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II Simpósio de Engenharia,

Gestão e Inovação
Análise da paridade de gênero
no ensino em Engenharia
Thays Aparecida Vendramin Delecrodio thaysdelecrodio@hotmail.com (UAM), Camila Gabriela Alexandre Geromel camila.costa@anhembi.br (UAM),
Karoliny de Castro Nigosky karolinycosta@yahoo.com.br (UAM), Jessica de Fátima Bitencourt Felisberto jessbfelis@gmail.com (UAM),
Jane Luchtenberg Vieira jlvieira@anhembi.br (UAM)

Resumo Resultados e Análises


As barreiras impostas por décadas para as mulheres estão presentes até hoje e nesta
tentativa de transpor barreiras gradativamente, a feminização gera um novo ciclo de
democratização com a paridade de gênero.
A ONU em sua agenda de 2030, propõe 17 objetivos para o empoderamento de todas
as mulheres e meninas. Diante deste cenário esta analise da paridade de gênero nas
Engenharias se tornou um estudo que contribui para fomentar a entrada de mais mulheres
este nicho que por anos foi nomeado como um reduto tradicionalmente masculino.

Objetivos
O trabalho tem como objetivo analisar a paridade de gênero no ensino superior no
curso de Engenharia.

Fundamentação Teórica
A sociedade por anos contribui para o distanciamento das mulheres do campo da
Engenharia, a Plataforma de ação de Pequim destaca a relevância que as mulheres
adquiriam para o seu próprio desenvolvimento construindo suas vidas de acordo com
suas aspirações, assim o acesso a igualdade é decisório e o governo e a sociedade
devem apoiá-las.
No Brasil as Engenharias estavam ligadas aos militares e a masculinização, já que
não era permitido o ingresso de mulheres restringindo a população masculina o acesso a
formação.
Contudo, as transformações que a sociedade promovem acelera o movimento de ➢ O Estudo mostra que a participação feminina nos cursos de Engenharia ainda é
paridade de gênero e com esta disseminação é importante que as IES busquem inferior que a masculina, não havendo a paridade de gênero. A influencia da
representar um papel relevante de promover o empoderamento feminino na decisão de sociedade ainda é muito forte na segregação de gêneros no curso sendo ainda
ingresso nos cursos de Engenharias por meninas rompendo assim os padrões comum referir a Engenharia como sendo somente para homens.
tradicionais. ➢ O senso empírico de que a mulher não possui estrutura ou capacidade
intelectual para absorver conceitos técnicos, freqüentar lugares com infra-estrutura
Métodos de Pesquisa suscetível, como o canteiro de obras ainda é um desafio iminente, pois
historicamente o sinônimo de força e capacidade vem do homem, alem disso o
Para a metodologia foi feita uma pesquisa que reflete um tipo de desafio estende-se ao mercado de trabalho onde ainda é comum as Engenheiras
perspectiva não tradicional relacionada aos problemas de paridade de gênero atuarem em áreas não- correlatadas a de formação.
nos cursos de engenharia . Foram estabelecidas duas Hipóteses: ➢ Algumas ações estão ao alcance das IES e podem ser feitas para alcançar
relevância e mais representatividade do gênero feminino, contribuindo assim para
➢ Hipótese 1: Não Há paridade de gênero nos cursos de engenharia. que seja alcançado a meta estabelecida segundo a ONU para 2030.
➢ Hipótese 2: É baixo o número de estudante de sexo feminino nos cursos
de engenharia.
Dentro destas variáveis dos dados analisados, foi aplicada uma estatística
descritiva e os aspectos considerados constam no quadro:
Considerações Finais
➢ Conclui se que ainda não há a paridade de gênero nos cursos de Engenharia,
apesar do aumento de numero de mulheres.
➢ Houve muitas limitações na realização da pesquisa, visto que há um número baixo
de publicações a respeito da paridade de gênero e percebe-se que os legisladores
atuam de forma a não se ter a percepção da igualdade visto como um retrocesso
educacional.
➢ Espera-se que o trabalho motive pesquisadores a prosseguirem no caminho da
realização de novas pesquisas relacionadas ao tema e que seja um incentivo a
participação feminina eliminando todas as formas de desigualdades previstas na
agenda da ONU 2030..

Referências
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MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M. Fundamentos de metodologia científica. 7. ed. São Paulo, Atlas, 2010
NAKANO, D. Métodos de pesquisa adotados na Engenharia de Produção e Gestão de Operações. In: CAUCHICK, P. M.
(Coord.). Metodologia de pesquisa em Engenharia de Produção e Gestão de Operações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
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02 e 03 de maio/2019 – Águas de Lindóia-SP