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Aula 04

Química p/ SEDUC-CE (Professor-Química) Pós-Edital

Wagner Bertolini

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Wagner Bertolini QUÍMICA
Aula 04
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
Prof. WAGNER BERTOLINI

Aula: REAÇÕES ORGÂNICAS E SEUS MECANISMOS

SUMÁRIO PÁGINA
1. “Conversa” com o concursando 01
2. Reações orgânicas 01
3. Questões 32

1. CONVERSA COM O CONCURSANDO


Olá meus queridos alunos.
Agora é finalizar o assunto e fazer questões para treinar a bagaça.

2. CONTINUAÇÃO

HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS
Muitas das reações que estudamos para os hidrocarbonetos não
aromáticos “se repetem” aqui. Portanto, vou colocar as reações mais
importantes de uma forma mais “resumida”.

1- Nitração (Substituição eletrofílica)


O benzeno reage lentamente com o ácido nítrico concentrado a quente para
fornecer nitrobenzeno. A reação é mais rápida se realizada pelo aquecimento do
benzeno com uma mistura de ácido nítrico concentrado e ácido sulfúrico
concentrado.
O ác. Sulfúrico concentrado aumenta a velocidade da reação pelo aumento da
concentração de eletrófilos, o íon nitrônio (NO2+).

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2- Sulfonação (Substituição eletrofílica)


O benzeno reage com ácido sulfúrico fumegante à temperatura ambiente para
produzir ácido benzeno-sulfônico. Ácido sulfúrico fumegante é ácido sulfúrico
que contém SO3 extra. A sulfonação também ocorre em ácido sulfúrico
concentrado sozinho, porém mais lentamente.
Em todas as reações o eletrófilo pode ser SO3. Em ácido sulfúrico concentrado,
SO3 é produzido em um equilíbrio onde H2SO4 atua tanto como um ácido quanto
como uma base.

3- Halogenação
O benzeno e outros compostos aromáticos podem ser halogenados, em
presença de AlCl3 ou FeCl3 (ácidos de Lewis). À primeira vista, acharíamos que
a reação se iniciasse como na halogenação de um alceno ou de um cicloalcano:
devido à alta reatividade da ligação pi, esta atacaria o halogênio simplesmente

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pela existência das cargas formais na molécula desse halogênio (dipolos
induzidos). No entanto, os anéis aromáticos, por serem estruturas ressonantes,
possuem menor reatividade que alcenos e ciclenos. Por isso é necessário
"potencializar" essa carga formal do halogênio. Para isso, usa-se, por exemplo,
o AlCl3, que é um ácido de Lewis, e age recebendo um par de elétrons de um
dos átomos do halogênio. Ex.:

Quando halogenamos um anel aromático que possui um radical alquila, pode-


se conseguir dois produtos diferentes, dependendo das condições em que a
reação é realizada. Por exemplo, na cloração do tolueno, se a reação for
efetuada em presença de um ácido de Lewis, no escuro e a frio, a substituição
ocorrerá no anel. No entanto, se a reação for efetuada em temperaturas elevadas
e em presença de luz, a substituição ocorrerá na cadeia lateral. O mecanismo
nesse caso não é iônico, mas via radicais livres.

A reação I se inicia com a ruptura homolítica do halogênio. Logo, é uma reação


via radicais livres, semelhante àquelas que ocorrem com os alcanos. Daí a
preferência pela cadeia lateral (grupo alquilo). Na prática, é necessário manter a
luz, pois podem ocorrer associações entre os átomos de cloro, regenerando o

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Cl2. A reação II ocorre na presença de ácido de Lewis, que quebra
heteroliticamente o halogênio, ou seja, formam-se íons. A reação é iônica e a
orientação da entrada do eletrófilo será dada pelo grupo que estiver presente no
anel.
O mecanismo da cloração do benzeno na presença do cloreto férrico é análogo
ao da bromação. O cloreto férrico serve ao mesmo propósito nas clorações
aromáticas como o brometo férrico em bromações arométicas. Ele ajuda na
geração e transferência de um íon halogênio positivo.
O flúor reage tão rapidamente com o benzeno que a fluoração aromática requer
condições e aparelhos especiais. Mesmo assim, é difícil limitar a reação à
monofluoração.
Iodo, por outro lado, é o oposto: é tão não reativo, que uma técnica especial
tem de ser usada para efetuar a iodação direta. Aa reação tem de ser realizada
na presença de um agente oxidante, como ácido nítrico.

4- Acilação de Friedel-Crafts (Substituição eletrofílica)


O grupo RC – é chamado de grupo acila, e uma reação onde o grupo acila é
introduzido em um composto é chamada uma reação de acilação.
Reagindo-se haletos de ácido com benzeno, em presença de AlCl 3 ou FeCl3
(ácidos de Lewis), obtém-se cetonas. O eletrófilo é o íon acetoxônio. Ex.:

5- Alquilação de Friedel-Crafts (Substituição eletrofílica)

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Trata-se de um mecanismo de preparação de aquilbenzenos. O mecanismo de
reação começa com a formação de um carbocátion. O carbocátion, então, atua
como eletrófilo (etapa 2) e ataca o anel de benzeno para formar um íon arênio.
O íon arênio (etapa 3), então, perde um próton para gerar isopropilbenzeno. Ex.:

Uma limitação séria na alquilação de Friedel-Crafts está no fato de que alguns


carbocátions, ao serem formados após a reação entre o haleto e o ácido de
Lewis, sofrem um rearranjo instantâneo, alterando o radical que se pretendia
adicionar ao anel. Esse íon sofre rearranjo sempre que, por transposição vicinal
de um hidrogênio ou de um grupo alquila, for possível formar um carbocátion
mais estável. Veja:

ÁLCOOIS
Reações de alcoóis: Desidratação de álcoois: intramolecular e
intermolecular. Oxidação de alcoóis primários e secundários. Reduções de

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ácidos carboxílicos, aldeídos e cetonas. Eliminação em derivados
halogenados e di-halogenados.

A.1. ELIMINAÇÃO
1. Desidratação de Álcoois
I. Desidratação Intramolecular de Álcoois
Classificamos os álcoois em primários, secundários e terciários, conforme o
grupo (–OH) esteja ligado a carbono primário, secundário ou terciário,
respectivamente.
A facilidade de desidratação é maior nos álcoois terciários, depois nos
secundários e, por último, nos primários:
Álcool terciário > Álcool secundário > Álcool primário

Isso se deve à estabilidade do carbocátion formado na cisão heterolítica que


ocorre no carbono que possuía a hidroxila –OH.
Se esse carbono for terciário, o número de grupos alquila que irão doar elétrons,
dispersando sua carga, será maior e, portanto, o carbocátion será mais estável.
A desidratação intramolecular necessita de catalisador, H2SO4 ou Al2O3 e um
aquecimento maior que a intermolecular.

Exemplos:

Quando houver a possibilidade de formar mais de um alceno, é o mais estável


que se forma em maior quantidade. O alceno mais estável é aquele que
apresenta o maior número de radicais orgânicos ligados aos átomos de carbono
da dupla ligação:

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Estabilidade dos alcenos

Portanto, podemos enunciar a regra de Saytzeff:


“Na desidratação de álcool, formar-se-á o alceno mais estável”.

Exemplo

Concluindo, podemos dizer que na desidratação intramolecular do álcool


forma-se alceno.

II. Desidratação Intermolecular dos Álcoois


Com um aquecimento mais brando que o usado para a desidratação
intramolecular e na presença de ácido forte, os álcoois sofrem desidratação
intermolecular, produzindo éteres.

Portanto, desidratação intermolecular dos álcoois produz éter.

Eliminações são reações em que, por saída de dois grupos de átomos de


carbono vizinhos formam-se ligações duplas ou triplas.

A eliminação acompanha normalmente as reações de substituição nucleófila, em


maior ou menor grau:

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O nucleófilo tanto pode atacar nucleofilicamente o carbono do grupo migrante


como os átomos de hidrogênio. O dupleto eletrônico deixado pelo H ataca
intramolecularmente o outro átomo de carbono, expulsando C e dando origem a
uma ligação dupla C=C. Tal como a substituição nucleofílica, a eliminação
também pode ocorrer por dois processos: a eliminação pode ser unimolecular
(E1) ou bimolecular (E2).
E1
A eliminação unimolecular realiza-se em dois processos elementares, sendo o
primeiro comum às SN1.

O processo mais lento é a saída do grupo migrante: um processo unimolecular,


por exemplo, cuja velocidade só depende da concentração de uma espécie.

E2
Realiza-se num único processo elementar, bimolecular. A saída de H e de X dá-
se mais ou menos ao mesmo tempo:

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A velocidade do processo depende da concentração da espécie atacada e da


concentração do nucleófilo. A reação é facilitada pela presença de grupos
atraidores de elétrons que tornam a substância mais ácida. Facilitam a saída de
H sob a forma de H+, como, por exemplo, o RSO2-.
Nem só os halogênios podem ser grupos emigrantes, como já se viu no estudo
da substituição. Outros grupos, p.ex. sulfonatos, fosfatos, sulfuretos, aminas e
carboxilatos também, podem ser deslocados.

De que dependem os mecanismos E1 e E2?


E1 é favorecida pelos mesmos fatores que promovem as SN 1, uma vez que o
passo limitante do mecanismo é o mesmo.
E2 é favorecida por:
 bases volumosas (que devido ao seu volume não podem reagir por SN 2)
 solventes menos ionizantes
 presença de grupos na molécula que tornem os hidrogênios ácidos.
As eliminações ocorrem preferencialmente quando as bases usadas são fortes
(neste caso terão mais tendência a retirar o H+ do que a atacar o carbono
central). São normalmente realizadas a quente, uma vez que quando se aumenta
a temperatura a velocidade das eliminações aumenta mais rapidamente do que
a velocidade das substituições, por exemplo, aumenta a razão
eliminação/substituição.

Qual o hidrogênio que será retirado pela base?


O hidrogênio a ser eliminado terá de estar ligado a um carbono adjacente ao
carbono que possui o grupo migrante, a fim de se poder formar uma ligação
dupla.

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O raciocínio para o caso de um mecanismo E2 é em tudo semelhante. Mas no


caso de E2, o hidrogênio retirado do carbono terá de estar numa conformação
especial: deverá estar no mesmo plano do grupo migrante, e em posição anti (o
que também se designa por antiperiplanar). Isto permite que os dois grupos se
afastem por lados diferentes da ligação dupla que está se formando.

Isto será muito importante na análise da possibilidade de ocorrência de


eliminação em derivados do cicloexano. Por exemplo, sulfonatos de cicloexilo,
na presença de bases, produzem cicloexeno via E2. Se se introduzir um grupo

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volumoso (como o terc-butilo), que impeça o grupo migrante de ocupar a posição
axial, a eliminação já não ocorre:

Regra de Zaitsev
De um modo geral, forma-se de preferência o alceno mais substituído:

Em resumo:
O produto formado dependerá basicamente da temperatura em que a reação for
realizada. A cerca de 180o C o produto principal é de eliminação - um alceno.
Trata-se de uma desidratação intramolecular. Veja:

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Se a reação, porém, for realizada a cerca de 140 o C, o produto principal é de
substituição - um éter. Trata-se de uma desidratação intermolecular. Veja:

2. Eliminação em álcoois cíclicos


Em meio ácido, os álcoois cíclicos podem ser desidratados resultandoem
alcenos:

B. Oxidação Enérgica dos Álcoois


Vou passar um resuminho bem prático que permite responder a muitas
questões sem precisar de fazer muita coisa, além de um raciocínio rápido
sobre esta sequência.
Além disto, serve para identificar o tipo de álcool.
Tipo de Produto da Produto da
álcool PRIMEIRA OXIDAÇÃO SEGUNDA OXIDAÇÃO

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primário aldeído Ácido carboxílico
Secundário cetona Não ocorre
terciário Não reage

Então, veja que se tentarmos a oxidação de álcool e este não reagir, trata-
se de um álcool terciário.

I. Álcool Primário
Os álcoois primários podem oxidar-se parcial ou totalmente.
A oxidação parcial de um álcool primário produz aldeído, que é novamente
oxidado e produz ácido carboxílico, o que nos leva a concluir que a oxidação
total de um álcool primário terá como produto final um ácido carboxílico.
A oxidação de um álcool primário a ácido carboxílico é possível porque o carbono
do grupo – OH de um álcool primário possui, no mínimo, 2 ligações com
hidrogênio.

Um dos métodos para oxidar álcool primário a aldeído e depois a ácido


carboxílico consiste em usar solução de dicromato de potássio, K 2Cr2O7, como
agente oxidante.
Essa solução que possui o íon dicromato Cr2O7- tem coloração vermelho-
alaranjada. Quando esse íon oxida o álcool, o cromo sofre redução, passando a
Cr2O3 de coloração verde (esta reação é a que acontece nos bafômetros ou
etilômetros):

Caso Especial
Oxidação do metanol

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(Possui 3 ligações com hidrogênio e, portanto, 3 pontos a serem oxidados na
molécula.)

II. Álcool Secundário


Os álcoois secundários são oxidados a cetonas, pois o carbono do grupo – OH,
neste caso, possui apenas 1 ligação com hidrogênio.

Exemplo

III. Álcool Terciário


Como neste caso o carbono do grupo – OH não possui ligações com hidrogênio,
os álcoois terciários não sofrem reação de oxidação.

C. Reação com ácidos (Esterificação)

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Uma das reações mais importantes dos álcoois é a esterificação, ou seja, a
formação de ésteres. Reage-se o álcool com um ácido, a frio, em presença de
H2SO4 concentrado:

ALDEIDOS E CETONAS
Vamos estudar estas duas funções conjuntamente, pois, ambas apresentam a
carbonila como grupo funcional.
A reação destas funções se dá na carbonila.

1. Reação com reagente de Grignard


Os aldeídos e cetonas podem reagir com composto de Grignard e posterior
hidratação em meio ácido, produzindo álcoois. O reagente de Grignard funciona
como doador de carbânion:

Vale um esqueminha para memorizar:

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2. Reação com hidreto


Os aldeídos e cetonas podem ser tratados com um agente fornecedor de
hidretos (ex: LiAlH4) e posteriormente, tratados em meio ácido. Assim, obtemos
um álcool:

Diferenciação Prática de Aldeídos e Cetonas


Em laboratórios, faz-se a diferenciação entre aldeído e cetona com base no fato
de que os aldeídos são facilmente oxidados e as cetonas não o são.
Para isso, usam-se reativos especiais que, ao provocarem a oxidação do aldeído
e, consequentemente, ao sofrerem redução, produzem um sinal físico facilmente
identificável como, por exemplo, uma mudança de cor.
Uma vez que a cetona não sofre oxidação, seu contato com esses reativos
não produz sinal algum e assim verifica-se, experimentalmente, se
determinado composto é um aldeído ou uma cetona.

I. Reativo de Tollens
Solução Amoniacal de Nitrato de Prata
Os aldeídos produzem um precipitado de prata metálica nas paredes do frasco,
formando um espelho de prata.

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As cetonas não reagem com reativo de Tollens.

II. Reativo de Fehling


Mistura de solução alcalina de tartarato duplo de sódio e potássio (sal de
Seignette) e solução de CuSO4. A mistura é um líquido de cor azul escuro que
contém o íon cobre II.
Os aldeídos, quando tratados pelo licor de Fehling, dão um precipitado vermelho-
marrom de óxido cuproso.

As cetonas não reagem com o licor de Fehling.

A natureza polar do grupo carbonilo permite-lhe reagir quer com eletrófilos como
com nucleófilos: os nucleófilos atacarão o carbono (que tem deficiência de
elétrons) e os eletrófilos atacarão o oxigênio (que tem elevada densidade
eletrônica).

3. Redução de aldeídos e cetonas


Os aldeídos e as cetonas podem ser reduzidos respectivamente a álcoois
primários e a álcoois secundários. A redução pode ser realizada (tal como a
redução de alcenos) por hidrogenação na presença de Pt, Pd, Rh ou Ni.

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Para a maior parte das aplicações laboratoriais, este método foi substituído por
métodos baseados em hidretos metálicos. Os reagentes mais comuns são o
borohidreto de sódio (NaBH4) e o LiAlH4.

4. Hidratação
Os aldeídos e as cetonas reagem com a água num equilíbrio rápido:

O produto é um diol (uma molécula com dois grupos álcool). A quantidade de


hidrato presente no equilíbrio é muito variável, e é normalmente muito maior para
os aldeídos do que para as cetonas.
A posição do equilíbrio depende de fatores eletrônicos e de fatores estéricos
(relacionados com o volume). Substituintes que libertam densidade eletrônica
(por exemplo, grupos metilo) estabilizam o grupo carbonilo e diminuem a
extensão da hidratação.
Da mesma forma, substituintes que instabilizam o carbonilo favorecem a
formação do hidrato. Fatores estéricos: no hidrato, o carbono central está muito
mais “apertado” do que no aldeído ou cetona inicial. Quanto maiores forem R 1 e
R2, maior será a instabilização da forma hidratada e, portanto, a quantidade de
hidrato presente no equilíbrio será menor. A hidratação dos aldeídos e cetonas
pode ser catalisada quer por ácidos quer por bases.

Catálise alcalina

Catálise ácida

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5. Formação de acetais
Sob condições de catálise ácida, os aldeídos reagem com álcoois formando
diéteres denominados acetais. O primeiro passo é o ataque (catalisado por
ácido) do aldeído por uma molécula de álcool, num processo bastante
semelhante ao ocorrido na hidratação:1

Nas condições ácidas da sua formação, o hemiacetal é convertido num


carbocátion:

Este carbocátion é estabilizado por ressonância, devido à presença dos pares


de elétrons não-ligantes do oxigênio:

O acetal é formado por reação do carbocátion com outra molécula de álcool:

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Enóis

Aldeídos e cetonas com pelo menos um hidrogênio a (hidrogênio ligado ao


carbono imediatamente adjacente ao carbonilo) encontram-se em equilíbrio com
um isômero denominado enol. Este equilíbrio chama-se tautomerismo ceto-enol.
Os tautômeros são isômeros que diferem entre si apenas na posição de um
átomo ou grupo de átomos. Para cetonas e aldeídos simples, o equilíbrio
encontra-se fortemente deslocado no sentido do composto carbonilo. Isto
permite sintetizar aldeídos a partir de alcinos: a hidratação de um alcino dá
origem a um enol, que está em equilíbrio com o composto carbonilo
correspondente:

A enolização pode ser catalisada por uma base forte, como o ânion hidróxido. A
base retira um hidrogênio a, dando origem ao enolato correspondente. O enolato
é uma espécie estabilizada por ressonância:

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Esta ressonância é a razão da elevada acidez dos hidrogênios a dos aldeídos e
cetonas, uma vez que o ânion enolato é mais estabilizado do que o composto
carbonilo original.

Condensação aldólica
O aldeído pode ser parcialmente convertido em enolato por catálise alcalina. O
enolato assim formado pode atacar outra molécula de aldeído dando origem a
um aldol (uma molécula com um grupo aldeído e um grupo álcool). Apresenta-
se a seguir o mecanismo desta reação (adição aldólica)

A adição aldólica é um equilíbrio que favorece os produtos quando o reagente é


um aldeído. Quando se usam cetonas o equilíbrio normalmente encontra-se
deslocado no sentido dos reagentes; as cetonas dão por isso fracos rendimentos
de produtos de adição aldólica. O produto da adição aldólica de um aldeído é
um aldeído b-hidroxilado. Da mesma forma, sob determinadas condições, um
aldeído (ou cetona) b-hidroxilado pode ser quebrado em duas moléculas
menores numa reação que é o inverso da adição aldólica. Uma reação deste tipo
é a quebra de frutose-1,6-bisfosfato em dihidroxiacetona fosfatada e
gliceraldeído-3-fosfato, que ocorre na glicólise.
Por aquecimento, estes compostos desidratam, dando origem a uma ligação
dupla carbono-carbono conjugada com o aldeído. A desidratação ocorre sempre
na direção em que se formam ligações conjugadas C=C-C=O.

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HALETOS ORGÂNICOS
C. Eliminação de HCl, HBr e HI de Haletos Orgânicos
Verifica-se reação de eliminação quando haletos orgânicos encontram-se em
presença de KOH alcoólico.

Nas situações em que pode ser obtido mais de um alceno, seguimos a regra de
Saytzeff.
Por exemplo:
3

Tratando os haletos com uma solução alcoólica aquecida de uma base


inorgânica (KOH, por exemplo) é possível transformá-los em alcenos. É
importante notar que, no caso de haletos com mais de três carbonos, podem se
formar produtos diferentes, em quantidades variadas.
No exemplo abaixo, o 2- Bromo butano dá origem a uma mistura de dois alcenos
isômeros:

2- Desalogenação de haletos vicinais com zinco


Os dihaletos vicinais, quando tratados com zinco metálico, podem ser
desalogenados, originando alcenos. Veja o exemplo abaixo:

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3- Desalogenação de dihaletos vicinais


Os dialetos vicinais, quando tratados com OH - em meio alcoólico, sofrem
eliminação, produzindo alcinos. Nesse caso, o hidrogênio atacado é o
secundário. Veja:
2

Caso o hidrogênio capturado seja o primário, teremos a formação de dienos


conjugados:

4. Eliminação com sódio metálico em haletos cíclicos


Com sódio metálico, os haletos cíclicos podem produzir hidrocarbonetos
alicíclicos binucleados. Ex.:

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==10332e==

REAÇÕES DE OXIDAÇÃO
Estudaremos reações de oxidação para alcenos. Estas podem ocorrer de
três maneiras diferentes, sendo duas delas as mais importantes: a
ozonólise e a enérgica.
Vou montar um esquema para você não perder tempo, pois, na maioria dos
casos que vejo nas provas seria o suficiente para acertar a questão.
Portanto, uma análise desta tabelinha abaixo, com muita atenção, certamente
ajudará em muito a ganhar tempo, prever os produtos, identificar o alceno, etc.
Quando você assistir à vídeo aula perceberá que a aplicação da tabelinha será
muito útil (sem a vídeo aula você também poderá usar a tabelinha, viu?).

A montagem da tabela passa por um entendimento prévio do aluno: classificar o


tipo de carbono da dupla ligação. Depois disto, basta analisar a tabela e
comparar as diferenças.
Vou colocar a tabela agora mesmo, sem mesmo dar a teoria das reações. Você
perceberá que ao estudar a teoria e já mentalizar a tabelinha conseguirá “prever”
os produtos das reações.
Muitas vezes as bancas adoram comparar os diferentes produtos para um
mesmo reagente, porém, este reagente sofrendo diferentes formas de oxidação.

Previsão de produtos formados quanto ao carbono da dupla

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Tipo de Ozonólise Enérgica


carbono
Primário Aldeído CO2 e H2O
Secundário Aldeído Ácido carboxílico
Terciário Cetona Cetona

Observe que você deve se ater às diferenças e igualdades. Por exemplo: tanto
em ozonólise quanto na oxidação enérgica se o alceno tiver carbono da dupla
sendo terciário o produto final será cetona.
Quando temos carbono terciário no carbono da dupla? Quando ele for
ramificado.
Então, meu querido aluno, se um alceno apresentar radicais nos dois carbonos
da dupla teremos como produto apenas compostos cetônicos. Se a cadeia for
simétrica em relação à dupla, teremos um único produto sendo formado duas
vezes. Daí, a banca para te ferrar poderá dizer que formou um ÚNICO produto.
Vou demonstrar abaixo:

Coloquei a marcação em azul para mostrar que temos “duas porções iguais na
molécula” e, quando isto ocorrer, teremos único produto formado duas vezes (em
dobro).

1. Ozonólise de Alcenos
Os alcenos, reagindo com o ozônio em meio aquoso, produzem aldeídos e/ou
cetonas. Trata-se de uma reação que destrói completamente a dupla ligação,
quebrando a molécula do alceno em moléculas menores.
O ozônio é um oxidante bastante enérgico e entra em reação de adição com o
alceno, formando o ozonídeo ou ozoneto, um produto intermediário instável, que
então se decompõe nos produtos finais, por hidrólise.

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Na prática, faz-se borbulhar o gás ozônio numa solução do alceno em solvente
inerte, como o tetracloreto de carbono. Por evaporação do solvente em seguida,
obtém-se o ozonídeo, que tem a forma de um óleo viscoso.
Por ser muito instável e explosivo, não se pode purificar esse ozonídeo, e faz-se
reagir diretamente com a água, geralmente em presença de um agente redutor.
A função desse agente redutor, geralmente a limalha de zinco, consiste em
impedir a ação do peróxido de hidrogênio, que se estiver presente reage com
aldeídos e cetonas.
O zinco captura um oxigênio, formando o óxido de zinco (ZnO). Veja o exemplo
da ozonólise do metil propeno:

O produto obtido depende do tipo de cada carbono que faz a ligação dupla:
A – Se ambos os carbonos que fazem a ligação dupla forem primários ou
secundários, obteremos apenas aldeído.
B – Se ambos os carbonos que fazem a ligação dupla forem terciários,
obteremos apenas cetonas.
C – Se um dos carbonos que fazem a ligação dupla for primário ou secundário e
o outro terciário, obteremos uma mistura de aldeído e cetona.

É aqui, meu caro aluno, que eu gostaria que você antes mesmo de fazer a
reação já pense nos produtos possíveis (usando a tabelinha):

Exemplos
– Ozonólise do 2-metilbuteno
Vamos treinar o uso da tabelinha? Só pelo nome do composto você percebe
que ele só tem um radical. Logo, um dos carbonos da dupla é terciário (dará uma
cetona) e o outro dará um aldeído. Vamos ver?

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– Ozonólise do 2-buteno
Vamos treinar o uso da tabelinha? Só pelo nome do composto você percebe
que ele não tem nenhum radical. Logo, os dois carbonos da dupla não são
terciários (portanto, não formará cetona) dando apenas aldeído como produto(s).
Vamos ver?

Observação
A ozonólise caracteriza-se pela sua seletividade de não produzir ácidos
carboxílicos.

Vamos ver o raciocínio INVERSO? Ou seja: das informações dos produtos


obter o alceno.

Exemplo
Um alceno forneceu por ozonólise aldeído acético e propanona. Qual é o alceno?
Como fazer?
Determinação da posição da dupla ligação na molécula. Siga os seguintes
passos:
a) escreva as formulas dos produtos mencionados, colocando frente a frente as
carbonilas

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b) eliminar os átomos de oxigênio das duas moléculas resultantes e unir por
dupla ligação os carbonos do radical funcional.

O alceno é, portanto: metil-2-buteno

2. Oxidação Enérgica de Alcenos


São exemplos de oxidantes enérgicos: mistura sulfopermangânica (KMnO 4/
H2SO4) e mistura sulfocrômica (K2Cr2O7/ H2SO4).
Em meio ácido o permanganato é oxidante bastante enérgico e leva à ruptura da
dupla ligação, quebrando o alceno em moléculas menores. Os produtos
formados na reação dependem do tipo de carbono da dupla ligação. Carbonos
primários originam CO2 e H2O; carbonos secundários, ácidos carboxílicos, e
carbonos terciários, cetonas.

O KMnO4, em meio ácido, é um oxidante enérgico, dando-se a reação:

Um alceno, quando submetido a um oxidante enérgico, sofre oxidação com


ruptura da dupla ligação, podendo haver formação de ácidos carboxílicos,
cetonas ou gás carbônico.
* Haverá formação de gás carbônico em vez de ácido metanóico se a dupla
ligação estiver localizada na extremidade da cadeia; isso acontece porque o
ácido metanóico possui a propriedade de ser atacado pelo oxigênio, pois o ácido
fórmico apresenta caráter redutor.

Exemplos:

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Quando o alceno apresentar ramificações nos carbonos da dupla ligação,


obteremos cetona ao invés de ácido carboxílico.

Vejamos o primeiro exemplo - a oxidação do buteno-2:

* O carbono da dupla na molécula inicial era secundário; daí a formação de


ácidos carboxílicos.
O próximo exemplo é a oxidação do metil-propeno. Como os carbonos da dupla
são terciário e primário, formam-se, respectivamente cetona e CO2 + H2O
(lembra da tabelinha)?

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Aplicação da Oxidação Enérgica


A reação com KMnO4/H2SO4 pode ser empregada na localização da dupla
ligação de um alceno desconhecido, além de se constituir num método para
obtenção de cetonas e/ou ácidos carboxílicos.
Aqui você deve seguir os mesmos passos que fiz para a ozonólise, com a
diferença de que devemos retirar todos os átomos de oxigênio dos
produtos depois de colocá-los frente a frente.
Exemplo
Um alceno produz com KMnO4/ H2SO4, ácido propanóico e butanona:

Passo a)
Vamos colocar frente a frente as carbonilas dos produtos:

Passo b)
Remover os átomos de oxigênio (todos)

e juntar os carbonos das carbonilas através da dupla:

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O alceno éo 3-metil-3-hexeno

Observação
A reação de um composto orgânico com oxigênio atômico ou molecular é uma
reação de oxidação do composto orgânico, pois o número de oxidação ou Nox
do carbono aumenta. O permanganato de potássio é chamado de agente
oxidante. Outro agente oxidante muito empregado em Química Orgânica é o
dicromato de potássio (K2Cr2O7).

3. Oxidação Branda de Alcenos


Dica: branda começa com B de Básico. Se é Bayer é Bom
(Reação de Baeyer) - O permanganato em meio neutro ou levemente alcalino
(a enérgica é meio ácido) é oxidante brando, pois não chega a romper a dupla
ligação, mas reage introduzindo oxigênios na cadeia. O permanganato é uma
solução de coloração violeta intensa e quando ele passa para MnO 2 precipita
esse óxido marrom escuro. O resultado da oxidação branda de um alceno com
KMnO4 é um diálcool vicinal (glicol). Como exemplo, vejamos a oxidação do
propeno:

Em meio alcalino o KMnO4 é um oxidante brando, dando-se a seguinte reação:

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Exemplo de oxidação branda de alcenos:

Importante!!
Em função da cor violeta da solução de KMnO 4, a reação de Bayer pode ser
aplicada para se distinguir um alceno do ciclano isômero; com KMnO 4 em meio
alcalino o ciclano não reage.

OUTRAS REAÇÕES IMPORTANTES


REAÇÃO DE ESTERIFICAÇÃO
Já estudamos esta reação quando vimos reações para álcoois. Mas, vou
reforçar, pois, a hidrólise e saponificação podem ser vinculadas a esta reação.
Esta reação é a reação reversível de álcool com um ácido carboxílico na
formação de éster e água. Esta reação é utilizada na indústria para obtenção
das essências de frutas (que são ésteres), entre outros usos destes.

Pode-se deslocar o equilíbrio para o lado do éster, por exemplo, retirando-se a


água do equilíbrio, isto é, juntando-se um desidratante. Foi provado,

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experimentalmente, que na reação de esterificação o oxigênio do grupo OH do
álcool permanece na molécula do éster e o oxigênio do grupo OH do ácido é
eliminado sob a forma de H2O. Assim, fazendo a reação de um álcool marcado.

Com ácido, verificou-se que se forma éster pesado e não água pesada.

Exemplo

Esta reação é reversível e a reação inversa chama-se hidrólise do éster.


Os ésteres podem ser facilmente preparados por condensação de um ácido
carboxílico com um álcool em condições de catálise ácida:

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HIDRÓLISE DE ÉSTERES
Os ésteres podem ser hidrolisados por catálise ácida. Neste caso, o mecanismo
é exatamente o oposto da esterificação. A reação é, por isso, reversível. Quando
se pretende sintetizar o éster, remove-se a água da mistura reacional a fim de
deslocar o equilíbrio no sentido da formação do éster. Pelo contrário, quando se
pretende hidrolisar o éster, realiza-se a reação na presença de um grande
excesso de água.
A hidrólise do éster em solução básica é, no entanto, irreversível. Neste caso, a
hidrólise não é realizada pela água, mas pelo ânion hidróxido:

O último passo da reação é irreversível: o carboxilato (uma base fraca) não tem
nenhuma tendência a retirar o próton do álcool (um ácido muito fraco).

REAÇÃO DE TRANSESTERIFICAÇÃO
A reação de transesterificação é uma reação química que pode ocorrer entre um
éster e um álcool ou entre um éster e um ácido, sempre tendo a formação de um
novo éster. Qual a necessidade disto?
Quando temos a gordura a cadeia é formada por um triglicerídeo, o que acarreta
um grande aumento do ponto de ebulição do composto, devido à grande cadeia
do composto e massa molecular.
Se empregarmos um álcool de pequena cadeia (geralmente usamos metanol ou
etanol) diminuímos a massa molar, o tamanho da estrutura e, assim,
melhoramos os aspectos de combustibilidade deste novo éster obtido por
transesterificação (dou uma dica aos meus alunos: transesterificação seria
transformar um éster em outro).

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Na atualidade, a reação de transesterificação de óleos vegetais ou gordura


animal (triglicerídeos) com alcoóis vem despertando muito interesse, sendo que
o principal produto da reação (éster) possui propriedades similares às do diesel
de petróleo, podendo ser utilizado puro ou adicionado ao diesel fóssil,
comumente conhecido como biodiesel.
Neste contexto, "bio" significa ser produzido por fontes renováveis de energia de
biomassa - óleo de soja, mamona, dendê, girassol, canola - e poder incluir no
processo o etanol, que no Brasil é obtido via processo de fermentação do caldo
de cana-de-açúcar.
Para o Brasil, a produção do biodiesel é vantajosa em função da possibilidade
do cultivo de oleaginosas (plantas que servem de fonte para a obtenção de
óleos) sem afetar a produção e oferta de alimentos.

COMBUSTÃO
É uma reação que corresponde à queima de um composto que é alimentada pelo
gás oxigênio, que recebe o nome de comburente. A combustão completa de
compostos orgânicos, geralmente hidrocarbonetos e álcoois, produz dióxido de
carbono (CO2) e água na forma de vapor.
Se a combustão for incompleta, além de água pode haver a formação de carbono
ou monóxido de carbono.
Exemplo

3.1. Combustão Completa


a) CH4 + 2 O2 CO2 + 2H2O
b) C2H2 + 2,5 O2 2CO2 + H2O
c) C2H5OH + 3 O2 2CO2 + 3H2O

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Observe que o balanceamento da equação deve ser feito considerando-se a
combustão (queima) de um mol do composto orgânico, iniciando-se pelo
carbono, em seguida hidrogênio e finalmente oxigênio.

3.2. Combustão Incompleta

Na combustão incompleta nota-se a presença de fuligem (carbono) e monóxido


de carbono; isto se deve à quantidade insuficiente de oxigênio molecular (O 2)
para realizar a combustão total.

DESIDRATAÇÃO DE ÁCIDOS CARBOXÍLICOS


Os ácidos desidratam-se na presença de desidratantes (H2SO4, H3PO4 ou P2O5),
produzindo anidridos de ácidos.
Exemplo

3. QUESTÕES PROPOSTAS

01. (PETROBRÁS DISTRIBUIDORA - TÉCNICO(A) DE QUÍMICA JÚNIOR –


CESGRANRIO/2015). Por serem relativamente instáveis e reativos (por causa
da ligação dupla que tende à saturação), os alcenos são dificilmente encontrados
na natureza. Por isso, são sintetizados pela quebra (cracking) de alcanos de
cadeias longas, e sua maior aplicação é na fabricação de plástico polietileno e
borracha sintética. http://www.infoescola.com/quimica-organica/alcenos/

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Acessado em: 09 nov. 2014
A Figura abaixo apresenta três reações nas quais há a participação de um
alceno.

Apenas a substância A na primeira reação é um composto orgânico. A


nomenclatura dessa substância é
(A) ácido 3-metil-butanoico
(B) metil-butanona
(C) 3-metil-butanal
(D) 4-metil-pentan-2-ona
(E) 4-metil-pentanal
RESOLUÇÃO:
Este alceno sofre reação de oxidação enérgica originando H2O, CO2 e um ácido
carboxílico. Somente sabendo este tipo de produto já daria para matar a questão
(alternativa A). Mas, seguindo: o ácido produzido tem 4 carbonos (ácido
butanóico) e um radical metil na posição 3.
Bastaria você se lembrar que quando o carbono da dupla está na ponta, formar-
se-a água e gás carbônico. Se o carbono da dupla for secundário resultará em
ácido carboxílico. Se o carbono da dupla for ramificado, resultará em cetona.
Resposta: A.

02. (PAPILOSCOPISTA –DF – FUNIVERSA – 2015). O plástico verde pode ser


produzido com etileno obtido do álcool da cana-de-açúcar. Em particular, o
etileno é obtido a partir do álcool via reação de
(A) substituição do álcool.
(B) halogenação do álcool.
(C) oxidação do álcool.
(D) desidratação do álcool.
(E) hidrogenação do álcool.
Resolução:

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Questão tranquila. Trata-se da eliminação do grupo OH do álcool de um dos
carbonos e de H do carbono vizinho, formando um alceno. É uma perda de água
(desidratação) dentro da molécula (intermolecular).

03. (NUCEPE - 2015 - SEDUC-PI - Professor - Química). A reação química em


um bastão de luz ou pulseiras, em geral, envolve várias etapas diferentes. Um
bastão de luz comercial é feito de uma solução de peróxido de hidrogênio e de
uma solução contendo éster de feniloxalato e um corante fluorescente.
Acompanhe a sequência de acontecimentos quando as duas soluções são
combinadas:

Considere as afirmativas abaixo:


I - O peróxido de hidrogênio oxida o éster de fenil oxalato, resultando em uma
substância química chamada fenol e um éster de peroxiácido instável.
II - O composto de peróxi-cíclico se decompõe em dióxido de carbono; essa
decomposição libera energia para o corante.
III - Os prótons dos átomos do corante migram para um nível mais alto, e depois
retornam liberando energia na forma de luz.
São CORRETOS:
a) I, II e III.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.

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e) o item III, apenas.
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar os itens.
I - O peróxido de hidrogênio oxida o éster de fenil oxalato, resultando em uma
substância química chamada fenol e um éster de peroxiácido instável.
Os produtos formados são o fenol e um peróxido, que é instável devido ser de
cadeia fechada, principalmente. Correto.
II - O composto de peróxi-cíclico se decompõe em dióxido de carbono; essa
decomposição libera energia para o corante.
Correto. Como a decomposição vai tornar o composto resultante em uma
substância mais estável, a energia liberada nesta decomposição será
empregada pelo corante.
III - Os prótons dos átomos do corante migram para um nível mais alto, e depois
retornam liberando energia na forma de luz.
Errado. A princípio pode parecer correto, mas, isto ocorreria com os elétrons e
não com os prótons.
Resposta: B

04. (COSEAC -2015 – UFF - Técnico de Laboratório). A reação do metanal


com brometo de etil-magnésio seguida de hidrólise produz um composto cujo
nome é:
a) propanol-1.
b) propanol-2.
c) butanol-1.
d) butanol-2.
e) metil-propanol.
Resolução:
A reação de aldeído com reagente de Grignard leva à formação de um álcool,
além do acréscimo da cadeia carbônica do reagente de Grignard.
Logo, teremos como produto o 1-propanol
H2C =O + H3C – CH2 – MgBr HO- CH2 - CH2 – CH3 (1-propanol).
Resposta: A.

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05. (COSEAC -2015 – UFF - Técnico de Laboratório). A ozonólise de um
alqueno “X” produziu um único tipo de produto. A opção que contém a
nomenclatura do composto “X” é:
a) 2-metil-1-buteno.
b) metilpropeno.
c) 1-buteno.
d) 1-propeno.
e) 2-propeno.
Resolução:
Conforme eu havia passado naquele esqueminha da aula, o enunciado
menciona que foi produzido um único produto. Logo, este alceno deve ser
simétrico. Para dar duas cetonas deveríamos ter alceno com dois radiciais e não
encontramos isto nas alternativas. Logo, basta procurar um alceno sem
ramificações e com a dupla na “metade” do composto.
Não existem os compostos com os nomes das alternativas D e E
Não temos nenhuma situação em que isto ocorra. Se fosse 2-buteno seria uma
resposta possível.
SEM RESPOSTA.

06. (COSEAC -2015 – UFF - Técnico de Laboratório). A acroleína é o nome


usual de uma substância que se forma quando um óleo é utilizado por muito
tempo na fritura de alimentos. A hidrogenação catalítica da ligação olefínica da
acroleína formará um composto cujo nome é:
a) propanal
b) propeno.
c) propenal.
d) propinal.
e) propino.
Resolução:

propanal

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Resposta: A.

07. (COSEAC -2015 – UFF - Técnico de Laboratório). Aquecendo-se uma


mistura de gordura com solução de soda cáustica, ocorre saponificação na qual
se formam como produtos:
a) sais de ácidos graxos e proteínas.
b) ácidos graxos e etanol.
c) ácidos graxos e propanol.
d) proteínas e glicerol.
e) sais de ácidos graxos e glicerol.
Resolução:
Questão básica sobre uma das reações mais frequentes em provas. Quando
aquecemos gordura (triéster formado pelo glicerol) com ácido soda cáustica,
teremos a quebra do éster, formando sabão entre as cadeias dos ácidos graxos
da gordura e a liberação de glicerol. Portanto, sais de ácidos graxos e glicerol.
Resposta: E.

08. (SEE/RJ - PROFESSOR I DE QUIMICA – CEPERJ/2013). Diversos álcoois


alifáticos têm sido observados na atmosfera atuando como poluentes. O álcool
das folhas, como é chamado o hex-3-en-1-ol, é uma substância liberada pela
grama, pelas árvores e lavouras. Esse composto reage com o ozônio
atmosférico, produzindo substâncias poluentes que possuem a função
orgânica:
A) aldeído
B) cetona
C) fenol
D) éster
E) éter
RESOLUÇÃO:
O álcool ao reagir com o oxigênio atmosférico sofre reação de oxidação. Se o álcool
é primário ele se oxida a aldeído e o aldeído se oxida a ácido carboxílico. Se o álcool
for secundário ele se oxida a cetona. O álcool em questão é primário (1-ol significa
hidroxila no carbono 1). Portanto, resultará em um aldeído.

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Resposta: “A”.

09. (SEE/RJ - PROFESSOR I DE QUIMICA – CEPERJ/2013). O glicerol


(propan-1,2,3-triol) tem sido produzido em larga escala no Brasil em reações
de transesterificações utilizadas na produção do biodiesel. Como a quantidade
produzida dessa substância excede a demanda da indústria de cosméticos e
produtos alimentícios, uma alternativa envolve a oxidação catalítica do glicerol,
gerando um produto com maior valor agregado. Nessa reação, em condições
adequadas, a oxidação dos álcoois primários gera ácido carboxílico e a oxidação
do álcool secundário gera cetona sem quebrar a cadeia carbônica. A fórmula
molecular do produto obtido nessas condições é:
A) C3H7O3
B) C3H2O3
C) C3H8O5
D) C3H2O5
E) C3H4O5
RESOLUÇÃO:
Temos abaixo a estrutura do glicerol

Ao sofrer oxidação os grupos OH das extremidades irão se transformar em


ácidos carboxílicos e o OH do carbono secundário se transforma em cetona.
Logo, a estrutura final será:

que apresenta a seguinte fórmula molecular: C3H2O5


Resposta: “D”.

10. (EBSERH – TÉCNICO EM QUÍMICA – AOCP/2013). Sobre as reações de

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substituição em hidrocarbonetos aromáticos, assinale a alternativa correta.
(A) A reação ocorre com a quebra do anel benzênico.
(B) A reação com alcanos é mais fácil do que com compostos aromáticos.
(C) Grupos já ligados ao anel benzênico não influenciam nas reações.
(D) As reações com o tolueno ocorrem com a substituição na posição orto e para.
(E) Nao há reações entre dois hidrocarbonetos aromáticos.
RESOLUÇÃO:
Não temos a quebra da cadeia em reação de substituição (exceto em ciclanos
pequenos, onde acaba ocorrendo a adição e não a oxidação). Os
hidrocarbonetos aromáticos já substituídos podem sofrer novas substituições. As
posições de entrada dos novos substituintes dependem deste ligante já
presente. No caso do tolueno (metilbenzeno) o grupo metil orienta a reação para
a posição orto e/ou para. Os ligantes saturados apresentam esta dirigência,
assim como o metil.
Resposta: “D”.

11. (PETROBRÁS - TÉCNICO(A) QUÍMICO(A) DE PETRÓLEO JÚNIOR -


CESGRANRIO/2012). A reação de oxidação parcial de um álcool secundário,
cuja fórmula geral é dada por R2CHOH, gera como produto um(a)

(A) aldeído
(B) éster
(C) hidrocarboneto
(D) amida
(E) cetona
RESOLUÇÃO:
Todo álcool secundário gera por oxidação uma cetona. (Obs. Não há oxidação
posterior, sem degradar o composto. Por isto, não aceito o termo “parcial” do
enunciado).
Resposta: “E”.

12. (UFMT - DOCENTE QUÍMICA- IFMT/2012). Importantes matérias-primas


para a produção de intermediários da indústria farmacêutica, cosmética e de
aromatizantes, os ésteres ocupam lugar de destaque no cotidiano humano.

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Relacione as informações das reações químicas envolvendo ésteres e produtos
principais dessas reações.
1 – Hidrólise básica de ésteres.
2 – Condensação intramolecular de um grupo funcional álcool e um grupo ácido
carboxílico
3 – Reação entre o fenolato de sódio e um cloreto de acila
4 – Hidrólise ácida de ésteres
( ) Álcool e ácido carboxílico
( ) Éster aromático
( ) Álcool e sal de ácido carboxílico
( ) Éster cíclico
Marque a sequência correta.
[A] 4, 3, 1, 2
[B] 3, 4, 1, 2
[C] 4, 2, 3, 1
[D] 1, 3, 4, 2
RESOLUÇÃO:
A hidrolise básica de um éster produz sal de ácido carboxílico e álcool. A
condensação intramolecular produz um éster cíclico. Um fenolato ao reagir com
cloreto de acila produz um éster aromático. A hidrolise ácida de um éster produz
ácido carboxílico e álcool. Completando teríamos:
(4) Álcool e ácido carboxílico
(3) Éster aromático
(1) Álcool e sal de ácido carboxílico
(2) Éster cíclico
Resposta: “A”.

13. (TÉCNICO(A) QUÍMICO(A) DE PETRÓLEO JÚNIOR – PETROBRÁS –


CESGRANRIO/2012). O reagente nucleofílico na reação de esterificação de um
ácido orgânico é
(A) a água
(B) um outro ácido
(C) um álcool

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(D) um íon hidroxila
(E) um íon hidrato
RESOLUÇÃO:
A reação de esterificação ocorre entre um ácido carboxílico e um álcool.
Resposta: “C”.

14. (UNIPAMPA - TÉCNICO DE LABORATÓRIO– CESPE/2013). A reação


entre um ácido carboxílico e um álcool, na presença de catalisador, formará um
éter.
RESOLUÇÃO:
A reação entre ácido carboxílico e álcool produz éster e água. É denominada de
esterificação. Talvez pela semelhança entre os nomes a banca pode ter
pretendido induzir o candidato ao erro.
Resposta: “ERRADO”.

15. (SEE/RJ - PROFESSOR I DE QUIMICA – CEPERJ/2013). Diversos álcoois


alifáticos têm sido observados na atmosfera atuando como poluentes. O álcool
das folhas, como é chamado o hex-3-en-1-ol, é uma substância liberada pela
grama, pelas árvores e lavouras. Esse composto reage com o ozônio
atmosférico, produzindo substâncias poluentes que possuem a função
orgânica:
A) aldeído
B) cetona
C) fenol
D) éster
E) éter
RESOLUÇÃO:
O álcool ao reagir com o oxigênio atmosférico sofre reação de oxidação. Se o álcool
é primário ele se oxida a aldeído e o aldeído se oxida a ácido carboxílico. Se o álcool
for secundário ele se oxida a cetona. O álcool em questão é primário (1-ol significa
hidroxila no carbono 1). Portanto, resultará em um aldeído.
Resposta: “A”.

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16. (SABESP - ESET - QUÍMICO - VUNESP/2013). Um composto isolado do
leite de vaca apresenta, na sua composição, apenas carbono, oxigênio e
hidrogênio. A análise por combustão de um milimol desse composto gerou quatro
milimols de CO2 e quatro milimols de H2O. Os resultados da análise instrumental
de CHN mostram que o teor percentual de hidrogênio em massa nesse composto
corresponde a ¼ do valor do teor percentual em massa de oxigênio. A fórmula
mínima desse composto é:
(A) CHO.
(B) CH2O.

(C) C2HO.

(D) C2H2O.

(E) C2H4O.

RESOLUÇÃO:
Vamos analisar a reação de combustão
CxHyOz + O2 CO2 + H2O
1 mol xmol y/2 mol
1mmol 4 mmol 4 mmol
Portanto, podemos concluir que x=4 e Y= 8
A fórmula seria C4H8Oz.
Falta determinar o valor de z. Se o percentual de H é de ¼ do valor do teor
percentual em massa de oxigênio calcularemos a massa do Oxigênio fazendo a
proporção:
8H ------ 8unidades de massa ------ ¼ da massa do O
r unidades de massa---1
r = 32. Logo, z = n.16=
32 = n.16
n=z=2
A formula molecular é C4H8O2 e a fórmula mínima é C2H4O
Resposta: “E”.

17. (FMP - Vestibular - CESGRANRIO – 2013). A acne comum, que chamamos


de espinhas, é causada por infecções das glândulas sebáceas. As bactérias
Propionibacterium acnes normalmente habitam a nossa pele, mas quando a

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produção do sebo aumenta na adolescência, elas se multiplicam mais rápido. Ao
crescerem em número, seus subprodutos de metabolismo, a lesão celular que
causam e pedaços de bactérias mortas acabam causando uma inflamação e
possibilitando a infecção por outras bactérias, como a Staphylococcus aureus.
O nome da Propionibacterium acnes vem da sua capacidade de produzir um
ácido carboxílico, o ácido propanoico (também chamado de propiônico), como
subproduto de seu metabolismo. Não se conhece o papel desse ácido, se
houver, na patologia da acne.
Suponha que um adolescente que sofre de acne resolve passar etanol no rosto
e que esse álcool reagirá com o ácido propanoico produzido pelas bactérias.
Sobre essa reação de condensação, considere as afirmativas abaixo.
I – Um dos produtos da reação terá uma ligação éster
II – Na reação haverá formação de água.
III – O produto maior terá cinco carbonos.
IV – A reação formará propanoato de etila.
Está correto o que se afirma em:
a) I e II, apenas
b) I e III, apenas
c) II e III, apenas
d) I, II e III, apenas
e) I, II, III e IV
RESOLUÇÃO:
A reação entre um álcool e um ácido carboxílico irá produzir éster e água. Que
pode ser reversível. Veja esquema geral:

Como o álcool tem 2 carbonos e o ácido propanoico tem 3 carbonos, teremos


um éster com 5 átomos de carbono. O nome do ácido é propanoico, logo, o éster
será um propanoato. O álcool é o etílico, logo o nome para o ester será
propanoato de etila.
Todos os itens estão corretos.
Resposta: E.

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19. (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA – QUÍMICO – CONSULPLAN/2014).


Uma esterificação de Fisher acontece entre quais tipos de compostos
orgânicos?
A) Éster e álcool.
B) Aldeído e fenol.
C) Cetona e álcool.
D) Álcool e ácido carboxílico
RESOLUÇÃO:
Questão básica. Reação que frequentemente cai nos vestibulares e concursos.
É importante gravar algumas reações e seu esquema geral.
Esta reação é a reação reversível entre álcool com um ácido carboxílico na
formação de éster e água. Esta reação é utilizada na indústria para obtenção das
essências de frutas (que são ésteres), entre outros usos destes.

Resposta: “D”.

20. (MINISTÉRIO DA AGRICULTURA – QUÍMICO – CONSULPLAN/2014).


Assinale a alternativa que apresenta um produto da seguinte reação orgânica.

RESOLUÇÃO:

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Trata-se da reação de acilação (Reação de Friedel-Crafts). São reações que
ocorrem envolvendo hidrocarbonetos aromáticos e haletos de ácido. Veja abaixo
a equação da reação:

Resposta: “A”.

21. (PERITO CRIMINAL - MARANHÃO - FGV/2012). Para auxiliar na


identificação de um composto orgânico presente numa mistura desconhecida, a
estratégia usada é a de sintetizar derivados do composto a ser identificado. Para
facilitar seu isolamento, esses derivados devem ser sólidos à temperatura
ambiente e devem ser facilmente isoláveis e purificáveis. A confirmação da
identidade do derivado leva naturalmente à identificação do composto
desconhecido.
Uma das técnicas para identificar álcoois desconhecidos em misturas, por
exemplo, é baseada na sua reação com cloretos de acila.
Na reação a seguir:

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RESOLUÇÃO:
A reação de álcoois com ácidos carboxílicos leva à formação de um éster.
Cloretos de acila se comportam como ácidos carboxílicos frente a álcoois.
Portanto, deveremos ter a formação do correspondente éster, entre os grupos
cloreto acila e a hidroxila do álcool. O produto será o observado em B.

Resposta: “B”.

22. (PM TAIAÇU - PROFESSOR DE QUÍMICA – INSITUTO SOLER/2013). A


reação de nitração do tolueno produz um composto explosivo conhecido como
TNT. Nessa reação, os grupos nitro entram nas seguintes posições orientadas
pelo grupo metil:

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a) Orto, meta, para.


b) Meta, meta, para.
c) Orto, para, orto.
d) Orto, orto, meta.
RESOLUÇÃO:
O metil é um substituinte saturado. Os substituintes saturados quando presentes
em anel aromático dirigem as substituições para as posições orto e para. Nunca
para a posição meta.
Resposta: “C”.

23. (TRANSPETRO - TÉCNICO DE OPERAÇÕES JUNIOR -


CESGRANRIO/2012). Uma substância orgânica tem as seguintes características:
• é constituída somente por átomos de carbono e hidrogênio;
• possui cadeia carbônica linear;
• é um gás incolor e altamente inflamável e
• a combustão completa de 2 mol produz 8 mol de CO2.

Tal substância é o
(A) metano
(B) propano
(C) butano
(D) metilpropano
(E) metilbutano
RESOLUÇÃO:
Se a substância é constituída somente por carbono e hidrogênio ela é um
hidrocarboneto. Todas as alternativas trazem hidrocarbonetos. Possuir cadeia
linear significa não ser ramificada. Excluímos as alternativas D e E. A combustão
de 2 mol produz 8 mol de CO2. Logo, cada mol produzirá 4 mol de CO2. Então,
o hidrocarboneto precisa ter 4 carbonos. É o butano.

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Resposta: “C”.

25. (UECE). O pioneiro no uso do etoxietano (éter comum) para fins anestésicos
foi o Doutor Crawford W. Long, em 1842, quando usou essa substância para
remover tumores do pescoço de um paciente. O etoxietano pode ser obtido:
a) Pela reação do álcool etílico e ácido acético
b) Pela reação entre o etanoato de metila e o álcool etílico
c) A partir da hidratação do ácido acético, por ação do ácido sulfúrico
d) A partir da desidratação intermolecular do álcool etílico, por ação do ácido
sulfúrico.
Gab: D

26. (FUVEST SP). A acetilcolina (neurotransmissor) é um composto que, em


organismos vivos e pela ação de enzimas, é transformado e posteriormente
regenerado:
Etapa 1
+
+
N(CH3)3
N(CH3)3
H H
CH2
C C CH2
+ +
H CH2 H CH2
O
OH O CH3 OH
O C C
enzima CH3 colina
O
acetilcolina

Etapa 2
H H O
C + H2O C + H3C C
H H OH

O CH3 OH
C

Etapa 3
O
+ Enzima +
H3C C + (CH3)3N CH2 CH2 OH (CH3)3N CH2 CH2 O
OH C O + H2O
colina
H3C
acetilcolina

Na etapa 1, ocorre uma transesterificação. Nas etapas 2 e 3, ocorrem,


respectivamente,
a) desidratação e saponificação.
b) desidratação e transesterificação.
c) hidrólise e saponificação.

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d) hidratação e transesterificação.
e) hidrólise e esterificação.
Gab: E

27. (UERJ) A reação de esterificação consiste em fazer reagir um álcool com um


ácido orgânico mineral. O produto orgânico resultante desse processo é um
éster. Observe o exemplo abaixo:
O O
H+

_ _
_ _

_C + CH3CH2OH _C + H2O
OH  OCH2CH3
ácido álcool éster água
Esse processo de esterificação pode ser também classificado como uma reação
de:
a) adição
b) oxidação
c) eliminação
d) substituição
Gab: D

28. (ITA SP). Assinale a opção ERRADA dentre as relacionadas a seguir:


a) A transformação do vinho em vinagre é devida a uma fermentação
anaeróbica.
b) A transformação do suco de uva em vinho é devida a uma fermentação
anaeróbica.
c) A transformação de glicose em álcool e gás carbônico pode ser obtida
com extrato das células de levedura dilaceradas.
d) Grãos de cereais em fase de germinação são ricos em enzimas capazes
de despolimerizar o amido transformando-o em glicose.
e) A reação química responsável pelo crescimento da massa de pão,
enquanto ela descansa antes de ir ao forno, é essencialmente a mesma que
ocorre na transformação do suco de uva em vinho.
Gab: A
RESOLUÇÃO
A fermentação é do tipo aeróbica.
CH3 – CH2 – OH + O2  CH3 – COOH + H2O

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vinho vinagre

29. (UEPB). Os detergentes são substâncias denominadas de tensoativos, isto


é, reduzem a tensão superficial da água permitindo que óleos e gorduras sejam
retirados do meio em que se encontram. Uma classe de detergentes bastante
utilizados no Brasil são os alquilbenzeno-sulfonatos, dos quais o mais comum é
o dodecilbenzenosulfonato de sódio. A síntese deste composto pode ser obtida
a partir do benzeno, passando por três reações, como indicado nas equações
químicas abaixo.
Reação 1)
C12H 25

+ C12H 25Cl HCl +

Reação 2)
C12H 25 C12H 25

+ H 2SO 4 H 2O +

SO 3H

Reação 3)
C12H 25 C12H 25

+ A H 2O +

SO 3H SO 3 Na

Com base nas equações químicas acima, quais os nomes das reações 1 e 2 e
da substância representadas por A?
a) acilação, substituição e cloreto de sódio
b) alquilação, sulfonação e hidróxido de sódio
c) alquilação, sulfonação e cloreto de sódio
d) acilação, sulfonação e hidróxido de sódio
e) halogenação, nitração e cloreto de sódio

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Gab: B

30. (UEG GO). As estruturas químicas das moléculas orgânicas fornecem


informações importantes a respeito de suas propriedades físicas e químicas.
Sobre esse assunto, considere os pares de moléculas abaixo.
CH3
OH O

i)

e ii) CH3CH2CH2NH2 e (CH3)3N


H3C

A B C D

Marque a alternativa CORRETA:


a) Sob as mesmas condições reacionais, o composto B é mais reativo do
que o benzeno em reações de substituição eletrofílica aromática.
b) A e B são estereoisômeros.
c) D apresenta maior temperatura de ebulição do que C.
d) Os compostos A, B e C possuem respectivamente as funções químicas,
álcool, éter e amina.
Resolução:
O composto B é mais reativo que o benzeno devido à presença do grupo metóxi,
que apresenta maior densidade de elétrons localizada no átomo de oxigênio
(coisa que não ocorre no benzeno) e é mais facilmente “atacado’ pelo reagente
eletrófilo (que está querendo elétrons).
A e B são isômeros de função, logo, não faz sentido falar em esteroisomeria, já
que são isômeros funcionais planos.
D apresenta ponto de ebulição menor, pois, sendo amina terciária não apresenta
ponte de hidrogênio, que ocorre em amina secundária (ligação N-H).
O composto A é fenol, não um álcool.
Veja que se você não soubesse a alternativa A, por exclusão chegaria à resposta
correta.
Resposta: A.

31. (UFU MG). Considere a seguinte reação esquematizada.

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C
H3
B
r
-+
+ C
H3SNa

O produto principal de substituição para a reação apresentada acima é:


CH3 CH3

CH3 Na
a. b.

CH3 CH3

S
CH3 S
c. d. CH3

Resolução:
A ideia da resposta desta questão é muito parecida com a resposta da questão
acima(30). O composto CH3SNa apresenta o grupo CH3 com carga residual
positiva e é um agente eletrófilo. Logo, este buscará no composto orgânico a
maior concentração de elétrons (densidade). Isto ocorre com a presença do
bromo e este é mais facilmente “atacado’ pelo reagente eletrófilo (que está
querendo elétrons).
Logo, ocorrerá a substituição do bromo pelo radical metil, formandoo composto
presente em D.
Resposta: D.

32. (PUC RJ) Dada a reação:


C2H5Br + OH-  C2H5OH + Br -

a) uma adição nucleofílica onde OH- é o agente nucleófilo.


b) uma adição nucleofílica onde C2H5Br é o agente nucleófilo.

c) uma substituição eletrofílica onde OH- é o agente eletrófilo.


d) uma adição eletrofílica onde C2H5Br é o agente eletrófilo.

e) uma substituição nucleofílica onde OH- é o agente nucleófilo.


Resolução:
O grupo OH- apresenta excesso de elétrons (somente por isto poderíamos
classifica-lo como nucleofílico, pois, ele vai ter afinidade por núcleoe
eliminaríamos as alternativas C e D). Percebemos que a molécula é saturada,

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pois, dois carbonos e seis ligantes monovalentes nos levam à formula geral
(CnH2n+2) similar à de alcanos (onde já tivemos a substituição de um hidrogênio
por halogênio). Assim, teríamos a reação de substituição (eliminando as
alternativas A e B, restando apenas a letra E). Mas, voltando ao OH- este, irá
atacar moléculas com carbono com carga residual positiva. Para que o carbono
tenha carga residual positiva ele deverá estar ligado a um átomo eletronegativo.
Assim, teremos o carbono com o ligante bromo que será atacado pelo nucleófilo
OH-, geando uma substituição de ligantes.
Resposta: E.

33. (UNESP SP) O composto orgânico 2,2-dimetil-3-metil-butano é um


hidrocarboneto saturado que apresenta cadeia orgânica acíclica, ramificada e
homogênea. Escreva a reação de cloração desse hidrocarboneto, considerando
apenas a obtenção do produto formado em maior quantidade.
Gab:
CH3 CH3 Cl
H3C C CH CH3 + Cl2 
H3C C C CH3
CH3 CH3 CH3 CH3

34. (UFG GO). Os hidrocarbonetos saturados apresentam pouca reatividade,


sendo, por isso, chamados parafínicos. Podem, entretanto, sofrer reação de
substituição radicalar, como a halogenação.
a) escreva a equação de substituição radicalar entre o alcano de menor
massa molar e o cloro molecular.
b) escreva os nomes IUPAC dos possíveis produtos dessa reação.
Gab:
a) essa reação ocorre em presença de luz ultravioleta
CH4 + Cl2  CH3Cl + HCl
b) Clorometano
Dclorometano
Ticlorometano
Tetraclorometano

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Excelente estudo. Estou à disposição.
Grande abraço.
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