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Índice
ÍNDICE..........................................................................................................................................................................2

HISTÓRIA DA GUITARRA.......................................................................................................................................2
Casas..........................................................................................................................................................................6
Dó Ré Mi Fá Sol Lá Sí.........................................................................................................................................9
Regras................................................................................................................................................................16
AUMENTADA..................................................................................................................................................17
DIMINUTA.......................................................................................................................................................17
V Grau.....................................................................................................................................................................61
EXERCÍCIOS DE MÃO E PUNHOS.......................................................................................................................80

IMPROVISAÇÃO......................................................................................................................................................81

CROMATISMOS........................................................................................................................................................82

SIMBOLOGIA E ACORDES....................................................................................................................................86

TIPOS DE ACORDES..............................................................................................................................................104

ENCORDAMENTO.................................................................................................................................................116

TOM E CAMPO HARMÔNICO............................................................................................................................119

PROGRESSÃO HARMÔNICA..............................................................................................................................123

COMO TROCAR DE ACORDES..........................................................................................................................127

GLOSSÁRIO DOS TERMOS MAIS UTILIZADOS............................................................................................128

A MELHOR MANEIRA DE CIFRAR...................................................................................................................132

A IMPORTÂNCIA DO METRÔNOMO...............................................................................................................134

ESCOLHENDO SUA GUITARRA.........................................................................................................................135

AJUSTANDO SEU INSTRUMENTO....................................................................................................................136

CONCLUSÃO...........................................................................................................................................................142

História da Guitarra

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A guitarra estabeleceu-se durante o século 20 como o mais popular
instrumento do mundo. Por ser adaptável, portátil, atrativa e versátil, tem
sido usada em um ilimitado número de estilos. É um dos mais práticos
instrumentos de corda, para se tocar tanto solos quanto ritmo. O som da
guitarra pode ser ouvido em todos os países de todos os continentes, com
uma inigualável diversidade.

Depois de mais de 150 anos, ela mudou radicalmente. De um pequeno


instrumento com um som delicado, baixo volume, é agora rica em timbres e
dinâmica. Alguns desenhos de guitarra, tem se tornado verdadeiros ícones, e
ela tornou-se hoje um elemento essencial para a música. Originada na
família dos instrumentos de cordas antigos, as primeiras guitarras,
apareceram na Itália e na Espanha durante a Renascenssa, e daí espalhou-se
gradativamente pela Europa. A Espanha é o berço da guitarra clássica
moderna, que emergiu durante o século 19. Neste período ocorreu também
o desenvolvimento das cordas de aço, e o aparecimentos de guitarras flat-
top e das archtop na América do Norte. Os modelos elétricos foram lançados
em 1930 como resultado de experimentos com a amplificação de
instrumentos. Durante o século 20 ocorre a popularização da guitarra em
todo o mundo, e que coincide com o desenvolvimento das técnicas de
gravação.

Hoje a guitarra é usada em uma grande variedade de formas e estilos de


composição, aparecendo desde a música Barroca, passando pelo Jazz, Blues
e até o Rock'n Roll. Certos gêneros musicais tem uma associação imediata
com a guitarra, em particular o flamenco, o country, o blues, o pop e o rock.
Nos últimos 70 anos, a guitarra tornou-se o mais popular instrumento para
solos e acompanhamentos, tanto para artistas solos, ou para banda.

No início do século 16, apareceu em um livro uma descrição, que seria para
um instrumento chamado vihuela. Os compositores escreviam peças para
serem executadas diante da Corte Real e dos membros da Aristocracia.
Neste tempo, em muitos países da Europa, a guitarra era usada por músicos
profissionais. Era também tocada como fundo para as apresentações
teatrais.

Durante o século 18, o uso frequente do piano e de outros instrumentos de


teclas afetaram a popularidade da guitarra. Entretanto, com o
desenvolvimento de técnicas, e o surgimento de uma nova geração de
virtuosos, levaram ao ressurgimento da guitarra (fim do século 18 e início do
19). O uso de cordas únicas, ao invés de pares de cordas, facilitou a
execução, e artistas como Dionisio Aguado, Mauro Giuliani e Fernando Sor
produziram músicas repletas de virtuosismo.

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Durante o século 19, a guitarra tornou-se mais popular, com vários métodos
de execução, e com um grande repertório. Francisco Tarrega foi uma figura
chave tanto como executor como professor. Neste tempo, novos
instrumentos foram desenvolvidos por Antonio de Torres, que levaram a
guitarra a um novo nível. Tarrega influenciou uma escola de artistas que
fundaram a música clássica como conhecemos hoje. A música Flamenca da
Espanha, ganhou destaque durante este século. Na América a guitarra tinha
um importante lugar tanto na tradição clássica quanto no folk. E na América
do Norte, o blues, começou a desenvolver-se nos estados sulinos.

No século 20, Andres Segovia, Ramón Montoya e Robert Johnson foram


quem ajudou a estabelecer a força do instrumento nos mais diversos estilos
musicais. A guitarra também faz parte da música country, popular nos anos
30. Também começou a substituir o banjo no Jazz.

A guitarra foi um dos primeiros instrumentos a se adaptar com sucesso a


amplificação. A guitarra elétrica foi pioneira no jazz, pelas mãos de Charlie
Christian nos anos 30. Depois da 2.ª guerra mundial, o interesse pela
guitarra aumentou, e uma nova geração de virtuosos apareceu. No anos 50
e 60, a guitarra começou a tornar-se moda em todo o mundo, em vários
campos da música.

A diversidade de estilos, requer uma grande diversidade de técnicas de


execução para a guitarra. As guitarra para música clássica e flamenco, usam
cordas de nylon e são tocadas com o dedos, enquanto que as guitarra que
usam cordas de aço são normalmente tocadas com palhetas. Guitarra
elétricas tem uma técnica muito extensa de mão direita e mão esquerda.
Hoje estima-se que exista mais de 50 milhões de guitarristas no mundo.
Devido a grande número de possibilidades, a ao grande número de
guitarristas, as técnicas de guitarra são muito pessoais, e são diversos os
artistas que lançam seus métodos.

Vale lembrar que a história da guitarra se confunde com a própria história do


Rock N' Roll, porque no mesmo tempo em que inventaram a distorção( efeito
de pedal composto por um gerador que transforma o sinal emitido pelo
instrumento, saturando-o antes que seja amplificado) o rock foi criado e a
guitarra se tornou popular porque foi o instrumento que melhor se encaixava
nas amplificações.

Quem nunca dedilhou uma guitarra imaginária? Foi este fascínio que gerou
tantos admiradores e estrelas da guitarra como Jimi Hendrix o maior de
todos.
A guitarra é relativamente o instrumento mais recente que existe no Planeta
Terra e sua história ainda está sendo construída.

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Charlie Christian jamais teria acreditado se alguém lhe falasse em 1939 que
meio século depois já teríamos á disposição guitarras sintetizadas a sistemas
MIDI, que transmitem o sinal do instrumento através de um raio de luz infra
vermelha ou até que haveria vários efeitos para a guitarra feito apenas por
um pedal que possui centenas desses efeitos.

Ao longo de sua evolução, durante mais de meio século de existência, a


guitarra elétrica assumiu significados tão diversos quanto ás possibilidades
musicais abertas por esse único instrumento que pode valer por vários
outros.
A guitarra no começo foi apenas um instrumento acompanhante como
qualquer outro, mas já no começo se tornou o instrumento principal no Jazz e
no Blues e além disso se tornou o estandarte maior do Rock N' Roll.

A origem da guitarra vem de por volta de 1920, o violão já era


extremamente popular nos Estados Unidos, principalmente em músicos
negros e bandas de Jazz, onde apresentava apenas o ritmo das músicas que
nem dava muita diferença na música pois a amplificação da época era tão
ruim que ficava atrás das barulhentas turbas. Foi assim que surgiu novas
idéias para a amplificação de guitarras. Assim surgiu a descoberta do
captador magnético feito por Beauchamp que foi um sucesso, pois ele foi o
primeiro a pensar em amplificar a partir da freqüência das vibrações das
cordas. Essa invenção foi um sucesso e mostrando o poder de amplificação
que se podia ter da guitarra.

Logo após que a a Spanish foi lançada no mercado uma outra empresa - a
Rowe-De Armond Company - começou a produção de guitarras com
captadores em escala industrial. Essa guitarra foi a Gibson ES-150 que foi a
primeira guitarra colocada a disposição de qualquer pessoa. Ela tinha um
formato muito inovador para época e ainda possuía um potente captador
acoplado ao tampo por intermédio de parafusos e molas, que permitia
regular a sua distância em relação ás cordas.

A guitarra teve algumas outras evoluções depois com a invenção da Gibson


Les Paul que é a melhor guitarra que existe até hoje, a alavanca que faz
conseguir vários outros sons da guitarra e a Fender Stratocaster feita por Leo
Fender que a guitarra preferida por vários guitarristas de hoje pois ela é o
modelo mais leve e simples que existe até hoje.

Capítulo 1 – CONHECENDO SUA GUITARRA

No primeiro capítulo desta Apostila, iremos abordar as partes da guitarra


uma a uma. Iremos descrever suas funções e passar algumas dicas
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fundamentais. Abaixo podemos ver uma ilustração de uma guitarra elétrica
com as partes que descreveremos.

Corpo Braço
Captadores ou Pick-Ups Headstock ou Mão
Ponte ou Cavalete Tarraxas
Chave seletora de Captador Capotraste ou Pestana
Potenciômetros Escala ou Espelho
Escudo Trastes
Saída ou Output Casas

* Braço

Écomposto basicamente pelo espelho, onde estão os trastes, as casas e a


pestana, e o braço, onde estão as tarraxas.

 Mão ou Headstock

É a extremidade do braço. Neste local estão as tarraxas e uma das


extremidades das cordas.
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 Tarraxas

São as peças localizadas no headstock que servem para afinar as cordas.


Elas são seis, sendo uma para cada corda. Conforme você girá-las, a corda
ficará mais apertada, o que mudará o seu som. É indispensável que seu
instrumento esteja bem afinado antes de tocar.

 Pestana ou Capotraste

Esta peça não está exatamente na escala, mas sim no local de separação
entre o headstock e a escala. Nela ficam apoiadas as cordas, e ela pode ser
"substituída" com o uso dos dedos ou de instrumentos apropriados para tal.

 Espelho ou Escala

É a parte da frente do braço, onde estão presos os trastes e onde o músico


toca ao pressionar as casas. É uma parte fina que varia de cor conforme sua
guitarra e que possui marcas, geralmente algumas bolinhas brancas, nas
casas de número 3, 5, 7, 9, 12 (geralmente duas marcas), 15, 17, 19 e 21.
Note que estas algumas dessas marcas podem não estar presentes em
algumas guitarras, mas a maioria possui, e istoé algo que ajuda bastante na
localização das casas.

 Trastes

São as barrinhas de metal que se localizam em toda a escala. Elas separam


as casas e é muito importante que elas estejam bem colocadas para uma
boa afinação da guitarra. Com o tempo você pode trocá-las, caso fiquem
desgastadas, fora do local certo, etc.

Casas

As casas são os espaços localizados entre os trastes, que são pressionadas


durante toda a música. A variação do local que for pressionado, fará mudar o
som, variando os acordes. Uma observação é que as casas diminuem do
headstock até o corpo da guitarra, e o som torna-se mais agudo.

* Corpo

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É o local onde está a maior parte dos componentes de uma guitarra, como
os captadores, a ponte, os pontenciometros, entre outros. Veja abaixo uma
explicação sobre cada um deles.

 Captadores ou Pick-ups

Os captadores são elementos fundamentais de uma guitarra. São eles que


captam o som das cordas e o levam até a saída da guitarra. Os captadores
possuem seis pólos magnéticos, um para cada corda. São mais precisamente
eles que captam o som das cordas. O número de captadores varia em cada
guitarra, podendo ter um, dois, três, que podem ser usados
simultaneamente ou separados. Para isso usa-se a chave seletora. Os
captadores variam o seu som conforme sua proximidade do cavalete, isto é,
quando mais próximo do cavalete, mais agudo será seu timbre.

Existem dois tipos de captadores:

Single-coil Captador mais simples, apresenta apenas uma bobina, que tem
um timbre mais "estalado", porém com bastante ruído.

Humbuckers Captador com duas bobinas, que tem um timbre mais


"apagado", mas com menos ruído.

 Ponte ou Cavalete

É a parte em que ficam presas as uma das extremidades das cordas.


Existem dois tipos de pontes, móveis e fixas. Veja abaixo como elas são.

Fixas São como as de violão, servindo apenas para prender uma das
extremidades das cordas.

Móveis Possuem molas presas na parte de trás do corpo da guitarra. Este


tipo de ponte pode ser movido com o uso de uma alavanca que faz com que
a guitarra fique desafinada e depois volte ao normal. Algumas possuem o
recurso de microafinação, que consiste em alguns parafusos que ao serem
movidos mudam a afinação muito mais sutilmente que as tarraxas.

 Chave seletora de captador

Como o nome diz, serve para que você selecione qual captador de sua
guitarra será usado ou não. Ela exite apenas em guitarra com dois ou mais
captadores, logicamente. Ela pode ser de três ou cinco posições.

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Três posições Usa-se com guitarras que possuem dois captadores. Ao
colocar a chave para baixo, funciona o captador próximo a ponte, ao colocar
para cima funciona o captador próximo ao braço, e ao deixar no meio,
funcionam os dois captadores.

Cinco posições É usada com guitarras que possuem três captadores.


Seguindo de baixo para cima, a primeira posição faz funcionar o captador
próximo a ponte. A segunda posição aciona o captador próximo a ponte e o
do meio. A terceira posição aciona apenas o captador do meio. A quarta faz
funcionar o captador do meio e o próximo ao braço. E por fim, a quinta
posição faz funcionar apenas o captador próximo ao braço.

 Potenciômetros

São dispositivos usados para controlar o volume e o tone da guitarra. Para


isso usa-se botões localizados no corpo da guitarra, sendo geralmente dois
ou quatro botões. São conhecidos como Knobs.

 Escudo

Como o nome diz, o escudo serve de proteção para a guitarra contra


choques, arranhões, etc.

 Saída ou Output

É o local onde se encaixa o fio que liga a guitarra ao amplificador. Recebe o


som dos captadores e o transforma em energia elétrica, para transportá-lo
até o amplificador.

Capítulo 2– TEORIA BÁSICA INTRODUTÓRIA

Você que esta começando a tocar agora, é muito importante a leitura deste
capítulo. O primeiro tópico que gostaria de mencionar é sobre a escala
musical, é por ela que conhecemos a seqüência de notas, vamos à elas:

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Sí

Outro assunto importante é saber que notas são as cordas soltas da guitarra.
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1 2 3 4 5 6
Mí Sí Sol Ré Lá Mí

Como você notou, nós temos duas cordas Mí, sendo a primeira a mais fina
conhecida popularmente como "Mízinha", e obviamente, a sexta e a corda
mais grossa conhecida vulgarmente hehe, como "Mízona".

• Cifras

As cifras são letras que correspondem as notas, tornando assim ler notas,
uma linguagem universal, qualquer livro de música as notas aparecem em
forma de cifras, vamos à elas:

A: Lá
B: Sí
C: Dó
D: Ré
E: Mí
F: Fá
G: Sol

• Notas

Outro aspecto importantíssimo na guitarra, mas que muitos professores não


dão o devido valor, é você saber a nota que você está tocando,
aparentemente parece bem difícil, é difícil, mas existem algumas maneiras
de tornar esse estudo um pouco menos complicado. Nós vamos usar um
processo matemático para aprender a ver as notas do braço, muitas pessoas
"decoram" as notas, o quê torna o processo mais chato e lento, nós vamos
vê-las.

Primeiro vamos explicar o quê quer dizer 1 ton e ½ ton. 1 ton: ande 2 casas
no braço, ex: você esta na primeira casa de qualquer corda você andando 1
ton vai para a terceira, ½ ton: ande 1 casa no braço, ex: você esta na
primeira casa, andando ½ ton vai para a segunda casa. Existe uma pequena
regra muito fácil para achar as notas (já em cifras).

C/D
D/E
F/G
G/A
A/B
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Você andará 1 ton (2casas). Note que as notas estão na seqüência da escala
musical, isso porque sempre depois do "C" vem o "D" e assim por diante. E
das notas:

B/C
E/F

Você andará ½ ton (1 casa). Agora é só você decorar esta regrinha


pensando: de "B" para "C" e do "E" para "F", ande uma casa o resto eu ando
2 casas! Pronto agora você esta pronto para começar a achar todas as notas
do braço.

Ex:

Estamos na sexta corda "E"


Qual seria a nota seguinte ao "E" na escala musical? F

Quantas casas você andaria do E para F? ½ ton ou uma casa, portanto na


primeira casa da nota E é a nota F.

Depois da nota F que nota temos na escala musical?? Nota G

A nota F está na primeira casa da corda E, quantas casas você andaria de F


para G?

É só consultar a tabela

1 ton, ou 2 casas, portanto casa 3 da corda E é a nota G

Agora pratique em todas as cordas achando todas as notas. Olhando a


escala musical você perceberá que ela é formada por 7 notas, mas na
verdade existem 12 notas, para acharmos estas outras notas temos que
aprender sobre o "Sustenido"; que é representado por este símbolo # , e o
"Bemol" que é representado por este símbolo b.
Como você percebeu existem notas que para chegar na nota seguinte você
tem que andar ½ ton e outras 1 ton, nestas notas que você andou 1 ton o
que seria a casa do meio?? É ai que entra o "Sustenido" e o "Bemol"!!

Sustenido está uma casa à frente da nota e o Bemol uma casa atras Por
exemplo:

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Vimos no exemplo para achar notas, que da nota F para G você teria que
andar 1 ton certo? E que a nota G esta na casa 3 da corda E.

Que nota seria na casa 2? Seria F# ou Gb, não importa como você escreve,
as duas formas são a mesma coisa Então aqui vai a lista de notas que
existem:

C-C# ou (Db)-D-D# ou (Eb)-E-F-F# ou (Gb)-G-G# ou (Ab)-A-A# ou


(Bb)-B.

É importante lembrar que não existe - B# ou Cb nem E# ou Fb, porque B# e


a nota C e, E# é a nota F Talvez você esteja se perguntando, se: F# e Gb são
a mesma nota porque não existe só o # ou so o b?

Para "Partituras" e "Cifras" essas duas nominações são importantes porque


torna a leitura musical mais rápida e a escrita menos poluida; vou dar um
exemplo pratico!

Imagine que você vai tocar com um pessoal que você nunca viu na vida,
uma música mais ou menos conhecida por você, e é claro alguém da banda
escreveu em cifras a música para você, e terá que ser tocada quase que
simultaneamente, e imaginemos uma seqüência F/A#/Gb , não seria melhor
escrever F# do que Gb??

Capítulo 3–INTERVALOS

Para construir e entender um acorde é preciso entender sobre "intervalos".


Mais o que seria isso? "INTERVALOS" são a relação que as notas tem entre si,
seria uma maneira de definir que uma nota seria das outras, uma maneira
de criar um "parentesco" entre elas.

Mas antes de falar-mos diretamente sobre o intervalo musical, iremos tomar


como exemplo algumas coisas do nosso cotidiano para uma melhor
ilustração.
Quase todos os dias nos deparando com medidas (distância, peso); um
exemplo: para medir-mos o comprimento de qualquer coisa usamos o
metro .O metro, ou esse sistema de medidas, pode ser usado para medir a
distância entre dois pontos. Na música também há um sistema de medidas,
se é que podemos chamá-lo assim. Mas, ao invés deste sistema medir a
distância física entre dois pontos, ele mede a distância sonora entre duas
notas musicais. Esse sistema chama-se intervalo musical.

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Para entender-mos a escala, os acordes e tudo o que há na música, é
essencial o estudo dos intervalos. Mas o que é intervalo ? A definição mais
comum é que intervalo é a diferença sonora entre duas notas . Para ilustrar
melhor, vamos pegar um exemplo prático:

C --- D

Existe entre as notas C e D um intervalo de 1(um) tom . Se as notas fossem


C e C# o intervalo seria de 1/2(meio) tom .

Se você tiver a mão um instrumento, que não seja de percussão, e tocar a


nota C e em seguida a nota D, você irá sentir o som que elas proporcionam .
Você irá notar que ao tocar a nota D seguida da nota C o som foi mais para o
agudo. Da até uma impressão de que o som subiu um pouco, foi mais para
frente, se assim fosse possível visualizar aS notas musicais. Dessa maneira
fica um pouco mais fácil entender como pode ser medida a distância entre
duas notas.

Mas o intervalo não é apenas isso . Para ir um pouco mais fundo eu pergunto
à você, o que é a música ? Um pouco difícil de definir, mas para o nosso
propósito, podemos definir música como sendo a arte de expressar
sentimentos através de sons, ou notas musicais.

Dizemos que na música existem dois tipos básicos de expressão: tensão e


relaxamento . Tensão seria aquele tipo de música que você escuta e fica
tenso agitado, ex: Heavy Metal, alguns Jazz e Fusion são bem tensos, repare
também nas músicas utilizadas em trilhas sonoras de filmes, principalmente
filmes de terror, catástrofes, etc. Como relaxante podemos tomar como
exemplo a música erudita (porém nem todas, algumas são tensas) e músicas
bem calmas, aquelas que você (que não é roqueiro) põem para dormir .

Para nos expressar em um desses tipos básicos, precisamos conhecer o


intervalo de cada nota em relação a outra, e sentir-mos o som que ele
proporciona .

Quando você escuta ou faz um solo, na verdade você esta tocando uma
seqüência de intervalos, se não fosse assim, você não iria produzir som
algum que não fosse apenas o som da primeira nota tocada.

• Exemplos de intervalos e seus tipos de som

Intervalos tensos

O intervalo entre a primeira de um escala e sua quarta aumentada:

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C e F# .

O intervalo entre a primeira de uma escala e sua sétima maior:

CeB.

Intervalos relaxantes

O intervalo entre a primeira de uma escala e a sua Quarta

CeF

O intervalo entre a primeira de uma escala e a sua Sexta

CeA

Para saber-mos qual é o intervalo entre duas notas, temos sempre que
tomar como referência a primeira nota tocada . Após isso iremos ver onde se
encontra a outra nota dentro da escala maior da primeira . Um exemplo :

O intervalo entre as notas C e E .

A primeira nota tocada é a nota C, portanto vamos procurar a nota E dentro


da escala de C maior para saber-mos o intervalo correspondente entre as
duas .
A escala de C é a seguinte : C D E F G A B C

Para isso vamos contar a partir da nota C até a nota E (conta-se inclusive a
nota C) . O número que achamos foi 3, portanto dizemos que entre a nota C
e a nota E existe um intervalo de terça. Esse intervalo irá proporcionar uma
sensação sonora que é típica e exclusiva do intervalo de terça e que nenhum
outro intervalo poderá reproduzir.

Portanto cada intervalo têm a sua identidade própria, não importando o tom
em que estamos tocando . Uma mesma música pode ser tocada em tons
diversos, e nem por isso ela perderá suas características .

Agora que temos uma pequena noção do intervalo musical, podemos


compreender como se formam as escalas. Iremos tratar em particular da
escala maior, por ser esta a principal escala e mãe de todas as outras .

Mas chega de explicação e vamos exemplificar mais os intervalos:

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Temos os seguintes intervalos:

Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sétima
Oitava

Para você entender bem vamos a um exemplo, vamos achar os intervalos da


nota "A" é só contar, seguindo a escala musical, a nota A no caso, mais o
número do intervalo, a segunda de A seria B e assim por diante, veja a lista
completa abaixo:

Nota: "A"
Segunda: B
*Terça: C
*Quarta: D
*Quinta: E
*Sexta: F
Sétima: G
Oitava: A (sempre a oitava é ela mesmo)

Alguns intervalos terão mais afinidade com a tônica do que outros, olhando
acima você verá um asterisco nos intervalos de terça/quarta/quinta/sexta,
esses intervalos têm uma relação perfeita com a "tônica", experimente tocar
junto a nota "A" com a "C" e assim por diante, você perceberá que elas têm
uma sonoridade, elas se combinam, enquanto que os intervalos de segunda
e sétima não se relacionam com a tônica, note que são as notas, posterior e
a anterior, então para tornar a explicação mais clara, as notas próximas à
tônica não se relacionam com ela.

Vamos ver agora um exemplo pratico de como os acordes são formados.


Temos aqui o acorde de C maior, no modelo sem pestana, vamos ver quais
notas fazem parte do acorde:

C
E
G
C
E

A Segunda nota do acorde é a nota E


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O QUE "E" SERIA DE "C" EM INTERVALOS? LEMBRE SEMPRE DE CONTAR A
PARTIR DA TÔNICA!

C-D-E
(1-2-3)

É A TERÇA DE C! E TEMOS A NOTA G QUE É QUINTA DE C


C É OITAVA DE C E O RESTO É UMA REPETIÇÃO.

Sempre ao ver que notas fazem parte de um acorde, associe com os


intervalos, isso torna a compreensão deles muito mais fácil e clara, e todos
os acordes maiores e menores se formam como no exemplo acima.

Regras

Porque o acorde é maior ou menor? Qual seria a diferença entre eles? Existe
um intervalo que define se o acorde é maior ou menor, é o intervalo de
"terça". Nós temos dois tipos de terça:

Maior/menor.

A terça maior está sempre 4 casas a frente da tônica, enquanto a terça


menor esta sempre 3 casas a frente da tônica. A regra é simples e
matematica, quando você estiver tocando um C maior, a terça é a nota E, se
você contar a partir da nota C (que é a tônica do acorde) 4 casas você cairá
na nota E, portanto a terça menor de C é Eb ou D#.

Isso explica por exemplo a pouca diferença que existe entre o modelo de
acorde menor/maior com pestana da corda E ou A, perceba que a diferença
de um para o outro é de uma nota, exatamente a "terça".

Nós vimos em intervalos que existem certos intervalos que se relacionam


muito bem com a tônica e outros, mais especificamente o de segunda e de
sétima, que não se relacionam muito bem com a tônica, mas isso não quer
dizer que esses intervalos não são usados na formação de acordes! Veja o
exemplo deste acorde: Am7.(A MENOR COM SÉTIMA)

Vamos analisar o acorde vendo que notas fazem parte dele:

Am7:
E (quinta de A)
G (sétima de A)
C (terça de A)
E (quinta)
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Neste acorde nós temos uma "sétima". Mas a sétima não se relaciona com a
tônica, então como acorde soa tão bem? A nota G não se relaciona com o A,
mas o que G seria de E que também faz parte do acorde? Seria "terça" de E!
Então a conclusão e que todos os intervalos poderão ser usados desde que
dentro do acorde tenha uma nota que se relaciona com ela, se pensarmos
bem a probabilidade de em um acorde não ter uma nota que se relaciona
com qualquer outra e praticamente nula, nós temos uma infinidade de
opções, e você vai ouvir falar bastante em acordes com sétima e nona.

Portanto todos os intervalos são usados na formação de acordes, é só você


achar uma relação com outra nota que está formado o acorde.
Tríades

Um acorde é formado, caracterizado, basicamente por sua triade, como a


palavra já diz, tríade são as três primeiras notas do acorde, e com essas três
notas que você caracteriza o acorde, sendo as outras notas uma repetição
delas mesmas. Veja abaixo algumas construções básicas de tríades.

MAIOR:

T/3/5 EX:C/E/G

MENOR:

T/3b/5 EX:C/Eb/G

AUMENTADA

T/3/5# EX:C/E/G#

DIMINUTA

T/3b/5b EX:C/Eb/Gb.

Conclusão

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Intervalo então é a distância entre duas notas. Se você toca uma nota após a
outra, temos um Intervalo Melódico; se você toca duas notas diferentes ao
mesmo tempo, o intervalo é Harmônico; e se você toca duas notas idênticas
ao mesmo tempo, o intervalo é chamado de “Uníssono”.

Os intervalos são:

Nome Distância
Uníssono Nenhuma
2ª Menor 1/2 tom
2ª Maior 1 tom
3ª Menor 1 1/2 tom
3ª Maior 2 tons
4ª Perfeita 2 1/2 tons
4ª Aumentada ou 5ª Diminuta (Tritone) 3 tons
5ª Perfeita 3 1/2 tons
6ª Menor 4 tons
6ª Maior 4 1/2 tons
7ª Menor 5 tons
7ª Maior 5 1/2 tons
Oitava 6 tons

Exemplos:

- De A (5º traste da 6ª corda) a A (corda aberta): “Uníssono”


- De F a B: 4ª Aumentada / 5ª Diminuta
- De E a F: 2ª Menor
- E assim por diante...

Capítulo 4– FORMAÇÃO DE ACORDES

Até o momento, estavamos preocupados em estudar a melodia: os intervalos


e como eles podem ser arranjados para dar origem à escala maior. Agora
iremos iniciar no estudo da harmonia, formação de acorde.
Como pudemos ver, podemos medir a distância entre duas notas através do
intervalo entre elas. Isso é essencial para entendermos como são formados
os acordes.

Há quatro categorias de acordes:

• Acordes maiores;
• Acordes menores;
• Acordes aumentados;
• Acordes diminutos.

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Daqui a pouco iremos tratar de cada um em particular, por enquanto
estaremos falando ainda de uma forma genérica
.
A definição de acorde é a seguinte: 3 (tres) ou mais notas tocadas em
intervalos de Terça (3ª). Vamos visualizar isto para entendermos melhor:

Tomaremos como exemplo o acorde de C (dó) mair, o qual é formado pelas


seguintes notas:

C ----- E ----- G
Vamos analisar a escala de C e a disposição dos intervalos acima dentro
dela:

C–D–E–F–G–A–B

A nota dó é a primeira nota. Em seguida vem a nota ré que é a segunda de


dó. Logo após vem a nota mi que é a terça de dó e fá que é a quarta de dó e
sol que é a quinta . Podemos notar que entre as notas C e E há um intervalo
de terça.

Depois podemos notar também que entre E e G também temos um intervalo


de terça chegando então à definição que demos que o acorde é formado por
no mínimo três notas ou mais e que elas estão dispostas em intervalos de
terça umas das outras.

Há uma outra forma de achar-mos as notas de um acorde. A regra para isso


é a seguinte:

Suponhamos que a tônica é a nota Dó e queremos achar sua terça maior.


Dizemos que a terça está a 2 tons em relação à tônica. Em seguida quando
quiser-mos achar a quinta, dizemos que ela está a 3 tons e meio em relação
à tônica. Portanto a fórmula do acorde maior básico seria a seguinte:

Assim podemos concluir que o acorde maior é formado por: T 3 5, tônica


terça e quinta.

19
Como dissemos há 4 tipos de acorde, acordes maiores, menores,
aumentados e diminutos. O maior nós praticamente já sabemos, é o que
temos estudado até aqui. Vamos ver os outros acordes, e tentar entender
como são feitos:
Acorde Menor.

Fica mais fácil entender como funciona a estrutura do acorde menor, se


entender-mos a importância da terça no acorde. É justamente ela que
determina se o acorde é maior ou menor. Por exemplo, quando o acorde é
maior dizemos que ele é formado por: Tônica, Terça maior e Quinta justa. No
caso do acorde menor essa estrutura fica assim: Tônica, Terça menor e
Quinta justa.

O único intervalo alterado foi a terça. Para passar a terça de maior para
menor basta diminuir meio tom. Assim se a distância da terça para a tônica
no acorde maior era de 2 tons, no acorde menor essa distância será de 1 ½
tom. Portanto o acorde de Dó menor ficará assim: C – Eb – G.

Portanto a fórmula ficará como a na figura abaixo:

Podemos concluir assim que o acorde menor é formado por: T 3b 5.

- Acorde aumentado

O que faz com que este acorde receba esse nome, é a alteração que
fazemos na quinta. O acorde pode ser tanto maior quanto menor. A
alteração a qual nos referimos, é simplesmente aumentar a quinta do acorde
meio tom acima. Este acorde também é muito conhecido como acorde
alterado. Mas adiante iremos estudar com mais detalhes os acordes
alterados suas escalas e aplicações. O dó maior ficaria assim: dó – mi – sol#;
e o menor: dó – mib – sol#.

- Acorde diminuto

20
O acorde diminuto representado pelo símbolo º recebe este nome
justamente porque nós pegamos todos os intervalos do acorde maior, e
diminuímos meio tom, com exceção da tônica é claro. O acorde de Cº seria
assim: dó – mib – solb . Neste caso não existe acorde maior diminuto ou
menor diminuto, dizemos simplesmente diminuto.

A fórmula deste acorde é a seguinte: T – 3b – 5b.

- Extensão de acorde

São os intervalos que não fazem parte do som básico do acorde (T 3 5 7).
Colocamos também a sétima por ela ser tão popular que muitos já a
consideram como nota de acorde. As extensões de acorde são popularmente
conhecidas com acordes dissonantes. Mas creio que este é um termo um
pouco erronio, pois dissonância é o efeito sonoro e francamente, não há
nada de dissonante em um acorde com nona ou sétima e nona. Para ilustrar
melhor vamos dar um exemplo:

Vamos entender como é formado o acorde de C7/9 (dó com sé tima e nona).
Além do som básico do acorde, acrescentamos o intervalo de sétima, que é a
nota Bb já que B é a sétima maior, e a nona que é a nota D uma oitava
acima, veja a escala abaixo:

123456789
C - D - E - F - G- A - Bb - C - D

Neste caso em particula a nota E pode ser omitida do acorde. O motivo disto
é que o acorde fica dificil de ser executado com ela, e ela também não irá
fazer tanta falta como a terça ou tônoca do acorde.

Capítulo 5– LEI DE FORMAÇÃO DOS ACORDES MAIS COMUNS

Neste capítulo daremos prosseguimento sobre a formação dos acordes.


Falaremos sobre uma lei existente entre os acordes mais comuns. Preste
atenção nesta dica.

Existem fórmulas para a construção de um acorde. É extremamente


saudável ter uma noção pelo menos das principais, pois você coloca o
acorde certo, na hora certa e na posição que ele soa melhor quando está
escrevendo algum riff, sem risco de erro.

21
Como a guitarra não possui uma seqüência exatamente definida e linear
como num piano, por exemplo (existem várias notas no mesmo pitch e em
posições diferentes no braço -- F no primeiro traste da corda E ou no oitavo
traste da corda A), pode-se notar que existem acordes que soam melhor
quando tocados em uma determinada posição em um certo riff, enquanto o
mesmo acorde, agora em outro lugar, soa horrível (toque um G com a D, G e
B soltas e depois com pestana no terceiro traste e você vai entender o que
estou falando).

Nesse momento entra o conhecimento da construção dos acordes. Neste


capítulo será mostrado apenas os mais comuns. Note que as fórmulas aqui
mostradas estão na forma tradicional, com o baixo na tônica. No entanto,
você pode colocar o baixo em qualquer nota do acorde.

1. Acordes Maiores:

- Maj : Tônica - 3ª - 5ª
- Maj6 : Tônica - 3ª - 5ª - 6ª
- Maj6/7 : Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 7ª
- Maj6/9 : Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª
- Maj7 : Tônica - 3ª - 5ª - 7ª
- Maj7/5b : Tônica - 3ª - 5ª b - 7ª
- Maj7/5# : Tônica - 3ª - 5ª # - 7ª

2. Acordes Menores:

- Min: Tônica - 3ª b - 5ª
- Min6 : Tônica - 3ª b - 5ª - 6ª
- Min6/7 : Tônica - 3ª b - 5ª - 6ª - 7ª
- Min6/9 : Tônica - 3 bª - 5ª - 6ª - 9ª
- Min7 : Tônica - 3ª b - 5ª - 7ª
- Min7/5b : Tônica - 3ª b - 5ª b - 7ª
- Min7/5# : Tônica - 3ª b - 5ª # - 7ª

3. Acordes Suspensos:

- Sus2 : Tônica - 2ª - 5ª
- Sus4 : Tônica - 4ª - 5ª
- Sus7 : Tônica - 4ª - 5ª - 7ª

4. Acordes Dominantes:

- 7 : Tônica - 3ª - 5ª - 7ª b
- 7/5b : Tônica - 3ª - 5ª b - 7ª
- 7/5# : Tônica - 3ª - 5ª # - 7ª b
22
5. Acordes Diminutos:

- dim : Tônica - 3ª b - 5ª b
- dim7 : Tônica - 3ª b - 5ª b - 6ª

6. Power Chord:

- 5 : Tônica - 5ª

Capítulo 6– ESTUDO DOS ACORDES E CAMPO HARMÔNICO

• Estudo dos Acordes

Toda música possui um tom. Isto quer dizer, que toda música ao ser
executada, deve obedecer à uma certo campo harmônico para que a
sonoridade da música seja agradável.

Cada estilo Musical possui uma maneira de tratar seu campo harmônico, por
exemplo, na Bossa Nova, as dissonantes (alterações de acordes) mais
utilizadas são as Sétimas maiores, Nonas e Nonas Diminutas. Não que a
Bossa não utilize outros acordes, porém são estas alterações que
caracterizam o estilo. No Blues, a utilização de Sétimas menores é
indispensável, enquanto no Jazz, as Décimas Terceiras, nonas, Sextas, e
todas as alterações que se maginar, são aplicadas.

Campo harmônico maior

Até agora vimos como é formada a escala maior e os acordes. Iremos


estudar agora o campo harmônico maior. Para entendermos melhor
podemos dizer que a escala maior é o campo melódico maior e os acordes
formados pela escala maior forma o campo harmônico maior. Estudamos os
acordes de forma isolada até agora, o campo harmônico é o encadeamento
de acordes.

O campo harmônico é formado pela sua escala de origem, ou seja, escala


maior gera campo harmônico maior, escala maior gera campo harmônico
menor.
Vamos tomar como exemplo o campo harmônico de dó maior:

C – Dm – Em – F – G – Am – Bº

23
Neste momento surge a seguinte questão: como foi gerada esta seqüência
de acordes ?

Vamos ver passo a passo como foi feito isso:

A partir da escala a qual queremos gerar o campo harmônico (no caso escala
de dó maior) iremos achar acorde por acorde seguindo a regra de formação
de acordes vista anteriormente. O primeiro acorde refere-se à primeira nota
da escala, no caso dó maior. Para acha-lo pegue a primeira nota da escala,
em seguida a terça e a quinta equivalente à aquela nota dentro da escala
em questão. Depois você analisa o intervalo entre elas para determinar se o
acorde é maior, menor, aumentado ou diminuto. Em seguida vá para a
segunda nota da escala, ache sua terça e quinta equivalentes e repita esta
operação até a última nota.

A figura acima pode ser um pouco confusa mas ela ilustra as notas da escala
maior que estão formando cada acorde do campo harmônico. Veja um outro
exemplo abaixo:

Acorde Tônica Terça / menor maior Quinta J=justa


C C E maior GJ
Dm D F menor AJ
Em E G menor BJ
F F A maior CJ
G G B maior DJ
Bº B D menor F Diminuta

24
O campo harmônico pode ser representados por graus. Dessa forma fica
mais fácil quando se está trabalhando com análise harmônica. Além do que
você pose cifrar uma música apenas com os graus proporcionais aos acordes
originais. Dessa forma a música fica mais fácil de ser transposta para outro
tom.

I – IIm – IIIm – IV – V – VIm – VIIº


C Dm Em F G Am Bº

Acima, campo harmônico e seus graus (representados em algarismos


romanos).
Nós estudamos até aqui o campo harmônico básico, ou seja, formado apenas
por acordes comuns (tríades). Geralmente o campo harmônico é formado por
acordes tétrades. Além de T, 3 e 5 o acorde pode conter a sétima. Dessa
forma a sonoridade do C.H. fica mais sofisticada. Veja como ficaria o C.H. de
dó maior:

I7+ – IIm7 – IIIm7 – IV7+ – V7 – VIm7 – VIIm7(5b)


C7+ - Dm7 – Em7 – F7+ - G7 – Am7 - Bm7(5b) (meio diminuto)

Abaixo estão os campos harmônicos dos principais tons maiores:

Ré maior:
D7+ Em7 F#m7 G7+ A7 Bm7 C#m7(5b)
Mi maior:
E7+ F#m7 G#m7 A7+ B7 C#m7 D#m7(5b)
Fá maior:
F7+ Gm7 Am7 Bb7+ C7 Dm7 Em7(5b)
Sol maior:
G7+ Am7 Bm7 C7+ D7 Em7 F#m7(5b)
Lá maior:
A7+ Bm7 C#m7 D7+ E7 F#m7 G#m7(5b)
Sí maior:
B7+ C#m7 D#m7 E7+ F#7 G#m7 A#m7(5b)

Repare que a disposição dos graus não muda, ou seja, o primeiro é sempre
maior com sétima maior, o segundo e o terceiro menor com sétima, o quarto
maior com sétima maior, o quinto com sétima, o sexto menor com sétima e
o sétimo meio diminuto.

Conclusão

25
O Campo harmônico são aqueles acordes que naturalmente são aplicados na
música de acordo com sua tonalidade.

Este campo obedece uma regra de percepção cujos acordes receberam


nomes para que pudessemos tecar uma mesma música em qualquer tom.
Um campo harmonico natural possui:

Tônica(T), Dominante(D), Sub Dominante(S), Relativa da Tônica (rT), Relativa


da Dominante (rD) e Relativa da Sub Dominante(rS).

Imaginemos a Tonalidade de Dó Maior, e pegamos sua escala harmonica:


Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si, Dó, Ré...

Contamos a partir da primeira nota os Graus, como:

1o, 2o, 3a, 4a, 5a, 6a, 7a, ... (Lê-se primeira, segunda, terça, quarta, ...)

A partir destas duas colocações, montamos os acordes possíveis dentro da


Tonalidade que abaixo segue, contendo o Campo harmônico Naturais de Dó
Maior.

Dó Maior:

C, Dm, Em, F, G, Am

Temos então :

Tônica : C - A partir do 1o Grau


Dominante : G - A partir do 5o Grau
Sub Dominante : F - A partir do 4o Grau
Relativa da Tônica: Am - A partir do 6o Grau
Relativa da Sub Dominante: Dm - A partir do 2o Grau
Relativa da Dominante: Em - A partir do 3o Grau

Veja também algumas outras tonalidades.

* Si bemol Maior:

Escala: Sib, Do, Re, Mib, Fa, Sol, Lab


Campo: Bb, Cm, Dm, Eb, F, Gm

* La Maior:
26
Escala: La, Si, Do#, Re, Mi, Fa#, Sol#

Campo: A, Bm, C#m, D, E, F#m


Sol Maior:
Escala: Sol, La, Si, Do, Re, Mi, Fa#

Campo: G, Am, Bm, C, D, Em

Tente agora montar o campo harmônico das seguintes Tonalidades para ver
se você está aprendendo nossa teoria inicial dos acordes.

Mi Maior:

Escala: Mi, Fa#, Sol#, La, Si, Do#, Re#

Mi Bemol Maior:

Escala: Mib, Fa, Sol, Lab, Sib, Do, Re

Capítulo 7– AFINAÇÃO NA GUITARRA

Antes de entrarmos nesse assunto vamos dar uma explicação rápida sobre a
posição dos guitarristas de plantão. A guitarra acústica clássica tem seis
cordas, sendo elas numeradas da direita para a esquerda, de acordo com a
orientação do desenho. Assim, a primeira corda é a mais aguda (a mais à
direita), segue-se a segunda, e por aí a fora, até à sexta corda, que é a mais
grave (a mais à esquerda).

O guitarrista destro deverá ter o braço da guitarra no seu lado esquerdo, de


modo a pisar as cordas com a mão esquerda e deverá usar a mão direita
para fazer vibrar as cordas.

O guitarrista canhoto deverá, se não conseguir tocar na posição destra, ter o


braço do seu lado direito, devendo neste caso proceder à troca das cordas,
de modo a ter sempre acessível ao polegar que dedilha, as três cordas mais
graves (4ª, 5ª e 6ª cordas).

Dito isso, podemos afirmar que antes de tentar começar a tocar qualquer
instrumento, deve-se proceder à afinação do mesmo. Este processo deve ser
feito sempre antes de tocar, de modo a obter-se sempre a melhor
27
sonoridade possível. Qualquer corda, com a utilização, tende a desviar-se da
tensão correcta, sendo necessário afinar as cordas com alguma frequência.

A afinação é simples e deverá ser automatizada, de modo a evitar a consulta


desta apostila sempre que se desejar afiná-la. Há que ter especial paciência
com as cordas acabadas de comprar, pois estas, nas primeiras semanas de
uso, desafinam com muita frequência (um truque consiste em esticá-las
bastante durante a primeira colocação, sempre com o cuidado de não
abusar).

A guitarra pode ser afinada de várias maneiras, consoante o estilo de música


ou o som que se deseja obter e irei apresentar aqui apenas a afinação típica,
que é de longe a mais utilizada. Quem perceber bem este mecanismo não
terá dificuldade em mudar de afinação sem perder muito tempo (por
exemplo, entre duas músicas que exijam afinações diferentes, convém
efectuar rapidamente esta operação).

Cada corda, quando afinada corretamente, constitui uma base com a qual se
pode tocar uma escala de notas como a apresentada na primeira lição
(subindo de meio em meio tom) bastando apenas deslocar o dedo que está a
pisar a corda para a "divisão" acima ou para a "divisão" abaixo (estas
"divisões" estão separadas pelos pontos ou trastos de metal).

Há que ter especial cuidado ao pisar as cordas de modo a colocar o dedo o


mais possível junto ao trasto seguinte (os trastos, como já referi, são os
separadores metálicos existentes no braço) de modo a evitar que a corda ao
vibrar resvale no trasto produzindo um som desagradável.

Ao afinar cada corda, estamos a selecionar a nota (a frequência) inicial da


escala que cada corda irá constituir. A utilização de seis cordas de diferentes
espessuras dispostas paralelamente garante uma gama de quase quatro
oitavas e a rápida passagem entre notas relativamente distantes uma da
outra.

Há que diferenciar as cordas, atribuindo-se-lhes a designação da nota que


produzem soltas quando afinadas nas condições padrão.
Assim, a primeira corda, a mais aguda, é o Mi, pois quando colocada na
guitarra e tocada solta deverá produzir um Mi. A segunda corda é o Si. A
terceira o Sol, a quarta o Ré, a quinta o Lá e a sexta um Mi, este duas oitavas
abaixo do Mi da primeira corda.

Mas como saber se uma corda está a produzir a nota que lhe dá o nome? A
solução está no uso de um diapasão. Existem já sofisticados aparelhos que
tornam a tarefa de afinar mais simples e precisa, mas o diapasão,
fornecendo uma precisão bastante razoável, é de todos o mais barato e
28
portátil. O diapasão, quando posto a vibrar produz, como já referi na
primeira lição, um Lá a 440 Hz.

A terceira corda, o Sol, quando pisada antes do segundo trasto deverá emitir
um som exatamente igual ao do diapasão. Isto porque se a terceira corda
solta produz um Sol, esta corda premida antes do primeiro trasto produz um
Sol #, ou Lá b. Assim, subindo o dedo para o próximo trasto, a corda
produzirá um Lá.

Alguns perguntarão: "Porque não utilizar a corda chamada Lá (a quinta


corda) de modo a que ela solta soe igual ao diapasão?

Na verdade, qualquer músico experiente usará esta corda para iniciar a


afinação, colocando a corda Lá a soar solta uma oitava abaixo do
diapasão. Com a experiência, será fãcil a qualquer um afinar uma corda uma
oitava abaixo do som do diapasão, mas para principiantes pode-se utilizar
como ponto de partida a afinação da corda Sol premida antes do segundo
trasto. A afinação do som produzido por cada corda será feita rodando o
carrilhão correspondente.

Se as cordas estiverem bem colocadas, uma rotação no sentido horário


tornará o som mais agudo, logo uma rotação anti-horária baixará a
frequência.

Resumindo, eis a receita de afinação, devendo ser ajustada em cada passo a


corda correspondente:

1. A corda Sol (a terceira) premida antes do segundo trasto (na


segunda divisão) deve soar igual ao diapasão;

2. A corda Si (a segunda) deverá produzir o mesmo som da terceira


premida no quarto trasto;

3. A corda Mi (a primeira) deverá produzir o mesmo som da segunda


premida no quinto trasto;

4. A corda Ré (a quarta) deverá produzir premida no quinto trasto, o


mesmo som da terceira solta;

5. A corda Lá (a quinta) deverá produzir premida no quinto trasto, o


mesmo som da quarta solta;

29
6. A corda Mi (a sexta) deverá produzir premida no quinto trasto, o
mesmo som da quinta solta;

Conclusão

Caso você não tenha entendido o que colocamos acima siga esta regrinha
básica.

Em primeiro lugar, é necessário saber quais são as cordas (falando de


afinação); elas são denominadas pela nota em que estão afinadas.

Da mais fina (corda 1) para a mais grossa (corda 6), temos o seguinte: E
(Mi), B (Si), G (Sol), D (Ré), A (Lá), E (Mi) -- note que a afinação E da corda 1
é mais aguda do que a da corda 6.

Para afinar a guitarra, faça o seguinte:

• Pegue o som da corda 6 (E grave) de uma outra guitarra, diapasão e gire a


tarraxa até conseguir obter um som igual ao que você ouviu.

• Aperte a corda E grave no quinto traste ("casa" do braço) e toque esta e a


corda A ao mesmo tempo. Ajuste a tarraxa da A até o som ficar igual ao da
corda E grave apertada no quinto traste. Isso é facilmente perceptível pois
quanto maior a vibração, mais fora da afinação a corda está.

• Repita o segundo item com as outras cordas, exceto a G, que deve ser
apertada no quarto traste.

É muito aconselhável a quem não o tem um diapasão, que o compre.


Qualquer loja de música vende-os e o preço não fugirá muito dos mil
escudos.
Você pode usar sua pedaleira elétrica (Caso haja um afinador eletrônico
embutido - geralmente as da marca Zoom têm - ou um diapasão caso tenha
bastante dificuldade, mas lembre-se que saber afinar sem ajuda desses
acessórios é fundamental já que numa roda de amigos ou em algum evento
você não poderá contar com a ajuda deles e tem que improvisar).

OBS:

• Afinando com auxílio de um teclado ou piano

30
Basta voçê igualar as cordas da guitarra com as notas de um teclado,
seguindo a ordem: (de cima para baixo)

1ª corda da guitarra - nota mi (grave)


2ª corda da guitarra - nota lá
3ª corda da guitarra - nota ré
4ª corda da guitarra - nota sol
5ª corda da guitarra - nota si
6ª corda da guitarra - nota mi (aguda)

Capítulo 8– TEORIA MUSICAL

Já vimos uma teoria introdutória em nossos estudos agora vamos ampliar


pra uma mais abrangente no sentido musical. Preste atenção, pois este
capítulo dará uma noção de partituras e seus respectivos símbolos e sinais.

Propriedades dos sons:

1- altura: diferente entoação das notas.


2- duração: espaço de tempo em que soa o som.
3- intensidade: mesmo que volume.
4- timbre: característica que difere os sons. Ex: timbre de piano e timbre de
guitarra.

Elementos fundamentais da música:


1- Melodia: sucessão de sons, para a formação de uma linha musical. Ex: um
solo de guitarra.
2- Harmonia: seqüência de sons simultâneos. Ex: uma progressão de
acordes.
3- Ritmo: Movimento dos sons de acordo com a sua duração.
4-
Para representar os sons, foram criadas as notas musicais. São 7
fundamentais, mais 5 acidentes, formando uma escala cromática de 12
notas:

C C# D D# E F F# G G# A A# B

Fundamentais: C=Dó D=Ré E=Mi F=Fá G=Sol A=Lá B=Si

As notas sem o “#”, são as notas naturais (fundamentais), que todo mundo
conhece. Aquelas com o “#”, são chamadas “notas sustenidas” (por
31
exemplo: C#=Dó Sustenido). Elas também podem ser escritas como
“bemóis” (por exemplo: Db=Ré Bemol).

C Db D Eb E F Gb G Ab A Bb B

Quando você adiciona um sustenido à nota, você está a elevando ½ tom


acima e quando você adiciona um bemol à nota, você está a elevando ½
tom abaixo. Assim, temos as notas organizadas de uma maneira cromática
(em seqüência de ½ em ½ tom), uma após a outra.

Nota: Dois semitons (1/2 tom) corresponde a um tom.

Quando aplicamos essa teoria na guitarra, fica fácil de entender. Para cada
traste que você sobe ou desce no braço, tem-se um intervalo de ½ tom (ou 1
semitom). Então, a cada 2 trastes, temos 1 tom. Por exemplo: na corda E (Mi
ou 6ª corda), temos, da corda aberta até o 12º traste:

E F F# G G# A A# B C C# D D# E

Outro exemplo para visualização das notas pode ser um diagrama de


acordes:
EA
e-0-(E)---|--5-(A)----|
B-0-(B)---|--5-(E)----|
G-1-(G#)--|--6-(C#)---|
D-2-(E)---|--7-(A)----|
A-2-(B)---|--7-(E)----|
E-0-(E)---|--5-(A)----|

Temos aqui dois acordes: E (Mi Maior) e A (Lá Maior). As notas entre
parênteses são as que compõem os dados acordes. Se você observar a
organização cromática das notas descritas anteriormente, e sair contando
nas casas do braço a seqüência delas até chegar em um dos números
indicados no diagrama, irá perceber que corresponde justamente àquela
nota entre parênteses.

Lendo notação musical:

As notas musicais são escritas em partituras, compostas de pautas (ou


pentagramas), que são aquele conjunto de cinco linhas e quatro espaços. As
linhas (de baixo para cima), representam as notas E, G, B, D e F; os espaços,
as notas F, A, C e E. Veja um exemplo abaixo:

32
Para podemos dar nomes às notas que colocamos na pauta, devemos
colocar, no seu início, um sinal chamado clave. Existem 3 tipos de claves: de
sol (sons médios), de fá (sons graves) e de dó (sons agudos). Na figura
abaixo, temos, respectivamente, as claves de sol, fá e dó. Nas partituras
para guitarra, é mais comum encontrarmos a clave de sol, por isso,
trabalharemos apenas com essa nessa lição.

Na armadura da clave (logo a sua frente), temos uma fração que determina
o número de tempos por compasso (numerador) e a figura que irá
determinar 1 tempo nesse compasso (denominador). Os compassos são
conjuntos de tempos, divididos por barras. Todas as músicas são divididas
em vários compassos. Quando o primeiro compasso de uma música vem
incompleto (em um que caibam 4 tempos, existem somente 2, por exemplo),
chamamos esse de anacruse.

Na pauta, são escritas as figuras musicais, que indicam o tempo de duração


das notas. Também são escritas as pausas, que indicam silêncio. A seguir,
temos uma tabela com os valores-padrão (compasso 4/4) de cada figura e
pausas, além de outros símbolos utilizados freqüentemente

33
1=Semibreve (4 tempos)
2= Mínima (2 tempos)
3= Semínima (1 tempo)
4 e 5= Colcheia (1/2 tempo)
6= Mínima com Ponto de Aumento (3 tempos) -- O Ponto de Aumento
aumenta o tempo da nota em 50% do valor original.
7 e 8= Semicolcheias (1/4 de tempo)
9= Pausa de semicolcheia (1/4 de tempo)
10= Fusa (1/8 de tempo)
11= Pausa de fusa (1/8 de tempo)
12= Semifusa (1/16 avos de tempo)
13= Pausa de semifusa (1/16 avos de tempo)
14= Pausa de semínima (1 tempo)
15= Pausa de mínima (2 tempos)
16= Pausa de semibreve (4 tempos)
17= Acidentes -- Respectivamente: bemol (abaixa a nota 1/2 tom), sustenido
(eleva a nota 1/2 tom), bequadro (anula os bemóis e sustenidos) e nota
natural (sem acidentes).
18= Tercinas (3 notas por tempo)
19= Ligaduras -- une duas notas. Se as notas forem iguais, não devemos
tocar a segunda nota.

Esses valores podem mudar de acordo com a fórmula de compasso. A


seguir, temos a lista dos valores de denominadores nos compassos simples:

1 = Semibreve = 1 tempo
2 = Mínima = 1 tempo
3 = Semínima = 1 tempo
4 = Mínima = 1 tempo
8 = Colcheia = 1 tempo
16 = Semicolcheia = 1 tempo
32 = Fusa = 1 tempo
64 = Semifusa = 1 tempo

34
Seguindo essa tabela, temos que num compasso 4/2, por exemplo, uma
Mínima vale 1 tempo, e assim por diante.

Como já vimos, os compassos são divididos por barras. Cada tipo de barra
representa uma coisa diferente:

- Barras simples: separam um compasso do outro.


- Barras duplas: indicam mudança de trecho musical.
- Barras de repetição: uma das barras é mais grossa e essas possuem dois-
pontos (:) ao seu lado -- indicam repetição de um trecho.
- Barras finais: visualmente iguais às barras de repetição, porém, indicam o
final da música.

Quanto aos acidentes, anteriormente mencionados, podem aparecer de 3


maneiras distintas:
- Na armadura da clave: são os sinais fixos, que valem para toda a música.
- No decorrer da partitura: sinais ocorrentes -- aparecem no decorrer da
partitura, tendo efeito apenas no compasso em que estão.
- Entre parênteses: sinais de precaução, para evitar erros numa eventual
leitura rápida

- Curiosidade sobre o Assunto:

Aproveitando que estamos falando em tom, você que não conhece, deveria
se inteirar sobre o O Círculo Das Quintas . Trata-se de uma ferramenta
muito importante quando se trata de encontrar tons musicais. Ele mostra
quantos acidentes (bemóis ou sustenidos) existem em um determinado tom.
Veja o Círculo:

35
É chamado de Círculo Das Quintas porque toda vez que você anda um
espaço no sentido horário, você sobe uma quinta. Tente memorizá-lo. Será
útil para as próximas lições.

Capítulo 9– COMO LER TABLATURAS

Chegamos a um ponto onde nossos estudos vão começando a ficar mais


difíceis. As famosas e chatas tablaturas são consideradas um assunto super
complicado. Vamos tentar detalhar todas as dúvidas com a finalidade de
esclarecer esse assunto de vez. As tablaturas são fundamentais pros
guitarristas. Eles utilizam muito mesmo. Os violonistas nem tanto.

O que é Tablatura ?

Tablatura (ou tab) é um método usado para se escrever música para


instrumentos de corda, como violão, guitarra e baixo.

Utiliza-se de símbolos e números para mostrar casas, variações de afinação


e outros efeitos que podem ser feitos nestes instrumentos. Não a confunda
com a partitura.

Qual a diferença entre Tablatura e Partitura?

Ambas se parecem muito (por causa das linhas). Mas a similaridade para por
ai. A tablatura serve apenas para indicar acordes e solos sem noção de
tempo, sendo usada apenas em instrumentos de cordas como o violão, a
guitarra e o baixo. É muito boa para músicos iniciantes ou práticos, por ser
de fácil entendimento.

Mas tem uma desvantagem: para entendê-la, tem que se conhecer a música
descrita. Já a partitura, pode-se dizer, é como se fosse a música escrita, com
36
todos os seus detalhes. Nela não precisa se conhecer a música que será
tocada, pois a partitura transcreve da música para o papel todos os tempos,
durações das notas, solos, acordes, etc. A partitura não indica (no caso dos
instrumentos de corda) em quais casas estão as notas. Por isso mesmo,
requer um conhecimento teórico (e prático) extenso, pois é um tanto quanto
complexa de ser entendida. Outro ponto positivo da partitura é que esta
serve para diversos instrumentos (como violinos, trompetes, trombones,
etc.)

Como faço para ler as Tablaturas ?

É muito simples. As tablaturas consistem em linhas horizontais que indicam


as cordas do instrumento. Para guitarras, teremos 6 linhas (pois temos 6
cordas), para baixo de 4 cordas, teremos 4 linhas, e assim por diante. O
princípio é o mesmo para qualquer quantidade de cordas.

As tablaturas podem ser apresentadas de duas formas:

1) Com a 1ª corda (Mi - e) na 1ª linha;

e|------------------------------------------------------|
B|------------------------------------------------------|
G|------------------------------------------------------|
D|------------------------------------------------------|
A|------------------------------------------------------|
E|------------------------------------------------------|

2) Com a 1ª corda (Mi - e) na 6ª linha;

E|------------------------------------------------------|
A|------------------------------------------------------|
D|------------------------------------------------------|
G|------------------------------------------------------|
B|------------------------------------------------------|
e|------------------------------------------------------|

* A forma mais utilizada é a com a 1ª corda sendo indicada na 1ª linha.

Um exemplo de tablatura de baixo de 4 cordas:

G|------------------------------------------------------|
D|------------------------------------------------------|
A|------------------------------------------------------|
E|------------------------------------------------------|
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Sendo a 1ª corda a Sol (G) e a 4ª, Mi (E).

Numa tablatura, as cordas a serem tocadas são indicadas por números,


sendo que "0" indica corda solta e "X" corda que não deverá ser tocada (isso
vale quando a tablatura indicar acordes). Veja um exemplo:
e|---------------------------------|
B|---------------------------------|
G|---------------------------------|
D|---------------------------------|
A|---------------------------------|
E|---0--1--2--3--------------------|

Observando este exemplo, concluímos que:

- devemos tocar a 6ª corda (Mi - E) solta (0);


- depois tocar a mesma corda na 1ª casa (1);
- depois tocar a mesma corda na 2ª casa (2);
- depois tocar a mesma corda na 3ª casa (3).

Outras notações usadas na tablatura

Nos exemplos acima vimos apenas solos. Mas as tablaturas também podem
indicar:

- Acordes:

Observe um acorde de C (Dó) maior na tablatura:


e|-0----------------|
B|-1----------------|
G|-0----------------|
D|-2----------------|
A|-3----------------|
E|-X----------------|

Quando as cordas a serem tocadas aparecerem uma sobre a outra isso


indicará que é um ACORDE. O "X" na 6ª corda (Mi - E) indica que esta não
deverá ser tocada (pois não faz parte da formação do acorde).

- Dedilhados:

Observe o dedilhado da introdução da música "Consagração" da Aline


Barros:

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A9 A4 A9
e|---------0---0-----------------|
B|-------0---3---3---------------|
G|-----2-----------2-------------|
D|---2---------------2-----------|
A|-0-------------------0---------|
E|-------------------------------|

Logo acima da tablatura vemos as notas correspondentes ao dedilhado (que


nem sempre vem presentes na tablatura).

Para executar este dedilhado, dedilhamos normalmente com os dedos,


seguindo o que a tablatura nos informa: primeiro tocamos a 5ª corda (A - Lá)
solta (que é o baixo da nota), depois a 4ª corda (D - Ré) na 2ª casa e logo
após a 3ª corda (G - Sol ) na 2ª casa também (esse é o acorde de A9).
Depois, tocamos a 2ª corda (B - Si) solta, a 1ª corda (e - Mi) solta e a 3ª
corda na 3ª casa (note que esse é o acorde de A4), e assim por diante,
chegando novamente ao acorde de A9.

- Batidas:

Veja este exemplo com o ritmo de valsa:


Execução: uma batida no baixo e duas nos acordes
A E
e|-------------------------------|
B|--2-2----2-2----0-0---0-0------|
G|--2-2----2-2----1-1---1-1------|
D|--2-2----2-2----2-2---2-2------|
A|-0------0----------------------|
E|---------------0-----0---------|

Os acordes executados aparecem em cima, mas nem sempre estes estão


presentes.

Outra forma de representar os acordes

Uma forma que simplifica muito a exibição de acordes é um meio


minimizado da tablatura, que indica apenas as casas que deverão ser
tocadas dentro de chaves "[ ]".

Observe este exemplo:

[x32010]

Aqui podemos ver o acorde de C (Dó) maior. Veja: neste tipo de


representação, as cordas estão dispostas dessa forma: [ MI Lá Ré Sol Si Mi ],
ou seja: [ 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª cordas ] . O "X" indica cordas que não deverão ser
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tocadas e o "0" cordas soltas, como numa tablatura normal. Volte até a
tablatura que indica acordes: na verdade, esta é uma versão diminuta
daquela representação.

Os símbolos utilizados na Tablatura

Além dos números que indicam as casas a serem tocadas, existem também
alguns símbolos que servem para identificar efeitos feitos durante os solos. A
notação desses efeitos pode variar (vai depender do autor da tablatura). Mas
o mais comum é o seguinte:

h - hammer-on
p - pull-off
b - bend para cima
r - (release bend) soltar o bend
/ - slide up - para cima (pode-se escrever s)
\ - slide down - para baixo (pode-se escrever s)
~ - vibrato (pode-se escrever v)
t - tap
x - (muffled strings ) tocar a nota abafada (som percusivo)
H. - harmônico natural
H.A. - harmônico artificial
P.H. - pinch harmonic
Tr - trill

Hammer-on (h)

Toque a nota normalmente com a mão direita (supondo que você seja
destro) e, sem o auxílio da mão direita (ou seja, sem tocar novamente a
corda), "martele" a nova nota com a mão esquerda.
ejamos como exemplo o final do antigo solo da introdução de guitarra da
música "Deus Eterno" do Oficina G3:

e|-----------------------------|
B|-6-5-3---3h5-3---------------|
G|-------5-------5-4-5-4-0h2-0-|
D|-----------------------------|
A|-----------------------------|
E|-----------------------------|

No momento de realizar o hammer-on, tocamos a 2ª corda na 3ª casa e


rapidamente, com algum dedo da mão esquerda, "martelamos" a 5ª casa da
mesma corda. No outro hammer-on, use o mesmo esquema.

Pull-off (p)

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Pode-se dizer que um pull-off é o inverso de um hammer-on. Fazer um pull-
off consiste em tocar a nota e soltar rapidamente a corda a fim de que esta
soe mais alta. Veja o exemplo:

e|-5p0-------------|
B|-----5p0---------|
G|---------4p0-----|
D|-----------------|
A|-----------------|
E|-----------------|

Primeiramente, tocamos na 1ª corda (Mi - e) a 5ª casa e rapidamente


soltamos a corda para que esta soe mais alta. O mesmo acontece com os
outros exemplos exibidos acima.

Pull-offs e hammer-ons costumam aparecer juntos. Veja o exemplo:


e|-------------------|
B|-------------------|
G|---5h7p5-----------|
D|---------6h8p6-----|
A|-------------------|
E|-------------------|

No primeiro caso toca-se a 3ª corda (G - Sol) na 5ª casa, martela-se com


algum dedo da mão esquerda a 7ª casa depois solta-se rapidamente a 7ª
casa fazendo um pull-off na 5ª casa. Note que a mão direita só tocará a 1ª
nota, as outras serão executadas com hammer-ons e pull-offs. O mesmo vale
para o exemplo posterior.

Bend (b) e Release Bend (r)

Um bend ocorre quando elevamos a nota para cima (ou para baixo)
aumentando ou diminuindo sua tensão e gerando, assim, uma nota mais
aguda (ou grave). Quanto mais elevarmos a nota mais aguda esta será (o
contrário para a diminuição). Um número ao lado indica o quanto a nota
deverá ser aumentada (ou diminuída. Nesse caso, o número apresentado
para bend será menor que o da casa em questão). Veja o exemplo:

e|-----------------------|
B|-10b12-----------------|
G|-----------------------|
D|-----------------------|

41
A|-----------------------|
E|-----------------------|

A 2ª corda (Si - B) deve ser tocada na 10ª casa e rapidamente elevada para
cima até que soe como se esta estivesse sido feita na 12ª casa (um tom
acima). Mas note que o dedo continuará na 10ª casa. O bend também pode
ser indicado entre parênteses: 10b(12).

Mais um exemplo, agora com bend e release bend:

e|-----------------------|
B|-10b12---12r10---------|
G|-----------------------|
D|-----------------------|
A|-----------------------|
E|-----------------------|

Faça o bend tocando na 2ª corda, 10ª casa, eleve um tom, depois toque
novamente na casa (note que a casa estará elevada) e volte a tensão
original.
Existem bends que podem ser de meio tom (10b11), de quarto tom (10b10.5
- que equivale a meia casa) entre outros. Quando no bend não vier indicado
o quanto se deve elevar a nota (10b), deve-se ouvir a música para se saber o
quanto esta foi elevada.

Slide up (/) e Slide down (\)

Um slide consiste em deslizar um dedo da mão esquerda (supondo que você


seja destro) para cima (up) ou para baixo (down) do braço do instrumento
(lembrando que "para cima" consiste no sentido crescente das casas e "para
baixo" no sentido decrescente). Vejamos um exemplo, o de um dos solos de
guitarra feitos numa música:

e|-----------------------------------|
B|-8/10--8/10------------------------|
G|------------9-7-----7-5---5--------|
D|----------------10------7---7-5-7--|
A|-----------------------------------|
E|-----------------------------------|

Logo no início do solo já surgem dois slides up. Para executá-los, toque na 2ª
corda (Si - B) na 8ª casa e deslize seu dedo até a décima casa enquanto a
corda ainda está soando. Para slides down (\), faça o mesmo esquema do
slide up, só que desta vez deslize o dedo para traz (no sentido decrescente
das casas).
Vejamos outros exemplos:

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e|-----------------------|
B|-/10--10\--------------|
G|-----------------------|
D|-----------------------|
A|-----------------------|
E|-----------------------|

Neste caso deve-se iniciar o slide em alguma das primeiras casas da 2ª


corda, ir até a 10ª casa e volta a 1ª. Perceba que apenas na 1ª ida do slide é
que a nota deve ser tocada.
e|----------------------|
B|-3/7\5\1--------------|
G|----------------------|
D|----------------------|
A|----------------------|
E|----------------------|

Neste exemplo foram feitos vários slides. Toca-se na 2ª corda na 3ª casa e


desliza-se até a 7ª casa, retornando logo após à 5ª casa e terminando na 1ª
casa. Mas lembre-se: apenas a 1ª nota deve ser tocada.

Vibrato (v ou ~)

O vibrato consiste em variar o tom de uma nota, causando um efeito de


"vibração". Pode ser conseguido movendo o dedo sobre a corda na casa da
nota para cima e para baixo (diversos bends rápidos) ou com alavancas. Veja
este exemplo:

e|--------------------------------------|
B|--------4/5--8------------------------|
G|-----5---------7v--5---5v-------------|
D|-5-7-----------------7----7--5--7-----|
A|--------------------------------------|
E|--------------------------------------|

Ao tocarmos na 3ª corda (Sol - G) na 7ª casa, efetuamos um vibrato com o


dedo (subindo e descendo a corda rapidamente) ou com uma alavanca. O
legal é que se conheça a música para se saber como o vibrato deve ser feito.

Tap (t)

O tap (ou tapping) consiste em tocar notas com a mão direita (supondo que
você seja destro) diretamente nas cordas do instrumento. Veja o exemplo:

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e|---------------------|
B|--10h12---15t--------|
G|---------------------|
D|---------------------|
A|---------------------|
E|---------------------|

Aqui deve-se fazer primeiro um hammer-on tocando na 2ª corda (Si - B) na


10ª casa e martelando na 12ª casa da mesma corda e, logo após, com a mão
direita, tocar na 15ª casa da mesma corda.

Muffled Strings (x)

Para realizar este efeito (que é comumente feito com acordes em riff), faça o
acorde indicado e toque encostando apenas os dedos da mão esquerda
sobre as cordas (não apertando as cordas contra o braço do instrumento),
causando, assim, um efeito percusivo. Veja um exemplo:

e|------------------|
B|------------------|
G|------------------|
D|--5x--------------|
A|--5x--------------|
E|--3x--------------|

Forma-se o acorde indicado (que é o riff do acorde Sol - G) mas não se


pressiona os dedos contra o braço do instrumento, apenas encostando-os
sobre as casas. Toque normalmente. Isso dará um efeito "percusivo" no
acorde.

Harmônico Natural (H.)

Consiste em tocar a corda onde se localiza a casa da nota desejada e, após


tocá-la, ainda com a corda vibrando, encostar levemente um dos dedos da
mão esquerda sobre a casa desejada. Veja o exemplo:

e|----------------|
B|--10H.----------|
G|----------------|
D|----------------|
A|----------------|
E|----------------|

Toca-se a 2ª corda (Si - B) e logo após, com a corda ainda vibrando, coloca-

44
se levemente o dedo sobre a 10ª casa. Lembre-se: não se deve apertar a
casa, mas apenas colocar levemente o dedo sobre a corda.

Harmônico Artificial (H.A.)

Para conseguir este efeito, deve-se tocar a nota na casa indicada e logo após
colocar outro dedo da mão esquerda (ou da mão direita) suavemente sobre
a corda ainda vibrando. Observe o exemplo:
e|----------------|
B|--5H.A.(17)-----|
G|----------------|
D|----------------|
A|----------------|
E|----------------|

Coloca-se algum dedo da mão esquerda na 17ª casa da 2ª corda (Si - B) e


logo após, "martela-se" na casa 5 com algum dedo da mão direita.

Pinch Harmonic (P.H.)

Para realizar este efeito (o famoso "gritinho" feito nos solos), posiciona-se
primeiramente a palheta entre as bordas do polegar e do indicador, e logo
após, toca-se com firmeza a corda do instrumento. Veja o exemplo:
e|----------------|
B|--5P.H.---------|
G|----------------|
D|----------------|
A|----------------|
E|----------------|

Toca-se com firmeza a 2ª corda (Si - B) com algum dedo da mão direita
posicionada sobre a 5ª casa. DICA: comece treinando nas casas inferiores (7ª
à 1ª casa), é mais fácil de se obter esse harmônico.

Trill (Tr)

Este efeito consiste em pull-off's e hammer-on's executados repetidamente.


Veja o exemplo:
45
e|------------------------|
B|--Tr3(5)3(5)3(5)...-----|
G|------------------------|
D|------------------------|
A|------------------------|
E|------------------------|

Toca-se a 2ª corda (Si - B) na 3ª casa e faz-se alternância entre pull-off's e


hammer-on's rapidamente. Note que "Tr" (a notação do Trill) aparece no
começo do efeito.

Capítulo 10– POSTURA NA GUITARRA

Posição da Mão Direita

Se o seu posicionamento corporal e do instrumento estiver conforme foi


descrito no início deste artigo, seu antebraço direito deverá estar formando
um ângulo de aproximadamente 160 graus com o braço do instrumento.
Este ângulo pode variar um pouco - alguns músicos tocam com o braço
quase paralelo às cordas, como uma continuação delas - mas deve-se evitar
é que seu braço direito fique perpendicular às cordas. Por este motivo,
começamos posicionando o instrumento à altura do abdômen - mesmo
quando de pé. Quanto mais baixo, mais perpendicular ficará seu braço
direito.
Agora, dois enfoques básicos: o uso dos dedos e o uso da palheta.

Usando os dedos da mão direita

Antes de continuarmos, outro conceito, os nomes dos dedos da MD:

p=polegar; i=indicador; m=médio; a=anular

em inglês, respectivamente: t=thumb; p=pointer; m=medium; r=ringer

Qualquer que seja seu instrumento - violão, baixo ou guitarra - existem


técnicas para o uso dos dedos da mão direita ao tocar, sem a palheta. Para
isto, devemos primeiro adequar a mão direita a isto.
Um ponto importantíssimo para o uso dos dedos da MD (mão direita) são as
unhas. O seu uso é primordial para que se obtenha um som claro e definido;
sem elas, o som ficará "abafado", além da formação de calos nos dedos, o
que pode interferir tb. no som, pela irregularidade da superfície.

Os dedos i,m,a DEVEM ter as unhas com tamanho adequado. A unha do


polegar pode ou não ser usada, de acordo com o gosto e estilo de cada
46
músico; como o polegar geralmente trabalha com a marcação dos bordões
(baixos), é até lógico que o som seja obtido de maneira diferente dos outros
dedos. Alguns músicos utilizam um acessório chamado "dedeira" (feita de
plástico ou osso-encontrada em music shops), que substitui a unha do
polegar, dando assim uma variedade no som obtido pelo músico.

O uso do dedo mínimo não é muito popular, embora não seja descartado de
forma alguma - músicos clásssicos, flamencos e até baixistas usam este
dedo. Se vc/ estudar ou desenvolver técnicas com sua utilização, mantenha
a unha deste dedo como as dos i,m,a.

As unhas do i,m,a devem estar com um comprimento tal que, ao olhar o


dedo pelo lado da digital, seja possível enxergar um pedaço mínimo de unha.
Na prática, o comprimento deve ser tal que ao passar o dedo pela corda,
seja ouvido o som obtido pela unha com facilidade, mas nunca comprida
demais para dificultar a passagem do dedo pela corda (ou seja, não pode
"prender" na corda).

As unhas devem ser lixadas e polidas, acompanhando a forma da ponta dos


dedos, sem nenhuma irregularidade, para que não "prendam" na corda ou
façam barulhos indesejáveis. Mantenha-as assim para que elas o ajudem, e
não o contrário.

Tocando com os dedos da MD

A técnica para tocar utilizando os dedos baseia-se muito no seu estilo;


basicamente, a posição da mão direita será a seguinte: o pulso ficará a uma
pequena distância do tampo do instrumento; a mão se posicionará sobre o
aro, no violão, e na guitarra, de acordo com o som que se deseja obter
(escolha de captadores e timbre) - mas numa posição semelhante.

O polegar ficará separado dos outros dedos da MD, fazendo uma linha quase
reta com o lado superior do antebraço. No caso de se tocar utilizando a
unha, ele se posicionará da mesma forma, só que um pouco mais virado
para o instrumento.

Os dedos i,m,a ficam perpendiculares às cordas, semi-curvados, com as


pontas dos dedos prontas para tocar as cordas.

Os dedos da MD podem tocar utilizando duas técnicas: com ou sem apoio.


Com apoio, eles tocarão a corda e "descansarão" na corda seguinte, sem
tocá-la;
sem apoio, tocarão a corda e não encostarão em corda nenhuma após o
fato. Alguns músicos utilizam o apoio para o polegar e sem apoio para o
resto dos dedosm, como uma forma de localizar a MD relativamente às
47
cordas. Embora diversos professores adotem esta técnica para iniciantes, a
fim de obter um condicionamento para o posicionamento da MD, deve ser
utilizado por um tempo limitado, porque, embora facilite a localização das
cordas, cria um vício na necessidade de um "guia" para o s dedos. O guia
para os seus dedos deve ser a sua técnica e o seu cérebro.

Se vc. tocar baixo, defina bem seu estilo para deixar ou não as unhas da MD
crescerem. O som da unha nas cordas do contrabaixo realça o som agudo,
mais metálico. Se esta for sua intenção, tudo bem. Mas lembre-se: para
tocar contrabaixo com as unhas vc. terá que ter cuidado dobrado com elas -
as cordas são muito mais prejudiciais ao seu formato, exigindo manutenção
contínua, e podem até quebrá-las.

Tocando com a palheta ("picking")

A palheta (pick) é um assessório obrigatório para a maioria dos guitarristas,


baixistas e até violonistas modernos. Seu som é característico, claro, e seu
uso com técnica apurada fornece velocidade e precisão indiscutíveis. São
poucos os grandes guitarristas se utilizam somente dos dedos para tocar e
solar (Mark Knopfler, do Dire Straits é um grande exemplo).

As palhetas são encontradas em diversos formatos, tamanhos e espessuras.


Para começar, escolha uma palheta de formato regular (quase triangular,
com os cantos arredondados), de espessura média. Após acostumar-se com
seu movimento, vc. pode experimentar outras espessuras e tamanhos.

O posicionamento da MD para tocar com a palheta é o seguinte: ela deve ser


segurada entre a polpa do dedo polegar e o nó da última articulação do dedo
indicador, com a ponta voltada para as cordas do instrumento. Os outros
dedos da MD devem ficar curvados para dentro da palma. NÃO se deve
apoiar qualquer dedo no instrumento, NEM a mão sobre a ponte ou cavalete.
Estes maus-hábitos devem ser cortados desde o início, pois são dificílimos de
abandonar após instalados. (imagine vc. acostumar com o apoio na ponte e
precisar, um dia, tocar com uma guitarra equipada com Floyd Rose.... vai ser
engraçado - senão trágico...)

A área de contato entre palheta/corda é de, no máximo, 1mm. A superfície


da palheta deverá ficar paralela à corda, e não transversal. Embora alguns
espertos acreditem que esta técnica dá mais velocidade, o som obtido não é
claro. Existem músicos que utilizam a técnica da palhetada inclinada para
obter um timbre difierente em uma ou outra música, mas não é um padrão a
se seguir. Vc. deverá buscar precisão e velocidade com a técnica correta. A
palheta deve ser segura de maneira firme: não com força, mas
suficientemente segura para não cair durante seu uso.

48
O movimento da palheta é obtido de duas maneiras: com o movimento dos
dedos ou com o movimento do pulso.

O movimento de dedos é conseguido pelo movimento do polegar para frente


e para trás ou para cima e para baixo, sobre a palheta, como se fosse uma
gangorra, usando o dedo indicador como suporte. O curso da palheta deverá
ser mínimo, para que se consiga um movimento uniforme e rápido.

O movimento da palheta através do pulso é obtido ou com a rotação do


pulso ou com o deslocamento do pulso para os lados. Vamos exagerar: para
perceber a rotação, segure a palheta do modo correto. Agora, vire sua palma
da mão para cima, e depois para baixo. Isto é rotação do pulso. É claro que
este movimento deverá ser mínimo, quase imperceptível. Vamos ao
deslocamento lateral. Segure a palheta do modo correto. SEM MEXER O
BRAÇO direito, posicione a palheta na direção da 6a. corda, depois, na
direção da 1a. Notou como sua mão desloca-se lateralmente em relação ao
pulso?

Vc. viu que, na verdade, as 2 maneiras podem ser efetuadas de 4 jeitos.


Tente todas, para ver qual se adapta melhor a vc. Uma dica: NÃO faça o
movimento vir do cotovelo. Além de descontrolado, este movimento
ocasiona cansaço e dores, além de problemos ortopédicos futuros, pela
tensão exagerada que é utilizada.

Faça o seguinte: se o movimento através dos dedos é difícil para vc., faça os
movimentos vindos do pulso, MAS CONCENTRE-SE NOS DEDOS. Parece
ridículo, mas o esforço direcionado para os dedos para no pulso, e evita o
movimento do cotovelo.
Existem diversos estilos de palhetada, mas vamos começar com 3:
sweep up, sweep down, alternate = só pra cima, só pra baixo, alternado

Treine bastante desde o início para acostumar-se com o posicionamento,


pulos entre as cordas, movimento. Procure obter sempre o MENOR
movimento possível da MD. Isto proporciona um costume que lhe levará a
dominar as palhetadas, obter clareza, técnica e velocidade com o tempo.

- Sempre que for estudar ou tocar, faça um RELAX total, seguindo


este guia:

sente-se
relaxe seu couro cabeludo
relaxe suas pálpebras
relaxe suas bochechas
relaxe seu nariz
relaxe suas orelhas
49
relaxe sua mandíbula
relaxe seu pescoço
relaxe sua garganta
relaxe seus ombros
relaxe suas costas
relaxe seus deltóides
relaxe seus bíceps
relaxe seus tríceps
relaxe seus antebraços
relaxe seu peito
relaxe seu abdomen
relaxe seus braços
relaxe sua cintura
relaxe suas nádegas(he,he...)
relaxe suas coxas
relaxe seus calcanhares
relaxe seus pés
relaxe os dedos dos pés
relaxe seus pulsos
relaxe suas mãos e dedos
Adote um exercício (provavelmente, um cromático) para aquecer, SEMPRE.

Fazendo isto, no máximo em 5 min., vc. começará tocando sem tensões, e


sem aquele negócio de chegar, pegar o instrumento e sair tocando, o que
nem sempre traz algo produtivo de início.

Capítulo 11– ESCALAS

Bom, chegamos ao capítulo que todo mundo esperava. As tão faladas


escalas musicais! Primeiramente, você precisa saber o que é uma escala. De
uma maneira bem grotesca, mas para um fácil entendimento, uma escala é
um grupo de notas que soam bem quando tocadas em grupos
("seqüências").

Mas de uma maneira bem formal podemos dizer que Escala nada mais é que
uma seqüência de notas sucessivas, separadas por tons e semitons.
Dependendo da forma que estão organizados estes intervalos, nós
obteremos um modo maior ou menor.

Em geral precisamos das escalas para fazer um solo enquanto alguém em


outro violão ou teclado ou qualquer instrumento harmônico faz ao mesmo
tempo uma base, a harmonia.

50
É possível ainda solar fazendo junto a harmonia, o que dificulta um pouco
mais a execução. É possível também solar e sugerir a harmonia apenas
através do solo o que já é bem mais avançado.

Existem duas questões básicas neste estudo que são:

1) a execução da escala, ou seja saber o desenho dos dedos no braço do


violão (que é um exercício físico, exige muita repetição)

2) o uso da escala, ou seja saber em que casos ou circunstâncias aquela


escala deve ser usada (que é um exercício mental, precisa ser decifrado pelo
menos uma vez).

Depois de termos uma pequena noção dos intervalos, fica fácil entender
como se formam as escalas. Para tanto, basta saber uma pequena fórmula
que chamada de fórmula da escala maior.

A formula consiste em um conjunto de oito intervalos que são os seguintes .

12345678

Esses números representam cada nota da escala e eles são lidos como
intervalo de primeira ou tônica, segunda, terça, quarta ... oitava. Mas para
podermos ver realmente a cara da escala maior temos que ver a fórmula em
sua totalidade. Entre cada número daqueles existe uma distância (intervalo)
seja ela de um tom ou meio tom . A fórmula é apresentada a seguir:

Vamos ver agora como podemos achar qualquer escala maior sabendo
apenas o tom da escala .

Supunhamos que a escala que queremos achar é a escala de A ( la ) maior ,


portanto o tom da escala é A maior então a primeira nota da escala será o
próprio A maior, pois ele é que é a tônica . Em seguida vamos analisar a
fórmula da escala . A primeira nota nós já sabemos, é o A, para achar-mos a
segunda vamos ver o que a fórmula pede. A fórmula diz que a segunda está
51
um tom acima da primeira , portanto vamos ver qual nota esta a um tom
inteiro da nota A .

A nota que está um tom acima da nota A é a nota B . Após achar-mos a


segunda vamos achar a terceira nota, ou intervalo. A fórmula me diz que a
terça está um tom acima da primeira , portanto vamos ver que nota está um
tom acima de B. A nota é C#.

Agora que já achamos a tônica, segunda e terça vamos achar a próxima nota
que é a quarta da escala . A fórmula me diz que a quarta esta 1/2 (meio) tom
acima da terça, portanto a nota é D. Após isso vamos para a próxima que é a
quinta . A fórmula me diz que a quinta esta um tom acima da quarta,
portanto a nota que está um tom acima da nota D é a nota E. Vamos agora
achar a sexta. A fórmula diz que a sexta está um tom acima da quinta,
portanto a nota que está um tom acima da nota E é a nota F#

Vamos agora achar a sétima. A fórmula diz que a sétima está um tom acima
da sexta, portanto a nota que está um tom acima da nota F# é a nota G#.
Vamos para a última que é a oitava . A fórmula diz que a oitava está 1/2
(meio) tom acima da sétima, portanto a nota que está meio tom acima da
nota G# é a nota A.

Dessa maneira, seguindo sistematicamente a fórmula, não há como errar .


Achar a escala maior de qualquer tom, torna-se uma tarefa obsoleta, tendo
com pré requisito o conhecimento mínima da disposição das notas musicais
e a simples tarefa de decorar a fórmula e aplicar as notas dentro dela .
No final dessa apostila, eu preparei alguns exercícios relacionados a tudo o
que vamos estudar. Também coloquei as respostas de cada um; mas para
que você possa ter algum proveito dessa apostila, faça todos os exercícios
sem olhar nas resposta .

Tipos de Escalas

Nesta apostila não temos o objetivo de fornecer todas as escalas que


existem até porque há infinitas combinações. Analiseremos e colocaremos
as mais famosas e utilizadas nas músicas ok? Então vamos a elas.

A Escala Maior

A Escala Maior é a mais importante de todas, pois a partir dela, obtemos


todas as outras escalas. A fórmula para obtermos essa escala é:

Tônica - 2ª - 3ª - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

52
Os intervalos são:
Tônica --1 tom--> 2ª --1 tom--> 3ª --1/2 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1 tom-->
6ª --1 tom--> 7ª --1/2 tom--> 8ª

Exemplos:
1 - se a tônica for C (Dó), temos: C D E F G A B C (Escala Maior de Dó).
2 - se a tônica for A (Lá), temos: A B C# D E F# G# A (Escala Maior de Lá).

Aplicando na guitarra:

1- Escala Maior de Dó:


e-----------------------------------------
B-----------------------------------------
G-----------2-4-5-------------------------
D-----2-3-5-------------------------------
A-3-5-------------------------------------
E------------------8-10-12-13-15-17-19-20-
1 3 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2 4 1 2

ou

2- Escala Maior de Lá:


e-----------------
B-----------------
G-----------------
D-------------6-7-
A-------5-7-9-----
E-5-7-9-----------
1 2 4 1 2 4 1 2

Estes são apenas alguns exemplos de possibilidade de patterns (seqüências


prontas) para a Escala Maior. Note que você pode aplicá-la em qualquer
lugar do braço, colocando a tônica em posições diferentes (ex: C no 8º traste
da E grave ou 1º traste da B).

É importante não ficar viciado em padrões "sobe-e-desce" da escala, pois


isso limita sua criatividade na hora de escrever os licks. Tente improvisar
sobre a escala de diferentes formas. Esta escala soa bem sobre os acordes
maiores e tem uma sonoridade "alegre". É muito utilizada em rock, country,
jazz e fusion.

- A Escala Menor

A Escala Menor é a Escala Maior com bemóis na 3ª, 6ª e 7ª. Logo, a sua
fórmula é:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b - Oitava
Os intervalos são:
53
Tônica --1 tom--> 2ª --1/2 tom--> 3ª b --1 tom--> 4ª --1 tom--> 5ª --1/2 tom--
> 6ª b --1 tom--> 7ª b --1 tom--> Oitava
Exemplo:

Escala Menor de Fá: F G Ab Bb C Db Eb F

Aplicando na guitarra: Fá Menor


e--------------------
B--------------------
G-------------6-8-10-
D------6-8-10--------
A-8-10---------------
E--------------------
1 3 1 2 4 1 2 4

Novamente (aliás, sempre), você pode criar quantos patterns quiser sobre a
escala: basta tocar em lugares diferentes do braço. Quanto a sonoridade,
essa escala soa mais melancólica, é muito utilizada nos mais diferentes
estilos (pop, blues, rock, fusion, country e heavy metal) e é tocada sobre
acordes menores.

Uma nota importante a se fazer é o fato de toda Escala Maior ter uma
relativa Menor e vice-versa. Para descobrir qual é a relativa Menor, observe a
6ª nota da Escala Maior (ex: relativa menor de C é A); para a relativa Maior,
veja a 3ª da Escala Menor (ex: relativa maior de D é F).

Escala Pentatônica Menor

Junto com a Pentatônica Maior, é a escala mais simples que você pode
aprender. São apenas cinco notas . mas que soam muito bem e, pelo que me
consta, é a escala mais utilizada em toda a história da guitarra elétrica.
Alguns mestres nessa escala: Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Jimmy Page
e, claro, B.B. King e Jimi Hendrix.

É uma escala fácil de se tocar porque, como o número de notas é menor, a


margem de erro no improviso também é menor. A fórmula é:
Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo: Penta Menor de E


e------------------------------------
B----------12-15b17--b17r15-12-------
G----12-14---------------------14----
D-14------------------------------14-
A------------------------------------
E------------------------------------
3 1 3 1 2 2 1 2 2
54
A escala é aplicável em quase todos os estilos musicais e soa bem sobre
acordes Menores, Menores com 7ª ou com 7ª Dominante

Escala De Blues

Como o próprio nome já diz, é muito usada em blues. Trata-se de uma


Pentatônica Menor com uma 5ª Menor incluída. Logo:

Tônica - 3ª b - 4ª - 5ª b - 5ª - 7ª b – Oitava

Exemplo -- Blues em E: E G A Bb B -D E
Na guitarra, temos, em E:
e-17-15----------------------------------
B-------17-15----------------------------
G-------------16-15-14-12-14b16-14-12----
D-------------------------------------14-
A----------------------------------------
E----------------------------------------

Tocamos essa escala sobre acordes Menores, Menores com 7ª, Menores com
9ª, 7ª Dominante e 9ª Dominante.

Escala Pentatônica Maior

Essa escala é muito usada em country devido a sua sonoridade


característica. Para obtê-la, utilizamos a mesma fórmula de construção do
acorde Maj6/9:

Tônica - 3ª - 5ª - 6ª - 9ª - Oitava ou, se você preferir (é a mesma coisa):


Tônica - 2ª - 3ª - 5ª - 6ª - Oitava

Exemplo -- Penta Maior de F: F G A C D F


Aplicando na guitarra, em F:
e----------------------------
B----------------------------
G----------------------------
D---------8-10b12-12---------
A-8-10-12------------12-10-8-
E----------------------------
1 2 4 1 2 4 4 2 1

É tocada sobre os acordes Maiores, Maiores com 7ª e com 7ª Dominante

55
Escala Menor Harmônica

É uma escala derivada da Escala Menor Natural. Apenas adicione um


sustenido na 7ª:

Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª - Oitava

Exemplo -- Menor Harmônica em A: A B C D E F G# A


Aplicando no braço:
e---------------------
B---------------------
G---------------------
D-----------------6-7-
A-------5-7-8-7-8-----
E-5-7-8---------------
1 2 4 1 2 4 2 4 1 2

Sua sonoridade é bem próxima a da Escala Menor Natural. Cai muito bem
em solos rápidos estilo Yngwie Malmsteen (ouça esse cara tocar se você não
o conhece ainda!).

Escala Melódica Menor

Esta escala é muito diferente das outras até agora. Ela se caracteriza por ter
duas configurações diferentes, uma quando ascendendo e outra quando
descendendo. Quando ascendendo, temos uma Escala Menor Natural com
suas 6ª e 7ª sustenidas (assim, apenas a 3ª bemol a diferencia da Escala
Maior).

Já descendendo, tocamos a Escala Menor Natural, sem nenhuma alteração:

Ascendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª - 7ª - Oitava

Descendendo: Tônica - 2ª - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b – Oitava

Exemplos:

Ascendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F# G# A


Descendendo em Melódica Menor de A: A B C D E F G A
Na guitarra, em A:
e---------------------------
B---------------------------
G---------------------------
D-------------6-------------

56
A-------5-7-9---8-7-5-------
E-5-7-8---------------8-7-5-
1 2 4 1 2 4 1 4 2 1 4 2 1

Treine bem essa escala, pois é um pouco complicado de pegar o jeito no


começo. Depois, quando tiver prática, ela é muito legal para solos rápidos,
tipo Speed Metal.

Escalas Exóticas
Estas são escalas não muito comuns, mas que podem aparecer no seu dia-a-dia como músico. A
maioria é "fundo-de-baú", as quais você não vai encontrar tão facilmente (já ouviu falar da Escala Penta
Kumoi??); as que serão mostradas aqui são as que julgo mais legais e já vi em algumas músicas. Vamos
a elas:

1. Escala Espanhola:

Como o próprio nome diz, possui uma sonoridade hispânica e é muito legal
para algumas introduções de música. A fórumula é:

Tônica - 2ª b - 3ª - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b – Oitava

Quase uma Escala Menor Natural (troca-se a 3ª bemol por uma 2ª bemol).
Para uma experiência mais prática, tente emendar, antes do riff da
introdução de "The Unforgiven" (Metallica), algum lick nessa escala. Fica
bem legal!

2. Escala Pentatônica Egípcia:

Essa aqui é muito estranha quanto ao som. Só ouvindo mesmo. A fórmula é:


Tônica - 2ª - 4ª - 5ª - 7ª b - Oitava

3. Escala Napolitana Menor:

Muito parecida com a Escala Espanhola, pois a única diferença é um bemol


na 3ª. Aliás, você pode combinar as duas escalas, produzindo um efeito
interessante, parecido com a Escala Melódica Menor. A fórmula:

Tônica - 2ª b - 3ª b - 4ª - 5ª - 6ª b - 7ª b – Oitava

• Outras Escalas Exóticas (Só pra vocês terem uma idéia)

Menor Pentatônica

57
F G A# C D# F G A C

Hirojoshi

D# G G# C D D# G G# C

8 Tone Spanish

A# C C# D# E F F# G# A#

Kumoi

D# G A C D D# G B C

Persian

C C# E F F# G# B C

Enigmatic Scale

G# A# B C C# E F# G# A#

Composite II

G# B A A# E F# G G# B

- Exercícios de Escala

Veja se você está dominando um pouco esse assunto de escalas. Estamos


colocando abaixo algumas delas para você praticar:

Fique uns 5 min em cima de cada uma subindo e descendo.

Quando vc estiver craque no dominio e sabendo qual é qual, leia o apítulo


sobre improvisação que se encontra nos capítulos finais desta apostila.

Cada escala e modos tem seus climas próprios para serem usados em suas
músicas.
58
Escala de Lá pentatônica menor:
---------------------------------------5--8----------------------------
--------------------------------5--8-----------------------------------
-------------------------5--7------------------------------------------
------------------5--7-------------------------------------------------
----------5--7---------------------------------------------------------
--5--8-----------------------------------------------------------------

Escala de C maior:
----------------------------------------------------------------10-12-13--
--------------------------------------------------10-12-13----------------
--------------------------------------9-10-12-----------------------------
--------------------------9-10-12-----------------------------------------
--------------8-10-12-----------------------------------------------------
--8-10-12-----------------------------------------------------------------

Escala de Sol harmônica:


------------------------------------------2-3-----------
------------------------------------3-5-----------------
--------------------------2-3-5------------------------
--------------------4-5---------------------------------
-----------3-5-6---------------------------------------
--3-5-6------------------------------------------------

Escala de E natural
|------------------------------1012131210-------------------------|
|------------------------101213-----------131210------------------|
|------------------9-1012-----------------------12109-------------|
|------------9-1012-----------------------------------12109-------|
|------8-1012-----------------------------------------------12108-|
|8-1012-----------------------------------------------------------|

Escala menor harmônica em A:


|------------------------------7-8-10-8-7------------------------------|
|------------------------6-9-10-----------109-6------------------------|
|------------------5-7-9------------------------9-7-5------------------|
|------------6-7-9------------------------------------9-7-6------------|
|------5-7-8------------------------------------------------8-7-5------|
|5-7-8------------------------------------------------------------8-7-5|

Escala menor harmônica em E:


|------------------------8-11-12-11-8--------------------------------|
59
|------------------8-1012-------------12108--------------------------|
|------------8-9-11-------------------------119-8--------------------|
|------7-9-10--------------------------------------109-7-------------|
|7-9-10--------------------------------------------------109-7-------|
|--------------------------------------------------------------------|

Em Ré:

E-------------------------------------------------10---13---10-------------------------------------------------------
B-------------------------------------------12---------------------12-------------------------------------------------
G-------------------------------10---13---------------------------------13---10-------------------------------------
D--------------------9---12---------------------------------------------------------12---9---------------------------
A--------------11------------------------------------------------------------------------------11---------------------
E---10---13------------------------------------------------------------------------------------------13---10---------

Em Fá:

E--------------------------------------------------13---16---13-------------------------------------------------------
B--------------------------------------------15---------------------15-------------------------------------------------
G--------------------------------13---16---------------------------------16---13-------------------------------------
D--------------------12---15---------------------------------------------------------15---12-------------------------
A--------------14---------------------------------------------------------------------------------14-------------------
E---13---16---------------------------------------------------------------------------------------------16---13-------

Em Sol Sustenido:

E---------------------------------------4---7---4-------------------------------------------------------------------------
B----------------------------------6-----------------6--------------------------------------------------------------------
G-------------------------4---7--------------------------7---4-----------------------------------------------------------
D----------------3---6--------------------------------------------6---3--------------------------------------------------
A-----------5--------------------------------------------------------------5----------------------------------------------
E---4---7-----------------------------------------------------------------------7---4-------------------------------------

Em Si:

E-------------------------------------------7---10---7--------------------------------------------------------------------
B--------------------------------------9------------------9----------------------------------------------------------------
G---------------------------7---10----------------------------10---7-----------------------------------------------------
D------------------6---9-------------------------------------------------9---6--------------------------------------------
A-------------8-------------------------------------------------------------------8----------------------------------------
E---7---10----------------------------------------------------------------------------------------------------------------10---
7------------------------------

Capítulo 12– MODOS GREGOS

Os Modos Gregos são escalas derivadas da Escala Maior, que por sinal
também é um modo, chamado Jônio. Outro Modo que você já deve conhecer
é o Eólio (Escala Menor Natural). Agora, irei introduzir os restantes: Dórico,
Frígio, Lídio, Mixolídio e Lócrio. Antes, você deve tomar conhecimento do
Campo Harmônico Maior, onde estão localizados os mesmos.

60
Campo Harmônico Maior

Escala I Grau II (IX) Grau III Grau IV (XI) Grau V Grau VI (XIII) Grau VII Grau I (Oitava) Grau
A A B C# D E F# G# A
A# / Bb A# C D D# F G A A#
B B C# D# E F# G# A# B
C C D E F G A B C
C# / Db C# D# F F# G# A# C C#
D D E F# G A B C# D
D# / Eb D# F G G# A# C D D#
E E F# G# A B C# D# E
F F G A A# C D E F
F# / Gb F# G# A# B C# D# F F#
G G A B C D E F# G
G# / Ab G# A# C C# D# F G G#
Modo Jônio Dórico Frígio Lídio Mixolídio Eólio Lócrio Jônio

A tabela deve ser interpretada da seguinte maneira: pegamos como exemplo


o Modo Dórico. Ele é o segundo grau do Campo Harmônico Maior, ou seja, D
Dórico corresponde a C Jônio (C Maior).

Analogamente, B Frígio corresponde a G Jônio e assim por diante. Dessa


forma, você consegue montar os patterns de todos os Modos, já que conhece
todas as escalas maiores. Aqui estão os exemplos em áudio para se ter uma
idéia da sonoridade de cada modo, no campo harmônico de G:

Para referência no braço, abaixo estão os patterns para todos os modos


(com a tônica na 6ª corda), no campo de G:
G Jônio (I Grau)
e-------------------------------5-7-8-
B-------------------------5-7-8-------
G-------------------4-5-7-------------
D-------------4-5-7-------------------
A-------3-5-7-------------------------
E-3-5-7-------------------------------
A Dórico (II Grau)
e--------------------------------7-8-10-
B-------------------------7-8-10--------
G-------------------5-7-9---------------
D-------------5-7-9---------------------
A-------5-7-9---------------------------
E-5-7-8---------------------------------

61
B Frígio (III Grau)
e-------------------------------------8-10-12-
B-----------------------------8-10-12---------
G----------------------7-9-11-----------------
D---------------7-9-10------------------------
A--------7-9-10-------------------------------
E-7-8-10--------------------------------------
C Lídio (IV Grau)
e------------------------------------------10-12-14-
B---------------------------------10-12-13----------
G-------------------------9-11-12-------------------
D-----------------9-10-12---------------------------
A---------9-10-12-----------------------------------
E-8-10-12-------------------------------------------
D Mixolídio (V Grau)
e----------------------------------------------12-14-15-
B-------------------------------------12-13-15----------
G----------------------------11-12-14-------------------
D-------------------10-12-14----------------------------
A----------10-12-14-------------------------------------
E-10-12-14----------------------------------------------
E Eólio (VI Grau)
e----------------------------------------------14-15-17-
B-------------------------------------13-15-17----------
G----------------------------12-14-16-------------------
D-------------------12-14-16----------------------------
A----------12-14-15-------------------------------------
E-12-14-15----------------------------------------------
F# Lócrio (VII Grau)
e----------------------------------------------15-17-19-
B-------------------------------------15-17-19----------
G----------------------------14-16-17-------------------
D-------------------14-16-17----------------------------
A----------14-15-17-------------------------------------
E-14-15-17----------------------------------------------

Portanto, concentre-se. Se você não entendeu o que relatamos acima,


estamos explicando melhor os famosos Modos Gregos. Veja:

Modos são apenas escalas derivadas da escala maior. Já vimos que cada
escala maior tem uma relativa menor derivada a partir do VI grau. A escala
de C, por exemplo, tem a de Am como sua relativa.

Reveja abaixo.

 (-----Escala de Am-----)
=>C D E F G A B C D E F G A
=>(---- Escala de C ------)

A questão é simples: assim como posso construir uma escala contendo as
mesmas notas a partir do VI grau, é possivel construi-las a partir de
qualquer grau da escala maior. Há, portanto, 7 modos distintos de se
62
tocar uma escala diatônica, iniciando-se em qualquer ponto da mesma. Se
você iniciar em E, por exemplo, terá:

EFGABCDE

Este modo, que se inicia no III grau da escala (E, no caso da escala de C) é
denominado de modo Frígio. Agora você precisa usar um pouco o ouvido e,
se possível, um amigo. Peça para que ele toque o acorde de C enquanto
você executa a escala no modo frígio, de E à E.

Ela deve soar exatamente como a escala de C. Agora peça para que ele
toque Em e repita a escala. Soa diferente? Mais alegre ou mais triste? Para
entender porque eu disse para tocar o acorde de Em você precisa rever lição
anterior sobre formação de acordes. Repita este mesmo procedimento
iniciando em D. Toque a escala sobre o acorde de C e depois sobre o de Dm.
Que tal o efeito? Esta escala iniciando no II grau é conhecida como modo
Dórico.

A tabela abaixo resume os modos com suas principais caraterísticas:

Grau Nome Tipo (Acorde) - Ver Característica Sonora


lição V
I Jônico(=Jônio) Maior Imponente, majestoso,
alegre
II Dórico Menor "Weepy" - Musica country
III Frígio Menor "Dark", "down" - "Heavy
metal"
IV Lídeo Maior Suave, doce
V Mixolídeo Maior Levemente triste - Blues e
rock
VI Eólio Menor Escala Menor Natural - Uso
geral
VII Lócrio Menor Exótico, meio oriental

O interessante agora seria que você construisse os 7 modos possíveis em


cada uma das escala e, evidentemente, tocasse em seguida cada um deles.

Observe que neste sistema utilizou-se modos diferentes em um mesmo


tom, isto é, as notas componentes de cada modo eram exatamente as
mesmas e, por isto, oriundas da escala de um mesmo tom.

Acontece que é também possível construir modos diferentes mantendo o I


grau fixo e modificando o tom em cada uma delas, isto é, modos diferentes

63
em tons diferentes. Isto é um pouco mais complicado (por favor, só siga
adiante se você já tiver realmente um bom conhecimento das lições
anteriores) e exige que se decore algumas regras básicas, a saber:

Seria também conveniente que você escrevesse cada um dos modos para
os diferentes tons e, em seguida, tocasse cada um deles. Procure perceber
as diferenças entre eles do ponto de vista melódico.

Capítulo 13– APLICAÇÃO DAS ESCALAS

Nesse capítulo iremos abordar sobre vários assuntos relacionados as


escalas, tentarei descomplicar o estudo, você aprenderá a entender as
escalas e aplica-las baseando-se no campo harmônico.

Para completo entendimento desse assunto será necessário que os desenhos


dos Modos Gregos e Pentatônicas, estejam bem decorados, por isso, treine
incansavelmente as escalas até que elas estejam quase perfeitas.

É muito importante antes de nos aprofundarmos no assunto, esclarecermos


certos pontos relacionado as escalas. Os Modos Gregos são compostos de 5
desenhos, mas na verdade são 7 escalas, pois Lôcrio/Jônio e Frígio/Lídio na
verdade são 2 escalas "embutidas" em 1 desenho.

As escalas estão escritas no que chamamos de posição natural, onde você


estará tocando somente notas naturais, ou seja, sem "Sustenidos' e
"Bemóis", essa vai ser nossa área de estudo. Cada escala corresponde a uma
nota tônica, vamos a elas:

MIXOLÍDIO: G
EÓLIA: A
LÔCRIO: B
JÔNIO: C
DÓRICO: D
FRÍGIO: E
LÍDIO: F

Veja porquê Lôcrio/Jônio e Frígio/Lídio são formados por um desenho mas na


verdade são, na teoria, escalas diferentes, Lôcrio/Jônio são correspondentes
as escalas de B/C, notas que você anda 1/2ton, assim como o FrÍgio/Lídio
correspondem a E/F notas que também andam 1/2ton. Agora vamos
descomplicar o pensamento em relação as escalas!

64
Todos os modos são formados pelas mesmas notas, sendo por exemplo a
escala Mixolidio formada pelas notas:

G/A/B/C/D/E/F/G/ETC

e a Eólia formada pelas notas:

A/B/C/D/E/F/G/ETC

E assim por diante, as únicas coisas que mudam de uma escala para outra
são: o desenho, e a nota de saida da escala, sendo o desenvolvimento dela
igual em todas as outras escalas. Se todas as escalas têm as mesmas notas,
elas seriam iguais então? Na teoria não, mas na prática sim.

Todas elas têm a mesma importância, em um solo todas elas podem ser
encaixadas perfeitamente, porque como vimos -em matéria de notas- não há
diferença entre elas.

Note que todas os desenhos se encaixam entre si, a idéia seria; onde
termina uma escala já é o começo da outra, então elas têm uma seqüência
lógica, o que é claro, facilita o estudo de visualização.

No assunto campo harmônico foi dito que escalas e acordes estão juntos,
embutidos em uma coisa só, por exemplo, a escala Eólia começa em A, que
acorde, maior ou menor casaria com a escala?

AM ou Am, visualizando, você verá que é o Am porque não há "sustenidos"


nesse acorde, portanto a Eólia têm um desenho menor, mas isso não quer
dizer que é uma escala menor porque na Jônio por exemplo, se encaixa um
acorde de CM, então ela seria uma escala com desenho maior, mas na Eólia,
assim como na Jônio, nós temos as mesmas notas, então não há diferença
em nenhuma das duas, você poderá usar qualquer escala, em qualquer
base, é claro com certos critérios que serão citados aqui. No campo
harmônico os graus são relacionados as escalas sendo:

Primeiro grau: Jônio


Segundo grau: Dórico
Terceiro grau: Frígio
Quarto grau: Lídio
Quinto grau: Mixolidio
Sexto grau: Eólia
Sétimo grau: Lôcrio

Será muito mais fácil primeiro a leitura da seção "campo harmônico" para
compreensão desta. Agora você tem que sempre pensar nas escalas como
65
uma unidade, temos os desenhos mas todo o bloco é importante. O que vai
acontecer muito com escalas, é a mudança de região, mas tudo é feito
matematicamente, nós temos o campo harmônico original, onde seria a área
de estudo e onde você não encontrará sustenidos, mas veja por exemplo, o
campo harmônico de G.

G é claro está no primeiro grau que é da escala Jônio, então faça a escala
Jônio sair da nota G na 6 corda, e pronto você fez a transposição correta! E
as outras escalas vão andar proporcionalmente. No campo já estarão
escritas as posições, mas você pode fazer isso usando a lógica, onde termina
uma, começa a outra e assim por diante.

As escalas não mudam de ordem, elas mudam de região, tudo


matematicamente, sempre depois da Jônio virá a Dórico e depois da Dórico,
Frígio e assim por diante! Por isso é muito importante decorar as escalas
muito bem, para ter opções, e para não "bitolarmos" em um desenho, as
trilhas por exemplo são nada mais nada menos que forma prontas de duas
ou mais escalas juntas e são importantes para conhecer novas formas.

As Pentatônicas são um resumo dos Modos Gregos, "Penta" significa 5, elas


são as 5 tônicas dos Modos Gregos, e cada Modo Grego têm a sua
Pentatônica correspondente, e só dar uma olhada nos desenhos, e para usa-
las é a mesma coisa, elas acompanham os Modos. Existe um truque para
solar em "Blues", que seria o seguinte: o "Blues" têm uma sonoridade muito
característica, para seguir adiante temos que entender a sonoridade, o quê
torna o "Blues" tão peculiar.

O "Blues" basicamente é construído por acordes maiores, mais


especificamente é só pegar os acordes do Primeiro/Quarto/Quinto graus,
esses graus são todos maiores, e em qualquer campo harmônico tocando
essa seqüência, você terá uma "cadência Blues".

A particularidade do "Blues" vem de um efeito harmônico muito


interessante, o "Blues" então é criado basicamente por acordes maiores, o
quê caracteriza se um acorde é maior ou menor (consulte formação de
acordes) seria o intervalo de terça, e temos a terça maior para acordes
maiores e a terça menor para acordes menores, para ter um efeito "Blues", é
tocado junto com o acorde maior a terça menor desse acorde, por exemplo,
vamos pegar a tônica de um "Blues" em um campo harmônico natural, o de
estudo, a tônica do "Blues" estaria no primeiro grau, C, o acorde de CM é
formado pela terça maior que é a nota E, toque junto a nota Eb, que é a
terça menor, pronto esse é o efeito "Blues"( Blue Note). Note que na Penta
Blues a nota a mais que ela tem é exatamente o Eb.

66
Mas ainda não é só isso, o que os guitarristas de "Blues" fazem é mais
radical; por exemplo: um "Blues" no campo harmônico natural seria
basicamente CM/FM/GM, você de cara pode solar em, Modos gregos,
Pentatônicas e Penta blues na posição original sem problemas, vai ficar bem
dinâmico.

Mas para ter o efeito "Blues" realmente, pegue somente a Pentâtonica e a


Penta blues e faça elas andarem 1 ton e ½ à frente da posição original. Ai
sim você estará solando com a sonoridade "Blues"! mas o quê foi feito na
verdade?

A idéia "Blues" é você tocar em cima de acordes maiores a terça menor da


tônica do "Blues" certo? Agora vejamos, o tom do "Blues" natural é C, que
escala faz parte desse ton? A escala Jônio, que é claro uma escala com
desenho maior, andando todos os desenhos 1 ton e ½ a frente, que escala
está agora em C? Seria a Eólia que é uma escala com desenho menor. Ou
seja a idéia básica, que era tocar em cima de um acorde maior a terça
menor se estendeu para onde havia uma escala com desenho maior há
agora uma com desenho menor demais!

O quê é muito importante dizer é que quando você desloca as escalas 1 ton
e ½ à frente, só use Pentas e Penta blues e esse efeito é só para "Blues"! Ou
para músicas que usem o primeiro/ quato e quinto graus do campo
harmônico.Então veja que linha de raciocínio simples que você pode seguir
agora! Imagine um "Blues" em E.

A tônica de um "Blues" é sempre um acorde do primeiro grau!! ENTÃO ESTE


SERIA O CAMPO HARMÔNICO DE E. Um Blues nessa tonalidade seria formado
basicamente por, E/A/B, (primeiro grau/quarto e quinto) a tônica do "Blues" é
sempre o acorde do primeiro grau.

Você poderia usar a Jônio saindo de E, Modos gregos /Pentatônicas, e poderia


também usar a Penta da Eólia em E, o que daria o efeito "Blues"! É o mesmo
raciocínio para todos os campos! LEMBRANDO QUE, QUANDO VOCÊ PEGA A
PENTA DA EÓLIA E ANDA 1TON E ½ A FRENTE, TODOS OS OUTROS
DESENHOS ANDARAM PROPORCIONALMENTE! A IDEIA DE PEGAR A EÓLIA E
SÓ PARA FACILITAR O RACIOCÍNIO.

Capítulo 14– ARPEJOS, HARMÔNICOS, TAPPING E HARMONIZAÇÃO

Vamos elaborar neste capítulos conceitos importantes que darão um


suporte para seu aprendizado. Saiba o que o Arpejo, o Harmônico, Tapping e
Harmonização representam pra nossos estudos. São técnicas avançadas que
lhe ajudarão a realizar muitas nuances. Vamos a elas.
67
1. Arpejos

Bom, os Arpejos são notas de um acorde tocadas em seqüência. Por


exemplo, quando você tem o acorde C (C - E - G), se você toca uma nota
após a outra, independente da ordem em que são tocadas, está realizando
um arpejo do acorde C (Dó Maior).
Arpejo de C:

e-----------------
B-----------------
G-----------------
D---------2-3-----
A-3-5---5-----5-3-
E-----3-----------
1 3 2 4 1 2 4 1

Os patterns de arpejos, assim como os de escala, repetem a partir do 12º


traste. Existem vários tipos de patterns diferentes, como este:

Arpejo de Gm (tocar em tercinas -- 3 notas por tempo)

e-----------------------------------------------
B-----------------------------------------1-----
G-----------------------------2-----4---2-------
D-----------2-----4---2-5---4---2-5---4-----4-5-
A---2-5---4---2-5---3-----5---------------------
E-3-----5---------------------------------------
21442114221442114242112

2. Harmônicos

Toda vez que você toca uma nota na guitarra, são produzidos diversos
harmônicos. No entanto, você só ouve, na maioria das vezes, o 1º harmônico
(harmônico fundamental), que é aquele que possui o som mais alto. Quando
se fala em tocar harmônicos na guitarra, leia: tocar harmônicos artificiais
(eliminando o 1º harmônico e outros não desejados).

Esquecendo um pouco a física (você aprende isso na escola mesmo...) e


colocando as coisas na prática, podemos ver duas maneiras distintas de
tocar harmônicos na guitarra:

- Harmônicos com cordas abertas:

São os mais simples de serem tocados. Apenas toque levemente as cordas


(sem apertar contra a escala) sobre as posições indicadas à seguir para
68
produzir o harmônico desejado. As posições que você pode tocar são as
seguintes: trastes de nº 0 (pouco após a pestana), 3, 4, 5, 7, 9, 12, 16, 19 e
24. Uma observação que vale a pena fazer é que as tablaturas muitas vezes
se referem à essa técnica como "Harmônicos Naturais".

- Harmônicos com a corda apertada:

Esses aqui podem trazer problemas no início. Consiste em tocar uma nota e
tocar levemente a mesma corda, com um dedo da mão da palheta,
exatamente uma oitava acima da nota tocada. A maneira mais fácil de tocar
esses harmônicos é a seguinte:

- Toque a nota com uma palhetada no local certo (12 trastes acima da nota
tocada) e, quase simultaneamente, utilize o polegar da mão da palheta
para tocar levemente a corda nesse local.

- Se der tudo certo, você irá ouvir uma nota bem aguda, exatamente uma
oitava acima da original.
Treine bastante essa técnica, pois é difícil de se pegar no começo.

3. Tapping

Muitos guitarristas iniciantes tentam imaginar como Steve Vai ou Eddie Van
Halen conseguem colocar tanta velocidade em algumas partes de seus solos.
Uma das técnicas utilizadas é o Tapping, difundida por Eddie Van Halen
(muitos atribuem a ele a criação dessa técnica, mas não existe nada
comprovado quanto a isso). Consiste em executar um hammer-on com um
dos dedos da sua mão direita (que segura a palheta), seguido de alguma
parte legato na mão da escala. Para simplificar, vamos para um exemplo
prático:
T
e----------
B-12p8p7p5-
G---------- T=tapping
D----------
A----------
E----------

Com um dos dedos da sua mão direita (geralmente o médio ou o indicador),


toque o B indicado na tab. Enquanto faz isso, sua mão da escala deve estar
posicionada adequadamente, com os dedos 1, 2 e 4 no E, F# e G,
respectivamente. Após o hammer, execute a seqüência de pull-offs na mão
esquerda.

Treine com metrônomo, começando em 60 bpm, lembrando que cada nota


da tab dura 1/8 de tempo.
69
Quando já tiver segurança desse início da técnica, tente o Tapping do início
do solo de "One" (Metallica):

T T T T T T T T
e-19p15p12--19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-|
B--------------------------------------------------------------------------|
G--------------------------------------------------------------------------|
D--------------------------------------------------------------------------|
A--------------------------------------------------------------------------|
E--------------------------------------------------------------------------|
T T T T T T T T
e-20p15p12--20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-|
B--------------------------------------------------------------------------|
G--------------------------------------------------------------------------|
D--------------------------------------------------------------------------|
A--------------------------------------------------------------------------|
E--------------------------------------------------------------------------|
T T T T T T T T
e--------------------------------------------------------------------------|
B-19p15p12--19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-19p15p12-|
G--------------------------------------------------------------------------|
D--------------------------------------------------------------------------|
A--------------------------------------------------------------------------|
E--------------------------------------------------------------------------|
T T T T T T T T
e--------------------------------------------------------------------------|
B-20p15p12--20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-20p15p12-|
G--------------------------------------------------------------------------|
D--------------------------------------------------------------------------|
A--------------------------------------------------------------------------|
E--------------------------------------------------------------------------|
T T T T T T T T
e--------------------------------------------------------------------------|
B-17p13p10--17p13p10-17p13p10-17p13p10-17p13p10-17p13p10-17p13p10-17p13p10-|
G--------------------------------------------------------------------------|
D--------------------------------------------------------------------------|
A--------------------------------------------------------------------------|
E--------------------------------------------------------------------------|
T T T T T T T T
e--------------------------------------------------------------------------|
B-18p13p10--18p13p10-18p13p10-18p13p10-18p13p10-18p13p10-18p13p10-18p13p10-|
G--------------------------------------------------------------------------|
D--------------------------------------------------------------------------|
A--------------------------------------------------------------------------|
E--------------------------------------------------------------------------|
T T T T T T T T T T T T
e---------------------------------------|----------------------------------|
B-17p12h14-17p12-17p10-17p12-17p10-17p8-|-17p10-17p8-17p7-17p8-17p7-17p5---|
G---------------------------------------|----------------------------------|
D---------------------------------------|----------------------------------|
A---------------------------------------|----------------------------------|
E---------------------------------------|----------------------------------|

70
Se você já está sabendo essa técnica, passe para a próxima. Agora, na mão
da escala, também irão aparecer hammer-ons:

T
e-12p5h8-
B--------
G--------
D--------
A--------
E--------

Como exercício, tente essa subida em G Jônio:


e----------------------------------------------15p5h7h8-|
B-------------------------------------12p5h7h8----------|
G----------------------------12p4h5h7-------------------|
D-------------------12p4h5h7----------------------------|
A----------10p3h5h7-------------------------------------|
E-10p3h5h7----------------------------------------------|

4. Tapping

A Harmonização ocorre quando duas escalas diferentes se harmonizam uma


a outra. Você pode ouvir essa técnica em "Wherever I May Roam" (Metallica)
. Primeiramente, você deve escolher o lick que vai ser harmonizado e saber
a escala em que ele foi escrito. Vamos tomar de exemplo a Escala Maior de
C. Toque algo simples, como um "Dó a Dó" (1 oitava em seqüência linear
crescente).

Agora, peça para alguém com outra guitarra tocar ao mesmo tempo que
você, só que em uma escala diferente. Pronto, você fez uma harmonização.
Para saber qual escala utilizar na harmonização, é uma questão de tentativa
e erro, embora as mais comuns sejam em 3ª ou 5ª (exemplo, se o lick for em
C Maior, toque a outra guitarra em E Maior ou G Maior). Como exemplo
prático, tente este riff de "Wherever I May Roam":
tr tr
e-----------------------------
B-----------------------------
G---------------------------9- Guitar 1 (Kirk)
D--------------6-7-6-7—9-10---
A-2---7-8-7-8-----------------
E-0-0-------------------------
e---------------------------8-
B-----------------------8-9---
G--------------4-5-4-5-------- Guitar 2 (James)
D-----6-7-6-7-----------------

71
A-2---------------------------
E-0-0-------------------------

Capítulo 15– APRENDA A SOLAR

Para quem já tem um certo nível de aprendizagem este método servirá para
aprimorar ainda mais o seu desenvolvimento musical, e quem sabe, até lhe
tirar algumas dúvidas quanto à técnicas. Mas para quem não sabe ainda
solar, este é o maior estudo de solo que você não pode passar nem se quer
um segundo sem executar cada exercício.

A seguir você verá que destaco as mais variadas formas de incrementar seus
solos, além do mais explico cada passo dos truques, ou seja, como aplicá-los,
onde aplicá-los e desvendo para você numa forma simples a estrutura de
cada frase.

Tudo isso é para ser aproveitado e executado nas mais diversas situações.

Para começar nosso estudo coloquei no Ex. A1 uma seqüência ascendente


dentro da escala de C, mas esta seqüência possui algo de comum em cada
bloco de notas. Observe que cada bloco contém 2 grupos, sendo o primeiro
grupo constituído das notas G-A e o segundo grupo A-G. Visivelmente é bem
notável que o segundo grupo é a repetição do primeiro, porém invertido e
além do mais num intervalor de oitava "acima".

G-A

2M ascendente

A-G

uma oitava acima "invertida"

A princípio seria essa a estrutura deste simples truque. É importante


conhecer bem as oitavas de todas as notas (no braço da guitarra), no Ex. A1
destaco inversões ascendentes na escala de C em 3 oitavas, na qual será
muito usado no decorrer do estudo. Este truque funciona muito bem e dá um

72
ótimo resultado na resolução do solo, mas isso não quer dizer que não pode
ser modificado, podemos ainda incrementar mais.

No primeiro bloco do Ex. A1 as duas primeiras notas do grupo possuem um


intervalo de 2M (Segunda maior G-A), porém este intervalo poderá ser
alterado (terça maior; quarta justa etc.) ou até mesmo ser invertido
(ascendente ou descendente).

Pegue o Ex. A2 e observe que os grupos são descendentes e (em relação um


ao outro) não foram invertidos, somente executados repetitivamente com
uma diferença de oitava, observe também que o truque foi feito com uma
divisão rítmica que se encaixa do quarto tempo do 1º compasso para o
primeiro tempo do 2º compasso (ponto 1), em fim, os grupos neste exemplo
são descendentes, isso prova que é possível inverter a seqüência de
ascendente para descendente.

A-G

2M descendente

A-G

uma oitava acima "idêntica"

Neste mesmo exemplo temos no terceiro compasso a execução deste


mesmo truque, porém em outra divisão rítmica numa seqüência ascendente
com intervalo de Terça maior (ponto 2).

Já neste caso os grupos tornaram a ser invertidos, o primeiro grupo ascende


e o segundo descende, também é alterado o intervalo dos mesmos "uso uma
terça maior".

F-A

3M ascendente

A-F

uma oitava acima "invertida"

Independente de qual seja o intervalo das notas pode-se aplicar o truque.

É importante salientar-mos um pouco sobre a divisão. Veja que no ponto 2 o


73
"F" é anacruze do segundo tempo, onde o terceiro tempo é dividido pela
execução de duas notas "A" com duração de colcheias numa diferença de
uma oitava ascendente, até cairmos novamente num tético "F" com
intervalo (distância) de uma oitava do primeiro (observe a PARTITURA).

No Ex. A3 temos o truque dispensado em tercinas na qual dá um ótimo e


perfeito resultado (ponto 3), observe que o truque preenche o terceiro e
quarto tempos do compasso e é executado por quatro sons, sendo estes
sons tirados de apenas duas notas: C - D e D - C, porém o primeiro C possui
um tempo de semínima, restando apenas três notas na qual foi aplicado a
tercina.

Esta tipo de divisão funciona muito bem, embora não se destaca muito o
movimento do truque, pois passa pelas notas com um tanto de obscuridade,
tanto é que se na execução deste truque (nesta divisão) não estiver-mos
ligados no sentido melódico do solo, é capaz de passar por nós sem
perceber-mos que foi executado tal truque. Podemos esclarecer ainda mais,
observe que a maior parte das notas do truque são executadas em tempo
rápido, ou seja, as três últimas notas do truque são executadas em apenas
um tempo (tercinas), e é isso que deixa um tanto de dificuldade para
desvendar-mos tal truque.

Mas com tudo isso torno a dizer que o truque em tercinas funciona muito
bem porque a tercina conclui o truque, pois após o primeiro C é completado
o restante do truque, não dando tempo para apoiar-se em alguma nota do
mesmo, restando a seguir somente outro ponto na qual deve apoiar-se para
harmonizar com a base do solo. Neste mesmo exemplo encontramos o
truque começando já em tercinas (ponto 4), já neste caso o truque usa o
último A para apoiar-se num tempo de mínima. Se observar-mos bem o
ponto 4 tem uma função de finalização, veja que a frase acaba no A grave,
usei o truque neste caso somente para não deixar um final vazio, dando
término na mesma nota, ainda podemos concluir neste caso que o truque foi
usado somente como uma forma de chegar-mos até outra nota "A".

A-C
3m

C-A

74
oitava acima (invertido)

Seria muito bom se analisar-mos ainda mais este ponto. Veja que as três
primeiras notas são tercinas, restando então apenas a última nota (A) para
apoiar-se, sendo esta nota integrante do truque. Se ainda formos mais além
veremos também que o intervalo do grupo foi alterado, usei uma terça
menor (3m), ascendendo as duas primeira notas e descendendo as duas
segunda notas.

Quero somente te alertar que ao usar notas de apoio para harmonização do


solo com a base, é necessário ter em mente a tríade do acorde na qual esta
sendo usado no momento do solo, pois bem, o ponto 4 escrevi em cima do
acorde Am7, e obviamente deveria apoiar-se em uma das notas triádicas de
Am7, na qual usei a própria tônica do acorde num tempo de mínima.

A seguir temos ainda no Ex. A4 o truque executado mas na ordem inversa


das notas, também dá um bom resultado, embora é menos percebido ainda,
mas não deixa de ser um bom argumento para incrementar seu improviso.
Usei neste caso (ponto 5) um intervalo de oitava justa e inverti os grupos, ou
seja, um grupo ascende oito notas e outro descende oito notas.

C-C
ascende oito notas

B-B

descende oito notas

O truque é dispensado em colcheias que ao iniciar puxa logo um C anacruze


(ponto 5) do terceiro tempo do compasso e ao terminar rouba uma colcheia
do segundo compasso (nota B), e o mesmo desenho adaptei no final do
segundo compasso (ponto 6), e por isso digo que todo truque, macete ou
técnica aprendida tem muito valor para um guitarrista (músico em geral),
você poderá até concretizar um bom e perfeito solo na qual usa somente
truques de seqüência, de divisão rítmica ou até de digitação, basta pegar
toda essa matéria e valorizar o conteúdo e estudar diferentes aplicações
destas inversões nas mais diversas tonalidades, não fique somente nestes
exercícios, crie os seus.

75
Ao contrário do que muitos pensam, solar exige muita técnica e um
conhecimento profundo de escalas musicais, A maioria dos solos são
compostos baseados em escalas musicais, fazendo as adaptações
adequadas, por isso, nesta quero deixar a sua disposição as escalas mais
conhecidas para lhe auxiliarem a melhor desenvolver um solo, e que além da
guitarra é muito usado no violão e ainda pode ser feito no baixo,
dependendo do modelo.

Obs.: A escala é executada da seguinte forma:

De baixo do braço para cima.


Da sexta corda para primeira.
Ou seja, faça todas as notas de uma corda de cada vez, assim: faça todas as
notas da Sexta corda, depois da Quinta e assim por diante! No sentido de
baixo para cima e volte pelo mesmo caminho !

Obs.: Você não é obrigado a seguir rigorosamente a escala, pode também


tocar somente as notas que lhe convém e até pular de uma corda para
outra, conforme você achar melhor !

Existem técnicas que quando executadas nos dão uma similação de efeitos
sonoros, que podem ser usados para dar mais brilho e vida na música, os
mais conhecidos são:
LICK quando se tira 2 ou mais notas de uma única palhetada.

BAND quando se faz uma nota em uma casa e puxa uma nota um tom mais
alto puxando a corda.

BAND INVERSO quando se faz uma nota em uma casa com a corda já
puxada, depois você deixará de esticá-la.

TWO-HAND deixar o indicador pressionando uma casa e fazer um


revezamento com o anular da mesma mão e o dedo médio da mão direita,
esse método é usado na guitarra e no baixo.

HARMÔNICO é executado nas 5a, 7a e 12a casas, encostando de leve o dedo


na corda, nas casas já mencionadas.

SOLO é executado tocando apenas uma corda de cada vez, como na


guitarra.

FISICATTO é muito semelhante ao harmônico, só que é feito em qualquer


casa, encostando a mão direita de leve nas cordas, mas o som não é tão
claro, OBS: esse é um arranjo de guitarra!

76
FEED BACK é um arranjo usado em guitarras, mas pode ser usado em alguns
modelos de violão, segure a palheta de forma que quando você tocar o
polegar direito toque de leve na corda para causar o efeito de grito!

SLIDE é feito a nota em uma casa e puxamos uma outra nota na mesma
corda em uma casa diferente arrastando o dedo para cima.

SLIDE INVERSO é feito a nota em uma casa e puxamos uma outra nota na
mesma corda em uma casa diferente arrastando o dedo para baixo.

LIGADO é feito em uma das cordas tocando uma nota qualquer, depois você
irá tirar duas ou mais notas alternando os dedos sem palhetar o instrumento.

Capítulo 16– DEDOS MAIS ÁGEIS

Para complementar o capítulo que abordamos acima, estamos trazendo vários exercícios que
foram preparados para deixar os dedos mais ágeis e a musculatura da mão mais
preparada para a guitarra.

Aproveite e treine bastante, pois a medida que os dedos ficam mais fortes e
resistentes melhor será sua performance ao praticar pestanas, solar e tocar
acordes difíceis.

Então aí estão :

Este 1° exercício é puramente de digitação.


Use os dedos 1, 2, 3 e 4 (mão esquerda) alternando a ordem em que eles
são tocados. Na mão direita, use os dedos I , M e A.

Exemplo:

-----------------------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------------
----------------------------------------(1)--(4)--(2)--(3)-------
--------------------(2)--(3)--(4)--(1)---------------------------
(1)--(3)--(2)--(4)-----------------------------------------------

Continue o exercício trocando a ordem dos dedos.


Tente as seguintes combinações:
77
1243 2134 3124 4123
1342 2143 3142 4132
1432 2314 3214 4213

Dica: Faça uma série da 6ª corda até a 1ª indo do começo ao fim do braço do
violão. Comece lentamente e vá aumentando gradativamente a velocidade à
medida que não haja erros.

Voltando agora para a mão direita, faça o seguinte:


Deixe as cordas soltas e toque dessa maneira

----------A----
-------M-------
-----I---------
---------------
---------------
-P-------------

Toque o polegar na 6° corda e depois seguidamente os dedos I, M, e A nas


3°, 2° e 1° cordas respectivamente.

O Polegar é tocado de cima para baixo e o restante dos dedos de baixo para
cima, "puxando" as cordas.

Dica:

Quando tocar o Polegar faça como se estivesse "empurrando" a corda para


frente e não apertando-a para baixo.
Toque primeiro o polegar na 6° corda mas depois faça o exercício usando a
5° e 4° cordas.

Comece lentamente e aumente a velocidade quando estiver seguro.


Tente manter um ritmo ao fazer esse exercício.
Faça também desta maneira:

P I M A M I
78
Partiremos então para a escala maior:

Outras digitações: Em E (Mi Maior)

----------------------------------------------------2--4--5-----
-------------------------------------------2--4--5--------------
----------------------------------1--2--4-----------------------
-------------------------1--2--4--------------------------------
----------------0--2--4-----------------------------------------
-------0--2--4--------------------------------------------------

Este próximo é em C(dó Maior) e está dividido em terças, toque uma nota e
a próxima será uma terça acima dela.

-----------------------------------------------------------------
---------------------------------------------------------3-----5-
---------------------------------2------4----2----5----4-----5---
----------2------3---2---5---3-------5---------------------------
---3---------5---------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------------

Faça esses dois últimos exercícios em todos os tons indo e voltando.

Este exercício também é ótimo para soltar os dedos e ganhar velocidade.

Tente executá-lo o mais rápido e limpo possível.


>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>-------5-----------6-----------7-----------8------|
>-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5|

>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>-------5-----------6-----------7-----------8------|
>-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5|
>--------------------------------------------------|

79
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>-------5-----------6-----------7-----------8------|
>-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>-------5-----------6-----------7-----------8------|
>-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|

>-------5-----------6-----------7-----------8------|
>-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5-6-8---8-6-5|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|
>--------------------------------------------------|

Capítulo 17– EXERCÍCIOS DE MÃO E PUNHOS

Agora faremos uma abordagem sobre um assunto bastante importante para


dar elasticidade as suas mãos e ao mesmo tempo fazer com que elas fiquem
relaxadas e não force tanto os nervos a fim de que possa vir futuramente a
ter problemas musculares.

Muitas vezes, quem está começando agora e não tem experiência


necessária pra dosar, acaba desistindo devido as fortes dores que as mãos e
punhos sofrem com as pestanas e solos.

Então, fique ligado nessas dicas. Vamos a elas:

1. Abra as mãos e encoste as palmas em "posição de rezar". Com os dedos


juntos, flexione os punhos e comprima uma mão contra a outra (frente do
peito).
2. Aperte dedo contra dedo, alongando-os

- polegar contra polegar


- indicador contra indicador
- médio contra médio
- anular contra anular
- mínimo contra mínimo.

Obs: este exercício pode ser feito com todos os dedos ao mesmo tempo.

3. Aperte o dedo polegar cotra o indicador e estique (mesma mão). Ainda


com o polegar, faça o mesmo contra os dedos: médio, anular e mínimo.
4. Cruze dedo com dedo e puxe (gancho)
80
- polegar com polegar
- indicador com indicador
- médio com médio
- anular com anular
- mínimo com mínimo.

5. Cruze dedo com dedo em gancho, alternando-os.

Ex: polegar com médio, anular com mínimo

Obs: A variedade fica por conta de cada um

6. Feche bem a mão, como se estivesse segurando algo com força. Estique
bem os dedos.ista na dica 20 (lembre-se: para um melhor resultado, cada
exercício deve ser

7. Abra bem os dedos, afastando-os o máximo possível. Feche os dedos,


apertando-os com a mão esticada (ligeiro apoi na mesa).

8. Faça "ondas" com os dedos.

9. Gire os punhos em círculo, com as mão soltas no sentido horário e anti-


horário.

10. Balance as mãos.

Capítulo 18– IMPROVISAÇÃO

Vamos tratar de um assunto muito legal para qualquer músico ou aspirante:


a improvisação.

O estilo mais aberto à improvisadores é sem dúvida o Jazz, pois além de dar
espaço, a cada música a sua construção toda engloba muitos acordes e
escalas diferentes.

Já o Rock limita o uso dos mesmos. Há composições onde só uma escala


(pentatônica) está em uso. Apesar de que na maioria das vezes a guitarra é
usada para músicas deste gênero.

Músicos eruditos geralmente reclamam de não saberem improvisar. Isso é


porque a partitura lhes gerou dependência e só tocam o que lêem na frente.
Pensando nisso, elaboramos algumas dicas importantes para fazer uma
improvisação.
81
Aqui vão algumas dicas essenciais para você chegar lá:

• Em seu instrumento não se limite a tocar sua frase musical sempre


começando do grave para o agudo, use linhas melódicas que
combinem movimento descendente e ascendente.

• Não se restrinja ao registro médio ou à região mais confortável de seu


instrumento, explore-o totalmente.

• Não fique caçando notas. Memorize a escala a ser usada por toda a
extensão do seu instrumento até tocá-la com naturalidade deixando
sua mente livre para o desenvolvimento melódico.

• Varie a dinâmica. Tem momentos para tocar mais fraco, mais forte,
mais suave ou agressivo. Não toque sempre do mesmo jeito.

• Use uma variedade de articulações (ligaduras, glissandos, bends, etc).


Não toque sempre "staccato".

• Concentre-se em ouvir mentalmente a nota antes de tocá-la. Isso


requer antecipação e controle constante. Esta é a parte mais difícil,
requer muito estudo, paciência e total controle do instrumento para
que aquilo que você cantou na mente flua pela suas mãos.

• Procure controlar tensão e resolução. Seu solo deve ser como uma
história com começo e fim, deve ter um senso de direção.

• Ouça o que você toca. Se possível grave para depois se auto-analisar e


daí melhorar.

Capítulo 19– CROMATISMOS

O cromatismo serve para você adquirir coordenação motora para tocar com
mais precisão. Quem já fez aula de violão ou guitarra sabe o quanto é
importante sempre treinar cromatismo.

Se você já fez aula de guitarra alguma vez na vida, já deve ter visto este
exercício antes, mas não custa nada relembrar o que já foi visto, até por que
os exercícios seguintes são apenas variações deste exercício.

Neste exercício você vai soltar seus dedos !

82
v ^ v ^ ...
e. |---------|---------|---------|---------|---------|-5-6-7-8-|---------|
B. |---------|---------|---------|---------|-5-6-7-8-|---------|-5-6-7-8-|
G. |---------|---------|---------|-5-6-7-8-|---------|---------|---------|
D. |---------|---------|-5-6-7-8-|---------|---------|---------|---------|
A. |---------|-5-6-7-8-|---------|---------|---------|---------|---------|
E. |-5-6-7-8-|---------|---------|---------|---------|---------|---------|
| | | | | | | |
e. |---------|---------|---------|---------|---------|---------|---------|
B. |---------|---------|---------|---------|---------|---------|---------|
G. |-5-6-7-8-|---------|---------|---------|---------|---------|---------|
D. |---------|-5-6-7-8-|---------|---------|---------|---------|---------|
A. |---------|---------|-5-6-7-8-|---------|---------|---------|---------|
E. |---------|---------|---------|-5-6-7-8-|---------|---------|---------|

Neste primeiro exercício nós vamos utilizar um padrão de cinco notas por
tempo, ou seja, vamos digitar uma nota a mais para cada tempo, com
relação ao exercício anterior.
v ^ v ^...

e. |-----------|-----------|-----------|-----------|-----------|
B. |-----------|-----------|-----------|-----------|-----------|
G. |-----------|-----------|-----------|-----------|-----------|
D. |-----------|-----------|-----------|-----------|---------5-|
A. |---------5-|-------5-6-|-----5-6-7-|---5-6-7-8-|-5-6-7-8---|
E. |-5-6-7-8---|-6-7-8-----|-7-8-------|-8---------|-----------|

| | | | | |
e. |-----------|-----------|-----------|-----------|-----------|
B. |-----------|-----------|-----------|-----------|-----------|
G. |-----------|-----------|-----------|---------5-|-------5-6-|
D. |-------5-6-|-----5-6-7-|---5-6-7-8-|-5-6-7-8---|-6-7-8-----| etc...
A. |-6-7-8-----|-7-8-------|-8---------|-----------|-----------|
E. |-----------|-----------|-----------|-----------|-----------|

Agora vamos explorar o mesmo exercício, só que utilizando seis notas para
cada tempo.

O exercício não muda muito visualmente falando, porém sua digitação vai
ficar bem mais complicada o que vai ser muito bom para auxiliar em sua
precisão e agilidade.

v ^ v ^...
e. |-------------|-------------|-------------|-------------|
B. |-------------|-------------|-------------|-------------|
G. |-------------|-------------|-------------|-------------|
D. |-------------|-------------|-------------|-----------5-|
A. |---------5-6-|-------5-6-7-|-----5-6-7-8-|---5-6-7-8---|
E. |-5-6-7-8-----|-6-7-8-------|-7-8---------|-8-----------|

83
| | | | |
e. |-------------|-------------|-------------|-------------|
B. |-------------|-------------|-------------|-------------|
G. |-------------|-------------|-------------|-----------5-|
D. |---------5-6-|-------5-6-7-|-----5-6-7-8-|---5-6-7-8---|
A. |-5-6-7-8-----|-6-7-8-------|-7-8---------|-8-----------|
E. |-------------|-------------|-------------|-------------|

Este exercício tem por finalidade, apresentar um uso prático para


cromatismos, ou seja, vamos mostrar como um grande guitarrista como Jonh
Petrucci (Dream Theater) utiliza os cromatismos em seus solos. Este
exemplo foi extraído de uma vídeo aula onde Jonh está improvisando e nos
explicando como utilizar esta técnica. Espero que vocês gostem dele, eu
particularmente gostei muito. Só um lembrete, este exemplo só fica
interessante quando tocado muito rápido.

v ^ v ^...
e. |---------------------------------------------------------------------|
B. |----------------------------------------------------------9-10-11-12-|
G. |----------------------------7-8-9-10-11-10-9-8-9-10-11-12------------|
D. |-------------------7-8-9-10------------------------------------------|
A. |----------7-8-9-10---------------------------------------------------|
E. |-7-8-9-10------------------------------------------------------------|
| |
e. |-9-10-11-12-13-12-11-10----------------------------------------------|
B. |------------------------13-12-11-10----------------------------------|
G. |------------------------------------13-12-11-10----------------------|
D. |------------------------------------------------13-12-11-10-9-10-11--|
A. |---------------------------------------------------------------------|
E. |---------------------------------------------------------------------|
| |
e. |---------------------------------------------------------------------|
B. |---------------------------------------------------------------------|
G. |---------------------------------------------------------------------|
D. |-12-11-10-9-8--------------------------------------------------------|
A. |--------------11-10-9-8----------------------------------------------|
E. |------------------------11-10-9-8-~~~~-------------------------------|

Este é o tipo de exercício que chamamos de Estado da Arte, isto por que
tudo o que pode ser feito sobre cromatismos está representado na tablatura
abaixo.

v ^ v ^...
84
e. |---------------------------------------------------------------------|
B. |---------------------------------------------------------------------|
G. |---------------------------------------------------------------------|
D. |---------------------------------------------------------------------|
A. |---------5---------------6---------------7---------------8-----------|
E. |-5-6-7-8---8-7-6-5-6-7-8---8-7-6-5-6-7-8---8-7-6-5-6-7-8---8-7-6-5---|
| |
e. |---------------------------------------------------------------------|
B. |---------------------------------------------------------------------|
G. |---------------------------------------------------------------------|
D. |---------------5-6-5---------------5-7-5---------------5-8-5---------|
A. |-------5-6-7-8-------8-7-6-5-6-7-8-------8-7-6-5-6-7-8-------8-7-6-5-|
E. |-6-7-8---------------------------------------------------------------|
| |
e. |---------------------------------------------------------------------|
B. |---------------------------------------------------------------------|
G. |---------------------------------------------------------------------|
D. |-------6-7-6---------------6-8-6---------------7-8-7-----------------|
A. |-5-7-8-------8-7-6-5-6-7-8-------8-7-6-5-6-7-8-------8-7-6-5-6-7-8---|
E. |---------------------------------------------------------------------|
| |
e. |---------------------------------------------------------------------|
B. |---------------------------------------------------------------------|
G. |---------5-6-7-6-5---------------5-6-8-6-5---------------5-7-8-7-5---|
D. |-5-6-7-8-----------8-7-6-5-6-7-8-----------8-7-6-5-6-7-8-------------|
A. |---------------------------------------------------------------------|
E. |---------------------------------------------------------------------|
| |
e. |-------------------------------------------------------------------5-|
B. |-----------------------------------------------5-6-7-8-7-6-5-6-7-8---|
G. |---------------6-7-8-7-6---------------5-6-7-8-----------------------|
D. |-8-7-6-5-6-7-8-----------8-7-6-5-6-7-8-------------------------------|
A. |---------------------------------------------------------------------|
E. |---------------------------------------------------------------------|
| |
e. |---------------5-6-5---------------5-6-7-6-5---------------5-6-7-8-7-|
B. |-8-7-6-5-6-7-8-------8-7-6-5-6-7-8-----------8-7-6-5-6-7-8-----------|
G. |---------------------------------------------------------------------|
D. |---------------------------------------------------------------------|
A. |---------------------------------------------------------------------|
E. |---------------------------------------------------------------------|
| |
e. |-6-5---------------5-6-7-8-9-8-7-6-----------------------------------|
B. |-----8-7-6-5-6-7-8-----------------9-8-7-6---------------------------|
G. |-------------------------------------------9-8-7-6-------------------|
D. |---------------------------------------------------9-8-7-6-----------|
A. |-----------------------------------------------------------9-8-7-6---|
E. |-------------------------------------------------------------------9-|
| |
e. |---------------------------------------------------------------------|
B. |---------------------------------------------------------------------|
G. |---------------------------------------------------------------------|
D. |---------------------------------------------------------------------|
A. |---------------5---------------6--etc...-----------------------------|
E. |-8-7-6-5-6-7-8---8-7-6-5-6-7-8---------------------------------------|

85
Este exercício é muito interessante, pois permite a você que utilize várias
mudanças de cordas (saltos) o que é muito bom para quem precisa
aumentar a precisão sobre fraseados rápidos.

v ^ v ^ ^ ^ ^ v ^ v v v v ^ v ^ ^ ^ ^ v ^ v v v
e. |--------------------------------------------------|
B. |--------------------------------------------------|
G. |-------------1-2-3-4-----------------1-2-3-4------|
D. |-----------2---------3-------------2---------3----| etc...
A. |---------3-------------2---------3-------------2--|
E. |-1-2-3-4-----------------1-2-3-4------------------|

Mais uma excelente opção para treinar palhetada, precisão e velocidade. A


grande vantagem deste exercício é a exploração de vários saltos entre as
cordas, o que praticamente lhe obriga a brigar com seus dedos para
conseguir a coordenação necessária para executá-lo.

v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^...
e. |--------------------------------------------------------------------|
B. |---------------------------------------------------------1-2-3-4----|
G. |-----------------------------------------1-2-3-4--------------------|
D. |-------------------------1-2-3-4------------------------------------|
A. |---------1-2-3-4----------------------------------------------------|
E. |-1-2-3-4---------1-2-3-4---------1-2-3-4---------1-2-3-4------------|

e. |---------1-2-3-4----------------------------------------------------|
B. |--------------------------------------------------------------------|
G. |--------------------------------------------------------------------|
D. |-------------------------------------------2-3-4-5------------------|
A. |---------------------------2-3-4-5----------------------------------|
E. |-1-2-3-4---------1-2-3-4/5---------2-3-4-5---------2-3-4-5-...------|

Mais "Xs", este é mais um exercício baseado em cromatismos que utilizam


uma digitação em formato de "X" e que tem por objetivo auxiliá-lo com sua
precisão e facilidade em trocar de cordas durante suas frases ou solos.

v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v...
e. |-----------------------4-1------------------------------------------|
B. |---------------4-----3-----2-----1----------------------------------|
G. |-------4-----3-----2---------3-----2-----1--------------------------|
D. |-----3-----2-----1-------------4-----3-----2------------------------|
86
A. |---2-----1-----------------------------4-----3----------------------|
E. |-1---------------------------------------------4--------------------|

Capítulo 20– SIMBOLOGIA E ACORDES

Aqui começaremos a abordar as simbologias que existem nos acordes e


também uma grande surpresa: um dicionário de acordes super completo.
Você lendo e entendendo tudo direito terá um estudo ainda mais valorizado.

Veja os símbolos:

maj= maior
aug= aumentado (Brasil= +)
#= sustenido
b= bemol
dim= diminuto (Brasil= º)
sus= suspenso
add= adicionado
dom= dominante

Dicionário de Acordes

0= Corda solta e os Números são as casa que você vai por os dedos

Os acordes estão distribuídos da (esquerda para a direita)


Sexta para primeira corda ( de cima para baixo ).
"Esquema de Tablatura"

A or Amaj [0 0 2 2 2 0] (Db E A) : major triad


A or Amaj [0 4 x 2 5 0] (Db E A) : major triad
A or Amaj [5 7 7 6 5 5] (Db E A) : major triad
A or Amaj [x 0 2 2 2 0] (Db E A) : major triad
A or Amaj [x 4 7 x x 5] (Db E A) : major triad
A #5 or Aaug [x 0 3 2 2 1] (Db F A) : augmented triad
A #5 or Aaug [x 0 x 2 2 1] (Db F A) : augmented triad
A/Ab [x 0 2 1 2 0] (Db E Ab A) : major triad (altered bass)
A/B [0 0 2 4 2 0] (Db E A B) : major triad (altered bass)
A/B [x 0 7 6 0 0] (Db E A B) : major triad (altered bass)
A/D [x 0 0 2 2 0] (Db D E A) : major triad (altered bass)
A/D [x x 0 2 2 0] (Db D E A) : major triad (altered bass)
A/D [x x 0 6 5 5] (Db D E A) : major triad (altered bass)
A/D [x x 0 9 10 9] (Db D E A) : major triad (altered bass)
A/G [3 x 2 2 2 0] (Db E G A) : major triad (altered bass)
A/G [x 0 2 0 2 0] (Db E G A) : major triad (altered bass)

87
A/G [x 0 2 2 2 3] (Db E G A) : major triad (altered bass)
A/Gb [0 0 2 2 2 2] (Db E Gb A) : major triad (altered bass)
A/Gb [0 x 4 2 2 0] (Db E Gb A) : major triad (altered bass)
A/Gb [2 x 2 2 2 0] (Db E Gb A) : major triad (altered bass)
A/Gb [x 0 4 2 2 0] (Db E Gb A) : major triad (altered bass)
A/Gb [x x 2 2 2 2] (Db E Gb A) : major triad (altered bass)
A5 or A(no 3rd) [5 7 7 x x 5] (E A): root and 5th (power chord)
A5 or A(no 3rd) [x 0 2 2 x 0] (E A) : root and 5th (power chord)
A5 or A(no 3rd) [5 7 7 x x 0] (E A) : root and 5th (power chord)
A6 [0 0 2 2 2 2] (Db E Gb A) : major triad plus 6th
A6 [0 x 4 2 2 0] (Db E Gb A) : major triad plus 6th
A6 [2 x 2 2 2 0] (Db E Gb A) : major triad plus 6th
A6 [x 0 4 2 2 0] (Db E Gb A) : major triad plus 6th
A6 [x x 2 2 2 2] (Db E Gb A) : major triad plus 6th
A6/7 [0 0 2 0 2 2] (Db E Gb G A) : major triad plus 6th, minor 7th
A6/7 sus or A6/7 sus4 [5 5 4 0 3 0] (D E Gb G A) : sus4 triad plus 6th, minor 7th
A6/7 sus or A6/7 sus4 [x 0 2 0 3 2] (D E Gb G A) : sus4 triad plus 6th, minor 7th
A7 or Adom 7 [3 x 2 2 2 0] (Db E G A) : major triad, minor 7th
A7 or Adom 7 [x 0 2 0 2 0] (Db E G A) : major triad, minor 7th
A7 or Adom 7 [x 0 2 2 2 3] (Db E G A) : major triad, minor 7th
A7(#5) [1 0 3 0 2 1] (Db F G A) : minor 7th, sharp 5th
A7/add11 or A7/11 [x 0 0 0 2 0] (Db D E G A) : major triad, minor 7th, plus 11th
A7sus4 [x 0 2 0 3 0] (D E G A) : sus4 triad, minor 7th
A7sus4 [x 0 2 0 3 3] (D E G A) : sus4 triad, minor 7th
A7sus4 [x 0 2 2 3 3] (D E G A) : sus4 triad, minor 7th
A7sus4 [5 x 0 0 3 0] (D E G A) : sus4 triad, minor 7th
A7sus4 [x 0 0 0 x 0] (D E G A) : sus4 triad, minor 7th
Aadd9 or A2 [0 0 2 4 2 0] (Db E A B) : major triad plus 9th
Aadd9 or A2 [x 0 7 6 0 0] (Db E A B) : major triad plus 9th
Aaug/D [x x 0 2 2 1] (Db D F A) : augmented triad (altered bass)
Aaug/G [1 0 3 0 2 1] (Db F G A) : augmented triad (altered bass)
Ab or Abmaj [4 6 6 5 4 4] (C Eb Ab) : major triad
Ab #5 or Abaug [x 3 2 1 1 0] (C E Ab) : augmented triad
Ab/A [x x 1 2 1 4] (C Eb Ab A) : major triad (altered bass)
Ab/F [x 8 10 8 9 8] (C Eb F Ab) : major triad (altered bass)
Ab/F [x x 1 1 1 1] (C Eb F Ab) : major triad (altered bass)
Ab/Gb [x x 1 1 1 2] (C Eb Gb Ab) : major triad (altered bass)
Ab/Gb [x x 4 5 4 4] (C Eb Gb Ab) : major triad (altered bass)
Ab5 or Ab(no 3rd)[4 6 6 x x 4] (Eb Ab): root and 5th (power chord)
Ab6 [x 8 10 8 9 8] (C Eb F Ab) : major triad plus 6th
Ab6 [x x 1 1 1 1] (C Eb F Ab) : major triad plus 6th
Ab7 or Abdom 7 [x x 1 1 1 2] (C Eb Gb Ab) : major triad, minor 7th
Ab7 or Abdom 7 [x x 4 5 4 4] (C Eb Gb Ab) : major triad, minor 7th
Abdim/E [0 2 0 1 0 0] (D E Ab B) : diminished triad (altered bass)
Abdim/E [0 2 2 1 3 0] (D E Ab B) : diminished triad (altered bass)
Abdim/E [x 2 0 1 3 0] (D E Ab B) : diminished triad (altered bass)
Abdim/E [x x 0 1 0 0] (D E Ab B) : diminished triad (altered bass)
Abdim/Eb [x x 0 4 4 4] (D Eb Ab B) : diminished triad (altered bass)

Abdim/F [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)


Abdim/F [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Abdim/F [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Abdim7 [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Abdim7 [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
88
Abdim7 [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Abm [x x 6 4 4 4] (Eb Ab B) : minor triad
Abm/D [x x 0 4 4 4] (D Eb Ab B) : minor triad (altered bass)
Abm/E [0 2 1 1 0 0] (Eb E Ab B) : minor triad (altered bass)
Abm/E [0 x 6 4 4 0] (Eb E Ab B) : minor triad (altered bass)
Abm/E [x x 1 1 0 0] (Eb E Ab B) : minor triad (altered bass)
Abm/Gb [x x 4 4 4 4] (Eb Gb Ab B) : minor triad (altered bass)
Abm7 [x x 4 4 4 4] (Eb Gb Ab B) : minor triad, minor 7th
Absus or Absus4 [x x 6 6 4 4] (Db Eb Ab) : no 3rd but a 4th from a major triad
Absus2/F [x 1 3 1 4 1] (Eb F Ab Bb) : sus2 triad (altered bass)
Adim/Ab [x x 1 2 1 4] (C Eb Ab A) : diminished triad (altered bass)
Adim/E [0 3 x 2 4 0] (C Eb E A) : diminished triad (altered bass)
Adim/F [x x 1 2 1 1] (C Eb F A) : diminished triad (altered bass)
Adim/F [x x 3 5 4 5] (C Eb F A) : diminished triad (altered bass)
Adim/G [x x 1 2 1 3] (C Eb G A) : diminished triad (altered bass)
Adim/Gb [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad (altered bass)
Adim7 [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad, diminished 7th
Am [x 0 2 2 1 0] (C E A) : minor triad
Am [x 0 7 5 5 5] (C E A) : minor triad
Am [x 3 2 2 1 0] (C E A) : minor triad
Am [8 12 x x x 0] (C E A) : minor triad
Am/B [0 0 7 5 0 0] (C E A B) : minor triad (altered bass)
Am/B [x 3 2 2 0 0] (C E A B) : minor triad (altered bass)
Am/D [x x 0 2 1 0] (C D E A) : minor triad (altered bass)
Am/D [x x 0 5 5 5] (C D E A) : minor triad (altered bass)
Am/Eb [0 3 x 2 4 0] (C Eb E A) : minor triad (altered bass)
Am/F [0 0 3 2 1 0] (C E F A) : minor triad (altered bass)
Am/F [1 3 3 2 1 0] (C E F A) : minor triad (altered bass)
Am/F [1 x 2 2 1 0] (C E F A) : minor triad (altered bass)
Am/F [x x 2 2 1 1] (C E F A) : minor triad (altered bass)
Am/F [x x 3 2 1 0] (C E F A) : minor triad (altered bass)
Am/G [0 0 2 0 1 3] (C E G A) : minor triad (altered bass)
Am/G [x 0 2 0 1 0] (C E G A) : minor triad (altered bass)
Am/G [x 0 2 2 1 3] (C E G A) : minor triad (altered bass)
Am/G [x 0 5 5 5 8] (C E G A) : minor triad (altered bass)
Am/Gb [x 0 2 2 1 2] (C E Gb A) : minor triad (altered bass)
Am/Gb [x x 2 2 1 2] (C E Gb A) : minor triad (altered bass)
Am6 [x 0 2 2 1 2] (C E Gb A) : minor triad plus 6th
Am6 [x x 2 2 1 2] (C E Gb A) : minor triad plus 6th
Am7 [0 0 2 0 1 3] (C E G A) : minor triad, minor 7th
Am7 [x 0 2 0 1 0] (C E G A) : minor triad, minor 7th
Am7 [x 0 2 2 1 3] (C E G A) : minor triad, minor 7th
Am7 [x 0 5 5 5 8] (C E G A) : minor triad, minor 7th
Am7(b5) or Ao7 [x x 1 2 1 3] (C Eb G A) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Am7/add11 or Am7/11 [x 5 7 5 8 0] (C D E G A) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Amaj7 or A#7 [x 0 2 1 2 0] (Db E Ab A) : major triad, major 7th
Amin/maj9 [x 0 6 5 5 7] (C E Ab A B) : minor triad, major 7th plus 9th
Asus or Asus4 [0 0 2 2 3 0] (D E A) : no 3rd but a 4th from a major triad
Asus or Asus4 [x 0 2 2 3 0] (D E A) : no 3rd but a 4th from a major triad
Asus or Asus4 [5 5 7 7 x 0] (D E A) : no 3rd but a 4th from a major triad
Asus or Asus4 [x 0 0 2 3 0] (D E A) : no 3rd but a 4th from a major triad

Asus2 or Aadd9(no3)[0 0 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 2nd from a major triad


Asus2 or Aadd9(no3)[0 0 2 4 0 0] (E A B) : no 3rd but a 2nd from a major triad
89
Asus2 or Aadd9(no3)[0 2 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Asus2 or Aadd9(no3)[x 0 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Asus2 or Aadd9(no3)[x x 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Asus2/Ab [x 0 2 1 0 0] (E Ab A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/C [0 0 7 5 0 0] (C E A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/C [x 3 2 2 0 0] (C E A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/D [0 2 0 2 0 0] (D E A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/D [x 2 0 2 3 0] (D E A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/Db [0 0 2 4 2 0] (Db E A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/Db [x 0 7 6 0 0] (Db E A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/Eb [x 2 1 2 0 0] (Eb E A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/F [0 0 3 2 0 0] (E F A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/G [3 x 2 2 0 0] (E G A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/G [x 0 2 0 0 0] (E G A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/G [x 0 5 4 5 0] (E G A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/Gb [x 0 4 4 0 0] (E Gb A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus2/Gb [x 2 4 2 5 2] (E Gb A B) : sus2 triad (altered bass)
Asus4/Ab [4 x 0 2 3 0] (D E Ab A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/B [0 2 0 2 0 0] (D E A B) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Bb [0 1 x 2 3 0] (D E A Bb) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/C [x x 0 2 1 0] (C D E A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/C [x x 0 5 5 5] (C D E A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Db [x 0 0 2 2 0] (Db D E A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Db [x x 0 2 2 0] (Db D E A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Db [x x 0 6 5 5] (Db D E A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Db [x x 0 9 10 9] (Db D E A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/F [x x 7 7 6 0] (D E F A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/G [x 0 2 0 3 0] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/G [x 0 2 0 3 3] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/G [x 0 2 2 3 3] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/G [x 0 0 0 x 0] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Gb [0 0 0 2 3 2] (D E Gb A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Gb [0 0 4 2 3 0] (D E Gb A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Gb [2 x 0 2 3 0] (D E Gb A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Gb [x 0 2 2 3 2] (D E Gb A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Gb [x x 2 2 3 2] (D E Gb A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Gb [x 5 4 2 3 0] (D E Gb A) : sus4 triad (altered bass)
Asus4/Gb [x 9 7 7 x 0] (D E Gb A) : sus4 triad (altered bass)
B or Bmaj [x 2 4 4 4 2] (Eb Gb B) : major triad
B #5 or Baug [3 2 1 0 0 3] (Eb G B) : augmented triad
B #5 or Baug [3 x 1 0 0 3] (Eb G B) : augmented triad
B/A [2 x 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : major triad (altered bass)
B/A [x 0 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : major triad (altered bass)
B/A [x 2 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : major triad (altered bass)
B/A [x 2 4 2 4 2] (Eb Gb A B) : major triad (altered bass)
B/Ab [x x 4 4 4 4] (Eb Gb Ab B) : major triad (altered bass)
B/E [x 2 2 4 4 2] (Eb E Gb B) : major triad (altered bass)
B/E [x x 4 4 4 0] (Eb E Gb B) : major triad (altered bass)
B5 or B(no 3rd) [7 9 9 x x 2] (Gb B): root and 5th (power chord)
B5 or B(no 3rd) [x 2 4 4 x 2] (Gb B): root and 5th (power chord)
B6 [x x 4 4 4 4] (Eb Gb Ab B) : major triad plus 6th
B7 or Bdom 7 [2 x 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : major triad, minor 7th
B7 or Bdom 7 [x 0 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : major triad, minor 7th
B7 or Bdom 7 [x 2 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : major triad, minor 7th
90
B7 or Bdom 7 [x 2 4 2 4 2] (Eb Gb A B) : major triad, minor 7th
B7/add11 or B7/11 [0 0 4 4 4 0] (Eb E Gb A B) : major triad, minor 7th, plus 11th
B7/add11 or B7/11 [0 2 1 2 0 2] (Eb E Gb A B) : major triad, minor 7th, plus 11th
B7sus4 [x 0 4 4 0 0] (E Gb A B) : sus4 triad, minor 7th
B7sus4 [x 2 4 2 5 2] (E Gb A B) : sus4 triad, minor 7th
Baug/E [3 x 1 0 0 0] (Eb E G B) : augmented triad (altered bass)
Baug/E [x x 1 0 0 0] (Eb E G B) : augmented triad (altered bass)
Bb or Bbmaj [1 1 3 3 3 1] (D F Bb) : major triad
Bb or Bbmaj [x 1 3 3 3 1] (D F Bb) : major triad
Bb or Bbmaj [x x 0 3 3 1] (D F Bb) : major triad
Bb #5 or Bbaug [x x 0 3 3 2] (D Gb Bb) : augmented triad
Bb b5 [x x 0 3 x 0] (D E Bb) : flat 5th
Bb/A [1 1 3 2 3 1] (D F A Bb) : major triad (altered bass)
Bb/Ab [x 1 3 1 3 1] (D F Ab Bb) : major triad (altered bass)
Bb/Ab [x x 3 3 3 4] (D F Ab Bb) : major triad (altered bass)
Bb/Db [x x 0 6 6 6] (Db D F Bb) : major triad (altered bass)
Bb/E [x 1 3 3 3 0] (D E F Bb) : major triad (altered bass)
Bb/G [3 5 3 3 3 3] (D F G Bb) : major triad (altered bass)
Bb/G [x x 3 3 3 3] (D F G Bb) : major triad (altered bass)
Bb5 or Bb(no 3rd)[6 8 8 x x 6] (F Bb): root and 5th (power chord)
Bb5 or Bb(no 3rd)[x 1 3 3 x 6] (F Bb): root and 5th (power chord)
Bb6 [3 5 3 3 3 3] (D F G Bb) : major triad plus 6th
Bb6 [x x 3 3 3 3] (D F G Bb) : major triad plus 6th
Bb6/add9 or Bb6/9 [x 3 3 3 3 3] (C D F G Bb) : major triad plus 6th and 9th
Bb7 or Bbdom 7 [x 1 3 1 3 1] (D F Ab Bb) : major triad, minor 7th
Bb7 or Bbdom 7 [x x 3 3 3 4] (D F Ab Bb) : major triad, minor 7th
Bb7sus4 [x 1 3 1 4 1] (Eb F Ab Bb) : sus4 triad, minor 7th
Bbadd#11 [x 1 3 3 3 0] (D E F Bb) : major triad, augmented 11th
Bbaug/E [2 x 4 3 3 0] (D E Gb Bb) : augmented triad (altered bass)
Bbdim/C [x 3 x 3 2 0] (C Db E Bb) : diminished triad (altered bass)
Bbdim/D [x x 0 3 2 0] (Db D E Bb) : diminished triad (altered bass)
Bbdim/G [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Bbdim/G [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Bbdim/Gb [2 4 2 3 2 2] (Db E Gb Bb) : diminished triad (altered bass)
Bbdim/Gb [x x 4 3 2 0] (Db E Gb Bb) : diminished triad (altered bass)
Bbdim7 [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Bbdim7 [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Bbm [1 1 3 3 2 1] (Db F Bb) : minor triad
Bbm/Ab [x 1 3 1 2 1] (Db F Ab Bb) : minor triad (altered bass)
Bbm/D [x x 0 6 6 6] (Db D F Bb) : minor triad (altered bass)
Bbm/Gb [x x 3 3 2 2] (Db F Gb Bb) : minor triad (altered bass)
Bbm7 [x 1 3 1 2 1] (Db F Ab Bb) : minor triad, minor 7th
Bbmaj7 or Bb#7 [1 1 3 2 3 1] (D F A Bb) : major triad, major 7th
Bbmaj9 or Bb9(#7) [x 3 3 3 3 5] (C D F A Bb) : major triad, major 7th plus 9th
Bbsus2 or Bbadd9(no3)[x x 3 3 1 1] (C F Bb) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Bbsus2/G [x 3 5 3 6 3] (C F G Bb) : sus2 triad (altered bass)
Bbsus4/Ab [x 1 3 1 4 1] (Eb F Ab Bb) : sus4 triad (altered bass)
Bdim/A [1 2 3 2 3 1] (D F A B) : diminished triad (altered bass)
Bdim/A [x 2 0 2 0 1] (D F A B) : diminished triad (altered bass)
Bdim/A [x x 0 2 0 1] (D F A B) : diminished triad (altered bass)
Bdim/Ab [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Bdim/Ab [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Bdim/Ab [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Bdim/G [1 x 0 0 0 3] (D F G B) : diminished triad (altered bass)
91
Bdim/G [3 2 0 0 0 1] (D F G B) : diminished triad (altered bass)
Bdim/G [x x 0 0 0 1] (D F G B) : diminished triad (altered bass)
Bdim7 [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Bdim7 [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Bdim7 [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Bm [2 2 4 4 3 2] (D Gb B) : minor triad
Bm [x 2 4 4 3 2] (D Gb B) : minor triad
Bm [x x 0 4 3 2] (D Gb B) : minor triad
Bm/A [x 0 4 4 3 2] (D Gb A B) : minor triad (altered bass)
Bm/A [x 2 0 2 0 2] (D Gb A B) : minor triad (altered bass)
Bm/A [x 2 0 2 3 2] (D Gb A B) : minor triad (altered bass)
Bm/A [x 2 4 2 3 2] (D Gb A B) : minor triad (altered bass)
Bm/A [x x 0 2 0 2] (D Gb A B) : minor triad (altered bass)
Bm/G [2 2 0 0 0 3] (D Gb G B) : minor triad (altered bass)
Bm/G [2 2 0 0 3 3] (D Gb G B) : minor triad (altered bass)
Bm/G [3 2 0 0 0 2] (D Gb G B) : minor triad (altered bass)
Bm/G [x x 4 4 3 3] (D Gb G B) : minor triad (altered bass)
Bm7 [x 0 4 4 3 2] (D Gb A B) : minor triad, minor 7th
Bm7 [x 2 0 2 0 2] (D Gb A B) : minor triad, minor 7th
Bm7 [x 2 0 2 3 2] (D Gb A B) : minor triad, minor 7th
Bm7 [x 2 4 2 3 2] (D Gb A B) : minor triad, minor 7th
Bm7 [x x 0 2 0 2] (D Gb A B) : minor triad, minor 7th
Bm7(b5) or Bo7 [1 2 3 2 3 1] (D F A B) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Bm7(b5) or Bo7 [x 2 0 2 0 1] (D F A B) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Bm7(b5) or Bo7 [x x 0 2 0 1] (D F A B) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Bm7/add11 or Bm7/11 [0 0 2 4 3 2] (D E Gb A B) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Bm7/add11 or Bm7/11 [0 2 0 2 0 2] (D E Gb A B) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Bmaj7/#11 [x 2 3 3 4 2] (Eb F Gb Bb B) : major triad, major 7th, augmented 11th
Bsus or Bsus4 [7 9 9 x x 0] (E Gb B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Bsus or Bsus4 [x 2 4 4 x 0] (E Gb B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Bsus2 or Badd9(no3)[x 4 4 4 x 2] (Db Gb B): no 3rd but a 2nd from a major triad
Bsus2 or Badd9(no3)[x x 4 4 2 2] (Db Gb B) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Bsus2/E [x 4 4 4 x 0] (Db E Gb B) : sus2 triad (altered bass)
Bsus4/A [x 0 4 4 0 0] (E Gb A B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/A [x 2 4 2 5 2] (E Gb A B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/Ab [0 2 2 1 0 2] (E Gb Ab B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/Ab [0 x 4 1 0 0] (E Gb Ab B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/Ab [2 2 2 1 0 0] (E Gb Ab B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/Db [x 4 4 4 x 0] (Db E Gb B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/Eb [x 2 2 4 4 2] (Eb E Gb B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/Eb [x x 4 4 4 0] (Eb E Gb B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/G [0 2 2 0 0 2] (E Gb G B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/G [0 2 4 0 0 0] (E Gb G B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/G [0 x 4 0 0 0] (E Gb G B) : sus4 triad (altered bass)
Bsus4/G [2 2 2 0 0 0] (E Gb G B) : sus4 triad (altered bass)
C or Cmaj [0 3 2 0 1 0] (C E G) : major triad
C or Cmaj [0 3 5 5 5 3] (C E G) : major triad
C or Cmaj [3 3 2 0 1 0] (C E G) : major triad
C or Cmaj [3 x 2 0 1 0] (C E G) : major triad
C or Cmaj [x 3 2 0 1 0] (C E G) : major triad
C or Cmaj [x 3 5 5 5 0] (C E G) : major triad
C #5 or Caug [x 3 2 1 1 0] (C E Ab) : augmented triad
C b5 [x x 4 5 x 0] (C E Gb) : flat 5th
C/A [0 0 2 0 1 3] (C E G A) : major triad (altered bass)
92
C/A [x 0 2 0 1 0] (C E G A) : major triad (altered bass)
C/A [x 0 2 2 1 3] (C E G A) : major triad (altered bass)
C/A [x 0 5 5 5 8] (C E G A) : major triad (altered bass)
C/B [0 3 2 0 0 0] (C E G B) : major triad (altered bass)
C/B [x 2 2 0 1 0] (C E G B) : major triad (altered bass)
C/B [x 3 5 4 5 3] (C E G B) : major triad (altered bass)
C/Bb [x 3 5 3 5 3] (C E G Bb) : major triad (altered bass)
C/D [3 x 0 0 1 0] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/D [x 3 0 0 1 0] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/D [x 3 2 0 3 0] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/D [x 3 2 0 3 3] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/D [x x 0 0 1 0] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/D [x x 0 5 5 3] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/D [x 10 12 12 13 0] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/D [x 5 5 5 x 0] (C D E G) : major triad (altered bass)
C/F [x 3 3 0 1 0] (C E F G) : major triad (altered bass)
C/F [x x 3 0 1 0] (C E F G) : major triad (altered bass)
C5 or C(no 3rd) [x 3 5 5 x 3] (C G): root and 5th (power chord)
C6 [0 0 2 0 1 3] (C E G A) : major triad plus 6th
C6 [x 0 2 0 1 0] (C E G A) : major triad plus 6th
C6 [x 0 2 2 1 3] (C E G A) : major triad plus 6th
C6 [x 0 5 5 5 8] (C E G A) : major triad plus 6th
C6/add9 or C6/9 [x 5 7 5 8 0] (C D E G A) : major triad plus 6th and 9th
C7 or Cdom 7 [x 3 5 3 5 3] (C E G Bb) : major triad, minor 7th
C7sus4 [x 3 5 3 6 3] (C F G Bb) : sus4 triad, minor 7th
C9(b5) [0 3 x 3 3 2] (C D E Gb Bb) : diminished 5th, minor 7th, plus 9th
Cadd9 or C2 [3 x 0 0 1 0] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x 3 0 0 1 0] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x 3 2 0 3 0] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x 3 2 0 3 3] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x x 0 0 1 0] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x x 0 5 5 3] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x 10 12 12 13 0] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x 3 2 0 3 0] (C D E G) : major triad plus 9th
Cadd9 or C2 [x 5 5 5 x 0] (C D E G) : major triad plus 9th
Cdim/A [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad (altered bass)
Cdim/Ab [x x 1 1 1 2] (C Eb Gb Ab) : diminished triad (altered bass)
Cdim/Ab [x x 4 5 4 4] (C Eb Gb Ab) : diminished triad (altered bass)
Cdim/D [x 5 4 5 4 2] (C D Eb Gb): diminished triad (altered bass)
Cdim7 [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad, diminished 7th
Cm [x 3 5 5 4 3] (C Eb G) : minor triad
Cm [x x 5 5 4 3] (C Eb G) : minor triad
Cm/A [x x 1 2 1 3] (C Eb G A) : minor triad (altered bass)
Cm/Bb [x 3 5 3 4 3] (C Eb G Bb) : minor triad (altered bass)
Cm6 [x x 1 2 1 3] (C Eb G A) : minor triad plus 6th
Cm7 [x 3 5 3 4 3] (C Eb G Bb) : minor triad, minor 7th
Cmaj7 or C#7 [0 3 2 0 0 0] (C E G B) : major triad, major 7th
Cmaj7 or C#7 [x 2 2 0 1 0] (C E G B) : major triad, major 7th
Cmaj7 or C#7 [x 3 5 4 5 3] (C E G B) : major triad, major 7th
Cmaj9 or C9(#7) [x 3 0 0 0 0] (C D E G B) : major triad, major 7th plus 9th
Csus or Csus4 [x 3 3 0 1 1] (C F G) : no 3rd but a 4th from a major triad
Csus or Csus4 [x x 3 0 1 1] (C F G) : no 3rd but a 4th from a major triad
Csus2 or Cadd9(no3)[x 10 12 12 13 3] (C D G): no 3rd but a 2nd from a major triad
Csus2 or Cadd9(no3)[x 5 5 5 x 3] (C D G): no 3rd but a 2nd from a major triad
93
Csus2 or Cadd9(no3)[x 3 0 0 3 3] (C D G) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Csus2 or Cadd9(no3)[x 3 5 5 3 3] (C D G) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Csus2/A [x 5 7 5 8 3] (C D G A): sus2 triad (altered bass)
Csus2/A [x x 0 2 1 3] (C D G A) : sus2 triad (altered bass)

Csus2/B [3 3 0 0 0 3] (C D G B) : sus2 triad (altered bass)


Csus2/B [x 3 0 0 0 3] (C D G B) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [3 x 0 0 1 0] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [x 3 0 0 1 0] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [x 3 2 0 3 0] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [x 3 2 0 3 3] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [x x 0 0 1 0] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [x x 0 5 5 3] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [x 10 12 12 13 0] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/E [x 5 5 5 x 0] (C D E G) : sus2 triad (altered bass)
Csus2/F [3 3 0 0 1 1] (C D F G) : sus2 triad (altered bass)
Csus4/A [3 x 3 2 1 1] (C F G A) : sus4 triad (altered bass)
Csus4/A [x x 3 2 1 3] (C F G A) : sus4 triad (altered bass)
Csus4/B [x 3 3 0 0 3] (C F G B) : sus4 triad (altered bass)
Csus4/Bb [x 3 5 3 6 3] (C F G Bb) : sus4 triad (altered bass)
Csus4/D [3 3 0 0 1 1] (C D F G) : sus4 triad (altered bass)
Csus4/E [x 3 3 0 1 0] (C E F G) : sus4 triad (altered bass)
Csus4/E [x x 3 0 1 0] (C E F G) : sus4 triad (altered bass)
D or Dmaj [x 5 4 2 3 2] (D Gb A): major triad
D or Dmaj [x 9 7 7 x 2] (D Gb A): major triad
D or Dmaj [2 0 0 2 3 2] (D Gb A) : major triad
D or Dmaj [x 0 0 2 3 2] (D Gb A) : major triad
D or Dmaj [x 0 4 2 3 2] (D Gb A) : major triad
D or Dmaj [x x 0 2 3 2] (D Gb A) : major triad
D or Dmaj [x x 0 7 7 5] (D Gb A) : major triad
D #5 or Daug [x x 0 3 3 2] (D Gb Bb) : augmented triad
D/B [x 0 4 4 3 2] (D Gb A B) : major triad (altered bass)
D/B [x 2 0 2 0 2] (D Gb A B) : major triad (altered bass)
D/B [x 2 0 2 3 2] (D Gb A B) : major triad (altered bass)
D/B [x 2 4 2 3 2] (D Gb A B) : major triad (altered bass)
D/B [x x 0 2 0 2] (D Gb A B) : major triad (altered bass)
D/C [x 5 7 5 7 2] (C D Gb A): major triad (altered bass)
D/C [x 0 0 2 1 2] (C D Gb A) : major triad (altered bass)
D/C [x 3 x 2 3 2] (C D Gb A) : major triad (altered bass)
D/C [x 5 7 5 7 5] (C D Gb A) : major triad (altered bass)
D/Db [x x 0 14 14 14] (Db D Gb A) : major triad (altered bass)
D/Db [x x 0 2 2 2] (Db D Gb A) : major triad (altered bass)
D/E [0 0 0 2 3 2] (D E Gb A) : major triad (altered bass)
D/E [0 0 4 2 3 0] (D E Gb A) : major triad (altered bass)
D/E [2 x 0 2 3 0] (D E Gb A) : major triad (altered bass)
D/E [x 0 2 2 3 2] (D E Gb A) : major triad (altered bass)
D/E [x x 2 2 3 2] (D E Gb A) : major triad (altered bass)
D/E [x 5 4 2 3 0] (D E Gb A) : major triad (altered bass)
D/E [x 9 7 7 x 0] (D E Gb A) : major triad (altered bass)
D/G [5 x 4 0 3 5] (D Gb G A): major triad (altered bass)
D/G [3 x 0 2 3 2] (D Gb G A) : major triad (altered bass)
D5 or D(no 3rd) [5 5 7 7 x 5] (D A): root and 5th (power chord)
D5 or D(no 3rd) [x 0 0 2 3 5] (D A): root and 5th (power chord)
D6 [x 0 4 4 3 2] (D Gb A B) : major triad plus 6th
94
D6 [x 2 0 2 0 2] (D Gb A B) : major triad plus 6th
D6 [x 2 0 2 3 2] (D Gb A B) : major triad plus 6th
D6 [x 2 4 2 3 2] (D Gb A B) : major triad plus 6th
D6 [x x 0 2 0 2] (D Gb A B) : major triad plus 6th
D6/add9 or D6/9 [0 0 2 4 3 2] (D E Gb A B) : major triad plus 6th and 9th
D6/add9 or D6/9 [0 2 0 2 0 2] (D E Gb A B) : major triad plus 6th and 9th
D7 or Ddom 7 [x 5 7 5 7 2] (C D Gb A): major triad, minor 7th
D7 or Ddom 7 [x 0 0 2 1 2] (C D Gb A) : major triad, minor 7th
D7 or Ddom 7 [x 3 x 2 3 2] (C D Gb A) : major triad, minor 7th
D7 or Ddom 7 [x 5 7 5 7 5] (C D Gb A) : major triad, minor 7th
D7sus4 [x 5 7 5 8 3] (C D G A): sus4 triad, minor 7th
D7sus4 [x x 0 2 1 3] (C D G A) : sus4 triad, minor 7th
D9 or Ddom 9 [0 0 0 2 1 2] (C D E Gb A) : major triad, minor 7th plus 9th
D9 or Ddom 9 [2 x 0 2 1 0] (C D E Gb A) : major triad, minor 7th plus 9th
D9 or Ddom 9 [x 5 7 5 7 0] (C D E Gb A) : major triad, minor 7th plus 9th
D9(#5) [0 3 x 3 3 2] (C D E Gb Bb) : augmented 5th, minor 7th plus 9th
Dadd9 or D2 [0 0 0 2 3 2] (D E Gb A) : major triad plus 9th
Dadd9 or D2 [0 0 4 2 3 0] (D E Gb A) : major triad plus 9th
Dadd9 or D2 [2 x 0 2 3 0] (D E Gb A) : major triad plus 9th
Dadd9 or D2 [x 0 2 2 3 2] (D E Gb A) : major triad plus 9th
Dadd9 or D2 [x x 2 2 3 2] (D E Gb A) : major triad plus 9th
Dadd9 or D2 [x 5 4 2 3 0] (D E Gb A) : major triad plus 9th
Dadd9 or D2 [x 9 7 7 x 0] (D E Gb A) : major triad plus 9th
Daug/E [2 x 4 3 3 0] (D E Gb Bb) : augmented triad (altered bass)
Db or Dbmaj [4 4 6 6 6 4] (Db F Ab) : major triad
Db or Dbmaj [x 4 3 1 2 1] (Db F Ab) : major triad
Db or Dbmaj [x 4 6 6 6 4] (Db F Ab) : major triad
Db or Dbmaj [x x 3 1 2 1] (Db F Ab) : major triad
Db or Dbmaj [x x 6 6 6 4] (Db F Ab) : major triad
Db #5 or Dbaug [x 0 3 2 2 1] (Db F A) : augmented triad
Db #5 or Dbaug [x 0 x 2 2 1] (Db F A) : augmented triad
Db b5 [x x 3 0 2 1] (Db F G) : flat 5th
Db/B [x 4 3 4 0 4] (Db F Ab B) : major triad (altered bass)
Db/Bb [x 1 3 1 2 1] (Db F Ab Bb) : major triad (altered bass)
Db/C [x 3 3 1 2 1] (C Db F Ab) : major triad (altered bass)
Db/C [x 4 6 5 6 4] (C Db F Ab) : major triad (altered bass)
Db5 or Db(no 3rd)[x 4 6 6 x 4] (Db Ab): root and 5th (power chord)
Db6 [x 1 3 1 2 1] (Db F Ab Bb) : major triad plus 6th
Db7 or Dbdom 7 [x 4 3 4 0 4] (Db F Ab B) : major triad, minor 7th
Dbaug/D [x x 0 2 2 1] (Db D F A) : augmented triad (altered bass)
Dbaug/G [1 0 3 0 2 1] (Db F G A) : augmented triad (altered bass)
Dbdim/A [3 x 2 2 2 0] (Db E G A) : diminished triad (altered bass)
Dbdim/A [x 0 2 0 2 0] (Db E G A) : diminished triad (altered bass)
Dbdim/A [x 0 2 2 2 3] (Db E G A) : diminished triad (altered bass)
Dbdim/B [0 2 2 0 2 0] (Db E G B) : diminished triad (altered bass)
Dbdim/Bb [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Dbdim/Bb [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Dbdim/D [3 x 0 0 2 0] (Db D E G) : diminished triad (altered bass)
Dbdim/D [x x 0 0 2 0] (Db D E G) : diminished triad (altered bass)
Dbdim7 [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Dbdim7 [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Dbm [x 4 6 6 5 4] (Db E Ab) : minor triad
Dbm [x x 2 1 2 0] (Db E Ab) : minor triad
Dbm [x 4 6 6 x 0] (Db E Ab) : minor triad
95
Dbm/A [x 0 2 1 2 0] (Db E Ab A) : minor triad (altered bass)
Dbm/B [0 2 2 1 2 0] (Db E Ab B) : minor triad (altered bass)
Dbm/B [x 4 6 4 5 4] (Db E Ab B) : minor triad (altered bass)
Dbm7 [0 2 2 1 2 0] (Db E Ab B) : minor triad, minor 7th
Dbm7 [x 4 6 4 5 4] (Db E Ab B) : minor triad, minor 7th
Dbm7(b5) or Dbo7 [0 2 2 0 2 0] (Db E G B) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Dbmaj7 or Db#7 [x 3 3 1 2 1] (C Db F Ab) : major triad, major 7th
Dbmaj7 or Db#7 [x 4 6 5 6 4] (C Db F Ab) : major triad, major 7th
Dbsus2 or Dbadd9(no3) [x x 6 6 4 4] (Db Eb Ab) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Dbsus4/Bb [x x 4 3 2 4] (Db Gb Ab Bb) : sus4 triad (altered bass)
Ddim/B [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Ddim/B [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Ddim/B [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Ddim/Bb [x 1 3 1 3 1] (D F Ab Bb) : diminished triad (altered bass)
Ddim/Bb [x x 3 3 3 4] (D F Ab Bb) : diminished triad (altered bass)
Ddim/C [x x 0 1 1 1] (C D F Ab) : diminished triad (altered bass)
Ddim7 [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Ddim7 [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Ddim7 [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Dm [x 0 0 2 3 1] (D F A) : minor triad
Dm/B [1 2 3 2 3 1] (D F A B) : minor triad (altered bass)
Dm/B [x 2 0 2 0 1] (D F A B) : minor triad (altered bass)
Dm/B [x x 0 2 0 1] (D F A B) : minor triad (altered bass)
Dm/Bb [1 1 3 2 3 1] (D F A Bb) : minor triad (altered bass)
Dm/C [x 5 7 5 6 5] (C D F A) : minor triad (altered bass)
Dm/C [x x 0 2 1 1] (C D F A) : minor triad (altered bass)
Dm/C [x x 0 5 6 5] (C D F A) : minor triad (altered bass)
Dm/Db [x x 0 2 2 1] (Db D F A) : minor triad (altered bass)
Dm/E [x x 7 7 6 0] (D E F A) : minor triad (altered bass)
Dm6 [1 2 3 2 3 1] (D F A B) : minor triad plus 6th
Dm6 [x 2 0 2 0 1] (D F A B) : minor triad plus 6th
Dm6 [x x 0 2 0 1] (D F A B) : minor triad plus 6th
Dm7 [x 5 7 5 6 5] (C D F A) : minor triad, minor 7th
Dm7 [x x 0 2 1 1] (C D F A) : minor triad, minor 7th
Dm7 [x x 0 5 6 5] (C D F A) : minor triad, minor 7th
Dm7(b5) or Do7 [x x 0 1 1 1] (C D F Ab) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Dm7/add11 or Dm7/11 [3 x 0 2 1 1] (C D F G A) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Dmaj7 or D#7 [x x 0 14 14 14] (Db D Gb A) : major triad, major 7th
Dmaj7 or D#7 [x x 0 2 2 2] (Db D Gb A) : major triad, major 7th
Dmin/maj7 [x x 0 2 2 1] (Db D F A) : minor triad, major 7th
Dsus or Dsus4 [5 x 0 0 3 5] (D G A): no 3rd but a 4th from a major triad
Dsus or Dsus4 [3 0 0 0 3 3] (D G A) : no 3rd but a 4th from a major triad
Dsus or Dsus4 [x 0 0 0 3 3] (D G A) : no 3rd but a 4th from a major triad
Dsus or Dsus4 [x x 0 2 3 3] (D G A) : no 3rd but a 4th from a major triad
Dsus2 or Dadd9(no3)[5 5 7 7 x 0] (D E A): no 3rd but a 2nd from a major triad
Dsus2 or Dadd9(no3)[x 0 0 2 3 0] (D E A): no 3rd but a 2nd from a major triad
Dsus2 or Dadd9(no3)[0 0 2 2 3 0] (D E A) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Dsus2 or Dadd9(no3)[x 0 2 2 3 0] (D E A) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Dsus2 or Dadd9(no3)[x x 0 2 3 0] (D E A) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Dsus2/Ab [4 x 0 2 3 0] (D E Ab A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/B [0 2 0 2 0 0] (D E A B) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/B [x 2 0 2 3 0] (D E A B) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Bb [0 1 x 2 3 0] (D E A Bb) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/C [x x 0 2 1 0] (C D E A) : sus2 triad (altered bass)
96
Dsus2/C [x x 0 5 5 5] (C D E A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Db [x 0 0 2 2 0] (Db D E A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Db [x x 0 2 2 0] (Db D E A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Db [x x 0 6 5 5] (Db D E A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Db [x x 0 9 10 9] (Db D E A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/F [x x 7 7 6 0] (D E F A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/G [x 0 2 0 3 0] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/G [x 0 2 0 3 3] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/G [x 0 2 2 3 3] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/G [5 x 0 0 3 0] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/G [x 0 0 0 x 0] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Gb [0 0 0 2 3 2] (D E Gb A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Gb [0 0 4 2 3 0] (D E Gb A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Gb [2 x 0 2 3 0] (D E Gb A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Gb [x 0 2 2 3 2] (D E Gb A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Gb [x x 2 2 3 2] (D E Gb A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Gb [x 5 4 2 3 0] (D E Gb A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus2/Gb [x 9 7 7 x 0] (D E Gb A) : sus2 triad (altered bass)
Dsus4/B [3 0 0 0 0 3] (D G A B) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/B [3 2 0 2 0 3] (D G A B) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/C [x 5 7 5 8 3] (C D G A): sus4 triad (altered bass)
Dsus4/C [x x 0 2 1 3] (C D G A) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/E [x 0 2 0 3 0] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/E [x 0 2 0 3 3] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/E [x 0 2 2 3 3] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/E [5 x 0 0 3 0] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/E [x 0 0 0 x 0] (D E G A) : sus4 triad (altered bass)
Dsus4/Gb [5 x 4 0 3 5] (D Gb G A): sus4 triad (altered bass)
Dsus4/Gb [3 x 0 2 3 2] (D Gb G A) : sus4 triad (altered bass)
E or Emaj [0 2 2 1 0 0] (E Ab B) : major triad
E or Emaj [x 7 6 4 5 0] (E Ab B) : major triad
E #5 or Eaug [x 3 2 1 1 0] (C E Ab) : augmented triad
E/A [x 0 2 1 0 0] (E Ab A B) : major triad (altered bass)
E/D [0 2 0 1 0 0] (D E Ab B) : major triad (altered bass)
E/D [0 2 2 1 3 0] (D E Ab B) : major triad (altered bass)
E/D [x 2 0 1 3 0] (D E Ab B) : major triad (altered bass)
E/D [x x 0 1 0 0] (D E Ab B) : major triad (altered bass)
E/Db [0 2 2 1 2 0] (Db E Ab B) : major triad (altered bass)
E/Db [x 4 6 4 5 4] (Db E Ab B) : major triad (altered bass)
E/Eb [0 2 1 1 0 0] (Eb E Ab B) : major triad (altered bass)
E/Eb [0 x 6 4 4 0] (Eb E Ab B) : major triad (altered bass)
E/Eb [x x 1 1 0 0] (Eb E Ab B) : major triad (altered bass)
E/Gb [0 2 2 1 0 2] (E Gb Ab B) : major triad (altered bass)
E/Gb [0 x 4 1 0 0] (E Gb Ab B) : major triad (altered bass)
E/Gb [2 2 2 1 0 0] (E Gb Ab B) : major triad (altered bass)
E11/b9 [0 0 3 4 3 4] (D E F Ab A B) : major triad, minor 7th, flat 9th, plus 11th
E5 or E(no 3rd) [0 2 x x x 0] (E B) : root and 5th (power chord)
E5 or E(no 3rd) [x 7 9 9 x 0] (E B) : root and 5th (power chord)
E6 [0 2 2 1 2 0] (Db E Ab B) : major triad plus 6th
E6 [x 4 6 4 5 4] (Db E Ab B) : major triad plus 6th
E7 or Edom 7 [0 2 0 1 0 0] (D E Ab B) : major triad, minor 7th
E7 or Edom 7 [0 2 2 1 3 0] (D E Ab B) : major triad, minor 7th
E7 or Edom 7 [x 2 0 1 3 0] (D E Ab B) : major triad, minor 7th
E7 or Edom 7 [x x 0 1 0 0] (D E Ab B) : major triad, minor 7th
97
E7/add11 or E7/11 [x 0 0 1 0 0] (D E Ab A B) : major triad, minor 7th, plus 11th
E7/b9(b5) [0 1 3 1 3 1] (D E F Ab Bb) : diminished 5th, minor 7th, flat 9th
E7sus4 [0 2 0 2 0 0] (D E A B) : sus4 triad, minor 7th
E9 or Edom 9 [0 2 0 1 0 2] (D E Gb Ab B) : major triad, minor 7th plus 9th
E9 or Edom 9 [2 2 0 1 0 0] (D E Gb Ab B) : major triad, minor 7th plus 9th
Eadd9 or E2 [0 2 2 1 0 2] (E Gb Ab B) : major triad plus 9th
Eadd9 or E2 [0 x 4 1 0 0] (E Gb Ab B) : major triad plus 9th
Eadd9 or E2 [2 2 2 1 0 0] (E Gb Ab B) : major triad plus 9th
Eb or Ebmaj [x 1 1 3 4 3] (Eb G Bb) : major triad
Eb or Ebmaj [x x 1 3 4 3] (Eb G Bb) : major triad
Eb or Ebmaj [x x 5 3 4 3] (Eb G Bb) : major triad
Eb #5 or Ebaug [3 2 1 0 0 3] (Eb G B) : augmented triad
Eb #5 or Ebaug [3 x 1 0 0 3] (Eb G B) : augmented triad
Eb/C [x 3 5 3 4 3] (C Eb G Bb) : major triad (altered bass)
Eb/D [x 6 8 7 8 6] (D Eb G Bb) : major triad (altered bass)
Eb/Db [x 1 1 3 2 3] (Db Eb G Bb) : major triad (altered bass)
Eb/Db [x 6 8 6 8 6] (Db Eb G Bb) : major triad (altered bass)
Eb/Db [x x 1 3 2 3] (Db Eb G Bb) : major triad (altered bass)
Eb/E [x x 5 3 4 0] (Eb E G Bb) : major triad (altered bass)
Eb5 or Eb(no 3rd)[x 6 8 8 x 6] (Eb Bb): root and 5th (power chord)
Eb6 [x 3 5 3 4 3] (C Eb G Bb) : major triad plus 6th
Eb7 or Ebdom 7 [x 1 1 3 2 3] (Db Eb G Bb) : major triad, minor 7th
Eb7 or Ebdom 7 [x 6 8 6 8 6] (Db Eb G Bb) : major triad, minor 7th
Eb7 or Ebdom 7 [x x 1 3 2 3] (Db Eb G Bb) : major triad, minor 7th
Ebaug/E [3 x 1 0 0 0] (Eb E G B) : augmented triad (altered bass)
Ebaug/E [x x 1 0 0 0] (Eb E G B) : augmented triad (altered bass)
Ebdim/B [2 x 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : diminished triad (altered bass)
Ebdim/B [x 0 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : diminished triad (altered bass)
Ebdim/B [x 2 1 2 0 2] (Eb Gb A B) : diminished triad (altered bass)
Ebdim/B [x 2 4 2 4 2] (Eb Gb A B) : diminished triad (altered bass)
Ebdim/C [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad (altered bass)
Ebdim7 [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad, diminished 7th
Ebm [x x 4 3 4 2] (Eb Gb Bb) : minor triad
Ebm/Db [x x 1 3 2 2] (Db Eb Gb Bb) : minor triad (altered bass)
Ebm7 [x x 1 3 2 2] (Db Eb Gb Bb) : minor triad, minor 7th
Ebmaj7 or Eb#7 [x 6 8 7 8 6] (D Eb G Bb) : major triad, major 7th
Ebsus2/Ab [x 1 3 1 4 1] (Eb F Ab Bb) : sus2 triad (altered bass)
Ebsus4/F [x 1 3 1 4 1] (Eb F Ab Bb) : sus4 triad (altered bass)
Edim/C [x 3 5 3 5 3] (C E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Edim/D [3 x 0 3 3 0] (D E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Edim/Db [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Edim/Db [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Edim/Eb [x x 5 3 4 0] (Eb E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Edim7 [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Edim7 [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Em [0 2 2 0 0 0] (E G B) : minor triad
Em [3 x 2 0 0 0] (E G B) : minor triad
Em [x 2 5 x x 0] (E G B) : minor triad
Em/A [3 x 2 2 0 0] (E G A B) : minor triad (altered bass)
Em/A [x 0 2 0 0 0] (E G A B) : minor triad (altered bass)
Em/A [x 0 5 4 5 0] (E G A B) : minor triad (altered bass)
Em/C [0 3 2 0 0 0] (C E G B) : minor triad (altered bass)
Em/C [x 2 2 0 1 0] (C E G B) : minor triad (altered bass)
Em/C [x 3 5 4 5 3] (C E G B) : minor triad (altered bass)
98
Em/D [0 2 0 0 0 0] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [0 2 0 0 3 0] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [0 2 2 0 3 0] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [0 2 2 0 3 3] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [x x 0 12 12 12] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [x x 0 9 8 7] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [x x 2 4 3 3] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [0 x 0 0 0 0] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/D [x 10 12 12 12 0] (D E G B) : minor triad (altered bass)
Em/Db [0 2 2 0 2 0] (Db E G B) : minor triad (altered bass)
Em/Eb [3 x 1 0 0 0] (Eb E G B) : minor triad (altered bass)
Em/Eb [x x 1 0 0 0] (Eb E G B) : minor triad (altered bass)
Em/Gb [0 2 2 0 0 2] (E Gb G B) : minor triad (altered bass)
Em/Gb [0 2 4 0 0 0] (E Gb G B) : minor triad (altered bass)
Em/Gb [0 x 4 0 0 0] (E Gb G B) : minor triad (altered bass)
Em/Gb [2 2 2 0 0 0] (E Gb G B) : minor triad (altered bass)
Em6 [0 2 2 0 2 0] (Db E G B) : minor triad plus 6th
Em7 [0 2 0 0 0 0] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [0 2 0 0 3 0] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [0 2 2 0 3 0] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [0 2 2 0 3 3] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [x x 0 0 0 0] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [x x 0 12 12 12] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [x x 0 9 8 7] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [x x 2 4 3 3] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [0 x 0 0 0 0] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7 [x 10 12 12 12 0] (D E G B) : minor triad, minor 7th
Em7(b5) or Eo7 [3 x 0 3 3 0] (D E G Bb) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Em7/add11 or Em7/11 [0 0 0 0 0 0] (D E G A B) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Em7/add11 or Em7/11 [0 0 0 0 0 3] (D E G A B) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Em7/add11 or Em7/11 [3 x 0 2 0 0] (D E G A B) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Em9 [0 2 0 0 0 2] (D E Gb G B) : minor triad, minor 7th plus 9th
Em9 [0 2 0 0 3 2] (D E Gb G B) : minor triad, minor 7th plus 9th
Em9 [2 2 0 0 0 0] (D E Gb G B) : minor triad, minor 7th plus 9th
Emaj7 or E#7 [0 2 1 1 0 0] (Eb E Ab B) : major triad, major 7th
Emaj7 or E#7 [0 x 6 4 4 0] (Eb E Ab B) : major triad, major 7th
Emaj7 or E#7 [x x 1 1 0 0] (Eb E Ab B) : major triad, major 7th
Emaj9 or E9(#7) [0 2 1 1 0 2] (Eb E Gb Ab B) : major triad, major 7th plus 9th
Emaj9 or E9(#7) [4 x 4 4 4 0] (Eb E Gb Ab B) : major triad, major 7th plus 9th
Emin/maj7 [3 x 1 0 0 0] (Eb E G B) : minor triad, major 7th
Emin/maj7 [x x 1 0 0 0] (Eb E G B) : minor triad, major 7th
Emin/maj9 [0 6 4 0 0 0] (Eb E Gb G B) : minor triad, major 7th plus 9th
Esus or Esus4 [0 0 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Esus or Esus4 [0 0 2 4 0 0] (E A B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Esus or Esus4 [0 2 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Esus or Esus4 [x 0 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Esus or Esus4 [x x 2 2 0 0] (E A B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Esus2 or Eadd9(no3)[7 9 9 x x 0] (E Gb B): no 3rd but a 2nd from a major triad
Esus2 or Eadd9(no3)[x 2 4 4 x 0] (E Gb B): no 3rd but a 2nd from a major triad
Esus2/A [x 0 4 4 0 0] (E Gb A B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/A [x 2 4 2 5 2] (E Gb A B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/Ab [0 2 2 1 0 2] (E Gb Ab B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/Ab [0 x 4 1 0 0] (E Gb Ab B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/Ab [2 2 2 1 0 0] (E Gb Ab B) : sus2 triad (altered bass)
99
Esus2/Db [x 4 4 4 x 0] (Db E Gb B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/Eb [x 2 2 4 4 2] (Eb E Gb B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/Eb [x x 4 4 4 0] (Eb E Gb B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/G [0 2 2 0 0 2] (E Gb G B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/G [0 2 4 0 0 0] (E Gb G B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/G [0 x 4 0 0 0] (E Gb G B) : sus2 triad (altered bass)
Esus2/G [2 2 2 0 0 0] (E Gb G B) : sus2 triad (altered bass)
Esus4/Ab [x 0 2 1 0 0] (E Ab A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/C [0 0 7 5 0 0] (C E A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/C [x 3 2 2 0 0] (C E A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/D [0 2 0 2 0 0] (D E A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/D [x 2 0 2 3 0] (D E A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/Db [0 0 2 4 2 0] (Db E A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/Db [x 0 7 6 0 0] (Db E A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/Eb [x 2 1 2 0 0] (Eb E A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/F [0 0 3 2 0 0] (E F A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/G [3 x 2 2 0 0] (E G A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/G [x 0 2 0 0 0] (E G A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/G [x 0 5 4 5 0] (E G A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/Gb [x 0 4 4 0 0] (E Gb A B) : sus4 triad (altered bass)
Esus4/Gb [x 2 4 2 5 2] (E Gb A B) : sus4 triad (altered bass)
F or Fmaj [1 3 3 2 1 1] (C F A) : major triad
F or Fmaj [x 0 3 2 1 1] (C F A) : major triad
F or Fmaj [x 3 3 2 1 1] (C F A) : major triad
F or Fmaj [x x 3 2 1 1] (C F A) : major triad
F #5 or Faug [x 0 3 2 2 1] (Db F A) : augmented triad
F #5 or Faug [x 0 x 2 2 1] (Db F A) : augmented triad
F/D [x 5 7 5 6 5] (C D F A) : major triad (altered bass)
F/D [x x 0 2 1 1] (C D F A) : major triad (altered bass)
F/D [x x 0 5 6 5] (C D F A) : major triad (altered bass)
F/E [0 0 3 2 1 0] (C E F A) : major triad (altered bass)
F/E [1 3 3 2 1 0] (C E F A) : major triad (altered bass)
F/E [1 x 2 2 1 0] (C E F A) : major triad (altered bass)
F/E [x x 2 2 1 1] (C E F A) : major triad (altered bass)
F/E [x x 3 2 1 0] (C E F A) : major triad (altered bass)
F/Eb [x x 1 2 1 1] (C Eb F A) : major triad (altered bass)
F/Eb [x x 3 5 4 5] (C Eb F A) : major triad (altered bass)
F/G [3 x 3 2 1 1] (C F G A) : major triad (altered bass)
F/G [x x 3 2 1 3] (C F G A) : major triad (altered bass)
F5 or F(no 3rd) [1 3 3 x x 1] (C F): root and 5th (power chord)
F5 or F(no 3rd) [x 8 10 x x 1] (C F): root and 5th (power chord)
F6 [x 5 7 5 6 5] (C D F A) : major triad plus 6th
F6 [x x 0 2 1 1] (C D F A) : major triad plus 6th
F6 [x x 0 5 6 5] (C D F A) : major triad plus 6th
F6/add9 or F6/9 [3 x 0 2 1 1] (C D F G A) : major triad plus 6th and 9th
F7 or Fdom 7 [x x 1 2 1 1] (C Eb F A) : major triad, minor 7th
F7 or Fdom 7 [x x 3 5 4 5] (C Eb F A) : major triad, minor 7th
Fadd9 or F2 [3 x 3 2 1 1] (C F G A) : major triad plus 9th
Fadd9 or F2 [x x 3 2 1 3] (C F G A) : major triad plus 9th
Faug/D [x x 0 2 2 1] (Db D F A) : augmented triad (altered bass)
Faug/G [1 0 3 0 2 1] (Db F G A) : augmented triad (altered bass)
Fdim/D [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Fdim/D [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Fdim/D [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad (altered bass)
100
Fdim/Db [x 4 3 4 0 4] (Db F Ab B) : diminished triad (altered bass)
Fdim7 [x 2 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Fdim7 [x x 0 1 0 1] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Fdim7 [x x 3 4 3 4] (D F Ab B) : diminished triad, diminished 7th
Fm [x 3 3 1 1 1] (C F Ab) : minor triad
Fm [x x 3 1 1 1] (C F Ab) : minor triad
Fm/D [x x 0 1 1 1] (C D F Ab) : minor triad (altered bass)
Fm/Db [x 3 3 1 2 1] (C Db F Ab) : minor triad (altered bass)
Fm/Db [x 4 6 5 6 4] (C Db F Ab) : minor triad (altered bass)
Fm/Eb [x 8 10 8 9 8] (C Eb F Ab) : minor triad (altered bass)
Fm/Eb [x x 1 1 1 1] (C Eb F Ab) : minor triad (altered bass)
Fm6 [x x 0 1 1 1] (C D F Ab) : minor triad plus 6th
Fm7 [x 8 10 8 9 8] (C Eb F Ab) : minor triad, minor 7th
Fm7 [x x 1 1 1 1] (C Eb F Ab) : minor triad, minor 7th
Fmaj7 or F#7 [0 0 3 2 1 0] (C E F A) : major triad, major 7th
Fmaj7 or F#7 [1 3 3 2 1 0] (C E F A) : major triad, major 7th
Fmaj7 or F#7 [1 x 2 2 1 0] (C E F A) : major triad, major 7th
Fmaj7 or F#7 [x x 2 2 1 1] (C E F A) : major triad, major 7th
Fmaj7 or F#7 [x x 3 2 1 0] (C E F A) : major triad, major 7th
Fmaj7/#11 [0 2 3 2 1 0] (C E F A B) : major triad, major 7th, augmented 11th
Fmaj7/#11 [1 3 3 2 0 0] (C E F A B) : major triad, major 7th, augmented 11th
Fmaj9 or F9(#7) [0 0 3 0 1 3] (C E F G A) : major triad, major 7th plus 9th
Fsus or Fsus4 [x x 3 3 1 1] (C F Bb) : no 3rd but a 4th from a major triad
Fsus2 or Fadd9(no3)[x 3 3 0 1 1] (C F G) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Fsus2 or Fadd9(no3)[x x 3 0 1 1] (C F G) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Fsus2/A [3 x 3 2 1 1] (C F G A) : sus2 triad (altered bass)
Fsus2/A [x x 3 2 1 3] (C F G A) : sus2 triad (altered bass)
Fsus2/B [x 3 3 0 0 3] (C F G B) : sus2 triad (altered bass)
Fsus2/Bb [x 3 5 3 6 3] (C F G Bb) : sus2 triad (altered bass)
Fsus2/D [3 3 0 0 1 1] (C D F G) : sus2 triad (altered bass)
Fsus2/E [x 3 3 0 1 0] (C E F G) : sus2 triad (altered bass)
Fsus2/E [x x 3 0 1 0] (C E F G) : sus2 triad (altered bass)
Fsus4/G [x 3 5 3 6 3] (C F G Bb) : sus4 triad (altered bass)
G or Gmaj [x 10 12 12 12 10] (D G B): major triad
G or Gmaj [3 2 0 0 0 3] (D G B) : major triad
G or Gmaj [3 2 0 0 3 3] (D G B) : major triad
G or Gmaj [3 5 5 4 3 3] (D G B) : major triad
G or Gmaj [3 x 0 0 0 3] (D G B) : major triad
G or Gmaj [x 5 5 4 3 3] (D G B) : major triad
G or Gmaj [x x 0 4 3 3] (D G B) : major triad
G or Gmaj [x x 0 7 8 7] (D G B) : major triad
G #5 or Gaug [3 2 1 0 0 3] (Eb G B) : augmented triad
G #5 or Gaug [3 x 1 0 0 3] (Eb G B) : augmented triad
G/A [3 0 0 0 0 3] (D G A B) : major triad (altered bass)
G/A [3 2 0 2 0 3] (D G A B) : major triad (altered bass)
G/C [3 3 0 0 0 3] (C D G B) : major triad (altered bass)
G/C [x 3 0 0 0 3] (C D G B) : major triad (altered bass)
G/E [0 2 0 0 0 0] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/E [0 2 0 0 3 0] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/E [0 2 2 0 3 0] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/E [0 2 2 0 3 3] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/E [x x 0 12 12 12] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/E [x x 0 9 8 7] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/E [x x 2 4 3 3] (D E G B) : major triad (altered bass)
101
G/E [0 x 0 0 0 0] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/E [x 10 12 12 12 0] (D E G B) : major triad (altered bass)
G/F [1 x 0 0 0 3] (D F G B) : major triad (altered bass)
G/F [3 2 0 0 0 1] (D F G B) : major triad (altered bass)
G/F [x x 0 0 0 1] (D F G B) : major triad (altered bass)
G/Gb [2 2 0 0 0 3] (D Gb G B) : major triad (altered bass)
G/Gb [2 2 0 0 3 3] (D Gb G B) : major triad (altered bass)
G/Gb [3 2 0 0 0 2] (D Gb G B) : major triad (altered bass)
G/Gb [x x 4 4 3 3] (D Gb G B) : major triad (altered bass)
G5 or G(no 3rd) [3 5 5 x x 3] (D G): root and 5th (power chord)
G5 or G(no 3rd) [3 x 0 0 3 3] (D G) : root and 5th (power chord)
G6 [0 2 0 0 0 0] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [0 2 0 0 3 0] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [0 2 2 0 3 0] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [0 2 2 0 3 3] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [x x 0 12 12 12] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [x x 0 9 8 7] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [x x 2 4 3 3] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [0 x 0 0 0 0] (D E G B) : major triad plus 6th
G6 [x 10 12 12 12 0] (D E G B) : major triad plus 6th
G6/add9 or G6/9 [0 0 0 0 0 0] (D E G A B) : major triad plus 6th and 9th
G6/add9 or G6/9 [0 0 0 0 0 3] (D E G A B) : major triad plus 6th and 9th
G6/add9 or G6/9 [3 x 0 2 0 0] (D E G A B) : major triad plus 6th and 9th
G7 or Gdom 7 [1 x 0 0 0 3] (D F G B) : major triad, minor 7th
G7 or Gdom 7 [3 2 0 0 0 1] (D F G B) : major triad, minor 7th
G7 or Gdom 7 [x x 0 0 0 1] (D F G B) : major triad, minor 7th
G7/add11 or G7/11 [x 3 0 0 0 1] (C D F G B) : major triad, minor 7th, plus 11th
G7sus4 [3 3 0 0 1 1] (C D F G) : sus4 triad, minor 7th
G9 or Gdom 9 [x 0 0 0 0 1] (D F G A B) : major triad, minor 7th plus 9th
G9 or Gdom 9 [x 2 3 2 3 3] (D F G A B) : major triad, minor 7th plus 9th
Gadd9 or G2 [3 0 0 0 0 3] (D G A B) : major triad plus 9th
Gadd9 or G2 [3 2 0 2 0 3] (D G A B) : major triad plus 9th
Gaug/E [3 x 1 0 0 0] (Eb E G B) : augmented triad (altered bass)
Gaug/E [x x 1 0 0 0] (Eb E G B) : augmented triad (altered bass)
Gb or Gbmaj [2 4 4 3 2 2] (Db Gb Bb) : major triad
Gb or Gbmaj [x 4 4 3 2 2] (Db Gb Bb) : major triad
Gb or Gbmaj [x x 4 3 2 2] (Db Gb Bb) : major triad
Gb #5 or Gbaug [x x 0 3 3 2] (D Gb Bb) : augmented triad
Gb/Ab [x x 4 3 2 4] (Db Gb Ab Bb) : major triad (altered bass)
Gb/E [2 4 2 3 2 2] (Db E Gb Bb) : major triad (altered bass)
Gb/E [x x 4 3 2 0] (Db E Gb Bb) : major triad (altered bass)
Gb/Eb [x x 1 3 2 2] (Db Eb Gb Bb) : major triad (altered bass)
Gb/F [x x 3 3 2 2] (Db F Gb Bb) : major triad (altered bass)
Gb6 [x x 1 3 2 2] (Db Eb Gb Bb) : major triad plus 6th
Gb7 or Gbdom 7 [2 4 2 3 2 2] (Db E Gb Bb) : major triad, minor 7th
Gb7 or Gbdom 7 [x x 4 3 2 0] (Db E Gb Bb) : major triad, minor 7th
Gb7(#5) [2 x 4 3 3 0] (D E Gb Bb) : minor 7th, sharp 5th
Gb7/#9 [x 0 4 3 2 0] (Db E Gb A Bb) : major triad, minor 7th augmented 9th
Gb7sus4 [x 4 4 4 x 0] (Db E Gb B) : sus4 triad, minor 7th
Gbadd9 or Gb2 [x x 4 3 2 4] (Db Gb Ab Bb) : major triad plus 9th
Gbaug/E [2 x 4 3 3 0] (D E Gb Bb) : augmented triad (altered bass)
Gbdim/D [x 5 7 5 7 2] (C D Gb A): diminished triad (altered bass)
Gbdim/D [x 0 0 2 1 2] (C D Gb A) : diminished triad (altered bass)
Gbdim/D [x 3 x 2 3 2] (C D Gb A) : diminished triad (altered bass)
102
Gbdim/D [x 5 7 5 7 5] (C D Gb A) : diminished triad (altered bass)
Gbdim/E [x 0 2 2 1 2] (C E Gb A) : diminished triad (altered bass)
Gbdim/E [x x 2 2 1 2] (C E Gb A) : diminished triad (altered bass)
Gbdim/Eb [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad (altered bass)
Gbdim7 [x x 1 2 1 2] (C Eb Gb A) : diminished triad, diminished 7th
Gbm [2 4 4 2 2 2] (Db Gb A) : minor triad
Gbm [x 4 4 2 2 2] (Db Gb A) : minor triad
Gbm [x x 4 2 2 2] (Db Gb A) : minor triad
Gbm/D [x x 0 14 14 14] (Db D Gb A) : minor triad (altered bass)
Gbm/D [x x 0 2 2 2] (Db D Gb A) : minor triad (altered bass)
Gbm/E [0 0 2 2 2 2] (Db E Gb A) : minor triad (altered bass)
Gbm/E [0 x 4 2 2 0] (Db E Gb A) : minor triad (altered bass)
Gbm/E [2 x 2 2 2 0] (Db E Gb A) : minor triad (altered bass)
Gbm/E [x 0 4 2 2 0] (Db E Gb A) : minor triad (altered bass)
Gbm/E [x x 2 2 2 2] (Db E Gb A) : minor triad (altered bass)
Gbm7 [0 0 2 2 2 2] (Db E Gb A) : minor triad, minor 7th
Gbm7 [0 x 4 2 2 0] (Db E Gb A) : minor triad, minor 7th
Gbm7 [2 x 2 2 2 0] (Db E Gb A) : minor triad, minor 7th
Gbm7 [x 0 4 2 2 0] (Db E Gb A) : minor triad, minor 7th
Gbm7 [x x 2 2 2 2] (Db E Gb A) : minor triad, minor 7th
Gbm7(b5) or Gbo7 [x 0 2 2 1 2] (C E Gb A) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Gbm7(b5) or Gbo7 [x x 2 2 1 2] (C E Gb A) : diminished triad, minor 7th : half-diminished 7th
Gbm7/b9 [0 0 2 0 2 2] (Db E Gb G A) : minor triad, minor 7th flat 9th
Gbmaj7 or Gb#7 [x x 3 3 2 2] (Db F Gb Bb) : major triad, major 7th
Gbsus or Gbsus4 [x 4 4 4 2 2] (Db Gb B) : no 3rd but a 4th from a major triad
Gbsus2/Bb [x x 4 3 2 4] (Db Gb Ab Bb) : sus2 triad (altered bass)
Gbsus4/E [x 4 4 4 x 0] (Db E Gb B) : sus4 triad (altered bass)
Gdim/E [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Gdim/E [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad (altered bass)
Gdim/Eb [x 1 1 3 2 3] (Db Eb G Bb) : diminished triad (altered bass)
Gdim/Eb [x 6 8 6 8 6] (Db Eb G Bb) : diminished triad (altered bass)
Gdim/Eb [x x 1 3 2 3] (Db Eb G Bb) : diminished triad (altered bass)
Gdim7 [x 1 2 0 2 0] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Gdim7 [x x 2 3 2 3] (Db E G Bb) : diminished triad, diminished 7th
Gm [3 5 5 3 3 3] (D G Bb) : minor triad
Gm [x x 0 3 3 3] (D G Bb) : minor triad
Gm/E [3 x 0 3 3 0] (D E G Bb) : minor triad (altered bass)
Gm/Eb [x 6 8 7 8 6] (D Eb G Bb) : minor triad (altered bass)
Gm/F [3 5 3 3 3 3] (D F G Bb) : minor triad (altered bass)
Gm/F [x x 3 3 3 3] (D F G Bb) : minor triad (altered bass)
Gm13 [0 0 3 3 3 3] (D E F G A Bb) : minor triad, minor 7th, plus 9th and 13th
Gm6 [3 x 0 3 3 0] (D E G Bb) : minor triad plus 6th
Gm7 [3 5 3 3 3 3] (D F G Bb) : minor triad, minor 7th
Gm7 [x x 3 3 3 3] (D F G Bb) : minor triad, minor 7th
Gm7/add11 or Gm7/11 [x 3 3 3 3 3] (C D F G Bb) : minor triad, minor 7th, plus 11th
Gm9 [3 5 3 3 3 5] (D F G A Bb) : minor triad, minor 7th plus 9th
Gmaj7 or G#7 [2 2 0 0 0 3] (D Gb G B) : major triad, major 7th
Gmaj7 or G#7 [2 2 0 0 3 3] (D Gb G B) : major triad, major 7th
Gmaj7 or G#7 [3 2 0 0 0 2] (D Gb G B) : major triad, major 7th
Gmaj7 or G#7 [x x 4 4 3 3] (D Gb G B) : major triad, major 7th
Gsus or Gsus4 [x 10 12 12 13 3] (C D G): no 3rd but a 4th from a major triad
Gsus or Gsus4 [x 3 0 0 3 3] (C D G) : no 3rd but a 4th from a major triad
Gsus or Gsus4 [x 3 5 5 3 3] (C D G) : no 3rd but a 4th from a major triad
Gsus or Gsus4 [x 5 5 5 3 3] (C D G) : no 3rd but a 4th from a major triad
103
Gsus2 or Gadd9(no3)[5 x 0 0 3 5] (D G A): no 3rd but a 2nd from a major triad
Gsus2 or Gadd9(no3)[3 0 0 0 3 3] (D G A) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Gsus2 or Gadd9(no3)[x 0 0 0 3 3] (D G A) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Gsus2 or Gadd9(no3)[x x 0 2 3 3] (D G A) : no 3rd but a 2nd from a major triad
Gsus2/B [3 0 0 0 0 3] (D G A B) : sus2 triad (altered bass)
Gsus2/B [3 2 0 2 0 3] (D G A B) : sus2 triad (altered bass)
Gsus2/C [x 5 7 5 8 3] (C D G A): sus2 triad (altered bass)
Gsus2/C [x x 0 2 1 3] (C D G A) : sus2 triad (altered bass)
Gsus2/E [x 0 2 0 3 0] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Gsus2/E [x 0 2 0 3 3] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Gsus2/E [x 0 2 2 3 3] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Gsus2/E [5 0 0 0 3 0] (D E G A) : sus2 triad (altered bass)
Gsus2/Gb [5 x 4 0 3 5] (D Gb G A): sus2 triad (altered bass)
Gsus2/Gb [3 x 0 2 3 2] (D Gb G A) : sus2 triad (altered bass)
Gsus4/A [x 5 7 5 8 3] (C D G A): sus4 triad (altered bass)
Gsus4/A [x x 0 2 1 3] (C D G A) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/B [3 3 0 0 0 3] (C D G B) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/B [x 3 0 0 0 3] (C D G B) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [3 x 0 0 1 0] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [x 3 0 0 1 0] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [x 3 2 0 3 0] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [x 3 2 0 3 3] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [x x 0 0 1 0] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [x x 0 5 5 3] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [x 10 12 12 13 0] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/E [x 5 5 5 x 0] (C D E G) : sus4 triad (altered bass)
Gsus4/F [3 3 0 0 1 1] (C D F G) : sus4 triad (altered bass)

Neste capítulo abordaremos os variados tipos de acordes que existem e suas


combinações. Preste atenção, pois é bastante difícil o que iremos relatar
abaixo.

Capítulo 21– TIPOS DE ACORDES

1) Acordes maiores

Aquilo que é mais importante conhecer para iniciar, é a escala maior.


Ela caracteriza-se pela distância sucessiva entre notas musicais:

Tabela 1:

nota base distância nota

======================================
104
1 Sol
2 2 meios tons Lá
3 4 meios tons Si
4 5 meios tons Dó
5 7 meios tons Ré
6 9 meios tons Mi
7 11 meios tons Fá#
8 12 meios tons Sol
======================================

Podemos referirmo-nos às notas desta tabela como a 3ª, a 5ª, etc..., tal
como vemos nos números na coluna da esquerda (nota base).

Vamos agora à primeira "lição":

Os acordes maiores, são constituídos por:

1ª, 3ª e 5ª

Exemplo:

Pedindo ajuda à tabela 1, vemos que para construir um Sol maior,


precisamos da nota base ou 1ª (Sol), da sua 3ª (Si) e da sua 5ª (Ré). Ou
seja, o acorde de Sol maior é constituído pelas notas Sol, Si e Ré. Daí
poder dizer-se que:

Sol = 320003

Quando o acorde é maior, indica-se apenas pelo seu nome. Portanto, Sol

maior indica-se apenas "Sol".

Conclusão:

Todos os acordes maiores são formados pela sua nota base (1ª), pela sua

3ª e pela sua 5ª.

A isto chama-se intervalos. (isto é importante)


105
Claro que todos sabemos de cor como fazer os acordes maiores, mas isto vai
servir de base à continuação da nossa aprendizagem

2. Acordes menores

Chegado a este ponto já deve ter reparado que faltam algumas notas
musicais na tabela 1.

Podemos dizer com alguma incorreção de linguagem, que os intervalos que


vimos antes podem ter diferentes "sabores":

Pode ter-se uma 3ª menor ou uma 3ª maior.

Pode ter-se uma 5ª perfeita ou uma 5ª aumentada.

Pode ter-se uma 9ª ou uma 9ª diminuída.

sendo que,

a 3ª menor tem menos meio tom que a 3ª maior.

a 5ª aumentada tem mais meio tom que a 5ª perfeita.

Agora, já se pode construir uma tabela de intervalos mais completa:

Tabela 2:

meios tons intervalos Exemplo para a nota Ré

0 NOTA BASE RÉ
1 2ª diminuida Ré#
2 2ª Mi
3 3ª menor Fá
4 3ª maior Fá#
5 4ª Sol
106
6 5ª diminuida Sol#
7 5ª Lá
8 6ª menor Lá#
9 6ª maior Si
10 7ª menor Dó
11 7ª maior Dó#
12 8ª Ré
13 9ª diminuida Ré#
14 9ª Mi
15 10ª menor Fá
16 10ª maior Fá#
17 11ª Sol
18 11ª aumentada Sol#
19 12ª Lá
20 13ª aumentada Lá#
21 13ª Si

Bem, esta tabela é tal e qual a tabela 1, só que tem mais notas.

Os acordes menores, são constituídos por:

1ª, 3ª menor e 5ª

Exemplo:

Pedindo ajuda à tabela 2, vemos que para construir um Ré menor,


precisamos da nota base ou 1ª (Ré), da sua 3ª menor (Fá) e da sua 5ª
(Lá). Ou seja, o acorde de Ré menor é constituído pelas notas Ré, Fá e
Lá.
Daí pode dizer-se que

Rém = x00231

O x serve para nos dizer que não se deve tocar na 1ª corda, pois não é
nem um Ré, nem um Fá, nem um Lá, mas sim um Mi. Logo, não faz parte do
acorde, não se toca nela

107
Quando o acorde é menor, indica-se pelo seu nome seguido da letra m
minúscula. Portanto, Ré menor indica-se Rém
.

Conclusão:

Todos os acordes menores são formados pela sua nota base (1ª), pela sua
3ª menor e pela sua 5ª.

Outro exemplo:

Como formar o acorde Rém7?

Vamos à tabela 2 e vemos então que para formar Ré menor precisamos de

1ª = Ré

3ª menor = Fá (+3 semi-tons)

5ª = Lá (+7 semi-tons)

Até aqui, nada de novo. Resta apenas adicionar a 7ª menor para completar
o acorde:

7ª menor = Dó (+10 semi-tons)

Pode fazer-se então Rém = x00211

Em resumo:

A construção de acordes faz-se utilizando intervalos.

Estes intervalos dizem-nos que notas devemos utilizar para construir os


acordes.

3. Acordes de 7ª
108
Existem notas que além de serem formados pela PRIMEIRA, TERÇA e a
QUINTA são formados também pela SÉTIMA. Estes acordes são chamados de
Acordes com 7ª. Neste capítulo aprenderemos a fazer os acordes com 7ª a
partir das tabelas dos capitulo 4 e 5.

Para acharmos a sétima menor de uma nota devemos pegar a primeira (que
é sempre ela própria) e diminuir um tom inteiro e para acharmos a 7ª Maior
(Ex. D7M) pegamos a primeira e diminuímos 1/2 tom!

Estes acordes vão surgir aqui um pouco "fora da ordem", mas é apenas
porque é um tipo de acorde que aparece com bastante frequência e com o
qual todos estamos mais ou menos familiarizados.

Portanto a notação é:
X7 - Leia X com 7ª menor ou apenas, X com sétima
X7M - Leia X com 7ª maior.
Por Exemplo:
A7 (La com 7ª), pegamos o próprio Lá (nota), que é a primeira de A (acorde)
e diminuímos 1 tom inteiro.
ou seja, o A era formado por, La, Do e Mi daí pegamos a primeira de A que é
Lá e diminuímos 1 tom, então A7 é formado por Sol, Do e Mi.
Por que pegar a primeira e diminuir 1 tom para achar a sétima
menor, qual é a lógica?

Muito simples, um acorde com sétima é formado pela TERÇA, QUINTA e a


SÉTIMA, para encontrarmos a sétima, é mais fácil você pegar a OITAVA e
diminuir 1 tom inteiro, não é mesmo? É, exatamente o que nós fizemos,
lembra que a 1ª a a oitava são iguais! Baixamos direto da primeira porque já
sabemos que a primeira de qualquer nota é ela mesma!

Vamos a outro exemplo:

Como achar D7 (Ré com 7ª)?

Primeiro passo: Quais as notas que formam D?

Elas são: Ré, Fa# e Lá (Consulte o capítulo 4 se tiver dúvidas)


Sabemos que a primeira de qualquer nota é ela mesma, então a primeira do
acorde Ré é a nota Ré, então vamos achar a sétima diminuindo 1 tom da
primeira. Ré - 1 tom = Dó

Então, D7 é formada por: Do, Fa# e Lá.

109
(Cuidado quando for diminuir 1 tom de Fa e Dó, pois Dó - 1 tom = La# e Fá -
1 tom = Ré#)

* Acordes de 7ª normais

Estes acordes designam-se pelo seu nome seguido de 7. Por exemplo:

Lá7 = Lá maior de sétima.

Mim7 = Mi menor de sétima e assim sucessivamente.

Formam-se, quer os maiores, quer os menores, adicionando uma sétima


menor ao acorde. Se pedirmos ajuda novamente (e sempre) à tabela 2,
vemos que, por exemplo, a sétima menor da nota Mi é a nota Ré. Logo:

Mi7 = 022130

Mim7 = 022030

* Acordes do tipo maj7

Estes acordes designam-se pelo seu nome seguido de maj7. Por exemplo:

Lámaj7

Na sua constituição, diferem dos anteriores, pois adiciona-se uma 7ª maior


(e não menor) ao acorde normal.

Exemplo:

Fámaj7 = x33210

4. Acordes suspensos

110
Este tipo de acorde é muito fácil de construir. Costuma surgir em duas
versões: o sus2 e o sus4.

No sus2, substitui-se a 3ª por uma 2ª.

No sus4, substitui-se a 3ª por uma 4ª.

Portanto, para fazer um acorde sus2 precisamos de:

1ª, 4ª e 5ª

e para fazer um acorde sus4 precisamos de:

1ª, 2ª e 5ª

Exemplos (Não esquecer de pedir ajuda à tabela)

Résus2 = 000230 (a 3ª - Fá# foi trocada pela 2ª - Mi)

Misus4 = 022200 (a 3ª - Sol# foi trocada pela 4ª - Lá)

Os acordes assim formados não são maiores nem menores.

Importante: a nota suspensa só deve aparecer uma vez na formação do


acorde.

5. Acordes de 6ª

* Acordes de 6ª normais

Estes acordes designam-se pelo seu nome seguido de 6. Por exemplo:

Lá6 = Lá maior de sexta.

111
Mim6 = Mi menor de sexta e assim sucessivamente.

Formam-se, quer os maiores, quer os menores, adicionando uma sexta maior


ao acorde. Se pedirmos ajuda à tabela 2, vemos que, por exemplo, a sexta
maior da nota Mi é a nota Dó. Logo:

Mim6 = 022010

* Acordes 6/9

Estes acordes designam-se pelo seu nome seguido de 6/9. Por exemplo:

Lá6/9

Como já deve ter adivinhado, formam-se a partir do acorde de sexta como


se viu antes, mas adicionando também uma 9ª.

Exemplo:

Mim6/9 = 022012

7. Acordes de 9ª, 11ª e 13ª

Estes acordes designam-se pelo seu nome seguido de 9, 11, ou 13. Por
exemplo:

Mi9
Lám11
Ré13

Em primeiro lugar, porque é que estes três acordes surgem juntos?


A resposta é: todos eles incluem uma 7ª na sua formação.

Formam-se do seguinte modo:

Para se formar um acorde de 9ª, adiciona-se uma 9ª ao acorde de 7ª.


112
Para se formar um acorde de 11ª, adiciona-se uma 11ª ao acorde de 7ª.
Para se formar um acorde de 13ª, adiciona-se uma 13ª ao acorde de 7ª.

Basta ir à tabela 2 e fazer como temos feito até aqui para os outros
acordes. Por exemplo, para se fazer um Mim9, parte-se de Mim7:

Mim7 = 022030

e adiciona-se-lhe uma 9ª (Fá#), fica então:

Mim9 = 022032

8. Acordes separados por um travessão

Por exemplo, Dó/Mi.

É o acorde normal de Dó, mas em que devemos tocar o baixo na nota Mi.

É sempre assim. Exemplo:

Dó/Sol = 332010

9. Acordes dim

Estes acordes designam-se pelo seu nome seguido de dim. Por exemplo:

Ládim

Formam-se com:

1ª, 3ª menor, 5ª menor e 6ª maior

Exemplo:
113
Ládim tem que ter as notas Lá, Dó, Mib e Solb

10. Acordes com indicação da nota a tocar

Neste tipo de acordes, é indicada qual ou quais a(s) nota(s) que deve(m)
ser adicionada(s) ao acorde normal. Por exemplo:

RéDm7#5b9

É um Rem7 com a 5ª aumentada e a 9ª diminuída (meio tom, claro).

11. Acordes add

Todos os acordes que não caibam nas categorias anteriore, designam-se


por add.

O seu significado é direto. Por exemplo:

Dóadd2

Para construir este acorde, parte-se do acorde de Dó normal (032010) e


adiciona-se-lhe uma segunda. Fica então:

Dóadd2 = 032030

Nota importante: atenção à diferença entre sus2 e add2:

Em sus2, a 3ª é substituída por uma 2ª.

Em add2, não há substituição da 3ª (ela continua lá), há só adição de


uma segunda.

Exemplos:

Dóadd2 = 032030

114
Dósus2 = 030010

Notas Finais

Nota importante: atenção à diferença entre acorde 9 e add9.

Um acorde normal 9, tem que ter a 7ª incluída.

Um acorde add9, não precisa. É um acorde normal, apenas com uma 9ª


adicionada.

Podemos lembrar também todos os acordes se apresentam conforme as


seguintes denominações:

a) ACORDES CONSONANTES: Representam a série de acordes que ao serem


tocados transmitem uma sensação repousante e harmoniosa. Geralmente
são as "posições" mais fáceis de serem tocadas Portanto, nesta fase do
curso, vamos usar principalmente estes acordes.

b) ACORDES DISSONANTES: Ao contrário dos anteriores, estes transmitem


uma sensação mais tensa, mais chocante (dando a impressão de pouco
harmoniosa).
Estes acordes são utilizados principalmente na execução da "Bossa Nova" e
do "Jazz". Muitas vezes, quando estes acordes são tocados separadamente,
transmitem uma sensação de "erro", porém, no contexto geral da música
tornam-se agradáveis.

Podemos relembrar dessa forma que sete símbolos abaixo são utilizados
para nomear acordes:

M ou + Lê-se maior
+5 " com quinta aumentada
6 " com sexta maior
7 " com sétima (menor) - da dominante
7M " com sétima - Maior
9 " com nona - Maior
m " menor
m6 " menor com sexta
dim ou o " sétima diminuta
m7 " menor com sétima
-9 " com nona menor
115
Capítulo 22– ENCORDAMENTO

Nesse capítulo vamos falar sobre o encordamento para diferentes tipos de


braço da guitarra. Um assunto importante, pois as cordas é que determinam
a qualidade do som. Muitas vezes você sente o som do seu violão meio
abafado, diferente dos instrumentos dos artistas quando estes se
apresentam ao vivo em alguns programas. Pois é. eles trocam as cordas pra
cada apresentação!

Claro que não precisamos trocar as cordas sempre. Manter elas limpas
depois de usá-las é muito importante. Mas nesse capítulo iremos abordar
como cada tipo de corda influi diretamente nas técnicas de guitarras.
Inicialmente podemos dizer que o importante é usar sempre o mesmo tipo
de encordoamento. Pra braços finos, é mais cômodo usar cordas 0.9,
enquanto que para guitarras tipo Gibson e Fender, pode-se usar
tranqüilamente 0.10 ou até 0.12. A diferença é que cordas mais grossas têm
mais "sustain", mais brilho.

Aliás, para quem for gravar uma demo ou um cd, aqui vai uma dica: usar
encordoamento 0.10 ou 0.11 para base, o efeito é bem legal!! Por outro lado
para guitarristas mais tecnicos, cordas 0.10 são um problema para técnicas
de "ligadura" e "tapping", por exemplo.

Tipos de Cordas

0.08= extremamente leve, são recomendáveis apenas a aqueles que não


podem fazer muita força / esforço com os dedos. Nos anos 80, este tipo de
encordoamento foi muito popular, pois era usado por guitarristas que
tocavam heavy-metal, devido à facilidade de tocar rápido, mas que no fim
acaba gerando um som de guitarra mais fraco e magrinho....

0.09= possivelmente a mais vendida de todos os tipos. Som razoável, fácil


de dar bends, mas também é fácil de quebrá-las...

116
0.10= em minha opinião, a melhor. O som vem na medida certa,
possibilitando graves suficientes... Os bends ainda continuam fáceis, e a
corda nova, de boa marca, em uma guitarra bem regulada (ponte, braçø)
dificilmente vai quebrar. Se você está procurando um som de guitarra mais
cheio, gordo e encorpado, experimente a BLUE STEEL® 0.10/0.46, da
empresa Dean-Markley®.

0.11= pesada. Dificilmente vai conviver bem com uma guitarra com micro-
afinação ( a ponte possivelmente vai ficar enclinada...). O som é muito bom,
e você pode usar em Satratocasters ® e similares, e Les-Paul's , além de
guitarras semi-acústicas para jazz e R&B.

0.12= extremamente pesada, dura e difícil de dar bends. Dependendo do


tipo de guitarra (japonesas e coreanas principalmente), pode-se até mesmo
empenar (enclinar demasiadamente) o braço do instrumento, devido à
tensão gerada. 0.12 podem conviver bem em uma guitarra com braço
grosso, gordo de jazz, como a Gibson® ES- 175, mais cuidado com a
tendinite....

Você também deve prestar atenção no número que se segue à estes


acima. 0.09, 0.10, etc... correspondem a 1ª corda, a mais aguda (mizinha).
Existem no mercado cordas híbridas, que misturam , por exemplo, 0.09 com
0.10, entre outras. As combinações mais populares em todo o mundo são:

0.09 - 0.42
0.09 - 0.46
0.10 - 0.46
0.10 - 0.52

TÍPICA TABELA DE ESCOLHA:

extra-little = 0.08 - 0.38


little = 0.09 - 0.42
custom little = 0.09 - 0.46
regular = 0.10 - 0.46
reg.-medium = 0.10 - 0.52
medium = 0.11 - 0.52
jazz hard = 0.12 - 0.56

Enfim, achar a corda certa para seus dedos e seu instrumento pode levar
um certo tempo, mais com certeza vale a pena pesquisar. Aproveite
bastante essas dicas!
Trocando as Cordas

117
Não adianta você escolher uma boa corda, se você não sabe como trocá-la.
Aproveitando esse capítulo sobre encordamento vamos dar os toques
principais no momento da troca das cordas.

Quando você for trocar as cordas da sua guitarra tenha em mente o


seguinte: as cordas esticadas aplicam um certo esforço no instrumento que
forçam o braço a se curvar. Para compensar isso, existe uma barra de metal
dentro do instrumento chamado TENSOR que permite que se ajuste a
curvatura do braço para mais ou para menos. Esse tipo de ajuste é delicado
e o ideal é que esse serviço seja feito por um Luthier especializado.

Por isso você deve evitar tirar todas as cordas do instrumento ao mesmo
tempo. Se você fizer isso, a curvatura do braço vai se alterar, afetando a
regulagem do instrumento.
Aí você pode estra imaginando: mas na hora que eu colocar as cordas de
novo o braço volta para a sua curvatura anterior, certo? Infelizmente não
funciona desse jeito. A guitarra é feita basicamente de madeira, que é um
material bastante temperamental e pode ser afetado por diversos fatores
diferentes, como temperatura e umidade por exemplo.

Se você ainda não ficou convencido faça esse teste: afine uma corda da
guitarra e memorize bem o jeito que a tarracha ficou posicionada. Agora,
solte a corda dando umas três ou quatro voltas na tarracha. Volte a apertar a
corda de modo que a tarracha fique na posição que você tinha memorizado
e verifique a afinação da corda. Nove entre dez vezes a corda não vai estar
afinada.

Se for possível, evite também ficar variando de marca de encordoamento e


de bitola. Procure escolher o tipo que mais lhe agrada, leve seu instrumento
para uma regulagem em um Luthier de confiança e não mude mais de marca
e modelo. Por exemplo: se você prefere usar cordas D'Addario XL140, toda
vez que for trocá-las compre SEMPRE D'Addario XL140. Se você colocar outra
marca, aquela regulagem que você pagou uma grana pra fazer pode não
valer mais nada.

Então quando for trocar as cordas da sua guitarra faça a troca uma corda de
cada vez e certifique-se que a corda esteja afinada corretamente antes de
trocar a próxima.
Guitarras com ponte tipo Floyd Rose são prolemáticas para trocar as cordas
porque o sistema é flutuante. Isso quer dizer que a alavanca não tem um
ponto de descanso como nas pontes tipo Fender onde a alavanca fica
apoiada na madeira do instrumento quando não está sendo usada. As Floyd
tanto podem ser apertadas como puxadas. Quando você solta uma corda, as
outras cordas restantes tem que aguentar o esforço a mais gerado pelas

118
molas da alavanca. Então você corre o risco de estourar uma corda durante
a troca e dar prejuízo pro seu bolso.

Uma solucão interessante é você colocar um calço na alavanca antes de


soltar a corda. Pode ser um pedaço de plástico fino e resistente ou um
papelão duro ou então pode fazer como eu fiz: usei uma cartolina dobrada e
colada com fita adesiva.

Capítulo 23– TOM E CAMPO HARMÔNICO

Neste capítulo abordaremos sobre um assunto muito procurado pelas


pessoas que tocam guitarra e também outros instrumentos: Como tirar uma
música que ouviu, seja por cifras, seja por TAB?

Recebo infinitos e-mail perguntando como tirar músicas, como achar o Tom
delas, o que é o Tom e como reconhecer o Tom tocando ou lendo
partituras/cifras/TAB.

É bom deixar claro que essas dicas foram passadas por meu antigo professor
e que os tempos mudam e as vezes já existam novas técnicas para esse
assunto.

Quando falamos em TOM, temos que entender o seguinte: existe uma nota,
a TÔNICA, que "rege" tudo o que fazemos durante aquela música. Os solos, o
clima, os acordes, tudo gira em torno do TOM dado por esta nota tônica. Por
isso é tão importante saber qual o Tom - daí podemos começar com mais
facilidade o trabalho de compor ou tirar uma música. Vamos trabalhar em
cima do tom C inicialmente.

Obviamente, não estaremos utilizando sempre C (dó maior) em todas as


músicas; logo, teremos que enfrentar alguns acidentes (sustenidos-# e
bemóis-b) -> lembram-se que somente a escala de C (dó maior) é isenta de
acidentes?
Portanto, quando estamos escrevendo música em um pentagrama (ou
pauta), temos que seguir uma regra pré-estabelecida na Teoria musical,
onde foi definido uma ordem para que estes sinais fossem inseridos: eles
ficam ao lado da clave (que é o símbolo que define uma nota chave na pauta
- sol, fá, dó...), numa sequência estratégica. A regra é a seguinte:

Os sustenidos são : F - C - G - D - A - E - B
Os bemóis são: B - E - A - D - G - C – F
(exatamente o contrário da sequência de sustenidos)
119
Decorando isto, você pode montar uma tabela que define o número de
acidentes representados em cada escala. Comece pelo C, que é 0(zero) nos
dois casos, já que não tem acidentes. Olhe como fica:

sustenidos:
C - G - D - A - E - B - F# - C#
01234567

bemóis:
C - F - Bb - Eb - Ab - Db - Gb - Cb
01234567
Analisando isto, teremos, por exemplo, usando a escala de A, 3 sustenidos.
(confira na tabela de sustenidos). Não acredita? Verifiquemos na escala:

A - B - C# - D - E - F# - G# - A

Viu? Estão os 3 aí: C#, F# e G#.

(se vc. não entendeu como formamos a escala, relembre o artigo!)


Vamos tentar a de E? São 4 sustenidos:

E - F# - G# - A - B - C# - D# - E

Estão todos presentes! São: F#, G#, C#, D#.

Sei que tem pessoas perguntando como é que eu sabia onde colocar as
escalas de F# e C# e onde colocar as escalas naturais de F e C. Aliás, deve
ter gente perguntando porque algumas escalas são naturais, outras
sustenidas e outras bemóis. Vou explicar tudo com um exemplo.
Vejamos a escala de fá maior (F):

F - G - A - A# - C - D - E - F

Notaram que teríamos dois lá: A e A#? No pentagrama só existe uma linha
(ou espaço) para o A. Então foi estipulado que a escala de F seria
representada por bemóis (b) ao lado da clave. Então a escala de F ficou
assim:

F - G - A - Bb - C - D - E – F

Confira na regra lá em cima: F = 1 bemol (que é o Bb).


Quem ficou representada pelos sustenidos foi a escala de F#:

F# - G# - A# - B - C# - D# - F - F#
120
Mas também ficou com 2 Fá: F e F#!!!! E agora?
Agora vem a "manha": o F é representado no pentagrama pelo E#!

A escala ficaria assim:


F# - G# - A# - B - C# - D# - E# - F#

Vamos conferir: escala de F# = 6 sustenidos


O mesmo ocorre com a de C#:

C# - D# - F - F# - G# - A# - C - C#

(E#) (B#)
Embora não se escreva E# e B#, como notação em pentagrama é utilizado,
justamente para evitar um monte de sinais no meio da pauta e para facilitar
o músico na identificação da escala escolhida para compor a peça.

Na prática, é só contar os símbolos na pauta para saber qual a escala


utilizada.
exemplos:

pentagrama com 3# ao lado da clave: escala de A


pentagrama com 2b ao lado da clave: escala de Bb

Mesmo sendo muito simples, é determinada a ESCALA utilizada, e não TOM.


Para determinar o Tom, teríamos que analisar as notas da maneira como são
utilizadas, com que acordes, se menor ou maior, além de outros conceitos
que analisaremos no futuro (como MODOS, por exemplo).

Esquecendo as pautas, com TAB's e cifras a coisa muda um pouco. Vamos


lembrar que sabendo qual o Tom será infinitamente mais fácil determinar os
acordes, além da tônica dos solos e improvisos.

Sabendo que os acordes derivam das escalas (já vimos isto antes), é fácil
perceber que as notas da escala utilizada DEVEM estar contidos nos acordes.
Logo, qualquer acorde formado pelas notas da escala soará incrivelmente
agradável quando esta for utilizada.

Normalmente os acordes são formados através da harmonização em terças


diatônicas. Vamos relembrar este tipo de harmonização (que fizemos em
Dominando Acordes).

A escala de C (dó maior) é


C-D-E-F-G-A–B

121
Começando por C, conte 2 notas para a direita. teremos E. Mais 2 para a
direita. Teremos G. Reconhecem a nossa tríade (acorde de 3 notas)? É o C-E-
G, ou dó maior (C). Não é por mera coincidência que ele é perfeitamente
compatível com a escala de C...

Se fizermos isto com todas as notas da escala, teremos 7 tríades:


C-E-G = C (dó maior)
D-F-A = Dm (ré menor)
E-G-B = Em (mi menor)
F-A-C = F (fá maior)
G-B-D = G (sol maior)
A-C-E = Am (lá menor)
B-D-F = Bº (si diminuto)

Esta seria a "família" de acordes de 3 notas (ou tríades) compatíveis com a


escala de C, ou seja, estes acordes pertencem a um "CAMPO HARMÔNICO"
no TOM de C (dó maior). Quando utilizada uma escala de C, ou composta
uma melodia neste TOM, utilizando combinações destes acordes
pertencentes ao Campo Harmônico, o resultado será com certeza agradável
aos ouvidos.

Pode-se ainda harmonizar desta mesma forma, utilizando as mesmas notas


da escala, acordes com 4 notas, gerando acordes mais ricos e sofisticados;
indo mais longe, podemos chegar aos acordes de 5 e 6 notas, que embora
não tão usuais, são de grande valia para composições ecléticas e originais.

Abaixo temos uma tabela com as 3 famílias de acordes (3,4,5 notas)


derivadas da escala de C maior, determinando um vasto campo harmônico
(do lado direito, as notas que formam cada acorde).

+----------------------------------------------------+
| CAMPO HARMÔNICO DE: C (dó maior) |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| C | C | Cmaj7 | Cmaj9 | CEG | CEGB | CEGBD |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| D | Dm | Dm7 | Dm9 | DFA | DFAC | DFACE |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| E | Em | Em7 | Em7b9 | EGB | EGBD | EGBDF |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| F | F | Fmaj7 | Fmaj9 | FAC | FACE | FACEG |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G9 | GBD | GBDF | GBDFA |

122
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| A | Am | Am7 | Am9 | ACE | ACEG | ACEGB |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bm7b5 |Bm7b5b9| BDF | BDFA | BDFAC |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+

Só com estas 3 "famílias" já temos 21 acordes que se encaixam


perfeitamente no Tom da escala original, que é C (dó maior).

Antes de prosseguir, vamos recapitular tudo:

1.) O TOM representa a ESCALA utilizada na composição;


2.) Os ACORDES derivam da ESCALA escolhida;
3.) Os ACORDES são formados pela HARMONIZAÇÃO da ESCALA (no nosso
exemplo, em TERÇAS DIATÔNICAS);
4.) Os ACORDES RESULTANTES formam o CAMPO HARMÔNICO do TOM
escolhido.

Capítulo 24– PROGRESSÃO HARMÔNICA

Agora a pergunta que se encaixa é essa:O que vamos fazer com este monte
de acordes vistos no capítulo anterior? Teremos que compreender um novo
conceito: PROGRESSÃO HARMÔNICA. Progressão Harmônica é uma
sequência de acordes harmonizados, ou seja, um trecho de qualquer música
é uma progressão harmônica.
A música "Ainda é Cedo", do Legião Urbana, por exemplo, é baseada
inteirinha em uma só progressão de 3 acordes: Am-Dm-C. Toque esta
progressão e você notará que os acordes Dm-C criam uma "tensão" que é
"relaxada" quando chegamos ao acorde de Am.

Este "clima" é a arma que os músicos tem para quebrar a monotonia da


música - as progressões tem características próprias, dependendo de como o
compositor as utiliza. Vamos analisar os acordes do nosso campo harmônico
de C (dó maior) e construir algumas progressões (você certamente
reconhecerá algumas - de músicas muito familiares...)

[1] C - F - G7 - C
[2] C - F - C - G7 - F - C
[3] C - Am - F - G7 - C
[4] C - Am - Em - Am - Dm - G - C
[5] Dm - G7 - Cmaj7 - Fmaj7 - Bm7b5 - G7 – C

Tente tocar as progressões acima - tudo se encaixa perfeitamente? Não é


sorte ou coincidência... Levando em consideração que uma música ou trecho
123
musical normalmente começa ou termina no tom dominante, se você for
compor é só escolher o tom e sair encaixando os acordes, tirados de dentro
do Campo Harmônico, e formar uma Progressão Harmônica.

Para "tirar" uma música, verifique a nota inicial/final da maior parte dos
trechos (primeiros versos, versos finais ou refrão) e na maioria das vezes
(99%) todos os acordes pertencerão àquele campo harmônico - geralmente
usando as mesmas progressões que estudamos.

É claro que para isto você deverá analisar o Campo Harmônico no tom da
música, ou seja, em todas as escalas - e para isto, você deverá montar os
Campos Harmônicos para todas elas. Comece montando para as 7 maiores -
lembre-se que você poderá usar os acordes para o Tom Menor relativo
(lembram-se que a relativa de C é Am? Se as notas das 2 escalas são as
mesmas, os acordes serão os mesmos para os dois campos Harmônicos - só
muda a ordem dos acordes nas progressões!)

Voltemos às progressões - analisando as 5 acima, notaremos:

[1] e [2] usam somente 3 acordes: C-F-G7. De fato, é incrível como existem
tantas músicas, tradicionais e contemporâneas, que utilizam este tipo de
progressão (seja em C ou em qualquer outro tom). Esta progressão é
chamada I-IV-V, porque usa estes graus da escala.

[3] e [4] tem um "sabor" mais "down" por usarem acordes menores - Am,
Dm e Em. Estas duas progressões aparecem frequentemente em várias
músicas, e principalmente a [3] é muito utilizada no rock desde os anos 60
até os dias atuais. É conhecida como "turnaround" (ou retorno) porque soa
como uma tensão indo e vindo.

A [5] é a mais rica harmonicamente, criando um som interessante pelo uso


de acordes com 4 notas. O som sofisticado obtido é uma das vantagens
destas progressões, muito utilizada em jazz. Note que embora a frase não
comece pela tônica (C), ela reaparece para "fechar"a progressão em seu
final.

Outro exemplo de progressão simples muitíssimo usada é a I-III-V (note que


são os acordes correspondentes às notas formadoras da tríade maior de C =
C-E-G). Milhares de músicas utilizam esta progressão (e suas
correspondentes em outros tons).

As progressões dentro de um Campo Harmônico são a base para


trascrever/compor músicas, devido às suas propriedades derivadas das
sequências de acordes. Devemos ter em mente, entretanto, que a música é

124
uma arte, e não existem regras fixas para fazer arte - existem padrões
teóricos, que podem, e devem ser quebrados.

Assim como tocar notas fora de uma escala numa melodia, é permitido
utilizar acordes fora do campo harmônico numa composição, desde que seus
ouvidos julguem a progressão agradável.

Vários músicos inovadores e excelentes frequentemente fogem dos padrões


da teoria musical, e acresentam muito a este contexto, com resultados
incrivelmente satisfatórios. Se você quiser partir para um novo campo, tudo
bem, mas primeiro saiba onde está pisando, e só depois escolha caminhos
alternativos.

Mais observações acerca do assunto

Vimos o campo harmônico e as progressões para o acorde de C (dó maior),


que pode ser aplicado a todas as escalas maiores e suas menores relativas
(no caso de C, Am). Outros campos harmônicos podem ser obtidos da
mesma forma sobre outras escalas. Veremos abaixo as Escalas menores de
C: Cm, Cm Melódico e Cm Harmônico.

Lembra-se como construir uma escala Menor?


Tom - semitom - tom - tom - semitom - tom - tom
No nosso caso, Cm, seria:

C - D - Eb - F - G - Ab - Bb - C
Vejamos o Campo Harmônico:

+-------------------------------------------------------+
| CAMPO HARMÔNICO DE: Cm (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| C | Cm | Cm7 | Cm9 | CEbG |CEbGBb |CEbGBbD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| D | Dmb5 | Dm7b5 |Dm7b5b9 | DFAb |DFAbC |DFAbCEb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Eb | Eb | Ebmaj7 | Ebmaj9 | EbGBb |EbGBbD |EbGBbDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| F | Fm | Fm7 | Fm9 | FAbC |FAbCEb |FAbCEbG |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| G | Gm | Gm7 | Gm9 | GBbD |GBbDF |GBbDFAb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Ab | Ab | Abmaj7 | Abmaj9 | AbCEb |AbCEbG |AbCEbGBb|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+

125
| Bb | Bb | Bb7 | Bb9 | BbDF |BbDFAb |BbDFAbC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+

Algumas progressões muito interessantes podem ser construídas:


[1] Cm - Fm - Bb7 - Cm
[2] Cm - Cm7 - Ab - Gm7 - Cm
[3] Cm - Fm - Gm7 - Cm
[4] Cm - Fm7 - Dm7b5 - Ab - Gm7 - Gm
[5] Cm - Eb - Cm - Gm7 - Fm7 - Dm7b5 - Gm7 – Cm

As Escalas Menores Melódicas são idênticas às Maiores, trocando-se somente


o III grau (no caso de C, seria E) pelo IIIb (Eb). Ficaria assim:

C - D - Eb - F - G - A - B – C

Veja o Campo Harmônico pronto: (harmonizado em 3as. Diatônicas)

+------------------------------------------------------+
|CAMPO HARMÔNICO DE: Cm MELÓDICO (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| C | Cm |Cm(maj7)|Cm(maj9)| CEbG | CEbGB |CEbGBD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| D | Dm | Dm7 | Dm7b9 | DFA | DFAC |DFACEb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Eb | Eb+ |Ebmaj7#5|Ebmaj9#5| EbGB | EbGBD |EbGBDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| F | F | F7 | F9 | FAC | FACEb |FACEbG |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G9 | GBD | GBDF | GBDFA |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| A | Amb5 | Am7b5 | Am9b5 | ACEb | ACEbG |ACEbGB |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bm7b5 |Bm7b5b9 | BDF | BDFA | BDFAC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+

Esta escala tem progressões menos comuns ( na verdade, ela é mais


utilizada para solos). Mas podemos formar algumas:

[1] Cm - F - G - Cm
[2] Cm - Cm(maj7) - Dm7 - G7 - Cm
As Escalas Menores Harmônicas são idênticas às Menores Melódicas,
trocando-se somente o VI grau (no caso de C, seria A) pelo VIb (Ab). Ficaria
assim:

126
C - D - Eb - F - G - Ab - B - C

Veja o Campo Harmônico pronto: (harmonizado em 3as. Diatônicas)

+------------------------------------------------------+
|CAMPO HARMÔNICO DE: Cm HARMÔNICO (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| C | Cm |Cm(maj7)|Cm(maj9)| CEbG | CEbGB |CEbGBD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| D | Dmb5 | Dm7b5 |Dm7b5b9 | DFAb | DFAbC |DFAbCEb|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Eb | Eb+ |Ebmaj7#5|Ebmaj9#5| EbGB | EbGBD |EbGBDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| F | Fm | Fm7 | Fm9 | FAbC |FAbCEb |FAbCEbG|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G7b9 | GBD | GBDF |GBDFAb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Ab | Ab | Abmaj7 |Abmaj7#9| AbCEb |AbCEbG |AbCEbGB|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bdim | Bdimb9 | BDF | BDFAb |BDFAbC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
Podemos montar várias progressões sobre o Campo Harmônico de Cm
Harmônico - e elas são muito úteis (e muito conhecidas!):

[1] Cm - Fm - G - Cm
[2] Cm - G - Fm - G - Fm - G - Cm
[3] Cm - Fm7 - Bdim - Cm - G - Fm - Cm
[4] Cm - Ab - G7 - Cm - Dm7b5 - G7b9 - Cm

Capítulo 25– COMO TROCAR DE ACORDES

Um problema que a maioria dos iniciantes enfrentam é que, para tocar o


acompanhamento de uma música, no caso da guitarra, a mão esquerda fica
parada em uma posição ( também chamada de acorde ) , e a mão direita fica
"batucando " o ritmo , até trocar a posição da mão esquerda e assim por
diante. Acontece que a mão esquerda demora demais até ficar ágil e
habilidosa o suficiente para trocar na hora certa sem "atrasar " o ritmo . Ou
seja: enquanto estamos no mesmo acorde, tudo bem, só a mão direita
trabalha. Na hora de mudar de posição, que sufoco ! se descuidar , acaba
"atrasando " ou "cruzando " o ritmo. Há uma solução que encontrei em
vários livros sobre violão que colocarei aqui:

Escolha três acordes bem diferentes entre si.


127
Numere cada um ( 1, 2, e 3 )

Monte o acorde 1 e toque uma vez só.

Monte o acorde 2 e toque uma vez só

Monte o acorde 3 e toque uma vez só

Vá repetindo ( 1, 2, 3... ) em seqüência cada vez mais depressa, mais


depressa, até não precisar mais pensar antes de tocar qualquer um dos três,
isto é : a mão vai "sozinha".

Experimente com quatro acordes, depois com cinco, etc...

Experimente também, passar a seqüência dos acordes de uma música, (uma


nova canção, ou uma que é difícil de tocar).
Muitos violonistas e guitarristas precisam saber que os melhores e mais
rápidos instrumentistas do mundo praticam seus exercícios de velocidade,
em um violão comum, acústico, sem amplificadores. Isso porque o "peso "
das cordas do violão é perfeito para um rápido desenvolvimento muscular
dos dedos.

Em uma guitarra elétrica, por causa das cordas macias e da amplificação,


leva-se mais tempo, e dá muito mais trabalho até se atingir o mesmo
progresso. Porque os músculos não são forçados, não se exercitam e não se
desenvolvem tão bem. Por tanto preste sempre atenção para esse detalhe!!!

Capítulo 26– GLOSSÁRIO DE TERMOS MAIS UTILIZADOS

Neste capítulo final listaremos uma infinidade de termos utilizados no


aprendizado da guitarra e que você deve Ter em mente pra não fazer papel
de bobo quando alguém te pergunta.

Ai vão eles:
A

Ação - Distância entre as cordas e os trastes.


Acento - Nota ou acorde realçado ou tocado em maior volume.
Acidente -Um símbolo usado nos acordes ou notas, que indica se a nota é aumentada em
meio tom (#) ou diminuída em meio tom (b).
Acorde - Efeito de duas ou mais notas tocadas ao mesmo tempo.
Acústica, guitarra - Guitarra para execução sem amplificação eletrônica.
ADT - Automatic Double Tracking ("Pista Dupla Automática"). Efeito eletrônico que consiste
em reproduzir uma repetição única muito rápida, dando a impressão de que dois
instrumentos tocam a mesma parte.
Amplificador - Aparelho eletrônico que majora o som produzido pela guitarra, e captado
pelos captadores.
Archtop - Instrumentos que tem o tampo em forma de curva.
128
B

Bigsby - Fabricante de guitarras, conhecido por um modelo de tremolo.


Blues - Termo dado a um estilo musical, predominantemente negro, dos EEUU.
Bottleneck - Literalmente, "gargalo". Técnica de execução de acordes ou notas isoladas
pelo deslizamento (sliding) de um tubo demetal ou vidro pelas cordas. O mesmo que Slide.
Bridge - Ponte. Mecanismo onde as cordas da guitarra se fixam no tampo do intrumento.
Bypass - Muitas unidades de efeito, tem um botão que acionado, permite que o sinal, passe
direto (o som não é processado), sem sofrer nenhuma alteração.

Capo - Dispositivo em forma de garra fixado sobre a escala do braço para possibilitar o uso
de acordes de corda solta nos diversos tons ou chaves.
Captador - Transdutor eletromagnético que converte as vibrações das cordas em impulsos
elétricos, amplificanso-os.
Cavalete - (Bridge) Dispositivo ajustado ao corpo da guitarra para suportar e conduzir as
cordas a seus lugares.
Chorus - Efeito baseado em delay que simula eletronicamente dois ou mais instrumentos
tocando o mesmo trecho. As variações na altura ou no tempo são usadas para dar um efeito
mais realista.
Clássico - Um clássico, é algo que se perpetua por si só. Como a Les Paul ou a Stratocaster
são guitarras clássicas.
Compressão - Efeito eletrônico que reduz o volume das notas agudas e amplia o das mais
suaves e graves.
Cravelha - Dispositivo mecânico para controlar a tensão e, por conseguinte, a altura de
uma corda.
Cromática - Uma escla cromática, é uma escala completa, incluindo todos as doze notas.

Damping - (Abafamento) Técnica usada para silenciar uma corda ou várias. Pode ser usada
para impedir que uma nota ou acorde ressoe de modo indesejável, ou como efeito.
Dedeira - Ver Palheta.
Dedilhado - Técnica de execução com a mão direita onde as cordas cão sendo feridas pelos
dedos um de cada vez.
Delay - Quando um som se reflete, ouve-se uma repetição atrasada, ou eco. Este efeito
costuma ser produzido pela unidade eletrônica digital de delay.
Diatônica - Uma escala diatônica, é aquela composta por 7 notas (maior ou menor).
Distorção - Efeito eletrônico usado no rock, onde o vloume é ampliado pesadamente na
pré-amplificação ou por efeito eletrônico.
Dobro - Tipo de guitarra acústica construída com um tampo ressonador metálico para
ampliar o volume e o sustain. Também conhecida como ressonador.
Dominante - É a nota do 5.º de uma escala.
Dreadnought - Guitarra acústica de corpo grande e cordas de aço, em geral usada em
música country e rock.

Efeitos - O resultado de algumas formas de processamento do som.


Efeitos Digitais - Muitos efeitos podem ser produzidos digitalmente. Quando se usa um
efeito digital, o sinal da gutarra é convertido em códigod binário, processado e depois
convertido a impulsos elétricos.
129
Eletroacústica, guitarra - Uma guitarra (ou violão) que se pode tocar acusticamente ou
ligar a um apmlificador.
Equalizador Gráfico - Um equalizador que tem como características, a divisão das
freqüências do som (através de uma escla), é possível acrescentar ou diminuir somente uma
freqüência, sem interferir em outras.
Expander - É o oposto do Compressor.

Feedback - Ver Microfonia.


F-hole - Buraco no tampo de algumas giutarras em forma de f.
Fingerboard - Lugar onde se acomoda os dedos da mão esquerda (parte de cima do
braço).
Flanger - Também um efeito baseado no Delay, porém, aqui existe alterações na altura do
som (afinação). Originalmente, concebido com fitas magnéticas, hoje é encontrado em
unidades digitais.
Flat-top, guitarra - Guitarra de cordas de aço com tampo do corpo plano ou chato.
Freqüências - Número de cilcos por segundo de uma determinada nota.
Fuzz, caixa de - Unidade de pedal para criar distorção ou, mais exatamente, saturação.

Guia de cordas - Suporte de osso, plástico ou outro material, para as cordas no final da
escala em direção à haste das cravelhas.

Hammer - Técnica que consiste em "martelar" o braço da guitarra com os dedos da mão
esquerda.
Harmonizer - Também comhecido como "pitch shifter", este efeito é capaz de dobrar a
nota da guitarra. Programando, quando o guitarrista tocar a nota C (por exemplo), o
Harmonizer dobra com a 5.ª (G).
Haste das cravelhas - Parte superior no fim do braço da guitarra, onde ficam as cravelhas
e as tarrachas das cordas.
Haste de suporte do braço - Haste de metal que atravessa na longitudinal o braço da
guitarra, por trás da escala, reforçando-o contra a tensão das cordas.
Headstock - Parte da guitarra onde se acomodam as tarrachas de afinação.
Humbuckers - Captadores eletrônicos de bobinas duplas, que dão um som mais espesso e
"grosso", muito apreciado no rock.

Lead, guitar - Termo que designa o guitarrista principal.


Leslie, Gabinetes - O Leslie éum alto falante torativo, feito originalmente para ser usado
em órgãos. Em 1960, jimi Hendrix, usou um alto falante Leslie em sua guitarra. Hoje esse
efeito é obtido digitalmente.
Luthier - Um construtor de guitarras ou intrumentos musicais.

Microfonia - Som produzido quando um captador ou microfone recolhe seu próprio sinal de
um alto-falante e o reamplifica. Algumas vezes é usada como técnica em solos de rock.
MIDI - Musical Instrument Digital Interface ("Interface Digital de Instrumentos Mudicias").
130
Linguagem eletrônica que permite a apare;hos equipados de modo semelhante, como
sintetizadores, seqüenciadores, mesas de mixagem e baterias eletrônicas, se
intercomunicarem.
Multi Efeitos - São aparelhos capazes de produzir variados tipos de efeitos. Pode se
programar um tipo de som, mesclando vários efeitos e armazaná-lo para utilização futura.

Oitava - Intervalo de 12 semitons.


P

Palheta - Dispositivo, em geral de plástico, usado para ferir as cordas. Um tipo específico é
a dedeira, usada em guitarra de folk ou country e na música sertaneja brasileira.
Panning, ou Panpot - É um recurso dos dons emitidos em estéreo, que permite mandar
para um só canal o som.
PA, sistema - Sistema de public addres (direcionamento ao público) ou de amplificação
eletrônica usado ao vivo.
Pedais ou Pedaleira - Unidades eletrônicas controladas com o pé, instaladas entre a saída
da guitarra e a entrada do amplificador, para processar o som de vários modos.
Pentatônica - Uma escala de cinco notas.
Pickguard - Peça em plástico resistente, para proteger o acabamento da guitarra (escudo).
Pickup - O mesmo que captador.
Placa de arranhadura - Placa de plástico para proteger a giutarra das palhetadas.
Plectrum - O mesmo que palheta.
Pré-Amplificador - Ajuda a aumentar o sinal da guitarra antes de entrar no amplificador,
propriamente dito. É muito usado para se obter distorções.

Reverb - Uma unidade de Reverb, simula o desenvolvimento natural de um som tocado em


certo ambiente. Pode simular um grande salão, ou uma pequena sala, variando com a
programção.
Riff - Seqüência repetida de notas, que caracterizam a música. Usada regularmente pelos
guitarristas de rock.

Sinal de tempo - Símbolo composto de dois números no início de uma partitura. Indica o
número de tempos e seu valor dentro de cada compasso.
Sintetizador de guitarra - Guitarras projetadas e constrúidas com sistemas instalados
para produzir alterações radicais de som, ou as equipadas com MIDI para controlar
sintetizadores externos, baterias eletrônicas ou efeitos de processamento de som.
Slide - Ver Bottleneck.
Solid-state - Amplificadores equipados com transistores.
Soundboard ou tampo - Parte da frente do corpo da giutarra sobre a uqal se instala o
cavalete (bridge). cortada em separado, como nos violões, é chamado tampo.

Tapping de trastes - Técnica de excução em que tanto a mão esquerda como a direita são
usadas para apertar as notas contra os trastes. Às vezes é chamada tapping de dedos.
131
Tempo - Velocidade de uma peça musical.
Tone-Pedal - Ver Wah-Wah.
Traste - Tiras de metal colocadas a intervalos ao longo do braço da guitarra.
Tremolo - É a popular alavanca (ex.: Floid Rose). Mecanismo que permite alterar a afinação
da guitarra durante a performance.

Vávula - Tubo de vidro com um cátodo e um ánod, usado em equipamentos eletrônicos.


Violão - Ver Acústica, guitarra.
Vibrato - Dispositivo mecânico para alterar a altura de uma corda ao ser tocada. Também
uma técnica de tocar onde se usam um ou mais dedos da mão esquerda para dar uma
oscilação menor na altura do som.
Volume, Pedal de - Pedal que permite a mudança do volume do instrumento, durante a
performance. É acionado com os pés.

Wah wah, pedal - Unidade de acionamento por pedal que pode ser usada como controle
de tonalidade ou pressionada para obter o típico som de "wah".

Capítulo 27– A MELHOR MANEIRA DE CIFRAR

Para cifrar uma música é preciso antes de mais nada ter um ouvido bem
apurado e dominar os acordes suas formações escalas e seqüências. Estude
muito. A dica que eu dou é a seguinte.

Escreva a letra da música - Comece a marcar as sílabas fortes da letra, o que


fica mais fácil se você for cantando:

Quando olhei a terra ardendo -- --


Qual fogueira de São João --- --
Eu perguntei, ai a Deus do céu, ai, -- --
Por quê tamanha, judiação... --

Você deve sempre escolher um trecho ou a música inteira para marcar as


silabas fortes. No caso de escolher um trecho, prefira um que tenha começo,
meio e fim bem claros. Isto por que o aparecimento da tônica no fim da
música, ou do trecho nos levará a definição do tom da música.

No exemplo acima, cante a letra, ao chegar no fim, toque a nota dó do baixo,


insista até se afinar com o acorde final.

132
Agora vá usando as sete notas dos baixos dos acordes do campo harmônico
de dó, vá experimentando cada uma na primeira sílaba forte do trecho.

Para facilitar use a principio as três funções principais do campo Harmônico


(Do, Fá e Sol). Análise da letra do exemplo de "Asa Branca". - Da 1ª para 2ª
silaba teremos um afastamento da Tônica para Subdominante. - Da 2ª para
3ª silaba voltaremos ao ponto de partida que e a Tônica. - Podemos variar a
Tônica na 4ª e 5ª sílaba forte, usando a relativa ou anti-relativa. - Já na 6ª
sílaba temos outro afastamento da tônica. - Na 7ª silaba forte soa muito a
dominante que no caso é a nota SOL. - Na última finalmente voltamos à
tônica, completando um círculo.

Quando pretender harmonizar uma música você pode usar o ouvido


(intuição) ou a teoria, claro que em alguns momentos a intuição pode não
ser suficiente, então recorremos a teoria. Podemos dizer que: o que é
"descoberto" pelo ouvido é explicado na teoria. Qualquer pessoa pode
aprender a teoria, mas a intuição o sentimento não pode ser ensinado !!!
Bom, se você já consegue perceber as harmonias de ouvido, parabéns, já é
meio caminho andado. Mas sempre pesquise e tente aprimorar seus
conhecimentos, muitos estudos já foram feitos sobre harmonia, estuda-los
pode adiantar seu aprendizado.

Como sabemos , e infelizmente as Cifras ainda não são mundialmente


padronizadas , por isso você pode encontrar em composições diferentes
algumas Cifras estranhas , agora pelo bom senso e para uma leitura bem
definida retirei de um livro as maneiras mais usadas em notações de musica
veja :

Recomendadas Aceitáveis Evitadas Erradas

C X-X-X-X-X-X-X-X-X CM , C+ , Dó
Cm C- CM
C(#5) C5+ , C+ X-X-X-X-X-X-X-X-X
Cº , Cdim X-X-X-X-X-X-X-X-X X-X-X-X-X-X-X-X-X
C69 C96 X-X-X-X-X-X-X-X-X
C7M Cmaj7 , C7+ CM7
C7M(9#11) C7M(+119) , C7M(11+9) C7+ 9 , C7+9+11
+11

Cm(7M) Cm(maj7) , Cm7+ X-X-X-X-X-X-X-X-X


Cm7(b5) Cm7(-5) , Cm7(5-) , C Cm7-5 , Cm75-
C7(#5) C7(+5) , C7(5+) X-X-X-X-X-X-X-X-X
C7(9) C79 X-X-X-X-X-X-X-X-X
C7(b9) C7(9-) , C7(-9) C7-9 , C9-7
133
C7(#9) C7(+9) , C7(9+) C7+9 , C9+7
C7(#11) C7(+11) , C7(11+) C7+11 , C11+7
C7(b13) C7(-13) , C7(13-) C7-13 , C13-7
C7(13) X-X-X-X-X-X-X-X-X C13
C7(#9#11) C7(+9+11) , C7(9+11+) Nunca Sem parênteses

C7(b9b13) C7(-13-9) C7(13-9-) Nunca Sem parênteses

C4 Csus , Csus4 C11


C74 C7sus , C7sus4 C711
C74(9) C7sus(9) , C7sus4(9) C7119
C(add9) Cadd9 , C9 C2 , Cadd2

Capítulo 28– A IMPORTÂNCIA DO METRÔNOMO

Para quem não sabe, o metrônomo, como o nome diz, é um aparelho


destinado a marcar o tempo musical. Existem vários tipos e modelos - não
tem um? O melhor para este tipo de exercício é o movido a pilha/bateria,
com dial frontal.

O tempo mantido é infalível, o dial tem incrementos de tempo standard e


você pode mudar de velocidade instantâneamente - tudo isto é bem vindo
nesta técnica.

Outros tipos são os pequenos digitais, os tipo plug-in mecânicos e os "vovôs"


de pëndulo invertido.

Os pequenos digitais são ótimos para todos os propósitos - são mais baratos
o mantém o tempo infalível. Tavez sejam um pouco impróprios para este
tipo de exercíco pois para incrementar a velocidade você tem que ficar
segurando os pequenos botoezinhos até chegar ao valor desejado - e os
incrementos não são standard, e sim, em unidades. Numa hora de estudo,
com tantas digitações e um tempo pra cada uma, você vai perder 1/2 hora
só com o metrônomo.

Os outros são muito ruins. Os mecânicos tipo plug-in variam a velocidade de


acordo com a corrente elétrica do local, acusando maior velocidade do que o
real quando houver quedas na corrente (você vai se sentir Joe Satch quando
os vizinhos ligarem chuveiro, ar-condicionado e secadora de roupas...). E os
velhinhos com pêndulo não marcam o tempo com exatidão.

134
11.2.) Incrementos "Standard" em Metrônomos

40 - 60 acréscimos de 2
40, 42, 44, 46, 48, 50, 52, 54, 56, 58, 60
60 - 72 acréscimos de 3
60, 63, 66, 69, 72
72 - 120 acréscimos de 4
72, 76, 80, 84, 88, 92, 96, 100, 104, 108, 112, 116, 120
120 - 144 acréscimos de 6
120, 126, 132, 138, 144
144 - 208 acréscimos de 8
144, 152, 160, 168, 176, 184, 192, 200, 208

Capítulo 29– ESCOLHENDO SUA GUITARRA

Neste penúltimo capítulo falaremos tudo que você deve fazer antes e depois
de comprar sua guitarra. Preste atenção nessas dicas pois elas são muito
importantes para que você não seja passado pra trás.

Para valer o investimento, primeiramente a guitarra deve ter boa entonação.


Como já vimos antes , isto significa que ao longo do comprimento do braço,
as notas tem o tom correto, sem desafinações em certas partes. Uma
guitarra com entonação ruim simplesmente soa ruim, sendo horrível até
para iniciantes e amadores, pois atrapalha o treinamento do que seria um
instrumento "afinado" - em outras palavras, é possível que o uso prolongado
de um instrumento mau entonado acostume o seu ouvido a uma afinação
errada - além de espantar qualquer possível audiência.

Além disso, uma boa guitarra deve oferecer ajuste pleno na ponte e através
de tensor. Isto permite que com um investimento baixo você possa submeter
o instrumento a um Luthier, modificando consideravelmente sua qualidade e
tocabilidade.

Note também: trastes de material ruim, gastos, mal fixados ou irregulares


(deite a guitarra e, colocando-a à altura de seus olhos, observe o braço como
se fosse um trilho de trem: observe se os trastes são paralelos e têm a
mesma altura) proporcionam uma entonação ruim e trastejamento - vale a
pena pagar para ajustar este tipo de problema.

135
No tocante à afinação, a guitarra deve manter a afinação. Nada é mais chato
do que assistir à uma apresentação onde o guitarrista tem que afinar o
instrumento a cada música - além do que, normalmente ao final da música, a
desafinação acaba com seu som. Problemas de desafinação constante
provém normamente de 2 fatores: pestana ou tarrachas.

Se a pestana for de plástico ou osso, pague para um técnico ajustar os


cortes na medida correta. Lubrificá-la é outra alternativa. Trocar por uma de
grafite ou circular podem ser alternativas - consulte um luthier.

Tarrachas de boa qualidade também não são caras, e a troca é muito


simples, se feita por um profissional. Kits da Grover, Sperzel ou até
Gotoh(que contam com sistema de "lock") são ótimas opções.

Os pick-ups (captadores) não devem chiar demais. Caps baratos


normalmente chiam demasiadamente - além de terem timbre pobre e fraco.
Não devem proporcionar microfonia em excesso - especialmente quando
ligados a equipamentos de distorção. Isto ocorre porque os fios do
enrolamento das bobinas vibram uns contra os outros - típico de caps
baratos, que tem blindagem inapropriada. Você tem 2 possibilidades: uma
delas é mergulhar os caps em parafina derretida, o que diminui a vibração -
mas não corrige o timbre; a outra, é investir um bocado e instalar pick-ups
de boa qualidade.
Se a segunda opção é a sua, lembre-se: o valor do investimento em pick-ups
de boa qualidade - como Fender, Gibson, PRS, DiMarzio, Seymour/Duncan
(visite os sites destes fabricantes e confira - em inglês - as características de
cada um) é altíssimo.

Considere ao comprar uma guitarra se valerá a pena fazer a alteração -


recomendada somente se a guitarra for realmente boa, ou se ao vendê-la,
você recolocar os antigos caps e guardar os de boa qualidade para sua
próxima aquisição.

Verifique também os controles: se ao girá-los você ouvir ruídos ou eles não


modificarem o som da guitarra ao serem girados, é melhor trocá-los. O
investimento é barato e vale muito a pena. Normalmente, os problemas são
causados por potenciômetros velhos e/ou zenabrados.

O jack de saída deve proporcionar um encaixe perfeito com o plug do cabo -


o conserto deste problema também é barato.

Não tente economizar em cabos. Cabos de baixa qualidade roubam o sinal


da guitarra (principalmente as freqüências altas). Além disso, os cabos mais
baratos são mal soldados e não possuem blindagem, o que os torna fracos e
propensos a ruídos. Prefira os cabos com blindagem nos plugs. Molas na
136
saída dos plugs também são muito úteis, para evitar a quebra dos fios.
Cabos com revestimento de nylon, tipo corda, são os mais resistentes, além
de serem coloridos e facilmente diferenciados (porque a maioria dos baratos
são de borracha preta) - na hora de sair do palco, você cata o seu e deixa o
resto da banda desembaraçando aquele monte de cabo preto todo
emaranhado...

Cordas são fundamentais para abrilhantar seu som e fazer com que a música
soa suave. Um jogo de cordas importado profissional, o mesmo utilizado por
seu "guitar hero", não custa mais do que US$8,00. Cordas novas tem melhor
entonação e soam muito mais brilhantes. Investir num líquido de limpeza de
cordas (geralmente antioxidantes) maximizará ainda mais o tempo de vida
de suas cordas (experimente o Fast Fret, da GHS - passar com um pano
sempre que terminar de tocar). De qualquer forma, trocar as cordas uma vez
por mês não vai te matar - mais ainda levando-se em consideração as altas
taxas de umidade relativa do ar em nosso país (Brasil), o que acelera o
processo de oxidação.

Capítulo 30– AJUSTANDO SEU INSTRUMENTO

O que vamos discutir aqui nesse capítulo de encerramento é buscar o Ajuste


Perfeito do SEU equipamento - mesmo que não seja o que você busca, será o
melhor que o equipamento permite. Se mesmo assim o instrumento não for
adequado à sua expectativa, acho que você terá que procurar algo novo.
As dicas a seguir foram enviadas para meu e-mail por alguns profissionais e
segundo eles, extraídas de 2 sites de muito respeito: Fender e Gibson.
Algumas especificações técnicas são referenciais, pois referem-se aos
equipamentos originais destes fabricantes. Entretanto, o conjunto servirá,
com toda a certeza, para que você possa fazer pequenos ajustes no seu
instrumento. Se, após seguir este pequeno guia seu instrumento não
alcançar os referenciais mostrados, ou continuar apresentando problemas,
você deve procurar um profissional especializado - o "LUTHIER".

Um luthier é especializado em ajustar instrumentos de cordas, como


guitarras, violões, baixos, cavacos, bandolins, harpas, etc. Esse profissional,
trabalhando por conta própria ou no serviço técnico do instrumento que você
possui é o único que pode consertar problemas graves, e conseguir o
máximo de seu instrumento. Portanto, se você sentir dificuldades no ajuste,
leve o problema a um LUTHIER.

O que você precisará:

1-régua de metal, do comprimento do braço;

2-chaves de fenda, Philips e Allen (sextavada);


137
3-paquímetro ou régua dividida em polegadas (em espaços de 1/16");

4-um novo jogo de cordas.

I.) Instale novas cordas. Um novo jogo de cordas sempre traz um som
mais claro e brilhante ao instrumento. Use como regra: utilize sempre
a mesma medida de cordas no instrumento. Diferentes medidas
causam diferentes ajustes. Por isso, se o instrumento está ajustado
para aquele corda, nunca mude, ou terá de refazer os ajustes. As
Fender Strato e as Tele corpo sólido vem com cordas .010; as Tele
Holow-Body, com cordas .011. Já as Gibson corpo sólido utilizam como
original .009 (Les Paul, Flying V, SG); as semi-acústicas, vem com .010.
Os violões vem com encordoamento .013. Compare as características
do seu equipamento com estes - não estamos falando de qualidade - e
faça sua escolha.
II.) Afine o instrumento. (caso você não saiba afiná-lo, vou dar uma
explicadinha no final desta lição. Mas se é o seu caso, não acho que
esteja preparado para ajustar o instrumento sozinho...). Novamente,
lembre-se: nova afinação, nova regulagem. Utilize a afinação que você
costuma fazer e mantenha-a desta forma.

III.) Pegue a régua metálica e verifique a retidão do braço. Podem ocorrer


3 situações: a régua encosta em TODOS os trastes ao mesmo tempo,
ou seja, o braço está perfeitamente reto; a régua encosta nos
primeiros e nos últimos trastes, mas não encosta no meio; ou a régua
encosta nos trastes do meio, mas não nos primeiros e nem nos últimos
trastes. No primeiro caso, o braço perfeitamente reto deverá ser
ajustado, porque isto ocasiona uma ação(=posicionamento das cordas
em relação ao braço do instrumento) muito mais alta do que num
braço abaulado para a frente, como no 2o. caso, porque certamente
haverá trastejamento (=buzz - ruído da corda encostando em um
traste) nos trastes mais altos. Da mesma forma, um braço abaulado
para trás ocasionará o trastejamento nos trastes próximos à cabeça.
Considera-se ideal um braço ligeiramente abaulado para a frente, na
maioria dos estilos, pois permite uma vibração livre das cordas, sem
trastejamento.

IV.) Para conseguir uma curvatura excelente do braço, siga estes


procedimentos:
a. pressione a primeira casa com uma pestana;
b. pressione: na guitarra , última casa no violão, a casa sobre a junta do
corpo com o braço;

138
c. com o paquímetro ou a régua em polegadas, verifique a altura da 6a. e
1a. cordas até a escala no 8o. traste;
d. compare com a tabela abaixo (valores referenciais!!!)

Padrões Fender:

---------------------------------------------
(violões)
medida da 6a.corda 1a.corda
corda
.010 6/64" 5/64"
.008 6/64" 5/64"
---------------------------------------------
(guitarras)
medida 6a.corda 1a.corda
.012 5/64" 4/64"
.010 4/64" 4/64"
.008 4/64" 3/64"
---------------------------------------------
(baixos)
medida 6a.corda 1a.corda
.014 7/64" 6/64"
.010 6/64" 5/64"

=============================================
padrões GIBSON:
---------------------------------------------
(violões)
medida 6a.corda 1a.corda
.013 7/64" 5/64"
---------------------------------------------
(guitarras)
medida 6a.corda 1a.corda
de.009 a .011 5/64" 3/64"
=============================================

Obs.: Antes de começar a medir a distância no 8o. traste, confira a medida


da distância da 1a. e 6a. cordas até a escala no CAPOTRASTE. A medida
deve ser próxima da tabela. SOMENTE se for muito maior você deverá mexer
nos cortes do CAPOTRASTE. Caso você exagere, poderá causar problemas no
restante. Por isso, se você encontrar dificuldade, leve o instrumento a um
especialista. medidas no primeiro traste:

(guitarras ou violões)

139
1a. corda: 1/64" - 6a. corda: 2/64"

e. ajuste, com a chave allen correta, o estirante. (em alguns modelos, você
terá que tirar o pequeno escudo que cobre a cabeça do tirante com uma
chave philips). Use sempre a chave allen de encaixe perfeito!!! Se você
não tiver, vale a pena comprá-la. Será bem mais barato do que você
"espanar" a rosca sextavada do estirante e impossibilitar qualquer tipo de
ajuste. NUNCA gire o estirante mais do que 1/4 de volta de cada vez. Após
virar um quarto de volta, aguarde pelo menos 2 horas antes de fazer novo
ajuste.

f. O braço terá que se adaptar à nova posição, e isto não é imediato.


Sempre que você efetuar o ajuste, volte a afinar o instrumento. Isto faz
com que o braço se adapte à posição com o tensionamento correto das
cordas. Antes de fazer novo ajuste, lembre-se de medir o 8o. traste
novamente - repita tudo até que você consiga o ajuste ideal. Vai valer a
pena!!!

Obs.: Se você tem um instrumento equipado com Bi-Flex (dupla curvatura)


ou com dois estirantes, e detectar problemas com a curvatura do braço,
leve-o a um Luthier!!! NUNCA tente, sem conhecimento, regular este tipo de
estirante.

V.) Ajuste a altura da ponte. Nas guitarras, é bem fácil, pois geralmente
existe um sistema mecânico que permite este ajuste. Verifique qual o
seu modelo. As mais comuns possuem roscas em cada extremidade.
Gire-as para obter a altura desejada. Para subir a ponte, você precisará
afrouxar um pouco as cordas. Nas tune-o-matic, o ajuste é individual
para cada corda. Geralmente, são 2 parafusos tipo allen. Procure fazer
uma linha imaginária passando por todas as cordas, para que não haja
dificuldade na passagem de uma para outra na hora de tocar.

Mas não é necessário que seja um "desenho"... As regulagens são feitas para
regular, e não para enfeitar. Em violões, a coisa fica um pouco mais difícil...
A altura é determinada pelo rastilho. Se o problema for encordoamento
muito alto, você deverá retirar o rastilho com cuidado (geralmente é só
encaixado, mas em algns casos pode estar ligeiramente colado) e desbastar,
com uma lixa fina, o lado DE BAIXO da peça. NUNCA desbaste o lado de
cima, pois ele é arredondado e influi diretamente na entonação do
instrumento. Lembre-se: coloque a lixa sobre uma superfície perfeitamente
plana e deslize o rastilho sobre ela, aos poucos, experimentando a
modificação feita. É melhor afinar o instrumento 4 ou 5 vezes (não retire as

140
cordas todas as vezes - só afrouxe) até atingir o objetivo, do que passar do
ponto e ter que comprar outra peça.

VI.) Verifique se existe trastejamento (aquele buzz chato da corda batendo


no traste). Com fazer isso? Reafine o instrumento. Comece pela 6a
corda: aperte a 1a. casa e toque com uma palheta média a nota presa.
Não existe buzz? Vá para a segunda casa, e assim por diante, corda
por corda. Caso você encontre algum problema, você pode tentar
ajustar novamente a altura da ponte, até uma altura confortável. Se o
problema continuar, é provável que seja necessário ajustar alguns
trastes. Esse serviço deve ser feito por um LUTHIER!
(obs.: estamos supondo que vc. tenha feito os passos anteriores
corretamente, OK?)

VII.) Verifique a entonação. Entonação perfeita é conseguida quando


obtemos as notas na frequência correta em qualquer lugar da escala.
Para fazer isto, Toque um tom harmônico (ponha o dedo sobre o traste,
sem apertar a corda; ao mesmo tempo que tocar com a mão direita,
solte o dedo da esquerda) na 6a. corda, 12o. traste. Depois toque a
nota da 12a. casa. Se for obtido o mesmo tom, a entonação está
correta. Faça isso em todas as cordas.

VIII.) Ajustando a entonação:


a. Guitarras tune-o-matic - é a única que possibilita corrigir qualquer
problema, pois permite regulagem individual das cordas. Se a nota da
12a. casa for mais alta que o harmônico, "aumente" o comprimento da
corda, levando o apoio da corda para longe do braço. Se a nota for mais
baixa que o harmônico, "encurte" a corda, fazendo o procedimento
contrário. Faça isto para todas as cordas. Novamente, não se importe
com o "desenho" obtido pela regulagem. Importe-se com a entonação.
b. Guitarras com ponte "solta" - algumas guitarras tem a ponte "solta". Ela
tem 2 encaixes, que se guiam por parafusos fixos no corpo da guitarra.
Chama-se solta por que, tirando-se as cordas, ela realmente fica solta - é
presa pela pressão que as mesmas fazem sobre ela. Neste tipo, você
também moverá a ponte para perto ou longe do braço, dependendo do
caso, mas com um problema - TODAS as cordas são alongadas ou
encurtadas. Tente também movimentos diagonais para tentar chegar a
uma entonação correta.

c. Guitarras tipo TAILPIECE (presas na parte oposta ao braço) - também são


reguladas somente em conjunto, impossibilitando um ajuste perfeito.

d. Violões com cavalete fixo - o cavalete não pode ser movido, mas pode ser
"entonado", mudando-se o ponto de encontro da corda com o rastilho. Em
alguns casos, um rastilho mais fino resolve o problema, em outros, angula-se
141
o rastilho de forma a entonar a corda corretamente. Estes procedimentos
devem ser efetuados somente por um luthier, por exigirem conhecimento e
precisão.
DICA: Se o problema de entonação não for resolvido com regulagens de
ponte, e vier de SOMENTE UMA CORDA, tente trocá-la por uma de medida
superior ou inferior. Em muitos casos, resolve-se o problema.

IX.) Regule a altura dos captadores (para guitarras), utilizando a seguinte


técnica: pressione a 6a. e 1a. cordas na última casa, e meça, com a
régua em polegadas, a distância. Utilize a tabela abaixo para
referência (padrões Fender).
Para ajustar a altura, geralmente utiliza-se uma chave de fenda ou
philips, nos 2 parafusos existentes nas extremidades dos captadores.

======================================
tipo do 1a.corda 6a.corda
captador
Texas Special
(Telecaster) 6/64" 8/64"
Amer/Mex.STD
(Strato) 5/64" 6/64"
Humbuckers 4/64" 5/64"
BAIXOS 6/64" 8/64"
======================================

Se você seguiu todos os procedimentos acima corretamente, eu nem preciso


dizer nada - seu instrumento está falando por si próprio !!! Se você parou no
ítem no. 1 e não entendeu mais nada, não se desespere... Leve seu
instrumento a um Luthier e ele fará o serviço por você.

Lembre-se: mantenha seu instrumento limpo, sem poeira; limpe as cordas


com uma flanela cada vez que terminar de tocar (existem tb. líquidos anti-
corrosivos à venda nas lojas); evite calor, luz, sol, umidade. Não vai tocar,
estojo, pelo menos um "bag". Está tocando mas vai descansar, suporte -
chão, nunca! Quanto mais próximo você se tornar do instrumento, mais
rápido melhorará seu desempenho.

CONCLUSÃO

Bom chegamos ao final de mais uma apostila. E com certeza essa também
tem sinônimo de sucesso. Acredito que muitas pessoas ao adquirirem esse
material começarão a tocar a guitarra da melhor forma. Depois com um bom
treinamento e método de estudo ficará mais ágil e desenvolverá técnicas
142
mais aprofundadas.

O objetivo dessa apostila é ajudar todos os alunos que estejam aprendendo


e os que estão começando agora. A ajuda do professor vai ser fundamental
principalmente nos exercícios práticos, pois é a parte mais complicada dos
estudos.

Não seja o dono da verdade. Não pense que já esteja sabendo tudo. Lembre-
se: Humildade é fundamental nessas horas. Saber reconhecer quando erra e
quando acerta é um dos princípios para um músico alcançar o sucesso.
Portanto, se você errou, assuma e treine novamente. É só com os erros que
vêm os acertos. Se você não errar, nunca vai acertar depois.

O treinamento e a vontade é que vão fazer de você um grande


instrumentista. Não desanime com qualquer obstáculo que ver pela frente.
Seja grande. Seja um vencedor. Seja uma pessoa capaz de passar por cima
de tudo, mas com muito equilíbrio e paciência. Você ainda tem muito tempo
pra aprender.

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