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Teorema de Tales

O teorema de Tales para ser desenvolvido passou por um experimento. Tales de Mileto mediu a altura de uma pirâmide
com base no comprimento de sua sombra.

Teorema de Tales

Tales nasceu na cidade de Mileto, colônia grega localizada na Ásia menor. Filósofo, Matemático, Astrônomo,
desenvolveu uma teoria que ficou conhecida como: Teorema de Tales.
Tales ficou conhecido por ter medido a altura de uma pirâmide com base no comprimento de sua sombra. Ele
concluiu que os raios solares chegam à Terra inclinados, partindo dessa afirmação ele conseguiu medir a altura da
pirâmide da seguinte forma: Fincou uma estaca ao lado da pirâmide e observou que no instante em que o
comprimento da sombra da estaca era igual à medida do comprimento da estaca, a altura da pirâmide teria o mesmo
comprimento da sua sombra.

Feixes de retas paralelas cortadas por retas transversais formam segmentos proporcionais.
Veja ilustração do Teorema de Tales:

Exemplo 1
Calcule o valor de x na ilustração abaixo:
4x = 15
x = 15/4
x = 3,75

Exemplo 2
Aplique o Teorema de Tales e calcule o valor de x.

6(2x-3) = 5(x+2)
12x – 18 = 5x + 10
12x – 5x = 10 + 18
7x = 28
x = 28/7
x=4
Classificação de triângulos
Os triângulos são figuras geométricas que podem ser classificadas de acordo com as medidas de seus
lados e seus ângulos.

Para falarmos de triângulos precisamos inicialmente recordar sua estrutura. Um triângulo é um polígono
que possui: três lados, três vértices e três ângulos internos.

Os triângulos são classificados de acordo com a medida dos seus lados e dos seus ângulos.

A classificação de triângulos em relação aos lados recebe os seguintes nomes: triângulo equilátero, triângulo
isósceles e triângulo escaleno. Veja na imagem abaixo a representação desses triângulos.
Quando a classificação de triângulos é feita em relação às medidas dos ângulos internos são nomeados da
seguinte forma: triângulo acutângulo, triângulo retângulo e triângulo obtusângulo.
Agora que você já sabe quais são as possíveis classificações para triângulos, observe os objetos a sua volta e os
identifique. Ficará surpreso ao descobrir que a nossa realidade está cheia deles.
Soma dos ângulos de um Triângulo
Todos os triângulos, independentemente de suas classificações, possuem uma característica em comum: a soma de seus
ângulos.

Um triângulo é um polígono formado por três retas e três ângulos internos. De acordo com seus ângulos, um
triângulo pode ser classificado como:

 Triângulo Retângulo – quando o triângulo possui um ângulo reto (90°).

 Triângulo Acutângulo – quando o triângulo possui os três ângulos agudos (< 90°).

 Triângulo Obtusângulo – quando o triângulo possui um ângulo obtuso (> 90°).

Mas tanto o triângulo retângulo quanto o acutângulo ou o obtusângulo possuem uma característica em comum: seus
ângulos! Mesmo tendo classificações diferentes, ao juntar os três ângulos de um triângulo, encontramos um mesmo
ângulo. Vejamos abaixo um triângulo:

Destaque nos ângulos do Triângulo

O triângulo da figura é um acutângulo, pois todos os seus ângulos são menores que 90°. Mas o processo que
analisaremos vale para qualquer tipo de triângulo. Inclusive você pode fazer o teste com os outros triângulos e
verificar por si mesmo.

Se cuidadosamente retirarmos os ângulos do triângulo, colocando-os lado a lado, podemos formar a seguinte figura:

Os ângulos de um triângulo formam 180°

Podemos ver que os três ângulos juntos formam uma reta abaixo de si. Toda reta representa um ângulo de 180°.
Podemos então concluir que a soma dos três ângulos resulta em 180°.
Exemplo:

Considere um triângulo em que dois de seus ângulos internos medem  90° e 40°. Encontre o valor do terceiro ângulo:

Partindo do princípio de que a soma de todos os ângulos internos de um triângulo é 180° e que o ângulo que
procuramos é chamado de x, temos:

90 + 40 + x = 180

130 + x = 180

x = 180 – 130

x = 50°

Propriedades do triângulo isósceles e do equilátero


Triângulos isósceles e equiláteros possuem características únicas que os diferenciam dos outros
e que dão origem a algumas propriedades.

Triângulos são figuras matemáticas, pertencentes à área de estudo denominada geometria plana, que possuem três
lados. Os lados são segmentos de reta, ou seja, um pedaço da reta: possuem um ponto inicial e um ponto final.

Os triângulos podem ser obtidos de diversas formas, a mais usual delas é desenhar 3 pontos não colineares (pontos
que não pertencem a uma mesma reta) e ligá-los com segmentos de reta.

Alguns triângulos têm destaque na natureza e no dia a dia das pessoas por serem mais recorrentes, como é o caso
dos triângulos retângulos que possuem um ângulo reto, isto é, um ângulo igual a 90 graus. Também ocorrem com
frequência e possuem propriedades interessantes os triângulos isósceles e equiláteros. Esses nomes foram dados
para classificá-los quanto aos seus lados, mas existe também uma classificação com relação aos ângulos de um
triângulo.

Os triângulos isósceles são aqueles que possuem as medidas de pelo menos 2 de seus lados iguais.

Os triângulos equiláteros são aqueles que possuem as medidas de exatamente 3 de seus lados iguais.

Dito isso, observemos algumas propriedades envolvendo os triângulos isósceles e equiláteros:


Propriedade 1: Em um triângulo isósceles, as medidas dos ângulos da base são iguais.

Para observar que essa propriedade é válida, basta desenhar um triângulo isósceles, desenhar sua altura, mediana
ou bissetriz e utilizar um dos casos de congruência de triângulos para verificá-la. Na figura a seguir, desenhamos a
altura de um triângulo isósceles e destacamos as medidas que certamente são iguais.

Observe que “c” e “d” representam medidas dos lados desse triângulo e são iguais por que ele é isósceles. Os
ângulos apontados com uma flecha também são iguais, ambos medem 90 graus, pois o segmento CD é altura.
Observe também que o segmento CD é comum aos dois triângulos ACD e BCD. Essa configuração de lados e
ângulos congruentes refere-se ao caso LAAo de congruência de triângulos. Sendo congruentes os dois triângulos,
basta observar que os ângulos “a” e “b” são congruentes e a propriedade 1 fica demonstrada.

Propriedade 2: Em um triângulo isósceles, altura, mediana e bissetriz coincidem.

Aproveitando a imagem anterior AD = BD. Isso significa que a altura CD é também mediana. Além disso, como os
triângulos são congruentes, então os ângulos “f” e “e” são iguais. Por isso, a altura CD é também bissetriz do
triângulo ABC.

Quanto aos triângulos equiláteros

É importante lembrar que o triângulo equilátero recebe esse nome por que possui 3 lados iguais. Sendo assim, note
que todo triângulo equilátero é também isósceles. Isso por que, olhando apenas dois de seus lados e ignorando o
terceiro, observa-se um triângulo isósceles. Dessa forma, as duas propriedades acima são válidas para o
triângulo equilátero assim como para o triângulo isósceles.

A novidade é que todos os ângulos de um triângulo equilátero são iguais e medem 60 graus. Os ângulos são
iguais por que os lados são iguais. O valor deles é 60 graus por que a soma dos ângulos internos de um triângulo é
180 graus.

Área do triângulo equilátero


O triângulo é uma das formas geométricas mais importantes, apresentando aplicações em diversas áreas do
conhecimento, como engenharia e arquitetura. Devido à sua rigidez, o triângulo é usado em estruturas metálicas e
madeiramento de telhados, garantindo segurança nas construções. É uma figura que sempre intrigou filósofos e
matemáticos de todas as épocas, que acabaram realizando vários estudos sobre esse polígono com o menor número
de lados. Hoje sabemos que a soma dos ângulos internos de qualquer triângulo é 180º, que a soma das medidas de
dois de seus lados é maior ou igual à medida do terceiro, e que sua área equivale à metade do produto da base pela
altura.

Vamos determinar a fórmula para o cálculo da área de um triângulo equilátero em função apenas da medida de seus
lados.
Dessa forma, considere um triângulo equilátero de lado l, como mostra a figura.

Sabemos que a área de qualquer triângulo é dada por:

Vamos chamar a base de b e a altura de h. No triângulo equilátero, b = l e a altura é, ao mesmo tempo, mediatriz e
bissetriz. Dessa forma, podemos utilizar o teorema de Pitágoras para determinar a altura em função do lado l.
Que é a fórmula para o cálculo da área do triângulo equilátero em função apenas da medida do lado.

Exemplo 1. Qual a área de um triângulo equilátero de lado 5 cm?

Solução: Sabemos que l = 5cm. Assim,

Exemplo 2. Um triângulo equilátero possui área de 16√3 cm2. Determine a medida do lado desse triângulo.

Solução: Temos que A = 16√3 cm2.

Logo,

Portanto, os lados desse triângulo medem 8 cm.

Exemplo 3. Determine a medida da altura de um triângulo equilátero de área 25√3 cm 2.

Solução: Podemos determinar a altura do triângulo equilátero se as medidas de seus lados forem conhecidas. Assim,
vamos encontrar a medida do lado utilizando a área que foi dada pelo exercício.
Elementos de um Triângulo
Os elementos de um triângulo são: mediana, altura, bissetriz, incentro, baricentro e ortocentro.

Os triângulos são formados por lados, vértices, ângulos internos e externos. Neles também
determinamos outros elementos mais notáveis, como mediana, altura, bissetriz, incentro,
baricentro e ortocentro. Vamos determinar cada um desses elementos e demonstrar, através de
imagens, suas características.

Mediana 

A mediana de um triângulo parte do vértice até o ponto médio do lado oposto. No triângulo ABC
temos que uma das mediadas é dada pelo segmento de reta CM.
O ponto de encontro das medianas de um triângulo é denominado Baricentro. Veja:

Bissetriz 

O segmento de reta que divide em duas partes iguais o ângulo interno de um triângulo é denominado bissetriz.

Ao serem traçadas as três bissetrizes do triângulo, o ponto de encontro delas receberá o nome de Incentro. Observe:

Altura 

A altura de um triângulo é determinada utilizando um segmento que parte do vértice formando um ângulo de 90º, isto
é, perpendicular com o lado oposto ou prolongamento desse lado.
Ortocentro é o ponto de encontro das alturas de um triângulo. Observe:

Bissetriz e incentro de um triângulo

Entre as relações métricas que temos no triângulo, algumas merecem destaque por causa das propriedades
especiais que possuem. Por ora falaremos das bissetrizes e do incentro em um triângulo qualquer.

Portanto, devemos compreender a definição da bissetriz de um ângulo e aplicá-la em um triângulo.

A bissetriz é a reta (semirreta, segmento de reta) que sai do vértice de um ângulo, dividindo este ângulo em dois
ângulos iguais. Por exemplo, a bissetriz do ângulo de 90° é o segmento que divide este ângulo em dois ângulos
iguais a 45°. Até então, tudo isso não passa de uma breve revisão. Vamos agora conhecer as propriedades dessas
retas bissetrizes no triângulo.

No triângulo temos três vértices, portanto teremos três ângulos internos. Em cada um desses ângulos internos
podemos traçar uma reta, partindo do vértice que secciona o ângulo ao meio, ou seja, podemos traçar uma bissetriz.
Ao traçarmos as três bissetrizes de um triângulo, elas vão se intersectar em um único ponto, sendo este ponto
denominado incentro.
Entretanto, existe um motivo em especial para que esse encontro das bissetrizes se chame incentro: este ponto
recebe tal denominação porque é o centro da circunferência inscrita no triângulo. Veja a imagem a seguir:

Note que a circunferência está completamente dentro do triângulo, por isso ela é uma circunferência inscrita no
triângulo, no qual toca cada lado do triângulo em um único ponto.

Baricentro de um triângulo
Assim como na geometria plana, o estudo analítico do triângulo aborda todos os seus elementos. Podemos encontrar
a equação da reta que representa sua altura, bissetriz, mediana e mediatriz. Também é possível determinar as
coordenadas de seus pontos notáveis, como o baricentro, por exemplo. O baricentro é ponto de encontro das
medianas de um triângulo e também é considerado o centro de gravidade de um triângulo.

Vamos determinar as coordenadas do baricentro de um triângulo qualquer no plano cartesiano. Considere um

triângulo no plano de vértices A(xA, yA), B(xB, yB) e C(xC, yC), como mostra a figura abaixo:
Chamaremos o baricentro do triângulo de G(xG, yG).

As coordenadas do baricentro são dadas pela média aritmética das coordenadas dos vértices do triângulo. Assim,
teremos:

Vejamos alguns exemplos para melhor compreensão.

Exemplo 1. Determine as coordenadas do baricentro do triângulo de vértices A(5, 6), B(5, 9) e C(2, 3).

Solução: Vamos obter cada coordenada do baricentro separadamente para não haver dúvidas.

Portanto, o baricentro tem coordenadas G(4, 6).


Exemplo 2.

Determine o valor de x para que o ponto G(7, 7) seja o baricentro do triângulo cujos vértices são os pontos A(7, 3),
B(5, 9) e C(x, 9).

Solução: Como G(7, 7) é o baricentro do triângulo, temos que: 

Fórmula de Heron
A fórmula de Heron foi desenvolvida pelo matemático Heron de Alexandria, essa fórmula auxilia
os cálculos de área do triângulo.

Heron de Alexandria foi um grande matemático que dentre seus trabalhos desenvolveu uma
fórmula capaz de determinar a área de um triângulo somente através das medidas dos lados.
Essa fórmula descarta a utilização da altura do triângulo, o que as outras expressões
matemáticas não aceitam. Observe a expressão formulada por Heron de Alexandria:

As letras a,b e c são as medidas dos lados do triângulo e p é o semiperímetro. Vamos demonstrar a eficácia da
fórmula resolvendo alguns exemplos.

Exemplo 1

Determine a área do triângulo a seguir:


A área do triângulo é igual a √30m² ou, aproximadamente, 26,8 m².

Exemplo 2 

Calcule a área de um triângulo com lados medindo 12, 15 e 21.


Nesses casos, a fórmula de Heron auxilia os cálculos de área do triângulo.

A área do triângulo é de, aproximadamente, 88,18 m².

Exemplo 3

Calcule a área da região triangular a seguir sabendo que os lados medem: 40, 31 e 52.

Temos que o triângulo em questão possui área de 618,9 m².

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