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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ

CURSO PRÉ-VESTIBULAR UECEVEST

PROPOSTAS DE
REDAÇÃO
2020

Elaboração: Franzé Pereira, Letícia Garrido, Humberto Cassiano, Mayara


Sousa, Marina Maia, Kessya Steicy, João Paulo Rifane, Iariny Carvalho, Marion
Cavalcante, Jéssica Freire e Sergianne Oliveira.
SUMÁRIO
PROPOSTA 01 5
PROPOSTA 02 9
PROPOSTA 03 14
PROPOSTA 04 17
PROPOSTA 05 22

PROPOSTA 06 Erro! Indicador não definido.


PROPOSTA 07 30
PROPOSTA 09 40
PROPOSTA 10 44
PROPOSTA 11 50
PROPOSTA 12 56
PROPOSTA 13 61
PROPOSTA 14 67
PROPOSTA 15 71
PROPOSTA 16 80
PROPOSTA 17 85
PROPOSTA 18 90
PROPOSTA 19 96
PROPOSTA 20 101
PROPOSTA 21 104
PROPOSTA 22 106
PROPOSTA 24 112
PROPOSTA 25 117
PROPOSTA 26 120
PROPOSTA 27 123
PROPOSTA 28 126
PROPOSTA 29 131
PROPOSTA 30 134

1
PROPOSTA 31 137
PROPOSTA 32 139
PROPOSTA 33 143
PROPOSTA 34 146

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PROPOSTAS

Proposta 01: Trabalho análogo à escravidão (Enem e Uece)


Proposta 02: Evasão Escolar (Uece) e Sistema Previdenciário Brasileiro
(Enem)
Proposta 03: Leitura (Enem e Uece)
Proposta 04: Indígenas (Enem e Uece)
Proposta 05: Depressão na adolescência (Enem e Uece)
Proposta 06: Agrotóxicos (Enem) e Coletividade (Uece)
Proposta 07: Sistema Penitenciário (ENEM) e Poluição (Uece)
Proposta 08: Patrimônio histórico e cultural brasileiro (Enem e Uece)
Proposta 09: Mobilidade urbana (Enem e Uece)
Proposta 10: Assédio contra as mulheres (Enem e Uece)
Proposta 11: Violência (Enem) e Aparências (Uece)
Proposta 12: Cotas (Enem) e O papel da mídia na formação da opinião
pública (Uece)
Proposta 13: Discurso de ódio na internet (Enem) e Consumismo (Uece)
Proposta 14: Visibilidade feminina no futebol (Enem) e Incentivo à prática de
esportes (Uece)
Proposta 15: Crise hídrica (Enem) e Jovens em situação de rua (Enem)
Proposta 16: Corte de verbas das universidades públicas (Uece) e
Dependentes químicos (Enem)
Proposta 17: Desemprego no Brasil (Enem) e Vacinação (Uece)
Proposta 18: Doação de sangue (Enem) e Poluição plástica (Uece)
Proposta 19: Desmatamento (Uece) e Prática de esportes (Enem)
Proposta 20: Acessibilidade para deficientes visuais (Enem) e Intolerância
(Uece)
Proposta 21: Discurso de ódio na internet (Enem e Uece)
Proposta 22: Preconceito linguístico (Enem e Uece)
Proposta 23: Educação pública no Brasil (Enem e Uece)
Proposta 24: Suicídio de jovens (Enem) e Saneamento Básico (Uece)
Proposta 25: Amazônia (Enem e Uece)
Proposta 26: Transfobia (Enem e Uece)
Proposta 27: Inclusão escolar de pessoas portadoras de autismo (Enem e
Uece)

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Proposta 28: Individualismo (Uece) e Doação de órgãos (Enem)
Proposta 29: Combate ao sarampo (Enem e Uece)
Proposta 30: Evasão escolar (Enem e Uece)
Proposta 31: Saneamento básico (Uece)
Proposta 32: Rapidez do mundo moderno (Uece)
Proposta 33: Expectativa de vida (Uece)
Proposta 34: Notícias falsas (Uece)

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PROPOSTA 01
Tema: Trabalho análogo à escravidão (Enem e Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-
padrão da língua portuguesa sobre o tema O TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL
ATUAL: CAMINHOS PARA A SUPERAÇÃO, apresentando proposta de intervenção,
que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e
coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

UECE

Considerando a realidade da condição análoga à escravidão na atualidade em nosso país,


produza um artigo de opinião que será publicado em um jornal de grande circulação. Deixe
claro o seu ponto de vista e argumentos em relação ao tema.

TEXTO I

De acordo com o artigo 149 do Código Penal brasileiro, são elementos que caracterizam o
trabalho análogo ao de escravo: condições degradantes de trabalho (incompatíveis com a
dignidade humana, caracterizadas pela violação de direitos fundamentais coloquem em
risco a saúde e a vida do trabalhador), jornada exaustiva (em que o trabalhador é submetido
a esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta a danos à sua saúde ou risco de
vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço através de fraudes, isolamento
geográfico, ameaças e violências físicas e psicológicas) e servidão por dívida (fazer o
trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele). Os elementos podem vir
juntos ou isoladamente.
O termo ―trabalho análogo ao de escravo‖ deriva do fato de que o trabalho escravo formal
foi abolido pela Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Até então, o Estado brasileiro tolerava a
propriedade de uma pessoa por outra não mais reconhecida pela legislação, o que se tornou
ilegal após essa data.
Não é apenas a ausência de liberdade que faz um trabalhador escravo, mas sim de
dignidade. Todo ser humano nasce igual em direito à mesma dignidade. E, portanto,
nascemos todos com os mesmos direitos fundamentais que, quando violados, nos arrancam

5
dessa condição e nos transformam em coisas, instrumentos descartáveis de trabalho.
Quando um trabalhador mantém sua liberdade, mas é excluído de condições mínimas de
dignidade, temos também caracterizado trabalho escravo.

Fonte: https://reporterbrasil.org.br/trabalho-escravo/. Acesso em 16/02/19.

TEXTO II

Como a escravidão moderna afeta o Brasil?


De acordo com o último relatório da Fundação WalkFree, o Brasil possui 161,1 mil
pessoas em trabalho escravo. Em 2014, o número de pessoas nessa situação era 155,3 mil.
Apesar do aumento, a Fundação considera que o país ainda apresenta uma baixa incidência,
quando comparado com outras nações, atingindo 0,078% da população. Nas Américas, o
Brasil só não possui incidência menor que os Estados Unidos e o Canadá.

A exploração no Brasil é mais concentrada nas áreas rurais, especialmente no cerrado e na


Amazônia. Entre as 936 pessoas em situação de exploração resgatadas em 2015, a maioria
era de homens entre 15 e 39 anos, com baixo nível de escolaridade e que migraram dentro
do país em busca de melhores condições de vida.

Apesar do Brasil possuir graves problemas em relação à escravidão, o presidente e


fundador da WalkFree, Andrew Forrest, aponta que o país mostrou um grande avanço ao
divulgar a “Lista Suja”, contendo as empresas nacionais multadas na Justiça pela
utilização de trabalho escravo. Forrest indica o Brasil como pioneiro na iniciativa.

Mas esse avanço tem sido bastante ameaçado nos últimos anos. Uma série de disputas
judiciais fez com que a divulgação da lista fosse adiada diversas vezes desde 2014, quando
uma ação da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) questionou a
lista suja no Supremo Tribunal Federal (STF). A divulgação voltou a ser feita somente em
março de 2017.

O Brasil tem avançado no combate ao trabalho escravo?


Dados do Ministério do Trabalho mostram que nos últimos 20 anos, quase 50 mil pessoas
foram libertadas no Brasil por ações dos grupos móveis de fiscalização. Esses grupos são
equipes compostas por auditores fiscais, procuradores do trabalho e policiais fiscais ou
rodoviário federais e atuam desde 1995 na fiscalização do trabalho forçado.

A participação da escolta policial é necessária desde a Chacina de Unaí em 2004, quando


quatro funcionários do Ministério do Trabalho foram mortos em uma emboscada quando
investigavam uma denúncia de trabalho escravo em fazendas da região.

A cada dia, em média cinco pessoas em trabalho forçado são libertadas no Brasil. Os
estados com maior número de resgates nos últimos cinco anos foram Minas Gerais (2 mil
resgates), Pará (1.808), Goiás (1.315), São Paulo (916) e Tocantins (913).

6
Os resgates ocorrem principalmente após denúncias feitas por trabalhadores, que procuram
principalmente ajuda da Comissão Pastoral da Terra, dos sindicatos e das cooperativas, já
que existe um receio de envolvimento das autoridades locais com os patrões.

O maior número de libertações acontece em áreas urbanas (56%), apesar do trabalho


escravo ainda ser muito associado à área rural. O trabalho forçado em regiões urbanas
cresceu principalmente pelo aumento de grandes obras no país.

Apesar dos avanços, a principal dificuldade do Brasil hoje está no combate ao aliciamento
dos trabalhadores, mesmo com a criação do Programa Marco Zero, lançado em 2008 pelo
Ministério do Trabalho.

O Código Penal brasileiro prevê em seu 149º artigo, uma punição de dois a oito anos de
reclusão e multa para quem ―reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer
submetendo a trabalhos forçados ou a jornadas exaustivas, quer sujeitando a condições
degradantes de trabalho, quer restringindo por qualquer meio a sua locomoção em razão de
dívida contraída com o empregador ou preposto‖.

Como ações que caracterizam o trabalho escravo, o Código Penal cita:

● cercear o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador com o fim
de retê-lo no local de trabalho;
● manter vigilância ostensiva no local de trabalho;
● se apoderar dos documentos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no
local de trabalho.

Fonte: https://www.politize.com.br/escravidao-brasil-ainda-existe/ . Acesso em: 15/02/19

7
TEXTO III

Fonte: http://escravonempensar.org.br/o-trabalho-escravo-no-brasil/ . Acesso em: 15/02/19.

TEXTO IV

Ementa:
Dá nova redação ao art. 243 da Constituição Federal.
Explicação da Ementa:
PEC do trabalho escravo - Altera a redação do art. 243 da Constituição Federal, para
determinar que as propriedades rurais e urbanas de qualquer região do país onde forem
localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo
serão expropriadas e destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem
qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei,
observado, no que couber, o disposto no art. 5º. E altera o parágrafo único do mesmo artigo
para dispor que todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da exploração de trabalho escravo será
confiscado e reverterá a fundo especial com a destinação específica, na forma da lei.
Fonte: https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/105791. Acesso em:
16/02/19.

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PROPOSTA 02
Temas: Evasão Escolar (Uece) e Sistema Previdenciário Brasileiro (Enem)

UECE

Gênero textual: Artigo de opinião


Tema: A influência da evasão escolar na vida dos indivíduos.

Muitos de nós conhecemos pessoas que por diferentes motivos tiveram que deixar os
estudos. Visto essa realidade tão presente no contexto brasileiro, discorra em um Artigo de
opinião sobre As influências da evasão escolar na vida dos indivíduos. Com essa
temática nós queremos incentivar você a refletir sobre a importância da formação
continuada para a construção cidadã.

TEXTO I:

No Brasil, a evasão escolar é um grande desafio para as escolas, pais e para o sistema
educacional. Segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio
Teixeira), de 100 alunos que ingressam na escola na 1ª série, 5 não concluem o ensino
fundamental, ou seja, 95 terminam a 8ª série (IBGE, 2007).

Em 2007, 4,8% dos alunos matriculados no Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries/1º ao 9º


ano) abandonaram a escola. Embora o índice pareça pequeno, corresponde a quase um
milhão e meio de alunos. No mesmo ano, 13,2% dos alunos que cursavam o Ensino Médio
abandonaram a escola, o que corresponde a pouco mais de um milhão de alunos. Muitos
desses alunos retornarão à escola, mas em uma incômoda condição de defasagem
idade/série, o que pode causar conflitos e possivelmente nova evasão.

As causas da evasão escolar são variadas. Condições socioeconômicas, culturais,


geográficas ou mesmo questões referentes aos encaminhamentos didáticos – pedagógicos e
a baixa qualidade do ensino das escolas podem ser apontadas como causas possíveis para a
evasão escolar no Brasil.

Dentre os motivos alegados pelos pais ou responsáveis para a evasão dos alunos, são mais
frequentes nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª séries/1º ao 9º ano) os seguintes:
Escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter adulto que leve até a escola, falta
de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos.

Ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e


proibição dos pais de ir à escola são motivos mais frequentes alegados pelos pais a partir
dos anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e pelos próprios alunos no Ensino
Médio. Cabe lembrar que, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é

9
obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das
famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e


do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar
ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Nesse sentido, cabe a instituição escolar
valer-se de todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos na
escola. Prevê ainda a legislação que esgotados os recursos da escola, a mesma deve
informar o Conselho Tutelar do Município sobre os casos de faltas excessivas não
justificadas e de evasão escolar, para que o Conselho tome as medidas cabíveis.
Fontes: BRASIL, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira. Sinopse Estatística da
Educação Básica 2007. Acesso em 14 set. 2009. Disponível em: <http://www.inep.gov.br/>
BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Diário Oficial da República.
BRASIL, O Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº. 8069, de 13 de julho de 1990.

TEXTO II:

10
TEXTO III

ENEM
Tema: REFORMAS DO SISTEMA PREVIDENCIÁRIO BRASILEIRO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “Reformas do sistema previdenciário
brasileiro”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa
de seu ponto de vista.

TEXTO I
PRINCIPAIS MUDANÇAS DA REFORMA PREVIDENCIÁRIA 2017
De acordo com o Governo Federal, as novas regras do INSS serão implementadas devido
ao aumento dos gastos da Previdência Social. O rombo nas contas pode chegar a R$ 167
bilhões até o final do ano, principalmente com o desemprego em alta no país.

Veja a seguir as principais mudanças propostas pela Reforma Previdenciária 2017:

IDADE MÍNIMA DE 65 ANOS PARA A APOSENTADORIA

11
O Governo de Michel Temer vai fixar uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria,
que vale tanto para homens quanto para mulheres. Dessa forma, quem tem 64 anos ou
menos não poderá se aposentar, mesmo com o tempo mínimo de contribuição.

FAIXA DE TRANSIÇÃO
A nova regra vai impactar os trabalhadores com menos de 50 anos de idade. Quem se
encontra acima dessa faixa etária entrará na faixa de transição progressiva.
O contribuinte com 50 anos ou mais deverá trabalhar de 40% a 50% mais tempo para se
aposentar. Dessa forma, ele poderá dar entrada na aposentadoria antes de atingir a idade
mínima.

AUMENTO DA ALÍQUOTA
Tudo indica que a Reforma Previdenciária de 2017 também terá impacto na alíquota de
contribuição, especialmente no caso de servidores públicos municipais, estaduais e
governamentais. O valor do percentual mínimo, que atualmente é de 11%, poderá subir
para 14%.

REDUÇÃO DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ


Atualmente, o trabalhador pode solicitar a aposentadoria por invalidez após pagar 12
parcelas do INSS, recebendo o valor integral. Com a aprovação da Reforma Previdenciária,
o tempo mínimo de contribuição para dar entrada no benefício será de 36 meses. Essa
modalidade deverá contar, ainda, com um piso pré-estabelecido de 70%, em cima de 80%
dos maiores salários ao longo de todo o período de contribuição.

RESTRIÇÃO DE PENSÃO POR MORTE E APOSENTADORIA


Muitos brasileiros recebem pensão por morte e aposentadoria ao mesmo tempo, porém, a
reforma previdenciária deve ter impacto nos pagamentos. O cidadão receberá normalmente
o valor maior, enquanto o segundo terá uma redução de 30% a 60%.

TEXTO II

12
Fonte:
https://www.diariocachoeirinha.com.br/index.php?id=/noticias/regiao/materia.php&cd_matia=237415&dina
mico=1

13
PROPOSTA 03
Tema: Leitura (Enem e Uece)

ENEM
Tema: DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO DO HÁBITO DE LEITURA
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “DESAFIOS DO DESENVOLVIMENTO DO
HÁBITO DE LEITURA”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para defesa de seu ponto de vista.

UECE
Tema: A importância da leitura na formação do indivíduo.
A leitura tem um papel fundamental na vida escolar ou acadêmica das pessoas, mas o que
vemos é que ela acaba sendo esquecida quando saímos dessas esferas de ensino. Redija um
artigo de opinião sobre o tema ―A importância da leitura na formação do indivíduo”,
reflita sobre o valor da leitura na vida das pessoase que benefícios ela traz para o
desenvolvimento do ser humano.

TEXTO I
A leitura dissolve a ignorância.
O hábito de ler é de suma importância na vida de cada pessoa, porque é através da leitura
que a sociedade descobrirá mais sobre o seu mundo, e cada indivíduo, saberá mais sobre si
mesmo. Durante a leitura a pessoa descobre um mundo novo, cheio de coisas, até então
desconhecidas, e ao final de cada livro, ela já terá adquirido novos conhecimentos e ideias,
que certamente expandirão seus horizontes.
[...]
Somente a leitura é capaz de proporcionar a contemplação de mundos, até antão
inimagináveis, além de ser uma forma pura de adquirir conhecimento; porque não há
conhecimento a ser desprezado. Toda forma de saber, e se informar, é sempre bem-vinda.
[...]
A leitura tem a função primordial de despertar e proporcionar conhecimentos básicos que
venham contribuir para a construção integral da vida de um indivíduo na sociedade, e no
seu exercício de cidadania. A falta de tempo não é desculpa, principalmente, quando já se
sabe que apenas a leitura oferecerá vários conhecimentos e vários aprendizados.
[...]
É preciso ler e compreender, para poder opinar, criticar e modificar situações. Diante de
tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura, pode transformar e enriquecer, culturalmente e
socialmente, o ser humano.
Adaptado.
Disponível em: http://www.gazetadebeirute.com/2013/08/a-leitura-dissolve-
ignorancia.html Acesso em: 02 de março de 2019.

14
TEXTO II
Por que o brasileiro lê pouco?
Além de a leitura não vir de casa, a escola mais atrapalha que ajuda.
Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a Unesco. Para o setor da ONU
que cuida de educação e cultura, só há leitura onde: 1) ler é uma tradição nacional, 2) o
hábito de ler vem de casa e 3) são formados novos leitores.
O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na
biblioteca. Para piorar, especialistas culpam a escola pela falta de leitores.
―Os professores costumam indicar livros clássicos do século 19, maravilhosos, mas que não
são adequados a um jovem de 15 anos‖, diz Zoara Failla, do Instituto Pró-Livro.
―Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do
colégio.‖
Muitos educadores defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que
os clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos livros, que são
analisados a fundo.
Mas aí teria de mudar o vestibular e o Enem, é isso já é outra história.
Texto adaptado.

Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/por-que-o-brasileiro-le-pouco/ Acesso


em: 02 de março de 2019.

TEXTO III
44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro, aponta pesquisa
Retratos da Leitura.
Há um pouco mais de leitores no Brasil. Se em 2011 eles representavam 50% da população,
em 2015 eles são 56%. Mas ainda é pouco. O índice de leitura, apesar de ligeira melhora,
indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano – desses, 0,94 são indicados pela escola
e 2,88 lidos por vontade própria. Do total de livros lidos, 2,43 foram terminados e 2,53
lidos em partes. A média anterior era de 4 livros lidos por ano. Os dados foram revelados
na tarde desta quarta-feira, 18, e integram a quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura
no Brasil.
Realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo
Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e
Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a pesquisa ouviu 5.012
pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa,
segundo o Ibope, 93% da população brasileira.
Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3
meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses,
mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.
A Bíblia é o livro mais lido, em qualquer nível de escolaridade. O livro religioso, aliás,
aparece em todas as listas: últimos livros lidos, livros mais marcantes. 74% da população
não comprou nenhum livro nos últimos três meses. Entre os que compraram livros em geral

15
por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book. Um dado alarmante: 30%
dos entrevistados nunca comprou um livro.
Para 67% da população, não houve uma pessoa que incentivasse a leitura em sua trajetória,
mas dos 33% que tiveram alguma influência, a mãe, ou representante do sexo feminino, foi
a principal responsável (11%), seguida pelo professor (7%).
Entre as principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram leitores, estão
gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%), distração (15%), motivos religiosos
(11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou
exigência do trabalho (7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%). Adolescentes
entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10
anos (40%).
Aos não leitores, foi perguntado quais foram as razões para eles não terem lido nenhum
livro inteiro ou em partes nos três meses anteriores à pesquisa. As respostas: falta de tempo
(32%), não gosta de ler (28%), não tem paciência para ler (13%), prefere outras atividades
(10%), dificuldades para ler (9%), sente-se muito cansado para ler (4%), não há bibliotecas
por perto (2%), acha o preço de livro caro (2%), tem dinheiro para comprar (2%), não tem
local onde comprar onde mora (1%), não tem um lugar apropriado para ler (1%), não tem
acesso permanente à internet (1%), não sabe ler (20%), não sabe/não respondeu (1%).
A leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Perdeu
para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância quando olhamos os outros
anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%). Em segundo lugar, a preferência é por ouvir
música (60%). Depois aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou
sair com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar WhatsApp (43%),
escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram (35%), ler jornais, revistas ou notícias
(24%), ler livros em papel ou livros digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte.
Perdem para a leitura de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais
(15%), ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames (12%), ir ao
cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não fazer nada, descansar ou dormir
(15%).

Texto adaptado.
Disponível em: https://www.burnbook.com.br/noticias/44-da-populacao-brasileira-nao-le-e-30-nunca-
comprou-um-livro-aponta-pesquisa-retratos-da-leitura/ Acesso em 02 de março 2019.

TEXTO IV

16
Disponível em: https://br.toluna.com/opinions/3790387/Viver-sem-ler-%C3%A9-perigoso...-Te-obriga-a-
crer-no-que-te Acesso em 03 de março de 2019.

PROPOSTA 04
Tema: Indígenas

ENEM

Tema: A valorização da matriz indígena na composição da diversidade cultural do


Brasil.

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema ―A VALORIZAÇÃO DA MATRIZ
INDÍGENA NA FORMAÇÃO DA DIVERSIDADE CULTURAL DO BRASIL‖,
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione,
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu
ponto de vista.

UECE

Tema: A importância da garantia dos direitos indígenas na composição cultural


brasileira.

A formação de uma cultura está, entre outros aspectos, relacionada às práticas cultivadas
pelos povos. Uma dessas práticas é transmissão de elementos culturais, como as lendas,
os rituais e os costumes, a qual é amplamente praticada pelos indígenas. Contudo, para

17
que isso continue a acontecer, é necessário que os direitos destes povos sejam
garantidos. Diante disso, redija um artigo de opinião sobre ―A IMPORTÂNCIA

DA GARANTIA DOS DIREITOS INDÍGENAS NA COMPOSIÇÃO CULTURAL


BRASILEIRA‖. Com esta temática, objetivamos que você reflita sobre a importância
que os indígenas têm na sociedade brasileira, sendo necessário, portanto, respeitar seus
direitos e valorizar estes povos.

TEXTO I

Influência da cultura indígena em nossa vida vai de nomes à medicina

É provável que você conheça alguém chamado Ubiratan ou Jacira. Pode ser também
Iracema, Tainá, Cauã ou Jandira. Quem vive ou já visitou o Rio de Janeiro, com certeza
ouviu falar em Tijuca, Itaipu, Ipanema, Jacarépaguá, Itapeba, Pavuna e/ou Maracanã. Em
São Paulo, quem não conhece Itaim, Itaquaquecetuba, Butantã, Piracicaba, Jacareí e
Jundiaí? Não importa onde se viva, qualquer brasileiro já teve contato com uma
infinidade de palavras de origem indígena, sobretudo da língua tupi-guarani (união entre
as tribos tupinambá e guarani), como carioca, jacaré, jabuti, arara, igarapé, capim, guri,
caju, maracujá, abacaxi, canoa, pipoca e pereba.

Mas não foi só na língua portuguesa que tivemos influência indígena. Sua herança e
contribuição para a formação da cultura brasileira vai além: passa da comida à forma
como nos curamos de doenças. Os índios, através de sua forte ligação com a floresta,
descobriram nela uma variedade de alimentos, como a mandioca (e suas variações como
a farinha, o pirão, a tapioca, o beiju e o mingau), o caju e o guaraná, utilizados até hoje
em nossa alimentação.

Outro benefício que herdamos da intensa relação dos índios e a floresta é em relação às
plantas e ervas medicinais. O conhecimento da flora e das propriedades das plantas os
fez utilizá-las nos tratamento de doenças. O artesanato também não fica de fora. Bolsas
trançadas com fios e fibras, enfeites e ornamentos com penas, sementes e escamas de
peixe são utilizados em diversas regiões do país.

Segundo Chang Whan, pesquisadora e curadora do Museu do Índio do Rio de Janeiro,


embora nós tenhamos o costume de separar a cultura indígena da cultura brasileira, essa
dissociação não está correta. ―A cultura brasileira resulta da conjunção de muitas
influências culturais, inclusive temos todas essas contribuições dos índios, com a
influência na toponímia (nome dos lugares), na onomástica (nomes próprios), na
culinária e no tratamento de saúde utilizando as ervas medicinais. Portanto, não devemos
fazer essa dissociação‖, explica.

Disponível em: http://prodoc.museudoindio.gov.br/noticias/retorno-de-midia/66-influencia-da-


cultura-indigena-em-nossa-vida-vai-de-nomes-a-medicina . Acesso em março/2019.

TEXTO II

18
LEI Nº 6.001, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1973.

Dispõe sobre o Estatuto do Índio:

TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS E DEFINIÇÕES

Art. 1º Esta Lei regula a situação jurídica dos índios ou silvícolas e das comunidades
indígenas, com o propósito de preservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e
harmoniosamente, à comunhão nacional. Parágrafo único. Aos índios e às comunidades
indígenas se estende a proteção das leis do País, nos mesmos termos em que se
aplicam aos demais brasileiros, resguardados os usos, costumes e tradições indígenas,
bem como as condições peculiares reconhecidas nesta Lei.

TÍTULO II
DOS DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS

CAPÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS

Art. 6º Serão respeitados os usos, costumes e tradições das comunidades


indígenas e seus efeitos, nas relações de família, na ordem de sucessão, no regime de
propriedade e nos atos ou negócios realizados entre índios, salvo se optarem pela
aplicação do direito comum.

Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L6001.htm . Acesso em março/2019.

TEXTO III

No Ceará, índios protestam contra a transferência de demarcação de terras da


Funai para a Agricultura

O grupo foi à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Ministério Público


Federal (MPF) onde deu entrada em documentos para ações judiciais.

De acordo com a liderança indígena do Pitaguary Maracanaú, Maria da


Conceição Alves Feitosa, conhecida como Ceiça Pitaguary, as terras indígenas estão
ameaçadas. "Seremos prejudicados. Por isso essa marcha para tentar sensibilizar as
autoridades competentes. As terras indígenas estão sendo invadidas em vários locais e
ocupadas ilegalmente, após a aprovação da Medida assinada pelo presidente Jair
Bolsonaro", disse.

O protesto teve início às 8 horas na Praça Luíza Távora. Na ocasião, houve a


entrega do livro Violações de Direitos Indígenas no Ceará: Terra, Educação,
Previdência e Mulheres, aos grupos que estavam presentes.

19
Disponível em: https://g1.globo.com/ce/ceara/noticia/2019/01/31/no-ceara-indios-protestam-contra-a-transferencia-de-
demarcacao-de-terras-da-funai-para-a-agricultura.ghtml . Acesso em março/2019.

TEXTO IV

Disponível em: http://www.kaninde.org.br/amazonia-indigena-saiba-sobre-a-pluralidade-etnica-do-brasil/ .


Acesso em março/2019

TEXTO V

Todo dia era dia de índio

Composição: Jorge Ben (1982)

20
[...]
Todo dia era dia de índio

Mas agora eles só têm


O dia 19 de Abril

Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico


Da terra, fauna e flora

Pois em sua glória, o índio


É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria
[...]

E, no entanto, hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente

Todo dia era dia de índio


Todo dia era dia de índio

Disponível em: https://www.letras.mus.br/baby-do-brasil/365271/ . Acesso em março/2018.

21
PROPOSTA 05
Tema: Depressão na adolescência (Enem e Uece)

ENEM

Tema: Os impasses no combate à depressão na adolescência

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema ―OS IMPASSES NO COMBATE À
DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA‖, apresentando proposta de intervenção que
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

UECE

Imagine que você é o editor de um jornal e foi incumbido de escrever um artigo


editorial, para publicação em meio jornalístico, com o objetivo de mostrar a realidade social
enfrentada por adolescentes com relação à depressão.
Produza uma narrativa, com o foco na temática depressão, para relatar um fato que
represente a superação dessa doença por parte de um(a) adolescente.

TEXTO I

Depressão na adolescência é coisa séria


A fase da adolescência marca o início de uma série de transformações avassaladoras. Não
por acaso serve como pano de fundo para esses indivíduos em formação enfrentarem uma
doença que, até pouco tempo atrás, parecia coisa só de gente grande: a depressão.
O problema atinge um em cada cinco jovens entre 12 e 18 anos (faixa etária considerada
como adolescência no Brasil). Há uma lista de motivos por trás do panorama tão
assustador.
―Questões sobre sexualidade, dificuldade em lidar com frustrações, bullying, além de
pressão pela escolha da carreira e por um bom desempenho escolar estão na base de
conflitos que podem funcionar como agravantes‖, alerta a psicóloga Vera Ferrari Rego
Barros, presidente do Departamento Científico de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria
de São Paulo (SPSP).

De acordo com a psiquiatra Lee Fu-I, coordenadora do Programa de Transtornos Afetivos


na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (Ipq-
USP), as formas de diagnóstico também se aperfeiçoaram, facilitando a identificação do
quadro. Só que, para a intervenção ocorrer o mais cedo possível, tem um profissional
imprescindível nesse roteiro: o pediatra.
―As consultas de rotina proporcionam um contato maior com os pacientes e seus familiares.
Nelas, dá para perceber alterações iniciais, muitas vezes sutis‖, explica o pediatra Claudio
Barsanti, presidente da SPSP. Para fechar o diagnóstico, os profissionais devem estar
alertas e a par das características do distúrbio.

22
Porém, isso nem sempre acontece: dados mostram que dois em cada três médicos não
identificam o quadro. Como consequência, adolescentes acabam passando por essa
tempestade sem um tratamento.
―Reconhecer a depressão na adolescência é mais difícil porque, nessa fase, todos mudam
seu comportamento naturalmente, o que pode refletir em maior isolamento―, esclarece a
psiquiatra da infância e adolescência Ana Kleinman, do Ipq-USP. ―Para essa situação ser
considerada normal e saudável, precisa vir intercalada com momentos de convívio‖,
pontua.
Não é só o pediatra que tem a incumbência de olhar o jovem com essa atenção. ―Muitas
vezes, o adolescente até quer pedir ajuda, só que não sabe como. Ele se sente julgado e
diminuído pelos pais e colegas‖, diz a psicóloga Camila Reis, da capital paulista.
Adaptado
Disponível em: https://saude.abril.com.br/familia/depressao-na-adolescencia-e-coisa-seria/
Acesso em: 16 de março.

TEXTO II
Depressão é principal doença da adolescência

―Fico muito triste de repente. Para aliviar essa tristeza, cortava a pele, me queimava,
me mordia. Fiz isso várias vezes‖. O relato é de uma jovem de 16 anos, a caçula da família.
Ela vive uma rotina difícil, com pai alcoólatra, além de mãe e irmã mais velha dependentes
de drogas. No colégio, a delicada situação familiar serve de motivo para o bullying, o que a
levou a se isolar na biblioteca durante o recreio. Diz não ter amigos. Passa o intervalo
lendo, gosta de romances como os de John Green, mas não consegue se concentrar, e seu
rendimento escolar caiu.
O psiquiatra que a atende na Santa Casa de Misericórdia do Rio, Gabriel Landsberg,
conta que ela sofre de depressão e ansiedade. Embora seu ambiente desestruturado
colabore, as crises depressivas são comuns nesta fase. Um novo relatório da Organização
Mundial de Saúde (OMS) revela que esta é a principal causa de doença entre jovens de 10 a
19 anos.
- A automutilação não ocorreu para chamar atenção nem foi, de fato, uma tentativa de
suicídio. É que a dor física era mais suportável do que a emocional - explica Landsberg ao
falar sobre a menina.
- Há muitos adolescentes sem diagnóstico porque não pedem ajuda. Os pais acham que os
sinais são típicos da idade.

Uma dor que permanece oculta

Isolamento, irritabilidade, rebeldia, melancolia. Características consideradas típicas


da adolescência podem ser indícios de uma depressão. A psicanalista Sara Kislanov,
palestrante dos Encontros, acrescenta que o jovem passa por modificações hormonais, está

23
em busca de uma identidade e tem a perda de idealizações, por exemplo do corpo ideal, que
podem se transformar em conflitos mais sérios.

Chefe da psiquiatria infantil da Santa Casa, Fábio Barbirato destaca que 12% dos
jovens de 12 a 18 anos sofrem de depressão, enquanto esse índice não chega a 10% entre
adultos. Além disso, 77% dos adultos com depressão tinham histórico de sintomas também
na infância ou adolescência.
- Há riscos graves de uma depressão não tratada, entre eles, evasão escolar, abuso de álcool
e até suicídio, a terceira maior causa de morte entre adolescentes - exemplificou o
psiquiatra que está reestruturando o ambulatório da Santa Casa para receber até 80 crianças
e jovens com depressão. - A doença pode ser grave, mas às vezes é vista como um mal
menor.
No Brasil, 21% dos jovens entre 14 e 25 anos têm sintomas indicativos de
depressão. Entre as mulheres, a proporção é de 28%, segundo dados do 2º Levantamento
Nacional de Álcool e Drogas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

TEXTO III

Disponível em: https://culturainquieta.com/es/arte/ilustracion/item/12147-las-acidas-ilustraciones-desako-


asko-sobre-las-contradicciones-del-ser-humano-y-la-sociedad.html
Acesso em 16 de março.

24
PROPOSTA 06
Temas: Agrotóxicos (Enem) e Coletividade (Uece)

ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-
padrão da língua portuguesa sobre o tema O IMPACTO DA LIBERAÇÃO DO USO DE
AGROTÓXICOS NA ALIMENTAÇÃO DO BRASILEIRO, apresentando proposta de
intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma
coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa do seu ponto de vista.

TEXTO I:

Governo liberou registros de agrotóxicos altamente tóxicos


Quarenta novos produtos comerciais com agrotóxicos receberam permissão para chegar ao
mercado nos próximos dias. O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da
União de 10 de janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos. Entre eles um
aditivo inédito, o Sulfoxaflor, que já causa polêmica nos Estados Unidos. Os outros são
velhos conhecidos do agricultor brasileiro, mas que agora passam a ser produzidos por mais
empresas e até utilizados em novas culturas, entre elas a de alimentos.
[...]
Dos 28 produtos já publicados, um é considerado extremamente tóxico, o Metomil,
ingrediente ativo usado em agrotóxicos indicados para culturas como algodão, batata, soja,
couve e milho. Além dele, quatro foram classificados como altamente tóxicos. Quase todos
são perigosos para o meio ambiente, segundo a classificação oficial. Quatorze são ―muito
perigosos‖ ao meio ambiente, e 12, considerados ―perigosos‖.
Os mais tóxicos são o Metomil e o Imazetapir, o qual foi emitido registro para quatro
empresas. Eles são princípios ativos, ou seja, ingredientes para a produção de agrotóxicos
que serão vendidos aos produtores rurais.
[...]
Apenas três fazem parte do grupo de baixa toxicidade, o menor nível da classificação
toxicológica: o Bio-Imune, Paclobutrazol 250 e o Excellence Mig-66, indicados para
culturas de manga e até mesmo para a agricultura orgânica.

Fonte: https://reporterbrasil.org.br/2019/01/governo-liberou-registros-de-agrotoxicos-altamente-toxicos/
Acesso em: 24/03/19

TEXTO II:

25
III – Os resultados insatisfatórios do PARA* representam risco à saúde dos
consumidores?
Os resultados encontrados pela ANVISA dividem-se em duas categorias:
a) Resíduos que podem causar dano à saúde porque excederam os limites máximos
estabelecidos em legislação.
b) Resíduos que podem causar dano à saúde porque são agrotóxicos não
autorizados para aquele determinado alimento.
No primeiro caso, que representa cerca de 10% dos resultados insatisfatórios, o uso abusivo
dos agrotóxicos, em desrespeito às indicações da bula de cada produto, e ainda a
negligência ao intervalo de segurança (tempo entre última aplicação e colheita dos
alimentos) levam à presença de resíduos nos alimentos superiores àqueles estabelecidos em
legislação e reconhecidos como seguros, expondo a população a possíveis agravos à saúde.
Ressalta-se ainda que, além do risco à saúde da população em geral, representado pela
ingestão prolongada desses alimentos com agrotóxicos acima do LMR permitido, estes
resultados sugerem que as Boas Práticas Agrícolas não estão sendo respeitadas, podendo
isto representar um aumento do risco à saúde dos trabalhadores rurais.
Quem trabalha aplicando agrotóxicos encontra-se em situação de exposição mais grave do
que a da população em geral. Um dos exemplos detectados pelo PARA de risco à saúde do
trabalhador rural é o caso do metamidofós encontrado no tomate de mesa. O metamidofós,
um dos ingredientes ativos pesquisados pelo PARA, tem elevada toxicidade aguda e
neurotoxicidade. Atualmente, é autorizado para a cultura de tomate industrial em função do
modo de aplicação, que deve ser exclusivamente via trator, pivô central ou aérea. O
equipamento de aplicação costal, utilizado no cultivo do tomate de mesa, não é autorizado
para o metamidofós em função da toxicidade para o aplicador. Desta forma, este
ingrediente ativo não está autorizado para o tomate de mesa, cujo modo de aplicação é
menos tecnificado.
[* - Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos]

Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-
busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-
1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=28626
02&_101_type=content&_101_groupId=219201&_101_urlTitle=risco-no-consumo-de-
agrotoxico&inheritRedirect=true. Acesso em: 24/03/19

TEXTO III:

26
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

UECE

Prezado(a) Candidato(a),
Nas sociedades contemporâneas, é cada vez mais comum e necessário pensar sobre nossa
relação com o todo e o senso de coletividade. Não há mais espaço para construir um futuro
pautado apenas na individualidade que desconsidera as ações particulares desvinculadas de
um grupo maior. De qualquer forma e em qualquer aspecto, nossas atitudes estão ligadas e
impactam no coletivo. Diante dessa questão, escolha UMA das propostas a seguir e redija
seu texto considerando seus conhecimentos e experiência de vida. Use os textos
motivadores abaixo como base para impulsionar sua reflexão:
Proposta 1: Você foi convidado para escrever e publicar um texto no jornal de maior
circulação de sua cidade. O convite pede que você escreva um texto de teor narrativo com a
finalidade de mostrar uma situação do cotidiano em que a(s) personagem(s) demonstrou o
senso de coletividade para resolver um conflito. Delimite tempo, espaço, conflito e mostre
como o desfecho da estória revela a importância do senso de coletividade.
Proposta 2: Escreva um artigo de opinião sobre a ―A importância do senso de coletividade
para a construção de uma sociedade mais humana‖. Apresente o seu ponto de vista
utilizando argumentos coerentes para mostrar o quanto o senso de coletividade é urgente e
necessário para a impactar uma sociedade e torná-la mais humana.

TEXTO I

27
Senso de coletividade: esse texto é pra você
Você que olha e vê a faixa seletiva com fluxo bom de ônibus cheios de trabalhadores – a
única pista sem engarrafamento. Que sabe que lá você não pode trafegar, e, mesmo assim,
na sua SUV-ostentação-gigante de 7 ou 8 lugares, a qual só contém você, passa para aquela
pista e causa engarrafamento em todas. Tudo bem se você parar todo o tráfego para ganhar
apenas alguns metros ou quilômetros. Afinal, o seu tempo vale muito mais do que o dos
outros.
Você que quer muito que o transporte público melhore, apenas para que você possa circular
com seu carro importado em paz, porque você não aguenta mais o caos desse trânsito,
apesar de engrossá-lo todo dia com seu carro. Você que reclama de tanta ciclovia e emite
comentários como: ‖algumas inclusive pioraram o trânsito no centro do Rio, porque
deixaram as pistas mais estreitas…‖, e deixa de ver, assim, que está na contramão de
qualquer cidade decente do mundo. Cidades que estimulam transportes sustentáveis e
alternativos como a bicicleta, em vez de incentivar o uso do automóvel. Cidades com
melhor qualidade de vida, sem trânsito, com transportes públicos de qualidade, os quais
você utiliza quando vai para lá em viagens. Mas aqui não, aqui você só anda de carro; e,
mesmo que tudo melhore, só será bom porque você irá tranquilo com sua SUV para o
trabalho.
Você que estaciona na calçada e inverte a natureza das coisas, fazendo o pedestre andar na
rua. Você que estaciona em vaga de pessoa com necessidades especiais. Você que concorda
com as cotas, mas só reclama do sistema porque acha um absurdo a maneira como ele é
desenvolvido de forma que os seus filhos ―Fulaninho Orleans e Beltraninho Bragança
Júnior‖ tenham que dividir o mesmo ambiente ou estudar na mesma sala do ―Joãozinho
Silva‖, filho da empregada.
Você que acha que a mulher que está em um vagão comum do trem ou do metrô e se sente
incomodada por um homem, o qual, se aproveitando do vagão cheio para, com o perdão da
palavra, ―encoxá-la‖, está exagerando ou de palhaçada porque já existe o vagão rosa e ela
deveria estar lá. E, dessa forma, utiliza o benefício (malefício) criado para inverter os
papéis de vítima e agressor.
Outro dia, vi uma foto muito engraçada nas redes sociais, que serve bem para esses
momentos. Era um carro comum estacionado em vaga especial. A pessoa que tirou ou
montou a foto colou um adesivo dizendo: ―Você estacionou em vaga especial. Por favor,
não se reproduza! Grata, A humanidade.‖ Eu complementaria a imagem dizendo: ‖ Se você
já se reproduziu, por favor não ensine isso nem faça na presença dos seus filhos‖. Esse
texto é pra você.
Abraços,
QI

Fonte: http://www.questaodeinteressancia.com/senso-de-coletividade-esse-texto-e-pra-
voce/

TEXTO II
COLETIVIDADE

28
S.f. Natureza do que é coletivo: a coletividade é a essência da sociedade.
Conjunto de seres que constituem corpo coletivo; comunidade: as coletividades não
procedem como os indivíduos. Referente ao coletivo, ao grupo; que não é individualista.
Segundo a denúncia do MPT, a Petrobras mantém em seus quadros mais de 190 mil
terceirizados. Já os concursados somam 49,8 mil trabalhadores. A juíza determinou que R$
30 milhões terão que ser depositados no FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), como
forma de compensação do "dano imposto à coletividade dos trabalhadores". Folha de São
Paulo, 08/07/2009
Em nota, Gaguim afirma que todos os partidos foram convidados para compor sua equipe,
independentemente de cor ou bandeira política. "E assim procedi, com o único e irrestrito
objetivo de fazer uma administração pautada no bem da coletividade, no bem-estar do
povo tocantinense." Folha de São Paulo, 10/11/2009
Fonte: https://www.dicionarioinformal.com.br/coletividade/

TEXTO III
O caminho das estrelas (Gilberto Brandão Marcon)
Quem somos nós? Talvez na trilha do coração.
Seríamos força ou fragilidade? E o coração está no corpo,
Sei que somos individualidade, mas vive pela alma,
sei que vivemos solidão, por isto vê por percepções.
mas não desejamos solidão. Nas descobertas da mente
Pelo bem ou pelo mal, e esta sorri por realizar
vivemos uns pelos outros. o que antes apenas imaginava.
Assim, seja o que formos, E nesse gozo do espírito,
cada um de nós haverá aquele que um dia quis
de ser parte integrante de um todo. apenas ser águia
Na harmonização fica feliz em ser parte pomba também,
das relações individuais, pois reúne força e mansidão.
nesta coletividade está o desafio. E esta parte pomba se diverte
Na utópica promessa por ver-se a voar como
ou realidade futura, a parte que é águia.
ou mera esperança Nestes símbolos vê a águia
da congregação como o arrojo dos pensamentos,
e manter a individualidade. a pomba com a suavidade
E todos serão um, dos sentimentos.
mas cada um haverá de ser um. E neste instante,
Talvez exista luz oculta, a ilusão invade a realidade
pois que ainda e nem águia, nem pomba,
somos cegos aos seus raios. um homem que ganha asas,
Talvez este lume esteja que muta-se em anjo de luz
mais próximo que imaginamos. a caminho das estrelas.

29
PROPOSTA 07
Temas: Sistema Penitenciário (ENEM) e Poluição (Uece)

ENEM

Tema 1: Sistema Penitenciário Brasileiro – Problemas e Soluções


A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “SISTEMA PENITENCIÁRIO BRASILEIRO
– PROBLEMAS E SOLUÇÕES‖ apresentando proposta de intervenção que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e
fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
O QUE É SISTEMA PRISIONAL
O estabelecimento da reclusão em prisão como um instrumento penal contra crimes tem sua
origem no Código Penal Francês, de 1791. A partir de então, o sistema foi adotado em todo
o mundo.
Esse sistema levou à criação de novas legislações, responsáveis por definir o poder de
punição como uma função geral da sociedade, sendo exercida, teoricamente, de forma igual
sobre todos os cidadãos.
Segundo Foucault (1987), a prisão é fundamentada como a privação da liberdade, de modo
que essa liberdade é um bem pertencente a todos os membros da sociedade. Dessa forma,
ser privado da liberdade é a melhor maneira de estabelecer o mesmo preço à todos, já que
multas e outras punições podem ser percebidas de maneira diferentes de um indivíduo para
o outro.
Assim, a quantificação da pena se dá por meio da determinação do tempo de reclusão, além
de outras formas de pena não aplicadas no Brasil, como a pena de morte, comum nos
Estados Unidos, por exemplo.
Apesar de ser relativamente aplicável, o sistema prisional encontra diversos entraves e
problemas. Isso porque a falha na garantia aos direitos humanos, o predomínio das facções
criminosas e a superlotação dos presídios leva a um quadro muito preocupante, no qual o
objetivo de ressocialização é deixado de lado.
Em uma escala internacional, o Brasil possui a terceira maior população carcerária do
mundo, com 726.712 pessoas presas em 2016. Fica apenas atrás dos Estados Unidos, com
2.145.110 presos e a China, que conta com um total de 1.649.804 presidiários. O número é
preocupante, já que em um intervalo de apenas um ano, o crescimento do total de presos foi
de mais de 104.000 pessoas (dado de dezembro de 2014).
A situação é ainda mais agravante, pois desse total, cerca de 40% são presos provisórios,
aguardando o lento sistema judicial brasileiro. Existe um déficit de cerca de 250 mil vagas
no sistema prisional brasileiro. Todos esses dados são do Departamento Penitenciário
Nacional (DEPEN).

30
Disponível em: https://www.stoodi.com.br/blog/2018/10/22/sistema-prisional-brasileiro/Acesso em: 02 de
março de 2019.

TEXTO II
DEBATEDORES DEFENDEM REFORMA DO SISTEMA PENITENCIÁRIO
BRASILEIRO
População carcerária aumentou 157% e isso não se refletiu em mais segurança para a
população, diz pesquisadora
Participantes de audiência pública que debateu as perspectivas para políticas de
desencarceramento no Brasil defenderam uma ampla reforma no sistema penitenciário.
Parlamentares, juristas e representantes de movimentos sociais discutiram o tema na
Comissão de Direitos Humanos e Minorias e também apontaram várias práticas de
desrespeito à dignidade dos presos.
O deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG), que presidiu a audiência, defendeu uma
reforma no sistema para que não seja apenas um lugar de reprodução da violência.
―O sistema penitenciário brasileiro precisa ter uma reforma urgente para garantir que o
sistema não seja uma escola de vingança, e que possa ser transformado em um espaço de
reparação de danos e punição e numa possiblidade concreta para que (as pessoas presas)
possam ser recuperadas‖, diz Carneiro Leão.

Direitos Humanos
Perito do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, José de Ribamar de
Araújo e Silva, afirmou que o superencarceramento está acompanhado de uma forte
seletividade penal e com ausência de controle dos órgãos de fiscalização. Além disso, ele
destacou que o País não cumpre minimamente a legislação penal e desrespeita direitos
humanos básicos dos presos.
―A classificação dos presos, que é o direito de ser encarcerado com dignidade, não é
cumprido o mínimo. A audiência de custódia está banalizada e não alcançou seu objetivo
último como estratégia de desencarceramento. Em muitos casos, o sistema de justiça sequer
faz a devida averiguação sobre as condições em que se encontram os encarcerados. Na
frente de quem a conduziu, você falaria se foi vítima de tortura ou de maus-tratos? Eu diria
que não. O almoço é servido frio e o jantar, azedo. Não tem controle‖, denunciou.

População carcerária
A pesquisadora do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania, Raíssa Belintani, destacou que
entre os anos de 2000 e 2016, a população carcerária aumentou 157% e isso não se refletiu
em mais segurança para a população. Ela informou ainda que neste período a população
carcerária feminina aumentou 565% e, em sua grande maioria, são mulheres negras, jovens,
de baixa renda e mães, acusadas de crimes relacionados ao tráfico.
―Quanto mais o estado restringe os direitos básicos, mais ele expande a população
criminal‖, disse.
―Diante da complexidade, a solução é criar políticas sociais específicas ou aumentar o
número de vagas em unidades prisionais? É promover o acesso de direitos de forma
universal, buscar propostas e rejeitar soluções mágicas‖, afirmou.

31
Pena perpétua
A Coordenadora-Geral de Promoção e Cidadania do Departamento Penitenciário Nacional
(Depen), Mara Fregapane, afirmou que o órgão, ligado ao Ministério da Justiça, afirma que
é importante atuar em três frentes: a porta de entrada, de forma a pensar penas alternativas e
novas formas de responsabilização que não sejam em unidades prisionais; a melhora dos
serviços nas prisões, para dar mais dignidade aos presos; e nas portas de saída.
―Quando a gente fala que não tem pena perpétua, isso é mentira. As pessoas saem
marcadas, como vão conseguir trabalho se as portas são fechadas? Precisamos pensar em
uma política de referência e acompanhamento e proteção social para quem está saindo‖,
afirmou.
Disponível em: https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/561140-
DEBATEDORES-DEFENDEM-REFORMA-DO-SISTEMA-PENITENCIARIO-BRASILEIRO.htmlAcesso
em: 24 de março de 2019.

TEXTO III

Disponível em: http://agazetadigital.blogspot.com/2016/07/o-equilibrio-de-temer-e-papuda-sa.html


Acesso em 24 de março 2019.

UECE
Em virtude dos altos índices de poluição das praias de Fortaleza, um grupo de moradores de
uma associação local se mobilizou, buscando informações em notícias, textos e documentos
variados e optou por elaborar uma narrativa para relatar um fato que venha atender os
desejos da comunidade. Produz essa narrativa que poderá ser em formato de fábula, de
crônica ou de conto.

TEXTO I

32
PRAIA DO CUMBUCO RECEBE MUTIRÃO DE LIMPEZA NESTE DOMINGO
Toda a orla da praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, será
percorrida pelo mutirão da limpeza, na manhã deste domingo (24), que fará a retirada de
resíduos da areia.
A iniciativa é da Prefeitura de Caucaia, por meio da Secretaria Municipal de Patrimônio,
Serviços Públicos e Transportes (SPSPTrans), Autarquia Municipal de Trânsito (AMT) e
Instituto do Meio Ambiente (Imac), com o grupo Triton Off Road.
O trabalho terá início pelo posto de combustível em frente à Barraca Chico do Carangueiro,
por volta das 9 horas, e será encerrado no Hotel Vila Galé.
Garis e caçambas do setor de limpeza da SPSPTrans e também de agentes de trânsito e
viaturas da AMT apoiarão a operação.

Disponível em: http://blogdoeliomar.com.br/2019/03/23/praia-do-cumbuco-recebe-mutirao-de-limpeza-neste-


domingo/ Acesso em: 24 de março de 2019.

TEXTO II
MAIS DA METADE DAS PRAIAS DE FORTALEZA ESTÃO IMPRÓPRIAS PARA
BANHO
16 dos 31 pontos são considerados desfavoráveis para o banho de mar. Zona leste, porém, é
recomendada.
Das 31 praias de Fortaleza monitoradas pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente
(Semace), 16 estão impróprias para banho. A zona leste do litoral da Capital segue com a
melhor condição, com oito dos onze trechos próprios. As informações são do boletim
semanal de balneabilidade divulgado pela Semace.
Do Caça e Pesca ao Farol, as únicas exceções são os dois trechos compreendidos entre a
rua Ismael Pordeus e o Farol, e a faixa de praia localizada entre o Posto 6 dos Bombeiros e
a Praça da Paz (antiga 31 de Março). As demais são impróprias.
Na zona central, cinco das dez praias analisadas estão próprias. As exceções são os três
trechos localizados entre a Praia dos Botes e a foz do riacho Maceió, e as duas faixas de
praia entre a Volta da Jurema e a rua José Vilar.
Na zona oeste, da avenida Alberto Nepomuceno à Barra do Ceará, apenas um dos nove
trechos observados está próprio para o banhista, entre a avenida Philomeno Gomes e a rua
Padre Mororó. Já no trecho entre a rua Francisco Calaça e a avenida Pasteur, a coleta da
água deixou de ser realizada.

Condições
Uma praia é considerada imprópria quando não são atendidos os critérios estabelecidos
para águas: o valor obtido na amostragem for superior a 2.500 coliformes termotolerantes
por 100 ml da amostra, ou quando existirem ocorrências que possam ocasionar risco à
saúde do banhista, tais como, presença de resíduos sólidos ou animais no entorno da área de
banho.

33
O boletim lembra ainda que banhistas devem evitar tomar banho de mar após a ocorrência
de chuvas de maior intensidade, que alteram a qualidade das águas das praias ao carregar
grande quantidade de esgotos, lixo e outros detritos através de galerias de águas pluviais,
córregos e canais de drenagem.
Disponível em: https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2018/02/mais-da-metade-das-
praias-de-fortaleza-estao-improprias-para-banho.html Acesso em: 24 de março de 2019.
(Texto adaptado).

TEXTO III
MAIS DE 95% DO LIXO NAS PRAIAS BRASILEIRAS É PLÁSTICO, INDICA
ESTUDO

Mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por itens feitos de
plástico, como garrafas, copos descartáveis, canudos, cotonetes, embalagens de sorvete e
redes de pesca.

Esta é uma das principais conclusões de um trabalho de monitoramento realizado desde


2012, em 12 delas, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP),
em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), uma associação que
reúne entidades e empresas do setor.

As pesquisas sobre a questão do lixo no mar ainda são escassas e incipientes, tanto no
Brasil como no exterior. Mas, em termos mundiais, sabe-se que os resíduos sólidos nos
oceanos possuem diversas proveniências.
Estima-se que 80% deles tenham origem terrestre. Entre as causas disso estão a gestão
inadequada do lixo urbano e as atividades econômicas (indústria, comércio e serviços),
portuárias e de turismo. A população também tem parte da responsabilidade pelo problema,
devido principalmente à destinação incorreta de seus resíduos que, muitas vezes, são
lançados deliberadamente na rua e nos rios, gerando a chamada poluição difusa.
Os 20% restantes têm origem nos próprios oceanos, gerados pelas atividades pesqueiras,
mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como os cruzeiros, por exemplo.
No ranking dos países mais poluidores dos mares, o Brasil ocupa a 16ª posição, segundo
um estudo realizado por pesquisadores americanos e divulgado em 2015.
Além disso, foi criado o Fórum Setorial dos Plásticos Online - Por Um Mar Limpo, para
ampliar os debates sobre os caminhos e as alternativas de mitigação para o problema dos
resíduos nas praias e nos oceanos.
Trata-se de uma plataforma online, que reúne todas as informações e o conhecimento
obtidos desde 2012, além das propostas de educação ambiental, prevenção, coleta e
reciclagem. Desse Fórum resultou a Declaração de Intenções, um documento que
estabelece os compromissos da cadeia produtiva dos plásticos no Brasil sobre o tema.

Combatendo o problema

34
Os participantes do Fórum pretendem pesquisar alternativas para que o setor industrial e a
população possam combater o lixo no mar.
"O Instituto Oceanográfico é um moderador desse diálogo", diz Turra. "Nós auxiliamos as
empresas a canalizarem as informações científicas corretas e a realizar as melhores ações
concretas possíveis."
De acordo com ele, os principais objetivos do IO-USP nesses projetos são a educação
ambiental em relação ao consumo consciente e à destinação correta do material descartado.
A ideia é que, bem informadas sobre o tema, as pessoas possam ajudar a manter os oceanos
e as praias limpas.
Segundo o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, o conhecimento gerado durante os
anos de existência da parceria é de que se trata de um problema que só será resolvido em
conjunto pelos vários setores relacionados ao problema.
"Estamos realizando um trabalho de educação, informação e coordenação de ações como
campanhas de descarte adequado, conscientização, entre outras, que vão demandar o
envolvimento compartilhado de toda a sociedade - poder público, indústria de diversos
setores, varejo e a população de forma geral -, para o mesmo fim, que é a preservação dos
oceanos e do meio ambiente", diz.
"Todo o estudo reunido nos fez entender que a questão do lixo nos mares vai além dos
municípios costeiros", avalia Turra.
"Ela envolve todas as cidades, Estados, a gestão dos resíduos sólidos, o saneamento básico,
a educação ambiental e toda uma cultura social que deve ser estruturada. Acreditamos que
o Fórum será um marco transformador da sociedade, por envolver diferentes setores na
busca do desenvolvimento sustentável."

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-42779388 Acesso em: 24 de março de 2019.

PROPOSTA 08
TEMA: Patrimônio histórico e cultural brasileiro (Enem e Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores abaixo e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo

35
em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A
IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E
CULTURAL BRASILEIRO”, apresentando proposta de intervenção que
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e
coesa, argumentos e fatos em defesa do seu ponto de vista.

UECE

O patrimônio histórico e cultural de uma nação é o resquício físico da construção


de toda uma identidade cultural. No Brasil, a memória da nossa história é
negligenciada pelo poder público e, consequentemente, desvalorizada e, muitas
vezes, desconhecida por uma grande parcela da população.

Imagine que você foi convidado (a) para escrever um artigo de opinião para uma
revista de circulação nacional acerca da ―Importância da preservação do
patrimônio histórico e cultural brasileiro‖ com a finalidade de disseminar a
relevância dessa preservação a fim de manter viva a memória da nossa própria
história.

TEXTO I

Cultura de preservação do patrimônio histórico brasileiro precisa ser


incentivada

Patrimônio histórico é todo lugar que carrega importância social, cultural,


econômica e científica. No Brasil, dois bons exemplos são o Centro Histórico de
Salvador (BA) e o Parque Nacional Serra da Capivara (PI). Porém, nem todo
brasileiro consegue atribuir essa importância a tais localidades.

―A grande dificuldade que nossas cidades têm de manter um patrimônio histórico


é que não temos uma cultura de preservação‖, conta Cyro Laurenza, presidente do
Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e
Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

Para reverter esse cenário, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que


reúne 23 órgãos reguladores, vem apostando em alternativas de conscientização.

36
E uma das formas encontradas foi debater o assunto com entusiastas, como
ocorreu no evento realizado no dia 28 de junho no Insper.

O debate Patrimônio em Debate: Políticas Públicas de Preservação teve como


objetivo identificar modelos de ação que podem realmente impactar a cidade.

Panorama brasileiro do patrimônio histórico

―O Brasil é um dos países mais urbanizados do mundo. Em 1964, 50% do


território já tinha sido tomado. Hoje, a nação está à frente dos Estados Unidos.
Isso faz com que o país sofra com alguns problemas, já que abriga muitas pessoas
em pequenas áreas. Um deles é o tráfego intenso. O outro, a moradia‖, diz
Edward Glaeser, professor de economia na Universidade Harvard.

Com a demanda crescente por espaço urbano, os patrimônios históricos entram


em cheque: até que ponto é relevante mantê-los intocáveis? Ao preservar uma
área, o metro quadrado se torna caro e expulsa pessoas da região.

Na contramão, ao optar pelo tombamento, o local é desvalorizado. ―Em São Paulo


, os bairros Barra Funda, Centro, Campos Elíseos e Luz estão tombados e
esfarelando‖, comenta Raul Juste Lores, repórter especial da Folha de S.Paulo.

Para Lores, os órgãos deveriam se preocupar mais com a preservação no longo


prazo. ―Após tombar um patrimônio, é necessário pensar em qual será seu
propósito. O Brasil é um país que costuma restaurar o mesmo bem cerca de três
vezes sem nunca ter ideia de como irá usá-lo‖, afirma.

Adaptado

Disponível em: https://www.insper.edu.br/conhecimento/politicas-publicas/patrimonio-


historico-brasileiro/

Acesso em 07/04/2019

TEXTO II

37
Disponível em:
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/aqui-jaz-o-brasil-incendio-no-museu-nacional-por-
carlo-latuff/ Acesso em 07/04/2019

TEXTO 03

O que é afinal educação patrimonial?

Trata-se de um processo permanente e sistemático de trabalho educacional


centrado no Patrimônio Cultural como fonte primária de conhecimento e
enriquecimento individual e coletivo. A partir da experiência e do contato direto
com as evidências e manifestações da cultura, em todos os seus múltiplos
aspectos, sentidos e significados, o trabalho de Educação Patrimonial busca levar
as crianças e adultos a um processo ativo de conhecimento, apropriação e
valorização de sua herança cultural, capacitando-os para um melhor usufruto
destes bens, e propiciando a geração e a produção de novos conhecimentos, num
processo contínuo de criação cultural.
O conhecimento crítico e a apropriação consciente pelas comunidades do seu
patrimônio são fatores indispensáveis no processo de preservação sustentável
desses bens, assim como no fortalecimento dos sentimentos de identidade e
cidadania.

A Educação Patrimonial é um instrumento de ―alfabetização cultural‖ que


possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à

38
compreensão do universo sócio-cultural e da trajetória histórico-temporal em que
está inserido. Este processo leva ao reforço da auto-estima dos indivíduos e
comunidades e à valorização da cultura brasileira, compreendida como múltipla e
plural.

O diálogo permanente que está implícito neste processo educacional estimula e


facilita a comunicação e a interação entre as comunidades e os agentes
responsáveis pela preservação e estudo dos bens culturais, possibilitando a troca
de conhecimentos e a formação de parcerias para a proteção e valorização desses
bens.

A metodologia específica da Educação Patrimonial pode ser aplicada a qualquer


evidência material ou manifestação da cultura, seja um objeto ou conjunto de
bens, um monumento ou um sítio histórico ou arqueológico, uma paisagem
natural, um parque ou uma área de proteção ambiental, um centro histórico
urbano ou uma comunidade da área rural, uma manifestação popular de caráter
folclórico ou ritual, um processo de produção industrial ou artesanal, tecnologias
e saberes populares, e qualquer outra expressão resultante da relação entre
indivíduos e seu meio ambiente.‖

Disponível em: http://www.cultura.al.gov.br/politicas-e-acoes/patrimonio-cultural/o-que-e-afinal-


educacao-patrimonia
Acesso em: 07/04/2019

39
PROPOSTA 09
Tema: Mobilidade urbana (Enem e Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema ―OBSTÁCULOS PARA IMPLEMENTAÇÃO
DE MEDIDAS ALTERNATIVAS NA QUESTÃO DA MOBILIDADE URBANA‖,
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize
e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de
vista.

UECE

A) Produza um artigo de opinião para mostrar as dificuldades enfrentadas pela


população brasileira com relação à mobilidade urbana. Aponte soluções concretas
para esses problemas.
B) Escreva uma narrativa em que o personagem enfrenta barreiras para concretização
da sua mobilidade urbana. Nesse texto, você deverá mostrar o conflito enfrentado
por esse personagem e a superação do problema. Esse texto poderá ser redigido em
formato de conto, ou de crônica ou de fábula.

TEXTO I

Mobilidade Urbana no Brasil

Mobilidade urbana é a forma e os meios utilizados pela população para se deslocar dentro
do espaço urbano. Devido ao grande índice populacional, em algumas cidades brasileiras a
mobilidade urbana é considerada um dos principais desafios de gestão das cidades na
atualidade.O tema é alvo de debates e críticas devido à opção pelo transporte motorizado
individual, que os especialistas chamam de "paradigma do automóvel".

O paradigma do automóvel influenciou diretamente o traçado das cidades que surgiram nas
décadas de 50 e 60. O exemplo mais notório, no país, é a construção de Brasília cujo
deslocamento foi inteiramente pensado para ser feito em automóvel. Entre os fatores que
demonstram o fracasso do privilégio ao transporte motorizado individual estão os
engarrafamentos e a poluição do meio ambiente. Hoje, esses fatores são comuns nas
principais cidades brasileiras.

A frota de automóveis brasileira cresceu 400% em dez anos, conforme dados da FGV
(Fundação Getúlio Vargas), numa pesquisa realizada em 2016.Já a construção de
transportes alternativos e coletivos, como o metrô de superfície, não apresentou o mesmo
índice de aumento no mesmo período.

40
Dados da mobilidade urbana no Brasil

Na cidade de São Paulo, 5 milhões de pessoas viajam diariamente em ônibus, enquanto 4


milhões utilizam o metrô. A cidade conta com uma frota de quase 7 milhões de veículos
privados.Uma das soluções encontradas foi o estabelecimento do rodízio entre carros
determinados pelo número da placa do veículo.

No entanto, a lei não se revelou eficaz. Isso porque algumas pessoas compraram um
segundo automóvel com número distinto a fim de continuarem a usar o veículo privado. A
cidade continua investindo na expansão da rede de metrô para minorar os efeitos do trânsito
caótico.

No Rio de Janeiro, 3 milhões de pessoas dependem do ônibus e 780 mil do metrô.No


entanto, com a Copa do Mundo (2010) e os Jogos Olímpicos (2014) muitos projetos de
mobilidade urbana saíram do papel e beneficiaram o cidadão.Um deles foi a construção dos
metrôs de superfície no centro da cidade e também em zonas mais afastadas do centro a fim
de proporcionar maior rapidez no deslocamento diário.

Problemas da mobilidade urbana

Tendo em conta a opção pelo transporte motorizado individual no nosso país, os principais
problemas encontrados são:

● Sobrecarregamento do espaço;
● Limitação do fluxo;
● Aumento do índice de acidentes, tendo como consequência mutilações graves ou
mortes;
● Pequena oferta de alternativa de mobilidade para atender o excesso de passageiros
que dependem de transportes públicos;
● Poluição do ambiente.

TEXTO II

Quer mais tempo, dinheiro e saúde? Vá de bike

Para milhões de paulistanos, deixar o carro em casa ou trocar o ônibus


pela bicicleta oferece benefícios financeiros e mais tempo para o lazer – além dos ganhos
para a saúde. Os dados fazem parte do estudo Impacto Social do Uso da Bicicleta em São
Paulo, realizado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), com patrocínio
do banco Itaú, que opera um dos sistemas de aluguel de bicicletas da capital.

O estudo é considerado inédito por mensurar pela primeira vez o impacto da bicicleta
"como elemento transformador da realidade social em três áreas centrais (...) Meio
Ambiente, Saúde e Economia". Ele usa como base o conceito de viagens pedaláveis, ou
seja, sem um alto grau de dificuldade para serem feitas de bike. São considerados

41
pedaláveis os deslocamentos de até 8 km de distância realizados entre 6h e 20h por pessoas
com até 50 anos. Segundo o documento, do total de viagens realizadas de ônibus
diariamente em São Paulo, 38% delas poderiam ser feitas de bicicleta (aproximadamente 3
milhões de viagens por dia) por se encaixarem neste perfil acima. Já dos trajetos feitos de
carro, 43% poderiam ser realizados sem dificuldade sobre duas rodas. ―De acordo com essa
perspectiva, 42% das viagens poderiam ser realizadas de bicicleta, sendo que mais de um
terço do total de viagens seria facilmente pedalável‖, diz o texto.

O estudo afirma que ciclistas tendem a ter uma vivência mais positiva e intensa da cidade e
dos espaços públicos. "Enquanto no grupo de ciclistas cerca de 80% vão, pelo menos uma
vez ao mês, a parques, praças e feiras ao ar livre, na população paulistana,essa proporção
não chega a 60%", afirma. Além disso, "mais de 75% dos ciclistas costumam passear ou
fazer atividades físicas em ruas ou bairros de que gostam. Entre os paulistanos,essa
proporção não chega a 50%".

Com relação ao sentimento de insegurança durante o deslocamento, ciclistas tendem a se


sentir menos inseguros (48%) do que quem anda de carro ou ônibus (60%). O medo de
acidentes de quem vai de bike, no entanto, é maior: 45% ante 41%.

O meio ambiente também agradece: se todas estas viagens pedaláveis fossem de fato feitas
de bike haveria uma redução de 8% nas emissões de CO2 por parte dos ônibus e 10% dos
automóveis, tendo em vista que a magrela não polui. Apesar de todos estes possíveis
benefícios, apenas 2% do total de viagens em São Paulo são feitas de bicicleta. O ônibus é
o modal favorito do paulistano, responsável por 38% dos itinerários.

Benefícios também para o patrão e para os cofres públicos


Se para o trabalhador o uso da bicicleta pode significar mais saúde, economia e tempo livre,
o patrão também sai ganhando. Segundo o estudo, ―há correlação entre tempo menor de
viagem nos deslocamentos diários e aumento de produtividade‖. Este aumento levaria a
uma ―redução do preço dos bens compostos, o que afetaria positivamente a renda regional
real‖. Com isso, as famílias ―aumentam sua renda real, passando a dispor de maiores
possibilidades de consumo‖.

O relatório aponta que cada pessoa que deixa o carro para ir ao trabalho de bicicleta
gastando menos tempo para isso representaria um incremento de 12 centavos por dia
no Produto Interno Bruto Municipal. Já um usuário de ônibus que usa a bike para o trabalho
aumentaria o PIB em 25 centavos por dia. No total, caso todas as pessoas que andam de
ônibus ou carro e fazem trajetos inferiores a 8 km usassem a magrela gastando menos
tempo, o incremento do PIB superaria 600 milhões de reais nos próximos três anos.

Adaptado

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/09/politica/1525876469_167766.html

TEXTO III

42
Disponível em: https://radamesm.wordpress.com/2013/04/01/uma-bicicleta-a-mais-um-carro-a-menos/

43
PROPOSTA 10
Tema: Assédio contra as mulheres (Enem e Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema ―A MULHER E O ASSÉDIO: COMBATE E
ENFRENTAMENTO‖, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para a defesa de seu ponto de vista.

UECE

A) Produza um artigo de opinião para mostrar as dificuldades enfrentadas pelas


mulheres na tentativa de combate e enfrentamento ao assédio. Aponte soluções
concretas para esses problemas.
B) Escreva uma crônica, que poderá ser publicada numa coletânea de textos literários
com o tema geral sobre o assédio contra a mulher, narrando um episódio de
desrespeito à mulher e as implicações de tal ato.

TEXTO I

Assédio afeta saúde física e emocional das mulheres


Cerca de 99,6% das mulheres já foram assediadas na rua. Mais de 80% escolhem rotas e
roupas diferentes para fugir do constrangimento
Assobios, comentários de viés sexual, olhares e até mesmo contato indesejado são
considerados crimes pela Constituição. Em geral, enquadram-se como importunação
ofensiva ao pudor. Esses casos se referem ao assédio verbal, ou seja, cantadas e ameaças.
Se comprovada a prática, os autores são condenados e multados.
Levantamento da Organização Não Governamental Think Olga revela que 99,6% das 7,7
mil mulheres entrevistadas durante pesquisa já foram assediadas em algum momento de
suas vidas. O documento revela, ainda, que cerca de 98% sofreu assédio na rua e 64%, no
transporte público. Segundo a pesquisa, 81% das mulheres mudam a rotina por medo do
assédio. Isso inclui desde uma simples troca de roupa até a escolha por outro trajeto nas
ruas.
As consequências podem ser ainda piores e ter reflexos na saúde física e emocional das
mulheres. Isso porque a assediada corre risco de desenvolver distúrbios como ansiedade,
depressão, perda ou ganho de peso, dores de cabeça, estresse e problemas no sono.
A pesquisadora do Instituto de Pesquisa Aplicada da Mulher (Ipam), Tânia Fontenele,
explica que é importante destacar a noção de que esses comportamentos são desrespeitosos
e não confundir com elogios.
―Na nossa cultura, essa atitude já está tão naturalizada que as pessoas fazem como se não
fosse nada. Não importa a roupa que você esteja vestida, essa postura é absolutamente
detestável e não podemos admiti-la", ponderou a especialista.

Como denunciar

44
Denúncias de assédio podem ser formalizadas em qualquer delegacia, por meio de um
boletim de ocorrência. A orientação da Defensoria Pública é de que as vítimas procurem os
policiais militares imediatamente.
Para que os agentes consigam identificar os autores do assédio, é importante descrever as
características físicas e as roupas usadas pelo agressor. O Disque 180 também recebe
denúncias de assédio.

Abuso de poder

Se o constrangimento causado por estranhos nas ruas pode causar danos à saúde mental e
física das mulheres, o assédio sexual no ambiente de trabalho coloca o emprego em risco.
Segundo o Ministério do Trabalho (MTE), as principais vítimas dessas agressões são
mulheres negras.
De acordo com o MTE, o assédio sexual é uma forma de abuso de poder no trabalho e
consiste em constrangimentos constantes por meio de cantadas e insinuações.
Uma cartilha do ministério orienta as mulheres a negarem as investidas do agressor e reunir
provas como bilhetes, presentes e mensagens que possam ser usadas em um processo
administrativo ou criminal, caso as vítimas recorram à justiça para denunciar essas
situações de abuso.
Outra medida cabível é fazer denúncia no sindicato da categoria e registrar o boletim de
ocorrência na Delegacia da Mulher.

Assédio começa cedo

Dados obtidos por uma pesquisa da organização internacional ActionAid apontam que 16%
da população feminina do Brasil relata ter sido assediada antes dos 10 anos. Para 55% das
mulheres, a situação abusiva começou antes dos 18 anos.
Para a pesquisa, foram considerados assédio os atos indesejados, ameaçadores e agressivos
contra as mulheres, podendo configurar abuso verbal, físico, sexual ou emocional.
O levantamento da ActionAid também ouviu tailandesas, indianas e britânicas. O Brasil é o
que apresenta a maior incidência de assédio entre as mulheres. O País tem também os
maiores índices de assédio sofrido por meninas antes dos 10 anos.
A pesquisa foi feita on-line no período entre 1º e 14 de novembro de 2016 e ouviu 2.236
mulheres (1.038 na Grã-Bretanha, 502 no Brasil, 496 na Tailândia e 200 na Índia).
Fonte: http://www.brasil.gov.br/cidadania.e.justica/ . Acesso em 10 de Março de 2018

TEXTO II

Pesquisa mostra que 86% das mulheres brasileiras sofreram assédio em público
O assobio é o mais comum (77%), seguido por olhares insistentes (74%), comentários de
cunho sexual (57%) e xingamentos (39%)

Pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid nesta


sexta-feira (20) mostra que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em
público em suas cidades. O levantamento mostra que o assédio em espaços públicos é um
problema global, já que, na Tailândia, também 86% das mulheres entrevistadas, 79% na
Índia, e 75% na Inglaterra já vivenciaram o mesmo problema.
A pesquisa foi feita pelo Instituto YouGov no Brasil, na Índia, na Tailândia e no Reino
Unido e ouviu 2.500 mulheres com idade acima de 16 anos nas principais cidades destes

45
quatro países. No Brasil, foram pesquisadas 503 mulheres de todas as regiões do país, em
uma amostragem que acompanhou o perfil da população brasileira feminina apontado pelo
censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Todas as estudantes afirmaram que já foram assediadas em suas cidades. Para a pesquisa,
foram considerados assédio atos indesejados, ameaçadores e agressivos contra as mulheres,
podendo configurar abuso verbal, físico, sexual ou emocional.

Desigualdade de gêneros

Para a representante da ONU Mulheres no Brasil, os dados refletem a desigualdade entre


homens e mulheres na sociedade. ―É uma questão de gênero, de entender que na sociedade,
qualquer que seja, as mulheres não são consideradas iguais aos homens. A ideia é que a
mulher está subordinada no lar, na casa, no trabalho. Dados [da Organização Mundial da
Saúde] apontam que uma a cada três mulheres sofre violência doméstica. Para os homens,
os corpos e as vidas das mulheres são uma propriedade, está para ser olhada, tocada,
estuprada‖, disse.
Segundo Nadine, é necessário implementar políticas públicas que garantam a segurança da
mulher em espaços públicos, com políticas públicas específicas, como a iluminação
adequada das ruas e transporte público exclusivo para mulheres.
―Quando se pensa que quase todas as mulheres têm a experiência com abusos, não se tem a
ideia do assédio. Isso tem um impacto, isso limita de andar na rua com segurança e direitos
como educação e trabalho‖, diz.

Falta repressão

A professora de direito civil da Universidade de Brasília (UnB), Suzana Borges, avalia que
não há repressão adequada ao assédio à mulher em espaços públicos.
―É uma questão social porque, em função de uma posição histórica inferiorizada, a mulher
foi objeto de repressão, violência, não só nos espaços públicos, mas privados, dentro da
família, em casa, no trabalho‖, disse.
Suzana Borges diz que há necessidade das mulheres denunciarem as situações de assédio
que vivenciam no cotidiano. ―Por se tratar de uma questão de gênero, a denúncia é um
mecanismo que reforça a proteção‖.

Assédio por regiões

A Região Centro-Oeste é onde as mulheres mais sofreram assédio nas ruas, com 92% de
incidência do problema. Em seguida, vêm Norte (88%), Nordeste e Sudeste (86%) e Sul
(85%).
No levantamento, as mulheres também foram questionadas sobre em quais situações elas
sentiram mais medo de serem assediadas. 70% responderam que ao andar pelas ruas; 69%,
ao sair ou chegar em casa depois que escurece e 68% no transporte público.
Na comparação com outros países, 43% das mulheres ouvidas na Inglaterra e 62% na
Tailândia disseram que se sentiam mais inseguras nas ruas de suas cidades, enquanto que,
na Índia, o espaço de maior insegurança era o transporte público, apontado por 65% das
entrevistadas.

Campanha

Os dados são publicados no lançamento do Dia Internacional de Cidades Seguras para as

46
Mulheres, uma iniciativa da organização para chamar a atenção para os problemas de
assédio e violência enfrentados pelas mulheres nas cidades de todo o mundo.
―É bastante preocupante que não haja uma perspectiva de gênero nas cidades, um
planejamento que não leve isso em conta, como horários, transportes e abordagem de
ensino nas escolas. Isso gera e perpetua uma cultura de violência, normatizada e
normalizada, de fazer parte do desenvolvimento masculino assediar mulheres e isso não é
questionado. A pesquisa mostra a naturalização da violência como uma prática bastante
arraigada. Há a necessidade urgente e setorial de se enfrentar isso‖, disse a coordenadora da
campanha Cidades Seguras para as Mulheres no Brasil, Glauce Arzua.
A campanha Cidades Seguras para as Mulheres foi lançada pela ActionAid no Brasil em
2014. O objetivo é promover uma melhoria da qualidade dos serviços públicos nas cidades
para tornar os espaços urbanos mais receptivos a mulheres e meninas.
Glauce aponta a educação como aspecto fundamental para que seja possível reverter o
quadro de assédio ao redor do mundo. ―A abordagem educacional é uma chave para o
enfrentamento. Medidas como acontecem no Brasil, de vagões de trem separados, são
paliativas, transitórias. Temos que quebrar essa cultura, que passa por campanhas,
treinamento dos gestores, sobretudo criar espaços para que o planejamento das cidades
tenha essa perspectiva de gênero‖, diz.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/pesquisa-mostra-que-86-das-mulheres-brasileiras-
sofreram-assedio-em-publico/ . Acesso em 10 de Março de 2018.

TEXTO III

47
Disponível em: https://revistaforum.com.br/blogs/blogdogeorge/governo-do-maranhao-responde-apologia-
ao-turismo-sexual-de-bolsonaro/

TEXTO IV
Texto de Patricia Anunciada para as Blogueiras Feministas.
Sabemos que, como mulheres vivendo em uma sociedade machista, racista, homofóbica,
marcada por desigualdades, estamos sujeitas a toda sorte de preconceitos de acordo com
nossa estética, nossa posição social, nossa cor, nossa orientação sexual e, claro, nosso
gênero. Infelizmente o assédio está constantemente presente em nossas vidas, marcando-
nos e limitando nossa atuação na sociedade.
Somos ensinadas desde pequenas a nos comportar e vestir adequadamente para não dar
margem a investidas masculinas. Aprendemos que o sexo masculino é predador e que nós é
que devemos afastar esse instinto predador, já que nós é que temos o poder de despertá-lo
por meio das ―liberdades‖ que damos e da imagem que possivelmente podemos passar.

48
Quando sofremos assédio, independentemente do lugar e da situação, muitas de nós nos
sentimos coagidas e não conseguimos agir rapidamente para inibir quem nos assedia.
Lembro de uma vez em que estava voltando do trabalho e um homem me abordou. Achei
que ele fosse me pedir uma informação, mas ele na verdade me perguntou como ele fazia
para entrar em mim. Fiquei tão chocada que não consegui responder, saí de perto dele e
comecei a chorar.
Em outra situação estava sentada no ônibus voltando do trabalho e um homem sentou ao
meu lado apesar de o ônibus estar vazio. Ele estava olhando insistentemente para mim, mas
não dizia nada. Estranhei porque percebi que havia algo estranho. Ele estava com uma pasta
preta no colo. Na hora em que me levantei pra descer, percebi que na verdade ele estava se
masturbando. Novamente fiquei chocada e não consegui reagir. Apenas desci do ônibus me
sentindo um lixo.
Em outra situação, estava indo trabalhar e um homem começou a me seguir de carro. Ele
ficava me chamando e tentando me encurralar, atravessava a rua e ele vinha atrás. Nunca
tive tanto medo e toda a minha vida. A rua estava cheia, mas a impressão que eu tinha era
que eu estava sozinha e que ninguém poderia me ajudar. No final entrei em um boteco que
estava lotado e ele foi embora.
Hoje, refletindo sobre essas situações e muitas outras que nós mulheres em geral passamos,
percebo como geralmente somos educadas para aceitar o assédio como se ele fosse algo
corriqueiro e não uma violação de nosso espaço, de nossa intimidade. Os homens agem
conosco como se nosso corpo fosse um território livre.
Sendo assim, uma das possíveis saídas para que as mulheres se emancipem de fato e sejam
donas de seus próprios corpos e de sua própria mente é uma educação pautada pelo
feminismo, sem reproduzir estereótipos de gênero. Devemos ser educadas não para a
aceitação e o silêncio, mas para o questionamento de estruturas que legitimam a violência
contra nossos corpos.
O machismo está nos mínimos detalhes e devemos sempre fazer ecoar nossa voz para que
ela não seja abafada. Devemos ocupar espaços de poder, que historicamente nos são
negados, e nos tornar protagonistas para que nosso movimento não seja esvaziado por
homens que se acham no direito de serem porta-vozes do movimento feminista.

Fonte: http://blogueirasfeministas.com/tag/assedio/ . Acesso em 10 de Março de 2018.

49
PROPOSTA 11
Temas: Violência (Enem) e Aparências (Uece)
UECE

A. Tomando como ponto de partida os textos motivadores, produza um artigo de


opinião para falar sobre as aparências no século XXI.
B. Reescreva o texto I, em forma de fábula, cuja moral tenha relação com a questão
das aparências.
C. Produza um texto descritivo para mostrar a imagem de uma sociedade que não é
regida pelas aparências.

TEXTO I

A Bela adormecida

Era uma vez um jovem príncipe que vivia no seu lindo castelo. Apesar de toda a sua
riqueza ele era muito egoísta e não tinha amigos.
Numa noite chuvosa recebeu a visita de uma velhinha que lhe pediu abrigo só por aquela
noite.
Com um enorme mal humor ele se recusou a ajudar a velhinha. Porém, o que ele não sabia
é que aquela velhinha era uma bruxa disfarçada, que já ouvira diversas histórias sobre o
egoísmo daquele jovem príncipe. Indignada com a sua atitude, ela lançou sobre ele um
feitiço que o transformara numa fera horrível. Todos os seu criados haviam se transformado
em objetos. O encanto só poderia ser desfeito se ele recebesse um beijo de amor.
Enquanto isso, numa vila distante dali, vivia um comerciante com sua filha chamada Bela.
Eles eram pobres, mas muito felizes.
Bela adorava livros, histórias, vivia a contá-las para as crianças da vila. Seu pai, Maurício,
era comerciante e viajava muito comparando e vendendo seus produtos diversos.
Um dia voltando de uma longa viagem, Maurício foi pego de surpresa por uma forte
tempestade, passou em frente a um castelo que parecia abandonado e resolveu pedir
acolhida. Bateu à porta, mas ninguém o atendeu. Como a porta do castelo estava aberta
resolveu entrar se proteger da chuva. Acendeu a lareira e encontrou uma garrafa de vinho
sobre a mesma. Após bebê-la acabou adormecendo. No dia seguinte uma Fera furiosa
apareceu diante dele. Quis castigá-lo por invadir o seu castelo e assim, o fez prisioneiro.
A Fera decretou ao velho comerciante que este morreria por tal invasão. Aterrorizado, o
pobre homem suplicou:
- Deixa que me despeça da minha filha.
A Fera concedeu-lhe o pedido. De volta a sua casa, contou o ocorrido a sua filha. Sem
medo, ela decidiu voltar ao palácio com o pai.
Uma vez no palácio da Fera, Bela tomou coragem e fez uma proposta:
- Deixa meu pai ir embora. Eu ficarei no lugar dele.
A Fera concordou, e o pobre comerciante foi embora desolado.
A jovem permaneceu com a Fera no castelo, mas não era mantida na prisão, podia ficar em
um quarto ou na biblioteca, local que muito a agradava.
Bela tinha medo de morrer, mas percebia que a Fera a tratava bem a cada dia que passava.
Com o passar do tempo o monstro e a Bela foram ficando mais amigos. Ele se encantava
com a forma que a moça via o mundo, as pessoas a natureza. Sentia que ela o via de uma

50
forma diferente, além da sua aparência.
A Fera enfim havia se apaixonado, de verdade. Numa noite, ao jantarem, pediu-a em
casamento. Bela não aceitou, mas ofereceu sua amizade.
Apesar da tristeza, a Fera, aceitou o desejo da Bela.
Bela , por sua vez, passava dias muito agradáveis no castelo, sentia-se bem lá, porém com
muitas saudades do seu pobre pai.
Certo dia dia, Bela pediu permissão à Fera para visitar o seu pai.
- Voltarei logo - prometeu.
A Fera, que nada lhe podia negar, a deixou partir. Bela passou muitos dias cuidando de seu
pai, que estava doente, tinha envelhecido de tristeza pensando que tinha perdido a filha para
sempre.
Quando Bela retornou ao palácio, encontrou a Fera no chão meio morta de saudade por sua
ausência. Então Bela soube o quanto era amada.
Bela se desesperou, também sentia um algo forte pela Fera. Amizade, amor compaixão.
- Não morras, caso-me contigo - disse-lhe chorando.
Comovida, a Bela beijou a Fera... e nesse momento o monstro transformou-se num belo
príncipe. Enfim, o encanto havia se desfeito. A Fera encontrou alguém que o amava de
verdade, além da sua aparência grotesca.
Afinal, a verdadeira beleza está no coração.

TEXTO II
A aparência move o mundo
No amor, no trabalho, na escola e até na família, quem é mais bonito leva vantagem.

Beleza? Uma bobagem de gente frívola e superficial. Importante, sim, é o encanto interior,
os valores morais. Esse tipo de afirmação é até bem-visto em certos meios, mas está a anos-
luz de distância do mundo real. Um rosto bonito pode não ter nada a ver com o caráter e a
inteligência do seu portador, mas que faz uma grande diferença, ah, isso faz. A verdade é
que os seres humanos são muito mais influenciados pela aparência física do que gostariam
de admitir. Pesquisas e mais pesquisas mostram que os indivíduos tidos como atraentes
conquistam a preferência dos pais e dos professores, fazem mais amigos, ganham mais
dinheiro e praticam o sexo com parceiros mais numerosos – e, claro, mais bonitos.

Para os cientistas, não há nada de surpreendente nesse fascínio. Os biólogos o atribuem ao


mesmo mecanismo que rege todas as outras espécies animais – cada indivíduo procura no
eventual parceiro os sinais que indicam a posse dos melhores genes. ―A beleza sinaliza a
capacidade de gerar filhos bonitos e saudáveis‖, concorda o psicólogo César Ades,
professor no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Nesse sentido, não
somos tão diferentes de uma ave-do-paraíso, que escolhe o companheiro pelo tamanho da
cauda.

Uma experiência dos psicólogos americanos A.G. Goldstein e J. Papageorge, em 1980,


mostrou que precisamos de apenas uma ínfima fração de segundo para perceber uma
fisionomia e classificá-la de acordo com a sua atratividade. Ninguém fica indiferente diante
da beleza. Em outra pesquisa, a psicóloga americana Judith Langlois, da Universidade do
Texas, observou que bebês de 3 meses já fixam seu olhar por mais tempo no rosto de
pessoas consideradas mais bonitas pelos adultos – o que pode confirmar que já nascemos
com alguma espécie de sensor natural para o que é bonito. É claro que a beleza não é tudo e
que nem todas as nossas preferências são determinadas biologicamente. Você pode

51
conseguir um emprego, se casar e ter sucesso na vida mesmo sem ter as feições do Brad Pitt
ou da Ana Paula Arósio. Mas não seria ruim ter a aparência deles, não é?

Fonte: https://super.abril.com.br/comportamento/a-aparencia-move-o-mundo/

TEXTO III

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em
norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Combater o aumento da violência no
Brasil apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione,
organize, de forma coerente e coesa, seus argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de
vista.

TEXTO I

Atlas da Violência 2018: Brasil tem taxa de homicídio 30 vezes maior do que Europa
Segundo relatório, mais de meio milhão de pessoas foram assassinadas no país na última
década

Em 2016, pela primeira vez na história, o número de homicídios no Brasil superou a casa
dos 60 mil em um ano. De acordo com o Atlas da Violência de 2018 , produzido pelo
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança
Pública (FBSP), o número de 62.517 assassinatos cometidos no país em 2016 coloca o
Brasil em um patamar 30 vezes maior do que o da Europa. Só na última década, 553 mil
brasileiros perderam a vida por morte violenta. Ou seja, um total de 153 mortes por dia.

52
Os homicídios, segundo o Ipea, equivalem à queda de um Boieng 737 lotado diariamente.
Representam quase 10% do total das mortes no país e atingem principalmente os homens
jovens: 56,5% de óbitos dos brasileiros entre 15 e 19 anos foram mortes violentas.

O número de mortes violentas é também um retrato da desigualdade racial no país, onde


71,5% das pessoas assassinadas são negras ou pardas.
O impacto das armas de fogo também chega a níveis elevados no país, que tem medições
sobre mortes causadas por disparos desde 1980. Se naquela época a proporção dos
homicídios causados por armas de fogo girava na casa dos 40%, desde 2003 o número se
mantém em 71,6%. [...]

Dentre os afetados pela crescente no número de homicídios no Brasil, um grupo de destaca:


o dos jovens. Representando 53,7% das vítimas totais no país (ou seja, 33.590 óbitos), eles
ainda são majoritariamente homens. Mais especificamente, 94,6% deles são homens.

O caso é histórico, com os jovens entre 15 e 29 anos sendo a principal fatia da população
afetada pelos assassinatos violentos, o que não significa que o número não tem sofrido
aumentos no período analisado pelo Atlas da Violência.

Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/atlas-da-violencia-2018-brasil-tem-taxa-de-
homicidio-30-vezes-maior-do-que-europa-22747176

TEXTO II

53
TEXTO III
As Causas da Violência

Marilena Ristum*
Mesmo concordando com a maioria dos estudiosos, no que diz respeito às dificuldades na
identificação das causas.da violência, Cruz Neto et al. (1999) sugerem, para esclarecer o
recrudescimento da violência no Brasil, que está em jogo uma complexa constelação de
fatores que compõem o seguinte quadro:

Fatores sócio-econômicos: faz-se, aqui, uma relação entre pobreza e fome com a
criminalidade. Os autores afirmam que a miséria conduz a roubo e prostituição; o
desemprego ou a ausência de renda levam à ilegalidade, tentadora forma de obter ganhos
fáceis e, por vezes, vultosos; a desigualdade, cuja percepção é favorecida pela exaltação ao
consumismo promovida pela televisão, provoca frustrações que conduzem ao crime.

Fatores institucionais: os autores destacam, com referência a estes fatores, a omissão do


Estado na prevenção e na repressão da violência. Sob o rótulo de prevenção, indicam a
deficiência e ineficácia de:

a) Sistema escolar, especialmente o público, no qual as crianças ingressam tardiamente, os


professores são mal pagos, desmotivados e despreparados, o número de horas aula é
pequeno (no máximo quatro horas diárias), não garante a transmissão de conhecimentos
básicos, não soube adaptar-se ao ensino de massa, sua organização permite a infiltração de
drogas.

b) Moradia, cuja crise é agravada por políticas inadequadas que só fazem aumentar o
número de desabrigados, formando uma população ameaçada e ameaçadora, presa fácil
para os chefes da droga e do crime, que dela se servem para o roubo, a prostituição e a
venda de drogas. Acrescente-se a isso os meninos de rua, que são freqüentemente

54
explorados em troca de "proteção", e os moradores das periferias das cidades, que formam
as populações mais vulneráveis e desvalidas.

c) Saúde pública, que não tem recebido atenção e investimento de acordo com a sua
importância, resultando em hospitais com falta de equipamento e remédios e imensas filas à
espera de atendimento. Além de cortes no orçamento do setor, ainda há o desvio de verbas
por burocratas sem escrúpulos.

d) Transportes públicos que, além de servir mal as populações de periferias, são caros em
relação aos baixos salários. As horas gastas no transporte para o trabalho e de volta à casa
esgotam o organismo e desorganizam a vida familiar, desencorajando o trabalho e
estimulando a venda de objetos contrabandeados ou a delinqüência, cujos ganhos são mais
atraentes e menos desgastantes.

A repressão, outro fator institucional indicado por Cruz Neto et al. (1999), faz referência à
polícia, à justiça e ao sistema penitenciário, que possuem uma baixa credibilidade devido à
facilidade com que seus funcionários são corrompidos. O quadro desenhado pelos autores
destaca os baixos salários, a política de proteção e defesa que privilegia situações ou
indivíduos da elite econômica, a violência e a impunidade da polícia militar, a corrupção e
o descrédito da polícia civil, a confusão e a rivalidade de papéis das polícias federal, civil,
militar e municipal, a lentidão, a ineficácia e a inacessibilidade da justiça e, finalmente, a
situação de superlotação e promiscuidade das prisões, das quais as fugas são freqüentes,
principalmente de traficantes e criminosos de alta periculosidade, geralmente favorecidas
pelos guardas, cuja cumplicidade é bem remunerada. O fracasso da segurança pública traz o
incremento das polícias paralelas que, por serem onerosas, são reservadas à classe alta. [
…]

55
PROPOSTA 12
Temas: Cotas (Enem) e O papel da mídia na formação da opinião pública
(Uece)
ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “O SISTEMA DE COTAS RACIAIS NAS
UNIVERSIDADES BRASILEIRAS: INCLUSÃO OU RETROCESSO?”, apresentando
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e
relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de
vista.

TEXTO I

Projeto elimina critério racial das cotas de universidades e institutos federais


O Projeto de Lei 1531/19 altera a Lei de Cotas (12.711/12) para acabar com o critério
racial de reserva de vagas em universidades e institutos federais de ensino. Conforme a
proposta, permanecem a cota para pessoas com deficiência e a cota social.
Atualmente, a Lei de Cotas reserva, no mínimo, 50% das vagas disponíveis em
universidades e em institutos federais, em cada processo seletivo, curso e turno, a
estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
Desse total de vagas reservadas, metade é destinada a estudantes cuja renda familiar
seja igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita, e a outra metade a
estudantes que possuem renda maior do que essa.
Na outra metade, o preenchimento das vagas leva ainda em consideração o percentual
de pretos, pardos, indígenas e de pessoas com deficiência presentes no estado ou
município, conforme o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
“Discriminação”
Autora da proposta, a deputada Professora Dayane Pimentel (PSL-BA) argumenta que
“todas as formas de discriminação são vedadas constitucionalmente” e “não caberia à
legislação ordinária estabelecer tais distinções raciais no ordenamento jurídico”.
“Se o disposto na Carta Magna se aplica a todos os casos, não se deve dar tratamento
legal diferenciado à questão racial para o ingresso na educação pública federal de nível
médio e superior”, insiste a deputada.
Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) atestou a constitucionalidade do sistema de
cotas para o ingresso em universidades brasileiras. Para os ministros do STF, ações
afirmativas, como a política de cotas, devem ser usadas como “modelo” para outras
instituições de ensino, como o objetivo de superar a desigualdade histórica entre negros e
brancos.
O projeto será analisado conclusivamente pelas comissões de Direitos Humanos e
Minorias; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: http://blogdoeliomar.com.br/2019/05/09/projeto-elimina-criterio-racial-das-cotas-de-
universidades-e-institutos-federais/ Acesso em 10 de maio de 2019.

56
TEXTO II

História do sistema de cotas no Brasil


(...) Entende-se por cotas um modelo de política de ações afirmativas a fim de garantir
menores desigualdades socioeconômicas e educacionais entre os membros pertencentes
a uma sociedade, principalmente no que se refere ao ingresso em instituições de ensino
superior públicas e empregos públicos.
Em suma, o objetivo das cotas é tentar corrigir o que é considerado como “injustiça
histórica”, herdada do período escravista e que resultou em um menor acesso ao ensino
superior e, consequentemente, a menores oportunidades no mercado de trabalho para
negros e índios.
O sistema de cotas foi criado inicialmente nos Estados Unidos, mais precisamente em
1960, com o intuito de diminuir e amenizar as desigualdades sociais e econômicas entre
negros e brancos. Hoje em dia, a reserva de vagas é considerada ilegal nesse país, mas,
ainda assim, há universidades americanas que utilizam amplamente as ações afirmativas
na seleção de seus estudantes.
Como não há reservas e bonificações, já que neste país não é realizado o vestibular no
formato tradicional como conhecemos, as universidades levam em consideração aspectos
socioeconômicos para recrutar alguns estudantes.
As principais instituições usam de fatores qualitativos para “peneirar” os escolhidos. Há
também aquelas universidades que se deslocam a bairros menos favorecidos em busca
de estudantes que se destaquem, sendo esta uma forma utilizada para angariar estes
jovens. Ou seja, eles utilizam da mecânica de reconhecer talentos e dar oportunidades
aos mesmos.
No Brasil, o sistema de cotas tornou-se conhecido em meados dos anos 2000,
inicialmente pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que foi a primeira
universidade do país a criar um sistema de cotas em vestibulares para cursos de
graduação por meio de uma lei estadual que estabelecia 50% das vagas do processo
seletivo para alunos egressos de escolas públicas cariocas.

Depois da UERJ foi a vez da Universidade de Brasília (UnB) implantar uma política de
ações afirmativas para negros em seu vestibular de 2004, em meio a muita discussão e
dúvidas dos próprios vestibulandos. A instituição foi a primeira no Brasil a utilizar o
sistema de cotas raciais.
De lá para cá, apesar de não serem muitas até então, outras universidades também foram
aderindo às cotas em seus certames, destinando reserva de vagas não só para negros,
como também para indígenas, pardos e membros de comunidades quilombolas – por
meio de cotas raciais – e também para deficientes e estudantes de baixa renda oriundos
de escolas públicas – o que chamamos de cotas sociais, ou seja, em nosso país,
teoricamente o sistema de cotas não beneficia exclusivamente negros.
(...)
Texto adaptado.
Fonte: https://vestibular.mundoeducacao.bol.uol.com.br/cotas/historia-sistema-cotas-no-brasil.htm
Acesso em 10 de maio de 2019.

TEXTO lll

Em 90% dos cursos do Sisu, negros têm nota de corte menor entre cotistas

57
Alunos da rede pública sem distinção de raça têm nota maior. Dados reforçam a
necessidade de cota racial no país, dizem especialistas.

UECE
A. Em virtude do grande uso dos meios de comunicação na sociedade, produza um
artigo de opinião falar desse uso na formação da opinião pública, destacando suas
causas e consequências em nosso meio.
B. A partir da leitura dos textos motivadores abaixo, produza uma narrativa que tenha
como tema ―O papel da Mídia na formação da opinião pública‖, destacando as
consequências que isso pode acontecer a partir de notícias tendenciosas.

TEXTO l

A influência dos meios de comunicação na formação da opinião pública


Os grandes meios de comunicação possuem um intenso poder de influência na sociedade
contemporânea. São eles que, por exemplo, definem quais temas devem ser discutidos e
quais devem ser excluídos do âmbito da esfera pública. Além disso, a grande mídia impõe
suas versões como verdades absolutas, fazendo com que muitos as aceitem sem ao menos
questioná-las. Com esse intenso poder, esses grandes meios conseguem facilmente
influenciar a opinião pública.

58
Um recente caso que exemplifica esse fato é o que se refere à criação dos conselhos de
comunicação. Com o intuito de regulamentar a comunicação e os artigos 220 e 221 da
Constituição nacional, setores do governo Lula e outras entidades propõe a criação dos tais
conselhos. Estes, segundo o ministro Franklin Martins, não exerceriam o papel de censores
e sim de fiscalizadores, tentando garantir aspectos como o direito de resposta, a proibição
dos monopólios dos meios de comunicação, a preferência por programas educativos, entre
outros. Entretanto, ao realizarem suas matérias, os grandes veículos como Folha e Estadão
não abordaram nenhum desses aspectos, afirmando apenas que os conselhos seriam uma
tentativa de censura.

Esse é apenas um exemplo, entre tantos outros, de como os grandes veículos tratam de
forma simplista e totalmente parcial determinadas questões. Dessa forma, ao entrarem em
contato com esse tipo similar de informação, muitas pessoas formam suas opiniões
baseadas nas mesmas versões repetidas incessantemente.

Porém, apesar da prevalência desse fenômeno, não se pode deixar de considerar o


importante papel adquirido recentemente pela internet. Esse novo meio de comunicação
rompe, ainda que devagar, com esse monopólio da informação tão presente na sociedade.
Ao consultarem as páginas da internet, as pessoas podem entrar em contato com as mais
diferentes versões, muitas que, inclusive, são censuradas pela chamada grande mídia. Casos
como a recente demissão da psicanalista Maria Rita Kehl, por exemplo, só ficaram muito
conhecidos devido à divulgação ocorrida na internet.

Conclui-se, portanto, que ainda são os grandes meios de comunicação que mais influenciam
a formação da opinião pública. Entretanto, ao se tornar muito mais popular, a internet pode
vir a ser uma forma alternativa e muito mais plural de influência no âmbito da esfera
pública.
Fonte: https://grupopolitica2010.wordpress.com/2010/11/27/a-influencia-dos-meios-de-
comunicacao-na-formacao-da-opiniao-publica/ Acesso em 13 de maio de 2019.

TEXTO ll

Como acontece a manipulação da opinião pública nas redes sociais


No Brasil e no mundo, agências governamentais e partidos políticos têm explorado
plataformas de redes sociais para espalhar notícias sensacionalistas ou falsas, censurar
informações e minar a confiança na mídia, em instituições públicas e na ciência. É o que
aponta um estudo recém publicado pela Universidade de Oxford, da Inglaterra,
―Desafiando a Verdade e a Confiança: Um Inventário Global da Manipulação Organizada
nas Mídias Sociais‖. Os pesquisadores acreditam que, na era digital, a manipulação da
opinião pública através das redes sociais — como Facebook, Twitter, Instagram — é uma
perigosa ameaça à democracia.

Com a capacidade de atingir grandes públicos com interesses específicos em um só lugar,


ao mesmo tempo em que é possível se comunicar de forma pessoal com os indivíduos, as

59
redes se mostram meios muito atrativos para a propaganda política e social. Em diversos
países, campanhas divisoras já aumentaram tensões étnicas, ressuscitaram movimentos
nacionalistas, intensificaram o conflito político e até resultaram em crises políticas.

No Brasil, de acordo com a pesquisa, o uso de práticas desonestas na Internet para


influenciar as pessoas acontece desde 2010. Contas fake, bots, mensagens de distração,
entre outras práticas, foram usadas durante duas campanhas presidenciais e o impeachment.
Contratos entre partidos políticos e as empresas que viabilizam essas práticas têm valores
de até R$ 10 milhões, como mostra o relatório. Conheça, a seguir, as principais descobertas
feitas pelo estudo.

1. Pelos menos 48 países têm partidos ou organizações governamentais usando as


redes sociais para manipular a opinião pública
O uso das mídias sociais para subverter eleições e enfraquecer a confiança nas instituições
democráticas é um fenômeno amplo, que vai além das ações maliciosas de poucos.
Campanhas coordenadas de manipulação foram encontradas e examinadas pelo estudo em
48 países, com todo tipo de regime político, e o Brasil está entre eles. No país, a prática é
detectada entre políticos, partidos e agentes privados desde 2010.

Os autores da pesquisa ressaltam que uma democracia sólida exige jornalismo de qualidade
produzido por veículos independentes, um clima plural de pensamentos e a liberdade para
negociar o consenso público. No entanto, agentes políticos poderosos cada vez mais se
aproveitam das redes para corromper o ambiente de informações e, assim, promover
desconfiança, manipular opiniões e abalar processos democráticos.
Fonte: https://www.techtudo.com.br/listas/2018/08/como-acontece-a-manipulacao-da-
opiniao-publica-nas-redes-sociais.ghtml Acesso em 13 de maio de 2019.

TEXTO lll

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/midia-ativa-publico-passivo/
Acesso em 13 de maio de 2019.

60
PROPOSTA 13
Temas: Discurso de ódio na internet (Enem) e Consumismo (Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores abaixo e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em
modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “AS CAUSAS E AS
CONSEQUÊNCIAS DA DISSEMINAÇÃO DOS DISCURSOS DE ÓDIO NA
INTERNET”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos em defesa
do seu ponto de vista.

TEXTO I

Uma análise sobre a propagação do ódio pela internet e suas consequências

A internet, em especial com as redes sociais, proporciona a aproximação entre as


pessoas em todo o mundo. Temos à nossa disposição várias plataformas que permitem
uma comunicação rápida e efetiva, como e-mails e mensageiros, além de aplicativos
específicos para conhecer novos amigos e parceiros amorosos. No entanto, esses
serviços são constantemente usados como um canal (por vezes anônimo) de propagação da
violência.

Mas o que faz pessoas comuns, que talvez não se comportem assim na vida offline,
adotarem uma postura agressiva no mundo virtual, atacando os demais por motivos,
muitas vezes, banais? Para Orkut Büyükkökten, criador da finada rede social que levava
o seu nome, ―a internet transformou a humanidade de muitas maneiras, deixou muitas
coisas mais fáceis e eficientes, mas estamos mais sozinhos e desconectados do que
nunca‖.

Ele acredita, ainda, que um dos motivos que explicam esse campo de batalha nas redes
sociais é a cultura do narcisismo, pois estamos ―cercados de espelhos, que refletem não
verdadeiramente como nos sentimos, mas o que queremos que o mundo veja em nós‖. E
tudo isso foi potencializado com a chegada do Facebook e Instagram, nos anos mais
recentes.

Observando esse fenômeno em que, em vez de as pessoas se tornarem mais abertas a novas
ideias com o advento do Facebook, estão se tornando mais conservadoras e combativas,
alguns estudos já foram conduzidos por pesquisadores a fim de descobrir o que está
acontecendo.

Orkut Büyükköktenacredita que as redes sociais da atualidade dão uma brecha para o
avanço de extremismos, já que ―o extremismo sempre esteve por perto, mas agora é mais
fácil ficar exposto a isso‖. Afinal, a internet ressalta o melhor e o pior das pessoas, e, nas
redes sociais, a liberdade de expressão e a facilidade de se compartilhar conteúdos são
grandes atrativos.

61
Vida offline X vida online

Enquanto na ―vida real‖, vivida fora da tela do computador ou do smartphone, as pessoas se


seguram para não expressar opiniões preconceituosas e agressivas, com medo das
consequências, esses comportamentos são liberados na vida virtual. Orkut acredita que ―as
mídias sociais deixaram o bullying mais fácil, porque é mais simples intimidar alguém e
não ter consequências‖. Além disso, ―as pessoas podem criar perfis falsos ou se tornarem
anônimas‖ para atacar umas às outras sem medo de represálias.

Mas as coisas estão começando a mudar. Recentemente, o Ministério Público do Reino


Unido determinou que crimes de ódio que acontecerem no ambiente virtual serão julgados
com os mesmos critérios e rigor dos crimes do ―mundo real‖, o que inclui racismo,
sexismo, xenofobia e homofobia. A medida visa não somente punir os usuários, mas
também coibir o crescimento desse tipo de crime no mundo online.
Disponível em: https://canaltech.com.br/comportamento/uma-analise-sobre-a-propagacao-do-odio-pela-
internet-e-suas-consequencias-100018/ Acesso em: 17/05/2019

TEXTO 2

Denúncias de discurso de ódio online dispararam no 2º turno das eleições,


diz ONG

O período do segundo turno das eleições deste ano, entre 7 e 28 de outubro, teve um
aumento significativo no número de denúncias de discurso de ódio ou intolerância na
internet, segundo levantamento da ONG SaferNet.

Os dados, obtidos com exclusividade pela BBC News Brasil, mostram que durante os 21
dias que separaram as duas votações, as denúncias com teor de xenofobia cresceram
2.369,5%, de apologia e incitação a crimes contra a vida, 630,52%, de neonazismo,
548,4%, de homofobia, 350,2%, de racismo, 218,2%, e de intolerância religiosa, 145,13%.
O número total de denúncias mais que dobrou em relação ao pleito de 2014: passou de
14.653 para 39.316 neste ano.

Crônica de duas mortes no Brasil da violência política

Segundo o Ministério Público Federal, é crime postar na internet, em qualquer plataforma,


mensagens que incitem a prática de crimes, pregando a violência ou o extermínio de grupos
e minorias, ou divulgando mensagens de cunho racista. A SaferNet, que atua desde 2006 na
promoção e defesa dos direitos humanos na internet, recebe de maneira anônima e por meio
de uma plataforma digital denúncias de atividades cibernéticas que violem esses princípios.
A ONG atua em cooperação com o Ministério Público Federal, e a tipificação desses
crimes é feita de acordo com o que está no Código Penal e na legislação brasileira.

Para o presidente da SaferNet, Thiago Tavares, o aumento na quantidade de denúncias de


discurso de ódio reflete a polarização política do País. A internet é caixa de ressonância da
sociedade. Essas eleições foram muito polarizadas, e isso se refletiu nas redes sociais, diz
Tavares à BBC News Brasil.

Segundo ele, o crescimento de denúncias das eleições de 2014 para 2018 também se deve à
produção e difusão em escala industrial de conteúdos enganosos criados para incentivar o

62
ódio, o preconceito e a discriminação. Para Tavares, a alta circulação de notícias falsas
contribuiu para esse aumento do discurso de ódio online. Boa parte das fakenews tinham
alvos claros: mulheres, negros, pessoas LGBT. Então, não surpreendeu que esses grupos
fossem vítimas desses ataques, fala.

Crime x Opinião

A lei 7.716/89 traz as definições do que é crime de discriminação e preconceito cometido


via meios de comunicação. São elas: Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou
preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional; fabricar, comercializar,
distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que
utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. As penas podem
chegar a cinco anos de reclusão, além de multas.

A procuradora Fernanda Domingos, do grupo de ataques cibernéticos do Ministério Público


de São Paulo, explica que não há uma tipificação para crimes de ódio ou intolerância no
Brasil, mas diz que qualquer discurso de ódio que se enquadre nas situações descritas na lei
citada anteriormente é crime. O discurso do ódio, mesmo quando não é crime, como a
homofobia, deve ser retirado dos meios de comunicação porque ofende a dignidade da
pessoa humana, princípio previsto na Constituição Federal, afirma Domingos à BBC News
Brasil.
Disponível em: https://gus91sp.jusbrasil.com.br/artigos/152277318/a-liberdade-de-expressao-e-o-discurso-de-
odio.Acesso em: 17/05/2019

TEXTO 3

Disponível em: http://www.tribunadainternet.com.br/rede-sociais-se-tornaram-um-novo-e-permanente-


universo-de-comunicacao/ Acesso em 17/05/2019

UECE

A. Visto que o consumismo é um grande problema a ser resolvido, escreva uma


receita ou uma bula de remédio, em que o seu foco central seja mostrar como
esse consumismo pode ser reduzido nas sociedades contemporâneas.
B. A partir da leitura dos textos motivadores, produza um artigo de opinião com
o seguinte tema: “O consumismo e seus impactos nas sociedades
contemporâneas.”

63
TEXTO I

O que é consumo?
Atualmente, o consumo está mais relacionado ao seu sentido econômico: o ato de comprar
levando em consideração as nossas necessidades. O consumo simplesmente faz parte da
nossa sociedade.
Acontece que, com os acontecimentos da Revolução Industrial, tivemos a modernização
dos processos de produção, mudanças no transporte e circulação de bens (e pessoas) e
a potencialização das vendas em massa. As economias industriais passaram a se expandir
e os salários dos trabalhadores aumentaram gradativamente. Esses trabalhadores agora
poderiam acumular renda e consumir bens, ajudando os negócios a prosperarem.
Esse é o ciclo característico do sistema capitalista, e o consumidor é a peça-chave dessa
engrenagem. Por esse motivo, é tão comum dizermos que vivemos em uma sociedade do
consumo.

O que é consumismo?
O consumismo é o hábito de adquirir produtos e serviços sem precisar deles. É a compra
pelo desejo, e não pela necessidade. Geralmente, é marcado pelas compras por impulso e
estimuladas pela ansiedade. Em casos mais graves, pode vir a se tornar uma compulsão.
Além disso, o consumismo está ligado à noção de que comprar mais vai trazer sensações
de felicidade e prazer momentâneo. É também resultado da influência de propagandas
abusivas, que insistem em relacionar o consumo à felicidade e, muitas vezes, que criam
uma imposição de necessidades, mostrando como certos produtos ou serviços são capazes
de tornar a vida das pessoas melhor.
[...]

Como reduzir o consumismo?


O gerenciamento das finanças pessoais e o consumo responsável devem ser ensinados
desde cedo às crianças. Pais que não demonstram esses valores ou dão o mau exemplo de
comprar sem pensar podem influenciar os filhos a se tornarem consumidores irresponsáveis
e com uma educação financeira ruim.

Portanto, antes de qualquer gasto, faça estas perguntas para si mesmo:

● tenho condições financeiras de comprar esse bem?


● eu realmente preciso desse produto/serviço?
● tenho outra compra com prioridade maior que esta?
● posso esperar para realizar essa compra ou ela realmente tem necessidade imediata?
● existe um produto com a mesma função, mas que seja mais durável?
● a empresa da qual estou comprando e o fabricante têm boas práticas no mercado?
● quais serão os impactos da minha compra para mim, para a minha família, para a
sociedade e para o meio ambiente?
● a promoção vale a pena ou há outras lojas que vendem a um preço ainda mais
acessível?

64
Dessa forma, teremos consumidores mais conscientes e que saibam tomar decisões
corretas durante as compras. É melhor não só para a saúde financeira, mas para a
sociedade como um todo.

Disponível em: https://rockcontent.com/consumismo-no-brasil/. Acesso em maio/2019

TEXTO II

Pesquisa mostra que 76% não praticam consumo consciente no Brasil


Hoje, o Instituto Akatu publicou o resultado de sua pesquisa sobre consumo consciente, que
está na quinta edição, e os resultados não surpreendem muito [...]. A pesquisa aponta que
76% dos 1.090 entrevistados – homens e mulheres como mais de 16 anos – não praticam o
consumo consciente. ―Entre os mais conscientes, 24% têm mais de 65 anos, 52% são da
classe AB e 40% possuem ensino superior‖, revelam os dados, expostos hoje, em São
Paulo, pelo presidente do Instituto, Helio Mattar.

Trata-se de uma pesquisa quantitativa [...]. Os resultados, portanto, trazem a chance do


reconhecimento da oportunidade de mudar o comportamento. Vai ser preciso, conforme se
vê, buscar trazer os mais jovens, os menos escolarizados e os mais pobres para a causa do
consumo consciente, de uma vida mais sustentável.

Uma das barreiras apontadas pelos entrevistados como impeditivas para a adoção de
práticas sustentáveis é a necessidade de esforço para se fazer isso.Segundo eles, ser mais
sustentável: ―Exige muitas mudanças nos hábitos das famílias; nos hábitos dos próprios
respondentes; custam mais caro; exigem que se tenha mais informação sobre as questões,
sobre os impactos sociais e ambientais que provocam; é mais trabalhoso. E é mais difícil
encontrar para comprar os produtos sustentáveis‖.
[...]
Trinta e sete por cento dos entrevistados não se sentem seguros para mudar seus hábitos
porque, no fim das contas, não veem preocupação ambiental nem nas empresas, nem nos
governos.

Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/blog/ameliagonzalez/post/2018/07/25/pesquisa-mostra-que-76-


nao-praticam-consumo-consciente-no-brasil.ghtml . Acesso em maio/2019.

TEXTO III
O consumismo e seus impactos ambientais
Essa lógica consumista traz sérios problemas para o meio ambiente, porque quanto mais
se consome, mais se produz e essa produção é feita a partir dos recursos naturais. Os
recursos naturais não são renováveis, o petróleo é um exemplo de um recurso natural muito
utilizado e que cada vez mais está se esvaindo.
Outro grande problema do consumismo é o lixo eletrônico. O lixo eletrônico é o nome que
se dá para o descarte de qualquer produto eletroeletrônico. A cada ano consumimos mais
produtos eletrônicos e o descarte incorreto desses produtos traz problemas para o meio
ambiente. Aquele é composto por muitos elementos tóxicos prejudiciais ao solo.
Uma solução para diminuir os problemas seria o consumo consciente.

65
Existe uma dica pra um consumo mais consciente, conhecida como os quatro erres
(4R‘s). Eles são: repensar, reduzir, reutilizar e reciclar. Repensar seus atos de consumo,
reduzir o consumo, reutilizar os materiais que parecem não ter mais utilidade e reciclar o
lixo.

Disponível em: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/biologia/o-consumismo-eseusimpactos-


ambientais/48472 . Acesso em maio/2019.

TEXTO 4

Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/2019/01/charge-consumo celular.html. Acesso em


maio/2019.

66
PROPOSTA 14
Temas: Visibilidade feminina no futebol (Enem) e Incentivo à prática de
esportes (Uece)

ENEM
TEMA: OBSTÁCULOS PARA A CONQUISTA DAVISIBILIDADE FEMININA NO
FUTEBOL
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “OBSTÁCULOS PARA A CONQUISTA DA
VISIBILIDADE FEMININA NO FUTEBOL”, apresentando proposta de intervenção
que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e
coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

UECE
a) Escreva um texto de opinião, para ser publicado em um Blog, com o objetivo de
posicionar-se sobre a participação feminina nos esportes.
b) Produza um texto de campanha publicitária com o fim de incentivar as pessoas a
praticarem esportes.

TEXTO I
Futebol feminino aposta em visibilidade de torneios para se firmar no Brasil

Desde 2015, Juliana defende o Flamengo no Campeonato Brasileiro feminino de


futebol. Domingo, a meio-campo de 27 anos estará em mais uma estreia do time, único do
Rio na Série A1 (primeira divisão), contra o Iranduba, em Manaus — o torneio começa
neste sábado, com três partidas. Desta vez, porém, a carioca sente que os olhares para a
modalidade no país estão diferentes. A CBF fechou parceria com o Twitter, que irá
transmitir os jogos na sua plataforma, há negociação em curso para transmissão das partidas
numa emissora de TV aberta, apoio logístico total da entidade e cotas para todos os times.
O número de atletas profissionalizadas também cresceu de 30 para 200, com expectativa de
600 até o fim da temporada.
O momento atual, ela acredita, é para ser agarrado com unhas e dentes. É o ano em
que a Copa do Mundo da categoria será transmitida na TV aberta pela primeira vez. O
Brasil tem a grande estrela do evento, a seis vezes melhor do mundo Marta. E a CBF e a
Conmebol vincularam a participação dos times masculinos em suas competições à
formação de equipes femininas profissionais e de base. — Esse ano promete pela grande
visibilidade que o futebol feminino vai ter. É muito importante para a gente que as pessoas
possam ver os jogos — diz Juliana, presente na última convocação da seleção brasileira.

Além da maior projeção da competição, os clubes tradicionais, obrigados a investir


na categoria pelas entidades, percebem novas oportunidades de negócios e investimentos.
— Acho que é o melhor momento do futebol feminino do Brasil na história. Eu enxergo
uma mudança de abordagem. Os clubes já veem como investimento, como oportunidade de

67
receita, de marketing — analisa o diretor de competições da CBF, Manoel Flores. — São 3
mil ingressos antecipados para Iranduba x Flamengo, há lançamentos de camisa, anúncios
de atletas, como o São Paulo fez com a Cristiane. Então, é uma outra pegada.

TEXTO II

Mulheres passaram 40 anos sem poder jogar futebol no Brasil

Muita gente não sabe, mas no país que tem como uma das maiores paixões o futebol, as
mulheres já foram impedidas de praticar o esporte por ser considerado “inadequado para
o corpo feminino”. Realizada no período da ditadura de Getúlio Vargas e na ditadura
militar, a exclusão durou 40 anos.

E essa proibição virou lei. No dia 14 de abril de 1941, foi criado pelo Conselho
Nacional de Desportos (formado na época em que Vargas comandava o Estado Novo) uma
lista de esportes que eram proibidos. O decreto de número 3.199 dizia que ―Às mulheres
não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza,
devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias
instruções às entidades desportivas do país‖.

Beisebol, lutas e halterofilismo também eram proibidos para o sexo feminino. A


justificativa era de que com a possibilidade de colisão e desgaste físico, a principal função
da mulher, na época, que era gerar filhos, ficaria em risco. Na década de 50, mesmo com o
fim da liderança de Vargas, quase nada mudou. Foram realizados alguns jogos de futebol
feminino, mas apenas em eventos beneficentes com atrizes, nomeadas como vedetes, em
forma de um espetáculo de exposição. Mesmo com a proibição, o futebol não deixou de ser
praticado como lazer pelas brasileiras, mas de maneira sigilosa. Depois de muita luta e
resistência, a lei foi revogada em 1979, mas foi só em 1983, com a redemocratização do
Brasil, que o futebol feminino foi reconhecido como atividade esportiva. A partir disso,
foram criadas ligas e uma seleção nacional. Em 1988 foi convocada pela CBF a primeira
seleção de futebol feminino para disputar o ―Women‘sCupof Spain‖.
De lá pra cá

Desde o fim da lei, o futebol feminino teve um grande avanço, mas ainda passa
por situações precárias. Nomes como Marta, Formiga, Sissi, Cristiane, entre outras,
deixaram sua marca no esporte, mas precisam superar grandes barreiras.

Neste ano, clubes que não tiverem uma equipe feminina disputando competições
ficarão fora da Copa Libertadores da América e da Copa Sul-Americana. Este é um dos
requisitos que deverão ser cumpridos pelos clubes que querem participar de competições
realizadas pela CBF, Conmebol e Fifa.

68
Além da Libertadores e da Sul-Americana, todos os 20 clubes que disputam a elite
do Campeonato Brasileiro vão ter que manter times de futebol feminino, tanto no
profissional, como na categoria de base. Até então, apenas a Série A do Brasileirão precisa
atender à exigência, mas, de forma gradativa, a CBF quer implementar a regra nas Séries B,
C e D.

Fonte: <https://www.torcedores.com/noticias/2019/03/mulheres-passaram-anos-sem-jogar-
futebol>. Acesso em: 26 maio 2019.

TEXTO III

Disponível em: <https://arteemanhasdalingua.blogspot.com/2016/08/futebol-feminino-x-


futebol-masculino.html>. Acesso em: 26 maio 2019.

TEXTO IV

69
Fonte: Agência Central Sul de Notícias, em 10/01/2019

70
PROPOSTA 15
Temas: Crise hídrica (Enem) e Jovens em situação de rua (Enem)

UECE

Prezado(a) candidato(a),

A realidade do enorme número de crianças e adolescentes em situação de rua no nosso país


é alarmante. Essa realidade é expressão das questões sociais postas no cotidiano de
milhares de brasileiros e que perpassa a vida de qualquer um de nós. Pensando nessa cruel
realidade, leia os textos motivadores, organize seus conhecimentos e produza um texto a
partir das propostas a seguir:

PROPOSTA I - A partir da leitura dos textos motivadores, escreva um conto que narre um
episódio vivido por uma criança ou adolescente em situação de rua. Coloque o foco na luta
da(s) personagem(s) para usufruir de um direito garantido por lei, mas que não é vivido na
prática.

PROPOSTA II - Baseado na leitura dos textos motivadores, escreva uma receita a ser
seguida pelos governantes do nosso país para tirar essas crianças e adolescentes da rua.

TEXTO 1

Pesquisa do CONANDA aborda crianças em situação de rua

Fonte: http://www.direitosdacrianca.gov.br/migrados/pesquisa-do-conanda-revela-as-
condicoes-de-vida-de-criancas-e-adolescentes-em-situacao-de-rua

Pesquisa censitária nacional identificou 23.973 crianças e adolescentes em situação de rua.


Dessas, 59,1% dormem na casa de sua família (pais, parentes ou amigos) e trabalham na
rua; 23,2% dormem em locais de rua (calçadas, viadutos, praças, rodoviárias, etc.), 2,9%
dormem temporariamente em instituições de acolhimento e 14,8% circulam entre esses
espaços.
O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA e a
Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente - SNPDCA, por
meio de parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável - IDEST, realizaram este
levantamento com o objetivo de nortear o aprimoramento de políticas públicas e a
construção da Política Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente e
do Plano Decenal – em fase de elaboração.
A pesquisa foi realizada em 75 cidades do país, abrangendo capitais e municípios com mais
de 300 mil habitantes.

Perfil desta população


Predominam nas ruas crianças e adolescentes do sexo masculino (71,8%).

71
A faixa etária predominante é entre 12 e 15 anos (45,13%).
Quase metade das crianças e dos adolescentes em situação de rua (49,2%) se declarou
parda ou morena e se declararam negros 23,6%, totalizando 72,8%, proporção muito
superior à observada no conjunto da população.
A pobreza é um dos principais fatores explicativos da existência de crianças e adolescentes
em situação de rua.

Convivência familiar
A maior parte das crianças e dos adolescentes em situação de rua dorme em residências
com suas respectivas famílias e, mesmo entre aqueles que pernoitam nas ruas, 60,5%
mantém vínculos familiares.
Mais da metade das crianças e adolescentes em situação de rua (55,5%) avaliou como bom
ou muito bom o relacionamento que mantêm com seus pais, ao passo que 21,8%
considerou este relacionamento ruim ou péssimo. A relação com os pais é melhor, em
maior proporção, no caso de meninos e meninas que moram com suas famílias, mas mesmo
entre aqueles que costumam dormir na rua, 22,4% consideraram bom ou muito bom o
relacionamento com seus pais.
As crianças e os adolescentes que dormem na casa de suas famílias apresentaram melhores
condições de vida, alimentação, escolaridade e saúde. Isto demonstra a importância da
convivência familiar e comunitária para a proteção de crianças e adolescentes e a
necessidade de políticas públicas que apóiem as famílias em sua função de cuidado e
proteção de seus filhos e filhas.

Privação dos direitos fundamentais


Embora avanços tenham sido conquistados nos quase 21 anos do Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), direitos fundamentais como alimentação, saúde, educação e higiene
pessoal ainda não foram efetivados para o público entrevistado.
Entre os principais motivos declarados pelas crianças e adolescentes que dormem na rua
para explicar a saída de casa se destacou a violência no ambiente doméstico, com cerca de
70%: brigas verbais com pais e irmãos (32,2%); violência física (30,6%); violência e abuso
sexual (8,8%). Isso mostra a importância de investimentos em ações de prevenção,
divulgação e sensibilização para a garantia dos direitos da criança e do adolescente sem
violência.
Não se alimentam todos os dias 13,8% do universo total das crianças e dos adolescentes em
situação de rua, sendo que esta situação alcança 28,4% no grupo de crianças e adolescentes
que dormem na rua, demonstrando a gravidade das violações relativas ao direito à
alimentação.
Embora a maior parte do público entrevistado esteja em idade escolar, não estudam
atualmente 38,9% dos que têm entre 6 a 11 anos e 59,4% dos que têm entre 12 e 17 anos. A
privação a este direito resulta em prejuízo individual e social.
Mais de 65% das crianças e adolescentes exercem algum tipo de atividade remunerada.
Entre as mais recorrentes destacaram-se a venda de produtos de pequeno valor - balas,
chocolates, frutas, refrigerantes, sorvetes - (39,4%); o cuidado de automóveis como
―flanelinha‖, a lavagem de veículos ou limpeza de vidros dos carros em semáforos (19,7%);

72
a separação no lixo de material reciclável (16,6%); e a atividade de engraxate (4,1%). Esses
dados demonstram que as crianças e adolescentes em situação de rua, na sua maioria,
trabalham para sobreviver.
Aproximadamente um terço (29,5%) das crianças e adolescentes costumam pedir dinheiro
ou alimentos para sobrevivência.

Sistema de Garantia de Direitos


Uma das razões que colocam o Brasil na vanguarda pela promoção, garantia e defesa dos
direitos infanto-juvenis é o fato de a Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e
do Adolescente de 1990 atribuírem a responsabilidade pelo desenvolvimento saudável de
meninos e meninas ao Estado, à sociedade e à família.

No entanto, ainda se fazem necessárias políticas públicas que contemplem este público nas
suas demandas específicas e uma mudança de cultura da sociedade como um todo que
conceba crianças e adolescente como sujeitos de direitos. Os dados da pesquisa indicaram a
existência de preconceitos e discriminações em relação a crianças e adolescentes na rua.
De acordo com os resultados, 36,8% das crianças e adolescentes entrevistados já foram
impedidos de entrar em algum estabelecimento comercial; 31,3% de entrar em transporte
coletivo; 27,4% de entrar em bancos; 20,1% de entrar em algum órgão público; 12,9% de
receber atendimento na rede de saúde; e 6,5% já foram impedidos de emitir documentos.
Ao todo, as situações descritas afetaram metade (50%) dos entrevistados.

Continuidade
Com a pesquisa concluída, inicia-se agora um processo de discussão sobre o significado
dos dados coletados e dos desafios a serem enfrentados. Serão realizados cinco seminários
nas regiões do país nos meses de julho a novembro.

Fonte: http://www.direitosdacrianca.gov.br/migrados/pesquisa-do-conanda-revela-as-
condicoes-de-vida-de-criancas-e-adolescentes-em-situacao-de-rua

TEXTO II
Uma reflexão sobre crianças e adolescentes em situação de rua

A situação de rua de crianças e adolescentes não é novidade pra ninguém. Eu, Gabriel
Freires Maciel, hoje com 19 anos, dos 11 aos 15 anos vivenciei a situação de rua na minha
própria pele.

Diferente do que está no artigo 227 da Constituição, não temos direito à vida, à saúde, à
alimentação, ou, principalmente, à uma família. Ou se temos direitos a todas essas coisas,
onde elas estão? Por que ainda temos de ficar sofrendo nas ruas? Somos todos os dias
vitimas da sociedade que se diz correta, mas que calunia, violenta em todos os
sentidos, assassina, extermina.

Na rua, costumamos ouvir que ―todo morador de rua não presta‖. Convido então a
conhecerem melhor quem eu sou e o que eu faço.

73
Até atingir a maioridade, representava esse segmento que hoje ganha impacto espaço e
atenção, de meninos e meninas em situação de rua em instâncias nacionais como o
CONANDA e o Comitê Nacional de Atenção à Criança e ao Adolescente em Situação de
Rua.

Se você tem filho, o que faria se ele estivesse na rua? Não queira para os outros aquilo que
você mesmo não quer. Escrevo esse texto não apenas expressando ou mostrando, mas
pedindo e clamando para que a sociedade tenha interesse em seu futuro e se lembre de
valorizar muito a educação.

Como diz Paulo Freire: ―Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas.
Pessoas transformam o mundo.‖

Gabriel Freires, 19 anos,foi membro do G-38 do CONANDA representando as crianças e


adolescentes em situação de rua.

Fonte: http://fundacaotelefonica.org.br/promenino/trabalhoinfantil/colunistas/uma-reflexao-sobre-
criancas-e-adolescentes-em-situacao-de-rua/

TEXTO III

74
Fonte: http://www.controversia.com.br/blog/2016/06/05/projeto-travessia-alertara-para-
mortes-de-criancas-de-rua-em-sao-paulo/

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da
língua portuguesa sobre o tema ―A CRISE HÍDRICA NO BRASIL: PERSPECTIVAS DE
SOLUÇÃO EM MEIO ÀS QUESTÕES POLÍTICAS E SOCIAIS.‖, apresentando proposta de
intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e
coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Crise hídrica no Brasil
Lana Magalhães
A crise hídrica é resultado dos baixos níveis de água nos reservatórios, no momento em que
deveriam estar em níveis normais para atender as necessidades da população.

No Brasil, a falta de água tornou-se mais grave a partir do ano de 2014. Na ocasião, a região
Sudeste foi a principal afetada. A atual crise hídrica do Brasil é considerada a pior da história.

Apesar do Brasil apresentar quase um quinto das reservas hídricas do mundo, a falta de água é uma
realidade em várias regiões do país. Alguns estudos indicam que os episódios de falta de recursos
hídricos devem se repetir nos próximos anos.

Além disso, a água não é igualmente distribuída no território brasileiro. Por exemplo, a região Norte
concentra a maior parte da reservas hídricas do país, ao mesmo tempo é a região com a menor
densidade demográfica.

75
No Sudeste e Nordeste, onde está concentrada a maior parte da população e atividades industriais,
existem poucas reservas hídricas.

Disponível em: https://www.todamateria.com.br/crise-hidrica-no-brasil/

TEXTO II
A crise hídrica brasileira e a falta de planejamento
Mariana KaipperCeratti

Se o Brasil tem quase um quinto das reservas hídricas do mundo, por que as notícias sobre falta de
água se tornaram tão comuns em todo o país nos últimos anos? Há muitas respostas para a pergunta,
passando pela diferença na maneira como a água se distribui geograficamente e a degradação das
áreas em volta das bacias hidrográficas, até mudanças climáticas e infraestrutura de abastecimento
deficiente.

Para aumentar a complexidade do tema, os setores que mais contribuem para a economia são
também os mais dependentes. Por exemplo, 62% da energia do Brasil é gerada em usinas
hidrelétricas. A água também é essencial na agricultura. Segundo a Agência Nacional de Águas
(ANA), a irrigação usa 72% dos recursos hídricos disponíveis para consumo.

Tamanha dependência significa que, em tempos de crise – como a vivida por São Paulo em 2014 e
2015 –, a produtividade de diversos setores econômicos pode ser ameaçada.

Esses e outros temas são discutidos no novo Diagnóstico Sistemático de País (SCD, na abreviatura
em inglês), que mostra como os recursos naturais podem contribuir para o desenvolvimento
econômico do país.

―Em São Paulo, por alguns meses, não ficou claro se as indústrias, como a de alumínio, grande
consumidora de água, poderiam continuar produzindo no ritmo anterior à crise hídrica‖, lembra
Gregor Wolf, líder do programa de desenvolvimento sustentável do Banco Mundial no Brasil.

O estudo inclui alguns pontos importantes sobre a forma como o Brasil vem gerenciando seus
recursos hídricos e, embora não aponte soluções, discute os principais obstáculos que devem ser
enfrentados a fim de estabelecer um modelo sustentável e inclusivo.

Água, florestas e cidades


Diante das provas científicas cada vez mais fortes da conexão entre desmatamento, degradação das
florestas e mudanças nos padrões de chuva em todo o Brasil, o documento adverte: crises hídricas
como a de São Paulo podem se repetir ao longo das próximas quatro décadas, afetando o
abastecimento de água, a produção agrícola e a geração de energia, entre outras atividades. O estudo
também destaca a redução do desmatamento na Amazônia (em 82%) e a criação de
regulamentações como o Código Florestal, que ajuda a proteger os recursos naturais dos terrenos
rurais. Trata-se de conquistas recentes depois de décadas de devastação e é necessário controle
constante para que não se percam.

Os setores mais dependentes


O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo. No país em que a agricultura e o
agronegócio respondem por 8,4% do PIB, a área de terras irrigadas aumentou em ritmo acelerado
na última década e tudo indica que o consumo hídrico deve seguir crescendo. Atualmente, menos de
20% das terras irrigáveis têm acesso a irrigação. Já na área de geração de energia, mesmo com a
diversificação das fontes prevista para as próximas duas décadas, as usinas hidrelétricas continuarão
entregando 57% da eletricidade usada no Brasil.

76
O setor mais poluente
A indústria ainda é uma das principais causadoras da degradação ambiental no Brasil. Segundo o
SCD, pesquisadores encontraram efluentes industriais, incluindo metais pesados e hidrocarbonetos,
nos cursos d‘água de diversas regiões metropolitanas. Tais poluentes são descarregados sem
qualquer tratamento prévio. Em cidades como São Paulo e Recife, isso significa que os rios
circundantes não são mais seguros para fornecimento de água potável, forçando as cidades a obter
água de poços ou bacias cada vez mais distantes. O crescimento de novos complexos industriais,
particularmente no Nordeste, também pode resultar em impactos ambientais de longo prazo, como
poluição e competição por recursos naturais (principalmente água).

Desigualdades no acesso a água e saneamento


Entre os 40% mais pobres do país, o percentual de domicílios com um vaso sanitário ligado à rede
de esgoto aumentou de 33% em 2004 para 43% em 2013. No entanto, o acesso ainda é menor do
que entre os mais ricos. Outra diferença marcante é a que existe nas coberturas nacionais de água
(82,5%), esgoto (48,6%) e tratamento real de esgoto (39%). A falta de tratamento de esgoto faz com
que poluentes sejam jogados diretamente na água ou processados em tanques sépticos desregulados,
com graves consequências na qualidade dos recursos hídricos, assim como no bem-estar da
população.

O que é preciso melhorar?


Muitas empresas de abastecimento ainda sofrem com grandes perdas de água (37%, em média),
excesso de pessoal e custos operacionais elevados. O financiamento do setor é baseado em tarifas e
subsídios cruzados, com uma estrutura tarifária ultrapassada, incapaz de gerar serviços mais
eficientes e sustentáveis. Resultado: elas não têm capital suficiente para aumentar a cobertura e
tornar a infraestrutura mais resistente a eventos climáticos extremos (como secas e inundações).

O estudo acrescenta que a qualidade de vida dos brasileiros mais pobres está fortemente relacionada
com a gestão da água e de outros recursos naturais, e, portanto, as políticas de preservação são cada
vez mais necessárias.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/01/politica/1470076598_000832.html

TEXTO III

77
Disponível em: http://blogdoronaldocesar.blogspot.com/2015/04/charge-do-dia-seca-no-nordeste-
e.html

TEXTO IV

Disponível em: http://paduacampos.com.br/2012/tag/seca-no-nordeste/

TEXTO V
SECA NO NORDESTE NO RIO SÓ TEM AREIA
JA FAZ TEMPO QUE SECOU
E NO MEIO DA LAGOA
CHEGOU A SECA DE NOVO ONDE A ÁGUA ERA TÃO BOA
QUE TRISTE SITUAÇÃO DE TÃO SECO JA RACHOU!
É VER TANTO NORDESTINO
HOMEM, MULHER E MENINO E O NORDESTINO COITADO
PASSAR FOMO NO SERTÃO! VIVE SÓ DE ESPERANÇAS
FICA OLHANDO PARA O CÉU
NÃO TEM ÁGUA NEM COMIDA E LHE VEM TRISTES LEMBRANÇAS
TUDO QUE TINHA ACABOU

78
DAS SECAS QUE JA VIVEU
DESDE OS TEMPOS DE CRIANÇA.

E ONDE TÁ O GOVERNO?
NÃO TA VENDO ISSO NÃO?
JA ME DISSE UM SERTANEJO
"ISSO É VEIO MEU PATRÃO,
ELES SÓ LEMBRA, DOTÔ,
QUE AGENTE É INLEITÔ
IN TEMPO DE INLEIÇÃO"

Aristóteles Lima

Disponível em:
https://www.recantodasletras.com.br/cordel/25539

79
PROPOSTA 16
Temas: Corte de verbas das universidades públicas (Uece) e Dependentes
químicos (Enem)

UECE
PROPOSTA 1
Como aspirante a uma vaga em uma universidade pública e preocupado com a situação do
corte de verbas que vem atingindo o ensino superior de todo o país, redija uma carta
direcionada ao Ministério da Educação, expressando como, de maneira geral, os estudantes
brasileiros serão afetados por essa medida.
PROPOSTA 2
Escreva uma notícia sobre um setor da sociedade que foi diretamente prejudicado pelo
corte de verbas nas pesquisas das Universidades públicas do Brasil.

TEXTO I

TEXTO II
MEC estende corte de 30% de verbas a todas universidades federais
Ministro havia anunciado bloqueio a três unidades por motivos ideológicos, o que fere a
Constituição

80
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/04/mec-estende-corte-de-
30-de-verbas-a-todas-universidades-federais.shtml>

TEXTO 3
Primeiro a universidade não poderá pagar água e energia. Depois os contratos de prestação
de serviços (como limpeza e segurança) deixarão de ser cumpridos. Em seguida, o
restaurante universitário ficará sem recursos. Programas de assistência a estudantes pobres
também estão ameaçados. E se a medida não for revista, o corte comprometerá as
atividades da universidade já no segundo semestre deste ano. Este é um resumo dos
primeiros efeitos da asfixia financeira do governo federal na educação e ciências do Brasil,
divulgado por várias instituições, como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que teve
bloqueio de 30% de suas verbas de custeio, em 48 milhões de reais. A Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que teve suspensão de 41% das verbas destinadas à
manutenção, no valor de 114 milhões de reais, apontou ainda o bloqueio de recursos para
investimentos que impede o desenvolvimento de obras e compra de equipamentos para
laboratórios e hospitais. "Há cinco anos a Universidade vem sofrendo cortes e
contingenciamentos sem reposição. Em valores corrigidos, a diferença entre o orçamento
de 2014 e o de 2019 é superior a 200 milhões de reais", informou a UFRJ.
Trabalhar em situação de escassez de recursos, no entanto, sempre foi visto como regra
entre pesquisadores brasileiros, exceção era ter dinheiro. ―Terminei meu doutorado e vim
para Federal de Goiás, em 1994. Sempre foi difícil. Nunca tivemos muitos recursos‖,
afirma o professor José Alexandre Felizola Diniz Filho, da Universidade Federal de Goiás
(UFG), um dos pioneiros na pesquisa de evolução e ecologia no país. Desta vez, uma
movimentação tem preocupado os pesquisadores tanto quanto a falta de recursos. ―Temos
um movimento anticiência, paralelo à crise econômica, que é global e está no Brasil‖,
afirma Diniz, que pesquisa evolução e mudança climática, dois temas que estão na pauta de
discussão dos criacionistas e negacionistas.
Disponível em:
<https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/02/politica/1556819618_348570.html>
ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema ―Desafios para o tratamento de dependentes
químicos no Brasil‖, apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
81
TEXTO I
O Brasil está enfrentando atualmente um crescimento no abuso de drogas que precisa ser lidado.
Todavia, os países emergentes não podem se dar ao luxo de gastar os seus recursos na
implementação de uma política de proibição eficiente dado que nem mesmo os países
desenvolvidos, apesar de todos os seus recursos, têm sido capazes de fazê-lo.

A implementação do controle através da legalização, por outro lado, é muito mais simples e a
autofinanciável. O suposto aumento nos gastos com a saúde pública poderia ser facilmente coberto
pela verba economizada com o fim do combate ao tráfico ostensivo (o orçamento para segurança
pública no estado do Rio de Janeiro será de R$ 11,6 bilhões em 2016, mais de 14% do total, valor
que é superado apenas pela saúde e educação) e com a diminuição do ineficiente e custoso sistema
presidiário (um preso custa em média R$ 2.500 por mês, enquanto que um estudante universitário
das instituições públicas custa menos de um terço desse valor – aproximadamente R$ 790 por mês).

Como em um sistema legalizado grande parte da fiscalização das regras é deixada para a cadeia de
produção, um aparelho de controle consideravelmente mais leve.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/drogas-com-numeros-alarmantes-brasil-


segue-em-sentido-contrario-as-tendencias-detratamento-em-clinica-de-recuperacao-para-
dependencia-quimica/

TEXTO II

O presidente sancionou nesta quinta-feira a Lei n 13.8040, que altera o Sistema Nacional de
Políticas Públicas sobre Drogas e permite a internação involuntária de usuários ou dependentes de
drogas para tratamento. Proposto pelo atual ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS) em
2013 e aprovado pelo Senado em maio de 2019. Ele modifica a Lei de Drogas de 2006 e outras 12
leis, fortalecendo as comunidades terapêuticas.

De acordo com o texto, a internação involuntária, é "aquela que se dá, sem o consentimento do
dependente, a pedido de familiar ou do responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor
público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos públicos integrantes do Sisnad
(Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas), com exceção de servidores da área de
segurança pública, que constate a existência de motivos que justifiquem a medida". Ela só poderá
ser feita em unidades de saúde e hospitais gerais.

A internação involuntária deve ser realizada após a formalização da decisão por médico responsável
e será indicada depois da avaliação sobre o tipo de droga utilizada, o padrão de uso e na hipótese
comprovada da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas previstas na rede de
atenção à saúde.

A nova lei estabelece que fica vedada a realização de qualquer modalidade de internação nas
comunidades terapêuticas acolhedoras e que todas as internações e altas deverão ser informadas,
em, no máximo 72 horas, ao Ministério Público, à Defensoria Pública e a outros órgãos de
fiscalização, por meio de sistema informatizado único, na forma do regulamento desta Lei.

TEXTO III

Além Disso
No mundo, conforme estudo da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, há 29 milhões
de pessoas com problemas relacionados às drogas, como transtornos mentais e comportamentais e
aids e hepatites virais, entre os usuários de drogas injetáveis.

82
Em 2014, cerca de 12 milhões de pessoas eram usuárias de drogas injetáveis, sendo que 14% delas
eram portadoras de HIV e 50% de hepatite C. Ainda em 2014, houve mais de 207 mil mortes no
mundo relacionadas às drogas, sendo um terço por overdose.
Segundo o coordenador do Centro de Referência em Drogas da Universidade Federal de Minas
Gerais (CRR-UFMG), Frederico Garcia, são inúmeros os impactos das drogas sobre o organismo.
―A maconha, assim como o cigarro, causa problemas pulmonares graves. O risco de contrair câncer
de pulmão é grande. Não temos dados sobre isso porque as pessoas não costumam declarar que
fumam maconha. Então fica na conta do cigarro‖, afirma.
Enquanto alguns acreditam que a maconha seja a porta de entrada para outras drogas, o coordenador
de Saúde Mental da PBH afirma que a planta é utilizada em larga escala por pessoas que querem
deixar as substâncias mais pesadas. ―A maconha é porta de saída para o crack, por exemplo‖, diz.

TEXTO IV

83
Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/primeiro-plano/gastos-do-sus-com-dependentes-
qu%C3%ADmicos-chegam-a-r-9-1-bilh%C3%B5es-em-uma-d%C3%A9cada-1.440635

84
PROPOSTA 17
Temas: Desemprego no Brasil (Enem) e Vacinação (Uece)
ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “O DESEMPREGO NO BRASIL, CAUSAS E
SOLUÇÕES”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa
de seu ponto de vista.

TEXTO I
Desemprego no Brasil chega a 12,5% e atinge 13,2 milhões de trabalhadores, diz
IBGE.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,5% no trimestre de fevereiro a abril, segundo
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira.
O índice subiu 0.5 ponto percentual em relação ao trimestre de novembro de 2018 a janeiro
de 2019 (12,0%), mas teve uma leve queda de 0.4 ponto percentual na comparação com o
mesmo período do ano anterior (12,9%).

O número de pessoas desocupadas chegou a 13,2 milhões, uma alta de 4,4% em relação ao
trimestre anterior, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNAD Contínua), que analisa períodos móveis (novembro, dezembro, janeiro; fevereiro,
março e abril etc) e não os trimestres tradicionais. Na comparação com igual período de
2018 ficou estável, segundo o IBGE.

A população subutilizada (28,4 milhões de pessoas) – que agrega desempregados,


subocupados por insuficiência de horas (trabalham menos do que gostariam) e força de
trabalho potencial (não buscam emprego, mas estão disponíveis) – bateu o recorde da série
histórica iniciada em 2012, com alta de 3,9% (mais 1.063 mil pessoas) frente ao trimestre
anterior e 3,7% (mais 1.001 mil pessoas) na comparação com igual trimestre de 2018.

O respiro nos indicadores ficou com a geração de empregos com carteira assinada, que,
após quatro anos em queda, subiu 1,5% em relação ao mesmo período de 2018, com a
geração de 480 mil postos de trabalho, totalizando 33,1 milhões de pessoas empregadas no
setor privado. Em relação ao trimestre anterior, no entanto, este indicador ficou estável. [...]
Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/31/economia/1559312475_679888.html
Acesso em 16 de junho de 2019.

85
TEXTO ll

● Gráfico: A queda do
desemprego nas maiores
economias mundiais.

Fonte:
https://www.ocafezinho.co
m/2019/06/15/desemprego-
cai-no-mundo-e-sobe-no-
brasil/ Acesso em 16 de
junho de 2019.

TEXTO lll
''Preciso de emprego''. Desemprego no Brasil faz advogado ir às ruas com uma faixa
pedindo oportunidade

Ter a qualificação adequada, disposição para


novos desafios e estar preparado para
realizar sonhos profissionais e pessoais.
Essas características fazem parte do perfil de
muitas pessoas que se encontram na situação
de desemprego e não conseguem uma
colocação no mercado de trabalho. A
realidade vivida é demonstrada em números
pela Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua (PNAD Contínua) com
13,2 milhões de pessoas desocupadas.

A estatística da PNAD Contínua foi analisada nos períodos móveis em 2018/2019


(novembro, dezembro, janeiro; fevereiro, março e abril etc). Já no último estudo feito pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil ficou
em 12,5% no trimestre de fevereiro a abril. Outro dado preocupante se refere ao número de
pessoas desalentadas, ou seja, que desistiram de procurar emprego. O índice teve aumento
de 4,3%, mais de 202 mil pessoas em relação ao trimestre anterior.

Na contramão do desalento, resistindo às dificuldades para conseguir uma vaga no mercado


de trabalho, Wítalo Cruz, 26 anos, é graduado em direito, já possui a carteira da OAB e têm
86
experiências na área mas está desempregado desde janeiro deste ano. Por conta de poucos
retornos dos currículos enviados sem nenhuma proposta de entrevista, teve uma ideia
inusitada: passou um dia, de terno e gravata, segurando uma faixa com um pedido de
emprego e divulgando as suas experiências, em frente ao Brasília Shopping, um dos locais
mais movimentados da capital do Distrito Federal.

―Devido à tristeza de não receber o retorno dos lugares onde eu entregava currículo, veio a
ideia da faixa. Na minha mente eu pensava: através da faixa um número maior de
escritórios e empresas saberão que estou precisando de emprego e, pelo menos, irão me
chamar para uma entrevista e as oportunidades virão‖, conta o profissional.

Mesmo com os dados desanimadores da PNAD Contínua e do IBGE, um indicador traz a


possibilidade de dias melhores para Wítalo e boa parte da população brasileira. A geração
de empregos com carteira assinada, que, após quatro anos esteve em queda, subiu para
1,5% em relação ao mesmo período de 2018, com a geração de 480 mil postos de trabalho,
totalizando 33,1 milhões de pessoas empregadas no setor privado.
Fonte: https://www.diariodoaco.com.br/noticia/0069080-preciso-de-emprego-desemprego-
no-brasil-faz-advogado-ir-as-ruas-com-uma-faixa-pedindo-oportunidade Acesso em 16 de
junho de 2019.

UECE

Proposta 1: Em razão da crescente popularização do movimento antivacina, escreva um


artigo de opinião, adotando um posicionamento acerca da vacinação em crianças, uma
questão de proteção coletiva ou liberdade individual de escolha, utilizando argumentos
convincentes em prol do ponto de vista defendido. Suponha que este seu texto será
publicado na sessão ―Opinião‖ do jornal de maior circulação da sua cidade.

Proposta 2: Em virtude da crescente preocupação gerada pelo movimento contra vacinas,


escreva uma carta aberta alertando os moradores de sua cidade sobre a importância
do acesso às vacinas e convocando para a atualização do calendário vacinal, para ser
publicada em um jornal de circulação da sua cidade.

TEXTO I
Importância da vacinação
O ditado popular ―melhor prevenir do que remediar‖ se aplica perfeitamente à vacinação.
Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde
pública por causa da vacinação massiva da população. Poliomielite, sarampo, rubéola,
tétano e coqueluche são só alguns exemplos de doenças comuns no passado e que as novas
gerações só ouvem falar em histórias. O resultado da vacinação não se resume a evitar
doença. Vacinas salvam vidas.

Mas como a vacina ajuda o nosso sistema imunológico?


Quando uma pessoa é infectada pela primeira vez por um antígeno (substância estranha ao
organismo), como o vírus do sarampo, o sistema imunológico produz anticorpos (proteínas
87
que atuam como defensoras no organismo) para combater aquele invasor. Mas essa
produção não é feita na velocidade suficiente para prevenir a doença, uma vez que o
sistema imunológico não conhece aquele invasor. Por isso, a pessoa fica doente, podendo
levar à morte. Mas se, anos depois, aquele organismo invadir o corpo novamente, o sistema
imunológico vai produzir anticorpos em uma velocidade suficiente para evitar que a pessoa
fique doente uma segunda vez. Essa proteção é chamada de imunidade.
O que a vacina faz é gerar essa imunidade. Com os mesmos antígenos que causam a
doença, mas enfraquecidos ou mortos, a vacina ensina e estimula o sistema imunológico a
produzir os anticorpos que levam à imunidade. Portanto, a vacina faz as pessoas
desenvolverem imunidade sem ficar doente.

Como eu posso saber se as vacinas são seguras?


Com as vacinas conseguimos erradicar a varíola e controlar diversas doenças, como a
poliomielite (paralisia infantil), o sarampo, a coqueluche e a difteria, entre outras. Com
isso, as vacinas protegem com segurança. Eventuais reações, como febre e dor local,
podem ocorrer após a aplicação de uma vacina, mas os benefícios da imunização são muito
maiores que os riscos dessas reações temporárias.
É importante saber também que toda vacina licenciada para uso passou antes por diversas
fases de avaliação, desde os processos iniciais de desenvolvimento até a produção e a fase
final que é a aplicação, garantindo assim sua segurança. Além disso, elas são avaliadas e
aprovadas por institutos reguladores muito rígidos e independentes. No Brasil, essa função
cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde
(MS). E não é só isso. A vigilância de eventos adversos continua acontecendo depois que a
vacina é licenciada, permitindo a continuidade de monitoramento da segurança do produto.
Texto adaptado. Fonte: http://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/745-acoes-e-
programas/vacinacao/40603-importancia-da-vacinacao Acesso em: 16 de jun. 2019.

TEXTO II
Movimento antivacina é incluído na lista de dez maiores ameaças à saúde em 2019
O movimento antivacinação foi incluído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em
seu relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global em 2019. Numa lista em que
figuram vírus mortais como os do ebola, HIV, dengue e influenza, a "hesitação em se
vacinar" foi incluída porque "ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças
evitáveis por meio de vacinação". "A vacinação é uma das formas mais eficientes, em
termos de custo, para evitar doenças", afirmou a OMS no documento. "Ela atualmente evita
de 2 a 3 milhões de mortes por ano, e outro 1,5 milhão poderia ser evitado se a cobertura
vacinal fosse melhorada no mundo."
Segundo a OMS, as razões por que as pessoas escolhem não se vacinar são complexas, e
incluem falta de confiança, complacência e dificuldades no acesso a elas. Há também os
que alegam motivos religiosos para não vacinar a si mesmo ou a seus filhos. Os efeitos da
redução da cobertura vacinal já vêm sendo notados: os casos de sarampo, por exemplo,
aumentaram 30% no mundo, segundo os últimos dados disponíveis (2017). Países onde a
doença estava extinta, como os Estados Unidos, voltaram a registrar epidemias.
"Trabalhadores da saúde, especialmente os comunitários, são os maiores e mais confiáveis
conselheiros e influenciadores para a decisão de se vacinar, e é preciso apoiá-los para que
forneçam informação confiável sobre as vacinas", diz o relatório.
88
Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/saude/movimento-antivacina-incluido-na-lista-de-dez-
maiores-ameacas-saude-em-2019-23413227 Acesso em 16 de jun. 2019.

TEXTO III

Charge: movimento antivacina não tem um pingo de sentido.


http://www.agora.com.vc/noticia/charge-movimento-antivacina-nao-tem-um-pingo-de-sentido/Fonte:
Acesso em 16 de jun. 2019.

89
PROPOSTA 18
Temas: Doação de sangue (Enem) e Poluição plástica (Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema ―OBSTÁCULOS PARA A DOAÇÃO DE
SANGUE NO BRASIL‖, apresentando proposta de intervenção. Selecione, organize e
relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I

O que falta para o Brasil doar mais sangue?

Conhecidos mundialmente pela simpatia com que tratam o visitante estrangeiro, os


brasileiros são menos solidários com seus semelhantes ─ pelo menos quando o assunto é
doar sangue.

Dados da ONU apontam que o Brasil, apesar de coletar o maior volume em termos
absolutos na América Latina, doa proporcionalmente menos do que outros países da região,
como Argentina, Uruguai ou Cuba.As estimativas, referentes ao período entre 2012 e 2013
e obtidas com exclusividade pela reportagem da BBC Brasil, fazem parte de um estudo
ainda não publicado pela OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), braço da OMS
(Organização Mundial de Saúde) nas Américas.

Quando se analisa a totalidade de doações no continente americano, o país também fica


atrás de Estados Unidos e Canadá.

1)Falta de conscientização

Especialistas apontam a falta de conscientização da população como um dos principais


limitadores para o aumento da doação de sangue no Brasil.

Eles defendem que campanhas de incentivo à doação sejam feitas desde os primeiros anos
de vida e que o assunto seja discutido nas escolas para reverter o atual cenário.

"O Brasil não se prepara para captar o doador desde criança. Sem essa política, não
construímos o doador do futuro. É preciso formarmos doadores com responsabilidade
social real", opina Yêda Maia de Albuquerque, presidente do Hemope (Fundação de
Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco), o principal do Nordeste brasileiro.

Yêda queixa-se da falta de doadores voluntários, ou seja, aqueles que doam frequentemente
sem se importar com quem vai receber o sangue.

"Tenho muita doação de reposição (pessoas que doam para parentes e familiares em caso
de urgência), o que não é ideal. Já o doador voluntário aumenta a qualidade do produto que
a gente oferece, pois conseguimos monitorá-lo", acrescenta.

90
Para Tadeu, da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, o entendimento de que a doação
de sangue seja um ato "social e contínuo" ainda não está totalmente presente na
mentalidade do brasileiro.

"É preciso um esforço educacional em escolas e por meio de campanhas públicas para
garantir que as pessoas entendam a necessidade e se disponham a doar sangue
regularmente". Além disso, de acordo com os especialistas, muitas pessoas ainda buscam
doar sangue com o intuito de "obter vantagens".

"Tem gente que vem aqui com o simples objetivo de ganhar o dia de folga ─ previsto em
lei. Ou mesmo para fazer um exame laboratorial e confirmar se tem alguma doença, como o
HIV (vírus que transmite a Aids)", admite Joselito Brandão, diretor médico do Instituto
HOC de Hemoterapia, ligado ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

2) Estigma

Segundo Naura Faria, chefe de atendimento ao doador do HemoRio, hemocentro


coordenador do Estado do Rio de Janeiro, a doação de sangue no Brasil ainda é cercada de
"mitos".

"Infelizmente, ainda existem alguns mitos em relação à doação de sangue. Há pessoas que
acreditam que se doarem uma vez, vão ter de doar sempre. Outras acham que doar sangue
engorda. Existem ainda aquelas que temem contrair alguma doença infecciosa durante a
coleta", enumera.

"É preciso desfazer esses mitos e informar a população sobre os benefícios da doação",
argumenta.

3) Herança cultural

Para Júnia Guimarães Mourão, presidente da Fundação Hemominas, hemocentro


coordenador do Estado de Minas Gerais, o volume de sangue doado está relacionado "à
cultura dos países".

"Diferentemente de países desenvolvidos, como o Japão ou os Estados Unidos, o Brasil não


se envolveu em grandes guerras ou passou por grandes catástrofes naturais, que, acredito,
podem ter criado em suas sociedades a compreensão da importância da doação de sangue.
Ainda sob o ponto de vista histórico, ela lembra que até a década de 80, o Brasil
remunerava doadores, prática que se tornou proibida pela Constituição de 1988, o que, em
sua opinião, "levou a sociedade a não se envolver com a necessidade de realizar doações
para garantir o tratamento de quem precisa"

"Nesses quase 30 anos, temos visto mudanças, mas ainda há muito que caminhar", diz.
Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150812_sangue_doacoes_brasil_lgb
Acesso em: junho/2019.
TEXTO II
A importância da doação de sangue

Doar sangue é um gesto altruísta, que possibilita às pessoas que necessitam de transfusão
ou de um dos seus hemoderivados uma chance real de sobreviver. Um gesto gratuito
fundado na solidariedade, mas que de tempos em tempos a comemoração dá espaço às
campanhas cujo objetivo é tirar o HEMOCE do estado crítico, buscando captar pessoas

91
para recuperar seus estoques quase zerados, realidade também presente nos demais Estados
do País.

Se considerarmos que menos de 2% da população do Brasil doa sangue com regularidade,


entenderemos o motivo pelo qual não se consegue cobrir a demanda sem preocupação.
Alinhado a isso, observemos o cenário atual de violência que superlota as emergências, o
aumento de casos de doenças como leucemia, hemofilia e outras relacionadas ao câncer,
encontramos uma situação extremamente delicada e que nos desafia.

Devemos desfazer, na sociedade, os mitos que afastam os doadores e angustiam as equipes


de saúde. Doar sangue dói menos que ver uma mãe enterrar um filho por falta de uma
transfusão ou de algum hemoderivado; o fato de você doar uma vez não te obrigará a doar
sempre, a não ser que esse seja o seu desejo; pode-se adquirir alguma doença durante o
procedimento; doar afina ou engrossa o sangue. Nada disso é real, devendo-se considerar
somente alguns requisitos para que se possa fazer a doação, tais como peso mínimo do
doador (50Kg), gozar de boa saúde, ter entre 16 e 65 anos e estar alimentado.

Só se sabe o valor de uma doação quando efetivamente necessita dela para si ou para algum
ente querido, e é exatamente esse ato solidário e humano que torna a doação tão importante
para a sociedade. Jamais um slogan foi tão fidedigno quando assim convoca a população:
―Doe Sangue, Doe Vida‖ pois ―doar é um ato de amor‖!

Disponível em: http://oabce.org.br/2018/06/artigo-a-importancia-da-doacao-de-sangue/ Acesso em:


junho/2019 Adaptado.

TEXTO III

Disponível em:https://www.acessa.com/direitoshumanos/arquivo/noticias/2007/10/29-
doacao/Acesso em: junho/2019

UECE

1) Visto que o plástico compõe muitos objetos presentes no cotidiano das pessoas,
sendo um fator bastante preocupante, já que é um elemento de difícil decomposição
na natureza, escreva um artigo de opinião com a temática “O COMBATE À
POLUIÇÃO PLÁSTICA NO SÉCULO XXI” a fim de defender a redução do
consumo de plástico.

92
2) Com base na leitura dos textos motivadores, escreva uma narrativa que evidencie
um conflito, vivido pela personagem principal, gerado pelo excessivo uso de
plástico. Mostre, também, que ela, após esse problema, tornou-se uma pessoa
consciente quanto a essa utilização, passando a evitá-la.

TEXTO I

Poluição de plástico é desafio para o Dia Mundial do Meio Ambiente

A poluição causada pelo descarte de objetos de plástico é um dos grandes desafios da


atualidade. De acordo com a ONU, são necessários pelo menos 450 anos para que uma
garrafa de plástico se decomponha e desapareça do meio ambiente. Em todo o mundo, 1
milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto. Todos os anos são usadas até
500 bilhões de sacolas plásticas descartáveis.

Apenas na última década foi produzido mais plástico do que em todo o século passado.
Todos os anos, são utilizados 17 milhões de barris de petróleo para produzir garrafas
plásticas. No total, metade do plástico que utilizado é de uso único. Levando-se em conta
que a taxa média global de reciclagem desses produtos é de 25%, isso significa um volume
enorme de lixo plástico descartado nos oceanos.

Estima-se que pelo menos 8 milhões de toneladas de lixo plástico vão parar nos mares
anualmente, onde sufocam os recifes de corais e ameaçam a fauna marinha vulnerável.

Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2018-06/acabar-com-poluicao-do-


plastico-e-tema-do-dia-mundial-do-meio-ambiente . Acesso em junho/2019.

TEXTO II

Economia circular contribui para reduzir a poluição plástica

Segundo dados da ONU, todos os anos são lançados nos oceanos 8 milhões de toneladas de
plástico. Desse volume a quantidade de sacolas plásticas chega a 5 trilhões. A cada minuto
são consumidos no mundo 1 milhão de garrafas plásticas. Se nada for feito até 2050 os
oceanos terão mais plásticos que peixes.

Nesse contexto, as empresas e sua forma de agir cumprem um papel decisivo. As


transformações necessárias devem estar vinculadas a uma mudança de paradigma passando
de uma economia linear, modelo que predomina atualmente baseado em extrair, fabricar,
utilizar e eliminar para outro modelo com base em reduzir, reutilizar e reciclar, utilizando
menor quantidade de recursos de forma mais eficiente.

A solução para os problemas passa pela prevenção na geração de resíduos plásticos e o aumento de
sua reciclagem, além do estímulo a novos modelos de negócios, produção e consumo
circulares que cubram toda a cadeia de valor.

Em 2015, a União Europeia adotou um plano de ação para uma economia circular
colocando os plásticos como prioridade. Estabeleceu a política a ser implementada pelo
93
Bloco nos próximos anos tendo como meta ter todas as embalagens de plásticos
reutilizáveis ou recicláveis de modo rentável até 2030.

Em outubro de 2018, na Conferência dos Oceanos realizada em Bali, na Indonésia, o


documento final abordou a poluição plástica propondo que fossem adotadas ações visando
―implementar estratégias robustas e de longo prazo para reduzir o uso de plásticos e micro
plásticos. Nessa mesma Conferência foi lançado o Acordo Global da Nova Economia do
Plástico, com a participação das companhias, que juntas representam 20% de todas as
embalagens plásticas produzidas globalmente.
Disponível em: http://www.solam.com.br/blog/?p=6009 . Acesso em junho/2019.
Adaptado.

TEXTO III

Brasil não assina acordo mundial para lidar com resíduos plásticos

Um acordo para limitar o volume mundial de resíduos plásticos foi assinado por 187 países
– da Noruega à Nicarágua. O Brasil, assim como Estados Unidos e Argentinas, se
opuseram à iniciativa definida em reunião ocorrida em Genebra (Suíça). A decisão foi
adotada ao fim de uma conferência que durou duas semanas dos Estados-partes de três
convenções internacionais – Basileia, Estocolmo e Roterdã – sobre produtos perigosos e
permitiu introduzir emendas principalmente nas convenções de Basileia e Estocolmo, para
controlar melhor o tráfego internacional e o impacto ambiental do lixo plástico.

A iniciativa proposta pelas Organização das Nações Unidas (ONU) visa a reduzir, a partir
de 2020, a quantidade de resíduos plásticos difíceis de reciclar enviados para nações mais
pobres. Significa que os países que exportam plástico precisarão do consentimento dos
países importadores quando se trata de lixo plástico contaminado, misto ou não reciclável –
o que não acontecia até então.

Disponível em: https://www.revistaplaneta.com.br/brasil-nao-assina-acordo-mundial-para-lidar-com-residuos-


plasticos/ . Acesso em junho/2019. Adaptado.

TEXTO IV

94
Disponível em: http://sempreprofessora-neusa.blogspot.com/2011/08/interpretacao-de-texto-tirinha.html .
Acesso em junho/2019.

95
PROPOSTA 19
Temas: Desmatamento (Uece) e Prática de esportes (Enem)

UECE
Escreva um artigo de opinião sobre o desmatamento e seu impacto na vida dos povos
indígenas brasileiros. Defenda seu posicionamento em relação ao que os indígenas perdem
quando o desmatamento avança no nosso país e atinge as terras habitadas por esses povos.
TEXTO I:

Desenvolvimento para quem?

Mas é no limite com as grandes produções de soja, com a criação de gado e ao lado das
zonas de garimpos expandidas sobre o território da Amazônia que etnias como Yanomami,
HuniKuin e Suruí precisam reafirmar sua luta pela conquista da terra, principalmente em
estados como Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas.
Foi em nome dessa ―integração‖ e do ―desenvolvimento‖ que o atual governo de Jair
Bolsonaro tem elaborado e acenado com iniciativas para a região que afetam
principalmente os povos indígenas.
Desde o segundo turno das eleições até o decorrer do segundo mês da gestão, já foi
indicada a paralisação da demarcação de reservas indígenas; parte das competências da
Fundação Nacional do Índio (Funai) foram transferidas para o Ministério da Mulher, da
Família e dos Direitos Humanos por meio da Medida Provisória (MP) 870/2019, e toda
estrutura destinada ao reconhecimento de terras indígenas alocada para a pasta da
Agricultura, chefiada por Tereza Cristina, apelidada de ―musa do veneno‖ por estar
associada aos interesses do agronegócio.
As propostas mais recentes dão conta ainda da tentativa de enfraquecimento de
organizações não-governamentais, de um pacote de obras de infraestrutura na Amazônia até
a defesa de que indígenas possam produzir em larga escala, declaração dada na última
quarta-feira (13) pela ministra da Agricultura.
Mas, na prática, os líderes, chamados na série de ―guerreiros da floresta‖, contestam a visão
de desenvolvimento evocada pelo governo.
Ninawa, da etnia HuniKuin, e Almir Suruí, do povo Suruí, também biólogo, têm visões
diferentes sobre o que consideram a via ideal para o manejo da floresta, mas concordam
que as propostas do novo governo vão no sentido contrário ao da preservação, soberania
nacional e preocupação com a sobrevivência de todos.
―As ideias dele (Bolsonaro) são geradas a partir de interesses de alguns grupos, que não
entendem nada sobre a questão indígena‖, afirma Almir Suruí. ―Se o governo entendesse a
importância dos indígenas, das nossas comunidades para a humanidade, jamais nos trataria
dessa forma. O problema é que nós não temos um poder econômico para poder bancar a
campanha deles‖, ironiza Ninawa.
De acordo com Instituto Socioambiental (ISA), em geral, as terras indígenas continuam
sendo a ―principal barreira contra a destruição da floresta‖, cuja preservação é fundamental,
por exemplo, para reduzir os impactos das mudanças climáticas. Muito por conta disso,
para o líder do povo HuniKuin, qualquer projeto que promova uma compreensão do meio

96
ambiente somente do ponto de vista econômico não corresponde às aspirações dos povos
originários pela preservação.
―Nossa relação é com o sagrado, o espiritual, uma relação de proteger um ao outro. Em
nenhum momento nós, os HuniKuin, estamos separados da floresta. Nós somos a floresta,
temos essa convicção‖, explica à RBA.
Já para Almir Suruí, que vem tentando um diálogo com o governo tanto para explicar as
ações indígenas como para entender os objetivos de Bolsonaro, a aproximação da sociedade
em geral com o ponto de vista indígena sobre a natureza precisa estar conjugada também do
ponto de vista econômico, por exemplo, permitindo linhas de concessão de créditos para
agricultura.
―Não somos apenas vítimas da política e do desenvolvimento, nós temos propostas para o
Brasil se desenvolver‖, afirma. ―Nós (indígenas) temos produção, nós produzimos,
contribuímos com o país da maneira que a gente pode, mas dentro de um equilíbrio da
consciência ambiental, econômica, cultural‖, explica. ―Não é quantidade que vai definir que
nós somos agricultores. ‖

Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2019/02/barreira-contra-devastacao-na-
amazonia-indigenas-relatam-resistencia-em-serie/ - Acesso em 10/08/19.

TEXTO II

Destruição
(Francinaldo Gûyraguasu – Potiguara da aldeia Akajutibiró PB)
Quando olhei as nossas matas
Numa triste destruição
Os animais estão morrendo
Graças o homem sem coração
Que beleza era essas matas
Dá vontade de chorar
Ouvindo o canto dos passarinhos
Fugindo Souto em seu caminho
Até mesmo os nossos rios
Estão sendo destruídos
Cortando as árvores de suas margens
Mudando o curso já poluído
Hoje vejo muitas árvores
Cortadas e até queimadas
Eu fico triste neste instante
Por que tamanha destruição
Quando o verde dessas matas
Tocar no teu coração
Vendo tudo que fizeste
Com o teu povo e o teu irmão
A natureza é nossa mãe
Jamais perdoa um filho seu
Que tenta ela destruir
Com arrogância e ambição

97
Fonte: https://demonstre.com/9-poemas-dia-do-indio/ - Acesso em 10/08/19.

ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua
portuguesa sobre o tema A relação da prática de esportes com o bom desenvolvimento
da educação básica brasileira, apresentando proposta de intervenção, que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e
fatos para a defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I:
Seis em dez escolas públicas do Brasil não têm quadras para atividade física
No Rio de Janeiro, menos da metade dos colégios atende a requisitos básicos
BRASÍLIA E SÃO PAULO - Palco atual do torneio mais grandioso do mundo, o Brasil
está longe de uma performance olímpica quando o assunto é a prática de esportes nas
escolas. Seis em cada dez unidades públicas de educação básica do país não contam com
quadras esportivas, segundo dados inéditos do Censo Escolar 2015. O problema atinge, em
termos percentuais, 65,5% dos colégios. A proporção é levemente menor que a verificada
em 2013, de 68,1%, mas ainda é considerada um sério entrave no aprendizado associado à
educação física, componente curricular obrigatório do ensino básico.

Para Priscila Cruz, do movimento Todos pela Educação, há uma tendência equivocada de
se desprezar a educação física enquanto são favorecidas as áreas tradicionais de ensino,
como linguagens, matemática e ciências. Por esse motivo, segundo ela, os investimentos
são escassos na infraestrutura exigida para o desenvolvimento da disciplina, por vezes
encarada como mera recreação.

— Precisa ficar claro que a atividade esportiva é fundamental para o desenvolvimento


integral e bem-estar do aluno, inclusive com evidências muito fortes que as habilidades não
cognitivas, como persistência, comunicação e trabalho em equipe têm grande impacto no
aprendizado de português e matemática — diz Priscila.

Na avaliação da ex-jogadora de vôlei Ana Moser, que preside o Instituto Esporte Educação
e o Atletas pelo Brasil, entidades ligadas ao tema, o viés inclusivo da educação física é algo
que precisa ser resgatado nas escolas. A falta de espaços e equipamentos adequados
restringe a atividade a uma minoria de alunos que já se identifica com a vida de atleta,
segundo ela.

98
Pelos dados do Censo Escolar 2015, Maranhão e Acre têm a pior situação, com mais de
90% das escolas da educação básica sem quadra. Mato Grosso do Sul e Distrito Federal
apresentam os melhores índices, e ainda assim têm cerca de 30% dos colégios sem o
espaço. No Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos, esse índice é de 48,5%. E São Paulo,
que abriga a maior rede pública de ensino do país, têm 37,4% de unidades carentes de
quadras.

Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/seis-em-dez-escolas-publicas-do-
brasil-nao-tem-quadras-para-atividade-fisica-19871349 - Acesso em 11/08/2019

TEXTO II:
A Importância do Esporte como Ferramenta de Educação
[...]
O campo pedagógico do esporte é amplo para a exploração de novos sentidos e
significados, que permitem a busca por ações pelos educandos envolvidos nas diferentes
situações cotidianas. Trata-se de uma prática que exige a união de outros alunos em busca
da vitória, orientando para uma melhor convivência com as demais pessoas, dentro e fora
do esporte, conscientizando sobre a importância do trabalho grupal e do respeito pelo outro.

99
Com isso há o aumento do ciclo de amizade, no qual a criança e o adolescente, desde cedo,
aprendem a lidar com a derrota.
Neste contexto, a Educação Física possui um significado muito mais amplo, do que a
simples atividade corporal, visto que o esporte atua em várias frentes, como comunicação,
expressão e emoção.
Não há como falar de qualidade de vida, sem falar de esporte. Segundo a mestre em Ciência
do Movimento Humano, Marta de Salles Canfield, a prática do esporte dentro da
pedagogia, encontra-se dentro de quatro princípios:
1. Princípio Cinestésico: Importância do movimento, se libertando do sedentarismo.
2. Princípio Lúdico: Trabalha com o corpo e também com questões, relacionamento
social, desenvolvimento da personalidade, e melhora no sistema fisiológico. O principal
objetivo do lúdico é oferecer prazer e diversão aos participantes.
3. Princípio Agonístico: Esse é princípio em que a criança saberá lidar melhor com sua
realidade através da prática do esporte.
4. Princípio Ético: Esse é um princípio na qual os professores de educação física possui o
desafio diário na formação ética, mora, onde se idealiza a construção da personalidade.

Fonte: https://revistanovafamilia.com.br/importancia-da-educacao-esportiva/ - Acesso em


10/08/2019

100
PROPOSTA 20
Temas: Acessibilidade para deficientes visuais (Enem) e Intolerância (Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua
portuguesa sobre o tema “ACESSIBILIDADE PARA CEGOS: DIFICULDADES
PARA UMA INCLUSÃO EFICAZ”, apresentando proposta de intervenção, que respeite
os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

As cidades, as escolas, os cinemas, os prédios públicos, enfim, a sociedade brasileira está


apta a servir e incluir os deficientes visuais no seu dia-a-dia? No geral, a resposta é não. Às
vezes, até a própria família não se mostra preparada para viver com um deficiente visual.
[...]

Por que uma deficiência faz de alguém um cidadão diferente ou com menos direitos? Essa
pergunta parece absurda, mas a ausência de projetos de acessibilidade para os deficientes
mostra que ela, muitas vezes, é verdadeira.

A educadora Elizabet Dias de Sá conhece bem essa história. De uma família com oito
irmãos, cinco deles, incluindo ela, cegos em razão de uma doença supostamente hereditária,
ela enfrentou dificuldades desde a infância. ―Nasci com baixa visão, usava óculos com
lentes grossas e lupas. Tinha dificuldade para ler, escrever e enxergar à distância.
Caminhava pisando em ovos, tropeçava com freqüência, caía e não conseguia distinguir
pessoas e objetos a não ser bem de perto. Percebia cores fortes, mas não conseguia ver
letras miúdas, lia com os olhos colados no papel e sentava grudada na televisão‖, diz.

Coordenadora do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual de Belo


Horizonte, ela acredita que é preciso ―promover mudanças estruturais para provocar
mudanças de mentalidades e vice-versa‖. E completa, ―precisamos criar ambientes
favoráveis e acolhedores que operem positivamente na formação de mentalidades, de
valores e de princípios que incorporem as diferenças como condição natural do ser humano
e não como deformação ou negatividade.‖

Fonte: http://www.acessibilidadebrasil.org.br/joomla/noticias/382-inclusao-dos-deficientes-visuais-ainda-e-
desafio (Adaptado). Acesso em agosto/2019.

Texto II

Pedestres que não enxergam ou possuem algum grau de perda visual relatam dificuldades
em trafegar em avenidas e ruas do Recife. Mesmo com o uso da bengala, alguns acabam se
machucando e contam que, diante da falta de acessibilidade, precisam da ajuda de outras
pessoas para se locomoverem.
101
O músico Joabson do Nascimento, 23, tem glaucoma congênita em ambos os olhos desde a
infância. Ele contou que os buracos nas ruas e calçadas são os seus principais obstáculos ao
trafegar nas ruas do Recife. ―Falta acessibilidade para pessoas com necessidades especiais.
Como já nasci sem enxergar e sou bastante autônomo, tenho noção dos locais onde tenho
que desviar, mas muitos precisam da ajuda de outras pessoas para andar e atravessar as
ruas.‖

Fonte:
http://www.folhape.com.br/noticias/noticias/inclusao/2019/03/14/NWS,98782,70,1149,NOTICIAS,2190-
PESSOAS-COM-DEFICIENCIA-VISUAL-RELATAM-SEUS-MAIORES-OBSTACULOS.aspx
(Adaptado). Acesso em agosto/2019.

Texto III

Fonte: https://images.app.goo.gl/UAgnEaF82MjDYrBd9. Acesso em agosto/2019.

UECE

Nas sociedades atuais, é possível perceber a falta de empatia e, muitas vezes, de


respeito com as diferenças culturais, religiosas, étnicas etc. Cada vez mais, há a
propagação de discursos de ódio sobre os mais diversos temas. Diante disso, escreva
um ARTIGO DE OPINIÃO que aborde sobre os malefícios que a intolerância, de um
modo geral, pode levar à sociedade.

Texto I

A INTOLERÂNCIA NO BRASIL E NO MUNDO

É evidente para nós, brasileiros, que nosso país sempre foi preconceituoso. A
sociedade atual não tem tolerância com as causas diferentes do comum… Tudo o que é
novo, ou novo para alguns, é tratado com desprezo e intolerância. Apesar de tentar
combater a prática, pululam todas as formas de “bullying” nas escolas e nos ambientes de
trabalho.
[...]
O preconceito não se restringe somente aos homossexuais ou aos usuários de drogas.
Os nordestinos também são atacados. Em muitas circunstâncias, nem mesmo a liberdade de
expressão é respeitada.
Há intolerância no mundo todo, no entanto, o Brasil, embora seja um país plural, com
diversas crenças, raças e etnias, destaca-se nesse contexto, pois mantém um tratamento
degradante a tantos grupos. O quesito preconceito racial, que está vinculado à submissão do
negro ao branco desde a época do Brasil Colônia, permanece até os dias atuais.
Assim, todo tipo de preconceito e intolerância deve ser combatido por meio da

102
educação voltada para a introjeção de valores. Só assim construiremos uma sociedade
consciente, igualitária e democrática.
Fonte: https://educacao.estadao.com.br/blogs/blog-dos-colegios-santa-amalia/a-intolerancia-no-brasil-e-no-
mundo/ (Adaptado). Acesso em agosto/2019

Texto II

Vivemos tempos de intolerância no Brasil e no mundo. A intolerância, seja qual for,


se caracteriza pela falta de informação e vontade em se conhecer e respeitar as diferenças
em crenças, opções sexuais e opiniões. A sociedade parece estar se esquecendo do quanto é
importante, para a convivência social, aceitar, suportar, ser indulgente e clemente com os
outros.
Para se ter uma ideia, dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República, por exemplo, mostram que a cada três dias há uma denúncia de intolerância
religiosa. [...] Os índices de homofobia não ficam atrás. Relatório do Grupo Gay da Bahia
(GGB), em 2017, indica que 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram
assassinados. Uma vítima a cada 19 horas.
Homens, jovens, negros e de baixa escolaridade são as maiores vítimas de mortes
violentas no país. [...]As mulheres são as vítimas cotidianas da intolerância. Doze delas
foram assassinadas diariamente em média no Brasil no ano passado [2018].
[...]
A intolerância encontrou um terreno sólido nas redes sociais. Pesquisa feita pelo
Comitê Gestor da Internet do Brasil, em 2016, revelou que, de três jovens e crianças com
acesso à internet, pelo menos um já havia tido conhecimento de alguém que sofrera
discriminação.
Os crimes de ódio, de intolerância, ficam cada vez mais expostos e ampliam as
vítimas de racismo, homofobia, xenofobia, etnocentrismo, preconceito religioso e contra
portadores de deficiência, para citarmos alguns. Não apenas atentam contra a Declaração
Universal dos Direitos Humanos e contra a Constituição Federal, mas também contra a
essência do estado democrático de direito, em que as opiniões divergentes são dignas de
igual respeito. Vivemos em um momento histórico, no qual a intolerância e o discurso do
ódio conquistam cada vez mais adeptos.
Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/explosao-de-intolerancia-22729679 (Adaptado). Acesso em
agosto/2019.

Texto III

Fonte: https://www.portalodia.com/blogs/jotaa/charge-opinioes-contrarias-geram-violencia-entre-brasileiros-
234411.html . Acesso em agosto/2019

103
PROPOSTA 21
Tema: Discurso de ódio na internet (Enem e Uece)
ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “O DISCURSO DE ÓDIO NA INTERNET E
SUAS CONSEQUÊNCIAS”, apresentando proposta de intervenção que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

UECE
A internet deu uma nova dimensão ao espaço, proporcionando o encurtamento das
distâncias, e criando novas formas de agir sobre ele, sendo o ciberespaço um lugar de
interação à distância entre as pessoas. Atualmente, os usuários têm acesso a diversas
plataformas de comunicação, por exemplo: comunidades compostas por indivíduos que
compartilham interesses em comum, aplicativos específicos para troca de mensagens,
além de outras mídias digitais. No entanto, esses serviços são usados como canais para
propagação de um tipo específico de violência. Tendo em vista essa discussão, escreva
um ARTIGO DE OPNIÃO analisando a popularização do discurso de ódio nas redes
sociais, destacando os fatores motivadores dessa prática nociva que se faz presente no
espaço virtual.

TEXTO I

"Há um aumento sistemático de discurso de ódio na rede", diz diretor do SaferNet


A SaferNet, organização que monitora crimes e violações dos direitos humanos na
internet, atualizou nesta terça-feira (7) os dados relativos a denúncias na rede. No geral, o
número de novas páginas com conteúdos como pedofilia, intolerância religiosa,
homofobia, racismo e xenofobia caiu 9% na comparação entre 2015 e 2016. Esse índice,
entretanto, não representa uma mudança positiva no comportamento de usuários
brasileiros. Redes sociais e comentários nos portais são como caixas de ressonância de
ódio. Basta ler notícias que tratam sobre problemas de minorias, grupos de ativistas ou
notícias sobre refugiados para encontrar um conteúdo totalmente inadequado – quando
não criminoso.
Tiago Tavares, diretor-presidente da ONG, cita que há um aumento sistemático de
discursos de ódio e disseminação na rede e que a explicação mais plausível para a queda
do número quantitativo é o alto índice de subnotificação. "As pessoas vêm e não
denunciam, não há mais revolta", diz. "Essa queda no índice quantitativo não é
representada em uma análise qualitativa mais aprofundada", explica. A hipótese mais
forte da organização é que uma parcela desses conteúdos passou a ser assimilada e
compartilhada. Assim, existe o risco de a homofobia, por exemplo, ter sido banalizada por
parte de usuários que antes a denunciava ou até endossada por outros usuários.
De todos os tipos de denúncia, que incluem pornografia infantil e tráfico de pessoas, o
Facebook lidera como o principal meio usado por internautas para a propagação de ideias
contrárias à diversidade. Quase 46% do total de denúncias ocorreu dentro da plataforma,
o que era de esperar diante da imensa comunidade brasileira na rede social. O ranking
segue com Twitter, YouTube, XVideos (um site pornográfico), Google, o portal de notícias

104
G1 (a área de comentários de leitores), o site de fotos Imgsrc.ru, Dropbox e Instagram. Os
três sites que mais removem conteúdos são Facebook, Twitter e YouTube.
A partir desta quinta-feira (9), o Ministério Público Federal, que já é parceiro da
organização, terá acesso à base de dados da Central Nacional de Denúncias em tempo
real, o que poderá facilitar o combate aos crimes cibernéticos no país. "Nossa capacidade
será multiplicada com esse acordo", diz Tavares.

Fonte: https://epoca.globo.com/tecnologia/experiencias-digitais/noticia/2017/02/ha-um-
aumento-sistematico-de-discurso-de-odio-na-rede-diz-diretor-do-safernet.html (adaptado).
Acesso em 24 de agosto de 2019.

TEXTO ll

Fonte: http://universo.ufes.br/blog/2019/05/crescem-os-discursos-de-odio-na-internet/
Acesso em 25 de agosto de 2019.

TEXTO lll

Fonte: https://redes.moderna.com.br/wp-
content/uploads/2018/03/POSTSILMARA.png?x27343

105
PROPOSTA 22
Tema: Preconceito linguístico

ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em
modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “CAUSAS E
CONSEQUÊNCIAS DO PRECONCEITO LINGUÍSTICO NO BRASIL”,
apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para defesa de seu ponto de vista.

UECE

Produza um artigo de opinião a fim de evidenciar os malefícios provocados pelo


preconceito linguístico no Brasil.

TEXTO I

Parece haver cada vez mais, nos dias de hoje, uma forte tendência a lutar contra
as mais variadas formas de preconceito, a mostrar que eles não têm nenhum
fundamento racional, nenhuma justificativa, e que são apenas o resultado da
ignorância, da intolerância ou da manipulação ideológica.
Infelizmente, porém, essa tendência não tem atingido um tipo de preconceito
muito comum na sociedade brasileira: o preconceito linguístico. Muito pelo
contrário, o que vemos é esse preconceito ser alimentado diariamente em
programas de televisão e de rádio, em colunas de jornal e revista, em livros e
manuais que pretendem ensinar o que é “certo” e o que é errado”, sem falar, é
claro, nos instrumentos tradicionais de ensino da língua: a gramática normativa e
os livros didáticos.
O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada
entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa
confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um
vestido, um mapa-múndi não é o mundo... também a gramática não é a língua. A
língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é
a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dele, a chamada norma
culta.
(BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico – O que é, como se faz. São Paulo:
Edições Loyola, 1999).

106
TEXTO ll

Disponível em: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/preconceito-social-linguistico-


no-ensino-lingua-materna.htm Acesso em: 31/08/2019

TEXTO lll

Disponível em: http://preconceitos-linguisticos.blogspot.com/2012/04/chico-bento.html


Acesso em: 31/08/2019

107
PROPOSTA 23
Tema: Educação pública no Brasil (Enem e Uece)

ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “DESAFIOS PARA A GARANTIA DO
DIREITO À EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE NO BRASIL”, apresentando
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

UECE
Prezado(a) candidado(a),
A educação é, sem dúvida, o maior tesouro que uma pessoa pode adquirir na vida. No
nosso país, ela sempre foi um direito garantido por lei e, ao mesmo tempo, uma luta de
muitas décadas para se consolidar como tal. Além disso, a educação também é assegurada
como direito em relação à gratuidade, acesso e qualidade. Contudo, muitas realidades têm
mostrado o contrário e muitas ações estão pondo em risco esse direito. Décadas de lutas e
conquistas têm sido desconsideradas diante de tantos projetos que não priorizam a educação
como um direito público e de qualidade. Diante dessa realidade, redija um texto na seguinte
proposta:

1. Escreva um artigo de opinião que trate dos desafios da educação pública de


qualidade para continuar como direito de todos os cidadãos brasileiros. Mobilize
seus conhecimentos e argumente em defesa da sua opinião em relação ao tema
proposto.

TEXTO I

QUANTO CUSTA A EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE NO BRASIL

O Brasil demorou centenas de anos para formular uma legislação que não somente
permitisse como também tornasse obrigatória a Educação Básica a todas/os residentes em
território nacional – o que inclui imigrantes. A Constituição Federal de 1988 foi emendada,
em 2009, tornando o ensino obrigatório dos 4 aos 17 anos.
Até hoje, a universalização da Educação Básica ainda é um desafio. Além das 2,5 milhões
de crianças e adolescentes fora da escola (Pnad/IBGE), ainda há taxas preocupantes
de distorção idade-série – também muito ligadas a casos de exclusão escolar no histórico
das crianças e adolescentes nesse grupo -, e de adultos que não puderam cursar as etapas da
educação na ―idade certa‖ e, muitas vezes, não têm acesso a vagas na Educação de Jovens
e Adultos. Três em cada dez habitantes – 38 milhões de pessoas – entre 15 e 64 anos ainda
são analfabetas/os funcionais no Brasil, de acordo com dados do Inaf 2018.

Não bastasse isso, a EC 95 tem pressionado para que outras políticas permanentes e fora do
Teto de Gastos se adequem aos cortes. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 previa

108
um aumento de R$ 1,5 bilhões ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Apesar de aquém do
necessário, seria um avanço em meio à aridez dos retrocessos. Essa rubrica, no entanto, foi
a única vetada por Temer em todo o orçamento. (...)

O Fundeb vigente vence em 2019. A partir de 2020, deverá vigorar um Fundo permanente
para a educação básica, proposto nas Emendas à Constituição (PEC) 15/2015, da Câmara
dos Deputados, e 24/2017, do Senado Federal, ambas as propostas tramitam hoje com a
inclusão do CAQi/CAQ em seus textos. Nossa principal luta, agora, é que a
complementação da União ao Fundo possa ser aprovada em um patamar mínimo de 50%,
necessário para a implementação do CAQi/CAQ.
Cada passo dado em políticas educacionais pode representar um imenso avanço ou
um retrocesso profundo. Nossos governantes precisam entender que com o orçamento
dedicado às áreas sociais – especialmente à educação, primeiro direito social listado pela
Constituição Federal – não se brinca. É inaceitável que ele seja deixado à mercê de
interesses escusos. Cada corte impacta milhões de pessoas, que dependem do bom
funcionamento dos serviços públicos para sua formação cidadã, para sua formação para o
trabalho, para suas vidas.
Nessa eleição, precisamos votar em candidatas/os que compreendam a importância basilar
do financiamento e do Plano Nacional de Educação para que possamos avançar para a
educação de qualidade para todas e todos. Sem educação, não se sustenta uma nação. E o
financiamento da educação é o principal indicador para sabermos se as candidaturas de fato
levam essa sentença como máxima, ou não.

Andressa Pellanda é coordenadora de políticas educacionais da Campanha Nacional pelo


Direito à Educação.

Fonte: https://www.cartacapital.com.br/educacaoeducacao-nas-eleicoes-2018/quanto-custa-
a-educacao-publica-de-qualidade-no-brasil/. Acesso em: 08/09/19.

TEXTO II

O DIREITO EDUCACIONAL E O DIREITO À EDUCAÇÃO

(...) A Educação como Direito Social na Constituição Federal reza no seu Art. 6º, que são
direitos sociais: a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a
proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados. No Art. 205: A
educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada
com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
A Educação é direito público subjetivo, e isso quer dizer que o acesso ao ensino
fundamental é obrigatório e gratuito; o não oferecimento do ensino obrigatório pelo Poder
Público (federal, estadual, municipal), ou sua oferta irregular, importa responsabilidade da
autoridade competente. Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino
fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à
escola. (...)

Por Amélia Hamze, profª FEB/CETEC

109
Fonte: https://educador.brasilescola.uol.com.br/politica-educacional/o-direito-educacional-
direito-educacao.htm . Acesso em: 08/09/19.

TEXTO III

DIREITO À EDUCAÇÃO

Educação é um direito
Pro estado garantir
Dando cidadania
Para o povo se instruir
E dando novos rumos
Pra nossa vida fluir

O Estado terá sempre


Dever com a educação
Criando meios e recursos
E exercendo a função
De bem estar para todos
Sempre numa boa ação

Os recursos da educação
No orçamento são legais
Pois cada governo
Reserva percentuais
Dezoito para a União
E vinte e cinco municipais

Existe Plano de governo


Da educação nacional
Que vai fixando metas
Na idéia plurianual
Combatendo o analfabetismo
E com qualidade formal
(...)

Fonte: http://caosnaeducacao.blogspot.com/2010/12/cordel-direito-educacao.html . Acesso em:


08/09/19.

TEXTO IV

110
Fonte:
https://www.google.com/url?sa=i&source=images&cd=&ved=2ahUKEwipvLf5x8LkAhVcDrkGHSKE
DHoQjB16BAgBEAM&url=http%3A%2F%2Fblogs.correiobraziliense.com.br%2Faricunha%2Feducac
ao-o-maior-desafio%2F&psig=AOvVaw24cHszybNOuj7kiDf5Yjjn&ust=1568077879044810. Acesso
em: 08/09/19.

111
PROPOSTA 24
Temas: Suicídio de jovens (Enem) e Saneamento Básico (Uece)

ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema ―SUICÍDIO DE JOVENS: UMA ATUAL
REALIDADE PREOCUPANTE”, apresentando proposta de intervenção que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e
fatos para defesa de seu ponto de vista.

Texto I
Suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, diz OMS
O suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo, atrás apenas
de acidentes de trânsito. A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida, sendo que 79% dos
casos se concentram em países de baixa e médias renda. Esses e outros dados fazem parte
de um novo relatório da OMS, divulgado nesta segunda-feira, 9, véspera do Dia Mundial de
Prevenção ao Suicídio (10 de setembro).
[...]
Professor de fisiologia do comportamento da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(PUC-SP), Ricardo Monezi diz que o suicídio entre jovens é um problema de saúde pública
em todo mundo e que não é causado apenas por um motivo.
Além das mudanças e dos conflitos que costumam ocorrer nessa fase da vida, os jovens
enfrentam cobranças e vivem o isolamento causado pelo uso excessivo de tecnologias.
Segundo Monezi, a situação faz com que pessoas dessa faixa etária convivam com ―as duas
maiores doenças incapacitantes do mundo: a doença do passado, que é a depressão, e a
doença do futuro, que é a ansiedade.‖
As situações que faziam com que os jovens se sentissem deslocados da sociedade, como o
―bullying‖, também passaram a tomar proporções maiores. ―O bullying era presencial. Hoje
em dia, ‗tem‘ o cyberbullying, que tem capilarização muito rápida. Tem uma sociedade
virtual que posta, julga e condena.‖
Fonte: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,mundo-tem-um-suicidio-a-cada-40-segundos-diz-
organizacao-mundial-da-saude,70003002803 . Acesso em setembro/ 2019. Adaptado.

TEXTO II
TAXA DE SUICÍDIO ENTRE JOVENS NO BRASIL

112
Fonte: https://novaescola.org.br/conteudo/12462/suicidio-o-que-a-escola-pode-fazer . Acesso em
setembro/ 2019.

Texto 03

Fonte: http://www.ufla.br/dcom/tag/suicidio/ . Acesso em setembro de 2019.

113
Texto IV
O suicídio na juventude intriga médicos, pais e professores também pelo paradoxo que
representa: o sofrimento num período da vida associado a descobertas, alegrias e amizades,
não a tristezas e morte
Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o problema é normalmente associado a
fatores como depressão, abuso de drogas e álcool, além das chamadas questões
interpessoais - violência sexual, abusos, violência doméstica e ―bullying‖.
Dayse Miranda, coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção da
UERJ, destaca, entre os jovens que cometem suicídio, o grupo que tem de 15 a 24 anos. "É
um período que inclui adolescência, problemas amorosos, entrada na faculdade, pressão
social pelo sucesso... Depois dos 25 anos, já é um jovem adulto, as preocupações mudam,
já são mais relacionadas a emprego", avalia.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-39672513 . Acesso em setembro/2019. Adaptado.

UECE
Um dos problemas mais constantes em nosso país é a dificuldade na oferta de um serviço
de saneamento básico eficaz, principalmente quando se trata das regiões mais pobres.
Apesar de ser garantido por lei, é possível ver com frequência problemas relativos a esse
tema. Dessa forma, a partir da leitura dos textos motivadores e com base nos seus
conhecimentos sobre o tema “SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL”, produza:

a) um ARTIGO DE OPINIÃO que aborde como esse impasse é nocivo aos cidadãos e
como pode ocasionar problemas mais complexos à sociedade.

b) uma NARRATIVA que retrate algum episódio envolvendo dificuldades relativas ao


processo de saneamento básico e a superação após uma situação conflituosa.

TEXTO I

O QUE É SANEAMENTO BÁSICO?

Saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições do meio


ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade
de vida da população e à produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. No
Brasil, o saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei
nº. 11.445/2007 como o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de
abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos
de resíduos sólidos e de águas pluviais.

Embora atualmente se use no Brasil o conceito de Saneamento Ambiental como sendo os 4


serviços citados acima, o mais comum é o saneamento seja visto como sendo os serviços de
acesso à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos.

114
Fonte: http://www.tratabrasil.org.br/saneamento/o-que-e-saneamento Acesso em
setembro/2019.

TEXTO II

Fonte: https://aosfatos.org/noticias/o-saneamento-basico-no-brasil-em-6-graficos/ Acesso


em setembro/2019.

TEXTO III

Fonte: https://www.pinterest.com/pin/470063279842121676/ Acesso em setembro/2019.

TEXTO IV

115
[...]

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o principal objetivo do saneamento é a


promoção da saúde do homem, visto que muitas doenças podem proliferar devido a
ausências desse serviço.

Má qualidade da água, destino inadequado do lixo, má deposição de dejetos e ambientes


poluídos são decorrências da falta de saneamento e fatores cruciais para proliferação de
doenças.

As doenças com maiores incidências devido a exposição a esses ambientes são:


Leptospirose, Disenteria Bacteriana, Esquistossomose, Febre Tifóide, Cólera, Parasitóides,
além do agravamento das epidemias tais como a Dengue.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, além dos altos riscos envolvidos, este cenário
representa elevados gastos em saúde pública: em 2011, os gastos com internações por
diarreia no Brasil chegou a R$140 milhões. A diarreia, segundo a Unicef, é a segunda
maior causa de mortes em crianças abaixo de cinco anos de idade.

[...]

Fonte: https://www.eosconsultores.com.br/5-consequencias-da-falta-de-saneamento-basico/
(Adaptado) Acesso em setembro/2019.

116
PROPOSTA 25
Tema: Amazônia (Enem e Uece)

ENEM
PROPOSTA ENEM: A partir da leitura dos textos motivadores abaixo e com base nos
conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-
argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema
“PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA: POR QUE É UMA QUESTÃO DE
IMPORTÂNCIA INTERNACIONAL?”, apresentando proposta de intervenção que
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa,
argumentos e fatos em defesa do seu ponto de vista.

UECE
A floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo, ela leva umidade para toda a
América do Sul e contribui para estabilizar o clima global e tem maior biodiversidade do
planeta. Sua importância para o Brasil e para o mundo é incontestável. Levando em
consideração os últimos acontecimentos na Amazônia e sua importância para o planeta e
também seus conhecimentos sobre o tema “A IMPORTÂNCIA DA AMAZÔNIA PARA
O BRASIL E PARA O MUNDO”, leia os textos motivadores abaixo e produza:

a) um ARTIGO DE OPINIÃO que aborde como a floresta Amazônica é fundamental para


a saúde do planeta e como combater e evitar futuros desastres que comprometam a
biodiversidade da floresta.

b) uma NARRATIVA que retrate algum episódio envolvendo algum desastre ambiental na
Amazônia e as consequências disso para o mundo. O seu texto poderá ser desenvolvido em
forma de Crônica, de Conto ou de Fábula.

TEXTO I

Por que a Amazônia é importante?


O que liga a floresta Amazônica, o aquecimento mundial e você?

Há muito tempo a floresta Amazônica é reconhecida como um repositório de serviços


ecológicos, não só para os povos indígenas e as comunidades locais, mas também para o
restante do mundo. Além disso, de todas as florestas tropicais do mundo, a Amazônia é a
única que ainda está conservada, em termos de tamanho e diversidade.

No entanto, à medida que as florestas são queimadas ou retiradas e o processo de


aquecimento global é intensificado, o desmatamento da Amazônia gradualmente desmonta
os frágeis processos ecológicos que levaram anos para serem construídos e refinados.

Ironicamente, enquanto as florestas tropicais úmidas diminuem continuamente, o trabalho

117
científico realizado nas últimas duas décadas jogou um pouco de luz sobre os vínculos
essenciais que existem entre a saúde das florestas tropicais e o resto do mundo.

Filtragem e reprocessamento da produção mundial de gás carbônico

As árvores desempenham um papel-chave na redução dos níveis de poluição. [...]

Entra o gás carbônico, sai o oxigênio

Em condições naturais, as plantas retiram o CO2 da atmosfera e o absorvem para fazer a


fotossíntese, um processo de produção de energia. Com a fotossíntese, as plantas obtêm:


Oxigênio, que é liberado novamente no ar, e
● Carbono, que é armazenado para permitir o crescimento das plantas.
Assim, sem as florestas tropicais úmidas e todas as suas plantas fazendo fotossíntese
durante o todo o dia, o efeito estufa provavelmente seria mais pronunciado, e as mudanças
climáticas podem vir a ser ainda mais graves.

[...]

A floresta amazônica pode curar você


Há uma ligação entre os remédios guardados nos armários de sua casa e a vida silvestre da
Amazônia: plantas e animais servem como base para a fabricação de medicamentos.
[...]
O potencial inexplorado das plantas amazônicas

Os cientistas acreditam que menos de 0,5% das espécies da flora foram detalhadamente
estudadas quanto ao seu potencial medicinal. Ao mesmo tempo em que o bioma Amazônia
está encolhendo lentamente em tamanho, a riqueza da vida silvestre de suas florestas
também se reduz, bem como uso potencial das plantas e animais que ainda não foram
descobertos.
Fonte:
https://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/areas_prioritarias/amazonia1/bioma_amazonia/
porque_amazonia_e_importante/ Acesso em 23/09/19.

TEXTO II
Focos de queimadas na Amazônia são mais de 15 mil em setembro, segundo o Inpe

Até o dia 19 de setembro foram registrados 15.387 focos de queimadas no bioma


Amazônia, de acordo com o sistema de monitoramento de focos ativos do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O dado mais recente do Programa Queimadas é o
da quarta-feira (19). O sistema tem atualização diária.
O número representa uma queda de 22% em relação ao mesmo período de setembro do ano
anterior. Foram registrados 19.864 focos nos primeiros 19 dias de setembro do ano
passado. Entretanto, nos dados acumulados do ano, há alta.
118
Especialistas alertam que a análise de dados em períodos curtos pode ser afetada pela
presença de nuvens de chuva, já que o tempo encoberto poderia "camuflar" algum foco de
queimada. Na análise mais extensa, o satélite passaria mais vezes pelo mesmo ponto com
condições meteorológicas diferentes, o que minimizaria a interferência. As fumaças de
queimadas não interferem na leitura dos dados.
Entre 19 agosto e 19 de setembro de 2019 foram registrados 24.794 focos no bioma
Amazônia, ante 26.378 focos no mesmo período em 2018 – queda de 6%.
De 1º de janeiro até o dia 19 de setembro de 2019, o bioma Amazônia acumula 62.212
focos de queimadas. No mesmo período do ano anterior, foram 42.029 focos, aumento de
48%
Mesmo com chuva, Amazônia tem mais queimadas
A Amazônia teve mais chuvas, mais queimadas e mais alertas de desmatamento entre
janeiro e agosto em 2019 do que o registrado no bioma nos mesmos períodos desde 2016.
De janeiro a agosto, choveu 11% a mais e houve 34% mais focos de queimadas do que a
média de 2016 a 2019.
Os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Inpe foram compilados pelo
G1. O período de análise não pôde ser anterior a 2016 porque o sistema de monitoramento
de desmate mudou e não permite comparações mais antigas.
Em 23 de agosto, durante pronunciamento em rede nacional, Bolsonaro afirmou que a alta
de queimadas estava relacionada à falta de chuvas.
"Estamos numa estação tradicionalmente quente, seca e de ventos fortes em que todos os
anos, infelizmente, ocorrem queimadas na região amazônica. Nos anos mais chuvosos, as
queimadas são menos intensas. Em anos mais quentes, como neste, 2019, elas ocorrem com
maior frequência", afirmou o presidente da República.

Texto adaptado. Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/09/02/balanco-das-


queimadas-na-amazonia-em-setembro-segundo-o-inpe.ghtml. Disponível em 22 de set.
2019.

TEXTO lll

119
Fonte: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/09/02/balanco-das-queimadas-na-
amazonia-em-setembro-segundo-o-inpe.ghtml. Disponível em 22 de set. 2019.

PROPOSTA 26
Temas: Transfobia (Enem e Uece)

ENEM

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “IMPASSES PARA SUPERAÇÃO DA
TRANSFOBIA NO BRASIL”, apresentando proposta de intervenção que respeite os
direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e
fatos para defesa de seu ponto de vista.

PROPOSTA – UECE
1 - Produza um artigo de opinião com o objetivo de ressaltar a importância de se respeitar
as múltiplas identidades de gênero.
2 - Redija um relato pessoal, na modalidade padrão da língua portuguesa, considerando a
seguinte situação: Imagine que você é um (a) imigrante de baixa renda, que, ao chegar a um
novo estado em busca de melhores condições de vida, sofre discriminação pelo seu modo
de falar, caracterizando, dessa forma, o preconceito linguístico.
Elabore sua produção tendo em mente que o relato deve ser escrito em prosa narrativa, em
primeira pessoa e que deve contextualizar os acontecimentos narrados, além de deixar
explícito, elementos como a temática, o tempo e o espaço.

TEXTO I

Brasil continua líder no ranking de países que mais mata transexuais, diz ONG
De 1º de janeiro a 30 de setembro de 2018, 271 pessoas transgênero foram assassinadas em
72 países. Brasil lidera ranking com 125 casos no período e se mantém no posto de País
que mais mata transexuais no mundo. Mais da metade das vítimas (57%) não havia
completado 30 anos e apenas 1% delas tinha mais de 60 anos. Os dados
foram divulgados pela organização não governamental (ONG) austríaca Transgender
Europe, por ocasião do Dia Internacional da Memória Trans, celebrado, anualmente, em
20 de novembro, em homenagem às vítimas de transfobia.

No relatório, o Brasil aparece como o País com o maior número de mortes. Até o final de
setembro, 125 pessoas trans foram mortas em cidades brasileiras, número 9,61 vezes
superior ao da Colômbia (13), segundo colocado no ranking da América do Sul.
120
Monitorado desde o início dos levantamentos, o cenário brasileiro não tem apresentado
melhora. Além disso, a Transgender Europe destaca, em seu documento, que as pessoas
transgênero são vítimas de uma aterradora violência provocada por ódio, que inclui, além
do assassinato em si, extorsões e agressões físicas e psicológicas. Segundo a ONG, as
violações contra as pessoas trans "frequentemente se sobrepõem a outros eixos de opressão
predominantes na sociedade", como racismo, machismo, xenofobia, preconceito e
discriminação contra profissionais do sexo.

A identidade de gênero em jogo


Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), as pessoas trans possuem uma
identidade de gênero diferente do sexo que lhes foi designado no momento do nascimento.
A ONU esclarece também que uma pessoa transgênero ou trans pode se identificar como
homem, mulher, trans-homem, trans-mulher, como pessoa não-binária ou com outros
termos, tais como terceiro gênero, dois-espíritos, travesti, gênero queer ou transpinoy. O
organismo internacional ressalta ainda que a identidade de gênero difere da orientação
sexual e que, portanto, pessoas trans podem ter qualquer orientação sexual, incluindo
heterossexual, homossexual, bissexual e assexual.

Fonte: https://www.huffpostbrasil.com/2018/11/14/brasil-continua-lider-no-ranking-de-
paises-que-mais-mata-transexuais-diz-ong_a_23589407/ Acesso em: 29/09/2019.

TEXTO II

Fonte:
https://sociologiadodireitounesp.blogspot.com/2016_10_21_archive.html Acesso em:
29/09/2019.

TEXTO III

121
Fonte: https://azmina.com.br/reportagens/uma-pessoa-trans-e-morta-a-cada-48-horas-no-
brasil/ Acesso em: 29/09/2019

122
PROPOSTA 27
Temas: Inclusão escolar de pessoas portadoras de autismo (Enem e Uece)

ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma-
padrão da língua portuguesa sobre o tema: Os desafios da inclusão escolar de pessoas
portadoras de autismo, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para defesa do seu ponto de vista.
UECE
Prezada(o) Candidata(o),
Nas sociedades contemporâneas, as discussões sobre igualdade de acesso a direitos básicos
é cada vez mais comum e necessária. Dentre esses direitos, a educação tem sido uma das
pautas de maior luta. Portanto, muito se tem discutido e avançado no sentido da inclusão de
pessoas com autismo em escolas de ensino regular. Diante dessa questão, escolha UMA das
propostas a seguir e redija seu texto considerando seus conhecimentos e experiências de
vida. Use os textos motivadores abaixo como base para impulsionar sua reflexão:
Proposta 1: Escreva um artigo de opinião sobre ―Os desafios da inclusão de pessoas
portadoras de autismo, dentro do ambiente escolar‖. Apresente o seu ponto de vista
utilizando argumentos coerentes para mostrar a importância de saber lidar com as
diferenças dos indivíduos para a boa harmonia social.
Proposta 2: Crie um texto em prosa, de teor narrativo, levando em conta a seguinte
situação: Você é um participante ativo da comunidade escolar de sua cidade (considere
professores, gestão escolar, alunos, dentre outros). No seu texto, você deverá relatar uma
situação de discriminação contra um aluno portador de autismo e se posicionar diante dela.
Considere que é sempre necessário lidar com a falta de compreensão de muitos diante dos
desafios de relacionamento entre todos os componentes da comunidade e a pessoa
portadora de autismo. A partir das problemáticas desenvolvidas, apresente um desfecho
coerente para a situação.
TEXTO I:

Se você conhece alguém que tenha uma criança com autismo, proponho 10 maneiras
de ajudá-lo

Todos os anos, no dia 2 de abril, o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo é


comemorado com o objetivo de alertar a sociedade sobre esse tipo de transtorno e promover
a inclusão social de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

É um distúrbio neurobiológico do desenvolvimento que se manifesta durante os primeiros


três anos de vida e que perdurará ao longo do ciclo vital. Fundamentalmente, afeta a
capacidade de uma pessoa se[sic] comunicar e se relacionar com os outros, a imaginação e
o comportamento, entre outras coisas. Além disso, está associado a rotinas e

123
comportamentos repetitivos. Os sintomas podem variar de leves a muito graves. A
incidência é de cerca de 60 casos por 10.000 crianças.

Quando falamos de autismo e de pessoas que o sofrem, estamos falando de um conjunto de


alterações semelhantes, mas a manifestação varia muito em grau e forma, em função de
cada pessoa, desde uma forma de autismo de alto funcionamento conhecida como síndrome
de Asperger até apresentar sérias limitações.

Para algumas famílias, o diagnóstico pode ser um momento muito triste e difícil, para
outras é um alívio, pois as coloca em um lugar onde podem começar a agir, especialmente
buscando recursos e ajuda.

Fora do ambiente familiar e especializado, ainda há muita ignorância sobre o que é o


autismo e muitas pessoas pensam que, se viram uma pessoa com autismo já viram todas,
algo muito distante da realidade. Também é curioso que se fale de ―crianças com autismo‖
e que não leve em conta que elas crescem e se tornam jovens ou adultos com autismo.

Isso coloca as famílias numa situação difícil e muitas vezes se sentem julgadas ou
questionadas por desconhecidos diante de certos comportamentos que são interpretados
como estranhos: quando as crianças gritam de emoção em uma loja, quando comem em um
restaurante e têm mais comida no rosto do que no prato, quando andam pela rua e começam
a correr de repente... As pessoas olham, as pessoas julgam e as pessoas falam sem saber.
Isso é realmente muito difícil para as famílias.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/03/27/ciencia/1522135562_821221.html
(Retirado em 06/10/19)

TEXTO II:
Dia do autismo: a importância da educação infantil para alunos com o transtorno

O Dia do Autismo é comemorado no dia 02 de abril e tem como objetivo principal


conscientizar a população mundial sobre a doença que afeta cerca de 70 milhões de pessoas
em todo o mundo. Apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, ainda é comum que
as pessoas não saibam o que é autismo ou como lidar com portadores do transtorno.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um problema psiquiátrico e
distúrbio neurológico que afeta a construção das relações sociais e afetivas. O autismo é
divido em três categorias: leve, moderado e severo. Cada um desses graus possui
características e tratamentos específicos.
Fonte: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/dia-do-autismo-a-
importancia-da-educacao-infantil-para-alunos-com-o-transtorno (Acesso em 06/10/19)

TEXTO III:
Número de alunos com autismo em escolas comuns cresce 37% em um ano; aprendizagem
ainda é desafio
Nesse 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma reflexão: não basta
garantir a presença desses alunos em sala de aula. Inclusão envolve também adaptar
124
conteúdos, formar professores e desenvolver atividades e avaliações que considerem as
características de cada estudante.

O número de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) que estão matriculados em
classes comuns no Brasil aumentou 37,27% em um ano. Em 2017, 77.102 crianças e
adolescentes com autismo estudavam na mesma sala que pessoas sem deficiência. Esse
índice subiu para 105.842 alunos em 2018.
Os dados foram extraídos do Censo Escolar, divulgado anualmente pelo Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). São considerados tanto os
estudantes de escolas públicas quanto de particulares. O G1 fez um levantamento
específico sobre o transtorno nesta terça-feira, 2 de abril, Dia Mundial da Conscientização
do Autismo.

O aumento no número de matrículas acompanha uma exigência legal: pelos princípios


constitucionais, nenhuma escola pode recusar a entrada de um aluno por causa de uma
deficiência – nem mesmo as da rede privada. Há, inclusive, uma política nacional
específica para pessoas com TEA, sancionada em dezembro de 2012. Pela Lei Berenice
Piana, como é conhecida, é direito da pessoa com autismo o acesso à educação e ao ensino
profissionalizante.

Fonte: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2019/04/02/numero-de-alunos-com-autismo-
em-escolas-comuns-cresce-37percent-em-um-ano-aprendizagem-ainda-e-desafio.ghtml
(Retirado em 06/10/19)

125
PROPOSTA 28
Temas: Individualismo (Uece) e Doação de órgãos (Enem)

UECE
Sabe-se que o ser humano é um ser sociável, que precisa da cooperação de todos para poder
realizar a maioria de suas atividades diárias. Contudo, o cenário atual caminha para a
existência de pessoas cada vez mais individualistas, as quais se preocupam, muitas vezes,
apenas com o seu próprio bem-estar. Com base nisso, escreva:

A) Um ARTIGO DE OPINIÃO, dissertando sobre os malefícios que o individualismo e o


egoísmo podem causar ao próprio indivíduo, à sociedade e ao meio ambiente.
B) Uma FÁBULA que narre a história vivida por uma protagonista que é, de alguma
maneira, prejudicada pelo individualismo/egoísmo de outra personagem na floresta. Ao
final, escreva uma moral a qual mostre que esses sentimentos são negativos e prejudiciais
ao convívio social.
TEXTO I
Certamente, vivenciamos um paradoxo entre o desejo de ser diferente e particularizado e a
massificação da moda do ―igual‖. Vivemos num mundo de influência existencialista e
capitalista, onde a maioria dos programas de televisão defende a afirmação do indivíduo
contra a força do grupo. Nessa estrutura econômica de consumo, que fortalece no indivíduo
a ânsia por produtos personalizados, o homem é cada vez mais visto como indivíduo
isolado. Essa ênfase na liberdade individual corrobora a construção do ―Eu me amo e vivo
meu eu‖. Portanto, o sujeito perde a visão de interdependência social e crê-se inatingível. O
perigo do individualismo está nessa construção da ilusão de independência, gerando o
egoísmo e a insensibilidade.
Fonte:https://www.construirnoticias.com.br/o-perigo-do-individualismo-na-formacao-do-
sujeito-o-que-eu-tenho-a-ver-com-isso/ . Acesso em outubro de 2019.

TEXTO II
Os males do individualismo
Individualismo pode ser definido como uma tendência. Uma atitude de quem vive
exclusivamente para si e demonstra pouca ou nenhuma solidariedade.
Quais razões que têm levado o ser humano a cada vez mais pensar em si mesmo? Dentre os
vários motivos, podemos listar:
● A internet e o isolamento que gera (por trás da ilusão de vida social que as redes
sociais sugerem);
● O mundo capitalista e a necessidade de se destacar dentro dele;
● O afastamento do conceito de família.

� 3 males do individualismo

126
1) EU SOU O CENTRO – O que EU quero, o que EU sei, o que EU faço. O
individualismo existe no ambiente de trabalho. Ao mesmo tempo que se apregoa as
vantagens do trabalho em equipe, encontramos pessoas que não conseguem se
envolver com os demais integrantes do grupo.
2) EU ATROPELO – Sozinho EU vou mais rápido. O reverendo Juarez Ferreira
explica que algumas pessoas ―acreditam e defendem o individualismo como um
aspecto necessário para sobrevivência do ser humano neste mundo globalizado onde
a competição é inevitável.‖
3) EU ESTOU BEM –Para Tocqueville, o individualismo é um sentimento consciente
que leva cada cidadão a isolar-se da massa dos seus semelhantes.

Para os sociólogos, essa incapacidade se expressa de forma contundente na atual crise


ambiental e social por qual passam as grandes cidades do mundo. O casal de sociólogos
Richard Sennet e SakiaLassen acredita que a sociedade moderna tirou das pessoas a
capacidade de se organizar coletivamente e de se comunicar com o diferente. É necessário
ouvir uns aos outros e se ―empatizar‖ com aquilo que o outro faz; superar o vácuo de
comunicação de relações; e não enxergar as identidades de cor, gênero, religião ou origem
como obstáculos para a interação.

Fonte: http://www.lideranca.blog.br/os-males-do-individualismo/ . Acesso em outubro de 2019.


Adaptado.
Texto 03

Fonte: https://www.pinterest.es/pin/520236194446270282/?autologin=true . Acesso em


outubro de 2019.

ENEM:
A partir da leitura dos textos motivadores abaixo e com base nos conhecimentos
construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em
modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “DIFICULDADES
ENCONTRADAS NO PROCESSO DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS”, apresentando

127
proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione,
de forma coerente e coesa, argumentos e fatos em defesa do seu ponto de vista.

TEXTO I
O que é doação de órgãos?
Doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de
órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas
que precisam de doação. É preciso que a população se conscientize da importância do ato
de doar um órgão. Hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo,
parente próximo ou até mesmo você. Doar órgãos é doar vida.
O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um
órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de
uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou
morto.
Quero ser doador de órgãos. O que fazer?
Se você quer ser doador de órgãos, primeiramente avise a sua família. Os principais passos
para doar órgãos são:
Para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o seu desejo de ser doador e
deixar claro que eles, seus familiares, devem autorizar a doação de órgãos.
No Brasil, a doação de órgãos só será feita após a autorização familiar.
Pela legislação brasileira, não há como garantir efetivamente a vontade do doador, no
entanto, observa-se que, na grande maioria dos casos, quando a família tem conhecimento
do desejo de doar do parente falecido, esse desejo é respeitado. Por isso a informação e o
diálogo são absolutamente fundamentais, essenciais e necessários. Essa é a modalidade de
consentimento que mais se adapta à realidade brasileira. A previsão legal concede maior
segurança aos envolvidos, tanto para o doador quanto para o receptor e para os serviços de
transplantes.
A vontade do doador, expressamente registrada, também pode ser aceita, caso haja decisão
judicial nesse sentido. Em razão disso tudo, orienta-se que a pessoa que deseja ser doador
de órgãos e tecidos comunique sua vontade aos seus familiares.
Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando
em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado
e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Texto adaptado. Fonte: <http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/doacao-de-orgaos> Acesso
em 12 de outubro de 2019.

TEXTO II
Ministério lança campanha para incentivar doação de órgãos
O Ministério da Saúde lançou, hoje (27), data em que se celebra o Dia Nacional de Doação
de Órgãos, a Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos, que este ano tem como
slogan A Vida Continua. Doe Órgãos. Converse com sua família. O lançamento ocorreu no

128
Hospital do Rim e Hipertensão, em São Paulo, hospital que mais faz transplantes de rim em
todo o mundo.
Segundo o ministro da Saúde interino, João Gabbardo, a campanha pretende ―sensibilizar
as famílias para que elas autorizem o transplante quando o seu familiar estiver em morte
encefálica‖, única condição autorizada no país para transplante de órgãos pós-morte. Dados
do Ministério informam que mais de 40% das famílias se negam a doar os órgãos de
pessoas que tiveram morte encefálica.
―Pouco mais da metade das famílias autorizam. Temos mais de 40% das famílias que não
autorizam a doação. São pessoas que têm condições de serem doadores e que poderiam
salvar várias vidas. Cada doador pode salvar quatro ou cinco vidas‖, disse Gabbardo.
De acordo com ele, é importante que as pessoas sempre conversem com seus familiares
sobre a doação de seus órgãos para que, ―no dia em que acontecer um imprevisto, uma
morte inesperada e em que ele poderia ser um doador de órgãos, a família tenha essa
informação de que o desejo dele era esse‖.
Além da sensibilização das pessoas sobre a doação, disse Gabbardo, é preciso também
alertar as famílias para que confiem no diagnóstico de morte encefálica, que é irreversível.
―Esse é um aspecto importante. Muitas famílias ainda pensam que ao dizer que são
doadores de órgãos, vai interromper as melhores práticas para tentar salvar a vida daquela
pessoa. Mas isso não acontece. Quando há o diagnóstico de morte encefálica, não há a
menor possibilidade de que essa pessoa possa continuar vivendo‖, disse. Outro aspecto
importante, lembrou, é fazer com o desejo da pessoa em ser doadora de órgãos seja
transmitido a todos os familiares.
Texto adaptado. Fonte: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2019-09/ministerio-
lanca-campanha-para-incentivar-doacao-de-orgaos> Acesso em 12 de outubro de 2019.

TEXTO III

129
Fonte: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/metro/ceara-tem-a-3-maior-
taxa-de-doadores-efetivos-no-brasil-1.1946084

130
PROPOSTA 29
Temas: Combate ao sarampo (Enem e Uece)

ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua
portuguesa sobre o tema ―CAMINHOS PARA O COMBATE AO SARAMPO NO
BRASIL‖, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a
defesa de seu ponto de vista.

UECE
Prezado(a) candidato(a),
Leia atentamente os textos motivadores e escolha uma das propostas abaixo para produzir
seu texto:
Proposta 1: Redija um artigo, na modalidade padrão da língua portuguesa, sobre o tema:
COMBATE AO SARAMPO.
Proposta 2: Imagine uma cidade que foi acometida pelo sarampo. Narre a história de uma
família que teve um familiar com sarampo. Escolha um final para a sua história, mostrando
que esse problema poderia ter sido evitado se houvesse o combate necessário e eficaz
contra o sarampo nessa cidade.
TEXTO I
Casos confirmados de sarampo no país chegam a 4.476 desde janeiro
Destes, 87% ocorreram nos últimos 90 dias, quando houve 3.909 registros

O Brasil já regista 4.476 casos confirmados de sarampo desde janeiro deste ano, de acordo
com dados de novo boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (19) pelo
Ministério da Saúde. Desses registros, 87% ocorreram nos últimos 90 dias, período em que
foram confirmados 3.909 casos de doença.
A maioria dos registros nos últimos 90 dias ocorreu em São Paulo, estado que responde por
98% dos casos no período. Outros 16 estados, no entanto, também apresentam transmissão
ativa do vírus.
Ao todo, foram confirmadas quatro mortes por sarampo neste ano. Destas, uma ocorreu em
um homem de 42 anos e outras três em crianças menores de um ano.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/09/casos-confirmados-de-sarampo-
no-pais-chegam-a-4476-desde-janeiro.shtml (Adaptado.) Acesso em outubro/2019.

131
TEXTO II
OMS alerta para ―aumento dramático‖ do sarampo na Europa
No Brasil, os casos se concentram em São Paulo, onde foi registrada a primeira morte pela
doença desde 1997

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quinta-feira que o sarampo, uma
doença infecciosa evitável com vacinas e que chega a ser mortal e causar graves sequelas,
está crescendo de forma ―dramática‖ na Europa. Embora a tendência seja global, o
continente preocupa especialmente a OMS por causa do seu retrocesso no controle da
enfermidade.

―Vamos na direção errada‖, resumiu Kate O‘Brien, diretora do Departamento de Vacinas e


Imunização da OMS. Embora a maior parte do aumento na Europa se deva às carências dos
sistemas de saúde nos países do Leste Europeu, a organização alerta também para o
impacto das teses antivacinas e das notícias falsas (ou fake news) na Europa Ocidental.

Quatro países europeus — Reino Unido, Grécia, Albânia e República Tcheca — perderam
em 2018 o status de ―país livre de sarampo‖, o que significa que o vírus voltou a circular de
forma nativa. É a primeira vez que isso ocorre desde que a OMS instaurou esse processo de
revisão de dados, em 2012. A organização registrou 89.994 casos de sarampo em 48 países
europeus na primeira metade de 2019, mais do que o dobro em relação ao mesmo período
do ano passado e mais do que em 2018 inteiro.

Em dados absolutos, quatro antigas repúblicas soviéticas concentram 78% dos casos:
Cazaquistão, Georgia, Rússia e Ucrânia. Cerca de 60% dos casos atingem menores de 19
anos. ―Que volte a ocorrer a transmissão nativa é muito preocupante. Sem manter uma
cobertura imunológica maciça, crianças e adultos sofrerão inutilmente, e infelizmente
alguns morrerão‖, advertiu Günter Pfaff, presidente da comissão regional de verificação da
eliminação do sarampo e da rubéola.

Notícias falsas

Para TedrosAdhanomGhebreyesus, diretor-geral da OMS, por trás da expansão da doença


estão em parte as notícias falsas sobre as vacinas que se difundem através das redes sociais.
―São tão contagiosas e perigosas como as doenças que ajudam a propagar‖, lamentou.

Nos primeiros seis meses do ano, 37 pessoas morreram de sarampo nos 53 países que a
OMS inclui em seu escritório europeu, cifra que subiu para 73 em 2018.

No final de 2018, 35 países dessa área mantinham o status de ―país livre‖ do sarampo. São
dois a menos que no ano anterior, porque, embora quatro Estados tenham perdido esse
título, dois o recuperaram (Suíça e Áustria). Entre os países onde a doença continua sendo
endêmica estão Alemanha, França e Itália. O Reino Unido registrou 953 casos em 2018 e
489 nos seis primeiros meses deste ano. Na Grécia estas cifras chegaram a 2.193 e 28
casos; a 1.466 e 475 na Albânia; e a 217 e 569 na República Tcheca.

132
―Não são países com sistemas [de saúde] particularmente frágeis, o que é uma chamada de
atenção. Não basta ter uma cobertura nacional elevada, é preciso consegui-la em cada
comunidade e em cada família‖, alertou O‘Brien.

O número de casos registrados em todo o planeta triplicou no período de 1º de janeiro e 31


de julho de 2019, com 364.808 doentes, frente a 129.239 do mesmo período do ano
passado. Os mais numerosos ocorreram na República Democrática do Congo, Madagascar
e Ucrânia. Os Estados Unidos sofreram no último ano o maior surto em um quarto de
século.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/29/ciencia/1567065929_745032.htmlAcesso
em outubro/2019.

TEXTO III

Disponível em: https://aosfatos.org/noticias/desenhamos-fatos-sobre-o-surto-de-


sarampo-no-brasil/

133
PROPOSTA 30
Temas: Evasão escolar (Enem e Uece)
ENEM
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao
longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita
formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios na reforma do ensino para o
combate à evasão escolar”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para defesa de seu ponto de vista.

UECE

Muitos de nós conhecemos pessoas que, por diferentes motivos, tiveram que deixar os
estudos. Visto essa realidade tão presente no contexto brasileiro, produza:
1) um Artigo de opinião sobre As influências da evasão escolar na vida dos indivíduos.
Com essa temática nós queremos incentivar você a refletir sobre a importância da
formação continuada para a construção cidadã.
2) uma narrativa, em primeira pessoa, para relatar os conflitos vividos por um jovem
durante sua vida escolar por ter se afastado da escola durante um período, mas essa
situação foi superada com a vitória desse jovem.
3) uma carta ao Ministério da Educação propondo mudanças no ensino, tendo em vista
combater a evasão escolar.

TEXTO I:

No Brasil, a evasão escolar é um grande desafio para as escolas, pais e para o sistema
educacional. Segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio
Teixeira), de 100 alunos que ingressam na escola na 1ª série, 5 não concluem o ensino
fundamental, ou seja, 95 terminam a 8ª série (IBGE, 2007).
Em 2007, 4,8% dos alunos matriculados no Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries/1º ao 9º
ano) abandonaram a escola. Embora o índice pareça pequeno, corresponde a quase um
milhão e meio de alunos. No mesmo ano, 13,2% dos alunos que cursavam o Ensino Médio
abandonaram a escola, o que corresponde a pouco mais de um milhão de alunos. Muitos
desses alunos retornarão à escola, mas em uma incômoda condição de defasagem
idade/série, o que pode causar conflitos e possivelmente nova evasão.
As causas da evasão escolar são variadas. Condições socioeconômicas, culturais,
geográficas ou mesmo questões referentes aos encaminhamentos didáticos – pedagógicos e
a baixa qualidade do ensino das escolas podem ser apontadas como causas possíveis para a
evasão escolar no Brasil.
Dentre os motivos alegados pelos pais ou responsáveis para a evasão dos alunos, são mais
frequentes nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª séries/1º ao 9º ano) os seguintes:

134
Escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter adulto que leve até a escola, falta
de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos.
Ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e
proibição dos pais de ir à escola são motivos mais frequentes alegados pelos pais a partir
dos anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e pelos próprios alunos no Ensino
Médio. Cabe lembrar que, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é
obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das
famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e
do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar
ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Nesse sentido, cabe a instituição escolar
valer-se de todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos na
escola. Prevê ainda a legislação que esgotados os recursos da escola, a mesma deve
informar o Conselho Tutelar do Município sobre os casos de faltas excessivas não
justificadas e de evasão escolar, para que o Conselho tome as medidas cabíveis.
Fontes: BRASIL, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira. Sinopse Estatística da
Educação Básica 2007. Acesso em 14 set. 2009. Disponível em: <http://www.inep.gov.br/>
BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
Diário Oficial da República.
BRASIL, O Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº. 8069, de 13 de julho de 1990.

TEXTO II:

135
TEXTO III

136
PROPOSTA 31
Tema: Saneamento básico (Uece)
Um dos problemas mais constantes em nosso país é a dificuldade na oferta de um serviço de
saneamento básico eficaz, principalmente quando se trata das regiões mais pobres. Apesar de ser
garantido por lei, é possível ver com frequência problemas relativos a esse tema. Dessa forma, a
partir da leitura dos textos motivadores e com base nos seus conhecimentos sobre o tema
“SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL”, produza:

a) uma NARRATIVA que retrate algum episódio envolvendo dificuldades relativas à falta de
saneamento básico, enfrentadas pelos moradores, e a superação após uma situação conflituosa.

b) uma carta, em forma de ABAIXO-ASSINADO, endereçada à Prefeitura da sua cidade,


mostrando a reivindicação de moradores com relação aos problemas enfrentados em virtude da falta
de saneamento básico. Aponte soluções.

c) um texto, em forma de descrição, para mostrar uma cidade onde os serviços de esgoto são
proporcionados à população com qualidade.

Texto I

O QUE É SANEAMENTO BÁSICO?

Saneamento é o conjunto de medidas que visa preservar ou modificar as condições do meio


ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida
da população e à produtividade do indivíduo e facilitar a atividade econômica. No Brasil, o
saneamento básico é um direito assegurado pela Constituição e definido pela Lei nº. 11.445/2007
como o conjunto dos serviços, infraestrutura e Instalações operacionais de abastecimento de água,
esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas
pluviais. Embora atualmente se use no Brasil o conceito de Saneamento Ambiental como sendo os 4
serviços citados acima, o mais comum é o saneamento seja visto como sendo os serviços de acesso
à água potável, à coleta e ao tratamento dos esgotos.

Fonte: http://www.tratabrasil.org.br/saneamento/o-que-e-saneamento Acesso em


setembro/2019.

TEXTO II

137
Fonte: https://aosfatos.org/noticias/o-saneamento-basico-no-brasil-em-6-graficos/ Acesso em
setembro/2019.

TEXTO III

Fonte: https://www.pinterest.com/pin/470063279842121676/ Acesso em setembro/2019.

TEXTO IV

[...]

138
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o principal objetivo do saneamento é a
promoção da saúde do homem, visto que muitas doenças podem proliferar devido a ausências desse
serviço.

Má qualidade da água, destino inadequado do lixo, má deposição de dejetos e ambientes poluídos


são decorrências da falta de saneamento e fatores cruciais para proliferação de doenças.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, além dos altos riscos envolvidos, este cenário representa
elevados gastos em saúde pública: em 2011, os gastos com internações por diarreia no Brasil
chegou a R$140 milhões. A diarreia, segundo a Unicef, é a segunda maior causa de mortes em
crianças abaixo de cinco anos de idade.

[...]

Fonte: https://www.eosconsultores.com.br/5-consequencias-da-falta-de-saneamento-basico/
(Adaptado) Acesso em setembro/2019.

139
PROPOSTA 32
Temas: Rapidez do mundo moderno (Uece)

Tendo em mente que o mundo contemporâneo é marcado negativamente por diversos


fatores, principalmente pelas mazelas sociais, elabore uma das propostas a seguir, levando
em consideração o tema “INFLUÊNCIAS DA RAPIDEZ DO MUNDO MODERNO”:
Proposta 01
Imagine que você é um(a) jornalista amador(a) que ganhou notoriedade entre as revistas e
jornais renomados pelas suas publicações e, em vista disso, recebeu uma proposta de
emprego em uma dessas revistas, a qual você aceitou rapidamente. Entretanto, sua
perspectiva era de continuar seu trabalho como jornalista com foco em publicações
científicas e investigativas, mas, chegando à sede da revista, o trabalho designado a você é
bem diferente. Seu trabalho agora é elaborar um TEXTO PUBLICITÁRIO.

Nesse texto publicitário, você deve anunciar um produto de escolha pessoal que tenha
capacidade para mudar o mundo de modo positivo.
Para isso, você pode seguir a estrutura básica do texto publicitário:
• Introdução – chamada inicial (necessidade do produto, curiosidade sobre ele)
• Desenvolvimento – corpo do texto (vantagens/funções, uso)
• Conclusão – convite à compra ou à aceitação
TEXTO I
Você se sente frio e indiferente com a desgraça alheia? A miséria estampada nos
olhos baços de um pobre menino no sinal não o comove mais? Você acha piegas um casal
apaixonado namorando na pracinha? Você precisa é da máquina dos sentimentos, o mais
moderno equipamento sentimental de última geração, perfeito para os dias de hoje, em que
o materialismo fala mais alto.
Essa engenhoca é ligada ao coração e você carrega para onde vai. A partir daí, ela
passa a controlá-lo sempre que necessário. Você nunca mais vai reclamar de solidão, pois
viverá apaixonado. Quando um mendigo lhe pedir uma esmola, por exemplo,
automaticamente a máquina entra em funcionamento, e você acabará dando uma gorda
ajuda. Com a máquina você viverá cercado de amigos; vai sorrir sempre que vir uma
criança e chorar com o nascer do sol. Você se emocionará ouvindo a Nona Sinfonia de
Beethowen ou assistindo a um casamento no último capítulo da novela das oito.
Enfim, meu amigo de coração petrificado pela vida, você se tornará mais humano,
mais vivo e depois de experimentar o nosso equipamento você entenderá que ele é a
solução para todos os problemas da humanidade, que só precisa de mais amor.
Disponível na Apostila de Português – Módulo 3 (Página 71)

Proposta 02

140
Crie uma NARRATIVA a qual traga um acontecimento (real ou fictício) que mudou
positivamente a perspectiva acerca do mundo do protagonista da história.

TEXTO II
Andava estarrecido, pois o tempo não era bom, fazia um calor que rachava a cabeça de
qualquer pessoa que ousasse andar por aquelas ruas do centro sem boné ou chapéu.
Entretanto, não se tratava apenas disso. A vida, por si só, já era mesmo um sol sertanejo
que irritava o meu couro cabeludo e fazia com que eu bufasse de raiva com a minha
situação profissional e amorosa.
Quando era apenas um homem de 25 anos ou menos, entendi que não adiantaria alcançar o
sucesso profissional que fosse, ou a maior gratificação pessoal. Sempre iriam surgir mais
desejos e, com eles, mais possibilidades de frustração.
Certo dia, em um de meus curtos intervalos para o almoço, eu fui ao terraço da firma como
de costume e passei a observar um pássaro qualquer, não sabia o nome exato da sua
espécie, mas isso realmente não importava. Notei que eu não entendia bem o objetivo de
seu voo, tentei colocar um propósito para todas aquelas curvas feitas no ar. Aquilo deveria
ter um propósito, ele provavelmente estava tentando impressionar alguma fêmea, ou atrair
alguma presa.
Depois de longos meses indo almoçar e vendo o mesmo pássaro fazendo seus voos, entendi
que não havia propósito algum, o pássaro apenas gostava de voar e sentir o ar correr pelas
suas asas, nisso havia beleza. Em nenhum momento da minha vida, eu fiz algo sem
propósito, sem um objetivo, sem uma meta. Após entender o pássaro, entendi a mim
mesmo.
Hoje, aos 33 anos, finalmente sou feliz, desacelerei, tirei os inúmeros objetivos da planilha
que tinha no ―excel‖, deixei apenas um: viver. Agora, posso garantir, sou mais pássaro.

TEXTO III
A falta de tempo no mundo moderno
Dias corridos no trabalho gerado pela necessidade de se destacar profissionalmente ou até
mesmo manter a vaga. Essa busca faz com que o profissional acumule compromissos e
tente produzir cada vez mais. No final dessa sentença o resultado é a falta de tempo no
mundo moderno e a total falta de perspectivas de como resolver isso.

Desde que começou a ser organizado e medido, o tempo tem o mesmo formato e te garanto
que houve épocas em que esse mesmo período parecia ser uma eternidade.

O que faz com que o tempo assuma realidades diferentes nos dias atuais é a forma como
estamos vivenciando os nossos dias e como nos relacionamos com as atividades que temos
que realizar.

Por que existe a falta de tempo no mundo moderno?


A ideia de agilidade e tornar as produções mais rápidas tomou maior proporção com a
revolução industrial, quando as máquinas começaram a fazer o trabalho de humanos em
menor tempo.

141
Essa mudança na forma de trabalhar saiu das fábricas e passou a fazer parte do cotidiano.

O deslocamento de pessoas e produtos, as trocas de informações, a realização de atividades


domésticas, tudo se tornou mais rápido e desde então tudo que se produz é pensando em
agilidade e redução de tempo gasto.

A vida se tornou mais rápida e por isso nossa noção de tempo também mudou.

Pesquisas indicam que uma pessoa hoje sente que o tempo passa sete vezes mais rápido que
há cem anos, devido a velocidade com que tudo funciona.

Existe uma explicação biológica que aponta que a redução de dopamina, um


neurotransmissor responsável pela sensação de energia e disposição, diminui com o
processo de envelhecimento, o que faz com que a percepção de tempo seja diferente entre
gerações.

Com isso, as pessoas economicamente ativas hoje, sentem que a vida ao seu redor funciona
mais rápida e que falta tempo para acompanhar todas as mudanças e necessidades diárias a
serem efetuadas.
Texto Adaptado de: https://freesider.com.br/tempo/falta-de-tempo-no-mundo-moderno/

Acesso em: 10/11/2019

142
PROPOSTA 33
Temas: Expectativa de vida (Uece)

PROPOSTA I: Apesar de a expectativa de vida dos brasileiros ter aumentado, ainda há


países em que ela é maior. Diante disso, escreva uma receita, em que seu objetivo seja
mostrar que atitudes podem contribuir para aumentar a expectativa de vida no Brasil.
Estruture seu texto em prosa, contemplando os elementos próprios do gênero (título,
ingredientes, modo de fazer e rendimento).

PROPOSTA II: Escreva uma notícia relatando os desafios enfrentados para garantir o
envelhecimento com qualidade da população brasileira.

TEXTO I
Expectativa de vida dos brasileiros aumentou, diz IBGE.

A expectativa de vida cresceu três meses e 11 dias de 2016 para 2017, chegando a 72 anos
e cinco meses para os homens, e 79 anos e quatro meses para as mulheres. Mas junto com a
boa notícia vem os desafios com a saúde e aposentadoria.

O IBGE anunciou, nesta quinta-feira (29), que os brasileiros estão vivendo mais. E esse
aumento da expectativa de vida mexe também com gastos do governo.

A expectativa de vida segue aumentando no Brasil. Cresceu três meses e 11 dias de 2016
para 2017, chegando a 72 anos e 5 meses para os homens e 79 anos e 4 meses para as
mulheres.
Além de viver mais, a expectativa de vida aumentou porque a mortalidade infantil vem
diminuindo. Isso começou a acontecer em 1940. Naquela época, o risco de uma criança não
passar dos 4 anos era quase 31% maior do que hoje. Viver mais é a ótima notícia que sai
das estatísticas, junto com grandes desafios.

As diferenças regionais ainda são enormes no país. Enquanto em Santa Catarina a


expectativa de vida passa dos 79 anos, no Maranhão ela não chega a 71. A menor taxa de
mortalidade infantil está no Espírito Santo: menos de nove óbitos por mil nascidos vivos.
Chega a 23 por mil no Amapá, e 20 por mil no Maranhão.

Além de reduzir as desigualdades, será preciso fazer reformas e buscar recursos para cuidar
dos anos a mais de vida, diz o economista da FGV Renan Pieri: "Para a gente conseguir
continuar honrando a Previdência, a gente precisa garantir alguns parâmetros como idade
mínima, por exemplo. Para que a previdência caiba no orçamento. E, com isso, com a
reforma da Previdência e com uma possível reforma tributária, a gente vai ter mais recursos
para poder fazer os investimentos em saúde".
143
Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/11/29/expectativa-de-vida-dos-brasileiros-
aumentou-diz-ibge.ghtml. Acesso em 17 de novembro de 2019.

TEXTO II
AVANÇOS SOCIAIS EXPLICAM AUMENTO DA EXPECTATIVA DE VIDA, DIZ
IBGE
O avanço da escolaridade, do sistema de saúde e das redes de saneamento básico foram
fundamentais para elevar a esperança de vida do brasileiro, que passou de 62,57 anos em
1980 para 73,17 anos em 2009, o equivalente a 73 anos, dois meses e um dia.

"O que seria de se estranhar seria se mortalidade tivesse subido. A queda é natural, já que o
país se desenvolveu, não só economicamente, mas também com ganhos sociais que se
refletem nos indicadores sintéticos de saúde", acrescentou o gerente de população e
indicadores sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Juarez
Oliveira.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/politica/avancos-sociais-explicam-aumento-da-expectativa-de-vida-


diz-ibge-2917106 . Acesso em novembro de 2019.

TEXTO III

Disponível em https://amarildocharge.wordpress.com/page/376/?archives-list&archives. Acesso em


novembro de 2019.

144
TEXTO IV

Disponível em: https://istoe.com.br/o-abandono-dos-idosos-no-brasil/. Acesso em 17 de novembro de 2019.

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PROPOSTA 34
Temas: Notícias falsas (Uece)
Escolha uma dos gêneros abaixo para desenvolver o seu texto:
Proposta 01 - Escreva um artigo de opinião, para ser publicado em um jornal,
posicionando-se acerca da temática discutida nos textos abaixo.
Proposta 02 - Imagine que você foi vítima de uma falsa notícia dentro de seu ambiente
escolar ou de trabalho e escreva uma crônica, que deverá ser lida em um dos dois locais
correspondentes ao fato ocorrido, a fim de ajudar na reflexão das demais pessoas sobre
as consequências de tal ato.
Proposta 03 - Produza uma carta, endereçada a uma pessoa próxima, para relatar um
acontecimento marcado por consequências de uma notícia falsa.

TEXTO I

Na longa história da desinformação, o surto atual de notícias falsas já ocupa um lugar


especial, com uma assessora presidencial norte-americana, KellyanneConway, que
chegou a sacar da manga um massacre em Kentucky para defender que se proibisse a
entrada nos país de viajantes de sete países muçulmanos. Mas a invenção de verdades
alternativas não é tão infrequente, e equivalentes às mensagens de texto e aos tuítes
cheios de veneno de hoje podem ser encontrados em quase todos os períodos da
história, inclusive na Antiguidade.

TEXTO II

Notícias falsas divulgadas na internet se tornam um problema mundial

Você acredita no que lê na internet? Você sabe de onde vem a informação que você
consome? A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Esse e tantos outros fatos
marcantes do noticiário, cada vez mais, vêm acompanhados de algo bastante
inconveniente: notícias falsas.
Disfarçadas, com linguagem alarmante e sem apuração jornalística, elas estão
influenciando leitores que não conseguem identificar o que é verdade e o que é boato. E
não é só no Brasil que a disseminação de notícias falsas virou problema. Mas qual a
consequência de publicar ou até mesmo compartilhar notícias falsas na internet? Existe
punição pra quem as divulga? Não existe fórmula, mas algumas características ajudam a
identificar uma notícia falsa.
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/01/noticias-falsas-divulgadas-na-internet-se-
tornam-um-problema-mundial.html

TEXTO III

146
https://www.google.com.br/search?q=A+propaga%C3%A7%C3%A3o+de+not%C3%ADci
as+falsas&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwibwNi-
jN_TAhUB3yYKHUWiChwQ_AUICSgE&biw=1366&bih=662#tbm=isch&q=not%C3%ADcia
s+falsas&imgrc=ZF2EftlLKakRwM:

TEXTO IV

Divulgação de notícias falsas pode ter consequências graves


Você soube por meio do Whatsapp ou do Facebook que Fábio Luís Lula da Silva, o
Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é dono da Friboi? Ou que uma
marca chique de chocolates estava distribuindo ovos de páscoa de graça? Ou ainda que
crianças estão sendo sequestradas para retirada de órgãos em uma determinada cidade?
Se a resposta for sim, você provavelmente foi pego em dos muitos boatos que percorrem
as redes sociais todos os dias. Apesar de inofensivos em alguns casos, há relatos de
pessoas agredidas e até assassinadas por conta de informações falsas, o que indica que
combater sua repercussão é uma necessidade. Até mesmo a última eleição dos Estados
Unidos teve muita discussão em torno da influência dessas mentiras no pleito de 2016,
que terminou com a eleição do bilionário Donald Trump. O principal problema nesse caso
é que muitas vezes as pessoas acreditam estar fazendo uma coisa boa. Estão passando
adiante uma informação que vai ajudar ou proteger alguém. Ou gerar uma recompensa.
Mas é justamente essa a intenção de quem constrói o boato. Ele é feito para parecer algo
revoltante ou extremamente convidativo, de forma que o leitor compartilhe logo, sem
reflexão, sem pensar se aquela informação faz mesmo sentido. (...)

http://spbancarios.com.br/04/2017/divulgacao-de-noticias-falsas-pode-ter-consequencias-
graves

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