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Além das Finanças

Erick Augusto
E-book de autoria de: Erick Augusto Izidoro Souza
Todos os direitos reservados.

É proibida a reprodução ou a alteração sem a autorização prévia do


autor.

alemdasfinancas.com.br
Facebook: facebook.com/blog.alemdasfinancas/
Instagram: instagram.com/erick.augusto_oficial/

Redação e edição
Nohad T. Harati

Revisão
Ana Crivillari

Capa
Canva

Imagens
Pixabay
Pexels

Narração
Amanda de Andrade

INFORMAÇÕES SOBRE DIREITOS AUTORAIS

Esse é um e-book registrado, não sendo permitida a cópia, distribuição,


utilização de partes e venda sem o consentimento do autor. Qualquer
utilização ou venda indevida acarretará nas ações judiciais aplicáveis
para resolver o caso.

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Além das Finanças
Erick Augusto

OBJETIVO DO E-BOOK

O objetivo do e-book é a educação financeira, para


leigos e iniciantes em finanças pessoais, e a
mentalidade financeira necessária. No e-book, serão
apresentados conteúdos básicos que muitas pessoas
desconhecem.

Por essa razão, o conteúdo é totalmente básico, não


exigindo um conhecimento prévio e mantendo o
interesse do leitor. O conteúdo é para você que sabe
muito pouco sobre educação financeira.

Portanto, comece com o básico. Depois você pode


seguir para o avançado!

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GUIA
O e-book permitirá o desenvolvimento do leitor por meio dos seguintes
MÓDULOS:

1. Finanças Pessoais
Primeiramente, abordaremos o conteúdo inicial para que o leitor possa,
de imediato, colocar os princípios das finanças pessoais em prática.
Além disso, vai assimilar o conhecimento essencial para avançar para
os próximos módulos, e seus respectivos capítulos, sem se perder no
conteúdo do e-book.

2. Investimentos
Depois que o leitor tiver colocado em prática o primeiro módulo e
absorvido o essencial, ele aprenderá os conceitos de investimentos e
sobre como começar a investir o seu dinheiro.

3. Mentalidade e atitude financeira


Neste módulo, o leitor mudará sua forma de agir e pensar em relação
ao seu dinheiro e às suas atitudes financeiras. Além de conhecer sobre
finanças pessoais e investimentos, é importante que o leitor tenha a
mentalidade e a atitude financeira para utilizar o seu dinheiro em
momentos decisivos.

4. Economia essencial
Por último, o leitor entenderá como funciona a economia e como ela
afeta a sua vida e o seu dinheiro. Não é sobre a ciência econômica em si,
mas sobre o essencial para completar o seu aprendizado em educação
financeira.

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ORIENTAÇÃO PARA A LEITURA E A PRÁTICA

Um bom entendimento de todo o conteúdo e a prática são


imprescindíveis para que se obtenha o melhor aproveitamento deste e-
book. Evite ler de qualquer forma ou não praticar o que aprendeu. Este
material não pode resolver os problemas práticos retratados aqui, ainda
que possa sugerir o que fazer. Somente a ação pode resolver os
problemas!

Portanto, siga os seguintes passos:


• Tenha um objetivo com o conhecimento que vai adquirir;

• Separe um horário e um ambiente adequado para sua


leitura;

• Evite ler quando estiver cansado(a) ou com sono;

• Aprenda aos poucos pois os seus problemas financeiros não


vão mudar de um dia para outro;

• Preste atenção quando estiver lendo e questione se o que


está lendo lhe será útil;

• Leia para entender e não apenas para se informar;

• A cada capítulo, pare e coloque em prática o que está


sendo apresentado. Não continue até entender totalmente o
assunto. Isso é importante para o seu desenvolvimento.

• Seja uma pessoa curiosa e não fique presa apenas a este e-


book. Sempre dá para melhorar!

• Não deixe que trechos, siglas e palavras que desconhece te


intimidem;

• Faça anotações do que achou importante. Você vai


precisar delas para poder praticar;

• Tenha pensamentos positivos e deixe de lado os negativos;

• Lembre-se, conhecimento sem ação e atitude não vale


nada!

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AGRADECIMENTOS
A realização deste e-book não teria sido possível sem a participação das
pessoas que contribuíram para seu desenvolvimento. Agradeço a todos
que fizeram parte dessa minha jornada de aprendizado durante o seu
processo de criação.

Primeiro, quero agradecer à VOCÊ LEITOR, que adquiriu esse e-book


para mudar e transformar definitivamente a sua vida financeira. Sem
você, eu não teria tido essa iniciativa.

Segundo, quero agradecer ao autor Gustavo Cerbasi. Seus livros me


ajudaram a mudar e a me organizar financeiramente quando a minha
vida estava cheia de dívidas e contas e eu, sem dinheiro. Faço
referência, particularmente, ao livro “Como Organizar Sua Vida
Financeira”, que foi o meu primeiro contato com esse mundo financeiro
e que me permitiu cuidar das minhas contas, quitar as minhas dívidas
e criar a minha primeira reserva financeira.

Terceiro, quero agradecer a lindíssima Nathalia Arcuri que me ajudou


a aprofundar os meus conhecimentos em educação financeira. Antes de
conhecê-la, meu dinheiro ficava totalmente na poupança, eu pagava
taxas desnecessárias para o banco e não sabia como começar a investir.
Hoje esse cenário é totalmente diferente.

Quarto, quero agradecer aos meus colegas e amigos que me ajudaram


em minha pesquisa para o desenvolvimento do livro. Foi a partir deles
que eu consegui dar início a este incrível e desafiante projeto. Também
quero agradecer a Nohad T. Harati que foi responsável pela sua redação
e edição.

Quinto e último, quero agradecer ao Erico Rocha que me ajudou a ver,


por meio dos seus conteúdos extremamente valiosos, que eu tinha todas
as condições intelectuais e financeiras para que eu continuasse com a
elaboração do e-book. Ele me ensinou que a perfeição que eu exigia e os
recursos que eu achava necessários viriam ao longo do processo e não
antes dele.

Todos colaboraram com afinco para esta obra, cujo objetivo é a


transformação financeira de todas as pessoas que desejam mudar a sua
vida de forma permanente, evoluindo e aprendendo sempre.

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ERICK AUGUSTO
Jovem empreendedor e autor dos blogs “Além das Finanças” e “Erick
Augusto”. Assumiu como missão mudar a forma como as pessoas se
veem e vivem por meio da educação e da tecnologia. Aqui, tem por
intuito passar a seguinte mensagem:

“Esse e-book foi cuidadosamente formulado para que você, leitor,


transforme sua vida. É através dos conhecimentos essenciais da
educação financeira, coletados por mim ao longo dos anos e organizados
em um único lugar, que pretendo encurtar o tempo necessário para o
seu desenvolvimento financeiro.”

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Sumário
Além das Finanças ............................................................................................ 3
Guia ................................................................................................................... 4
Orientação para a leitura e a prática ............................................................... 5
Agradecimentos................................................................................................. 6
Erick Augusto.................................................................................................... 7
Introdução ......................................................................................................... 9
Capítulo 1 - Educação financeira ................................................................... 11
Capítulo 2 - Organização e diagnóstico .......................................................... 16
Capítulo 3 - Planejamento e controle ............................................................. 28
Capítulo 4 - Reserva financeira ...................................................................... 37
Capítulo 5 - Crédito e compras ....................................................................... 46
Capítulo 6 - Conhecimentos necessários ........................................................ 64
Capítulo 7 - A renda fixa ................................................................................ 72
Capítulo 8 - A renda variável ......................................................................... 79
Capítulo 9 - Mentalidade financeira .............................................................. 89
Capítulo 10 - Hábitos e erros ........................................................................ 103
Capítulo 11 - Atitude financeira................................................................... 108
Capítulo 12 - Eonomia essencial .................................................................. 114

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INTRODUÇÃO
Já parou para pensar por que tantas pessoas fracassam em sua vida
financeira mesmo quando possuem algum conhecimento sobre o
assunto? Muitos acham que educação financeira é só finanças pessoais
e investimentos. O problema está exatamente aí!

A educação financeira vai além e inclui outros componentes de extrema


importância. Como dito anteriormente, você pode ter todo o
conhecimento em finanças pessoais, mas, para alcançar o sucesso é
importante duas coisas: Mentalidade e Atitude financeira.

O que diferencia as pessoas ricas das pessoas pobres se resume a isso.


Entenda bem; não estou falando só de dinheiro. Nesta vida, existe
muita gente rica que faz mau uso da sua riqueza e muita gente pobre
que maximiza os seus recursos. É importante saber sobre finanças e
investimentos, mas é fundamental utilizar isso a seu favor.

Muita informação já foi gerada e hoje encontra-se totalmente


integrada à era digital. Por isso, esse e-book reúne o melhor conteúdo
em um único lugar: inicialmente pelas finanças pessoais e na sequência,
seguindo para os investimentos. Uma vez compreendidos e assimilados
os conhecimentos apresentados e dominadas as habilidades
necessárias, poderá descobrir como usar, transformar, decidir e agir de
forma inteligente. Para complementar esse processo, conhecerá os
princípios da economia que afetam a sua vida diretamente.

Ao final da leitura, olhará sua situação e a sua vida financeira com


uma outra perspectiva. Caso decida por seguir adiante, terá as
condições para desbravar um mundo totalmente novo.

PERSONAGEM

Para facilitar sua leitura e aprendizado, vamos usar um personagem


ao longo do e-book. Ela vai mostrar, através de exemplos, os principais
conceitos. O nome do nosso personagem é Nick. O nosso amigo está com
um grande problema; sua vida financeira está totalmente
desorganizada e ele não sabe como fazer para mudar essa sensação de
caos. Além de querer sair dessa situação, ele deseja mudar a sua forma
de pensar e a ter atitudes melhores para administrar o seu dinheiro
corretamente e multiplicá-lo. Ele também sabe que precisa entender um
pouco sobre como funciona a economia para um aprendizado mais
completo dos elementos que podem afetar a sua vida.

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“Levantar e fazer alguma coisa em relação aos seus
problemas depende apenas de você.” - Erick Augusto

“É para ser difícil, não fácil!” - Erick Augusto

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PRIMEIRO MÓDULO: FINANÇAS
PESSOAIS
CAPÍTULO 1 - EDUCAÇÃO FINANCEIRA

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EDUCAÇÃO FINANCEIRA
“A educação formal vai fazer você ganhar a vida, educar-se por
si mesmo vai trazer-lhe uma fortuna.” – Jim Rohn,
empreendedor autor e palestrante motivacional.

A educação financeira vai muito além das finanças pessoais. Aprender


sobre finanças é entender os seus conceitos básicos, tomar boas decisões
para fazer a correta gestão dos seus recursos financeiros e possuir a
atitude financeira que vai lhe permitir crescer financeiramente. Não se
preocupe, você não precisa ser nenhum especialista ou estudar horas
para aprender.

A educação financeira pode trazer diversos benefícios para a vida do


mais comum dos mortais. Está redondamente enganado quem pensa
que educação financeira é só para aqueles que trabalham na área das
finanças e economia.

Se para alguns, dinheiro é algo que não falta, para a maior parte de
nós, ele é algo que vive sumindo. Mal ele chega em nossas mãos e já
desaparece, como se fosse levado pelo vento. Saiba que nós temos
grande responsabilidade nisso.

O segredo para mudar este quadro é a educação. Ela é a melhor forma


de resolver esse problema tão comum da atualidade. De fato, a educação
é a melhor arma para você alcançar uma boa qualidade de vida.

Educação
A educação não começa e nem termina nas escolas. Educar é muito
mais do que ensinar uma criança a somar, um adolescente as leis da
física e um jovem a passar no vestibular. Educar é informar, assimilar,
transformar e amadurecer. Por essa razão, a educação é continua;
começamos ainda crianças, com nossos pais, e terminamos com o fim
das nossas vidas.

Educação nos possibilita adquirir conhecimento e habilidades que


serão utilizadas ao longo de nossas vidas. Por isso, é preciso atenção e
cuidado com nossos filhos, pois devemos educá-los desde cedo, dentro e
fora de casa. A transmissão deste conhecimento deve começar com você,
que é pai ou mãe ou será algum dia. Se você não teve este privilégio
quando criança, saiba que não é sua culpa. Mas, se seus filhos não
tiverem uma educação que as prepare para a vida, a culpa será

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totalmente sua! As crianças devem primeiro aprender com os país para
depois aprenderem com o mundo.

Aprender é um processo que leva tempo. Quanto mais cedo começar,


melhor. Isso é possível de várias formas: com os nossos próprios erros,
com as experiências de vida de outras pessoas; com os livros necessários;
com aulas, sejam elas presenciais ou virtuais e; por fim, com uma
formação acadêmica. Não importa o meio escolhido desde que você
aprenda verdadeiramente e com um objetivo em mente.

Entretanto, a educação não é só ler e estudar! O importante é aprender


para colocar em prática. Busque apenas o conhecimento que vai
possibilitar a você evoluir e crescer, tanto mentalmente como
fisicamente.

O Processo de Educação Financeira


Destaco aqui um ponto fundamental: o processo de aprendizagem em
educação financeira não acontece da noite para o dia. Além disso, será
preciso AGIR. Sem ação, não há progresso em sua vida financeira.

Iniciativa
Para aprender educação financeira, você precisa de iniciativa. Além de
querer, é preciso iniciar de verdade. A regra é simples: queira menos e
inicie mais!

Vontade e motivação
Além de querer, é necessário vontade e motivação para manter o nível
de energia ao longo do processo. Tenha sempre em mente o motivo que
o fez iniciar. Lembrando dele diariamente, fica mais fácil continuar.

Evolução
Durante sua caminhada neste aprendizado, sempre surgirá a
possibilidade de você evoluir um pouco mais. A decisão de ir além do
básico é totalmente sua pois você é o autor de sua própria história. Se
tiver a chance de evoluir, não pense duas vezes. Sempre dá para
melhorar!

Conhecimento
Uma vez instruído financeiramente, ajude outras pessoas com o seu
conhecimento. Você não precisa correr atrás delas, mas, se surgir
alguém, ajude-a.

Ação

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É o fundamental para que o conhecimento apresentado tenha alguma
utilidade em sua vida financeira. Pense bem: de nada adianta você
saber organizar seu dinheiro e decidir o que fazer com ele se não utiliza
o que aprendeu. Na primeira oportunidade que aparecer, lembre-se dos
conceitos sobre educação financeira e tenha também uma atitude
financeira.

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Resumo do Capítulo

Aqui você leu sobre a importância da educação para a vida toda. Ela
começa quando ainda somos crianças e aprendemos para poder conviver
em sociedade. Conforme crescemos, precisamos da educação financeira
para usar bem o dinheiro nas pequenas e grandes decisões do dia a dia.
Para poder aprender sempre é preciso iniciativa, vontade e motivação,
evolução, conhecimento e ação.

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CAPÍTULO 2 - ORGANIZAÇÃO E
DIAGNÓSTICO

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ORGANIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO
“O custo de estar errado é menor do que o custo de não
fazer nada” – Seth Godin

O primeiro passo é a organização do seu dinheiro para diagnosticar o


que está errado na sua vida financeira. Ao começar, saberá o que fazer
para consertar os erros, resolver os problemas e melhorar sua situação
atual.

Qual sua atual situação financeira?

Você deve saber em que situação seu dinheiro se encontra atualmente


para começar a escolher, decidir e agir.

• Quanto entra?
Saiba o quanto está entrando todo mês para você conhecer o
quanto ganha. Para obter essa informação, olhe sua folha de
pagamento ou calcule a média de sua renda mensal, caso seja
autônomo.

• Quanto sai?
Busque saber o quando sai do que você ganha. Anote todos seus
gastos mensais; ou seja, aqueles que você precisa pagar todo mês.

• Quanto sobra?
Saber o quanto sobra vai permitir decidir o que fazer com esse
dinheiro.

• Quanto é reservado?
Se você reserva uma parte do que sobrou, veja o valor e qual a
sua finalidade. Se não tiver um motivo para formar a reserva,
pergunte a si mesmo por que está guardando dinheiro.

• A reserva é suficiente?
Caso você tenha uma finalidade, veja se o que está reservando é
suficiente para conseguir o que deseja e se você pode começar a
guardar para outros objetivos.

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• Saldo disponível
É o seu resultado. É ele que você vai usar para seus gastos
diários e semanais.

Suas anotações serão importantes para analisar e refletir sobre o que


será necessário fazer. Importante: não apenas anote, pense também.
Ok?

Exemplo:
Agora que Nick sabe como começar, ele organiza as suas contas aqui:

Anotações de Nick:

Entrada R$2.500,00
Saída R$1.786,90
Sobra R$713,10
Reserva R$200,00
SALDO DISPONÍVEL R$513,10

LISTA DE GASTOS MENSAIS (SAÍDAS)


Aluguel R$600,00
Conta de água R$60,00
Conta de luz R$80,00
Telefone celular R$45,00
Internet R$90,00
Supermercado R$200,00
Açougue R$150,00
Feira R$150,00
Academia R$69,00
Netflix R$22,90
Compras parceladas R$320,00
TOTAL R$1.786,90

Com este modelo, você conseguirá analisar quanto entra, quais as suas
despesas mensais e o quanto está reservando mensalmente. Esse é o
primeiro passo para avançar rumo a educação financeira. Não adianta
só receber seu dinheiro, liquidar seus boletos e gastar o que sobrou. Para
evitar que isso aconteça, é preciso fazer um orçamento bem detalhado.
Mais para frente veremos a sua utilidade.

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Dívidas e inadimplência

O problema de possuir dívida é que ela impede a evolução do seu


dinheiro e, consequentemente, do seu padrão de vida. Quando você tem
dívidas, fica impossibilitado de alcançar seus objetivos financeiros.
Mesmo que algumas dívidas ainda possam ser justificadas, o maior
problema é a inadimplência. Entenda a diferença:

• Dívida: quando você utiliza um dinheiro que não é seu e tem


a intenção de devolver, junto com os juros, no futuro.
Simplificando, o crédito é compre hoje e pague depois.

• Inadimplência: quando fica impossível pagar uma dívida e


seu nome é inserido nos cadastros dos sistemas de proteção ao
crédito. Nesse caso, você não tem mais a opção de comprar
parcelado.

Independentemente de você ter uma dívida ou estar inadimplente,


saiba que não é o fim do mundo. Evite tomar decisões precipitadas e
veja o que é preciso fazer:

O motivo da dívida
Primeiro, você precisa saber o motivo que o levou a ficar endividado ou
inadimplente. Isso é importante para não repetir os mesmos erros, hoje
e no futuro.

A origem da dívida
Depois que você souber o motivo, procure o seu credor (para quem está
devendo). Assim, será possível mostrar a sua intenção de negociar e
fazer um acordo.

O valor da dívida
Essa é a hora de saber o valor da sua dívida. Se ela estiver vencida há
muito tempo, pode ser que tenha crescido bastante. Por outro lado, o
credor tem interesse em receber então é possível obter um bom
desconto. Verifique ainda quais as condições para quitar a sua dívida,
tanto à vista como a prazo.

As condições para quitar a dívida


São várias as situações que geram a inadimplência: falta de trabalho,
doença, gastos sem controle. Seja qual for o caso, é preciso pagar. Para
conseguir fazer isso, é preciso um planejamento. Se você ainda não tiver

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condições financeiras para quitar uma dívida, não tem problema.
Espere o momento certo e pague sem perder tempo.

Planejamento das dívidas


Cumpridas todas as etapas anteriores, você precisa planejar como vai
pagar, na totalidade, a sua dívida. Este é o momento de analisar se um
corte será necessário e o que vai deixar de ser consumido.

Renegociação
Solicite os maiores descontos possíveis caso pague à vista. Lembre-se
que o credor quer receber; quanto mais rápido, melhor.

Exemplo:
Nick possuía uma dívida vencida no valor de R$ 450,00. Ao renegociar,
ofereceram-lhe um desconto de 15%. Nick poderia pagar o valor, mas
resolveu ir além. Insistiu mais um pouco e conseguiu um desconto de
47%.

Valor original da dívida R$360,00


Valor com juros R$450,00
Valor do desconto (47%) - R$211,50
Valor final R$238,50

Se optar pelo parcelamento, o desconto será menor. Mesmo assim,


negocie bastante porque você precisa verificar se as novas condições
caberão no seu orçamento mensal e até a última parcela. Não adianta
parcelar uma dívida de R$ 1.000,00 em 10x se não conseguir honrar
todas as 10 parcelas de R$ 100,00.

Veja se não vale o esforço de pagar parcelas mais altas para quitar a
dívida em menos tempo pois a volta ao mercado de crédito, com taxas
de juros mais baixas pode ser bastante demorada.

Exemplo:
Nick possui uma dívida vencida de R$ 1.800,00 e deseja quitar. O valor
original da dívida, antes do acréscimo dos juros, era de R$ 1.000,00.
Infelizmente, ele não pode pagar à vista e decide parcelar. Ao
renegociar, consegue um desconto de 20% e o valor da dívida passa a
ser R$ 1.440,00.

Nick, antes de aceitar qualquer proposta, verifica os seus gastos


mensais no seu orçamento. Ele chega à conclusão que é possível pagar
no máximo R$ 120,00 por mês. Então, ele decide parcelar a dívida em

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12x de R$ 120,00. Assim, ele não deixa de pagar a dívida até a última
parcela e não perde o controle do seu orçamento.

Ter problemas com dinheiro não é nada agradável. Muitas vezes, eles
ocorrem sem que tenhamos um mínimo de controle sobre a situação. O
importante é levantar a cabeça, aprender com o erro e resolver o
problema com atitude. Uma pessoa que tem condições de quitar uma
dívida, mas protela a decisão de pagar é uma pessoa que não quer saber
de ajustar a própria vida para viver melhor. Eu sei que você é melhor
que isso! Afinal, você está aqui lendo esse e-book.

Trocando dívida cara por barata


A dívida é um problema quando não conseguimos mais honrar com a
proposta oferecida. Não importa o motivo de você ter ficado com uma
dívida mais alta, saiba que é possível mudar esse quadro. Antes de
começar a explicar, saiba que você não deve trocar só uma parte da
dívida, mas sim, a dívida inteira.

Dependendo do caso, não é muito vantajoso fechar um acordo com o


credor. Como os juros podem se transformar em valores exorbitantes,
em função do efeito dos juros sobre os juros, é melhor trocar sua dívida.

Para trocar sua dívida, você deve procurar uma instituição financeira
que ofereça boas opções de crédito em termos de taxas, valores, CET e
parcelas. Por isso, preste atenção às informações a seguir para não
piorar sua situação enquanto luta para melhorar.

Juros
A taxa cobrada é expressa em meses ou anos. 2% a.m. significa que a
taxa é cobrada todo mês enquanto que 2% a.a. quer dizer que a taxa é
cobrada todo ano. Quanto maior a taxa, maior o custo da dívida e vice-
versa.

CET (Custo Efetivo Total)


A verdadeira taxa que será cobrada quando se leva em conta os gastos
e os encargos relacionados à operação de crédito. Ela inclui os impostos,
tarifas e seguros. Fique atento, pois essa informação nem sempre está
disponível.

Número de Parcelas
Algumas instituições financeiras trabalham com prazos longos e pré-
definidos. Se a sua dívida for longa, as parcelas serão menores mas o
valor total da dívida será muito maior. Dívida boa é a que pode ser paga
e não a que cabe no bolso para o resto da vida.

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Corte de Gastos e a Venda de Bens
O mais aconselhável é pagar suas dívidas à vista desde que isso não
agrave a sua situação. Você tem alguma habilidade que poderia ser
útil para outras pessoas? Busque uma renda extra nos seus dias de
folga.

Veja também onde é possível cortar ou decida pela venda de um bem.


Lembre-se que o esforço é temporário e, uma vez aprendida a lição, você
vai reservar dinheiro para consumir melhor no futuro.

Comemore
Depois de quitar a totalidade da dívida, comemore! O processo até lá
pode ser bem difícil e demorado e você terá aprendido um bocado.

Orçamento Pessoal e Familiar

Uma das principais funções do dinheiro é ser meio de troca. Com ele,
negociamos tudo. Não saber que destino ele terá no presente e no futuro
deixa qualquer um à mercê das propagandas de marketing e da
influência de parentes e amigos. Fazer entrar dinheiro pode ser difícil,
mas tente deixar sair para perceber como é fácil!

Não é suficiente saber só quanto vai entrar e sair. Você precisa pensar
em tudo: quanto será utilizado, poupado e investido, para onde e em que
tempo. Administrar um orçamento pessoal é definir o que vai acontecer
com o seu dinheiro no curto, médio e longo prazo. Para chegar a esse
ponto, é preciso voltar para o orçamento.

Organize e separe as informações


Comece com os gastos que não podem deixar de ser pagos, como água
e luz. Essas contas são chamadas de despesas fixas.

Os demais gastos compõem o que chamamos de despesas variáveis.


Elas são aquelas onde podemos decidir ou não gastar.

Adicionalmente, temos as despesas obrigatórias e as despesas


sazonais. Nas despesas obrigatórias, devemos colocar o que
normalmente pagamos com impostos. Já as despesas sazonais
acomodam presentes e gastos com datas comemorativas (Natal e Dia
das Mães, por exemplo).

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Exemplo:

DESPESAS FIXAS
• Aluguel
• Água
• Luz
• Telefone
• Internet
• Supermercado
• Faculdade
• Academia
• Compra a prazo

DESPESAS VARIÁVEIS
• Cinema
• Restaurante
• Compras não planejadas
• Pequenas Viagens
• Pequenas compras diárias
• Roupas e sapatos
• Lanches e doces
• Festas e baladas

DESPESAS OBRIGATÓRIAS E SAZONAIS


• IR
• IPTU
• IPVA
• Presentes
• Festas
• Viagens

É importante saber a diferença de cada tipo de despesa para poder


classificá-las e registrá-las. Assim, você saberá em qual tipo está
gastando mais e onde precisa fazer melhorias. Além disso, facilitará
suas decisões quando precisar diminuir, cortar ou aumentar os gastos.

Orçamento mensal
Agora que você sabe a diferença e para que serve cada tipo de despesa,
você precisar organizar e registrar essas informações em algum lugar.
Para isso, existe o orçamento mensal que permite inserir todas as
informações e, por meio de uma ferramenta, transformá-las em dados
para análise.

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Ela pode tomar a forma de um caderno, uma planilha, um sistema ou
um aplicativo. Não importa o método, é preciso antes “sentir seu
dinheiro na mão”.

Caderninho:
Indicado para iniciantes e é bastante limitado. É útil para quem nunca
usou uma ferramenta digital ou não teve sucesso nessa tarefa.

Planilha, sistemas e aplicativos:


Apropriado para os que já passaram pelo caderninho e querem avançar
para obter mais informações, visando um melhor resultado. Aqui você
precisa saber como usar o digital.

Estrutura de Um Orçamento

Descrição
Detalhamento do que vai ser recebido, pago ou poupado.

Data
A data em que ocorrerá a descrição.

Origem
De onde o dinheiro está vindo.

Destino
Para onde o dinheiro está indo.

Categoria
A categoria do que está sendo recebido ou pago.

Valor
O valor que está sendo recebido, pago ou poupado.

Resumo
O resumo do todo o orçamento para facilitar sua visualização e
compreensão.

Total de entrada
A soma de toda sua renda.

Total de saída
A soma de todas as saídas

Total reservado

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O quanto reservou para uso futuro ou investimentos.

Saldo final ou saldo disponível


O resultado da diferença entre entrada, saída e reserva.

Análise e reflexão das informações


Quando já tiver as informações do seu orçamento, é hora de analisar e
refletir sobre suas decisões.
Por exemplo:

- Porque minhas despesas variáveis estão mais altas do que minhas


despesas fixas?
- Por que estou gastando tanto dinheiro em lanches?

Ficou claro? Não basta apenas olhar as informações e o resultado do


orçamento. Para que o orçamento tenha alguma utilidade, é preciso
analisar e depois REFLETIR sobre as suas informações e os seus
resultados.

Entrada, saída e reserva


A atenção deve ser maior para o que está entrando, saindo e sendo
reservado. Isso é importante para verificar se está gastando mais do que
deveria e se está reservando o suficiente para futuras emergências e
imprevistos. Se o seu orçamento mostrar um resultado negativo, você
deve tomar uma atitude imediatamente para mudar isso.

Onde estão os maiores e os menores gastos


Você sabe onde está o maior e o menor gasto na sua relação de
despesas? Isso essencial para ver o que pode melhorar, identificando o
que é necessário e o que é supérfluo.

Gráficos e seu objetivos


A visualização do orçamento deve ser simples para facilitar a sua
compreensão e de fácil entendimento para a sua tomada de decisão. Os
gráficos cumprem exatamente essa função. Um ou dois gráficos são o
suficiente. No meu caso, os gráficos mais importantes em um orçamento
são: o gráfico em forma de pizza, onde vejo a proporção de cada item
como percentual da minha renda, e o gráfico de colunas, com a
comparação entre entrada e saída.

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Gráfico de pizza:

10% 15%
15% Reservas

25% em despesas variáveis

25% 50% em despesas fixas

50% 10% no saldo disponível

Gráfico de colunas:

Entrada Saída

R$1.000,00

R$850,00

Esses gráficos são extremamente úteis para conferir os resultados de


suas decisões na hora de buscar melhorias para o seu orçamento.
Existem várias opções para você testar e usar, mas, como dito
anteriormente, fique somente com os necessários.

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26
Resumo do Capítulo

Neste capítulo você aprendeu sobre a importância do orçamento


doméstico e quais as melhores ferramentas para fazê-lo. Entendeu que,
por meio dele, é possível saber tudo o que entra e tudo o que sai
(despesas fixas, variáveis, obrigatórias e sazonais). Você viu também
que só é possível gastar o saldo e deve evitar dívidas a todo custo. Se já
estiver endividado(a), concluiu que deve procurar logo o credor para
negociar as melhores condições e pagar, até a última parcela.

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27
CAPÍTULO 3 - PLANEJAMENTO E
CONTROLE

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28
PLANEJAMENTO E CONTROLE
“Cuidado com as pequenas despesas; um pequeno vazamento
afundará um grande navio.” – Benjamin Franklin

Uma decisão equivocada é o suficiente para deixar o seu dinheiro


escapar pelo ralo. Sempre digo às pessoas para também prestarem
atenção ao que chamamos de “troco”. São os pequenos valores, e aqueles
que não planejamos e controlamos, que fazem a diferença no final.

O fato de você fazer um planejamento não significa que ele será seguido
fielmente. Por essa razão, é importante você atentar para as suas ações
e decisões, tanto as presentes como as futuras. Adicionalmente, é
preciso muita disciplina para persistir no que foi planejado e assim, ter
controle.

O Planejamento

Sua Renda
Dependendo do seu trabalho, você pode ter uma renda fixa, onde o
mesmo valor é pago todo mês, ou uma renda variável, onde o valor varia
mês a mês. A primeira coisa a se fazer em um planejamento é calcular
uma estimativa da sua fonte de renda para o ano todo. Assim, todas as
decisões e ações poderão ser definidas e planejadas. Depois, só serão
necessários alguns ajustes e o controle do que foi planejado.

Com esse planejamento você pode definir:


• Despesas fixas
• Despesas sazonais
• Compras
• Reservas
• Investimentos
• Algumas despesas variáveis

Para que esse processo seja o mais preciso possível, deve-se começar
com o planejamento dos seus gastos diários e de finais de semana.

O controle de gastos
Na sua rotina, você tem os seus gastos diários (lanche, doces, etc.) e os
seus gastos de lazer nos finais de semana (praia, cinema, baladas,

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passeios, etc.). Eles são todos variáveis, pois você pode escolher quanto,
onde e com quem vai gastar, mas já sabendo que vai gastar!

Por estarem sob o seu controle, é aconselhável estabelecer limites para


eles. O objetivo não é privar você de bons momentos, mas refletir sobre
quais dessas despesas valem mais a pena. Fazendo isso, você aproveita
melhor os seus recursos. O processo para obter esse limite não é muito
simples e nem rápido, mas vale o esforço.

Tenha consciência da sua renda e pondere: uma pessoa que ganha R$


2.500,00 pode ter acesso a determinadas coisas. Já se ela que ganha R$
5.000,00, pode ainda ter acesso às mesmas coisas, só que com muito
mais opções à disposição. Portanto, seja realista consigo mesmo. Se quer
mais, aprenda e trabalhe o suficiente para conseguir.

Gastos Diários
O processo é o seguinte:

- Primeiro, veja o quanto gastou diariamente em uma semana;


- Calcule a média dos seus gastos diários;
- Estabeleça um limite com base nesta média.

Importante! Você poderá consumir diariamente, desde que seja mais


responsável no uso do dinheiro.

Passos a serem seguidos:


Anote seus gastos diários por 5 ou 6 dias, dependendo da sua rotina
semanal (segunda a sexta ou segunda a sábado). Essa anotação deve
durar UMA SEMANA. Seu gasto diário deve levar em conta apenas
esses dias.

Depois de uma semana, some os valores gastos em todos os dias. Em


seguida, divida pelos dias da semana em que você fez as anotações para
poder obter a média dos seus gastos diários.

Importante! Você não deve pensar em gastar tudo em uma semana,


mas sim, nas próximas 4 semanas! Suas anotações devem ser com o
mínimo necessário.

Exemplo:
Nick não gasta muito diariamente, mas, quando recebe seu dinheiro, a
maior parte é consumida na primeira semana e o que sobra é suficiente
apenas para o primeiro final de semana. O resultado disso é que ele
fica duro o resto do mês e precisa esperar até o próximo pagamento.

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30
Nick percebe que trabalha o mês inteiro, mas só aproveita a primeira
semana. Então, ele decide estabelecer um limite para sempre ter
dinheiro disponível para seus gastos diários.

Ao anotar os gastos com os valores mínimos necessários, ele chega ao


seguinte resultado:

DIAS DA SEMANA

Segunda R$15,00
Terça R$13,00
Quarta R$14,00
Quinta R$18,00
Sexta R$10,00
Sábado R$12,00
TOTAL R$82,00

R$ 82,00 / 6 = R$ 13,67

O valor de R$13,67 é o limite disponível para os pequenos gastos


diários de Nick. Ele pode variar um pouco; se ele gasta mais em um dia,
compensa gastando menos no outro para sempre respeitar o limite de
R$ 82,00.

DIAS DA SEMANA COM A MÉDIA

Segunda R$13,67
Terça R$13,67
Quarta R$13,67
Quinta R$13,67
Sexta R$13,67
Sábado R$13,67
TOTAL R$ 82,02

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REGISTRO DE USO

Segunda R$10,52
Terça R$16,70
Quarta R$12,70
Quinta R$14,70
Sexta R$9,70
Sábado R$17,70
TOTAL R$ 82,02

Perceba que o valor final não mudou, mas somente o uso diário. É
exatamente isso que significa ter uma média e ter controle para seguir
o que foi planejado.

Lembre-se que isso é um exemplo. O valor em si depende dos seus


gastos. Você pode gastar R$ 500,00 em uma semana. Mas, para não
perder o controle, estabeleça limites com base no que você realmente
gasta e não no que acha que gasta. Assim não ficará sem dinheiro.

Gastos de Final de Semana


São aqueles gastos com lazer (cinemas, restaurantes, festas, viagens à
praia, etc.). Por serem diferentes dos gastos diários, esses valores são
maiores.

Para estabelecer um limite, o processo é o mesmo, mas deve levar em


conta as 4 semanas. Anote seus gastos de final de semana durante 4
semanas. Depois faça a soma de tudo e a divisão por 4 para obter a
média semanal.

Exemplo:

FINAIS DE SEMANA EM UM MÊS

1º final de semana R$60,00


2º final de semana R$70,00
3º final de semana R$80,00
4º final de semana R$98,00

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TOTAL R$ 308,00

R$ 308 / 4 = R$ 77,00

Esses R$ 77,00 representam sua média para gastar durante os finais


de semana. Aqui, a regra é a mesma do caso anterior; se gastar mais
durante um final de semana, compense gastando menos nos outros. O
importante é sempre respeitar o valor total que você definiu para este
tipo de despesa.

Não misture seus limites diários com os limites para os finais de


semana. Cada conta deve ter o seu lugar. Caso resolva colocar esses
dados no seu orçamento anual, basta multiplicar pelo número de
semanas no ano.

Ajustes e Mudanças na Média


Caso queira mudar a média, seja por conta de um ajuste ou mudança,
faça o cálculo utilizando um valor percentual.

Exemplo:

Gastos diário: R$ 13,67


Meta: Redução de 20% (ou 20 dividido por 100, que é o mesmo que
0,20)

13,67 * 0,20 = 2,73

Novo limite de gastos:

13,67 – 2,73 = 10,94

Com uma redução de 20%, o seu novo limite de gastos diários será de
R$ 10,94. O ajuste nos seus gastos, por meio de uma redução
percentual, é a forma ideal de continuar a controlar os seus gastos sem
deixar de consumir totalmente. Guarde os seus comprovantes de
compra para poder acompanhar o andamento dos gastos.

O Planejamento do Orçamento Anual

Já se perguntou quanto você ganha e quanto você gasta durante um


ano inteiro? Você já sabe que tem uma renda mensal, despesas mensais
fixas e variáveis e algumas despesas obrigatórias e sazonais. Que tal
saber quanto isso dá em um ano? Sabendo os valores anuais, você pode

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prever seu futuro financeiro e tomar boas decisões. Essas informações
não precisam ser exatas, mas planejadas, pensando no curto, médio e
longo prazo.

Para obter esses dados, volte ao seu orçamento:

Despesas fixas
• Multiplique suas despesas fixas, que são aquelas que se
repetem todos os meses, por 12;
• Para as contas que são fixas, mas que podem variar entre
os meses (contas de água, luz, supermercado e mercearia), calcule
um valor que seja 10% maior do que a média dos últimos 3 meses,
some e multiplique por 12;

Exemplo:

Conta de água (mês 1): R$ 60,00


Conta de água (mês 2): R$ 58,00
Conta de água (mês 3): R$ 59,00

Média dos 3 meses = (60 + 58 + 59) / 3 = 59,00

10% acima da média = 59,00 * 0,10 = 5,90


Soma da média mais 10% da média: 59,00 + 5,90 = 64,90

Valor estimado para a conta de água anual = 64,90 * 12 = 778,80

Despesas variáveis
• Pegue os valores totais que você definiu para uma semana
inteira (gastos diários e os gastos de final de semana) e
multiplique pelo número de semanas em um ano (52);

• Coloque também aquelas que podem ocorrer ao longo do


ano;

• Não se esqueça de incluir as viagens que pretende fazer.

Despesas sazonais
• Planeje seus gastos com impostos tais como IPVA e IPTU.
O valor não precisa ser exato, o importante é se lembrar deles.
Use o valor do ano anterior se necessário;

• Planeje as compras com presentes durante o ano e


estabeleça limites;

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• Defina o quanto gastará nas suas férias.

Reservas
• Simule e planeje os valores a serem poupados durante o
ano.

Investimentos
• Caso tenha algum investimento, simule também e coloque
os valores no planejamento.

Quanto mais preciso for seu orçamento, melhor ele será para mostrar
o resultado anual de entradas, saídas e reservas. Assim, estará mais
ciente do que ocorrerá ao longo do ano.

Não há segredo no planejamento anual; basta seguir o que foi


apresentado, usando um calendário e papel e caneta para anotações. Ao
invés de planejar para um mês, você se programar para um ano.

Cuidado na análise entre entrada e saída


Quando tiver o resultado do orçamento anual, seja realista e avalie o
que será possível fazer durante o ano. Caso queira muito determinada
coisa, planeje uma forma de conseguir o dinheiro necessário.

O resultado, da mesma forma que o orçamento mensal, pode ajudar


muito na hora de evitar possíveis dívidas e gastos desnecessários.

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35
Resumo do Capítulo

Aqui, você viu que as pequenas contas precisam ser conhecidas e


controladas. Anotar os seus gastos do dia a dia e de final de semana
podem te dar uma ideia de quanto é possível gastar sem terminar o mês
totalmente quebrado. Aprendeu também que é importante montar um
orçamento anual para prever o quanto será necessário até o final do ano
e ajustar aquelas contas que se apresentarem inviáveis.

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CAPÍTULO 4 - RESERVA FINANCEIRA

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37
RESERVA FINANCEIRA
“Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você
jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa
reserva de sabedoria, de experiência e de
competência.” ― Henry Ford

Enquanto viver, o futuro chegará. Você ainda não está ciente disso por
causa das suas cresças limitantes. Mais de 80% da população brasileira
não tem uma reserva financeira para uma emergência, para seus
projetos e para a sua proteção financeira. Se você não quer fazer parte
desses números, comece a mudar isso hoje! O dinheiro não perde tempo.

Existem três situações em que é recomendável formar uma reserva:


emergências, compras e viagens. Para conseguir todas, faça uma de
cada vez.

O Futuro é Incerto, Aceite Isso

Existem vários motivos para as pessoas não reservarem uma parte de


sua renda. Vou falar aqui quais são as que eu considero como as mais
importantes pois mostram as cresças limitantes sobre a reserva
financeira:

• E se eu não estiver vivo amanhã?


O mais provável é que você esteja vivo amanhã. Então, pergunto-
lhe: e se você estiver vivo amanhã?

• Eu não sei como será o dia de amanhã!


Se você não sabe como será o dia de amanhã, como saberá que
não terá imprevistos e que precisará de dinheiro para resolvê-los?

• Não sobra nada para eu reservar!


Será mesmo? Você sabe o quanto entra e o quanto sai do seu
orçamento? Sabe para onde está indo seu dinheiro e porquê? Sem
essa de só contas! Seja específico.

• Tenho dívidas, como é que vou conseguir reservar?


Então quite a dívida! Mesmo que seja pagando aos poucos.
Pague primeiro e depois reserve.

• Ganho muito pouco!

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E se ganhasse menos do que ganha atualmente, conseguiria
reservar com que ganha agora?

• Tenho família para sustentar. Como vou reservar?


Se você não tiver uma reserva, como pretende proteger sua
família de emergências financeiras no futuro?

• Vivo hoje e amanhã é outro dia!


Legal, você é o bicho! Mas ontem você sabia que o hoje era seu
amanhã! Vai continuar repedindo as mesmas coisas de sempre ou
vai se preparar para viver melhor e com mais segurança
financeira?

Existem várias outras cresças limitantes. Aqui só listei as que eu


sempre ouço quando pergunto a uma pessoa o motivo dela não reservar.
Não deixe esse tipo de mentalidade afetar você! Sua forma de pensar
afeta sua mentalidade e sua atitude financeira. Se você pensa positivo,
sua atitude vai ser positiva. Agora, se pensar negativo, sua atitude será
negativa. Não pense como a maioria, pense de acordo com o que é
preciso para poder evoluir mais.

Reserva de Emergência

A reserva de emergência serve para cobrir possíveis imprevistos e


problemas financeiros. Mas não confunda: reserva não é o mesmo que
investimento e muito menos poupança. É possível colocar sua reserva
em algum investimento, mas a finalidade dela é funcionar como um
dinheiro guardado embaixo do colchão. A reserva deve ser acessível a
qualquer momento, caso necessário.

O valor mínimo de uma reserva de emergência deve ser equivalente a


seis meses do seu consumo mensal, mas existem outros valores de
referência que você pode utilizar:

• Recomendável
É o valor equivalente a 12 meses do seu consumo mensal.

• Aconselhado
Esse valor deve ser maior que 12 vezes o seu consumo mensal. Este
é o caso de quem tem uma renda variável, como autônomos e
trabalhadores por conta própria.

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Para garantir sua reserva, deve-se definir como ela será feita e em qual
prazo. Uma forma de fazer isso é com o orçamento anual pois você
consegue prever seus eventos futuros. Lembre-se que a reserva de
emergência só deve ser iniciada depois do pagamento de todas as suas
dívidas.

Dica: Faça um melhor aproveitamento das comissões, décimo terceiro


salário, bônus ou outros tipos de renda e complemente a sua reserva de
emergência mais rapidamente. Programe-se, pois construir uma
reserva de emergência leva tempo; formar uma reserva de 6 meses não
pode durar mais do que 2 anos.

Reserva para Viagens e Compras

Uma vez reservado o dinheiro para as emergências, é hora de olhar


para os planos de viagens e compras. Este tipo de reserva deve ser
constituído com um ano de antecedência; o equivalente a duas ou três
vezes o seu salário mensal é o suficiente.

Exemplo:

Salário mensal R$2.500,00


Reserva para viagens e compras R$5.000,00

Essa reserva deve ser consumida um ano depois. Assim, sua próxima
reserva será mantida e você poderá fazer as suas próximas viagens e
compras.

Reserva Financeira

Toda reserva precisa ter a sua finalidade. Como você viu antes, uma
reserva pode servir para emergências ou para compras. A reserva
também pode ter outros objetivos. Dependendo dele, ele será destinado
para algum investimento.

Para acompanhar os recursos destinados para cada finalidade, eles


precisam estar agrupados em um mesmo lugar. Independentemente do
valor, todo mundo precisa definir uma reserva financeira e as demais
reservas de investimentos. Para você entender melhor, veja o gráfico a
seguir:

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40
25% 25%
Investimento 1

Investimento 2

Investimento 3

25% 25%
Reserva Financeira

Patrimônio financeiro R$1.000.000,00

Investimento 1 R$250.000,00
Investimento 2 R$250.000,00
Investimento 3 R$250.000,00
Reserva Financeira R$250.000,00

Isso é apenas um exemplo. Você não precisa segui-lo à risca. Tudo vai
depender dos seus objetivos e da finalidade de cada uma das reservas.
Lembre-se: uma das reservas é para emergências, a outra é para as
compras e as demais devem ser de acordo com o que você definir.

Comece construindo uma reserva de cada vez. Procure outras fontes


de renda para aumentar sua renda total e contribuir para o seu esforço
de poupar. Faça isso pelo menos até conseguir sua reserva financeira.

Seguros e Como Contratar

Conforme as reservas crescem, elas passam a ser destinadas para


compras de alto valor: uma moto ou um carro e uma casa são os
exemplos comuns.

O que é seguro?
O seguro é um contrato assinado entre você e a empresa de seguros
onde ela assume o risco de ocorrer algum imprevisto com o seu bem.

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Por que contratar um seguro?
Ele permite que você possa seguir com o seu planejamento. Pagando
um valor anual, que é chamado de “prêmio”, você assegura o direito de
receber o dinheiro para repor o bem no menor tempo possível, sem ter
que abrir mão dos outros gastos programados para o ano.

O que está coberto?


Isso depende do contrato. Como você verá mais a frente, cada contrato
tem a finalidade de assumir um único tipo de risco. Não existe um
seguro que possa dar cobertura a tudo que é importante na sua vida.

Qual o valor da cobertura?


O valor da cobertura depende de uma série de informações que são
fornecidas quando se assina o contrato. Ele é o que vai determinar o
valor do prêmio; quanto mais caro o seu bem e mais coberturas ele tiver,
maior o valor a pagar para protegê-lo.

O que é a indenização?
É o valor a receber caso ocorra o imprevisto. Por exemplo; você
contrata um seguro para o seu carro e sofre um acidente. Caso o carro
não possa ser recuperado, você recebe em dinheiro o valor definido no
contrato.

Quando contratar?
Assim que concluir a compra. No caso de motos e carros, as próprias
lojas formam convênios com as empresas de seguros para que tudo seja
feito em um só lugar. Portanto, lembre-se de verificar o valor do prêmio
necessário quando constituir a reserva para a compra do bem.

À vista ou parcelado?
Caso haja desconto para pagamento à vista, opte por ele. Na hipótese
de pagamento parcelado, não se esqueça de colocar os valores de cada
parcela no seu planejamento financeiro.

Principais seguros:
• Seguro de vida: tem por finalidade proteger os cônjuge,
filhos e demais dependentes em caso de morte ou invalidez do
principal provedor da família. Na contratação do seguro, é
possível definir quanto a sua família receberá para poder se
organizar financeiramente;

• Seguro de automóvel: protege o seu valor de compra, caso


tenha seu carro roubado ou não seja possível recuperá-lo após um

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acidente. Existe uma infinidade de coberturas e serviços que
normalmente acompanham este tipo de seguro. Pesquise
bastante e só contrate o que você realmente vai usar;
• Seguro viagem: oferece cobertura para os riscos mais
comuns em uma viagem (doença, extravio de bagagens, atrasos
em voos). Seu valor é definido pelas coberturas contratadas e pelo
número de dias de viagem;

• Seguro residencial: esse é um dos seguros mais baratos de


se contratar quando se leva em conta o valor de um imóvel. Os
contratos básicos garantem cobertura para explosão, incêndio e
queda de raio.

Como contratar?
Todo e qualquer seguro deve ser contratado com ajuda de um corretor
de seguros. Ele é o profissional que, uma vez aprovado no Exame
Nacional de Corretor de Seguros, pode exercer essa atividade.

Detalhes do contrato
A contratação de um seguro implica na formalização de 3 tipos de
documentos:

• Proposta: contém as informações necessárias para que a


seguradora saiba o que está sendo segurado;

• Apólice: confirma a aceitação, pela seguradora, do que foi


informado na proposta e das suas respectivas obrigações;

• Endosso: atualiza as informações toda vez que houver


alguma alteração durante a vigência do contrato.

Aposentadoria, Como Começar

Por fim, uma reserva que não pode ser esquecida é a reserva para a
terceira idade. Hoje, as pessoas estão vivendo mais. Enquanto se
discute quais são as possíveis alterações da previdência social, organize-
se para garantir a sua própria aposentadoria.

Se antes o recomendável era guardar 10% da suas entradas mensais


até a aposentadoria, atualmente esse valor precisa ser revisto. Boa
parte da sua renda será garantida pelo seu nível de esforço de poupar
ao longo dos anos. Para que seja possível construir um futuro mais

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seguro, o percentual indicado sobe para pelo menos 20% (volte ao
capítulo 3 para se lembrar de como se faz o cálculo).

Uma forma de tornar esse processo automático é por meio da adesão


de planos de previdência privada. Inseridos entre os produtos
comercializados pelas empresas de seguros, oferecem bastante
flexibilidade para que qualquer um tenha condições de cuidar da sua
segurança na velhice.

Adicionalmente, qualquer reserva acima dos 20% pode ser destinada


para os investimentos. Conforme verá no capítulo 6, eles são
fundamentais para constituir o seu patrimônio e gerar a sua riqueza.
Uma pessoa deve trabalhar após os 65 anos por opção e não pela falta
dela.

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44
Resumo do Capítulo

A vida é feita de imprevistos. Por este motivo, existe a necessidade de


se formar reservas. A primeira delas deve ser a reserva de emergência,
com o equivalente a 12 meses do seu consumo mensal. Conforme forma
as demais reservas, para compras e viagens, você deve levar em conta
os seguros necessários para se proteger. A maior reserva de todas, a
que vai garantir a sua tranquilidade na aposentadoria, não pode ser
esquecida; quanto mais cedo, melhor.

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CAPÍTULO 5 - CRÉDITO E COMPRAS

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CRÉDITO E COMPRAS
“Muitos gastam dinheiro que ainda não ganharam,
comprando coisas de que não precisam, para
impressionar pessoas de quem não gostam.” ― Will
Smith

Você sabe comprar com inteligência e objetividade? Vivemos em um


mundo onde somos constantemente bombardeados: as estratégias de
marketing fazem despertar em nós desejos por bens e serviços que não
precisamos. Além disso, reflita: Você não está fazendo do ritual de ir às
compras um mecanismo de compensação pelo que você não tem no
momento?

Se você tiver condições financeiras, ótimo! Só não esqueça de comprar


com inteligência, pois o dinheiro não é infinito e nem estável. Por outro
lado, se não tiver condições, não compre impulsivamente e muito menos
utilizando o crédito que não é seu. Espere e compre com inteligência,
planejando e tomando boas decisões no momento da compra.

As empresas precisam ter lucro e, portanto, precisam vender. Não é o


produto delas que está em jogo, mas sim o seu dinheiro! Essas empresas
sempre estão preparadas para fisgar o cliente, mas, e você, está
preparado para comprar?

O que é e para que serve o crédito?

O crédito nada mais é do que um recurso financeiro disponibilizado


para facilitar o processo de compra, seja ele um bem ou serviço, um
imóvel ou mesmo capital de giro para abrir um negócio. Para se ter
acesso ao crédito, é preciso ser um bom pagador além de um histórico
de crédito junto aos bancos e lojas.

É muito comum ouvir relatos de pessoas que acabaram ficando


endividadas e inadimplentes. Quero deixar bem claro que o crédito em
si não é o problema; o mau uso pelas pessoas é onde está o problema.

Tipos de Crédito

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Existem vários tipos de crédito; cada um visa atender a um objetivo de
compra. Nunca aceite o crédito que for fácil, pois ele é, via de regra, o
mais caro. Também só utilize o crédito se realmente não houver outra
opção e se a sua capacidade financeira permitir. Relembrando, o crédito
só é ruim para quem não sabe usar.

Cartão de crédito e de lojas


Esses cartões são a forma mais conhecida de se conseguir crédito. O
processo, bastante rápido, só exige uma simples análise de crédito.
Existem dois tipos de cartões de crédito: os vinculados à instituições
financeiras e os de loja (física e virtual). Com tantas opções disponíveis,
você deve tomar muito cuidado. O excesso deles pode trazer inúmeras
dores de cabeça.

O ideal
Dado o alerta, o ideal é manter entre um e dois cartões; o cartão do seu
banco e o cartão de uma loja varejista que comercializa uma grande
quantidade de produtos (alimentos, roupas e acessórios,
eletrodomésticos, etc.). Lembre-se que você também compra em outros
lugares então peça o cancelamento de todos os outros cartões. Quanto
antes, melhor para a sua saúde financeira.

Cuidados e observações
Ao adquirir um cartão, você deve atentar para a proposta de crédito e
evitar ao máximo pagar mensalidades muito altas. Não tenha medo ou
vergonha de perguntar quais as vantagens oferecidas. Se não for usá-
las, é o seu dinheiro que ficará comprometido. Veja abaixo outras
recomendações igualmente importantes:

1° Avalie se o cartão é realmente necessário e estipule um objetivo


claro para usá-lo;

2° Verifique todas as taxas cobradas (inclusive as anuidades) e opte


pelos cartões mais econômicos;

3° Estabeleça limites. Crie uma regra para utilizar o seu cartão e não
perder o controle sobre os seus gastos (lembre-se de como todas as
despesas devem ser incluídas no seu orçamento mensal e anual);

4° Somente utilize o cartão em caso de extrema necessidade e, não se


esqueça, tenha uma reserva financeira de pelo menos 6 meses do seu
consumo mensal. Imprevistos acontecem!

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5° No momento da compra, sempre pague à vista e usando um cartão
de débito. Agora, se houver descontos oferecidos pela bandeira do seu
cartão de crédito, pode usar esse cartão sem problemas.

6° Caso faça uma compra parcelada, quite-a totalmente antes de fazer


uma nova compra parcelada. Fazer muitas compras parceladas ao
mesmo tempo vai deixa-lo totalmente à mercê da sorte (conforme já
falamos anteriormente, é preciso pensar nos imprevistos).

7° Use o cartão preferencialmente para pagamentos parcelados de alto


valor. As pequenas parcelas devem ser evitadas, como você já viu no
capítulo 3.

8° Controle também os seus impulsos no mundo virtual; é muito fácil


perder o controle com as compras que exigem apenas um “clique aqui”.
Use a internet para pesquisar bastante e faça a sua compra de forma
mais consciente.

9° Sempre pague o valor total da fatura no vencimento. Se isso não for


possível, negocie a dívida e deixe de usá-lo.

Tipos de Cartões de Crédito

O cartão de crédito é extremamente útil quando precisamos comprar


online, fazer uma compra antecipadamente e até mesmo quando
precisamos controlar o próprio dinheiro. Talvez você não precise de um
cartão de crédito comum, mas sim, um cartão do tipo “pré-pago” ou de
loja. Existem ainda outros tipos de cartão, mas os três abaixo são os
mais comuns.

Cartão de crédito
São os cartões mais procurados. O limite e o seu tipo são definidos em
função da renda de seu titular. Eles podem ser classificados como
Nacionais, Internacionais, Gold, Platinum e Black. Os quatros
primeiros podem ser solicitados, mas o Black, o mais exclusivo dos
cartões, é concedido apenas mediante convite.

Cada um possui os seus próprios limites e tarifas. Portanto, fique


atento: Para que você vai querer um cartão de crédito Platinum se não
utiliza mais do que R$300,00 por mês no cartão?

Básico e diferenciado
Existem duas categorias à sua disposição: o básico e o diferenciado. O
primeiro, de anuidade menor, serve para fazer compras e pagar contas

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e serviços. O diferenciado, por sua vez, apresenta as mesmas funções e
permite fazer parte dos programas de recompensas mediante o
pagamento de uma taxa.

Importante: Independentemente do cartão que você escolher, não


contrate o seguro! O titular do cartão está amparado pelo Código de
Defesa do Consumidor em caso de fraudes e golpes.

Tarifas
Ao todo, são cinco as tarifas que podem ser cobradas pelas emissoras
dos cartões de crédito, seja ele básico ou diferenciado:

1. Anuidade;
2. Emissão de 2ª via do cartão;
3. Retirada em espécie (função saque);
4. Uso do cartão para pagamento de contas;
5. Pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.

É do seu interesse ter conhecimento das cláusulas principais do


contrato. Guarde-o e procure a administradora caso haja alguma
dúvida em relação às tarifas cobradas.

Cartão de crédito x cartão de débito. Qual a diferença e quando utilizar


A diferença entre as funções “débito” e “crédito” é que o pagamento via
débito exige que os recursos estejam disponíveis na conta corrente para
autorizar a compra. O cartão de crédito, por sua vez, tem um limite
autorizado para gastos e é pago apenas no vencimento da fatura. Ele é
o indicado para compras de alto valor ou quando é possível obter
descontos e benefícios

Juros do cartão de crédito


Os juros dos cartões de crédito são os mais altos do mercado. Apesar
de haver a opção de pagamento mínimo, evite-a a qualquer custo. Se
isso não for possível, pague o mínimo e negocie o valor restante com
juros menores. A legislação já impõe a renegociação para clientes que
não conseguem pagar totalmente a fatura. Obviamente, você não cogita
chegar a este ponto pois assimilou o que foi mostrado nos capítulos
anteriores.

Cancelamento por falta de controle


Caso perceba que o cartão de crédito não é para você, não pense duas
vezes antes de solicitar o seu cancelamento. As emissoras de cartão de
crédito são obrigadas a fazê-lo, mesmo que haja dívidas. O titular
continuará recebendo as faturas, mas estará impossibilitado de fazer

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50
novas compras. Considere como alternativa um cartão de débito ou até
mesmo um cartão de crédito pré-pago.

Cartão de crédito de lojas


Os cartões de crédito oferecidos pelas lojas são bastante limitados; sua
única finalidade é fazer você voltar para a loja e comprar mais. Uma
vez que o cliente deixa de pagar, também cobram as taxas mais caras
do mercado; a varejista que lhe concedeu o cartão vai pegar dinheiro
emprestado no banco para pagar o seu fornecedor. Portanto, vai cobrar
muito mais de você. Recuse sempre quando alguma atendente lhe
abordar com uma proposta de cartão. Pode usar o cartão do seu de
banco sem medo.

Caso se trate de uma grande rede varejista onde você adquire a maior
parte do que precisa, talvez possa solicitar o cartão. Preste atenção para
o que deve levar em conta:

• Tarifas e juros cobrados em caso de inadimplência;


• Anuidade e parcelas mínimas;
• Descontos, promoções e benefícios;
• Vantagens e desvantagens.

Cartão de crédito pré-pago


Na minha opinião, esse é um dos melhores cartões. Oferece
flexibilidade sem a preocupação de se perder o controle. Com ele, é
possível dar a mesada dos filhos com segurança, usar em viagens
internacionais, além de fazer compras e assinaturas online.

Ele funciona como o cartão de débito sendo que não há uma conta
corrente associada. Você precisa colocar créditos antes de usar, da
mesma forma que faz com um celular. Ele pode ser tanto físico como
digital (específico para compras ou assinaturas online).

Observações ao contratar
Ao adquirir um cartão pré-pago, você encontrará tarifas que são
associadas ao uso da rede dos meios de pagamento. Elas são reduzidas
e envolvem basicamente carga, saque e manutenção. Um valor mensal
de R$ 12 é bastante razoável e atenderá à maioria das suas
necessidades.

Exemplo:
Nick, ao escolher um plano de cartão pré-pago, se depara com várias
opções. Para fazer a melhor escolha, ele considera qual vai ser a sua
frequência de recarga e o valor da manutenção. Ele não pensa em usar

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51
a função de saquei já que pode fazer isso gratuitamente na conta
corrente:

PLANO 1
Carregamento de cartão R$ 2,50
Manutenção R$ 5,00

PLANO 2
Carregamento de cartão R$15,00
Manutenção R$ 4,00

PLANO 3
Carregamento de cartão R$ 0,00
Manutenção R$12,00

Ao pesquisar e analisar os valores, decide contratar o primeiro plano,


pois o valor total é de apenas R$7,50 ao mês. No segundo (R$ 19,00) e
no terceiro plano (R$ 12,00), os valores totais são maiores.

Assim, ele decide fazer uma recarga por mês, pagando uma única tarifa
de R$ 2,50. Como ele já fez o seu planejamento, sabe quanto precisa
para suas assinaturas e pagamentos online.

Cheque Especial

O cheque especial é oferecido quando não há mais saldo disponível. Ao


utilizá-lo, pagará juros sobre o saldo devedor. Esta situação se mantém
até que o saldo se torne credor.

Por isso, todo cuidado é pouco quando recorrer a este tipo de crédito.
Como suas despesas continuarão sendo lançadas na sua conta, o valor
devedor aumenta e sobre ele incidem novos juros. Passados alguns dias,
o total a ser reposto pode ser bastante grande. Como são recursos de
fácil acesso e, por conta disso, extremamente caros, acabam sendo
utilizados por pessoas que não formaram uma reserva de emergência.

É sua responsabilidade evitar que isso aconteça! Se tiver que decidir,


use o cartão de crédito e, enquanto não chega a fatura, arrume os
recursos necessários para pagá-la integralmente.

Essa “facilidade” oferecida pelo banco pode ser cancelada a qualquer


momento. É recomendável que o cliente o faça; isso evita um erro

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52
muito comum que é confundir o saldo disponível com o saldo
considerando o limite do cheque especial.

Verifique também se o seu banco cobra uma tarifa de adiantamento ao


depositante. Alguns bancos se utilizam deste expediente quando o
cliente não tem um limite de cheque especial. A tarifa pode variar entre
R$ 10,00 e R$ 290,00 e é cobrada na ocorrência de uma compra por um
valor superior ao saldo de sua conta quando ele não é reposto no mesmo
dia. Falo isso por experiência própria: Eu mesmo comprei uma caneca
de R$ 7,00 sem saber que naquele dia o meu saldo ficou negativo em R$
3,00. O resultado? Paguei uma taxa de pouco mais de R$ 53,00!

Todos os bancos são obrigados a deixar à disposição do cliente a relação


de tarifas e os valores para cada uma delas. O site do Banco Central
também é um bom lugar para se consultar esse tipo de informação.
Lembre-se de solicitar o cancelamento deste serviço pelos meios
eletrônicos oferecidos pelo seu banco.

Demais Opções de Crédito

Crédito Consignado
O crédito consignado tem como principal característica a forma como
ocorre o pagamento das parcelas: o débito é feito diretamente na folha
de pagamento de funcionários (do setor público e privado) ou descontado
dos benefícios recebidos por aposentados e pensionistas. Para que
trabalhadores possam ter acesso ao crédito consignado é preciso que a
empresa tenha convênio com um banco.

Como a sua renda (salário ou benefício) vai servir como garantia, os


juros sobre essas operações são menores. Entretanto, evite contratá-lo
para favorecer outras pessoas pois as parcelas do empréstimo são
descontadas antes mesmo do dinheiro entrar na sua conta.

Crédito Direto ao Consumidor (CDC)


Ele é oferecido principalmente por lojas de departamentos e de veículos
que viabilizam os seus negócios por meio de parcerias com uma
instituição financeira. Entretanto, não é qualquer cliente que entra na
loja que tem acesso ao CDC. Ele não pode conter nenhuma restrição
junto ao seu nome a ainda precisa pontuar bem em um sistema
conhecido como “score de crédito”. Ele tem por finalidade fornecer
informações que possam mostrar ao banco parceiro quais as chances de
inadimplência por parte daquele cliente.

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Se você for um bom pagador, conseguirá levar o bem com condições de
crédito bastante vantajosas. Cuidado apenas para não fazer uma
compra desnecessária; antes de fechar negócio, tenha em mente porque
está comprando.

Crédito Pessoal
Pode ser utilizado para qualquer finalidade, da mesma forma que o
limite do cheque especial. Como dito anteriormente, este é um crédito
para pessoas que não possuem uma reserva de emergência.

Reforço novamente que o crédito em si não é ruim. O problema é o mau


uso dele. Para evitar o uso do crédito pessoal, tenha uma reserva de 3
a 6 meses do seu consumo mensal. Se isso não for possível, reserve nos
meses que houver uma sobra no seu orçamento. É por este motivo que
um capítulo foi inteiramente dedicado a este assunto. O esforço é
realmente importante: não importa se são R$ 5, R$ 10 ou R$ 15. Muitas
vezes, verá que pagará juros caríssimos por falta de R$ 30.

Outras Informações que Você Precisa Saber

Sistemas de Proteção ao Crédito


Os órgãos de proteção ao crédito (SPC, Serasa, entre outros) são os
responsáveis por inserir nos seus bancos de dados os nomes e
respectivos CPFs de pessoas que possuem dívidas vencidas e deixaram
de pagar. Essas informações servem para orientar as empresas nas suas
decisões de venda.

Caso os seus dados estejam inseridos em algum dos sistemas de


proteção ao crédito, procure saber se realmente existe alguma dívida
pendente com a empresa credora. Contrate um advogado e tome as
medidas judiciais necessárias se o cadastro negativo for injustificado.

Os dados que constam junto ao seu cadastro e o seu “score de crédito”


são como a sua reputação nas redes sociais; trazem novos negócios e
condições vantajosas. Subir na pontuação (que pode ir de 0 para 1.000)
deve fazer parte dos seus objetivos para crescer financeiramente. A
diferença que isso fará na sua vida será bastante marcante.

Que Crédito Utilizar


Isso cabe exclusivamente a você pois já conhece os principais tipos de
crédito e para que servem. Portanto, antes de solicitar, pesquise
exaustivamente! Isso é importante para quando for comprar um
eletrodoméstico, um carro ou mesmo uma casa.

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Uma ótima forma ferramenta é o Serasa eCred; por meio dele é
possível fazer uma infinidade de simulações para avaliar qual crédito é
melhor para você e seu objetivo. Quanto mais bem informado e
preparado antes da compra, melhor para o seu bolso.

Use o crédito de forma consciente para que o bem seja seu, pelo tempo
que desejar. Nunca é demais ressaltar que a propriedade só é
transferida quando se encerram as parcelas; até que isso aconteça, você
só tem o direito de uso, como se fosse um aluguel.

Em que Circunstâncias Usar o Cartão de Crédito


Aqui, pretendo me ater ao que é mais utilizado e o principal
responsável por formar pessoas endividadas e inadimplentes.

Quando usar o crédito para comprar:

● Quando é possível obter descontos e benefícios sem precisar fazer


um cartão em toda loja que consumir;

● Quando acontece algum imprevisto é você não tem uma reserva


financeira, ciente de que precisará guardar o valor para pagar a
fatura no mês seguinte;

● Quando efetuar compras de grande valor e a prazo, sabendo que


possui todas as condições de honrar as parcelas até o final. Se a sua
compra puder esperar, compre à vista;

● Quando for pagar meia-entrada ou ter desconto em ingressos de


cinemas e shows, levando em conta que possui condições de pagar a
fatura no mês seguinte;

● Quando faz o acompanhamento de gastos no extrato do cartão de


crédito, para não gastar mais do que deve;

● Quando você estabelece o seu próprio limite de gastos. Voltamos


aqui para o conceito de orçamento e do controle de gastos (despesas
fixas e variáveis). Os comprovantes emitidos pelas maquininhas de
cartão devem ser lançados como qualquer outra despesa. Lembre-se
que ao utilizar o limite, independentemente do valor, você está
usando um dinheiro que não é seu e que funciona como um meio de
pagamento;

● Por fim, quando tiver absoluta certeza de que realmente vai


conseguir pagar a fatura total do cartão.

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55
Quando NÃO Usar o Crédito para Comprar

● Quando não for possível obter descontos e benefícios;

● Quando acontece algum imprevisto, você não tem uma reserva


financeira e muito menos condições de pagar a fatura no mês
seguinte. Neste caso, uma reserva seria muito bem-vinda não?
Pense nisso!

● Quando for comprar a prazo, mas sem condições de honrar as


parcelas até o final. Já não falamos da necessidade de se planejar e
formar uma reserva para compras e viagens?

● Quando não é feito o acompanhamento do uso do cartão por meio


do seu extrato;

● Quando você não estabelece um limite próprio e usa todo o limite


disponível;

● Quando não há um controle do seu orçamento; isso é, quando você


não registra os seus gastos como despesas fixas ou variáveis e,
portanto, não sabe onde e com o que gastou;

● Quando utiliza o crédito emergencial do cartão para pagar contas.


Você será cobrado por isso; não pague a sua conta usando dinheiro
emprestado da emissora de cartões!

● Quando fizer saques com o cartão de crédito. A logística


necessária para oferecer saque a qualquer momento e em qualquer
caixa eletrônico tem um alto custo para os bancos. Esse custo será
repassado para você;

● Quando você não reserva, mesmo que seja pouco, para pequenos
imprevistos (lembre-se do que foi apresentado no capítulo 3);

● Quando não sabe qual a data de fechamento (data em que é


lançada a última despesa do mês) e a data de vencimento
(pagamento) da fatura;

● Finalmente, quando você tiver absoluta certeza de que não tem a


menor condição de pagar, nem mesmo o valor mínimo.

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Pesquisa e Comparação Entre Preços e Qualidade Oferecida
A internet, por oferecer uma grande quantidade de informações,
permite pesquisar antes de comprar produtos e serviços, seja por meio
do Google como através de sites de comparação. É possível inclusive
escolher em que canal de compra: loja física ou virtual.

Veja o que levar em conta antes de decidir:

1. Qual é o produto ou serviço?


Delimite o que está procurando e veja se ele é realmente
necessário.

2. No caso de um produto, ele precisa ser novo ou usado?


A economia compartilhada é uma realidade. Certamente você
vai encontrar alguém que quer vender um produto do qual ele fez
pouco uso.

3. A qualidade e a durabilidade são as ideais para a minha


necessidade?
Veja o que é oferecido em termos de qualidade e durabilidade. A
oferta deve ser a melhor possível considerando o preço que está
disposto a pagar.

4. Qual a forma de pagamento?


Saber como vai pagar também é importante; sempre é possível
obter bons descontos pagando à vista. Lembre-se que o lojista
precisa pagar o fornecedor; ele sempre vai dar prioridade para
receber o mais rápido possível de você.

5. Em quanto tempo deseja ter o produto em mãos?


Se não puder esperar, retire na loja mais próxima. Os prazos
mais curtos de entrega são os que cobram os maiores valores de
frete. Dependendo do que está adquirindo, o frete pode
inviabilizar a compra.

Depois de considerar todos esses pontos, é hora de pesquisar as


melhores ofertas e benefícios. Uma boa fonte para isso é o Google: o
maior e mais famoso buscador do mundo. Seu sistema de algoritmos e
de indexação permite trazer logo no início da lista as informações que
mais se aproximam do que você está pesquisando. Os sites de

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57
comparação de preços, a exemplo do Buscapé
(https://www.buscape.com.br/), também são uma boa referência para
consultas. Ambos não são responsáveis por oferecer produtos e serviços;
sua função é apenas mostrar onde estão as empresas que os
comercializam.

Uma vez encontrada a oferta ideal, verifique se a loja possui CNPJ e


um certificado de segurança. Essas informações estão normalmente no
rodapé da loja virtual. Refine a sua pesquisa e consulte o site “Reclame
Aqui” (https://www.reclameaqui.com.br/) para saber a experiência de
compra de outros clientes.

Planejamento de Compras Parceladas


Uma compra bem-feita é uma compra paga à vista. Nunca é demais
repetir isso. Mas, enquanto está aperfeiçoando a sua vida financeira,
pode surgir a necessidade de uma compra a prazo. Para planejá-la, leia
a orientação a seguir:

Volte ao seu orçamento e veja se possui uma sobra na sua reserva de


compras. É possível que tenha obtido um bom desconto na sua compra
planejada e, portanto, gastou menos do que tinha reservado. Analise
seu orçamento anual e veja se é possível pagar o restante de forma
parcelada.

Faça uma simulação com o seu orçamento, levando em conta seus


gastos diários e os de final de semana. Ajuste os valores para acomodar
as novas parcelas de forma a poder pagar todas elas. Como cada compra
parcelada adicional exigirá ajustes nos seus gastos futuros, evite
contraí-las até terminar de pagar a compra anterior.

Considere a possibilidade de um fato não previsto impedir que você


pague uma ou duas parcelas na vigência do prazo. Veja se é possível
poupar um valor para elas.

Exemplo:
Nick usa o seu cartão para fazer uma compra de R$ 1.200,00. Ele opta
por um parcelamento em 12x de R$ 100,00. Como é uma compra a
prazo, ele faz o registro da seguinte forma:

• Orçamento mensal: despesa fixa de R$ 100,00


• Orçamento anual: despesa variável de R$ 1.200,00

Ele reserva R$ 100,00 de imediato e, nos meses seguintes, guarda R$


20,00 caso um imprevisto o impossibilite de pagar até 2 parcelas.

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Todo esse raciocínio deve ser feito antes da compra. Como citado
anteriormente, as lojas então preparadas para você. Então, não pense
apenas; coloque o processo em prática. Faça as suas anotações e calcule
o que for preciso. Se a reserva não for utilizada até o fim das parcelas,
ela poderá ter outra destinação. Que tal deixar ela crescer?

Planejamento de Compras à Vista


Poder esperar para comprar à vista é o melhor dos mundos. As
condições de compra serão as mais vantajosas possíveis. Se você quer
se planejar para elas, simule no seu orçamento quanto é possível
guardar todo mês até obter o valor total para pagar à vista.

Exemplo:
Nick já terminou de pagar a sua compra parcelada. Desta vez, quer se
programar e pagar um valor menor. O produto que Nick deseja comprar
custa R$ 900,00 à vista ou R$ 1.200,00 a prazo. Ele sabe que o valor à
vista pode variar até o momento da compra, mas sabe também que o
valor de seu dinheiro aumentará se for aplicado em um investimento de
renda fixa. Visto que não precisará formar uma reserva para
imprevistos, está ciente de que guardará mais.

Nick tem a intenção de adquirir o produto em, no máximo, 9 meses.


Levando em conta que o preço pode variar, decide incluir R$ 100,00 a
mais para fazer os seus cálculos:

Valor à vista hoje: R$ 900,00


Previsão do valor no futuro: R$ 900,00 + R$ 100,00 = R$ 1.000,00
Data da compra: em até 9 meses
Valor a ser guardado todo mês: R$ 1.000,00 / 9 = R$ 111,11

Ao analisar tanto o orçamento mensal como o anual, Nick chega à


conclusão que consegue poupar R$ 150,00 por mês. Em quanto tempo
ele poderá fazer a compra?

R$ 1.000,00 / R$ 150,00 = 6,67 (aproximadamente 7 meses)

Depois de 7 meses, Nick vê que pode comprar por um valor menor: R$


850,00 à vista ou R$ 1.150,00 à prazo. Por estar em melhores condições
de negociar, pediu ainda um desconto de 10%:

Valor previsto para a reserva (7 meses): R$ 1.050,00


Valor à vista: R$ 850,00
Desconto de 10%: 0,10 (ou 10/100)

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Valor do desconto: R$ 850,00 * 0,10 = R$ 85,00
Valor final da compra de Nick: R$ 850,00 – R$ 85,00 = R$ 765,00
Valor economizado: R$ 1.050,00 – R$ 765,00 = R$ 285,00

Sem considerar os juros que Nick ganhou durante os 7 meses que o


dinheiro ficou aplicado, ele ficou ainda com uma sobra de R$ 285,00!
Isso equivale a 1/3 do valor do produto que ele se programou para
comprar! Percebeu como esse tipo de simulação é importante? Toda a
vez que comprar à vista, peça um desconto. Também é do interesse do
vendedor fechar a venda.

Ficou claro o propósito de se formar uma reserva para compras e


viagens? Quando ela existe, não há a necessidade de se esperar para
acumular o valor total da sua compra. O montante estará à disposição
e o que sobrar certamente diminuirá o seu esforço para repor a sua
reserva. Além disso, se beneficiará dos juros enquanto a reserva estiver
em algum investimento.

Assim, podemos concluir: a reserva de emergência é para você não


precisar de crédito além daquele que consegue com o seu cartão e a
reserva de compras e viagens é para consumir sem ter que esperar ou
se endividar.
,
O Seu Limite de Crédito e o Seu Dinheiro Não São a Mesma Coisa
Entenda que o cartão de crédito é um meio de pagamento que lhe
oferece um limite de gastos. Já os outros créditos são empréstimos para
você poder adquirir bens e serviços.

Não ficar endividado ou inadimplente implica em se manter o


equilíbrio no uso do crédito disponibilizado para você. Agora que você
já aprendeu como usá-lo e quando é importante evitá-lo, está apto a
fazer o bom uso dele. Lembre-se sempre que é preciso pagar o crédito
que contraiu; se você não tiver dinheiro e não tiver uma reserva, use-o
somente se você tiver certeza de que conseguirá meios de pagar todas
as parcelas.

Como Usar os Descontos e as Promoções


Quantas vezes você já comprou um produto ou um serviço que não
precisava só porque estava em promoção? Não se sinta constrangido
com a sua resposta. Hoje se investe uma grande quantidade de recursos
para se entender o comportamento do consumidor. O simples fato de
navegar em um site já diz muito sobre você; o tipo de informação que
você acessa alimenta vários bancos de dados que são usados para

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pesquisas de marketing. Ao contrário do que muita gente pensa, os
mecanismos de busca não são de uso secreto do governo.

Veja um exemplo prático: Já visitou um site de comercio eletrônico (e-


commerce), se interessou por um produto e passou a vê-lo em vários
outros sites e vídeos? Como eu disse anteriormente, as empresas estão
preparadas para seus clientes!

Então, o que você precisa fazer é bem simples: jamais compre por conta
de descontos, promoções ou outras ofertas! Ter a necessidade de
comprar e encontrar uma promoção é diferente de comprar só por causa
da promoção.

O Barato Pode Custar Caro!


Seja qual for o produto que você comprar, considere sua durabilidade,
resistência e qualidade, além da garantia oferecida. É fundamental que
saiba avaliar e escolher qual o produto realmente adequado para você.
Aqui vou destacar os principais vilões das compras: roupas e calçados e
acessórios de cama, mesa e banho.
Já passou por uma loja com vários departamentos e cujos produtos
mais baratos estão expostos logo na entrada? Vou contar uma
experiência que eu mesmo vivi. Minha família sempre atendeu às
minhas necessidades de segurança, alimentação e educação.
Entretanto, se eu quisesse alguma coisa, precisava trabalhar para
poder comprar. Em função disso e, apesar da pouca idade, eu já era
bastante independente; aos 12 anos, eu já trabalhava e, aos 20 anos, fui
morar sozinho.
Quando me mudei, não sabia nada sobre educação financeira,
autoconhecimento e astronomia; assuntos que me fizeram crescer muito
no curto período de quatro anos. Claro que ainda me considero em
“processo evolutivo” pois sempre acho que posso melhorar. Bom,
voltando à minha breve história, quando fui fazer minha primeira
compra, procurei apenas o que era barato para me vestir e
complementar a minha casa.
Três meses foi o tempo necessário para que tudo, absolutamente tudo,
começasse a cair aos pedaços. O que eu aprendi com isso? Nada!
Continuava com o mesmo ritual de comprar só em função do preço e logo
ver tudo se desfazendo diante dos meus olhos.

Um certo dia, resolvi comprar coisas melhores mesmo que tivesse que
pagar o preço delas. O tempo passou e, depois de um ano, percebi que

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tudo estava em perfeitas condições de uso. Assim, ficou a lição para o
resto da minha vida: nunca mais comprei nada que não tivesse uma
qualidade minimamente aceitável.

Se colocar no seu orçamento todo o gasto que você terá com o que não
tem mais serventia, perceberá que o barato sai caro! Atualmente,
compro com uma frequência bem menor pois sei que o que estou
comprando vai me servir por bastante tempo.

Obviamente que isso não é tudo. É preciso cuidar muito bem dos seus
pertences sejam eles roupas e sapatos ou móveis e acessórios para a sua
casa. Afinal, eles tiveram um custo para você. Quanto maior o valor,
mais horas de seu trabalho esses bens custaram! Por essa razão, fica
aqui a dica: avalie, compra de forma inteligente e cuide!

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62
Resumo do Capítulo

O crédito não é uma maldição do capitalismo. O mau uso dele é o que


leva as pessoas à inadimplência e ao desespero. Como você assimilou
neste capítulo, é preciso entender o que é o crédito, quais as formas
disponíveis, quando e como ele deve ser usado e quando ele deve ser
evitado. A viabilidade do uso do crédito impõe ainda a otimização e a
preservação das reservas. Fazendo isso ao longo dos anos, terá a chance
de melhorar o seu “score de crédito” e obter crédito com cada vez mais
vantagens.

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63
SEGUNDO MÓDULO: INVESTIMENTOS
CAPÍTULO 6 - CONHECIMENTOS
NECESSÁRIOS

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64
CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS
“Se queres saber o valor do dinheiro, tente pedi-lo
emprestado.” ― Benjamin Franklin

A reserva financeira não vai garantir a sua segurança financeira. Uma


vez consumida, você precisa formá-la novamente. Sendo esse o seu
objetivo, não vai lhe oferecer uma vida prospera. Por esse motivo, você
deve investir para poder prosperar financeiramente. Os investimentos
são os meios que vão fazer o seu patrimônio crescer.

Como mencionado no capítulo 4, uma reserva deve ter a sua finalidade.


O mesmo princípio deve ser usado para os seus investimentos. Quando
você investe, empresta o seu dinheiro para que o governo, bancos e
empresas possam desenvolver as suas atividades e te paguem juros por
isso. Portanto, não se esqueça; faça com um motivo em mente.

O Que São Investimentos

Um investimento é feito com a finalidade de se obter uma vantagem


no futuro. Ele serve tanto para a compra de um ativo físico como um
financeiro. No caso do ativo físico, por exemplo, compra-se uma casa
para alugá-la. Já no caso de um ativo financeiro, compra-se um título
distribuído pelo mercado financeiro.

O que isso quer dizer? O mercado financeiro nada mais é do que um


intermediário. Ele faz a ponte entre o investidor e quem precisa de
dinheiro para conduzir as suas atividades. Esse mercado precisa de
regras para funcionar bem; são elas que definem que tipo de “produto”
pode ser negociado ou que tipo de “operação” pode ser fechada.

O que é necessário para começar a investir


Como você assimilou ao longo de sua leitura, uma série de etapas
precisam ser concluídas antes de se começar a investir. Primeiro, deve-
se conhecer quais são as suas receitas e as duas despesas, depois
organizar o seu orçamento e, por fim, direcionar as sobras para formar
as suas reservas de emergência e as de compras e viagens. Investir
implica em entender alguns elementos:

1. Investir não é poupar ou reservar

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65
Poupar ou reservar significa separar dinheiro para um imprevisto ou
para gastar em um momento do futuro. Investir, por sua vez, significa
emprestar o seu dinheiro e receber uma remuneração por isso. Os juros
é a forma de compensar o seu não consumo hoje para que alguém, que
não possui esses recursos, possa consumir.

2. Renda ativa e passiva


Todo mundo conhece o que é uma renda ativa; ela é a renda que você
recebe pelo seu trabalho (seu salário). A renda passiva, por outro lado,
é a renda que você recebe pelo dinheiro que empresta; ou seja, ela não
depende de você estar trabalhando. É o seu dinheiro que faz essa
função.

3. Organização e planejamento financeiro


Não é possível investir se não houver sobras. Voltando à organização
e o planejamento financeiro, uma vez conhecidas quais são as suas
sobras e definidas as reservas, separe 10% da sua receita para investir.
Caso isso não seja possível em um primeiro momento, veja como pode
aumentar a sua renda em 10%. Esse esforço deve ser feito todo mês,
mas, para começar, invista nos meses em que conseguir.

4. Dívidas e reservas
Conforme falamos anteriormente, o mercado financeiro, como um
intermediário, transfere dinheiro de uma ponta para a outra. Ele faz
isso cobrando uma diferença entre as taxas. Explicando melhor; ele
paga uma taxa pelo seu dinheiro que é menor que a taxa que ele vai
cobrar de quem emprestar o seu dinheiro. Se você está na ponta que
pegou emprestado porque fez dívida, saiba que vai pagar o juro maior.
Por isso, faça a sua reserva e pague a sua dívida antes de pensar em
investir.

5. Capital
É o que permite gerar riqueza. O capital nada mais é do que um bem
ou direito que fornecerá frutos ao longo do tempo. Ele pode tomar a
forma de um maquinário que permitirá gerar lucro (bem de capital) ou
de uma aplicação que distribuirá juros (capital financeiro). O capital
não deve ser confundido com dinheiro. Enquanto o dinheiro é um meio
de troca e para uso imediato, o capital tem um propósito específico e de
longo prazo.

6. Conhecimento
Conhecer o máximo possível antes de investir é fundamental. Como
você verá mais a frente, as opções são muitas. Você precisa avaliar,
entre os produtos no mercado, quais os que são mais indicados para

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66
cada um dos seus objetivos. Os investimentos podem ser desde mais
seguros até mais arriscados, sem falar no prazo de cada um deles: curto,
médio ou longo prazo. Não é preciso fazer tudo de uma vez só. Apenas
tenha em mente que, uma vez definido um novo objetivo, é preciso
verificar qual o melhor investimento.

7. Objetivo
Conforme você investe e prospera, você vai perceber que vai sobrar
dinheiro para ir atrás de mais um objetivo. Quanto você acha que ele
vai custar? Em quanto tempo quer alcançá-lo? Reflita sobre essas
questões pois elas permitirão que você se programe para mais este
objetivo também.

8. Documentos
Todo e qualquer investimento precisa ser feito através de uma
instituição financeira. Pode ser o banco, a corretora, uma plataforma
de investimentos ou mesmo um aplicativo. Como e onde você vai
investir e uma decisão pessoal, mas antes, é preciso abrir uma conta.
Os documentos necessários são: RG, CPF, comprovante de endereço e
comprovante de renda. As instituições financeiras são
responsabilizadas junto com os seus clientes em casos de fraude e
corrupção. Portanto, elas querem se certificar antes de começar a fazer
negócios com você.

9. Corretora
Uma corretora também é uma intermediária do sistema financeiro; ela
oferece boa parte do que está disponível para investimento no mercado
financeiro. Como você verá mais a frente, sua função é comprar e
vender tanto títulos de renda fixa como os de renda variável. Ela faz
isso através da cobrança de uma comissão por cada operação; essa taxa
pode ser tanto um valor fixo como uma porcentagem do valor de suas
negociações. Além disso, pode cobrar a taxa de custódia já que faz o
controle e a guarda dos investimentos que estão em seu nome.

10. Evoluir e crescer


Sua evolução financeira anda junto com a sua evolução física e mental.
Seus investimentos e o seu patrimônio não crescerão se você não
aprender, se informar e investir. Esse processo não termina nunca.
Lembre-se que o objetivo final é a liberdade financeira. Ela só será
alcançada caso tenha investimentos que forneçam a renda passiva para
sustentá-lo.

Outras Informações Importantes

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Que tal aprender um pouco mais sobre os outros componentes que
passarão a fazer parte do seu dia a dia?

Selic
Taxa básica da economia. Ela é a menor taxa encontrada na economia
e, por este motivo, serve como referência para todas as operações de
crédito. Seu objetivo principal é ajudar no controle da inflação. Quanto
mais alta, menos as pessoas se sentem estimuladas a gastar.

Inflação
Aumento de preços generalizado para os bens e serviços oferecidos na
economia. Um alto índice de inflação pode ser bastante prejudicial pois,
primeiro os preços sobem e depois o salário acompanha. Qualquer
investimento deve, no mínimo, seguir a inflação para que você possa
comprar no futuro a mesma quantidade do que compra hoje.

Taxas
Representa os juros. É o custo que você vai cobrar para emprestar o
seu dinheiro. Os juros dependem de uma série fatores: Quem vai tomar
o seu dinheiro? Por quanto tempo? Qual a finalidade do empréstimo?
Para um mesmo nível de risco, quanto maior os juros, maior o benefício
de se investir.

CDI (Certificado de Depósito Interbancário)


Os bancos também emprestam entre si. Esse mercado, conhecido como
mercado interbancário, define as taxas que um banco cobra para
emprestar para o seu concorrente. Essas operações duram 1 dia útil e
servem para atender as demandas por crédito dos clientes de uma
instituição financeira. Elas acompanham de perto a taxa Selic, sendo
um pouco maiores para refletir o risco do setor bancário como um todo.

FGC (Fundo Garantidor de Créditos)


O país já passou por vários períodos de instabilidade e esses momentos
serviram como um grande aprendizado. Quebras de instituições
financeiras e corridas bancárias ficaram no passado. O FGC é um
mecanismo onde todas as instituições financeiras participantes
contribuem para um fundo que garante as contas de seus clientes até o
limite de R$ 250.000,00. Fique atento: os fundos de investimento não
possuem cobertura do FGC. Apenas invista em um fundo quando
entender como ele funciona e no que ele aplica.

IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)

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Ele é um imposto federal cobrado sobre uma série de operações
financeiras que vão desde as operações de crédito até as operações de
compra de moeda estrangeira para as suas viagens ao exterior.

Para a parte de investimentos, que é o que estamos falando aqui, é


importante você saber que, se decidir investir em renda fixa (que é o
que você aprenderá no próximo capítulo), precisa manter o dinheiro
aplicado por um período de pelo menos 30 dias para não pagar o IOF
sobre o rendimento.

Imposto de Renda
Esse item pode te ajudar muito na hora de enriquecer. O Brasil recolhe
mais impostos sobre o consumo e o trabalho do que sobre a renda.
Assim, use isso a seu favor. Quando for escolher o tipo de investimento,
saiba que ele pode ter uma taxa máxima de 22,5% e uma mínima de 0
(zero). Isso mesmo, é possível investir e não pagar nada de imposto.
Não é sonegação. É totalmente legal! E lembre-se, a tributação é apenas
sobre o rendimento e não sobre o valor total aplicado.

Diversificação
A diversificação acontece quando você investe em vários produtos
financeiros. Você já sabe que cada objetivo deve ter a sua reserva e cada
reserva deve ter o seu investimento. Mas, e quando chegar no ponto em
que consegue alcançar os seus objetivos e ainda sobra dinheiro? Ele
deve ser usado para mais investimentos.

Estudos já comprovaram que possuir diferentes investimentos ao longo


do tempo reduz o risco da sua carteira e aumenta o retorno esperado.
No inicio da formação do seu patrimônio, procure os produtos de prazo
mais curto e que sejam de risco menor. Uma vez atingido este ponto,
siga para os de médio prazo e com um risco intermediário. Aplicações
de alto risco e longo prazo devem vir por último. Elas ajudarão no
esforço de fazer os seus recursos crescerem mais rapidamente.

Rendimento nominal, inflação e rendimento real


Entender a diferença é muito importante. O rendimento nominal é o
rendimento do seu investimento. A taxa de inflação, conforme citado
anteriormente, é a taxa que mede a variação dos preços de bens e
serviços na economia. Assim, o rendimento real é o rendimento nominal
quando se desconta a inflação. Colocando em outros termos, é o quanto
sua riqueza aumentou em comparação ao resto da economia. Se o seu
rendimento nominal for igual à inflação, você apenas garantiu que
poderá comprar as mesmas coisas no futuro.

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69
Cuidado! Título de capitalização não é investimento!
Ele é apenas um tipo de contrato onde você se compromete a fazer
contribuições frequentes durante um período e tem, como
contrapartida, o direito a participar de sorteios. Portanto, não é um
investimento. Você poderá sacar o saldo de volta no final do prazo
estipulado, mas perceberá que ele é menor do que a soma de todas as
suas parcelas corrigidas pela inflação. Conforme avançar em sua
leitura, vai perceber outras e melhores formas de prosperar e melhorar
a sua vida financeira.

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70
Resumo do Capítulo

Investimento e prosperidade andam lado a lado pois investir nada


mais é do que emprestar dinheiro para financiar atividades e projetos e
receber um rendimento por isso. Por este motivo, reconhece a
importância do mercado financeiro e dos produtos que distribui.
Entender o seu funcionamento e os termos associados, antes de colocar
o seu dinheiro para trabalhar, evitará que leve gato por lebre.

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CAPÍTULO 7 - A RENDA FIXA

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72
A RENDA FIXA
“Seria muito mais certo dizer que o dinheiro é um dos maiores
instrumentos de liberdade já inventados pelo homem.” ― Friedrich
Hayek

O investidor dá os seus primeiros passos no mercado de renda fixa. Ele


reflete exatamente o conceito de se emprestar dinheiro; empresta-se
hoje para alguém que, mediante o pagamento de uma taxa de juros, lhe
devolverá esses recursos no futuro. Por esse motivo, ele é simples e fácil
de entender. Além disso, os investimentos classificados como renda fixa
são mais seguros, atraindo o interesse dos investidores iniciantes até
que adquiram mais conhecimento e familiaridade.

O que é Renda Fixa

Quando o investimento é em renda fixa, já se sabe de antemão qual a


taxa que você receberá, ou seja, os juros.

Como funciona
Esse tipo de investimento funciona com base nas seguintes
informações:

• Valor inicial – é o valor do seu investimento;


• Taxa de juros – é o pagamento pelo “aluguel” do seu
dinheiro;
• Prazo – por quanto tempo você vai emprestar o seu dinheiro;
• Valor final – é o valor que será devolvido.

Exemplo:
Nick vai ao caixa eletrônico da sua agência e, no trajeto, encontra o
gerente do banco. Durante uma conversa rápida, o gerente lhe informa
que naquela semana o banco estava oferecendo uma aplicação de renda
fixa com uma taxa mais alta. Nick se interessa e pede mais detalhes.
O gerente, então, lhe mostra a pilha de panfletos no balcão:

Valor inicial – R$ 1.000,00


Taxa de juros – 7% ao ano (como explicado antes, 7/100 ou 0,07)
Prazo – 1 ano

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Nick se lembra da reserva financeira de R$ 1.000,00 que formou para
investimentos e decide emprestar seu dinheiro para o banco por um ano.
Ele faz as contas para saber quanto vai receber:

1.000,00 * 0,07 = 70,00


Valor final = R$ 1.000,00 + 70,00 = R$ 1.070,00

Esse foi apenas um exemplo prático, quando for investir sempre opte
pelas corretoras e não os grandes bancos.

Pré-fixado ou pós-fixado
Quando a taxa é definida no momento de se fazer o investimento, como
no caso de Nick, ela é chamada de taxa pré-fixada. Entretanto, existe
a opção de contratar uma taxa pós-fixada, que varia ao longo do tempo
e é apenas conhecida no vencimento. Esse é o caso dos investimentos
que seguem a taxa Selic ou a taxa do CDI, explicadas no capítulo
anterior.

Tipos de Investimento de Renda Fixa

Títulos públicos
É por meio do título público que se empresta para o governo. Os
recursos captados são destinados para as suas atividades tais como
educação, saúde e segurança. O título público é extremamente seguro
e pode ser encontrado com as seguintes opções:

• Taxa Prefixada (LTN e NTN-F) – a taxa é definida no


momento da compra;
• Taxa Pós-fixada (Tesouro Selic) – segue a taxa básica da
economia (SELIC);
• Taxa Indexada à Inflação (Tesouro IPCA+) – acompanha a
inflação, além de oferecer uma rentabilidade adicional.

Fique atento: cada título possui um valor mínimo e um prazo.

O Imposto de renda aplicável sobre os rendimentos dos títulos públicos


é o mesmo para a maioria das aplicações de renda fixa:

• 22,50% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer


em 6 meses;
• 20,00% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer
entre 6 meses e 1 ano;
• 17,50% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer
entre 1 ano e 1 ano e seis meses;

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• 15,00% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer
após 2 anos.

Percebe-se aqui a importância do planejamento na hora de se investir;


quanto mais tempo esperar, menor o imposto cobrado sobre o seu
rendimento.

Tesouro Direto
O investimento em títulos públicos é feito através do Tesouro Direto;
plataforma disponível na internet que permite ao investidor selecionar
quais títulos quer comprar. Os valores mínimos exigidos são bastante
baixos e, por isso, qualquer um que tenha uma conta aberta pode
participar (caso necessário, volte ao capítulo 6 para relembrar os
detalhes sobre a abertura de conta).

CDB (Certificado de Depósito Bancário)


Título em que o investidor empresta os seus recursos para um banco.
Ele pode oferecer uma taxa pré-fixada ou pós-fixada. Os juros
dependem da solidez da instituição; desconfie se a taxa oferecida for
muito alta.

O Imposto de renda aplicável sobre os rendimentos dos CDBs é o


mesmo que a maioria das aplicações de renda fixa:

• 22,50% se o vencimento ocorrer em 6 meses;


• 20,00% se o vencimento ocorrer entre 6 meses e 1 ano;
• 17,50% se o vencimento ocorrer entre 1 ano e 1 ano e seis
meses;
• 15,00% se o vencimento ocorrer após 2 anos.

LF (Letra Financeira)
Esse título é muito parecido com um CDB mas com um prazo de
vencimento necessariamente maior que 2 anos. Por este motivo, oferece
uma rentabilidade maior. Os juros são distribuídos ao longo do tempo
e, portanto, seguem as mesmas regras de tributação:

• 22,50% se o pagamento dos juros ocorrer em 6 meses;


• 20,00% se o pagamento dos juros ocorrer entre 6 meses e 1
ano;
• 17,50% se o pagamento dos juros ocorrer entre 1 ano e 1 ano
e seis meses;
• 15,00% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer
após 2 anos.

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Fique atento: a LF não é garantida pelo FGC (Fundo Garantidor de
Crédito)!

Debênture
Título semelhante à LF mas, desta vez, o investidor empresta recursos
para uma empresa. Sua finalidade é atender às necessidades de médio
e longo prazo (por exemplo, expandir as suas atividades). Os
pagamentos de juros também são distribuídos ao longo do tempo. Esses
títulos, por não serem de natureza bancária, fazem parte do mercado de
capitais. Isso significa que são negociados pelas próprias corretoras,
que podem cobrar uma taxa por isso.

O Imposto de renda aplicável sobre os rendimentos das debêntures é o


mesmo da maioria das aplicações de renda fixa:

• 22,50% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer


em 6 meses;
• 20,00% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer
entre 6 meses e 1 ano;
• 17,50% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer
entre 1 ano e 1 ano e seis meses;
• 15,00% se o vencimento ou o pagamento dos juros ocorrer
após 2 anos.

Entretanto, existe um tipo de debênture que se chama debênture


incentivada. Ela serve para que empresas concessionárias possam
investir em infraestrutura (estradas, portos, aeroportos, usinas, etc.).
Essas debêntures podem ter um vencimento bastante longo, mas
oferecem um benefício adicional: o imposto de renda sobre o rendimento
é zero.

Fique atento: a debênture também não é garantida pelo FGC (Fundo


Garantidor de Crédito). Informe-se o máximo que puder sobre a
empresa antes de investir.

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do


Agronegócio)
A LCI e a LCA se parecem muito com o CDB. A única diferença é que
os recursos que você empresta para o banco precisam ser direcionados
especificamente para atividades do setor imobiliário ou da cadeia do
agronegócio.

Por outro lado, ao contrário do CDB, ambas são isentas do imposto de


renda; ou seja, o imposto de renda é zero.

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CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de
Recebíveis do Agronegócio)
O CRI e o CRA também se destinam para o financiamento de
atividades imobiliárias e do agronegócio e contam com a isenção do
imposto de renda. A diferença é que não são emitidos por bancos; tal
como as debêntures, fazem parte do mercado de capitais e são
negociados pelas corretoras. Por este motivo, não contam com a
garantia no FGC.

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77
Resumo do Capítulo

Todo investidor começa pela renda fixa pois entende o seu conceito e
sabe que é seguro. Uma vez que ele tem um valor para aplicar (valor
inicial), pode decidir a taxa e o prazo de seus investimentos. Ele pode
escolher entre uma infinidade de títulos, levando em conta se são
emitidos pelo governo, bancos ou empresas; se contam com a garantia
do FGC e; por fim, como os seus rendimentos são tributados.

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CAPÍTULO 8 - A RENDA VARIÁVEL

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79
A RENDA VARIÁVEL
“Aprendi com os americanos que um empreendedor não pode
ter medo de errar. Pelo contrário, é preciso reconhecer os erros
e aprender com eles para melhorar e seguir adiante. Os
investidores sabem disso. Antes de pôr dinheiro num negócio,
eles procuram saber se o empreendedor e as pessoas que o
cercam têm condições de tirar suas ideias do papel.” ― Bel
Pesce

A principal característica dos investimentos em renda variável é que,


ao contrário da renda fixa, não é possível saber de antemão o seu
resultado. A incerteza é maior, mas o retorno, no longo prazo,
favorecerá a formação da sua riqueza. Por este motivo, os investimentos
em renda variável são os últimos a serem constituídos.

Como Esse Mercado Funciona

O mercado de renda variável é organizado de forma que os seus ativos


(uma ação ou um contrato, por exemplo) possam trocar de mãos
facilmente. Isso ocorre por meio de um local de negociação; a bolsa de
valores. Como esse lugar concentra todas as operações, os preços em
que os seus negócios são fechados passam a representar uma referência
de quanto um ativo vale. Explicando melhor, o preço é o quanto o ativo
vale naquele momento. O valor amanhã não será o mesmo de hoje e tão
pouco o mesmo da semana passada.

Tipos de Investimento de Renda Variável

Ações
Uma ação é uma parte de uma empresa. Cuidado para não confundir
com uma debênture. Conforme explicado anteriormente, a debênture
implica em emprestar para uma empresa durante um período e
mediante uma taxa. A ação, por outro lado, faz de você um sócio da
empresa. O que isso quer dizer?

Ter ações significa que você terá direito aos resultados dela, tanto os
diretos quanto os indiretos. Vamos olhar isso com mais atenção:

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80
• Resultado direto: a empresa gera lucro e distribui uma
parte desse lucro para os seus acionistas. Aqui estamos falando
dos “dividendos”;
• Resultado indireto: a empresa gera lucro e mais pessoas
querem comprar ações dela. Aqui estamos falando do “ganho de
capital”; ou seja, quando você vende a sua ação por um preço
maior do que pagou.

Percebe-se então que, apesar de haver um ganho direto das atividades


da empresa e um ganho indireto gerado pela demanda do mercado,
ambos não eram conhecidos quando você decidiu ser sócio da empresa.
Como investir então, sem ter que correr um grande risco?

Informe-se! Entenda como a economia funciona (isso você verá mais


para a frente), leia sobre os setores de seu interesse nos veículos de
imprensa especializados e acesse as páginas das empresas na internet.

As corretoras também podem ajudar. Muitas têm equipes de analistas


que fazem visitas frequentes às empresas, tiram dúvidas com os seus
diretores e acompanham os seus dados financeiros quando elas
divulgam os seus relatórios trimestrais. Investir só porque o seu colega
de trabalho resolveu fazê-lo é dar a si mesmo a oportunidade de levar
uma bela sova de gente bem mais preparada que você.

Tendo isso em mente, atente para algumas recomendações de quem já


começou e se deu bem:

• Compre ações aos poucos e todo mês: evite comprar quando


todos estão comprando e vender quando todos estão vendendo.
Seu objetivo não é especular, é crescer financeiramente;
• Use também os seus dividendos: eles servem para comprar
mais ações. Você investe sem usar nada além do que estava
previsto, mas verá na prática o seu dinheiro trabalhando para
você;
• Diversifique: como citado anteriormente, muitos estudos já
comprovaram que é possível montar uma carteira de
investimentos que ofereça mais retorno com um menor risco.
Faça o mesmo com a sua carteira de ações, colocando empresas
que estão investindo e crescendo rápido com outras que pagam
bons dividendos.

Exemplo:
Nick já fez os seus investimentos de renda fixa com vencimentos no
curto e o médio prazo. Com um patrimônio financeiro maior, está

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81
pronto para começar a investir em ações. Ao longo dos anos, criou o
hábito bom (lembra dele?) de ler jornal e atualmente é assinante de uma
revista de negócios. Ele consegue reservar R$ 1.000,00 por mês para
investir em ações.

Ele acompanha no jornal como a crise reduz os investimentos e o


crescimento, mas lê, em uma reportagem da revista, que uma empresa
de papel e celulose tem planos de investir em uma fábrica que vai
atender os seus clientes no exterior.

Ele entra no site institucional da empresa de papel e celulose para


aprender tudo o que pode sobre ela: que tipo de papel ela produz, quem
são os seus clientes, quanto vai precisar para construir a fábrica, quem
são os seus concorrentes, como cuida de suas florestas, etc. Contando
ainda com a ajuda de um relatório sobre o setor, distribuído pela a sua
corretora, ele aprende sobre os principais indicadores financeiros.

Uma vez informado, ele entra no home broker, plataforma de sua


corretora, e vê que o preço da ação é R$ 100,00. Ele então compra 10
ações. Ele passa a fazer isso todo mês:

Ano 1
Preço Total
(R$) Quantidade (R$)
Janeiro 100,00 10 1.000,00
Fevereiro 102,00 10 1.020,00
Março 97,00 10 970,00
Abril 105,00 10 1.050,00
Maio 90,00 10 900,00
Junho 95,00 10 950,00
Julho 101,00 10 1.010,00
Agosto 100,00 10 1.000,00
Setembro 105,00 10 1.050,00
Outubro 97,00 10 970,00
Novembro 100,00 10 1.000,00
Dezembro 100,00 10 1.000,00

Total investido no Ano 1: R$ 11.920,00


Total de ações no Ano 1: 120

No segundo ano, ele recebe dividendos de R$ 6,00 por ação:


120 ações * R$ 6,00 = R$ 720,00
Ele usa esse valor para comprar mais 7 ações

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Ano 2
Preço Total
(R$) Quantidade (R$)
Dividendos 100,00 7 700,00
Janeiro 100,00 10 1.000,00
Fevereiro 105,00 10 1.050,00
Março 95,00 10 950,00
Abril 105,00 10 1.050,00
Maio 90,00 10 900,00
Junho 93,00 10 930,00
Julho 102,00 10 1.020,00
Agosto 100,00 10 1.000,00
Setembro 100,00 10 1.000,00
Outubro 95,00 10 950,00
Novembro 101,00 10 1.010,00
Dezembro 100,00 10 1.000,00

Total investido no Ano 2: R$ 12.560,00


Total de ações no Ano 2: 127

No terceiro ano, ele recebe dividendos de R$ 5,00 por ação:


Total de ações no Ano 2: 120 ações do Ano 1 + 127 ações do Ano 2 = 247
ações

247 ações * R$ 5,00 = R$ 1.235,00


Ele usa esse valor para comprar mais 12 ações

Ano 3
Preço Total
(R$) Quantidade (R$)
Dividendos 100,00 12 1.200,00
Janeiro 101,00 10 1.010,00
Fevereiro 95,00 10 950,00
Março 97,00 10 970,00
Abril 101,00 10 1.010,00
Maio 105,00 10 1.050,00
Junho 95,00 10 950,00
Julho 103,00 10 1.030,00
Agosto 100,00 10 1.000,00
Setembro 100,00 10 1.000,00
Outubro 103,00 10 1.030,00
Novembro 92,00 10 920,00
Dezembro 101,00 10 1.010,00

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83
Total investido no Ano 3: R$ 13.130,00
Total de ações no Ano 3: 132

No quarto ano, ele recebe dividendos de R$ 6,50 por ação:


Total de ações no Ano 3: 120 ações do Ano 1 + 127 ações do Ano 2 + 132
ações do Ano 3 = 379 ações

379 ações * R$ 6,50 = R$ 2.463,50


Ele usa esse valor para comprar mais 24 ações

Ano 4
Preço Total
(R$) Quantidade (R$)
Dividendos 100,00 24 2.400,00
Janeiro 102,00 10 1.020,00
Fevereiro 95,00 10 950,00
Março 98,00 10 980,00
Abril 101,00 10 1.010,00
Maio 106,00 10 1.060,00
Junho 94,00 10 940,00
Julho 105,00 10 1.050,00
Agosto 100,00 10 1.000,00
Setembro 100,00 10 1.000,00
Outubro 105,00 10 1.050,00
Novembro 92,00 10 920,00
Dezembro 101,00 10 1.010,00

Total investido no Ano 4: R$ 14.390,00


Total de ações no Ano 4: 144

Depois de quatro anos, a nova fábrica fica pronta e a empresa passa a


vender o dobro para os seus clientes.

Nick entra no home broker e vê que o preço da ação é R$ 145,00. Ele


sabe que o preço subiu porque mais investidores querem comprar ações
da empresa; ela agora é mais lucrativa em função da nova fábrica. Ele
resolve vender parte das suas ações:

Total investido no Ano 1: R$ 11.920,00


Total de ações no Ano 1: 120
Preço Atual: R$ 145,00

145,00 * 120 = R$ 17.400,00

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84
Lucro = R$ 17.400,00 – R$ 11.920,00 = R$ 5.480,00
Dividendos recebidos no período de 4 anos = R$ 4.418,50
Ganho total = R$ 9.898,50

Por meio desse exemplo, que não incluiu as taxas cobradas pela
corretora para facilitar o seu entendimento, você percebeu o que é
necessário saber antes de investir em ações, como comprar, o efeito dos
dividendos e como vender. Viu ainda que Nick ganhou dinheiro, mesmo
não vendendo tudo, e não pagou nada de imposto de renda.

Tanto os dividendos recebidos como as operações com ações que não


ultrapassarem R$ 20.000,00 por mês são isentos de imposto de renda.

Fundo Imobiliário
Um fundo imobiliário é constituído por meio de cotas (e não ações) e
tem por finalidade investir em ativos imobiliários tais como shopping
centers, prédios comerciais e galpões industriais. Eles podem ter tanto
um único imóvel como vários imóveis. Os fundos imobiliários permitem
investir neste setor de forma diversificada pois o valor de uma cota e
muito menor do que o valor de um imóvel. Ao invés de distribuir um
dividendo, um fundo imobiliário distribui mensalmente os aluguéis dos
imóveis que possui. Também chamados de proventos, essa renda é
isenta de imposto de renda. Por outro lado, o outro tipo de ganho, o
ganho de capital decorrente da negociação das cotas em bolsa de
valores, é tributado em 20%.

Existe ainda uma infinidade de investimentos em renda variável.


Alguns deles, citados abaixo, exigem um conhecimento muito mais
específico. Por este motivo, não serão explicados com o mesmo nível de
detalhe:

Ouro
O ouro é um metal negociado no mundo todo. Ele funciona como um
ativo de proteção (por exemplo: em casos de inflação alta, onde não é
possível manter o poder de compra do dinheiro).

No mercado brasileiro, ele pode ser comprado e vendido por lotes: Lote
Padrão de 250 gramas, Lote Fracionário de 10g e Lote Fracionário de
0,225 gramas.

Para a sua segurança, o metal negociado fica custodiado em empresas


autorizadas, evitando o risco de ter que guardá-lo em casa.

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Câmbio

O mercado de câmbio é o mercado onde se troca uma moeda por outra.


Apesar de não ser um mercado de bolsa, envolve os mesmos
participantes (as instituições financeiras). Já na outra ponta, estão os
agentes que utilizam moedas internacionais para realizar as suas
atividades (importadores, exportadores e investidores).

Atuando como intermediários (compram moeda estrangeira do


exportador e vendem moeda estrangeira para o importador), bancos e
corretoras ganham na diferença de preço entre as cotações de compra e
a de venda (aproximadamente 6%).

Derivativos

Os derivativos são representados pelo mercado futuro e pelas opções.


Eles nada mais são do que contratos pré-definidos cujas características
derivam de um ativo. Por este motivo, os chamamos de “derivativos”.

Neste tipo de mercado, que é negociado em bolsa, transfere-se para a


contraparte o risco de uma oscilação futura no preço de um ativo. Ele
pode ser tanto físico (uma mercadoria negociada internacionalmente
como açúcar, soja, etc.) como financeiro (uma moeda, uma taxa de juros
ou um índice de bolsa). Assim, são instrumentos que atendem às
empresas e instituições financeiras que precisam fazer a gestão do risco
de suas atividades diárias.

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86
Resumo do Capítulo

O investimento em renda variável, por envolver um maior grau de


incerteza, só deve vir quando você já tiver outras opções em sua carteira.
Aprenda o máximo que puder e tome o tempo que for necessário antes
de começar. Uma vez ciente de que pode ganhar muito no longo prazo,
seja consistente, reaplique os dividendos e os proventos e diversifique.

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87
TERCEIRO MÓDULO: MENTALIDADE E
ATITUDE FINANCEIRA
Finalmente, você chegou na parte mais importante do e-book. Aqui,
vamos mostrar como mudar a sua forma de pensar e agir,
financeiramente e mentalmente. De nada adianta todo o processo de
aprendizado que você teve até aqui se não puder usar esse
conhecimento a seu favor.

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CAPÍTULO 9 - MENTALIDADE FINANCEIRA

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89
MENTALIDADE FINANCEIRA
“Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso
contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário.” ―
Augusto Cury

Pare de pensar como a maioria das pessoas e livre-se das atitudes


pobres. Uma pessoa pobre pode até não ser rica financeiramente, mas
quando ela também é pobre mentalmente e em suas atitudes, ela
somente” vive para sobreviver”, ao invés de “viver”.

Educação financeira não diz respeito apenas ao dinheiro, mas também


à sua forma de agir e pensar sobre dinheiro. Ele é só uma ferramenta
e, para poder dominar uma ferramenta, é preciso saber o que fazer com
ela.

Como Reverter Essa Mentalidade de Pobreza

Não é fácil reverter essa mentalidade, principalmente quando


crescemos aprendendo a ser pobres. Isso mesmo! Ao longo dos anos,
fomos privados das habilidades e conhecimentos necessários para a
nossa qualidade de vida, restando apenas trabalhar e esperar uma
aposentadoria quando envelhecermos.

A educação formal é útil até certo ponto, mas ela não vai fazer você
evoluir. São as suas escolhas que vão fazer isso. Não é errado ter um
emprego e se aposentar. O problema é quando não somos valorizados e
dependemos do governo para garantir a nossa aposentadoria e os nossos
benefícios trabalhistas.

O primeiro pensamento que você precisa fixar é que não deve depender
de governo algum. Ou seja, não dependa do sistema.

O segundo pensamento diz respeito ao seu trabalho. Não deixe que


ninguém o desvalorize. Não é todo trabalho que é digno. Busque
sempre fazer algo que lhe interesse. O dinheiro virá como consequência.

Minha experiência é bastante ilustrativa: comecei trabalhando em


uma fábrica, onde eu tinha uma função totalmente diferente da de um
simples ajudante geral, mas recebendo o mesmo salário de um. Tentei
sem sucesso, e por várias vezes, uma remuneração melhor. Na época,

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eu não tinha os conhecimentos necessários, mas, com o tempo, fui
aprendendo aos poucos e evoluindo mentalmente.

Ao longo de 3 anos, quitei minhas dívidas, comecei a minha reserva de


emergência, passei a investir e adotei atitudes que me permitiram
melhorar. Mesmo evoluindo, não larguei meu emprego e esperei o
tempo certo para sair. Como você pode ver, não aconteceu da noite para
o dia.

Tudo começou com a minha forma de pensar. O fato de não querer


mais aquela vida me fez buscar respostas para o que fazer e como fazer.
Você só vai mudar sua mentalidade quando querer mudar por si próprio
e aceitar as mudanças. Uma pessoa tem muita dificuldade para mudar
outra pessoa, mas quando a mudança vem de dentro de si, ela é
totalmente diferente! Não espere que esse processo aconteça
rapidamente; ele leva tempo pois é preciso se adaptar à essa nova
mentalidade financeira.

Pensamentos

Nossos pensamentos são muito perigosos para nós mesmos e para as


pessoas ao nosso redor. Principalmente quando se trata de dinheiro.
Como dito antes, o dinheiro mexe com nosso psicológico, sendo um
influenciador e tanto na tomada de decisões. Para não correr o risco de
o dinheiro mudar você ou seus pensamentos, você precisa entender que
dinheiro é só dinheiro. Ele vem e vai, como tudo na vida.

Como o dinheiro é um influenciador, ele pode gerar pensamentos


distintos em determinados momentos e situações financeiras. Por
exemplo: nossos pensamentos negativos nos afetam fisicamente quando
não conseguimos fechar o mês com as contas pagas ou temos
imprevistos para os quais não estamos preparados. O resultado?
Ficamos doentes, fracos e até mesmo desesperados. O pior acontece
quando as pessoas ao nosso redor, como a nossa família, recebem essa
carga negativa. As consequências são conhecidas por todos: brigas e
desentendimento familiar.

Agora, quando ocorre o contrário, nosso pensamento é totalmente


positivo! Estamos preparados e com dinheiro, pois nos antecipamos,
sabendo que existe a possibilidade de acontecer algo a qualquer
momento.

A falta de dinheiro não pode te abater durante os momentos


financeiros difíceis. As dificuldades fazem parte do dia a dia e nada

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91
nesse mundo é fácil. Caso você esteja nessa situação, a primeira coisa
a fazer e mudar seus pensamentos:

1. Não deixe que os pensamentos negativos dominem e te


deixem fraco e vulnerável;
2. Troque pensamentos negativos por positivos. Se não tem
dinheiro, procure formas de ganhá-lo. Não dependa só de
emprego! Se não tem emprego, procure trabalho e se não tiver
trabalho, crie um.

3. Lembre-se que dinheiro é só dinheiro. Não é o fim do mundo


e não fique desesperado.

4. Jamais envolva os seus filhos, principalmente se forem


crianças, e jamais demonstre fraqueza diante presença deles.
Lembre-se: primeiro os filhos aprendem com os pais. Você vai
querer que seus filhos cresçam com essa visão dos pais?

5. Não pense no problema, pense em soluções para o problema.


Só não pense demais. Veja onde encontrar o conhecimento
necessário para achar uma solução e aja!

Seus pensamentos podem fazer você culpar as pessoas ao seu redor


pela sua má situação financeira; o governo; a empresa em que trabalha;
o mercado em que atua, caso seja um empreendedor; e em você mesmo.
Apontar o dedo e ficar culpando os outros não vai solucionar seus
problemas financeiros. A única pessoa que pode mudar a sua situação é
você mesmo.

Por fim, não compare o que você tem com o que os outros têm. Ao invés
disso, busque aprender com elas.

Como Evoluir Cada Vez Mais

Há um conjunto de conhecimentos básicos que englobam uma


mentalidade financeira. Infelizmente, eles não são compartilhados.
Aqui, eu vou ensinar a você o que eu tive que aprender sozinho.

Conhecimentos básicos
Esses conhecimentos e habilidades vão possibilitar à você evoluir,
tanto financeiramente quanto mentalmente:

• Educação financeira

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Educação financeira é a primeiro conhecimento que você precisa
dominar. Ele é importante porque precisamos lidar com situações
e decisões financeiras, quer queiramos ou não. A vida financeira
não se restringe ao pagamento de boletos. Há muito além das
finanças pessoais!

Para aprender sobre educação financeira você pode ler livros,


fazer cursos e participar de treinamentos.

• Gramática e oratória
Depois, vem a gramática e a oratória. A comunicação é um dos
meios mais importantes para interagir com o mundo. Ela pode
mudar a sua vida! Portanto, aprenda a se comunicar: leia e
escreva bem e se expresse claramente, tanto formalmente quanto
informalmente.

• Matemática básica
O que citar aqui pode parecer estranho, mas você vai entender!
A maior parte das pessoas não possui os conhecimentos básicos
de matemática. Com a tecnologia cada vez mais presente nas
nossas vidas, esse conhecimento é fundamental. Quando
colocamos os dados em uma calculadora, precisamos saber o que
estamos fazendo. Por isso você deve saber pelo menos a
matemática básica.

Para se aperfeiçoar, assista a vídeos e aulas e pratique sempre


os exercícios.

• Ciência e astronomia
Entenda como o mundo em que você vive funciona. Saber sobre
ciência permite a você pensar fora da caixa e construir uma visão
diferente do mundo. Conheça o cosmos e sua imensidão para se
dar conta que você não é o centro do universo. A astronomia te
dará a dimensão dos seus problemas. Mostre interesse e assimile
os conceitos principais.

• Informática e tecnologia
Quero deixar bem claro que você não precisar dominar a
informática, mas deve como utilizá-la. Já no caso da tecnologia,
você deve entender seu funcionamento e sua finalidade pois ela
logo vai substituir muitos trabalhadores. Ao mesmo tempo em
que elimina vagas, ela cria novas formas de trabalho para aqueles
que possuem o conhecimento necessário.

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• Alta performance
Buscar melhorar continuamente, tanto profissionalmente como
pessoalmente, é o que chamo de alta performance. Não aceite
somente o básico; evolua e cresça com o objetivo de sempre
melhorar, mesmo que seja aos poucos.

• Criatividade
Seja diferente e pense diferente. Não pense como todos os outros,
mas sim, como você pode fazer diferente e melhor.

Você deve estar pensando: Como eu aprendo tudo isso? Simplesmente


querendo! Quando queremos alguma coisa, procuramos saber como
conseguir. A internet é um dos meios mais rápidos e acessíveis de se
conseguir todo esse conhecimento. Só tenha cuidado com quem você vai
aprender e como vai aprender. Opte sempre por conteúdo completo e
de qualidade. Não tenha medo de investir em você pois conteúdo bom é
conteúdo pago.

Por fim, não se esqueça: conhecimento sem ação e atitude não serve
para nada!

O Poder do Autoconhecimento

Quem não gostaria de ter um poder especial, que mais ninguém tem?
Ler os pensamentos dos outros, ir para o outro lado do mundo em
questão de segundos ou se transformar em um super-herói. Já imaginou
como seria? Eu sei e você também sabe que esses poderes são
impossíveis para nós. No entanto, existe um poder que está ao seu
alcance, e que poucas pessoas têm. Ele se chama: Autoconhecimento.

O autoconhecimento é capaz de transformar toda a sua vida, tornando-


a mais leve, mais feliz. Quem detém esse poder consegue enxergar a si
mesmo de um ponto de vista único, permitindo que olhe para si e para
a sua vida de uma forma muito mais positiva.

Por que incluímos o autoconhecimento em um tipo de poder?


Poder é tudo aquilo que você pode fazer, tudo o que pode conquistar e
influenciar. Se pensarmos nesses termos, encontramos diversos tipos
de poder:

• Conhecimento

• Dinheiro

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• Fama

• Influência

• Liderança
• Política
Esses são apenas alguns exemplos. Se pensar em cada um deles,
poderá facilmente perceber que eles são capazes de influenciar, não só
a si, como aos outros ao seu redor.
Portanto, no que diz respeito ao autoconhecimento, ele também é um
tipo de poder. Ele implica um conhecimento tão profundo de si mesmo
que acaba criando uma força única para você governar a sua vida e
evoluir à medida que os desafios são superados.
O fato de você tomar as rédeas da sua vida, não deixando que fatores
externos tenham uma influência nefasta sobre você mesmo, já faz com
que tenha um maior controle sobre o que acontece com você, e isso, por
si só, já é um poder.
Quantas pessoas você conhece que são capazes de direcionar a vida
para onde elas realmente querem ir? Quem você conhece que sabe
exatamente o que fazer, quando fazer, e onde fazer?
Pois é! O autoconhecimento permite tudo isso. Por esse motivo, ele é
um poder que, apesar de poucos terem, é indispensável para ser bem-
sucedido em todas as áreas da vida.
O que é o autoconhecimento?
O autoconhecimento é o ato de você se conhecer por completo: saber
quais são os seus medos, seus desejos, suas fraquezas e os seus pontos
fortes.
Um conhecimento profundo de nós mesmos permite que saibamos o
que nos afeta no nosso dia a dia e o que nos faz feliz. Permite que
saibamos exatamente o que queremos para nós e para a nossa vida.
Esse conhecimento faz com que nós fiquemos mais fortalecidos, com
uma base sólida para lidar conosco e também com os outros.
O processo em si não é simples. Ele exige um grande esforço da sua
parte. Afinal, é preciso que você se desconstrua por completo. É preciso
que olhe para cada pontinho de você mesmo de forma imparcial.
Benefícios do autoconhecimento

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São vários os benefícios do autoconhecimento. Embora você possa
pensar, nesse momento, que eles são impossíveis de alcançar, a verdade
é que eles podem, e devem, ser buscados e conquistados!
Poder de escolha
Todos nós somos influenciados pelo nosso passado. Isso faz com que as
ações que tomamos agora sejam influenciadas, em grande parte, por
aquilo que aconteceu em algum momento no passado.
O autoconhecimento permite que você identifique quais são esses
acontecimentos que estão te prendendo, de forma a superá-los, e mudar
de atitude. Claro que isso exige um trabalho diário, muita vontade de
se superar, reflexão e muita coragem para abraçar verdadeiramente
essa liderança de si mesmo.
Com o autoconhecimento, não só você se torna líder da sua vida, como
permite decidir pelas escolhas mais acertadas para você. Isso porque
você sabe o que quer e por que quer.
Conheça a si mesmo
O autoconhecimento é um processo difícil, especialmente porque obriga
a reconhecer os nossos pontos negativos e mais desagradáveis. Muitas
vezes implica até reconhecer alguns aspectos de nós mesmos que nem
pensávamos ter.
No entanto, ao nos conhecermos de forma tão profunda, temos as
condições de buscar os nossos desejos com mais afinco e de forma mais
certeira, com foco e direção.
O autoconhecimento faz com que você tenha consciência de si mesmo,
reconhecendo todas as suas atitudes e o motivo pelo qual você agiu de
determinada forma.
Tranquilidade e paz
O fato de se conhecer a si mesmo e se aceitar como é faz com que tenha
uma tranquilidade e paz muito maior em sua vida.
Enquanto a maior parte das pessoas se recrimina, culpa os outros e se
fecha em casa para lamentar a sua falta de sorte, os que têm o poder do
autoconhecimento se aceitam como realmente são, e aceitam tudo o que
lhes acontece para poderem evoluir sempre.
Superação de dificuldades

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Quando você se conhece profundamente, é capaz de superar as
dificuldades que aparecem em sua vida. Você sabe que pode aprender e
evoluir com elas, mas sabe também do que é capaz para levar a sua vida
para onde quer que ela vá!
Empatia
O conhecimento de nós mesmos permite, igualmente, que tenhamos
uma maior empatia com os outros. Sabemos o que determinadas ações
nos causam, e por isso, quando olhamos para os outros ao nosso redor,
sabemos como eles se sentem ao passar por determinada situação.
Por isso mesmo, o autoconhecimento é ótimo para lidar com os nossos
sentimentos e os dos outros.
Ser livre
Esse é um dos maiores benefícios do autoconhecimento. Quando você
tem esse poder, você passa a ser a sua maior prioridade. Nunca mais
vai deixar que nada, nem ninguém, o passe para trás e o impeça de
concretizar os seus sonhos.
Essa atitude permite que você tenha uma liberdade maior. O ato de
ajudar o outro é uma escolha sua, não uma obrigação. Essa liberdade
de escolher o que quer fazer permite que você leve uma vida mais leve,
e muito mais feliz.

Crenças Limitantes

Crenças limitantes são pensamentos e ideias que uma pessoa tem fé


absoluta que sejam verdadeiros, impedindo que ela tome uma atitude
para crescer e evoluir. Uma crença limitante não é uma crença religiosa!
Ela é reflexo de experiências que geraram pensamentos negativos e
inviabilizaram a escolha pela ação que possibilitasse o seu crescimento.

As maiores cresças limitantes

• Ter que trabalhar duro para ter dinheiro suficiente para


viver;
• Sem sofrimento, não há ganho;
• Tenho de ser rico para ser feliz;
• Dinheiro é sujo;
• Nunca terei dinheiro suficiente;

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• Sou pobre, mas sou honesto;
• Dinheiro não traz felicidade;
• Dinheiro é a raiz de todos os males;
• Se você não nasceu rico, nunca será rico;
• Não dá para ficar rico com a economia do jeito que está;
• Ficou rico porque fez coisa errada;
• Investimento é para quem tem dinheiro;
• Porque poupar se amanhã posso não estar mais vivo;
• Trabalho muito então preciso gastar mesmo;
• Ter muito dinheiro vai me tornar menos espiritual.

Controle

Você precisa ter controle de si mesmo e de sua vida financeira pois,


caso não tenha controle sobre si mesmo, não poderá ter o controle sobre
suas finanças. Não é fácil, mas é preciso querer mudar a sua vida
financeira para conseguir a tão desejada liberdade financeira. Ao
conseguir controlar os seus impulsos poderá, com base nas boas decisões
sobre o seu dinheiro, tomar as rédeas de sua vida.

É incrível como as pessoas perdem o controle em um momento que


exige uma decisão financeira. Como citado anteriormente, o dinheiro
altera o nosso estado psicológico. Você não deve deixar que as emoções
e os desejos dominem a sua mente.

A primeira coisa a fazer é aprender a dizer NÃO. O poder de dizer não


quando tratamos de dinheiro é um grande aliado para nos ajudar a ter
mais controle. Quando você disser não agora, entenda que pode estar
dizendo sim para um futuro que em breve será seu presente:

• Diga não se você sabe que essa decisão de compra vai te


prejudicar no futuro;

• Diga não se você não puder comprar agora. Espere e compre


depois;

• Diga não quando pedirem dinheiro emprestado para você,


mesmo que seja sua família. Não empreste, dê e somente se tiver
condições! Evite a frustração de saber que emprestou e que não
vai receber de volta;

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• Diga não para o crédito fácil e para os cartões de loja.
Lembre-se que você não faz compras apenas em uma loja, mas em
várias;

• Diga não às altas taxas do seu banco. Se as condições não


forem vantajosas, simplesmente troque de banco;

• PRINCIPALMENTE, diga não a tudo que pode causar


danos a você e o seu dinheiro. Nada de ser bonzinho ou inseguro.
Diga um NÃO com vontade, sem medo ou vergonha, pois o que
está em jogo é a sua vida!

Saia do piloto automático e pare de viver apenas pelo dinheiro. Viva


pelo prazer de viver e você nunca vai precisar trabalhar na sua vida.
Opte pelo tipo de trabalho que lhe traria prazer. Sabemos que dinheiro
é bom, mas melhor que dinheiro, é poder fazer escolhas com esse
belíssimo e poderoso recurso financeiro.

Transformando Sonhos em Metas e Objetivos

Alguma vez você sentiu que estava perdendo o seu tempo e


desperdiçando a sua vida com coisas que não lhe agregam valor?
Alguma vez sentiu que não estava feliz consigo mesmo e, ao final do dia,
se dava conta que não tinha feito nada de útil? Alguma vez sentiu que,
ao fazer o balanço no final do ano, não fez nada? Se você respondeu SIM
para essas questões, preste muita atenção agora.

A maior parte das pessoas que se sente assim não tem objetivos na
vida, sem falar na total falta de determinação.

Sem objetivos e metas na vida, acabam vivendo sem um caminho a


seguir para alcançar aquilo que desejam. Isso faz com que as pessoas
sobrevivam, mas não vivam intensamente aquilo que poderiam viver.

É crucial sabermos o que queremos, por que queremos e quando


queremos. Para tal, o autoconhecimento é fundamental. Saber quem
você é, antes de mais nada, para depois descobrir aquilo que quer
realmente para a sua vida.

A partir daí, estará pronto para traçar as suas metas e alcançar tudo
o que quer. Só assim vai chegar a um ponto em que verá valor em sua
vida. Caso contrário, poderá dar a sua vida como perdida.

Sonhos: Bons ou maus?

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A verdade é que a vida pode ser bem mais do que aquilo que você tem
hoje e também muito mais do que você possa ter imaginado.

Vejamos por onde começar: Você tem algum sonho? Provavelmente


você tem um, mesmo que ele esteja bem escondido aí no fundo do seu
coração.

Primeiro aviso: Cuidado com os sonhos! Eles vivem em sua mente e


não são reais. A verdade é que eles podem se tornar realidade, se você
lutar por eles.

Os sonhos começam como um grande desejo ou uma ideia. Só depois


eles se transformam em sonhos; algo que desejamos para a nossa vida.
É nessa altura que nós focamos em percorrer o trajeto para conquistar
esse sonho, custe o que custar.

A questão se prende aqui e esse é o grande perigo: estamos falando de


um sonho!
Este tipo de afirmação, onde falamos “sonho”, é o problema. Não que
ter um sonho seja errado. Pelo contrário, ter um sonho em nossa vida é
essencial. O problema é quando nos iludimos nos trilhos da vida
enquanto percorremos um sonho.

Por que nós estamos nos iludindo? Por que um sonho pode ser
prejudicial se, ao mesmo tempo, ele é essencial?

O problema não está no sonho em si, mas em nós. Nós temos um


determinado sonho, um projeto de vida, mas não o transformamos em
objetivos palpáveis e em metas mensuráveis. É exatamente isso que nos
leva à inércia e à ilusão.

Do sonho à realidade
A seguir, vou mostrar como transformar os seus sonhos em metas
concretas.

Vamos voltar à ideia de transformação do sonho em algo real: metas e


objetivos. Veja na prática o passo a passo para tornar o seu sonho em
algo palpável e próximo de você.

São dois passos simples, e que poderão fazer toda a diferença em sua
vida:

1º - ESCOLHA E AJA

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100
Antes de mais nada, e como foi citado no início, é muito importante
saber o que realmente quer para depois alcançar o seu sonho. No
entanto, tenha especial cuidado com as metas e objetivos excessivos ou
com expectativas demasiado elevadas.

Tenha em mente o seguinte: às vezes, muito significa nada, e pouco


pode significar muito.

Outro ponto a reter: Deixe de falar e passe a agir! Muitas vezes nós
acabamos falando para todo o mundo sobre o nosso sonho. Se em vez
de falar, nós agíssemos, com certeza já teríamos avançado alguns
degraus. Deixe que as ações falem por você!

2º DEFINA E PLANEJE
Saber como, quando, porque e quanto vai custar para realizar um
sonho é essencial para que possa transformá-lo em realidade. Para
tornar o processo bastante simples, anote tudo o que pensa no papel:

• Qual é minha meta ou objetivo?


• Por que ou para que eu quero essa conquista?
• Como e quando quero?
• Quais serão as possíveis dificuldades?
• Conclusão

Qualquer que seja o seu sonho, o seu projeto de vida, sempre se lembre
que deve transformar o seu sonho em uma meta; ou seja, um objetivo
concreto.

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101
Resumo do Capítulo

Neste capítulo, você entendeu que a sua mentalidade financeira


começa quando elimina a mentalidade de pobreza, as suas crenças
limitantes e tudo o mais que pode sabotar os seus sonhos. Com bons
pensamentos e a vontade de evoluir sempre, sabe que pode buscar nos
benefícios do autoconhecimento os meios para tornar o seu projeto de
vida em algo concreto e palpável.

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102
CAPÍTULO 10 - HÁBITOS E ERROS

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103
HÁBITOS E ERROS
“Não espere por circunstâncias ideais, elas
nunca chegam” – Janet Erskine Stuart

Hábitos

Os hábitos são ótimos quando nos trazem benefícios diários. Porém,


nem todo habito é positivo. O que devemos sempre fazer é inserir
atividades no dia a dia, de forma constante e repetitiva, até que se torne
um hábito positivo e substitua por completo um hábito negativo.

No início, pode haver alguma dificuldade em função da sua resistência,


mas, com persistência e vontade, essas atividades passarão a ser feitas
de forma automática. Tal como trabalhar e dirigir, o mesmo pode ser
feito com o nosso dinheiro.

Como adquirir esse novo hábito? Comece fazendo o que vai lhe
favorecer financeiramente por um período de 6 meses, sem intervalo, ou
até você parar de precisar se lembrar o que deve fazer e como. Por se
tratar de dinheiro, pode levar um pouco mais de tempo, mas, na sua
essência, vai depender de duas coisas: você e o que você está tentando
fazer.

Abaixo algumas considerações que você deve levar em conta quando


estiver começando um novo hábito:

1. Por que? Qual a necessidade que eu tenho e como ele vai


me favorecer? Qual é o objetivo?

2. Estou realmente comprometido? Será mesmo que você


precisa ou quer criar esse hábito?

3. Estou disposto a fazer sacrifícios? Será que vai ser preciso


algum sacrifico já que estamos falando de dinheiro?

4. Devo começar quando? Essa resposta você já sabe, né?

5. O que estou fazendo está funcionando? O hábito que estou


adquirindo é eficaz?

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104
Vamos olhar o caso do nosso amigo Nick. Ele quer adotar um novo
hábito, mas não sabe como se livrar de um hábito negativo. Caro leitor,
como fazemos para ajudá-lo? Vamos mostrar para ele que não se desfaz
de um hábito, simplesmente o transformamos.

Exemplo: Nick tem o hábito de comer fora com frequência e percebe


que gasta muito com refeições.

Para mudar, ou melhor dizendo, transformar esse hábito, Nick resolve


fazer um curso de culinária gratuito pela internet para começar a fazer
os pratos que mais gosta em casa. Perceba que ele transformou o seu
hábito; continua comendo o que gosta, mas em casa.

Para transformar um hábito negativo em positivo, basta seguir os


mesmos passos necessários para criar um hábito novo. Lembre-se que,
seja qual for o hábito, ele deve favorecer você e não o contrário.

Aprenda com os Seus Erros

Quando você comete um erro, tem duas opções: comete o mesmo erro
continuamente ou aprende com ele para evitá-lo no futuro. Se cometeu
um erro com seu dinheiro, siga em frente e não faça de novo. Não tenha
medo de errar pois isso é normal. Apenas não cometa os mesmos erros.

Para evitar novos erros com seu dinheiro, pense para frente: o que
acontecerá se estiver prestes a tomar uma decisão que poderá prejudicá-
lo futuramente? Os maiores erros das finanças pessoais ocorrem quando
escolhas ruins são feitas por impulso ou desespero. Pense, reflita e diga
não aos erros que você sabe que vão comprometer o seu dinheiro.

Para facilitar sua vida, memória e tempo, anote em um pequeno


caderno todos os erros que já cometeu e todos os novos que cometer com
o dinheiro que tanto lutou para ganhar. Além de anotar os erros
cometidos, coloque em baixo de sua anotação o que poderia ter feito e o
que será preciso para não cometê-lo novamente.

Não é Errado Ter Mais do que os Outros

Quero que você coloque na sua cabeça que não há nada de errado você
ter mais que os outros. O que você não deve fazer é se iludir tentando
ter o que não possui. Se você quer possuir um padrão de vida
abundante, você precisa trabalhar e fazer por merecer. Tudo o que você

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105
quer viver envolve recursos financeiros e nada vai cair do céu, então
comece a agir.

Qualquer pessoa pode sair do nada e ir para onde quiser. Mas não todos
que desejam esse sucesso; alguns preferem uma vida simples, outros
preferem uma vida rica e muitos almejam uma vida milionária. E você?
Que padrão de vida quer ter?

Independentemente do padrão de vida que escolher para si, o


importante é ser feliz. Ter uma vida abundante, aproveitar o seu tempo
e, principalmente, viver. Não é a quantidade de dinheiro que você tem
que vai fazer você ter tudo isso, mas sim, como e onde você quer viver
com o que possui. O dinheiro é só um meio para prover nossa qualidade
de vida e não para nosso status. Então, fique atento: você pode viver
muito bem com pouco e com muito, mas a escolha é sua e o trabalho
também.

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106
Resumo do Capítulo

Neste capítulo, deixei bem claro a importância de ter bons hábitos em


sua vida. No começo é difícil, mas, com insistência e força de vontade,
o resultado vem. O mesmo serve para o hábito ruim; ele deve ser
transformado de forma a lhe trazer benefícios, sem abrir mão do que
gosta. Aprender com os erros também é importante; anote-os para se
lembrar deles e pense em soluções para evitá-los no futuro. No final das
contas, é a sua felicidade que conta; os meios necessários e o caminho a
ser percorrido dependem única e exclusivamente de você.

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107
CAPÍTULO 11 - ATITUDE FINANCEIRA

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108
ATITUDE FINANCEIRA
“Nunca gaste seu dinheiro antes
de recebe-lo” – Thomas Jefferson

Tenha Consciência: O Mundo NÃO é Fácil

O mundo em que vivemos é cruel; jamais espere que ele te dê folga!


Lute pela sua qualidade de vida e pelo seus objetivos e sonhos. Tenha
consciência que você não é o único em busca disso. Se você quer ter um
bom emprego, com um ótimo salário ou ser um grande empreendedor
para viver à sua maneira, corra atrás e nunca desista. Se não souber
como fazer, informe-se por meio de livros, vídeos, áudios, pessoas e até
mesmo com os seus erros.

Todo mundo sabe que o que vem fácil, vai fácil. Portanto, aceite as
dificuldades da vida e você viverá bem. Elas estão aí para serem
superadas e não para detê-lo. Reclamar e colocar a culpar nos outros
não passam de artifícios para justificar seu fracasso por não persistir e
lutar pelos seus sonhos. Se você não tem dinheiro, uma família
estruturada ou o status que desejaria ter, a culpa é unicamente sua.

O dinheiro é um meio para atender nossas necessidades de qualidade


de vida e nossos desejos e metas. Por isso, busque o dinheiro que vai lhe
dar condições de lhe proporcionar tudo isso. Engana-se quem acha que
o dinheiro não traz felicidade; com ele, podemos ajudar nossa família,
escolher como queremos viver e ter liberdade financeira. O dinheiro só
não traz felicidade para quem não sabe o que fazer com ele.

Saber que pode fazer as atividades que mais gosta, sem ficar no
vermelho, é uma das experiências mais gratificantes que você pode ter
com seu dinheiro. Se trabalhou tanto por ele, nada mais justo que
utilizá-lo para satisfazer suas necessidades e desejos.

Só não cometa o erro de colocar os seus desejos acima de suas


necessidades. Elas sempre devem estar em primeiro lugar! De nada
adianta uma compra cara se você não tiver recursos para pagar o
aluguel ou as despesas essenciais luz, água e comida. Vai usar uma
roupa bonita e morar embaixo da ponte?

Talvez você até esteja pensando que pertence ao grupo de pessoas que
não ganha o suficiente e que só vai viver para pagar as contas. Sim, é

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109
isso mesmo que vai acontecer se não mudar a sua situação financeira,
começando onde está e deixando de achar que precisa das condições
perfeitas para mudar.

Atitude, Ação e Conclusão

A instrução é apenas o começo. Aprender sobre educação financeira e


não a colocar em prática não vai fazer de você uma pessoa educada
financeiramente. Você não precisa esperar a situação perfeita para
começar a agir. Basta começar! Atitude é o começo, ação é o meio do
caminho e o resultado é o fim da sua jornada. Quanto antes você
começar, melhor para você e o seu dinheiro.

Eventualmente, alguns projetos exigirão mais preparo e a presença de


determinas condições, mas nada justifica você não começar algo e
aprender ao longo do processo.

Se estiver na dúvida, faça o seguinte: COMECE ANTES DE


COMEÇAR! Por que começar amanhã o que posso começar hoje?
Comece apendendo com os seus erros. Se você começar antes de
começar, poderá errar sem medo até acertar! Você deve errar com a
intenção de testar o que funciona melhor e assim vencer para poder
seguir em frente, sem escalas.

Atitudes a Ações para Executar e Realizar Qualquer


Meta e Objetivo

Ter metas e objetivos em nossa vida é fundamental. Pessoas que têm


metas e objetivos claros estão sempre bem mais perto de alcançá-las do
que aquelas que se limitam a sonhar. São essas pessoas que conseguem
alcançar o sucesso pois persistem na sua luta apesar do caminho
bastante árduo.

Atitudes e ações a adotar para atingir as suas metas e objetivos


A atitude que você tem perante a vida diz tudo sobre as suas chances
de chegar lá. A forma como você se coloca diante da vida é o que
determina se você vai, ou não, alcançar seus objetivos. Veja então quais
as atitudes necessárias e o que deve fazer:

1. Determinação
Independentemente de qual seja o seu objetivo, a determinação é
crucial. Se não tiver determinação, todos os dias, o mais provável é que
acabe desistindo de perseguir a sua meta.

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Isso é pouco comum; a maioria das pessoas acabam frustradas ao longo
do dia e à medida que os dias passam. O resultado? Elas param de
persistir na luta pela conquista das metas e dos objetivos.

Por este motivo, mantenha a determinação e o foco. Levante-se todos


os dias com vontade e garra para conseguir dar mais um passo à frente.
Lembre-se que nada é construído de um dia para o outro. Dê um passo
de cada vez rumo ao sucesso. Uma longa jornada começa sempre com o
primeiro passo.

2. Persistência
Persista, mesmo quando tudo parece impossível. Nunca desista
daquilo que você realmente quer. A maior parte das pessoas desiste
diante do primeiro obstáculo. Não deixe que isso coloque em risco a sua
felicidade.

3. Disciplina
Ter disciplina é fundamental para que você consiga alcançar as suas
metas e objetivos. Quando temos disciplina, nós nos impomos a fazer
algo e damos um passo, mesmo que pequeno, em direção aos nossos
sonhos e objetivos.

Assim, caminhe sempre em direção aos seus objetivos e com total


disciplina. Evite as distrações enquanto estiver trabalhando na
conquista de seus objetivos. Sempre que surgir algum obstáculo,
mantenha o foco e resolva-o. Faça disso um hábito!

4. Futuro e vitória
Imagine como será a sua vida quando realizar o seu sonho. Tenha isso
sempre em mente. Imagine-se vitorioso, e continue lutando para que
esse dia chegue logo.

5. Faça acontecer
Quanto mais falamos sobre os nossos sonhos e objetivos, mais provável
será que eles não aconteçam. Só fale para alguém próximo, e apenas se
você estiver totalmente comprometido.

6. Acompanhamento e análise
Faça um acompanhamento e uma análise da sua rota. Compare com o
que você tinha antes de começar a sua luta.

Escreva um diário sobre a sua jornada. Pergunte a si mesmo se


realmente está no caminho certo. Se estiver certo, sentirá o progresso

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chegando. Caso contrário, é hora de se fazer ajustes para lidar com os
vários obstáculos à frente. Pense em como resolvê-los para conseguir
dar mais um passo.

7. Procrastinação e a zona de conforto


Nada de justificar as suas atitudes. Tudo exige sacrifício e, quanto
maior o objetivo, mais ele exigirá de você. Determinação, disciplina e
foco devem fazer parte da sua rotina. Portanto, saia da sua zona de
conforto. Eu realmente acredito em você.

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Se você chegou até aqui, MEUS PARABÉNS! Isso quer dizer que quer
realizar tudo o que desejar, usando todo o conhecimento adquirido e com
todas as suas forças. Jamais abra mão dos seus sonhos! Você pode e
deve ser feliz, porque você merece!

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QUARTO MÓDULO: ECONOMIA
ESSENCIAL
CAPÍTULO 12 - ECONOMIA ESSENCIAL

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ECONOMIA ESSENCIAL
“Não é pelo dinheiro em si que os homens o desejam; é
pelo que podem comprar com ele.” ― Adam Smith

O dinheiro da forma como você o conhece hoje, é bastante recente na


humanidade. Antes dele, as pessoas tinham que cuidar das suas
próprias necessidades; caçar sua própria comida, costurar suas próprias
roupas e fabricar os seus próprios equipamentos.

Com o tempo, a população cresceu e se organizou na forma de


comunidades. Elas passaram a produzir alguns bens. Como não havia
a possibilidade de produzir tudo, cada comunidade foi procurar nas
comunidades vizinhas produtos para poder trocar. Foi assim que surgiu
o escambo, que nada mais é do que a troca de um objeto ou serviço por
outro.

Eventualmente, esse sistema de trocas acabou por mostrar as suas


limitações; as trocas só ocorriam conforme a necessidade das
comunidades e, ao mesmo tempo, as partes precisavam estar de acordo
com os termos de troca. Por exemplo, para que alguém conseguisse
trocar um saco de farinha por uma faca, o vendedor da faca deveria
estar à procura de um saco de farinha. Adicionalmente, quanto valeria
a faca em termos de sacos de farinha?

A solução veio com a adoção de objetos valiosos como meio de troca. Os


metais serviam exatamente à esta finalidade. Como mantinham as
suas características e não eram facilmente encontrados na natureza,
passaram a ser aceitos em qualquer lugar. Cada metal era uma
referência de valor e, quando repartido, indicava uma fração daquele
valor. Daí surgiram as primeiras moedas de ouro, prata e bronze.

O que é Economia

Economia é organizar e administrar as necessidades de uma população


diante dos recursos limitados que ela possui; ou seja, é uma ciência
social que estuda o indivíduo e a sociedade para decidir como melhor
utilizar os seus escassos recursos para a produção e distribuição de bens
e serviços. Ela não trata apenas de números. Aqui estamos falando de
pessoas e de como elas decidem.

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Elementos Determinantes no Cenário Econômico
São eles:
• Escassez: princípio fundamental de economia visto que
nenhuma população tem todos os recursos de que necessita. Uma
forma visível de se mensurar a escassez é através do preço; ele
reflete o valor máximo que alguém está disposto a pagar por algo
que é difícil de se obter.

• Agentes: Todos os envolvidos (pessoas, empresas e governo).


Cada um possui suas peculiaridades quando busca por bens e
serviços.

• Produção: São os processos que visam juntar insumos para


atender às necessidades dos agentes.

• Mercado: Local onde são transacionados os bens e serviços.

Microeconomia e Macroeconomia
São as principais áreas de estudo da economia:

• Microeconomia: representa o estudo das atividades de um


pequeno grupo de agentes;

• Macroeconomia: representa o estudo de uma sociedade


como um todo (cidades, estados e países).

Agentes econômicos: São todas as pessoas, empresas e órgãos públicos


que fazem parte de um mercado e possuem uma relação de troca de bens
e serviços.

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Governo

Agentes
econômicos

Empresas Pessoas

Os objetivos dos agentes econômicos são definidos de acordo com as


necessidades da população, de forma a induzir o dinamismo necessário
nas transações entre bens e serviços. Elas podem ser classificadas
como:

Primárias:
• Alimentação – necessidade de energia para sobreviver;
• Higiene - cuidados com a saúde e o corpo;
• Vestuário - proteção contra o ambiente interno e externo;
• Habitação – garantia da segurança;
• Transporte – meios para o deslocamento.

Secundárias:
Levam em conta os desejos e os impulsos do ser humano.

Coletivas:
São todos os serviços públicos.

Como as Pessoas Tomam as Suas Decisões

Toda decisão é um trade-off: colocando em outros termos, toda decisão


envolve trocas. Por exemplo, para você ler esse e-book, foi necessário
deixar de fazer outras atividades. Na economia isso não é diferente;
nada é de graça e saber fazer escolhas é crucial. O processo de escolha
é contínuo e envolvem nosso tempo, objetivos e limitações.

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O custo de alguma coisa é equivalente à o que você desiste para obtê-
la: isso significa que você precisa abrir mão de alguma coisa para
conseguir o que deseja. Também é conhecido como custo de
oportunidade, ele pode ser explícito ou implícito. O explicito é mais fácil
de descobrir. Já o implícito envolve os custos que são ocultos.

Pessoas racionais pensam na margem: conforme evoluímos, mais nos


dispomos a continuar no processo de evolução. Isso está diretamente
ligado às pessoas que fazem o máximo para realizar seus objetivos.
Ainda seguindo este princípio, temos o conceito de utilidade marginal.
Ele avalia o ajuste necessário levando em conta a relação entre seu
custo x seu benefício. Isso é de extrema importância pois qualquer
alteração deve minimizar o custo frente os possíveis benefícios.

Pessoas reagem a incentivos: um indivíduo normalmente é resistente


à mudanças. Para agir, ele precisa de um estímulo. Ele pode ser tanto
positivo (um desconto) como negativo (um aumento de preços)

Como as Pessoas Interagem

O comércio é benéfico a todos: o dinamismo dos mercados faz com que


pessoas, empresas e países desloquem os seus recursos para onde se
encontra o maior benefício marginal. Colocando de outra forma, se
todos estão buscando a melhor alternativa, com base nas suas
vantagens comparativas, o resultado total é maior do que a soma de
todas as partes. Por este motivo, deve-se promover o livre comércio e
impor o respeito às suas regras.

Os mercados são eficientes para organizar a atividade econômica:


reforçando o item anterior, o mercado deve ter total autonomia para
decidirem o que produzir, quanto produzir e para quem produzir. A
mesma autonomia deve valer para as escolhas individuais. Assim,
todos são beneficiados quando o mercado se regula por si mesmo, sem a
interferência de agentes externos (o governo, por exemplo).

Os estudos de Adam Smith: pai da economia moderna, cunhou o termo


“mão invisível” para indicar que o próprio mercado, que funciona
através da defesa dos interesses de seus participantes, tem os seus
mecanismos de auto regulação. Não havendo a necessidade da
participação do Estado, caberia e ele apenas as áreas de justiça, defesa
nacional e manutenção de sua infraestrutura.

Eventualmente, a participação do Estado pode melhorar os resultados


dos mercados: o governo pode preencher as lacunas na legislação

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quando ela não atende às necessidades de um mercado dinâmico e
eficiente; pode fiscalizar setores e agentes que precisam de
aprimoramento de suas regras de funcionamento; pode agir em áreas
que não estão sendo exploradas pelo setor privado (projetos sociais, por
exemplo) ou; atuar em atividades necessárias mas que não apresentam
retorno nos primeiros anos (projetos de infraestrutura).

Assim, o Estado tem o seu papel na economia. Entretanto, os órgãos


de governo devem ter muito cuidado com o uso que fazem dos dados que
são levantados junto à economia. Muitas políticas públicas acabam
dando errado pois não é possível antever a reação de todos os agentes.
Ter que lidar com as surpresas e os seus efeitos não previstos pode levar
a anos de ajustes.

Como a Economia Funciona

O padrão de vida de um país depende da sua capacidade de produzir


bens e serviços: quanto maior a produtividade de um país, maior o
padrão de vida da sua população. Isso explica os diferentes padrões de
vida existentes entre os países. Fundamentalmente, é definido pela
facilidade de acesso a financiamento, bens de capital (equipamentos) e
capital humano (trabalhadores instruídos e competitivos).

Os preços sobem quando o governo emite moeda: O valor de uma


moeda depende diretamente do que se chama de base monetária.
Quando o governo emite mais moeda, mais notas circulam na economia
para a mesma base monetária. Portanto, o valor relativo de cada nota
cai. Como consequência, são necessárias mais notas para se comprar a
mesma quantidade de bens e serviços. Esse processo, que ocorre de
forma generalizada, é o que chamamos de inflação.

Quando ela se instala de forma permanente na economia, prejudica


essencialmente os mais pobres. Os preços sobem primeiro e os salários
são reajustados depois. Enquanto um indivíduo com um alto padrão de
vida garante o seu poder de compra aplicando o seu dinheiro a juros, o
pobre vê a redução do poder de compra de seu salário.

A sociedade enfrenta um trade-off de curto prazo entre inflação e


desemprego: Conforme citado anteriormente, trade-off implica em uma
troca. Quando há mais moeda circulando na economia, maior a
demanda por bens e serviços. Consequentemente, maior a oferta de
vagas para atender à esta demanda. De modo contrário, quando existe
a necessidade de se controlar a inflação, menos moeda se torna

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disponível no mercado, gerando menos demanda e, pela mesma lógica,
menos emprego.

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Resumo do Capítulo

Neste capítulo, tentei abordar os pontos essenciais de economia. Eles


decorrem da interação de todos os seus agentes (governo, empresas e
pessoas). Entender o seu comportamento enquanto buscam maximizar
o seu benefício permite analisar como agem diante da realidade de uma
sociedade com recursos escassos. Saber o seu modo de funcionamento
lhe permitirá se aprofundar e ir além nesta fascinante área da ciência!

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Erick Augusto Izidoro Souza

É um jovem empreendedor e autor do blogs “Além das Finanças” e


“Erick Augusto”. Assumiu como missão mudar a forma como as
pessoas se veem e vivem por meio da educação e da tecnologia.

Usa a sua própria experiência de vida para reforçar a importância da


educação e da mentalidade e atitude financeira. Aos 16 anos, sem saber
ler e escrever, se deu conta de quão falha era a sua formação.
Desanimado com a vida, vendo-se totalmente despreparado e sentindo-
se no fundo do poço, percebeu que só lhe restavam duas opções: levantar
e tomar uma atitude ou permanecer onde estava.

Um certo dia, enquanto assistia TV, começou a se lembrar de fonemas


aprendidos na infância e passou a formar algumas palavras enquanto
lia a legenda. Em pouco tempo, desenvolveu a capacidade para
aprender a ler e não parou mais. Aos 18 anos, voltou a estudar e, em
apenas 3 anos, concluiu o ensino fundamental e o ensino médio.

Ciente do poder e da motivação que tinha, partiu para adquirir novos


conhecimentos. Percebeu que precisava urgentemente de educação
financeira quando contraiu dívidas de mais de R$ 15 mil em um curto
período de 2 anos. Foi a partir desse momento que começou a mudar
sua mentalidade e atitude, tanto no lado financeiro como no pessoal.
Precisou dos 3 anos seguintes para se livrar das dívidas e conseguir o
equilíbrio financeiro.

Com base nessa breve estória, tem a intenção de mostrar que tudo
começa com a vontade e o desejo de mudar. Levantar e fazer alguma
coisa em relação aos seus problemas depende apenas de você.

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122
Obrigado!

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