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Bianca de Freitas Nogueira - 816114414

Transportes e desenvolvimento econômico no Brasil de 1945 a 1960 – RESUMO

O transporte ferroviário vem sendo alvo de estudos em grandes países como Brasil e
EUA, afim de se aprofundarem na história e na ligação do transporte ferroviário com a
economia.

Esse tipo de transporte é considerado uma das principais inovações na área dos
transportes, nascido da necessidade geral de carregar e transportar o maior número possível
de mercadorias e pessoas por um custo mais baixo em relação aos meios de transporte já
existentes na época.

O crescimento das ferrovias dividiu muitas opiniões. Os maiores estudiosos da época


discutiam se o transporte traria evolução para a economia e crescimento do Estado, ou se
traria atrasos e problemas.

Assim, surgiu uma revolução histórica-econômica nos EUA, trazendo novos


historiadores que buscavam entender e registrar esse momento de grandes mudanças na
economia.

No Brasil, o registro das histórias sobre o transporte ferroviário começou mais tarde,
com estudiosos incrédulos que acreditavam que o transporte ferroviário deixou de existir
assim que o transporte rodoviário começou a se expandir.

O fato é que a economia brasileira começou a se desenvolver a partir de 1930, quando


o Estado passou a investir mais na industrialização, promovendo o incentivo aos investimentos
industriais.

Assim, as ferrovias que já se encontravam em ponto de sucata em 1945, tornavam-se


cada vez mais difíceis de manter incluindo manutenção, conservação, construção e materiais
necessário para estes. Por isso, em 1944 o governo federal decidiu investir no transporte
rodoviário, o que migrou o governo para novos interesses.

Foi neste período que a indústria automotiva começou a crescer no país, tornando o
Estado mais moderno. Porém a falta de mão-de-obra fez com que o Brasil precisasse firmar
alianças econômicas com outros países.

Historicamente, indica-se que no final de 1954 as ferrovias perderam o interesse e


deixaram de ser prioridade do governo. Os investidores estavam cada vez mais interessados na
construção de rodovias, enquanto isso as ferrovias ficavam obsoletas por conta das
dificuldades financeiras.

No inicio de 1960 a América Latina sofreu uma grande crise econômica marcado pela
diminuição das exportações e dos recursos financeiros dos setores produtivos, levando à uma
desaceleração dos investimentos. No Brasil, essa crise ocorreu pelo excesso de produção, que
diminuiu as atividades de outros setores, entrando assim em crise por conta da queda dos
lucros.

Entre 1950 e 1960, a indústria brasileira fabricava uma grande parte das peças
necessárias para seus automóveis. Porém, o governo decidiu recorrer ao capital internacional
para, em longo prazo, conseguir ampliar suas fábricas.

O que não há dúvida é que, com a industrialização de importações, a economia do


Brasil se transformou, surgindo novas produções e distribuições de produtos, que
necessitavam de novos fluxos de tráfegos com origens e destinos diferentes dos atendidos
pelas ferrovias. Assim, o desenvolvimento das rodovias tornou a recuperação dos demais
meios de transporte mais difícil, pois havia menos demanda.

Porém, alguns estudiosos defendem que essa mudança de cenário nos transportes
trouxe atraso na economia brasileira pois, enquanto o brasil crescia em rodovias, os países
mais desenvolvidos investiam nas ferrovias.

Grande parte do problema vem da falta de investimento do Estado na infraestrutura


do meio de transporte escolhido como principal. A grande demanda pelo transporte de carga e
de passageiros, o baixo nível de investimento e o desgaste dos equipamentos trouxe uma má
qualidade do setor de infraestrutura latino americano em comparação com outros países.
Acredita-se que esse é o principal motivo que desacelera o desenvolvimento dos países dessa
região.

Então, um país que apresenta uma rede de transporte bem desenvolvida e


estruturada, capaz de ligar grandes polos, pode diminuir os custos de produção, as distancias
de distribuição e pode integrar o mercado nacional com o internacional. Assim, demonstra ter
maior facilidade para diminuir as desigualdades sociais, melhorar a geração de renda, a
produtividade e um maior crescimento econômico.