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ANEXO III

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DO GUINDASTE, CESTO, CARROCERIA E CABINE


AUXILIAR PARA SEREM INSTALADOS NO CAMINHÃO DA LINHA VIVA E
CAÇAMBA BASCULANTE

1. GUINDASTE ARTICULADO

1.1. APLICAÇÃO:
Equipamentos desenvolvidos com tecnologia que possibilita um trabalho
mais seguro e versátil em redes energizadas, transformando-se em uma
unidade autônoma, capaz de transportar materiais, ferramentas e
pessoas.

1.2. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO:


Braço articulado hidraulicamente, dotado de cestos pendulares auto
niveladas e com trava. Comandos que permitam o seu controle a partir
dos cestos ou da base pelo operador.

1.3. ESPECIFICAÇÕES:
Valores mínimos recomendados:
- Alcance horizontal............................................. 14,00 m ou superior 
- Alcance vertical do solo...................................... 17,00 m ou superior
- Capacidade por Cesto........................................ 136 kgf ou superior
- Quantidade de cestos simples............................... 02 un
- Giro mínimo........................................................380º 
- Peso mínimo do equipamento........................... 1.550 kgf 
- Reservatório de óleo mínimo................................. 60 litros 
- Bomba hidráulica................................................. 30 l/min 
- Pressão de trabalho mínima................................. 175 BAR 
- Nº de sapatas estabilizadoras (Std / Opc)*............ 02 / 04 
- Nº de Cilindros Hidráulicos (Std / Opc).................. 06 / 08 
* Dependendo do tipo de veículo e respectivos PBT. 

1.4. VEÍCULO MÍNIMO RECOMENDADO:


- PBT (mínimo necessário)**................................. 11.000 kgf 
- Distância mínima entre eixos................................... 4.20 m 
** Para outros PBTs, consultar a fábrica. 

DADOS CONSTRUTIVOS:

1.5. ESTRUTURA
Construída em perfilados de aço de alta resistência tornando-se um
conjunto leve e robusto, capaz de suportar todos os esforços decorrentes do
trabalho e do transporte.

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1.6. SAPATAS
Em forma de “A”, telescópicas, podendo ser montadas na dianteira ou na
traseira, sendo disponível opcionalmente a adição de sapatas auxiliares.

1.7. SISTEMA DE GIRO


Do tipo pinhão cremalheira ajustável (folga zero), com ângulo de giro de até
380º, cobrindo toda a região de trabalho por ambos os lados, sendo ainda
fornecido opcionalmente com giro infinito.

1.8. BASE
Construído a partir de chapas de aço soldadas em forma de berço, onde
recebe a lança inferior, o cilindro da lança inferior e o mecanismo de giro.

1.9. CONDUTORES HIDRÁULICOS


Rígidos, feitos a partir de tubos de aço sem costura, conforme Norma NBR
8476.

1.10. FLEXÍVEIS
Feitos a partir de mangueiras hidráulicas com uma trama de aço conforme
norma SAE 100 R5.

1.11. LANÇA INFERIOR


Tubular octavada, conferindo alta resistência flexitorcional, onde são
montadas nas extremidades as articulações entre a torre e o braço isolado,
através de um sistema pino, buchas cementadas e arruelas para eliminação
de folgas e alta precisão de movimentos.

1.12. LANÇA SUPERIOR


Construída em material isolante de alta rigidez dielétrica e protegida com
filme anti-UV, em formato especial para minimizar a concentração de
resíduos condutivos oriundos da evaporação da umidade do ar no caso de
condensação, sendo ainda fornecido com capa protetora.

1.13. ARTICULAÇÃO
Formada por conjunto de bielas e cilindro hidráulico que possibilita um
movimento de 180º entre a lança superior e a lança articulada.

1.14. CIRCUITO HIDRÁULICO


Bomba hidráulica de engrenagens para pressão até 220 bar e vazão
variável de acordo com a rotação do motor, acoplada diretamente ao motor
do veículo através de tomada de força, opcionalmente pode ser fornecida
com conjunto moto-bomba eletro-hidráulica 12 VCC em substituição à
bomba manual (sistema de emergência) possibilitando recolhimento do
equipamento em caso de pane no motor do veículo.
Cilindros hidráulicos de duplo efeito, dotado de válvulas de segurança do
tipo holding dupla no giro e braços, e retenção pilotada nas patolas,
evitando quedas de lanças em caso de rompimentos de canalizações e

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mangueiras ou danos no sistema hidráulico, possibilitando movimentos
suaves do equipamento.

1.15. SISTEMA DE COMANDO


O sistema de comando consiste de três unidades independentes e
selecionáveis de acordo com a necessidade de operação:

1.16. COMANDO DAS PATOLAS


Instalado na base do equipamento facilitando a visualização, garantindo
perfeito assentamento das sapatas ao terreno e o correto nivelamento.
Neste comando está instalado o corpo seletor de vazão, que determina a
prioridade de distribuição de óleo ao comando da base ou da cesta.

1.17. COMANDO DA BASE


Instalado na extremidade inferior da lança metálica, de onde se executa os
movimentos dos braços e giro do equipamento a partir da base.

1.18. COMANDO DAS CESTAS


É fornecido com sistema convencional de mangueiras isoladas instaladas no
interior das lanças, neste caso requerendo monitoramento periódico do
isolamento, o comando é instalado diretamente no cesto e acionado por um
conjunto de alavancas individuais dotados de trava de segurança, sendo
necessária neste caso a utilização de mangueiras e óleo isolante.

SISTEMA DE SEGURANÇA:

1.19. ESTRUTURAL
Fabricado através de materiais de alta resistência mecânica e design
octavado especial anti-torcional e anti-folga.

1.20. DIELÉTRICA
Materiais de alta rigidez dielétrica na lança superior e design minimizador da
concentração de resíduos condutivos, cestas, liner, tirante isolados.

1.21. HIDRÁULICA
Válvulas de segurança em todos os cilindros, seleção de comandos com
prioridade para a base bomba hidráulica manual para recolhimento em caso
de falha no sistema.

1.22. OPERACIONAL
Sistema de operação de emergência a partir da base possibilitando remoção
de operador desacordado do interior da cesta, no solo, graças a sua
geometria over-center na primeira lança e sistema de bielas. Possibilidade
de seleção da prioridade de operação a partir da base independente da
situação do comando da cesta.

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1.23. MECANISMO DE NIVELAMENTO DAS CESTAS
Construído de um sistema de paralelogramo interno à lança inferior e
interligado através de correntes e engrenagens as barras isoladas internas
na lança superior, conferindo verticalidade a cesta em qualquer posição,
dotado ainda de um sistema no caso de impactos ou obstruções no local de
trabalho e basculamento do mesmo no caso de emergências.

2. CESTA AÉREA ISOLADA

2.1. Construído em material isolante de alta rigidez dielétrica e estrutural, capaz


de suportar os esforços decorrentes do trabalho, sendo ainda dotado de
liner e capa protetora, sendo suas dimensões mínimas: 630 mm x 630 mm
x 1035 mm (De acordo com a Norma ANSI).

2.2. A Cesta Aérea é projetada, construída e ensaiada de acordo com as normas


ANSI – SIA A 92-2 e NBR 14631, para trabalhos em redes energizadas de
até 69 kv.

2.3. FIXAÇÃO AO VEÍCULO


A fixação ao veículo se dá através de consoles de fixação, tirantes e
parafusos.

2.4. TOMADA HIDRÁULICA


Junto à cesta para acionamento de ferramentas com engates rápidos e
circuito hidráulico isolado, para equipamento com comando instalado
diretamente na cesta.

3. CARROCERIA METÁLICA

3.1. Construção em chapa de aço de no mínimo 1,5 mm de espessura, disposta


ao longo das laterais de todo o espaço útil atrás da cabine do veículo, com
compartimentos que possibilitem o acondicionamento dos materiais e
equipamentos necessários ao trabalho de manutenção em linhas de
distribuição aéreas.

3.2. Padronização visual: A pintura do acabamento, externa e internamente,


deverá ser em esmalte poliuretânico na mesma cor da cabine do veículo,
sendo que sua aplicação deverá ser precedida de tratamento superficial a
base de pintura por cataforese (tratamento de deposição eletroquímica por
imersão com características anti-corrosivas) e preparação com fundo
compatível com as características do esmalte de cobertura.

3.3. Deverão ser aplicadas faixas refletivas na carroceria de conformidade com a


Resolução no 128/01 do Conselho Nacional de Transito (CONTRAN).

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CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DA CARROCERIA:

3.4. A configuração da carroceria compartimentada deverá envolver o chassi e o


rodado traseiro do caminhão, configurando um conjunto harmônico, com
acesso pela parte traseira da mesma e possuir pegador para facilitar o
acesso do operador. O comprimento da carroceria deverá ser suficiente para
ocupar todo o espaço útil atrás da cabine do caminhão, e a mesma deverá
ser composta por dois armários compartimentados montados nas laterais
externas.

3.5. Sobre chassi: Estruturado em perfis e aço laminado ou dobrado, com


características mecânicas compatíveis com os esforços envolvidos.

3.6. Pisos/assoalho: Os pisos internos da carroceria e sobre os compartimentos


laterais (direito e esquerdo) deverão ser em chapa de alumínio
antiderrapante e com 3,0 mm de espessura nominal.

3.7. Para-choque traseiro: Deverá possuir para-choque traseiro de acordo com a


legislação vigente (resolução 152/2004 do CONTRAN). Deverá ser instalado,
no para-choque traseiro, um ponto para aterramento do conjunto.

3.8. Compartimento/armários: A carroceria compartimentada deverá possuir em


cada lado (direito e esquerdo), 08 (oito) armários compartimentados
profundidade mínima de 400 mm, fabricados em chapa de aço com
espessura nominal de 1,6 mm enquanto as portas deverão ser fabricadas
em chapas de 1,9 mm de espessura.

3.9. Portas: As portas dos armários / compartimentos, deverão ser


confeccionadas em chapa de aço com espessura de no mínimo 1,90 mm,
com vedação adequada ao longo dos batentes (guarnição de borracha
esponjosa vulcanizada tubular automotiva), de maneira a impedir a entrada
de umidade e poeira. As portas deverão ser providas de dobradiças tipo
pivô fabricadas em aço com tratamento anti-corrosão (banho por
cataforese), com pinos e anéis em latão, fixadas ao armário através de
parafusos de cabeça francesa em aço galvanizado, arruelas e porcas auto-
frenantes. Fechaduras tipo maleiro em aço inoxidável com maçaneta
articulada.

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Foto ilustrativa 01 - Caminhão adaptado para trabalho na Linha Viva, adaptado com
guindaste, cestas aéreas, cabine suplementar e carroceria metálica.

4. CABINE SUPLEMENTAR PARA TRANSPORTE DE PESSOAL PARA 04


( QUATRO) PASSAGEIROS

4.1. Cabine fabricada em aço


4.2. Pintura seguindo padrão da empresa solicitante
4.3. Comprimento mínimo de 960 mm
4.4. 01 porta com vidro lado direito com vidro de correr
4.5. Janela lado esquerdo com vidro de correr
4.6. Cintos de segurança
4.7. Vidro frontal fixo ou corrediço (temperado)
4.8. Revestimento interno em fibra de vidro
4.9. Iluminação interna independente
4.10. Fixação da cabine por meio de coxins
4.11. Campainha para aviso de parada para motorista
4.12. Encosto de cabeça para passageiro

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Foto ilustrativa 02 – Cabine Suplementar

5. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA DA CAÇAMBA BASCULANTE

5.1. Caixa de carga da caçamba basculante deverá ter capacidade de 6m3 para
caminhão de 02 eixos;

5.2. A caixa de carga deverá ter cantos redondos, toda soldada pelo processo
Mig, fabricada em chapa de aço SAE 1020 de 4.70mm, reforços externos
por meio de viga U e chapa de aço SAE 1020 de 4.70mm soldados à caixa
de carga. Complementando a caixa, vem um protetor de cabine e tampa
traseira com abertura padrão;

5.3. A articulação da caixa será através de furos de giro de eixo maciço em aço
SAE 1045 com grosseiras para lubrificação;

5.4. O acionamento da tomada de força e do sistema hidráulico deve ser


pneumático comandado do interior da cabine, com ângulo de basculamento
mínimo de 45º;

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5.5. Bomba hidráulica com cardans, juntas universais, mangueiras, conexões e
reservatório de óleo;

5.6. O acabamento da caixa submetido a um processo de jato abrasivo com


granalha de aço para retirada de impurezas que possam resultar em
possíveis corrosões. Aplicação de primer anticorrosivos e acabamento final
com tinta em esmalte sintético;

5.7. A caixa deverá ter para-lamas com para-barro de borracha, para-choque


móvel com faixa reflexiva, escada lateral, iluminação conforme normas do
CONTRAN.

Foto ilustrativa 03 - Caçamba Basculante

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