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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA - UVA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL


CAMPUS TIJUCA

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE


OS MÉTODOS DE ANÁLISE
LINEAR E PLÁSTICA EM UMA VIGA
DE CONCRETO ARMADO

AUTOR: RICARDO CARVALHO ROCHA MACHADO

PROF. ORIENTADOR: DANIEL LEMOS MOUÇO

Rio de Janeiro

ANO 2019
INTRODUÇÃO

A análise estrutural e o dimensionamento dos elementos são duas


das etapas que constituem a concepção de um projeto de estruturas.
Segundo a NBR 6118:2014, o objetivo da análise estrutural é
determinar os efeitos das ações em uma estrutura, com a finalidade de
efetuar verificações de estados limites últimos e de serviço (ELU e
ELS).
Fusco (1976) afirma que, de modo geral, o projeto estrutural é

impraticável sem a aplicação de simplificações.


O objetivo deste trabalho é realizar um estudo comparativo entre os

métodos de análise linear e análise plástica em uma viga de concreto


armado, buscando comprovar que através de uma análise plástica se
consegue calcular uma área de armadura de aço necessária menor do
que utilizando a análise linear, gerando economia.
OBJETIVOS

1. Revisar bibliografia sobre as teorias e


conceitos dos métodos de análise estrutural
utilizados neste trabalho.
2. Definir o modelo estrutural para representação
da viga de concreto armado.
3. Aplicar os métodos de análise estrutural linear
e plástica.
4. Dimensionar as armaduras longitudinais para
seção retangular e seção T para cada método de
análise aplicado.
5. Analisar e comparar os resultados.
JUSTIFICATIVA

 A estrutura de um edifício é responsável por cerca


de 20 a 25% do custo total de uma obra.
 Trabalhos anteriores como o de Fontes (2005)
comprovam economia quando utilizada a análise
plástica em vez da linear, atingindo até 8,7% de
economia no consumo de aço utilizando-a em uma
viga de concreto armado com seção T. No trabalho
de Fontes, pode-se notar também em seus
resultados, que mesmo utilizando uma análise
linear com seção T já se obtém certa economia no
consumo de aço em relação a uma análise linear
com seção retangular, atingindo uma economia de
6,7%.
METODOLOGIA
Para análise da viga em estudo neste trabalho foi adotado um pórtico plano de concreto armado,
na qual foram obtidos os esforços de momento fletor através de uma análise linear e realizado o
dimensionamento à flexão simples, tanto para uma seção retangular quanto para uma seção T.

Todos os cálculos
foram realizados
segundo a norma
NBR 6118:2014 Fluxograma para dimensionamento através da análise plástica
REFERENCIAL TEÓRICO
Tipos de Análise Estrutural
• A NBR 6118:2014 permite cinco diferentes
tipos de análise (linear, linear com
redistribuição, plástica, não-linear e através
de modelos físicos).
• O tipo de análise a ser aplicado, quanto ao
comportamento do material adotado,
depende principalmente do estado limite a
ser verificado e da complexidade da
estrutura a ser analisada.
• O presente trabalho irá abordar os conceitos
de três métodos, o método de análise linear,
o método de análise linear com redistribuição
e o método de análise plástica.
REFERENCIAL TEÓRICO

Análise linear
• Materiais idealizados como elástico-lineares
(1)

Figura 1 - Diagrama tensão versus deformação para um material


elástico perfeito e linear; NATAL JORGE E DINIS (2004/2005)
REFERENCIAL TEÓRICO

Análise linear com redistribuição

Figura 2 - Redistribuição de momentos fletores em viga contínua; FONTES (2005)


REFERENCIAL TEÓRICO

Análise plástica
• Materiais idealizados como elastoplásticos perfeitos ou
elastoplásticos com encruamento

a) Elastoplástico perfeito b) Elastoplástico com encruamento

Figura 3 - Diagrama tensão versus deformação; FONTES (2005)


REFERENCIAL TEÓRICO

Análise plástica
Rótulas plásticas

d)

Figura 4 - Formação de rótula plástica em uma viga de material


elastoplástico perfeito; ARAÚJO (2003).
REFERENCIAL TEÓRICO

Análise plástica
Rótulas plásticas

Figura 5 - Formação de rótula plástica em uma viga de concreto armado;


SILVA (1977).
REFERENCIAL TEÓRICO

Análise plástica
Carga limite e mecanismo de colapso

Figura 7 – Viga hiperestática que se torna hipostática com a rótula no


apoio simples; FONTES (2005)
REFERENCIAL TEÓRICO

Análise plástica
Carga limite e mecanismo de colapso

Figura 8 – Viga biengastada e grau de hiperestaticidade; FONTES


(2005)
REFERENCIAL TEÓRICO

Análise plástica
Carga limite e mecanismo de colapso

Figura 10 – Viga contínua com carregamento uniformemente distribuído;


FONTE: AUTOR

(3) (5)

(4) (6)
REFERENCIAL TEÓRICO

Análise plástica
Concreto armado e capacidade de
rotação da rótula plástica

Figura 11 – Capacidade de rotação


de rótulas plásticas; NBR 6118:2014
ESTUDO DE CASO

Figura 13 - Pavimento ao qual pertence a viga V2; FONTES (2005)


ESTUDO DE CASO

• Localizada em ambiente interno (Classe de Agressividade Ambiental I para ambientes urbanos)


• Estrutura de nós fixos
• Concreto C25
• Aço CA-50
• Cobrimento de 2,5cm
• Distância d’ de 4cm.
• Carga de uso na laje de 2,0kN/m² e revestimento de 1,0kN/m², pé-direito de 2,80m e a alvenaria sobre as vigas
com 2,50kN/m² de parede pronta.

1 4 2 5 3

Figura 14 – Esquema estático da viga V2; Autor


ESTUDO DE CASO

Análise Linear

1 4 2 5 3

Figura 15 - Momentos fletores de cálculo para a análise linear (kN.m);


Autor
ESTUDO DE CASO

Análise Linear - seção


retangular
ESTUDO DE CASO

Análise Plástica - seção


retangular

Tabela 1 – Resultados para valores de x/d pré-fixados (análise plástica


com seção retangular); Autor
ESTUDO DE CASO

Seção T

Figura 16 - Verificações exigidas pela NBR


6118:2014

Largura colaborante para V2


Figura 17 - Seção T da viga V2 com
largura colaborante da laje;
Largura colaborante para V1 FONTES (2005)
ESTUDO DE CASO

Análise Linear - seção T


ESTUDO DE CASO

Análise Plástica - seção T

Tabela 2 – Resultados para valores de x/d pré-fixados (análise plástica


com seção T); Autor
ESTUDO DE CASO

RESULTADOS E
DISCUSSÕES

Tabela 3 – Tabela comparativa da soma das áreas de aço; Autor


ESTUDO DE CASO

CONCLUSÕES
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, A. F. Redistribuição de momentos em vigas contínuas em aduelas protendidas com cabos sintéticos externos. [Tese Doutorado em Engenharia Civíl]. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003.

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OBRIGADO!

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