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Transtorno de Ansiedade Social: um estudo de caso

A ansiedade pode ser definida como um sistema complexo de respostas cognitivas, afetivas, fisiológicas e
comportamentais. Esse sistema é ativado no momento em que eventos ou circunstâncias antecipados
são considerados altamente aversivos, pois são percebidos como eventos imprevisíveis, incontroláveis,
com a possibilidade de serem uma ameaça aos interesses vitais de uma pessoa (Clark e Beck, 2012). A
ansiedade torna-se patológica quando há avaliação incorreta de perigo de determinada situação,
causando prejuízo no funcionamento social e ocupacional diário do indivíduo e com permanência por
muito mais tempo do que o esperado. Além disso, há medo intenso na ausência de sinais de ameaça ou
associado ao menor estímulo de ameaça e medo em variedade maior de estímulos ou em situações de
intensidade relativamente leve de ameaça (Clark e Beck, 2012).

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-34822015000100008

Transtornos de ansiedade

Ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou


desconforto derivado de antecipação de perigo, de algo desconhecido ou estranho.1,2

Em crianças, o desenvolvimento emocional influi sobre as causas e a maneira como se manifestam os


medos e as preocupações tanto normais quanto patológicos.2,3 Diferentemente dos adultos, crianças
podem não reconhecer seus medos como exagerados ou irracionais, especialmente as menores.2,3

A ansiedade e o medo passam a ser reconhecidos como patológicos quando são exagerados,
desproporcionais em relação ao estímulo, ou qualitativamente diversos do que se observa como norma
naquela faixa etária e interferem com a qualidade de vida, o conforto emocional ou o desempenho diário
do indivíduo.1 Tais reações exageradas ao estímulo ansiogênico se desenvolvem, mais comumente, em
indivíduos com uma predisposição neurobiológica herdada.4,5

A maneira prática de se diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica é basicamente avaliar se a


reação ansiosa é de curta duração, autolimitada e relacionada ao estímulo do momento ou não.

Os transtornos ansiosos são quadros clínicos em que esses sintomas são primários, ou seja, não são
derivados de outras condições psiquiátricas (depressões, psicoses, transtornos do desenvolvimento,
transtorno hipercinético, etc.).

Sintomas ansiosos (e não os transtornos propriamente) são freqüentes em outros transtornos


psiquiátricos. É uma ansiedade que se explica pelos sintomas do transtorno primário (exemplos: a
ansiedade do início do surto esquizofrênico; o medo da separação dos pais numa criança com depressão
maior) e não constitui um conjunto de sintomas que determina um transtorno ansioso típico (descritos a
seguir).

Mas podem ocorrer casos em que vários transtornos estão presentes ao mesmo tempo e não se
consegue identificar o que é primário e o que não é, sendo mais correto referir que esse paciente
apresenta mais de um diagnóstico coexistente (comorbidade). Estima-se que cerca de metade das
crianças com transtornos ansiosos tenham também outro transtorno ansioso.3

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462000000600006

TRASTORNOS DE ANSIEDADE

Segundo Castillo (2000) a ansiedade é um sentimento de medo vago e desagradável,

caracterizado por um desconforto ou tensão derivado de uma antecipação de

perigo, de algo desconhecido ou estranho.

Por vezes desagradável, no entanto Grazziano e Bianchi (2004) afirmam que a

ansiedade primária, é um fenômeno adaptativo necessário ao homem para o enfrentamento

das situações cotidianas, a intensidade e duração variam de indivíduo para

indivíduo de acordo com as diferentes situações. Sua função adaptativa, segundo Assumpção
(2009) é também marcante, uma vez que se encontra ligada a mecanismos

de sobrevivência, aparecendo, portanto, ligada a mecanismos de defesa territorial,

seleção de companheiro e mecanismos de ataque-defesa.

Considera-se medo quando existe um estímulo desencadeador externo óbvio

que provoca comportamento de fuga e evitação, enquanto que a ansiedade é um estado

emocional aversivo sem desencadeadores claros que, obviamente, não podem

ser evitados (BAPTISTA ET AL., 2005).

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Skinner (2000 APUD ARRUDA, 2006) define ansiedade como uma condição emocional

complexa e aversiva que é condicionada como resultado de um emparelhamento

de estímulos. Um único evento aversivo pode levar uma condição de ansiedade a

ficar sob o controle de estímulos incidentais. Quando uma pessoa é submetida a uma

situação a qual foi desagradável, provocando um enorme grau de ansiedade, então

quando submetido a situações parecidas irá associar o sentimento de ansiedade com

o evento ocorrido. A exposição de estímulos aversivos produz uma resposta de ansiedade,

juntamente com sintomas somáticos, gerados no sistema nervoso autônomo.

Segundo Torres (2010) o medo condicionado envolve uma forma de condicionamento

Pavloviano em que o sujeito é treinado a associar um estímulo neutro

a um estímulo aversivo, incondicionado. Assim, o medo aprendido não apenas gera

respostas de defesa, mas permite que estímulos ambientais associados também o façam.

É o mecanismo por meio do qual aprendemos temer pessoas, objetos e animais.

A ansiedade e o medo passam a ser patológicos quando são exagerados, desproporcionais

em relação ao estímulo, ou qualitativamente diversos do que se observa

como norma naquela faixa etária, interferindo na qualidade de vida (CASTILLO, 2000).

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (AMERICAN...,

2013) muitos dos transtornos de ansiedade surgem durante a infância e se

não forem tratados tendem a persistir, sendo que a maioria ocorre mais em indivíduos

do sexo feminino que no sexo masculino. Castillo (2000) afirma que os transtornos

ansiosos são quadros clínicos com sintomas primários, não são derivados de

outras condições psiquiátricas (depressão, psicose, transtornos de desenvolvimento

etc.). Estes são diagnosticados segundo o DSM-V apenas quando os sintomas não

são consequências dos efeitos fisiológicos do uso de substâncias/medicamento ou

de outra condição médica.

Segundo Vorkapic e Rangé (2011) na população adulta em geral os transtornos

de ansiedade vem crescendo exponencialmente. Entre os transtornos psiquiátricos os

transtornos de ansiedade estão entre os mais frequentes, com prevalências de 12,5%

ao longo da vida e 7,6% no ano. Os sintomas ansiosos são os mais comuns, podendo
ser encontrados em qualquer pessoa em diferentes períodos da vida.

Alguns dos tipos de transtornos ansiosos segundo o DSM-V são: transtorno de

pânico, agorofobia, transtorno de ansiedade generalizada, fobia social, fobias específicas,

transtorno de estresse pós-traumático e transtorno obsessivo-compulsivo. Abaixo

descreveremos brevemente cada um deles.

Segundo o DSM – V o transtorno de pânico refere-se a ataques de pânico inesperados,

o ataque é um surto de medo ou desconforto intenso, alcançando minutos

no qual ocorrem alguns sintomas como: palpitação, taquicardia, sudorese, coração

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acelerado, dentre outros. Segundo Marks & Gelder (1966 APUD Levitan ET AL., 2008)

existe uma frequente complicação no transtorno do pânico, em que é comum o

medo de passar mal nas situações temidas.

O termo “agorofobia” segundo Levitan e outros autores (2008) significa medo

de lugares abertos, medo de sair de casa ou situações onde o socorro não é possível,

indivíduos com agorofobia evitam questões sociais.

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) segundo Clark e Beck (2012 APUD

ENGSTER, 2013) é um estado de ansiedade generalizada que persiste e envolve preocupação

crônica, excessiva e evasiva, acompanhando sintomas físicos ou mentais de

ansiedade, causando prejuízo no funcionamento diário do indivíduo.

A fobia social de acordo com o DSM – V é o medo ou a ansiedade de um indivíduo

frente a uma ou mais situações em que envolvam a avaliação do mesmo por outras

pessoas. Os indivíduos temem aparecer ou agir, demonstrando ansiedade, como

tremer e tropeçar às palavras.

Fobia específica é um dos transtornos de ansiedade caracterizada segundo o

DSM – V pela presença de medo excessivo e sempre relacionado com uma situação

ou objeto específico, podendo ser desenvolvida a partir de um evento traumático.

O medo da separação de pessoas amadas após eventos traumáticos é comum.

No transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) segundo o DSM – V os sintomas

referem-se à esquiva das lembranças dos eventos traumáticos.

O transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado pela presença de obsessões/compulsões.

Obsessões são eventos mentais como imagens, ideias, impulsos,

são criadas a partir de qualquer substrato da mente. Compulsões são comportamentos

ou atos repetitivos, realizado para diminuir a ansiedade causada pela obsessão ou

para evitar a situação (ROSÁRIO-CAMPOS, 2000).

Entre os diversos transtornos de ansiedade existentes o presente trabalho tem

por objetivo identificar a existência de fobias específicas em universitários, a importância

da ajuda psicológica na superação da mesma, bem como identificar a possibilidade


de ocorrência de transtornos de ansiedade.

1. 2 FOBIAS ESPECÍFICAS

A fobia é uma espécie particular de medo. Palavra que vem do grego “phobia”,

e por sua vez derivada da palavra “phobos”, nome de um deus grego, que significa

“pânico, terror”. Este deus segundo lendas provocava medo intenso em seus inimigos

por possuir a face terrivelmente feia (MESTRE e CORASSA, 2000).

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Segundo Castillo (2000) fobias específicas são definidas pela presença de medo

excessivo e persistente relacionado a um determinado objeto ou situação, que não seja

situação de exposição pública ou medo de ter um ataque de pânico. Obviamente, as

fobias específicas podem desencadear no sujeito a chamada ansiedade antecipatória.

Na afirmação de Wauke e outros autores (2004):

Este medo pode gerar também a ansiedade antecipatória, neste

caso, o indivíduo fica ansioso só com o fato de rememorar o

alvo gerador de sua fobia. Em geral, a fobia é diagnosticada se

estiver atrapalhando o dia-a-dia da pessoa e ela admitir que

esse medo é excessivo. Uma pessoa fóbica constantemente,

evita o contato com o elemento causador de seu mal-estar.

(VICELLI, 2000 APUD WAUKE ET AL 2004, p. 1).

O contato com o estímulo fóbico para Rangé (2011) causa ansiedade, surgindo

sintomas físicos que podem ser do sistema nervoso autônomo (cardiorrespiratório),

muscular, cinestésico e outros:

• Autonômicos: taquicardia (cardiorrespiratório), sudorese quente ou fria, taquipneia,

vasoconstrição (extremidades frias, palidez) midríase, piloereção, aumento

do peristaltismo (diarreia);

• Musculares: dores, contraturas, tremores, trepidação;

• Cinestésico: parestesias, calafrios, adormecimentos;

• Outros: Urgência de ir urinar, vazio no estômago, dor e aperto no peito.

Sintomas psíquicos também são característicos em pessoas com fobia, como

por exemplo: tensão, nervosismo, apreensão, insegurança, dificuldade de concentração,

sensação de estranheza, sensação de morte iminente etc. (RANGÉ, 2011).

De acordo o DSM-V uma característica do transtorno de fobia específica é que o

medo ou a ansiedade está circunscrito na presença de uma situação ou objeto particular,

denominado estímulo fóbico. Silva (2011) classifica por tipo as fobias existentes

mais comuns, entre elas estão: fobia do tipo animal (p. ex., aranhas, cães, cobras), fobia

do tipo ambiente natural (p. ex., altura, tempestade, ruídos altos) fobia do tipo sangue,

injeção, tipo de ferimento (p. ex., sangue, dor, procedimentos médicos invasivos),
fobia do tipo situacional (p. ex., lugares fechados, lugares abertos, elevadores, aviões)

e do tipo outros (p. ex., vômitos, engasgar, doenças). O medo e a ansiedade são quase

sempre evocados quando o indivíduo entra em contato com o estímulo fóbico.

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A fobia específica segundo o DSM – V é ocasionalmente desenvolvida após um

evento traumático, por observação de outras pessoas, passando pelo evento traumático,

por um ataque de pânico na situação temida, entre outros fatores. No entanto, muitas

pessoas que possuem fobia específica não lembram o evento desencadeador da fobia.

As fobias específicas são influenciadas por nossas crenças. Se interpretarmos uma

situação como ameaçadora, tendemos a ter reações emocionais de acordo com essa

interpretação e não de acordo com o perigo real. É um dos transtornos ansiosos mais

comuns com prevalências de até 16% em indivíduos com mais de 65 anos (RANGÉ, 2011).

Algumas características diagnósticas deste transtorno segundo o DSM – V são

apresentados por critérios, como demonstra o Quadro 1:

Quadro 1 – Demonstra as características diagnósticas das fobias específicas segundo o DSM – V

CRITÉRIOS CARACTERÍSTICAS

Critério A O medo ou a ansiedade esta circunscrito à presença de uma situação

ou objeto particular, devendo este medo ser intenso ou grave.

Critério B O medo ou a ansiedade é evocado quase todas as vezes que o indivíduo

entra em contato com o estímulo fóbico.

Critério C O indivíduo evita ativamente a situação.

Critério D

O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao perigo real

apresentado pelo objeto ou situação ou mais intenso do que é considerado

necessário.

Critério E O medo, a ansiedade ou a esquiva é persistente, geralmente durando

mais de seis meses.

Critério F

A fobia específica deve causar sofrimento clinicamente significativo ou

prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes

da vida do indivíduo para que o transtorno seja diagnosticado.

file:///C:/Users/Pc/Downloads/2611-8228-1-PB.pdf

Quando o estresse se transforma em doença

O ritmo de vida acelerado que levamos gera estresse. Cada dia mais pessoas sofrem com o ritmo
alucinado imposto pelas obrigações que assumiram. Nos ocupamos de muitas coisas ao mesmo
tempo, queremos fazer tudo rápido e direito. Este nível de exigência e a pressão de carregar tantas
responsabilidades acabam mandando a conta.

Cada vez aumentam mais as pesquisas que exploram as consequências do estresse prolongado sobre
nosso organismo. Os resultados apontam que nos colocarmos em um estado dominado pelo estresse
é muito perigoso para nossa própria saúde. É muito difícil viver uma vida livre de preocupações, mas a
nossa atitude para com ela é decisiva. As doenças psicossomáticas são um exemplo da importância que
o nosso estado mental tem e da conexão corpo-mente.

O cortisol, causador de doenças

O cortisol é um hormônio produzido pela glândula suprarrenal. É liberado quando estamos estressados.
Por outro lado, quando é liberado por um longo período de tempo, coloca em risco a nossa saúde. O
cortisol provoca a liberação de glicose no sangue para então enviar uma grande quantidade de energia
aos músculos. Ele tem o objetivo de nos dar mais energia em situações de emergência.

Quando o estresse se dá em um momento específico, o organismo volta a restabelecer os seus níveis


hormonais. Quando a situação se prolonga por um longo período de tempo, aparecem sintomas
adversos, tais como:

 Mudanças no comportamento. Irritabilidade, sentimento de ira, desmotivação.

 Hipertensão.

 Dor de cabeça.

 Problemas digestivos.

 Falta de apetite ou fome desproporcional.

 Dores musculares.

 Perda de memória.

 Desequilíbrio do sistema imunológico.

Todos estes sintomas provocados pelo cortisol ao longo do tempo podem provocar uma patologia. Está
relacionado com distúrbios como hipertireoidismo, diversos problemas cardiovasculares (angina do peito,
infarto do miocárdio), infecções cutâneas (herpes, psoríase, eczemas) e doenças digestivas (úlceras,
gastrite).

Doenças psicossomáticas e estresse

São doenças físicas que surgem por estresse ou por qualquer tipo de mal-estar psicológico que
acaba se expressando em forma de doença. O DSM-5 as catalogou como transtornos de sintomas
somáticos e transtornos relacionados. A ausência de provas físicas ou biológicas que expliquem a
sintomatologia referida pelo paciente torna difícil encontrar um tratamento eficaz para o problema.

Os sintomas que costumam aparecer são diferentes, mas são todos fontes de mal-estar e dificultam o
desenvolvimento normal da vida cotidiana. Estes sintomas não estão associados a uma causa física que
os explique. Então, é importante detectar que se trata de uma doença psicossomática para poder
encontrar uma solução, levando o paciente a um especialista de Os sintomas podem ser generalizados
ou específicos e, às vezes, são identificados como sensações normais (como a sensação de sentir
fome) ou confundidos com sintomas característicos de doenças leves (como um resfriado). O sintoma
mais frequente registrado neste tipo de pacientes é a dor.

Pesquisas científicas que demonstram esta relação

Segundo o Texas Heart Institute, o estresse é um dos fatores que mais aumenta a probabilidade de
padecer de uma doença cardiovascular. O estresse aumenta a frequência cardíaca e a pressão
arterial, aumentando a necessidade de oxigênio do coração.

A revista Nature publicou um artigo que afirmava existir uma relação direta entre o estresse e o câncer.
As experiências lideradas por Tian Xu revelaram que as células “estressadas” podem emitir sinais que
levam à geração de tumores, afetando as células sadias vizinhas. O lado positivo desta descoberta é a
possibilidade de ter uma nova via para combater o câncer, interceptando e bloqueando os sinais de
estresse que as células trocam.

Um grupo de pesquisadores argentinos identificou nas suas pesquisas o estresse como um detonador
do início da demência. Segundo o grupo liderado pelo doutor Reich, o estresse pode acarretar um
processo degenerativo no cérebro e projetá-lo sobre o sistema neuroendócrino e imunológico. Embora
isso não implique uma causalidade direta, seria interessante continuar pesquisando até que ponto existe
essa relação.

De uma forma ou de outra, o que parece evidente é que um estado constante de superativação no
corpo destrói nossas defesas e nos torna cada vez mais propensos a contrair doenças. Esta causa
não aparece refletida em nenhuma ressonância eletromagnética, por isso a identificação da origem da
doença psicossomática é tão complicada, e com frequência rejeitada pelos pacientes.

saúde mental.

https://amenteemaravilhosa.com.br/estresse-se-transforma-em-doenca/

Sintomas Da Ansiedade (Incluindo Ataques De Ansiedade, Transtornos, Sinais E Sintomas Da Síndrome


Do Pânico).

Mais de 100 sintomas e sinais da ansiedade, ataques de ansiedade (ataques de pânico) e outros
transtornos da ansiedade incluindo os seguintes sintomas da ansiedade:

Corpo (sintomas de ansiedade associados com o corpo em geral):

 Problemas de alergia, aumento de alergias (número, sensibilidade, reações, reações mais


demoradas);

 Tosse, tosse crônica e tosse emocional;

 Asma e ansiedade;

 Dor nas costas, rigidez, tensão, pressão, espasmos, imobilidade nos músculos das costas ou
coluna (conhecido com travamento da coluna);

 Branqueamento  (palidez, perda de cor no rosto ou pele) ;

 Rosto vermelho ou pele vermelha (corado demais);

 Dores no corpo, partes ou todo o seu corpo dolorido, como se estivesse machucado os
músculos;

 Solavancos no corpo, sacudidas eléctricas (aquelas que ocorrem enquanto se tenta pegar no
sono ou dormindo), intenso tremor no corpo;

 Temperatura corporal alta ou baixa, mudança na temperatura corporal;

 Queimação na pele, sensação de sarna na pele, sensibilidade na pele, dormência na pele;

 Senação de queimação na pele do rosto, pescoço, orelhas, couro cabeludo ou ombros;

 Sensação de zumbido nos pés, dedos, mãos, dedos, braços e pernas;

 Dor no peito, aperto no peito;

 Asfixia;

 Fadiga crônica, exaustão, super cansado, desgastado;

 Imperícia, sentindo-se desajeitado, problemas de coordenação com as pernas ou corpo;

 Calafrios, sentindo-se frio;

 Desejo intenso por açúcar, doces, chocolate, habitual ânsia por açúcar e doces;

 Dificuldade em falar, mover a boca,  problemas de coordenação com a boca ou língua ;

 Tonturas;

 Sensação de enjôo;

 Excesso de energia, você se sente como se não conseguisse relaxar;

 Sensação de estar caindo, mesmo que esteja em local seguro;

 Sensação de estar prestes a desmaiar;

 Sentir frio em temperatura normal

 Sinto-se errado, diferente, estrangeiro, diferente ou estranho

 Sintomas gripais, mal-estar geral, como se estivesse prestes a pegar uma gripe;
 Micção freqüente (urinar mais que o normal);

 Palpitações do coração, como se estivesse acabado de correr;

 Hiperatividade, excesso de energia;

 Aumento ou diminuição da libido;

 Infecção – aumento de infecções, infecção persistente;

 Boca ou garganta clicando ou raspando quando você move sua boca ou a mandíbula, como
quando fala;

 Músculos vibrando, tremulação, tremor involuntário do músculo;

 Contração do músculo;

 Náusea;

 Vômitos;

 Rigidez no pescoço, ombro e costas;

 Suar durante a noite, acordar suado;

 Sem energia, sentindo-se apático, cansado;

 Dormência;

 Dormência e formigamento;

 Dormência e formigueiro e outras sensações de pele em mãos, pés, rosto, cabeça ou quaisquer
outros lugares no corpo;

 Tensão persistente muscular, rigidez;

 Batedeira no coração, coração se sente como ele está batendo muito forte;

 Sensação de pulsar ou latejar os músculos;

 Disfunção sexual, desinteresse sexual;

 Dores em pontos do rosto (pontadas);

 Dores no couro cabeludo ou cabeça (pontadas);

 Batimentos cardíacos irregulares;

 Couro cabeludo ferido ou apertado ou parte de trás do pescoço;

 Se assustar facilmente;

 Sudorese, suor incontrolável durante o dia;

 O chão parece que está se movendo para baixo ou para cima sem nenhuma razão (na verdade
está parado);

 Aperto nas costelas ou na área da caixa torácica;

 Sensações de formigamento, em qualquer lugar no corpo, incluindo as mãos, pés, pernas,


braços, cabeça, boca, peito ou região da virilha;

 Tremores, agitação, tremores;

 Contrair-se;

 Instabilidade, vertigem, sensação de tonturas ou vertigens;

 Urgência para urinar, súbita vontade de ir ao banheiro (semelhante aos sintomas de infecção de
próstata);

 Se sentir fraco, fraqueza, baixa energia;


 Pernas, braços e músculos fracos;

 Perda de peso, ganho de peso;

Peito (sintomas de ansiedade associados com a área do peito):

 Tremores no peito, vibração no peito;

 Dor no peito ou desconforto;

 Preocupação com o coração;

 Sensação de ter que forçar a respiração;

 Dificuldade em respirar, sentindo-se sufocada, falta de ar;

 Bocejar freqüente para tentar recuperar o fôlego;

 Palpitações do coração – batendo duro ou rápido demais, batimento cardíaco rápido;

 Coração – ritmos irregulares do coração, batidas puladas, coceira no peito que te faz tossir;

 Batedeira no coração, coração parece que está batendo muito forte;

 Aperto na costela ou caixa torácica;

Emoções (sintomas de ansiedade associados com sentimentos, emoções e humor) Medos (sintomas de
ansiedade associados com medo):

 Um medo maior do que as pessoas pensam de você;

 Com medo de ser preso em um lugar sem nenhuma saída;

 Sentimento constante de ser oprimido;

 Medo de estar em público;

 Medo de morrer;

 Medo de perder o controle;

 Medo de desgraça iminente;

 Medo de cometer erros ou fazer um tolo de si mesmo para os outros;

 Medo de desmaiar;

 Medo de estar perdendo o controle da sua mente;

 Temores sobre coisas irracionais, objetos, circunstâncias ou situações;

 Medo de enlouquecer, de morrer, de desgraça iminente, de coisas normais, sentimentos e


emoções incomuns, pensamentos ou sentimentos assustadores;

 Maior auto alerta ou autoconsciência;

 Necessidade de estar perto do banheiro para você poder sentir-se confortável;

 Necessidade de se sentar perto de saídas;

Cabeça (sintomas de ansiedade associados com a cabeça):

 Névoa na mente;

 Couro cabeludo ardente e/ou coçando;

 Tontura;

 Vertigens;

 Dores de cabeça freqüentes, enxaquecas;

 Sensação de ter uma banda apertada em torno de sua cabeça, pressão na cabeça;
 Dor no ombro pescoço e cabeça juntos, estanqueidade/rigidez;

 Tremores na cabeça;

 Dormência;

 Formigamento;

 Pontadas de dor na cabeça;

 Pontadas de dor no rosto;

 Pontadas de dor no couro cabeludo;

 Quando você fecha os olhos parece que vai começar a flutuar;

 Mandíbula doendo como se fosse uma dor de dente;

 Aperto da mandíbula; bruxismo;

 “Trituração” dos dentes;

Audição / Ouvidos (sintomas de ansiedade associados à audição):

 Sensação de que tem algo preso em seu ouvido, que o canal do ouvido está bloqueado, que há
uma pedra no seu ouvido que você não consegue tirar;

 Ruídos baixos;

 Audição reduzida, frequente ou intermitente audição reduzida ou surdez em um ou nos dois


ouvidos;

 Zumbido nos ouvidos, ruídos nos ouvidos, ruídos na cabeça;

 Ouvido pulsante;

 Cócegas ou coceira no ouvido que você não consegue chegar com o dedo;

Mente (sintomas de ansiedade associados com a mente e o pensamento):

 Medo de tudo;

 Estado alterado de realidade e da consciência;

 Névoa do cérebro;

 Deja-Vu, um sentimento que você fez ou experimentou a mesma coisa antes;

 Despersonalização;

 Derealização;

 Dessensibilização;

 Dificuldade de concentração, perda da memória de curto prazo;

 Dificuldade em pensar, falar, formar pensamentos;

 Desorientação;

 Medo de enlouquecer;

 Medo de perder o controle;

 Medo de desgraça iminente;

 Sentimentos de irrealidade;

 Frequente sentimento de ser oprimido;

 Frequente sentimento de que há coisa demais para fazer e não vai dar conta;

 Dificuldade de se concentrar;
 Pesadelos, sonhos desagradáveis;

 Obsessão sobre sensações;

 Pensamento repetitivo ou mente inquieta;

 deficiência na aprendizagem a curto prazo, dificuldade em aprender novas informações;

 Diminuição da memória a curto prazo, não me lembro o que eu fiz alguns dias, horas, ou
momentos atrás;

 Pensamentos “Presos”;

 Pensamentos, imagens mentais, conceitos ou músicas que “pregam” em sua mente e passam
repetidamente, o tempo todo;

 Preso em seus sentimentos;

 Apreensão;

 Você muitas vezes sente que está carregando o mundo nas costas;

Humor / emoções (sintomas de ansiedade associados com humor, sentimentos e emoções):

 Sempre se sentindo irritado(a) e falta de paciência;

 Despersonalização;

 Depressão;

 Mudanças de humor drásticas (inversões emocionais);

 Ficar emocionalmente entorpecido;

 As emoções parecem estar erradas;

 Tudo é assustador;

 Sentindo-se para baixo;

 Sentir-se no fundo do poço;

 Sentindo que as coisas estão irreais;

 Estar com frequência no limite;

 Vontade de chorar sem motivo aparente;

 Não ter nenhum sentimento sobre coisas que você costumava ter;

 Sentir-se desprendido(a) de entes queridos;

 Ansiedade, apreensão ou medo subjacente;

 Sensação de estar sob pressão o tempo todo.

Boca/estômago (sintomas de ansiedade associados com a boca e estômago):

 Um cheiro ou sabor ‘metálico’ ou ‘amoníaco’, incomum;

 Aerofagia (engolir muito ar, distensão do estômago, arroto)

 Queimação na boca, parece que a boca está queimando por dentro, formigando, alfinetando, ou
todos estes juntos ou em momentos diferentes;

 Queimação na língua, parece que a língua está queimando, formigando, alfinetando, ou todos
estes juntos ou em momentos diferentes;

 Asfixia;

 Desejo anormal por açúcar ou doces;

 Intestino preso;
 Diarréia;

 Dificuldade de engolir;

 Dificuldade em falar, a boca parece que não se move direito, leve gagueira;

 Boca seca;

 Não consegue engolir normalmente;

 Sensação de que algo será preso em sua garganta;

 Sentimento de inchaço na língua;

 Falta de apetite ou gosto;

 Garganta apertada, algo preso na garganta;

 Músculos da boca fica contraindo/saltando;

 Boca ou garganta faz ruído quando você move sua boca ou mandíbula;

 Náusea;

 Vômitos;

 Náusea ou estresse abdominal;

 Dormência;

 Formigamento;

 Estômago virado, gás, arrotos, inchaço;

 Ranger de dentes;

 Só de pensar em comer já o(a) deixa enjoado(a);

 Sintomas da língua – formigamento, dormente, “esticada”, congelada, coceira,  queimação,


contração, “saltitante”, doendo ou sensação de estar inchada (quando não está).

 Urgência para urinar, urinar com frequência anormal, súbita vontade de ir ao banheiro;

Siga esses passos fáceis para alívio imediato dos sintomas da ansiedade e do pânico.

Pele (sintomas de ansiedade associados com a pele):

 Sensações de queimadura na pele, sensibilidade na pele;

 Dormência;

 Formigamento;

 Infecções na pele, erupções cutâneas;

Sono (sintomas de ansiedade associados com sono):

 Dificuldade de pegar no sono ou continuar dormindo;

 Frequentes sonhos ruins, bizarros ou loucos;

 Ouvir sons em sua cabeça que faz acordar;

 Insônia, ou acordar mal no meio da noite;

 Choques acordado;

 Solavancos involuntários;

 Acordar com um ataque de pânico;

 Sentindo-se mal pela manhã;


Vista (sintomas de ansiedade comumente associados à vista):

 Visão distorcida, nevoeiro ou turva;

 Olhos secos, lacrimejantes ou coceira;

 Ver as coisas no canto dos olhos que não está lá, como estrelas;

 Olhos sensíveis à luz;

 Manchas na visão;

 Luzes piscando quando os olhos estão fechados;

 Sua percepção de profundidade parece errada;

Tato (sintomas de ansiedade associados ao tato):

 Sensações de queimadura na pele, sensibilidade na pele;

 Calafrio;

 Dormência;

 Formigamento;

 Dor

 Sensações de alfinetadas/agulhadas;

Outros sintomas de ansiedade são descritas como:

Viver como um hipocondríaco, palpitação no músculo, preocupação excessiva o tempo todo,  engasgos,
aperto no peito, agitação na língua, língua trêmula e batedeira no coração.

Além destes sintomas de ansiedade, você também pode compulsivamente ficar preocupado em:

 Ter um ataque cardíaco;

 Ter uma doença grave não detectada;

 Morrer prematuramente;

 Medo de enlouquecer;

 Prejudicar incontrolavelmente você ou alguém que você ama;

 Perder o controle de seus pensamentos e ações;

 Ficar constrangido;

 Desmaio em público;

 Não respirar corretamente;

 Controle de perda da realidade;

 Asfixia;

 Ficar sozinho;

https://autoajudaemfoco.com.br/estresse-ansiedade/ansiedade-sintomas-mais-de-100-sintomas-da-
ansiedade

Estresse Crônico

Embora o estresse em si não seja uma coisa boa, cada um de nós só está aqui por causa da
resposta ao estresse.Nossos antepassados reagiram a uma ameaça lutando ou fugindo, literal ou
figurativamente, e assim sobreviveram graças a essa luta ou instinto (1).

Adrenalina e o cortisol inundam o corpo. Ocorre o aumento da pressão arterial, respiração e


frequência cardíaca. A glicose é liberada na corrente sanguínea para dar energia.
A digestão, crescimento, reprodução e funções do sistema imunológico são suprimidas ou
colocadas em espera. O fluxo de sangue para a pele é diminuído, e a tolerância à dor aumenta.
Durante uma crise real, suas ações acabariam por inverter muitos desses processos. Você iria lutar
ou fugir para resolver o problema, para só depois voltar a relaxar e restaurar os equilíbrios
metabólicos e hormonais.
Na vida atual, muitas vezes não oferece a oportunidade de passar por esse ciclo completo de
estresse, e encerá-lo com uma resolução.
Em vez disso, o corpo opera como se estivesse em um estado de emergência constante, de baixo
grau, sem nenhum perigo real à vista. 
E quais são os malefícios que o estresse crônico pode causar?
Efeitos Do Estresse Crônico

1. Funcionamento Do Cérebro

De acordo com a Universidade de Maryland Medical Center (UMMC), o estresse crônico afeta
a capacidade de concentração, de agir de forma eficiente e torna você mais propenso
à acidentes.
Ele tem efeitos devastadores na memória e na aprendizagem; mata células cerebrais. 
O estudo relatou que pessoas com transtorno de estresse pós-traumático experimentam um
encolhimento de 8% do hipocampo, o centro de memória do cérebro; afeta mais enfaticamente,
a capacidade aprendizado nas crianças. (2)
O Instituto Franklin explica que o hormônio do estresse, o cortisol, leva a glicose para os músculos
durante a resposta ao estresse e deixa menos combustível para o cérebro.
O cortisol também interrompe a comunicação das células cerebrais, ao comprometer a função do
neurotransmissor.
Toda aprendizagem depende do uso da memória. E se o estresse afeta a capacidade de acessar
memórias, logo ele impede que você aprenda coisas novas.
2. Afeta O Coração

Há uma ligação direta entre o estresse crônico e o risco de ataque cardíaco.


Ele aumenta a frequência cardíaca e força as artérias, afetando os ritmos cardíacos. Aumenta
também a pressão arterial e causa danos nos vasos sanguíneos, especialmente porque o estresse
crônico contribui para a inflamação.
O aumento da pressão arterial também é um fator de risco para acidente vascular cerebral.
3. Sistema Imunológico

Lutar contra a infecção não é a prioridade do organismo, quando o corpo pensa que está
enfrentando um perigo imediato.
O estresse crônico amortece o sistema imunológico, tornando a luta contra a infecção muito mais
difícil.
As pessoas ficam mais suscetíveis a infecções, resfriados ou gripes quando estão estressadas.
A inflamação é associada a uma infinidade de condições de saúde e doenças, como asma,
diabetes, câncer, doenças cardíacas, entre outras.
A American Psychological Association (APA), relatou que o estresse pode prejudicar a capacidade
do corpo em se recuperar de um ataque cardíaco (3).
4. Contribui Para O Envelhecimento

A resposta ao estresse “desliga” muitos outros processos fisiológicos que não são considerados
urgentes.
Como a falta de fluxo de sangue para a pele. Isso certamente vai afetar a saúde da pele e fazer com
que você se pareça mais velho do que realmente é.
O estresse crônico afeta o envelhecimento do cérebro. Todos nós perdemos células cerebrais à
medida que envelhecemos.
Toxinas, rotinas automáticas, dieta inadequada, falta de exercício e perda de conexões sociais
contribuem para isso, assim como o estresse crônico.
Permitindo que mais toxinas atravessem a barreira hematoencefálica; o cortisol prejudica o
hipocampo, a função cerebral, o aprendizado e a memória.
A redução da barreira hemato-encefálica é inclusive muito comum em pessoas com doença de
Alzheimer.
Um estudo feito com idosos descobriu que o tamanho do hipocampo foi reduzido em 14% naqueles
com níveis elevados de cortisol, e que estes participantes mostraram menos capacidade de criar
novas memórias e aprendizagem.
O tamanho do hipocampo está ligado à taxa de progressão na doença de Alzheimer.
5. Aumento De Peso
Diversos distúrbios digestivos podem se desenvolver.
Estômago inchado, cólicas, constipação e diarreia são sintomas comuns de estresse crônico. Assim,
também, é o caso de refluxo ácido e síndrome do intestino irritável. Ele pode piorar úlceras e
doenças inflamatórias no intestino.
Altos níveis de cortisol contribuem para a acumulação de gordura visceral.
6. Humor

Ele também pode afetar os padrões de sono, aumentando a irritabilidade e o cansaço. Você pode se
tornar incapaz de relaxar e operar em um estado de ansiedade.
A depressão também é uma reação comum ao estresse crônico.
7. Aumenta A Dor

Aumentam as chances de dores de cabeça, dor nas articulações e dor muscular. Ele intensifica a
dor da artrite e também a dor nas costas.
8. Afeta A Sexualidade

O estresse crônico reduz o desejo sexual nas mulheres, e pode contribuir para a disfunção
erétil em homens.
Ele está ligado à gravidade da síndrome pré-menstrual, e pode afetar a fertilidade nas mulheres.
Durante a gravidez, pode causar o parto prematuro e aborto espontâneo. Também pode afetar
como as crianças reagem ao estresse após o nascimento.
9. Afeta A Pele, Dentes E Cabelo

Desequilíbrios hormonais e a redução do fluxo sanguíneo, podem afetar negativamente a pele,


cabelo e dentes.
Eczema, acne, urticária, psoríase, perda de cabelo, doença das gengivas e a rosácea podem ser
reações comuns ao estresse crônico. 
10. Pode Causar Dependência

Em uma tentativa de escapar dos sentimentos negativos associados ao estresse crônico, muitas
pessoas pode buscar refúgio em práticas que as façam “relaxar” temporariamente; mas que
prejudicam a saúde e só pioram o quadro de saúde.  
Álcool, tabaco e abuso de substâncias tóxicas são formas comuns utilizadas por pessoas que
querem esquecer o estresse.
Vícios em alimentos, jogos de azar e vídeo game também são hábitos que podem se desenvolver
devido ao estresse crônico.
Todos esses comportamentos acabam piorando o problema a longo prazo, e afetam muito a sua
saúde mental e física.
Como Tratar O Estresse Crônico

Estresse Crônico: Busque Uma Forma De Relaxar Saudável. Imagem: (Divulgação)


Pesquisas afirmam técnicas de relaxamento, ajudam a melhorar e tratar o quadro de estresse
crônico, como no caso da meditação, yoga, entre outros. 
Grande parte do estresse crônico tem a ver com o sentimento de descontrole ou desamparado.
Preste atenção ao seu humor e tente identificar os pensamentos, e crenças que podem estar
contribuindo para eles.
Dedique tempo para se envolver em atividades que são agradáveis e desafiadoras, exercite-se e
conectar-se com as outras pessoas.
Aprenda a lidar com o estresse efetivamente, em vez de evitá-lo completamente.
Veja algumas formas de reduzir o estresse em sua vida e promover a saúde:
>> Tire um Momento Para Relaxar

>> Tenha Hobbies Saudáveis

>> Chás: Existem chás que ajudam a reduzir o estresse crônico como a camomila.


>> Aprenda técnicas de respiração

>> Aprenda a dizer “não”

>> Nada de cafeína, nicotina e álcool


>> Exercite-se regularmente: O exercício regular ajuda a melhorar a tensão acumulada, diminui os
hormônios do estresse e limpa a mente. A atividade física ajuda a liberar endorfina, para que você
se sinta bem.
>> Melhore a qualidade do Sono
>> Conecte-se com Outras Pessoas

>> Trace objetivos: O que você quer alcançar? Quem você quer se tornar? Imprima imagens e
escolha frases que irão te lembrar o que é mais importante para você.
O estresse crônico prejudica a saúde, busque métodos saudáveis para viver melhor. 
Caso os sintomas persistam, procure orientação médica e peça ajuda a amigos e familiares.
 

Sobre a ansiedade
Descubra por que a ansiedade atrapalha a sua vida e aprenda o que fazer para conviver com ela.

Por Karin Hueck
access_time31 out 2016, 18h33 - Publicado em 31 out 2008, 22h00

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Quando todas as coisas boas da vida – amor, dinheiro, sexo e diversão – se tornam motivo de
preocupação, é sinal de que algo está errado. Entenda o que é a ansiedade e aprenda a conviver com
esse sentimento, que é mais comum e antigo do que você imagina.

Vamos começar pelo final. Quando você terminar de ler esta reportagem, terá descoberto que ansiedade
é o sentimento típico de quem vive no futuro, se preocupando com as coisas que ainda vão acontecer. E
que, se estamos vivos hoje, é a ela que devemos agradecer, porque nos fez ser mais cautelosos durante
séculos e séculos de evolução. Você também vai aprender que todos os tipos de ansiedade podem ser
tratados com remédios ou terapia, mas que, por mais que eles atrapalhem o trabalho, o namoro, as
coisas boas da vida e acabem com a sua paciência no trânsito, nem sempre é bom se livrar deles. Dá
para conviver com a ansiedade pacificamente – e é isso que vai fazer a diferença na hora de reconhecer
que nem tudo precisa ser motivo de preocupação o tempo todo.

Pronto, se, como bom ansioso, você queria saber como esta matéria vai acabar, não precisa mais correr
para a última página. Pode seguir aqui, com calma, para entender de onde surgiu esse problema e para
aprender por que falar de ansiedade está na moda. Há mais de 300 mil livros e 100 mil artigos médicos
sobre o assunto, e o número aumenta todos os dias. Oito em cada 10 trabalhadores apresentam algum
sintoma de ansiedade ao longo da carreira, segundo pesquisa de uma associação internacional voltada
ao estudo do estresse. Em algum momento da vida, você vai sentir a sensação de que não vai dar conta
das coisas. Não existe quem nunca tenha sofrido com a ansiedade. E, acredite se quiser, isso pode ser
bom. Mas, afinal, o que é essa sensação?

O futuro é agora
Ansiedade não é doença. Faz parte do nosso sistema de defesa e está projetada em quase todos os
animais vertebrados, do peixinho dourado até aquela sua tia histérica. Foi ela que nos trouxe aqui através
da evolução. A seleção natural, aliás, favoreceu animais e pessoas preocupadas em excesso. Imagine o
seguinte: um grupo de homens das cavernas passeia pelos campos da PréHistória, quando, de longe,
aparece um tigredentesdesabre enfurecido. Aqueles mais inquietos, atentos ao mundo à volta, escapam
primeiro. Mas os distraídos (e menos ansiosos) são presas fáceis para o animal – e, assim, também
acabam eliminados do rol genético da época. Transfira isso para milênios e milênios de evolução e o
resultado é que todo mundo é ansioso em menor ou maior grau.

Hoje não há mais predadores vorazes à solta para nos atacar. Mas convivemos com outras ameaças.
Psicólogos da Universidade Stanford, por exemplo, provaram que pessoas mais ansiosas perdem menos
dinheiro em investimentos financeiros de risco. É simples: quem se preocupa demais aprende mais rápido
quando o risco de perder dinheiro é real. Ou seja, a ansiedade pode salvar sua pele.

É meio complicado definir esse quadro. Sim, você sabe o que é ansiedade, mas consegue realmente
explicála? O termo em si é novo, tem pouco mais de 100 anos de idade. O primeiro que falou em
ansiedade da maneira como a conhecemos foi Sigmund Freud, no fim do século 19, e, ainda assim, com
uma definição bem pouco precisa: ansiedade é o medo de “algo incerto, sem objeto”.

O significado mais aceito hoje em dia vem do psiquiatra australiano Aubrey Lewis que, em 1967,
descreveu o termo como “um estado emocional com a qualidade do medo, desagradável, dirigido para o
futuro, desproporcional e com desconforto subjetivo”. De uma forma geral, a ansiedade é um sentimento
incômodo e projetado para o futuro. A pessoa ansiosa vive num estado de alerta constante por causa de
uma situação que pode acontecer – e causar sofrimento. É o caso do homem que quer puxar assunto
com uma mulher bonita, mas tem medo de ser rejeitado. A crise interna que ele sente nesse momento,
em que não sabe se deve ir ou ficar na vontade, é a ansiedade.

Não é à toa que o medo é um sentimento essencial para descrever a ansiedade. Ambos surgem no
mesmo sistema do nosso corpo, o límbico, e estão localizados nas mesmas regiões do cérebro: a
amígdala, a substância cinzenta periaquedutal e o septohipocampal. As 3 são áreas que fazem parte do
nosso mecanismo de defesa, que analisa o mundo à volta à procura de ameaças, registram os perigos e
também armazenam novos riscos para o futuro.

A diferença entre as duas sensações está na distância do perigo: na ansiedade, o motivo de preocupação
está no futuro; no medo, a ameaça está próxima. Quem teme constantemente ser assaltado na rua, vive
num estado ansioso – mas, no momento do assalto, a pessoa sente simplesmente medo. O jeito como o
corpo reage a cada um desses estados emocionais também é completamente distinto. Quando sentimos
ansiedade, conseguimos agir racionalmente e traçar planos para eliminar o perigo com calma. Já quando
sentimos medo, as nossas reações básicas são as mesmas de um animal acuado, que decide se enfrenta
a ameaça ou se sai correndo para longe o mais rápido possível. Desde os anos 50, experimentos em
ratos e macacos identificaram quais são as regiões do cérebro que regulam a ansiedade e quais são os
comandos que elas liberam para o nosso corpo. Por meio de testes que medem as atividades
neurológicas de cada área do cérebro, percebeuse que ratinhos ansiosos (aqueles que sentiram somente
o cheiro de um gato, mas não o viram) tinham grande movimentação na lateral de sua amígdala e na
parte central de seu hipotálamo. Assim, também descobriram que ratos sem a substância cinzenta
periaquedutal não sentem medo e são capazes de passar na frente de gatos ou outros predadores
tranqüilamente.

Mas infelizmente as coisas dentro da nossa cabeça são um pouquinho mais complicadas do que as
dentro da cabecinha de um rato de laboratório. O que influencia, e muito, a ansiedade é a nossa maneira
de pensar. “Se a pessoa é muito catastrófica e imagina o tempo inteiro que as coisas vão dar errado, ela
sofre mais com a ansiedade”, diz Thiago Sampaio, psicólogo membro da Associação dos Portadores de
Transtornos de Ansiedade (Aporta). Essa idéia de pensamento catastrófico faz uma pessoa ser mais
preocupada do que outra. E é central para entender a ansiedade no ser humano.

Pegue o caso da mulher que está sozinha em casa e ouve um barulho na porta de entrada. Em vez de
lembrar que é seu filho voltando da escola, ela imagina que são ladrões tentando invadir sua casa – e
começa a sentir ansiedade. Se tivesse pensado que poderia ser simplesmente o filho, ela não teria sofrido
nenhum desconforto. Por mais que essa linha de pensamento seja irracional e automática, é algo que
podemos aprender a controlar – sozinhos ou com a ajuda de terapia. Assim, ao contrário do que acontece
nos ratos, o processo cognitivo (que é a maneira como pensamos) é essencial para determinar o grau de
ansiedade que cada pessoa vai sentir ao longo da vida.

Esse, aliás, é um dos pontos mais nebulosos da ansiedade. Por que meu amigo é tão tranqüilo e eu vivo
em estado de preocupação? A resposta pode estar na genética e nas experiências de vida de cada um.
Um experimento conduzido pela Universidade Columbia, nos EUA, mostrou que a ocorrência de
transtornos de ansiedade, como síndrome do pânico e agorafobia, em gêmeos é de 30 a 40% maior,
comparado com o resto da população. Outra pesquisa, da Universidade de Bonn, na Alemanha, até já
arranjou o culpado para as nossas preocupações: o gene COMT. Um quarto da população mundial tem
uma mutação nesse gene que determina a predisposição ao pensamento catastrófico. Sim, quem tem
essa mutação pensa que as coisas sempre vão dar errado – e é mais ansioso.

O que também influencia na predisposição para ser mais ou menos ansioso são as experiências
(traumatizantes ou não) que cada pessoa teve. Um homem que já foi assaltado no trânsito por um
motoqueiro pode sentir desconforto toda vez que algum motoboy se aproxime do carro dele – mesmo que
isso não represente ameaça alguma.

Há outro ponto gerador de ansiedade: ser mulher. Elas costumam sofrer mais com transtornos de
ansiedade do que homens por dois motivos. O primeiro é hormonal: “A mulher não produz hormônios
regularmente como o homem. No período prémenstrual, por exemplo, o cérebro dela fica privado de duas
substâncias calmantes e antidepressivas, que são o estrógeno e a progesterona. Essa produção
inconstante causa a TPM e a deixa mais vulnerável aos transtornos ansiosos”, diz Valentim Gentil,
professor da USP e Ph.D. em psiquiatria pela Universidade de Londres. O segundo é social: para as
mulheres, é natural expressar os sentimentos, e elas são treinadas desde pequenas a externar
sensações normalmente. Já o homem aprende que sentir ansiedade é sinal de fraqueza, e tem de
aprender a lidar com ela para ser mais bemaceito socialmente

Tempos ansiosos?
Saber lidar com as preocupações se tornou uma característica desejada, porque a ansiedade foi relegada
ao posto de vilã do mundo moderno. Apesar de ser essencial para a sobrevivência, ela ganhou o estigma
de atrapalhar as relações pessoais, a competência no trabalho e todo tipo de situação delicada. “Se o
candidato não consegue dominar a ansiedade na hora da seleção de emprego, já questionamos como ele
agirá no ambiente de trabalho”, diz Adriana Vilela, analista de recursos humanos da RHBrasil, empresa
que recruta candidatos para o mercado de trabalho. É muito comum, aliás, as pessoas reclamarem que
são ansiosas demais e os especialistas chamarem os nossos tempos de “era da ansiedade”.

Mas essa noção de que vivemos numa época especialmente estressante é coisa ultrapassada, na
verdade. A idéia de “era da ansiedade” nasceu antes da internet e do computador. Apareceu pela primeira
vez em 1947, num poema do inglês Wystan Hugh Auden, que, desiludido com a humanidade depois da 2ª
Guerra Mundial, criticou o homem e sua busca sem sentido por significado. Desde então, há pelo menos
uma obra por década que afirma que o ser humano está passando pelos tempos mais difíceis de sua
história e que, coitados de nós, sofremos demais com a ansiedade. Na década de 1950, a 2ª Sinfonia do
músico americano Leonard Bernstein foi chamada de “era da ansiedade”. Além disso, há quase 4 mil
trabalhos acadêmicos que usam essa expressão como base teórica – de dissertações sobre religião a
doutorados em farmacologia. Parece que a ansiedade está intrinsecamente ligada à noção de
modernidade. Mas será que há realmente épocas mais ansiosas do que outras?

“É impossível dizer que somos mais preocupados hoje em dia, porque não tínhamos tantos indicadores
antigamente. E não podemos nos esquecer que vivemos hoje num tempo onde a psicologia e a
psiquiatria têm um papel muito importante”, diz o professor de sociologia da Universidade de Kent, Iain
Wilkinson, que também escreveu um livro sobre o assunto. Antes da ascensão da psicologia, no começo
do século 20, ninguém tinha o hábito de pensar em seus problemas mentais e todos os distúrbios
espirituais eram tratados como doença.

O que sabemos de fato, por relatos, é que já se sofria fisicamente com esse mal. O poeta inglês do século
14 Thomas Hoccleve dizia que convivia constantemente com um “forte peso” dentro do peito, e há
registros de pessoas que se sentiam “doentes de preocupação” já no século 18. Isso muito antes de
Freud e do avanço da psicologia. “Hoje em dia, a indústria farmacêutica faz de tudo para vender
remédios. Tem muita gente se medicando com drogas psiquiátricas, então parece que todo mundo sofre
com a ansiedade o tempo todo”, diz Renata Salecl, professora de direito da London School of Economics,
na Inglaterra, e autora do livro Sobre a Ansiedade. Ou seja, não dá para saber exatamente se há mais
pessoas ansiosas nos nossos dias ou se parece que somos mais ansiosos simplesmente porque
sabemos que essa condição existe.

Na verdade, a palavra ansiedade tem uma genealogia milenar. Veio primeiro do alemão: Angst; depois do
grego antigo: ; e do latim: angor. E angor, por sua vez, procedeu da palavra egípcia ankh. No Egito antigo,
esse era o nome dado ao símbolo do sopro da vida, que tinha origem na primeira tomada de ar de um
bebê na hora do nascimento. Ou seja, já na raiz mais remota, a ansiedade estava relacionada à
respiração – ou à falta dela.

E nada indica que a vida dos nossos antepassados era mole. Epidemias, por exemplo, eram freqüentes e
fatais. No século 14, um terço dos europeus morreu por causa da peste bubônica. Mas nem é preciso ir
tão longe: em 1889, um surto de febre amarela matou ou afugentou 90% dos habitantes da cidade de
Campinas, no interior de São Paulo. Em 1902, uma em cada 4 crianças que nascia na capital paulista não
passava do 1º ano de vida. Imagine a ansiedade que as mães sentiam cada vez que um filho vinha ao
mundo, sem saber se ele iria sobreviver. Isso sem mencionar as condições de higiene, alimentação e
habitação – parcas – daquela época.

“Enquanto que na Antiguidade, a ansiedade surgia de fatores externos, como doenças e catástrofes
naturais, a dos nossos tempos é imposta por nós mesmos. Podemos até chamála de ansiedade
neurótica”, diz Christian Perring, professor de filosofia da Universidade Dowling em Nova York, que
estuda a relação entre filosofia e psiquiatria. Os fatores que mais causam preocupação atualmente são
coisas muito menos tangíveis, como satisfação no emprego, realização amorosa, visual perfeito. Como
nossos antepassados ainda estavam ocupados em sobreviver, dificilmente tinham as crises e neuroses
que temos agora. De fato, boa parte das nossas apreensões vem das milhares de possibilidades de
escolha que temos hoje em dia.

As opções são muitas. Se no século 18, havia apenas 20 empregos diferentes nos quais uma pessoa
podia fazer carreira, hoje esse número já passa dos 20 mil – e continua aumentando. O tempo que cada
trabalhador passa num emprego também não pára de diminuir. O Ministério do Trabalho dos EUA calcula
que um empregado vá passar por 10 a 14 cargos diferentes antes dos 40 anos. O número de divórcios
aumentou 13 vezes em 3 décadas. Esses dados são impressionantes, se lembramos que antigamente
casamento e emprego duravam muito mais, se não a vida inteira. “Vivemos a ideologia da escolha, somos
donos da nossa própria vida e só dependemos de nós mesmos para encontrar a felicidade. Essa idéia de
liberdade é atual e causa muita ansiedade”, diz Renata Salecl, da London School of Economics.

Quem colocou o assunto no repertório dessa maneira foram os filósofos existencialistas, na metade do
século passado. Os franceses JeanPaul Sartre, Albert Camus e Simone de Beauvoir passaram livros e
mais livros discutindo de que maneira a quebra das formas tradicionais de família e religião afetou a
humanidade. Quando a maior preocupação dos homens deixou de ser o destino de sua vida após a morte
(o céu, o inferno, o purgatório), eles começaram a se preocupar em criar valores e morais próprios. E isso
causou uma ansiedade tremenda.

Processar os dados
Mas, se há um fator gerador de ansiedade que seja típico dos nossos tempos, esse é a informação. Sim,
são as coisas que você lê todos os dias nos jornais, recebe por email e aprende na SUPER. Diariamente,
há notícias de novos alimentos que causam câncer, de novos vírus mutantes que atacam o seu
computador, de novos criminosos violentos que estão à solta por aí. É ou não é de enlouquecer?

A velocidade com que a informação viaja o mundo é algo muito recente, com o qual os seres humanos
ainda não sabem lidar – e muito menos aprenderam a filtrar. Já foram cunhados até alguns termos para
definir a ansiedade trazida pelos novos meios de comunicação: technologyrelated anxiety (ansiedade que
surge quando o computador trava, que afeta 50% dos trabalhadores americanos), ringxiety (impressão de
que o seu celular está tocando o tempo todo) e a ansiedade de estar desconectado da internet e não
saber o que acontece no mundo, que já contaminou 68% dos americanos.

E a tendência é só piorar. De acordo com Richard Saul Wurman, em seu livro Ansiedade de Informação,
uma edição de domingo do jornal The New York Times tem cerca de 12 milhões de palavras e contém
mais informação do que aquela que um cidadão do século 17 recebia ao longo de toda a vida. A
capacidade de computação mundial aumentou 8 mil vezes nos últimos 40 anos. Com esse ritmo,
especialistas calculam que produzimos mais informação na última década do que nos 5 mil anos
anteriores. E todo esse acúmulo causa ansiedade. “Nós não fomos desenhados pela evolução para lidar
com tanta informação”, diz Christian Perring.

Poucas coisas mudaram tão rapidamente como a troca de informações. Em 1801, a notícia de que
Portugal e Espanha estavam em guerra demorou 3 meses para chegar ao Rio Grande do Sul. Quando
chegou, o capitãodearmas do estado declarou guerra aos vizinhos espanhóis, sem saber que a batalha
na Europa já tinha terminado. Em 2004, quando um tsunami devastou o litoral do Sudeste Asiático, os
primeiros blogs já estavam dando detalhes da destruição em menos de duas horas.

Hoje em dia, ficamos sabendo de todos os desastres naturais, todos os ataques terroristas e todos os
acidentes de avião que acontecem ao redor do mundo, e nos sentimos vulneráveis. E, muito mais do que
isso, nos sentimos incapazes se não sabemos palpitar sobre a música da moda, a eleição americana ou o
acelerador de partículas na Suíça. Já que a informação está disponível, por que não sabemos de tudo um
pouco? Essa avalanche de informação também causa outro tipo de neurose.

O tempo todo, as TVs e revistas do mundo exibem corpos esculturais, executivos milionários e atletas de
alto rendimento. Na comparação com essas pessoas, nós, reles mortais, sempre saímos perdendo. “Claro
que nos comparamos com quem é bemsucedido e maravilhoso. Infelizmente, não estamos preparados
para viver com um grupo de comparação tão grande, e o resultado é que ficamos ansiosos e com baixa
autoestima”, diz o filósofo Perring. O que ele quer dizer é que o ser humano sempre funciona na base da
comparação. Ou seja, se todo mundo ao seu redor tiver o mesmo número de recursos, você não vai se
sentir pior do que ninguém. Mas, se, de repente, uma pessoa do seu lado ficar muito mais rica, bonita,
feliz e bemsucedida, você vai se sentir infeliz. Quer dizer, podemos não sofrer mais com a falta de comida
ou com doenças, mas sofremos porque não somos todos iguais ao Brad Pitt e a Angelina Jolie.

Amiga ou inimiga?
Todos esses motivos que nos preocupam diariamente não apagam um fato: ansiedade às vezes
atrapalha. Quem nunca teve um branco na hora de uma prova ou não conseguiu dormir por causa de
uma pendência no trabalho? Essas pequenas preocupações afetam o cérebro e o corpo, e muitas vezes
podem até virar doença. Basta pensar nas reações físicas que sentimos quando estamos muito ansiosos:
falta de ar, taquicardia, boca seca, tremedeira, sudorese. Sem falar nos problemas psicológicos: insônia,
insegurança, irritabilidade, tristeza. São mais de 30 sintomas que podem aparecer do nada.

Quer dizer, do nada, não. Quando estamos preocupados, aquelas partes do cérebro responsáveis pela
sensação de medo e de ansiedade, a amígdala e o hipotálamo, interpretam que o corpo está correndo
perigo. Liberam hormônios, principalmente a adrenalina e os glucocorticóides, que aumentam o batimento
cardíaco e a respiração (daí vem a taquicardia e a falta de ar), inibem o sistema digestivo (boca seca) e
trabalham para evitar o aquecimento excessivo do corpo (suor). Em suma, preparam o corpo para lutar ou
fugir. Acontece que na ansiedade o perigo não é iminente, porque está projetado no futuro – muitas vezes
nem há ameaça concreta. E o corpo fica alterado à toa.

Para complicar, a linha que separa a ansiedade normal da exagerada é muito tênue e varia de pessoa
para pessoa. Tem quem lide muito bem com uma rotina agitada, enquanto que outros não podem nem
pensar em ter preocupações. “A ansiedade se torna patológica quando começa a atrapalhar a vida do
paciente”, diz Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do
Hospital das Clínicas de São Paulo. Ou seja, é arbitrário. Quando isso acontece, pode ser sinal de
transtorno. No Brasil, estimase que 23% da população tenha algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da
vida. São eles: a síndrome do pânico, o estresse póstraumático, as fobias, o transtorno
obsessivocompulsivo e o transtorno de ansiedade generalizada. A probabilidade de morrer de problemas
cardíacos pode ser até 4 vezes maior para quem tem algum desses transtornos. Parece assustador, mas
a boa notícia é que todos têm cura.

Na verdade, todo tipo de ansiedade pode ser melhorado – e a humanidade tenta dar um jeitinho nisso
desde sempre. Antes da descoberta dos ansiolíticos e antidepressivos, na década de 1950, a ansiedade
era contornada com bebidas alcoólicas. E o pior é que encher a cara para esquecer as preocupações
funciona. O que também funciona é consumir ópio, por exemplo. Só há um problema: essas substâncias
têm uma margem de segurança baixa e é muito fácil se viciar ou tomar uma dose excessiva. Ou seja,
melhor não tentar isso em casa. “É ótimo que hoje em dia existam medicamentos. Hoje, em vez de indicar
um balde de rum para o paciente, posso prescrever um ansiolítico”, diz Valentim Gentil.

Os remédios mais eficientes para diminuir a ansiedade são os benzodiazepínicos ou ansiolíticos (Valium,
Dienpax, Lexotan etc). O processo é o seguinte: as áreas do cérebro responsáveis pela ansiedade têm
milhares de receptores de benzodiazepínicos (vamos chamálos de BZ a partir de agora). Quando o BZ
chega a esses receptores, o cérebro começa a produzir ácido gamaaminobutírico (Gaba). E aí está o
segredo: o Gaba é um forte sedativo do sistema nervoso e inibe a atividade das áreas que normalmente
produzem ansiedade. A grande maravilha é que o Gaba ainda consegue evitar que o cérebro aprenda
novos motivos de preocupação. Perfeito, não? Quase. “Os benzodiazepínicos são ideais para ansiedades
pontuais, como quem tem medo de avião, por exemplo. O problema é que eles podem viciar”, diz Márcio
Bernik.

Outro tipo de medicamento são os serotonérgicos, vulgo antidepressivos (Prozac, Zoloft etc). Esses
remédios aumentam a concentração de serotonina no nosso corpo ao impedir que esse neurotransmissor
seja reabsorvido nas sinapses no cérebro. Como a serotonina regula vários processos internos, inclusive
os que influenciam o humor, ela é eficiente para controlar a ansiedade. É tão essencial que aquelas
pessoas que têm mais serotonina no corpo também têm mais resistência a situações de estresse.

Os químicos podem até ajudar o cérebro a não se preocupar demais, mas não adiantam nada se a
pessoa continuar pensando catastroficamente. Lembra que boa parte da nossa ansiedade vem dos
nossos pensamentos? Por isso, recomendase que os medicamentos sejam tomados juntamente com
sessões de terapia, para mudar a forma de pensar dos pacientes. A terapia mais usada é a
cognitivocomportamental, a TCC. “Não existe terapia mais efetiva para tratar qualquer quadro psiquiátrico,
inclusive os transtornos de ansiedade”, diz o professor de psicologia da UFRJ, Bernard Rangé. A
afirmação é embasada por um estudo da Universidade de Boston: a conclusão é que a TCC é eficiente
em 71% dos pacientes com síndrome do pânico, contra apenas 25% dos outros tipo de terapia. A primeira
coisa que a TCC faz é questionar a linha de raciocínio do paciente. Por meio de perguntas, o terapeuta
tenta convencêlo de que seus problemas não podem ser tão grandes quanto ele imagina. Se o motivo de
ansiedade for algum ponto específico, como uma fobia, o método mais usado é o tratamento de
exposição. Digamos que o paciente tem medo de falar em público. Provavelmente, o terapeuta vai
estimulálo a passar por essa situação bem aos pouquinhos. Os resultados aparecem a partir de 3 ou 4
semanas.
Mas cuidado para não exagerar. Como a ansiedade virou um mal do mundo moderno, é cada vez mais
comum pessoas recorrerem a tratamentos para eliminar qualquer tipo de preocupação. Mas nem todas as
dores de cabeça são problemas de verdade. “Não podemos simplesmente reprimir a ansiedade. O mundo
precisa ter pressa, energia e motivação, e a nossa sobrevivência depende disso”, diz Valentim Gentil. A
ansiedade é como uma febre: um sintoma de que algo está errado. Se simplesmente tratarmos a febre,
podemos ignorar o real problema – e isso é perigoso. O grande desafio é descobrir os motivos da
inquietação.

Na maioria dos casos, a ansiedade diminui quando há o enfrentamento direto do problema. Ou seja, se a
dificuldade estiver no futuro e distante, a inquietação não vai passar. Não tem muito segredo, é só
mentalizar que os problemas lá na frente não podem ser tão grandes assim. Infelizmente, não existe uma
forma mágica para diminuir a ansiedade, mas o mecanismo é meio parecido com o do pensamento
positivo. Pensar que as coisas vão dar certo diminui o pensamento catastrófico e, assim, a ansiedade. E,
se os problemas ainda afligem demais, podemos seguir o exemplo de algumas cidades nos EUA. Elas
instituíram um dia para extravasar as preocupações, o 9 de março, e o chamaram de Dia do Pânico.
Nessa data vale tudo: gritar, espernear, surtar e botar para fora todas as ansiedades. Vale a pena tentar.

 https://super.abril.com.br/saude/sobre-a-ansiedade/

5 diferenças entre o estresse e a ansiedade que todos deveriam


saber

Muitas palavras do “dicionário psicológico” tornaram-se parte da cultura popular, por isso não é incomum
ouvir frases como “estou estressado” ou “tenho ansiedade”. Muitas vezes, até mesmo os médicos e
outros profissionais de saúde usam os termos como sinônimos, embora não sejam o mesmo fenômeno.
O problema é que tanto o estresse quanto a ansiedade causam os mesmos sintomas, por isso nem
sempre é fácil reconhecer as diferenças entre um estado e outro. De fato, tanto a ansiedade quanto o
estresse são respostas adaptativas ao meio ambiente. O problema surge quando esses estados são
mantidos ao longo do tempo.
O que diferencia o estresse da ansiedade?

1. A causa do estresse é facilmente identificável, mas da ansiedade não. Como uma regra geral, o
estresse ocorre na presença de fatores estressantes, tais como: excesso de trabalho, um término de
relacionamento, conflitos interpessoais ou problemas de doença. A ansiedade, ao contrário, é um estado
de caráter mais difuso, que continua presente, mesmo que o fator estressante seja eliminado. Na prática,
sabemos que o estresse ocorre porque há uma ou mais situações que nos preocupam, mas é mais difícil
de determinar o que provoca uma ansiedade .
2. A ansiedade provém do medo, o estresse da preocupação. Outra diferença entre o estresse e a
ansiedade está nos sentimentos e sensações que geram ambos os estados. Embora possam parecer
idênticas, à primeira vista, a verdade é que a ansiedade age como uma bola de neve e tende a tornar-se
um medo generalizado, cuja expressão mais elevada são os ataques de pânico. Ao contrário, quando
sofremos de estresse, o fator desencadeante da preocupação geralmente gira em torno de uma situação
específica. Na ansiedade, essas preocupações são mais vagas.
3. A ansiedade é excesso de futuro, o estresse é excesso de presente. Uma diferença entre o
estresse e a ansiedade é a sua projeção no tempo. A ansiedade é, geralmente, uma resposta à
antecipação de situações, de ideias de que algo ruim irá acontecer, por isso, é como um olhar
aterrorizado para o futuro, um medo de algo que ainda não aconteceu. Na verdade, o medo de sentir-se
ansioso é um dos principais fatores que desencadeia ansiedade.
Já o estresse é, muitas vezes, excesso de presente, pois geralmente é acompanhado pela sensação de
ser incapaz de lidar com as situações que estamos vivenciando, é acionado quando não temos recursos
para lidar com determinado evento. Um exemplo muito simples de entender a diferença: a pessoa fica
estressada quando está atrasada para uma reunião importante e derrama um copo de café na roupa ao
sair de casa, por outro lado, ela sofreria de ansiedade se ficasse continuamente preocupada com a
possibilidade de que o copo de café pudesse cair a qualquer momento de sua mão.

4. O estresse geralmente é causado por fatores externos, a ansiedade é alimentada por fatores
internos. Embora seja difícil fazer uma distinção entre fatores internos e externos, o estresse geralmente
é o resultado de eventos que nos sentimos incapazes de lidar. É causado por uma situação externa que
escapa do nosso controle. Por outro lado, a ansiedade se alimenta de fatores mais internos, pois envolve
uma antecipação agonizante de eventos que ainda não aconteceram, é uma antecipação de
pensamentos catastróficos. A diferença entre fatores internos e externos é importante, pois se você sabe
exatamente a origem da sua preocupação, poderá tomar as medidas necessárias para lidar com o
problema.
5. O estresse desaparece com o fim da situação estressante, a ansiedade geralmente
perdura. Geralmente, quando a situação que nos preocupa é resolvida, o estresse desaparece ou pelo
menos diminui. Por exemplo, quando finalmente terminamos um projeto e o entregamos, nos livramos
daquela pesada carga de estresse que estávamos carregando nos ombros. Mas com a ansiedade é
diferente, pois não sendo causada por um único evento, às vezes é necessário recorrer à terapia
psicológica para aprendermos a lidar com este estado e eliminarmos suas causas.
Quando se preocupar?
 É importante sabermos que o estresse positivo não é prejudicial. Ele nos dá uma dose extra de energia
que precisamos para enfrentar alguma tarefa futura. A ansiedade também não é negativa, esse estado de
apreensão toma lugar principalmente quando nos sentimos vulneráveis, ela também prepara o nosso
corpo para a ação. Essa é a razão pela qual ambos os estados geram um aumento da freqüência
cardíaca, um aumento na adrenalina e causa tensão muscular.
O problema começa quando esses estados, que devem ser temporários, se tornam constantes. Neste
caso, o nosso corpo ficará sobrecarregado e os sistemas endócrinos e nervosos começarão a dar os
primeiros sinais de saturação ou podem até mesmo entrar em colapso.
Portanto, embora sejam respostas normais a certas situações, é importante resolvê-los o mais rápido
possível. Na verdade, em muitos casos, quando o estresse é mantido por um longo tempo, pode tornar-se
ansioso, o que pode acabar causando ataques de pânico e limitando severamente a vida da pessoa.

https://www.psiconlinews.com/2017/05/5-diferencas-entre-o-estresse-e-
ansiedade-que-todos-deveriam-saber.html

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