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O BAPHOMET

O Baphomet reúne todas as forças dos princípios masculino e feminino. Simboliza o espírito preso à
matéria.
Há especulações de que a palavra Baphomet seja a corrupção de Mahomet, mas muitos descartam
esta teoria devido ao Islamismo não cultuar Ìdolos.
Segundo Idries Shah o termo Baphomet era uma corrupção do termo árabe Abufihamat
(pronunciado no espanhol mouro como bufihamat), que significa " o Pai da Compreensão”.
Segundo Anton Szandor Lavey: o Baphomet foi usado pelos Cavaleiros Templários para
representar Satã. Recebeu, ao longo dos tempos, diverso nomes: The Goat of Mendes, The Goat of
a Thousand Young, The Judas Goat (O Bode de Judas) e Bode Expiatório. Ainda: o Baphomet
representa os Poderes das Trevas combinados com a fertilidade procriadora da cabra; representa os
instintos carnais do homem, o oposto de sua natureza espiritual (a negação do espírito); seus chifres
representam a dualidade, impelidos para a frente em desafio.
Segue abaixo extratos sobre o Baphomet retirados respectivamente de Dogma e Ritual da Alta
Magia & As Origens da Cabala- O Livro dos Esplendores, ambos de Eliphas Levi Zahed (Alphonse
Louis Constant).

Soror Agarath
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BODE DE SABBAT – BAPHOMET DE MENDES

Explicação da Gravura: *
Figura Panteística e mágica do absoluto. O facho colocado entre os dois chifres representa a inteligência
equilibrante do ternário; a cabeça de bode, cabeça sintética que reúne alguns caracteres do cão, do touro e do
burro, representa a responsabilidade só da matéria e a expiação, nos corpos, dos pecados corporais. As mãos
são humanas para mostrar a santidade do trabalho; fazem o sinal do esoterismo em cima e em baixo, para
recomendar o mistério aos iniciados e mostram dois crescentes lunares; um branco que está em cima, o outro
preto que está em baixo, para explicar as relações do bem e do mal, da misericórdia e da justiça. A parte baixa
do corpo está coberta, imagem dos mistérios da geração universal, expressa somente pelo símbolo do
caduceu. O ventre do bode é escamado e deve ser colorido em verde; o semi-círculo que está em cima deve
ser azul; as penas, que sobem até o peito, devem ser de diversas cores. O bode tem peito de mulher e, assim só
traz da humanidade os sinais da maternidade e do trabalho, isto é, os sinais redentores. Na sua fronte e em
baixo do facho, vemos o signo do microcosmo ou o pentagrama de ponta para cima, símbolo da inteligência
humana, que, colocado assim, em baixo do facho, faz da chama deste uma imagem da revelação divina. Estes
panteus deve Ter por assento um cubo, e para estrado, quer uma bola só, quer uma bola e um escabelo
triangular.
No nosso desenho somente lhe demos a bola, para não complicar muito a figura.

O BODE DE SABBAT **

O bode (...) traz na fronte o signo do pentagrama, com a ponta para cima, o que é suficiente para fazer dele
um símbolo de luz; faz com as mãos o sinal do ocultismo, e mostra em cima a lua branca de Chesed, e
embaixo a lua preta de Geburah. Este sinal exprime o perfeito acordo da misericórdia(Nota: chesed) com a
justiça(Nota: geburah). Um dos seus braços é feminino, o outro é masculino, como no andrógino de Khunrath,
cujos atributos tivemos de reunir aos do nosso bode, pois que é um único e mesmo símbolo. O facho de
inteligência que brilha entre seus chifres é a luz mágica do equilíbrio universal; é também a figura da alma
elevada acima da matéria, como a chama está presa ao facho. A cabeça horrenda do animal exprime o horror
do pecado, de que só o agente material, único responsável, deve para sempre sofrer a pena; porque a alma é
impassível por sua própria natureza, e só chega a sofrer, materializando-se. O caduceu, que está em lugar do
órgão gerador, representa a vida eterna; o ventre coberto de escamas é a água; o círculo que está em cima é a
atmosfera; as penas que vem depois são o emblema volátil; depois, a humanidade é representada pelos dois
seios e os braços andróginos desta esfinge das ciências ocultas.

(...)

O Baphomet dos templários, cujo nome deve ser soletrado cabalísticamente em sentido inverso, se compõe de
três abreviações, Tem ohp ab, Templi omnium hominum pacis abbas, o pai do templo, paz universal dos
homens; o Baphjomet era, conforme uns, uma cabeça monstruosa; conforme outros, um demônio em forma
de bode.

* Fragmento retirado de “Dogma e Ritual da Alta Magia”.


** Idem
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BAPHOMET ***

Tem .’. o .’. h .’. p .’. Abb .’.


Binario verbam vitae mortem et vitam equilibrians

Existem várias figuras de Baphomet.


Por vezes tem barba e cornos de bode, a face de um homem, o seio de uma mulher, a juba e as garras de um
leão, as asa de uma águia, os flancos e o casco de um touro.
È a esfinge de Tebas rediviva, o monstro cativo e simultaneamente vencedor de Édipo.
É a ciência que protesta contra a idolatria, pela própria monstruosidade do ídolo.
Leva entre os cornos o facho da vida, e a alma vivente deste facho é Deus.
Os israelitas estavam proibidos de dar às concepções divinas figura humana ou animal; por esta razão é que
apenas ousavam esculpir querubins, quer dizer esfinges com corpos de touros e cabeças de homem, de águia
ou de leão.
Tais figuras mistas não reproduziriam, na totalidade, nem a forma humana nem a de nenhum animal.
Esses conjuntos híbridos de animais fantásticos tornavam compreensível que o signo não era um ídolo ou a
imagem de alguma coisa vivente, mas a representação de um pensamento.
Não se adora Baphomet nesta imagem informe, e sem semelhança alguma com os seres criados, mas sim a
Deus.
Baphomet não é um Deus, é o signo da iniciação; é também a figura hieróglifa do grande tetagrama divino.
É uma lembrança dos querubins da arca e do Santo dos Santos
É o guardião da chave do templo.
Baphomet é semelhante ao Deus negro do rabi Schimeon.
É o lado obscuro da face divina. Por essa razão, nas cerimônias iniciáticas, exigia-se do recipiendário que
desse um beijo na parte posterior do Baphomet, ou do diabo, para lhe dar um nome mais vulgar. Bem, no
simbolismo da cabeça de duas faces, a que está atrás de Deus é o diabo, e a detrás do diabo é a figura
hieróglifa de Deus.

(...)

*** Trecho extraído de As Origens da Cabala- O Livro dos Esplendores


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