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Rajabo Samihana Arige


Ramadane Carlos
Ricardo Benjamim
Rogério Fernando
Saide Nelson José Abacur
Sonância Ferreira Daniel
Suema Rachide Ntambacheka
Taici Ernesto
Tino António
Tonito António

A Educação na Antiguidade Romana


Curso de Licenciatura em Ensino Básico

Universidade Pedagógica
Montepuez
2019
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Rajabo Samihana Arige


Ramadane Carlos
Ricardo Benjamim
Rogério Fernando
Saide Nelson José Abacur
Sonância Ferreira Daniel
Suema Rachide Ntambacheka
Taici Ernesto
Tino António
Tonito António

A Educação na Antiguidade Romana


Curso de Licenciatura em Ensino Básico
Trabalho de Carácter Avaliativo, a ser
Apresentado no Departamento de Ciências de
Educação e Psicologia Cadeira de História de
Educação Leccionada no Curso de Licenciatura
em Ensino Básico Iᵒ ano, Iᵒ Semestre, orientado
pelo docente: Mr Perlo Miguidade António
Rabeca

Universidade Pedagógica
Montepuez
2019
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Índice
Tema pagina
Introdução ……………………………………………………………………………4………...
Contexto histórico…………………………………………………………………….5.………..
Educação na Antiguidade Romana……………………………………………………7 …………
Educarão Heróico˗Patrícia…………………………………………………………….7………….
Educação Cosmopolita…………………………………………………………………8………….
Educação no Império……………………………………………………………………8………...
Pedagogia: Características gerais ………………………………………………………..9……….
Principais Representantes…………………………………………………………………9…….
Outras Tendências ………………………………………………………………………10………
Conclusão ………………………………………………………………………………..11………
Bibliografia……………………………………………………………………………….12……...
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Introdução
O presente trabalho apresenta como tema a Educação na Antiguidade Romana, dentro deste
trabalho vamos falar primeiro da história dos Romanos e as suas fases e em seguida abordamos
já como foi a Educação na Antiguidade Romana por último demos a conclusão que é a síntese de
tudo que existe sobre este trabalho.
O trabalho ora projectado apresenta os seguintes objectos:
Objectivo geral:
 Analisar a Educação na Antiguidade Romana.
Objectivos específicos:
 Descrever a Educação na Antiguidade Romana;
 Mencionar as principais fases da Educação na Antiguidade Romana;
Para a consecução deste trabalho baseou-se nas pesquisas bibliográficas electrónicas para tornar
uma realidade do presente trabalho.
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1. Contexto Histórico
A história dos romanos remonta ao segundo milénio a.C., podendo ser dividida em três períodos:
A Realeza: de 753 a 509 a.C. da fundação da Roma à queda do último rei etrusco. Com o
desenvolvimento da cultura de cereais a economia deixou de se basear no pastoreio, e mais tarde
o comércio transformou Roma em cidade (urbs). Surgiu a propriedade privada que dividiu em
classes a aristocracia de nascimento, os patrícios e a maioria da população, os plebeus (homens
livres, camponeses, artesãos, comerciantes, sem direitos políticos). Entre os plebeus havia os
clientes, assim chamados por dependerem de família patrícia que oferecia protecção jurídica em
troca de prestação de serviços. Havia poucos escravos, mas esse sistema começava a ser
implantado.
A República: de 509 a 27 a.C. Com a queda do último rei etrusco iniciou-se a República, que
representava os interesses dos patrícios, únicos a terem acesso a cargos políticos. Com o
enriquecimento de algumas camadas da plebe, especialmente das que se dedicavam ao comércio
-, intensificaram-se as lutas pelas igualdades de direitos políticos e civis. Surge uma nova
aristocracia – não mais determinada pelo nascimento e sim pela riqueza, que aspirava ocupar os
altos cargos públicos. Enquanto isso os plebeus continuavam à margem do processo político. A
política expansionista começou no século V a.C. e muitas transformações decorreram disso.
Nasceram grandes fortunas e ampliou-se a escravidão que favoreceu a economia da Roma antiga.
O Império: de 27 a.C. a 426 d.C.da instauração do Império à sua queda, com a invasão dos
bárbaros.
As manobras de César em busca do poder absoluto demonstravam a fragilidade da República.
No Século do Augusto, houve grande desenvolvimento cultural e urbano. Houve incentivo das
artes e escritores como Virgílio, Horácio, Ovídio e Tito Lívio sofreram nítida influência
helenística. De uma complicada máquina burocrática, o Império aumentou o contingente de
funcionários do governo, sobretudo para arrecadação de impostos nas províncias. Dada a
complexidade das questões de justiça, desenvolveu-se a instituição do Direito Romano. O
surgimento do cristianismo foi no mesmo período do Império, e durante muito tempo essa
doutrina cristã foi considerada subversiva pelos romanos, por não aceitar os deuses pagãos – era
uma religião monoteísta - nem render culto ao divino imperador e por ter como adeptos pobres e
escravos. A perseguição dos cristãos começou com Nero (ano 64) até que Constantino permitiu a
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liberdade de culto em 313. No final do século IV o cristianismo se tornou a religião oficial. A


partir do século II d.C. teve início a decadência do Império, marcada por lutas pelo poder, cada
vez mais personalista, altos impostos, corrupção, esvaziamento dos cofres públicos e dissipação
dos costumes.
Século II, com o cessar das guerras de expansão e a crise no escravismo, surgiu o sistema de
colonato (os agricultores livres ficavam presos à terra que cultivavam, pagando os proprietários
com uma parte da produção). O declínio do artesanato e do comércio provocou a ruralização da
economia, até que as invasões bárbaras fragmentaram o império no início do século V, sendo
então dividido entre Ocidental (Roma) e Oriental (Constantinopla).

2. Educação na Antiguidade Romana EDUCAÇÃO NA ANTIGUIDADE ROMANA


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O que é Humanistas.
A cultura universalizada pode ser expressa pela palavra humanistas – no sentido literal de
humanidade e, mais propriamente, de educação, cultura do espírito e equivalente à Paidéia grega.
Distingue-se desta, no entanto, por se tratar de uma cultura predominantemente humanística e,
sobretudo, cosmopolita e universal, buscando aquilo que caracteriza o ser humano, em todos os
tempos e lugares. Com o tempo, a Humanistas degenerou, restringindo-se ao estudo de letras e
descuidando-se das ciências. Podemos distinguir três fases na educação romana:
• Educação latina original, de natureza patriarcal;
• Influência do helenismo, criticada pelos defensores da tradição;
• Por fim, a fusão entre a cultura romana e a helenística.

2.2 Educarão Heróico˗Patrícia


Os proprietários rurais e guerreiros recebiam uma educação que visava a perpetuar os valores da
nobreza de sangue e cultuar os ancestrais.
Até os 7 anos a criança permanecia aos cuidados da mãe ou matrona (mulher respeitável).
Depois disso as meninas aprendiam no lar os serviços domésticos, enquanto o pai se encarregava
pessoalmente da educação do filho. Por seu uma sociedade agrícola, o menino aprendia a cuidar
da terra, actividade que o colocava lado a lado senhor e escravo. Aprendia a ler, escrever, contar
bem como o manejo de armas, a natação, luta e equitação. Os exercícios físicos visavam a
formação do guerreiro.
Aos 15 anos ele acompanhava o pai ao foro (praça central) onde se fazia comércio e eram
tratados assuntos públicos e privados. Ali se aprendia o civismo. Caso o pai não pessoalmente
essas tarefas devido às guerras -, um parente próximo ou mesmo um escravo instruído assumia
seu lugar.
Aos 16 anos o jovem era encaminhado à função militar ou política. A educação era pouco volta
da para preparo intelectual e mais para formação moral.

2.3 Educação Cosmopolita


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Na época da República, com o desenvolvimento do comércio e a sociedade emergente mais


complexa, era exigida uma nova forma de educar. A partir do século IV a.C. foram criadas
escolas elementares particulares, onde se aprendia a ler, escrever e contar, dos 7 aos 12 anos. Os
mestres eram simples e mal pagos e ajeitavam-se em qualquer espaço: uma tenda, a entrada de
um templo ou edifício público. São desse período as escolas dos gramáticos, em que os jovens de
12 aos 16 anos entram em contacto com os clássicos gregos, ampliando seus conhecimentos
literários, ao mesmo tempo em que estudavam as disciplinas reais, como geografia, aritmética,
geometria e astronomia. Surgiu então um terceiro grau de formação, representada pela escola do
reitor (professor de retórica), que era mais respeitados e melhor pagos.
As escolas superiores desenvolveram-se no decorrer do século I a.C. e cresceram durante
império. Eram frequentados por jovens da elite, que se destacariam na vida pública e estudavam
política, direito e filosofia, sem esquecer as disciplinas reais, próprias do saber enciclopédico. A
educação física merecia atenção dos romanos, mais para formação de artes marciais e com
características menos voltadas para os exportes.

2.4 Educação no Império


A administração do Império requeria uma bem montada máquina burocrática, exigindo de seus
funcionários pelo menos instrução elementar. Já no século I a.C. o Estado estimulava a criação
de escolas municipais em todo o Império. Outro destaque para a época do Império foi o
desenvolvimento do ensino terciário, com os cursos de filosofia e retórica, e a criação de cátedras
de medicina, matemática, mecânica e, sobretudo, escolas de direito. A continuidade dos estudos
era exigência para quem almejava cargos mais altos. Inúmeras bibliotecas foram criadas e os
romanos se apropriaram de nas regiões conquistas.

3.1 Pedagogia: Características gerais


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Os romanos usavam os escravos para os trabalhos manuais, enquanto isso a aristocracia se


dedicava ao “ócio digno”, ocupando-se com actividades intelectuais, políticas e culturais.
Diferentemente da Grécia, em Roma a reflexão filosófica não mereceu atenção de modo tão
sistemático.
Quintilianos e outros pedagogos encaravam a filosofia até com certa descrença, e quando a ela
recorriam preferiam os assuntos éticos e morais.

3.2 Principais Representantes


Assim como a produção filosófica era modesta entre os romanos, também a pedagogia, quando
existia quase sempre estava voltada para questões práticas. É também tardia já que seus
principais representantes: Cícero, Séneca e Quintiliano surgem por volta dos séculos I a.C. e
Id.C.
Cícero (106 – 43 a.C.): destaca-se, embora sua filosofia não fosse original, mas eclética,
composta de ideias de diversos sistemas como o platonismo, epicurismo e o estoicismo. Homem
culto, de saber universal, ele valorizava a fundamentação filosófica do discurso, tornando-o um
dos mais claros representantes das humanistas romana. Para ele a educação integral do orador
requer cultura geral, formação jurídica, aprendizagem da argumentação filosófica, bem como o
desenvolvimento de habilidades literárias e até teatrais, importantes para o exercício da
persuasão.
Séneca (4 a.C. – 65 d.C.): segundo sua visão, a educação prepara para o ideal de vida estóico: o
domínio dos apetites pessoais, enfatizando a formação moral e dando menor importância à
retórica, tradicionalmente valorizada. Ocupou-se também da psicologia como instrumento de
preservação da individualidade.
Marco Flávio Quintiliano (35 – 95 d.C.): ao contrário de Cícero, distanciou-se da filosofia,
preferindo os aspectos técnicos da educação, sobretudo a formação de orador. Não se prendia a
discussões teóricas, mas procurava fazer observações técnicas e indicações práticas. Considera
importante a aprendizagem em grupo, actividade que favorece a emulação, de natureza altamente
saudável e estimulante. No ideal de formação enciclopédico, ele inclui exercícios físicos sem
exagero e o estudo da gramática.
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4.Outras Tendências
Em 395, quando o Império Romano foi dividido em duas partes (Oriente e Ocidente), o Império
Oriente desenvolveu intensa vida cultural e religiosa. Essa cidade seria o local de ebulição
intelectual, em que inúmeros copistas aperfeiçoaram cuidadosas técnicas de reprodução de obras
clássicas.
Outro aspecto relevante nesse momento de decadência foi a crescente importância da educação
cristã (e religião proibida tornou-se religião oficial do Império).

5. Conclusão
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Durante a pesquisa deste trabalho o grupo foi possível concluir que:


A história dos romanos remonta ao segundo milénio a.C., podendo ser dividida em três período
que são: a realeza, republica e império.
A educação Romana aconteceu em três fases sendo:
 Educação latina original, de natureza patriarcal;
 Influência do helenismo, criticada pelos defensores da tradição;
 Por fim, a fusão entre a cultura romana e a helenística.
Em Roma, o pensamento dos romanos tendia para o prático. Em Roma, a família desempenhava
papel muito importante, onde o pai é o principal responsável pela educação dos filhos.
Ate aos 7 anos as crianças permanecem sob cuidados da mãe. Depois desta idade, as meninas
continuam no lar com os trabalhos domésticos, enquanto o filho sob responsabilidade do pai, que
se encarrega pessoalmente da sua educação. O pai tem pleno poder sobre os seus filhos, ele pode
matar os filhos anormais, castigar, prender, vender ou matar os filhos rebeldes.
A partir dos 15 anos, o jovem acompanha o pai no foro, praça central onde são tratados os
assuntos públicos e privados, para aprender civismo.
Aos 16 anos o jovem é encaminhado a função militar ou política.

6. Bibliografia
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ARRAIS, Edilian, Educação em Sociedade

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