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ADMINISTRAÇÃO GERAL

Introdução à Teoria Geral da Administração – Teoria Contingencial


Produção: Equipe Pedagógica Gran Cursos Online

INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO –


TEORIA CONTINGENCIAL

O HOMEM COMPLEXO (RELATIVIZAÇÃO DE POSTULADOS E PRINCÍPIOS DAS


DEMAIS TEORIAS)

Com o estudo da teoria contingencial, surge um novo paradigma, o do homem


complexo. A teoria comportamental ultrapassa a visão simplista do ser humano,
livrando-se de hierarquias e conceitos anteriores.
1. O homem é um ser transacional: realiza trocas, concessões, deseja algo
em troca. Cada ser humano representa um universo particular.
2. O homem tem um comportamento dirigido para objetivos: tais objeti-
vos não são fixos, sendo de caráter pessoal.
3. Os sistemas individuais não são estáticos: com relação ao homem
complexo, não há nada absoluto. Ele possui múltiplas necessidades e linhas de
pensamento.
“Nada é absoluto. Tudo é relativo”
Com base no exposto, todos os conceitos estudados anteriormente serão
devidamente relativizados, dando-se muita ênfase ao ambiente, à tecnologia,
que impõe mudanças e pressões nas organizações e a competição inerente
entre os atores de um cenário competitivo em uma organização.

ORIGENS DA TEORIA DA CONTINGÊNCIA

Pesquisa de Burns & Stalker: Traçam dois tipos de organização, a mecâ-


nica e a orgânica. Os autores não defendem que uma das organizações concei-
tuadas seja superior a outra, mas sim que cada uma delas caberá a certo con-
texto ambiental.
a) Organizações mecanísticas (burocracia; ambiente previsível):
1. Estrutura burocrática baseada na divisão do trabalho;
2. Cargos ocupados por especialistas;
3. Decisões centralizadas na cúpula;
4. Hierarquia rígida e comando único;
5. Sistema rígido de controle;
6. Predomínio da interação vertical;
7. Amplitude de controle mais estreita;
8. Ênfase nas regras e procedimentos formais;
9. Ênfase nos princípios universais da Teoria Clássica.

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b) Organizações orgânicas (adhocracia; ambiente dinâmico):


1. Estrutura organizacional flexível com pouca divisão do trabalho;
2. Cargos modificados e redefinidos;
3. Decisões descentralizadas e delegadas;
4. Hierarquia flexível;
5. Tarefas executadas pelo conhecimento;
6. Predomínio da interação lateral ou horizontal;
7. Amplitude de controle mais ampla;
8. Confiabilidade nas comunicações informais;
9. Ênfase nos princípios da Teoria das Relações Humanas.

Pergunta: Ainda que a contemporaneidade empenhe certos desafios as orga-


nizações em geral, é fato que todas as organizações contemporâneas devem
estar organizadas de forma orgânica.
Resposta: Afirmação incorreta. Existem ramos de atuação e contextos
ambientais em que empresas organizadas de forma mecânica exercem suas
atividades e cumprem seus objetivos de maneira satisfatória e sem maiores pro-
blemas.
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Ambiente geral

Ao se estudar a teoria contingencial, é muito importante compreender o con-


texto e a influência do ambiente. O ambiente é composto por sua parte deno-
minada microambiente (ambiente de tarefa) e o macroambiente. Ambos influen-
ciam a empresa ou organização.
O microambiente refere-se ao ambiente externo próximo a organização, com-
posto de concorrentes, clientes, fornecedores, agências reguladoras, sindicatos
e associações. Relacionado a área de atuação da organização (nicho das ativi-
dades realizadas).
O macroambiente possui figura mais abrangente, composto por variáveis múl-
tiplas que apesar de influenciarem diretamente a organização, não estão atrela-
dos as suas atividades. Entre elas temos a economia, políticas, religião, fatores
demográficos, étnicos. Exemplo: grave crise econômica mundial.

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Origens da Teoria da contingência

Pesquisa de Lawrence & Lorsch:


1. Conceito de diferenciação e de integração, padrões adotados por todas as
organizações.
• Diferenciação: A medida que as organizações vão se tornando complexas,
dividindo-se em áreas funcionais e níveis hierárquicos, mais diferencia-
das elas se tornarão. Quanto maior a diferenciação presente no ambiente
interno, mais difícil é a integração.
• Integração: Convergência das diversas áreas funcionais e níveis hierár-
quicos da organização.
2. Conceito de integração requerida e de diferenciação requerida: Correspon-
dem a certos graus de diferenciação e integração requeridos. Base da teoria da
contingencia.
3. Teoria da Contingência.

Pesquisa de Joan Woordward sobre a tecnologia:


• Produção unitária ou oficina;
• Produção em massa ou mecanizada;
• Produção em processo ou automatizada.

Ambiente Homogêneo:
• Pouca segmentação de mercado (clientes sem muitas exigências e com
necessidades similares);
• Fornecedores, clientes e concorrentes homogêneos;
• Simplicidade ambiental;
• Problemas ambientais homogêneos;
• Reações uniformes da organização;
• Estrutura organizacional simples.

Ambiente Heterogêneo:
• Muita segmentação de mercado (atendimento a vários mercados diferen-
tes. Visa atender as várias necessidades do mercado);
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• Fornecedores, clientes e concorrentes heterogêneos;


• Complexidade ambiental;
• Problemas ambientais heterogêneos;
• Reações diferenciadas da organização;
• Estrutura organizacional diferenciada (mais orgânica e menos mecânica).

Modelo contingencial de motivação


Para a teoria contingencial, A motivação é situacional, focando menos no
conteúdo da motivação e mais no processo que leva a pessoa a se motivar.
Modelo de Vroom
Vroom defende que a motivação pode ser apurada multiplicando-se a valên-
cia pela expectância e também pela instrumentalidade. Assim, cada ser-humano
se motivará por vias distintas e diferentes estímulos.
Valência: valor atribuído ao resultado do esforço.
Expectância: força do desejo de atrair aquele resultado de valor por meio do
esforço.
Instrumentalidade: correlação entre o esforço realizado e o recebido.

Atenção!
Caso alguma das variáveis possua valor numérico zero, não haverá motivação.

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Para aumentar a expectância:


Faça a pessoa sentir-se competente e capaz de alcançar o nível dese-
jado de desempenho.
• Selecione pessoas com habilidades;
• Treine as pessoas para usar suas habilidades;
• Apoie o esforço das pessoas;
• Esclareça os objetivos de desempenho.

Para aumentar a instrumentalidade:


Faça a pessoa compreender e confiar que recompensas virão com o
alcance do desempenho.
• Esclareça contratos psicológicos;
• Comunique possibilidades de retorno do desempenho;
• Demonstre quais as recompensas que dependem do desempenho.

Para aumentar a valência:

Faça a pessoa compreender o valor dos possíveis retornos e recompensas.


• Identifique as necessidades individuais das pessoas;
• Ajuste as recompensas para se adequarem a essas necessidades.

Teoria situacional de liderança (Modelo de Fiedler)


Outra influência significativa da teoria contingencial é a Teoria situacional de
liderança. Para Fiedler, ao se considerar a liderança, deve-se levar em conta três
elementos da situação de um líder: as relações entre o líder e seu grupo, se a
tarefa é estruturada ou não-estruturada e finalmente analisar o poder de posição
do chefe.

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Tarefa estruturada: conhece-se a tarefa em sua integridade.


Tarefa não estruturada: não se possui pleno conhecimento e capacidade
sobre a tarefa executada.
Poder de posição do líder: Nível hierárquico onde o líder está inserido.

Segundo modelo de Fiedler, toda vez em que há uma situação com contexto
muito favorável ou desfavorável a liderança, a orientação do líder deve estar
concentrada nas tarefas. Quando estiver contida entre valores médios, a abor-
dagem deve enfatizar mais as pessoas. Dessa forma, o padrão de atuação do
líder deve levar em consideração a situação, o contexto e o grau de maturidade
dos liderados.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a
aula preparada e ministrada pelo professor Renato Lacerda.

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