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A Ordem dos Templários: Fundação e Missão

Os Templários ou Ordem do Templo foi fundada em 1128 durante o Concílio de Troyes por Hugo Peyens e Geoffrey
de Saint-Omer.
O objetivo da Ordem era proteger os peregrinos que iam a Jerusalém. Mais tarde, ela passou a participar de batalhas e
construiu uma rede de ajuda financeira aos reis europeus, senhores feudais e peregrinos.
Este poderio não agradou ao rei Felipe IV, da França, que prendeu e suprimiu os Cavaleiros do Templo no seu reino.
Origem
A criação da Ordem do Templo se inscreve no período das Cruzadas.
Os cristãos ocidentais haviam atendido o apelo do Imperador bizantino Aleixo I Comneno ao Papa Urbano II. O
Imperador pedia aos cristãos deixarem as desavenças internas de lado para lutarem na Terra Santa e libertar Jerusalém
dos muçulmanos.
A princípio, soldados francos, britânicos e germanos acudiram ao campo de batalha. Buscavam terras e a salvação
eterna, tal como qualquer pessoa na Idade Média.
Leia mais sobre as Cruzadas.
Esses cavaleiros eram monges que sabiam empunhar armas. Os seus mestres fundadores, Hugo de Payens e Geoffrey de
Saint-Omer, e os demais cavaleiros, assumem os votos monásticos de pobreza, castidade e obediência. Viviam em
comunidade e oração, mas também tomavam parte de batalhas, algo proibido aos monges de outras ordens. Em 1128,
durante o Concílio de Troyes, na França, tiveram sua regra aprovada.
O rei de Jerusalém, Balduíno II (1118- 1131), lhes concedeu a Mesquita do Rochedo para a construção da igreja
conventual. Com o tempo, a mesquita transformou-se, no imaginário da cruzada, no antigo Templo de Salomão. Por
isso, os cavaleiros passaram a ser conhecidos por Cavaleiros do Templo de Salomão ou Templários.

O rei Balduíno II doa a Mesquita do Rochedo a Hugo Peyens e Geoffrey de Saint-Omer.

Missão
Uma vez que Jerusalém foi conquistada em 1099 vários peregrinos tomaram o caminho a cidade sagrada. Desta
maneira, para protegê-los, foi criada uma Ordem religiosa por nove cavaleiros originários da França e da Borganha. Sua
missão era zelar pela segurança durante a travessia entre o porto de Acre e Jerusalém.
Mais tarde tomariam parte em batalhas como a Batalha de Montgisar (1177), a Batalha de Cresson (1187) e o Cerco de
Acre (1189-91). Todas essas contendas aconteceram dentro do âmbito das Cruzadas.
A Ordem atraía homens desejosos de conciliar a vida espiritual e a militar. Igualmente, houve um crescimento
econômico através de heranças e doações. Desta maneira, os monges-cavaleiros passaram a negociar empréstimos com
os senhores feudais e reis da Europa.
Criaram um sistema bancário semelhante ao que já era praticado em alguns feudos. Em Londres, por exemplo, um
peregrino poderia deixar seu dinheiro na Igreja do Templo e depois pegá-lo de volta em Jerusalém. Para isso, bastaria
uma carta com o crédito correspondente.
Assim, os Cavaleiros Templários passaram a ser garantes de propriedades e fazer empréstimos aos reis, notadamente
Felipe IV, da França. Endividado com os Templários e sem poder pagá-los, o rei os acusou de heresia.

Fim da Ordem dos Templários


Após a perda definitiva de Jerusalém, em 1291, os Cavaleiros Templários perderam sua razão de existir. Eles se reúnem
em Chipre para eleger o novo grão-mestre da Ordem e decidem partir de volta para suas casas-religiosas nos seus
respectivos países de origem.
Nesta época, a Ordem dos Templários, já está inserida na sociedade feudal e cobra impostos de servos e senhores, como
qualquer ordem religiosa normal. O próprio Felipe IV, rei da França, contrai empréstimos com os cavaleiros templários
a fim de pagar seus funcionários e manter o exército.
Assim, impossibilitado de pagar suas dívidas, o rei Felipe IV, passa a temê-los, pois a Ordem reúne o poder militar,
econômico e religioso numa só organização. Ele inicia uma correspondência com o Papa Clemente V pedindo a
supressão da ordem.
Começa, então, o grande debate entre os dois soberanos. Quem teria competência para julgar uma ordem religiosa: o rei
ou o Papa? Cansado de esperar a decisão de Clemente V, o rei Felipe IV, manda prender os cavaleiros templários e
confiscar seus bens em 13 de outubro de 1307.
O processo contra os cavaleiros templários dura sete anos e neste tempo, vários são torturados e mortos. Devido às
pressões do rei francês, o Papa Clemente V extinguiu a Ordem em 1312. Dois anos mais tarde, Geoffroy de Charnay e
Jacques de Molay, o último grande mestre da Ordem do Templo, são condenados à fogueira, marcando o fim dos
Templários.
Os cavaleiros que conseguiram escapar das torturas e da fogueira foram absorvidos por outras ordens religiosas,
especialmente a dos Hospitalários que compartia dos mesmos ideais.
No entanto, a Ordem dos Templários sobreviveu em Portugal, sob proteção do rei Dom Diniz com o nome de Ordem de
Cristo. Algumas sociedades secretas como os maçons também reivindicam serem herdeiros dos Templários.

Um cavaleiro templário reza após a vitória em uma batalha.

Curiosidades
Somente em 1147, o papa Eugênio III concede a cruz pátea vermelha aos Templários. Antes, os cavaleiros vestiam
somente de um manto branco e os sargentos um manto marrom com uma cruz costurada no ombro esquerdo.
Uma lenda do século XIV afirma que Jacques de Molay teria amaldiçoado o rei Felipe IV e o papa Clemente V,
convocando-os diante do tribunal celeste em um ano. O fato é que dois morreram naquele mesmo ano também.

A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim: "Pauperes commilitones Christi Templique
Salomonici"), conhecida como Cavaleiros Templários, Ordem do Templo (em francês: Ordre du Temple ou Templiers) ou
simplesmente como Templários, foi uma ordem militar de Cavalaria.[3] A organização existiu durante cerca de dois séculos na Idade
Média (1118-1312), tendo sido fundada no rescaldo da Primeira Cruzada de 1096, com o propósito original de proteger os cristãos que
voltaram a fazer a peregrinação a Jerusalém após a sua conquista.
Os seus membros faziam votos de pobreza, castidade, devoção e obediência, usavam mantos brancos com a característica cruz vermelha,
e o seu símbolo passou a ser um cavalo montado por dois cavaleiros. Tendo em conta o local onde originalmente se estabeleceram
(o monte do Templo em Jerusalém, onde existira o Templo de Salomão, e onde se ergue a atual Mesquita de Al-Aqsa) assim como o voto
de pobreza e de fé em Cristo, denominaram-se "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão".
O sucesso dos Templários esteve vinculado ao das Cruzadas. Quando a Terra Santa foi perdida, o apoio à Ordem reduziu-se. Rumores
acerca da cerimónia de iniciação secreta dos Templários criaram desconfianças, e o rei Filipe IV de França - também conhecido como
Filipe, o Belo - profundamente endividado com a Ordem, começou a pressionar o papa Clemente V a tomar medidas contra eles. Em
1307, muitos dos membros da Ordem em França foram detidos e queimados publicamente. [4] Em 1312, o papa Clemente dissolveu a
Ordem.
O súbito desaparecimento da maior parte da infraestrutura europeia da Ordem deu origem a especulações e lendas que mantêm o nome
dos Templários vivo até aos dias de hoje.
Índice
 1História

 1.1Fundação
 1.2A Regra Templária
 1.3Primeiras batalhas

 2Crescimento da ordem e a perda de sua missão
 3A Ordem em Portugal
 4O Julgamento dos Templários

 4.1Da sentença do papa Clemente V aos nossos dias

 5Lendas e relíquias
 6Edificações templárias
 7Ver também
 8Referências
 9Bibliografia

 9.1Geral
 9.2Em Portugal
 9.3No Brasil

 10Ligações externas

História

Este artigo é parte de ou relacionados com a


série sobre os Cavaleiros Templários
Ordem dos Templários

 História dos Cavaleiros Templários

 Lendas dos Cavaleiros Templários

 Selo dos Cavaleiros Templários

 Grão-mestres dos Cavaleiros Templários

 Cavaleiros Templários na Inglaterra

 Cavaleiros Templários na Escócia

 Lista de Cavaleiros Templários

 Lista de lugares associados aos Cavaleiros Templários

Associações modernas

 Cavaleiros Templários (maçonaria)

 Ordem Suprema Militar do Templo de Jerusalém


Fundação
A ordem foi fundada após a Primeira Cruzada, por Hugo de Payens, em 1118, com o apoio de mais 8 cavaleiros, entre eles André de
Montbard, tio de Bernardo de Claraval, e do rei Balduíno II de Jerusalém, que os acolheu em seu palácio em uma das esplanadas do
Templo. Nasce assim os Pobres Cavaleiros de Cristo, que, por se estabelecerem no monte do Templo de Salomão, vieram a ficar
conhecidos como Ordem do Templo, e por Templário quem dela participava.[5] A finalidade da Ordem era proteger os peregrinos que se
dirigiam a Jerusalém, mais precisamente o caminho de Jafa a Cesareia, vítimas de ladrões em todo o percurso e, já na Terra Santa, dos
ataques que os muçulmanos faziam aos reinos cristãos que as Cruzadas haviam fundado no Oriente.[6]
No outono de 1127, Hugo de Payens e mais 5 cavaleiros se dirigem à Roma visando solicitar ao papa Honório II o reconhecimento
oficial da Ordem. Nessa visita, conseguem não só o reconhecimento oficial como o apoio e influência de Bernardo de Claraval, no
Concílio de Troyes em 13 de janeiro de 1128. Através da bula papal Omne datum optimum, emitida em 29 de março de 1139 pelo
papa Inocêncio II, a Ordem foi reconhecida oficialmente pelo Papado e ganhou isenções e privilégios, dentre os quais o de que seu
líder teria o direito de se comunicar diretamente com o papa e o direito de construir seus próprios oratórios e serem enterrados neles.
[7]

A primeira sede dos cavaleiros templários, a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, o monte do Templo. Os cruzados chamaram-lhe de o Templo de
Salomão, como ele foi construído em cima das ruínas do templo original, e foi a partir desse local que os cavaleiros tomaram seu nome de
templários.
A ordem tornou-se uma das favoritas da caridade em toda a cristandade, e cresceu rapidamente tanto em membros quanto em poder; seus
membros estavam entre as mais qualificadas unidades de combate nas Cruzadas[8] e os membros não combatentes da ordem geriam uma
vasta infraestrutura econômica, inovando em técnicas financeiras que constituíam o embrião de um sistema bancário,[9][10] e erguendo
muitas fortificações por toda a Europa e a Terra Santa.
Em 14 de outubro de 1229, o papa Gregório IX emitiu a bula, Ipsa nos cogit pietas, dirigida ao grão-mestre e aos cavaleiros da Ordem do
Templo que os isenta de pagar o dízimo para as despesas da Terra Santa, atendendo "à guerra contínua que sustentavam contra os infiéis,
arriscando a vida e a fazenda pela fé e amor de Cristo"[11].
Um contemporâneo (Jacques de Vitry) descreve os templários como "leões de guerra e cordeiros no lar; rudes cavaleiros no campo de
batalha, monges piedosos na capela; temidos pelos inimigos de Cristo, a suavidade para com Seus amigos".[12]
Levando uma forma de vida austera, os templários não tinham medo de morrer para defender os cristãos que iam em peregrinação à
Terra Santa. Como exército, nunca foram muito numerosos: aproximadamente não passavam de 400 cavaleiros em Jerusalém no auge da
Ordem. Mesmo assim, foram conhecidos como o terror dos muçulmanos.
Quando presos, rechaçavam com desprezo a liberdade oferecida em troco da apostasia, permanecendo fiéis à fé cristã.

A Regra Templária
Um cavaleiro templário é verdadeiramente um cavaleiro destemido e seguro de todos os lados, para sua alma, é
protegida pela armadura da fé, assim como seu corpo está protegido pela armadura de aço. Ele é, portanto,
duplamente armado e sem ter a necessidade de medos de demônios e nem de homens.

Bernard de Clairvaux, c. 1135, De Laude Novae Militae—In Praise of the New Knighthood[13]
A regra dessa ordem religiosa de monges guerreiros (militar) foi escrita por São Bernardo. A sua divisa foi extraída do livro dos Salmos:
"Non nobis Domine, non nobis, sed nomini tuo ad gloriam" (Slm. 115:1 - Vulgata Latina) que significa "Não a nós, Senhor, não a nós,
mas pela Glória de teu nome" (tradução Almeida). A regra dividia-se em 72 capítulos[14] distribuídos em sete seções: I- A regra primitiva;
II- Os estatutos hierárquicos; III- Penitências; IV- Vida Monástica; V- Capítulos comuns; VI- Maiores detalhes de penitências e VII-
Recepção na Ordem.[15]
A regra era bem típica de uma sociedade feudal, entre algumas regras estavam que a admissão de novos candidatos seria aprovada pelo
bispo local, abster-se de carne às quartas-feiras e algumas curiosas, como dois cavaleiros deveriam comer do mesmo prato.
[16]
 Oficialmente, como consta na regra templária, o termo correto para designar o maior superior hierárquico era Mestre do Templo e
não grão-mestre, como lhe é referido nos dias atuais.[17]
Para ser admitido como cavaleiro, o postulante deveria ser cristão, conhecer a regra templária (antes mesmo de ser admitido), jurar viver
em castidade e pobreza e ser obediente ao mestre do templo. A iniciação se dava com uma cerimônia religiosa realizada por um dos
padres da ordem.[18]

Estátua de um cavaleiro templário

Primeiras batalhas
Os Templários "estreiam" oficialmente em campo de batalha no ano de 1129, quando tiveram que intervir em um ataque ao Rei Balduíno
II em sua ida a Damasco.[19] Em 1138, os Templários são derrotados pelos turcos na cidade de Tecoa, onde nasceu o profeta bíblico Amós,
em um infrutífera tentativa de tomá-la dos turcos. Outra derrota se deu na fracassada tentativa de invasão à cidade de Ascalão, no ano de
1153, quando 14 cavaleiros foram cercados e mortos pelos turcos.[20]
Em 1166, tropas do rei de Alepo, invadiram uma fortaleza templária na Transjordânia. Em 1168, o rei Amalrico I de Jerusalém convocou
um exército para invadir o Egito, contudo os Templários recusaram tal empreitada alegando que não havia razões para que se
procedesse a invasão.[21]
Em 25 de novembro de 1177, os Templários travam, contra o exército de Saladino, a batalha de Monte Gisardo (livremente abordada em
diversas formas de arte, como nos filmes Kingdom of Heaven[22] e Arn[23]; no livro The Leper King, Santo Sepulcro em português, de Zofia
Kossak[24]). A partir de Montigisard, diversas batalhas ocorrem ano após ano, como o ataque a uma caravana muçulmana em 1182, [25] a
batalha de Tubaniya em 1183, a de Al Karak em 1184,[26] até que aos 4 dias de julho de 1187 ocorre a batalha de Hatim, na qual 30 mil
cruzados enfrentam 60 mil muçulmanos e perdem não só a batalha como também Jerusalém.[27]
Três décadas mais tarde, em 1219, aproveitando-se do enfraquecimento dos exércitos de Saladino em vista do crescimento do
exército Mongol, os cruzados conseguem tomar Damieta, no Egito. Contudo, a falta de união entre as três grandes ordens dos
cruzados (Templários, Hospitalários e Teutônicos) impossibilitou alianças e as tropas se retiraram meses depois.[28]

Crescimento da ordem e a perda de sua missão


Capela templária em Cressac-Saint-Genis, França.
Com o passar do tempo, a Ordem do Templo ficou riquíssima e muito poderosa: receberam várias doações de terras na Europa. Entre
algumas doações estão a herança do rei Afonso I de Aragão que, por não possuir herdeiro do sexo masculino, deixou todos seus bens às
ordens de cavalaria (Templários, Hospitalários e do Santo Sepulcro) e a floresta de Cera com o Castelo de Soure, doados pela Rainha de
Portugal, Teresa de Leão, com a condição de que expulsassem os sarracenos do país.[29]
Além das doações de seculares à ordem, os Templários também recebiam constantes benesses do Papado:
 1139: Bula Omne datum optimum: a Ordem é oficialmente reconhecida pela Igreja Católica e lhe dá proteção;
 1144: Bula Milites templi: os cristãos são incentivados a doar bens à Ordem;[30]
 1145: Bula Milicia Dei: aumenta a autonomia da Ordem junto à Igreja;[30]
 1198: Bula Dilecti filli nostri: garantia à Ordem a fruição completa das doações que recebiam.[31]
 1212: Bula Cum dilectis filiis: reafirma a bula Dilecti filli nostri.[31]
 1229: Bula Ipsa nos cogit pietas: isenta a Ordem do pagamento do dízimo da defesa da Terra Santa.
Mas não só de doações vivia a Ordem, os templários usavam as propriedades que lhes eram doadas para plantar trigo, cevada e criar
animais. Assim a subsistência dos cavaleiros se dava com a venda de trigo, cevada, lã de carneiro, carne de bovinos e queijo feito com
leite dos animais criados nas propriedades templárias.[32]
Também começaram a ser admitidas na ordem, devido à necessidade de contingente, pessoas que não atendiam aos critérios que eram
levados em conta no início. Logo, o fervor cristão, a vida austera e a vontade de defender os cristãos da morte deixaram de ser as
motivações principais dos cavaleiros templários. Nesse diapasão, Bernardo de Claraval, em seu De laude novæ militiæ, divide a Ordem
em dois grupos: militia, que são os cavaleiros cristãos comprometidos com as motivações iniciais da ordem, e malitia, pessoas que
buscavam apenas reconhecimento e status por pertencer à ordem.[33]

A Ordem em Portugal

Castelo templário em Tomar.


A Ordem do Templo chegou ao Condado Portucalense ainda à época de Teresa de Leão, condessa de Portugal, que lhe fez a doação da
vila de Fonte Arcada, atual concelho de Penafiel, anteriormente a 1126. Em 1127, a condessa fez-lhe a doação do Castelo de Soure, na
linha do rio Mondego, sob o compromisso de colaborar na conquista de terras aos Muçulmanos. No reinado de Afonso I de
Portugal (1143-1185), a ordem recebeu a doação do Castelo de Longroiva (1145), na linha do rio Côa. Pouco depois os cavaleiros da
ordem apoiaram o soberano na conquista de Santarém (1147) ficando sob responsabilidade da Ordem a defesa do território entre o rio
Mondego e o rio Tejo, a montante de Santarém. A partir de 1160, a ordem estabeleceu a sua sede no país em Tomar. O processo de
extinção da ordem no país iniciou-se com a recepção da bula "Regnans in coelis", datada de 12 de agosto de 1308, através da qual o
papa Clemente V deu conhecimento aos monarcas cristãos do processo movido contra os seus membros. Posteriormente, pela bula
"Callidi serpentis vigil", datada de dezembro de 1310, o pontífice decretou a detenção dos mesmos. Dinis I de Portugal (1279-1325), a
partir de 1310 procurou evitar a transferência do património da ordem no país para a Ordem de São João do Hospital[34], vindo a obter, do
Papa João XXII a bula "Ad ae exquibus", expedida em 15 de março de 1319, pela qual era aprovada a constituição da "Ordo Militiae
Jesu Christi" (Ordem da Milícia de Jesus Cristo), à qual foram atribuídos os bens da extinta ordem no país. A nova ordem, após uma
curta passagem por Castro Marim, veio a sediar-se também em Tomar.
Ver artigo principal:  Ordem de Avis

O Julgamento dos Templários


Não é de supor que a Ordem do Templo tenha surgido totalmente armada, como Palas-Atena, da cabeça de Hugo
de Payens, ou tenha sido o fruto de qualquer inteligência humana individual. A função oficial dos templários, por
eles professada, tinha por certo surgido das Cruzadas; mas está claro que já existia uma série de funções especiais
que só esta Ordem poderia realizar. A interação entre a mais elevada espiritualidade cristã e a mais elevada
espiritualidade islâmica (sufismo) na Alta Idade Média exigia uma ordem soberana, acima de reis e bispos, não
sujeita à legislação comum ou mesmo a interditos e excomunhões, e capaz, quando necessário, de se pôr de parte
em relação a ambas as civilizações, para agir como mediadora ou árbitro entre elas.

Angus Macnab, Spain under the Crescent Moon[35]


Com graves problemas de dívida e tendo de recorrer a empréstimos junto dos Templários para financiar os negócios do seu reino, Filipe
IV de França usou a sua influência sobre o papa Clemente V, sob a sua dependência, para acabar com a Ordem e confiscar todos os
seus bens. Para isso, colocou em efeito uma estratégia de descrédito, acusando os Templários de heresia, imoralidade, sodomia e
diversos outros crimes.
A ordem de prisão foi redigida em 14 de setembro de 1307 no dia da exaltação da Santa Cruz, e no dia 13 de outubro de 1307 (uma
sexta-feira), todos os cavaleiros que estavam em território francês foram detidos.[36]
Após a tomada de Acre pelos muçulmanos em 1291, os Templários estabeleceram-se no Reino do Chipre, em 1306 depuseram o rei
Henrique II e elegeram um cavaleiro como novo monarca, Amalrico de Tiro. Contudo, Amalrico foi assassinado e, em 1310, Henrique II
voltou ao poder e expulsou os templários de Chipre, queimando o convento no qual os cavaleiros haviam se estabelecido.[37]
Com a expulsão de Chipre, a ordem de prisão emitida na Europa e na Terra Santa tomada pelos muçulmanos, Tiago de Molay, na sua
prisão, apresentara ao papa Clemente V um novo plano de tomada da Terra Santa. Contudo, já estava decidido que a função militar não
tinha mais razão de ser e o pontífice tentava, sem sucesso, convencer o rei Filipe, o Belo, a apenas remodelar a Ordem.[38]
Entre 19 de outubro e 24 de novembro de 1307, 138 prisioneiros Templários foram interrogados em Paris. Numa carta do papa Clemente
V ao rei Filipe, datada de 27 de outubro de 1307, deixa a entender os protestos do pontífice para com os meios pelos quais os
cavaleiros eram interrogados e as confissões lhe eram arrancadas.[39]

Tiago de Molay e Geoffroy de Charnay: Templários condenados à fogueira.


Em 22 de novembro de 1307, pela bula Pastoralis præminentiæ o papa Clemente V recomenda a prisão dos Templários em outros
estados da Europa.[40]
A partir de 1310, a Igreja institui sua própria investigação sobre a Ordem, na qual chegaram a depor 573 cavaleiros. Todos em defesa da
Ordem e afirmando que as confissões foram arrancadas no tribunal francês por meios de tortura. Em 16 de outubro de 1311, o papa
Clemente V abre o Concílio de Vienne afirmando que, com base nos inquéritos eclesiásticos, bem como nos inquéritos civis, não havia
fatos palpáveis de culpabilidade.[41]
A Ordem do Templo é extinta em 22 de março de 1312, pela bula Vox clamantis. O papa Clemente V, através bula Ad providam de 2 de
maio de 1312, transfere todos os bens Templários para os Hospitalários, exceto os de Portugal, de Castela, de Aragão e de Maiorca, os
quais ficariam na posse interina dos monarcas, até o conselho decidir qual o seu destino.[42]
No adro da Igreja de Notre-Dame, em Paris, fora instalado um cadafalso, para no dia 18 de março de 1314 anunciar a sentença de
prisão perpétua aos cavaleiros Tiago de Molay, Hughes de Pairaud, Geoffroy de Charnay e Geoffroy de Gonneville. Em meio ao anúncio
da sentença, De Molay e Geoffroy de Charnay levantaram-se bradando sua inocência e a de todos os Templários, que todos os crimes e
heresias a eles atribuídos foram inventados. No mesmo dia, armou-se uma fogueira próxima ao jardim do palácio onde foram
queimados Tiago de Molay e Geoffroy de Charnay.[43]

Da sentença do papa Clemente V aos nossos dias


Ver artigo principal:  Concílio de Vienne
O chamado "Pergaminho de Chinon" ao declarar que Clemente V pretendia absolver a ordem das acusações de heresia, e que poderia ter
dado eventualmente a absolvição ao último grão-mestre, Jacques de Molay, e aos demais cavaleiros, suscitou a reação da monarquia
francesa, de tal forma que obrigou o papa Clemente V a uma discussão ambígua, sancionada em 1312, durante o Concílio de Vienne,
pela bula Vox in excelso, a qual declarava que o processo não havia comprovado a acusação de heresia, contudo afirma que, pelo bem
da Igreja, a Ordem deveria ser suprimida ou remodelada.[44]
Após a descoberta nos arquivos do Vaticano, da ata de Chinon, assinada por quatro cardeais, declarando a vontade de dar a inocência dos
Templários, sete séculos após o processo, o mesmo foi recordado em uma cerimónia realizada no Vaticano, a 25 de outubro de 2007, na
Sala Vecchia do Sínodo, na presença de monsenhor Raffaele Farina, arquivista bibliotecário da Santa Igreja Romana, de monsenhor
Sergio Pagano, prefeito do Arquivo Secreto do Vaticano, de Marco Maiorino, oficial do arquivo, de Franco Cardini, medievalista, de
Valerio Manfred, arqueólogo e escritor, e da escritora Barbara Frale, descobridora do pergaminho e autora do livro "Os Templários".[45]
Os cavaleiros Templários, enquanto ordem simultaneamente militar e monástica, ativa e contemplativa, tinham como missão original
levar a Terra Santa ao controle cristão, mas, durante os séculos XII e XIII os Templários tiveram um importante papel na criação de um
clima de respeito pela erudição e espiritualidade da cultura islâmica, tanto na Europa como na Terra Santa. Eles perceberam o terreno
comum que havia entre as camadas mais profundas das civilizações cristã e muçulmana.[46]

Lendas e relíquias
Ver artigo principal:  Lendas envolvendo os Cavaleiros Templários
A destruição do arquivo central dos Templários (que estava na Ilha de Chipre) em 1571 pelos otomanos[carece  de fontes], tornou-se o principal
motivo da pequena quantidade de informações disponíveis e da quantidade enorme de lendas e versões sobre sua história.
Os Templários tornaram-se, assim, associados a lendas sobre segredos e mistérios, e mais rumores foram adicionados nos romances de
ficção populares, como Ivanhoe, Pêndulo de Foucault, e O Código Da Vinci, filmes modernos, tais como "A Lenda do Tesouro Perdido"
e Indiana Jones e a Última Cruzada, bem como jogos de vídeo, como Broken Sword e Assassin's Creed.[40]

A Cúpula da Rocha, uma das estruturas do Monte do Templo


Uma das versões faz ligação entre os Templários e uma das mais influentes e famosas sociedades secretas, a Maçonaria. Contudo a
mesma é fundada apenas em 1717, quatro séculos após o fim dos Templários, na Inglaterra.[47][48]
Historiadores acreditam na separação dos Templários quando a perseguição na França foi declarada. Um dos lugares prováveis para
refúgio teria sido a Escócia, onde apenas dois Templários haviam sido presos e ambos eram ingleses. Embora os cavaleiros estivessem
em território seguro, sempre havia o medo de serem descobertos e considerados novamente como traidores. Por isso teriam se valido
de seus conhecimentos da arquitetura sagrada e assumiram um novo disfarce para fazerem parte da maçonaria.[49]
A associação dos Templários a sociedades secretas ou práticas alquímicas ou de bruxaria se deve à lenda de que eram quase uma ordem
secreta, totalmente hermética na qual ninguém de fora tinha acesso, quando, na verdade, eram o oposto, abriam suas igrejas e oratórios
aos moradores locais onde se estabeleciam e acolhiam peregrinos em suas casas e conventos.[50]
Muitas das lendas dos Templários estão relacionadas com a ocupação precoce pela ordem do monte do Templo em Jerusalém e da
especulação sobre as relíquias que os Templários podem ter encontrado lá, como o Santo Graal ou a Arca da Aliança. No entanto, nos
extensos documentos da inquisição dos Templários nunca houve uma única menção de qualquer coisa como uma relíquia do Graal, e
muito menos a sua posse, por parte dos Templários. Na realidade, a maioria dos estudiosos concorda que a história do Graal é apenas
uma ficção que começou a circular na época medieval.[51]
O tema das relíquias também surgiu durante a Inquisição dos Templários, pois documentos diversos dos julgamento referem-se à
adoração de um ídolo de algum tipo, referido em alguns casos, um gato, uma cabeça barbada, ou, em alguns casos, a Baphomet. Essa
acusação de idolatria contra os Templários também levou à crença moderna por alguns de que os Templários praticavam bruxaria.
Contudo, segundo historiadores, a cabeça barbada nada mais era quem um manto com o rosto de Jesus Cristo.[52]
Anel templário
Ao líder templário, Tiago de Molay, é imputada a maldição da Sexta-Feira 13, que ao ser queimado na fogueira teria amaldiçoado a
data. Contudo, não há qualquer documento ou registro de tal maldição, além do que, De Molay, e mais 3 líderes Templários, foram
queimados no dia 18 de março de 1314, e não dia 13. Tal crença se origina com a morte de seus executores no mesmo ano da morte
de Molay; do papa Clemente V em 20 de Abril de 1314 e de Filipe IV de França em 29 de novembro.[53]
Além de possuir riquezas (ainda hoje procuradas) e uma enorme quantidade de terras na Europa, a Ordem dos Templários possuía uma
grande esquadra. Os cavaleiros, além de temidos guerreiros em terra, eram também exímios navegadores e utilizavam sua frota para
deslocamentos e negócios com várias nações.
Devido ao grande número de membros da ordem, apenas uma parte dos cavaleiros foram aprisionados (a maioria franceses). Os
cavaleiros de outras nacionalidades não foram aprisionados e isso possibilitou-lhes refugiarem-se em outros países. Segundo alguns
historiadores, alguns cavaleiros foram para Escócia, Suíça, Portugal e até mais distante, usando seus navios. Muitos deles mudaram
seus nomes e se instalaram em países diferentes, para evitar uma perseguição do rei e da Igreja.
O desaparecimento da esquadra é outro grande mistério. No dia seguinte ao aprisionamento do cavaleiros franceses, toda a esquadra
zarpou durante a noite, desaparecendo sem deixar registros. Por essa mesma data, o rei português D. Dinis nomeava o primeiro almirante
português de que há memória, apesar de Portugal não ter armada; por outro lado, D. Dinis evitava entregar os bens dos Templários à
Igreja e consegue criar uma nova Ordem de Cristo com base na Ordem Templária, adotando por símbolo uma adaptação da cruz
orbicular templária, levantando a dúvida de que planeava apoderar-se da armada templária para si.
Um dado interessante relativo aos cavaleiros que teriam se dirigido para a Suíça, é que antes desta época não há registros de existência
do famoso sistema bancário daquele país, até hoje utilizado e também discutido. Como é sabido, no auge de sua formação, os cavaleiros
da ordem desenvolveram um sistema de empréstimos, linhas de crédito, depósitos de riquezas que na sua época já se assemelhava
bastante aos bancos de hoje. É possível que tenham sido os cavaleiros que se refugiaram na Suíça que implantaram o sistema bancário no
lugar e que até hoje é a principal atividade do país.

Foi criada em 1118, em Jerusalém, uma Ordem de Cavalaria chamada de Ordem dos Pobres
Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, famosa como Ordem dos Templários. Ela
era composta por nove cavaleiros franceses, entre eles Hugo de Payens e Geoffroy de Saint-
Omer. Seu objetivo, pelo menos aparentemente, era velar pelas conveniências e pela proteção
dos peregrinos cristãos no território sagrado.
Jacques de Molay. Ilustração: Bibliotheque Nationale de France [Public domain], via Wikimedia Commons
Os templários estavam, nesta época, cravados no núcleo central do território de seus
adversários, pois sua sede estava instalada em um edifício vizinho da Mesquita de Al-aqsa,
uma doação do rei Balduíno II, o que sobrara do Templo de Salomão. Este grupo logo se
consagrou, tornando-se poderoso nas esferas política, bélica e econômica. Ao longo do tempo,
esta Ordem obteve um sem número de territórios europeus, doados por benfeitores cristãos os
mais diversos, dominando, desta forma, grande parte da Europa.

A ordem dos Templários era uma espécie de sincretismo entre a fé monacal e a coragem de
guerreiros de alto nível, constituindo assim uma das mais destemidas e poderosas
congregações militares do período marcado pela presença das Cruzadas. Os cavaleiros que
fundaram a Ordem realizaram, na época, um voto de pobreza. A recém-nascida instituição
passava a ter como símbolo um cavalo montado por dois cavaleiros.
Dizem as lendas que, na primeira década de vida, os cavaleiros da Ordem teriam achado sob
as bases da sede um grande tesouro, documentos e outros objetos preciosos que teriam lhes
concedido um intenso poder. Outras histórias narram o suposto encontro do Santo Graal, o
cálice sagrado dos cristãos. As duas versões acreditam que os guerreiros teriam transportado
para a Europa seus achados, e obtido do Papa Inocêncio II poderes sem limites, em troca do
tesouro conquistado.
Seja como for, os templários se desenvolveram com uma velocidade surpreendente, tanto
numericamente quanto em domínio político, somando terras e juros de empréstimos
concedidos a reis e nobres, bem como ao clero, semeando assim o futuro intercâmbio
bancário. Tanto poder e riqueza lhes angariaram rivalidades e temores, sentimentos que no
século XIV se concretizaram sob a forma de um complô armado pela cumplicidade entre o rei
francês Filipe IV e o Papa Clemente V. Os dois se uniram e teceram um plano cruel contra os
templários.
O Papa forjou acusações pretensamente inspiradas por uma visão divina, na qual os monges
guerreiros são declarados culpados de heresia, de difamação do nome de Deus, bem como das
coisas sagradas, de adorar outros deuses, de perversões sexuais e de praticarem magia. O
Pontífice alega ter obtido do Criador orientações para depurar o Planeta, com a tortura dos
cavaleiros templários, para assim convencê-los a confessar suas pretensas heresias.
Tudo corre como esperado. Do dia 12 para 13 de outubro de 1307, edifícios e todas as sedes
dos templários são invadidos, os soldados são presos, torturados e consumidos nas fogueiras,
como se fossem realmente hereges. O último grão-mestre desta ordem, Jacques de Molay, ao
ser executado em meio às chamas, teria lançado maldições a todos os seus perseguidores,
principalmente ao Rei, ao Papa e a um cavaleiro, Guilherme de Nogaret, executor das ordens
reais. Dentro de um ano, prazo estabelecido por Jacques para o encontro de seus adversários
com Deus, os três amaldiçoados morrem. Filipe IV não consegue dar prosseguimento à sua
descendência no trono, o que acarreta uma grave crise, a qual culmina na Guerra dos Cem
Anos.
O Rei tenta se apoderar dos tesouros da Ordem, mas estes desaparecem sem nenhuma
explicação. A esquadra dos templários, com a suposta riqueza, nunca mais é vista. Alguns
dizem que os tesouros foram parar em território português, outros acreditam que eles estão
ocultos na Inglaterra, outros ainda crêem na Escócia como o melhor destino. Muitos
pesquisadores estabelecem até mesmo uma possível relação entre a maçonaria e os
templários.
Origem dos Templários
Em 1120, um grupo de cavaleiros decidido a levar uma vida de oração e pobreza radical apresentou-se ao rei e ao patriarca do Oriente para
cumprir uma missão: defender a Terra Santa e os peregrinos cristãos dos árabes muçulmanos.

Nesta aula de nosso curso sobre os Templários, saiba como surgiu a famosa Ordem dos Cavaleiros do Templo e adentre, já nesta aula
introdutória, os mistérios que rondam a sua fundação.

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A origem dos Templários só pode ser entendida a partir da história das Cruzadas – as investidas militares realizadas para salvar o Oriente, em
especial os Lugares Santos, das mãos dos muçulmanos. Tudo começou com o Concílio de Clermont, em 1095, quando o Papa Urbano II
convocou a cristandade à retomada de Jerusalém. O empreendimento foi um sucesso, mas, ao invés de devolver o território
de Outremer ("Ultramar") ao Império Bizantino, os cruzados – que se consideravam traídos pelo Imperador Aleixo – fundaram para si o
Condado de Edessa (1095), o Principado de Antioquia (1098), o Condado de Trípoli (1102) e, principalmente, o Reino de Jerusalém, em 1099.
Toda a faixa do mar do chamado Crescente Fértil ficou sob domínio latino.
O fato é que esses territórios impediam a comunicação entre os povos muçulmanos: os turcos otomanos, ao norte, o Califado de Bagdá, na
Arábia, e o Califado Fatímida, no Egito. A princípio, como não havia fortes alianças entre eles, isso não representou um perigo eminente aos
territórios latinos. No entanto, os constantes assaltos sofridos por peregrinos no caminho da Terra Santa indignavam os cristãos do Ocidente.
Em um episódio que ganhou grande repercussão na época, 300 peregrinos, em sua maior parte de origem germânica, foram brutalmente
assassinados, enquanto se aproximavam de Jericó, às margens do Rio Jordão.
Em 1120, em resposta ao pedido de ajuda do Rei Balduíno II de Jerusalém, um grupo de cavaleiros, disposto a uma vida de sacrifícios, se
ofereceu para proteger os cristãos na Terra Santa. Os Pauperes commilitones Christi ("Pobres Cavaleiros de Cristo"), como eram chamados,
encarnavam duas realidades aparentemente contraditórias: a vida militar, com suas batalhas e desafios físicos, e a vida religiosa, com suas
austeridades e muitas orações. Hugo de Payens (ou Payns, como preferem os franceses de hoje), seu primeiro líder, viveu com os primeiros
cavaleiros uma vida de extrema pobreza. Por concessão de Balduíno, passaram a morar na Mesquita de Al-Aqsa, onde fora construído o Templo
de Jerusalém.
Dos primeiros anos de sua fundação, porém, é preciso ser honesto e reconhecer que muito pouco se sabe. Teorias mirabolantes, que associam os
Templários a um "arquivo secreto", com uma "sabedoria escondida" no antigo Templo de Salomão, não passam, pois, de invenções fantasiosas
de grupos gnósticos e esotéricos. Não se tem notícia dos primórdios da Ordem justamente porque, durante os seus dez primeiros anos, os
Templários não fizeram nada de extraordinário.
Foi só a partir da ação e pregação de São Bernardo de Claraval que a Ordem começou a ganhar força e prestígio. Não se pode ignorar a grande
influência que este doutor exerceu na Igreja medieval. Suas pregações reuniam multidões e o abade era aclamado como santo ainda em vida.
Convencido por Hugo de Payens da importância dos cavaleiros de Cristo, Bernardo apresentou a causa dos Templários ao Papa Honório II, que,
no Concílio de Troyes, em 1129, aprovou oficialmente a Ordo Pauperum Commilitonum Christi Templique Salominici ("Ordem dos Pobres
Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão").
Em seu escrito De Laude Novae Militiae, Bernardo ainda colocou os fundamentos espirituais da Ordem. Além de ressaltar a vocação específica
a que foram chamados os cavaleiros do Templo, mostrou teologicamente que as funções do guerreiro e do religioso não são incompatíveis:
enquanto este luta espiritualmente contra os seus vícios internos, aquele trava uma guerra externa contra os inimigos de Cristo.
Então, a Ordem começou a receber numerosas doações e vários combatentes – em grande parte nobres, já que o aparato militar era de alto custo
– passaram a integrar as suas fileiras. Embora algumas pessoas não aceitassem os Templários, eles foram um grande sucesso, já que a sociedade
da Idade Média, assiduamente religiosa, dava grande incentivo – moral e material – à ação de proteção e defesa dos Lugares Santos.
O primeiro selo da Ordem dos Templários traz a imagem de dois cavaleiros sentados no mesmo cavalo. Muito se especula acerca do significado
dessa figura. Já foi dito que fazia uma referência à pobreza dos cavaleiros, que, não tendo animais suficientes, tinham que partilhar o mesmo
cavalo. Até a acusações de homossexualismo este símbolo foi associado. Porém, para a historiadora Barbara Frale, que trabalha no Arquivo
Secreto do Vaticano, o selo alude às personagens Rolando e Olivier, do famoso poema épico La Chanson de Roland ("A Canção de Rolando").
Na história, Rolando – parente de Carlos Magno – e Olivier partem para combater os sarracenos na Península Ibérica. Os dois são um misto de
coragem e prudência, bravura e sabedoria – virtudes necessárias para um bom cavaleiro templário. Ao mesmo tempo, suas características se
encaixam precisamente no programa de São Bernardo para a Ordem: a ousadia e o destemor de Roland e a capacidade de Olivier de controlar as
próprias paixões.
Na verdade, a história mostra que, desde o começo, os Templários precisarão se dividir: os mais sábios e prudentes ficarão na Europa, cuidando
da parte "técnica" e "burocrática" da Ordem – arrecadar víveres e fundos, manter uma relação diplomática com os reis etc. –, enquanto os
corajosos e fisicamente aptos partirão ao Oriente.
Com o tempo, a Ordem crescerá a ponto de sobrepujar o próprio poder real. De fato, nos séculos XII e XIII, com os Estados nacionais ainda em
formação, os príncipes tinham certa liderança, mas dependiam muito de seus vassalos. Além disso, com o voto de pobreza que faziam os
cavaleiros templários, as arrecadações e depósitos recebidos pela Ordem ficavam tão somente para a instituição, que passava a administrar
tesouros maiores que os dos reis.

Ordem dos Templários


História dos Templários
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Diferentes seções sobre a história dos Templários:

Criação da Ordem
Elemento que desencadeou a Primeira Cruzada
O Papa Urbano II lançou a Primeira Cruzada 27 novembro de 1095, o décimo dia do Concílio de Clermont. Motivação
Papa para fazer tal expedição militar a tomar forma era a de que os peregrinos cristãos a Jerusalém eram regularmente
vítimas de abuso e até mesmo assassinato. Eles tiveram que retomar Jerusalém (cidade sagrada dos cristãos), que estava
em mãos muçulmanas.
Várias outras razões motivaram o Papa a lançar as Cruzadas. Uma das razões era libertar o Santo Sepulcro em
Jerusalém. Os pedidos de assistência a partir do Império Bizantino, muito ameaçado pelo expansionismo dos turcos e da
necessidade de proteger e manter abertas as rotas de comércio com o Oriente também estão incluídos. A primeira
cruzada estava na vanguarda de uma guerra religiosa “abençoado” pelo Papa.
Então o Papa pediu aos povos cristãos do Ocidente para pegar em armas, para parar de fazer guerra e se unem para lutar
contra os “pagãos” para ajudar os cristãos do Oriente. Esta cruzada foi, então, como um grito de guerra “Deus o quer!
“E todos aqueles que participaram na cruzada foram marcados pelo sinal da cruz, tornando-se os cruzados. Depois de
vários episódios sangrentos e incidentes na Turquia, Síria e Líbano, os cruzados chegaram a Jerusalém no início de
junho 1099. Esta ação resulta 15 de julho de 1099 para a captura de Jerusalém pelos soldados cristãos de Godofredo de
Bouillon.
No entanto, apenas um pequeno território foi conquistado por tropas cristãs. A muitos peregrinos reunindo-se, assim,
ameaçadas por grupos de bandidos. Esses ladrões não hesitou um momento para matá-los. Os poucos sobreviventes
foram vendidos como escravos.
Portanto, a idéia de criar uma milícia para a proteção dos peregrinos nasceu.

Criação dos Templários


Quando a Ordem do Hospital, reconhecido em 1113, foi acusado de cuidar dos peregrinos do Ocidente, uma ideia
nasceu: criar um exército de Cristo (militia Christi), que lidam apenas com a proteção de membros clero do Santo
Sepulcro e os peregrinos no caminho para a Terra Santa, presa tão local para os ladrões. Assim, o clero tomaria conta da
ordem negócio litúrgica do Hospital para as funções de caridade ea milícia de Cristo a partir da proteção puramente
militar de peregrinos. Esta divisão do trabalho reproduz a organização da sociedade medieval, que era composta de
sacerdotes (oratores), guerreiros (bellatores) e camponeses (laboratores).
Assim, os Templários, cujo nome era na época dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, nasceu.
É 23 de janeiro de 1120, no Concílio de Nablus nasceu, liderada por Hugues de Payens e Geoffrey de St. Omer, a
milícia dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão (em latim : pauperes commilitones Templique
Solomonici Christi), cuja missão era proteger a viagem dos peregrinos reunindo-se para o Ocidente desde a reconquista
de Jerusalém.
Cavaleiro Templario
Inicialmente, Payens e St Omer concentrou-se no desfile de Athlit, um lugar particularmente perigoso no caminho
percorrido pelos peregrinos.
Posteriormente, um dos Templários maior fortalezas na Terra Santa, foi construída sobre esta lugar: Pilgrim
Castelo. A nova ordem assim criado não poderia sobreviver sem o apoio de pessoas influentes. Hugues de Payens
persuadiu o rei Balduíno II de Jerusalém da utilidade de tal uma milícia, que é bastante fácil, dada a insegurança na
região naquela época. Os cavaleiros pronunciou os três votos de pobreza, castidade e obediência. Eles receberam o
patriarca Gormond missão Picquigny para “manter as estradas e caminhos contra os bandidos, para a salvação dos
peregrinos” (“vias C e Itinera, ad Salutem Peregrinorum latrones contra” para a remissão dos seus pecados.
Rei Balduíno II concedeu-lhes uma parte de seu palácio em Jerusalém, o local do Templo de Salomão, que mais tarde
deu o nome de Templários ou Cavaleiros Templários. Hugues de Payens e Godofredo de St. Omer não eram apenas o
cavaleiro de ter feito parte da milícia antes de se tornar a ordem do Templo.
Aqui está a lista de cavaleiros, precursores ou “fundadores” da ordem:
Hugues de Payens, um nativo de Payens em Champagne;
Godofredo de Saint-Omer, um nativo de Saint-Omer, no condado de Flandres;
Andre Montbard, um nativo de Borgonha;
Payen de Montdidier, um nativo do Somme, na Picardia;
Geoffrey Bisol, um nativo de Frameries no Condado de Hainaut;
Rolland, um nativo do marquesado de Provença;
Archambault de St-Amand;
Hugues Rigaud;
Gondemare.
Apoio à Pesquisa
Dado que a reputação da milícia não pode se estender além da Terra Santa, Hugues de Payens, acompanhado por cinco
outros cavaleiros (Geoffroy de Saint-Omer, Payen de Montdidier, Geoffrey Bisol, Archambault de St-Amand e
Rolland), navegou para o Ocidente em 1127 para levar uma mensagem ao Papa Honório II e Bernardo de Claraval.
Com o apoio do rei Baudouin e instruções Gormond o patriarca de Jerusalém, Hugues de Payens tinha três
objetivos:
Reconhecimento da milícia pela Igreja e dar-lhe uma regra ligado aos cânones do Santo Sepulcro (o clero), os
cavaleiros como eles seguiam a regra de Santo Agostinho;
Dar legitimidade às ações da milícia desde o nome do monge-cavaleiro, um amálgama de uma novidade absoluta,
poderia estar em contradição com as regras da Igreja e da sociedade em geral;
Recrutar novos cavaleiros e receber doações que vivem a milícia na Terra Santa.
Turnê ocidental dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão começou em Anjou e depois passou pela
Inglaterra, Poitou, Normandia, (onde recebeu muitas doações), Flandres e, finalmente, Champagne.
Este Hugues de Payens, acompanhado por cinco cavaleiros e apoiada pelo rei de Jerusalém, que seguiu duas tentativas
sem sucesso foram feitas por André Montbard e Gondemare, provavelmente em 1120 e 1125.
O Conselho de Troyes
Chegando ao final de sua turnê no Ocidente e depois de levar a mensagem do rei de Jerusalém a Bernardo de Claraval
que ele poderia estar com ele Cavaleiros Templários para chegar a um acordo e apoio do Papa, Payens Hugues de
participação no Concílio de Troyes (assim chamado porque foi realizada na Catedral de St. Peter e St. Paul de Troyes).
13 janeiro de 1129, o município tem início na presença de muitas figuras religiosas, incluindo:
Cardeal Mateus de Albano, o legado papal na França;
Os arcebispos de Reims e Sens, e dez de seus bispos sufragâneas;
Quatro abades de Cister (aqueles de Cister, Claraval, e Troisfontaines Pontigny);
Dois abades de Cluny (e os de Molesmes Vézelay);
Dois cânones, dois professores e um secretário.
Além do religioso, também estão leigos:
Thibaut IV de Blois, conde de Champagne;
Andre BAUDEMENT, senescal do condado de Champagne;
William II, Conde de Nevers, Auxerre e Tonnerre.
O conselho levou à criação da Ordem do Templo e concedeu-lhe uma regra limpo. Levou para a regra básica de São
Bento, no entanto, com alguns empréstimos a regra de Santo Agostinho, que se seguiu os cânones do Santo Sepulcro,
que viveu ao lado dos Templários primeiros. Uma vez que a regra é adotada, ela ainda deve ser submetido a Stephen de
Chartres, o Patriarca de Jerusalém.
A ordem é construída
A Ordem dos Templários está crescendo muito rápido. Muitos crentes são atraídos para a ordem e estão prontos para
morrer por ela.
Em 1128, os Templários escapar da influência dos bispos e cair mais do que o papa. Eles constroem suas próprias
igrejas, rezar uns com os outros sem se misturar com os cristãos comuns, muito moderada de acordo com suas crenças.
Eles se tornam uma igreja dentro da Igreja.

Reconhecimento do Papa
Várias bulas papais formalizar o estatuto da Ordem do Templo.
A bolha, melhor ponto de referência Omne, foi fulminado (lançado) pelo Papa Inocêncio II 29 de marco de 1139 sob o
comando de Robert Craon, segundo mestre da Ordem do Templo. Foi de suma importância para a ordem, uma vez que
era basicamente todos os privilégios de que gozam os Templários. Na verdade, graças a ela, os irmãos do Templo
tinham direito à proteção, bem como apostólico de ter seus próprios sacerdotes.
Então vimos uma nova categoria surgiu na comunidade, os capelães irmãos que officieraient para os templários. Além
disso, esta bolha confirmou o fato de que os Templários foi submetido à autoridade do papa. A bolha também criou um
concurso para o clero secular (que muitas vezes vive com suspeita). Muitos conflitos de interesse surgiu entre os
templários e os bispos ou padres.
Os privilégios concedidos muitas vezes é questionada, a bolha melhor ponto de referência Omne foi confirmada doze
vezes entre 1154 e 1194, e esta é também por isso que não foi fácil encontrar o original.
A bolha Milites Templi (Templários), foi fulminado 09 de janeiro de 1144 pelo Papa Celestino II. Permitiu que os
capelães do Templo de pronunciar o escritório uma vez por ano em regiões ou cidades proibidas “para a honra e
reverência de seu cavalheirismo,” enquanto não permitindo a presença de pessoas na igreja excomungada. Mas isso é
realmente apenas uma confirmação do ótimo ponto de referência bolha Omne.
A bolha Militia Dei (Deus da Cavalaria) foi fulminado pelo Papa Eugênio III, 07 de abril de 1145. Esta bolha permitiu
que os templários para construir seus oratórios próprios, mas também para ter total independência vis-à-vis o clero
secular através do direito de recolher dízimos e enterrar seus mortos nos cemitérios próprios. Além disso, a proteção foi
estendida para Apostólica Templo familiar (seus camponeses, gado, bens …).
As queixas foram apresentadas pelos Templários antes de o papa sobre o fato de que o clero impôs um terço da herança
feita por pessoas que desejam ser enterrados nos cemitérios da ordem. A bolha “Dilecti Filii” consequentemente
ordenado o clero para fazer isso de um quarto da herança.

Organização dos Templários


Regra e Estatutos
Após o Concílio de Troyes, onde a idéia de uma regra específica para a Ordem do Templo tinha sido aceite, a tarefa de
elaboração foi confiada a Bernardo de Claraval.
Regra dos Templários foi adaptado para o tipo de vida (principalmente militar) que conduziu os Templários irmãos.
Por exemplo, os jejuns eram menos rigorosas do que para os monges beneditinos, para não enfraquecer os Templários
chamados a lutar. Além disso, a regra foi adaptada para a bipolaridade da ordem, e alguns artigos sobre a vida, tanto no
Ocidente (convento) que a vida no Oriente (militar).
A regra original, escrito em 1128, foi anexada à ata do Conselho de Troyes em 1129 e continha setenta e dois artigos.
Posteriormente, em datas diferentes, a regra foi ampliada com a adição de seiscentos e nove saques ou artigos de
associação, particularmente sobre a hierarquia ea justiça dentro da ordem.
O lema dos Templários era a frase ” Lembrança final”, que significa Pense no seu final.
Recepção na ordem do Templo
O papel commanderies foi assegurar irmãos recrutamento permanentes. Este recrutamento era para ser a mais ampla.
Então, leigos, homens da nobreza e os camponeses eram elegíveis para livre ser recebido se dentro dos critérios
exigidos pela ordem.
Em primeiro lugar, a entrada na ordem era livre e voluntária. O candidato pode ser pobre. Acima de tudo, ele tinha se
salvado. Era necessário que ele foi motivado porque não houve período de teste para o noviciado. A entrada era direta
(pronúncia da saudação) e final (de vida).
Os principais critérios foram:
Ser maiores de 18 anos (a maioria, para os meninos na idade 16) (Seção 58)
Não ser contratado (Seção 669)
Não ser parte de uma ordem diferente (artigo 670)
Não estar em dívida (Seção 671)
A saúde física e mental perfeita (para não ser coxo) (seção 672)
Não subornando alguém para ser recebido na ordem (seção 673)
Ser um homem livre (o servo de qualquer homem) (seção 673)
Não devem ser excomungado (artigo 674)
O candidato foi avisado de que se provou mentira, ele seria devolvido imediatamente. “… se você mentiu, você seria
perjúrio e pode perder a casa, que Deus guarde. “(Trecho do artigo 668)
Proteção dos peregrinos
O objetivo dos templários era proteger os peregrinos cristãos à Terra Santa e da defesa armada da Terra Santa.
Esta peregrinação foi um dos três maiores da cristandade da Idade Média. Durou vários anos e os peregrinos tinham de
caminhar cerca de 12.000 quilômetros de ida e volta a pé e de barco para atravessar o Mar Mediterrâneo. Os comboios
estavam saindo duas vezes por ano, na primavera e no outono. Geralmente, os peregrinos desembarcaram em Acre,
também chamada de St. Jean d’Acre. Eles foram mais tarde para andar em lugares sagrados. Como homens armados
(polícia), as estradas Templários sécurisaient, especialmente a partir de Jaffa a Jerusalém e de Jerusalém até o Jordão.
Eles também tinham a custódia de certos lugares sagrados: Belém, Nazaré, Monte das Oliveiras, o Vale de Josafá, o
Jordão, o monte do Calvário e Santo Sepulcro em Jerusalém.
Todos os peregrinos tinham direito à proteção dos Templários. Assim, eles participaram das Cruzadas, guarda-costas
armados peregrinações para fazer os governantes do Ocidente. Além disso, em 1147, os Cavaleiros Templários deram
uma mão para o exército do rei Luís VII atacado nas montanhas da Ásia Menor durante a Segunda Cruzada (1147-
1149). Esta ação permitiu a continuação da expedição e do rei de França era muito grato a eles. Durante a Terceira
Cruzada (1189-1192), os Templários, respectivamente, assegurada a vanguarda ea retaguarda do exército de Ricardo
Coração de Leão na batalha. Durante a Quinta Cruzada, a participação das ordens militares, e, portanto, os Templários,
foi decisivo para a proteção dos exércitos reais de Luís IX em Damieta.

Selos Templários

Selo Templário
Selar a palavra vem do latim e significa marca Sigillum. Este é um selo pessoal que autentica e certifica um ato de uma
assinatura. Há cerca de 20 selos templários conhecidos. Eles pertenciam aos senhores, senhores, comandantes ou os
Cavaleiros do século XIII. Seus diâmetros variam entre quinze e 50 milímetros. Selos templários franceses são
mantidos no serviço dos selos dos Arquivos Nacionais da França. O selo de Templar é a melhor mestres conhecido da
ordem sigilum militum xristi representando dois cavaleiros armados montando o mesmo cavalo.
Não há consenso estabelecido sobre o simbolismo dos dois cavaleiros em um cavalo. Contrariamente a uma
freqüentemente repetida, ele não iria apresentar o ideal de pobreza, já que a ordem desde que pelo menos três cavalos
para seus cavaleiros.
Alain explica Demurger por sua vez que alguns historiadores pensavam que reconheceu os dois fundadores da ordem,
Hughes de Payens e Godofredo de Saint Omer.
Ele sustenta, no entanto, uma outra explicação: O selo simboliza a vida comum, unidade e dedicação.
Transporte marítimo
A ligação entre o Oriente eo Ocidente era essencialmente marítima. Para os Templários, o termo “estrangeiro”
significava Europa, enquanto “curto dos mares” e, mais especificamente do Mar Mediterrâneo, representava o Oriente.
Os Cavaleiros Templários haviam construído seus próprios barcos para transporte de mercadorias, armas, irmãos da
ordem, peregrinos e cavalos. Não foi uma grande frota, comparável aos séculos XIV e XV. Eles deixaram os portos de
Marselha, Saint-Raphael, Collioure ou Aigues-Mortes em França e em portos italianos. Estes barcos que viajam para os
portos orientais após muitas paradas.
Ao invés de financiar a manutenção dos navios, praticadas em todo o negócio de aluguel de barco chamado “Nolis”. Por
outro lado, o aluguel de navios para Templar comerciantes Ocidental foi praticado. Também foi financeiramente
vantajosa para acessar portas isentos de impostos sobre os bens que possuíam barcos. Os postos de comando situados
nos portos desempenharam um papel importante no negócio da ordem. Templários instituições tinham se estabelecido
em Gênova, Pisa e Veneza, mas foi no sul da Itália, especialmente em Brindisi, que os navios foram invernada Templar
Mediterrâneo.
Os Templários de Inglaterra desde um vinho de Poitou do porto de La Rochelle.
Podemos distinguir dois tipos de barcos: os corredores e nas cozinhas. Não há evidência de que os meirinhos, isto é
para dizer vasos que transportam uma câmara (ou seja, uma porta) e reservada para o transporte de cavalos, têm
pertencia ao templo.
Seção 119 da retirada da regra estabelece que “todos os navios do mar que são a casa do Acre está no comando do
Comandante da terra. O comandante da abóbada do Acre, e todos os irmãos que estão sob o seu comando e são todas as
coisas que trazem os navios devem ser feitas para o comandante da terra. “
A porta do Acre foi a agenda mais importante. O cofre do Acre era o nome de um dos estabelecimentos de propriedade
dos Templários na cidade, localizado perto do porto. Rua entre, entre os pisanos e a Sainte-Anne, a abóbada do Acre
incluiu uma torre e edifícios do mosteiro.
Estes são os nomes dos navios do Templo:
O Templère, eo Buszarde Buscart (ele se transforma Inglaterra para o continente por volta do ano 1230);
La Bonne Aventure em 1248 eo Templo Rose, em Marselha, em 1288-1290;
O Falcon em 1291 e 1301 e do de Santa Anna, em 1302 em Chipre.

Hierarquia da ordem
Os templários foram organizados como uma ordem monástica, seguindo a regra criada por eles, Bernardo de Claraval.
Em cada país foi nomeado um professor que dirigia todas as commanderies e dependências, e todos eram súditos do
Mestre da Ordem, designados para a vida, que supervisionou os esforços militares da ordem no Leste e os seus bens nos
mercados financeiros Ocidente.
Com a alta demanda por cavaleiros, alguns deles também estão comprometidos com o comando por um período
predeterminado, antes de ser devolvido à vida secular, como o conjugati Fratres, que se casaram irmãos. Eles vestiam
casaco preto ou marrom com a cruz vermelha para diferenciá-los de irmãos que escolheram o celibato e que não têm o
mesmo status que eles.
A grande maioria dos Templários, incluindo os cavaleiros e os mestres da ordem, eram analfabetos e analfabetas, não
sendo da alta nobreza das famílias, mas mais obscuros. Alguns irmãos foram dedicados somente então à banca
(especialmente aqueles que foram educados), porque a ordem teve muitas vezes a confiança dos participantes nas
Cruzadas para a guarda de objetos de valor. No entanto, a principal missão dos Cavaleiros Templários deixaram a
proteção militar de peregrinos na Terra Santa.
Aos dignitários da ordem
A hierarquia da Ordem do Templo foi criada para satisfazer as necessidades da organização militar da ordem no Oriente.
Estes são a retirada da regra que nos dizer sobre a hierarquia eo papel dos vários dignitários da ordem.
Aqui está uma lista de dignitários da ordem:
Mestre: É preciso colocar em Jerusalém na Terra Santa, porque este lugar era o propósito da Ordem do Templo e foi a
capital até 1187 (queda de Jerusalém). Sua eleição foi por treze irmãos (8 cavaleiros irmãos, quatro irmãos e alguns
sargentos Irmão Capelão), após um procedimento complexo. Os poderes do mestre eram bastante limitados e seu papel
foi principalmente o “representante” em eventos e visitas oficiais. As decisões devem ser aprovadas por todos os
membros do conselho. Ele foi o único a decidir sobre o compromisso do Colégio em uma batalha e foi acompanhado
por dois irmãos de cavaleiros que eram seus conselheiros, e que o seguiam por onde passa.
O Senescal: Era o segundo dignitário da Ordem depois do mestre. Seu papel era o de substituir o mestre quando ele
estava ausente. Como o mestre, ele era ter um companheiro que estava seguindo-o e aconselhou. Quando o dono estava
ausente, ele poderia selar os documentos oficiais e cartas com um selo idêntico ao do mestre. Foi ele também quem
levou a bandeira.
Marechal: Foi a mais alta autoridade militar da ordem. Em tempos de paz e de guerra, ele foi responsável pela
disciplina e manutenção de armas e montarias. Na campanha, o Marechal dirigido a todos os homens armados do
Templo e carregou a bandeira em si. Com a morte do Mestre da Ordem, foi ele quem fez a notícia em todos os
commanderies e dignitários reunidos para organizar a eleição de um novo mestre.
O Comandante da Terra e do Reino de Jerusalém: Era o tesoureiro da Ordem eo direito da província da Terra Santa.
Ele conseguiu todas as transações financeiras da Ordem se fez no Ocidente ou Oriente. Ele tinha controle sobre a frota
do Templo, porque todo o comércio passou pelo porto de Acre. Ele também teve o cuidado de dividir os irmãos em
fortalezas ou comendas, conforme exigido por esses homens.
O Comandante da cidade de Jerusalém: Ele assegurou a proteção e defesa dos francos peregrinos em toda a Palestina
e, por vezes, transporte. O comandante de Jerusalém e seus cavaleiros tiveram o privilégio de custódia permanente da
Santa Cruz.
Os comandantes das províncias de Trípoli e Antioquia: Eles foram capazes de substituir o mestre ou o marechal na
sua ausência. Suas funções foram de fornecer (couro, trigo, vinho, ferro, aço e sargentos para guardar as portas) as
fortalezas templárias. Eles também tiveram que fornecer guarnições, cavalos, mulas e todos os equipamentos. Para isso,
ele poderia sugar dinheiro em commanderies e as fortalezas de sua Província. Seu papel foi bastante próximo ao do
Comandante da Terra e do Reino de Jerusalém sem o tesoureiro.
Comandantes das Casas: Eles tinham pouco poder, porque não estender para fora dos muros da Comenda. Mesmo que
tivessem qualquer autoridade sobre os irmãos que são responsáveis, eles não poderiam fazer justiça sem o conselho do
capítulo. Eles não poderiam de forma alguma para a construção de novas casas permanentes (em cal, argamassa e
pedra) sem a permissão do mestre. No entanto, eles tinham o dever de fazer todos os reparos vencedoras em sua casa ou
castelo.
Os Comandantes de Cavaleiros: Eram tipo dos tenentes do marechal. Cada um comandou um esquadrão de dez
irmãos de cavaleiros. Eles poderiam presidir o capítulo na ausência do comandante da Terra ou do marechal.
O Comerciante de tecidos: Ele foi listado como o terceiro membro da Ordem após a mestre e Marechal. Havia dois
outros comerciante no Oriente, que da terra de Antioquia e que da Terra a partir de Trípoli. Comerciante de tecidos
irmão correu o estoque de roupas e tudo o que dependia da cama. Ele assistiu-se a chegada de roupas importadas da
Europa, e para Templários Orientais. Ele controlava os pacotes de abertura. Deve garantir que todos os Templários ter
roupa adequada e estar vestido adequadamente.
Os Cavaleiros irmãos e irmãos Sargentos: Estes homens eram o corpo principal do exército do Templo. Eles eram
combatentes de elite, geralmente recrutados na Europa, treinado nas commanderies e enviado para o Oriente. Os
cavaleiros vieram da nobreza, enquanto os sargentos veio do campesinato e da burguesia.
O Turcopolier: Dirigiu a cavalaria nativa da Ordem (os habitantes locais da Terra Santa). Ele também ordenou que
todos os irmãos de sargentos em tempo de guerra.
O marechal Adjunto: Ele era responsável por manter todos os arreios e as armas como espadas, picareta, lança, ECU.
Ele também foi responsável pelos cavalos da caravana de reposição em batalha. Na ausência do marechal, ele
comandou o porta-estandarte. Ele viu à contratação de escudeiros e sua distribuição de acordo com a necessidade.
A porta-bandeira: Ele ordenou que todos os escudeiros da Ordem manteve um gonfanon reserva em combate.

Mestres dos Templários


O termo “grande mestre” para designar o chefe supremo da ordem apareceu no final do século XIII e início do século
XIV nas cartas e no final dos trabalhos do julgamento dos Templários. Em seguida, ele foi pego e popularizado por
alguns historiadores dos séculos XIX e XX. Agora é generalizada. Mas isso não existia na ordem de classificação e os
Templários se não parecem usá-lo.
No entanto, em textos posteriores aparecem qualificadores “mestre soberano” ou “mestre-general” da ordem. Em regra
e ordem de retirada, ele é chamado Li Maistre e muitos dignitários da hierarquia e poderia ser chamado sem a adição de
um qualificador específico. Commanderies preceptores pode ser nomeado da mesma forma. Temos, portanto, referem-
se ao contexto do manuscrito para o qual se sabe falar.
No Oriente e do Ocidente, os dignitários foram chamados mestres de países ou províncias: então não era um
mestre na França, um mestre na Inglaterra, um mestre na Espanha, etc. Nenhuma confusão foi possível porque o pedido
foi dirigido por um mestre de cada vez, permaneceu em Jerusalém. Para designar o chefe supremo da ordem, ele deve
simplesmente dizer que o mestre da ordem e do mestre não é grande.
Durante seu período de existência, desde 1129 para 1312 ou 183 anos, a Ordem do Templo foi conduzido por vinte e
três mestres.

Vida dos Templários


Os Templários eram compostas por homens de todas as origens e todas as condições que constituem o corpo dos
Templários pessoas em cada nível da hierarquia. Diferentes textos agora podem determinar o aparecimento de
Cavaleiros irmão e sargentos.
Hábitos
O reconhecimento dos Templários não passar apenas através do desenvolvimento de uma regra e um nome, mas
também através da atribuição de um código de vestimenta específica específica para os templários.
O manto dos Templários estava se referindo aos monges cistercienses.
Apenas cavaleiros, irmãos da nobreza, tinham direito a usar o jaleco branco, símbolo de pureza e castidade do corpo. Os
irmãos sargento, do campesinato, usava uma capa para a sua caseira, sem que esta tendo uma conotação negativa. Era
uma ordem que desafiou o vestido e foi ele quem tinha o poder de levá-la de volta.
O casaco era dele, e no espírito da regra, o revestimento não deve ser um objeto de vaidade. Ele diz que se um irmão
pediu um melhor roupa, tivemos que dar-lhe “a mais vil”.
A perda do vestido foi entregue pela Justiça capítulo para os irmãos que haviam violado gravemente as regras. Isso
significava uma suspensão ou ordem de expulsão.
Em seu Vox touro em excelso abolição dos Templários, o Papa Clemente V suprimido indicou que “a referida Ordem do
Templo e sua condição, seu casaco e seu nome”, que mostra a importância o vestido era na existência da ordem.
A cruz vermelha
Parece que a Cruz Vermelha foi concedida aos Templários, tardiamente, em 1147, pelo Papa Eugênio III. Ele teria dado
o direito de usá-lo no ombro esquerdo, em direção ao coração. A regra de ordem e as retiradas não fez nenhuma
referência a essa cruz. No entanto, a bula papal melhor ponto de referência Omne chamado duas vezes. É, portanto,
lícito dizer que os templários já usavam a cruz vermelha em 1139. É sob o controlo de Robert Craon, segundo mestre da
ordem, o “Boca Cruz” emblema tornou-se oficialmente um templário. É provável que a cruz dos Templários foi após a
Cruz da Ordem do Santo Sepulcro, que tinha sido parte Hugues de Payens e seus companheiros. A Cruz Vermelha foi
forte, entre quatro crosslets cruzes chamadas.
A forma da cruz dos Templários nunca foi corrigido. A iconografia dos Templários apresentou o flory simples grego,
ancorado, ou Pattee. Qualquer que seja sua forma, indicou membros da Ordem dos Templários ao cristianismo e à
reminiscência da cor vermelha do sangue derramado de Cristo. Esta cruz também manifestaram o desejo de cruzada
permanente para que os Templários foram cometidos para participar a qualquer momento. Deve ser dito que todos os
Templários não estavam envolvidos em uma cruzada.
O rosto dos Templários
Em sua homilia (1130-1136), chamado De laude nouae militae (Elogio da nova milícia), Bernardo de Claraval
apresenta um retrato físico e moral, especialmente dos Templários, que foi contrário ao dos cavaleiros do século:
“Eles cortaram o cabelo curto, pelo Apóstolo de saber que é uma vergonha para um homem para tratar seus cabelos.
Nós nunca vemos penteados, raramente lavados, barba desgrenhada, cheirando a poeira, corados pelo arnês e calor … “.
Apesar de Templários contemporânea, essa descrição foi mais alegórica do que realista, Saint Bernard, que nunca tinha
visitado Oriente. Além disso, a iconografia dos Templários é fino. Nas pinturas raras que representam o seu tempo, os
rostos cobertos com um capacete, um Gossan ou uma capa, não são visíveis ou aparecem apenas parcialmente.
No artigo 28 º, a regra Latina afirmou que “os irmãos devem ter cortado o cabelo,” por razões práticas e de higiene que
São Bernardo não estava falando, mas principalmente “a fim de considerar reconhecendo a governar de forma
permanente. “
Além disso, “a respeitarem o Estado sem se desviar, eles devem ter nenhuma impropriedade nas barbas e bigodes. “Os
capelães irmãos eram tonsurados e sem barba. Muitas miniaturas, que representam os Templários na fogueira, nem
contemporânea, nem realista. Naquela época, alguns tinham até raspou a mostrar a sua retirada da ordem.
Finalmente, os pintores oficiais do século XIX, os Templários ter imaginado em sua própria maneira, combinando o
romantismo e idealismo, com longos cabelos e barbas completas.
A vida cotidiana
A regra de ordem e retiradas com precisão informar-nos do que era a vida diária dos Templários no Oriente e Ocidente.
Esta vida foi dividida entre os tempos de oração, vida comunitária (refeições, reuniões), treinamento militar, apoio e
proteção dos peregrinos, a gestão de ativos da casa, comércio impostos, colheita devido à ordem, controlar o trabalho
dos camponeses sobre as terras do fim, a diplomacia, a guerra ea luta contra os infiéis.

Os Templários e o dinheiro
Uma fortuna colossal
Os templários usavam suas muitas viagens entre o Oriente eo Ocidente para trazer de seda e especiarias. E eles
desenvolveram um intenso comércio de bens de luxo toda a Europa. Apesar de disciplinada, eles administravam
efetivamente sua propriedade. A ordem tinha sequer agia como banqueiro para vários reis da Europa.
Os Templários legou todos os bens da sua família à sua ordem, que aumentaram a sua riqueza rapidamente.
O financiamento
Os Templários foram para exercer uma atividade económica, comércio e finanças para pagar os custos da operação da
ordem e as despesas de suas atividades militares no Oriente. No entanto, não se deve confundir tal atividade com o
banco. O desgaste é para dizer um trato com o pagamento de juros era proibido pela Igreja e os cristãos, além de
religioso.
Nas palavras do Antigo Testamento:
“Você não procura vosso irmão sem interesse ou por dinheiro, nem comida, nem nada que se presta aos juros. “
Os Cavaleiros Templários emprestou dinheiro para todos os tipos de pessoas ou instituições: os peregrinos, os
cruzados, os comerciantes, congregações monásticas, o clero, os reis e príncipes.O montante da restituição era às vezes
maior que a quantidade inicial quando poderia ser camuflado por um ato da mudança de moeda. Foi uma maneira
comum de contornar a proibição.
Durante a cruzada de Luís VII, rei da França chegou a Antioquia exigiu a intervenção financeira dos Templários. O
Mestre da Ordem, Evrard de Barres, fez o que era necessário. O rei da França, escreveu ao seu mordomo, falando dos
Templários, “nós não podemos imaginar como poderíamos sobreviver nesses países [Oriente] sem a sua ajuda e
assistência. (…) Nós notificá-lo que nós emprestados e emprestado em seu nome uma soma considerável. Os fundos
serão feitas (…).
“A quantia em causa foi de dois mil marcos de prata.
Letra de câmbio
A atividade financeira da ordem desde que os indivíduos possam depositar os seus bens quando partem em peregrinação
a Jerusalém, Saint-Jacques de Compostela e Roma. Os Templários inventaram o depósito suave. Quando um peregrino
Templários confessaram a soma necessária para a sua peregrinação, o irmão tesoureiro lhe entregou uma carta na qual
foi inscrito o valor depositado. Esta carta manuscrita autenticada e tomou o nome de letra de câmbio. O peregrino
poderia, assim, viajar sem dinheiro com isso e era mais seguro. Chegou ao seu destino, ele estava se recuperando de
outros templários todo o seu dinheiro em moeda local. Os Templários desenvolvido e institucionalizou o serviço de
câmbio para os peregrinos.
O tesouro da ordem
Era um cofre trancado em que foram mantidos o dinheiro, as jóias, mas também arquivos. Este seguro foi chamado
berço. O Mestre da Ordem em Jerusalém estava fazendo contas antes que ela possa ser transferida para o século XIII ao
tesoureiro da ordem. Três artigos Regra retiradas nos dizer sobre a operação financeira da ordem. O professor poderia
autorizar o empréstimo de dinheiro (sem juros) com ou sem o acordo dos seus assessores, dependendo do tamanho da
soma. As receitas dos commanderies do Oeste foram dadas para o tesouro do cerco de Jerusalém, na ordem.
Todas as doações de mais de cem bezants concentraram-se na tesouraria da ordem. Os commanderies de Paris ou
Londres depósitos servido como centros de França e Inglaterra. Cada Comenda foi executado através de um dinheiro
guardado em um cofre. No momento da prisão dos Templários em 1307, ele foi encontrado uma característica de
segurança importante, o visitante para a França, Hugues de Pairaud. O dinheiro que continha foi confiscado pelo rei e
imediatamente se juntou aos cofres reais.

Relíquias e tesouros dos templários


A Ordem do Templo ajudaram os reis excepcionalmente atingida por dificuldades financeiras. Em várias ocasiões na
história das Cruzadas, os Templários renflouèrent esvaziar os cofres reais momentaneamente (Cruzada de Luís VII), ou
pagou o resgate de reis prisioneiros (Cruzada de Luís IX).
No Oriente e do Ocidente, os Templários estavam na posse das relíquias. Às vezes era necessário transportá-los por
conta própria ou para outros relíquias comboiadas. O Templar capelas habitação as relíquias dos santos que foram
dedicadas. Entre as relíquias mais importantes da ordem estavam o manto de São Bernardo, pedaços da coroa de
espinhos, fragmentos da Verdadeira Cruz.
Custódia do tesouro real
Tudo começou em 1146 quando Louis VII, com destino a Segunda Cruzada, tinha decidido deixar o tesouro real sob a
custódia do Templo de Paris.
Posteriormente, ela crescia, aumentava também o número de confiança soberano os tesoureiros da ordem. Esta prática,
que se misturavam em quaisquer atividades financeiras do Templo e os da Coroa, terminou durante o reinado de Filipe
IV, o Belo.
Outra grande personalidade, Henry II da Inglaterra, tinha deixado a custódia do tesouro do Templo. Além disso, muitos
Templários da casa da Inglaterra também foram os conselheiros reais.

Templários e as guerras
O cavalo
Uma ordem de cavalaria não é sem cavalo. Assim, a história dos Templários estava intimamente ligado com este
animal.
Para começar, um nobre que foi recebido na ordem poderia doar seu corcel. Depois de 1140, havia muitos doadores de
legar para as armas Templários nobres e cavalos.
Para equipar seu exército, os templários desde três cavalos a cada um de seus cavaleiros, cuja manutenção foi fornecida
por um Squire (artigos 30 e 31 da regra). A regra estabelece que os irmãos poderiam ter mais de três cavalos, quando o
professor lhes permitiu. Isso foi feito, provavelmente, para evitar a perda de cavalos, de modo que o irmãos sempre
tinha três cavalos disponíveis.
Esses cavalos devem ser utilizadas da maneira mais simples expressar o voto de pobreza. Usando a regra (artigo 37)
“Estamos plenamente que os irmãos têm ouro e prata em sua flanges, seus estribos e suas esporas.” Entre esses cavalos
foi um corcel de combate foi treinado e dedicado à guerra. Os outros cavalos eram baús ou bestas de carga ou avô da
raça Percheron. Também poderia ser chamado de “mulas mulaces animais.” Eles lidou com o cavaleiro e equipamentos.
Havia também o palafrém, usado especialmente para viagens longas.
De acordo com os levantamentos, a hierarquia da ordem foi expressa através da atribuição de quadros regulamentares.
Retiradas começar: “O mestre deve ter quatro bestas … “Indicando a importância do assunto. Além disso, os três
primeiros artigos do Mestre da Ordem (artigos 77, 78 e 79) focado em seu ambiente e os cuidados dos cavalos.
Aprendemos que os cavalos foram alimentados em medidas de cevada em grão e dando energia muito mais cara para os
cavalos que apenas ração feno) e um ferrador estava na comitiva do mestre.
Entre os cavalos do mestre era um turcomano, cavalo árabe, que era um cavalo de guerra elite e valiosa, porque muito
rápido.
Quatro cavalos foram fornecidos a todos os dignitários: steward, marechal, comandante da terra e do reino de
Jerusalém, comandante da cidade de Jerusalém, Comandantes de Trípoli e Antioquia, Draper, comandantes das casas
(postos de comando) e turcopolier. Os sargentos irmãos, como sub-Marechal, o porta-estandarte, o cozinheiro, o ferreiro
eo comandante do porto de Acre tinham direito a dois cavalos. Os sargentos outros irmãos tinha apenas um cavalo. Os
turcopoles, soldados árabes do serviço da Ordem do Templo, tinha que fornecer os seus próprios cavalos
Foi o Marechal da ordem que garantiu a manutenção de todos os cavalos e equipamentos, armas, armaduras e arreios,
sem o qual a guerra não era possível. Ele era responsável pela compra de cavalos (artigo 103) e ele teve que garantir a
sua qualidade perfeita. Um cavalo rebelde era para ser mostrado (seção 154) antes de ser retirado de serviço.
Os cavalos foram equipados com uma sela “croce” (para ficar), também chamado arçonnière sela, uma sela que foi
subindo para a guerra e ajudou a manter o jumper durante o carregamento. Os commanderies do sul da França, mas
também aqueles de Castela, Aragão e Biscaia, foram especializada na criação de cavalos. Estes foram então
transportados nos estados latino do Oriente pelo mar. Para isso, eles foram transportados nos porões dos navios
Templários e entregue à caravana da ordem do marechal que supervisionou a distribuição dos animais, conforme
necessário. Quando Templários morreu ou foi enviado para outro estado, os seus cavalos, voltou à polícia (Seção 107).
Poucas representações dos Templários. Nós, entretanto, conseguiu um mural de um cavaleiro templário que está sendo
cobrado em seu cavalo. Este é um afresco do Cressac capela em Charente, que data de 1170 ou 1180.
Equipamento militar
Os séculos XII e XIII nobres era estar a fazer um equipamento completo (roupas e armas) para ser condecorado. Este
material, essencialmente exigindo metais e vale uma fortuna. Os cavaleiros templários e sargentos eram obrigados a ter
esses equipamentos.
A proteção do corpo foi fornecido por um escudo, uma cota de malha e um capacete.
O escudo de ponta (ou escudo) triangular para baixo, era feito de madeira e coberto com uma folha de metal ou de
couro. Serviu para proteger o corpo, mas o seu tamanho foi reduzido no decurso do século XII a ser mais leves e,
portanto, mais manejável.
A cota foi constituída por milhares de anéis de ferro de um centímetro de diâmetro e, por vezes, entrelaçado rebitado.
Este casaco foi composta de quatro partes: os calções de e-mail anexado ao cinto por tiras de couro, a cota de malha
protegia o corpo eo manto braços e boné ou malha. Argamassa ou couro tampão foi colocado sobre a cabeça para
suportar o capacete. As mãos estavam protegidas por luvas de luvas de malha chamados arma (seção 325 da Regra).
Deve notar-se que a cota foi encurtado para o joelho durante o século XIII a ser mais leves.
A viseira do capacete não era móvel, ou tomou a forma de um Gossan não proteger o rosto.
A peça consistia em uma camisa de linho e calças. Proteção do corpo foi reforçada através do uso de calças de couro
presas com tiras de couro, e um gambeson gambeson ou couro. Finalmente, a túnica, usada sobre o revestimento, é
também chamado de arma saia ou brasão de armas. Foi costurou uma cruz vermelha, a insígnia da ordem, em frente
como para trás. Ele permitiu que os lutadores de reconhecer Templários no campo de batalha como em qualquer lugar.
O chicote, usado em torno de sua cintura, era um cinto especial que permitiu a espada para travar e manter a túnica bem
aderentes.
De acordo com Georges Bordonove, os Templários recebeu uma espada, uma lança, uma maça e uma faca em sua
recepção na ordem.
A maça Templários era conhecido principalmente como uma massa projetando pontos para turco. A espada e as massas
foram usados para atacar o inimigo, a fim de quebrar os ossos. Os feridos que morrem de hemorragia interna. A lança
era um poste de madeira terminou com um toque de ferro forjado chamado cabeça de ferro. Cada irmão possuía três
facas com uma arma de lâmina, um outro “pão de corte” que serviu de jantar e uma faca de lâmina estreita.
A bandeira
A bandeira da Ordem do Templo foi chamado de baucent banner.
Baucent, o que significa duas cores, teve várias grafias: baucent baussant ou balcent. Era um retângulo vertical,
composta de duas bandas, um branco e um negro, cortar o terço superior. Trazido alta depois de uma lança, ele era o
grito de guerra dos combatentes Templários no campo de batalha, em combate protegida por dez cavaleiros. Quem foi o
responsável foi chamado o porta-estandarte. Dependendo das circunstâncias, o porta-estandarte significou uma
transportadora que poderia ser um escudeiro, um soldado ou um turcopole sentinela. O porta-estandarte andava na
frente e levou sua esquadra sob o comando do marechal da ordem.
O banner deve estar sempre visível no campo de batalha e é por isso que foi proibido de abaixá-la. Esta violação séria
das regras pode ser punido com a sanção mais grave, isto é, a perda do revestimento o que significou o retorno da
ordem. Segundo o historiador George Bordonove, quando a bandeira caiu porque o seu principal portador e seus
guardas foram mortos, o comandante dos cavaleiros desenrolou uma bandeira assumiu o alívio e apoio. Se fosse a
desaparecer, por sua vez, um comandante de esquadrão deve levantar o seu galhardete preto e branco e reunir todos os
Templários presentes.
Se o Templar cores não eram mais visíveis, os templários sobreviventes foram se juntar a bandeira dos Hospitalários.
Nos casos em que caíram, os templários eram o rali primeiro banner cristã que viram.
Bandeira do Baucent é representado nos afrescos da capela templária San Bevignate de Perugia, na Itália. A faixa
branca está localizado na parte superior. Ele também é projetado em majorum crônica, as Crônicas de Mateus Paris em
1245. Neste caso, a faixa branca é na parte inferior.
Os Templários visto por seus inimigos
Os cruzados, em geral, eram vistos pelos árabes como bárbaros, ignorantes e pueril. No início século XII, os Templários
acabou por ser dos lutadores mais formidáveis que tiveram que enfrentar os árabes. No entanto, fora do campo de
batalha, há uma certa tolerância religiosa animada eles. Em 1140, o emir e colunista Osama bin Mounqidh, também
embaixador dos francos, vieram a Jerusalém. Ele costumava ir à al-Aqsa “, residência de meus amigos dos Templários.
O emir trouxe uma anedota em que os Templários abertamente tomou a sua defesa durante a oração. Enquanto a forma
muçulmana de rezar era tanto desconhecido e mal interpretado pelos recém-chegados nos francos orientais, os
Templários, eles fizeram respeitar este culto, mesmo se ele foi chamado de infiel.
Alguns anos mais tarde, em 1187, na Batalha de Hattin, o líder muçulmano Saladino decapitados com espadas, no local
e na sua presença, cerca de 230 prisioneiros Templários.
O secretário particular de Saladino concluiu falando de seu mestre: “Que males curados por condenar à morte um
templário”. No entanto, os líderes militares poupou os mestres árabes dos prisioneiros de ordem porque sabiam que um
mestre morreu, ele foi imediatamente substituído.
As Grandes Batalhas
Na ação militar, os templários eram soldados de elite. Eles mostraram coragem e provou ser estrategistas finas. Eles
estavam presentes em todos os campos de batalha onde era o exército franco e integraram os exércitos reais a partir de
1129.
Segundo cerco de Ascalon (16 de agosto de 1153)
O cerco de Damasco foi uma grande derrota para o rei de Jerusalém, Balduíno III, decidiu lançar um ataque contra
Ashkelon.
O Mestre da Ordem, Bernard de Tramelay, apoiou o parecer do rei e que o ataque foi lançado 16 de agosto, 1153. Foi
um banho de sangue para os Cavaleiros Templários que entrou no número 40 na cidade atrás de seu mestre. Na
verdade, eles foram todos mortos pelos defensores egípcios da cidade e seus corpos pendurados nas paredes.
Este episódio suscitou muitas controvérsias, pois alguns afirmaram que os templários queriam entrar na cidade por si só,
a fim de capturar todos os bens e tesouros, enquanto outros achavam que eles queriam, em vez disso, indicar a ordem de
um é uma arma.
No entanto, a cidade de Ascalon caiu 22 de agosto de 1153 e da Ordem do Templo eleito um novo mestre:  Andre
Montbard. Ele aceitou a nomeação para combater a eleição de outro cavaleiro templário, William II de Chanaleilles,
filho de William I (um dos heróis da Primeira Cruzada ao lado do conde de Toulouse Raymond IV, disse Raymond St.
Gilles), favorito do rei Luís VII de França e teria permitido que o rei para controlar a ordem.
Batalha de Montgisard (25 de novembro de 1177)
Esta batalha, realizada 25 de novembro, 1177, foi um dos primeiros do jovem rei Balduíno IV de Jerusalém, com a
idade de dezesseis anos. As tropas do rei tinha sido reforçada por oitenta Templários de Gaza marcha forçada.
Esta aliança de forças venceram o exército de Saladino em Montgisard, perto de Ramla.
Batalha de Hattin (4 de julho de 1187)
Após a morte do rei leproso Balduíno IV, Guy de Lusignan tornou-se rei de Jerusalém através de sua esposa Sybille,
irmã do rei.
Seguindo o conselho do Templo (agora comandada por Gerard de Ridfort) e Hospital, Guy de Lusignan prepararam o
exército. Como o tempo estava muito seco e ponto de água só estava em Hattin, perto de Tiberíades, o rei deu sentido a
suas tropas.
Em 4 de julho de 1187, Saladino cercou os francos. O exército NLR inteiro de quinze mil homens eo rei foi feito
prisioneiro. Saladino ter uma aversão especial aos Templários, todos eles foram executados por decapitação com os
Hospitalários.
Um deles foi poupado dos Templários, o próprio mestre: Gerard de Ridfort.
Batalha de Arsuf (7 de setembro de 1191)
Após a queda de Jerusalém, uma Terceira Cruzada foi lançado na Europa. Ricardo Coração de Leão foi deixado sozinho
após a retirada da maioria das tropas alemãs de Frederico Barbarossa (depois de se afogar em um rio) eo retorno de
Philippe Auguste, na França. Richard marchou com seu exército ao longo do mar, o que lhe permitiu ficar em
comunicação com sua frota e, assim, garantir o fornecimento contínuo de suas tropas. Formada uma grande coluna, o
exército de Richard tinha avançado para o corpo dos Cavaleiros Templários, seguido os bretões e Angevins, Guy de
Lusignan com seus compatriotas, Poitou e, em seguida, os normandos e os ingleses e depois voltar-mantém os
Hospitalários.
Nos primeiros dias da batalha, Richard sofreu a iniciativa, mas Saladino assumiu o controle da situação, finalmente,
colocar o exército de Saladino encaminhadas por duas acusações sucessivas dos cavaleiros francos e, apesar de
prematura ativação da primeira carga.
Batalha de Mansura (08 de fevereiro de 1250)
Conde Roberto I de Artois, desobedecendo as ordens de seu irmão, o rei Luís IX, queria atacar as tropas egípcias, apesar
dos protestos dos Templários, que o aconselhou a esperar mais do exército real. Os francos vanguarda entrou na cidade
de Mansoura, espalhando nas ruas. Aproveitando isso, forças muçulmanas lançaram um ataque contra, e perseguiram os
francos. Foi uma catástrofe real. De todos os Templários, 295 morreram. Apenas quatro ou cinco escaparam. Robert
d’Artois-se, o instigador do ataque sem ordens e completamente sem sentido, perdeu a vida.
St. Louis aproveitou a noite ao derrotar as tropas que vieram para exterminar sua vanguarda. No entanto, os templários
tinham perdido, entretanto, quase todos os seus homens.

Comendas das Fortalezas e Templários


A Ordem do Templo tinha dois principais tipos de património edificado: mosteiros situados nas commanderies
Oeste chamados e fortalezas no Oriente Médio e na Península Ibérica.
As comanderia dos Templários
A Comenda foi um monastério onde os irmãos viviam na ordem no Ocidente. Serviu como uma base de retaguarda para
financiar as atividades do Oriente em ordem e assegurar o recrutamento ea formação de irmãos militares e espiritual da
ordem. Foi formada a partir de doações de terras e propriedades.
A maioria propriedade de propriedade dos Templários vieram de doações e legados. Nos primeiros anos de sua criação,
as doações de terras permitiram a fim de resolver toda a Europa.
Primeiro, notamos que todos os homens que entraram no fim poderia doar uma parcela de sua propriedade para o
templo. Então, os donativos podem vir de todas as esferas da vida, o rei estava. Por exemplo, o rei Henrique II da
Inglaterra deu a casa para o Templo de São Vaubourg forte e direito de passagem sobre o rio Sena em Val-de-la-Haye na
Normandia. Outro exemplo pode ser citado é o dom feito em 1255 pelo cônego Etienne Collomb da Catedral de Santo
Estêvão de Auxerre recebeu uma centena na cidade de St. Amator.
Depois de receber esses presentes, manteve-se aos Templários para organizar e reunir todos em um todo coerente. Para
fazer isso, os templários fizeram muitas vendas ou trocas de estruturar seus comanderia e montar terra para maximizar a
renda que poderia ser demitido.
Países do Ocidente cristão da Idade Média eram tão poucos na terra de criação da Ordem do Templo.
Assim, havia comanderia dos Templários nos atuais países: França, Inglaterra, Espanha, Portugal, Escócia, Irlanda,
Polônia, Hungria, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda. Da mesma forma, houve comanderia no Oriente.
De acordo com Georges Bordonove, podemos estimar o número de comanderia dos Templários na França em 700. A
qualidade destes restos de hoje é muito diversa. Muito poucos foram capazes de manter seus edifícios completo. Alguns
comanderia foram totalmente destruídas e não mais existir no estado arqueológico, que é o caso por exemplo de Payens
Comenda da casa do fundador da ordem.
Na França, três comanderia abertos ao público ter uma completa: ao norte, o comandante da Coulsdon, regional
centro é o comandante da Arville e sul do Couvertoirade Comenda.
Somente materiais arquivísticos e em cartulários particulares dos Templários podem atestar os Templários de um
edifício.
A casa do Templo de Jerusalém
A casa do Templo de Jerusalém foi a sede da ordem desde a sua fundação em 1129 até 1187, quando a queda da Cidade
Santa por recuperação Saladino. A sede foi então se mudou para o Acre, uma cidade portuária no reino de Jerusalém.
Com a perda da cidade pelos cristãos em 1291, a sede da ordem foi novamente transferido para a terra mais próxima
cristã, a ilha de Chipre. É que vivia em Chipre Jacques de Molay, o último mestre da ordem, antes de retornar para a
França para ser preso. A sede da ordem nunca foi instalado no Ocidente.
Fortalezas do Oriente
Para superar a fraqueza de seus números, os cruzados começaram a construção de fortalezas nos Estados Latino do
Oriente. Os Templários participou nesta dinâmica, com base na sua necessidade de novos castelos. Eles também se
comprometeram a reconstruir aquelas que foram destruídas por Saladino em 1187 e concordou em ocupar esses
senhores do Oriente (ou Espanha) deu-os incapazes de mantê-los. Alguns deles permitem estradas mais seguras
freqüentados por peregrinos cristãos ao redor de Jerusalém. Servindo estabelecimento, incluindo a ordem militar,
econômico e político, a fortaleza de populações muçulmanas representou um centro de domínio cristão. Os Templários
ocuparam um maior número de fortalezas na Península Ibérica para participar na Reconquista.
No século XII, após a queda da cidade de Jerusalém para as forças de Saladino em 1187, os Templários foram capazes
de resistir alguns meses em alguns de seus redutos, mas gradualmente perdido na massa.
Foi só após a Terceira Cruzada, liderada pelos reis da França, Inglaterra e imperador da Alemanha, para o
reconstituassent Templários seu aparato militar na Terra Santa.
No século XIII, o reino de Jerusalém, os Templários tinham quatro fortes: Castle Pilgrim, construída em 1217-
1218, a fortaleza de Safed, reconstruída em 1240-1243, o castelo de Sidon e Beaufort fortaleza ambos atribuídos por
Julien Senhor de Sidon, em 1260.
No condado de Trípoli, que havia reconstruído o castelo de Tortosa em 1212, Arima e Chastel Blanc.
Norte, no principado de Antioquia, foram Templar fortalezas Baghras (Gaston) recuperou em 1216, e Roche Roche e
William Roissel eles ainda mantinham, Saladino havia desistido da vitória em 1188.
As fortalezas ibéricas
Desde 1128, a ordem recebe uma primeira doação em Portugal, das mãos da condessa reinante de Portugal,
Teresa de Leão, viúva de Henrique de Borgonha: o Castelo de Soure e suas dependências.
Em 1130, a ordem recebeu 19 propriedades. Por volta de 1160, Gualdim Pais termina Castelo de Tomar, que se tornou a
sede do Templo em Portugal.
Em 1143, Raimond Berenger IV, conde de Barcelona, pediu aos Templários para defender a Igreja ocidental, na
Espanha, para lutar contra os mouros e exaltar a fé cristã. Os Templários aceitou relutantemente, mas limitaram-se a
defender as fronteiras e pacificar e colonizar Christian Espanha e Portugal. A população cristã nova tinha realmente
movimentados castelos dadas aos Templários, a região está pacificada. A Reconquista foi uma guerra real. Portanto, as
ordens de cavalaria eram menos autônomo do que no Oriente. Eles eram para fornecer o exército real um número
variável de combatentes, proporcional à magnitude da operação em curso militar.
Assim, os Templários em Espanha participou na batalha de Las Navas de Tolosa, em 1212, a decisão de Valência em
1238, de Tarifa, em 1292, a conquista da Andaluzia e do reino de Granada. Em Portugal, os Templários participou na
decisão de Santarém (1146) e que de Alcácer do Sal (1217).
A ação dos Templários na Península Ibérica era tão alta, porque a ordem era a concentrar suas atividades na Terra Santa.
No entanto, foi muito mais fortalezas da Península Ibérica no Oriente. De fato, existem, pelo menos, setenta e dois sites
só para Espanha e Portugal para seis (há apenas vinte fortalezas no Oriente). É também nesta área que encontramos
edifícios que melhor resistiram ao teste do tempo (ou tenha recebido restaurações), como castelos de Almourol,
Miravet, Tomar e Peñíscola.
As fortalezas da Europa do Leste
Ao contrário do Oriente e da península ibérica, onde os Templários enfrentou os muçulmanos, Europa Oriental, onde as
ordens militar-religiosas também foram estabelecidos, desafiou-os ao paganismo. De fato, os territórios da Polônia,
Boêmia, Morávia, Hungria, mas também a Lituânia e Livônia formaram um corredor do paganismo, que consiste
principalmente de terra selvagem, ainda não apurado, o vórtice entre o Ocidente ea Rússia Católica Ortodoxa.
Borussians (prussianos), lituanos, ou Coumans vidas, ainda pagãos, não resistiram ao avanço – lento, mas inexorável –
do cristianismo durante séculos. O cristianismo católico, o que nos interessa aqui, foi feito por iniciativa do papado, mas
com o apoio dos príncipes germânicos convertido (que viram uma oportunidade para ampliar suas posses terrenas
juntos para fortalecer as chances de salvação para sua alma) e com o apoio dos bispos, incluindo o de Riga, que de
alguma forma realizada redutos em território pagão.
Após o desaparecimento em 1238 de cerca de Dobrin (reconhecido oficialmente pelo Papa Gregório IX sob o nome
“Cavaleiros de Cristo da Prússia”), que conduziu as primeiras conversões, os Templários encontraram-se convidado
para uma posição formal na Europa Oriental . Para este efeito, foram concedidos à Ordem três aldeias ao longo do rio
Bug e da Fortaleza de Lukow (que lhes eram confiadas em 1257, juntamente com a missão de defender a presença cristã
nesta região). Ao longo do século XIII, a presença dos Templários na Europa de Leste tem vindo a aumentar e não havia
tantos como 14 escolas e duas fortalezas templárias.
No entanto, os Cavaleiros Templários (como os Hospitalários, que estavam também presentes na Europa Oriental)
rapidamente deu lugar ao invés da Ordem Teutônica, na luta contra o paganismo dominante nessas áreas remotas.
Ambos os pedidos foram relutantes em abrir uma terceira frente, para além dos da Terra Santa e na Península Ibérica,
enquanto que a idéia original deste fronteiras instalações do cristianismo era principalmente para diversificar as fontes
de receita para financiar continuação das atividades principais da ordem na Terra Santa.
Outra região da Europa Oriental, mas mais ao sul, a Hungria teve de enfrentar a Polônia para invasões devastadoras dos
mongóis por volta de 1240. Presente, também aqui, os Templários foram envio de informações para os reis ocidentais
sem atingir o suficiente para alertá-los que uma resposta voluntária e eficaz foi acionado.

A queda da Ordem
As razões para a queda
A queda da ordem começa 05 de abril de 1291, quando os muçulmanos começaram o assalto contra a fortaleza de St.
Jean d’Acre, que cai após dois meses de combates furiosos. Os Templários, em seguida, deixou a Terra Santa e retornou
ao Chipre no Ocidente. No entanto, uma vez expulsos da Terra Santa, com a quase impossibilidade de recuperar a
questão da utilidade dos Templários surgiu porque ele foi originalmente criado para proteger peregrinos a Jerusalém
sobre o túmulo de Cristo.
Apesar da derrota militar da ordem, os templários tinham muita influência com o papado. Eles estavam na cabeça de
uma organização eficaz, apoiada por membros dedicados, disciplinados e possui uma riqueza impressionante. Incluiu
uma potência equivalente notável militar para 15.000 homens, incluindo 1.500 cavaleiros treinados em combate e
dedicado ao Papa.
Essa força só poderia ser embaraçoso para o regime governante. O rei da França, Filipe o Belo se sente tão ameaçado
pela presença crescente de ordem em seu país. Ele temia, como se fosse o reino dos Templários dentro de seu próprio
reino. É importante acrescentar que o rei da França sabia, é claro que os Templários tinham uma riqueza
impressionante, e que lhe permitiria repor seus cofres se conseguiu apropriar-se de sua riqueza.
A prisão dos Templários
Filipe, o Belo, enviou mensageiros 14 de setembro de 1307 para todos os seus oficiais de justiça e senescais, dando-lhes
instruções para a realização de prisões em massa dos Templários na França durante o mesmo dia, ou sexta-feira 13 de
outubro, 1307.
O objetivo desta ação realizada em um dia foi para aproveitar o fato de que os Templários estavam espalhados por todo
o país e, assim, evitar o último, alarmado com a prisão de alguns de seus irmãos, e eles fizeram juntos tornar-se difícil
de parar.
A prisão dos Templários ocorreu em toda a França e a grande maioria dos Templários presentes em seus comanderia
foram presos. Eles não ofereceram resistência. Alguns conseguiram escapar antes ou durante as prisões. Os presos
foram confinados principalmente em Paris, Caen, Rouen eo castelo de Gisors.
Todos os seus bens foram inventariados e atribuído para proteger o tesouro real.
O julgamento dos Templários
Depois de preso e torturado depuit várias semanas, disse que a maioria dos confissões dos Templários como os que
negavam a Santa Cruz, cuspindo no crucifixo, negou a Cristo, etc. O Grão-Mestre da Ordem também confessou ter
negado Cristo.
No entanto, a simpatia do público para com os Templários ainda é mantida, apesar dos dois anos de julgamento e
acusações falsas. O rei da França, preocupado, decidiu enviar para a estaca 54 Templários depois de suas confissões
extraídas sob tortura.
O Mestre do Templo, Jacques de Molay, foi finalmente condenado à prisão perpétua em um simulacro de julgamento.
Ele se levantou e gritou a sua inocência ao ouvir o veredicto (o que significava que o tribunal que tinha mentido aos
juízes da Inquisição), o tribunal decidiu mudar a sua sentença condenando-o a morrer na fogueira.
Consequências do fim da ordem
A dissolução da ordem no Concílio de Viena e, em seguida, a morte de Jacques de Molay marcou o fim definitivo dos
Templários. comanderia propriedade Templários em particular, foram doados pela Providam bula papal Ad em grande
parte à Ordem do Hospital, exceto no reino de Valência, onde passaram a nova ordem de Montesa, fundada em 1317, e
Portugal, onde passaram a Ordem de Cristo, fundada em 1319 (Ordem de Cristo, que vamos ver a cruz nas velas dos
navios de Cristóvão Colombo em sua viagem através do Atlântico em 1492). Estas duas ordens são os únicos sucessores
legítimos “do templo”, mas sua característica comum nacional impede de considerá-los como sobrevivências reais (os
Templários com essa característica de ser internacional).
Os motivos que levaram Filipe, o Belo para acusar os Templários são sempre misterioso. Será que ele colocar as mãos
sobre a riqueza dos Templários, ele estava com medo de seu poder militar, a influência da Ordem dos Templários ela
começou a ser muito embaraçoso, ou todos eram boas razões para se livrar de e condenar Templários na aparência de
um julgamento.
Fonte: templier.weebly.com

Ordem dos Templários

Os Templários
Também chamada dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, esta Ordem foi fundada em 12 de junho
de 1118 em Jerusalém por Hugo de Payens, Cavaleiro de Burgúndia, e Godofredo de Saint Omer.
Balduíno II, rei de Jerusalém, alojou ambos e a mais sete aderentes seus, perto do Templo de Salomão, originando-se
daí a denominação de Templários.
Durante nove anos, seus membros dedicaram-se somente a trabalhos sobre o plano metafísico, sem participar nos
combates e na política. Seria infantil, para alguns, crer que a Ordem do Templo surgiu para defender Jerusalém, ou para
guardar o Santo Sepulcro, ou para proteger os peregrinos. Os historiadores mesmo não acreditam nessa versão, mas são
obrigados a se contentarem com as conjecturas, pois não puderam descobrir nenhum documento sobre a Missão
Esotérica da Ordem.
São Bernardo de Clairvaux, fundador da Ordem Cirtecense, foi o patrono dos Templários. Ele enviou uma carta a Hugo
de Payens pedindo a cooperação da Ordem para reabilitar os “ladrões e sacrílegos, assassinos, perjúrios e adúlteros”,
porém que estivessem dispostos a se alistar nas fileiras das Cruzadas pela liberação da Terra Santa. Alentado assim por
um dos mais influentes de sua época, Hugo de Payens partiu em direção do Concílio de Troyes, na França, para
assegurar o reconhecimento de sua Ordem na Europa. Ali sob o patrocínio e proteção de S. Bernardo apresentou a regra
da irmandade, que seguia até certo ponto a Regra da Ordem Cirtecense. Mas a carta constitutiva da Ordem, que a
estabeleceu definitivamente, só lhe foi outorgada em 1163 pelo Papa Alexandre III.
Em seu período áureo, foi constituída de vários graus. A sua seção mais importante foi a dos Cavaleiros, por sua feição
militar. Em sua recepção, juravam observar os três preceitos de pobreza, castidade e obediência, tal qual os membros
das demais Ordens da Igreja. Em geral descendentes de alta estirpe, os Cavaleiros tinham direito a três cavalos, a um
escudeiro e duas tendas. Aceitavam-se também homens casados, mas sob a condição de legarem à Ordem metade de
suas propriedades, e não se admitiam mulheres. Depois vinha um corpo de Clérigos, incluindo Bispos, Padres e
Diáconos, sujeitos aos mesmos votos dos Cavaleiros, e que por especial dispensação não rendiam obediência a nenhum
superior eclesiástico ou civil, a não ser o Grão-Mestre do Templo e ao Papa.
Instituiu-se que as confissões dos irmãos da Ordem deviam ser ouvidas somente por clérigos especiais, e assim
permaneciam invioláveis os seus segredos.
Também havia duas classes de Irmãos Servidores, os criados e os artífices. A hierarquia administrativa da Ordem era
formada pelo Grão-Mestre, o Senescal do Templo, o Marechal como autoridade suprema em assuntos militares, e os
Comendadores sob cuja direção estavam as Províncias.
A influência dos Templários cresceu rapidamente. Combateram valentemente em várias Cruzadas, e a mercê dos bens
tomados de seus inimigos vencidos, ou doados à Ordem, chegaram a ser grandes financeiros e banqueiros
internacionais, cujas riquezas tiveram o seu apogeu em meados do século treze. Os reis da Europa depositavam seus
tesouros e riquezas nas arcas dos Templários e, no que não era incomum ocorrer, pediam até mesmo empréstimos a
Ordem.
Seu papel preponderante na Igreja se pode avaliar pelo fato de os membros da Ordem serem convocados para participar
dos Grandes Concílios da Igreja, tal como o de Latrão em 1215 e o de Lyon em 1274. Assim, não há dúvida que essa
Ordem foi um dos repositórios da Sabedoria Oculta na Europa, durante os séculos doze e treze, porém seus segredos
eram transmitidos tão-só a alguns de seus membros selecionados. Em sua seção religiosa, as cerimônias de recepção
eram executadas sob estrito sigilo, e daí, naturalmente, a razão de lhe haverem os leigos atribuído as mais horríveis
práticas e histórias infundadas.
Depois da tomada de Jerusalém pêlos Sarracenos (Muçulmanos que, inclusive, nos períodos de trégua, negociavam com
os Templários, pois acreditavam ser prudente ter algum dinheiro invertido com os cristãos para o caso de que os
avatares da guerra pudessem terminar em alguma espécie de pacto com os europeus em 1291, adveio a queda do Reino
Latino; o quartel-general da Ordem foi transferido da Cidade Santa para Chipre, e Paris passou à categoria de seu
principal centro na Europa. Por certo que esta derrota das Cruzadas, em que o túmulo de Cristo caiu nas mãos dos
“infiéis”, abalou a posição dos Templários, como das demais ordens militares, mas ninguém poderia prever o seu fim
brusco e trágico. Conservando-se ainda poderosamente rica, credora do Papa e da corte da França, suas posses passaram
a ser avidamente cobiçadas. Felipe IV, o Belo, necessitava prementemente de dinheiro e depois de haver confiscado os
haveres dos banqueiros lombardos e judeus e tê-los expulso do país, volveu suas gulosas vistas para os Templários.
Como o Papa Clemente V devia sua posição em Avinhão às intrigas do rei, foi fácil a sua aquiescência.
Essa macabra tarefa foi muito ajudada pelo ex-cavaleiro Esquieu de Floyran, o qual, pessoalmente interessado na
desmoralização da Ordem, contra ela levantou as mais duvidosas acusações. Essas acusações foram sofregamente
aceitas por Felipe IV, que, numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, mandou prender todos os Templários da França e o
seu Grão-Mestre, Jacques DeMolay, os quais, submetidos à Inquisição, foram por esta acusados de hereges. Por meio de
inomináveis torturas físicas, infligidas a ferro e fogo, foram arrancadas desses infelizes as mais, contraditórias
confissões. O Papa, desejoso de aniquilar a Ordem, convocou um concílio em Viena, em 1311, com esse fim, mas os
Bispos se recusaram a condená-la à revelia; conseqüentemente, o Papa convocou um consistório privado em 22 de
novembro de 1312, e aboliu a Ordem, conquanto admitindo a falta de provas das acusações. As riquezas da Ordem
foram confiscadas em benefício da Ordem de São João, mas é certo que a grossa parcela francesa foi adjudicada aos
cofres do rei da França, Felipe, o Belo. A tragédia atingiu seu ponto culminante em 14 de março de 1314, quando o
Grão-Mestre do Templo, Jacques DeMolay, e Godofredo de Charney, preceptor da Normandia, foram publicamente
queimados no pelourinho diante da catedral de Notre Dame, ante a turba, como hereges impenitentes.
Diz-se que o Grão-Mestre, ao ser envolto e devorado pela pira, ele voltou a cabeça em direção ao local onde se
encontrava o rei e imprecou: “Papa Clemente, cavaleiro Guilherme de Nogaret, Rei Felipe… Convoco-os ao Tribunal
dos Céus antes que termine o ano, para recebam vosso justo castigo. Malditos… Malditos… Malditos… Sereis malditos
até treze gerações…”. E de fato, antes de decorridos doze meses, ambos os intimados estavam mortos.
Em Portugal, o rei D.Dinis não aceita as acusações, funda a Ordem de Cristo para qual passam alguns Templários. Na
Inglaterra, o rei Eduardo II, que não concordara com as ações de seu sogro Felipe, ordena uma investigação cujo
resultado proclama a inocência da Ordem. Na Inglaterra, Escócia e Irlanda os Templários distribuíram-se entre a Ordem
dos Hospitalários, monastérios e abadias. Na Espanha, o Concílio de Salamanca, declara unanimemente que os
acusados são inocentes. Na Alemanha e Itália a maioria dos cavaleiros restou em liberdade.
No entanto, a destruição da Ordem não acarretou a supressão completa de seus ensinamentos mais profundos. A sua
mística permaneceu viva através dos seis séculos e meio as fogueiras de Notre Dame, palpita indubitavelmente no corpo
e no espírito da Maçonaria e da Ordem DeMolay.

Templários – Criação
Foi criada em 1118, em Jerusalém, uma Ordem de Cavalaria chamada de Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do
Templo de Salomão, famosa como Ordem dos Templários.
Ela era composta por nove cavaleiros franceses, entre eles Hugo de Payens e Geoffroy de Saint-Omer. Seu objetivo,
pelo menos aparentemente, era velar pelas conveniências e pela proteção dos peregrinos cristãos no território sagrado.
Os templários estavam, nesta época, cravados no núcleo central do território de seus adversários, pois sua sede estava
instalada em um edifício vizinho da Mesquita de Al-aqsa, uma doação do rei Balduíno II, o que sobrara do Templo de
Salomão. Este grupo logo se consagrou, tornando-se poderoso nas esferas política, bélica e econômica. Ao longo do
tempo, esta Ordem obteve um sem número de territórios europeus, doados por benfeitores cristãos os mais diversos,
dominando, desta forma, grande parte da Europa.
A ordem dos Templários era uma espécie de sincretismo entre a fé monacal e a coragem de guerreiros de alto nível,
constituindo assim uma das mais destemidas e poderosas congregações militares do período marcado pela presença das
Cruzadas. Os cavaleiros que fundaram a Ordem realizaram, na época, um voto de pobreza. A recém-nascida instituição
passava a ter como símbolo um cavalo montado por dois cavaleiros.
Dizem as lendas que, na primeira década de vida, os cavaleiros da Ordem teriam achado sob as bases da sede um grande
tesouro, documentos e outros objetos preciosos que teriam lhes concedido um intenso poder. Outras histórias narram o
suposto encontro do Santo Graal, o cálice sagrado dos cristãos. As duas versões acreditam que os guerreiros teriam
transportado para a Europa seus achados, e obtido do Papa Inocêncio II poderes sem limite, em troca do tesouro
conquistado.
Seja como for, os templários se desenvolveram com uma velocidade surpreendente, tanto numericamente quanto em
domínio político, somando terras e juros de empréstimos concedidos a reis e nobres, bem como ao clero, semeando
assim o futuro intercâmbio bancário. Tanto poder e riqueza lhes angariaram rivalidades e temores, sentimentos que no
século XIV se concretizaram sob a forma de um complô armado pela cumplicidade entre o rei francês Filipe IV e o
Papa Clemente V. Os dois se uniram e teceram um plano cruel contra os templários.
O Papa forjou acusações pretensamente inspiradas por uma visão divina, na qual os monges guerreiros são declarados
culpados de heresia, de difamação do nome de Deus, bem como das coisas sagradas, de adorar outros deuses, de
perversões sexuais e de praticarem magia. O Pontífice alega ter obtido do Criador orientações para depurar o Planeta,
com a tortura dos cavaleiros templários, para assim convencê-los a confessar suas pretensas heresias.
Tudo corre como esperado. Do dia 12 para 13 de outubro de 1307, edifícios e todas as sedes dos templários são
invadidos, os soldados são presos, torturados e consumidos nas fogueiras, como se fossem realmente hereges. O último
grão-mestre desta ordem, Jacques de Molay, ao ser executado em meio às chamas, teria lançado maldições a todos os
seus perseguidores, principalmente ao Rei, ao Papa e a um cavaleiro, Guilherme de Nogaret, executor das ordens reais.
Dentro de um ano, prazo estabelecido por Jacques para o encontro de seus adversários com Deus, os três amaldiçoados
morrem. Filipe IV não consegue dar prosseguimento à sua descendência no trono, o que acarreta uma grave crise, a qual
culmina na Guerra dos Cem Anos.
O Rei tenta se apoderar dos tesouros da Ordem, mas estes desaparecem sem nenhuma explicação. A esquadra dos
templários, com a suposta riqueza, nunca mais é vista. Alguns dizem que os tesouros foram parar em território
português, outros acreditam que eles estão ocultos na Inglaterra, outros ainda crêem na Escócia como o melhor destino.
Muitos pesquisadores estabelecem até mesmo uma possível relação entre a maçonaria e os templários.

OS TEMPLÁRIOS: UM BREVE RESUMO


por Grão-Mestre Adjunto|Publicado 16/03/2018

OS TEMPLÁRIOS: UM BREVE RESUMO

Os Templários foram uma das mais famosas Ordem Militar de Cavalaria, fundada no final da
Primeira Cruzada. Podemos dizer que, o propósito principal dessa Ordem era proteger os
cristãos que voltaram a fazer peregrinação em Jerusalém após a sua reconquista do domínio
mulçumano, assim, surgiu o que hoje conhecemos como os Templários.

No ano de 1118, Godofredo de Buillon e mais 8 (oito) cavaleiros, entre eles Hugo de Payens
propuseram ao Rei Balduíno II a criação de uma Ordem de Cavalaria, denominada “Os Pobres
Cavaleiros de Cristo”, com a finalidade de proteger os peregrinos e os lugares santos, dos
mulçumanos.

A princípio, talvez, a ideia dos Templários seria a de se tornarem monges, seguindo a regra de
Agostinho de Hipona, adotada na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, mas o Rei Balduíno
II os teria convencido a permanecerem como cavaleiros, para protegê-lo, bem como a cidade de
Jerusalém.

No Natal de 1119, eles fizeram seus votos de castidade, de pobreza e obediência ao Rei. Assim,
Balduíno II reservou-lhes o famoso santuário do século XI antes de Cristo, a Mesquita de Al-
Aqsa, na borda sul do monte do templo, conhecida como Templum Salomonis, “Templo de
Salomão”. Templo este anteriormente destruído pelos Caldeus e reconstruído por Zorobabel.
Seria esta realmente a missão desses nobres cavaleiros? Embora eles tenham sempre
procedido conforme o juramento feito, acredita-se que a verdadeira missão fora encomendada
pelo monge e grande iniciado Bernardo de Clairvaux, a qual tinha como objetivo resgatar a Arca
da Aliança, as Tábuas da Lei, o Santo Graal, bem como a grande biblioteca judaica, onde se
acreditava estarem muito bem guardados os segredos de arquitetura. Esta hipótese tem fortes
argumentos porque, após serem instalados no local, eles passaram a explorar as ruínas do
velho templo à procura de algo mais, como se estivessem guiados por inspiração divina.

Dessa forma, agiram assim até que encontraram uma entrada secreta que conduzia ao labirinto
subterrâneo só conhecido pelos iniciados da Cabala. Ali entrando, seguiram por extensos
corredores até encontrarem uma porta chapeada de ouro, o que atiçou em todos a possibilidade
de, por trás desta, estarem escondidos os segredos de maior importância para a humanidade.

No espaço de tempo compreendido entre a reação que todos tiveram e o ato de uma decisão,
Hugo de Payens adiantou-se e com o punho da sua espada bateu à porta, bradando em voz
alta: “EM NOME DE CRISTO, ABRE!”, e esta se escancarou aos olhos vidrados dos cavaleiros
presentes, descortinando-se gigantesco recinto.

Vale lembrar que, a própria palavra “Portugal” está ligada a fatos simbólicos. Deriva de
“Portucalém”, ou seja, “Porto do Cálice” (relativo às cidades do Porto e Gaia-Calém). Ou seja,
Porto (lugar seguro) do Santo Graal. Por isto, encontraram-se referências antigas a Portugal,
como: Portugraal ou Porto do Graal. Lugar onde repousa o Santo Sangue Real de Cristo.

A pergunta que até hoje carece de resposta é a seguinte: “Teriam mesmo os cavaleiros do
Templo ou os Templários, como assim passaram a ser denominados, encontrado tais
segredos”? Alguns pesquisadores acreditam que sim. Se não totalmente, pelo menos uma boa
parte. Isto se deve ao fato de Hugo Paynes e seus companheiros terem sido recebidos na
Europa, quando regressaram no ano de 1127, com honras e glórias pelos reis e nobres e, em
primeiro lugar, pelo Papa.

É bem possível que, somente proteger os peregrinos não tivesse sido mérito o suficiente para
tantas honrarias, até porque, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalário já o fazia e, nem por isso,
seus membros foram, alguma vez, assim recebidos. Acresce-se ainda a convocação do Papa,
de um concílio para fixar deveres e privilégios da Ordem do Templo, o Concílio de Troyes.

Neste mesmo ano, o Papa Honório II aprovou a Ordem dos Templários, dando a eles uma
vestimenta especial: um hábito branco com uma cruz vermelha no peito. Vale enfatizar também
que, os estatutos da Ordem foram escritos pelo monge Bernardo de Clairvaux.

Se isto apenas não bastasse, foi exatamente nessa época, de 1130 a 1180, que se iniciou na
Europa uma maciça construção de Igrejas góticas, revolucionária na arquitetura, até então,
ainda não conhecida no ocidente, por exemplo, a construção da famosa Catedral de Chartres,
cujas dimensões e proporções representam uma medida da Terra e o portal norte desta
Catedral é curiosamente chamado de Portal dos Iniciados, tem duas colunetas, sendo em uma
delas mostrada a Arca da Aliança transportada por dois bois.
Pode-se dizer que o conhecimento empregado na edificação desta Catedral é uma das provas
de que antes dos Templários, somente os construtores das grandes pirâmides detinham esse
saber.

Segundo a escritora e pesquisadora Sonja Ulrike Klug, sobre a construção da Catedral


Chartres, explicita que, “naquela época, só havia uma organização em condições de realizar
tamanho empreendimento: a Ordem dos Templários. Os Templários eram oficialmente a força
policial dos grandes mercadores que protegiam também os viajantes contra ladrões e
salteadores e providenciava condições para a sobrevivência do comércio e dos mercados”. E,
como já dissemos anteriormente, ela também afirma que “foram os Templários que iniciaram o
primeiro sistema bancário. Com a prática dos depósitos, eles criaram a conta corrente e
estabeleceram esquemas de empréstimos a juros, que eram mais baixos que os exigidos pelos
Lombardos e pelos judeus. Introduziram o câmbio e os cheques, criando assim um sistema
financeiro que floresceu no Ocidente. O papa lhes concedia importantes privilégios. Eles não se
sujeitavam aos senhores feudais e não pagavam impostos”.

Vale destacar que, durante o período de existência da Ordem, os Templários participaram de


várias Cruzadas. Guerras estas incentivadas pelo papado, sempre na intenção de proteger ou
recuperar os lugares sagrados para os Cristãos. Nessa época, o engajamento de um cavaleiro
numa cruzada era considerado uma grande demonstração de supremo sacrifício, um ato de fé,
na maioria das vezes pago com a própria vida. Reis, Condes, Barões e o próprio povo
participava por diversos motivos. O mais forte era o perdão de seus pecados, muitas vezes
oferecidos pelos Papas, ou mesmo por dinheiro ou valores arrebanhados nos saques aos
perdedores. Alguns participavam por real idealismo, pelo simples fato de considerarem estar
fazendo parte da obra divina.

Certo ou errado, os Templários sempre se distinguiram nas lutas, fazendo questão de estarem
sempre na frente de batalha. Eram os primeiros. Devido a esta postura, o desgaste na Ordem
do Templo era alto. Seis dos vinte e três Grão-Mestres morreram em combate ou na prisão.
Segundo alguns pesquisadores, cerca de vinte mil Templários morreram no além-mar, alguns
em combate e outros, preferiram morrer a renunciar a sua fé.

Cabe destacar que, muitas foram as vitórias templárias, mas as derrotas também não foram
poucas. Havia respeito mútuo entre os Templários e os combatentes mulçumanos e entre eles,
cita-se Saladino, o grande Sultão do Egito e da Síria.

Lembramos que, o segundo combate travado em Hatti foi fatal às Ordens dos Templários e
Hospitalários, esta última chegando a perder o seu Grão-Mestre. Nesta batalha, por
determinação de Saladino que tomou Jerusalém do domínio cristão, 230 cavaleiros foram
decapitados por não renegarem a sua fé, principalmente os Templários.
Vale ressaltar que, Saladino passou a dominar grande parte das cidades ultramar. Esta situação
só mudou com a chegada do rei inglês à Terra Santa, Ricardo Coração de Leão. Este rei
retomou grande parte das posições perdidas e, após anos de lutas com Saladino, formalizaram
pacto para que cristãos e muçulmanos tivessem acesso e trânsito livre inclusive na cidade de
Jerusalém, isso foi conquistado tendo em vista que ambos se respeitavam mutuamente.

Ressaltamos que, quanto ao aspecto econômico, desde a sua formação, a Ordem dos
Templários recebeu inúmeras doações. Começando pela própria mesquita de Al-Aqsa, o Templo
de Salomão. A cada mês, a cada ano, recebiam mais doações. Não só em dinheiro, prata, ouro,
peças diversas, mas também castelos, terras etc…, eram doações de reis, príncipes, barões
enfim, da nobreza em geral e também outras oriundas dos seus próprios integrantes.

Destacamos que, aos Templários, o papado concedeu a isenção de impostos e até mesmo a
permissão de cobrança de algumas taxas. No fim do século XIII, o tesouro templário, além de
muitas terras, compunha-se de aproximadamente, 150.000 florins de ouro, 10.000 casas ou
solares, inúmeras fortalezas e castelos, pratarias, vasos de ouro e muitas outras preciosidades.

Os Templários também foram os criadores do que posteriormente veio a se chamar de “carta de


crédito”, devido a imensa riqueza que passaram a possuir, a qual se encontrava espalhada por
toda a Europa.

Nessa linha, lembramos que, quando havia uma necessidade de pagamento assumindo entre
reinos, para que não houvesse o risco de roubo no transporte desses valores, após depósito do
valor no reinado de origem, bastava que um representante do pagador se apresentasse na
Ordem Templária situada no outro reinado, apenas com um papel timbrado Templário, validando
a transação, sobre a qual era cobrada uma taxa de serviço.

Eram também os Templários grandes administradores, chegando mesmo a administrar as


finanças de Reinos, dentro os quais podemos citar o da Inglaterra e da França, sendo a eles
atribuída a criação do sistema bancário.

Podemos destacar que, os Templários promoveram uma enorme expansão comercial entre o
Ocidente, Oriente e a Ásia. Implantaram o sistema bancário, dando início ao capitalismo
comercial e da pequena indústria. Contudo, apesar de todo o tesouro que possuíam, os
Templários viviam uma vida austera, sem luxo ou qualquer tipo de ostentação.

Mesmo tendo uma visão religiosa, os Templários estavam, inicialmente, menos próximos ao
catolicismo do que os Cruzados, bem como em sua missão, de fato, predominavam os
interesses econômicos em geral.

Vale lembrar que, Reis, príncipes e papas recorreram a empréstimos nos cofres da Ordem para
suprirem gastos com as suas administrações e, até mesmo, particulares. Tudo isto acabou
incitando a inveja de muitos. As próprias Ordens coexistentes, dos Teutônicos e dos
Hospitalários, principalmente esta, que chegou a reclamar ao papado sobre a diferenciação de
tratamentos, mas o pior ainda estava por vir.
Ressaltamos que, nesse cenário de intrigas e inveja, duas figuras foram de fundamental
importância para a construção destes fatos: o Rei de França, Felipe IV, também conhecido
como Felipe “o belo” e o Papa Clemente V.

A partir daí, foi arquitetado um plano para provocar a destruição da Ordem através da
difamação. Para tanto, contaram com a ajuda de Esquieu Floryan, ex-Prior da Ordem, expulso
como perjuro e traidor de Nogaret, Ministro do Reino de França, ex-filiado do templo, que
também havia sido expulso da Ordem. Assim, foram forjadas e apresentadas todas as
acusações de degradação, possíveis e imagináveis, que naquela época pudessem fundamentar
a abertura de um processo de inquisição da Igreja Católica, o que foi feito.

Salientamos que, muitos foram os motivos que o Rei Felipe possuía para engendrar esse plano.
Assim, podemos citar que, apesar do Grão-Mestre ser padrinho de um dos seus filhos, foi
recusado por duas vezes o ingresso do rei na Ordem, como membro honorário.

Ainda, por várias vezes Felipe recorreu aos cofres da Ordem, para si próprio e para a Coroa da
França: em 1297, mil e quinhentas libras de ouro; no ano seguinte, mil e seiscentos florins e; em
1300, setecentos e cinquenta mil florins para repor o dote de sua irmã e resgatar dívidas
particulares. Sua administração era tão ruim que, em 1306 provocou uma desvalorização da
moeda, causando revolta popular e, temendo a fúria do povo, pediu proteção aos Templários,
que lhe permitiam refugiar-se no interior de seu templo em Paris. Este era Felipe.

A ascensão ao papado do Cardeal Bertand, posteriormente chamado de Clemente V, ocorreu


com o efetivo apoio do rei, que entre outras exigências, como a destruição dos Templários,
solicitou a mudança da Santa Sé, para Avignon, no território francês. Um Papa bastante
comprometido com o poder e obviamente sob o julgo do rei de França.

Utilizando sua influência e desconsiderando o poder único do Papa, apenas ao qual os


Templários deviam obediência, Felipe manda prender, no próprio castelo da Ordem, o Grão-
Mestre Templário Jacques de Molay, Geoffroy de Charnay e outros, que ficaram prisioneiros por
7 anos e sujeitados a tortura pela inquisição, para confessar os crimes que lhes foram impostos.

Dias após a esses episódios, surgiram em toda Europa, protestos e reações dos demais
reinados contra tal ato. Durante todos esses anos, o Papa, mesmo tendo a sua autoridade
constantemente solapada pelo rei de França, receando a imensa pressão externa dos demais
reinados, vinha através de tímidas declarações escritas, concordando com a inocência dos
Templários, até que algo o fez desistir da resistência que vinha opondo ao rei de França.

No dia 18 de março de 1314, Jacques de Molay, o último Grão-Mestre Templário e seu principal
assessor Geoffroy Charnay e Guy d’Auvergnie, irmão de Delfim de Auvernia foram levados para
morrerem queimados em uma grande fogueira construída com esse propósito.
No momento em que as chamas começaram a queimar suas carnes, Jacques de Molay proferiu
a célebre frase: NECAM ADONAI (vingança Senhor). Convoco o Rei e o Papa a prestarem
diante de Deus, no prazo de um ano, contas pelas injustiças que contra a Ordem dos
Templários são hoje cometidas. Coincidência ou não, tanto o Papa como o Rei cumpriram a
convocação.

Vale destacar que, durante a sentença de morte, Jacques De Molay teria dito que, tanto o rei
Felipe quanto o Papa Clemente V não passariam daquele ano com vida. Assim é que, passado
menos de um mês de sua execução, o Papa Clemente V morreu. O rei Felipe morreu em 29 de
dezembro do mesmo ano, durante uma caçada em que caiu do cavalo e foi estraçalhado por
um javali.

Concluindo, será que teriam se tornado inúteis todos os esforços feitos por esses nobres
cavaleiros? Não, claro que não. Certamente seus exemplos de honradez, coragem e
determinação foram e serão perpetuados por outros. Hoje não mais na cavalaria medieval, mas
sim consubstanciada agora nos mais altos valores éticos, morais e espirituais, nutridos pelo
verdadeiro Maçom, herdeiro legítimo dos Templários.

AILDO VIRGINIO CAROLINO


Grão-Mestre Adjunto
Presidente do CEO

Quem eram os templários?


Desde que foram extintos, eles alimentaram diversas teorias da conspiração
Por Redação Mundo Estranho
access_time14 fev 2020, 17h48 - Publicado em 18 abr 2011, 18h57

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 (Divulgação/Reprodução/Wikimedia Commons)
Eles surgiram como uma espécie de exército religioso: uma ordem formada por monges cavaleiros para
proteger Jerusalém após a conquista da cidade, no século XII, pelas Cruzadas – expedições organizadas
pelas potências cristãs europeias para tirar a região do domínio muçulmano. Cavaleiros franceses,
liderados por Hugues de Payens, criaram o grupo em 1139, inspirados por São Bernardo, místico e ativista
religioso que incentivava ações militares contra os “infiéis” na Terra Santa. Em Jerusalém, o grupo
ocupava uma ala do palácio real da cidade, que, diziam, havia feito parte do Templo de Salomão. Daí veio
o nome Templários para a ordem, também formalmente conhecida como Cavaleiros Pobres de Cristo e do
Templo de Salomão. Sua principal identificação era a túnica branca com uma cruz. Não demorou para que
se tornassem fundamentais para a defesa dos Estados cristãos implantados à força no Oriente Médio – por
isso, chegaram a reunir cerca de 20 mil cavaleiros.

A história secreta do
descobrimento do Brasil
A chegada de Cabral ao Brasil foi parte de uma cruzada conduzida pela Ordem
de Cristo, a organização que herdou a mística dos templários.
Por Jorge Caldeira
access_time23 maio 2019, 19h00 - Publicado em 31 jan 1998, 22h00

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 (johncopland/Getty Images)
Domingo, 8 de março de 1500, Lisboa. Terminada a missa campal, o rei d. Manuel I sobe ao altar,
montado no cais da Torre de Belém, toma a bandeira da Ordem de Cristo e a entrega a Pedro Álvares
Cabral. O capitão vai içá-la na principal nave da frota que partirá daí a pouco para a Índia. Era uma
esquadra respeitável, a maior já montada em Portugal, com treze navios e 1 500 homens. Além do
tamanho, tinha outro detalhe incomum. O comandante não possuía a menor experiência como navegador.
Cabral só estava no comando da esquadra porque era cavaleiro da Ordem de Cristo e, como tal, tinha duas
missões: criar uma feitoria na Índia e, no caminho, tomar posse de uma terra já conhecida, o Brasil.
A presença de Cabral à frente do empreendimento era indispensável, porque só a Ordem de Cristo, uma
companhia religiosa-militar autônoma do Estado e herdeira da misteriosa Ordem dos Templários, tinha
autorização papal para ocupar – tal como nas cruzadas – os territórios tomados dos infiéis (no caso
brasileiro, os nativos destas terras).
No dia 26 de abril de 1500, quatro dias depois de avistar a costa brasileira, o cavaleiro Pedro Álvares
Cabral cumpriu a primeira parte da sua tarefa. Levantou onde hoje é Porto Seguro a bandeira da Ordem e
mandou rezar a primeira missa no novo território. O futuro país estava sendo formalmente
incorporado às propriedades da organização.
O escrivão Pero Vaz de Caminha, que reparava em tudo, escreveu para o rei sobre a solenidade:
“Ali estava com o capitão a bandeira da Ordem de Cristo, com a qual saíra de Belém, e que
sempre esteve alta.” Para o monarca português, a primazia da Ordem era conveniente. É que
atrás das descobertas dos novos cruzados vinham as riquezas que faziam a grandeza e a glória
do reino de Portugal.
Uma idéia delirante leva os portugueses ao mar
No começo do século 15, Portugal era um reino pobre. A riqueza estava na Itália, na Alemanha e em
Flandres (hoje parte da Bélgica e da Holanda). Então como foi que os lusitanos encabeçaram a expansão
européia? A rica Ordem de Cristo foi o seu trunfo decisivo. Fundada por franceses em Jerusalém em 1119,
com o nome de Ordem dos Templários, acabou transferindo-se para Portugal em 1307, época em que o rei
da França desencadeou contra ela uma das mais sanguinárias perseguições da História (veja na página 40).
Quando o infante d. Henrique, terceiro filho do rei d. João I, tornou-se grão-mestre da Ordem, em 1416, a
organização encontrou o respaldo para colocar em prática um antigo e ousado projeto: circunavegar a
África e chegar à Índia, ligando o Ocidente ao Oriente sem a intermediação dos muçulmanos, que então
controlavam os caminhos por terra entre os dois cantos do mundo.
No momento em que d. Henrique, à frente da Ordem de Cristo, resolveu dar a volta no continente africano,
a idéia parecia uma doidice. Havia pouca tecnologia para navegar em oceano aberto (o Meditarrâneo é um
mar fechado) e nenhum conhecimento sobre como se orientar no Hemisfério Sul, porque só o céu do norte
estava mapeado. Mais ainda: acreditava-se que, ao sul, os mares estavam cheios de monstros terríveis
(veja na página ao lado). De onde teria vindo então a informação de que era possível encontrar um novo
caminho para o Oriente? Possivelmente dos templários, que durante as cruzadas, além de se
especializarem no transporte marítimo de peregrinos para a Terra Santa, mantiveram intenso contato com
viajantes de toda a Ásia.
A proposta visionária recebeu o aval do papa Martinho V, em 1418, na bula Sane Charissimus, que deu
caráter de cruzada ao empreendimento. As terras tomadas dos infiéis passariam à Ordem de Cristo, que
teria sobre elas tanto o poder temporal, de administração civil, quanto o espiritual, isto é, o controle
religioso e a cobrança de impostos eclesiásticos.
Entre o lançamento oficial da empreitada e a conquista do objetivo último decorreria um longo tempo,
precisamente oitenta anos. Apenas em 1498, o cavaleiro Vasco da Gama conseguiria chegar à Índia. Morto
em 1460, d. Henrique não assistiu ao triunfo da sua cruzada. Mas chegou a ver como, no rastro dela,
Portugal ia se tornando a maior potência marítima da Terra.

Um porto aberto na encruzilhada do mundo


D. Henrique sagrou-se cavaleiro em 1415, na batalha de Ceuta, no Marrocos, em que os portugueses
expulsaram os muçulmanos da cidade. No ano seguinte, o príncipe virou comandante da Ordem. Como a
sucessão do trono português caberia a seu irmão mais velho, d. Duarte, Henrique assumiu o cargo de
governador do Algarve. Solteiro e casto, dividia o seu tempo entre o castelo de Tomar, sede da Ordem, e a
vila de Lagos, no Algarve. Em Tomar, cuidava das finanças, da diplomacia e da carreira dos pilotos
iniciados nos segredos do empreendimento cruzado.
O castelo era um cofre de recursos e informações secretas. Lagos era a base naval e uma corte aberta.
Vinham viajantes de todo o mundo, de “desvairadas nações de gentes tão afastadas de nosso uso”,
escreveu o cronista Gomes Eanes de Zurara, na Crônica da Tomada de Guiné. Os personagens desse livro
revelam um pouco do cosmopolitanismo do porto de Lagos: havia gente das Ilhas Canárias, caravaneiros
do Saara, mercadores do Timbuctu (hoje Mali), monges de Jerusalém, navegadores venezianos, alemães e
dinamarqueses, cartógrafos italianos e astrônomos judeus.
Uma das regras de ouro da diplomacia era presentear. Assim, o príncipe juntou uma biblioteca preciosa.
Entre mapas, plantas e tabelas havia um exemplar manuscrito das Viagens de Marco Polo. Não por acaso a
primeira edição impressa dessa obra foi feita não em latim ou em italiano, mas em português, em 1534.
A Ordem combatente dos padres-soldados
Conquistada pelos cristãos na Primeira Cruzada, em 1098, Jerusalém estava de novo cercada pelos árabes
em 1116. Foi quando os nobres franceses Hugo de Poiens e Geoffroi de Saint-Omer juraram, na Igreja do
Santo Sepulcro (o templo dos cristãos), viver em perpétua pobreza e defender os peregrinos que vinham à
Terra Santa. Nascia a Ordem dos Cavaleiros Pobres de Cristo, renomeada, em 1119, como Ordem dos
Cavaleiros do Templo – a Ordem dos Templários.
Na época, várias organizações católicas congregavam devotos sob regimento próprio. A dos Templários,
entretanto, era diferente: seus membros eram monges-guerreiros. As normas da Ordem eram secretas e só
conhecidas, na totalidade, pelo comandante- em-chefe (o grão-mestre) e pelo papa. Desde o início, os
templários foram desobrigados de obedecer aos reis. Podiam, assim, ter interesses próprios. Ao entrar na
companhia, o novato conhecia só uma parte das regras que a guiavam e, à medida em que era promovido,
sempre em batalha, tinha acesso a mais conhecimentos, reservados aos graus hierárquicos superiores.
Ritos de iniciação marcavam as promoções. Foi essa estrutura que permitiu, mais tarde, à Ordem de Cristo
manter secreto os conhecimentos de navegação no Atlântico.
Enquanto as cruzadas empolgaram a Europa, os templários receberam milhares de propriedades por
doação ou herança e desenvolveram intensa atividade econômica. Nos seus feudos, introduziram métodos
racionais de produção e foram os primeiros a criar linhagens de cavalos em estábulos limpos. Uma rede de
postos bancários logo se espalhou por vários países. Peregrinos a caminho da Terra Santa depositavam
seus bens no ponto de partida e ganhavam uma carta de crédito com o direito de retirar o equivalente em
moeda local em qualquer estabelecimento templário. Daí para gerirem as finanças de reis como o da
França foi um passo.
Mas a sua exuberância gerou inveja. Enquanto houve cruzadas, os templários exibiram orgulhosamente o
manto branco com a cruz vermelha – a mesma que depois as naus portuguesas usariam. Com a queda da
Cidade Santa, em 1244, e a expulsão das tropas cristãs da Palestina, em 1291, a mística se dissipou e a
oposição monárquica tornou-se explícita. Nas décadas seguintes, a confraria seria extinta em toda a
Europa. Com a exceção de Portugal.

Calúnia e difamação
O rei da França, Felipe IV, o Belo, devia dinheiro à Ordem dos Templários. Os templários franceses eram
os mais poderosos da Europa. Controlavam feudos e construções no interior e em Paris. Entre eles, o
Templo, um conjunto de igrejas e oficinas que, reformado em 1319, virou o presídio da Bastilha, mais
tarde destruído durante a Revolução Francesa.
As derrotas no Oriente Médio alimentaram uma onda de calúnias segundo as quais os cavaleiros teriam
feito acordos com os muçulmanos, fugido de campos de batalha e traído os cristãos. Aproveitando o clima,
em 13 de outubro de 1307, Felipe invadiu, de surpresa, as sedes templárias em toda a França. Só em Paris
foram detidos 500 cavaleiros, muitos sendo degolados.
Dois processos foram abertos: um dirigido pelo rei contra os presos e o outro conduzido pelo papa
Clemente V contra a Ordem. O papa era francês, morava em Avignon e era aliado do rei. Torturas brutais e
confissões arrancadas pela Inquisição viraram peças difamatórias escandalosas. O sigilo da Ordem foi
usado contra ela e as etapas dos rituais de iniciação foram convertidas em monstruosidades. Os santos
guerreiros foram acusados de cuspir na cruz, adorar o diabo, cultuar Maomé, manter práticas
homossexuais e queimar crianças. Todos os seus bens foram confiscados. Esperava-se uma fortuna, mas,
como pouco foi efetivamente recolhido, criou-se a lenda de que tesouros teriam sido transferidos em
segurança para outro país.
Santuário de fugitivos
Para muitos, esse país teria sido Portugal. O rei d. Diniz (1261-1325) decidiu garantir a permanência da
Ordem em terras portuguesas: sugeriu uma doação formal dos seus bens à Coroa, mas nomeou um
administrador templário para cuidar deles. Nem o processo papal nem a execução do grão-mestre Jacques
de Molay, em 1314, o intimidaram. Em 1317, reiterando que os templários não haviam cometido crime em
Portugal, d. Diniz transferiu todo o patrimônio dos cruzados para uma nova organização recém-fundada: a
Ordem de Cristo.
Assim, Portugal virou refúgio para perseguidos em toda a Europa. De vários países chegavam fugitivos,
carregando o que podiam. O castelo de Tomar virou a caixa-forte dos segredos que a Inquisição não
conseguiu arrancar. Dois anos depois, em 1319, um novo papa, João XXII, reconheceu a Ordem de Cristo.
Começava para os cavaleiros uma nova era, com uma nova missão.

De cavaleiros a funcionários do Estado


Nas primeiras décadas de existência da Ordem de Cristo, os ex-templários estabeleceram estaleiros em
Lisboa, fizeram contratos de manutenção de navios e dedicaram-se à tecnologia náutica, aproveitando o
conhecimento adquirido no transporte marítimo de peregrinos entre a Europa e o Oriente Médio durante as
cruzadas. Ao mesmo tempo, preparavam planos para voltar à ação, contornando a África por mar e,
aliando-se a cristãos orientais, expulsar os mouros do comércio de especiarias.
Em 1416, quando assumiu o cargo de grão-mestre, d. Henrique lançou-se à diplomacia. Passaram-se cem
anos desde que os templários haviam sido condenado nos processos de Paris e o Vaticano estava
preocupado com a pressão muçulmana sobre a Europa, que crescera muito no século 14.
Com isso, em 1418, o Infante consegue do papa um aval ao projeto expansionista. Daí em diante, cada
avanço para o sul e para o oeste será seguido da negociação de novos direitos. Em um século, os papas
emitiram onze bulas privilegiando a Ordem com monopólios da navegação na África, posse de terras,
isenção de impostos eclesiásticos e autonomia para organizar a ação da Igreja nos locais descobertos.
Até a metade do século 15, os cavaleiros saíram na frente, sem esperar pelo Estado português. Uma vez
iniciada a colonização, eventualmente doavam à família real o domínio material dos territórios, mantendo
o controle espiritual. À corte, interessada em promover o desenvolvimento da produção de riquezas e do
comércio, cabia então consolidar a posse do que havia sido descoberto.

Pilhando mouros
No Marrocos, os novos cruzados atacaram Tânger, em 1437, e Alcácer-Ceguer, em 1458. O ímpeto
guerreiro preponderou sobre o mercantilismo real até 1461, quando o cavaleiro Pedro Sintra encontrou
ouro na Guiné. Aí, a pressão comercial da monarquia começou a ficar maior. Mesmo assim, ainda houve
expedições contra os mouros marroquinos em Asilah e Tânger, outra vez, em 1471.
Mas à medida que foi sendo consolidado o comércio na rota das Índias, a partir da sua descoberta em
1498, a coroa foi absorvendo gradualmente os poderes da Ordem. Até que em 1550 o rei d. João III fez o
papa Júlio III fundir as duas instituições. Com isso, o grão-mestre passa a ser sempre o rei de Portugal, e o
seu filho tem o direito de sucedê-lo também no comando dos cruzados.

Outros parceiros entram no jogo


A Ordem de Cristo controlou o conhecimento das rotas e o acesso às tecnologias de navegação enquanto
pôde. Mas com o ouro descoberto na Guiné, em 1461, o monopólio da pilotagem passa a ser cada vez mais
desafiado. A partir de então, multiplicaram-se os contratos com comerciantes e as cessões de domínio ao
rei para exploração das regiões descobertas. Aos poucos, a sabedoria secreta guardada em Tomar foi sendo
passada para mercadores de Lisboa, Flandres e Espanha. Portugal naquela época fervilhava de espiões,
especialmente espanhóis e italianos, que procuravam os preciosos mapas ocultados pelos cruzados.
Enquanto o tesouro de dados marítimos esteve sob a sua guarda, a estrutura secreta da Ordem garantiu a
exclusividade para os portugueses. Em Tomar e em Lagos, os navegadores progrediam na hierarquia
apenas depois que a sua lealdade era comprovada, se possível em batalha.
Só então eles podiam ler os relatórios reservados de pilotos que já haviam percorrido regiões
desconhecidas e ver preciosidades como as tábuas de declinação magnética, que permitiam calcular a
diferença entre o pólo norte verdadeiro e o pólo norte magnético que aparecia nas bússolas. E, à medida
que as conquistas avançavam no Atlântico, eram feitos novos mapas de navegação astronômica, que
forneciam orientação pelas estrelas do Hemisfério Sul, a que também unicamente os iniciados tinham
acesso.
Mas o sucesso atraía a competição. A Espanha, tradicional adversária, também fazia política no Vaticano
para minar os monopólios da Ordem, em ação combinada com seu crescente poderio militar. Em 1480,
depois de vencer Portugal numa guerra de dois anos na fronteira, os reis Fernando, de Leão, e Isabel, de
Castela, começaram a se interessar pelas terras d’além- mar.
Com a viagem vitoriosa de Colombo à América, em 1492, o papa Alexandre VI, um espanhol de Valencia,
reconheceu em duas bulas, as Inter Caetera, o direito de posse dos espanhóis sobre o que o navegante
genovês havia descoberto. E rejeitou as reclamações de d. João II de que as novas terras pertenceriam a
Portugal. O rei não se conformou e ameaçou com outra guerra. A controvérsia induziu os dois países a
negociarem, frente a frente, na Espanha, em 1494, um tratado para dividir o vasto novo mundo que todos
pressentiam: o Tratado de Tordesilhas.
Mapa do Brasil no Miller Atlas, de 1519
Mapa do Brasil no Miller Atlas, de 1519 (Reprodução/Wikimedia Commons)

Vitória da experiência em Tordesilhas


Na volta da viagem à América, em 1493, Cristóvão Colombo fez uma escala em Lisboa para visitar o rei
de Portugal, d. João II. Um gesto corajoso. O soberano estava dividido entre dois conselhos: prender o
genovês ou reclamar do papa direitos sobre as terras descobertas.
Para sorte de Colombo, decidiu pela segunda alternativa. Como a reivindicação não foi atendida, acabou
sendo obrigado a enviar os melhores cartógrafos e navegadores da Ordem de Cristo, liderados pelo
experiente Duarte Pacheco Pereira, a Tordesilhas, na Espanha, para tentar um tratado definitivo, mediado
pelo Vaticano, com os espanhóis. Apesar de toda a contestação a seus atos, a Santa Sé ainda era o único
poder transnacional na Europa do século 15. Só ela podia mediar e legitimar negociações entre países.
O cronista espanhol das negociações, frei Bartolomeu de las Casas, invejou a competência da missão
portuguesa. No livro História de las Indias, escreveu: “Ao que julguei, tinham os portugueses mais perícia
e mais experiência daquelas artes, ao menos das coisas do mar, que as nossas gentes”. Sem a menor
dúvida. Era a vantagem dada pela estrutura secreta da Ordem.
Não deu outra. Portugal saiu-se bem no acordo. Pelas bulas Inter Caetera, os espanhóis tinham direito às
terras situadas mais de 100 léguas a oeste e sul da ilha dos Açores e Cabo Verde. Pelo acordo de
Tordesilhas, a linha divisória imaginária, que ia do pólo norte ao pólo sul, foi esticada para 370 léguas,
reservando tudo que estivesse a leste desse limite para os portugueses – o Brasil inclusive.
Graças aos conhecimentos amealhados pela Ordem, e à sua política de sigilo, os portugueses sabiam da
existência das terras na parte do globo onde hoje está o Brasil sete anos antes da viagem de Cabral, e
garantiram a posse bem antes da Descoberta. O resto é história.

A incrível história de como os cavaleiros templários 'inventaram' os bancos

Durante as Cruzadas, templários criaram sistema para que peregrinos não precisassem viajar carregando dinheiro, permitindo
retirada em Jerusalém de depósito feito em Londres.

Por BBC
31/01/2017 09h47  Atualizado há 3 anos

Na Fleet Street, uma das mais movimentadas do centro de Londres, a dez minutos à pé da Trafalgar Square, existe um arco de
pedra pelo qual muita gente pode passar e viajar no tempo.
Um pátio tranquilo leva a uma capela estranha, circular, e a uma estátua de dois cavaleiros em cima de um único cavalo. A capela
é a Temple Church, construída pela Ordem Dos Templários em 1185, quando ficou conhecida como a "casa londrina dos
cavaleiros do Templário".
Mas a Temple Church não tem apenas uma importância arquitetônica, histórica e religiosa. Ela também foi o primeiro banco de
Londres.
Os cavaleiros templários eram monges guerreiros. Era uma ordem religiosa, com uma hierarquia inspirada na teologia e uma
missão declarada - além de um código de ética -, mas também um exército armado e dedicado à "guerra santa".
Mas então como eles chegaram ao negócio dos bancos?
Os templários dedicaram-se inteiramente à defesa de peregrinos cristãos a caminho de Jerusalém. A cidade havia sido capturada
na primeira Cruzada em 1099, e ondas de peregrinos começaram a chegar, viajando milhares de quilômetros pela Europa.
Esses peregrinos precisavam, de alguma forma, bancar meses de comida, transporte e acomodação para todos eles, sem
precisarem carregar grandes somas de dinheiro consigo - já que isso os tornaria alvo fácil para ladrões.
Afortunadamente, os Templários tinham uma solução. Um peregrino poderia deixar seu dinheiro na Temple Church em Londres,
depois pegá-lo de volta em Jerusalém. Em vez de carregar o dinheiro até lá, ele só precisaria levar uma carta com o crédito. Os
Cavaleiros do Templário eram a Western Union (conhecida empresa que faz transferência de dinheiro entre países) das
Cruzadas.
Nós não sabemos direito como os Templários faziam esse sistema funcionar, nem como se protegiam contra fraudes. Havia um
código secreto para verificar o documento e a identidade do viajante?

Banco privado
Os Templários não foram a primeira organização no mundo a oferecer esse tipo de serviço. Diversos outros países haviam feito
isso antes, como a dinastia Tang na China, que usava o "feiquan" - "dinheiro voador", um documento de duas vias que permitia a
comerciantes depositarem seus lucros em um escritório regional e depois pegarem o dinheiro de novo na capital.
Mas esse sistema era operado pelo governo. O sistema bancário oferecido pelos Templários funcionava muito mais como um
banco privado - embora pertencesse ao papa - aliado a reis e príncipes ao redor da Europa e gerenciado por uma parceria de
monges que tinham feito voto de pobreza.
E os Cavaleiros do Templário fizeram muito mais do que apenas transferir dinheiro por longas distâncias. nforme Em seu livro
Money Changes Everything ("Dinheiro muda tudo", em tradução livre), William Goetzmann diz que eles ofereciam uma série de
serviços financeiros reconhecidamente avançados para a época.
Se você quisesse comprar uma ilha na costa oeste da França - como o rei Henrique 3º da Inglaterra fez nos anos 1200 com a ilha
de Oleron, a noroeste de Bordeaux -, os Templários poderiam ajudar a fechar o negócio.
Henrique 3º pagou 200 libras por ano por cinco anos para os Templários em Londres, e quando seus homens tomaram posse da
ilha, os Templários zelaram para que o vendedor tivesse recebido todo o dinheiro.
Ainda nos anos 1200, as Jóias da Coroa foram mantidas no Templo como uma forma de segurança para um empréstimo - com os
Templários atuando como uma espécie de casa de penhor.
Os Cavaleiros do Templário não foram o banco da Europa para sempre, claro. A Ordem perdeu sua razão de existir depois que os
cristãos europeus perderam completamente o controle de Jerusalém em 1244, e os Templários foram dissolvidos por completo
em 1312.
Então quem assumiu essa função bancária que eles deixaram?
Se você tivesse presenciado a grande feira de Lyon em 1555, poderia conhecer a resposta. Ela foi o maior mercado para
comércio internacional de toda a Europa.

Troca sofisticada
Mas nessa edição da feira, começaram a circular rumores sobre a presença de um comerciante italiano que estava fazendo
fortuna no local.
Ele não estava comprando, nem vendendo nada. Tudo o que ele tinha à frente era uma mesa e um tinteiro.
Dia após dia, ele recebia comerciantes e assinava pedaços de papel - e, de certa forma, ficava rico.
Os moradores locais olhavam para ele com suspeita.
Mas para uma nova elite internacional das grandes casas de mercadoria da Europa, suas atividades eram perfeitamente
legítimas.
Ele estava comprando e vendendo dívidas - e, ao fazer isso, estava gerando um considerável valor econômico.
Um comerciante de Lyon que quisesse comprar, digamos, lã de Florença, poderia ir a esse banqueiro e pedir um tipo de
empréstimo chamado de "conta de troca". Era um documento de crédito, que não especificava a moeda de transação.
Seu valor era expressado em "ecu de marc", uma moeda privada usada para essa rede internacional de banqueiros.
E se os comerciantes de Lyon ou seus agentes viajassem a Florença, a "conta de troca" do banqueiro de Lyon seria aceita pelos
banqueiros de Florença, que trocariam sem problemas o documento pela moeda local.
Por essa rede de banqueiros, um comerciante local podia não só trocar moedas, mas também "traduzir" seu valor de compra em
Lyon para valor de compra em Florença, uma cidade onde ninguém havia ouvido falar sobre ele. Era um serviço valioso, que valia
a pena.
De meses em meses, agentes dessa rede de banqueiros se encontravam em grandes feiras como a de Lyon, conferiam suas
anotações e acertavam as contas entre si.
Nosso sistema financeiro de hoje tem muito a ver com esse modelo.
Um australiano com um cartão de crédito pode fazer compras em um supermercado de Lyon. O supermercado checa com um
banco francês, que fala com um banco australiano, que aprova o pagamento ao comprovar que ele tem o dinheiro em conta.

Contrapontos
Mas essa rede de serviços bancários sempre teve também seu lado obscuro.
Transformando obrigações pessoais em dívidas negociáveis internacionalmente, esses banqueiros medievais passaram a criar
seu próprio dinheiro privado, fora do controle dos reis da Europa.
Ricos e poderosos, eles não precisavam mais se submeter às moedas soberanas de seus países.
O que de certa forma ainda é feito hoje em dia. Os bancos internacionais estão fechados em uma rede de obrigações mútuas
difícil de entender ou controlar.
Eles podem usar seu alcance internacional para tentar contornar impostos e regulamentações.
E considerando que as dívidas entre eles são um tipo claro de dinheiro privado, quando bancos estão fragilizados ou com
problemas, o sistema monetário do mundo todo também fica vulnerável.
Nós ainda estamos tentando entender o que fazer com esses bancos.
Nós não podemos viver sem eles, ao que parece, mas também não temos certeza de que queremos viver com eles. Governantes
há muito tempo procuram formas de controlá-los.
Às vezes, essa abordagem tem sido no esquema "laissez-faire" ("deixai fazer"), outras vezes não.
Poucos governantes tem sido mais duros com os bancos do que o rei Felipe 4º, da França. Ele devia dinheiro para os Templários,
e eles se recusaram a perdoar seu débito.
Então, em 1307, no local onde hoje fica a estação Temple do metrô de Paris, Felipe lançou um ataque ao Templo de Paris - o
primeiro de uma série de ataques ao redor da Europa.
Os templários foram torturados e forçados a confessar todos os pecados que a Inquisição pudesse imaginar. A ordem acabou
sendo dissolvida pelo papa.
O Templo de Londres foi alugado para advogados.
E o último grande mestre dos Templários, Jacques de Molay, foi trazido ao centro de Paris e queimado publicamente até a morte.
*Tim Harford escreve uma coluna de economia no Financial Times. "As 50 coisas que fizeram a Economia Moderna" é um
programa transmitido no Serviço Mundial de rádio da BBC.

A MISSÃO SECRETA DOS TEMPLÁRIOS


Ramiro Guerrero

A ORDEM TEMPLÁRIA foi fundada em 1118 em Jerusalém por nove cavaleiros


franceses dirigidos por Hugo de Payens. Se autodenominavam “Os pobres Soldados
de Cristo do Templo de Salomão”, que, ante sua pobreza, o patriarca de Jerusalém,
Balduíno I, lhes cedeu como residência uma parte de seu palácio, anexo à mesquita
de Al-Aqsa e em cima das ruínas do templo de Salomão, incluindo as cavalariças,
que ainda hoje podem ser contempladas pelo visitante.

A razão aludida pelos nove cavaleiros em Jerusalém para a fundação da Ordem no


Reino Latino, foi supostamente a proteção dos peregrinos aos Santos Lugares, em
especial o caminho Jaffa-Ramleh-Jerusalém: “comprometeram-se a defender os
peregrinos contra os ladrões e malfeitores e a proteger os caminhos e a servir como
cavaleiros ao rei soberano”.

No ano de 1127 regressa Hugo de Payens e André de Montbard a Europa com o


propósito de formalizar a Ordem de acordo com as normas da Igreja de Roma. Na
verdade, encarregam Bernardo de Claraval, reformador do Cister e sobrinho de
André de Montbard, essa tarefa, obtendo o respaldo definitivo da Igreja no concílio
de Troyes no ano de 1128. Não iremos analisar as mudanças econômicas e
sociológicas que a Ordem produziu, antes vamos destacar que em sua estrutura se
produziu a integração da cavalaria e a ordem sacerdotal. É também necessário
ressaltar que o Templo que nasceu no Oriente é uma criação original do
Cristianismo do Ocidente.

Originariamente a Ordem era essencialmente monacal e copiada da ordem


cisterciense, seus integrantes, monjes-soldados, eram submissos a votos de
obediência, castidade e pobreza, e sua roupa era o hábito cisterciense de cor branca
com uma capa da mesma cor para os cavaleiros e o negro para os inferiores na
hierarquia, os quais o Papa Eugenio III lhes concedeu o uso da cruz vermelha que
exibiam os professos.

No período em que a Ordem Templária funcionou tanto no Oriente como na Europa


seu trabalho interno foi o estudo das religiões e tradições antigas, e sua principal
tarefa era obter o conhecimento e a preservação dos ensinamentos do mundo
antigo. Sem dúvida foi um ponto de ligação entre os mundos Ocidental e Oriental.

Nosso propósito não é o conhecimento de aspectos militares, sócio-culturais ou


econômicos que a Ordem Templária deixou, senão a formação de uma Escola de
Desenvolvimento Espiritual seguindo a antiga tradição Templária, através do
conhecimento das Escolas de Mistérios tanto do Ocidente quanto do Oriente. Mais
do que o estudo dos aspectos militares da antiga atividade Templária, nosso
trabalho se concentra no estudo das tradições, escolas iniciáticas e religiões antigas
para poder descobrir os pontos de união com as tradições perenes ocidentais e
orientais, tanto antigas como atuais.
AS CRUZADAS
As cruzadas foram um movimento que durou dois séculos, que oficialmente
buscava recuperar os Lugares Santos das mãos dos “Infiéis” muçulmanos e
defende e proteger os cristãos do Oriente. Esta chamada à luta foi realizada pelo
Papa Urbano II no Concílio de Clermont Ferrand (1095) e tiveram lugar entre os
séculos XI e XIII. Especificamente se pode determinar que como data de início a
tomada da cidade Jerusalém (1071) que se encontrava sob o domínio do Califado
Fatimi do Egito. O fim das Cruzadas ocorre com a tomada da cidade de Acre (1291)
pela forças islâmicas.

Essas campanhas militares não foram só contra os muçulmanos, antes ao contrário,


contra cristãos dissidentes como os Cátaros, as forças oposicionistas políticas
como Frederico II, o ataque ao império cristão bizantino e aos povos pagãos da
região do Mar Báltico. De certa forma, os exércitos cruzados foram o braço armado
da política papal.

Em 1054 o Cristianismo sofre o cisma entre a Igreja de Roma e a Igreja Ortodoxa


grega. O surpreendente é que o Papa Urbano convoca as Cruzadas com o
argumento da defesa que se devia fazer dos cristãos do Oriente (ortodoxos gregos,
armênios, sírios, coptos, etc.), que perigavam ante a ameaça dos turcos Seljúcidas,
que já dominavam parte da Ásia Menor.

Desde os tempos primitivos da igreja cristã, seus fiéis visitaram seus santuários na
Palestina. Ao ocorrer a conquista desta pelos árabes (637), o Califa Omar permitiu
que os cristãos continuassem com suas práticas, sem dificultar em nenhum sentido
a devoção dos peregrinos, satisfazendo-se só com a imposição do tributo (Yiziah)
para as pessoas do Livro (Ahlul Al Kitab) que moravam no território islâmico.

Deve-se ressaltar a tradição islâmica na qual se relata que o califa Omar, sucessor
de Maomé, entrou em Jerusalém montado junto com um companheiro em um só
cavalo, questão que nos relatos se descreve como uma situação que se tornou
confusa para os cidadãos da Cidade Santa, já que não sabiam a quem render
homenagens. Esse fato explica o significado do sêlo templário de dois cavaleiros em
um só cavalo.

O único antecedente de agressão aos cristãos se observou quando o califa Fatimi Al


Hakim, que era mentalmente insano para a lei islâmica, destruiu uma parte das
instalações do Santo Sepulcro (1010), que foi reconstruído pelos próprios
muçulmanos, que a seguir assassinaram Al Hakim.

Com relação à origem das Cruzadas, Franco Cardini nos diz: “Para uns, foi somente
a forma medieval de um inevitável conflito armado entre Oriente e Ocidente.
Segundo outros, nas Cruzadas deve-se ver a reação à agressão muçulmana contra a
Europa. Mas aqui a cronologia não se enquadra: em primeiro lugar, os muçulmanos
golpearam o mundo oriental muito mais que o ocidental; e, segundo, o impulso
expansionista do Islam, muito forte entre os séculos VII e X, parecia esgotado aos
fins do XI”.

Um dos motivos principais para o surgimento das Cruzadas foram as lutas internas
entre os reis europeus e as disputas religiosas. No fim, essas guerras foram
inevitáveis, já que ante às desordens e desvios da Igreja Católica Romana, o monje
dominicano Martin Lutero, escreve – no ano de 1517 – suas “Noventa e cinco
Teses”, nas quais expõe os erros da igreja medieval em relação à Fé cristã. Assim se
iniciam as modernas guerras religiosas no seio do Cristianismo – entre católicos e
protestantes -, que durariam séculos e ensangüentariam toda a Europa.

As Cruzadas (1095-1270) deveram seu nome à cruz que os soldados levavam no


peito como distintivo. Estas foram em número de oito, quatro na Palestina, duas no
Egito, uma em Constantinopla e uma no Norte da África. A Europa padecia de
escassez de alimentos que resultou, por vezes, na prática de canibalismo, situação
que desestabilizava o poder político e religioso, devido a que muitas igrejas e
monastérios foram roubadas e usurpadas em suas colheitas e criações de animais.
Essa questão se somou ao fervor religioso que deu o impulso necessário ao povo
para empreender a marcha para a Terra Santa. A conseqüência foi de que a maior
parte das pessoas empreendia a marcha para o Oriente Médio morriam no caminho e
muito poucos, os melhores preparados e alimentados, chegavam ao destino para
finalmente serem dizimados pelos exércitos Seljúcidas.

A primeira Cruzada (1095-1099) foi capitaneada por Pedro o Ermitão; o núcleo


central dessa cruzada foi outorgado a Godofredo de Bouillón.

Pedro o Ermitão, oriundo de Amiens, foi o primeiro a predicar a favor das Cruzadas
dentro dos escalões mais baixos. Antes de ser um personagem religioso havia sido
soldado, diferente dos recrutados que eram principalmente camponeses sem
instrução militar.

Pedro chegou à Palestina onde colaborou com Godofredo de Bouillón na tomada de


Jerusalém (1099), que foi realizada com um poderoso exército cristão formado em
sua maioria por nobres e militares franceses, normandos, italianos e alemães,
belgas e holandeses, calculando-se que só dez mil dos sessenta mil homens que
lutaram tinham o armamento adequado.

Essa vitória foi possível graças às disputas internas do mundo islâmico. Da parte
dos Seljúcidas estavam divididos entre Irã, Alepo e Damasco após a morte do Sultão
Malik (1092) e do Califado Fatimi do Cairo. Quando o islã se uniu é digno de nota ver
o retrocesso dos cruzados graças às figuras como Salah Ul Din (Saladino) e o Sultão
Baibars.

A segunda cruzada foi predicada por Bernardo de Claraval e dirigida militarmente


por Felipe IV da França e Conrado III, imperador da Alemanha.

A terceira cruzada foi dirigida por três reis: Ricardo Coração de Leão, rei da
Inglaterra, Felipe Augusto, rei da França e Frederico I Barba Ruiva, imperador da
Alemanha.

A quarta cruzada foi organizada pelos venezianos contra a Constantinopla ortodoxa


grega, sede do Império Bizantino (1202-1204), com o objetivo de tomar o poder, na
qual os próprios cristãos assassinaram seus irmãos e saquearam Constantinopla.

A Cruzada contra os Cátaros (Puros) foi entre 1208 e 1224 no sul da França. Os
Cátaros ou Albigenses eram originários do condado de Tolouse com influência em
Provence e no Languedoc. Eram considerados pela Igreja Católica Romana como
hereges, já que eram gnósticos e maniqueístas, crenças que afirmam a existência de
um Deus do bem (pregado por Jesus Cristo no novo testamento) que dominava o
plano espiritual, e outro do Mal ((Yavé do antigo testamento) que exercia seu poder
no plano material e era representado pela Igreja Católica da época, que devia ser
derrubada.

Por sua vez, criam na reencarnação que dependeria do estado espiritual da pessoa,
portanto podia-se voltar como ser humano ou animal dependendo do estado
evolutivo. Para voltarem como humanos tinham que se desprender de todos os bens
materiais e levar uma vida casta, ascética e pura. Dividiam-se em dois graus: os
simples crentes e os denominados “Perfeitos” que tinham passado pelo rito do
batismo do Espírito Santo (Consolamentum).

O Papa Inocêncio III designou Simón de Monfort para realizar a cruzada contra os
albigenses, que foram aniquilados em suas fortalezas em Narbona, Montségur e
Béziers em 1244 pela recém criada Inquisição.

A sexta cruzada foi realizada por Andrés II da Hungria e Federico II da Alemanha. A


sétima e oitava cruzadas foram organizadas e dirigidas por Luis, rei da França, que
chegou até Chipre e depois desceu para o Egito, onde foi feito prisioneiro. Ao ser
liberado, organizou a oitava e última que dirigiu em Tunis, onde morreu devido à
peste. Nessa época o Islam vinha do período do Califado Omeya (659-750), seguido
do Abbasi (a partir de 750) e terminado no Califado de Córdoba (923-1031), três
períodos de esplendor, enquanto que na Europa Ocidental imperava uma época de
obscuridade cultural.

Isso demonstra a falta de consciência que se tinha da função científica e benfeitora


para o Ocidente que tinham tido os aportes do Islam. Nessa época, o Islam era uma
luz intelectual, transmitindo seus conhecimentos tanto em geografia, ótica,
arquitetura como em agricultura, medicina, filosofia, literatura, astronomia, náutica e
álgebra, entre outras. A seguir, como conseqüência do descobrimento de outras
regiões desconhecidas, o aporte do sistema decimal trazido da Índia ou o papel da
China. É de se destacar que a Europa conheceu o pensamento grego graças ao
trabalho das bibliotecas islâmicas de Toledo e Palermo.

Nas palavras de Muhammad Asad: “O que os Árabes tinham feito não foi só
ressuscitar a antiga ciência grega, tinham criado um mundo científico próprio
inteiramente novo, desenvolvendo meios de investigação e filosofia até então
desconhecidos. Tudo isso foi transmitido ao mundo ocidental por diversos canais; e
não foi exagerado dizer que a era científica moderna em que vivemos atualmente
não se iniciou nas cidades da Europa cristã, antes nos centros da Cultura Islâmica
de Damasco, Baghdad, Cairo, Córdoba, Nishapur e Samarcanda”.

Na época das Cruzadas o mundo islâmico teve que enfrentar tanto os cruzados
europeus como os bizantinos e mongóis. Os turcos Seljúcidas dominaram desde
1038 até 1194. Sua estrutura era do tipo persa e com uma forma de governo
militarizada com soldados de todas as regiões da Ásia Menor.

O Vaticano finalmente pôs em relevo a riqueza do Islam e as possibilidades de


diálogo no texto conciliar ‘Nostra Aetate’ (Nossa Época), elaborado no Concílio
Vaticano II que se verificou entre 1963 e 1965 o qual ficou estabelecido como
Doutrina oficial da Igreja Católica Apostólica Romana. No mesmo podemos ler:
“A Igreja vê também com apreço os muçulmanos e sua adoração ao único Deus
vivente e subsistente, misericordioso e todo-poderoso, criador do céu e da terra,
que falou aos homens e a cujos decretos ocultos procuram se submeter com toda a
alma, como se submeteu a Deus Abrahão, de quem a fé islâmica gosta de fazer
referência. Veneram Jesus como profeta, embora não o reconheçam como Deus;
honram sua Virgem Mãe, Maria, e às vezes também a invocam devotamente.
Esperam, além do mais, o dia do juízo, quando Deus recompensará a todos os
homens uma vez que tiverem ressuscitado. Apreciam, portanto, a vida moral e
honram a Deus, sobretudo com a oração, as esmolas e o jejum. Se no transcurso
dos séculos surgiram não poucas desavenças e inimizades entre cristãos e
muçulmanos, o sagrado Concílio exorta a todos a que, esquecendo o passado,
procurem sinceramente uma mútua compreensão e, atuando em comum, defendam
e promovam para todos os homens a justiça social, os bens morais, a paz e a
liberdade”.

O Papa João Paulo II beijando um Corão


A MISSÃO SECRETA DOS TEMPLÁRIOS “A partir desse momento necessitavam de
uma organização forte e poderosa, para que pudessem cumprir seu verdadeiro
objetivo, que intuo era a formação de uma Nova Ordem sobre a Terra, sob os mais
puros ensinamentos do Cristo Redentor. Um reinado ecumênico de paz e
justiça”...”A transcendência da missão necessitou, sem dúvida, da existência de
Irmãos iniciados e Irmãos profanos. Uns e outros serviriam para cumprir o objetivo e
a nova cobertura da Ordem: As Cruzadas”.

Horácio Amadeo Della Torre O Templo é fundado em 1118 em Jerusalém. Em 1127


graças à assistência de São Bernardo de Claraval se organiza o Concílio de Troyes,
é autorizada a fundação da Ordem do Templo e se lhe outorga suas sessenta e oito
regras que regerão sua vida pública por quase dois séculos até sua dissolução
simbólica em 1307 por parte do papado, a queima de seu Grão-Mestre Jacques de
Molay (18.03.1314) e sua passagem posterior à clandestinidade e o trabalho
encoberto até a atualidade, trabalho que foi possível graças às regras e fins secretos
da Ordem.

O Templo foi acusado em várias ocasiões por outras ordens cristãs devido sua
relação com os muçulmanos, que tinha como origem a admiração e respeito ante um
excelente adversário. Isso também foi possível porque os templários falavam o
árabe como língua habitual e conheciam perfeitamente as crenças deles. Os
denominados Turcopoles eram contratados pela Ordem como a força de Infantaria.
Não se pode esquecer que os templários eram cavaleiros e portanto careciam de
nobres que cumprissem a vital função dos infantes, que são, em qualquer guerra, os
que tomam o objetivo. Em um plano não tão difundido se relacionaram com os sufis
(Tariqah) e os intelectuais muçulmanos que eram protegidos em seus monastérios
(ribbats) pelo Templo.

O chefe dos Turcopoles era chamado Turcoplier e tinha como característica


particular reportar-se diretamente ao Grão-Mestre do Templo ou ao Marechal na
Batalha. Esse não é um dado menor porque demonstra que dentro de uma estrutura
piramidal como a Ordem do Templo, os turcopoles tinham privilégios ao poder se
dirigir diretamente à autoridade máxima, que por sua vez era a única que podia lhes
dar ordens e puní-los.

Cada um dos altos oficiais do Templo (Grão-Mestre, Senescal, Marechal e


Comendador) tinha dentro do seu estado maior um funcionário turcopole, além de
um escriba árabe. O oficial turcopole o assessorava e o assistia em temas militares,
políticos, culturais e cabe suspeitar que compartiam informação que faziam as
diretivas da Ordem Interna e que teriam tido um importante grau de ingerência
dentro das decisões que tomavam os dignitários da ordem.

Cabe supor também que participavam da Ordem Interna os sábios judeus da


Kabalah e dessa forma estariam juntos os três credos monoteístas que derivam do
mesmo pai em comum: Abraão. Com o tempo, os templários que eram originários da
França se sentiram mais próximos aos muçulmanos que eram seus vizinhos
habituais e que por sua vez os influenciaram com suas crenças, questão que fez o
Templo se afastar da ortodoxia da Igreja Católica. Ao chegada Terra Santa a célula
inicial que formaria os Pobres Cavaleiros de Cristo se deu conta da inutilidade da
Cruzada, já que o Islam e o Cristianismo tinham os mesmos valores. Por isso é que
os onze irmãos templários iniciais estiveram nove anos vivendo na Terra Santa , sem
entrar em combate.

Escudo da Ordem do Templo com a Mesquita de Al Aqsa


É surpreendente que grande parte dos historiadores considere que os “templários”
eram denominados dessa forma devido ao Templo de Salomão, lugar que lhes teria
dado o rei Balduíno II de Jerusalém. O Templo de Salomão não existia mais desde o
ano 70, só restavam suas ruínas devido à destruição que havia sofrido pelas forças
do imperador romano Tito. Séculos depois é que se construiu sobre essas ruínas a
Mesquita de Al Aqsa, que foi o lugar onde se albergaram os Templários e a qual lhe
devem seu nome e que por sua vez lhe revelaria o princípio arquitetônico que os
Templários utilizaram em suas construções que é a forma octogonal, desenho típico
da arte islâmica. Pelo dito, os templários se denominavam assim por ter sua base
central no ‘Templo da Rocha’ (Al Aqsa Masyid).

Faz séculos que existe a crença de que a missão dos Templários era proteger a
linhagem de Cristo. Fala-se sobre o sangue do Homem, de Jesus, levado por Maria
Madalena em seu ventre em seu périplo de exílio, após a aparente crucifixão, que
termina no que hoje é a França. De dita estirpe provêem os Reis Merovíngios,
descendentes do Rei David, como o foi Jesus por parte de pai e mãe. Desses reis
descendem as casas européias reais de Lorena, Augsburgo e Borbón.

Quando se deram as lutas civis européias, nos séculos XVIII e XIX , houve uma série
de assassinatos de príncipes portadores dessa estirpe. Alguns descendentes
conseguiram emigrar para salvar seus filhos. Entre os reis que foram educados por
tutores Templários, se encontra Federico II Hohenstaufen (1194-1250). Esse
imperador alemão foi monarca do Sacro Império Romano-Germânico, Alemanha,
Sicília e Jerusalém. Filho de Henrique VI e da imperatriz Constanza, com a morte de
seu pai quando tinha três anos, sua mãe o leva para viver no reino da Sicília, uma
vez que ela era herdeira do reino normando, onde morre a imperatriz um ano depois.
Devido à sua educação liberal e tolerante em Palermo, onde havia uma mistura entre
a cultura árabe e bizantina, diferente da dos reis do norte da Europa que deviam
seguir um estrito ensinamento católico, foi alternativamente inimigo do Papado e
defensor da Cristandade, questão essa que lhe custou ser excomungado duas
vezes. Embora tenha organizado a sexta Cruzada, foi ele que entregou por meio de
um acordo a cidade de Jerusalém ao Sultão do Egito Malik Al Qamil. Falava o latim,
grego e árabe com perfeição tendo dificuldades com o francês e o alemão, e
simultaneamente usava roupa islâmica em sua Corte real onde havia sábios de
todas as crenças, enquanto que sua guarda pessoal era formada em sua totalidade
por muçulmanos.

Piers Paul Read nos diz sobre o tema: “O trato indulgente de Federico para com os
muçulmanos de seu reino escandalizava alguns de seus contemporâneos católicos,
porém quase com toda a certeza provinha tanto de considerações práticas como
ideológicas: os Templários da Espanha, por exemplo, permitiam aos muçulmanos
praticar sua religião nas possessões templárias como um incentivo para mantê-los
no lugar”.

Seu espírito profundamente Templário, buscava unificar em sua pessoa a coroa de


toda a Europa. Juan Atienza afirma que através de uma negociação secreta (1228) as
Ordens Templária, Hospitalaria, Teutônica, Hassasin e outras haviam investido
Federico II como Imperator Mundi (Rei do Mundo), a seguir do que o coroaram como
rei de Jerusalém (1229).

Outro dado de transcendência é a conexão Cátara. Muitos imãos templários de ofício


e sargentos tinham escapado da Cruzada contra os Cátaros. Eles também levaram
suas doutrinas ao Oriente Médio e principalmente ao seio do Templo.

Os Cátaros não criam na divindade de Cristo, antes pelo contrário, que era um
Profeta elevado (à semelhança do Islam) que tinha vindo ao mundo para ensinar um
caminho espiritual de pureza. A Cruz era um objeto que rechaçavam por considerar
que Jesus não havia morrido dessa forma. Faziam que seus discípulos negassem a
Cruz e com ela o símbolo de Cristo, para adotar e seguir a figura de Jesus. Outra
coincidência com o Islam e o evangelho apócrifo de São Barnabé.

No julgamento do Templo se comprova que estes rechaçavam o símbolo da Cruz.


Eles criam que Jesus não havia morrido crucificado e que inclusive essa crença se
constituía em uma blasfêmia. Os Templários consideravam que a Cruz simbolizava o
homem (microcosmos), a cruz templária representava os quatro elementos, que
eram os que supostamente tinham figurado como inscrição na Cruz de Cristo
‘I.N.R.I.’, que se interpretou historicamente como ‘Jesus Rei dos Judeus’ mas que
seu significado real era: lesbeschah (Terra), Nour (Fogo), Ruah (Ar) e Iammin (Água).
Com esse sentido, o Templo não estava contra a Cruz, senão contra a imagem de
Deus crucificado.

No julgamento do Templo, o cavaleiro templário Gaucemont confessou a adoração


de uma imagem que descreveu como ‘in figuram baffometi’ termo que parece ser era
de uso habitual entre os Templários. O famoso ídolo, descrito como uma cabeça
barbada, denominada ‘Baphomet’ que foi uma das causas contra o Templo que se
apresentou no julgamento contra a Ordem, era uma deformação em dialeto occitano
da palavra francesa ‘Mahomet’ ou seja Maomé. Isso demonstraria que os Templários
superiores respeitavam o profeta Maomé, em seu círculo mais íntimo.

Alguns autores discordam desse critério, porque consideravam o islã clássico ou


Suni, que não aceita o culto dos ídolos (Shirk). A isso se deve que fiquem óbvios o
fato de que os Hassasin eram muçulmanos ‘Sui Generis’ da mesma forma que os
Cátaros e Templários o são no Cristianismo.

Outra interpretação poderia estar na deformação do título árabe de ‘Abu fi hamat’ ou


Pai da Sabedoria como se designava os Mestres sufis, sábios islâmicos que
estiveram em estreito contacto com os cavaleiros templários.

Entre as causas que fundamentaram o rei Felipe o Belo e o Papa Clemente V para o
extermínio do Templo, estava a que reconhecia que os Templários tinham uma regra
secreta que era reservada para as mais altas autoridades e que diferia
profundamente da regra que havia estabelecido o Papado.

Em 1º de Dezembro de 1145, cai a cidade de Edesa em mãos islâmicas. O Papa


Eugênio III convoca todas as forças cristãs para uma terceira cruzada, que será
conduzida por Luiz VII da França.

Essa Cruzada termina em fracasso como também a expedição a Damasco, devido,


entre outras coisas, pelas intrigas e lutas internas entre o rei Balduíno III de
Jerusalém com sua mãe a rainha Melisenda, protegida do Templo, ao que se somou
a disputa entre o rei Luiz VII e sua mulher Leonor de Aquitânia. A culpa da perda de
Damasco é lançada sobre o Templo a que se lhe acusa de haver conspirado com os
sultões Nur Al Din e Unur.

Nas palavras de Fernando Ciez Celaya:


“Na Terra Santa os templários não só encontram o infiel contra o qual combater,
senão um marco adequado para entrar em contato com as doutrinas e filosofias
próprias das civilizações da Ásia Menor e do Oriente. Assim ocorre, na verdade,
segundo muitos autores, que atribuem aos templários do Templo um conhecimento
e uma irmandade deliberada com sufis e mais tarde cabalistas e inclusive com
‘ashashins’. Essa teoria, que se baseia num sincretismo entre as religiões
monoteístas fundamentais e suas respectivas tradições esotéricas – no que
coincidem no fundo – faz suspeitar a muitos, que os acusam de haverem-se
contaminado, de seguir condutas permissivas com a religião dos infiéis,
precisamente com tudo o que foram chamados a erradicar”.

Com base nos relatos de Esquiu de Floryan e de Otto de Blasien, o ministro real
Guillermo Nogaret, trama a detenção dos cavaleiros Templários da França. O último
Grande Mestre do Templo é queimado vivo junto com outros cavaleiros na presença
do rei e do Papa. Antes de morrer grita ao rei Felipe que ele e seu vassalo (o Papa
Clemente) estariam juntos a Molay antes do transcurso de um ano na presença do
Tribunal Divino. Essa maldição se cumpre em menos de um ano a partir da morte do
último Grão Mestre e morre Felipe IV, o Belo, e o Papa Clemente V.

Os descendentes diretos de Felipe morrem no transcurso de catorze anos, e assim


fica a linhagem direta da família Capeto extinta. O último dos reis com esse sangue
morrerá em conseqüência da Revolução de 1789, seu nome era Luiz XVI. Fato cheio
de significados é que a família real de Luiz XVI é confinada na Torre do Templo em
Paris, a partir de onde é transportado para ser guilhotinado. Quando se cumpre a
sentença os relatos nos contam que um mestre construtor, maçon em francês, saiu
da multidão, tomou em suas mãos o sangue de Luiz XVI e dirigindo-se ao povo
disse: “Jacques de Molay foi vingado”.

Para finalizar a real missão do Templo, pode-se concluir com Martin Walter:

“Quais foram os objetivos daquela Ordem..? Evidentemente foram mais além de seu
papel de monjes-soldados, e o fizeram precisamente porque não desejavam tornar
público as diferenças de credo e concepções filosóficas nos campos de batalha,
embora fossem excelentes guerreiros. O contato com outras culturas, talvez mais
estreitamente do que se crê geralmente, os fez reparar que existem mais coisas que
unem os homens do que os separam... Quixotes de Cristo pelo desmesurado de
seus sonhos, perseguiram o impossível como fim último de suas atividades, a
revitalização do conceito de Império: um Ocidente e um Oriente Islâmico, integrados
por uma federação de Estados autônomos, sob a direção de dois chefes supremos,
um dos assuntos políticos e outro para os espirituais”...”O Templo defendeu a
reconciliação das grandes religiões (talvez buscava alcançar uma espécie de
sincretismo?) advogando pela criação de um duplo Conselho de Estado e de Igreja
(de diversas confissões). E eles seriam os garantidores do processo, pelo menos em
sua fase de transição, opondo-se aos abusos dos poderes políticos e econômicos”...
“O que o rei (Felipe IV da França) e um Papa (Clemente V) se esforçaram para
enterrar sob as cinzas das fogueiras – chega a afirmar o investigador e esoterista
Saint Yves – era a possibilidade de uma revolução política e o plano, todavia latente,
de uma reforma religiosa e social”.

CONCLUSÕES
Os Templários chegaram a combater, na Terra Santa, contra outras Ordens Cristãs,
de certa forma porque eles buscavam o diálogo como o Islam, diferentemente de
outras ordens que não haviam nascido como eles no Oriente Médio e não estavam
acostumados no trato e com os costumes dos nativos. É assim como vemos porque
essas duas Tradições se afastam do Islam e do Cristianismo clássicos
respectivamente. Buscavam um fim superior que era através dessa união, preparar o
terreno para o tempo da Parusia no qual Jesus Cristo, reconhecido como Messias
pelas duas crenças , governaria o mundo em comum que adoraria ao mesmo e único
Deus. Por isso foram sacrificados os Templários, sofrendo toda classe de insultos,
torturas e calúnias.

A união fraternal entre Cristianismo (Cruz Solar) e Islam (Crescente Lunar), ou seja
um Crislam que unirá as duas Tradições monoteístas mais fortes da terra. De outra
parte, nos encontramos com outro fim em comum entre os Hassasin e os
Templários, o de defender as linhagens sagradas para que possam governar tanto o
Oriente como o Ocidente permitindo que o mundo seja uma grande fraternidade.

Todas as opiniões e recomendações são de responsabilidade do autor.


Também acumularam uma fortuna incalculável, recebendo doações de terras, castelos e outros bens.
Graças à sua força militar, assumiram ainda o papel de banqueiros da época, coletando e transportando
riquezas entre a Europa e a Terra Santa. Com o tempo, porém, nobres e reis importantes se sentiram
incomodados com o crescente poder econômico e político dos templários. Felipe IV, rei da França, que –
como vários outros soberanos – devia dinheiro à ordem, resolveu enfrentá-la, ordenando o confisco dos
bens e a prisão dos cavaleiros que viviam em seu reino. A perseguição se espalhou para outras regiões e os
templários passaram a ser acusados de blasfêmia e heresia, corrupção, aliança com o Islã e
homossexualismo. “Todas as acusações eram provavelmente falsas”, afirma o historiador Carlos Roberto
Figueiredo Nogueira, da USP. Mesmo assim, por pressão do rei francês, o papa Clemente V determinou
que a ordem fosse dissolvida em 1312.
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Apesar da extinção, os mitos criados em torno dos templários permaneceram vivos. Muitos europeus
acreditavam que os cavaleiros remanescentes tinham poderes sobrenaturais e tesouros escondidos pelo
mundo. Uma das lendas diz que esse dinheiro teria financiado a descoberta da América e do Brasil. Mais
tarde, foi sugerido o envolvimento da ordem em conspirações nos bastidores da Revolução Francesa. Nos
séculos que se seguiram à extinção da ordem, inúmeros grupos esotéricos, como a maçonaria, afirmaram
ser herdeiros de seus segredos, para incredulidade total da maioria dos historiadores modernos.

Os Cavaleiros Templários
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Os Cavaleiros Templários tiveram origem nas Cruzadas da Idade Média. Como é de conhecimento geral, as Cruzadas foram
uma série de expedições à Síria e à Palestina, esta última denominada Terra Santa. Consistiam de “devotos e intrépidos reis
cavaleiros”, bem como clérigos, soldados e simples camponeses. Seu intuito era libertar ou recuperar a Terra Santa, a terra
natal de Cristo, daqueles que os cruzados chamavam de “turcos infiéis”.
Nesse período em particular, o cristianismo ocidental significava a Igreja Católica Romana; não havia outras igrejas cristãs
conhecidas. Todas as religiões ou crenças não-cristãs, em conformidade com a intolerância que então prevalecia, eram
consideradas pagãs e, seus seguidores, infiéis. No sentido literal, pagão é o indivíduo que não reconhece o Deus da revelação.
Todavia, um pagão não é necessariamente ateu. Mas, na opinião dos cristãos daquela época uma pessoa devota que concebe
Deus no sentido panteísta, ou como consciência universal, é pagã. Com toda certeza, todos os não-cristãos eram assim
considerados.
Parecia uma irreverência, um sacrilégio, para os cristãos, que locais relacionados com o nascimento do Cristo estivessem sob
o domínio de alguma autoridade não-cristã. Pequenos bandos de peregrinos, durante anos antes das Cruzadas, haviam
viajado para a Palestina, com o fim de visitar os santuários. Em sua devoção e primitiva crença, imaginavam que tais visitas
lhes trariam uma graça espiritual, assegurando-lhes bênçãos especiais no outro mundo.
Atravessaram eles regiões agrestes, onde praticamente não havia lei e ordem. E punham em risco a sua segurança, viajando
principalmente a pé. Em conseqüência , eram assaltados, roubados, mortos por bandidos que os atacavam. Esses fatos,
chegaram ao conhecimento da Europa Ocidental e da cristandade e tornaram-se incentivo para as cruzadas.
Durante os séculos doze e treze, cada geração formou pelo menos um grande exército de cruzados. Além desses enormes
exércitos, que às vezes chegavam a trezentos mil homens, haviam “pequenos bandos de peregrinos ou Soldados da Cruz”.
Durante aproximadamente duzentos anos, houve um fluxo quase contínuo de reis, príncipes, nobres, cavaleiros, clérigos, e
gente do povo da Inglaterra, da França, da Alemanha, da Espanha, e da Itália para a Ásia menor. Ostensivamente, essas
migrações tinham fins religiosos, levando consigo, como já dissemos, muitos aventureiros, cujo objetivo era de explorar.
Assassinos e ladrões viajavam para a Terra Santa e roubavam, pilhavam e violavam mulheres.
Os muçulmanos, devotos e respeitadores da lei, cuja cultura era muito superior a da Europa na época, ficavam chocados com
a conduta desses “cristãos”. Era de se esperar que protegessem suas famílias e propriedades desses saqueadores religiosos.
Assim, por sua vez, matavam os peregrinos ou os expulsavam. Sem dúvida, muitos peregrinos inocentes perderam a vida por
causa da reputação criada pela conduta de alguns de seus companheiros. Os povos não-cristãos do Oriente Próximo não
podiam distinguir os peregrinos que tinham nobres propósitos daqueles cujos objetivos eram perversos.
A Primeira Cruzada
Tomando conhecimento desta situação, Papa Urbano II, em 1095, em Clemont, França, exortou o povo a iniciar a primeira
grande Cruzada.
Conclamou os cavaleiros e nobres feudais a cessarem a guerra que travavam entre si e socorressem os cristãos que viviam no
oriente. “Tomai a estrada para o Santo Sepulcro; arrebatai a região à raça perversa e sujeitai-a ao vosso domínio”. Consta
que, quando o Papa terminou de falar, a vasta multidão que o escutava clamou quase uníssono: “É a Vontade de Deus!”. Esta
frase tornou-se depois o grito de guerra da heterogênea massa que formou o exército da Cruzada. Aqueles homens estavam
convictos de que estavam obedecendo à vontade de Deus, de modo que brutalidade, assassínio, estupro e pilhagem, nas terras
do Oriente, estavam justificados por sua missão.
Era impossível aqueles milhares de homens levarem consigo alimento suficiente para a viagem, visto que esta durava vários
meses, em condições muito difíceis. Portanto, eram eles obrigados a buscar sustento nas terras que invadiam. Muitas pessoas
inocentes do Oriente, não-cristãs, eram assassinadas, seu gado lhes era tomado e suas casas saqueadas, para o sustento dos
cruzados, que sobre elas se abatiam como nuvem de devoradores gafanhotos. Naturalmente, a retaliação vinha rápida e
violenta. Muitos cruzados foram mortos pelos húngaros, que reagiram para se proteger contra a depredação causada pelas
hordas que passavam por sua região.
O espírito de avareza ou cobiça aproveitou-se das circunstâncias. Muitos cruzados procuravam seguir para a Palestina e a
Síria por mar, a fim de evitar a viagem mais longa, toda feita por terra. Ricos mercadores das prósperas cidades de Veneza e
Gênova tramaram conceder aos cruzados “livre’ passagem para a Síria e a Palestina. Mas exigiam dos peregrinos o
compromisso de exclusividade de comércio em qualquer cidade por eles conquistadas. Isto permitiria a esses mercadores
ocidentais manter centros comerciais no Oriente, obtendo então excelentes produtos do seu artesanato. As jóias, a cerâmica, a
seda. A especiaria, mobília e os bordados do Oriente eram superiores a tudo o que se produzia na Europa Ocidental da época.
Das cruzadas emergiam muitas curiosas ordens religiosas e militares. Duas das mais importantes foram os Hospitalários e os
Templários. Essas ordens “combinavam dois interesses dominantes da época, o monge e o soldado”. Durante a primeira
Cruzada foi formada, de uma associação monástica, a ordem conhecida como os Hospitalários. Seu objetivo era de socorrer
os pobres e enfermos dentre os peregrinos que viajavam para o Oriente.
Cruz de Malta: o emblema
Posteriormente, a Ordem admitia cavaleiros, além dos monges, e depois se tornou uma ordem militar. Os monges usavam
uma cruz em sua veste e andavam com uma espada à cinta. Lutavam, quando necessário, embora se dedicassem
principalmente em socorrer os peregrinos doentes. Receberam doações de terras, nos países do Ocidente. Também
construíram e controlaram mosteiros fortificados, na terra Santa. No século treze, quando a Síria, principalmente, foi
evacuada pelos cristãos, os Hospitalários mudaram sua sede para a ilha de Rodes e, mais tarde, para Malta. Esta Ordem ainda
existe e seu emblema é a Cruz de Malta.
A outra ordem tinha o nome de Cavaleiros Templários, ou “Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão”. Esta
ordem não foi fundada para fins de auxílio terapêutico. Desde sua formação, era uma ordem militar. Seus fundadores foram
Hugues de Pyens, um cavaleiro bolonhês, e Geoffroi de Saint-Omer, um cavaleiro francês.
No começo do século doze, assumiram eles a proteção dos peregrinos que se dirigiam a Jerusalém. Pretendiam realmente
construir uma escolta armada para esses grupos. Mais tarde, sete outros cavaleiros se uniram a eles. Esses nove cavaleiros se
constituíram numa “comunidade religiosa”. Fizeram um juramento solene ao Patriarca de Jerusalém, no qual se
comprometaram a guardar estradas públicas e abandonar o cavaleirismo terreno; seu juramento incluía um voto de castidade,
abstinência e pobreza.
A missão dos Templários arrebatou a imaginação, não só dos homens livres de classes inferiores, mas também de altas
autoridades seculares e no seio da Igreja. Balduino I, Rei de Jerusalém, cedeu parte do seu palácio a essa Ordem de monges-
guerreiros. Esse palácio era adjacente à Mesquita de Al-Aka, o chamado Templo de Salomão. Devido a esta localização os
componentes da Ordem passaram a ser chamados Cavaleiros Templários ou Cavaleiros do Templo. A princípio, não usavam
uniformes, nem qualquer hábito especial; usavam suas roupas costumeiras. Depois, passaram a usar uma veste branca com a
dupla cruz vermelha. O primeiro ato que atraiu atenção mundial para eles foi o seu esforço para redimir cavaleiros
excomungados.
Muitos cavaleiros haviam violado seu alto código de cavaleirismo, em expedições à Terra Santa, e haviam sido
excomungados pela Igreja. Os Templários procuraram redimi-los e introduzi-los em sua Ordem. Assumiram também a
missão de impedir que trapaceiros, assassinos, perjuros e aventureiros, explorassem a Terra Santa.
Um outro ato, no início, colocou os cavaleiros em atrito com o clero. Os Templários tentaram conseguir imunidade a
excomunhão por párocos e bispos.
O dirigente principal da Ordem era denominado “Mestre do Templo de Jerusalém”. Mais tarde passou a Grande Mestre da
Ordem em Chipre. A autoridade desse Grande Mestre era considerável, mas não era absoluta. Tinha ele de consultar a
maioria dos Templários, em questões como, por exemplo, declarações de guerra. Por muitos anos os Templários mantiveram-
se em guerra contra os “infiéis”. Os chamados infiéis eram principalmente os sarracenos, a se aliar, por vários meios e
particularmente como indivíduos, às famílias reinantes da Europa. “Um Grande Mestre era padrinho de uma filha de Luiz
IX”. “Um outro era padrinho de um filho de Felipe IV”. Sua influência se fez sentir em meio ao clero, pois os Templários
eram convocados a participar nos concílios privativos da Igreja, como o Concílio Lateranense de 1215.
Banqueiros e Financistas
Uma curiosa função, totalmente distinta de seu objetivo declarado, mas que era um sinal de poder, foi a de que os Templários
se tornaram os grandes financistas e banqueiros da época. Consta que seu Templo de Paris era o centro do mercado
financeiro mundial. Nesse banco, papas e reis depositaram seu dinheiro. Os Templários ingressaram com êxito no mercado
de câmbio com o Oriente. Essa foi talvez a primeira de tais empresas na Europa. Não cobravam juros sobre empréstimo,
pois, a agiotagem era proibida – declarada imoral pela Igreja e a Coroa. Aluguéis superiores aos valores usuais para
empréstimos sob hipoteca eram uma espécie de juro tolerada.
A história registra que os Templários atingiram o ápice do seu poder pouco antes de sua ruína. Com efeito, haviam eles se
tornado uma “igreja dentro da igreja”. Isto acabou provocando uma desavença com o Papa Bonifácio VIII, no dia 10 de
agosto de 1303, o rei se aliou ao chefe dos Templários, contra o Papa. Esse mesmo rei, Philippe, acabou traindo os
Templários. Havia ele sofrido um grande prejuízo financeiro e não conseguia recuperar seus recursos. Imaginou, então, que a
supressão dos Cavaleiros Templários lhe seria vantajosa; assim, planejou unir todas as ordens, sob a sua autoridade.
Primeiro era necessário, pensava ele, desacreditar os Templários. Procurou realizar seu intento proclamando que a Ordem era
herética e imoral. Introduziu espiões na Ordem, os quais, segundo consta, cometeram perjúrio revelando os ritos, juramentos
e cerimônias que os mesmos profanavam o cristianismo. O público em geral sabia que os Templários tinham ritos secretos,
mas não conheciam realmente sua verdadeira natureza. Havia rumores infundados de que esses ritos eram lascivos e
blasfemos. Portanto, as declarações dos espiões perjuros do Rei Philippe pareceram confirmar os boatos.
O Papa não se demonstrou inclinado a acreditar naqueles relatos que lhe eram transmitidos através das tramas de Philippe e
tomar providências em função dos mesmos. Então o rei, astutamente, apresentou suas inventadas queixas à Inquisição, que
na época, prevalecia na França. A Inquisição tinha o poder de agir sem consultar o Papa. Em conseqüência, o Grande
Inquisidor exigiu a prisão dos Templários. No dia 14 de setembro de 1307, Philippe determinou que os membros da Ordem
dos Templários fossem capturados.
Jacques de Molay
A 6 de junho de 1306, Jacques de Molay, Grande Mestre dos Templários de
Chipre, consultava o Papa Clemente V sobre “a perspectiva de uma nova cruzada”. Aproveitou o ensejo para denunciar as
acusações que estavam sendo feitas contra os Templários, e partiu. Durante todo o tempo em que lhes eram imputadas
incriminações, os Templários não se defenderam. Seis meses depois, Jacques de Molay e sessenta de seus companheiros
foram presos e forçados a confessar. Primeiro, os oficiais do rei os torturaram. Em seguida, entregaram-no aos inquisidores
da Igreja, para que fossem ainda mais torturados. Muitos desses Templários eram idosos e morreram em decorrência da
desumana crueldade a eles infligida por aqueles representantes da Igreja. As confissões que lhes eram arrancadas eram falsas;
haviam eles sido forçados a confessar atos de irreverência e heresia. O Grande Mestre foi obrigado a escrever uma carta em
que admitia ter cometido atos contra a Igreja.
O Papa acabou sancionando os atos dos inquisidores e ordenou a prisão dos Templários em toda a cristandade. É possível que
tenha se sentido inseguro quanto à medida que tomara, pois, mais tarde, determinou uma nova Inquisição para reconsiderar
as acusações contra os Templários, acreditando que teriam um julgamento justo. Os Templários abjuraram suas confissões
anteriores, em que tinham sido feitas sob coação. Sofreram, porém, amarga decepção! A retratação de suas confissões era
passível de punição com a morte na fogueira, castigo que muitos foram obrigados a sofrer.
No dia 14 de março de 1314, Jacques de Molay, o Grande Mestre, e outro Templário, foram levados a um cadafalso “erguido
em frente a Notre Dame”. Deviam então confessar sua culpa, ante os legados papais e o povo. Ao invés disto, retrataram-se
de suas confissões e tentaram defender os Templários diante da grande multidão que assistia ao processo. Proclamaram a
inocência da Ordem. Foi imediatamente ordenado, então, que eles fossem queimados. E assim foram executados, com a
aprovação da Igreja Romana.
Que haviam os Templários realizado? Muitos lhes atribuíram o impedimento da propagação do poder islâmico na Europa.
Talvez eles tenham realmente contribuído para isto, mas é discutível a questão de que a propagação da cultura islâmica na
Europa teria sido prejudicial. Geralmente, admitem os historiadores que a civilização teria avançado séculos se tivesse sido
permitido que a sabedoria dos muçulmanos se propagasse pela Europa, naquela época. Foram necessários vários séculos de
progresso do conhecimento, na Europa, para igualar e superar o conhecimento que os muçulmanos então possuíam. Os povos
islâmicos eram os preservadores do conhecimento original dos gregos e dos egípcios.
Talvez a maior realização dos Templários tenha sido o estímulo à virtude entre bravos e fortes. Muitos cavaleiros haviam
adquirido muito conhecimento nos países orientais, durante as Cruzadas. Tinham descoberto que havia no Oriente uma
civilização superior à que existia na mais rude sociedade do Ocidente cristão.
Muitos Templários foram secretamente iniciados nas escolas de mistérios do Oriente, onde lhes foi revelada a sabedoria do
passado. Embora constituíssem uma Ordem cristã, os Templários eram independentes da Igreja, no sentido de que esta não
dominava o seu pensamento. Muitos se tornaram Templários porque, dentro da esfera de influência e proteção da Ordem,
podiam estudar e desenvolver um conhecimento que não ousavam, como indivíduos, estudar e desenvolver fora dessa esfera.
As pessoas de mentalidade liberal tinham na Ordem dos Cavaleiros Templários uma espécie de refúgio. Foram estes estudos,
a investigação intelectual e os rituais místicos, que provavelmente deram crédito ao boato de que os Templários eram
hereges.
Segundo a tradição, muitos cavaleiros Cruzaram o Umbral da Ordem Rosacruz e a ela se afiliaram os que eram membros de
escolas esotéricas. Muitos cavaleiros tiveram coragem de investigar os campos de conhecimento que suas incursões por
países orientais haviam possibilitado. E esse conhecimento ultrapassava as limitadas fronteiras de investigação da Igreja.