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I.

INTRODUÇÃO

A água é o suporte e a componente principal de todos os seres vivos, sem ela não seria possível a
existência de vida na Terra. Como sabiamente afirmou Leonardo da Vinci, a água é um dom divino
da Natureza. Direta ou indiretamente, a água é indispensável a todas as atividades humanas. A
água constituiu e constitui um instrumento de progresso, um fator de desenvolvimento e um agente
modelador de civilizações e de culturas. A água está intimamente ligada à história da humanidade.
Aceita-se que a quantidade de água existente na Terra, nas suas três fases possíveis (sólida, líquida
e gasosa), se tem mantido constante ao longo dos tempos, pelo menos desde o aparecimento do
homem. Tal quantidade de água está em permanente circulação entre os três grandes
“reservatórios” pelos quais se encontra distribuída e que são, por ordem decrescente de
importância, os oceanos, a atmosfera e os continentes. O ciclo hidrológico traduz e descreve essa
circulação da água nos seus três estados ou fases, sendo uma consequência do princípio da
conservação da água na Terra.

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II.OBJECTIVOS
1.Geral:
 Estudar as Formas da Agua no solo;
2.Especifico
 Descrever a Retenção da água no solo;
 Caracterizar Tensão superficial e Capilaridade;
 Descrever a Quantificação da Agua no solo

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III.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
1.A água na natureza

A água na Terra avalia-se em 1380 x 1015 m3, o que equivale a ocupar o volume de uma esfera de
1380 km de diâmetro. Distribui-se pelos três reservatórios principais já referidos, nas seguintes
percentagens aproximadas: -oceanos 96,6 % - continentes 3,4 % - atmosfera 0,013 %
(HARTMAN, 1996). A quantidade da água salgada dos oceanos é cerca de 30 vezes a quantidade
da água doce dos continentes e da atmosfera. A água dos continentes concentra-se praticamente
nas calotas polares, glaciais e no subsolo, distribuindo-se a parcela restante, muito pequena, por
lagos e pântanos, rios, zona superficial do solo e biosfera. A água do subsolo representa cerca de
metade da água doce dos continentes, mas a sua quase totalidade situa-se a profundidade superior
a 800 m. A biosfera contém uma fração muito pequena da água dos continentes: cerca de 1/40.000.
A quase totalidade da água doce dos continentes (contida nas calotas polares, glaciais e reservas
subterrâneas profundas) apresenta, para além de dificuldades de utilização, o inconveniente de só
ser anualmente renovável numa fração muito pequena, tendo-se acumulado ao longo de milhares
de anos. Deve se ter presente que, embora a quantidade total de água na Terra seja constante, a sua
distribuição por fases tem-se modificado ao longo do tempo. Na época de máxima glaciação, o
nível médio dos oceanos situou-se cerca de 140 m abaixo do nível atual. (VILLELA,1975)

As quantidades de água de precipitação, evaporação, evapotranspiração e escoamento, relativas a


determinadas áreas da superfície do Globo, são normalmente expressas em volume, mas podem
também traduzir-se pelas alturas de água que se obteriam se essas mesmas quantidades se
distribuíssem uniformemente pelas áreas respectivas. Assim, os fluxos de água vêm expressos em
volume (m3) e em altura (mm). A água perdida pelos oceanos por evaporação excede a que é
recebida por precipitação, sendo a diferença compensada pelo escoamento proveniente dos
continentes. A precipitação anual sobre os continentes é de 800 mm e reparte-se em escoamento
(315 mm) e evapotranspiração (485 mm). A precipitação anual média sobre os oceanos é de 1270
mm, resultando a precipitação anual média sobre o Globo igual a cerca de 1100 mm.
(LIBARDI,2012)

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1.1.Distribuição da água na natureza

Observa-se no Quadro 1 e Figura 1 que, de toda a água existente no planeta Terra, somente 2,7%
é água doce. Pode-se também verificar que de toda a água doce disponível para uso da humanidade,
cerca de 98% está na forma de água subterrânea (HARTMAN, 1996).

Quadro 1. Distribuição da água na Terra (HARTMAN, 1996).

Tipo Ocorrência Volumes (km3) Porcentagem


Rios 1.250 0,00009
Lagos 125.000 0,00919

Água doce superficial


Umidade do solo 67.000 0,00493
Água doce subterrânea Até 800 metros 4.164.000 0,30618
Abaixo de 800 metros 4.164.000 0,30618
Água doce sólida (gelo) Geleiras e Glaciais 29.200.000 2,14706
Oceanos 1.320.000.000 97,05882
Lagos e mares salinos 105.000 0,00772

Água salgada
Vapor de água Atmosfera 12.900 0,00095
Total 1.360.000.000 100,00

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1.2.O ciclo hidrológico
O ciclo hidrológico de acordo com (GARCEZ,1988) representa o movimento da água no meio
físico. Dentro do ciclo hidrológico, a água pode estar no estado gasoso, líquido ou sólido,
distribuindo-se tanto na subsuperfície e superfície da Terra como na atmosfera. Portanto, a água
está em constante circulação, passando de um meio a outro e de um estado físico a outro, sempre
mantendo o equilíbrio, sem ganhos ou perdas de massa no sistema.
Os processos que permitem esta circulação da água são: evaporação, transpiração, precipitação,
escoamento superficial, infiltração e escoamento subterrâneo.
A transferência de água da superfície do Globo para a atmosfera, sob a forma de vapor, dá-se por
evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta
da água da fase sólida para a de vapor).
A quantidade da água mobilizada pela sublimação no ciclo hidrológico é insignificante perante a
que é envolvida na evaporação e na transpiração, cujo processo conjunto se designa por
evapotranspiração.

O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito
variáveis, que podem ultrapassar 1000 km. A água condensada dá lugar à formação de nevoeiros
e nuvens e a precipitação a partir de ambos.

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A precipitação pode ocorrer na fase líquida (chuva ou chuvisco) ou na fase sólida (neve, granizo
ou saraiva). A água precipitada na fase sólida apresenta-se com estrutura cristalina no caso da
neve e com estrutura granular, regular em camadas, no caso do granizo, e irregular, por vezes em
agregados de nódulos, que podem atingir a dimensão de uma bola de tênis, no caso da saraiva.
A precipitação inclui também a água que passa da atmosfera para o globo terrestre por
condensação do vapor de água (orvalho) ou por congelação daquele vapor (geada) e por
intercepção das gotas de água dos nevoeiros (nuvens que tocam no solo ou no mar).
A água que precipita nos continentes pode tomar vários destinos. Uma parte é devolvida
diretamente à atmosfera por evaporação; a outra origina escoamento à superfície do terreno,
escoamento superficial, que se concentra em sulcos, cuja reunião dá lugar aos cursos de água. A
parte restante infiltra-se, isto é, penetra no interior do solo, subdividindo-se numa parcela que se
acumula na sua parte superior e pode voltar à atmosfera por evapotranspiração e noutra que
caminha em profundidade até atingir os lençóis aqüíferos (ou simplesmente aqüíferos) e vai
constituir o escoamento subterrâneo. (VILLELA,1975)

Tanto o escoamento superficial como o escoamento subterrâneo vão alimentar os cursos de água
que desaguam nos lagos e nos oceanos, ou vão alimentar diretamente estes últimos.
O escoamento superficial constitui uma resposta rápida à precipitação e cessa pouco tempo depois
dela. Por seu turno, o escoamento subterrâneo, em especial quando se dá através de meios porosos,
ocorre com grande lentidão e continua a alimentar os cursos de água longo tempo após ter
terminado a precipitação que o originou.

2.RETENÇÃO DA ÁGUA NO SOLO


Segundo (GARCEZ,1988) O solo é considerado simplesmente como um conjunto de partículas
solidas de diversas formas e tamanhos, entremeadas por poros interconectados também de diversas
formas e tamanhos. Também, que o solo e composto basicamente de duas partes: a parte solida,
denominadas sólidas do solo, partículas do solo ou ainda matriz do solo, e a parte não ocupada
pelos sólidos, denominado espaço poroso ou poros do solo. O espaço poroso do solo no campo e
ocupado por quantidades variáveis de uma solução aquosa ou água no solo e de uma solução gasosa
ou ar no solo; o solo nesta situação e chamado de solo não saturado. O solo com o seu espaço
poroso totalmente cheio de água e chamado de solo saturado.

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Dois são os processos que explicam a retenção da água num solo não saturado. No primeiro deles,
a retenção ocorre nos chamados poros capilares do solo e pode ser ilustrada pelo fenómeno da
capilaridade, o qual este sempre associado a uma interface curva agua-ar. No segundo processo,
a retenção ocorre como filmes de água presos as superfícies dos sólidos do solo, pelo fenómeno
da adsorção.
Adsorção ocorre devido às forças de coesão entre as moléculas de água e as partículas do solo e
pela adesão entre as moléculas de água;
Capilaridade ocorre em meios porosos, devido às forças de coesão, adesão e a tensão superficial
entre o líquido e o ar;
Desses dois fenómenos, o mais relevante e o da capilaridade dai ser devotado a ele um item
especial, a seguir, sob o título tensão superficial e capilaridade.
Com relação ao processo de adsorção da água sobre as superfícies solidas, três são os mecanismos
principais propostos para explica-lo, a saber:
1. A superfície dos minerais de argila e coberta com átomos de oxigénio e grupos oxidrilos
negativamente carregados devido a substituição isomorfa de catiões. Desse modo, cria-se ao redor
das partículas desses minerais um campo elétrico cuja intensidade decresce com a distância da
superfície da partícula. Devido a natureza dipolar das moléculas de água, elas se orientam neste
campo elétrico e experimentam uma forca na direção da superfície da partícula, a qual decresce
gradualmente com a distância da superfície ate se tornar nula num ponto em que não há mais
influência do campo.
2. Os pares de eletrões não compartilhados do átomo de oxigénio das moléculas de água podem
ser eletricamente atraídos a catiões trocáveis que podem estar adsorvidos sobre a superfície da
argila, ou seja, os catiões que são retidos a superfície negativamente carregada de argila (a
concentração iónica e crescente na direção da superfície solida) ocasionam também a adsorção das
moléculas de água.
3. Finalmente, as moléculas de água podem ainda ser atraídas as superfícies solidas pelas forcas
de London-van der Waals, que são forcas de curto alcance e decrescem rapidamente com a
distância da superfície, de modo que uma camada muito fina e adsorvida dessa maneira ao redor
das partículas de solo.

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Para um solo reter e armazenar água vai depender de Características pedo genéticas (textura e
mineralogia) e das Características estruturais (distribuição de poros), consequentemente Solos
mais argilosos terão maior capacidade de reter e armazenar água.
Adicionada a matéria orgânica no solo ou na presença do mesmo, ela vai melhora estrutura do
solo (aeração, permeabilidade, agregação ou agentes cimentastes),favorece a floculação ou
dificulta dispersão, diminui densidade do solo e de partículas e consensualmente maior retenção
de água, que vai culminar na conservação da humidade do solo e prevenindo a plasticidade do
solo.

3.TENSÃO SUPERFICIAL E CAPILARIDADE


É um efeito físico que ocorre na interface entre duas fases químicas. Ela faz com que a camada
superficial de um líquido venha a se comportar como uma membrana elástica, causada pelas forças
de coesão entre moléculas semelhantes, cuja resultante vetorial é diferente na interface
(GARCEZ,1988).
Segundo (GARCEZ,1988) diz que ao se colocar uma das extremidades de um tubo capilar de vidro
dentro de um recipiente com água, observa-se que a água sobe no tubo e entra em repouso a uma
determinada altura acima da superfície da água no recipiente. Se em vez de água for utilizado
mercúrio, observa-se que o nível de mercúrio dentro do tubo capilar se estabiliza a uma distância
abaixo do seu nivel no recipiente. No primeiro caso, diz-se ter ocorrido uma ascensão capilar e
no segundo uma depressão capilar. A explicação destes fenómenos capilares e feita com base
numa propriedade associada com a superfície livre de qualquer líquido, denominada tensão
superficial.
A tensão superficial resulta da existência de forcas de atracão de curto alcance entre as moléculas
do líquido chamadas forcas moleculares de London-van der Waals de coesão, forcas moleculares
de coesão ou simplesmente forcas de coesão. A distância limite de atuação destas forcas, isto e, a
distância máxima que uma molécula consegue exercer atracão sobre as outras, delimita uma esfera
de raio r conhecida pelo nome de esfera de acao das forcas moleculares ou simplesmente esfera de
ação molecular. Para a água, r não excede 0,05 μm.
A tensão superficial é a magnitude da força f exercida paralelamente à superfície de um líquido,
dividida pelo comprimento l da linha ao longo da qual a força atua.

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A dimensão da tensão superficial e, portanto, forca por unidade de comprimento (N/m).

3.1.Equação da Capilaridade ou equação de Kelvin da capilaridade


 Para Estimar diâmetro dos tubos capilar se for conhecida a altura de ascensão;
 Para Estimar a altura de ascensão se o diâmetro do raio for conhecido.
 O valor da ascensão capilar num tubo circular é determinado pelo equilíbrio de forças na
coluna cilíndrica de altura h no tubo.

Pa* g*h = ρ ; ; ;

(A principal)

4.FORMAS DE QUANTIFICAÇÃO DE ÁGUA


A quantificação de água no sistema solo-planta-atmosfera é um tema bastante amplo. A água pode
ser medida em termos de conteúdo, teor, energia e de fluxos. Esse conjunto de mensurações
permite, dentre outras coisas: calcular o balanço hídrico e o volume de água armazenada no solo,
mensurar o movimento de água no sistema e quantificar o estado hídrico do solo, das plantas e da
atmosfera. (LIBARDI,2012)
Para quantificarmos a água utilizada pelas plantas torna-se necessário o monitoramento do sistema
que pode ser feito no solo, na planta e na atmosfera. O monitoramento da água no solo é feito
utilizando-se sensores de umidade do solo, sendo que os mais utilizados são os tensiômetros e
sensores eletrométricos. O monitoramento do estado hídrico da planta pode ser feito pela medição
da tensão da água no xilema, medição da taxa de fluxo de seiva, dendrometria, medição das taxa
de transpiração e de condutância estomática, observações visuais, dentre outros. O monitoramento
via clima é feito mediante o uso de observações meteorológicas, as quais são utilizadas na
estimativa do consumo de água pelas plantas, a chamada evapotranspiração da cultura (ETc). Para

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o cálculo da Etc, são necessárias as estimativas da evapotranspiração de referência (ETo) e do
coeficiente de cultura (Kc). A ETo pode ser estimada por equações, como a de Penman-Monteith,
ou a partir de dados de evaporação do tanque classe A. As estimativas de ETo requerem medição
de diversas variáveis (velocidade dos ventos, umidade do ar, temperatura do ar e radiação).
(LIBARDI,2012)

4.1.Índices que quantificam a água no solo:


a) Conteúdo de água no solo a base de massa U
Quociente da massa de água presente numa amostra de solo num determinado instante e a massa
de sólidos da amostra:

b) Conteúdo de água no solo a base de volume θ


Quociente do volume de água presente numa amostra de solo num determinado instante e o volume
da amostra:

O conteúdo de agua θ pode ser calculado a partir da determinação do conteúdo de agua U e da


densidade do solo ρ. Como, por definição, densidade de um corpo e a razão da massa pelo volume
do corpo, então no caso, para nosso corpo poroso solo = sólidos + poros de massa ms e volume V.

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5.Exercícios
Exemplo 1:
Num experimento de ascensão capilar, a que altura h água pura subirá num tubo capilar de vidro
de 0,1 mm de diâmetro? Dados: ρ = 1000 kg/m3; α = 30°; σ = 0,073 N/m.

Dados Formula
2σcosa
D= 0.1 m ℎ= 𝑝𝑎𝑔𝑟

ρ = 1000 kg/m3 r=2d; r=2*0.1=0.2


2∗0.073∗cos30°
α = 0°; ℎ= 1000∗9.8∗0.2

σ = 0,073 N/m h= 6.45*10−5m


Exemplo 2:
Num experimento de ascensão capilar, a que altura h água pura subirá num tubo capilar de vidro
de 0,1 mm de diâmetro? Dados: ρ = 1000 kg/m3; α = 0°;σ = 0,073 N/m.
2σcosa
ℎ=
𝑝𝑎𝑔𝑟

3.Determinar a tensão superficial de um líquido. Por exemplo, se um tubo capilar com 0,88 mm
de diâmetro interno é mergulhado numa cuba com glicerina, e a glicerina subir 23,3 mm no tubo,
qual é seu coeficiente de tensão superficial? A densidade de glicerina é 1260 kg m-3. Considere α
= 0°.

Dados
D= 0.88 mm
H=23.3mm; σ =?

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IV.CONCLUSÃO
Em solo não saturado retenção ocorre nos chamados poros capilares do solo e pode ser ilustrada
pelo fenómeno da capilaridade, o qual este sempre associado a uma interface curva agua-ar,
enquanto solos saturados a retenção da água ocorre Superfícies dos sólidos do solo pelo fenómeno
conhecido pela Adsorção. Vendo se a importância da retenção da agua para o conhecimento destes
dois factores, o que irá verificar-se até que ponto a disponibilidade da agua no determinado solo,
seja ela pra planta ou não.
A tensão superficial e a Capilaridade vista como um efeito físico que ocorre na interface entre duas
fases químicas. Ela faz com que a camada superficial de um líquido venha a se comportar como
uma membrana elástica, causada pelas forças de coesão entre moléculas semelhantes, cuja
resultante vetorial é diferente na interface.
Para a quantificação da agua no solo, utiliza-se dois índices principais, que relaciona a massa e o
volume da amostra, em que pode – se também levar um instrumento chamado tensíometro, no qual
verifica-se a disponibilidade da agua e até que ponto a agua está retida, olhando para a quantidade.

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V.BIBLIOGRAFIA
VILLELA, S. M.; MATTOS, A. Hidrologia Aplicada. São Paulo. McGraw-Hill do Brasil. 245p.,
1975.
GARCEZ, L. N.; ALVAREZ, G. A. Hidrologia. Editora Edgard Blucher ltda. São Paulo, SP.1988.

KIRKHAM , D. & POWERS, W.L. Advanced Soil Physics. New York, Wiley-Iterscience, a
division of John Wiley & Sons, 533p, 1972.
KOOREVAAR, P., MENELIK, G. & DIRKSEN, C. Elements of Soil Physics. Development in
Soil Science, Amsterdam, Elsevier, 13, 228p,1983.
LIBARDI, P.L. Dinamica da Agua no Solo. Sao Paulo, Editora da Universidade de Sao Paulo
(EDUSP), 2a edicao, 352p, 2012.
HARTMAN, D, M. Global Phisical Climatology. New York. Department of Atmosphere
Sciences, University Washington. 408 p., 1994.

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