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MULTIVIX

Refrigeração e Ar
Condicionado

Prof.ª M.ª Márcia Milach


Programa
⚫ Aplicações da Refrigeração e Ar condicionado
⚫ Psicrometria
⚫ Cargas Térmicas
⚫ Sistemas de Condicionamento de Ar
⚫ Dutos e Ventiladores
⚫ Tubulações e Bombas
⚫ Serpentinas Resfriadoras e desumidificadores
⚫ Controle em Ar Condicionado
⚫ Ciclo de Compressão a Vapor
⚫ Compressores
⚫ Condensadores e Evaporadores
⚫ Dispositivos de Expansão
⚫ Análise do Sistema de Compressão a Vapor
⚫ Refrigerantes
⚫ Sistemas de Multipressão
⚫ Refrigeração por Absorção
⚫ Bombas de Calor
⚫ Torres de Resfriamento e Condensadores Evaporativos
⚫ Energia Solar
⚫ Acústica e Controle de Ruído
7. Serpentinas resfriadoras e
desumidificadoras

a. Tipos de resfriadores e desumificadores de ar


Queda da temperatura→desumidificação→formação de gelo
b. Terminologia

❑ Área frontal do resfriador: área de seção transversal de


escoamento de ar no trocador de calor;

❑ Velocidade frontal do ar: vazão em volume do


escoamento de ar dividida pela área frontal;

❑ Área da superfície do resfriador: área de transferência


de calor em contato com o ar;

❑ Número de fileiras de tubos: número de fileiras de tubos


na direção do escoamento de ar.
c. Características do ar que escoa através do
resfriador (Processo ideal)

Trecho 1-2-3: Toda a massa de ar no trocador de calor possuem


temperatura e pressão de vapor uniformes nas seções de escoamento.

Trecho 1-i: Toda a superfície está úmida e a mesma temperatura.


d. Transferência de calor e massa

ℎ𝑐 𝑑𝐴
𝑑 𝑄ሶ = ℎ − ℎ𝑖 Onde:
𝑐𝑝𝑚 𝑎 hc: coef. de transferência de calor por convecção, W/m 2.K
cpm: calor específico da mistura de ar, kJ/kg.K
ha: entalpia do ar, kJ/kg
hl: entalpia do ar saturado na temp. da superfície úmida, kJ/kg

𝑑 𝑄ሶ = ℎ𝑟 𝑑𝐴𝑖 𝑇𝑖 − 𝑇𝑟 𝑇𝑖 − 𝑇𝑟 ℎ𝑐 𝐴
Onde: = =𝑅
ℎ𝑎 − ℎ𝑖 ℎ𝑟 𝑐𝑝𝑚 𝐴𝑖
Tr: temp. do refrigerante ou água gelada, C
Ti: temp. da superfície úmida, C
dAi: área do lado do refrigerante ou água gelada, m 2
hr: condutância térmica considerando a resistência térmica da superfície molhada
do metal dos tubos e aletas e da camada limite do escoamento de refrigerante ou
água molhada dentro dos tubos, W/m2.K
ℎ𝑖 = 9,3625 + 1,7861𝑇𝑖 + 0,01135𝑇𝑖 2 + 0,00098855𝑇𝑖 3

𝑇𝑖 𝑇𝑟
− − ℎ𝑎 + 9,3625 + 1,7861𝑇𝑖 + 0,01135𝑇𝑖 2 + 0,00098855𝑇𝑖 3 = 0
𝑅 𝑅

Determine a entalpia do ar saturado e a temperatura da superfície úmida, de um


resfriador e desumidificador cujos valores de R, h a e Tr são, respectivamente,
0,22 K.kg/kJ, 85,5 kJ/kg e 9,0C.

Solução
𝑓
Utilizando o método de Newton-Raphson: 𝑥𝑛𝑜𝑣𝑜 = 𝑥𝑣𝑒𝑙ℎ𝑜 −
𝑑𝑓 Τ𝑑𝑥

𝑇𝑖 9,0
𝑓= − − 85,5 + 9,3625 + 1,7861𝑇𝑖 + 0,01135𝑇𝑖 2 + 0,00098855𝑇𝑖 3
0,22 0,22

Onde 𝑓 = 0, para o valor correto de 𝑇𝑖


𝑇𝑖 9,0
𝑓= − − 85,5 + 9,3625 + 1,7861𝑇𝑖 + 0,01135𝑇𝑖 2 + 0,00098855𝑇𝑖 3
0,22 0,22

𝑑𝑓 1
= + 1,7861 + 0,02270𝑇𝑖 + 0,002966𝑇𝑖 2
𝑑𝑇𝑖 0,22

𝑑𝑓
1ª. interação 𝑇𝑖 = 20℃: 𝑓 = 22,0329 = 7,918
𝑑𝑇𝑖

𝑓 22,0329
𝑇𝑖 𝑛𝑜𝑣𝑜 = 𝑇𝑖 𝑣𝑒𝑙ℎ𝑜 − = 20 − = 17,236℃
𝑑𝑓 Τ𝑑𝑥 7,918

𝑑𝑓
2ª. interação 𝑇𝑖 = 17,236℃: 𝑓 = 0,5188 = 7,604
𝑑𝑇𝑖

𝑓 0,5188
𝑇𝑖 𝑛𝑜𝑣𝑜 = 𝑇𝑖 𝑣𝑒𝑙ℎ𝑜 − = 17,236 − = 17,17℃
𝑑𝑓 Τ𝑑𝑥 7,604

ℎ𝑖 = 48,37𝑘𝐽/𝑘𝑔
e. Cálculo da área da superfície de um resfriador

Um resfriador contracorrente a água gelada necessita resfriar 2,5 kg/s, de ar


de uma condição de entrada com a temperatura de bulbo seco igual a 30C
e bulbo úmido de 21C, até uma condição final em que a temperatura de
bulbo úmido é igual a 13C. A água fria entra no trocador de calor a 7C e o
deixa a 12C. A razão entre a área externa e a interna é 16, coeficiente de
película 55 W/m2.K, condutância térmica 3 kW/m2K, calor específico
1,02kJ/kg.K. Calcule a área da superfície necessária e a temperatura de
bulbo seco do ar que deixa o trocador.
12℃ + 7℃
𝑇𝑟2 = = 9,5℃
2

Da carta psicrométrica: 𝑇𝐵𝑆1 = 30℃ 𝑒 𝑇𝐵𝑈1 = 21℃ ⇒ ℎ𝑎1 = 60,6𝑘𝐽/𝑘𝑔

Da carta psicrométrica: 𝑇𝐵𝑆3 = 13℃ 𝑒 𝑠𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎çã𝑜 ⇒ ℎ𝑎3 = 36,72𝑘𝐽/𝑘𝑔

36,72 + 60,6 𝑘𝐽/𝑘𝑔


ℎ𝑎2 = = 48,6𝑘𝐽/𝑘𝑔
2
ℎ𝑐 𝐴 55W/m2.K
𝑅= = 16 = 0,2876𝑘𝑔. 𝐾/𝑘𝐽
ℎ𝑟 𝑐𝑝𝑚 𝐴𝑖 1,02kJ/kg.K 3000W/K.m2

Utilizando o método de Newton-Raphson e da equação a seguir:

ℎ𝑖 = 9,3625 + 1,7861𝑇𝑖 + 0,01135𝑇𝑖 2 + 0,00098855𝑇𝑖 3

Seção ha Tr Ti hi
1 60,6 12,0 16,28 45,72
2 48,66 9,5 12,97 36,59
3 36,72 7,0 9,47 28,13
A taxa de transferência de calor no ar:

𝑄ሶ 1−2 = 𝑚∆ℎ
ሶ = 2,5𝑘𝑔/𝑠 60,6 − 48,66 𝑘𝐽/𝑘𝑔 = 29,85𝑘𝑊
∆ℎ
𝑄ሶ 1−2 = 𝑚∆ℎ
ሶ = 𝑚𝑐
ሶ 𝑝𝑚 ∆𝑇 ⇒ ∆ℎ = 𝑐𝑝𝑚 ∆𝑇 ⇒ ∆𝑇 =
𝑐𝑝𝑚

ℎ𝑎 − ℎഥ𝑖 𝑄ሶ 1−2
𝑄ሶ 1−2 = ℎ𝑐 𝐴1−2 ∆𝑇 = ℎ𝑐 𝐴1−2 ⇒ 𝐴1−2 =
𝑐𝑝𝑚 ℎ𝑐 Τ𝑐𝑝𝑚 ℎ𝑎 − ℎഥ𝑖
29,85𝑘𝑊
𝐴1−2 = = 41,1𝑚2
55𝑊/𝑚2 𝐾 Τ1,02𝑘𝐽/𝑘𝑔𝐾 60,6 + 48,66 /2 − 45,72 + 36,59 /2 𝑘𝐽/𝑘𝑔
2,5𝑘𝑔/𝑠 48,66 − 36,72 𝑘𝐽𝑘𝑔
𝐴2−3 =
55𝑊/𝑚2 𝐾 Τ1,02𝑘𝐽/𝑘𝑔𝐾 48,66 + 36,72 /2 − 36,59 + 28,13 /2 𝑘𝐽/𝑘𝑔

𝐴2−3 = 53,6𝑚2 𝐴1−3 = 41,1 + 53,6 𝑚2 𝐴1−3 = 94,7𝑚2

𝑇1 + 𝑇2 𝑇𝑖1 + 𝑇𝑖2
𝑄ሶ 1−2 = 𝑚𝑐
ሶ 𝑝𝑚 ∆𝑇 = ℎ𝑐 𝐴1−2∆𝑇 = ℎ𝑐 𝐴1−2 −
2 2
𝑘𝑔 𝑘𝐽 𝑊 30℃ + 𝑇2 16,28 + 12,97
2,5 1,02 30℃ − 𝑇2 = 55 41,1𝑚2 − ℃
𝑠 𝑘𝑔𝐾 𝑚2 𝐾 2 2

𝑇2 = 20,65℃

𝑘𝑔 𝑘𝐽 𝑊 20,56℃ + 𝑇2 12,97 + 9,47


2,5 1,02 26,56℃ − 𝑇3 = 55 2 41,1𝑚2 − ℃
𝑠 𝑘𝑔𝐾 𝑚 𝐾 2 2

𝑇3 = 13,72℃
f. Remoção da umidade

Taxa de remoção de água (kg/s): 𝑚ሶ 𝑊1 − 𝑊2

ℎ𝑐 𝐴1−2 𝑊1 +𝑊2 𝑊𝑖1 +𝑊𝑖2


Taxa de remoção de água (kg/s): −
𝑐𝑝𝑚 2 2

ℎ𝑐 𝐴1−2 𝑊1 + 𝑊2 𝑊𝑖1 + 𝑊𝑖2


𝑚ሶ 𝑊1 − 𝑊2 = −
𝑐𝑝𝑚 2 2
g. Curva de estado real para uma serpentina
h. Determinação das condições de saída

𝑄ሶ = 𝑚ሶ ℎ𝑎1 − ℎ𝑎2

ℎ𝑐 𝐴1−2 ℎ𝑎1 + ℎ𝑎2 ℎ𝑖1 + ℎ𝑖2


𝑄ሶ = −
𝑐𝑝𝑚 2 2

ℎ𝑟 𝐴1−2 𝑡𝑎1 + 𝑡𝑎2 𝑡𝑖1 + 𝑡𝑖2


𝑄ሶ = −
𝐴Τ𝐴𝑖 2 2
i. Serpentina parcialmente seca
A vazão mássica de ar através de uma serpentina com expansão direta
é 0,32 kg/s e as temperaturas de bulbo seco e úmido na entrada do ar
são 30C e 20C, respectivamente. A temperatura do refrigerante é
10C, hr = 2400W/m2.K, hc = 100 W/m2.K e a razão de área da
superfície externa pela interna é igual a 18. Qual a temperatura de
bulbo seco do ar quando começa a ocorrer a condensação? Qual a
área da porção seca da serpentina?

Solução

Da carta psicrométrica: 𝑇𝐵𝑆1 = 30℃ 𝑒 𝑇𝐵𝑈1 = 20℃ ⇒ ℎ𝑎1 = 57,2𝑘𝐽/𝑘𝑔

Temperatura de ponto de orvalho do ar de entrada: 15C

𝐴𝑖 ℎ𝑟 𝑑𝐴
𝑇2 − 𝑇𝑖2 ℎ𝑐 𝑑𝐴 = 𝑇𝑖2 − 𝑇𝑟
𝐴

ℎ𝑐 𝑑𝐴 𝐴𝑖 ℎ𝑟 𝑑𝐴
ℎ𝑎2 − ℎ𝑖2 = 𝑇𝑖2 − 𝑇𝑟
𝑐𝑝𝑚 𝐴
ℎ𝑎2 − ℎ𝑖2
Quando W 2 = W i2: 𝑇2 − 𝑇𝑖2 =
𝑐𝑝𝑚
2400𝑊/𝑚2 𝐾
𝑇2 − 15℃ 100𝑊/𝑚2 𝐾 = 15℃ − 10,0℃
18

𝑇2 = 21,7℃

O mesmo valor de hr será usado na porção seca da serpentina:

1 𝑇1 + 𝑇2
𝑄ሶ = 𝑚𝑐
ሶ 𝑝𝑚 ∆𝑇 = 𝑈𝐴1−2 ∆𝑇 = 𝐴1−2 − 𝑇𝑟
1Τℎ𝑐 + 𝐴 Τ𝐴 𝑖 ℎ𝑟 2

1𝑊/𝑚2 𝐾 30 + 21,7
0,32𝑘𝑔/𝑠 1020𝐽/𝑘𝑔𝐾 30℃ − 21,7℃ = 𝐴1−2 − 10 ℃
1Τ100 + 18Τ2400 2

𝐴1−2 = 2,99𝑚2
j. Comportamento da serpentina a partir de
catálogos de fabricantes
O ar entra com TBS = 35,6C, TBU =21,7C, com velocidade frontal de
2,0 m/s e temperatura do refrigerante igual a 1,7C

No. fileiras TBS final, C TBU final, C


2 18,7 16,1
3 15,1 14,0
4 12,9 12,2
6 9,9 9,6
8 7,9 7,7
8. Ciclo de Compressão a Vapor

a. Ciclo de refrigeração
b. Ciclo de Carnot

1-2: Compressão adiabática


2-3: Rejeição isotérmica de calor
3-4: Expansão adiabática
4-1: Absorção isotérmica de calor
c. Coeficiente de Performance
d. Bomba de calor
e. Compressão úmida e seca
f. Processo de Expansão
g. Ciclo Padrão de compressão
h. Propriedades dos refrigerantes
i. Desempenho de um ciclo padrão de
compressão a vapor
j. Trocadores de calor
j. Ciclo real de compressão a vapor
9. Compressores
Tipos de compressores
I. Alternativos
II. Parafuso
III. Palhetas
IV. Lóbulos
V. Scroll
VI. Centrífugo
I. Alternativos
❑ Compressores abertos, herméticos e semi-herméticos

De acordo com os aspectos construtivos os compressores podem ser:

▪ Tipo aberto – eixo de acionamento atravessa a carcaça, sendo acionado por um


motor exterior.
▪ Tipo semi-hermético – a carcaça aloja tanto o compressor quanto o motor de
acionamento. Permite a desmontagem.
▪ Tipo hermético – a carcaça aloja tanto o compressor quanto o motor de
acionamento. Mas não permite a desmontagem.

Os semi-herméticos e os herméticos não necessitam de selo de vedação para o


eixo, mas podem perder um pouco de eficiência em virtude do aquecimento do
refrigerante pelo enrolamento do motor
❑ Unidades condensadoras: motor, compressor e
condensador

❑ Eficiência volumétrica

Eficiência volumétrica efetiva:

Taxa de deslocamento do compressor:


volume coberto pelos êmbolos durante o
tempo de aspiração por unidade de tempo
Eficiência volumétrica de espaço nocivo:
Se a expansão for isoentrópica entre V1 e Vc:

asp: volume específico do vapor admitido no compressor.


des: volume específico do vapor após a compressão isoentrópica até Pd
❑ Desempenho de um compressor ideal

𝜂𝑣𝑛 Τ100 ▪ Compressor de amônia


𝑚ሶ = 𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑠𝑙𝑜𝑐𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 ×
𝜐𝑎𝑠𝑝 ▪ Taxa de deslocamento = 0,146 m3/s
▪ TC = 35°C fixa
▪ m = 4%
❑ Potência: produto da vazão pelo aumento da entalpia na
compressão isoentrópica
❑ Capacidade de refrigeração

▪ Compressor de amônia
▪ Taxa de deslocamento =
0,146 m3/s
▪ TC = 35°C fixa
▪ m = 4%
❑ Coeficiente de performance e vazão em volume de
refrigeração

▪ Compressor de amônia
▪ Taxa de deslocamento =
0,146 m3/s
▪ TC = 35°C fixa
▪ ɛ = 4%
❑ Efeito da temperatura de condensação

▪ Compressor de amônia
▪ Taxa de deslocamento = 0,146 m 3/s
▪ TE = -40°C fixa
▪ ɛ = 4%
▪ Compressor de amônia
▪ Taxa de deslocamento = 0,146 m 3/s
▪ TE = -40°C fixa
▪ ɛ = 4%
▪ Compressor de amônia
▪ Taxa de deslocamento = 0,146 m 3/s
▪ TE = -40°C fixa
▪ ɛ = 4%
❑ Eficiência volumétrica efetiva
❑ Eficiência de compressão

❑ Temperatura de descarga
do compressor

▪ Muito alta = decomposição do óleo


lubrificante e redução da vida útil
das válvulas

▪ Assim principalmente nos


compressores de amônia o
cabeçote é resfriado a água

▪ A recomendação é limitar a
temperatura de descarga em 35°C
❑ Controle de capacidade
▪ Compressores de pequeno porto = Liga-desliga do compressor
▪ Controle de rotação do motor do compressor (alto custo)
▪ Mais usual = desativação de cilindros (manter as válvulas de admissão
abertas)
II. Compressor Parafuso
❑ Característica de desempenho
III. Compressor Palhetas
IV. Compressor Rotativo de Lóbulos
V. Compressor Scroll
VI. Compressor Centrífugo

❑ Princípio de funcionamento
❑ Características de desempenho
❑ Relação entre a velocidade periférica e a pressão

Para entrada radial:

Potência no eixo:

Potência de compressão isoentrópica:

Logo:
❑ Sobrepressão
❑ Controle de capacidade
10.Condensadores e evaporadores
I. Condensadores e evaporadores como
trocadores de calor
II. Coeficiente global de troca de calor

𝑄ሶ = ℎ𝑒 𝐴𝑒 𝑇𝑒 − 𝑇𝑒𝑠
𝑘
𝑄ሶ = 𝐴 𝑇 − 𝑇𝑖𝑠
𝑥 𝑚 𝑒𝑠
𝑄ሶ = ℎ𝑖 𝐴𝑖 𝑇𝑖𝑠 − 𝑇𝑖

𝑄:ሶ taxa de transferência de calor, W


ℎ𝑒 : coeficiente de troca de calor na superfície externa do tubo, W/m 2.K
𝐴𝑒 : área externa do tubo, m2
𝑇𝑒 : temperatura do refrigerante, ℃
𝑇𝑒𝑠 : temperatura da superfície externa do tubo, ℃
𝑘: condutividade térmica do metal do tubo, W/m.K
𝑥: espessura do tubo, m
𝑇𝑖𝑠 : temperatura da superfície interna do tubo, ℃
𝑇𝑖 : temperatura da água, ℃
𝐴𝑚 : área circunferencial média do tubo, m 2
𝐴𝑖 : área interna do tubo, m2
ℎ𝑖 : coeficiente de troca de calor na superfície interna do tubo, W/m 2.K
𝑄ሶ = 𝑈𝑒 𝐴𝑒 𝑇𝑒 − 𝑇𝑖

𝑄ሶ = 𝑈𝑖 𝐴𝑖 𝑇𝑒 − 𝑇𝑖

𝑈𝑒 : coeficiente global de troca de calor baseado na área externa do tubo, W/m 2.K
𝑈𝑖 : coeficiente global de troca de calor baseado na área interna do tubo, W/m 2.K

Combinando as equações anteriores isolando as temperaturas:

𝑄ሶ ሶ
𝑄𝑥 𝑄ሶ
+ + = 𝑇𝑒 − 𝑇𝑒𝑠 + 𝑇𝑒𝑠 − 𝑇𝑖𝑠 + 𝑇𝑖𝑠 − 𝑇𝑖 = 𝑇𝑒 − 𝑇𝑖
ℎ𝑒 𝐴𝑒 𝑘𝐴𝑚 ℎ𝑖 𝐴𝑖

𝑄ሶ 𝑄ሶ
𝑇𝑒 − 𝑇𝑖 = =
𝑈𝑒 𝐴𝑒 𝑈𝑖 𝐴𝑖

1 1 1 𝑥 1
= = + +
𝑈𝑒 𝐴𝑒 𝑈𝑖 𝐴𝑖 ℎ𝑒 𝐴𝑒 𝑘𝐴𝑚 ℎ𝑖 𝐴𝑖
III. Escoamento de líquidos em tubos; Transferência
de calor e Perda de carga

𝑁𝑢 = 𝐶. 𝑅𝑒 𝑛 . 𝑃𝑟 𝑚

0,8 0,4
ℎ𝐷 𝑉𝐷𝜌 𝑐𝑝 𝜇
= 0,023
𝑘 𝜇 𝑘

ℎ: coeficiente de troca de calor por convecção, W/m2.K


𝐷: diâmetro interno do tubo, m
𝑘: condutividade térmica do fluido, W/m.K
𝑉 : velocidade média do fluido, m/s
𝜌: massa específica do fluido, kg/m 3
𝑐𝑝 : calor específico, J/kg.K
𝜇: viscosidade dinâmica do fluido, Pa.s
IV. Escoamento de líquidos na carcaça;
Transferência de calor e Perda de carga

0,14
ℎ𝐷 0,6 0,3
𝜇
= 𝑐𝑜𝑒𝑓 𝑔𝑒𝑜𝑚é𝑡𝑟𝑖𝑐𝑜 𝑅𝑒 𝑃𝑟
𝑘 𝜇𝑤
V. Superfícies estendidas; Aletas
𝑑𝑇 𝑑𝑇
𝑘𝑦𝑍 + 𝑍𝑑𝑥ℎ𝑓 𝑇𝑎 − 𝑇 = 𝑘𝑦𝑍
𝑑𝑥 1
𝑑𝑥 2

𝑑𝑇 𝑑𝑇
𝑘𝑦 − = 𝑑𝑥ℎ𝑓 𝑇𝑎 − 𝑇
𝑑𝑥 2
𝑑𝑥 1

𝑑𝑇 𝑑𝑇 𝑑 𝑑𝑇 𝑑2 𝑇
− = 𝑑𝑥 = 2 𝑑𝑥
𝑑𝑥 1
𝑑𝑥 2
𝑑𝑥 𝑑𝑥 𝑑𝑥

𝑑2 𝑇 ℎ𝑓 𝑇𝑎 − 𝑇
=
𝑑𝑥 2 𝑘𝑦
ℎ𝑓
𝑟𝑒 − 𝑟𝑖 ൘𝑘𝑦
VI. Escoamento de gases sobre tubos aletados;
Transferência de calor e Perda de carga
VII. Condensadores
VIII.Capacidade de condensação necessária

Rejeição de calor = Taxa de calor rejeitado no condensador


Taxa de calor absorvido no evaporador
IX. Coeficiente de transferência de calor por
convecção na condensação
1/4 1/4
𝑔𝜌2 ℎ𝑙𝑣 𝑘 3 𝑔𝜌2 ℎ𝑙𝑣 𝑘 3
ℎത 𝑐𝑣 = 0,943 ℎത 𝑐𝑣 = 0,725
𝜇𝐿∆𝑇 𝜇𝑁𝐷∆𝑇

ℎ𝑐𝑣 : coeficiente local de transferência de calor na placa vertical, W/m 2.K


𝑥: distância vertical medida a partir do topo da placa, m
𝑘: condutividade térmica do fluido, W/m.K
𝜌: massa específica do fluido, kg/m 3
𝜇: viscosidade dinâmica do fluido, Pa.s
∆𝑇: diferença de temperatura do vapor e da placa, K
ℎ𝑙𝑣 : calor latente de vaporização, J/kg
𝑐𝑝 : calor específico, J/kg.K
𝑔: gravidade, m/s2
N: número médio de tubos nas colunas verticais
D: diâmetro externo do tubo, m
X. Fator de incrustação

1 1 𝑥𝐴𝑜 𝐴𝑜 𝐴𝑜
= + + +
𝑈𝑒 ℎ𝑒 𝑘𝐴𝑚 ℎ𝑓𝑖 𝐴𝑖 ℎ𝑖 𝐴𝑖
XI. Desuperaquecimento

𝑡𝑐 − 𝑡𝑖 − 𝑡𝑐 − 𝑡𝑒
𝐷𝑀𝐿𝑇 =
𝑡 − 𝑡𝑖
𝑙𝑛 𝑐
𝑡𝑐 − 𝑡𝑒
XII. Evaporadores
XIII.Ebulição na carcaça
XIII.Ebulição dentro dos tubos
11.Dispositivos de expansão
I. Tubos capilares

O tubo capilar é um tubo simples de cobre, de diâmetro muito pequeno, que


une a linha de alta pressão à de baixa pressão. Nos sistemas de pequena
capacidade (geladeiras, aparelhos de ar condicionado de janela, freezers, etc.)
o dispositivo de expansão mais utilizado é o tubo capilar, o qual nada mais é
que um tubo de pequeno diâmetro, com determinado comprimento, que conecta
a saída do condensador com a entrada do evaporador.

O diâmetro interno de tubos capilares varia de 0,5 a 2,0 mm, com comprimentos
desde 1,5 até 3,5 m e pelo menos 1,2 m do comprimento total devem ser
soldados na linha de aspiração a fim de se obter um resfriamento às custas dos
vapores frios provenientes do evaporador (troca de calor). Para refrigerantes
halogenados os capilares geralmente são de cobre. Nos últimos anos, observa-
se uma tendência da utilização de capilares mais curtos, onde a relação L/Di é
da ordem de 3 a 20. Estes capilares mais curtos têm sido fabricados de latão ou
outras ligas a base de cobre.
Quando se utiliza tubo capilar em um sistema de refrigeração, devem
ser tomados cuidados adicionais com a instalação. A presença de
umidade, resíduos sólidos ou o estrangulamento do componente
por dobramento, poderão ocasionar obstrução parcial ou total na
passagem do refrigerante através do capilar, prejudicando o
desempenho do equipamento. Também pode ser utilizado um filtro de
tela metálica antes do capilar, o qual tem a função de reter impurezas
e materiais estranhos, evitando o entupimento do mesmo.

O tubo capilar difere de outros dispositivos de expansão também pelo


fato de não obstruir o fluxo de refrigerante para o evaporador
quando o sistema está desligado. Quando o compressor é desligado,
ocorre equalização entre as pressões dos lados de alta e baixa através
do tubo capilar, e o líquido residual do condensador passa para o
evaporador. Estando este líquido residual à temperatura de
condensação, se a sua quantidade for demasiadamente grande, irá se
provocar o degelo do evaporador. Além disso, há ainda o risco de que,
ao se ligar o compressor, algum líquido passe do evaporador para o
compressor.
Por estas razões, a carga de refrigerante em um sistema que usa tubo
capilar é crítica, não sendo empregado nenhum tanque coletor entre o
condensador e o tubo capilar. A carga de refrigerante deve ser a
mínima possível para satisfazer os requisitos do evaporador e ao
mesmo tempo manter uma vedação, com refrigerante líquido, da
entrada do tubo capilar no condensador.

Qualquer refrigerante em excesso somente irá estagnar-se no


condensador com as seguintes consequências:

• Durante a operação, haverá uma elevação da pressão de


condensação, reduzindo-se assim a eficiência do sistema;
• Haverá também uma tendência a uma maior vazão de refrigerante
através do capilar, com uma consequente variação da capacidade
frigorífica;
• Pode haver sobrecarga do motor do compressor;

Durante o tempo em que o sistema está desligado, todo o líquido


excedente passará do condensador para o evaporador.
Devido à carga crítica de refrigerante, um tubo capilar nunca deve ser
empregado em conjunto com um compressor do tipo aberto. As fugas
de refrigerante ao redor da vedação do eixo poderiam tornar o sistema
inoperante dentro de um curto espaço de tempo.

O uso de tubos capilares em sistemas divididos, onde o compressor


está localizado a uma certa distância do evaporador, também deve ser
evitado, pois são difíceis de se carregar com exatidão, as longas linhas
de sucção e de líquido requerem uma grande carga de refrigerante, o
qual se concentraria no evaporador quando o sistema estivesse
desligado.

Com relação aos condensadores projetados para operar com tubos


capilares, devem ser observados os seguintes requisitos:

• O líquido deve ser capaz de fluir livremente para o evaporador


quando o sistema está desligado. Caso contrário, haverá
vaporização do líquido no condensador e condensação no
evaporador, acelerando ainda mais o degelo.
• Os tubos devem ter o menor diâmetro possível de modo a se
conseguir uma pressão de condensação adequada com uma
quantidade mínima de refrigerante.
Com relação ao evaporador, deve-se prever um dispositivo para acúmulo
de líquido na sua descarga a fim de evitar que este passe para o
compressor durante a partida. O líquido se vaporiza no acumulador e
chega ao compressor somente sob a forma de vapor. A troca de calor
entre o tubo capilar e a linha de sucção do compressor garante um maior
subresfriamento do líquido e minimiza a formação de vapor no interior do
capilar. Assim, previne-se a redução da vazão de refrigerante.
Vantagens dos Tubos Capilares:
• Simplicidade (não apresentam partes móveis);
• Baixo custo;
• Permitem a equalização das pressões do sistema durante as paradas (motor de
acionamento do compressor pode ser de baixo torque de partida);
• Redução da quantidade e custo do refrigerante e eliminação da necessidade de
um tanque coletor.

Desvantagens dos Tubos Capilares:


• Impossibilidade de regulagem para satisfazer distintas condições de carga;
• Risco de obstrução por matéria estranha;
• Exigência de uma carga de refrigerante dentro de limites estreitos;
• Redução da eficiência operacional para qualquer variação da carga térmica ou da
temperatura de condensação.
II. Válvula de expansão de pressão constante

A válvula de expansão de pressão


constante mantém uma pressão constante
na sua saída, inundando mais ou menos o
evaporador, em função das mudanças de
carga térmica do sistema. A pressão
constante, característica da válvula, resulta
da interação de duas forças opostas:
pressão do fluido frigorífico no evaporador
e da pressão de mola, como mostrado na
figura ao lado. A pressão do fluido
frigorífico exercida sobre um lado do
diafragma age para mover a agulha na
direção de fechamento do orifício da
válvula, enquanto a pressão de mola,
agindo sobre o lado oposto do diafragma,
move a agulha da válvula na direção de
abertura do orifício.
É importante observar que as características de operação da válvula
de expansão de pressão constante são tais que esta fechará
suavemente quando o compressor é desligado e permanecerá
fechada até que o compressor volte a ser ligado.

Por questões ligadas ao seu princípio de operação, as válvulas de


expansão de pressão constante se adaptam melhor a aplicações
onde a carga térmica é aproximadamente constante, por
conseguinte, elas têm uso limitado.

Sua utilidade principal é em aplicações onde a temperatura de


vaporização deve ser mantida constante, em um determinado valor,
para controlar a umidade em câmaras frigoríficas ou evitar o
congelamento em resfriadores de água.

Elas também podem ser vantajosas quando é necessário proteção


contra sobrecarga do compressor. A principal desvantagem deste
tipo de válvula é sua eficiência relativamente baixa, quando
comparada com os outros tipos de controle de fluxo, especialmente
em condições de carga térmica variável.
III. Válvula de boia
A válvula de boia é um tipo de válvula de expansão que mantém
constante o nível de líquido em um recipiente, diretamente no
evaporador ou nos separadores de líquido. Existem dois tipos de
válvulas de boia para sistemas de refrigeração: as de alta pressão e as
de baixa pressão.

Válvula de boia do lado de Baixa Pressão

Essencialmente, a válvula de boia


do lado de baixa pressão é um
recipiente oco, esférico ou com
outro formato, ligado por
alavancas e articulações a uma
válvula de agulha (figura ao lado).
Ela mantém o líquido no
evaporador a um nível
predeterminado. Quando o
refrigerante é evaporado, o nível
de líquido se reduz, baixando a
boia. A articulação de ligação abre
a válvula, admitindo mais
refrigerante.
Então, quando o nível de líquido sobe até o ponto necessário, a boia é
erguida, fechando a válvula de agulha. Esse tipo de válvula de
expansão oferece um controle muito bom, mantendo o nível adequado
de refrigerante independentemente de variações de carga, períodos
sem carga, condições da carga e outras variáveis de operação.
Qualquer número de evaporadores pode funcionar em um mesmo
sistema, pois cada válvula flui apenas a quantidade de refrigerante
necessária para o seu próprio evaporador.

As válvulas de boia devem ser escolhidas em função do refrigerante


específico que vai ser usado, devido à diferença de densidade entre os
diversos refrigerantes. Uma válvula dimensionada para um dos
refrigerantes mais pesados, como R- 12 ou R-22, precisaria ter uma
boia menor e mais pesada do que a de uma válvula construída para
amônia. Além disso, as pressões no sistema durante o
descongelamento têm que ser consideradas, pois altas pressões
podem levar à implosão da própria boia.

Tem como principais problemas, vazamentos devidos à corrosão ou


falha nas juntas soldadas. A agulha, o assento ou ambos podem
desgastar-se, permitindo o vazamento continuo de refrigerante. Em
ambos os casos, ela permitirá a passagem do refrigerante
continuamente e o seu retomo ao compressor.
Válvula de boia do lado de Alta Pressão

A válvula de bóia do lado de alta pressão contém os mesmos


elementos da do lado de baixa pressão: a boia, a transmissão
articulada e a válvula de agulha. A diferença em relação à de baixa
pressão está em sua localização no lado de alta pressão do sistema e
no fato de que a válvula é aberta quando o nível de líquido aumenta.

Ela é instalada abaixo do condensador e transfere o refrigerante


líquido para o evaporador tão logo ele é condensado, mas não permite
a passagem de vapor não condensado. Isto requer que a maior parte
da carga de refrigerante no sistema se localize no evaporador. Como a
válvula de boia do lado de alta pressão normalmente dá passagem a
todo o refrigerante líquido que chega a ela, não seria praticável instalar
essa boia em um sistema de evaporador com circuitos múltiplos em
paralelo, pois não haveria maneira de assegurar distribuição
adequada do refrigerante.
IV. Válvula de expansão termostática
Devido a sua alta eficiência e sua pronta adaptação a qualquer tipo
de aplicação, as válvulas de expansão termostáticas (VET) são os
dispositivos de expansão mais utilizados em sistemas de refrigeração
de expansão direta. São usadas para regular o fluxo do refrigerante a
fim de garantir que ele evapore totalmente na serpentina, para garantir
a redução da pressão do sistema e ainda para manter um
superaquecimento constante do vapor que deixa a serpentina. Elas
podem ser do tipo equalização externa e equalização interna.
As válvulas de expansão termostáticas
com equalização externa de pressão são
utilizadas quando, ao fluir através do
evaporador, o fluido sofre uma queda de
pressão elevada devido ao atrito. Dessa
forma, sua temperatura de saturação é
sempre mais baixa na saída do que na
entrada.
Estas válvulas são constituídas de corpo, mola, diafragma, parafuso de
ajuste e bulbo sensível. O bulbo, que contém em seu interior fluído
frigorífico saturado, é conectado com a parte superior do diafragma
através de um tubo capilar e deve ser posicionado em contato com a
tubulação de saída do evaporador, bem próximo a este. A saída da VET
é conectada com a tubulação de entrada do evaporador.

Quando o bulbo da válvula contém refrigerante do mesmo tipo que o utilizado no


sistema frigorífico, diz-se que a válvula é de carga normal. Se o tipo de
refrigerante do bulbo da válvula é diferente daquele utilizado na instalação, diz-se
que a válvula é de carga cruzada. O objetivo principal destas válvulas é manter
um grau de superaquecimento aproximadamente constante para toda a gama de
temperaturas de evaporação do sistema frigorífico, o que pode não acontecer
para as VET de carga normal.
Quando o refrigerante passa através do orifício da válvula a sua
pressão é reduzida até a pressão de vaporização. O refrigerante
líquido escoa através do distribuidor e dos tubos do evaporador, se
vaporizando a medida que recebe calor. Em uma determinada
posição ao longo do comprimento dos tubos, todo o refrigerante
líquido já se vaporizou e, a partir deste ponto, qualquer fluxo
adicional de calor provocará um aumento da temperatura do
refrigerante (calor sensível). Assim, quando o refrigerante alcança a
saída do evaporador ele apresenta um pequeno grau de
superaquecimento, com relação à temperatura de saturação, para a
pressão de vaporização.

Se a carga térmica aumenta, mais refrigerante se vaporiza. Isto


causa aumento do superaquecimento do refrigerante, o que está
associado a um aumento de temperatura na região onde está
instalado o bulbo da válvula. Como dentro do bulbo existe
refrigerante saturado, este aumento de temperatura provoca um
aumento de pressão no interior do mesmo e na parte superior do
diafragma, o que move a agulha obturadora para baixo, abrindo a
válvula e aumentando a vazão de refrigerante. Assim, mais líquido
entra no evaporador de forma a satisfazer a carga térmica.
Se ocorrer diminuição da carga térmica, o superaquecimento do
refrigerante na saída do evaporador tende a diminuir, o que provoca o
fechamento da válvula, diminuição da vazão de fluído frigorífico e
aumento da diferença de pressão entre entrada e saída da válvula. O
grau de superaquecimento pode ser ajustado pela variação da tensão
impressa à mola da válvula. Maiores tensões na mola, exigirão maiores
pressões no bulbo para a abertura da válvula o que implica em maiores
superaquecimentos. Em algumas situações, podem ocorrer
instabilidades na operação da VET, resultando em ciclos de
superalimentação e subalimentação do evaporador, sendo este
fenômeno conhecido como hunting da válvula. O hunting causa
flutuações de pressão e temperatura e pode reduzir a capacidade do
sistema frigorífico.

O intervalo de tempo necessário para o escoamento do refrigerante


desde a entrada do evaporador até o ponto onde está instalado o bulbo
pode levar, em determinadas condições, a uma abertura excessiva da
válvula, o que alimenta o evaporador com um excesso de refrigerante
líquido. Algumas gotas deste líquido podem ser transportadas até a
saída do evaporador, resfriando rapidamente a parede do tubo onde
está instalado o bulbo, e reduzindo subitamente a alimentação de
refrigerante pela válvula, a qual passa a operar em ciclos rápidos de
superalimentação e subalimentação, isto é, em hunting.
O hunting de uma válvula de expansão termostática
é determinado pelos seguintes fatores:

• Tamanho da Válvula - uma válvula superdimensionada pode levar


ao hunting.

• Grau de Superaquecimento - quanto menor o grau de


superaquecimento, maior as chances da válvula entrar em hunting.

• Posição do bulbo - a correta seleção da posição do bulbo


frequentemente minimize o hunting. O bulbo deve ser instalado na
parte lateral (a 45º) de uma secção horizontal da tubulação,
localizada imediatamente na saída do evaporador.
V. Válvula de expansão elétrica ou eletrônica
As válvulas de expansão elétricas, ou mais precisamente as eletrônicas, são
capazes de promover um controle mais preciso e eficiente do fluxo de
refrigerante, resultando numa economia de energia.

O fechamento repentino da válvula pode causar golpes de líquido na linha de


refrigerante que alimenta a válvula, gerando vibração excessiva. A introdução de
um amortecimento, onde o refrigerante líquido é forçado acima ou debaixo do
êmbolo da válvula, por uma pequena passagem pode ser uma forma efetiva de
reduzir a velocidade de abertura e fechamento.

Ao invés de abrir ou fechar completamente a válvula, pode-se utilizar uma


válvula analógica e variar a intensidade do campo magnético aplicado à sua
bobina, de forma que a agulha da válvula (ou êmbolo) pare em várias posições
intermediárias.
Comparadas com as válvulas de expansão termostática, as principais
vantagens das válvulas eletrônicas são:

• Promovem um controle mais preciso da temperatura.


• Promovem um controle consistente do superaquecimento, mesmo em
condições de pressão variável.
• São capazes do operar com menores pressões de condensação. Isto
é especialmente importante quando se tem baixa temperatura
ambiente.
• Podem resultar em economia de energia de 10% (ou mais).

O sinal para controle das válvulas eletrônicas pode ser gerado a partir de
um termistor (semicondutores sensíveis à variação de temperatura),
instalado na saída do evaporador, e que pode detectar a presença de
refrigerante líquido. Quando não ocorre a presença de líquido, a
temperatura do termistor se eleva, o que reduz sua resistência elétrica,
esta variação de resistência pode ser analisada por um circuito, que
enviará o sinal digital para posicionamento da agulha da válvula. Os
termistores podem ser do tipo NTC (Negative Temperature Coefficient),
onde a resistência diminui com o aumento da temperatura e do tipo PTC
(Positive Temperature Coefficient), onde a resistência aumenta com o
aumento da temperatura.
12.Fluidos refrigerantes
As principais propriedades de um bom refrigerante são:

• Condensar-se a pressões moderadas;


• Evaporar-se a pressões acima da atmosférica;
• Ter pequeno volume específico (menor trabalho do compressor);
• Ter elevado calor latente de vaporização;
• Ser quimicamente estável (não se altera apesar de suas repetidas
mudanças de estado no circuito de refrigeração);
• Não ser corrosivo;
• Não ser inflamável;
• Não ser tóxico;
• Ser inodoro;
• Deve permitir fácil localização de vazamentos;
• Ter miscibilidade com óleo lubrificante e não deve atacá-lo ou ter
qualquer efeito indesejável sobre os outros materiais da unidade;
• Em caso de vazamentos, não deve atacar ou deteriorar os alimentos,
não deve contribuir para o aquecimento global e não deve atacar a
camada de ozônio.
Classificação conforme a maneira de absorção ou extração
do calor das substâncias a serem refrigeradas.

➢ Classe 1 – essa classe inclui os refrigerantes que resfriam materiais por


absorção do calor latente, empregados no tipo de compressão padrão
dos sistemas de refrigeração. São exemplos dessa classe os CFC’s,
HCFC’s e os HFC’s;

➢ Classe 2 – os refrigerantes dessa classe são os que resfriam


substâncias pela absorção de seus calores sensíveis e são
empregados como agentes resfriadores imediatos entre a Classe 1 e a
substância a ser refrigerada, e fazem o mesmo trabalho que a Classe
3. São elas: ar, salmoura de cloreto de cálcio, salmoura de cloreto de
sódio (sal comum) e álcool;

➢ Classe 3 – esse grupo consiste de soluções que contêm vapores


absorvidos de agentes liquidificáveis ou meios refrigerantes. Essas
soluções funcionam pela natureza de sua habilidade em conduzir os
vapores liquidificáveis que produzem um efeito de resfriamento pela
absorção do calor latente. Um exemplo é o amoníaco.
Principais tipos e características de fluidos refrigerantes:

• 1. CFC - São moléculas formadas pelos elementos cloro,


flúor e carbono. (Exemplos: R-11, R-12, R-502, etc.).
Utilização: ar condicionado automotivo, refrigeração
comercial, refrigeração doméstica (refrigeradores e
freezers) etc. Os CFC’s destroem a camada de ozônio.

• 2. HCFC - Alguns átomos de cloro são substituídos por


hidrogênio (Exemplos: R-22, R-141b, etc.). Utilização: ar
condicionado de janela, split, self, câmaras frigoríficas,
etc.

• 3. HFC - Todos os átomos de cloro são substituídos por


hidrogênio (Ex: R-134a, R-404A, R-407C, etc.).
Utilização: ar condicionado automotivo, refrigeração
comercial, refrigeração doméstica (refrigeradores e
freeze rs), etc.
Alguns fluidos alternativos substitutos:

R-12: R-401A, R-401B, R-409A e R-413A

R-502: R-402A, R-402B, R-408A e R-403A R

R-22: R-407C, R-410A e R-417A R-407C


Vantagens dos fluidos alternativos:

• São utilizados nos equipamentos de refrigeração não havendo


necessidade de troca de componentes (dispositivo de expansão,
compressor, etc.);

• São compatíveis com óleo mineral, óleo alquilbenzeno e com os


materiais existentes. Somente na aplicação do R-407C, deve ser
trocado o óleo mineral por óleo Poliolester;

• A carga de fluido refrigerante do equipamento com fluido alternativo é


80% da carga de fluido original. A carga do fluido refrigerante deve ser
feita somente na forma líquida.
13.Sistema multipressão
Separador de líquido

Resfriamento intermediário
I. Um evaporador e um compressor

Evita a entrada de vapor


no evaporador.

Não há troca de calor na


linha longa
Dois evaporadores e um compressor
Dois compressores e um evaporador

𝑃𝑖 = 𝑃𝑠 𝑃𝑑
Dois compressores e dois evaporadores
14. Refrigeração por Absorção
15. Torres de resfriamento e
condensadores evaporativos
•Água: alto calor especifico, baixa viscosidade, alta condutibilidade
térmica ,alta densidade, facilidade de obtenção e a sua atoxidade.
•Após sua utilização, resfriá-la em gotículas e reaproveitá-la no sistema
de resfriamento.
Torre de resfriamento por borrifamento com ventilação natural

Torre de resfriamento hiperbólica


Torre de tiragem mecânica

Torre de Tiragem Forçada :


o ventilador está instalado na
entrada de ar da Torre

Torre de Tiragem Induzida:


o ventilador é instalado na
saída do ar.
Torre em Contra Corrente (“counter-flow”) : a
água que cai através do enchimento o faz
verticalmente, enquanto o ar usado para o
resfriamento caminha no sentido oposto.

Torre em Corrente Cruzada (“cross-flow”): a


água que cai através do enchimento o faz
verticalmente, enquanto o ar usado para o
resfriamento caminha na horizontal.
16. Energia solar
Sistema solar de aquecimento e refrigeração
17. Acústica e controle de ruído
Em um sistema de ar condicionado, o ruído e a vibração gerada pelo
equipamento e a turbulência causadas pelo fluxo de ar que flui através
da rede de distribuição, pode gerar níveis de ruído que afetam o conforto
dos usuários dos espaços. Os equipamentos de ar condicionado
transmitem conversar e ruídos de escritórios através dos dutos.

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