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A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E SUA IMPORTÂNCIA PARA A IGREJA

“Mas Deus o ressuscitou dos mortos, rompendo os laços da morte, porque era
impossível que a morte o retivesse.”

(Atos 2:24)

Por: Álef Augusto Pereira Correia

“... foi crucificado, morto e sepultado, desceu ao mundo dos mortos,


ressuscitou no terceiro dia, subiu ao céu, e está sentado à direita de Deus
Pai, todo-poderoso, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.”

(Credo Apostólico)

A ressurreição de Cristo foi, sem dúvidas, de extrema


importância e necessidade para a consolidação do cristianismo
no mundo. Se de um lado a ressurreição fez parte de um plano
iniciado antes da fundação do mundo, revelando-se necessária,
de outro giro, este feito assumiu grande importância na
história do cristianismo.

Tamanha foi a importância e a veracidade da ressurreição


do Cordeiro Imaculado, que este feito vem sendo afirmado e
crido desde a igreja primitiva. Gamaliel, doutor da Lei
mosaica, atesta que outros homens tentaram se intitular
“cristos”, tais quais Teudas e Judas, não obstante estes não
lograram o êxito que o verdadeiro messias alcançou. Quando
confrontado por Pedro e os demais apóstolos com a verdade da
ressurreição de Cristo, o Rabino chegou a afirmar que se o que
eles pregavam fosse de origem humana, fracassaria; porém se
procedesse de Deus, ninguém seria capaz de impedi-los (At.
5.38-39).

O escritor judeu do primeiro século Flávio Josefo escreve


que: “Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia,
como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele
faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, os quais
vemos ainda hoje, tiraram o seu nome.” Por volta do ano 311
d.C., Eusébio de Cesaréia escreveu em sua História
Eclesiástica: “... também haviam proclamado a maravilha de seu
nascimento, a novidade de seus ensinamentos, suas obras
admiráveis e, como se isto fosse pouco, a forma de sua morte,
sua ressurreição de entre os mortos e sobretudo sua divina
restauração nos céus.” Séculos depois Armínio também vai
afirmar que: “Cristo tomou sobre si a morte do corpo; e (em
segundo lugar) a retirou, um fato que pode ser constatado a
partir da sua ressurreição.” De fato, a história nos revela
que a ressureição do Filho é uma verdade divina, tamanha é sua
importância que ninguém foi capaz de impedir a marcha do
cristianismo até os confins da Terra.

Para além da importância nos âmbitos sociais, políticos,


históricos e espirituais da ressurreição, temos também a sua
necessidade. A ressurreição de Cristo não foi apenas mais um
fato que impulsionou os cristãos da igreja primitiva, mas ela
foi necessária para que as profecias do Veterotestamentário e
Neotestamentário se cumprissem, para que Cristo se assentasse
no trono, para outorgar dons espirituais, para ser fonte de
vida, para ser o cabeça da Igreja e para salvação de todo
aquele que nEle crê (Jo. 3.16).

Em síntese, era necessário que o Cristo padecesse e


ressuscitasse dentre os mortos ao terceiro dia (Lc. 24.46).
Sendo assim, a ressurreição “é o âmago da fé e da mensagem
cristã.” A vitória de Jesus sobre a morte nos deu a chance de
viver eternamente com Ele. Tamanha foi a importância deste
fato, que milhares de cristãos na história da humanidade
entregaram as suas vidas ao martírio por defender esta
verdade. Ainda que muitos ajam como os antigos saduceus,
negando a realidade da ressurreição (At. 26.8), este fato é a
maior verdade do cristianismo. Como parafraseou Agostinho de
Hipona: “Deus o ressuscitou entre os mortos, e lhe deu um nome
acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobrem todos
os joelhos no céu, na terra e no inferno, e toda língua
confesse que o Senhor Jesus está na glória de Deus Pai.” (Fl.
2.9-11)

REFERÊNCIAS

AGOSTINHO, de Hipona. As confissões.

ALMEIDA, Abimael. Cristologia: comentários, aplicações e


notas. Feira de Santana: CETAD, 2017.

ARMÍNIO, Jacó. As Obras de Armínio. Rio de Janeiro: CPAD,


2015.

Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

EUSÉBIO, de Cesaréia. História Eclesiástica. São Paulo:


Novo Século, 2002.

JOSEFO, Flávio. A História dos Hebreus. Rio de Janeiro:


CPAD, 2004.

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