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Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores Sistemas Digitais 2009/2010

Instituto Superior Técnico - Universidade Técnica de Lisboa LEIC

SISTEMAS DIGITAIS
1º Trabalho de Laboratório – “Alerta de Aulas de Sistemas Digitais”
Funções Combinatórias
Objectivo: Pretende-se que os alunos compreendam e apliquem a metodologia usada na síntese e concretização de
funções combinatórias para resolução de problemas específicos, utilizando circuitos integrados disponíveis
comercialmente. Este trabalho é considerado para avaliação de conhecimentos. No início da aula cada grupo
impreterivelmente entregará a resposta a todas as questões referidas na Parte 1, o esquema completo da montagem a
efectuar e a lista completa do material a requisitar. Em caso de erro, estes poderão ser complementados (com
penalização na nota) por uma errata elaborada durante a aula. Durante a aula o grupo completará o relatório com as
conclusões sobre a montagem (Parte 2), que entregará ao docente no final da aula. No Anexo B é explicada a estrutura
que o relatório deverá seguir.

PARTE 1: CONCEPÇÃO DE UM CIRCUITO COMBINATÓRIO


Pretende-se projectar um circuito combinatório que deverá indicar se para um determinado dia, no período de 2 a 15 de
Novembro, o grupo de alunos que está a realizar o trabalho tem ou não aulas de Sistemas Digitais. A indicação do dia,
de 2 a 15, será realizada com recurso ao código binário natural e a 4 variáveis lógicas A, B, C, D, sendo A o bit mais
significativo. A função booleana subjacente deverá tomar os seguintes valores:
• saída igual a 1 nos dias em que há aula teórica de Sistemas Digitais, idêntico para todos os alunos.
• saída igual a 1 nos dias em que há aula prática ou de laboratórios de Sistemas Digitais, de acordo com o horário
do grupo que está a realizar o trabalho.
• saída indiferente para os números zero (ABCD=0000 e 0001) e, ainda, para os Sábados e Domingos.
• saída a 0 para os restantes casos.

1.1 Faça a tabela de verdade da função que implementa o circuito pretendido.


1.2 Através do método de Karnaugh determine a expressão mínima da função na forma disjuntiva (soma de produtos).
1.3 Transforme algebricamente a expressão mínima na forma disjuntiva obtida em 1.2, numa outra que possa ser
directamente concretizada num circuito recorrendo unicamente a portas NAND e portas NOT. Desenhe o diagrama
lógico que realiza directamente a expressão obtida.
1.4 Simplifique algebricamente uma das expressões obtidas em 1.2 e 1.3 de modo a conseguir realizar o circuito com o
menor número possível de circuitos integrados. Desenhe o diagrama lógico do circuito.
1.5 Preveja qual o valor lógico na saída do circuito quando se introduz o número binário correspondente ao 0.
1.6 Completando o esquema do circuito
Para se realizar o circuito obtido em 1.3 é necessário utilizar vários circuitos integrados. Uma lista dos integrados
existentes no laboratório e respectivos extractos de catálogo estão disponíveis a partir da página da cadeira. A figura
seguinte apresenta 2 integrados como exemplo:

a) Indique quais os circuitos integrados que irá necessitar para realizar o circuito obtido em 1.3.

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Antes de se iniciar a montagem de um circuito, deve-se transformar o diagrama lógico num esquema eléctrico. Num
esquema eléctrico, para além da representação das portas e outros elementos e das suas interligações, estão marcados os
números dos pinos utilizados dos integrados e as referências destes.
b) Transforme o diagrama lógico obtido em 1.3 num esquema eléctrico. Para tal deve escolher, com base na
especificação do integrado obtida no catálogo, quais as portas a utilizar.

PARTE 2: Montagem e Verificação de um Circuito Lógico


2.1. Realização da montagem
A partir do esquema eléctrico monte o circuito projectado seguindo. Para fazer a montagem comece por inserir os
integrados na “breadboard” da base de montagem. Tenha em atenção os diferentes métodos utilizados para identificar o
pino 1 de cada integrado (recorte semi-circular ou pequeno ponto junto ao pino). Oriente os integrados de forma a que o
pino 1 fique no canto superior esquerdo. Tenha ainda em atenção que todos os circuitos integrados necessitam de ser
alimentados para funcionarem correctamente.
Na utilização da “breadboard” (e por conseguinte na realização da montagem) tenha em atenção a existência de diversas
pistas horizontais. As pistas na parte superior e inferior da “breadboard” destinam-se às linhas de alimentação (+5V e
massa). As pistas na zona central da “breadboard”, com as quais os pinos dos integrados irão fazer contacto após a sua
inserção, destinam-se a efectuar as ligações entre as diferentes portas lógicas.
Note que deve ainda efectuar as ligações das entradas do circuito aos interruptores existentes na base de montagem e
ligar as saídas do circuito aos indicadores lógicos também disponíveis na base.

2.2 Utilização da Ponta de Prova


Ligue os terminais de alimentação da ponta de prova à fonte (terminal vermelho – 5V; terminal preto – 0V). Ligue a
base de montagem. Observe o que se passa com a ponta de prova quando ela toca nos 5V, na massa e quando fica "no
ar". Usando um fio pequeno como auxiliar, observe com a ponta os níveis num interruptor nas suas duas posições.
Indique o que observou no relatório.
Atenção: Nunca force a introdução da ponta nos buracos dos breadboards. Não só não tem garantias dos resultados
(pois a haver contacto com o metal interno ele é infiável), como degrada o breadboard.

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2.3 Teste do circuito


Determine experimentalmente a função do circuito. Preencha uma tabela de verdade com os valores obtidos. Caso o
circuito não funcione siga a metodologia indicada no Anexo A para detectar a(s) falha(s).
2.4 Verifique o que acontece quando é apresentada na entrada a configuração referida em 1.5.

Anexo A: O que devo fazer se o circuito não funcionar?

As falhas mais frequentes na realização de uma montagem podem ser classificadas em: entrada/saída em aberto (por
exemplo, resultante de uma ligação por um fio defeituoso); curto-circuito a Vcc (+5V) ou GND (0V) ou ainda curto-
circuito entre pinos (por exemplo, resultantes de erros de montagem). Após verificar que todas as ligações efectuadas
estão de acordo com o seu projecto, use a ponta de prova lógica que lhe é fornecida para:

A.1 Verificar as alimentações de todos os circuitos integrados (Vcc e GND).


A.2 Detectar quais as combinações de entrada para as quais a saída não é correcta.
A.3 Forçar o circuito para uma situação de erro, selecionando uma das combinações de entrada para a qual a saída não é
correcta.
A.4 Percorrer o circuito ponto-por-ponto, no sentido da saída errada para as entradas que a vão sistematicamente
antecedendo (para cada ligação verifique se os valores lógicos nos dois extremos da ligação coincidem).
A.5 Tendo localizado a origem do erro, corrija-o. Verifique a existência de outros erros. Se necessário regresse ao ponto
A.2.
Anexo B – Estrutura do relatório
O relatório deverá seguir a seguinte estrutura:
1. Introdução (1 Val.)
Breve introdução aos objectivos do trabalho realizado. (1 Parágrafo)
2. Projecto (8 Val.)
Respostas às perguntas da Parte 1 do enunciado (1.1 (1 Val); 1.2 (2 Val); 1.3 (1 Val); 1.4 (2 Val); 1.5 (1 Val); 1.6
(1 Val)).
3. Montagem e Teste (8 Val.)
Respostas às perguntas da Parte 2 do enunciado.
4. Conclusões (2 Val.)
Comentário acerca do trabalho realizado e dos resultados obtidos experimentalmente.
5. Aspecto Gráfico do Relatório (1 Val.)

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