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Refrigeração e Ar
Condicionado

Prof.ª M.ª Márcia Milach


Programa
⚫ Aplicações da Refrigeração e Ar condicionado
⚫ Psicrometria
⚫ Cargas Térmicas
⚫ Sistemas de Condicionamento de Ar
⚫ Dutos e Ventiladores
⚫ Tubulações e Bombas
⚫ Serpentinas Resfriadoras e desumidificadores
⚫ Controle em Ar Condicionado
⚫ Ciclo de Compressão a Vapor
⚫ Compressores
⚫ Condensadores e Evaporadores
⚫ Dispositivos de Expansão
⚫ Análise do Sistema de Compressão a Vapor
⚫ Refrigerantes
⚫ Sistemas de Multipressão
⚫ Refrigeração por Absorção
⚫ Bombas de Calor
⚫ Torres de Resfriamento e Condensadores Evaporativos
⚫ Energia Solar
⚫ Acústica e Controle de Ruído
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
condicionado
a. Principais Aplicações

Refrigeração
Ar condicionado

Operações de Refrigeração
Aquecimento,
refrigeração e industrial, incluindo
umidificação e
desumidificação indústria de
controle da
em ar preservação de
qualidade do ar
condicionado alimentos, químicos
e de processos
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
condicionado

b. Ar Condicionado em Edifícios de Porte Médio e


Grande
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
condicionado
c. Ar condicionado Industrial

• Aquecimento localizado (por infravermelho)


• Resfriamento localizado (correntes de ar frio)
• Laboratórios Ambientais (motores ou animais)
• Imprensa (tempo de secagem, eletricidade estática, papel)
• Têxtil (flexibilidade, resistência do fio e eletricidade estática)
• Processos de Alta Precisão e Salas Limpas (componentes
eletrônicos: dilatação térmica, umidade, filtragem do ar)
• Produtos fotográficos (temperatura e umidade)
• Salas de Computadores (temperatura, filtragem do ar e
umidade)
• Usinas Geradoras de Potência
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
condicionado
d. Ar condicionado Residencial
e. Ar condicionado em Veículos
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
condicionado
f. Armazenamento e Distribuição de Alimentos

➢ Congelamento
➢ Armazenamento
➢ Distribuição

• Congelamento
• Armazenamento
• Comercialização
• Armazenamento doméstico
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
condicionado
g. Processamento de Alimentos

➢ Laticínios
➢ Bebidas
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
Condicionado
h. Indústrias Químicas e de Processos
Aplicações de refrigeração na
indústria

⚫ Separação de gases;
⚫ Condensação de gases;
⚫ Solidificação de uma espécie para separá-la de
uma mistura;
⚫ Manutenção de uma temperatura baixa de um
líquido armazenado para evitar que sua
evaporação eleve excessivamente sua
temperatura;
⚫ Remoção do calor da reação.
1. Aplicações da Refrigeração e Ar
Condicionado
i. Aplicações Especiais de Refrigeração

➢ Bebedouros
➢ Desumidificadores
➢ Produtores de Gelo
➢ Pistas de Patinação
➢ Construção Civil
➢ Remoção do Sal da Água do Mar
2. Psicrometria

Definição: Estudo das misturas de ar e vapor d’água

Aplicações:
➢ Cálculo de carga térmica
➢ Serpentinas de desumidificação e resfriamento
➢ Torres de resfriamento
➢ Condensadores evaporativos
➢ Sistemas de ar condicionado
➢ A Lei da Linha Reta

Quando o ar transfere calor e massa (vapor de água) de ou para


uma superfície molhada, o estado do ar na carta psicrométrica
tende para a temperatura de superfície úmida sobre a linha de
saturação.
A lei da linha reta estabelece que o ponto final está sobre a linha
que passa pelo ponto inicial e pelo ponto sobre a linha de saturação
à temperatura da superfície.
Ar quente no estado inicial tem a sua temperatura reduzida quando
em contato com a superfície da água. A umidade absoluta deve
diminuir, uma vez que a pressão parcial do vapor é maior que a
pressão de saturação da água, resultando em condensação de
vapor de água contido no ar.
➢ Saturação adiabática e temperatura de bulbo úmido

hl é a entalpia de líquido saturado à temperatura do reservatório ou


temperatura do bulbo úmido termodinâmica.
➢ Desvio entre as linhas isoentálpicas e as de temperatura
de bulbo úmido constante

Entalpias obtidas através das linhas de temperatura de bulbo úmido


constante em cartas psicrométricas são maiores que as reais. Considere o
ar a temperatura de bulbo seco de 40C e a umidade relativa de 41%.

➢ Da carta psicrométrica:
• Temperatura de bulbo úmido: 28C.
• Entalpia: 89 kJ/kg

➢ Da equação:
W 1 = 0,019 kg/kg
W 2 = 0,024 kg/kg
hl (28C) = 117,3 kJ/kg
h2 (ar saturado seco a mesma temperatura do
bulbo úmido) = 89,7 kJ/kg
➢ Termômetro de bulbo úmido

Os pontos 1 e 2 estão sobre a mesma linha de temperatura de bulbo úmido


termodinâmica
➢ Processos
1. Resfriamento e aquecimento: transferência de calor
que provoca somente variação de temperatura de
bulbo úmido, não ocorre mudança na umidade
absoluta;

2. A umidificação pode ser adiabática ou diabática;

3. Resfriamento e desumidificação resulta em redução


da temperatura de bulbo seco e da umidade
absoluta, feita pela serpentina de resfriamento e
desumidificação, onde a capacidade de refrigeração
(kW) é dada por:

4. Desumidificação química: vapor de água é absorvido


ou adsorvido por uma substância higroscópica.
Processo adiabático, logo, isoentálpico no ar, logo,
se a umidade absoluta do ar é reduzida temperatura
deve aumentar;
➢ Processos
5. Mistura de duas correntes de ar (ar condicionado)
3. Cargas Térmicas
Técnica de avaliação das caraterísticas térmicas de um edifício
que afetam o projeto dos Sistemas de Ventilação, Aquecimento e
Ar Condicionado (VAAC) utilizado na condição de conforto.
a. Critérios de Controle e Saúde
b. Conforto Térmico:

Definido como condições


ambientais de temperatura e
umidade que proporcionam
sensação de bem-estar às
pessoas que ali estão.

Basicamente o conforto térmico


é afetado pelos seguintes
fatores: temperatura, umidade,
circulação do ar, radiação de
superfícies vizinhas, odores,
poeiras e ruído.
Os parâmetros básicos de condicionamento de ar são:

➢ temperatura do ar;
➢ temperatura das superfícies circundante;
➢ umidade do ar;
➢ velocidade do ar;
➢ pureza do ar.

Temperatura Operacional:20 a 26C


Umidade: Temperatura de orvalho de 2 a 17C
Velocidade média do ar: até 0,25 m/s

Temperatura de orvalho – é a temperatura na qual o vapor de água se condensa,


ou solidifica, quando resfriado a pressão e umidade absoluta constante.

Temperatura Operacional – é aproximadamente a média aritmética da


temperatura de bulbo seco e da temperatura radiante média, desde que este seja
menor que 50C e a velocidade do ar seja menor que 0,4 m/s.

Temperatura radiante média – é a temperatura superficial uniforme de um


invólucro negro imaginário com o qual a pessoa troca a mesma quantidade de
calor por radiação que com o invólucro real.
c. Qualidade do Ar
➢ Poluição interna ou externa

➢ Remoção do contaminante ou sua diluição (ar externo)

Ventilação:
• Mecanismo pelo qual ar é fornecido a um recinto, seja por meios
naturais ou mecânicos (ar externo + ar recirculado).
• Elimina odores ou irritações da parte superior do canal respiratório,
mas não contaminantes.
• Carga nos equipamentos de refrigeração e aquecimento.

2,5 litros
Tipo de Número de pessoas por Exigência de ar
ocupação 100m² de área de piso externo por pessoa,
L/s
Escritórios 7 2,5
Sala de reunião e 60 3,5
de espera
Saguão ou 30 2,5
vestíbulo

Vo: taxa de ar externo para uma dada aplicação, litros/s;

E: eficiência de remoção de dispositivo de filtragem do ar, que pode ser


determinada em termos de contaminante a ser removido.
d. Estimativas de trocas térmicas
Transferência de calor depende de:
• Material;
• Aspectos geométricos (tamanho, forma e orientação)
• Fontes internas de calor
• Fatores climáticos

➢ Transmissão: transferência de calor devido à diferença de temperatura


por meio do componente ou elemento do edifício.

➢ Solar: Transferência de calor solar através de um componente do


edifício que seja transparente, ou absorção dessa energia por um
componente opaco.

➢ Infiltração: Perda ou ganho de calor pela infiltração de ar externo no


recinto condicionado.

➢ Geração Interna: resultante da liberação de energia no interior do


recinto (luzes, pessoas, equipamentos, etc)
e. Condições de Projeto

➢ Pra aquecimento: temperatura de bulbo seco interna e externa.

➢ Aquecimento: 20 a 22C

➢ Resfriamento: 24 a 26C

➢ Umidade relativa: mínima 30% (inverno) e máxima 60% (verão)

➢ Aquecimento: Critério 97,5% para a temperatura externa –


considerar um valor de projeto da temperatura externa  97,5% do
tempo durante os meses mais frios. (junho a setembro). Ar externo
saturado

➢ Resfriamento: radiação solar – localização geométrica e orientação


do recinto. Critério 2,5%: tem como base temperatura que é
excedida 2,5% das horas durantes os meses mais frios. (junho a
setembro)
f. Transmissão térmica

Os parâmetros básicos de condicionamento de ar são:


Exemplo:
g. Cargas de Ventilação e Infiltração

❑ Ar externo para o recinto: temperatura e umidade


❑ Calor sensível: temperatura (transferência de calor e insolação)
❑ Calor latente: umidade
❑ Ocupação de pessoas: calor latente e sensível

As equações para troca de calor sensível e latente devido a penetração de ar


externo, onde Q é a vazão volumétrica de ar externo em litros por segundo e W a
umidade absoluta em kg de vapor de água por kg de ar seco, é dada por
❑ Infiltração: entrada não controlada de ar externo no recinto, resultante
de forças naturais, como vento e empuxo (T).
❑ Ventilação: entrada intencional e ar externo no recinto, por meio
mecânico. A saída pode ser natural (fugas) ou mecânicos (exaustão).
❑ Limitação da entrada de ar externo: vedação, vestíbulo, portas
giratórias, ventiladores, aumento da pressão interna
A equação para estimativa do número de renovações do ar, por hora,
para um edifício e pequeno porte, sem pressurização interna, em termos
de velocidade do vento e diferença de temperatura é dada por:
V: velocidade do vento, m/s
a, b e c: constantes
experimentais
h. Componentes da carga térmica de resfriamento
Estimativa de carga de refrigeração  mais complexa

i. Carga resultante da geração interna de calor

❑Principais fatores de geração interna de calor: luzes,


ocupantes e equipamentos de operação interna.
❑Lâmpadas fluorescentes: energia dissipada pelo reator.
❑Energia por radiação é absorvida pelas paredes, piso e
mobília
❑Calor por radiação  Calor por convecção
A equação para estimativa da carga térmica produzida por
lâmpadas q, onde P é a potência nominal da lâmpada, F o
fator de utilização ou fração das lâmpadas instaladas que são
utilizadas, Fr fator do reator para lâmpadas fluorescentes
(=1,2) e FCR, o fator de carga térmica de refrigeração
(tabela), é dada por:

❑ X: lâmpadas embutidas sem ventilação


❑ Y: lâmpadas aparentes e ventiladas
Carga sensível de resfriamento devido a ocupantes :
(calor recebido por ocupante) x (número de pessoas) x (FCR)

❑ Principais incerteza: número de ocupantes


Fatores de carga de resfriamento sensível para pessoas
j. Carga térmica de insolação através de
superfícies transparentes

: Transmissividade
: Refletividade
: Absortividade

A energia solar que atravessa a


superfície transparente, qsg, em W, é
dada por:
Coeficiente de sombreamento - CS: utilizado para adequar os
valores de FGCI a diferentes tipos de vidro ou para incluir o efeito
de dispositivos de sombreamento interno, onde “fu” refere-se a
folha única de vidro, dado por:
Energia solar que passa através da janela:

FCR: fator de carga de resfriamento introduzido no cálculo de carga


térmica de resfriamento resultante da insolação de janelas
Sombreamento externo: beirais e protuberâncias

: Ângulo entre o plano horizontal sobre a Terra e o


raio solar;

: Ângulo de azimute solar (ângulo entre os dois


planos verticais, um normal a parede e outro
contendo o raio solar);

: Ângulo entre o raio solar e o sul;

: Ângulo que o plano vertical normal à parede faz


com o sul.
 =

y: profundidade da sombra;

d: largura da protuberância horizontal;

x: largura da sombra produzida pela protuberância


vertical de profundidade d.
k. Carga de insolação em superfícies opacas

Para paredes e telhados:

Logo:

Considerando o calor trocado em virtude das


diferenças de temperaturas interna e externa:

Temperatura equivalente:

Diferença de temperatura de
carga térmica de refrigeração
(DTCR):
Determine o fluxo de calor máximo através de uma parede de tijolos
com face oeste, no dia 21 de julho, em um local a 43 de latitude
norte. A temperatura interna é 25C e a temperatura média diária é
de 30C.
l. Resumo do procedimento para estimar a carga
de resfriamento
1. Escolher os valores de projeto da temperatura exterior de bulbo seco de
verão (critério 2,5%), da tabela de bulbo úmido correspondente e da
temperatura média do dia a dia;

2. Escolher uma temperatura interior de projeto adequada às atividades


que serão desenvolvidas no recinto;

3. Averiguar possíveis condições especiais, como espaços adjacentes não


condicionados, estimando as suas temperaturas desses recintos;

4. Determinar coeficientes de transferência de calor das distintas paredes


do edifício com base no seu projeto. Paredes que separem ambientes á
mesma temperatura devem ser ignoradas. Observar que a única
diferença entre os valores de U calculados para a carga de resfriamento
e aqueles para a carga de calefação reside nos valores dos coeficientes
de transferência de calor, que podem variar com a estação e com o
sentido do fluxo do calor;
5. Com base nas características construtivas do edifício,
no programa de operação do sistema e nos valores do
projeto da velocidade do vento e da diferença de
temperaturas estimar a taxa de infiltração e/ou de
ventilação com ar externo. No caso da carga de
refrigeração a carga latente deve ser considerada;
6. Determinar as características adicionadas do edifício, tais
como localização, orientação, sombreamento externo e massa,
as quais afetam o ganho de calor por insolação;
7. Com base nas características construtivas do edifício e nas
condições de projeto determinar as diferenças de temperatura
para carga de refrigeração, fatores de ganho de calor por
insolação e fatores de carga de refrigeração apropriados;
8. Determinar a taxa de transferência de calor para o recinto em
função dos coeficientes de transferência de calor, áreas e
diferenças de temperatura, previamente calculados;
9. Para espaços com geração interna de calor(luzes,
equipamento ou pessoas) aplicar os fatores de carga
de refrigeração quando necessário;

10. Adicionar todas as cargas para determinar a carga


total máxima de aquecimento ou refrigeração. Carga
adicional será necessária, caso o edifício deva ser
operado de uma forma intermitente.
4. Sistemas de Condicionamento de Ar

a. Sistema de Distribuição Térmica


➢ Sistema de Zona Simples Clássico: auditórios e
laboratórios

➢ Sistema Zonas Múltiplas


❑ Sistema de ar
• Reaquecimento terminal
• Duto duplo ou multizona
• Volume de ar variável
❑ Sistema de água
• Dois dutos
• Quatro dutos
b. Sistema de Zona Simples Clássico
c. Controle de Ar Externo

Se um controlador de ar externo deve manter


uma temperatura de mistura de 13C e uma
porcentagem de ar externo mínima de 20%
quando a temperatura do ar recirculado é de
24C, a que temperatura externa os registros
devem permitir o mínimo de 20% de ar externo
durante o inverno?
d. Projeto de um Sistema Zona Simples
e. Sistema Zonas Múltiplas

Cada zona é controlada por um termostato

➢ Sistema de volume constante

• Reaquecimento terminal
• Duto duplo ou multizona

➢ Sistema de volume variável

• Aquecimento ou refrigeração simples


• Resfriamento com reaquecimento
• Duto duplo com volume variável
f. Sistema Reaquecimento Terminal

➢ Vantagens:
• Espaço reduzido do sistema de dutos
• Excelente controle
• Variadas condições de carga térmica
➢ Desvantagem:
• Elevado consumo de energia  Aumentar a temperatura de
ar frio até desativar uma serpentina ou recuperação de calor
(condensador ou luzes)
g. Sistema de Duplo Duto e Multizona
➢ Vantagem: sensível a carga térmica
➢ Desvantagem: necessidade de duas redes de dutos que
permita vazão total do sistema
Exemplo:
Uma zona servida por um sistema de duplo duto apresenta uma carga térmica
de aquecimento nominal de 8 kW e uma carga térmica sensível de refrigeração
nominal de 6 kW. A zona deve ser mantida a 24C e as temperaturas do ar nos
dutos frio e quente são de 13C e 40C. Admitindo que a temperatura do ar de
retorno seja 24C, quais devem ser as taxas de aquecimento e resfriamento
dessa zona, se em condições de carga parcial a carga sensível de refrigeração
é 3 kW.
A vazão de ar insuflado se mantém constante sob qualquer condição de
carga, podendo ser determinada através da carga de aquecimento
nominal:

Para satisfazer a carga de refrigeração, a vazão de ar deve ser:

Como a vazão de ar necessárias durante os períodos de refrigeração é maior, esta


deverá ser utilizada.

Quando a carga sensível de refrigeração é 3 kW, a temperatura do ar insuflado na


zona deve ser igual a:
Conservação de energia para a caixa de mistura:

Logo:

A taxa de transferência de calor da serpentina de aquecimento é:

A taxa de transferência de calor da serpentina de resfriamento é:


h. Sistemas com Volume de Ar Variável - VAV
➢ Somente refrigeração ou aquecimento
• Redução da vazão  redução da carga de resfriamento
• Desvantagem: Distribuição de ar e/ou ventilação deficientes

➢ Sistema VAV com reaquecimento


• Controle  redução da vazão a 20 a 30 % da vazão total de refrigeração e
acionar a serpentina de aquecimento.
• Desvantagem: consumo de energia

➢ Sistema VAV com duplo duto


• Controle  redução das vazões de ar quente e frio
antes do início do fornecimento de ar misturado.
Em um sistema VAV de duplo duto a vazão de ar quente à carga total é
de 0,8 kg/s, para uma temperatura da zona de 21C. A plena carga de
refrigeração a vazão de ar frio necessária é de 1,1 kg/s, para uma
temperatura de 25C. Sabe-se que há interesse em um equipamento
de controle que forneça o mesmo coeficiente angular da relação
vazão-temperatura da zona, tanto para aquecimento quanto para
refrigeração. Se a vazão mínima de ar é de 0,3 kg/s, a que
temperatura as vazões de ar quente e frio devem ser nulas?

Para as condições de plena carga:

A vazão mínima ocorre quando uma das vazões é nula:

A vazão de ar quente é nula quando tz atinge 23C.


i. Sistemas de Água

•Equipamento terminal:
Fan-coil, convectores,
etc
•Vantagem: baixo custo
inicial do equipamento
•Desvantagem: não
possuem controle de
umidade, incerteza na
ventilação, possível
congelamento. Dreno
para o condensado.
j. Sistemas Unitários

Exemplo: condicionadores de janela e split

➢ Vantagens:
• Baixo custo inicial e de instalação
• Custos de operação também podem ser baixos

➢ Desvantagem:
• Pouca versatilidade da capacidade dos
componentes
• Carga térmica e elétrica são superdimensionadas
5. Dutos e Ventiladores
a. Circulando o ar
✓ Determinação da perda de carga do ar em dutos e
conexões
✓ Dimensionamento e projeto do sistema de dutos
✓ Características do ventilador
✓ Distribuição do ar no recinto

b. Perda de carga em dutos retos


P: Perda de carga, Pa
f: fator de atrito, adimensional
L, comprimento, m
D: diâmetro interno do duto, m
V: velocidade, m/s
: massa específica do fluido, kg/m 3
Determine a perda de carga de 0,5 m 3/s de ar a 20C em um duto reto,
circular, de chapa metálica de 300 mm de diâmetro e 15 m de
comprimento.

A velocidade V é dada por:

A massa específica e a viscosidade do ar à pressão atmosférica normal são


apresentadas na tabela a 20C:

O Ábaco de Moody fornece f a partir de /D e Re:


Ábaco de Moody
c. Perda de carga em dutos retangulares

Duto circular:

Duto retangular:
Uma vazão de ar a 1,5 m3/s passa por um duto de seção retangular de
300 mm por 500 mm. Determine a perda de carga em 40 m de duto reto
utilizando a) Deq e b) Deq,f

a)

Do gráfico com 10m/s: 3,0 Pa/m, logo P é 120 Pa

b)

Do gráfico com 1,5 m3/s: 3,0 Pa/m, logo P é 120 Pa


d. Perda de carga em conexões

❑ Expansões e contrações ❑ Ramificações


❑ Curvas e joelhos ❑ Registros e filtros

e. O termo V2/2
f. Expansão brusca

Da equação de conservação da quantidade de movimento:

Borda-Carnot

Máximo fator geométrico: 1


Ar a pressão atmosférica e 20C, escoando a 12 m/s, entra em uma
expansão brusca, onde a área do duto é dobrada. Qual o aumento da
pressão estática do ar ao passar por essa expansão?

A perda de carga na expansão brusca pode ser obtida por:

Substituindo a perda de carga na Equação de Bernoulli modificada:


g. Contração brusca

A relação entre as áreas de vena contracta e A 2 é denominada coeficiente


de contração

Máximo fator geométrico: 1/3


h. Curvas
i. Ramificações de extração
Uma ramificação de extração a 60, de 30 cm por 30 cm, é ligada ao
duto principal cuja seção transversal mede 30 cm por 50 cm. A seção
à jusante da ramificação no duto principal também mede 30 cm por 50
cm. A vazão à montante é de 1,5 m3/s e a vazão da ramificação é de
0,5 m3/s. A pressão do ar à montante é de 500 Pa e sua temperatura é
de 15C. (a) Qual deve ser a pressão no duto principal logo após a
ramificação e (b) qual deve ser a pressão na ramificação?
Para uma ramificação a 60 e

Logo:

Da Equação de Bernoulli:
j. Ramificações de admissão

Para  = 90

• Trecho m-j:

• Trecho b-j:
k. Dimensionamento dos dutos

Principais exigências:
▪ Conduzir vazões especificadas de ar a locais
apropriados;
▪ Ser econômico nos custos inicial, de operação
do ventilador e do espaço do edifício ocupado;
▪ Não transmitam nem gerem ruído excessivo.

Principais métodos:
✓ Método de velocidade
✓ Método de iguais perdas de carga
✓ Método da recuperação estática
l. O método da velocidade
➢ Determinar a perda de carga
➢ Selecionar o ventilador para a perda de carga máxima
do sistema
➢ Instalar um registro de balanceamento em cada
ramificação, deixando completamente aberto o registro
do circuito com maior perda de carga
Velocidades elevadas:
▪ Aumento da perda de carga  alto custo operacional
▪ Problemas de ruído
▪ Dutos pequenos  baixo custo inicial e menos espaço
físico
▪ Em edifícios: entre 5 a 8 m/s nos dutos principais e entre
4 e 6 m/s nas ramificações
• Determinar as velocidades de
insulflamento de 1 a 5 com base na carga
térmica;
• Calcular as vazões de A a I;
• Obter as perdas de carga em cada trecho,
nas curvas e ramificações;
• Perdas de carga nos componentes são
fornecidas pelos fabricantes;
• Selecionar um ventilador a 92 kPa a vazão
total.
m. O método de iguais perda de carga
1. Estipular a perda de carga total no sistema
2. Determinar o comprimento equivalente de todos os
circuitos (dutos e componentes – cotovelos: 3 a 12m e
ramificações de extração: ~ 20m
3. Dividir a perda de carga pelo maior comprimento
equivalente dos circuitos do sistema
4. Determinar as dimensões de cada trecho, a partir do
gradiente de pressão e a vazão de cada trecho do
circuito de maior comprimento equivalente utilizando o
gráfico perda de carga x vazão volumétrica
5. Selecionar as dimensões dos demais circuitos de modo
que a perda de carga total seja dissipada (a velocidade
na faixa apropriada para evitar ruído)
n. Otimização de sistemas de dutos
Custo total de um sistema de dutos:

➢ Dutos
➢ Instalação
➢ Isolamento térmico e acústico
➢ Energia para acionamento do ventilador
➢ Espaço físico requerido
o. Ventiladores centrífugos e suas
características

Características de desempenho de um
ventilador centrífugo de pás curvas voltadas
para a frente, com diâmetro da roda e
largura iguais a 270 mm e dimensões do
duto de saída de 0,517 m x 0,289 m
Determine a eficiência de um ventilador cujas características são as
mostradas na figura, operando a 20 rps com 1,5 m3/s.

Características de desempenho de um ventilador centrífugo de pás curvas


voltadas para a frente, com diâmetro da roda e largura iguais a 270 mm e
dimensões do duto de saída de 0,517 m x 0,289 m
Solução:

Para uma rotação de 20rps e 1,5 m3/s, o ventilador pode elevar a


pressão do ar a 500 Pa. Logo, a potência ideal necessária para esse
aumento de pressão será:

Da figura, a potência exigida pelo ventilador no ponto de operação


especificado é 1,2 kW, Portanto, a eficiência do ventilador será:
p. Distribuição de ar em recinto
A distribuição de ar deve obedecer aos critérios:

1. A vazão combinada com a diferença de temperatura entre o ar


insuflado e o de retorno devem compensar a troca de calor
ocorrida no espaço.
2. A velocidade do ar nas regiões ocupadas do recinto abaixo da
cabeça das pessoas não deve ser superior a 0,25 m/s,
principalmente ser o ar insuflado for frio.
3. O ar do recinto deve ser movimentado para uniformizar gradientes
de temperatura.
Devem ser evitadas situações onde o ar frio insuflado no recinto, por
efeito do empuxo, descenda rapidamente.
q. Jatos circulantes e planos

Onde:
u: velocidade do jato em x e r, m/s
u0: velocidade na saída, m/s
A0: área de saída, m2
x: distância da seção de saída horizonta, m
r: distância radial a partir do eixo, m

Um jato de ar se origina em uma abertura de 100 mm de diâmetro, e escoa a 2,1 m/s.


Qual a velocidade no eixo a 1 m e 2 m da saída?
r. Difusores e indução

Difusor:
• Queda de velocidade
• Redução do gradiente de
temperatura

Indução de ar externo:
6. Tubulações e Bombas
a. Tubulações de água e fluido refrigerante
▪ Prover o fluxo necessário em todos os trocadores de calor
▪ Seguro
▪ Baixo custo

b. Comparação da água com o ar como


transporte de meio de energia
▪ O tamanho da fonte de energia é menor
▪ Menos espaço para a tubulação de água
▪ Temperaturas maiores para aquecimento
Uma taxa de transferência de calor de 250 W efetua-se através da
mudança de temperatura de um meio em 15C. Qual a área de seção
transversal necessária para este transporte de energia se: (a) um tubo
de água é usado e a velocidade média da água vale 1 m/s e (b) um
duto de ar é usado e a velocidade média vale 10 m/s.

Solução 𝑄ሶ = 𝑚𝑐 ሶ 𝑝 ∆𝑇
ሶ 𝑝 ∆𝑇 = 𝜌∀𝑐

(a) Para a água, a vazão volumétrica será:


250𝑘𝑊

∀= 3 = 0,00398 𝑚3 Τ𝑠
1000 𝑘𝑔Τ𝑚 15℃ 4,19 𝑘𝐽Τ𝑘𝑔𝐾

0,00398 𝑚3 Τ𝑠
𝐴= = 0,0398𝑚2
10 𝑚Τ𝑠

(a) Para a ar, a vazão volumétrica será:


250𝑘𝑊
ሶ∀=
3 = 13,89 𝑚3 Τ𝑠
1,2 𝑘𝑔Τ𝑚 15℃ 1,0 𝑘𝐽Τ𝑘𝑔𝐾

13,89 𝑚3 Τ𝑠
𝐴= = 1,389𝑚2
10 𝑚Τ𝑠
c. Aquecedores de água
d. Distribuição de calor dos sistemas de água
quente
▪Convectores: gabinete ou rodapé
▪Serpentinas em dutos de ar quente; unidades acopladas
de serpentinas; ventilador (fan-coil) e convectores a
convecção natural.
Qual a temperatura média no convector de rodapé da figura, para
compensar a perda de calor existente em uma janela de vidro simples,
quando as temperaturas de projeto do ar interno e externo são,
respectivamente, 21C e -23C? A altura do vidro é 2,4 m e os
convectores são colocados ao longo de todo comprimento da parede.

O valor de U para um vidro simples


é 6,2 W/m2.K, logo:

𝑄"ሶ = 𝑈𝑇
𝑄"ሶ = 6,2 𝑊 Τ𝑚2 𝐾 21 − −23
𝑄"ሶ = 273 𝑊 Τ𝑚2
𝑄′ሶ = 2,4𝑚 273 𝑊 Τ𝑚2
𝑄′ሶ = 655 𝑊 Τ𝑚

Para o fluxo de calor de 655 W/m a


temperatura média é 77C
e. Sistemas de água a alta temperatura (AAT)

▪180 < T < 230ºC (Ps = 2,8 MPa)


f. Tubos disponíveis
Tubos de cobre

Tubos de aço
g. Perda de carga no escoamento de água
nos tubos

Calcule a perda de carga quando 3,0 litros/s de água a 80C escoam através de
um tubo de aço com diâmetro nominal de 50 mm (Di = 52,5 mm) e 40 m de
comprimento.

Solução:

𝜌 = 971,64 𝑘𝑔Τ𝑚3 𝜇 = 0,358𝑚𝑃𝑎. 𝑠


Para o aço,  = 0,000046 m:
0,003 𝑚3 Τ𝑠
𝑉= = 1,386𝑚/𝑠
𝜋 0,0525𝑚 2Τ4

𝜀 0,000046𝑚
= = 0,00088
𝐷 0,0525𝑚

1,386𝑚/𝑠 0,0525𝑚 971,63𝑘𝑔/𝑚3


𝑅𝑒 = = 197.500
0,358𝑚𝑃𝑎. 𝑠

Do ábaco de Moody para Re = 197.500 e /D:

𝑓 = 0,0208

2
40𝑚 1,386𝑚/𝑠
∆𝑃 = 0,0208 971,63𝑘𝑔/𝑚3 = 14,8𝑘𝑃𝑎
0,0525𝑚 2
Para tubos com diâmetros de 50 mm e 3,0 litros/s, a perda de pressão
será 425 Pa/m e 1,4 m/s.
O fator de correção a ser
aplicado a P/m, a 80C e
1,4 m/s é 0,885.

Então:
∆𝑃 = 425𝑃𝑎/𝑚 0,885 40𝑚

∆𝑃 = 15,1𝑘𝑃𝑎
h. Perda de carga em acessórios de
tubulações
i. Tubulações de refrigerante

• Linha de descarga: perda de carga influencia o compressor

• Linha de líquido: perda de carga não prejudica a eficiência do ciclo

• Linha de sucção: retorno do óleo e líquido no compressor (v > 6 m/s)


j. Características de bombas e suas
escolhas
𝑊ሶ i: potência ideal, W
P1: pressão de entrada, Pa
P2: pressão de saída, Pa
𝑚:
ሶ vazão mássica, kg/s
v: volume específico, m3/kg
𝑃2
𝑊ሶ 𝑖 = 𝑚ሶ න 𝑣𝑑𝑃
𝑃1

𝑊ሶ 𝑖 = ∀ሶ 𝑃2 − 𝑃1

A potência real, onde existem


perdas, é:

∀ሶ 𝑃2 − 𝑃1
𝑊ሶ =
𝜂/100
Usando as curvas de eficiência mostradas para a bomba, determine a
potência necessária para a bomba, quando a água escoa a 6 litros/s.

Solução:
Na vazão de 0,006 m3/s, o aumento de pressão desenvolvida pela bomba é
240kPa e a eficiência 0,78.
0,006𝑚3 /𝑠 240.000𝑃𝑎
𝑊ሶ = = 1846𝑊
0,78
k. Projeto do sistema de distribuição de água
Arranjos básicos da tubulação: retorno direto (a) e retorno inverso (b)

Retorno direto: desvantagem – diferença de pressão para os trocadores não é


uniforme (PA >PD)

Retorno reverso: desvantagem – comprimento de tubo maior

Tanque de expansão: P constante


Tanque de expansão na saída da bomba:
cavitação
Aquecedor na saída da bomba:
aberturada válvula de alívio
l. Dimensionamento do tanque de expansão
∆𝑣 ∀𝑠
∀𝑡 =
𝑣𝑐 𝑃𝑖ൗ − 𝑃𝑖ൗ
𝑃𝑐 𝑃ℎ
v: diferença entre os volumes específicos da água líquida nas temperaturas de
operação e de enchimento, m3/kg
vc: volume específico da água líquida na temperatura de enchimento, m 3/kg
∀s: volume do sistema, m3
Pi: pressão no tanque de expansão quando é iniciada a admissão da água, kPa
Pc: pressão no tanque de expansão antes do aumento de temperatura, kPa
Ph: pressão no tanque de expansão quando a água, que está no sistema, está
quente, kPa

∆𝑣
∀ = ∀𝐵 − ∀𝐶
𝑣𝑐 𝑠

1 1 ∀𝑡
= =
𝑃𝑖 𝑃 ∀𝐵 ∀ ∀𝐵 − ∀𝐶
ൗ𝑃 − 𝑖ൗ𝑃 ൗ∀ − 𝐶ൗ∀
𝑐 ℎ 𝑡 𝑡
Qual o volume de um tanque de expansão, para um sistema de água
quente, com um volume de 7,6 m3, se o ponto mais alto do sistema
está localizado a 12 m do tanque de expansão? O sistema foi
carregado com água a 20C, sua temperatura de operação é 90  C
e a pressão relativa máxima admissível no sistema é 250 kPa.

Solução: 𝑣20℃ = 0,0010017𝑚3 /𝑘𝑔 𝑣90℃ = 0,0010361𝑚3 /𝑘𝑔

∆𝑣 0,0010361𝑚3 /𝑘𝑔 − 0,0010017𝑚3 /𝑘𝑔


∀𝑠 = 3 7,6𝑚3 = 0,261𝑚3
𝑣𝑐 0,0010017𝑚 /𝑘𝑔

Admitindo que a pressão atmosférica vale 101 kPa, depois do enchimento do


tanque com água fria, a pressão adicional, devido a coluna de 12 m de água:
12𝑚 9,807𝑚/𝑠 2
∆𝑃 = = 117,5𝑘𝑃𝑎
0,0010017𝑚3 /𝑘𝑔

𝑃𝑐 = 117,5𝑘𝑃𝑎 + 101𝑘𝑃𝑎 = 218,5𝑘𝑃𝑎


𝑃ℎ = 250𝑘𝑃𝑎 + 101𝑘𝑃𝑎 = 351𝑘𝑃𝑎
0,261𝑚3
∀𝑡 = = 1,496𝑚3
101ൗ − 101ൗ
218,5 351