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Respostas as questionários da cadeira de Bioética

1. Em que consiste a fecundação in vitro (IVF)? Explicai com as suas próprias


palavras.
Resposta: Esta técnica consiste na união de um espermatozoide (do marido ou do
doador) e os óvulos em contacto num vaso ou numa proveta para realizar a
fecundação, em um laboratório, com posterior introdução do embrião formado no
útero da doadora do ovócito ou no útero de uma genitora gestacional.

2. A IVF apresenta semelhanças e diferenças com a fecundação assistida: Quais são?


Deem alguns exemplos concretos.

Resposta:

As semelhanças que ambas técnicas apresentam são: tornam possível que pessoas,
diagnosticadas inférteis, sejam capazes de gerar filhos biológicos; o encontro entre
gametas não se da como consequência natural de uma relação sexual, mas mediante o
procedimento de carácter medico; o sémen masculino(na IA) ou também o óvulo( na
IVF) podem provir de pessoas estranhas ao casal que deseja um filho.

No que concerne as diferenças entre a técnica acima referida e a fecundação assistida


são: Na IVF a fecundação se dá fora do corpo da mulher, comparativamente com
outras técnicas da fecundação assistida como a inseminação artificial(IA) que
fecundação ocorre dentro do organismo; outra diferença consiste na fecundação in
vitro ser uma técnica mais cara, complexa e mais sofisticada comparativamente com
outras técnicas da fecundação assistida dentre outras diferenças.

3. Podemos sustentar que, em alguns casos, seja necessário recorrer a IVF.


Enumerem cinco casos pelos quais a IVF pode ser desejada.

Resposta: os cinco casos pelos quais a IVF pode ser desejada são: em caso de haver
anormalidade no sistema reprodutor como obstrução irreversível tubas
uterinas, endometriose profunda, idade mais avançada da mulher, risco de
transmissão de doença genética que possa ser passada para o bebê; infertilidade
idiopática ou seja, infertilidade sem causa aparente.
4. A fecundação in Vitro é moralmente inaceitável porquê? Enumerem cinco razões.

Resposta: a fecundação in vitro(IVF) é moralmente inaceitável porque priva a


procriação humana da dignidade que lhe é própria e conatural, ou seja, é contraria da
dignidade da procriação da pessoa humana. As cinco razões que fazem com que a IVF
seja moralmente inaceitável são: descarte de embriões excedentes ou indesejáveis; uso
dos embriões para pesquisa ou experimentos; clonagem de células embrionárias;
congelamento do embriões e predeterminação de sexo por meio da manipulação
biológica.

5. O que acham? A IVF pode ser uma chance para o futuro da família! Explicai
amplamente a vossa resposta.
Resposta: concordo que a IVF é uma chance para o futuro da família visto que, é
inquestionável que várias técnicas estão sendo desenvolvidas e o processo de
procriação, que antes se restringia a um fenômeno estritamente biológico natural, se
desenvolveu para possibilitar a solução dos problemas de esterilidade ou
subfertilidade dos casais que se viam impossibilitados de gerar seus filhos através de
um processo natural, além da realização do sonho de se ter um filho, esta possibilitou
a realização das experiências genéticas, o que era antes impensável se tornou
realidade e o que era dito imutável ou imodificável, agora pode ser reconsiderado e
repensado.

6. O que acham? A IVF pode também ser uma ameaça para o futuro da família! Justificai
amplamente a vossa resposta.

Resposta: além da técnica IVF ser uma chance para futuro da família também pode
ser uma ameaça, isto é, o perigo, talvez, seja o fato de a criança vir a ocupar o lugar
de objeto, no sentido de coisa, não só mas também, o temível pode ser uma situação
em que a criança seja transformada em objeto de consumo, prazer ou fetiche, criada
sem cuidado e sem afeto, outra circunstância mais complicada é a fecundação
assistida post mortem, que dará origem a um ser órfão antes de nascer, além disso
essa tecnologia pode permitir com que casais possam gerar filho com deficiência
propositadamente o que não seria talvez o melhor interesse ou a melhor escolha para a
criança e neste caso constituindo uma ameaça para futuro da família.
7. Segundo a sua opinião, qual é o verdadeiro estatuto do embrião? Um ser humano?
Será? E qual é a posição de Igreja a respeito?

Resposta: Do meu ponto de vista o verdadeiro estatuto do embrião é que é um ser


humano que possui uma vida em desenvolvimento e merece proteção do direito,
devendo ser reconhecido como pertencente à ordem das pessoas em respeito da
dignidade da pessoa humana. A igreja católica é da opinião que o estatuto do embrião
é ser humano, visto que eles alegam que a vida humana se inicia no ato da concepção,
ou seja, quando ocorre a fecundação.

8. A destruição do embrião pode ou não ser um homicídio! Explicai, mostrando em


que caso pode ser homicídio e em que caso não pode ser homicídio.

Resposta: para responder a essa questão vou recorrer ao posicionamento doutrinário


que sinaliza as duas correntes que são a corrente concepcionista e a nidacionista. Para
a corrente concepcionista a destruição do embrião pode ser considerado homicídio
visto que segundo esta corrente defende que a vida começa no exato momento da
fecundação do óvulo pelo espermatozoide, ao passo que para os que defendem a
corrente nidacionista dizem que o descarte do embrião não constitui um homicídio
visto que, segundo esta corrente a vida humana só começa desde o momento que
ocorre a implantação do embrião no útero materno, momento este conhecido com
nidação.