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Cesariana

Indicações: •Distócia Que não possa ser


resolvida
•Certos casos de ruptura uterina

•Torção uterina

Apresentação transversa, potros demasiado grandes


em relação ao canal do parto, canal do parto
demasiado pequeno (ou pouco dilatado) para
manipulação, hidrocefalia

Tumores, massas, fracturas, ou outras deformações


pélvicas podem pôr em risco a viabilidade do feto

Cesariana planeada antes do parto

Correcção da distócia 40 min após o inicio do 2º estágio

 Probabilidade de
Manipulação sobrevivência do feto

A separação placentária inicia-se


Fetotomia no 2º estágio e tem um impacto
drástico na sobrevivência do feto

Fetos mortos, enfizematosos


Cesariana
ou deformados

Não deve ser Útero, cérvix e canal do parto são


considerada como último menos tolerantes a longas
recurso manipulações  evitar fetotomias
com mais de 2-3 cortes

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Anestesia: •Feto morto

Minimizar a depressão
•Feto vivo
cardiopulmunar do feto
Todos anestésicos e relaxantes
musculares atravessam a barreira Rápida remoção
placentária do feto

Anestesia o mais superficial possível


Preparação do
até à remoção do feto
campo operatório
antes da anestesia
Anestesia local
e/ou paravertebral
Metoxiflurano < hemorragia uterina,
Isoflurano curta acção

Técnica cirúrgica:

Baixo flanco oblíquo (Marcenac)

Acesso Linha média ventral


Pouca exposição,
trauma muscular severo
Flanco vertical

Égua pode cair


Cesariana em pé

Protrusão visceral Contaminação

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m. oblíquo externo

m. oblíquo interno

3
m. transverso do abdómen

Flanco vertical

Flanco vertical

Flanco esquerdo para evitar o ceco

4
m. oblíquo
externo

Separação no sentido
das fibras

m. oblíquo externo

5
m. oblíquo
externo

Incisão vertical

m. oblíquo interno

m. oblíquo externo

6
m. oblíquo
externo

m. oblíquo interno

m. oblíquo
externo
m. oblíquo
interno

m. transverso do
abdómen

7
m. transverso do
abdómen

tec adiposo
retroperitoneal
cav. abdominal

m. oblíquo
externo

m. oblíquo
interno
m. transverso do
abdómen

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pele

Subcutânea

Acesso no baixo flanco oblíquo (Marcenac)

Flanco esquerdo para evitar o ceco  decúbito lateral direito e o


membro posterior esquerdo é ligeiramente puxado para trás

1- Incisão inicia-se a meio do


arco costal e é dirigida
obliquamente em direcção ao
Flanco vertical
ubero para acabar na prega do
flanco
Flanco obliqua

2- Incisão na fáscia e no músculo


obliquo externo

3- obliquo interno, transverso


do abdómen

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Acesso linha média ventral

Remoção do feto
Corno
Após abertura da cavidade grávido

abdominal  irrigar com solução


salina com 20000 ou 50000 UI de Linha de
incisão
heparina  evitar formação de
fibrina e adesões

1- Localização do
corno grávido, colocar
panos de campo para
prevenir a queda de
liquido uterino e sangue
na cavidade peritonial
Cavidade peritonial

posteriores em
2- A incisão no útero inicia-se
apresentação anterior e
sobre o membro mais cranial do
anteriores em
feto
apresentação posterior

Estende-se ao longo da grande curvatura evitando os grandes vasos

3- O poldro é puxado
Útero
enquanto o cirurgião Placenta
alarga a incisão caso seja
necessário

4- O cordão umbilical é
deixado intacto durante
alguns minutos antes de ser
pinçado e cortado

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5- A placenta é removida caso saia facilmente mas não se justifica
fazer grande tracção com rasgamento da mesma

Obrigatório remover 2 a 5cm dos bordos da incisão

6- Os vasos dos bordos da incisão


uterina são comprimidos por meio
de uma sutura simples continua
nas margens da incisão

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Lembert Cushing
7- Sutura do útero com um
padrão para inverter a mucosa

Primeiro uma sutura de


lembert e depois de cushing

8- Útero é examinado
para detectar a existência
de alguma ruptura

9- Cavidade abdominal é
lavada para remover os
detritos que possam ter
caído

Acesso baixo flanco Sutura interrompida em


cada uma das camadas

Acesso linha média ventral Sutura da linha branca

Pós operatório Antibióticos e AINES

Occitocina (120 a 400 UI IM cada 2 horas) expelir a


placenta e fuidos uterinos

Quando a égua estiver de pé  ordenhar e administrar


o colostro ao poldro

Apresentar o poldro à mãe assim que ela esteja


suficientemente estável e não o ponha em perigo

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.

2 primeiras semanas exercício controlado  passo

2 semanas de exercício restrito num pequeno padock

8ª semana pode ser libertada no pasto

Não deve ser sujeita a cobrição natural nas 8 semanas


a seguir à cirurgia

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