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Eu estive procurando por uma companheira em todos os lugares

errados. Quando a pessoa certa aparece em Pine Falls com um homem a reboque,
e quase a perco. Caroline Abbott é um amor de menina da cidade que está fazendo
uma última tentativa de manter seu relacionamento (morto) de pé. Quando seu
tolo ex se manda e a deixa sozinha na floresta, eu estou mais do que feliz de ocupar
seu lugar.

Embora eu possa fazê-la gritar de prazer, eu me preocupo que esses gritos


se tornarão medo quando ela perceber que a minha metade escondida é um urso.

Eu não posso manter o segredo por muito mais tempo, mas lhe dizer
poderia assustá-la para sempre.
— Cara, venha aqui para resolver um debate entre a minha menina e eu. —
O louro cabeludo me chama como se eu fosse a porra do seu servo. Eu arrasto os
pés, porque a última coisa que eu quero fazer é ficar no meio de tudo o que ele e
sua namorada já tem em curso. Ele tem sido um idiota desde o minuto em que
pisou dentro da Trading Store.
Normalmente em um lindo dia de outono como este, eu estaria caminhando
na Floresta Nacional Superior ou pescando nas águas do Boundary, mas em vez
disso eu estou na loja de suprimentos esportivos do meu amigo Cole Braxton
enquanto ele está fora em algum acampamento com sua nova namorada. Eu tenho
sérias dúvidas que eles estão fazendo esse lance todo de acampar, além de foderem
como coelhos. Os dois têm estado lançando olhares apaixonados um para o outro
por três anos, e eles apenas recentemente agiram sobre seus desejos não-tão-
secretos.
Aposto que eles vão voltar e ela vai estar cheia com seus filhotes. Na
verdade, eu coloquei dinheiro nisso no Lodge. Todos os shifters ursos se reuniram
na semana passada, bebendo cerveja de mel, comendo alguns biscoitos
fodidamente incríveis que o chefe do Lodge assou, e, em seguida, apostamos
quando nós achamos que Cole e Adelaide estariam encomendando filhotes.
Eli, o nosso líder de fato, tinha certeza de que a semente foi plantada na
primeira noite do casal, mas eu gosto de pensar que Adelaide lutou até este fim de
semana.
— Qual é o dilema? — Eu pisco um sorriso rápido para a senhora adorável
do surfista. Ela é um pedaço, cheia de curvas, bonitos cabelos castanhos e olhos
de corça. Tudo o que eu gosto em uma mulher e mais um pouco. Mas ela está
tomada, e eu não roubo mulher dos outros. Mas eu ainda posso olhar. Dou-lhe
uma piscadela e seus olhos seguem para baixo, tímida demais para flertar de
volta. Isso é bom, porém, porque ela está com um homem, eu digo a mim mesmo,
assim que sinto uma pontinha de decepção.
— Nós estamos pescando hoje e amanhã, e eu pretendo pegar o maior peixe
do oceano.
— São lagos, — diz ela calmamente.
— O que você disse, Caro? — Ele parece como se tivesse cheirado algo
fedido.
Seus olhos se abaixam, e sua boca permanece fechada. Tudo o que ela disse
antes não era para seus ouvidos.
— As águas do Boundary são todas de lagos de água doce e riachos, — eu
respondo por ela. — Não tem oceanos aqui.
— Tanto faz. Dá tudo igual. Certo? A água é água.
A moreninha suspira na descaracterização do cara.
— Eu acho que é 'tanto faz, mas você não vai encontrar peixes aqui que
você encontraria no oceano, por isso é realmente diferente.
O cara faz uma carranca. — Veja. Eu só quero me equipar. Eu não preciso
de uma aula estúpida de geografia.
— Sim, tudo bem. O que você precisa?
— Tudo. — A garota finalmente fala alto o suficiente para todos nós
ouvirmos. — Não temos nada. Apenas uma barraca e um par de sacos de dormir.
— Você já pescou antes? — Pergunto.
Ela balança a cabeça. — Não. Nunca.
— Eu já pesquei muito, — seu homem diz. — Mas Caroline aqui não. Eu
venho lhe dizendo que precisamos de isca viva. Você tem isso por aqui?
— Você está com sorte. — Eu dirijo meus comentários a ela. Não tenho
nenhum interesse em ajudar este babaca a fazer algo, nem dou uma merda para
ele ir para a floresta. — O outono é a melhor época para pescar os Lúcios, e eles
são, provavelmente, os peixes mais agressivos que nós temos aqui. — Nada como
estar em um riacho e pegar esses peixes com suas patas, e depois comer os
saborosos nadadores. Embora, eu admito ter desenvolvido um gosto para o peixe
cozido com cedro e molho. Nem todo peixe cozido é ruim. — Você pode usar o anzol,
em vez de sanguessugas, larvas ou minhocas, mas se você quiser usar a isca viva,
tem ali perto do supermercado. Fred tem algumas coisas boas em seu lugar atrás
do supermercado.
Eu pego duas varas, um molinete, algumas linhas, anzol e depois um par
de coletes salva-vidas.
— Isto aqui vai te fazer bem.
— Nós não precisamos destes coletes salva-vidas. Nós apenas vamos ficar
em uma canoa. — O cara olha com desdém para os coletes.
— Bill, eu acho que me sentiria mais segura com um colete salva-vidas, —
Caro objeta, quando o cara começa a puxar os coletes salva-vidas para fora da
pilha e os devolve à parede.
Eu coloco uma grande mão em cima dos equipamentos de segurança
amarelos. — É regra nesta loja que você não pode alugar o equipamento de pesca
sem coletes salva-vidas.
— Isso é uma besteira do caralho, — Bill zomba. — É uma forma de você
aumentar a conta. Eu não preciso de nenhum colete salva-vidas de merda.
— Bill. — Caro puxa seu braço. — Vamos só pegar os coletes. Você não tem
que usar um.
— Maldição, Caro! É o princípio da coisa. Eu não vou ser levado no papo
por um palhaço. — Ele vira e sai fora.
Caro estremece quando a porta da frente bate ao fechar. — Sinto muito
sobre isso. — Ela pega a carteira. — Qual é o total?
— Você tem certeza que quer isso? — Eu aponto a minha cabeça em direção
à porta, esperando que ela entenda que eu estou falando mais do que sobre os
coletes salva-vidas. — Há um spa aqui em frente.
Ela me dá um sorriso triste. — Eu tenho certeza que não, mas não acho que
seria justo desistir agora. Eu sou a única que o convenceu a vir aqui em primeiro
lugar. Nós temos tido problemas por um longo tempo, mas eu tenho uma amiga
cujo casamento estava com problemas, e ela veio aqui e disse que o tempo longe
da cidade os fez perceber o quanto eles se amavam. Portanto, reservei esta viagem
pensando que iriamos voltar a ter qualquer conexão, mas tudo o que aconteceu foi
me mostrar que eu tenho me segurado em algo que foi quebrado há muito tempo.
— Ela suspira. — Eu não sei por que estou dizendo isso. Acho que é porque eu não
quero que você pense mal de mim por sair de férias com ele. — Caro empurra um
polegar por cima do ombro.
Eu não me sinto tão mal por piscar para ela agora. — Uma coisa boa sobre
as florestas do Norte é que elas limpam sua cabeça. Volte depois que você o
abandonar, e eu vou mostrar-lhe alguns bons pontos de pesca.
Caro pressiona seus deliciosos lábios juntos. — Eu gostaria disso.
— Você precisa de outra barraca? — Eu aponto para os sacos laminados de
nylon atrás do balcão. A ideia de ela dormir por até mesmo uma noite no mesmo
espaço fechado com Bill levanta todos os cabelos da parte de trás do meu
pescoço. Eu não gosto dessa ideia nem um pouco.
Ela olha para fora das janelas da frente, onde Bill está falando com grande
animação no telefone. — Sim, isso soa como uma grande ideia.
— Se você precisar de alguma coisa, grite. Há muita gente nos bosques que
irão ajudá-la.
— Sério? Eu pensei que os acampamentos fossem bastante isolados.
— Não. Há sempre caminhantes, pescadores, coisas assim. — Eu pego as
varas de armação da barraca, e gesticulo para ela pegar o restante dos outros
equipamentos. — Você estará segura, não importa o que aconteça.
Ela balança a cabeça. — Eu aprecio isso.
Eu vou estar por perto se precisar de mim, é o que eu gostaria de dizer, mas
ela não precisa saber disso.

*********

Caro e seu namorado idiota, Bill, saem, e eu ajudo vários outros campistas
a se equiparem antes de fechar as portas por volta das oito. Meu estômago ronca,
me dizendo que eu não tenho me alimentado em pelo menos três horas. O
macarrão com queijo que esquentei no microondas como lanche no meio da tarde,
não tinha sido suficiente para satisfazer nem um pássaro. Eu quero encher minha
barriga antes de ir para a floresta e procurar Caro.
A taberna serve um purê de batatas decentes, molho e carne assada, e se
eu pedir direitinho, aposto que vai ter um pedaço de torta de amora para mim
também. Não há também muitas pessoas quando eu abro a pesada porta de
madeira para o restaurante/bar. Eu reconheço o Xerife Gant sentado em uma
cabine sozinho, e um par de outros moradores. Nós trocamos acenos, e eu
encomendo o especial.
Enquanto estou esperando, a porta se abre e entra Bill, o idiota. Viro-me
completamente no meu lugar, e o vejo alcançar o bar.
— Vodka. Prateleira de cima. — Ele bate a mão no balcão do bar como se
ele estivesse esperando dez horas para ser servido.
Todo mundo no estabelecimento gira para assistir ao show porque embora
Sandy pareça com uma menina frágil, ela é dura quando lhe convém. Ela vai comê-
lo e cuspi-lo.
— Vou pegar em um minuto.
— Isto é um bar? Preciso de uma bebida, filha da puta. Se você está com
preguiça de me servir, então por que você não traz o proprietário aqui para que eu
possa falar com ele?
Há uma lufada coletiva quando todos nós sugamos a respiração. Ninguém
fala com Sandy assim, e não só porque ela é uma shifter texugo e não aceita
nenhuma merda, mas porque seu companheiro é o mais vil shifter urso pardo ao
redor. E o fato de que ele gosta de se esconder na cozinha todos os dias, não
significa que ele não sabe exatamente tudo o que acontece em seu lugar.
Eu deslizo um olhar divertido para o Xerife Gant, que se inclina para trás
em sua cadeira e coloca os pés para cima para que ele possa relaxar enquanto
assiste a este show.
Com uma mão em seu quadril e outra apontando para a porta, Sandy diz:
— Se você pensa por um minuto que vou permitir que você beba minha vodka
depois que falou comigo desse jeito, você está muito enganado. Agora, saia.
Eu não vou a lugar nenhum, menina. Estou aqui para beber, então sirva-
me. — Ele vira as costas para Sandy, e me vê. — Mulher maldita.
— Você parece estar tendo um dia ruim, — eu incito, querendo saber que
outras coisas tolas esse cara pode fazer. Estou muito feliz porque eu estou supondo
que o seu mau humor significa que Caro chutou sua bunda.
— Mulheres. Todas elas são boas para foder, e mesmo assim, se elas
abrirem suas bocas, praticamente estragam tudo. A cadela com quem eu vim
decidiu que não queria pescar, porque eu não iria usar um maldito colete salva-
vidas. Bem, eu mostrei a ela. Deixei sua bunda para trás no acampamento com um
colete salva-vidas. Vamos ver o quanto ela ama esse troço depois de uma noite na
floresta sem nada, só essa coisa de espuma barata. — Ele cacareja e bate no banco
do bar ao lado dele.
Eu estou em meus pés no meio do caminho para o bar antes de eu
perceber. Xerife Gant me puxa de lado antes que eu possa chegar com minhas
duas mãos ao redor do pescoço magro de Bill.
— Eu cuido disso, — diz Gant. — Você vai ficar com a garota.
Eu não estava mentindo quando disse que há uma tonelada de pessoas na
floresta, mas eles não são todos inteiramente seguros com um pedaço saboroso
como Caro, particularmente se ela estiver sozinha. Eu corro para fora do bar, e
mudo para a minha forma de urso marrom antes que a porta me bata na bunda.
Atrás de mim, eu ouço o grasnar de Bill, proclamando que Xerife Gant não
pode prendê-lo por não fazer nada. É nossa cidade. Xerife Gant não pode prendê-
lo por ser um idiota, mas abandonar alguém na floresta? Isso é algum tipo de crime,
com certeza.
Da próxima vez que eu pensar sobre perdoar alguém, vou ouvir o meu
instinto.
Quando Bill disse que tinha mudado, meu instinto disse: — Não, ele não
mudou.
Quando Bill disse que ainda me amava e queria nos dar outra chance, meu
instinto disse, — Péssima ideia. Corra para as montanhas.
Quando Bill disse que tinha parado de festejar por aí e estava mantendo
um trabalho de verdade, meu instinto disse: — Sim, claro.
Instinto estúpido, está sempre certo.
Eu suspiro para mim mesma enquanto desenrolo a embalagem de uma das
novas barracas. Tiro a grande lona, de algum material ruidoso que farfalha, uma
coisa de boa aparência que vai até em cima, algumas varas, e um folheto de
instruções. Eu o pego e olho para as imagens, mas minha mente continua voltando
para Bill.
Eu sou uma idiota. Eu sei que Bill não é bom. Em meu coração, eu sei que
Bill é o tipo de pessoa que nunca vai mudar. Bill é um fanfarrão, e enquanto foi
divertido no início, namorar um cara que era tão alfa e machista, isso ficou velho
e enjoativo bem rápido. Eu acho que é por isso que nos separamos sete vezes nos
últimos três anos. Na verdade, acho que nós estivemos mais separados do que
juntos. E cada vez que ele se desculpava, eu o aceitava de volta como uma
idiota. Ele dizia que está mudado, e eu sou uma otimista e espero o melhor, e por
isso eu lhe dava outra chance.
Na verdade, isso não é verdade. Eu não sou tão otimista quanto
solitária. Eu não tenho um monte de gente na minha vida. Eu cresci como uma
criança de lar adotivo, enviada pra lá e pra cá entre um monte de casas. Eu fui
para a faculdade às custas do Estado, e me encontrei com a minha melhor amiga...
que se casou com um cara e se mudou para o outro lado do país. E então eu
conheci Bill.
Eu acho que é por isso que estou agarrada a ele. Eu não tenho um monte
de amigos. Bill se mudou para Indiana pelo seu trabalho, e eu o segui, e então nós
imediatamente nos separamos novamente. Eu não queria perder o dinheiro em
meu contrato de aluguel, então eu fiquei. Eu não conheço ninguém em Indiana, e
eu trabalho em casa fazendo transcrições médicas. Eu não tenho nenhum animal
de estimação por causa de Bill que é alérgico e o apartamento não me permite tê-
los. Eu não tenho ninguém que se preocupe comigo.
É chato e solitário. Às vezes, me sinto tão desesperada por uma conversa
humana que eu vou para o supermercado e puxo conversa com os idosos nos
corredores. Eu acho que é por isso que concordei quando Bill entrou em contato
comigo no Facebook há poucos dias e disse que sentiu minha falta e queria tentar
novamente. Eu sugeri a pequena cidade turística de Pine Falls, em Minnesota,
graças à sugestão da minha BFF da faculdade. As imagens eram bonitas, lagos
claros, cheios de peixes; espessas florestas verdes cheias de veados; e riachos com
ursos gordos vagueando através deles. Parecia muito divertido para as férias, e por
isso sugeri a Bill. Ele concordou e fizemos os planos.
Claro, esses planos deram errado no momento em que nos encontramos no
aeroporto.
Ele me beijou em saudação, com sua boca desleixada e seu bafo cheirando
a uísque apesar da hora. Campainhas de alarme dispararam na minha cabeça,
mas eu ignorei. Eu queria estas férias. Não, eu precisava. Tinha passado tanto
tempo desde que tinha feito algo divertido e aventureiro. Então, eu esmaguei
minhas dúvidas, e nós alugamos um carro.
O cartão de Bill foi recusado quando ele tentou alugar o carro. — Estas
férias em conjunto esgotaram minhas economias, — ele admitiu para mim.
Eu imediatamente me senti culpada. — Por que você não disse alguma
coisa?
— Porque um homem tem orgulho, Caro, — ele retrucou, indo
imediatamente de remorso à ira. — E você reclamou muito sobre essa maldita
viagem e eu me senti como se eu fosse perder você se eu dissesse que não. — Ele
olhou para mim, em seguida, saiu do escritório do aluguel.
Eu humildemente paguei o carro alugado porque me senti um pouco
idiota. Eu tinha o empurrado para isso. Talvez eu estivesse ansiosa para umas
férias mais do que para gastar tempo com Bill, e eu tinha o obrigado a vir
comigo. Então eu paguei e não disse nada sobre isso. Bill se desculpou cinco
minutos mais tarde, e nós viemos para Pine Falls.
Eu me apaixonei pelo lugar imediatamente. Era exatamente como os
folhetos, e absolutamente encantador. Tinha cabanas de madeira situadas entre
as árvores, veados brincando na orla da cidade, e havia flores silvestres em meio à
vegetação. Era tão adorável. Eu amei tudo.
Bill, é claro, odiou tudo. Não havia nenhum Starbucks na cidade. A
gasolina era caro. As lojas locais estavam tentando destrui-lo.
Eu penso sobre os moradores enquanto eu estudo as instruções para a
barraca.
Bem, acho que penso em um local em particular, o cara realmente quente
da loja de artigos esportivos. O que tinha me comido de cima a baixo com o olhar
e, em seguida, me deu um sorriso que prometia todos os tipos de coisas sujas. Eu
tinha corado e desviado o olhar, mas esse vislumbre sedutor ficou gravado no meu
cérebro.
Bill tinha notado isso também. Depois de eu ter pago o nosso equipamento
de camping, ele tinha reclamado sobre isso por todo o caminho até aqui, me
acusando de flertar bem na frente dele e desrespeitá-lo. O observei tomar um gole
de um pequeno frasco, quando ele pensou que eu não estava olhando, e aí eu
percebi que tinha o suficiente.
Então, quando encontramos o nosso local de acampamento? Eu escolhi
uma luta. Bill mencionou pescar, e eu insisti no colete salva-vidas. Ele explodiu, e
cinco minutos depois, eu tinha sido abandonada para me virar e sobreviver na
natureza.
Eu tomei uma respiração profunda do ar da floresta. Em vez de estar em
pânico, eu me senti... relaxada. Feliz. Vir aqui com Bill foi um erro. Eu não tinha
percebido o quão estressada ele me deixou até ele sair e eu me sentir livre. Eu
estava feliz pelas barracas, e feliz agora que estava sozinha. Eu ia ficar aqui alguns
dias, aproveitar o resto das minhas férias, e tentar não pensar em Bill
novamente. Seria um pouco solitário, mas eu estava acostumada a esse tipo de
coisa.
Eu viro as instruções e as estudo. Se eu vou ficar aqui, preciso de uma
barraca e uma fogueira. Eu assisti um monte de programas de sobrevivência, por
isso, fazer um fogo com um acendedor não pode ser tão difícil, certo? Eu tenho
certeza que eu posso descobrir isso, e o cara da loja me disse que tudo o que me
vendeu era material de alta qualidade.
A onda de calor aquece meu rosto enquanto eu penso sobre o homem
novamente. Eu não costumo ser checada assim por outros rapazes. Eu sou um
pouco tímida, muito calma, e um pouco pesada. Bill está sempre me dizendo que
eu preciso perder algum peso, ou me perguntando se eu realmente preciso comer
tudo.
Algo me diz que o cara da cidade não diria algo assim para mim. A maneira
como ele me olhou me fez sentir como se ele apreciasse minha aparência. Eu
preciso de um cara como ele, eu decido. Talvez se eu o vir novamente, eu vá reforçar
minha coragem e lhe chamar para sair.
Ah, quem estou enganando? Eu nunca chamei um homem para sair na
minha vida. E eu apareci lá com Bill. Ele vai pensar que eu sou uma idiota com
péssimo gosto para homens... e ele não estaria errado sobre a última parte. Eu
pego uma das hastes da barraca, e as instruções. Parece simples o suficiente.
Vinte minutos mais tarde, eu tenho todas as peças da tenda espalhadas na
grama, e enlacei as varas através nos laços internos da tenda. Eu consegui que a
coisa se ancorasse no chão antes de eu perceber que montei a coisa toda errada. A
porta da tenda está na parte inferior, para começar. Eu coloquei minhas mãos em
meus quadris e apertei meus dedos, pensando.
Enquanto penso, eu ouço um ruído nos arbustos.
Viro-me, meio com medo do que vai sair. Um urso, talvez? Ou Bill, ansioso
para uma briga?
Alguns momentos depois, uma forma alta e familiar emerge da moita. É o
cara ridiculamente quente da loja de artigos esportivos. Oh, caramba. Meu rosto
aquece automaticamente. É como se ele tivesse ouvido meus pensamentos aqui de
cima.
— Toc Toc, — diz ele, fingindo bater em uma árvore próxima. Ele está
sorrindo para mim, e Deus, ele parece bom. A camisa apertada que ele está usando
enfatiza a largura de seus ombros, e posso ver praticamente todos os músculos
delineados sob o algodão fino. O jeans que ele está usando é apertado e parece um
pouco estranho, mas ele o usa como um profissional. Eu acho que o homem podia
vestir um saco de juta e ainda ser o puro sexo andante.
Eu mordo meu lábio e resisto ao impulso de abanar meu rosto aquecido. Eu
tento pensar em algo divertido para dizer. Lembra quando você disse que iria
chamar ele para sair, Caro, se você o visse novamente? Destino, eu acredito. Hora
de agir.
Infelizmente, o que sai é: — O que você está fazendo aqui?
Suas sobrancelhas se franzem e por um momento ele parece com raiva. —
Seu namorado apareceu na cidade sem você. Eu fiquei preocupado que ele tivesse
deixado você para trás.
Oh. — Ele deixou. — Eu dobro cuidadosamente as instruções de tenda para
dar as minhas mãos algo para fazer, e espero que ele não perceba que eu coloquei
a coisa toda montada errada. — Eu... posso ter arrumado uma briga com ele para
fazê-lo ir embora.
O lento sorriso se espalha por seu rosto novamente. — Você fez?
Meu corpo inteiro está corando com calor. — Isto era para ser um passeio
divertido. Só que pareceu imediatamente um erro. — Eu cruzo meus braços sobre
o peito, e empurro uma pedrinha com meu dedo do pé. Puxa, é difícil fazer contato
visual quando ele está tão lindo e sorrindo para mim. — Mas eu aprecio você ter
vindo me checar. Isso foi... doce.
— Não é possível deixar alguém tão bonita como você ser comida por ursos,
— ele brinca.
Oh, Deus, flertando. Sou tão terrível em flertar. Eu deveria rir,
certo? Ok. Rir, Caro! Ele está fazendo uma piada! Rir!
Uma risada zurrada me escapa, e estou horrorizada ao ouvir o som. Eu tapo
a minha boca com a mão e olho para ele.
Ele limpa a garganta e faz um gesto de volta para a floresta. — Você quer
uma escolta de volta à cidade?
— Não, — eu digo brilhantemente, e coloco uma mecha de cabelo atrás da
minha orelha. Eu pego as instruções novamente. — Eu estou montando meu
acampamento. Eu queria um bom fim de semana longe das coisas, e isso ficou
muito mais agradável agora que Bill saiu.
Ele ri. — Você quer alguma ajuda com isso? Você vai precisar de uma
fogueira, e vai ficar escuro em breve. Eu poderia pegar um pouco de madeira. Ou...
— ele gesticula para minha triste barraca, — consertar isso.
Meu rosto esquenta. — Isso seria ótimo, obrigada. Quanto eu te devo?
— Sem nenhum custo. Apenas sendo simpático. — Ele se move em direção
a minha tenda e imediatamente começa a deslizar as varas para fora dos buracos
incorretos que eu enterrei. — Eu sou Leo.
— Oi, Leo, — eu respiro. — Sou Caro, hum... Caroline, realmente, mas
meus amigos me chamam de Caro.
— Sim. — Ele olha para mim. — Eu lembro.
Ele se lembrou do meu nome? Uma revoada de excitação enrola na minha
barriga.
Eu puxo as estacas e espalho o forro da tenda no chão.
— Oh, é para isso que esse lençol de plástico era? Eu pensei que talvez fosse
como um tapete.
— Não. O chão fica molhado durante a noite e de manhã, assim o forro
ajuda a mantê-la aquecida.
— As instruções não são muito úteis, — observa ela, mordiscando o lado de
sua boca. Sua bela, suculenta e linda boca, que eu gostaria de ter pressionada
contra mim em uma centena de maneiras diferentes. Em seu fim de tarde, pós luta
com equipamentos de camping, Caroline devia parecer desgastada. Mas em vez
disso, a felicidade brilhava no rosto dela e até mesmo o leve suor por ela ter
trabalhado na montagem da barraca a fazia boa o suficiente para comer. Tudo bem
que ela montou a barraca errada e não tinha uma pista sobre como construir uma
fogueira, mas era o esforço que contava.
— Nós temos um monte de pessoas com dificuldades assim lá na loja, —
Eu a tranquilizo.
— Você está dizendo isso só para me fazer sentir melhor?
Eu balancei minha cabeça. — Na verdade, temos aulas na parte de trás
para os campistas mais novos, de modo que na primeira vez que eles vão acampar,
não fiquem lá fora isolados, sem ninguém ao seu redor. — Quando o rosto
ensolarado dela começa a ficar embaçado, eu digo a ela, — Eu teria oferecido a
você, mas eu percebi que você estava com pressa para pegar a estrada.
Ela brinca com a pilha de toras e varas que eu estou supondo que é o
acendedor de sua fogueira. — Você está certo. Bill não teria esperado.
— O que a traz a Pine Falls? — Eu pergunto, porque, obviamente, não é a
experiência de acampar. Pela aparência da barraca, não parece que ela já viu uma
antes. Eu dou-lhe crédito por descobrir como fazer um nó nas varas, no entanto,
mesmo ela tendo feito errado. Eu puxo para baixo a barraca enquanto ela fala.
— Minha amiga Susan me disse sobre aqui. Suas fotos tiradas por todo o
lugar são surpreendentes e, bem, ela disse que salvou seu casamento. E eu
pensei... eu pensei que iria ajudar a reparar o meu relacionamento com Bill. Nós
nunca tivemos um bom, e eu acho que deveria tê-lo deixado ir, mas eu estou
ficando mais velha e eu queria uma família. — Ela olha para baixo novamente. —
Isso não é uma coisa muito moderna para eu dizer, não é?
— Nada de errado em querer uma família. Eu gostaria de uma. — Leva
apenas alguns movimentos rápidos para colocar a barraca de volta junta. Eu a
armei sobre a lona e começo a fixar os cantos.
— Isso está certo? Bill disse que...
— Que tal nós simplesmente esquecermos Bill agora? — Eu
interrompo. Quero passar por cima de Bill. Se ela ainda estiver presa a ele, isso
seria um saco.
— Boa ideia. Então você trabalha na loja de aluguel? Aquela em que eu
comprei todas as coisas? — Sem perguntar, ela vai para o canto oposto e puxa um
canto da tenda enquanto eu bato na estaca.
— Não, eu apenas cuidei para um amigo meu. Ele está fora com uma amiga,
provavelmente, fazendo bebês. Então, que tipo de família que você quer? Uma
grande, pequena?
— Oh, eu quero uma grande. Quero quatro ou cinco crianças. Eu quero
uma casa grande cheia de barulho e bagunça e abraços e beijos.
E ela queria tudo isso com Bill? Ele foi tão egoísta que eu ficaria surpreso
se ele fosse capaz de manter um peixe vivo. Eu bato a última estaca e puxo meu
isqueiro. Hora de iniciar o fogo.
— E você? Que tipo de família que você quer? — Ela pergunta, seguindo-
me da barraca para o pequeno buraco no chão.
Eu me agacho e começo a tirar as toras maiores. — Uma grande, como você.
— Sim? — Ela sorri para mim.
— Sim. — Eu sorrio de volta. — Eu gosto de tudo sobre as crianças,
particularmente a parte de fazê-las.
Ela cora, e eu empurro de volta o meu desejo de levá-la para o chão duro
agora. Estou aqui para ajudá-la, não transar com ela. Eu mostro-lhe que tipo de
lenha que precisamos, e ela procura enquanto eu atiro os sacos de dormir no
chão. Eu não encontro qualquer colchão de ar ou almofada. Vai ser uma noite
difícil se eu tiver que dormir em forma humana. Meu corpo de urso é mais
adequado para dormir na floresta, mas o meu humano goza de coisas macias como
camas de penas e lençóis limpos.
O pensamento da minha cama grande na minha cabana me tem evocando
outras imagens. Como Caroline espalhada sobre os lençóis brancos, cabelos
castanhos todo despenteado em minhas mãos, e sua pele úmida de suor. Não
tenho dúvidas de que ela tenha gosto salgado e doce ao mesmo tempo, minha
combinação favorita de sabores.
O fogo já está furioso na hora que ela retorna com um par de bons
troncos. Eu reajusto meu pau secretamente, tanto quanto possível antes de eu
assustá-la. A última coisa que ela precisa agora é de algum urso estranho
perseguindo cada passo dela. Estou aqui para me certificar de que ela tenha um
bom tempo e não seja agredida pela floresta. Muitas senhoras gostam de paquerar
e não levar isso em qualquer lugar, eu me lembro. E não há mal nisso de todo. Uma
senhora bonita, alguma troca mútua de admiração, um fogo quente, e uma cerveja
de mel? Essa é uma boa noite em qualquer livro de urso.
— Eu trouxe alguns salsichões e cervejas se você estiver interessada, — eu
digo a ela quando ela toma um assento ao meu lado.
— Certo. Isso soa melhor do que a refeição que eu tinha planejado. — Ela
remexe numa mochila e puxa dois sanduíches que cheiram como manteiga de
amendoim e geleia. Yum.
— Vou aceitar isso como um aperitivo. Eles cheiram bem.
— Sério? Eu pensei que eu era a única com mais de trinta anos que gostava
de sanduíche de manteiga de amendoim e geleia. Bill odeia. Eu não sei porque eu
os fiz para esta viagem. — Ela olha para o sanduíche envolto em plástico com
confusão. Porque você já estava pensando em romper com o idiota, eu acho.
Eu retiro duas varas e espeto os salsichões no final de cada uma, e, em
seguida, os coloco nos pequenos galhos que fiz para que não queimemos nossos
rostos tentando cozinhar a carne. — Não. Esse sanduiche é uma boa. Eu gosto
deles ainda mais com mel em vez de geleia. Embora a sua geleia de framboesa
cheire bem.
— Como você sabe que é de framboesa? — Ela me entrega um.
— Bom focinho. — Eu toco ao lado do meu nariz.
— Muito bom. — Ela levanta o pacote para seu próprio nariz e funga
delicadamente.
E uma boa audição. Cerca de uma milha de distância, eu ouço um barulho
na floresta. Algum urso estúpido está ficando muito perto do meu acampamento. O
cabelo na parte de trás do meu pescoço se ergue em indignação. Felizmente, ele vai
cheirar meus rastros e desviar para outra direção sem eu falar uma palavra.
Eu viro minha atenção de volta para Caroline. — O que você faz para viver
na cidade?
— Eu sou uma transcritora médica. Eu não estou em uma grande agência
ou qualquer coisa. Eu trabalho para mim mesma, e a maioria dos meus trabalhos
são entregues online. A Internet faz com que seja tão fácil para nós nos dias de
hoje. Tenho clientes em todo o país. É realmente legal.
— Parece que você pode trabalhar em qualquer lugar, se você quisesse.
— Definitivamente. Algum dia eu gostaria de viver em uma cabana na
floresta em um lugar como este. É tão lindo. — Ela estende os braços, e eu não
posso evitar, além de observá-la. Ela é tão bonita quanto as aves que deslizam
sobre as águas límpidas e azuis, e minha respiração engata na minha garganta.
Eu começo a me inclinar para frente em direção a ela para lhe dizer como
ela é linda, e que dormir na mesma tenda esta noite e não ser capaz de tocá-la vai
me matar. Eu faria isso, mas vai ser uma tortura dolorosa. Mas as palavras
morrem na minha língua quando o urso que fez barulho na floresta decide se juntar
a nós.
Eu nem sequer me preocupo em virar. Eu conheço este urso pelo cheiro. É
Malcolm Standard, um solitário que vende esculturas de madeira para galerias de
fantasia do Oeste. Ele foi destaque em uma revista de arte nacional após um dos
editores encontrarem um pedaço de seu trabalho na Trading, uma loja
antiga. Aparentemente, suas peças são vendidas por uma fortuna, mas ele vive
como um eremita.
— Leo Prufuchs, importa-se de eu me juntar ao seu fogo?
Sim, na verdade, eu me importo pra caramba. Caro se surpreende. — Tem
alguém aí?
Porra. Eu me empurro para os meus pés e enfrento Mal. — O que você está
fazendo fora da sua toca?
— Cheiro algo bom, — ele resmunga. Quando ele chega perto o suficiente
para ser iluminado pela luz do fogo, vejo que ele está vestindo a roupa de um dos
esconderijos que nós ursos temos na floresta. Nós todos nos revezamos
reabastecendo-os apenas para se precisarmos sair da forma de urso ao redor dos
seres humanos. Mas quando eu olho de perto, parece que ele está usando... porra,
essas são as minhas roupas que ele está usando, e essa é a minha mulher que ele
está tomando um assento ao lado.
Espera. Minha mulher?
Eu cheiro o ar de novo, e o cheiro de testosterona masculina estranha está
invadindo a perfeita harmonia que estávamos desfrutando. Meu coração começa a
bater mais rápido, e o desejo de soltar minhas garras coça as costas das minhas
mãos. Um rosnado baixo sai da minha garganta.
— Não há nada para você aqui, — eu rosno para Mal.
Do outro lado da fogueira, ele sorri para mim e estende suas longas pernas
de modo que elas estão muito perto de Caro.
— Hum, está tudo bem. Eu tenho um pouco mais de comida no... — A voz
de Caro desvanece quando eu ando para frente e chuto a bota do imbecil para longe
do fogo.
— Eu repito. Não há nada para você aqui. — O desejo animalesco de
defender meu território é esmagador sob todo o resto. Eu mal posso acreditar no
que está acontecendo comigo. Eu sou o cara de boa com tudo. As senhoras em toda
fronteira sabem que se precisarem de um companheiro, eu estou a um telefonema
de distância, mas aqui estou, pronto para rasgar um amigo, membro a membro
por ter a audácia de sentar-se dentro de um metro e meio de distância da minha
companheira. Se Malcolm não mover o seu traseiro, Caroline vai presenciar de perto
uma boa luta.
— Então você a encontrou? Sortudo. — Malcolm suspira e fica de pé. — Eu
não senti o cheiro do vínculo por isso achei que era apenas mais um turista.
— Vínculo? O que está acontecendo? — Caro indaga, mas ambos Malcolm
e eu a ignoramos. Eu não posso tirar meus olhos do outro predador, quando minha
companheira está próxima, especialmente porque Malcolm está certo. Não há
nenhum vínculo entre nós ainda. Seu aroma é totalmente diluído pelo meu. Uma
verdadeira companheira estaria sufocada em minha semente e meu perfume.
— Acabamos de nos conhecer, — eu respondo com dificuldade.
— Como eu disse, você é um sortudo. — Ele enfia as mãos em seu jeans
emprestados e, com um aceno de cabeça em direção a Caroline, começa a andar
pelo mesmo caminho escuro que veio. Seu olhar desanimado me tem indo atrás
dele.
— Eu não sabia que você queria uma companheira.
— Sempre quis. Só porque eu vivo sozinho não significa que é como eu
quero passar o resto da minha vida. — Ele para e vira em direção ao fogo onde Caro
está de pé, com as mãos nos quadris, parecendo confusa. — Você vai perder a sua
solteirice?
Eu olho para ele como se ele fosse louco. — Você está de brincadeira? Eu
estive procurando por ela toda a minha vida, é por isso que eu estive perdendo
tempo por todo o lugar.
— E ela só caiu no seu colo? Merda, Leo, tudo vem fácil para você.
— Fácil? Eu objeto. — Passei anos em todas as camas erradas. Eu sinto
muito por não esperar até ela vir. Eu ficava pensando, talvez essa menina vai ser a
única, mas ela nunca foi. Porra, eu nem percebi que Caro era a única até que você
apareceu. Eu quase estraguei tudo.
Ele me dá um olhar impaciente. — Você só tem uma companheira. Não
estrague isso.
Com essas palavras não muito reconfortantes, ele desaparece. Volto para o
fogo onde Caro passou de confusa para raivosa. Ela provavelmente quer uma
explicação, e eu não sei o que dizer que não vai fazê-la correr para a floresta. Oh, a
propósito, eu sou um urso e você é minha companheira. Espero que você não se
importe.
— Então... quem era? — Eu franzi a testa para Leo enquanto ele retorna
para o fogo, sem o nosso novo visitante.
Isto é tudo tão estranho. Eu fui de acampar em um local remoto com o meu
ex Bill, a nenhum Bill e dois caras quentes passando pelo meu acampamento.
Estou começando a sentir como se esses moradores estivessem brincando comigo,
e o fato de que ambos os homens estão vestindo roupas que não parecem se
encaixar adequadamente neles, não está ajudando.
Mas Leo é lindo, e seu sorriso é amigável quando ele retorna para sentar-se
à minha frente na fogueira. Ele senta na grama e cruza as pernas como se
acampasse com estranhos todos os dias, e começa a mexer em uma das varas que
preparamos. — Esse é apenas Mal.
— Será que ele quer ficar para o jantar?
— Não. Ele só queria ter certeza de que estava tudo bem.
Eu suavizo um pouco com isso. Esta cidade parece estar cheia de pessoas
amigas. — Isso foi legal da parte dele. Tem certeza que ele tinha que ir? Eu pensei
que ele disse algo sobre uma companheira.
— Encontro, — Leo corrige rapidamente, e me entrega uma salsicha para
virar nas chamas. — Ele disse que tinha um encontro esta noite.
— Eu tenho certeza que eu ouvi 'companhe'...
— Encontro, — afirma Leo. — Você tem mostarda?
Minhas sobrancelhas se unem. Ele está tentando mudar de assunto? — Eu
acho que não.
Ele resmunga e gira sua salsicha nas chamas, dourando o exterior. — Acho
que vou ter de trazer um pouco da próxima vez.
Próxima vez? Isso tudo está se parecendo muito estranho para mim. Eu
escovo uma mecha de cabelo do meu rosto e chego mais perto do fogo, uma vez
que está ficando mais tarde e os insetos que picam estão saindo. — Olha, Leo, eu
realmente aprecio você vir aqui para me ajudar, mas eu estou bem agora. Eu acho
que posso lidar com as coisas, se você estiver pronto para ir para casa. Tenho
certeza que isso é chato para você, ter que passar o dia arrumando meu
acampamento para mim.
Ele bufa e vira sua vara com uma torção do pulso. — Nem um pouco
chato. Eu gosto da companhia.
— Você gosta?
— Sim.
Tento lembrar de tudo que nós falamos. Famílias, crianças futuras, e
barracas. Todas que não são conversas exatamente quentes para homens solteiros
sensuais. Na verdade, a conversa dos futuros filhos não devia tê-lo feito correr para
as montanhas como seu amigo Mal? — Sério?
— Por que é tão difícil de acreditar? — Ele sorri para mim, e eu
imediatamente me sinto toda corada e incomodada. É só estranho pensar que este
homem lindo aprecia sair comigo.
— Porque nós não conhecemos um ao outro muito bem.
— Isso é fácil de resolver. — Ele se move para o meu lado do fogo e pega a
minha vara da minha mão. — Aqui, deixe-me fazer isso. Você está mantendo-o
muito longe do fogo para cozinhar.
— Oh. Desculpe. — Eu não estou realmente prestando atenção ao meu
jantar em tudo. Eu estou prestando mais atenção a Leo. Há algo sobre a maneira
como ele se move com toda a graça fácil, apesar de sua forma grande. É
fascinante. Se Bill movesse seu corpo assim... bem, eu não teria que ter fingido
orgasmos. Então eu coro por mesmo ter pensado nisso.
— Não se desculpe. Eu sou apenas um especialista em comida de
acampamento. — Ele sorri para mim, e sinto todo o meu corpo formigar com a
consciência de quão perto ele está sentado. Então eu percebo o que ele está
dizendo, e meu entusiasmo esvazia um pouco.
— Você vem resgatar muitas senhoras, então?
— Não. Só você.
De alguma forma isso me faz sentir pior em vez de melhor. — Porque eu sou
a única idiota para ficar presa na floresta sozinha?
— Ou pode ser que você seja a única que eu me preocupei em vir atrás.
Um rubor quente me inunda, e eu me sinto tímida e envergonhada, e bem,
um pouco animada com a ideia de Leo estar preocupado comigo. Eu coloquei
minhas mãos em meus joelhos e olhei para o fogo por um tempo para acalmar
meus pensamentos girando rapidamente. Sinto-me atraída por ele, e eu tenho
certeza que ele está apenas sendo gentil... eu acho. Puxa, queria ser melhor com
os homens para que eu pudesse saber o que ele está pensando agora.
— Aqui, — Leo diz depois de uma batida. Ele puxa a minha salsicha fora
das chamas, está bonita e com suco por fora. — Parece pronto.
— Como é que eu vou comer isso? — Eu olho o vapor saindo dela e estendo
uma mão para a varinha.
— Eu vou alimentá-la, — diz ele, e antes que eu possa protestar, ele puxa
um canivete e belisca o fim da salsicha, cortando uma fatia. Ele segura-a para mim,
o pedaço de carne está ordenadamente entre o polegar e o dedo.
Eu fico olhando para ele. Um pulsar baixo começa a construir entre as
minhas pernas, e eu aperto minhas coxas mais apertadas juntas. Será que ele...
está tentando me alimentar? Sério?
Eu luto contra o desejo de me inclinar para a frente e lamber os sucos fora
de seus dedos. A imagem mental disso é viva e envia outro raio de desejo subindo
rapidamente através de mim. Oohh cara. Imagino que se eu fizer isso, Leo vai se
arrepender duramente de ter vindo nesta missão de resgate.
Eu tiro o pedaço de comida de seus dedos e coloco em minha boca,
mastigando rapidamente. — Obrigada.
Ele arqueia a sobrancelha para mim, e então oferece a faca. — Acho que eu
deveria ter sugerido que você mesma cortasse. — Ele faz uma pausa. — Embora
não seja tão divertido dessa forma.
Uma pequena risada me escapa, e eu tomo a faca dele. — Não é a fantasia
de todo homem? Ser alimentado por uma mulher em vez do contrário?
— Você está certa. — Ele aponta para sua boca. — Vou pegar uma mordida,
então.
Eu deveria ter pensado melhor antes de provocar este homem, é claro que
ele ia aceitar o meu blefe. Eu estou corando quando corto um pedaço da minha
salsicha e ofereço a ele. Há óleo nos meus dedos, e eu não tenho nenhum
guardanapo. De alguma forma, eu não acho que isso é importante.
O momento parece estranhamente intenso quando Leo se inclina. Ele olha
diretamente para mim e, em vez de tomar o pedaço de salsicha da minha mão,
como eu fiz, ele o tira de meus dedos com os lábios e língua. Eu não posso evitar,
mas me congelo no lugar quando ele mastiga, observando cada movimento
seu. Sinto-me presa no lugar por seu olhar, e quando ele agarra meu pulso e, em
seguida, lambe a gordura de meus dedos?
Parece que ele está me lambendo... em todos os lugares.
Eu suspiro e me empurro para fora do seu aperto. — Um, você quer uma
bebida? — Eu deixo a faca e a salsicha de volta com ele e rapidamente salto para
os meus pés, indo para o cooler.
Eu podia jurar que ouvi um suspiro em seu hálito. — Sim. Certo. O que
você tem?
Eu pego um par de cervejas e ofereço-lhe uma, em seguida, pego uma para
mim. Qualquer que seja a estranha coisa tensa que estava acontecendo entre nós,
passou agora, e a conversa se volta para coisas mais fáceis. Falamos sobre a cerveja
canadense contra cerveja americana. Falamos sobre a vida selvagem local e o
tempo, e ele me conta uma história engraçada sobre caçadores que ele se deparou
na primavera passada. A conversa se transforma em uma discussão sobre hóquei,
e eu gasto uma boa quantidade de tempo sobre o fraco desempenho de seu time
favorito, o Toronto Maple Leafs. Há um brilho nos olhos de Leo, enquanto nós
brincamos, e eu sinto que é tudo tão fácil com ele. Tão confortável.
É divertido implicar com ele também. Ele não perde a cabeça e fica
louco. Ele ri das minhas piadas e me espeta um pouco com a sua própria, e eu não
me lembro da última vez que gostei tanto de uma conversa.
Na verdade, não consigo lembrar quando eu tive uma noite tão
divertida. Passamos por mais algumas cervejas e horas de conversa, e antes que
eu perceba, os grilos estão cantando e o céu à noite está cheio de estrelas. Nosso
fogo está baixo com nada, além de brasas.
Ah não! Eu mantive Leo aqui até tão tarde e ele não pode voltar para a
cidade esta noite. Mesmo quando eu sinto uma pontada de culpa, também me sinto
um pouco tonta de excitação que este homem grande, sexy está preso aqui
comigo. Eu termino a minha última cerveja e coloco minha lata no saco de lixo que
eu trouxe para a bagunça, e oscilo em meus pés.
— Ei, agora, — Leo disse, e sua voz é quente e rouca e flui sobre a minha
pele como o mel. Ele está, de repente atrás de mim, seu grande corpo junto ao meu.
— Será que você bebeu demais de mim?
Sua risada me faz pressionar minhas coxas com força novamente, e a
imagem mental dele lambendo meus dedos passa pela minha cabeça, mais e mais.
— Eu só estou com sono, isso é tudo. — Eu bocejo para demonstrar. — E eu te
segurei por muito tempo. Eu sinto muito, Leo. Você estava pensando em voltar
para a cidade? — Eu me perco em seu corpo grande. Ele cheira tão bem - como os
bosques e outra coisa que eu não posso identificar.
— E deixar você aqui sozinha? Não. — Seus dentes piscam brancos ao luar.
— Mas... não tem alguém esperando por você de volta na cidade?
— Você está perguntando se eu tenho uma namorada, Caroline?
— Claro que não, — eu digo formalmente. Mas eu também tenho várias
cervejas em mim, então eu acrescento: — Mas se você tivesse, ela estaria esperando
por você, certo?
Ele ri. — Ela estaria, e eu não tenho, senhorita curiosa. — Leo se inclina.
— E se você quiser saber alguma coisa sobre mim, tudo que você tem a fazer é
perguntar.
Tudo o que tenho a fazer é perguntar, hmm? Ele está inclinando-se tão
perto que eu posso ver o brilho da luz do fogo em seus olhos, a dica de uma barba
por fazer no queixo. Eu tenho que lutar contra a vontade de lambê-lo só para sentir
o raspar dele na minha língua. Oh, cara, eu nunca estive tão excitada com Bill.
Na verdade... Eu odiava o tipo de sexo com Bill. Às vezes que estivemos
juntos não eram boas. Uma explosão de puras chamas passa através de mim, e eu
fecho minhas mãos para que eu não as arremesse em torno de Leo e o agradeça
por ter vindo atrás de mim em vez de exigir que Bill retorne. — Obrigada, — eu digo
a Leo.
Ele inclina a cabeça. — Obrigada?
— Por se oferecer para vir e salvar a donzela em perigo, mesmo que eu não
estivesse em muito sofrimento.
Ele ri. — Não?
— Não. Eu estou bem.
— Estou feliz, — é tudo o que ele diz, e eu sinto que ele se move rente ao
meu corpo novamente.
A tensão e o silêncio pairam no ar, e eu luto contra o impulso de inclinar-
me e ver se ele iria me encontrar no caminho se eu tentar beijá-lo. Eu não tenho
certeza se essa é a conversa de cerveja, ou se eu de repente caí na real, mas eu
amo esse pensamento. Eu olho para minha barraca.
— Você deve ir para a cama, — Leo diz, com voz baixa e rouca. — Eu vou
apagar o fogo.
Eu engulo em seco. — Onde você vai dormir?
— Eu vou jogar um saco de dormir no chão. Não se preocupe comigo. Estou
acostumado a acampar.
O ar da noite é denso e frio, e há um toque de neblina. Não é ruim em
minhas roupas quentes, e meu saco de dormir vai ser aconchegante, mas aqui
fora? Eu não posso imaginar que vá ser confortável. — Você poderia vir dormir
comigo.
— Oh?
Essa sílaba carrega uma tonelada de significado, e eu me sinto corada e
animada novamente. — Há espaço para dois sacos de dormir. — E eu me pergunto
o que aconteceria se eu me aconchegasse ao lado dele no meu sono. Será que ele
vai me afastar, ou me empurrar para o chão da barraca?
Eu sinto meus mamilos endurecerem sob minha camisa, e um tremor se
move sobre a minha pele. E eu espero para ver se ele vai me dar o fora ou aceitar
meu convite.
Minha boca está seca de repente, e me sinto como um filhote em sua
primeira incursão sozinho no deserto.
Porra.
A mulher é minha companheira. Eu realmente nunca tive relações sexuais
que importavam. Foi tudo diversão e jogos sem mais importância do que cagar no
mato.
Mas se eu não acertar, se eu a machucar, broxá-la, não a fizer gozar, então
eu estou condenado. Vou ter falhado com a minha companheira antes que eu possa
até mesmo fazê-la formar uma ligação comigo.
— Se você está certa disso, — eu digo. Minha voz soa como se eu tivesse
engolido dez sapos de um dos riachos próximos.
Um leve rubor destaca as maçãs de seu rosto, mas ela não hesita em acenar
com a cabeça. — Tenho certeza.
Meu pau incha cerca de cinco tamanhos maiores do que o
normal. Rigidamente, vou até a barraca e puxo a aba aberta.
— Depois de você.
Seus mamilos duros estão contra sua camisa, e o desejo de rasgar sua
camisa em uma dúzia de pequenos pedaços de forma que ela nunca vai ser vestida
novamente galopa através de mim enquanto ela passeia em direção a mim. Seus
seios balançam sob o tecido de uma forma projetada para atormentar todos os
homens, mas eu em particular.
A barraca é pequena e ela tem que abaixar para entrar, o que coloca seu
traseiro redondo para cima em minha visão. Um cara legal iria desviar os olhos,
mas os meus estão colados a essas curvas. Sua bunda é redonda, um punhado
definido. Perfeita para as minhas patas grandes.
Eu me curvo e rastejo para dentro atrás dela. O aroma de sua excitação
enche o espaço pequeno. É difícil não saltar em cima dela. A necessidade de
devorá-la, para provar cada polegada de seu corpo lindo me consome.
Companheira. Companheira. Companheira.
A palavra batuca através do meu sangue. Eu toco seu rosto, alisando meu
polegar sobre a carne rosa para sentir o osso por baixo. Esta é Caroline. Minha
Caroline. Suavidade mais força.
Eu coloco uma pequena lanterna no canto, e tomo um momento para
apreciar a visão diante de mim.
— Você é muito bonita.
— Muito bonita? — Ela ri autoconsciente e vira o rosto ligeiramente para
esconder contra a minha mão. — Eu não acho que existe tal coisa, e mesmo se
houvesse, eu não sou isso.
— Você é para mim. Olha, eu estou tão louco de luxúria por você
agora. Estou tão duro agora que eu poderia gozar no meu jeans.
Minha mão está tremendo. É uma combinação de desejo e um pouco de
medo. Ela não está pronta para ouvir que ela é minha companheira, então eu não
conto a ela. Há tantas coisas que ela não sabe, mas se eu lhe disser que se nós
dois fizermos sexo significa que ela estará ligada a mim por toda a vida, eu tenho
uma boa sensação de que ela vai correr da barraca gritando.
— Você não tem que dizer essas coisas para mim, embelezar isso, — ela
explica ao meu olhar confuso. — Eu quero fazer sexo com você.
Ela cora de novo, em contraste direto com suas palavras simples.
Deus maldito, ela é tão adorável. Eu tenho que ter minha boca sobre ela. Eu
não posso esperar mais um segundo.
— Eu sinto que eu deveria avisá-la de que, se eu tiver você, eu
provavelmente vou ficar viciado. Você não vai ser capaz de me chutar depois de eu
ter um gosto.
— Você não tem que dizer coisas assim. — Ela mergulha a cabeça e desenha
um círculo no meu joelho. Todo o meu corpo aperta. Juro, meu controle está
completamente desaparecido, e eu também.
— Não, eu tenho. Você precisa saber no que você está se metendo, — eu
digo com voz rouca.
— Talvez seja eu que vá viciar em você, — ela me informa.
— Eu espero que sim. — Eu lhe dei todas as chances, eu digo a mim mesmo.
A palma da mão surge para alisar o cabelo que sempre cai em meus
olhos. — Se você ficar viciado, eu lhe dou permissão total para me perseguir.
Gemendo, eu capturo sua boca. Sua doce essência enche meus pulmões a
cada respiração que eu dou. Ela tem um gosto melhor do que o mel selvagem, e eu
não posso obter o suficiente. Eu a empurro para trás, inclinando a cabeça para ter
acesso mais profundo.
As mãos dela vêm para cima, para agarrar meus ombros e me puxam para
mais perto. Eu deslizo minhas mãos para cima, em sua parte superior, em seus
seios maduros. Seus mamilos picam em minhas mãos e imploram por minha boca.
Ela geme, um som necessitado, erótico.
— Seus mamilos estão doloridos, baby? Você precisa de mim para sugá-
los? — A resposta dela é chegar para a parte inferior de sua camisa. Agarrar, e
puxá-la sobre sua cabeça. — Ah Merda. Você é a coisa mais quente deste lado do
Equador.
Seus seios rosados estão cobertos com um sutiã com laço verde, a cor da
nova primavera. Sob a renda, os mamilos esticam o tecido.
— Você diz as coisas mais bizarras, — diz ela. — Eu não acho que eu já
conheci um homem como você.
Não, você não conheceu. Porque eu não sou um homem. Uma pontada de
culpa me puxa. Eu vou fazer isso tão bom para ela, que ela não vai se importar
com o que eu sou.
— Caroline, dizer a verdade sobre o quão quente o seu corpo é e quanto
você me excita não é louco. — Mas talvez a sua experiência não foi completa
nisso. Bill é um idiota egocêntrico que não seria capaz de ver nada além de seu
próprio nariz para perceber o prêmio que ele tinha em Caroline.
Ela se desloca sobre o saco de dormir. — Eu só estou dizendo que você não
tem que dizer essas coisas. Eu... Eu quero você, também.
— Eu tenho que dizer. — Eu dou-lhe um sorriso rápido. — Porque eu creio
em falar a verdade e nada além da verdade. Este é o conjunto mais lindo de peitos
que eu tive o privilégio de ver, e minha boca está fodidamente salivando com a
perspectiva de sugar esses bicos em minha boca. — Eu inclino para a frente e deixo
a minha respiração esparramar sobre o referido peito. Ela senta-se em suas mãos
e arqueia para cima como a mais doce oferta da natureza pode proporcionar. Eu
chupo um peito através do sutiã e depois o outro até que seus mamilos são picos
duros como diamante.
— Ohhh, — diz ela, — isso é tão bom.
— Apenas bom? — Eu zombo rosnando. — Isso é algum tipo de
desafio? Porque se assim for, eu aceito.
Eu chego por trás dela e desfaço o fecho do sutiã. Ela me olha com os olhos
cuidadosos enquanto eu desembrulho meu novo presente. Os seios dela saltam
alegremente quando eles escapam de suas restrições de renda, celebrando sua
liberdade. Eu mergulho neles, chupando um mamilo e manuseando o outro. Como
eu pensei, o sabor de sua carne nua é como uma droga. Eu nunca vou ter o
suficiente dela.
Eu deslizo para baixo de seu corpo, beijando uma linha do vale de seus
seios para baixo pelo seu umbigo. Sua cintura é um lembrete de todas as roupas
entre nós.
— Este precisa sair. — Eu puxo seu short.
— Sim. Sim. — Juntos abrimos o zíper, e empurramos seu short por suas
pernas até que tudo o que ela tem sobre ela é uma calcinha de renda, da mesma
cor que o sutiã.
Um pensamento infeliz me ocorre. — Você colocou isso para o Bill?
Ela olha para cima, surpresa. — Minha calcinha? Não, eu só gosto de coisas
agradáveis. Bill realmente não se preocupava com isso. Ele estava muito ocupado...
— Ela interrompe.
— Se divertindo sozinho, — eu adivinho.
Ela encolhe os ombros com tristeza. — Nós não tínhamos a melhor vida
sexual.
Eu cubro a sua boca com a mão. — Única regra que tenho é que você não
pode falar sobre sexo e outro homem comigo. Entendeu?
Ela franze os lábios para esconder um sorriso. — Entendi.
— Bom, agora deite-se, porque se eu não colocar a minha boca na sua
buceta no próximo segundo eu vou explodir.
— Você não precisa. — Ela puxa meu cabelo.
— Eu sei que não, mas eu quero. E, Caroline, sua calcinha já está molhada,
então não me diga que você não estava pensando e fantasiando sobre minha cabeça
entre suas pernas.
Ela fica vermelho cereja. — Eu, ah, eu, eu sei que vocês não gostam de fazê-
lo.
— É isso, — Eu declaro, e a viro de bunda para cima. Bundinha doce, eu
acho, e depois dou um tapa com força.
Ela grita. — Por que isso?
— Você quebrou a regra número um, baby. — Eu esfrego uma mão na
bunda dela para aliviar a dor. — Jesus, o seu rabo é bom. Esta calcinha precisa
sair para que eu possa ver a sua buceta. Aposto que sua boceta é mais bonita do
que uma flor.
— Não acho...
Minha mão desce imediatamente.
— Eu não quebrei a regra número um, — ela faz beicinho.
— Nova regra, Caroline. Não fale mal de seu corpo. — Eu puxo a calcinha
para baixo e levanto o tecido embebido para o meu nariz. Eu tomo um grande
fôlego, e quase gozo em minhas calças. Ela cheira como a porra do néctar dos
deuses.
— Traseiro para cima, baby. — Eu dobro os joelhos mais perto de seu peito,
e depois afasto as pernas dela para que eu possa ter uma boa olhada de sua boceta.
Seus lábios estão inchados e o pequeno clitóris está inchado como uma
baga. — Você parece deliciosa. Mal posso esperar para saber do que você tem gosto.
Eu gostaria de ser capaz de tomar meu tempo, lamber realmente até que
ela goze cerca de cinco vezes e fique tão fraca que não possa se segurar, mas eu
estou muito duro.
Desta primeira vez, eu vou devorá-la. Eu ataco sua boceta como se eu fosse
um homem faminto em sua primeira refeição.
— Droga, — eu gemo depois que eu dou a minha primeira lambida. — Eu
vou precisar disso todas as manhãs e cerca de três vezes durante o dia e uma meia
dúzia de vezes antes de deitar.
Ela poderia ter dito alguma coisa, mas o sangue está rugindo tão alto em
meus ouvidos, que tudo que eu posso ouvir é o barulho do meu coração. Na minha
língua e deslizando pela minha garganta, a porra do mais saboroso suco que eu já
tive o prazer de absorver.
Eu lambo sua boceta, de seu clitóris a pequena abertura enrugada entre
suas nádegas. Ela estremece e tenta se afastar, mas eu aperto as mãos nos quadris
dela e a arrasto de volta. Com as duas mãos, eu a seguro contra a minha boca
saqueadora para que eu possa chupar e lamber sua pele inchada até as suas coxas
tremerem como gelatina ao lado de meu rosto.
Seus gemidos aumentam, e se transformam em um apelo para eu nunca
mais parar. Oh, eu não vou, baby, não vou parar até que eu tenha te sugado até a
última gota. Os tremores em seu corpo aumentam, e ela logo me inunda com seu
gozo.
Eu bebo, não querendo deixar sequer uma gota escapar. Eu poderia viver
de seu corpo. É todo o sustento que eu já precisei.
Mas agora que ela gozou, o rugido surdo da necessidade torna-se um
tsunami ameaçando me dominar. Eu tenho que entrar em seu canal
apertado. Estou desesperado para o meu pau ser tragado por sua boceta quente,
suculenta.
Eu me empurro de joelhos e a viro novamente. Seu rosto está vermelho de
seu orgasmo.
— Baby, eu preciso estar dentro de você. — Eu me seguro através do meu
jeans. — Meu pau está duro, dolorido, e você é o único alívio para a minha
dor. Você está pronta?
Este é... o mal-entendido mais glorioso de todos os tempos.
Eu ofego e olho Leo, atordoado quando ele empurra as calças para baixo em
torno de seus quadris. Seu enorme e grosso pau sai livre. E um novo gemido me
escapa.
Eu não tinha a intenção que isso acontecesse. Na verdade, não. Minha
oferta para ele se juntar a mim na minha tenda era platônica. Eu pensei que nós
dois iríamos nos aconchegar em nossos sacos de dormir, e eu talvez ia me esfregar
contra ele no meu sono, e isso seria o fim das coisas. Eu passaria os próximos
meses atormentada sobre como eu não dei o salto extra para que ele saiba o quão
atraída eu estava por ele. Era assim que eu pensei que tudo iria acabar, mas no
momento em que fiz a sugestão para ele se juntar a mim na minha barraca, eu
podia ver que ele pensou que era algo mais.
E minha boca ficou seca. Ele me queria também.
Então, não havia mais nada a pensar sobre as coisas. Não, só havia
lambida. Lotes de lambidas e carícias, e o melhor orgasmo que eu já tive. Meu
cérebro parece espremido enquanto eu olho para ele em transe total, quando este
homem lindo e sexy retira o resto de suas roupas para que possamos ter relações
sexuais.
Oh, Deus, eu espero que ele não se arrependa de manhã. Ele está
bêbado? É por isso que ele quer dormir comigo? — Quantas... — Eu lambo os
lábios, ainda sem fôlego do meu orgasmo, e depois tento novamente. — Quantas
cervejas você teve, Leo?
Ele franze a testa para mim, as sobrancelhas puxando junto em uma
carranca. — Você acha que eu estou bêbado?
— Eu só... não quero que você se arrependa das coisas. Isso é tudo. — Eu
lambo os lábios e aponto, — Quero dizer, você nem sequer me beijou.
— É isso que eu preciso fazer para convencê-la? Beijar você? Eu pensei que
minha língua em sua boceta fosse compromisso suficiente, mas estou mais do que
feliz em lamber outros lugares. — Seu sorriso arrogante retorna, e faz meu coração
vibrar.
— Bem... iria ajudar.
— Então, deixe-me te beijar, Caroline... — Ele faz uma pausa. — Qual é o
seu último nome, baby?
Meus olhos se arregalam em horror. Ele não sabe o meu último nome, e eu
não sei o seu. Eu me esforço para sentar. — Talvez devêssemos parar...
Sua mão vai entre meus seios, e seu olhar é intenso. — Eu não vou parar
só porque eu não sei uma coisa pequena sobre você. É assim que se começa a
conhecer uns aos outros.
— Ao fazer perguntas básicas?
— Entre foder, sim.
Um riso chocado me escapa. — Você está falando sério?
— Mortalmente sério. Agora. — Ele se inclina e seu nariz toca contra o
meu. — Quer me dizer seu sobrenome, ou eu preciso chegar entre suas pernas e
ser mais um pouco convincente?
Meu corpo sente calafrios de emoção. Bem que eu gostaria disso... mas eu
quero mais um beijo. — Abbott, — digo-lhe, sem fôlego. Eles estão molhados de me
lamber... toda. Oh, misericórdia. — Caroline Abbott.
— É um nome bonito, — diz ele, e, em seguida, seus lábios escovam sobre
o meu no mais leve dos beijos. — Como vai você, senhorita Abbott?
Meus mamilos se eriçam. — Muito bem, — eu respiro.
Seus lábios roçam os meus novamente, e desta vez eu sinto a ponta da
língua passar na minha boca. — Eu sou Leo Prufuchs. Mas você pode me chamar
de 'Seu'.
Eu ronco uma risadinha. — Essa é a cantada mais caipira que eu já ouvi.
Ele parece um pouco ferido, e eu percebo que ele estava falando sério sobre
ser meu. Oh. Eu estou estragando o momento com minha baixa autoestima, e isso
é a última coisa que eu quero fazer. Então, eu arremesso meus braços em volta do
pescoço dele e pressiono minha boca na dele.
É a coisa certa a fazer. Leo geme, e seu grande corpo me pressiona para
baixo na bagunça de cobertores novamente. Sua pele é deliciosa contra a minha,
incrivelmente quente. Seu peito tem uma pitada de cabelo, e eu tremo quando roça
em meus mamilos. Mas, principalmente, eu estou perdida no beijo.
Porque santo inferno, Leo pode beijar.
Sua língua passeia entre meus lábios entreabertos, e o leve gosto de cerveja
e minha própria essência vêm em minha boca. Seu beijo é lento, mas totalmente
possessivo, sua boca está reivindicando a minha como se ele estivesse determinado
a me ver derreter em uma poça bem diante dele. E cada deslize questionador e
delicioso de sua língua contra a minha faz minha buceta apertar com necessidade,
até que eu estou esfregando-me contra ele, minha boca trancada na sua como se
o beijo fosse durar para sempre.
Quando ele finalmente se afasta, eu olho para ele, completamente
atordoada.
— Porra, você é tão bonita assim. — Ele se inclina e morde meu lábio inferior
novamente.
— Assim como? — Murmuro. Meu cérebro não está funcionando em alta
velocidade no momento.
— Em meus braços, sonolenta dos meus beijos. Fraca do orgasmo que eu
te dei. — Sua mão embola no cabelo emaranhado na parte de trás da minha cabeça,
e ele lentamente inclina a cabeça para trás para que ele possa me dar outro beijo
lento. — Nunca pensei que a porra de uma boa língua seria tão gratificante.
Um pequeno gemido escapa-me com isso. É exatamente o que ele está
fazendo, ele está transando com a minha boca, com a língua. Não admira que me
deixou tão dolorida e necessitada entre as minhas pernas.
— Eu quero você, Leo, — eu respiro contra seus lábios.
Seu nariz empurra contra o meu. — Eu tenho um pequeno problema, bebê,
e eu não sei se você vai acreditar em mim quando eu digo que você precisa confiar
em mim.
— Confiar em você?
— Eu não tenho preservativos comigo, mas eu prometo que estou limpo. —
Ele se inclina para baixo e sua língua pasta a costura da minha boca novamente,
enviando arrepios pelo meu corpo. — Não achei que isso iria acontecer hoje à noite.
Oh. Estou tomando a pílula, mas eu também não sou burra. Toda garota
no mundo já ouviu falar de "baby, eu não tenho um preservativo comigo" antes. —
Eu tenho um preservativo comigo.
Ele endurece, e seus braços ficam apertados em volta de mim. — Para Bill?
— Ele praticamente rosna as palavras.
— Hum, não. Eu sempre carrego um preservativo comigo. Pode estar
passado da validade. Tem estado na minha bolsa por um longo tempo. — Eu bato
em seu braço com os dedos. — E você precisa superar a coisa de Bill. Eu prometo
que no momento em que fomos tentar novamente, foi um erro. Você precisa confiar
em mim.
O olhar de Leo procura o meu, e eu vejo um monte de possessividade que
me assusta um pouco e vulnerabilidade. É quase como se ele se preocupasse que
não seria o suficiente para mim...
...O que é uma piada, certo? Ele é o homem mais perfeito que eu já vi, e eu
gozei mais forte do que nunca.
Eu me inclino e dou-lhe um beijo rápido. — Solte-me tempo suficiente para
pegar minha bolsa?
Ele senta-se e eu rastejo sobre ele em direção ao canto da barraca, onde eu
deixei minha bolsa. No momento em que eu procuro minha bolsa de moedas, no
entanto, Leo me agarra pela cintura e me estabelece em seu colo. Seu pênis aperta-
se contra mim e uma mão se movimenta para os meus seios.
Eu lamento, recostando-me contra ele. Seus dedos apertam meus mamilos,
e ele morde ao lado do meu pescoço enquanto eu contorço-me contra ele.
— Você achou o preservativo?
— Distraída, — Eu digo sem fôlego, e tento me concentrar em abrir a bolsa,
enquanto ele brinca com meus mamilos até serem pontos doloridos. — Você é uma
besta.
Ele endurece contra mim. — Oh?
Eu não estou caindo em suas distrações novamente. Meus dedos procuram
localizar o quadrado de alumínio e eu o seguro no alto. — Tem uma lanterna? Eu
preciso verificar a validade.
— Eu não me importo se está expirada, — diz ele, e belisca ao lado de minha
garganta novamente. — Esse preservativo vai servir.
Ele tem um ponto. E eu estou no controle da natalidade, então não é como
se importasse, certo? Eu entrego para ele, arremesso minha bolsa de moedas de
lado, e, em seguida, viro o rosto para outro beijo profundo, penetrante e molhado.
— Em suas costas, Caroline, — murmura Leo contra a minha boca. — Ou
eu poderia perder o controle muito em breve. — Seu pau se prensa contra o meu
quadril, em evidência do que ele apenas está se referindo.
Eu aceno, mordendo meu lábio. Estou ansiosa por ele, e a espera mais
parece tortura. Eu mexo fora do seu alcance e deslizo para baixo sobre os
cobertores. Seu corpo grande imediatamente me cobre de novo, e ele me beija antes
de se elevar em seus joelhos para deslizar o preservativo. Mesmo que esteja escuro
dentro da barraca, eu admiro o contorno de sua forma. Ele é tão... delicioso de se
olhar. Eu quero correr minha boca sobre cada polegada dele.
Na parte da manhã, talvez, quando eu poderei admirá-lo à luz do dia. Agora,
eu só quero que ele volte para cima de mim.
Como se pudesse ler minha mente, Leo se inclina para trás em cima de
mim, e eu sinto uma de suas coxas grandes entre as minhas pernas. Ele se inclina
para me beijar, e quando meus braços vão em volta de seu pescoço, ele coloca a
mão no meu joelho e segura minhas pernas. Seu pênis pressiona contra minha
boceta, em seguida, ele esfrega a cabeça dele através das minhas dobras lisas.
Eu gemo contra sua boca, porque essa sensação é incrível. Cada vez que a
cabeça de seu pau passa no meu clitóris, eu quase salto para fora da minha pele
com prazer.
Em seguida, ele empurra dentro de mim, e eu engasgo com o quão grande
ele é. — Leo!
— Eu estou bem aqui, Caro, — ele murmura, beliscando minha mandíbula
com pequenos beijos. — Eu tenho você, baby. — Ele continua a sussurrar coisas
doces, mesmo quando ele começa um delicioso ritmo lento, me acariciando de
dentro para fora.
Eu levanto uma perna e travo em torno de sua cintura enquanto ele
empurra profundamente em mim. A força de seu impulso nos empurra ao longo
dos cobertores, e eu suspiro.
— É muito? — Ele pergunta, congelando sobre mim.
— Não! Continue indo! — Eu seguro com minha palma um braço grosso,
orvalhado de suor.
Ele rosna baixo em sua garganta, quase animalesco, e depois a porra vai
acima de um entalhe. Se eu achava que Leo era feroz antes, eu não vi nada até
agora. Seu golpe faz todo o meu corpo balançar com a força, e eu estou me aderindo
a ele para salvar minha vida, gritos suaves escapam da minha garganta. Um
orgasmo começa baixo na minha barriga, e eu estou assustada porque eu nunca
gozo sem um pouco de estimulação no clitóris, o que significa que normalmente
não gozo logo. Mas o pau de Leo está me batendo em todos os lugares certos, e
cada impulso parece me destruir, de dentro para fora. Eu cavo minhas unhas em
sua pele e grito, cabeça jogada para trás, enquanto as explosões do orgasmo me
atravessam, todo o meu corpo aperta e enrijece com a força da sensação.
Ele rosna de novo, e suas estocadas se tornam selvagens quando ele me
ancora contra ele e me fode mais forte. — Minha, — ele rosna baixo em sua
garganta. Quero concordar com ele que eu sou toda sua, mas tudo o que posso
fazer é sufocar uma resposta ofegante, ainda presa no meio do meu orgasmo.
Quando ele goza, ele rosna meu nome, e eu sinto uma espécie curiosa de
prazer possessivo ao ouvir isso. Seu peso me segura para baixo nos cobertores
enquanto ele recupera a sua respiração, e eu deslizo a mão para cima e para baixo
em suas costas suadas. Eu só gosto de tocá-lo. Eu o sinto tão... sólido. Físico. Eu
amo isso.
Ele se inclina para frente e captura minha boca em um beijo feroz, rápido. —
Eu vou me livrar deste preservativo e então eu vou estar de volta.
— Ok. — No momento em que ele sai da barraca, eu contemplo pegar uma
toalha da minha bolsa, molhá-la e limpar-me. Estou pegajosa entre as minhas
coxas, e eu realmente espero que o preservativo não tenha estourado.
Mas Leo retorna mais rápido do que eu esperava, e no momento que ele
volta, ele se lança sobre mim, com todos os beijos.
— Eu deveria me limpar, — eu digo sem fôlego, mesmo quando ele me puxa
contra ele, seus grandes braços se fecham em torno de mim.
— Não, — diz Leo. Sua mão vai entre as minhas pernas, enviando tremores
de prazer através de mim, e eu suspiro quando ele empurra dois dedos dentro dos
meus tecidos inchados e me acaricia. — Eu gosto de você coberta em meu perfume.
— Você é um homem estranho, — eu digo com uma risada.
— Você não tem ideia. — Ele beija minha têmpora e me aconchega contra
ele, mas eu noto que a sua mão fica entre as minhas pernas em um gesto
possessivo, como se ele estivesse guardando o que pertence a ele. — Eu quero que
você venha ficar comigo por um tempo. Você disse que pode trabalhar em casa,
certo? Venha trabalhar da minha casa.
Oh, wow. — Você não acha que estamos indo rápido demais?
Ele bufa. — De modo nenhum. Eu não estou a ponto de deixá-la fugir.
Estranho, na verdade.
Estou surpreendido. Caroline entrou e balançou a minha vida como se fosse
um globo de neve. Foi o pontapé na bunda que eu precisava. Eu tinha vivido
pensando que o sexo era a forma pela qual eu ia encontrar a minha companheira,
mas não era nada disso.
Claro, sexo com sua companheira é incrível e uma vez que vincularmos,
provavelmente vamos liberar feromônios suficientes para levar uma vida selvagem
e acionar a metade do condado para procriar, mas é muito mais do que isso.
Ela recebe a mim em uma base elementar real. Seu espírito fala comigo sem
qualquer um de nós dizer uma palavra. Quando ela se aconchega ao meu lado eu
me pergunto se ela entende isso, ou como uma humana, ela sente como se fosse
uma sensação de euforia passageira.
O problema com os seres humanos é que eles olham para a vida através de
uma única lente, e bem rápido. Preocupa-me que ela vai deixar Pine Falls e olhar
para trás vendo isto como uma memória agradável de foder um guia enquanto ela
passou as férias.
Vou ter de pôr um fim a esse modo de pensar de imediato. Indo muito
rápido. Inferno, se dependesse de mim, nós estaríamos no Lodge agora, pedindo a
bênção de Eli. Ele realmente não aprecia a posição como nosso líder, mas alguém
tem de manter os nossos traseiros ursos em cheque.
Na verdade, seria ótimo desfilar com ela na frente dos outros machos shifter
enquanto ela está envolta em meu perfume de modo que eles saibam a quem ela
pertence. Eu não quero que ninguém toque em minha companheira.
Eu poderia ter que lutar contra alguns dos meus companheiros de matilha
uma vez que receberem uma lufada de quão doce ela cheira. Meus braços apertam
em torno dela. Eu não sou conhecido por ser um lutador, mas por Caroline? Sim,
ninguém vai levá-la de mim.
Só temos que trabalhar todos os detalhes. Eu cresci em Pine Falls, e todos
os meus companheiros estão por aqui ou no Canadá através da fronteira. Caroline
diz que trabalha em casa, mas não parece justo realmente eu lhe pedir para se
mudar, especialmente depois que eu deixar cair o oh-e-a-propósito-eu-sou-um-
shift-urso-com-esperança-que-você-não-exploda.
— Onde você mora? — Pergunto.
— Em Plymouth, — diz ela, grogue.
— Isso é fora do país? — Eu não estou realmente familiarizado com a
área. Esperemos que seja perto de alguma floresta.
Ela esfrega o rosto contra o meu braço e chega para trás, sua bunda
subindo contra o meu pau.
— Não, é na cidade. Existe um parque perto da minha casa na cidade,
embora. Eu ando em torno dele antes de ir para a cama.
Sua bunda contrai novamente, e meu interesse em suas condições de vida
diminuem. Eu encontro o ponto ideal no pescoço dela e dou-lhe uma lambida.
— Você está cansada, baby?
— Mmm, o que você está pensando?
Eu balanço meus quadris contra seu traseiro, apreciando a forma como
suas finas curvas abraçam meu pau endurecido. — Que nós devemos ter a
segunda rodada.
O engate de sua respiração é a única resposta que eu preciso. Eu levanto
uma de suas pernas e a ajusto sobre a minha coxa. — Você não tem que fazer uma
única coisa, só ficar aí e desfrutar.
Meus dedos mergulham em sua boceta molhada para recolher um pouco
de suco para o meu pau. Eu passo seu mel por todo o meu eixo. Sem preservativo,
eu tenho que ser inovador. Um destes dias, em breve, eu vou tomá-la nua com
nada entre meu pau e ela, sua buceta molhada e quente.
Ela chega para atrás para colocar o braço em volta do meu pescoço, e eu a
seguro firme e esticada enquanto traço meu pau na fenda de seu traseiro.
— Você já teve alguém aqui? — Eu empurro a ponta contra essa entrada
enrugada durante a minha próxima deslizada para a frente.
— Não. — É um som ofegante. — Nunca.
Eu sorrio com satisfação. — Você vai me ter aqui. Em breve.
— Será que vou gostar?
— Oh sim.

*****************

Nós dois estamos exaustos. Acontece que nós podemos ser muito
criativos. Ela foi realmente criativa com a língua, e então eu fui criativo com os
peitos dela, e nós inovamos um com o outro até que estávamos muito satisfeitos
de fazer algo mais do que nos aconchegarmos ao lado um do outro em um estupor
saciado.
O amanhecer vai e vem, e eu teria ficado bem em me espreguiçar na
barraca, encontrando mais maneiras de foder um ao outro sem preservativo, mas
algo estranho e sem graça está passando em volta das árvores perto do parque de
campismo.
Não é outro urso, porque nenhum animal que se preze faz muito barulho.
Espere.
Há um tipo de animal que parece estar pisando em todos os ramos do chão
na floresta, um ser humano.
Nem todos os seres humanos são assim. Há um par de caçadores por aqui
que podem se arrastar ao longo da floresta como um bom shifter.
O barulho desperta Caroline. Ela boceja e se estende de uma maneira
sedutora. De repente, eu não dou a mínima para o que o humano está remexendo
no exterior. Só há um ser humano que precisa da minha atenção e ela está deitada
bem em meus braços.
— Bom dia, querida. — Eu deslizo para baixo seu corpo para deslocar as
pernas abertas. — Eu estou com fome e preciso de um pouco de café da manhã.
Ela se apoia sobre os cotovelos, com os cabelos caindo adoravelmente em
seu rosto. — Você tem a resistência de um cavalo.
— Não, — eu corrijo. — É urso. Eu sou um urso.
Ela ergue a cabeça para o lado. — Eu não sabia que os ursos tinham
resistência.
Eu abro minha boca para lhe dizer a verdade, que ela foi fodida de seis
maneiras diferentes por um urso shifter, mas não consigo encontrar as palavras.
Hey, então eu fico peludo às vezes, geralmente a cada poucos dias. Não se
preocupe, porém. Você não vai ter filhotes... pelo menos, eu não acho que você vá.
— Caroline?
Nós dois nos viramos para a abertura da barraca quando escutamos o nome
dela gritado. Estou irritado, porque eu não tive meu café da manhã
ainda. Franzindo a testa, eu olho para a buceta de Caroline, toda pronta e
esperando por uma boa lambida. Mas então ela chega para trás, fechando as
pernas e tirando a visão sexy para longe de mim.
— Nós temos que responder a isso? — Eu sei quem é agora, e eu não tenho
nenhum desejo de deixar o nosso ninho de amor para ir falar com o idiota lá fora.
Seu rosto assume uma tonalidade rosa bonito. — Eu acho que temos. Afinal
de contas, eu o convidei para vir para cá.
— E ele a abandonou para ir beber na taverna da cidade, enquanto você se
defendia sozinha aqui fora, — eu indico.
Ela suspira. — Eu sei, mas eu meio que o chutei para fora e, em seguida,
— ela gesticula entre nós dois, — nós fizemos isso, então eu não posso dizer que
fui a vítima aqui.
Eu bufo, mas não a impeço de se vestir. Eu começo a apreciar o teto baixo
da barraca enquanto eu a assisto rastejar em um esforço para encontrar todos os
pedaços de tecido que ela chama de roupas. Sua boceta, peitos e bunda acabam
apontando para o meu rosto mais de uma vez.
— Eu espero que você esteja apreciando o autocontrole que eu estou
exercendo aqui, — eu a informo enquanto coloco meus próprios jeans e
camiseta. — Sua bunda está implorando por uma mão toda sobre ela.
Ela espia por cima do ombro em um movimento não intencionalmente
provocante. — Eu não posso acreditar que você ainda tem alguma energia. Sinto-
me como se tivesse sido torcida e seca.
— Hmm. — Eu escorrego meus dedos para cima, pela abertura apertada de
seu short. — Não parece seca para mim.
— Leo! — Ela adverte, e foge. — Bill está lá fora, — ela sussurra para mim.
— E daí se ele está, — eu suspiro. Quanto mais cedo colocarmos Bill em
seu caminho de volta para casa, melhor nós dois vamos estar.
— Merda! — Eu ouço sua maldição atrás de mim.
Viro-me para vê-la caída sobre os sacos de dormir que nós destruímos na
noite passada. — O que há de errado, baby?
— Nós dirigimos juntos.
— Você e Bill?
Ela balança a cabeça miseravelmente. — Isso é três horas de volta para a
cidade com ele e eu... — Ela cheira seu pescoço. — Eu preciso de um banho."
Seus problemas são a minha solução. Preciso de mais tempo com Caro e
aqui está a oportunidade perfeita. — Vou levá-la e como bônus, você pode até
mesmo tomar banho no meu lugar.
— Oh, não. — Ela balança a cabeça imediatamente. — Eu não posso deixar
conduzir todo o caminho de Pine Falls até as cidades gêmeas. Isso é muito tempo!
— De modo nenhum. Eu planejei ir lá no próximo fim de semana de
qualquer maneira, — eu minto. — Há um novo, ah... — Eu tento pensar em alguma
parte especializada do equipamento que eu preciso — uma nova canoa no REI que
eu gostaria de dar uma olhada. Adiantar para hoje é perfeito.
Ela parece incerta, querendo acreditar em mim, mas não querendo
impor. — Você tem certeza?
Eu chego até ela e toco seu rosto. — Lembra que eu disse que você não está
se livrando de mim? — Ela balança a cabeça, esfregando o rosto macio contra os
calos em minha palma. — Vou levá-la de volta. Bill pode ir por conta própria.
Ela ri. — Bill odeia dirigir.
— Bill odeia um monte de merda, — eu respondo, e a puxo para fora da
barraca para enfrentar o visitante descontente.
— Caroline, eu estive chamando seu nome por dez minutos. Por que você
não respondeu?
— Eu estava me vestindo.
Bill é lento, mas não é burro. Seus olhos se estreitam observando as roupas
amarrotadas de Caroline e seu cabelo de quem teve-sexo-uma-dúzia-de-vezes-na-
última-noite e a satisfação que escorre por fora dela em todos os poros e chega à
conclusão certa.
— Jesus, você fodeu esse cara na noite passada? — Ele empurra um polegar
na minha direção.
A boca de Caroline pressiona para uma linha infeliz. Ele está me irritando.
— Não fale assim na frente dela, — eu estalo.
Ele se vira para mim. — Que tipo de serviços de guia vocês oferecem? Um
especial de dois-por-um? Uma caminhada e um pau até sua boceta pelo preço de
um? — Ele zomba.
— Pare com isso, Bill. Apenas pare. Você quer ficar louco, fique com raiva
de mim. Leo não merece sua raiva. Ele veio aqui ontem à noite porque você me
deixou. — Caroline tenta dar um passo adiante, mas eu a empurro atrás de
mim. Se alguém vai começar a bater em Bill, vai ser eu.
— Eu deixei você, porque você não iria parar de insistir sobre cada pequena
coisa neste acampamento.
— Eu queria que você ficasse seguro, Bill, — ela protesta.
E desta vez, quando ela se move, eu não bloqueio seu caminho. Depois de
toda a tristeza que Bill a fez passar, Caroline provavelmente merece o primeiro tiro
nele. Mas eu ficarei por perto para garantir que a luta seja justa. Embora, as mãos
de Caroline estejam em punhos ao lado de seu corpo e o olhar em seus olhos é de
fogo, se eu fosse Bill, eu estaria preocupado.
Mas Bill é burro como a merda, então ele apenas discute. — Não, você
queria estar no comando. Você sempre quer estar no comando. Bill faça isso, Bill,
faça aquilo, Bill.
— Oh meu Deus, é sério? — Um rubor profundo arrasta-se até o pescoço
de Caroline. — Eu apenas dou sugestões, porque você não pode nunca tomar uma
decisão!
— Bill, talvez você deva encontrar suas bolas e sair daqui. Não parece que
você é desejado aqui, — eu sugiro em um tom suave. O urso dentro de mim está
coçando para sair e perseguir o ser humano fraco por todo o caminho. Seria um
divertimento, embora uma curta caçada.
— Sim, saia, Bill. — Caroline joga as chaves do carro para ele. Bill permite
que o atinja em seu peito e caía na sujeira.
— Você espera que eu dirija? — Ele pergunta em um tom incrédulo. — Você
sabe que eu não gosto de dirigir.
Ocorre-me que talvez Bill não tenha bolas. Eu estou cheio de sua
merda. Ele está arruinando a minha manhã com Caroline. Eu olho para o
sol. Esqueça isso, é perto do meio-dia. Eu alcanço a sujeira e recolho as
chaves. Empurro-as na mão dele, agarro o colarinho e o viro em direção à trilha
que vai levá-lo para longe.
— O carro está no Lodge, — objeta Bill. — Como é que vou chegar lá?
Eli ou um de seus trabalhadores devem tê-lo deixado dormir por lá.
— Andando, amigo. — Eu o empurro, mas ele não se move.
— Caroline, você realmente vai me fazer andar todo o caminho de volta para
o Lodge? Você não pode chamar alguém para me pegar?
Viro-me para Caroline e ela cora novamente, desta vez em constrangimento
por ter sido ligada a esse bebê chorão do Bill. Eu o deixo na borda da trilha e volto
para ela.
Eu sussurro — Nós todos tomamos decisões que lamentamos, — antes de
beijá-la levemente nos lábios.
— Quais são as suas?
— Tantas que levaria um ano antes de chegar a todas elas.
Com um braço em volta dos seus ombros, eu tiro meu telefone do bolso e
faço uma chamada de socorro para Eli. Ele precisa conhecer minha companheira
de qualquer maneira.
Bill volta mais três vezes, lamentando-se, antes de Leo finalmente persegui-
lo.
Eu quase me sinto mal por ele. Quase. Só que ele é um idiota e ele me
abandonou e eu estou tão, tão feliz que a nossa viagem de reconciliação teve uma
morte rápida e dolorosa.
Leo insiste em me alimentar, e eu como um Pop-Tart enquanto ele desmonta
o acampamento. Ofereci-me para fazê-lo, mas ele quer que eu relaxe e guarde a
minha energia para mais tarde. O que, naturalmente, me faz corar. Concordo que
eu preciso poupar a minha energia, embora Leo tenha quantidades aparentemente
ilimitadas dela, como evidenciado pela noite passada e as últimas rodadas de sexo
que tivemos.
Então... meus planos mudaram drasticamente nas últimas vinte e quatro
horas. Eu já não estou tendo um fim de semana sozinha na floresta. Agora, eu
estou prestes a voltar para Pine Falls e ficar com Leo por algumas semanas e ter
mais sexo. Lotes e lotes de sexo. Acho que é um pouco estranho que ele e eu
tenhamos nos interessado um no outro tão rapidamente. Na verdade, estou um
pouco preocupada que ele vá acordar em algum momento, olhar para mim, e
perceber que ele pode fazer muito melhor.
Também me preocupo que seja tudo uma farsa, e eu vá acordar e descobrir
que minha conta corrente foi limpa por Leo ou algo assim. Realmente, eu sou
apenas um pouco paranoica.
Leo acaba de embalar o acampamento em tempo recorde, no entanto, e
colocar em seus ombros o pacote gigantesco. — Desculpe se estamos encurtando
suas férias, baby. Eu prometo que vou levá-la a uma viagem real, no próximo fim
de semana, com um equipamento melhor. E você pode pescar e caminhar por tudo
o que quiser. — Ele sorri para mim, absolutamente sexy e devastadoramente
bonito, e se inclina para mim para beijá-lo.
E eu me sinto culpada por estar sequer preocupada.

***************

Tomamos uma trilha de volta para à cidade. É mais uma ou duas milhas
caminhando pela floresta, mas o cenário é lindo e nós evitamos Bill, por isso foi
um bônus duplo. Quando voltamos para a cidade, no entanto, em vez de ir para a
casa de campo de Leo, ele aperta a minha mão. — Eu preciso ir até o Lodge falar
com Eli antes de ir. Tudo bem para você?
Eu toco a mão no meu cabelo emaranhado. Depois de ontem à noite e várias
rodadas de sexo, eu provavelmente pareço (e cheiro) mais forte do que o habitual. —
Eu provavelmente deveria tomar banho, se vamos nos encontrar alguém ...
— Não. Você está linda do jeito que está. — Ele me beija com ferocidade. —
Apenas não deixe que ninguém tente lhe dizer que você não é linda.
É difícil argumentar com isso.
O Lodge em si consegue misturar rústico com as comodidades de um hotel
também. Há uma grande lareira no centro do lobby, que é decorada com fotos. Não
há nenhum fogo devido ao tempo quente, mas eu a aponto para Leo. — Por que eu
não espero por você lá?
Ele me dá um olhar agradecido e beija minha testa. — Eu não vou demorar
muito. — Ele coloca a bagagem para baixo e, em seguida, vai para a recepção.
Eu ando até a lareira e trabalho tentando arrumar alguns cabelos
esvoaçantes no meu reflexo em uma foto antes de eu perceber o que é realmente a
foto. Há vários homens, todos tão lindos como Leo, e assim como ele, são bem
construídos. Eles parecem estar em uma viagem de pesca em grupo. Uma das
cabeças com um boné de baseball na parte de trás da foto é Leo. Ele está em outra
foto, segurando um enorme peixe enquanto outro cara aponta para ele. Enquanto
eu passeio pela longa fila de fotos, vejo que Leo está em uma tonelada delas,
juntamente com um monte dos mesmos caras. Ele é um grande negócio nesta
cidade, aparentemente, e eu me sinto quente com o pensamento. É muito longe do
meu próprio apartamento em Plymouth, onde eu mal conheço alguém, mas o
homem é forte e independente.
Percebo imagens na outra parede do Lodge e sigo para lá, e quando eu faço,
eu ouço o som de vozes no corredor. Uma soa como Leo. Eu ando de lado um pouco
mais perto, curiosa. Eu tenho certeza que eu ouvi a palavra 'descobrir'. Descobrir
o quê? Pele descoberta? Eu verifico minha camisa, mas não estou revelando nada.
Minha mão desliza para o meu zíper. Não está aberto. Esquisito. Parece que eles
estão discutindo, também.
— Você tem que dizer a ela, — diz alguém.
Um suspiro. — Tudo bem, — responde Leo. — Eu vou contar para ela esta
noite.
Uma sensação fria cai sobre mim. Dizer-me o que? Minha mente joga o pior
cenário de imediato: Leo ser casado. Ugh. Talvez ele seja um desses guias que se
enrosca com alguém a cada nova turnê de camping, selecionando uma peça quente
para passar o tempo, e, em seguida, a abandona quando a viagem fica longa. É por
isso que ele quer que eu fique com ele por algumas semanas? Uma chamada de
sexo fácil? Sinto-me mal em meu estômago com o pensamento.
Eu cruzo meus braços sobre o peito, praticamente me abraçando para me
confortar, e me viro para a saída do Lodge. A necessidade de sair daqui é
esmagadora. Sinto-me usada e miserável. Eu me apaixonei por alguém que pode
ser pior do que Bill?
Existe até mesmo uma coisa dessas?
Eu passo para fora com a cabeça para baixo pelas escadas de madeira do
Lodge. Eu tenho a minha bolsa no meu ombro, mas o resto do meu equipamento
está na mochila que Leo segurava. Foda-se, eu vou largar tudo. Eu já não me
importava. Eu sinto uma enorme necessidade de escapar. Para me esconder da
vergonha. Talvez eu possa ir a uma loja nas proximidades e chamar um táxi ou
pegar um ônibus para me levar para o aeroporto mais próximo. Não tenho a certeza
sobre conduzir de volta com Bill, e sinto que eu não posso ficar aqui.
Atrás de mim, a porta se abre. — Caroline? — A voz de Leo se sobressai na
rua, fazendo com que alguns turistas se virem. Um rubor quente toca meu rosto,
e eu agarro minha bolsa com mais força, correndo pela calçada. Imediatamente, eu
ouço os pés de Leo batendo pelas escadas quando ele vem atrás de mim. —
Caroline, onde você está indo, baby?
Quando a mão toca no meu braço, eu empurro para longe. — Não me toque!
Ele parece absolutamente chocado com as minhas palavras. — O que está
errado? Baby, o que eu fiz? — Seus lábios puxam para trás em um rosnado, e ele
olha para cima e para baixo da rua. — Será que o fodido Bill voltou e te
incomodou? Faz...
— É você, — eu digo, com meus punhos cerrados. Meu coração parece
quebrado. É estúpido se apaixonar por um cara em menos de vinte e quatro horas,
mas o que sobre mim e Leo tem sido normal? — Você está mentindo para mim, não
é?
Um olhar devastado cruza seu rosto. — Caro, posso explicar...
— Explicar? — A palavra engasga fora de mim. Eu soco o braço dele com o
punho, e depois estremeço com o quanto dói. — Você é um idiota, Leo! Não posso
acreditar que você tem uma esposa e não me disse!
— Eu... o quê? — Seus olhos se arregalam, e, em seguida, um olhar de puro
alívio cruza seu rosto. — Droga. Baby, você me assustou por um minuto. — Com
meu som incoerente de raiva, o sorriso crescente desaparece do rosto. — Não tenho
esposa, eu prometo.
Eu resisto ao impulso de gritar com ele, porque agora eu estou apenas
confusa. — Então sobre o que você está mentindo para mim?
Ele olha para cima e para baixo da rua, então se move para perto de mim. —
Podemos ir para a minha casa conversar? Eu preciso explicar algumas coisas e eu
não posso fazer aqui na Main Street.
Eu olho para ele, tentando avaliar se é um truque. Eu quero
desesperadamente acreditar nele, mas eu fiz escolhas ruins sobre os homens no
passado, não foi? Talvez esta seja apenas mais uma ruim. — Eu não sei...
— Por favor, — ele murmura, então se inclina. — A menos que você prefira
que eu coloque você sobre o meu ombro e a leve para que eu possa sujeitá-la a
submissão com sexo?
Um suspiro excitado escapa da minha garganta. Eu odeio que meu corpo
responda imediatamente a isso. Eu odeio que um bando de imagens de ontem à
noite e algumas da minha imaginação vibrem pela minha mente com o
pensamento. — Eu vou andar com você.
Ele sorri e me puxa para debaixo do braço, aparente, completamente feliz
mais uma vez.
Agora, eu estou apenas confusa.

****************************

Eu odeio que a cabana de Leo é tão extremamente charmosa.


É totalmente adorável. É rústica e masculina, com um grande sofá surrado
principalmente escondido por um cobertor xadrez e um par de chifres de veado
sobre a porta. As paredes são de madeira, e há um quarto aconchegante fora da
cozinha minúscula. Não é um lugar muito grande, perfeito para duas pessoas, mas
definitivamente não é uma casa de família. Eu também estou satisfeita de ver que
não há fotos com outras mulheres ou qualquer coisa do tipo em qualquer lugar em
suas paredes.
Leo coloca a mochila na entrada, e em seguida, toma minha bolsa do meu
ombro e coloca-a ao lado da mochila. Ele então pega a minha mão e me leva para
o sofá, situado em frente a uma lareira a lenha e do outro lado de uma enorme
janela que permite uma visão irrestrita do bosque. Trata-se da parte principal da
cidade afastada, e tudo o que vejo são árvores e vegetação e um ocasional
esquilo. Seria lindo ficar em um lugar como este permanentemente.
Se o proprietário não fosse um idiota mentiroso, claro.
Eu deslizo minha mão da de Leo e cruzo meus braços novamente. — Fale,
— eu digo teimosamente.
— Eu não sou casado.
— Eu não acredito em você.
— Aqui está minha carteira, — diz ele, atingindo mais de mim para agarrar
uma carteira no final da mesa. — Olhe para o conteúdo com o seu coração.
Eu a arrebato dele e folheio dentro dela. Carteira de motorista, um cartão
de crédito ou dois, uma licença de caça, e alguns trocados amassados. Há um
bilhete escondido atrás de um cartão e eu o retiro, esperando que não seja Josh
Groban ou algo bizarro. Não. É do Maple Leafs. Droga. Eu fecho a carteira e
estendo de volta para ele.
— Agora você acredita em mim?
— Não, — eu digo teimosamente, e estico a minha mão. — Me passa seu
telefone.
Ele chega por cima de mim de novo, o cara não carrega seu telefone ou sua
carteira com ele, eu me pergunto, e ele puxa um pequeno telefone de flip da mesa. É
o telefone mais velho que eu já vi. Eu franzo a testa para ele. — Isso é um
queimador?
— O que é um queimador?
— Não importa. — Eu o abro. Não há maneira nenhuma de que ele esteja
enviando mensagens de texto para alguém nesta coisa antiga, então eu passo por
seus contatos do telefone. Há alguns amigos e números de trabalho, e é isso. Na
verdade, não há números do sexo feminino aqui em tudo, o que me preocupa de
novo. Dou-lhe um olhar cético. — Você não é gay, é?
Leo parece ofendido. — O que? Não!
— Então onde estão todos os seus números de telefone das mulheres? —
Eu agito o telefone para ele.
Ele esfrega a cabeça e parece envergonhado. — Então, uh, eu não sou o tipo
que normalmente liga para as meninas de volta. Todos os meus encontros
geralmente acontecem em um bar e não duram além do amanhecer .
— Eu não sei se fico aliviada ou horrorizada com essa confissão.
— Ambos? — Ele oferece. — Eu não estou exatamente orgulhoso disso, mas
isso foi antes.
— Antes…?
— Antes de você, — diz ele a sério, e pega a minha mão na sua. — Nós
precisamos conversar, Caro, porque eu não lhe disse toda a verdade de quem eu
sou.
Meu estômago aperta desconfortavelmente. Oh Deus. Aqui vai. Apenas
cuspa.
— Eu sou um... urso.
Quando ele não continua, eu digo. — Uivo o quê?
— Não, eu sou um urso. Um shifter urso. — Seu rosto bonito está solene,
nenhum traço de seu sorriso normal. — Você já ouviu falar de lobisomens,
certo? Eu sou assim, exceto que o meu povo se transforma em ursos.
Fico em silêncio por um longo momento, digerindo isso.
Bem? — Ele pergunta.
Eu resisto à vontade de socar o braço dele novamente. — Eu acho que você
deveria parar de me dizer mentiras e apenas admitir a verdade, Leo! O que é esse
grande segredo?
Ele suspira e esfrega sua testa. — Isso é mais difícil do que eu pensava.
Eu não pensei que quando eu confessasse, Caro não iria acreditar em mim,
mas ela aparentemente pensa que eu inventei esta história para cobrir um pecado
maior.
Eu tomo uma respiração profunda, e então decido que a única maneira de
a convencer é realmente mudar. O processo não é doloroso, mas um ser humano
vê-lo pela primeira vez, pode surtar. E se ela fugir?
É tudo tão novo para nós dois. Eu deveria ter mantido minha boca fechada,
porque agora Caro está ali de pé, braços cruzados, olhando para mim com muita
suspeita.
Eu vou perdê-la, com certeza, se eu não lhe disser alguma coisa, se eu
tentar inventar uma mentira agora. Mas eu poderia perdê-la se ela vir a verdade
real.
— Promete que não vai sair correndo se eu lhe mostrar uma coisa, tá? —
Pergunto finalmente.
— Depende. Se uma menina saltar para fora da parte traseira de sua
cabana, proclamando que é sua namorada, então não vou estar feliz e eu vou
definitivamente sair.
— Eu não tenho uma namorada, — eu insisto. Não há nenhum ponto em
tagarelar sobre isso mais. Estou apenas adiando o inevitável. — Ok, — eu
suspiro. Eu bato levemente nas costas de uma das cadeiras da cozinha. — Sente-
se aqui e... — O quê? Não enlouqueça? Não corra lá para fora porque eu vou querer
persegui-la? Não suma?
O último é o único importante. — Promete que vai me dar uma chance de
explicar depois?
Ela toma um assento e acena com cuidado. Eu prometo que não vou correr
lá para fora.
— Ótimo. — Eu me afasto. Se eu parasse na frente da porta, ninguém
poderia me culpar, certo? Eu encontrei minha companheira e quero mantê-la.
Não é preciso nenhum esforço para mudar. É algo inato para mim, como
respirar. Eu nasci sabendo como mudar. A mudança vem de dentro. Começa no
coração e se move para fora. O coração, a alma, o espírito tudo permanece o
mesmo. Eu sou um urso e o urso sou eu. Espero que Caro possa reconhecer isso,
por baixo da pele, garras e dentes.
Quando a mudança está completa, eu caio de quatro e olho para Caro. Ela
está presa a sua cadeira com as mãos coladas ao lado. Seus olhos estão grandes
e... Eu não posso dizer se isso é medo ou fascínio. Eu tento fazer com que o meu
corpo pareça tão pequeno quanto possível. Eu era muito bonito quando um
filhote. Lembro-me de minha mãe me dizendo isso. Eu não preciso ser bonito, mas
eu ficaria feliz se eu não parecesse ameaçador.
Eu ando lenta e suavemente até a cadeira, em seguida, me agacho em seus
pés. Eu ainda a supero.
— Leo? — Sua voz é pequena e trêmula.
Eu tremo e aceno lentamente. Uma mão humana delicada cai
provisoriamente na minha pele, apenas atrás da minha orelha. Eu inclino minha
cabeça em seu toque. Suas unhas levemente arranham por trás desse ponto, e eu
ronco em resposta.
E eu a ouço rir. É alta e esganiçada, mas não é um grito de medo. Eu mudo
de volta e subo para os meus pés. Quando um urso se muda, ele volta nu. Eu me
apresso para as minhas roupas jogadas no chão, e puxo minhas calças apenas no
caso de eu precisar persegui-la para fora de casa.
Então eu volto a me ajoelhar novamente ao seu lado. Seus risos viraram
soluços. Eu coloco uma mão cautelosa em seu joelho.
— Caro. Eu sou um shifter urso, — Eu não sei por que digo isso. Ela viu o
que eu poderia fazer, e levei como um sinal promissor que ela não explodiu e correu
daqui atrás de Bill.
— Eu pensei que você estava mentindo. — Ela balança a cabeça
maravilhada. — Mas você realmente era o urso aqui. Ou foi um show de mágica.
— Nenhuma mágica. Ou pelo menos não o truque desse tipo. Suponho que
ser parte urso, parte humano seja algum tipo de magia.
— Então, sem namorada, né? — Diz ela, e um sorriso verdadeiro começa a
puxar os cantos de sua boca.
— Não, a menos que você conte, então, claro que sim. — Eu deslizo minha
mão do seu joelho até a coxa.
— Ok, então. — Ela suaviza a palma da mão sobre o meu ombro e para
baixo para apertar meu bíceps. — Eu não posso acreditar, mas eu estou bem com
isso. Tenho muitas perguntas como: será que eu... Quer dizer, as mulheres têm
filhotes ou bebês?
Eu escondo meu sorriso para a revelação não intencional dela. —
Bebês. Mas eles vão mudar imediatamente de bebê para filhote depois de dar à
luz. É muito legal.
— Meu Deus! — Ela dá um tapinha no peito. — Estou feliz que você me
pediu para sentar."
— Você está pronta para mais informações?
— Se isso envolve você mudar para um outro animal, eu acho que nós
deveríamos adiar, — ela ri fracamente.
— Não, mas eu não sou o único. Esta cidade está cheia de shifters.
— Sério? — Ela ergue a cabeça com interesse. — Quem mais? Aquele cara
que nos parou no outro dia é um shifter também?
Eu concordo. — Sim também, Xerife Gant, Eli - o proprietário do Lodge,
Dent que dirige a taberna. A senhora que é proprietária do spa é a nova
companheira de outro shifter urso.
— Companheira. — Ela testa a palavra. — O que isso significa?
— Namorada, basicamente, — eu respondo. Para a vida toda, acrescento na
minha cabeça.
— Deixe-me ver se entendi. Ela se move para que ela possa olhar
diretamente para o meu rosto, sem torcer seu pescoço. — Você tem um dom
especial, e você vive em uma cidade onde todos os seus amigos e familiares vivem
com este presente especial, mas você estava disposto a vir ficar comigo na cidade?
— Praticamente. — Eu não vejo por que isto é um problema.
— Leo, isso é além de doce. — Ela segura meu rosto. — Mas eu nunca
poderia pedir-lhe para deixar tudo para trás por mim.
— Se é você ou esta pilha de varas aqui, — eu gesticulo ao nosso redor, —
Eu fico com você sempre.
— Você diz isso agora, mas e daqui a algumas semanas?
Preocupação cobre seu rosto. Eu estou feliz que a coisa do urso não a tenha
desligado. Isso eu posso consertar. — Hey. — Eu a puxo em meus braços. — Eu
juro para você que, enquanto eu estiver com você, eu vou estar feliz. Se você me
deixar, você vai acabar com um urso triste, deprimido te seguindo. Nenhum de nós
quer isso.
— Você está me ameaçando? — Pergunta ela com um sorriso.
Eu balanço minha cabeça. — Pense nisso mais como uma promessa. Isso
soa melhor.
— A coisa é, Leo, eu sou uma peça móvel, e se você gosta de estar aqui em
Pine Falls, então devemos viver aqui.
Seu rosto está inclinado para trás, e o sol brilhante da manhã está
iluminado-o. Eu nunca me senti mais feliz. E tudo se encaixou. Minha
companheira está aqui comigo. Ela não se importa que eu vire um urso peludo, e
ela gosta da minha cidade.
Eu a tomo em meus braços e levo para o quarto porque todos os bons
sentimentos que ela gerou em mim migraram para o meu pau.
— Oh, a propósito, você é minha companheira.
— O que?
Eu lanço-a na cama e sigo para provar exatamente o que significa ser
companheira de um shifter urso. Trata-se de deitar e me permitir lamber até que
todo o creme dela esteja em minha língua, e depois transar até que ela fique muito
exausta para fazer mais perguntas. E porque ela é minha companheira, eu fico
desgastado também.
Nós caímos no sono, envoltos um no outro, os nossos corações em sincronia
como se nós estivéssemos juntos há cem anos.