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ALUNO: ATIVIDADES
* ATENÇÃO: Copiar é CRIME. Art. 184 do código Penal e Lei n° 5998/73

1) O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do
litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica
impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas. [...]
Entretanto, toda essa aparência de cansaço ilude. Nada é mais surpreendedor do que vê-la desaparecer
de improviso. Naquela organização combalida, operam-se, em segundos, transmutações completas.
Basta o aparecimento de qualquer incidente exigindo-lhe o desencadear das energias adormecidas. O
homem transfigura-se. Empertiga-se, estadeando novos relevos, novas linhas na estatura e no gesto; e a
cabeça firma-se lhe, alta, sobre os ombros possantes aclarada pelo olhar desassombrado e forte; e
corrigem-se-lhe, prestes, numa descarga nervosa instantânea, todos os efeitos do relaxamento habitual
dos órgãos; e da figura vulgar do tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, o aspecto dominador de
um titã acobreado e potente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias.

CUNHA, Euclides. Os Sertões: campanha de Canudos. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
Adaptado.

Sobre a obra da qual foi extraído o fragmento em evidência, muito conhecida pela análise histórica que
faz sobre a Guerra de Canudos (1897), mas que realiza um grande exame sobre a terra e o homem do
Nordeste, através de uma ótica permeada pelo positivismo, é correto afirmar:
a) Tratou da relação entre o privado e o público como uma peculiaridade do modo de ser brasileiro.  
b) Fez, nesse trecho, uma alusão à obra de Sérgio Buarque de Holanda — “Raízes do Brasil”.  
c) Analisou a unidade nacional, baseando-se em diferenças regionais, culturais e éticas.  
d) Enfatizou a miscigenação como uma novidade cultural da colonização portuguesa.  
e) Construiu um perfil psicológico do brasileiro baseado na força dos sertanejos. 

2) Autor brasileiro que entendia a construção do Brasil como a fusão de raças, regiões, culturas e grupos
sociais decorrentes da formação colonial, em que os negros e mestiços teriam papel fundamental na
formação da identidade cultural do povo. Essa referência identifica
a) Gilberto Freyre.  
b) Caio Prado Júnior.  
c) Florestan Fernandes.  
d) Fernando de Azevedo.  
e) Sérgio Buarque de Holanda.  

3) Na primeira metade do século XX, o desenvolvimento social brasileiro foi marcado por intensos
debates a respeito do processo de modernização do País.

De acordo com esses debates:


I. O País era apresentado, por algumas correntes de pensamento, como sendo de vocação agrícola.
II. O desenvolvimento social e econômico do País passaria, necessariamente, pela modernização do
campo.
III. O atraso brasileiro decorria de sua origem feudal, aqui reproduzida mediante a relação entre senhor e
escravo.
IV. A expansão da economia capitalista no campo seria fundamental para eliminar os focos de pobreza e
os movimentos sociais de caráter agrário.
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Assinale a alternativa correta.


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a) Somente as afirmativas I e II são corretas.  


b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.  
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.  
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.  
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.  

4) “A falta de coesão em nossa vida social não representa, assim, um fenômeno moderno. E é por isso
que erram profundamente aqueles que imaginam na volta à tradição, a certa tradição, a única defesa
possível contra nossa desordem. Os mandamentos e as ordenações que elaboraram esses eruditos são,
em verdade, criações engenhosas de espírito, destacadas do mundo e contrárias a ele. Nossa anarquia,
nossa incapacidade de organização sólida não representam, a seu ver, mais do que uma ausência da
única ordem que lhes parece necessária e eficaz. Se a considerarmos bem, a hierarquia que exaltam é
que precisa de tal anarquia para se justificar e ganhar prestígio”.

(HOLANDA, Sergio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 33.)

Caio Prado Junior, Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda são intelectuais da chamada “Geração
de 30”, primeiro momento da sociologia no Brasil como atividade autônoma, voltada para o
conhecimento sistemático e metódico da sociedade. Sobre as preocupações características dessa
geração, considere as afirmativas a seguir.

I. Critica o processo de modernização e defende a preservação das raízes rurais como o caminho mais
desejável para a ordem e o progresso da sociedade brasileira.
II. Promove a desmistificação da retórica liberal vigente e a denúncia da visão hierárquica e autoritária
das elites brasileiras.
III. Exalta a produção intelectual erudita e escolástica dos bacharéis como instrumento de transformação
social.
IV. Faz a defesa do cientificismo como instrumento de compreensão e explicação da sociedade
brasileira.

Estão corretas apenas as afirmativas:


a) I e III.  
b) I e IV.  
c) II e IV.  
d) I, II e III.  
e) II, III e IV.  

5) Leia o trecho a seguir:


VEJA – Vê uma atitude racista no culto à mulata ou reafirma sua tese de que esse culto está uma prova
da ausência de problemas raciais no Brasil? O Brasil é, realmente, uma democracia racial perfeita?
GF (Gilberto Freyre) – Perfeita, de modo algum. Agora, que o Brasil é, creio que se pode dizer sem
dúvida, a mais avançada democracia racial do mundo de hoje, isto é, a mais avançada nestes caminhos
de uma democracia racial. Ainda há, não digo que haja racismo no Brasil, mas ainda há preconceito de
raça e de côr entre grupos de brasileiros e entre certos brasileiros individualmente.
(Trecho de entrevista de Gilberto Freyre publicada na revista Veja de 14 de abril de 1970).
É possível afirmar que a resposta de Gilberto Freyre:
a) reforça o preconceito racial dos antigos senhores escravocratas.
b) desrespeita a figura da mulata.
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c) pondera a questão do racismo no Brasil com a evidência de que há democracia racial, ainda que
imperfeita.
d) incita o ódio entre as raças.
e) ignora a história do passado escravista brasileiro.

6) O sofista é um diálogo de Platão do qual participam Sócrates, um estrangeiro e outros


personagens. Logo no início do diálogo, Sócrates pergunta ao estrangeiro, a que método ele
gostaria de recorrer para definir o que é um sofista. Sócrates: – Mas dize-nos [se] preferes
desenvolver toda a tese que queres demonstrar, numa longa exposição ou empregar o método
interrogativo? Estrangeiro: – Com um parceiro assim agradável e dócil, Sócrates, o método mais fácil é
esse mesmo; com um interlocutor. Do contrário, valeria mais a pena argumentar apenas para si mesmo.
(Platão. O sofista, 1970. Adaptado.) É correto afirmar que o interlocutor de Sócrates escolheu, do ponto
de vista metodológico, adotar
a) a maiêutica, que pressupõe a contraposição dos argumentos.
b) a dialética, que une numa síntese final as teses dos contendores.
c) o empirismo, que acredita ser possível chegar ao saber por meio dos sentidos.
d) o apriorismo, que funda a eficácia da razão humana na prova de existência de Deus.
e) o dualismo, que resulta no ceticismo sobre a possibilidade do saber humano.

7) No centro da imagem, o filósofo Platão é retratado apontando para o alto.

Esse gesto significa que o conhecimento se encontra em uma instância na qual o homem
descobre a

a) suspensão do juízo como reveladora da verdade.


b) realidade inteligível por meio do método dialético.
c) salvação da condição mortal pelo poder de Deus.
d) essência das coisas sensíveis no intelecto divino.
e) ordem intrínseca ao mundo por meio da sensibilidade.
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8) Platão: A massa popular é assimilável por natureza a um animal escravo de suas paixões e de
seus interesses passageiros, sensível à lisonja, inconstante em seus amores e seus ódios; confiar-
lhe o poder é aceitar a tirania de um ser incapaz da menor reflexão e do menor rigor.
Quanto às pretensas discussões na Assembleia, são apenas disputas contrapondo opiniões
subjetivas, inconsistentes, cujas contradições e lacunas traduzem bastante bem o seu caráter
insuficiente.
CHATELET, F. História das Ideias Políticas. Rio de Janeiro: Zahar, 1997, p. 17
Os argumentos de Platão, filósofo grego da antiguidade, evidenciam uma forte crítica à:
a) oligarquia
b) república
c) democracia
d) monarquia
e) plutocracia

9) Leia o texto a seguir. É pois manifesto que a ciência a adquirir é a das causas primeiras (pois
dizemos que conhecemos cada coisa somente quando julgamos conhecer a sua primeira causa);
ora, causa diz-se em quatro sentidos: no primeiro, entendemos por causa a substância e a essência
(o “porquê” reconduz-se pois à noção última, e o primeiro “porquê” é causa e princípio); a segunda
causa é a matéria e o sujeito; a terceira é a de onde vem o início do movimento; a quarta causa, que
se opõe à precedente, é o “fim para que” e o bem (porque este é, com efeito, o fim de toda a
geração e movimento). Adaptado de: ARISTÓTELES. Metafísica. Trad. De Vincenzo Cocco. São
Paulo: Abril S. A. Cultural, 1984. p.16. (Coleção Os Pensadores.) Com base no texto e nos
conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa que indica, corretamente, a ordem em que
Aristóteles apresentou as causas primeiras.
a) Causa final, causa eficiente, causa material e causa formal.
b) Causa formal, causa material, causa final e causa eficiente.
c) Causa formal, causa material, causa eficiente e causa final.
d) Causa material, causa formal, causa eficiente e causa final.
e) Causa material, causa formal, causa final e causa eficiente.

10) A felicidade é portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses
atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos “das coisas, a mais
nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos”. Todos estes
atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a
identificamos como felicidade. ARISTÓTELES. A Política. São Paulo: Cia. das Letras, 2010. Ao
reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristóteles a identifica
como
a) busca por bens materiais e títulos de nobreza.
b) plenitude espiritual a ascese pessoal.
c) finalidade das ações e condutas humanas.
d) conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
e) expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
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Gabarito
1) E
2) A
3) D
4) C
5) C
6) A
7) B
8) C
9) C
10) C

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