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O CONSISTÓRIO

Revista do Mui Poderoso Consistório Edição de junho/2014.


de Príncipes do Real Segredo Nº 1 RJ — Ano IX Nº 15

NESTA EDIÇÃO

Conheça os princípios que orientam


a Ordem Maçônica.

A história do Consistório Maçônico


mais antigo do país.
O Consistório
Edição de junho/2014.
ADMINISTRAÇÃO DO CONSISTÓRIO RJ — Ano IX Nº 15
Comandante-em-Chefe:
MILTON ANTÔNIO GRAÇA DO SACRAMENTO

1º Vigilante:
ARNALDO DA PENHA ROSA

2º Vigilante:
FERNANDO MARQUES RODRIGUES

Grande Procurador:
MANOEL BENJAMIN DE MENDONZA

Grande Secretário:
MÁRIO LÚCIO DE LIMA NOGUEIRA
MEMBROS EFETIVOS
Grande Tesoureiro:
BENITO COHEN ALENÍCIO CAVALCANTE DE MELLO
ANTÔNIO GERALDO DE ARAÚJO
Grande Chanceler
ANIBAL RAMON AYALA SANTOMÉ CARLOS AUGUSTO SAMICO FREIRE
EDUARDO AUGUSTO NUNES FEITAL
Mestre de Cerimônias: EVANIR SEABRA NOGUEIRA
LIES MARIA ALVES DE SOUZA
FERNANDO CONDE SANGENIS
Grande Hospitaleiro: JOÃO ESTEVES BARREIRO
LINCOLN MACHADO CORREIA JORGE RODRIGUES LEITÃO
JOSÉ DE OLIVEIRA PEREIRA
Grande Arquiteto:
PAULO LUIZ DA CUNHA JOSÉ MÚCIO RIBEIRO
JOSÉ RODRIGUES
Grande Mestre de Harmonia: JÚLIO ZIMMERMANN
SIDNEY JACCOUD
LUIZ NERY PERDOMO
Grande Porta Estandarte: OLNEY LUGON
JOSÉ DA GAMA E CASTRO PAULO ROBERTO FERNANDES DE SOUZA
PEDRO ROMENIL DA SILVA NEVES
Grande Cobridor
ROBERTO GERALDO FERREIRA WILSON FORTUNATO DANTAS

Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1


Campo de São Cristóvão nº 114 (Paço de São Cristóvão)
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20.921-440 Telefone: (21) 2580-4647 2580-8971

2
O Consistório
Edição de junho/2014.
RJ — Ano IX Nº 15

SUMÁRIO EDITORIAL que o Rito Escocês Antigo


e Aceito (REAA) é organi-
Capa 01 No dia a dia, é comum zado de modo sistematiza-
conversarmos com irmãos do e coerente. Através do
Administração 02 que nos indagam: “Qual é seu estudo, nos permite
a importância de prosse- pesquisar assuntos em á-
Membros Efetivos 02 guir cursando os graus do reas como: a História das
Editorial 03 4 ao 33 se, ao atingir o Religiões, a Filosofia, a Ci-
Grau de Mestre, o maçom ência Política, o Direito e
Comissão Editorial 03 conquista a plenitude ma- as mitologias antigas, além
çônica?” de entrarmos em contato
Breve histórico 04 com diversas tendências
Esta pergunta, mais do místicas como: a Cabala, a
Estudos do Grau 31 11 que uma dúvida maçônica, Alquimia e o Hermetismo.
Estudos do Grau 32 13
revela uma maneira incom- Ressaltemos que, cada fa-
pleta de entender o papel se desse conhecimento
Estudos do REAA 15 da Ordem Maçônica na vi- nos é apresentada de for-
da do iniciado. ma didática e paulatina.
Tempo de Estudos 17
Não há dúvidas que, Cabe lembrar, a pleni-
Coluna da Harmonia 19
quando chegamos ao últi- tude maçônica, obtida no
Para ler e cantar 21 mo grau da Maçonaria Azul 3º Grau, consiste apenas
(Grau 3), somos apresenta- numa conquista legal, isto
Maçonaria e literatura 22 dos a um universo rico de é, na obtenção de direitos
símbolos e bem mais com- políticos maçônicos, tais
Agenda para 2014 23 pleto que os Graus 1 como: votar, ser votado,
(Aprendiz) e 2 poder falar nas sessões e
Requisitos para elevação 24 (Companheiro). candidatar-se aos cargos
Irmãos elevados 25 na loja ou na potência.
Contudo, é importante
Oficina Chefe de Rito 26 esclarecer aos irmãos que Deste modo, o Consis-
não atingiram o Grau 4 tório Nº 1 convoca seus
COMISSÃO EDITORIAL (Mestre Secreto) que, o leitores maçons a prosse-
Grau 3 (Mestre Maçom) é guirem na caminhada inici-
ANIBAL R. AYALA SANTOMÉ apenas o início de um con- ática, pois além de vivenci-
PAULO LUIZ DA CUNHA junto de ensinamentos que arem os valores da Igual-
ARNALDO DA PENHA ROSA se estende até o Grau 33. dade, Liberdade e Fraterni-
BENITO COHEN Ou seja, o Grau 3 é a porta dade, os irmãos serão
JORGE RODRIGUES LEITÃO de entrada para a exata mais adiante apresentados
MANOEL B. DE MENDONZA compreensão da filosofia e a outros princípios impor-
MILTON A. G. DO SACRAMENTO da doutrina maçônicas. tantes, como a Justiça e a
MÁRIO LÚCIO DE L. NOGUEIRA Eqüidade.
SIDNEY JACCOUD Na caminhada pelos 33
LIÉS MARIA ALVES DE SOUZA graus, o iniciado observará

Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1


Campo de São Cristóvão nº 114 São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Blog do Consistório Nº 1: http://blogdoconsistorio1.blogspot.com.br
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BREVE HISTÓRICO DO CONSISTÓRIO Nº 1

Um Consistório de Sublimes Príncipes do Real Segredo é a ofi-


cina maçônica que ensina e administra a doutrina, filosofia e a ri-
tualística dos Graus 31 e 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

O Consistório de Sublimes Príncipes do Real Segredo N° 1 está


situado no Paço de São Cristóvão e é o mais antigo Consistório do
Brasil. Sua fundação ocorreu em 01 de setembro de 1837 e sua lo-
calização inicial era no Palácio do Lavradio, no Centro do Rio de
Janeiro. Naquele período, JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA, exer-
cendo pela segunda vez o cargo de Soberano Grande Comendador e
Grão Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil (GOB), e convivendo
de perto com os movimentos nacionalistas pós-
pós-independência, criou o
primeiro Consistório de Príncipes do Real Segredo do país.

De acordo com o pesquisador brasilianis-


ta WARREN DEAN, da New York University, que
estudou o tema, a criação desse alto corpo
maçônico teve duas finalidades. A primeira
pretendia congregar numa mesma Oficina, ir-
mãos de altos graus que estivessem capaci-
tados para a realização de estudos sobre a
Ordem Maçônica no Brasil.

O segundo objetivo, de acordo com o au-


tor, era tornar possível a aproximação e a
articulação de lideranças nacionais no meio
maçônico, com o intuito de oferecer novas
formas de pensar ao país que nascia.

Deste modo, no dia 01 de setembro de 1837, nasceu o Sublime


Grande Consistório de Príncipes do Real Segredo, subordinado ao
GOB. Nessa primeira sessão foi empossado como Comandante o Capi-
tão MANOEL JOSÉ DE OLIVEIRA, que havia sido Grão Mestre Adjunto
do GOB. Assumiram também, como 1° Tenente Comendador ANTÔNIO
JOSÉ DA VEIGA e como 2° Tenente Comendador JOSÉ ANTÔNIO LISBOA,
conforme registrado na ata daqueles trabalhos.

Cabe destacar que, conforme descreve JOSÉ CASTELLANI, no livro


O Supremo Conselho no Brasil - síntese de sua história”,
“O história , o artigo
11 do Regulamento Interno do Supremo Conselho do Brazil, aprovado
em 1893, estabelecia que as elevações aos graus 31, 32 e 33 era a-
tributos exclusivos do Supremo Conselho. Assim, o Consistório, nos
seus primórdios, pouco atuava ritualisticamente.
4
BREVE HISTÓRICO DO CONSISTÓRIO Nº 1
Os registros sobre a história do Consistório desde a sua criação
até a década de 1960 são escassos.
Fato é que, desde a Constituição de 1855 do nosso Supremo
Conselho, os graus 31 e 32 não eram conferidos por uma oficina
maçônica específica intitulada Consistório de Príncipes do Real Se-
gredo, visto que, como estabelecia o Artigo 339 daquela Constitui-
ção:
“Art. 339 - Compete ao Supremo Conselho promover e conferir
o Grau 33 e em Consistório os Grau 31 e 32 ...”

Um aspecto importante a ser levado em conta, quanto a não a-


tivação de um Alto Corpo maçônico nesse período, era o ambiente
político da época, especialmente a partir dos anos 1930.
À época, teve início o Governo de Getúlio Vargas e, durante a
sua presidência, foi promulgado o Decreto-
Decreto-Lei Nº 3.688, de 03 de
outubro de 1941, Lei das Contravenções Penais, que estabelecia o
seguinte:
CAPÍTULO IV - DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES
À PAZ PÚBLICA
Art. 39. Participar de associação de mais de cinco pessoas, que
se reúnam periodicamente, sob compromisso de ocultar à autoridade
a existência, objetivo, organização ou administração da associação:
Pena - prisão simples, de 1 (um) a 6 (seis) meses ou multa.

§ 1º Na mesma pena incorre o proprietário ou ocupante de prédio


que o cede, no todo ou em parte, para reunião de associação que
saiba ser de caráter secreto.
§ 2º O juiz pode, tendo em vista as circunstâncias, deixar de apli-
car a pena, quando lícito o objeto da associação.
associação.

Há razões para crer que a entrada em vigor dessa legislação te-


nha influído na interrupção das atividades do Consistório N° 1, visto
que durante o governo de GETÚLIO VARGAS,
VARGAS, importantes maçons como:
JÚLIO MESQUITA FILHO, IBRAHIM DE ALMEIDA NOBRE, ARMANDO DE SALES
OLIVEIRA e PEDRO DE TOLEDO, que chegou a ser exilado, tiveram atu-
ação marcante na Revolta Constitucionalista Paulista de 1932, que se
opôs de forma armada à ditadura de Vargas.
Nesse período, era comum a criação de leis nacionais que repri-
miam a reunião e a atuação de sociedades secretas. Na Europa, esta-
vam em vigor nessa época legislações anti-
anti-maçônicas nos seguintes
países:

O Soberano Grande Comendador é o cargo máximo na hierarquia do Su-


premo Conselho e o Lugar Tenente Comendador é seu substituto imediato. 5
BREVE HISTÓRICO DO CONSISTÓRIO Nº 1
- na Itália, com BENITO MUSSOLINI, através da lei promulgada em 19 de
maio de 1925;
- em Portugal, com ANTÔNIO OLIVEIRA SALAZAR,
SALAZAR, através da Lei N° 1.901,
promulgada em 21 de maio de 1935;
- na França, com o Marechal PÉTAIN,
PÉTAIN, através da lei promulgada em
13 de agosto de 1940;
- na Espanha, com FRANCISCO FRANCO,
FRANCO, através de um decreto baixado
em 15 de setembro de 1935;
- na Alemanha Nazista, após ascensão de ADOLPH HITLER.

A inexistência de um Consistório teve como consequência um a-


cúmulo de atribuições, tanto para a alta administração do Supremo
Conselho, como para o Ilustre Conselho de Kadosch N° 1. Esses dois
colegiados assumiram, na época, a condução final dos irmãos até o
Grau 33, conforme apontam os boletins do Supremo Conselho da-
quele período.

Outro fato que merece destaque, foi a mudança de subordinação


dos Altos Corpos, ocorrida em 1951, em razão da desvinculação en-
tre o Grande Oriente do Brasil, responsável pelos Graus 1 ao 3, e o
então Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e A-
ceito, responsável pelos Graus 4 ao 33. Nessa ocasião, a oficina dos
graus 4 ao 33 passaram para a subordinação do Supremo Conselho.

Objetivamente, a ativação das atividades do Consistório N° 1 teve


início em 12 de novembro de 1964 quando, através do Ato Nº 604,
os irmãos OSMANE VIEIRA DE RESENDE,
RESENDE, JORGE DE BITTENCOURT e A-
RIOVALDO VULCANO,
VULCANO, foram nomeados pelo então Soberano Grande
Comendador JOSÉ MARCELLO MOREIRA, para constituírem uma comis-
são destinada à reorganização daquele Corpo.

Em 17 de dezembro de 1964 foi reorganizado o Consistório, tendo


como Presidente o irmão ANTÔNIO TARCÍLIO DE ARRUDA PROENÇA, na
época Lugar Tenente Comendador do Supremo Conselho, como 1° Te-
nente Comendador ANTÔNIO ASTORGA e como 2º Tenente Comendador
JOÃO FERNANDES DOS REIS JÚNIOR. A posse dessa nova administração
ocorreu na sessão de 16 de fevereiro de 1965.

Em 07 de julho de 1965 é expedida a Carta Constitutiva do Cor-


po, bem como nomeada a comissão formada por ARIOVALDO VULCA-
VULCA-
NO,
NO, MOACIR ARBEX DINAMARCO e OSMANE VIEIRA DE RESENDE,
RESENDE, desti-
nada a regularizar o Consistório.

6
BREVE HISTÓRICO DO CONSISTÓRIO Nº 1
Como conclusão do processo de retorno ao funcionamento, o Consistório
realizou, no dia 15 de julho de 1965, uma sessão de regularização, mo-
mento em que foi dada posse solene à nova administração.
Pouco mais de um ano após a sua posse, ARRUDA PROENÇA adoece
seriamente e é substituído, em caráter temporário, por HUMBERTO
CHAVES, o qual assumiu o cargo de Presidente do Consistório em 15
de fevereiro de 1966 e permaneceu até a data de 15 de setembro de
1966, quando transferiu seu cargo para DJALMA SANTOS MOREIRA.

No decorrer da história do Consistório N° 1, alguns de seus presi-


dentes atingiram o posto máximo da hierarquia do Supremo Conse-
lho, isto é, o cargo de Soberano Grande Comendador. Entre eles des-
tacamos os mais recentes: DJALMA
DJALMA DE SOUZA
SOUZA SANTOS
SANTOS MOREIRA
MOREIRA,
OREIRA, ARIO-
VALDO VULCANO
VULCANO e MOACIR ARBEX
ARBEX DINAMARCO
DINAMARCO.
INAMARCO.

A Administração do Consistório N° 1 sempre


teve uma atuação de destaque junto ao Su-
premo Conselho. Esse desempenho foi registra-
do oficialmente em dezembro de 1968, quando
o Soberano Grande Comendador publicou no
boletim do Supremo Conselho um significativo
elogio ao trabalho realizado pela Secretaria do
Corpo.
Em outubro de 1969, o Consistório N° 1
concluiu e enviou ao Supremo Conselho seu
Regimento Interno.

Em 1972, com o falecimento do Soberano Grande Comenda-


dor JOSÉ MARCELLO MOREIRA, o então Lugar Tenente Comenda-
dor e Presidente do Consistório DJALMA
DJA LMA DE SOUZA
SO UZA SANTOS
SA NTOS MO-
M O-
REIRA foi elevado ao cargo de Soberano Grande Comendador. A
partir daí, assumiu a presidência do Consistório N° 1 e o cargo
de Lugar Tenente Comendador o Irmão ARIOVALDO VULCANO.

Em 03 de novembro de 1976, foi eleito para a presidência do


Consistório o irmão MOACIR ARBEX DINAMARCO. No ano seguinte, tem
início uma nova fase importante na história do Consistório N° 1, pois
em dezembro de 1977 foi lançada a pedra fundamental do Paço de
São Cristóvão e no início de 1978 ocorre a primeira reunião do Sacro
Colégio nas novas instalações, no bairro de São Cristóvão.

O Soberano Grande Comendador MOACIR ARBEX DINAMARCO foi também


Grão Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, no período de 1968 a 197307
.
BREVE HISTÓRICO DO CONSISTÓRIO Nº 1
Em 15 de maio de 1978, ocorreu a primeira sessão do Consistó-
rio N° 1 no Paço de São Cristóvão, sendo que essa Oficina foi a pri-
meira a realizar uma sessão maçônica nas novas dependências.

No dia primeiro de setembro de 1987, o Consistório completou


150 anos de criação. Essa data foi comemorada com uma sessão
magna alusiva e nessa mesma ocasião a Oficina foi agraciada com o
título de Benfeitora e com a Medalha de Distinção Maçônica.

Em 18 de outubro de 1988, faleceu o Soberano Grande Comenda-


dor ARIOVALDO VULCANO. No seu lugar assumiu MOACIR ARBEX DINA-
MARCO, fazendo com que, em novembro de 1988, MURILO MONTEIRO
assumisse os cargos de Lugar Tenente Comendador e Presidente do
Consistório N° 1.

MURILO MONTEIRO permaneceu no cargo de Presidente do Consistório


até 03 de maio de 1990, ocasião em que foi substituído por ARY AZE-
MORAES, o saudoso “Ary Charuto”.. Nessa mesma ocasião, MURILO
VEDO DE MORAES,
MONTEIRO foi substituído no cargo de Lugar Tenente Comendador por
NEY COELHO SOARES.
SOARES. A partir desse momento foi interrompida a longa
tradição, na qual o Presidente do Consistório Nº 1 acumulava sua função
com a de Lugar Tenente Comendador do Supremo Conselho.

ARY AZEVEDO DE MORAES foi presidente no


período de 03 de maio de 1990 a 15 de outubro
de 1993. Ao final desse período foi substituído
por JOÃO FERREIRA DURÃO.

JOÃO FERREIRA DURÃO, presidiu o Corpo no


período de 15 de outubro de 1993 a 16 de de-
zembro de 1996. Na sua gestão foi criada a re-
vista “O
O Consistório”,
Consistório , em janeiro de 1996.

ZIÉDE COELHO MOREIRA, substituiu DURÃO e


conduziu a Oficina no período de 16 de dezem-
bro de 1996 a 15 de março de 2000.

CID NEY FILARDI RAMOS, dirigiu o Consistório no período de


15 de março de 2000 a 15 de dezembro de 2008.

O cargo de Presidente de um Consistório de Sublimes Príncipes do


Real Segredo tem o título de Comandante-
Comandante-em-
em-Chefe e sua indicação é a-
tribuição exclusiva do Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho
do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito.
06
BREVE HISTÓRICO DO CONSISTÓRIO Nº 1
Atualmente, o Consistório é dirigido por MILTON ANTÔNIO GRAÇA
DO SACRAMENTO, que assumiu a Presidência em 15 de dezembro de
2008.

A Oficina possui mais de 500 irmãos no seu quadro de obreiros


e congrega maçons da região que inclui a Cidade do Rio de Janeiro,
municípios da Baixada Fluminense, Niterói e entorno da Baía de
Guanabara, além de parte da Região Serrana.

As sessões ritualísticas ocorrem nas dependências do Salão No-


bre do Paço de São Cristóvão, nelas são realizadas as iniciações e
instruções dos graus 31 e 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito.

O Consistório Nº 1 possui 2 formas de tornar público o seu re-


conhecimento às pessoas e organizações da sociedade que se desta-
quem de modo especial. Essas formas de reconhecimento são as
seguintes:
1ª) através da concessão dos títulos de Benemérito ou de Gran-
de Benemérito. Essas condecorações são destinadas aos maçons que
tenham se destacado em trabalhos em prol do engrandecimento do
Consistório Nº 1;
2ª) através da outorga da Comenda Joaquim Gonçalves Lêdo. A
condecoração foi criada pelo então Presidente do Consistório ZIÉDE
COELHO MOREIRA, em junho de 1997. Essa medalha homenageia ho-
mens, mulheres e instituições que tenham prestado serviços rele-
vantes para o bem comum e para a harmonia social.

A primeira homenagem realizada pelo Consistório Nº 1, através


da Comenda Gonçalves Lêdo, foi ao Supremo Conselho do Brasil do
Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito, em agosto de 1997.
Posteriormente, foram também homenageadas com a mesma meda-
lha: a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do
Rio de Janeiro.

Em 29 de agosto de 1998, o Presidente do Consistório ZIÉDE CO-


ELHO MOREIRA, através do Ato Nº 59/98, declara o então Soberano
Grande Comendador NEY COELHO SOARES como o Presidente de
Honra do Consistório Nº 1.

Ainda no referentes às comendas, vale destacar que, na sessão


de 15 de dezembro de 2011, de uma só vez, oito irmãos pertencen-
tes à Administração do Consistório Nº 1 foram homenageados com a
Medalha Mérito Montezuma, a mais alta comenda do Supremo Con-
selho do Brasil do Grau 33 para Rito Escocês Antigo e Aceito.
9
ESTUDOS DO GRAU 31
DENOMINAÇÃO DO GRAU
Comendador..
Grande Inspetor Inquisidor Comendador ou Grande Juiz Comendador

ORIGEM E EVOLUÇÃO HISTÓRICA


O Grau 31, juntamente com o Grau 32,
pertence à categoria dos graus administrati-
vos e o desenvolvimento do seu ritual refe-
re-
re- se à representação de um tribunal onde
se pratica Justiça e a Equidade. Essa corte
é presidida por um Franco Conde, sendo es-
te auxiliado diretamente por dois Franco
Juízes e demais membros da administração.
O principal relato do ritual do Grau 31
faz referência à Europa no período medieval,
quando, por conta da invasão dos povos bár-
baros e a consequente queda do Império Romano, os estatutos
imperiais, instituições e formas de administrar a sociedade fo-
ram, em grande parte, desintegrados, resultando que, em diver-
sas áreas, se espalharam a desordem e a injustiça.
Em algumas regiões, como na Alemanha, a reação à falência
do modelo da civilização romana, foi a criação de tribunais para
a aplicação sumária da justiça. A Santa Feme (ou Santa Vehme)
foi um desses tribunais.
Os crimes reprimidos por esses tribunais tinham as seguintes
características: ou ameaçavam a ordem social ou desafiavam o
poder da Igreja, vindo daí o título de Santo a esse colegiado.
Com o fim da Idade Média e a formação dos estados nacio-
nais, os países recém-
recém -criados consolidaram poderes judiciários
organizados e independentes. Com isso, os tribunais fêmicos
perderam progressivamente espaço e a razão de existirem.
Um dos personagens de destaque no período de surgi-
mento dos tribunais fêmicos foi o imperador Carlos Magno,
ou Carlos I, o qual foi sagrado Imperador do Ocidente pelo
papa Adriano III. Esse grandioso título havia sido utilizado
pela última vez em 476 a.C., pelo imperador romano Rô-
mulo Augusto.
10
ESTUDOS DO GRAU 31
Carlos Magno imperou praticamente sobre toda a Europa Oci-
dental e realizou importantes ações na área da educação, co-
mércio, cultura e das leis.
Outro personagem apresentado no ritual é o rei Ruperto III,
ou Ruperto, o Breve. Esse monarca foi rei da Germânia a partir
de 1400, onde viveu de 1352 a 1410. Seu papel é pouco relevante
no contexto geral do Grau 31.
Outra importante referência histórica relatada no ritual si-
tua-
tua-se no século XVIII, período em que Frederico II (1712-
(1712- 1786),
rei da Prússia, conquista a hegemonia política e militar em
diversas regiões da Áustria, Alemanha e Polônia. Esse monarca
teve um papel importante na organização econômica e jurídica
da Alemanha, tendo criado o Banco de Berlim e reorganizado o
exército prussiano de modo a dotá-
dotá -lo de oficiais extremamente
disciplinados, o que mais tarde demonstrou ter sido uma peça
importante na futura unificação da Alemanha.
Por intermédio de Frederico II, o Rito Escocês Antigo e Aceito
foi reestruturado, passando de 25 para 33 graus. Nessa ocasião,
foi criado o Grau 31, inspirado nos tribunais fêmicos alemães.
O Grau 31 também nos remete à mitologia do Egito Antigo,
nesse caso ao Tribunal de Osíris. Essa corte divina representa o
conjunto de alegorias pelas quais os antigos egípcios acreditavam
que se aplicava a Justiça Divina após a morte.
O ritual descreve sumariamente a formação do Tribunal, des-
crevendo-
crevendo -o como uma corte que avalia os atos de cada pessoa no
decorrer da vida. Esse colegiado, presidido pelo deus Osíris, era
formado por 42 deuses-
deuses -juízes.
O morto ao chegar ao tribunal tinha o coração retirado pelo
deus Anúbis e pesado num dos pratos de uma balança onde, no
outro prato estava colocada uma pena de avestruz. O coração
mais pesado que a pena indicava a condenação do morto.
O resultado da medição era anotado pelo deus Toth. Caso o
morto fosse absolvido, ele seguiria, juntamente com seus per-
tences para o Aaru, uma espécie de paraíso na mitologia egíp-
cia.
* Colaboração do Ir∴ MILTON A. G. DO SACRAMENTO

11
ESTUDOS DO GRAU 32
Análise comparativa entre os membros da Cripta das
Grandes Luzes ou dos Grandes Filósofos

No Grau 32 são estudadas as doutrinas de oito importantes fi-


lósofos da Antiguidade e da Idade Média. Eles compõem a chamada
Cripta da Grandes Luzes ou Cripta dos Grandes Filósofos. São eles:
Buda, Confúcio, Hermes, Jesus, Maomé, Moisés, Platão e Zoroastro.

Esses personagens formam um especial conjunto com caracte-


rísticas individuais variadas. Entre eles encontramos lideranças po-
líticas, religiosas, filosóficas e militares, todos com origens bem di-
versas.

A primeira consideração deste estudo é o


fato de alguns dos filósofos terem, ou não,
existido realmente. Neste aspecto, podemos
caracterizá-
caracterizá-los como:
- personagens históricos, ou seja, aqueles
que tem sua existência física e sua partici-
pação historicamente reconhecidas. São eles:
Platão, Moisés, Maomé e Confúcio;
- personagens míticos, ou seja, aqueles
que tem a crença na sua existência relacio-
nada a aspectos mitológicos ou religiosos, ou
cuja existência física não é universalmente
reconhecida, são eles: Zaratrusta, Hermes
Trimegistro (estes 2 personagens são mitoló-
gicos), Jesus e Buda (estes dois personagens
têm a crença na sua existência física ou no
seu ministério baseadas em razões de fé).

A segunda análise refere-


refere-se ao modo como os integrantes da
Cripta atuaram na sociedade. Deste modo temos:
- lideranças políticas – Moisés (libertou e uniu o povo hebreu, li-
derou-
derou-os na sua condução pelo deserto) e Maomé (uniu o povo á-
rabe e comandou a invasão à Meca);

12
ESTUDOS DO GRAU 32
- lideranças religiosas – Maomé (fundou a religião muçulmana e
suas bases);
- filósofos – Buda (ensinamentos relativos ao desapego aos valores munda-
nos, busca do eu e do Nirvana), Confúcio (doutrinas sobre governo e ética
social), Platão (humanismo), Hermes (doutrinas sobre alquimia e gnose mís-
tica) e Jesus (doutrinas sobre o amor e a compaixão);
- profetas – no sentido de terem sido portadores de mensagens
divinas: Zoroastro, Jesus, Maomé e Moisés.

Entre os filósofos da Cripta, dois são não


não-
-orientais: Hermes e
Platão, os demais são do Oriente Médio (Jesus, Maomé, Moisés e
Zoroastro) e do Extremo Orientais (Buda e Confúcio).

Do ponto de vista da educação pessoal, Buda, Confúcio, Moisés,


Platão e Zoroastro tiveram educação de alto nível, visto pertence-
rem à nobreza ou serem professores. Sobre
Hermes, a tradição nos informa que, na sua
expressão humana (Hermes Trimegisto) era um
estudioso e alquimista, e na suas suas expres-
sões divinas (deuses Hermes, Toth, ou Mercúrio)
esteve sempre relacionado à escrita e aos es-
tudos. Maomé, aparentemente, teve educação
mediana, como filho de mercador. Jesus, ao
que se sabe, não frequentou escolas, havendo
indícios bíblicos de que sabia ler e escrever.

Quantos aos países ou regiões de origem:


Buda era indiano; Confúcio, chinês; Jesus, pa-
lestino; Zoroastro, persa, Maomé, árabe; Moisés,
egípcio. Tanto Platão, quanto o deus Hermes e-
ram gregos.

Apenas dois, dos sete filósofos desenvolveram seus ministérios


nos últimos 2 milênios: Jesus e Maomé, sendo que, segundo a tradi-
ção, Zoroastro é o mais antigo entre eles.

A faixa de tempo que engloba os períodos de vida terrena dos


filósofos da Cripta abrange um período de aproximadamente 2.000
anos, começando com Zoroastro, cujas datas de nascimento e morte
são incertas (± 1.500 a.C.), e terminando em Maomé (623 a.D.).
Deste modo, podemos traçar a seguinte linha do tempo, a partir das
datas prováveis dos nascimentos:

13
ESTUDOS DO GRAU 32

Quanto ao modo com que desempenharam suas funções, Jesus,


Buda, Confúcio, Hermes e Platão atuaram como filósofos, seus en-
sinamentos propunham modos diferentes de entender as questões
relativas à existência do Homem, ao conhecimento do mundo e à
busca da Verdade.

Maomé atuou como líder político, religioso e militar. Chegou a


comandar tropas muçulmanas e organizou as bases da religião
islâmica.

Moisés foi um líder político e religioso. Com suas ações organi-


zou a fuga do povo hebreu da escravidão no Egito e defendeu du-
ramente a crença no Deus Único (Yaweh).

Jesus e Buda foram lideranças espirituais. Seus ensinamentos


pregavam doutrinas referentes à espiritualidade, bem como valori-
zavam as recompensas de um mundo melhor após a morte
(Paraíso e Nirvana).

Apesar da diversidade dos personagens, existem características


relevantes que predominam e merecem ser destacadas:
1ª) exceto Platão e Hermes, todos vieram do Oriente;
2ª) todos eram homens adultos;
3ª) exceto Maomé, todos viveram na Antiguidade;
4ª) exceto Jesus, todos deixaram obras escritas;
5ª) exceto Jesus, todos tiveram filhos.

A fim de permitir mais comparações, segue uma tabela compa-


rativa de outras características dos filósofos da Cripta:

14
ESTUDOS DO GRAU 32

Buda Confúcio Hermes Jesus Maomé Moisés Platão Zoroastro

Estado civil casado casado solteiro solteiro casado casado casado casado

classe classe classe classe classe


Nível social nobreza nobreza nobreza
média pobre média média média
professor, mensageiro professor,
Profissão príncipe marceneiro comerciante general médico
func. público divino filósofo
Nível cultuado co-
humano divindade divindade humano humano humano divindade
espiritual mo um deus
organização perdão, fé, obediên- idealismo,
Foco da valores espi- Alquimia, liberdade,
do serviço amor ao cia, senso do racionali- dualismo
pregação rituais Gnose igualdade
público próximo, dever dade
Monte
Origem Índia China Olimpo Palestina Arábia Egito Atenas Pérsia
(Grécia)

Visão ou Sim, era um Sim, falava Sim, recebeu Sim, viu Sim, rece-
Sim, viu o
revelação Não mensageiro com Deus o texto do Deus na sar- Não beu o texto
Nirvana
divinos divino Pai Alcorão ça ardente do Avesta

Concluindo, seguem outros nomes pelos quais também são conhecidos


os Grandes Filósofos:

Buda Siddharta Sakia Muni Gautama, Siddharta Gotama

Confúcio K’ung
ung-
ung-fu-
fu-tzu ou Mestre Kong

Hermes Este nome é grego. Em Roma chamava-


chamava-se Mercúrio e no Egito,
Toth.

Jesus Na Bíblia aparecem as formas Yehoshua e Yeshua

Maomé Muhammad, Mohammed.

Moisés Moshe, em hebraico, e Mosis, em egípcio.

Platão Seu nome era Arístocles.


Arístocles. Platão era uma alusão ao seu porte físico.
físico.

Zoroastro Zarathustra, Zoroastres.

* Colaboração do Ir∴ MILTON A. G. DO SACRAMENTO

15
ESTUDOS DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
A partir desta edição, a Revista “O
O CONSISTÓRIO”
CONSISTÓRIO apresentará didatica-
mente os 33 graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, de modo que os lei-
tores obtenham um panorama das características do rito maçônico mais
praticado no Brasil.
Neste artigo de abertura estudaremos alguns conceitos do que é a
Maçonaria. Começaremos pela definição estabelecida no Artigo 1° da
Constituição do Grande Oriente do Brasil:
“A Maçonaria é uma Instituição essencialmente iniciática, filo-
sófica, filantrópica, progressista e evolucionista. Proclama a pre-
valência do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento
moral, intelectual e social da Humanidade, por meio do cumpri-
mento inflexível do dever, da prática desinteressada da benefi-
cência e da investigação constante da verdade.”

Outra definição consagrada sobre a Ordem Maçônica nos afirma


que ela é uma instituição eclética, a qual recebe homens livres e
de bons costumes, para conviverem fraternalmente como Irmãos,
não estando aberta às influências dogmáticas. Nesse caso, vale res-
saltar 3 aspectos importantes da Ordem:
- ser eclética, ou seja, possui o caráter de sele-
cionar e reunir linhas de pensamento filosófico,
com o objetivo de criar um conjunto superior;
- ser fraterna, no sentido de proporcionar e es-
timular seus membros na direção da mútua to-
lerância, do mútuo apoio e da sincera cordiali-
dade;
- ser adogmática, isto é, a Ordem se mantém
crítica a quaisquer doutrinas, preceitos ou cren-
ças que lhes são apresentadas, sejam elas no
campo político, religioso ou moral.

A Maçonaria é essencialmente democrática e o arbítrio livre e


consciente determina o percurso de cada irmão, dentro e fora da Ordem.
Seus fins supremos são: a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.
As reuniões (ou sessões) maçônicas ocorrem entre grupos de ir-
mãos, onde são discutidos temas relativos à sociedade, à pátria e à Hu-
manidade. Cada uma dessas reuniões obedece a uma rotina própria. A
cada uma dessas rotinas nós chamamos de Rito.
Nos próximos artigos desta coluna, trataremos exclusivamente de
um rito maçônico, o Rito Escocês Antigo e Aceito.

* Colaboração do Ir∴ ANÍBAL RAMON AYALA SANTOMÉ.


SANTOMÉ.
16
COLUNA DA HARMONIA

O espaço COLUNA DA HARMONIA é destinado a apresentar


compositores e músicos maçons, nacionais e internacionais,
divulgando dados das suas vidas pessoal, maçônica e artística.
O irmão homenageado nesta edição é o compositor FRANZ
LISZT (22 de outubro de 1811 a 31 de julho de 1886).
1886).
Aclamado na Europa como o maior pianista do século XIX,
LISZT foi o principal responsável pela projeção internacional
da música húngara.
Nasceu na cidade de Raiding e estu-
dou música em Paris. Viveu com a con-
dessa MARIE D’AGOULT,
D AGOULT, com quem teve um
filho e duas filhas. A mais nova casou-
casou-se
com o célebre compositor alemão RICHARD
WAGNER. Em 1844, separou-
separou-se da condessa e
passou a viver com a princesa CAROLINE
SAYN-
SAYN-WITTGENTEIN, na cidade alemã de
Weimar. Nessa cidade, trabalhou como di-
retor de ópera do Teatro Municipal, tor-
nando-
nando-o um centro artístico importante.
Foi considerado o líder do movimento
musical alemão que divulgou a música de RICHARD WAGNER.
De forma inesperada, abandonou a princesa e o cargo no
teatro e recolheu-
recolheu-se à Ordem Terceira de São Francisco em
Roma, tornando-
tornando-se abade. Nesse período compôs obras atonais
expressionistas, entre elas: Harmonias Poéticas e Religiosas (1848)
e a sinfonia Fausto (1855). Com as 19 rapsódias húngaras,
compostas entre 1846 e 1885, divulgou a música do seu país.
Morreu de pneumonia aos 75 anos na cidade alemã de
Bayreuth, onde passou os últimos anos de vida com sua filha
COSIMA e seu genro RICHARD WAGNER.
LISZT era altruísta e durante sua vida gastou grandes somas aju-
dando instituições de caridade, fundos de beneficência e jovens com-
positores, entre eles o próprio WAGNER e o francês HECTOR BERLIOZ.
Foi iniciado no dia 18 de novembro de 1841, na Loja ZUR
EINIGKEIT, em Frankfurt e filiado à Loja UNIÃO, em Berlim,
onde recebeu os graus de Companheiro e de Mestre Maçom.
FRANZ LISZT foi homenageado na Cortina Musical da sessão
do dia 15 de julho de 2010, no Consistório N° 1 com a execu-
ção da sua música para piano Sonho de Amor.

* Colaboração do Ir∴ SIDNEY JACCOUD.


JACCOUD.
17
O Consistório
Edição de junho/2014.
RJ — Ano IX Nº 15
HINOS DO BRASIL
A partir desta edição, a revista “O CONSISTÓRIO” fará a divulgação dos hinos e canções
cívicos, maçônicos, regionais e esportivos, publicando sua letra, autoria e algumas curiosida-
des sobre a sua criação. Nesta edição, vamos destacar o Hino Nacional Brasileiro, a letra é de
JOAQUIM OSÓRIO DUQUE ESTRADA e a música de FRANCISCO MANUEL DA SILVA.

OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÁCIDAS DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO,


DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE, AO SOM DO MAR E À LUZ DO CÉU PROFUNDO,
E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS,, FULGURAS, Ó BRASIL, FLORÃO DA AMÉRICA,
BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE. ILUMINADO AO SOL DO NOVO MUNDO!
SE O PENHOR DESSA IGUALDADE DO QUE A TERRA MAIS GARRIDA,
CONSEGUIMOS CONQUISTAR COM BRAÇO FORTE, TEUS RISONHOS, LINDOS CAMPOS TÊM MAIS FLO-
EM TEU SEIO, Ó LIBERDADE, RES;
DESAFIA O NOSSO PEITO A PRÓPRIA MORTE! "NOSSOS BOSQUES TEM MAIS VIDA,"
"NOSSA VIDA" NO TEU SEIO "MAIS AMORES".
Ó PÁTRIA AMADA,
IDOLATRADA, Ó PÁTRIA AMADA,
SALVE! SALVE! IDOLATRADA,
SALVE! SALVE!.
BRASIL, UM SONHO INTENSO, UM RAIO VÍVIDO
DE AMOR E DE ESPERANÇA À TERRA DESCE, BRASIL, DE AMOR ETERNO SEJA SÍMBOLO
SE EM TEU FORMOSO CÉU, RISONHO E LÍMPIDO, O LÁBARO QUE OSTENTAS ESTRELADO,
A IMAGEM DO CRUZEIRO RESPLANDECE. E DIGA O VERDE-LOURO DESSA FLÂMULA
GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA, -PAZ NO FUTURO E GLÓRIA NO PASSADO.
ÉS BELO, ÉS FORTE, IMPÁVIDO COLOSSO, MAS, SE ERGUES DA JUSTIÇA A CLAVA FORTE,
E O TEU FUTURO ESPELHA ESSA GRANDEZA. VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA,
NEM TEME, QUEM TE ADORA, A PRÓPRIA MORTE.
TERRA ADORADA,
ENTRE OUTRAS MIL, TERRA ADORADA,
ÉS TU,BRASIL, ENTRE OUTRAS MIL,
Ó PÁTRIA AMADA! ÉS TU, BRASIL,
DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL, Ó PÁTRIA AMADA!
PÁTRIA AMADA, DOS FILHOS DESTE SOLO ÉS MÃE GENTIL,
BRASIL! PÁTRIA AMADA,
BRASIL!

Você sabia?
O hino nacional, a bandeira nacional, o brasão das armas e selo nacional são os símbolos oficiais
do Brasil, conforme o artigo 13 da Constituição Federal.
Foi adquirido por cinco mil contos de réis pelo presidente EPITÁCIO PESSOA e tornou-se oficial
através da lei nº 5700, de 01 de setembro de 1971.
O Hino deve ser executado em continência à Bandeira Nacional, ao Presidente da República, ao
Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. É executado também nos casos previstos nos re-
gulamentos de continência ou de cortesia internacional.
A execução do Hino Nacional é permitida ainda na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias
religiosas de caráter patriótico e antes de eventos esportivos internacionais.
Nesta edição, nossa homenagem será a RUI BARBOSA, um maçom que
participou ativamente nos fatos que resultaram na Proclamação da República.
Num trecho de um dos seus discursos no Senado Federal, o ilustre baiano,
escritor, jurista e político proferiu as seguintes palavras, ainda atuais:

“ D e tanto ver triunfar as nulidades, de


tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver
crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-
agigantarem-se
os poderes nas mãos dos maus, o homem che-
ga a desanimar da virtude, a rir-
rir-se da honra, a
ter vergonha de ser honesto."

In Senado Federal, Rio de Janeiro. Obras Completas, Rui Barbosa.


v. 41, t. 3, 1914, p. 86

* Colaboração do Irmão BENITO COHEN

Com essa coluna, a Revista O CONSISTÓRIO dá continuidade à


divulgação e à valorização de textos literários ricos em valor maçônico.
19
O Consistório
Edição de junho/2014.
RJ — Ano IX Nº 15

AGENDA DE ATIVIDADES
PARA 2014

SESSÕES RITUALÍSTICAS

MÊS DIA ATIVIDADE GRAU


FEVEREIRO 17 Instrução 31

MARÇO 17 Instrução 32

ABRIL 15 Iniciação 31

MAIO 15 Iniciação 32

JUNHO 16 Instrução 31

JULHO 15 Instrução 31

AGOSTO 15 Instrução 32

SETEMBRO 15 Iniciação 31

OUTUBRO 15 Iniciação 32

NOVEMBRO 17 Instrução 31

DEZEMBRO 16 Instrução 31

As reuniões administrativas ocorrem semanalmente, às quintas-feiras, das 15:00


às 17:00 horas, na sala da Administração do Consistório, exceto nas semanas em que
houver sessão ritualística.
Nas reuniões administrativas é possível: entregar documentos e trabalhos, pagar e-
molumentos e regularizar a situação junto ao Supremo Conselho e ao Consistório N° 1.
As reuniões administrativas são abertas a todos os irmãos do Consistório.

Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1


Campo de São Cristóvão nº 114 São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Blog do Consistório Nº 1: http://blogdoconsistorio1.blogspot.com.br
CEP: 20.921-440 Telefone: (21) 2580-4647 2580-8971 20
REQUISITOS PARA AS ELEVAÇÕES

Para os Graus 32 e 33

- Capa do processo de elevação, devidamente preenchida;


- Ficha do candidato à elevação preenchida e assinada;
- Frequência mínima de 75% às sessões ritualísticas do Consistório:
- Declaração de Regularidade da Loja Simbólica, assinada pelo Venerável Mestre.
- Comprovante de Regularidade junto ao Supremo Conselho;
- Comprovante de Regularidade junto ao Consistório Nº 1;
- 01 (um) trabalho sobre um dos temas apresentados pelo Consistório com, no mínimo, 3 lau-
das, sendo uma via impressa e outra em CD.
- Pagamento das custas relacionadas à iniciação, cujo valor será informado no momento o-
portuno.
- Folha que contém a relação dos temas para serem escolhidos.

Os trabalhos apresentados serão submetidos à Comissão de Elevação de Graus, a qual a-


presentará seu parecer acerca da pertinência, apresentação visual e aprofundamento de cada
um.
As pesquisas devem expressar a opinião dos seus autores e os seus entendimentos sobre
os temas propostos.
Serão recusados e/ou reprovados os trabalhos que sejam meras cópias de trabalhos ante-
riores ou de textos publicados na internet ou em outras mídias.
Após concluídos os trabalhos, estes deverão ser juntados aos demais documentos requi-
sitados e serem entregues pessoalmente pelo Irmão interessado na Secretaria do Consistório.
A Administração do Consistório reúne-se semanalmente na Secretaria do Corpo, às quin-
tas-feiras, no horário de 15:00h às 17:00h, com a finalidade de atender os Irmãos nessas e em
outras demandas junto à Oficina.

DÚVIDAS SOBRE PRAZOS, VALORES E ENTREGAS DE TRABALHOS


Gr∴
Gr Secr∴MÁRIO
Secr MÁRIO LUCIO DE LIMA NOGUEIRA - marionogueira@marionogueira.com.br
Gr∴
Gr Tes∴
Tes BENITO COHEN - benito_cohen@uol.com.br
Gr∴ Secr∴ Adjunto EDUARDO AGUSTO NUNES FEITAL - eduardo.feital@gmail.com.br
ELEVAÇÕES EM 2012
Irmãos elevados ao Grau 31 em 16 de abril
ALOISIO P. BORBA NOGUEIRA, ARLAN LICURGO EGITO, ARTUR VALENTE DE ANDRADE, FRANCISCO
ALDIR RAMALHO DE QUEIROZ, CID MOTA, CLAUDIR RIBEIRO DA SILVA JÚNIOR, ESMERALDO D. CAM-
PANATI, FRANCISCO RIBEIRO DA SILVA, JACY JORGE MELLO, JOSÉ VICENTE J. GUIMARÃES, MANOEL
VENÂNCIO LIRA, MÁRIO MOREIRA GRILLO, MAX WILLIAN FERREIRA, PAULO FERNANDO G. VELASCO,
RONALDO MARCENES TACSAY, WILIAN FALCÃO.

Irmãos elevados ao Grau 31 em 17 de setembro


ARMANDO SOTO, CLAUDIO VICENTE BRITO, ELIAS MAFORT LOPES, WALDEMAR SADAUSKAS, IVAN
NOGUEIRA, ALDO DE SOUZA, AUGUSTO CESAR BAPTISTA DE MESQUITA, CARLOS RAMOS CASAES,
CÉLIO DA CUNHA PEDROSA, EMERSON SOARES JASMIM, JORGE ANTONIO DESETO NECCO, JORGE
RODRIGUES LEITÃO, LEONARDO FERNANDES HIRAKAVA, LINDEMBERG MENDES VIANA, LUIZ ANTO-
NIO DA SILVA COSTA, MÁARCIO BISPO DE OLIVEIRA, MARCO ANTÔNIO LEAL MARTINS, NILSON CÉ-
SAR LOUREIRO CARNEIRO, RAUL LEMOS RIBEIRO, ROBERTO GONÇALVES VIANNA, RUY LEMOS RIBEI-
RO, GASTÃO DE FREITAS FILHO, ROBERTO CORDEIRO CHAGAS DE OLIVEIRA.

Irmãos elevados ao Grau 32 em 15 de maio


ALEXANDRE MÁRVIO BOCCANERA DE ABREU, ANTONIO CARLOS CARVALHO, BRUNO BERTOLIM AN-
DRADE, DANIEL FERNANDES, DIRCEU GONÇALVES DE LIMA, EDMILSON ALVES PEREIRA, ELIAS PEREI-
RA DA SILVA, EURIPEDES DA COSTA BERTANI, FAUSTO DE SOUTO COUTINHO MADRUGA, GUSTAVO
FELIPE CARVALHO LIMA, ILSE COUTINHO JÚNIOR, JADIR ELIAS CARVALHO DOS SANTOS, JOÃO RO-
BERTO RIBEIRO DE OLIVEIRA, JORGE BARCELLOS NEVES, JORGE FALCÃO BRAGA, JOSÉ FERNANDES
FONSECA, JOSÉ DINOÁ MEDEIROS JÚNIOR, JUAN REVES GIL, MARIO AUGUSTO TRILHA SYM, NEDER
BATISTA DOS SANTOS, RAFAEL ALVES DE OLIVEIRA, RICARDO LUIS MARQUES, SIDNEY FERREIRA DE
ARAÚJO, VAGNER JOSÉ MONTEIRO, WALDEMAR DE OLIVEIRA CRUZ, NELSON DONATO SOBRINHO,
EDSON POLTRONIERI, ANTÔNIO CARLOS ANICETO, GOETHE COUTINHO MADRUGA, JOSÉ CARLOS
THOMAZ DA SILVA, MARCELO DOS SANTOS GODINHO, LUIZ ANTÔNIO GOMES DA SILVA, CLEBER
COSTA PEREIRA, MOISES RODRIGUES DE FREITAS FILHO, CARLOS ALBERTO CARNEIRO DE CARVALHO,
JUBER ALVES BAESSO, ARCHIMEDES JOÃO FERNANDES MACHADO, FRANCISCO ALDIR RAMALHO DE
QUEIROZ.

Irmãos elevados ao Grau 32 em 15 de outubro


ALLAN LICURGO EGITO, ALOISIO PAES BORBA NOGUEIRA, ARTUR VALENTE DE ANDRADE, CID MOT-
TA, CLAUDIR RIBEIRO SILVA JÚNIOR, ESMERALDO DIANO CAMPANATI, FRANCISCO RIBEIRO DA SIL-
VA, JOSÉ VICENTE DE JESUS GUIMARÃES, MANOEL VENÂNCIO LIRA, MARCOS AGUIAR DE SOUZA,
MÁRIO MOREIRA GRILLO, MAX WILLIAN FERREIRA, PAULO FERNANDO GONÇALVES VELASCO, PAU-
LO LUIZ DA CUNHA, RONALDO MARCENES TARCSAY, WEBSTER CORREIA DA SIVA, WILLIAN FALCÃO.

DÚVIDAS SOBRE PRAZOS, VALORES E ENTREGAS DE TRABALHOS


Gr∴
Gr Secr∴MÁRIO
Secr MÁRIO LUCIO DE LIMA NOGUEIRA - marionogueira@marionogueira.com.br
Gr ∴Tes
Tes∴
Tes BENITO COHEN - benito_cohen@uol.com.br
Gr∴
Gr Secr∴
Secr Adjunto EDUARDO AUGUSTO NUNES FEITAL - eduardo.feital@gmail.com.br
INFORMAÇÕES SOBRE A OFICINA CHEFE DO RITO
SUPREMO CONSELHO DO BRASIL DO GRAU 33
PARA O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
Fundado em 12 de novembro de 1832
por FRANCISCO GÊ ACAIABA MONTEZUMA.
Sede própria: Paço de São Cristóvão.
Campo de São Cristóvão 114, São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ CEP 20.921-440
Site: www.ritoescoces.org.br
Telefones: (21)2580-4647/2580-8971/2589-4022/2589-8773

MEMBROS DO SANTO IMPÉRIO


(Alta Administração do Supremo Conselho)

Sob∴ Grande Comendador: ENYR DE JESUS DA COSTA E SILVA


Lugar Tenente Comendador: CID NEY FILARDI RAMOS
Gr∴Chanceler: ANTÔNIO CARLOS BARBOSA RAMOS
Gr∴Ministro de Estado: AILTON CAL DE BRITO
Gr∴Secr∴de Administração: EDESON DOMINGOS DE OLIVEIRA ROSA
Gr∴Secr∴de Finanças e Patrimônio: STENÉLIO RODRIGUES DE FREITAS
Gr∴Secr∴de Relações Exteriores: MÁRIO SÉRGIO NUNES DA COSTA
Gr∴Secr∴de Relações Interiores: HUDSON DOMINGOS APOLÔNIO
Gr∴Secr∴de Comunicação: JARICÉ MANUEL BRAGA RAMOS
Gr∴Secr∴de Cultura: EZEQUIEL LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

Você sabia?
Antes de chamar-se Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para
o Rito Escocês Antigo e Aceito, o nome da nossa Oficina Chefe de Rito
foi, inicialmente, Muito Poderoso e Ilustre Supremo Conselho do Brasil
para o Rito Escocês Antigo e Aceito e, a seguir, Supremo Conselho do
Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito.

“Dos Arquivos da Maçonaria Brasileira”, de JOSÉ CASTELLANI.


23
OFICINAS MAÇÔNICAS SUBORDINADAS AO SUPREMO CONSELHO DO BRASIL
DO GRAU 33 PARA O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO

A partir desta edição, a Revista “O


O CONSISTÓRIO”
CONSISTÓRIO a-
presentará a relação dos Corpos Subordinados, isto é, das
oficinas maçônicas subordinadas ao Supremo Conselho do
Brasil do Grau 33 para Rito Escocês Antigo e Aceito.
As primeiras oficinas apresentadas são as que fun-
cionam no Paço de São Cristóvão. São elas:

Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo N° 1


Presidente: MILTON ANTÔNIO GRAÇA DO SACRAMENTO
Confere e administra os Graus 31 e 32 do Rito Escocês Antigo e Aceito

Mui Ilustre Conselho Filosófico de Kadosch N° 1


Presidente: CARLOS ALBERTO DE FREITAS GUIMARÃES
Confere e administra os Graus 19 ao 30 do Rito Escocês Antigo e Aceito

Sublime Capítulo Rosacruz Cruzeiro do Sul


Presidente: OSNI WESLEY DE OLIVEIRA
Confere e administra os Graus 15 ao 18 do Rito Escocês Antigo e Aceito

Augusta Benemérita Loja de Perfeição Cruzeiro do Sul


Presidente: JOÃO GUERRERO FILHO
Confere e administra os Graus 4 ao 14 do Rito Escocês Antigo e Aceito

Mui Poderoso Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1


Campo de São Cristóvão nº 114 São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Blog do Consistório Nº 1: http://blogdoconsistorio1.blogspot.com.br
CEP: 20.921-440 Telefone: (21) 2580-4647 2580-8971
24
Consistório de Príncipes do Real Segredo Nº 1
Campo de São Cristóvão nº 114 São Cristóvão RJ
CEP: 20.921-440 Telefone: (21) 2580-4647
Acesse: http://blogdoconsistorio1.blogspot.com.br

Visite a página do
SUPREMO CONSELHO DO BRASIL DO GRAU 33
PARA O RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
www.ritoescoces.org.br

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