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Logoterapia (quando o indivíduo encontra sentido é criando um trabalho ou praticando um atl)

Experimentando um ato ou encontrando alguém .


Pela atitude que toma
Cansar da vida ou da vida que se leva?
"Ou seja, o ser humano só se torna realmente ser humano e é totalmente ele mesmo onde ele
se entrega na dedicação a uma tarefa, no serviço a uma causa ou no amor a uma outra pessoa,
deixando de se enxergar é esquecendo -se de si"
Autotranscendencia- existência humana sempre aponta para algo que não é ela própria (Freud
falaria da pulsão de vida - Eros). Necessidade de conexão.
E nao é disso que Freud está falando quando explica a pulsão de vida? Não é disso que Jung
está falando quando fala que o homem quando busca sua totalidade, isto é, ser um ser
"completo", "integral", busca novamente o contato com a natureza, sua história. Tanto que ele
traz a ideia de que os nossos ancestrais, ao estarem em contato com a terra, com os animais,
com o todo, eram muito mais emocionalmente saudáveis. Respeitavam mais o mundo em que
viviam, tinham mais respeito pela vida.

Freud diria, em seu livro "o mal estar na civilização" de 1930, que sofremos por frustrações
sexuais, de sermos a todo momento reprimidos de satisfazer nossos desejos.

Já Viktor Frankl vai dizer que a frustração da atualidade é "existencial". Na verdade penso que
as dias coisas não se excluem, mas falam de 1 coisa de duas formas.

Vazio existencial.

Dialogar Freud e Frankl.

De onde virá esse vazio então? Se a cultura e tradição já não é mais o que dita as regras (Como
na era Medieval), já não sabe o que exatamente quer, podendo ser levado pela maioria - o que
eles estão fazendo ou o que querem que ele faça.

Jung vai falar de como o fato de nós afastamos dos ritos e do sagrado nos desconta de nos
mesmos (expandir mais aqui)
Pensar se existe um sentido na vida é sinal de maturidade intelectual.

"Homem existencialmente Inseguro".

Com o terapeuta trabalha isso na clínica?


Por meio de escuta atenta, presença sensível, fazendo questionamentos que conduzam à
saber o que o sujeito deseja! Porque a partir desse pensar "o que eu gosto? O que me dá
prazer? O que desperta meu interesse ", é possível trabalhar em prol disso.

O processo da descoberta do sentido é uma vida emocionalmente saudável, A possibilidade de


modificar de alguma maneira, a realidade. Perceba que eu usei o termo "de alguma maneira",
justamente porque se eu não posso mudar o que está fora de mim, posso "me" mudar.
O sentido se dá por meio da criação de algo ou da vivência de algo ou alguém - resumindo: o
amor.

Freud já dizia que é preciso aMar para não adoecer.


E numa terapia guiada no escopo de perceber o sentido, não são as técnicas que são o mais
importante - mas a relação paciente-terapeuta.

Aqui vou me valer das palavras de Alberto Nery "O encontro é superior a terapia e a técnica".

"O encontro terapêutico é ninho para a criação". É local de origem da criação da dupla.

E o sentido da vida conforme o nosso processo de maturação psíquica vai mudando, mas
sempre existe um sentido.

É como um trabalho que hoje você se identifica mas depois conhece alguma outra coisa da
qual também se interessa. É como os enamorados, que após conquistarem-se mutuamente,
sentem -se amados é liberados para não viver mais apenas movidos por aquele sentimento,
mas também por um trabalho ou obra voluntária. É como um religioso que redescobre Deus
nos lugares mais inesperados, e não apenas num templo.

Quando o sujeito tem a percepção de que a vida tem um sentido, a vitimização deixa de ser
um norteador para ele, e cria -se a autonomia. Isso porque agora a pessoa entende que o que
ela deseja pra sua vida depende das suas próprias ações, do seu esforço da sua capacidade de
resiliência, isto é, quantas vezes eu sou capaz de cair mas me levantar.

Somos capazes de vencer as barreiras condicionantes ambientais e biológicas quando


encontramos o sentido. Apesar de acreditar na influencia que um ambiente pode ter sobre o
ser (ex: ambiente violento corrupto, limitante etc; deficiências fisicas ou orgânicas), nos seres
humanos temos a capacidade de ultrapassar essas barreiras. Desde que haja a "vontade" de
superar esses obstáculos.

Isso traz a ideia de liberdade. Uma liberdade acompanhada de responsabilidade Frankl é bem
claro quando diz que " achar que você pode fazer o que quer não é liberdade, é onipotência".

Isso porque eu consigo pensar em 3 situações nessa frase de Frankl:

1- que ainda que livre, posso ir até o meu alcance, que acaba onde começa o do outro. Sempre
existe o entrave dos percursos com o "outro". Aquilo que não posso mudar.

2 - Como Paulo diz "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém "

3 - A megalomania da fantasia de onipotência.

LIBERDADE SIM, MAS LIMITADA. Lidar com isso é fundamental para um funcionamento mental
saúdavel.

Não encontrar o sentido é aquilo que tanto falamos na era atual - VAZIO EXISTENCIAL.

O que fazemos no caso em que a pessoa não consegue encontrar o sentido?

Nos vamos para a investigação da relação com os pais, a psicanálise nos revela o quanto a
primeira relação objetal nos dá um parâmetro de como será nossa relação com os demais,
com o mundo.
Nos vamos trabalhar os símbolos, trazendo Jung pra conversa, onde o símbolo é a imagem
tradutora dos nossos desejos profundos. Sabe quando o paciente diz: meu pai não me ama,
então essa imagem do pai para mim não funciona, e a gente questiona- mas o que é amor pra
você? Justamente pra perceber de que desejo esse filho está falando e ver como seu contato
com aquilo que é abstrato se mostra.
E aí entramos na questão dos arquétipos de Jung, porque um símbolo remete à algum
arquétipo. Isto é, uma imagem gravada em nosso inconsciente de como a coisa deve ser.
Expectativas que temos em relação a determinadas coisas que quando não percebidas
corretamente, trazem a sensação de inadequação e frustração, já que não batem com o que
está enraizado dentro de nós. E para lidar com expectativas frustradas,é preciso um lugar
seguro e uma pessoa capaz de acolher essas dores.

O contentamento só virá se for um "efeito" da busca do sentido, ou seja, se for uma corrida
frenética pela felicidade trará ansiedade, justamente por focar somente em si é mais nada,
mas baseado no pilar da transcendência, trará satisfação por já se viver com sentido. Isso é
paradoxal mesmo, porque queremos ser felizes e lutamos para isso,mas precisamos ter um
equilíbrio entre nós e os outros.

Contentamento somente possível na relação com os objetos.

Não fugir da responsabilidade do meu papel no mundo.

Criar situações propícias à descoberta do sentido (ler bons livros.....)