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HARVEY, David.

“O trabalho, o capital e o conflito de classes em torno do ambiente construído nas


sociedades capitalistas avançadas”. In Espaço & Debates No 6, Ano II. 1982.pp. 487-520

• Relação produção capitalista com o ambiente construído


◦ Paisagem física: estrutura física da cidade: estadas, prédios, sistemas de esgotos, parques etc
◦ “(…) massa de recursos físicos construídos pelo homem à sua própria imagem”
• relações de classes geram conflitos

• Distinções entre as facções


◦ Rentistas
◦ Construtores
◦ Força de trabalho
◦ Capitalistas gerais

• Divisão do ambiente construído em


◦ Capital fixo: utilizados na produção (rodovias, fábricas, ferrovias etc)
◦ Fundo de consumo: utilizados no consumo (casas, parques, passeios)

• Relação estrutura de conflito com o uso do fundo de consumo

• Comentários preparatório
◦ Dominação do trabalho
◦ Separação: local de trabalho, local de reprodução e consumo
▪ “A necessidade de reprodução da força de trabalho é assim traduzida num conjunto
específico de atividades de produção e consumo dentro da unidade familiar, numa economia
doméstica que, se quiser funcionar bem, requer valores de uso sob a forma de ambiente
construído.” p. 7
▪ Trabalho enquanto mercadoria (Marx)
▪ Consumo racional : economia doméstica sujeitada a produção capitalista de mercadorias
▪ Integração do consumo de trabalho
▪ condição de existência do trabalhador dividiu-se em duas lutas independentes
• condição de trabalho
• contra a exploração e apropriação das condições de existência (propriedade fundiária)]

• Dicotomia: viver e trabalhar

O trabalho “versus” a apropriação da renda e os interesses da construção

• Terra: condição de vida para a força de trabalho e condição de produção para o capital
• Sistema de propriedade privada: exclusão do trabalho da terra como condição de vida
• conjunto de recursos para a totalidade do ambiente de vida do trabalhador: habitação, lazer,
transporte
• trabalho como antagônico da propriedade fundiária e da apropriação de renda e da construção
◦ qualidade e custo

• Peculiaridades do conflito
◦ apropriação da renda
◦ “monopólio da renda”: “O caráter fixo e móvel do ambiente construído acarreta a produção e o
uso de mercadorias sob condições de competição monopolística espacial, com forte efeitos de
‘vizinhança’ ou de ‘externalidades.” p. 9
▪ ex.: valor de uma residência
▪ Preços sinais e conflitos entre facções

• Conflitos entre custo e qualidade de habitação


◦ extração do máximo de renda X habitação mais barata
• Tridimensionalidade do conflito:
◦ “A luta se torna tridimensional quando consideramos que a capacidade dos apropriadores de
auferir rendas de monopólio sobre habitações velhas é em parte limitada pela capacidade dos
interesses da construção de penetrar no mercado e criar novas habitações a preços menores.” p
10
▪ subsídios estatais para a construção desvalorizam a taxa de apropriação
▪ impedimento de novos empreendimentos
▪ trabalho controla a própria renda: preço do aluguel cai

• Monopólio natural afetado por


◦ maior distância que o trabalho tiver do local de trabalho
▪ A apropriação depende, assim: deslocamento, extensão do dia de trabalho e custo e
disponibilidade de trasporte
▪ Surgimento de suburbios

• Ambiente construído como conjunto de valores de uso para o trabalho


• Trabalhador tem um conjunto limitado de condição de vida
◦ mais opções - surgimento da questão: “qualidade de vida”, definida pelo facção Capital Geral
◦ Marx
◦ produção produz o consumo, a forma de consumo e o fundo de consumo par o trabalho, que
determinam a qualidade de trabalho.
▪ Determinam a qualidade de vida
◦ Construtores jogam o peso na balança

A intervenção do Capital nas lutas sobre o meio construído

• Auxílio do Estado
• Categorias de intervenção:
◦ propriedade privada e casa própria para a classe trabalhadora
◦ custo de vida e o valor da força de trabalho
◦ administração do consumo coletivo dos trabalhadores no interesse de uma firma acumulação do
capitalista
◦ imposição de uma disciplina de trabalho

Propriedade privada e casa própria para a classe trabalhadora

• Luta do trabalhador não é apenas pero habitação e não está somente relacionada à renda e salários
• Principio da propriedade privada
• Fragmentação da classe trabalhadora: vulgarização da casas própria – fidelidades, individualismo
possessivo, “classe de habtação”
• Alavanca ideologica
• trbalhador tem alguma equidade em relação a propriedade

Custo de vida e a taxa salário

• taxa de apropriação de renda pela propriedade da terra


◦ excesso: maiores salários – queda da taxa de acumulação
◦ promoção pelo estado da industrialização da construção civil
◦ racionalização da produção do ambiente construído através de políticas globais de planejamento
do uso do solo
◦ cidades novas
◦ “Entretanto, os capitalistas tenderão a se interessas por essas coisas somente enquanto os
trabalhadores estiverem numa posição que lhes permita, através de seu poder de organização
coletiva, ligar os salários ao custo de vida” p. 15

• Considerações valem para a habitação e a todos os elementos do ambiente construído que são
relevantes para a produção da força de trabalho
◦ capitalistas contra a excessiva apropriaçao de renda de novos empreendimentos imobiliários

Consumo “racional administrado e coletivo

• Trabalhadores mediam a circualçao de mercadorias


◦ não podem falhar

• Sistema fabril
◦ afastamento do assalariado do lar
◦ “retorno” de mercadorias ao lar – produtos padronizados
◦ “Porém, a crescente produtividade do trabalho que ocorre com a acumulação, a consequente
necessidade de se estabelecer um mercado interno e um século ou mais de luta de classes
mudaram tudo isso. Bens de consumo duráveis e itens do fundo de consumo (como a habitação)
tornaram-se setores de crescimento muito importantes para a economia, e as condições políticas
e as bases materiais para um crescente padrão de vida para o trabalho foram na verdade
atingidos” p. 17

• Trabalho em casa/trabalho nas fábricas


◦ natureza da estrutura familiar
◦ Define o sentido de valores de uso e do padrão de vida
◦ “Portanto, a construção do ambiente construído tem que ser encarado no contexto de uma luta
sobre toda uma maneira de viver e de ser.” p. 18

• Técnicas de persuação
◦ aprimoramento das suas forças mentais e morais – consumidor racional
• Influencia civilizadora - Marx
• Valores de uso para perverter os desempenhos das condições de vida do trabalhador
◦ abrigo para produção de habitaçoes
• Coletivização do consumo pela necessidade: regulação e ação estatal
◦ “O ambiente construído tem um papel importante e peculiar com relaçção a tudo isso. O
conjunto de recursos que ele encolver – nas ruas, passeiors, sistemas de esgotos e de drenagem,
parque e pareas de recreio – contém muitos elementos que são consumidos coletivamente. A
provisão pública de tais bens públicos é uma forma ‘natural’ de consumo coletido que o capital
pode facilmente colonizar através do Estado.” p. 19
◦ Soma das decisções individuais privadas cria em si um efeito público – forçam certas formas de
consumo
◦ “O ambiente construído exige controle e administração coletivos; portanto, é quase certo que ele
se torno um campo importante na disputa entre o capital e o trabalho, em torno do que pe bom
para a acumulação e do que é bom para as pessoas.” p. 19

• Aumento nos investimento nos fundos de consumo


◦ Setor habitacional: Regulador Kenesiano
◦ “A construção de habitações, por exemplo, exige investimentos complementares em outros
aspectos do ambiente construído, bem como uma ampla gama de bens e serviços. Os
multiplicadores variam bastante em função do projeto e de outras considerações, porém em
todos os casos eles são substanciais.” p 19ws