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A Marighella: o manifesto

A Marighella é a organização socialista, patriota, internacionalista e


revolucionária, de orientação geral marxista-leninista, que busca o caminho do
socialismo popular brasileiro. Isto é, o socialismo com a cara da nossa gente,
com a cara do nosso povo brasileiro, fincado em nossas raízes, mas cumprindo
o destino histórico-geográfico do Brasil na integração da Pátria Grande latino-
ameircana. A Marighella, formatada pelo esqueleto de seus pelotões, dispõe-se
a ser um grande instrumento das lutas populares, por acreditar na
conscientização das massas por meio da pedagogia combativa das ruas e das
lutas. O povo sendo sujeito político da transformação, sendo protagonista, e não
objeto da política, é a tarefa do instrumento A Marighella para o objetivo
revolucionário.

A Marighella pretende abraçar todo herói popular brasileiro ou


simplesmente latino, que tiver sido razoavelmente progressista. Realizando,
assim, a disputa do poder simbólico. Igualmente, o verde-amarelo é socialista,
quando marcado com o sangue vermelho de luta, sangue da classe
trabalhadora, no formato da estrela de nossa utopia comunista.

Apontar Carlos Marighella, o Comandante, como eterno líder da


revolução socialista brasileira é alimentar o símbolo de referência ao combativo
genuinamente nacional, é abrir caminho para a popularização do discurso
socialista, especialmente no seio da juventude, hoje, tão indignada, e ao mesmo
tempo perdida ideologicamente diante da recente conjuntura de grandes
mobilizações com multidões em convulsão desorientada.

Afirmar a indispensabilidade de construir organização, de pensar e agir


em coletivo, é a primeira movimentação crucial para afastar leituras
equivocadas, entre os jovens, de que determinadas táticas, por extremo

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vanguardismo, são, por si, ferramentas revolucionárias. Pois, nada são. Afinal,
tática será sempre tática. E, estratégia sempre estratégia. A flexibilidade tática,
bem como a radicalização, são fundamentais para o triunfo estratégico
revolucionário. Contudo, somente é ferramenta da revolução, aquela que se
constrói por meio de organização coletiva, com busca de diálogo e referência
popular, e com planejamento de toda e qualquer ação. Ao esquerdismo, A
Marighella supera com um programa socialista de verdade, com o ânimo
concretamente revolucionário, com organicidade estimulada e permanente,
para além do esbravejo discursório quixotesco. À direita fantoche dos
detentores do capital, somente a revolução e suas consequências naturais.

Desde a gloriosa noite fundadora de 6 de julho de 2013, em Porto Alegre,


A Marighella segue a lutar pela libertação nacional, pela ruptura do sistema
capitalista, e pela construção do socialismo no Brasil. Destarte, surgida durante
as enormes mobilizações de junho e julho de 2013, A Marighella é a
continuidade da luta anticapitalista e anti-imperialista. A Marighella, por tudo,
é obra do pretérito histórico combativo contra as injustiças e desigualdades, no
Brasil, na América Latina, e em todo mundo. Porém, A Marighella surge pelo
novo, surge para oxigenar, surge para reacender a chama do sonho socialista e
incendiar a fogueira da revolução em cada popular. A burocracia dos demais
partidos de esquerda, o desencontro na relação entre o povo e os partidos
políticos, a crise de representatividade, tão própria da democracia burguesa, e a
nova ordem das mobilizações, são fatores do nascedouro da presente
organização, que acabam por delimitar certa descentralização nas ações.

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Na mesma linha, sempre válido recordar que o Comandante Marighella
definia bem as ações diretas com a seguinte frase "a ação faz a vanguarda"; o que
simboliza acerto da Organização em defender a mesma visão. Mais do que isso,
é preciso reinventar a guerrilha. A Marighella atualiza permanentemente o
manual do Comandante e toda sua obra teórica e prática, pois, sabe que, mais
do que nunca, suas ideias estiveram presentes no último período, e seguirão
firmes até a tomada revolucionária.

A Marighella quer a luta pelo socialismo, mas quer lutar falando a língua
do povo brasileiro, quer assumir definitivamente o aspecto da cultura popular,
da cultura de massas. Tudo na cultura de massas pode e deve ser instrumental
revolucionário, tudo pode servir para conscientizar. "Trabalhar mais e mais pela
base". Jamais esquecer os reais inimigos do povo, manter forte a ofensiva nas
trincheiras contra o capitalismo, combatendo os verdadeiros inimigos, o que
por si já é pedagógico às massas, igualmente ao combate às opressões (o
racismo, o machismo, a homofobia e as demais formas de opressão) por nossas
setoriais.

A Marighella é internacionalista. Acreditamos na construção de uma


terra sem amos, a Internacional. Contudo, acreditamos que seja preciso,
primordialmente, vencer o capitalismo no Brasil, e fomentar o socialismo em
nosso país, superando uma etapa primária de fator revolucionário.

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A Juventude Popular Brasileira (JPB) é a juventude da Organização A
Marighella, uma juventude que recusa a inércia, a passividade, a covardia e o
sectarismo, lamentavelmente bastante notados nas juventudes tradicionais da
esquerda e do patológico esquerdismo infantil. A Juventude da Organização A
Marighella é sempre respeitada nas instâncias decisórias e incentivada
plenamente pela Organização, assim como o setor sindical ainda em fase de
elaboração, e todas as demais setoriais. Afinal, há uma certeza de igualdade na
militância marighellista: somos todos Soldados do Comandante Marighella, os
soldados da Revolução, aqueles que não possuem tempo para ter medo.

A Marighella enxerga que o Governo brasileiro, desde 2003, com a


ascensão do metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, passando pela eleição da
guerrilheira Dilma Rousseff, vem realizando importantes mudanças sociais, tais
como a quase erradicação da fome e da miséria (com bolsa família e demais
programas afins), a democratização do acesso ao ensino superior (cotas, ProUni,
Reuni e Enem), a redução do desemprego e outras coisas. Entretanto, há
flagrante ausência da real disputa pelo poder. Ainda falta muito, e, é dever da
A Marighella tensionar o governo de coalizão centro-esquerda, combatendo os
verdadeiros inimigos do povo, para, enfim, garantir a concretização de
reformas estruturantes de base, alterando a correlação de forças. Mas também é
dever da A Marighella derrotar a democracia burguesa, apontando para os
trilhos da democracia popular, abrindo espaço para uma nova Constituição
verdadeiramente do povo, abrindo caminho para a construção do socialismo
popular brasileiro; algo que infelizmente o principal partido do atual governo
não efetuará.

A eleição da democracia burguesa serve somente para acumular forças


revolucionárias, para forjar a disputa hegemônica, e para pautar o Governo
brasileiro a fim de elevar mudanças sociais, ampliando direitos, e avançando na
popularização da consciência de classe. Portanto, é preciso disputar os governos
progressistas de coalizões, afirmando categoricamente a pauta reivindicatória
da classe trabalhadora e dos movimentos populares. Articular uma enorme

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ofensiva socialista, por dentro desses governos, para balançar a estrutura do
Estado burguês: eis uma ampla movimentação incendiária externa e
internamente.

Chegar ao governo não é necessariamente chegar ao poder, ainda mais


quando em curso estão a democracia burguesa e o monopólio da comunicação,
ou seja, a ditadura do capital. É preciso ir além para disputar e tomar o poder.
Nosso dever é o dever de todo revolucionário, ou simplesmente, nosso dever é
fazer a revolução. A elaboração do Programa Socialista Popular Brasileiro é
uma constante reflexão diante do desenho da arquitetura revolucionária,
sobretudo, diante da conjuntura da busca pela tomada do poder. Certamente
não caberá apenas A Marighella, mas, ao contrário, caberá a uma ampla
unidade socialista e revolucionária a tarefa de executar o processo
revolucionário. A surgir um grande bloco popular de lutas, uma frente
socialista e revolucionária, eis os sinais vermelhos de avançar.

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Vamos construir um exército democrático e popular, vamos construir o
Exército Revolucionário de Libertação Nacional (ERLN), o exército da
Revolução, então planejado pelo Comandante nos tempos da briosa ALN (Ação
Libertadora Nacional, organização que combateu a ditadura militar,
organização que somos herdeiros). É nossa tarefa maior seguir o legado do
Comandante Marighella, é nossa tarefa maior fazer a Revolução Socialista
Brasileira! Vamos construir A Marighella! A Organização que congrega os
elementos da identidade nacional para conscientizar o povo brasileiro,
avançando no sonho da Revolução... Vamos construir o Socialismo à brasileira...
Numa mão o fuzil, na outra a baqueta de surdo ou bumbo. E, nos pés, a bola, o samba...
Viva o Socialismo Popular Brasileiro, o socialismo verde-amarelo!

Socialismo ou morte!

Pátria livre: venceremos!

Ao povo, sempre tudo! À burguesia e aos corruptos da direita fantoche, bala!

Somos brasileiros, socialistas e guerrilheiros!

Brava gente brasileira, longe vá temor servil...   Ou ficar a Pátria livre, ou
morrer pelo Brasil!

Não temos tempo para ter medo!

Revolução no Brasil tem um nome: A Marighella!

"Revolução é sacrifício. Tenhamos decisão. Mesmo que seja enfrentando a


morte. Porque para viver com dignidade, para conquistar o poder para o povo,
para viver em liberdade, construir o socialismo, o progresso, vale mais a
disposição de ir até ao sacrifício da vida."

Comandante Carlos Marighella.

(5 de dezembro de 1911 -   )

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