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Conversores CC-CC

Introdução

 Objetivo operacional fundamental é converter uma tensão de entrada


contínua, com um determinado valor médio (Ve cc = Ve md), em uma tensão
de saída contínua com outro valor médio (Vs cc = Vs md), o qual poderá ser
maior ou menor que a tensão contínua de entrada;

 Os conversores cc-cc poderão ter múltiplas saídas e estruturas topológicas;

 Os conversores cc-cc são o núcleo principal das fontes chaveadas;

 Os conversores cc-cc são também chamados de reguladores cc-cc,


conversores comutados, pulsadores, recortadores e choppers;

 O conceito de conversor comutado esta relacionado com o fato do mesmo


operar com um ou mais semicondutores de potência operando como um
interruptor (chave) ligando e desligando em alta freqüência.

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Conversores CC-CC

Introdução

 Em potências mais elevadas, e aplicados ao acionamento de motores cc,


normalmente são chamados de choppers;

 Faz parte dos sistemas de acionamento de motores e servomotores cc como


conversor de saída de alimentação;

 Operam como etapa reguladora intermediária do barramento cc, de


inversores que compõe o sistema de acionamento de motores ca e reatores
eletrônicos para lâmpadas fluorescentes;

 Como etapa reguladora intermediária para modelar a forma de onda da


corrente de entrada de circuitos retificadores de modo que a mesma se
aproxime de uma forma de onda senoidal e em fase com a tensão de entrada
( Esta função é chamada de pré-regulação do fator de potência);

 São utilizado como alternativa aos retificadores controlados onde os


requerimentos da carga exijam repostas mais rápidas, em sistemas
realimentados.

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Conversores CC-CC

Aplicações

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Conversores CC-CC

Aplicações

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Conversor CC-CC Chaveado Básico

Razão Cíclica ou Ciclo de Trabalho


Fchaveamento = 1 / T T = 1 / Fchav. d = ton / T
T = ton + toff ton = dT
vs(t)
Chave “on”
Chave “off” toff = (1-d)T
Ve
Chave “on”
ton toff
1 dT ton
Vsef    Ve  dt  Ve  d  Ve 
0 dT T t T 0 T
(1-d)T
T dT
1 1 ton
Vsmed   v(t )  dt   Ve  dt  Ve  d  Ve 
Fausto.Libano@ufrgs.br T 0 T 0 T
Circuito Gerador de Modulação por Largura de Pulsos
(PWM – Pulse Width Modulation)

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Conversores CC-CC Não Isolados
Buck Boost

Buck-Boost
Cúk

SEPIC ZETA

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Ganho Estático dos Conv. CC-CC Não Isolados
Conversor Ganho Estático no MCC

Vs
Buck d
Ve

Vs 1
Boost 
Ve 1  d 

Vs d
Buck-Boost 
Ve 1  d 

Vs d
Cúk 
Ve 1  d 

Vs d
SEPIC 
Ve 1  d 

Vs d
ZETA 
Ve 1  d 

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Conversores CC-CC Isolados
Buck-Boost Flyback

Buck Forward

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Conversores CC-CC Isolados
Push-Pull

Half-Bridge (Meia Ponte)

Full-Bridge (Ponte Completa)

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Ganho Estático dos Conv. CC-CC Isolados

Conversor Ganho Estático no MCC

nVs d

Flyback Ve 1  d 

nVs
Forward d
Ve

nVs
Push-Pull  2d
Ve

nVs
Half-Bridge (Meia Ponte) d
Ve

nVs
Full-Bride (Ponte Completa)  2d
Ve

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Conversor Buck com Realimentação

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Fonte de Alimentação Linear

Configuração básica

Regulador Linear
3 Terminais
78xx

Ve cc Vs cc
~ Ve prim Ve sec

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Fonte de Alimentação Linear

 Esquema típico simplificado

Vs(t)
+ + Vs range
Vs max
R R1

Ve + - Vs Vs min
Vref Vs
R2
- -
t
 R 
 1
U s  U ref 1 
 R 
 2

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Fonte de Alimentação Chaveada (Comutada)

Configuração básica
Conversor CC-CC
ou
Regulador CC-CC

Ve cc Vs cc
~ Ve prim Ve sec

T L L D
+ +
Ve D C Vs Ve C Vs
T

- 
-
Exemplo: Conversor CC-CC Abaixador (Buck) Exemplo: Conversor CC-CC Elevador (Boost)

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Conversores CC-CC: aplicação no
acionamento de motores CC
Configuração básica
vs Vs  Ve ton
S T

Ve = R Vs Ve
ton
t
T T T T

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Acionamento de Motores CC

Conversor de 2 quadrantes

VM
VM
I
II I IM
IM IV

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Acionamento de Motores CC

Conversor de 4 quadrantes

VM

S1 D1 S3 D3
II I
M
IM
S2 D2 S4 D4
III IV

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Conversores CC-CC: aplicação em fontes de
alimentação
Parâmetros típicos

REGULAÇÃO DE CARGA
V VS
S VS
V
S
IS

REGULAÇÃO DE ENTRADA
V VS
S VS
V
S
VE

RIPPLE: tipicamente entre 100mVpp e 50mVpp

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Conversor CC-CC Abaixador (Buck)
ON OFF ON OFF
T L
+
VL iL
Ve D C Vs
t


- 0
T

iT
1ª Etapa: (Ve - Vs)• ton  0 2ª Etapa:  V • t  0 t
s off 0

Lei do fluxo médio zero no período T iD


(Ve - Vs )• ton  Vs • toff  0 t
V 0
N s d
(Ve - Vs ) • t on  Vs • t off Ve vS
t off  T  t on 0  N 1
t
Vs  d • Ve t 0
d  on Pe  Ps  Ve I e  Vs I s
T
Ve I e  d  Ve  I s
Fausto.Libano@ufrgs.br Ie  d • Is
Conversor CC-CC iL
Abaixador (Buck) 0 t

T L
iT
+
VL iC 0 t
Ve D C Vs vT


- 0 t

Uma possível equação para o indutor


iD
di V  Vs I L max  I L min
vL  L   e 
dt L ton 0 t

Ve  Vs iL

V  Vs   t
 iL  e on vD
L ton L

iL
V  Vs   ton  T
 e  iL
V  Vs   d
 e
0 t

L T L F
V  Vs   d
L e
iC

iL F 0 t

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Conversor CC-CC iL
Abaixador (Buck) 0 t

L
T
+ iT
VL iC
t
Ve D C Vs 0

vT

-
0 t
Uma possível equação para o capacitor
Supondo iL  iC  i, a corrente média que flue em C
T ton toff T i 1 i iD
na metade do período   é IC    
2 2 2 2 2 T 4 t
0

  ic  dt  VC t  0   Vc  Vc  VC t  0    ic  dt
1 1
VC  vD
C C
T
1 2 i i  T 0
VC  VC  VC t  0     dt  VC 
t
, e lembrando que
C 0 4 8C
iC
iL
V  Vs   d
 e resulta C 
Ve  Vs   Vs 
1  d   Vs
t
L F 8  L  VC  F 2  Ve 8  L  VC  F 2 0

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Exemplo de Projeto do Conversor Buck
3 Vs
Ve  175 V Vs  48 V f  100 10  Hz d  d  0.274
Ve
Ps
Ps  350 W Is  Is  7.292A IL  10% Is IL  0.729A
Vs
Vs
Vc  5% Vs Vc  2.4V Rs  Rs  6.583
Is

( Ve  Vs) d 4
L   L  4.777  10 H
IL f

( 1  d )  Vs 7
C  C  3.798  10 F
2
8 L Vc  f

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Conversor CC-CC Abaixador (Buck)
Dados da Simulação: Ps=350W Vsmd=48V Ismd=7,29A Fch=100kHZ

Vemd=173V Vc=5%Vsmd=2,4V IL=10%Ismd=0,729A


Com base no projeto: L=474,96H C=0,380F

I
M2
IRF840 L2

737.1e-21V 841.8e-21V
474.96uH
D6 D7
V+ V+
MUR890 MUR890

841.8e-21V
841.8e-21V
V1 = 0 V2
V1 0V V2 = 15
VOFF = 0 V
C1 R1 TD = 32m D5 C2 R2
VAMPL = 179 TR = 10n
FREQ = 60 8.86m 10k TF = 10n MUR890 .380u 6.58
0V PW = 2.77u
PER = 10u
I

0 D8 D9
MUR890841.8e-21V MUR890

V- V-

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Conversor CC-CC Abaixador (Buck)
400A 200V
1 2

0A 0V

SEL>>
-400A -200V
1 -I(V1) 2 V(V1:+)
200V

100V

0V
V(R1:2,D5:1)
8.0A 80V
1 2

4.0A 40V

>>
0A 0V
0s 20ms 40ms 60ms 80ms 100ms
1 I(L2) 2 V(L2:2,D5:1)
Time

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Conversor CC-CC Abaixador (Buck)
7.46A

7.00A
IL=0,719A
6.50A

I(L2)
48V

46V
Vc=2,04V

44V
V(L2:2,D5:1)
350

325
Ps=315W
SEL>>
300
75.20ms 75.22ms 75.24ms 75.26ms 75.28ms 75.30ms 75.32ms
V(L2:2,D5:1)*V(L2:2,D5:1)/6.58
Time

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Conversor CC-CC Abaixador (Buck)

7.25A

7.00A IL
6.75A

I(L2)
200V

100V
VT
0V

-100V
SEL>>
-200V
V(C1:2,M2:s)
200V

100V VD
0V

-100V

-200V
72.51ms 72.52ms 72.53ms 72.54ms 72.55ms 72.56ms 72.57ms 72.58ms
V(V2:-,R1:1)
Time

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Conversor CC-CC Elevador (Boost)

D ON OFF ON OFF
L
+
VL
Ve C Vs iL
T
t


- 0
T

iT
1ª Etapa: Ve • ton  0 2ª Etapa: (Ve - Vs ) • t off  0 t
0
Lei do fluxo médio zero no período T
Ve • ton  (Ve - Vs )• toff  0 iD
V 1 t
Ve • t on  (Vs - Ve ) • t off N s  0
Ve 1- d
Ve • d  (Vs - Ve ) (1  d) 1 N   uS
1 t
Vs  • Ve t
d  on 0 V
1- d Pe  Ps  Ve I e  Vs s toff
T R I s  Ie  I Dmed
T
Vs2 1 Ve
Ie    I s  I e  1  d 
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 
Ve R 1  d 2  R
Conversor CC-CC iL
Elevador (Boost) 0 t

L
+ iT
VL
t
Ve T C Vs 0

vT

-
0 t

Uma possível equação para o indutor


iD
di V  Vs  I L max  I L min 
vL  L   e  0 t
dt L toff
Vs  Ve iL

V  Ve   t
 iL  s vD
off
L toff L

iL 
Vs  Ve   1  d   T  iL 
Vs  Ve   1  d  0 t
L L F
V  Ve   1  d  ou
L s
V  Ve   Ve
L s
iC
i L F iL F  Vs t
0

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Conversor CC-CC iL
Elevador (Boost) 0 t
L
+
VL iC iT
Ve T C Vs t
0


- vT

0 t
Uma possível equação para o capacitor

Supondo que a corrente média que flue em C


iD
na metade do período é I s
0 t

  ic  dt  VC t  0   Vc  Vc  VC t  0     ic  dt
1 1
VC  vD
C C
I t
t
1 on
VC  VC  VC t  0     I s  dt  VC  s on , e lembrando que
0 t
C 0 C

ton  d  T resulta
V  Ve   Is
C s ou C 
d  Is
iC
t
VC  F  Vs VC  F 0

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Conversor CC-CC Elevador (Boost)
em Condução Descontínua

Ganho Estático para Condução Descontínua

Vs  Ve 
Ve2d2 Vs  179.72V
( 2 L Is  f )

[ Ve d  ( 1  d ) ] 4
Lmin  Lmin  2.36  10 H
2 f  Is
Exemplo de Projeto do Conversor Boost
3 ( Vs  Ve)
Ve  175 V Vs  380 V f  100 10  Hz d  d  0.539
Vs

Ps
Ps  350 W Is  Is  0.921A IL  10% Is IL  0.092A
Vs
Vs
Vc  5% Vs Vc  19V Rs  Rs  412.571
Is

( Vs  Ve) ( 1  d )
L   L  0.01H
IL f

d  Is 7
C  C  2.615  10 F
Vc  f

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Conversor CC-CC Elevador (Boost)

Dados da Simulação: Ps=350W Vsmd=380V Ismd=0,929A Fch=100kHZ

Vemd=173V Vc=5%Vsmd=19V IL=10%Ismd=0,092A


Com base no projeto: L=10,24mH C=0,261F

L2 D5

24.15e-18V 24.15e-18V -30.34e-18V


10.24mH
D6 D7
V+ I V+ V- V+
MUR890
MUR890 MUR890
-30.34e-18V
V2 M2
V+
IRF840
V1 0V
VOFF = 0 V
C1 R1 TD = 32m C2 R2
I

-26.61e-18V
VAMPL = 179 TF = 10n

-26.61e-18V
FREQ = 60 8.86m 10k PW = 5.4u .261u 413
V-
0V PER = 10u
V1 = 0
I
TR = 10n
V2 = 15
0 D8 D9
MUR890-26.61e-18V MUR890 -26.61e-18V
V- V-

Fausto.Libano@ufrgs.br
Conversor CC-CC Elevador (Boost)
400A 200V
1 2

0A 0V

>>
-400A -200V
1 -I(V1) 2 V(V1:+)
200V

100V

0V
V(R1:2,D8:1)
400V 2.0A
1 2
300V

200V 1.0A

100V
SEL>>
0V 0A
0s 20ms 40ms 60ms 80ms 100ms
1 V(D5:2,D8:1) 2 -I(R2)
Time

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Conversor CC-CC Elevador (Boost)
2.2A

2.1A
IL=0,086A

2.0A
I(L2)
400V

380V
Vc=19,7V
360V
V(D5:2,D8:1)
362.5

350.0

337.5 Ps=344W
SEL>>

83.56ms 83.60ms 83.64ms 83.68ms 83.72ms 83.76ms 83.80ms


I(R2)* I(R2)*413
Time

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Conversor CC-CC Elevador (Boost)
2.2A

2.1A IL

2.0A
I(L2)
375V

250V

125V
VT
0V

V(M2:d,M2:s)
500V

250V
VD
SEL>>
-100V
75.2608ms 75.2700ms 75.2800ms 75.2900ms 75.3000ms 75.3100ms 75.3200ms 75.3300ms
- V(L2:2,D5:2)
Time

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Conversor CC-CC Abaixador-Elevador (Buck-Boost)
ON OFF ON OFF
+
T D
C
- Vs
Ve L
+ iL

- 0
t

1ª Etapa: Ve • ton  0 2ª Etapa: Vs • t off  0 iT


t
Lei do fluxo médio zero no período T 0
iD
Ve • ton  Vs • toff  0 IDmed

Ve • ton  -Vs • toff


t
0

Ve • ton  -Vs • T - ton  N


Vs

-d vS
Ve 1- d
Ve • d  -Vs (1 d) 0 t
0 N   -VS
-d I max  I min 
Vs  • Ve d
t on IL 
2
V
I s  s  I Dmed
1- d T I max  I min   d R
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Ie  I L  d 
2
Conversor CC-CC iL
Abaixador-Elevador (Buck-Boost) 0 t

T D
+ iT

C
- Vs
0 t
Ve L
+ vT
iC

- 0 t
Uma possível equação para o indutor
di V I  I L min  iD
vL  L   e  L max
dt L ton t
0
Ve iL V
  iL  e  ton vD
L ton L
Ve V d 0
i L 
 d  T  i L  e  t
L L F
V d V Vs iC
L e  ou L  e 
i L F iL F  Vs  Ve  0 t

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Conversor CC-CC iL
Abaixador-Elevador (Buck-Boost) 0 t

+ iT
T D
C
- Vs t
Ve L 0
+
iC - vT

0 t
Uma possível equação para o capacitor

Supondo que a corrente média que flue em C iD


na metade do período é I s
0 t

  ic  dt  VC t  0   Vc  Vc  VC t  0     ic  dt vD
1 1
VC 
C C
I s  ton
t 0
1 on t
VC  VC  VC t  0     I s  dt  VC  , e lembrando que
C 0 C
iC
Vs  Is d  Is
ton  d  T resulta C  ou C  t
VC  F  Vs  Ve 
0
VC  F

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Exemplo de Projeto do Conversor Buck-Boost

3 Vs
Ve  175 V Vs  600 V f  100 10  Hz d  d  0.774
Ve  Vs

Ps
Ps  350 W Is  Is  0.583A IL  10% Is IL  0.058A
Vs
Vs 3
Vc  5% Vs Vc  30V Rs  Rs  1.029  10 
Is
Ve d
L  L  0.023H
IL  f

Is  d 7
C  C  1.505  10 F
Vc  f

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Conversor Buck-Boost Simulado

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Formas de Onda Simuladas do Conversor Buck-Boost com dados do
exemplo de projeto

Vs

IL

Is

Ic

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Formas de Onda Simuladas do Conversor Buck-Boost com dados do
exemplo de projeto – Detalhe em zoom

Vs

Vc=28,3V

IL

Is

Ic

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Conversor CC-CC Cúk
L1 L2
+
C1
- - +
ON OFF ON OFF

Ve T C2 Vs
D + iL1,2

-
t
0
1ª Etapa ton = dT em L1: iT
IL12IL11 I I L V t
iL1+iL2

Ve L1  L1 1  ton 1 1  I1 e on t


ton ton Ve L1 0
iL1+iL2
iD
2ª Etapa toff = (1- d)T em L1:
Ve - Vc1toff
t
I 1 I 1 L1 0
Ve - Vc1  L1  toff  I 1
toff Ve - Vc1 L1 vS

Ve  t on Ve - Vc1toff
0 t
V -VS
I1    Vc1 e
L1 L1 1 d

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Conversor CC-CC Cúk
L1 L2

+ C1 - - + ON OFF ON OFF

Ve T C2 Vs iL1,2
D +

- 0
t

1ª Etapa ton = dT em L2: iT

V V t
iL1+iL2
IL22IL21 I I  L
Vc1Vs L2  L2 2  ton 2 2  I2  c1 s on t
ton ton Vc1Vs L2 0
iL1+iL2
iD
2ª Etapa toff = (1- d)T em L2:
I I 2 L 2 Vs toff 0
t
Vs   L 2 2  toff   I 2
toff Vs L2 vS

I2 
Vc1 Vs   t on Vs toff

-V
 Vc1 s
0 t
Vs -d -VS
L2 L2 d N 
Ve 1- d
V V V d 0 N  
Vc1  e  s  s  V d  Is dI
1d d Ve 1d Ve  Ie   Vs  Is  e  Ie  s
t
d  on
T
1d 1d
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Conversor CC-CC
Cúk iL1,2
L1 L2
0 t

+ C1 - - +
iT
Ve T C2 Vs iL1+iL2
D + t

- 0
ࢂ ࢋ െ ࡸ૚
ࢊ࢏ࡸ૚
vT ࢊ࢚

Uma possível equação para o indutor L1 0 t

1  I1  L 1  I1  L 1  I1  L 1  Vc1
T  ton  toff   
 
iD iL1+iL2
f Ve Ve Vc1 Ve Ve Vc1

 I1 

- Ve Ve Vc1   Ve  d V d
 L1  e
0 t

f  L 1  Vc1 f  L1 f   I1
vD
vc1
Uma possível equação para o indutor L2
0 t
1  I2  L 2  I2  L 2  I2  L 2  Vc1
T  ton  toff   
f Vc1 Vs Vs Vs Vc1 Vs  iC1
t
-Vs Vc1 Vs  -Vs  1 d  Ve  d
0
Ve  d
 I2     L2 
f  L2  Vc1 f L2 f L2 f   I2
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Conversor CC-CC iL1,2
Cúk
0 t
L1 L2
iT
+
C1
- - + iL1+iL2

Ve T C2 Vs 0 t
D + ࢊ࢏ࡸ૚
ࢂ ࢋ െ ࡸ૚
vT

- ࢊ࢚

0 t
Uma possível equação para o C1
iL1+iL2
Qd. “T” esta “off ”, C1 é carregado por Ic1=Ie iD

0 t
1 toff
VC    ic  dt  VCt  0  Vc1  Vc1  VC1t  0    Ie dt
1
C C1 0 vD
vc1
1 toff Ie toff 0 t
VC1    Ie  dt  VC  , e lembrando que
C1 0 C1
iC1
Ve Ve  Ie (1 d)  Ie
toff  resulta C1  ou C1 
Ve Vs  f  VC1  f  Ve  Vs  VC1  f
0 t

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Conversor CC-CC iL1,2
Cúk
0 t
L1 L2
+ C1 - - + iT
iL1+iL2
Ve T C2 Vs
D + 0 t


- vT ࢂ ࢋ െ ࡸ૚
ࢊ࢏ࡸ૚
ࢊ࢚

0 t
Uma possível equação para o C2
iL1+iL2

Sendo iL2 = iC2 em “T/2”, C2 é carregado Ic2= i2/4 iD

0 t
1 T / 2 I2
1
   
VC    ic  dt  VC t  0  Vc2  Vc2  VC2 t  0    dt
C C2 0 4 vD
vc1
1 T / 2 I2 I2
VC2     dt  VC  , e lembrando que 0 t
C2 0 4 8 f  C2
iC1

- Vs  1 d Ve  d Vs  (1 d) d  Ve 0 t
 I2    C2  ou C2 
f L2 f L2 8 VC2  f 2  L2 8 VC2  f 2  L2
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Exemplo de Projeto do Conversor Cúk

3 Vs
Ve  12 V Vs  4 V f  25 10  Hz d  d  0.25
Ve  Vs

Ps
Ps  5.0 W Is  Is  1.25A Vs
Vs Rs  Rs  3.2
Is

6 6 6 6
L1  180 10 H C1  200 10 F L2  150 10 H C2  220 10 F

d  Ve d  Is
a) Vs  Vs  4 V b) Ie  Ie  0.417A
( 1  d) ( 1  d)

d  Ve ( 1  d )Ie
c) I1  I1  0.667A d) Vc1  Vc1  0.063V
f L1 f  C1

d  Ve I2
e) I2  I2  0.8A f) Vc2  Vc2  0.018V
f L2 8f  C2

I1 I2
g) ITp  Ie   Is  ITp  2.4A
2 2
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Conversor CC-CC Cúk

Circuito Simulado com Dados do Projeto

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Conversor CC-CC Cúk
Formas de Onda do Circuito Simulado com Dados do Projeto
IL1 IL2

IL2
1.5

1
IL1
0.5

Ve Vc1 Vs

20
Vc1
15

10
Ve
5

0
Vs
-5

Ic1 Ic2 Is

1.5
Ic1 Is
1

0.5

0
IC2
-0.5

-1

0.0087 0.0088 0.0089 0.009 0.0091


Time (s)

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Conversores CC-CC Sepic e Zeta

L1 Sepic
D Us d
+ N 
C1 + Ue 1- d
Ve T L2 C2 Vs 0N
- t

- d  on
T

Zeta
T L2 Us d
N 
+ Ue 1- d
C1 +
C2 0N
Ve L1 Vs
D - t
d  on

- T

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Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Buck-Boost Flyback

Vp n
Vprim.  Vs'  n  Vs
Vs 1
Ve

Considerando a tensão média zero no indutor


dT T t

-nVs

1T 1 dT 1 1 d T
VLmed   v(t )  dt  ZERO   Ve  dt    nVs  dt
T 0 T 0 T 0

1 1 d T nVs d
Ve  dT nVs1  d T
1 dT
 Ve  dt    nVs  dt
 
Ve 1  d 
T 0 T 0
T T
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As principais características do Conversor Flyback são:

• É um conversor à acumulação de energia;

• A saída é isolada da entrada;

• Permite ajustar a razão cíclica de operação através da


relação de transformação;

• Possibilita usar várias saídas;

• Pode operar como elevador ou abaixador;

• A corrente de saída é descontínua;

• A corrente na entrada é descontínua.


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Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Principais Formas de Onda
Vprim. Vsec.
Vs
Ve

dT T t
-nVs
-Ve/n

Iprim. Isec.

dT T t

VT VD
Ve + nVs

dT T
t
-(Ve/n + Vs)

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Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Principais Equações

vL p  Lp 
di

Ve


I Lp max  I Lp min 
dt Lp t on
Ve  i Lp V
   i Lp  e  t on
Lp t on Lp
Ve V d
 i Lp   d  T   i Lp  e 
Lp Lp F 1 1
Wp  W s   L p  I Lp max 2   L S  I D 2
Ve d 2 2
Lp   Lp Np
 i Lp F n2  onde n 
Ls Ns

v L s  Ls 
di

Vs


n I Lp max  I Lp min  I D  n  I Lp max
dt Ls t off
Vs n  i Lp Vs
   i Lp   t off
Ls t off n  Ls

 i Lp 
Vs
 1  d   T   i Lp 
Vs

1  d 
n  Ls n  Ls F

Ls 
Vs

1  d 
n   i Lp F Fausto.Libano@ufrgs.br
Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Principais Equações para projeto das bobinas acopladas (transformador)

Com base na Lei de Faraday Área efetiva ocupada pelo primário


d  t   A p rim  A w  K w  K p
v t   N   Ve  N p
dt t onde,
Lembrando da densidade de fluxo A w : Área da janela do núcleo ;
 N p   B  Ae K w : Fator de ocupação da janela ;
B   Ve 
Ae t on K p : Fator de utilização do primário .
N p   B  Ae N p   B  Ae  F Densidade de Corrente
Ve   Ve 
d T d N p  I pef N p  I pef
Ve d J   J 
Ae   A prim Aw  K w  K p
N p  B F
N p  I pef
Aw 
J K w Kp

Ve d N p  I pef
Ae  A w   
N p  B F J  K w  K p
Ps
Ae  A w 
B  J  K w  K p  F
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Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Exemplo de dimensões físicas de núcleos de ferrite em formato EE

Área
ocupada
pelos
enrolamentos

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Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Equações para projeto das bobinas acopladas (transformador)
Dimensão do núcleo de ferrite Energia acumulada na bobina primária

Ae A w 
1,1  Ps  10 4
K p  K w  F  B  J
cm 4   W 
PS
 F
  L mp  I p max 2 J 
1
2
2  o  W
onde , Ae : área da seção transv . do núcleo ; Dim . do entreferro  
2
m 
A w : área da janela do núcleo ;  B  Ae
K p  0 ,5 : Fator de utilização do primário ; onde ,   0 , 7 : rend . do conversor ;
K w  0 , 4 : Fator de utilização da área da janela ;  o  4  10  7 : Perm . do vacuo .
A prim  K p  K w  A w Comp . do entreferro l g   / 2 m 

 
J  N p  I pef / A prim  400 A / cm 2 : Densidade de corrente ;
AL 
Ae 2   B  nH



 B   / Ae  0 , 25 T : Variação da densidade de fluxo . 2  W  esp 2 

O número de espiras do primário O número de espiras do sec . Indutância mag . primário


B   B  Ae
esp  V  1  d max  N p   B  Ae
Np 
 o  I p max

A L  I p max
Ns  N p s esp  L mp  H 
V e min  d max I p max
onde , onde , Indutância mag . sec .
2 Ps
Ip max  A  Is max  I p max
Np
A  L ms  s
N   B  Ae
H 
  V e min  d max Ns I s max
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Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Equações de projeto para determinação da seção dos condutores
Determinar a profundidade de penetração de campo magnético (Efeito Skin)

Diametro max  D max 


15
cm  Seção do condutor para o enrolament o primário
F
Verificar na tabela de condutores
Sp 
I pef
J
cm 
2

diametro menor ou igual que a Onde ,


prof . de penetração e sua d max
seção equivalent e I pef  I p max 

cm 
3
S D max 2 Se S p  S D max Ok !
Caso contrário usar " n "
Seção do condutor para o enrolament o sec undário condutores em paralelo

Ss 
I sef
J
cm 
2 com S p  S D max
até atingir a capacidade
Onde , de I pef .
t off  F Np t off  F O número " n " de condutores será
I sef  I s max   I p max  
3 Ns 3 Sp
Se S s  S D max n
Ok ! S D max
Caso contrário ... Fausto.Libano@ufrgs.br
Conversor CC-CC Isolado - Flyback
Equações de projeto para determinação das Perdas no Núcleo e
sua consequente Elevação de Temperatura

- As perdas no núcleo podem ser obtidas do catalogo do fabricante do núcleo,


para uma dada densidade de fluxo, frequência de chaveamento e material
utilizado no núcleo, obtém-se as perdas por unidade de volume
(Perdas Volumétricas [W/cm3]).

- As perdas no cobre são calculadas com base nas correntes eficazes circulando
em cada enrolamento e também com base em suas respectivas resistências.

- A elevação de temperatura no núcleo é obtida a partir das perdas totais, perdas


para magnetizar o ferrite do núcleo e perdas no cobre dos enrolamentos.
Por exemplo, para núcleos do tipo E:

PT  Pnucleo  Pcondutores W 

 T   T  PT º C 

 T  23  Ae Aw  0 ,37 º C / W 
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Modelos de Núcleos de Ferrite para Indutores e Transformadores de Conversores
(Principal Fabricante Brasileiro Thornton)

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NEE42/21/20 - Material IP6

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Indutância

L  A L  N 2 H  1
onde , AL 

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Conversor CC-CC Isolado - Forward
Buck Forward

Vp n
VL  Vp' 
Vp Ve

Vs 1 n n
Ve/n - Vs

dT T t

-Vs

1 d T
 Ve 
dT
1 1
T 0  n  Vs 

 dt 
T  Vs  dt
0

nVs
d
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Ve
As principais características do Conversor Forward são:

• É um conversor de transferência direta de energia;

• A saída é isolada da entrada;

• Permite ajustar a razão cíclica de operação através da


relação de transformação;

• Possibilita usar várias saídas;

• Pode operar como abaixador, devido apenas à razão


cíclica;

• A corrente de saída é de boa qualidade;

• A corrente na entrada é descontínua.


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Conversor CC-CC Isolado - Forward
Principais Formas de Onda
Vprim. = Vsec. Vdesm.
Ve
Ve
Sec. (Ve/n)

dT T
t
-Ve
-Ve
Sec. (-Ve/n)

Iprim. = Isec. Idesm.

dT T t

VT VD1
2Ve
Ve
dT T
t
-Ve
-2Ve
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Conversor CC-CC Push-Pull

Uf

 N2 
 Vd  Vs
 N1 
0 t
ton
 Ts 
•  
 2

iL

is
iD1
0 t

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Conversor CC-CC em Meia Ponte (Half Bridge)

Uf

 N2 
 Vd  Vs
 N1 
0 t
ton
 Ts 
 
 2

iL

is
iD1
0 t

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Conversor CC-CC em Ponte Completa (Full Bridge)

Uf

 N2 
 Vd  Vs
 N1 
0 t
ton
 Ts 
 
 2

iL

is
iD1
0 t

Fausto.Libano@ufrgs.br