma condição de um traficante de verdade.
A maconha afeta a memória?

Sim. A maconha prejudica principalmente a memória a


curto prazo; exemplificando: Vamos supor que alguém
esteja em casa com um amigo e vão pedir uma pizza, ela
olha o telefone na caderneta e, quando começa a discar já
se esqueceu o número que acabou de olhar, tendo que
consultar novamente a caderneta. Obviamente que nesse
caso não há grandes prejuízos, mas, se a pessoa estivesse
em seu trabalho ou estudando e necessitasse de uma
atenção maior, com certeza estaria tendo problemas.

A maconha afeta o desempenho sexual?

A maconha não afeta diretamente o desempenho sexual,


mas, como já foi visto ela trás tanto para o homem quanto
para a mulher alterações hormonais que podem resultar
em problemas. Além do mais, a maconha produz tantas
alterações mentais que pode tirar a concentração
necessária durante o ato sexual.
Um pouco de história

A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma


planta chamada cientificamente de Cannabis
sativa. Em outros países ela recebe diferentes
nomes como os mencionados no título deste
folheto. Ela já era conhecida há pelo menos 5.000
anos, sendo utilizada quer para fins medicinais
quer para "produzir risos". Talvez a primeira
menção da maconha na nossa língua tenha sido
um escrito de 1.548 onde está dito no português
daquela época: "e já ouvi a muitas mulheres que,
quando hião ver algum homem, para estar
choquareiras e graciosas a tomavam". Até o início
do presente século, a maconha era considerada em
vários países, inclusive no Brasil, como um
medicamento útil para vários males. Mas também
era já utilizada para fins não médicos por pessoas
desejosas de sentir "coisas diferentes", ou mesmo
utilizavam-na abusivamente. Consequência deste
abuso, e de um certo exagero sobre os seus efeitos
maléficos, a planta foi proibida em praticamente
todo mundo ocidental, nos últimos 50-60 anos.
Mas atualmente, graças as pesquisas recentes, a
maconha (ou substâncias dela extraídas) é
reconhecida como medicamento em pelo menos
duas condições clínicas: reduz ou abole as náuseas
e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer
e tem efeito benéfico em alguns casos de epilepsia
(doença que se caracteriza por convulsões ou
"ataques"). Entretanto, é bom lembrar que a
maconha (ou as substâncias extraídas da planta)
têm também efeitos indesejáveis que podem
prejudicar uma pessoa.
O THC (tetrahidrocanabinol) é uma substância
química fabricada pela própria maconha, sendo o
principal responsável pelos efeitos da planta.
Assim, dependendo da quantidade de THC
presente (o que pode variar de acordo com o solo,
clima, estação do ano, época de colheita, tempo
decorrido entre a colheita e o uso) a maconha pode
ter potência diferente, isto é, produzir mais ou
menos efeitos. Esta variação nos efeitos depende
também da própria pessoa que fuma a planta:
todos nós sabemos que há grande variação entre
as pessoas; de fato, ninguém é igual a ninguém!
Assim, a dose de maconha que é insuficiente para
um pode produzir efeito nítido em outro e até uma
forte intoxicação num terceiro.

Topo

Efeitos da maconha

Para bom entendimento é melhor dividir os


efeitos que a maconha produz sobre o homem
em físicos (ação sobre o próprio corpo ou
partes dele) e psíquicos (ação sobre a mente).
Esses efeitos físicos e psíquicos sofrerão
mudanças de acordo com o tempo de uso que
se considera, ou seja, os efeitos são agudos
(isto é, quando decorre apenas algumas horas
após fumar) e crônicos (consequências que
aparecem após o uso continuado por semanas,
ou meses ou mesmo anos).

Os efeitos físicos agudos são muito poucos:


os olhos ficam meio avermelhados ( o que em
linguagem médica chama-se hiperemia das
conjuntivas), a boca fica seca (e lá vai outra
palavrinha médica antipática: xerostomia – é o
nome difícil que o médico dá para boca seca) e
o coração dispara, de 60-80 batimentos por
minuto pode chegar a 120-140 ou até mesmo
mais (é o que o médico chama de taquicardia).

Os efeitos psíquicos agudos dependerão da


qualidade da maconha fumada e da
sensibilidade de quem fuma. Para uma parte
das pessoas os efeitos são uma sensação de
bem-estar acompanhada de calma e
relaxamento, sentir-se menos fatigado,
vontade de rir (hilariedade). Para outras
pessoas os efeitos são mais para o lado
desagradável: sentem angústia, ficam
aturdidas, temerosas de perder o controle da
cabeça, trêmulas, suando. É o que comumente
chamam de "má viagem" ou "bode".

Há ainda evidente perturbação na


capacidade da pessoa em calcular tempo e
espaço e um prejuízo na memória e atenção.
Assim sob a ação da maconha a pessoa erra
grosseiramente na discriminação do tempo
tendo a sensação que se passaram horas
quando na realidade foram alguns minutos; um
túnel com 10 metros de comprimento pode
parecer ter 50 ou 100 metros.

Quanto aos efeitos na memória eles se


manifestam principalmente na chamada
memória a curto prazo, ou seja, aquela que
nos é importante por alguns instantes. Dois
exemplos verídicos auxiliam a entender este
efeito: uma telefonista de PABX em um hotel
(que ouvia um dado número pelo fone e no
instante seguinte fazia a ligação) quando sob
ação da maconha não era mais capaz de
lembrar-se do número que acabara de ouvir. O
outro caso, um bancário que lia numa lista o
número de um documento que tinha que retirar
de um arquivo; quando sob ação da maconha
já havia esquecido do número quando chegava
em frente ao arquivo.

Pessoas sob esses efeitos não conseguem,


ou melhor, não deveriam executar tarefas que
dependem da atenção, bom senso e
discernimento, pois correm o risco de
prejudicar outros e/ou a si próprio. Como
exemplo disso: dirigir carro, operar máquinas
potencialmente perigosas.

Aumentando-se a dose e/ou dependendo da


sensibilidade, os efeitos psíquicos agudos
podem chegar até a alterações mais evidentes,
com predominância de delírios e alucinações.
Delírio é uma manifestação mental pela qual a
pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve;
por exemplo, sob ação da maconha uma
pessoa ouve a sirene de uma ambulância e
julga que é a polícia que vem prendê-la; ou vê
duas pessoas conversando e pensa que ambas
estão falando mal ou mesmo tramando um
atentado contra ela. Em ambos os casos, esta
mania de perseguição(delírios persecutórios)
pode levar ao pânico e, consequentemente, a
atitudes perigosas ("fugir pela janela", agredir
as pessoas conversando em "defesa"antecipada
contra a agressão que! julga estar sendo
tramada). Já a alucinação é uma percepção
sem objeto, isto é, a pessoa pode ouvir a
sirene da polícia ou vê duas pessoas
conversando quando não existe quer a sirene
quer as pessoas. As alucinações podem
também ter fundo agradável ou terrificante.

Os efeitos físicos crônicos da maconha já são


de maior monta. De fato, com o continuar do
uso, vários órgãos do nosso corpo são
afetados. Os pulmões são um exemplo disso.
Não é difícil imaginar como irão ficar estes
órgãos quando passam a receber cronicamente
uma fumação que é muito irritante, dado ser
proveniente de um vegetal que nem chega a
ser tratado como é o tabaco comum. Esta
irritação constante leva a problemas
respiratórios (bronquites), aliás como ocorre
também com o cigarro comum. Mas o pior é
que a fumação de maconha contêm alto teor de
alcatrão (maior mesmo que na do cigarro
comum) e nele existe uma substância chamada
benzopireno, conhecido agente cancerígeno;
ainda não est&aacut! e; provado
cientificamente que a pessoa que fuma
maconha cronicamente está sujeita a contrair
câncer dos pulmões com maior facilidade, mas
os indícios em animais de laboratório de que
assim pode ser são cada vez mais fortes.

Outro efeito físico adverso (indesejável) do


uso crônico da maconha refere-se à
testosterona. Esta é o hormônio masculino;
como tal confere ao homem maior quantidade
de músculos, a voz mais grossa, a barba,
também é responsável pela fabricação de
espermatozóides pelos testículos. Já existem
muitas provas que a maconha diminui em até
50-60 % a quantidade de testosterona.
Conseqüentemente o homem apresenta um
número bem reduzido de espermatozóides no
líquido espermático (medicamente esta
diminuição chama-se oligospermia) o que leva
a uma infertilidade. Ou seja, o homem terá
mais dificuldade de gerar filhos. Este é um
efeito que desaparece quando a pessoa deixa
de fumar a planta. É também importante dizer
que o homem não fica impote! nte ou perde o
desejo sexual; ele fica somente com uma
esterilidade, isto é, fica incapacitado de
engravidar sua companheira.

Há ainda a considerar os efeitos psíquicos


crônicos produzidos pela maconha. Sabe-se
que o uso continuado da maconha interfere
com a capacidade de aprendizagem e
memorização e pode induzir um estado de
amotivação, isto é, não sentir vontade de fazer
mais nada, pois tudo fica sem graça e
importância. Este efeito crônico da maconha é
chamado de síndrome amotivacional. Além
disso a maconha pode levar algumas pessoas a
um estado de dependência, isto é, elas passam
a organizar sua vida de maneira a faciliatar o
uso de maconha, sendo que tudo o mais perde
o seu real valor.

Finalmente, há provas científicas de que se a


pessoa tem uma doença psíquica qualquer,
mas que ainda não está evidente (a pessoa
consegue "se controlar") ou a doença já
apareceu, mas está controlada com
medicamentos adequados, a maconha piora o
quadro. Ou faz surgir a doença, isto é, a
pessoa não consegue mais "se controlar" ou
neutraliza o efeito do medicamento e a pessoa
passa a apresentar de novo os sintomas da
doença. Este fato tem sido descrito com
freqüência na doença mental chamada
esquizofrenia.

Em um levantamento feito entre os


estudantes do 1º e 2º graus das 10 maiores
cidades do país, em 1997, 7,6% declararam
que já haviam experimentado a maconha e
1,7% declararam fazer uso de pelo menos 6
vezes por mês.
Maconha

Definição: A maconha é o nome dado a uma planta conhecida cientificamente como Cannabis
sativa. O THC (tetraidrocanabinol)é uma substância química produzida pela planta da
maconha, sendo essa a principal responsável pelos efeitos psíquicos da droga no organismo.
Saiba mais...
Histórico: Existem referências ao uso da maconha há mais de 12.000 anos. Entre 2.000 e 1.400
a.C. foi descoberto seu efeito euforizante na Índia. A maconha foi trazida ao Brasil pelos
escravos como uma forma de ligação com a terra natal. Na década de 1930, iniciou-se uma
fase de repressão contra o uso da maconha, sendo em 1933 feitos os primeiros registros no
Brasil de prisões pelo comércio ilegal de maconha. Saiba mais...
Mecanismo de Ação: O THC é metabolizado no fígado. Além disso, o THC é muito lipossolúvel
(solúvel em lipídios – gordura, e não em água) ficando armazenado no tecido adiposo. Essas
características do THC levam a um prolongamento do efeito deste no organismo. Saiba mais...
Efeitos no organismo: Os efeitos provocados pelo THC no sistema nervoso central dependem
da dose consumida, da experiência, da expectativa e do ambiente. Os efeitos esperados são:
leve estado de euforia; relaxamento; risos imotivados e devaneios. Saiba mais...
Conseqüências Negativas: O uso crônico de maconha está associado a problemas respiratórios
visto que a fumaça é muito irritante, seu teor de alcatrão é muito alto, sendo maior que do
tabaco. Outras conseqüências do fumo, semelhantes ao tabaco, são: hipertensão, asma,
bronquite, cânceres, doenças cardíacas e doenças crônicas obstrutivas aéreas. Saiba mais...
Consumo no Brasil: Saiba mais...

   

Definição
A maconha (haxixe, erva, baseado) é o nome dado a uma planta conhecida cientificamente
como Cannabis sativa. Em outros países é conhecida por diferentes nomes como: THC,
Hashishi, Bangh, Ganja, Diamba, Marijuana, Marihiana.
O THC é uma substância química produzida pela planta da maconha, sendo essa a principal
responsável pelos efeitos psíquicos da droga no organismo. Atualmente, a quantidade de THC
encontrada na maconha é de aproximadamente 4,5%. A concentração de THC na maconha
pode variar de acordo com o solo, o clima, a estação do ano, época de colheita, tempo
decorrido entre a colheita e o uso (no México existe uma variação genética da maconha, a
“sinsemilla” – sem sementes – que pode ter entre 7,5 e 24% de THC).
Assim, a potência da droga pode variar muito, produzindo mais ou menos efeitos. A variação
dos efeitos também se dá de acordo com a pessoa usuária, considerando que a reação à droga
depende da sensibilidade do organismo do usuário.
As folhas e inflorescências secas da planta podem ser fumadas (por meio de cigarros feitos
artesanalmente) ou ingeridas (comumente misturadas em bolos e doces). A maconha também
pode ser consumida por meio de uma pasta semi-sólida conhecida como haxixe, obtida a partir
de uma grande pressão nas inflorescências, sendo esta forma mais concentrada de THC (até
28%).

Histórico
Existem referências ao uso da maconha há mais de 12.000 anos. Ao longo do tempo, foi
utilizada com fins medicinais, pelo seu efeito de produzir risos e suas fibras utilizadas para
confecção de cordas e roupas. Entre 2.000 e 1.400 a.C. foi descoberto seu efeito euforizante
na Índia, onde foi utilizado com fins medicinais como: estimular apetite, curar doenças
venéreas e induzir o sono.   
A cannabis foi introduzida na Medicina Ocidental no século XIX, chegando ao seu ápice em sua
última década. Porém, no início do século XX esse uso diminuiu, especialmente pela variedade
de potenciais da droga, sendo difícil o controle de sua dosagem.
A partir de 1965, o interesse científico pela maconha ressurgiu por terem conseguido
identificar a estrutura química dos componentes da droga, possibilitando a obtenção dos
mesmos puros. Nos anos 90, começou a ser identificado usos terapêuticos os quais estão
sendo comprovados por estudos científicos.
A maconha foi trazida ao Brasil pelos escravos como uma forma de ligação com a terra natal.
Foi cultivada com finalidade têxtil, inicialmente, sendo logo descoberto seus efeitos
perturbadores e usados para tal. Na década de 1930, iniciou-se uma fase de repressão contra o
uso da maconha no Brasil, sendo em 1933 feitos os primeiros registros de prisões pelo
comércio ilegal de maconha. Em 1938, o Decreto-Lei nº. 891 do Governo Federal proibiu
totalmente o plantio, cultivo, colheita e exploração por particulares da maconha, em todo
território nacional.
Ao longo dos anos, foram sendo feitas seleções das espécies de plantas de maconha com
maior concentração de THC: em 1960 o teor médio de THC era 1,5%; em 1980 variava de 3 a
3,5%; e em 1990 a média chegou a 4,5%.
Atualmente, graças às pesquisas recentes, a maconha, ou substâncias dela extraídas, é
reconhecida como medicamento em pelo menos duas condições clínicas: reduz ou elimina
náuseas e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeito benéfico em alguns
casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões ou “ataques”). Entretanto, é bom
lembrar que a maconha (ou as substâncias extraídas da planta) tem também efeitos
indesejáveis que podem ser prejudiciais.

Mecanismo de Ação
O THC é metabolizado no fígado gerando um metabólito (produto da metabolização da
substância) mais potente que ele próprio. Além disso, o THC é muito lipossolúvel (solúvel em
lipídios – gordura, e não em água) ficando armazenado no tecido adiposo. Essas características
do THC levam a um prolongamento do efeito deste no organismo.  
Quando fumada, a maconha atinge seu efeito entre zero e dez minutos e tem seu pico de ação
após 30 minutos do consumo por se concentrar no cérebro. Após 45 a 60 minutos do consumo
da substância seus efeitos são atenuados. Pela liberação do THC por meio do tecido adiposo
ser lenta, ele aparece na urina de semanas há
meses após o último uso.
 Início 

Efeitos no Organismo
Os efeitos provocados pelo THC no sistema nervoso central dependem da dose consumida, da
experiência, da expectativa e do ambiente. Os efeitos esperados são: leve estado de euforia,
relaxamento, melhora da percepção para música, paladar e sexo, prolonga a percepção de
tempo, risos imotivados, devaneios e fica mais falante.  
No resto do corpo os efeitos são: vermelhidão nos olhos (hiperemia conjuntival), diminuição
da produção de saliva (boca seca) e taquicardia (freqüência superior ou igual a 140 batimentos
por minuto).O THC tem um efeito orexígeno no apetite, ou seja, aumento de apetite. Não há
registro de morte por intoxicação por consumo de maconha, visto que sua dose letal é 1.000
vezes maior que a usual.

Conseqüências Negativas
O uso crônico de maconha está associado a problemas respiratórios, visto que a fumaça é
muito irritante, seu teor de alcatrão é muito alto (maior que do tabaco) e contém benzopireno,
substância cancerígena. Outras conseqüências do fumo, semelhantes ao tabaco, são:
hipertensão, asma, bronquite, cânceres, doenças cardíacas e doenças crônicas obstrutivas
aéreas. Há conseqüências também na fertilidade do homem por haver uma queda de 50 a 60%
na produção de testosterona.  
A maconha tem como efeito mais comum o bem-estar, porém, ocasionalmente traz um
desconforto acompanhado de uma ansiedade intensa e idéias de perseguição. Mais raramente
pode haver alucinações. Há também, os ocasionais flashbacks que consistem em sintomas da
intoxicação após a interrupção do uso.
Pode haver também, no caso de pessoas com transtornos psicóticos pré-existentes uma
exacerbação do quadro, como a esquizofrenia, exigindo mudanças no tratamento da doença
psiquiátrica.
Esse psicotrópico, quando usado regularmente, traz problemas cognitivos como o prejuízo na
memória e na habilidade de resolver problemas, comprometendo seu rendimento intelectual.
Pode gerar a síndrome amotivacional, caracterizada por problemas de atenção e motivação.
A tolerância é observada apenas em casos de consumo elevado da substância. Quanto à
dependência, 10% dos usuários crônicos apresentam a fissura (desejo intenso pela droga) e
centralidade na droga.
Já a abstinência, também observada em usuários crônicos e em altas doses, é caracterizada
por: ansiedade, insônia, perda de apetite, tremor das mãos, sudorese, reflexos aumentados,
bocejos e humor deprimido.
Consumo no Brasil
O II Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil - estudo
envolvendo as 108 maiores cidades do país, realizado em 2005 pela Secretaria Nacional
Antidrogas – Senad em parceria com o Cebrid/Unifesp e que envolveu 7.939 pessoas, entre 12
e 65 anos, revelou os seguintes dados:

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