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Efeitos da redução de ICMS no estado de Alagoas no preço de


venda ao Consumidor final
Thiago Figueiredo Alves – thiago.figueiredosp@gmail.com
MBA Contabilidade & Direito Tributário
Instituto de Pós-Graduação - IPOG
Maceió/AL, 22 de abril de 2019

Resumo

A concessão de incentivos, benefícios fiscais concedidos pelo estado de Alagoas


será objeto de estudo deste artigo. O problema que deu origem está restrito à: Quais
os efeitos da redução de ICMS nas operações com produtos cesta básica no estado
de Alagoas para os consumidores finais? A hipótese que norteou a pesquisa partiu
da premissa de que a correta aplicação da redução de ICMS na operações
comerciais causariam redução no valor de venda dos produtos alcaçados pela
redução ao consumidor final sem que haja prejuízo por parte das empresas
comerciais. O objetivo geral desse trabalho foi analisar quais são os efeitos da
redução da base de cálculo do ICMS sobre o preço dos produtos de cesta básica no
Estado de Alagoas. Quanto aos procedimentos metodológicos trata-se de um artigo
de revisão literária. Quanto à natureza, contempla uma pesquisa qualitativa, pois
tanto na coleta quanto na análise de dados foi realizada uma abordagem qualitativa
para subsidiar o estudo. As informações foram coletadas na legislação tributária,
outros trabalhos científicos e redes eletrônicas o que resultou na redação do
presente artigo. No que se refere a conclusão ao analisar os impactos que a
redução de ICMS na venda de produtos cesta básica no estado de Alagoas ao
consumidor final constatou-se uma redução expressiva do preço de venda dos
produtos ao qual o benefício da redução é alcançado, desde que as empresas
comerciais repassem o incentivo ao consumo final.
Palavras-chave: Cesta básica, ICMS, Redução, Consumidor final.

1. Introdução
A contabilidade tem um papel de ciência social que estuda o patrimônio das
entidades e realiza diante de seus princípios as análises qualitativas e quantitativas
das variações que ocorrem no patrimônio, evidenciando que os atos e fatos sejam
de natureza econômica ou financeira. Dentre as diversas áreas específicas da
contabilidade temos a Contabilidade Tributária, que se preocupa com os tributos.
Nas empresas, o objetivo da mesma é aplicar a legislação tributária, de forma
menos onerosa às entidades empresariais, operacionalizando um planejamento
tributário puramente dentro da legalidade. A contabilidade tributária tem sido assunto
amplamente discutido no meio empresarial e acadêmico uma vez que o estudo dos
tributos, suas legislações, alíquotas, bases de cálculo, incidência e etc. influenciam
diretamente nos resultados das empresas.
O Brasil possui umas das maiores cargas tributárias do mundo, que não afeta
somente os empresários, mas também a todos os brasileiros. Somos um país onde
quase tudo que se fabrica ou comercializa-se é tributado, o que gera na maioria das
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vezes insatisfação do contribuinte quanto ao peso de nossos tributos. Neste sentido,


há a importância de se analisar os efeitos tributários oriundos da redução da base de
cálculo do ICMS sobre o preço dos produtos elencados como cesta básica.
O impacto que o aumento de preço dos produtos alimentícios tem na gestão
financeira das famílias de baixa renda é grande. Segundo uma informação publicada
pelo DIEESE (2012), os tributos pagos pelas famílias mais carentes com rendas de
até R$ 1.000,00 correspondem a 3,1%, enquanto nas classes mais altas a tributação
corresponde a 0,9%. Por essa razão o assunto tem sido objeto de grandes
discussões no ambiente econômico, político e social.
O que incentivou a investigação acerca do efeito que os impostos têm sobre o preço
dos alimentos básicos foi a relação custo-benefício para as partes envolvidas, ou
seja, as empresas e os cidadãos. Dentro desse contexto, foi analisado como o
benefício concedido pelo governo na tributação do ICMS refletirá para o consumidor
final. Nosso trabalho fundamenta-se na seguinte problemática: Quais são os efeitos
tributários, refletidos ao consumidor final, oriundos da redução da base de cálculo do
ICMS sobre os produtos de cesta básica no estado de Alagoas?
As empresas estão procurando cada vez mais conhecer o mercado em que atua e
fazer um bom planejamento tributário, para que assim seja possível controlar os
custos e reduzir as despesas. Pohlmann (2010) define o planejamento tributário
como um conjunto de decisões e ações adotadas pelo contribuinte com o objetivo de
evitar a incidência de tributos ou reduzir o seu valor, daí a sua importância na saúde
financeira da empresa.
Um dos principais temas ao qual é de suma importância que as empresas tenham o
conhecimento, a fim de alcançar o objetivo proposto, são as cargas tributárias que
incidem sobre os produtos, para que dessa maneira seja possível atribuir uma boa
margem de lucro. Por outro lado, esse é um assunto que interessa muito a
população brasileira, pois ajuda na tomada de decisão.
De acordo com o artigo 3º do Código Tributário Nacional – CTN, Tributo é toda
prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir,
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada.
O tributo é devido ao Estado (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e não
há como negar-lhes o pagamento, pois é compulsório e o não pagamento está
sujeito a restrições e multas ao contribuinte, sendo competência daqueles entes
estatais a cobrança e arrecadação, conforme prevê o art. 6º do CTN, a saber:

A atribuição constitucional de competência tributária compreende a


competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na
Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas
do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei.

Quando há o aumento dos tributos consequentemente ocorre a diminuição do poder


aquisitivo do consumidor, pois essa majoração é repassada para os consumidores
finais no momento da compra da mercadoria ou do produto. Segundo o Diário da
grande ABC (2011):
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A carga tributária incidente sobre os alimentos têm média de 27,5% do total


do valor cobrado pelos produtos. O que significa um percentual muito mais
alto do que o incidente em vários países desenvolvidos. Perde, por muito
pouco, somente para a Suécia, com carga de 27,56%. A carga tributária
sobre os alimentos nos Estados Unidos é de 14,82%, semelhante à de
Portugal, de 15,36%. Enquanto no Brasil 17,24% do valor pago pelo arroz e
pelo feijão são impostos, nos Estados Unidos esse percentual cai para
10,12% e, em Portugal, para 11,30%. Considerando as frutas e os legumes,
a diferença é ainda maior. No País, 21,78% do preço vai para os cofres
públicos. Nos Estados Unidos, apenas 10,12% e, em Portugal, 14,13%.

O objetivo geral desse trabalho foi analisar quais são os efeitos da redução da base
de cálculo do ICMS sobre o preço dos produtos de cesta básica no Estado de
Alagoas. Para isso foi necessário atender os seguintes objetivos específicos:
conceituar Contabilidade Tributária, analisar a legislação tributária que apresenta os
benefícios fiscais de âmbito estadual, caracterizar os produtos cesta básica e
comparar valores de alimentos essenciais com e sem o benefício concedido pelo
governo na tributação do ICMS.
Para atender aos objetivos do artigo, o mesmo foi estruturado em cinco seções
como a seguir delineadas. Primeiramente apresenta-se a introdução destacando o
tema em estudo, o problema pesquisado e os objetivos do trabalho. Além disso,
demonstra-se a relevância do assunto proposto e as principais preocupações que
dele decorrem, bem como a estrutura do artigo. Na segunda, trata-se da
contabilidade tributária e seus aspectos conceituais. Este capítulo foi desenvolvido
com o objetivo de embasar teoricamente o trabalho e subsidiar a construção das
seções subsequentes. A terceira seção aborda a legislação tributária que apresenta
os benefícios fiscais de âmbito estadual. Na quarta seção discorre-se sobre os
produtos cesta básica e faz-se uma comparação entre valores de alimentos básicos
com a redução da base de cálculo e sem a redução. Ao final do trabalho, na quinta e
última seção é apresentada a conclusão e possíveis recomendações para trabalhos
futuros.

2. Metodologia
O método científico a ser escolhido está atrelado ao tipo de pesquisa que se
pretende elaborar. Deve-se levar em consideração que na pesquisa podem ou
devem haver dados qualitativos e quantitativos. O método científico caracteriza-se
pela escolha de procedimentos sistemáticos para descrição e explicação de uma
determinada situação sob estudo e sua escolha deve estar baseada em dois
critérios básicos: a natureza do objetivo ao qual se aplica e o objetivo que se tem em
vista no estudo (FACHIN, 2001).
O presente trabalho trata-se de um artigo de revisão literária. Quanto à natureza,
contempla uma pesquisa qualitativa, pois tanto na coleta quanto na análise de dados
foi realizada uma abordagem qualitativa para subsidiar o estudo. Quanto aos
procedimentos adotados nesse trabalho, abordaremos o assunto através de uma
pesquisa bibliográfica.
No caso deste trabalho abordaremos o problema de maneira qualitativa. Segundo os
ensinamentos de Richardson (1999), os estudos que empregam uma metodologia
podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de
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certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos


sociais.
Quanto ao método bibliográfico, Cervo e Bervian (1983) argumentam que a pesquisa
bibliográfica explica um problema a partir de referenciais teóricos publicados em
documentos. Pode ser realizada independentemente ou como parte da pesquisa
descritiva ou experimental. Ambos os casos buscam conhecer e analisar as
contribuições culturais ou científicas do passado existentes sobre um determinado
assunto, tema ou problema.
De acordo com os ensinamentos de Gil (1999), a pesquisa bibliográfica é
desenvolvida mediante material já elaborado, principalmente livros e artigos
científicos. Apesar de praticamente todos os outros tipos de estudo exigirem tralho
dessa natureza, há pesquisas exclusivamente desenvolvidas por meio de fontes
bibliográficas.
Segundo Beuren (2010), no que diz respeito a estudos contábeis, percebe – se que
a pesquisa bibliográfica está sempre presente seja como parte integrante de outro
tipo de pesquisa ou exclusivamente enquanto delineamento. As publicações dos
autores sobre a teoria e a prática contábil podem ajudar o estudante a conhecer o
que foi produzido de importante sobre o objeto de pesquisa. Também podem
implicar o desenvolvimento do próprio trabalho, reunindo os fragmentos
encontrados, e inseri-los em um texto construído pelo estudante, ou fazendo
interpretações dos descritos ainda não realizada.
Nas informações coletadas em materiais publicados em livros, revistas e redes
eletrônicas, se realizou uma leitura seletiva e analítica. Após essa coleta de dados
se estabeleceram relações entre os objetivos propostos no artigo e as informações
coletadas, resultando na redação do presente artigo.
Detalhar como a pesquisa foi feita, quais sites e programas utilizou, tabelar alíquotas
de cesta básica, etc

3. Contabilidade tributária
Desde o início das primeiras civilizações o homem procura se organizar. No aspeto
social, o homem buscou através da imposição de tributos à população a forma de
manter as atividades estatais, de modo em que todos contribuíssem para o
desenvolvimento da sociedade. Dessa forma, evidenciava-se na história um fato que
até hoje conhecemos, a tributação, onde estar alicerçada como pilar fundamental
para o desenvolvimento regional. Paralelo ao surgimento do tributo iniciava- se,
ainda que timidamente, um novo ramo da contabilidade, a Contabilidade Tributária.
Modernamente, a Contabilidade tributária é uma área de estudo e de aplicação
das Ciências Contábeis, que se preocupa com contabilização através de
lançamentos das operações das empresas ou mesmo pessoas físicas que
produzam o fato gerador dos tributos incidentes sobre lucros ou resultados geram
obrigações tributárias.
Conforme argumenta Fabretti (2003), Contabilidade tributária como é o ramo da
Contabilidade que tem por objetivo aplicar na pratica conceitos, princípios e normas
básicas de contabilidade e da legislação tributária, de forma simultânea e adequada.
De acordo com os ensinamentos de Oliveira et al (2004), Pode-se dizer que
contabilidade tributária é o ramo da contabilidade, o estudo da teoria e a aplicação
prática dos princípios e normas básicas da legislação tributária, sendo responsável
pelo gerenciamento dos tributos.
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Assim, o estudo da Contabilidade Tributária está diretamente associado com


princípios e normais legais, uma vez que a arrecadação tributos pelo Estado deve
estar pautada na legalidade e em todos os princípios da administração pública,
assim fazendo surgir uma nova divisão do direito, a saber, o Direito Tributário,
conforme argumenta Pêgas (2003):

O grande número e o nível complexo de leis que regulam essa relação entre
o poder público e os contribuintes, assim chamados as pessoas físicas e
jurídicas que efetivamente contribuem com parcela de seus recursos na
manutenção do poder público e na sua geração de receitas, fez nascer um
ramo do direito específico para a arrecadação e instituição de tributos, o
Direito Tributário.

A Contabilidade Tributária tem ganhado espaço nas discussões acadêmicas no


Brasil, pois torna-se interessante diante da alta carga tributária que é imposta ao
contribuinte. O objeto da contabilidade não é outro senão o patrimônio e faz com que
as empresas busquem de modo legal, formas de reduzirem seus tributos a pagar.
Assim, O emprego da Contabilidade Tributária tem chamado à atenção das
organizações, de forma significativa, todos desejam desenvolver um planejamento
tributário, como forma de minimizar o ônus tributário a que estão submetidos.
A contabilidade tributária faz parte de uma área de especialização da contabilidade,
sendo seu principal objetivo principal atender a legislação nas três esferas União,
Estada e Município, buscando-se cumprir a obrigação de gerar o tributo e ao mesmo
tempo cumprir com as obrigações acessórias, ou seja, informar como se chegou ao
montante do tributo.
De acordo com Oliveira et al. (2004, p. 34), Pode-se entender Contabilidade
Tributária como:

1 - Especialização da contabilidade que tem como principais objetivos o


estudo da teoria e a aplicação prática dos princípios e normas básicas da
legislação tributária;
2 - Ramo da contabilidade responsável pelo gerenciamento dos tributos
incidentes nas diversas atividades de uma empresa, ou grupo de empresas,
adaptando ao dia-a-dia empresarial as obrigações tributárias, de forma a
não expor a entidade às possíveis sanções fiscais e legais.

Dentro das várias áreas da Contabilidade, a Tributária apresenta como objetiva e


pautada em princípios legais, porém não atrelada aos princípios da Contabilidade.
As funções da contabilidade tributária contemplam basicamente a realização das
tarefas relacionadas ao registro dos fatos que envolvem a tributação da entidade. De
uma forma geral, essas funções podem ser inúmeras, sendo responsável pelo
gerenciamento dos tributos incidentes sobre as atividades da empresa, auxiliando as
instituições nas melhores decisões. O quadro abaixo representa essas funções:

Escrituração e controle Orientação e Tributário


planejamento
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Escrituração fiscal das Orientação, treinamento e Estudo das diversas


atividades do dia a dia da constante supervisão dos alternativas legais para a
empresa e dos livros funcionários do setor de redução da carga fiscal para
fiscais. impostos. a redução da carga fiscal
Apuração dos tributos a Orientação fiscal para as tais como:
recolher, preenchimento demais unidades da - Todas as operações em
das guias de recolhimento empresa (filiais, fábricas, que for possível o crédito
e remessa para o departamentos) ou das tributário, principalmente em
departamento de contas a empresas controladas e relação aos chamados
pagar. coligadas, visando impostos não cumulativos:
Controle de prazos para o padronizar os ICMS e IPI;
recolhimento procedimentos. - Todas as situações em que
Assessoria para a correta for possível o deferimento
apuração e registro do dos recolhimentos dos
lucro tributável do impostos, permitindo melhor
exercício social, conforme gerenciamento no fluxo do
os princípios caixa;
fundamentais da - Todas as despesas e
contabilidade. provisões permitidas pelo
Assessoria para o correto fisco como dedutíveis da
registro contábil das receita.
provisões relativas aos
tributos a recolher.
Quadro 1 – Atividades e funções da contabilidade tributária
Fonte: Oliveira (2003, p. 35)

Quando uma empresa está organizada é difícil ocorrer sanções fiscais, essa
organização depende tanto do contador como da empresa. É necessário conhecer
as terminologias utilizadas nas rotinas tributárias e ter domínio nas legislações que
incidem sobre a empresa, para que assim seja possível reduzir os custos,
aperfeiçoar processos e aumentar os lucros. É de grande importância que a
população também conheça o que exatamente está pagando e o que significa cada
nomenclatura, para que seja possível identificar quanto que há de tributos nas
mercadorias.
A palavra Tributo tem origem etimológica do latim tributum. Os primeiros registros
de tributos são do Egito Antigo, cerca de 10.000 a.c. Essa prática é adotada até
hoje. Entre o Egito Antigo e o surgimento das nações contemporâneas, a partir de
1700 d.c., a cobrança de impostos era feita a critério dos reis, nobres e senhores,
donos das grandes porções de terra, o que gerava uma taxação impiedosa de
tributos e a escravização dos trabalhadores e estes se tornavam cada vez mais
devedores. Tributo é a imposição pecuniária as entidades e pessoas físicas imposta
pelo Estado, este, a fim de recolher valores para o desempenho das atividades
estatais
De acordo com o artigo 3º do Código Tributário Nacional – CTN, Tributo é toda
prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir,
que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada.
O tributo é devido ao Estado (União, Estados, Distrito Federal e Munícipios) e não
há como negar – lhes o pagamento, pois é compulsório e o não pagamento está
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sujeito a restrições e multas ao contribuinte, sendo competência daqueles entes


estatais a cobrança e arrecadação, conforme prevê o art. 6º do CTN, a saber:

A atribuição constitucional de competência tributária compreende a


competência legislativa plena, ressalvadas as limitações contidas na
Constituição Federal, nas Constituições dos Estados e nas Leis Orgânicas
do Distrito Federal e dos Municípios, e observado o disposto nesta Lei.

O Sistema tributário Nacional permite ao Estado a cobrança de três espécies de


tributos: Impostos, Taxas e Contribuições de melhorias. O art. 145 da Constituição
Federal de 1988 prevê o seguinte:

A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os


seguintes tributos:
I - impostos;
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização,
efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados
ao contribuinte ou postos a sua disposição;
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

Segundo Fabretti (2003 p.116) imposto é aquele que, uma vez instituído por lei, é
devido, independentemente de qualquer atividade estatal em relação ao contribuinte.
Portanto, não está vinculada a nenhuma prestação específica do Estado ao sujeito
passivo.
Observa-se que pela obrigação de exigir o imposto, o Estado não deve nenhuma
obrigação específica ao contribuinte, ou seja, não deve nenhuma contrapartida para
cobrar o imposto, apenas é obrigatório o fato gerador para a cobrança. Atente – se
que isto não quer dizer que o imposto não tenha finalidade, muito pelo contrário,
deve ser empregado de maneira lícita na manutenção da máquina estatal e em
investimentos.
Diferentemente dos impostos, as taxas têm uma contraprestação direta do Estado,
ou seja, o contribuinte pago por algo que precisa usar de imediato, pois tem seu
fator gerador no mesmo momento do pagamento da taxa. Observa – se que o fato
gerador é causado pelo próprio Estado e o contribuinte como usuário dos serviços
prestados pelo Estado deve contribuir pecuniariamente com o serviço.
De acordo com o que escreve Machado (2003):

A primeira característica da taxa, portanto, é ser um tributo cujo fato gerador


é vinculado a uma atividade estatal específica relativa ao contribuinte. Esta
característica a distingue do imposto, entretanto não basta para sua
identificação específica, porque também a contribuição de melhoria tem seu
fato gerador vinculado a atividade estatal específica.

A contribuição de melhoria está associada a cobrança de tributos em áreas em que


o poder público fez alguma espécie de melhoramento físico ou social, por isto
dizemos que a contribuição de melhoria é um tributo vinculado pois está diretamente
ligado à atividade estatal. De acordo com machado (2003)

A contribuição de melhoria, portanto, é uma espécie de tributo vinculado,


vale dizer, tributo cujo fato gerador está ligado a atividade estatal específica
relativa ao contribuinte. Este conceito, porém, também se à taxa. Adiante
cuidaremos da distinção que se pode estabelecer entre a taxa e a
contribuição de melhoria. Por enquanto, para a formulação do conceito de
contribuição de melhoria, diremos apenas que esta espécie tributária tem
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como elemento essencial de seu fato gerador a valorização imobiliária. Em


face destas considerações, podemos dizer que a contribuição de melhoria é
um tributo vinculado, cujo fato gerador é a valorização de imóvel do
contribuinte, decorrente de obra pública.

Conforme art. 81 do Código Tributário Nacional:

A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito


Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é
instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra
valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como
limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel
beneficiado.

4. ICMS: Conceitos básicos


Na história da tributação no Brasil, a substituição do antigo Imposto Sobre Vendas e
Consignações (IVC) − tributo cumulativo que incidia sobre as vendas de
mercadorias, em geral − pelo moderno Imposto sobre Circulação de Mercadorias
(ICM) − que incorporava as novas propostas de adoção do método do valor
adicionado para eliminar os efeitos negativos da cumulatividade sobre a economia,
foi de grande valia para o desenvolvimento de um imposto muito importante para os
Estados da Federação, O imposto sobre circulação de mercadorias e serviços –
ICMS. Após este fato, como as alíquotas aplicadas pelos estados ao IVC
apresentavam uma grande variação, temia-se que a nova alíquota do ICM pudesse
trazer dificuldades para estados onde a alíquota do IVC era mais alta, criando novas
disparidades na repartição da receita estadual.
Segundo Rezende (2009):

Para afastar essas apreensões e levar adiante a proposta de modernização


da tributação estadual, a alíquota única de 15% inicialmente adotada para o
ICM foi logo em seguida alterada, de modo a torná-la compatível com as
mais altas alíquotas aplicadas ao IVC nas regiões Norte e Nordeste.

O ICMS, imposto estadual, sucessor do antigo Imposto de Vendas e Consignações


(IVC), foi instituído pela reforma tributária da Emenda Constitucional n. 18/65 e
representa cerca de 80% da arrecadação dos Estados. [...] Ademais, é imposto que
recebeu um significativo tratamento constitucional – art. 155, § 2º, I ao XII, CF. O
tratamento constitucional dado à exação em tela é robustecido pela Lei
Complementar n. 87/96, que substituiu o Decreto-lei n. 406/68 e o Convênio ICMS n.
66/88, esmiuçando lhe a compreensão, devendo tal norma ser observada
relativamente aos preceitos que não contrariem a Constituição Federal.
Segundo Pohlmann (2010):

O ICMS é o imposto que recebeu maior atenção do legislador constitucional,


dada a sua relevância econômica e orçamentária e a potencialidade de
ocorrência da chamada ‘guerra fiscal’ entre os estados da federação.

O imposto sobre circulação de mercadorias e serviços surgiu com a emenda nº


18/1965 à constituição de 1946, com o objetivo de substituir o Imposto sobre Vendas
e Consignações – IVC.
O ICMS incide sobre a circulação das mercadorias e da prestação de serviços de
transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação. É considerado um
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imposto não cumulativo, ou seja, diminui-se do imposto o valor pago na operação


realizada anteriormente.
De acordo com Rosa (2008):

A não cumulatividade consiste em transferir, ao adquirente sob a forma de


crédito, o valor pago por determinado contribuinte. O objetivo dessa técnica
de tributação consiste em efetivamente fazer com que cada contribuinte
pague imposto sobre o valor que agregou ao produto. Por meio do princípio
da não cumulatividade busca-se observar a neutralidade da tributação, ou
seja, independentemente de quantas operações ocorreram na cadeia
econômica, o imposto será sempre proporcional ao valor da mercadoria ou
serviço.

Dessa forma a não cumulatividade representa o “não acúmulo” dos impostos, ou


seja, que não importa se a mercadoria foi adquirida para consumo ou para revenda,
ela irá gerar um crédito fiscal na entrada onde dá direito ao contribuinte de utilizar-se
de 100% do crédito fiscal em destaque na nota fiscal na compensação das
operações de saídas.
A Constituição Federal dipõe sobre o ICMS em seu artigo 155, parágrafo 2:

§ 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:


        I -  será não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada
operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com
o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo
Distrito Federal;
        II -  a isenção ou não-incidência, salvo determinação em contrário da
legislação:
            a)  não implicará crédito para compensação com o montante devido
nas operações ou prestações seguintes;
            b)  acarretará a anulação do crédito relativo às operações
anteriores;
        III -  poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias
e dos serviços;
        IV -  resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da
República ou de um terço dos Senadores, aprovada pela maioria absoluta
de seus membros, estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e
prestações, interestaduais e de exportação;
        V -  é facultado ao Senado Federal:
            a)  estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante
resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de
seus membros;
            b)  fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver
conflito específico que envolva interesse de Estados, mediante resolução de
iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros;
        VI -  salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal,
nos termos do disposto no inciso XII, g, as alíquotas internas, nas
operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de
serviços, não poderão ser inferiores às previstas para as operações
interestaduais;
        VII -  nas operações e prestações que destinem bens e serviços a
consumidor final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro
Estado, adotar-se-á a alíquota interestadual e caberá ao Estado de
localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a
alíquota interna do Estado destinatário e a alíquota interestadual;
            a)  (revogado).
            b)  (revogado).
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        VIII -  a responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente


à diferença entre a alíquota interna e a interestadual de que trata o inciso VII
será atribuída:
            a)  ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto;
            b)  ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do
imposto;
        IX -  incidirá também:
            a)  sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior
por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do
imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço
prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o
domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou
serviço;
            b)  sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem
fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos
Municípios;
        X -  não incidirá:
            a)  sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem
sobre serviços prestados a destinatários no exterior, assegurada a
manutenção e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas
operações e prestações anteriores;
            b)  sobre operações que destinem a outros Estados petróleo,
inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e
energia elétrica;
            c)  sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 5º;
            d)  nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de
radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita;
        XI -  não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do
imposto sobre produtos industrializados, quando a operação, realizada entre
contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à
comercialização, configure fato gerador dos dois impostos;
        XII -  cabe à lei complementar:
            a)  definir seus contribuintes;
            b)  dispor sobre substituição tributária;
            c)  disciplinar o regime de compensação do imposto;
            d)  fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento
responsável, o local das operações relativas à circulação de mercadorias e
das prestações de serviços;
            e)  excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior,
serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X, a;
            f)  prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa
para outro Estado e exportação para o exterior, de serviços e de
mercadorias;
            g)  regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do
Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e
revogados.
            h)  definir os combustíveis e lubrificantes sobre os quais o imposto
incidirá uma única vez, qualquer que seja a sua finalidade, hipótese em que
não se aplicará o disposto no inciso X, b;
            i)  fixar a base de cálculo, de modo que o montante do imposto a
integre, também na importação do exterior de bem, mercadoria ou serviço.

A competência do ICMS é dos estados ou do distrito federal, cada estado brasileiro


possui sua legislação sobre o ICMS, no estado de Alagoas o ICMS foi instituído pela
Lei Ordinária nº 5.900 de 1996 e é regulamentado pelo Decreto 35.245/1991.
Segundo Silveira (2009), o Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços é
uma das principais fontes de arrecadação dos Estados e Municípios. É um tributo
onde a legislação pode sofrer alterações em curto espaço de tempo e é muito
complexa, amparada por leis, decretos ou medidas provisórias.
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5. Cesta básica
Cesta básica segundo Silveira (2009) é um conjunto de produtos utilizados por uma
família durante determinado tempo, este conjunto seria composto por produtos
alimentícios, produtos de higiene pessoal e limpeza. Não existe um consenso quais
produtos formam a cesta básica pois os produtos variam de acordo com a finalidade,
necessidade de cada família.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE
considera a cesta básica composta por treze gêneros alimentícios com a finalidade
de monitorar a evolução dos preços em cada estado brasileiro.
O Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre
Prestação de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de
Comunicação – ICMS é regulamentado pela Lei 5.900/1996 nos termos da Lei
Complementar n° 87, de 13 de setembro de 1996 e Decreto 35.245/1991
(RICMS/AL)
É considerado produtos cesta básica aqueles elencados no anexo II, item 20 do
Decreto 35.245/1991 (RICMS/AL):

A base de cálculo do imposto será reduzida nos seguintes casos:

20 - Nas operações internas e de importação com as mercadorias abaixo


relacionadas, redução da base de cálculo em 58,82% (cinqüenta e oito
inteiros e oitenta e dois centésimos por cento) (Convênio ICMS 128/94):

I - açúcar cristal, em embalagem de até 2 (dois) quilogramas;


II - arroz;
III - biscoito e bolacha popular, excetuados os recheados, vitaminados
e/ou aromatizados;
IV - café torrado, moído ou solúvel;
V - colorau;
VI - farinha de milho e fubá de milho;
VII - farinha de mandioca;
VIII - feijão;
IX - leite em pó, em embalagem de até 2 quilogramas;
X - leite pasteurizado, tipos B e C;
XI - macarrão comum, ou apenas com sêmola, do tipo espaguete;
XII - margarina ou creme vegetal, acondicionados em embalagem de
até 500 gramas;
XIII - óleo comestível de soja;
XIV - Revogado pelo Decreto n° 38.395 / 2000 (DOE de 24.05.2000)
vigência a partir de 25.05.2000
XV - sal de cozinha;
XVI - vinagre.
XVII - sardinha em lata;
XVIII - flocos de milho pré-cozido.

Alíquota % Alíquota
Produtos
interna - AL Redução efetiva
açúcar cristal, em embalagem de até 2 (dois) quilogramas; 17% 58,82% 7%
arroz; 17% 58,82% 7%
biscoito e bolacha popular, excetuados os recheados 17% 58,82% 7%
café torrado, moído ou solúvel; 17% 58,82% 7%
colorau; 17% 58,82% 7%
farinha de milho e fubá de milho; 17% 58,82% 7%
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farinha de mandioca; 17% 58,82% 7%


feijão; 17% 58,82% 7%
leite em pó, em embalagem de até 2 quilogramas; 17% 58,82% 7%
leite pasteurizado, tipos B e C; 17% 58,82% 7%
macarrão comum, ou apenas com sêmola; 17% 58,82% 7%
margarina ou creme vegetal, de até 500 gramas; 17% 58,82% 7%
óleo comestível de soja; 17% 58,82% 7%
sal de cozinha; 17% 58,82% 7%
vinagre. 17% 58,82% 7%
sardinha em lata; 17% 58,82% 7%
flocos de milho pré-cozido. 17% 58,82% 7%

Tabela 1 – Produtos cesta básica em Alagoas


Fonte: Regulamento de ICMS – Decreto 35.241, Anexo II, Item 20

A aplicação da redução de 58,82% sobre a base de cálculo do ICMS equipara-se a


redução da alíquota de 17,00% para 7,00% efetivos sobre o preço da mercadoria
comercializada. Assim sendo, a diferença efetiva da corresponderá a 10% de
redução sobre o ICMS cobrado ao consumidor no momento da venda, visto que,
pode vias de regra, todo custo com tributos é repassado ao consumo final.
Neste artigo, para exemplificar a forma como é realizado o cálculo e repasse desse
tributo ao consumidor final bem como a comparação entre o preço final com e sem a
redução de ICMS será utilizado um valor fictício do custo de aquisição de um
produto tributado conforme disciplina a norma citada acima.

Preço de Margem %
Tributação Item Preço de venda Redução
custo de Lucro ICMS
Sem
Feijão R$ 5,90 10% 17% R$ 8,08
redução
-12,05%
Com
Feijão R$ 5,90 10% 7% R$ 7,11
redução

Tabela 2 – Comparação entre o preço de venda com e sem redução


Fonte: Dados produzidos pelo autor

Neste exemplo prático observamos a fórmula como a mercadoria é precificada ao


consumidor final. O custo do produto é de R$ 5,90 (cinco reais e noventa centavos),
onde o empresário quer uma margem de lucro de 10% líquido sobre o preço de
venda tendo ainda o custo com ICMS.
Nessas condições o valor de venda tem que ser um valor que após aplicado o
percentual de ICMS e deduzido o valor de custo sobre exatamente os 10% de lucro
líquido sobre o preço de venda desejado pelo empresário. Para calcular o preço de
venda com essas condição é necessário embutir esses percentuais achando um
fator de divisão sobre o preço de custo utilizado a seguinte fórmula:
 1 – (Margem de lucro + Percentual de ICMS) = Fator  Preço de custo / fator
= Preço de venda
Substituindo os valores na fórmula acima encontramos a forma de precificação
considerando os tributos e margem desejada.
 1 – (0,10 +0,17) = 0,73  R$ 5,90 / 0,73 = R$ 8,08
 1 – (0,10 +0,07) = 0,83  R$ 5,90 / 0,83 = R$ 7,11
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Tributação Item Preço de venda Base de ICMS % ICMS Valor ICMS Redução

Sem redução Feijão R$ 8,08 R$ 8,08 17% R$ 1,37


-63,76%
Com redução Feijão R$ 7,11 R$ 2,93 17% R$ 0,50

Tabela 3 – Comparação entre o preço de venda com e sem redução


Fonte: Dados produzidos pelo autor

Nesta tabela, entedemos como é calculado o ICMS com base reduzida, que será o
resultado da aplicação do preço de venda menos o percentual de redução de icms,
esse resultado será multiplicado pela alíquota de ICMS sobre vendas e será
encontrado o valor de ICMS, fórmula:
 Preço de venda – % de redução = Base de Cálculo * Alíquota = Valor ICMS
Substituindo os valores na fórmula acima encontraremos o valor de ICMS pago:
 R$ 8,08 – 0% = R$ 8,08 * 17% = R$ 1,37
 R$ 7,11 – 58,82% = R$ 2,93 * 17% = R$ 0,50

6. Conclusão
O tema abordado tem múltiplas dimensões, compreendendo de forma ampla e
articulada diferentes aspectos e, em decorrência dessa característica, ressaltou-se
primeiramente, a redução do ICMS e posteriormente, na passagem da ótica geral
para o particular, voltou-se o olhar às questões específicas, buscando dar conteúdo
concreto à redução do valor de venda ao consumidor final oriundo desta redução de
ICMS, demonstrando que, o ICMS pode aumentar a demanda de consumo,
oferecendo ao consumidores economia na compra de produtos alímenticios básicos.
Ao analisar os impactos que a redução de ICMS na venda de produtos cesta básica
no estado de Alagoas ao consumidor final algumas conclusões são evidenciadas,
uma delas é a redução expressiva do preço de venda dos produtos ao qual o
benefício da redução é alcançado, desde que as empresas comerciais repassem o
incentivo ao consumo final se considerarmos a correta aplicação da regra de
precificação.
O resultado desse aplicação, no exemplo estudado, reduziria o preço de venda de
R$ 8,08 (oito reais e oito centavos) para R$ 7,11 (sete reais e onze centavos)
diferença do valor com e sem o incentivo consedido pelo estado, redução de R$
0,97 (noventa e sete centavos) por unidade comprada, cerca de 12,05% a menos
causando uma economia no gasto com alimentos dos consumidores. Se comparmos
ao ICMS calculado nessa operação vimos que com o preço de venda sem a redução
R$ 8,08 seria calculado o valor de ICMS correspondente a R$ 1,37 (um real e trinta
e sete centavos) já considerando a redução daria um valor de R$ 0,50 (cinquenta
centavos), uma redução de 63,76%.
Pode-se concluir que a redução de ICMS dos produtos cesta básica, concedidas
pelo estado favorecem e contribui positivamente para o consumo desses produtos,
principlamente por aqueles menos favorecidos financeiramente, visto que são itens
básicos da necessidade de consumo humano, visto que a redução significante no
preço de venda sem que haja impacto na margens de lucro das empresas
comerciais e somente na diminuição do valor pago de ICMS.
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Referências

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