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ANO I - NUM.

I ^ / 7 S aiu ota MNE1R0 - 1


SI
por Rudyard Kipling

Si és capaz de manter a tua calma quando


Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crêr em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Si és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou. sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretencioso;

Si és capaz de pensar — sem que a isso só te atires;


De sonhar — sem fazer dos sonhos teus senhores;
Si encontrando a Desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma form a a esses dois impostores;
Si és capaz de sofrer a dôr de vêr mudadas
Em armadilhas as verdades que dissestes,
E as coisas por que destes a vida estraçalhadas,
E refaze-las com o bem pouco que te resta;

Si és capaz de arriscar numa única parada


Tudo quanto ganhaste em tôda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que fôr que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exhaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena, “ Persiste” ;

Si és capaz de, entre a plebe, não te corromperes


E, entre Reis., não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus te defenderes,
Si a todos pódes ser de alguma utilidade;
E si és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra contudo o que existe no mundo
E — o que é mais — tu serás um homem! meu filh o !

Trad. por Guilhervie de Almeida


Ano I — N.° 1 Janeiro de 1948

“A GAIVOTA”
(Trazendo Notícias da Vida Eterna)

Órgão Oficial da Missão Brasileira da Igreja de Jesus Cristo


dos Santos dos Últimos Dias

Í N D I C E

ED ITORIAL
Mensagem do Presidente ............................... Presidente Harold M. Rex 2
“ Dois Mestres” ............................................................do “ D eseret News” Capa
“ Ovos de Pithon” ..........................................................Marvin O. Ashton
ARTIGOS ESPECIAIS
O Resumo de uma Vida Pura ....................................... C. Elmo Turner 4
Concretização dum Sonho ........................................... Alfredo Lima Vaz 6
“ Nosso Completo Dever ...........................Pres. George A lbert Smith 7
À Espera do Fim ................................................... Marquerite J. Griffin 8
A U X IL IA R E S
Escola Dominical
Como Jesus Ensinou ....................................... Marion G. M erkley 12
Verso Sacramental ................................................................................
Primária
Quanto Custou uma Bola ...........................Daisy W right Field 15
Sociedade de Socorro
Saudações a Todos ............................................... Diania H. Rex 17
SACERDÓCIO
Carta da Primeira Presidência ................................................................ 18
VÁRIOS
A Consciência Acusadora ........................................... Richard L. Evans 19
Enfrentamos a Incerteza ........................................... Richard L. Evans 19
Evidências e Reconciliações ....................................... John A. Widtsoe 20
“ O Rumo dos Ramos” ................................................... C. Elmo Turner 22
Você Sabia q u e ...? ...................................................................................... Capa
S i . . . (Poesia) ................................................................Rudyard Kipling Capa

Assinatura Anual no Brasil . Cr$ 20,00


Diretor: . . . Cláudio Martins dos Santos
Assinatura anual do Exterior CrS 40,00
R ed a tor:..................................... João Serra
Exemplar In d iv id u a l.............. Cr$ 2,00
Tôda correspondência, assinaturas, e remessas de dinheiro devem ser enviados a
“A G A I V O T A ”
Caixa Postal 862 São Paulo — Brasil
EDITORIAL * * * * * * * * * * * * * * *

Mensagem do Presidente

A publicação de “ A G A IV O T A ” é a realização de algo que temos


desejado por muito tempo, e também a resposta de orações de mui­
tos membros e missionários desta Missão. Temos desejado há
muito tempo uma publicação que possa ser uma mensagem mensal
a todos os membros e investigadores do Brasil. Acreditamos que os
membros e os investigadores devem ter oportunidades de aprenderem
em cada mês um pouco mais do Plano de Salvação e assim achar
um novo guia que possa conserva-los naquele Caminho estreito e
reto. Sinceramente acreditamos que A GAIVOTA será a realização
deste desejo.

A s Autoridades Gerais da Igreja frequentemente apresentam


nos Estados Unidos mensagens em forma de sermões ou artigos
escritos, dando assim oportunidades a todos os membros da Igreja
de os ouvirem ou lerem. Assim pretendemos trazer-lhes na
GAIVOTA estas mensagens inspiradoras.

Como membros da Igreja restaurada de Jesus Cristo acreditamos


f ora de qualquer dúvida que somos f ilhos de um Deus vivo. Sob
tal crença devemos nos unir estreitamente não dando a distancia
a menor consideração. Nós esperamos que A G A IV OTA fará os santos
do Brasil sentirem-se mais chegados um ao outro e os constituirá
em uma força de maior expressão.

E ' de máxima importância a todos os membros e investigadores


a leitura e estudo mensal deste pequeno magazine. O Senhor tem
revelado que nenhum homem pode ser salvo em ignorância. Assim
sendo devemos todos os dias de nossa vida aprender mais e mais
do Senhor e seus caminhos.

E sejamos pois todos diligentes no trabalho do Senhor.

Harold M. Rex.
0 Resumo de Uma Vida Pura
O nosso querido Presidente e pro­ velha loja cooperativa de departamen­
feta, George Albert Smith, cuja foto­ tos da A m erica, e organizada pela Igre­
grafia embeleza a capa de nossa pri­ ja. Mas foi desobrigado deste serviço
meira edição, é um homem bem qua­ quando, no dia 1 de Setembro de 1891,
lificado para tal posição. É com as Autoridades chamaram-no para uma
grande orgulho que oferecemos um missão de 3 meses para servir nas Es­
resumo da sua vida; uma existência tacas de Juab, M iliard, Beaver e Pa
abundante e cheia de serviço à Igre­ rowan, no estado de Utah para traba­
ja e também aos seus companheiros e lhar com a mocidade em conjunção da
irmãos do mundo. É nossa intenção A.M.M. (Associação de Melhoramento
publicar a fotografia e curta história Mutuo).
da vida de todas as Autoridades Ge­ Quando voltou desta, sua primeira
rais nos seguintes números da G aivo­ missão, casou-se com a sua namorada
ta. Seria interessante si você guar­ de meninice, L ucy Emily W oodruff, no
dasse todos os exemplares desta revis­ templo de M anti, Utah, no dia 25 de
ta para referência futura. Maio, 1892. Uma semana mais tarde,
O Presidente Smith nasceu num m o­ no dia 1 de Junho, partiu para uma
desto lar e de humildes pais, no dia missão de 2 anos à Missão dos Sul-
4 de Abril, 1870. Nasceu ao oeste Estados nos E .E .U .U . Isto mostra
do templo em Lago Salgado, donde grande fé da parte do Presidente Smith.
vem as doutrinas e revelações da Igre­ Mais tarde a sua jovem esposa jun­
ja, e ele nunca se desviou destas dou­ tou-se com ele quando ele se tornou
trinas. O pai dele era John Henry secretário da Missão. Estes foram
Smith, uma vez Apóstolo e mais tarde abençoados com 2 filhas e 1 filho e
um conselheiro do Presidente Joseph viveram muito alegres com sua fa m ília
F. Smith, e também o Presidente da . Ela morreu no dia 5 de Novem­
Missão Europêa. O avô do Presiden­ bro, 1937.
te Smith, George A . Smith, era tam­ Depois de sua missão ele tornou-se
bém um apóstolo e um conselheiro de muito ativo, aceitando posições civis e
Brigham Young, de sorte que ele vem posições na Igreja. Foi o Presidente
duma linhagem de antepassados fieis geral da, “ Associação de Melhoramen­
e retos. to Mutuo dos Mo ços” e tambem traba­
lhou na curadoria geral da organização
Quando o Presidente Smith fala da
da Escola Dominical. Foi escoteiro e
sua mãe, fala com grande deferência,
agora possui a maior honra dos esco­
respeito e amor. Ela chama-se Sarah
teiros, “ The Silver Beaver A w ard”
Farr, uma mulher bondosa, prudente,
(A Medalha do Castor Argenteo).
carinhosa e verdadeira mãe pioneira.
Hoje, ele é o presidente ou alto oficial
Como todos os outros jovens, ele foi de várias organizações nacionais. Nas
a escola e obteve uma firme base para suas jornadas e viagens tem visitado
o seu grande serviço futuro, cursando diversos presidentes dos E .E .U .U . e
à Academia de Brigham Young (agora foi amigo pessoal do Presidente Theo
a Universidade de Brigham Young) e dore Roosevelt.
à Universidade de Utah. Foi abençoa­ Foi ordenado Apóstolo em 8 de Ou­
do ele com um espírito independente tubro de 1903 pelo Presidente Joseph
e quis ganhar o seu próprio sustento; F. Smith quando tinha apenas 33 anos.
assim, com a idade de 19 anos ele dei­ Serviu com o apóstolo para 42 anos e
xou a escola e começou a sua carreira seus deveres o levaram a todas as par­
como negociante para Z.C.M.I., a mais tes do mundo. Durante este tempo,
presidiu à Missão Europêa para 3 anos depois de um dia de jejuarem , ora­
(1919-1922) no difícil período de re­ rem, prestarem os testemunhos e pro­
construção depois da primeira guerra curarem o guia divino, escolheram e
m undial. Quando o Presidente Grant ordenaram George Albert Smith o P ro­
o ordenou Presidente do Conselho dos feta, Vidente, Revelador e oitavo P re­
Doze, no dia 8 de Julho de 1943, f ora sidente da Igreja de Jesus Cristo dos
apóstolo para 40 anos e trouxe muita Santos dos Últimos Dias.
experiência à posição. O Presidente tem sido muito ativo
desde a sua ordenação à esta posição
Durante a guerra ocorreram duas
sagrada. Numa visita ao M exico pre­
catástrofes em sucessão, a morte do
gou com tanto poder e espírito que
Presidente Franklin D. Roosevelt e,
1.200 membro s da Igreja que se apar­
uma semana mais tarde, a do Pre­
taram durante a guerra, voltaram à
sidente Heber J. Grant no dia 14
comunhão completa. Tambem visitou
de Maio de 1945. Estes choques foram
o Presidente do Mexico e lhe apresen­
rudes para todos os santos fieis por­
tou um Livro de Mormon especial­
que eles honravam o Presidente Roosevel
mente encadernado.
t como presidente dos E .E .U .U . e
amavam e reverenciavam o Presidente Sim, meus irmãos e irmãs, somos
Grant como o profeta e presidente da abençoados com um grande e inspira­
Igreja de Jesus Cristo. Mas apenas dor lider, em verdade um “ homem de
uma semana mais tarde, segunda-feira, Deus” e certamente podemos ser or­
dia 21 de Maio de 1945, no templo de gulhosos dele.
Lago Salgado, as Autoridades Gerais, C. Elmo Turner

“ Ovos de Pithon99
por Marvin O. Ashton

Quando eu era jovem , um educador transformará em um monstro que de­


veiu ao Lago Salgado, e fez um dis­ pois irá devorar o seu carinhoso cor­
curso intitulado “ Ovos de Pithon” . Não deiro ou a sua cabra, e muitas vezes
é de admirar que eu o lembre tão bem. poderá enlaçar sua própria i rmã ou
Relatou-nos que na Índia as Pithons irm ão. Não é de admirar que quando
roubam cada ano milhares de vidas hu­ o jovem destro i o ovo da Pithon, ecôa
manas. Costumam pôr seus ovos na na selva um grito de triu n fo.
selva, que se transformam depois em Isso me faz recordar uma interessan­
pequenos demônios que se arrastam pe­ te história de uma Pithon. Os nativos,
la relva e com o tempo chegam a ser cientes dos poderes desse demônio da
tão grandes como a perna de um ho­ Índia, estavam apavorados Mas a sua
m em . Quando adulta, so be a uma captura, quando devidamente feita, era
arvore, espreita dentro a ramagem e fácil. Este era o plano. Na localida­
estrangula as suas vítim as. Como destruid
ora de onde a Pithon havia sido vista pela
de vidas o seu único com pe­ última vez, colocar-se-ia uma cabra
tidor na Índia, é o tigre de B engala. amarrada à um poste. Não fo i neces­
O jovem nativo da Índia é ensinado des­ sário esperar muito tempo — Ouviram
de cedo a procurar sempre os ovos de o gemido da pobre cabra — Correram
Pithon. Quando encontra o ovo do à cena, e lá estava a Pithon amarrada
réptil aplica-lhe o tacão e dá um corr ao poste — Sim, com o um Truta que
upio em sinal de triunfo. Si não o acaba de fisgar o anzol, caira conquis­
destruir, com o tempo aquele ovo se tada.
Os monstros dentro de nós que nos resolvido a fazê-lo beber. Finalmente,
destroem, começam com o esses ovo s ino­ decididos, dizem -lhe que si não lhes fi­
fensivos. Si não usarmos nele, vitorio­ zer a vontade, o atirarão ao solo e lhe
sos, os nossos tacões, como o rapaz ao deitarão o vinho por entre os dentes.
achar o ovo de Pithon, eles nos des­ Nesse momento o jovem aproveita a
truirão. ocasião e como um guerreiro, enfrenta
os seus inimigos. Tem uma arma se­
O licor é com o a Pithon. O egois
creta com a qual eles não contavam.
mo, também, põe seus ovos na selva.
É esta, quando terminar, cairão venci­
O ódio começa com o uma pequena e in­
dos.
significante semente. A avareza, não
“ Um momento, diz ele, vejamos si
para, faz-se grande e põe-se à espreita
vocês o deitarão por entre os meus den­
para nos destruir. A desonestidade
tes. Eu quero contar-lhes uma histó­
tem suas garras e também reclama v i­
ria.
das e si não f ôr destruída na casca,
“ Há alguns anos atraz, um rapaz ti­
envolve-nos e nos estrangula até a m or­
nha saido com o eu, hoje à noite. Ofe
te. Cada vício começa com o uma se­
receram -lhe uma bebida e ele recusou.
mente posta na terra. Não a deixe
Insistiram e ele enfraquecendo, cedeu,
germ inar.
e tomou naquela noite, apenas a quan­
Ainda me recordo de um conto re­ tidade de um dedal cheio. Na semana
latado por minha mãe: Um jovem foi seguinte, tom ou-a mais prontamente.
levado ao patíbulo pronto para ser en­ Depois disso não precisavam mais ofe­
forcado. Antes que lhe pusessem o la­ recer-lhe. Jovens, ele tornou-se um
ço sobre a cabeça lhe é concedido o últi­ bêb a d o. A paixonou-se depois por uma
mo d esejo. Ele pede por sua mãe e ela linda moça e certamente, deixou de be­
vem . Vai para abraça-lo. A o em vez ber enquanto a cortejava. Sabia que
de beijá-la, ele a morde arrancando-lhe ela e sua família eram contra a bebi­
uma parte da face. Então com toda da. Casaram-se. Um ano depois des­
a angústia de sua alma, grita: “ Mãe, ta união, nasceu-lhe uma creança, mas
porque não m e ensinaste quando eu nesse tempo ele já havia voltado à be­
roubei aqueles lápis na escola? Porque bida e principiava a voltar bêbado para
não me repreendeste? Passei aos li­ casa. Numa dessas noites fo i adverti­
vros e dos livros aos cavalos e agora do por sua boa esposa. Ela tinha atu­
mãe, vou m orrer. Porque não me en­ rado quasi tudo o que podia. Em de­
sinaste?!” Sim, o tirar aqueles lápis era sespero lhe disse: “ Bill, si voltares no­
o ovo da P ith on . Deixaram que desen­ vamente assim, para casa, eu levarei a
volvesse! creança comigo para a casa de minha
O bêbado começa com um trago, mas mãe!” O demo nio dentro dele, soltou-
esse trago é o ovo de Pithon. Uma jo ­ se. Agarrou-a pelo braço e atirou-a
vem da Estaca de Wayne (nos E. E. para fora na tempestade de W yoming
U . U .) , relatou o seguinte fato que me (estado nos E .E .U .U .) . Ela, agarran­
impressionou profundamente Trata-se do o filhinho e também um casaco que
de um jovem que fo i à uma festa onde estava junto da porta, saíu . Ele esta­
lhe é oferecido um “ cocktail” . (Não va tão bêbado que quando se encontrou
um cocktail de frutas, mas de licores) . ao travesseiro, dormiu, e morreu pa­
Ele recusa. O bando insiste, mas ele ra o mundo. A compreensão do que
também. É sómente a quantidade de havia feito, na manhã seguinte, quase
um dedal, mas ele continua a recusar. eletrificou -o. Estava horrorizado! Agar­
Chamam-lhe “ maricas” , “ filhinho da rou-se à porta, quasi arrancando-a de
mamãe” , mas ele mostra-se firm e. Di­ seus caixilhos, saindo como louco atra­
zem -lhe que deve beber co m o grupo ves da neve. Estava quasi louco! Há
e cheirar como homem. O bando está uns 180 metros de casa ele deparou um
pequeno mo nte na neve e com os olhos prontos a passar esse líquido pelos meus
fora das orbitas, desesperado mas cau­ dentes, estou esperando. Eu sou aque­
telosamente, com eçou a cavar na neve. la crea n ça .”
Sim, alí estava a sua amada, a mãe de A Pithon naquela noite roubou a vida
seu filho; estava fria, na morte! O fi­ uma mãe querida, arruinando aquele
lho, protegido pelo calor do corpo de lar. Si ao menos o demonio da bebi­
sua mãe e do sobretudo que ela pegara da tivesse sido destruido na casca! Si o
ao sair, tinha ainda uma centelha de tacão tivesse sido manejado no devido
vida. A creança foi sa lv a .” tempo! — Sim, foi um ovo de Pithon!
Desafiando-os, o nosso heroi enfren­
tou o bando. “ Agora, jovens, se estão Trad. por A lfredo Lima Vaz

“A Concretização de Um Sonho
por A lfredo Lima Vaz

Dividindo as águas de dois gigantes, elas e que tenham o seu rebanho, e um


o P acífico e o A tlantico, acham-se ages pastor que dará a vida pelas suas o v e ­
tosa e graciosamente colocadas pelas lhas” ! Sim, o Mestre esteve em tuas
mãos do incomparável Arquiteto, três terras! Foi Ele mesmo quem ajuntou
grandes terras que se assemelham àque­ em ti o Seu novo rebanho deixando
las três amigas inseparáveis que en­ designado o seu pastor, e preparado o
chem de poesia as nossas noites sere­ seu papel nos Últimos Dias. És, sem
nas, as “ T res Marias” que diuturna dúvida, a Terra Prometida! De ti ha­
mente aparecem brilhantes no melan­ veria de sair, o que começa já a ser
cólico azul do nosso firmamento. Essas feito, os raios de luz que iluminariam
três terras assim dispostas no meio da mais uma vez nos últimos tempos, os
imensidão nas águas, são três presen­ caminho s estreitos e então escuros,
tes divinos, são as A m ericas, a Terra que conduzem à Salvação!
Prometida que o Creador deu aos fi­ Essa era a tua missão, America! E
lhos de Israel, em cumprimento de Sua tu a estás cumprindo. Partindo do
palavra. Norte, os teus mensageiros de luz, já
Américas, do Norte, Central e do Sul! alcançaram as paragens mais longi n
Um mundo novo, um continente de flo ­ quas do Sul, e dos demais continen­
res em cujas pétalas podem -se ainda tes do mundo, e ao passar pelo sul,
sentir o perfum e e os cuidados D ivi­ nessa ânsia incontida de iluminar o
nos, pois nem siquer foram atingidas mundo inteiro, talvez guiados por uma
por essas ondas desencadeadas com cruz brilhante, de estrelas que todas
tanta fúria, que recentemente engolfa­ as noites aparece no céu de uma das
ram o mundo! Tu és a Terra Prom e­ suas terras, uma terra bonita, toda
tida! És a Jerusalem de onde, uma vez verde como que a simbolizar esperan­
mais, haveria de sair para o mundo a ças no futuro, cujo céu é mais azul,
fulgurosa luz do verdadeiro Evangelho! nas palavras do poeta, os teus m en­
A s tuas terras foram preparadas para sageiros chegaram-se a ela, encon­
isso! O próprio Creador enviou a ti o trando o BRASIL! Um Brasil m eni­
Seu Filho para que isso fizesse. Lem no ainda, mas na idade exata quan­
bra-te, America, que ao deixar as ve­ do os caminhos da vida se tornavam
lhas ovelhas, Ele mesmo, falou: “ Te­ escuros e confusos, quando a luz por­
nho outras ovelhas que não são deste tanto, se tornava sumamente neces­
aprisco, convém que m e vá também a sária.
Há 12 anos que os teus mensagei­ jo dos membros começa a ser reali­
ros aqui chegaram! Há 12 anos que zado. Sim, esse elo sonhado, começa
as palavras que haveriam que sair do a se materializar, graças ao nosso atual
pó da terra, estão sendo aqui prega­ e incansavel chefe da Missão Brasilei­
das! Há 12 anos que o segredo da ra, Presidente Harold M . Rex, que
felicidade e do bem estar na vida, es­ viu logo essa lacuna aberta, tratando
tão sendo aqui desvendados! Primei­ de satisfazer uma das nossas grandes
ramente aos povos alemães no sul do necessidades. “ A Gaivota” é o orgão
Brasil, e recentemente, aos povos bra­ que levará aos brasileiros de norte a
sileiros de outras partes deste imenso sul, a mensagem de amor, o sublime
território. evangelho de Jesús Cristo, pela últi­
Mas, nesses anos foi-se abrindo uma ma vez restaurado, o seja, o segredo
lacuna grande entre as ovelhas que da única, verdadeira e duradoura feli­
iam surgindo e que hoje já formam cidade.
um regular rebanho. Essa lacuna Unir os membros, levando-lhes men­
nada mais era do que a falta de um sagens dos nossos líderes, ensinando
contacto entre uns e outros membros, tudo o que fo r possível, e especial­
o que se tornava humanamente im ­ mente, levar alguma luz aos corações
possível, devido as grandes distâncias brasileiros que ainda se acham nas
que os separavam. Para que todos trevas, é a finalidade principal desta
fossem unidos num só pensamento, revista que agora iniciamos e que
num só sentimento de irmandade, ardentemente desejamos, seja carinho­
para que, apezar das distâncias, os samente acolhida por todos.
membros das diversas cidades e esta­ “ Ide por todo o mundo, pregai o
dos, se sentissem mais aproximados evangelho a toda a creatura, e aquele
entre sí, um elo qualquer deveria ser que crer e fôr batisado, será salvo,
engenhado. mas o que não crer será condenado.
Porém, Deus nunca deixou de aju­ A judar nessa tarefa que nos foi con­
dar a resolver os problemas de Seus fiada pelo Salvador do mundo, é o
filhos. Pois eis que agora esse dese­ principal objetivo da “ Gaivota” .

Nosso Completo Dever


por Pres. G eorge A lbert Smith

Existe uma disposição da parte dos outra obrigação, ao cumprirem suas


que possuem o sacerdócio e de alguns obrigações nesses referentes setores
que possuem posições na Igreja, pa­ consideram feitos todos os seus deveres.
ra descuidar-se das reuniões sacra­
mentais e outras importantes obriga­ Ainda que amemos e abençoemos
ções, e dedicar-se à algum chamado todas essas pessoas pelos serviços que
especial. Eles pedem ser oficiais e eles prestam, sentimo-nos na obrigação
mestres na Escola Dominical, e quan­ de recordar que nos é requerido
d o performam seus dominicais labores viver todas as palavras que procedem
escolares, consideram isso suficiente; da boca do nosso Pai no céu.
ou, quando trabalham para a A ssocia­ Geralmente falando, cargos especiais
ção de Melhoramentos Mutuos, Curso não nos dispensam de nossas demais e
Primário, Genealógico, para o progra­ especiais reuniões usualmente não
ma do Bem-Estar, ou tem qualquer substituem as reuniões gerais da Igre­
ja . E além de nossos cargos, obriga­ em vossas próprias vidas que ocasio­
ções esperam de nós que nos conduza nam essas dúvidas. O tentador está
mos dia por dia como santos dos últi­ trabalhando na sua mente, causando
mos dias na mais larga expressão da em voz as dúvidas de que talvez Sion
palavra, para que si virmos a aflições não será vitorioso.
e miserias, ou necessidade de adversõ Quando estiveres fazendo o seu de­
es e conselhos em qualquer ocasião, ver completo, sabereis assim com o sa­
possamos agir com o servos verdadei­ bes que vives, que este é o trabalho
ros do Senhor. do Pai, e que Ele o fará triunfante. E
E ainda existem aqueles que acei­ si existem entre nos os indiferentes e
tam o seu nome entre os membros na descuidados é nesso dever chamar
Igreja, mas que parecem sentir-se bondosamente as suas atenções às
isentos de prestar qualquer espécie de escrituras e traze-los face a face com
serviço. Mas mais cedo ou mais tar­ os mandamentos de nosso Pai Ce­
de eles achar-se-ão com os seus cora­ lestial .
ções enfraquecidos, e os pensamentos “ E ainda vos digo, si observardes e
em dúvidas, assim com o todos de nos fizerdes tudo o que vos ordeno, Eu,
quando falhamos em fazer aquilo que o Senhor, afastarei de vós toda a co
sabemos ser o nosso dever completo . lera e indignação, e as portas do in­
Um homem que esteja vivendo de ferno nãoprevalecerão contra vós.
acordo com o evangelho de Jesús Cris­ (D . & C . 9 8 :2 2 ).
to nunca duvida dos seus sucessos; Esta é a palavra do Pai do Céu pa­
mas o homem que esquece o seu de­ ra nos. Si viverm os de acordo com
ver, que falha em guardar os Seus esta lei cresceremos em graça e força
mandamentos perde o espírito do Se­ dia por dia e ganharemos favores de
nhor, e consequentemente começa a nosso Pai Celestial. Si formo s cuida­
pensar naquilo que poderá acontecer à dosos e cumprirmos com o nosso com ­
Sion. pleto dever, a fé crescerá nos cora­
Quando sentires, meus irmãos de ções dos nossos filhos. Eles nos ama­
trabalho, que existe algo errado com a rão pela retidão e integidade de nossas
Igreja, recolhais aos teus aposentos e vidas, e regosijar-se-ão por sermos
ajoelhei-vos diante do Senhor, exam i­ seus pais.
nai os vossos corações e todas as v e­
zes descobrireis que há alguma coisa Trad. por A lfredo Lima Vaz

A Espera do Fim
por Marguerite J. Griffin

A velhinha era tão pequena e ma­ muito tempo, sabe? Está muito v e­
gra, que mal se podia notar as suas lhinho, tem quasi 95 anos! Não está
form as por entre as cobertas da ca­ doente, mas o seu corpo está desapa­
ma. Eu estava preocupada com o que recendo aos poucos, ronando-se cada
deveria dizer a ela, ao vê-la pela pri­ dia mais fraco. Nada se pode fazer,
meira vez, e em tão tristes condições a não ser esperar assim; e ela que
A sua neta, a quem fora visitar, não sempre amou as pessoas! Sei que ao
deixar-m e-ia sair sem que primeira ver você, ficará feliz o dia inteiro.”
fosse vê-la. Esta sugestão não me pareceu mui­
“ Venha vê-la, pediu-m e a moça, to boa. Eu não tinha coragem para
porque ela não estará conosco por entrar no quarto. Sempre imaginei
que a velhice seria uma época trágica seus pensamentos estivessem viajando
da nossa vida, e agora, ter que enca­ longe e apressadamente, e então
rar um ser humano que só estava recuperou as forças para voltar à con­
esperando o seu maquinismo parar de versa. Rapidamente começou a falar
funcionar, que só esperava a hora em em outro assunto. “ Jenny,” disse ela
que a morte iria entrar pela sua por­ à sua neta, “ mostre à senhora o meu
ta, fazia-m e desencorajada. Mas eu vestido” !
não podia fazer nada. Não podia Um vestido novo na sua idade, e
recusar, sabendo que faria alguém fe ­ especialmente nas suas condições! Era
liz nos seus últimos momentos. Mas fantástico! Será que ainda restavam
como? Que deveria eu dizer a ela? vaidades, depois de tantos anos, nesta
Preocupei-me desnecessariamente. enrugada creaturinha?
Isso compreendi, no momento em que Jenny trouxe-o como si nada fo ra
ví naquelas faces completamente en­ do natural houvesse no pedido. Era
rugadas pelos anos, dois brilhantes um crepe de seda branca, delicada­
olhos castanhos, que viareiros, pro­ mente bordado. Eu sei que a surpre
curaram-me. Aqueles olhos disseram- za estampou-se em minha face, pois a
me imediatamente que no interior da­ velhinha disse: “ Não se assuste, são
quele corpo fragil, estava um espírito minhas vestes fúnebres, sabe? Eu as
bem vivo e alerto. As suas mãos sô usarei bem breve.”
bre a colcha, eram tã o brancas quan­ As palavras foram tão graciosas que
to esta, e tão transparentes que as nada pude dizer, apenas meu coração
veias azues eram completamente visi bateu mais apressadamente. Era a
veis. Seus cabelos eram com o o mais coisa mais estranha que eu houvera
macio e ondulado fio de seda, bem visto até então. Um lindo enxoval co­
escassos, mas graciosamente dispostos mo os enxovais das noivas, e a velhi­
ao redor de seu rosto. Quando entrei nha positivamente estava antecipando
os seus olhos brilhantes procuraram - o seu u so. . .
me ancio samente. Um sorriso trans­
“ M ostre-lhe o resto, Jenny,” disse
portou aquelas rugas para novos lu­
ela. “ M ostre-lhe a combinação e as
gares, fazendo com que seu semblan­
meias.” Virando-se para mim disse:
te se enchesse de um encantador bri­
“ Você parece surpreza. Talvez você
lhantismo.
não tenha pensado que a ressurreição
“ Sente-se minha querida, disse ela. seja um fato, mas esteja certo que sim.
A sua voz era macia e trêmula. Sin­ Não há realmente morte, o que há é
to-me tão feliz em vê-la, continuou; uma separação, uma mudança. O es­
você parece tão cheia de vida! A pos­ pírito deixa o corpo até a manhã da
to que tem filhos para cuidar.” ressurreição.”
“ Sim ” , respondi, “ Tenho três filhos. Foi então que compreendi a razão
Mas algumas vezes não me sinto tão daquela calma e daquela filosofia.
cheia de vida” . Compreendí porque é que sua neta
“ São danados, esses pequerruchos,” mantinha-se tão carinhosa, tão pacien­
disse-me ela. “ Mas é o tempo mais te em suas atenções para com a ve­
feliz da sua vida. Eu não sei, acho lhinha.
que tudo na vida é bom. E olha, te­ “ É uma maravilhosa crença,” disse
nho visto muito dela. Não existe eu.
nada semelhante a netos, bisnetos e “ Não uma crença, minha querida,”
mesmo tataranetos. Oh! estou muito disse ela, “ mas uma verd a d e.”
velha, tenho visto muitas e muitas As suas palavras eram calmas e sua­
m udanças. . . ” ve. Não se via nela uma centelha de
A sua voz silenciou-se como si os fanatismo, mas apenas a seguridade de
suas convições. E além disso, eu não ver isso pela maneira como ela cari­
queria argumentar com ela. Invejava nhosamente vira as suas páginas. Não
a sua paz de pensamento, as suas con­ há dúvida de que ela gastou grande
vições tão seguras. parte da sua vida lendo aquele Livro,
“ É uma maravilhosa história, a his­ pela maneira com que tão facilmente
tória de um homem,” ela continuou. acha as suas passagens.
“ É a história de mudança e progressão, “ Ouça as palavras do Senhor a
e nós devemos estar sempre prontos Job” , disse-me ela. — “ Onde estava
para todas as coisas novas. Nós vive­ tu, quando eu fundei a mundo? D e­
mos antes de vir para cá, sabe? A n ­ clare si m e entendeste” . A doce ve­
tes mesmo deste mundo ter sido cons lhinha olhou-m e por sôbre os óculos
truido. Nossos espíritos foram filhos como si esperasse de mim uma res­
e filhas de Deus, nosso Pai Eterno, e posta. Continuando, leu: “ Quando as
nós antes viviamos com Ele.” estrelas da manhã cantaram juntas, e
todos os filhos do Senhor foram cha­
Havia um brilho macio nas suas fa ­
mados para alegrarem” . — “ Nós esta
ces. Os seus olhos iluminavam-se
vamos lá” , ajuntou ela, “ e estavamo s
quasi com o si a visão estivesse diante
contente por causa da terra que Deus
dela, ou com o si por estar da morte,
estava construindo para nós.” Fechou
retornando ao lugar de onde veio, ela
então o Livro e pôs de lado os óculos.
pudesse pegar a luz do entendimento,
"P ois é, minha querida, mas o tempo é
e pudesse lembrar daquilo que para
pouco. Nós nascemos, vivem os e cres­
tantos é m istério.
cemos e justamente quando alcança­
Então ela olhou para mim rapida­ mos a m elhor parte de nossa vida,
mente, com o si sentisse os meus pen­
quando os nossos poderes mentais
samentos. “ Está tudo na Bíblia, sabe?
alcançam um nível mais alto, nossos
Não é nada que eu mesma tenha in­ corpos mirram -se, enfraquecem -se, e
ventado. Está lá, mas o mundo ten­ nós morremos.” E ’ como Paulo disse:
ta explicá-lo de outra maneira. Os
. . . E aqui começou a cotar as escri­
homens pensam que são tão grandes,
turas de memória:
e em serem filhos de Deus, eles tem
“ Pois si não há ressurreição de m or­
realmente uma grande herança. Mas
tos, nem Cristo ressu scitou . . . E si
podem eles compreender os negócios
Cristo não ressuscitou, então é vã a
de nosso Pai celestial, mais do que
vossa fé . . . Si nesta vida tão som en­
uma creança pode entender os traba­
te esperamos em Cristo, somos nós os
lhos de seu pai, na terra? Uma crean­
mais infelizes de todos os homens.
ça não pode compreender com o é que
Mas agora ressuscitou Cristo d’entre os
sua mãe faz as suas bolachas, mas ela
mortos, sendo Ele as prmicias dos que
aceita-as pelo menos, e mastiga-as com
d orm em . . . então se cumprirá a pala­
facilidade. Portanto, comeremos nós
vra que está escritas “ Tragada foi a
do Pão da vida? Portanto, aceitare­
m orte na vitória. Oh! m orte, onde
mos nós esse Pão, sem nos preocupar­
está o teu aguilhão? Oh! sepulcro,
mos com a maneira pela qual fo i
onde está a tua vitória?”
feito?
Ouvindo estas coisas fiquei sem sa­
“ Deus falou. Isso devia ser bastan­ ber o que falar. Eu, que tinha vindo
te. Jenny, traga a minha Bíblia e os para dar alegria aos últimos momen­
meus oculos.” tos da velhinha, descobri que ela é
O que? pensei eu. Poderá esta quem tinha muito para dar.
exausta creaturinha usar ainda os Ela compreendeu o meu silêncio, e
seus brilhantes olhos para ler? É disse: “ Mas, sinto muito. Eu cancei
admiravel! E que benção maravilhosa você com as minhas pregações, você
para ela que tanto o Livro! pode-se deve perdoar-m e.”

— 10 —
“ Oh! não, por favor,” respondi eu. pureza de sua cor e na simplicidade
Eu sou quem deve agradecer à senho­ de seu corte. Cada cacho de seus pra­
ra, muito, muito!” teados cabelos estava carinhosamente
Desde então, eu sabia que jamais arrumado. Suas mãos sem adorno
me esqueceria daquela creatura m a­ algum, com exceção de seu doirado
ravilhosa. Que glória poder chegar- anel nupcial, estavam quietas e des­
se à velhice tão cheia de fé e de gra­ cançavam para sempre. A morte ali
ça, e mesmo assim fraca ser uma veia zara a sua face, com o si a fizesse ben
fortalecedora àqueles que atravessam vinda. Nenhuma noiva jamais pare­
o seu caminho! ceu-m e tão linda! Era como si esti­
A próxima vez que a vi, e não foi vesse dormindo graciosamente, e espe­
muito tempo depois, ela repousava pa­ rando somente a voz do Mestre que
ra sempre, vestida delicadamente na­ haverá de acordá-la.
quele enxoval cuja beleza estava na Trad. por A lfredo Lima Vaz

D 1T i M B S

' “ O exame de consciência esclarece-te “ Muitos de nós perdemos confiança


cada noite, a respeito dos teus defeitos? em oração porque não reconhecemos
o julgamento dos outros e particular­ as respostas. Pedimos força e Deus
mente o de teus inimigos, informa-te nos dá dificuldades, o que nos faz
informa-te ainda melhor.” fo rte s. Oramos por sabedoria e
Deus nos envia problemas, cujas solu­
.. .D escon hecido... ções desenvolvem a sabedoria. Pedi­
mos prosperidade e Deus dá-nos inte­
* * * ligência e braços para trabalhar. A pe­
lamos por coragem e Deus dá-nos pe­
“ São os tolos que dizem que a moci­ rigos para serem enfrentados. Pedi­
dade é o tempo de nos divertirmos. A m os favores e Deus dá-nos oportuni­
juventude é o período em que é preciso dades” .
adquirir bons hábitos que serão uteis (D o “ Improvement Era” )
durante todo o resto da vida.”

— J. B. Say

* * * ANEDOTA

“ Dinheiro pode comprar a casca de CUSPA-O !


muitas coisas, mas não o caroço. Êle
vos traz alimento mas não apetite, re­ Professor: “ Que significa a fórm u­
médios mas não saúde, amizades mas la H2S04?”
não amigos, criados mas não fidelidade, Aluno: “ A a — ei — u — eu tenho
dias de alegria, mas não paz ou felici­ na ponta da língua.”
dade.” Professor: “ Cuspa-o pronto, desven
— H enrik Ibsen turado, porque é ácido sulfúrico.”

— 11 —
ESCOLA DOMINICAL
E ’ aqui, meus imãos da Escola Do­ O VERSO SAC RA M E N TAL POR
JAN EIRO E F E V E R E IR O !
minical, que se encontrará o Verso Sa­
cramental e outras informações perten­ “ Deus, nosso Pai, ouça-nos orar
E sôbre êste dia, derrame teu amor
centes à Escola. Esta é sua coluna —
A o tornarmos do Emblema abençoado
aguardem-na bem! E xulte-nos na paz do Salvador” .

C O M O JESUS E N S I N O U
por Marion G. M erkley

Ainda m ais. . . os m estres desta Igre­ tar, perícia em motivar o interêsse, pe­
ja ensinarão os princípios do meu Evan­ rícia em valorizar o progresso.
g e lh o ... E observarão os convenios e Interessemo-nos mais pelas A T IT U ­
cumprirão os artigos da Igreja, e isto D E S. O mestre preparado crê em si
será os seus ensinamentos, quando di­ mesmo, na habilidade dos mestres efei
rigidos pelo E sp írito ... e si não rece tuarem mudanças na vida do povo, mu­
berdes o Espírito, vós não ensinareis. danças na natureza humana, como tam­
(Doutrinas e Convênios 42:12-14.) bém mudanças no ambiente.
O mestre preparado realiza que é sua
Introdução responsabilidade fornecer o conhecimen­
to. cultivar as habilidades e construir as
Atravez do ensino damos os braços
atitudes. Tornemos à vida de Jesus para
aos líderes do mundo na tarefa criadora
as demais chaves necessárias em tor
de melhoramento não só dos materiais,
nar-se um mestre preparado.
dos processos, e das coisas, mas o me­
lhoramento das pessoas: alunos — nos- Preparação
os irmãos e irmãs. Neste trabalho o A Bíblia contém 200 referências a
mestre preparado é sustentado pelo po­ Jesus como mestre; e o verbo “ ensinar”
der da fé e os sinais seguem o minis­ é usado tão frequentemente como todos
tério de tal mestre. os outros. Jesus foi um mestre proemi­
Em um dos textos dos ditos de Jesus nentemente. Ensinava nas colinas, nas
encontra-se a chave do melhor no ensi­ sinagogas, e passou muitas horas ensi­
no evangélico: Pede e dar-se-vos-á; bus nando aos discípulos fiéis.
cae e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Jesus levou tempo preparando-se para
(M at. 7 :7.) P -B -B : Pedir — buscar — ensinar. Passaram-se trinta anos e Êle
bater. Três objetivos do bom ensino con­ ia crescendo em sabedoria (intelectual­
cernem-se com as 3 seguintes palavras: mente), estatura (fisicam ente), em fa ­
atitudes, perícia, conhecimento. vor de Deus (espiritualmente) e do ho­
Precisamos SABER as respostas. Je mem (socialmente).
sus perguntou: Como é que não enten­ A sua preparação inicial fo i num lar
des? Com que autoridade fazes estas ideal, rodeado pelos irmãos e irmãs, e
cousas? E tu, Pedro, quem dizes que ensinado por uma mãe que obedecia ao
sou Eu? mandamento das Escrituras: Estas pa­
Precisamos de perícia para fazer o lavras com que eu hoje te admoesto, es­
trabalho de ensinar: Perícia em pergun­ tarão sôbre o teu coração; tu as inclui-
— 12 —
rás em teus filhos, e delas falarás, sen­ ligiosas; pelas grandes experiências es­
tado em tua casa, e andando pelo ca­ pirituais e visitas pessoais ao Templo;
minho e ao deitar-te e ao levantar-te. e por meio da meditação quando no de­
(Deuteronômio 6:6-7.) serto. (Livros, pessoas, meditação — es­
Na idade de seis anos, provavelmente tes recursos são aproveitáveis a todos
êle freqüentava a “ Casa do Livro” , onde os mestres.)
estudava o Velho Testamento; aprendeu Jesus ensinou com convicção: tinha
os hinos que foram ensinados aos alu uma mensagem vital. Nada podia pará-
nos na escola Judaica. Mais tarde, pro­ Lo — a influência da família, o ridícu­
vavelmente entrou no colégio dos escri lo, a oposição dos líderes sectários, in­
bas aonde era o mais zeloso aluno de li­ terferência do governo, estratigemas
teratura religiosa. contra a sua vida. Nada havia que O
Na idade de doze anos ouvimos da podia desviar de seu objetivo.
sua visita ao Templo, aonde as suas O reino de Deus era o tema! Cada
perguntas penetrantes, e sua profunda exemplo, cada história, cada ilustração,
curiosidade intelectual espantou os sá­ e cada pergunta relacionava-se ao tema.
bios rabinos.
Princípios do Ensino
Os pais judeus eram obrigados pela
lei a ensinar um ofício aos filhos. Jesus Jesus usou princípios de ensino que
tornou-se carpinteiro; mas enquanto tra­ eram psicologicamente corretos e peda
balhava nesta ocupação, ia enchendo a gogicamente aprovados.
sua memória com cenas do campo: na­ 1. Percepção: Mudou o conhecido para
vios, pessoas, condições sociais, observa­ o desconhecido. Com os Judeus, êle era
ções sôbre os homens e a natureza — Judeu trabalhando com os Judeus; e
circunstâncias que mais tarde deram pro­ baseou os ensinamentos nas familiares
fundidades aos sentidos religiosos. leis e profecias judaicas: Ouvistes que
Jesus aprendeu muito das escrituras. tem sido d ito. . . Êle deu aos velhos
Facilmente combinava Deuteronômio 6:5 mandamentos novos significados, cen­
com Levítico 19:18, para responder à trando atenção nas profundas interpre­
pergunta: “ Qual é o maior mandamen­ tações espirituais muito mais que na ob
to? servança superficial das letras da lei.
Isto é suficiente da preparação de 2. Diferenças individuais: adatou a
Jesus. instrução às capacidades e às necessi­
dades da ocasião. Falando do divórcio
Objetivos
uma vez disse: “ Todos Os homens não
Jesus não deixa nenhuma dúvida que podem receber estas palavras. Numa ou­
o tema de seus ensinos é O Reino de tra ocasião observou concienciosamente:
Deus. Nem usa êle apenas uma apro­ Tenho muitas coisas a dizer-vos mas
ximação; mas três: não podeis suportá-las agora.
O Reino de Deus está no meio de vós. Lucas 19:1-8 dá-nos a história dum
O reino de Deus será estabelecido na pequeno homem chamado Zaqueus, um
terra quando, fo r feita a vossa von­ coletor de taxas. Jesus convidou-se a fi­
tade, assim na terra, como no céu. car com Zaqueus por chamá-lo onde
O reino de Deus é para receber os achara um conveniente ponto de obser
dignos, e foi preparado antes de serem vancia numa árvore. H oje, permaneço,
lançadas as fundações do mundo. contigo. Seria interessante saber exata­
Quando falhava uma aproximação êle mente como apresentou Jesus o seu
tentava outra. tema, fazendo Zaqueus a declarar: Ora,
Os seus objetivos tornaram-se mais metade de meus bens vou dar aos po­
claros quando começou seu trabalho: bres e si em alguma coisa defraudei a
através dos estudos das escrituras re­ alguém, lh’ o restituir ei quadruplicado.

— 13 —
3. Psicologicamente lógico: Jesus usa 4. Êle usa a aproximação variada.
símbolos lingüísticos que são compreen­ Com a mesma facilidade Jesus usa
síveis: Uma galinha e pintos — não Provérbios: O homem que pôs sua
ajunteis para vós tesouros na terra — mão no arado” e “ vinho novo em odres
ovelhas perdidas, moeda perdida— semen­ velhos.
tes e o semeador — grão de mostarda Paradoxos: Bem-aventurados os man­
— fermento — rêdes — casa sôbre a sos, porque êles herdarão a terra.
areia e sôbre a rocha — lírios — vir­ Exagerism o: Pois, mais fácial é pas­
gens, sábias e tolas — credores — sal sar um camelo pelo fundo de uma agu­
— festas de casamento — tesouros en­ lha, do que entrar um rico no reino de
terrados. Deus. (Lucas 18:25.)
Jesus desafia-os a verdes com vossos 5. Êle usa o humor.
olhos; ouvirdes cora vossos ouvidos; e Sem dúvida os seus ouvidores riram
estenderdes com vossos corações e ser- quando fez delicadamente as seguintes
des convertidos. (M at 13:13-15). Sen­ referências irônicas às pessoas que to­
tidos, intelecto, e inspiração — tudo em dos conheciam tão bem : Aqueles ju s­
harmonia. tos que não necessitam de arrependim
ento. (Lucas 1 5 :7 ); e os que com con­
Métodos de ensinar
fiança escolhem os primeiros lugares a
Jesus mostra-nos como usar os melho­ uma festa, e depois são pedidos a ocupar
res métodos e técnicas de ensino. um lugar inferior. (Lucas 14:7-14.)
1. Êle ataca os problemas reais. 6. Êle não se desanima pela falta de
Quando os seus discípulos se queixa­ apreciação.
vam entre si, próprios a respeito de Salientes em Jesus são as qualidades
quem seria o maior no Reino, ensinou de brandura, varonilidade, doçura, ter­
que “ Aquele que se humilha a si mesmo nura, perdão. Mas ficou firm e em ju s­
como uma criança será o candidato tiça e para os princípios.
aprovado para possuir a cidadania do Quando os mensageiros informaram-
Reino. lhe que Herodes procurava tirar-lhe a
“ Quem é meu próxim o? Desta pergun­ vida, e O mataria se não partisse de
ta surgiu a inesquecível história do bom Peréa, Êle anunciou acridamente: Ide di­
Samaritano. zer a esse Raposo que hoje e amanhã ex­
E nós todos relembramo-nos da lição pulso os demônios e faço curas, e no
dada pela pergunta: Quantas vezes per­ terceiro dia serei consumado. (Lucas
doarei eu? 13:32.)
2. Era habil em responder de ime­
Avaliação
diato .
Relembramo-nos de dois incidentes: E ’ coisa emocionante contemplar o po­
Primeiro, a conversa d’Êle com a mulher der do Mestre — poder para transfor­
Samaritana à quem pediu um pouco de mar a vida do povo.
água. (João 4 :6 -3 0 ). E segundo, a sua O mestre preparado é : absorvido na
resposta ao desafio, E ’ lícito pagar tri­ sua tarefa; atento ao povo, e a obra
buto a César? de edificar atitude salutar (ela é mais
3. Êle usa argumentos desafiantes. facilmente apanhada do que ensinada);
Mesma a mais fraca imaginação fi­ avaliador cuidadoso do motivo, do inten­
caria impressionada com a história do to e dos objetivos alcançados.
publicano e o pecador, quando entraram Possivelmente dia virá quando as esco­
no templo para o ra r. las seculares de treinamento dos mestres
Jesus desperta a atenção; estimula o não esquecerão de dar sua atenção a
pensamento; impressiona a memória; Jesus como o Mestre dos mestres, justa­
eleva ao mais alto da espiritualidade. mente como nas classes do treinamento

— 14 —
dos mestres da Escola Dominical, Êle suais, instrumentos de aprendizagem, e
é nosso exemplo e modêlo. técnicas de ensino.
Conclusão Bater, vigorosamente: ao êrro, à in­
diferença, ao mal e edificar agressiva­
Precisa você de ajuda para se tornar
mente para a vida bôa.
A Força da Escola Dominical — O Mes­
Que o Senhor abênçoe os trabalhos de
tre Preparado?
vós, os mestres; pois, vós sois, “ a força
Pedir, em humildade: “ o que devo eu da Escola Dominical.”
fazer agora?” •

Buscar, ardentemente: auxílios vi­ Trad. por C. Elmo Turner.

P R I M Á R I A
QUANTO CUSTOU UMA BOLA
por Daisy W right Field

Ralph Wheeler era apenas um men qualquer maneira não há nada que im­
sageirinho, empregado no escritório dum porta.”
advogado rico. Um mal dia, ao espanar Todavia êle saiu do escritório com
a escrivaninha do seu mestre, descobriu um ar de condenado, diferente do que a
uma moeda de 2 cruzeiros meia-escondi livre e leve maneira usual, e entrou na
da sob o canto dum grande livro de di­ loja de brinquedos na esquina, onde ha­
reito, encadernado de couro. Hesitou um via certas bolas de borracha muito bem
minuto, pegou a moeda, tornou-a por no feitas por apenas Cr$ 2,00. Presente­
lugar, e continuou a espanar. Mas a mente êle saiu da loja com uma nas mãos
tentação era muito fo r te . Quando se revolvendo-a e a admirando enquanto
aprontou para sair do escritório, êle dei­ andava na rua apertada de gente.
xou cair a moeda no bolso, tentando si­ “ Essa é uma linda bola que você tem
lenciar a voz de consciência com o pen­ aí.”
samento que não se podia saber a quem Ralph saltou como se tivesse sido ba­
pertencia, porque o mestre recebia tan­ tido. Era a voz bondosa e simpatêtica
tos freguêses na escrivaninha durante de seu patrão, mas pela primeira vez na
o dia. história da sua amizade, Ralph não pôde
“ Ninguém sentirá falta duma moeda encontrar os olhos bondosos e morenos.
tão pequenina” , pensou êle, “ que real­ ■“ S-Sim, senhor” , êle gaguejou, e se
mente não vale a pena devolve-la. De apressou para ir embora quando seu

— 15 —
mestre acrescentou a pergunta, ‘'Quan­ “ Muito mais do que você jamais pode­
to pagou pela bola?” ria pagar, e por isso eu resolvi o assun­
“ Doi-Dois cruzeiros, senhor” , hesitou to. Mas daqui em diante, mestre Ralph,
o envergonhado menino e logo correu da deixe que seus esportes sejam um pou­
presença de seu espantado amigo. co menos caro.”
Havia um lugar vazio em baixo do “ Ora, não, não posso permitir que o
escritório do mestre, onde os meninos senhor pague; não posso, não posso” , ex­
jogavam diversos esportes, e aí Ralph clamou Ralph, dominado por remorso e
passou a próxima meia hora, e não mui­ vergonha.
to feliz, pois Ralph nunca tinha feito
qualquer coisa antes que pesasse tanto “ O senhor tem que me deixar pagar,
sôbre sua mente. Primeiro, achou que o senhor tem que — ou e u .
a bola tinha custado muito barato, por­ Então, de repente o miserável segre­
que na verdade era muito boa, mas iria do tornou-se muito grande para o seu
ser o brinquedo mais caro que jamais guarda, e saiu à luz do dia. Era mara­
conhecera. Pois que tinha vendido o seu vilhoso, a que proporções medonhas pa­
estrito senso de honestidade pela bola e recia ter crescido em constrangimento
isto não era pouca coisa. — a história daquele pequeno roubo que
êle primeiramente pensara não ser nada
Repentinamente, a bola subiu muito
de importante.
e mudando de direção, inesperadamente,
entrou e espatifou uma janela do escri­ O seu ouvidor parecia triste em vez
tório próximo ao do seu mestre. Po­ de espantado. Ralph pensou ser despedi­
bre Ralph saiu dalí com o coração pe­ do, peremptóriamente. Mas este homem
sado, pois bem sabia a natureza do ran­ usou métodos estranhos para efetuar a
coroso homem que ocupava o aparta­ sua vontade.
mento, e que teria de pagar pelos estra­
gos o qual tomaria o seu magro salário Tirou uma chave das muitas que êle
duma semana, pelo menos. tinha no bolso do seu colete e abriu uma
gaveta na qual havia uma quantidade
Quando entrou no escritório do seu de moedas soltas.
mestre na manhã seguinte, esse virou
com leve sinal de amolação, e entregou “ Eu vou fazê-lo o guarda desta gave­
a bola perdida. ta” , disse a Ralph, pondo a chave em um
outro chaveiro, o qual deu ao menino.
“ O velho Sr. Seeley informou-me que "N ela se guarda o dinheiro para as des­
você quebrou a sua janela ontem de tar­ pesas pequenas do escritório. A s vezes,
de” , êle anunciou. em minha ausência entregam-se livros e
papelaria que tem que se pagar no mo­
“ Eu-Eu quebrei, sim senhor” , admitiu
mento e você encontrará aí o dinheiro
Ralph.
para tôdas as contas.
“ Com certeza insistiu no pagamento
completo das despesas. Parece que a Ralph não podia achar palavras para
bola golpeou um tinteiro e ruinou um exprimir sua gratidão. Mas quando si­
tapete valioso.” lenciosamente deitou sua magrinha mão
ao alcance do seu mestre, aquele sabia
“ Quanto é que custará, senhor?” per­ que êle seria digno de confiança.
guntou Ralph tremendo e agora muito
pálido. Trad. por C. Elmo Turner

— 16 —
SOCIEDADE DE SOCORRO
SAUDAÇÕES A TODOS, DA
SOCIEDADE DE SOCORRO!
por Diania Rex

Quando a primeira cópia da Gaivota


vai ser impressa, sentimos que nós tam­
bém devemos ter um artigo para enviar Êle deu ainda as seguintes instruções:
o nosso amor e amizade a todos os mem­ Esta sociedade caridosa está de acor­
bros de nossa maravilhosa e bela reli­ do com a natureza das mulheres, pois é
gião. As mulheres de nossa Igreja sem­ natural para elas terem sentimentos de
pre representaram uma parte muito im­ caridade. Vocês estão agora colocadas
portante em tôdas as atividades, e tem numa situação onde podem agir de acor­
havido muitas vezes quando sem a aju­ do com as simpatias que Deus plantou
da, o amor, caridade e fé de nossas mu­ em seus corações. Si viverem para esses
lheres o trabalho da nossa Igreja teria princípios, quão grande e glorioso será!
fracassado. Si viverem, para esses privilégios os an­
Damos graças a Deus por ter sido per­ jos não poderão ser impedidos de se­
mitido a nossa vinda a esta terra para rem seus associados. E sta sociedade não
criarmos famílias, fazermos lares, para é só para socorrer os pobres mas para
os nossos esposos no sacerdócio, e seus salvar almas. Deixem seus trabalhos se­
filhos. Damos graças a Deus pelo rem limitados àqueles que se acham ao
evangelho e oramos todos os dias para seu redor em seu próprrio círculo. Vo­
que tenhamos força e coragem, e, mais cês deviam estar sempre armadas de
importante de tudo. fé, para levarmos misericórdia. Si quizerem que Deus te­
avante as nossas obrigações e vivermos nha misericórdia por vocês, tenham mi­
mais chegados ao nosso Pai nos céus. sericórdia pelos outros. Sejam puras
A primeira Presidente da Sociedade de coração. Por união de sentimentos
de Socorro disse o seguinte a respeito obteremos poder de Deus.
dos objetivos desta organização: Eu oro para que possamos viver em
Procurai e socorrei os desgraçados... paz, amor e amizade, que possamos vi­
que os membros deviam ter a ambição ver em caridade um com os outros, que
de fazer o b e m ... que os membros de­ possamos tentar compreender os pro­
viam repartir francamente uns com os blemas de todos e prestar mutuamente
outros, vigiar a moral e serem muito qualquer assistência possível quando ne­
cuidadosos com o seu caráter e a sua cessária. Eu rogo com todos para vi­
reputação. vemos em felicidade. Não procure fa l­
O profeta José Smith disse o se­ tas em seus semelhantes e, especialmen­
guinte concernente à nossa grande or­ te, nos membros da sua e nossa Igreja.
ganização : Somos poucos aqui no Brasil, e precisa­
A s mulheres que trabalham na So­ mos uns dos outros. Necessitamos co­
ciedade de Socorro devem ser devotadas operação. Sem amizade, amor e bonda­
à Igreja — devem viver os ensinamen­ de não podemos p rogredir'e fazer cres­
tos e honrar o santo sacerdócio da mes­ cer a nossa Igreja . Como irmãos e ir­
ma. Nós devemos estar preparados para mãs, trabalhemos e vivamos em paz e
ambas as coisas: Aprender o Evange­ amor.
lho e vivê-lo. Trad. por A lfredo Lima Vaz.

— 17 —
SACERDÓCIO
2 de Maio de 1946 à autoridade que está presidindo, os que
o oficiam podem passa-lo consecutivamen­
Aos Presidentes das Estacas e te aos membros da Igreja que estiverem
Bispos dos Ramos sentados no púlpito e na audiência.
Queridos Irmãos, Foi também determinação do conselho
recomendar à Superintendência e ao Co­
Informações recebidas no escritório da
mitê Geral da União das Escolas Do­
Primeira Presidência revelaram o fato
minicais do Deseret que as escolas do­
de que existem divergências de opiniões
minicais do lugar sejam informadas de
e diferentes práticas entre os oficiais dos
que o significado da repartição do sacra­
ramos com respeito à espécie de música
mento será realçado si não houver músi­
e qual delas deveria ser usada durante a
ca naquele período. Indubitavelmente,
administração do sacramento.
existirão os que reclamarão dizendo que
Esta questão foi recentemente apre­
a música suave é apropriada e contribue
sentada à Primeira Presidência e aos
para melhor ordem; mas uma cuidado­
Doze, que aprovaram unanimemente a
sa consideração da instituição e do pro­
recomendação de que a condição ideal é
pósito do sacramento trará à conclusão
ter absoluto silêncio durante a passa­
que nada que distraia o pensamento do
gem do sacramento, e que são desacon
comungante, dos convênios que êle ou
selhaveis os solos vocais, duetos, grupos
ela estejam fazendo não estará de acor­
de vozes, ou música instrumental du­
do com a condição ideal que deveria exis­
rante a administração dessa sagrada or­
tir sempre que esta ordenança sagrada
denança. Não há objeção em haver
e comemorativa seja administrada aos
música apropriada durante a prepara­
membros da Igreja.
ção dos emblemas sacramentais mas de­
Reverência a Deus e às coisas sagra­
pois que a oração seja oferecida, perfei­
das é fundamental na religião pura.
to silêncio deverá prevalecer até que o
Deixemos que cada rapaz ou moça, cada
pão e a água tenham sido repartidos
homem ou mulher na Igreja, manifeste
entre todos os congregados.
esse princípio por manter perfeita or­
E ’ sugerido, além disso, e de acordo
dem na sua comunhão sempre e em qual­
unanime, que o sacramento seja dado
quer lugar onde seja administrado o
primeiro à autoridade presente à reu­
sacramento.
nião. Este poderá ser o bispo, talvez
Sinceramente seus,
um da presidência da paróquia, ou um
George A lbert Smith
dos visitantes das Autoridades Gerais.
J. Reuben Clarli, F .°
E ’ o dever do sacerdote oficiante, de­
David O. M cKay
terminar quem é no momento a autori­
(Prim eira Presidência)
dade que preside, assim sendo, mesmo
que não haja administração do sacra­ Sejamos fiéis a estas recomendações
mento, os membros oficiantes do Sacer­ para que se melhorem cada vez todos os
dócio Aarónico terão uma lição de di ramos da Missão e que todos os ramos
ciplina na Igreja. sejam uniformes na administração des­
Quando o sacramento é dado primeiro ta ordenança sagrada.

— 18 —
A Conciência Acusadora
por Richard L. Evans

Muitas vezes vemos homens de tes influências que retardam os ho­


muita promessa que avançam muito mens em alcançar completa eficiência
na vida e então aparentemente falham são as que involvem a conciência.
em cumprir a sua promessa. Muitas Os homens muitas vezes tem apren­
vezes vemos homens, os quais, por to­ dido a viver mais ou menos conten­
das as indicações exteriores, parecem tes com doenças físicas ou em condi­
ter muitas das qualidades que produ­ ções desvantajosas; muitos tem apren­
zem felicidade, incentivo e propósito, dido a ser filósofos mesmo com a in­
mas, todavia, caem em desalento, in­ fidelidade dos amigos, muitos tem se
quietação e até em profundo, desesp reconciliado com o pesar que a perda
êro. Alguma coisa acontece, a causa dos amados traz. Mas ninguém pode
a qual não é sempre aparente ao viver em paz com uma conciência
observador casual, mas os resultados acusadora. A inquietação que vem
retardados estão claramente aparentes. com a acusação íntima ou com o som­
É claro que há muitas razões possiveis brio receio da desgraça iminente cor­
porque os homens falham em cumprir ta mais cruelmente do que o fracasso
a completa promessa de seus poderes físico ou outros pesares que nos suce­
e possibilidades. Para alguns é a má dam. Com a conciência livre um
saúde; para alguns é a discriminação homem pode enfrentar qualquer acusa­
feita pelos outros; para alguns é a p o­ dor ou combinação de acusadores,
sição imprópria, sendo forçado pelas ainda incluindo a hostilidade da opi­
circunstâncias a trabalhar muito tem­ nião pública. Mas sem conciência
po num serviço ao qual não esteja livre ele não pode enfrentar nem a si
adatado; para alguns é muito cedo pa­ mesmo nem os amigos. Talvez o pre­
ra tanta responsabilidade, uma carga ç o de tal paz seja caro, mas sempre
demais pesada e que quebra a costa é muito bom negócio, pois teremos que
ou o espírito, antes que tenha sido possui-la para alcançar completa e fi­
preparado para tal esforço; para alguns ciência e felicidade nesta vida. P er­
é a desventura de perder amados; pa­ tence àqueles que tenham ganhado o
ra alguns é a infidelidade de amigos. direito para viver livre de receio de
E muitas mais razões poderiam ser acusação exterior ou interior.
mencionadas. Mas entre as frequen-
Trad. por C. Elmo Turner

Enfrentamos Incerteza
por Richard L. Evans

Com u m outro novo ano que logo na mais em nossas mentes é a sua in­
se tornará uma parte da realidade das certeza — todos os seus acontecimen­
nossas vidas, contemplamos outra vez tos desconhecidos. Algumas vezes pen­
as coisas que pertencem ao imutável samos que si apenas soubéssemos, p o­
passado, e as coisas que ainda hão de deríamos suportar tudo — mas essa
surgir. E enquanto que olhamos ao não. é a maneira desta vida. Depois
prospecto do ano que fica em nossa de nos fortificarm os à nossa melhor
frente, talvez a coisa que se impressio- habilidade e de acordo com o melhor

— 19 —
conhecimento que possuímos, temos imortal ainda há apenas um grupo de
que aceitar o que vier — sem saber­ regras para seguir. Regulações cor­
m os. rentes podem mudar; os hábitos exte­
Mas os anos novos sempre tem guar­ riores de nossas vidas podem ser m o­
dado os seus próprios segredos e não dificados, se fôr necessário; mas em
se importa que o mundo espere que paz ou em guerra, em casa ou fora,
o ano novo lhe dê, há alguma finali­ não deitemos perder a vista dos últi­
dade no pensamento, e talvez algum mos objetivos, nem os princípios, nem
conforto também, que sempre ho uve a as padrões, nem as crenças, nem as
incerteza. Neste respeito o ano novo ideais, e nenhuma benevolência da v i­
não é diferente dos outros. No ano da. Podemos passar pelo fogo, mas
passado haviam incertezas, também, e fazendo assim, não devemos nos fazer
não gostávamos do prospecto, mas te­ com o espuma.
mos comportado o ano, com muitas E assim, com o temos suportado os
compensações para aliviar o quadro ano s que se passaram e achado que a
sem atrativos. vida é bôa apesar de todas as coisas
E agora, outra vez, com o sempre, não desejadas, também podemos supor­
enfrentamos a incerteza — mas só a tar os anos vindouros, até o tem po que
incerteza em que se concernem os nos fôr dado, até que sejamos chama­
acontecimentos correntes, além dos dos outra vez àquele lar donde v ie
quais ficam certezas fundamentais e mo s, onde os anos não mais se con­
imutáveis; e as circunstâncias dum dia tam e onde a varredoura de tempo
não devem ser permitidas a confun­ mede-se somente pela eternidade da
dir os fundamentos que regem nossas imortalidade.
vidas. Na longa vista do homem Trad. por C. Elmo Turner

Evidências e Reconciliações
(do ERA, Janeiro de 1943)
Por João A. W idtsoe

LXI — O Que é a verdade ?


A verdade é o objetivo desejado de ter sido um apêlo sincero para a de­
toda ação humana racional. Ciência e finição de Jesus; mas provavelmente
religião edificam - se na verdade. Jesus, fo i uma exclam ação zombeteira ou de
o Cristo, francamente declarou a P i- dúvida, com o si dissesse, "Ninguém
latos que, “ Eu para isso nasci e para sabe o que é a verdade!”
isso vim a/o mundo, afim de dar tes­ Uma definição muito simples mas
temunho da verdade” . (João 18:3 7 ). compreensivel ocorre numa revelação
O significado de uma palavra co ao profeta José Smith. “ A verdade é
mumente usada deve ser corretamente o conhecim ento das coisas com o são,
compreendido. Todavia, a verdade, e como eram, e como serão” (D. & C.
posta à especulação filosófica, frequen­ 93:24) — isto é, a verdade é sinônimo
temente tem se dado significados di­ do conhecimento exato ou produto
versos, ou esquecido nas escuras nu­ desse mesmo conhecimento.
vens de abstração. Não se pode achar a verdade sem
Pilatos mesmo pareceu confundido. conhecimento. A verdade é revelada
Sua resposta à declaração do Senhor pelo conhecimento; e o conhecimento
foi, “ Que é a verdade?” Esse podia é ganho pelo homem através dos vá­

— 20 —
rios sentidos, esclarecidos por outros lógico. O homem e o universo exter­
auxilios que obtenha. Isto é, os fatos no não podem estreitarem-se dentro
de observação, no mundo visivel ou do s limites do materialismo. Portanto,
invisível, conduzem à verdade; e a o homem, em busca da verdade, pode
verdade tem que se conformar à e x ­ chegar à fonte da vida, assim como a
periência humana. Ao pesquizador do pedra imóvel; o eterno passado como
conhecimento, a verdade constante­ também o eterno futuro; o Senhor dos
mente revela-se. céus, tanto com o o mais humilde de
Numa de suas diversas definições, o Suas criaturas; o mundo espiritual
dicionário concorda bem com a do como o material.
Profeta: “ A verdade conforma com o É claro que na busca da verdade
fato ou com a realidade; concordância torna-se evidente que há divisões de
exata daquilo que é, era ou será” . Esta conhecimento. Uma pertence somente
definição também exprime o pensa­ aos fatos; outra ao uso dos fatos para
mento que a verdade vem do conhe­ o bem ou o mal; ainda outra, aos que
cimento. crêm em Deus, com a conformidade
das exposições ou ações •às leis d ivi­
Isto lança no indivíduo o fardo de
nas.
descobrir a verdade. Quando obtem
Num mundo de criaturas vivas, o
conhecimento em qualquer campo, ga­
conhecimento que ajuda ao homem é
nha verdade. Porém, o conhecimento
da maior importância e do maior va­
tem que ser correto ou não conduz à
lor. Realmente, o conhecimento tem
verdade.
somente valor quando ajuda ao ho­
Tem se falado e escrito infinitamen­ mem em sua jornada progressiva. As
te sobre a verdade. Deve ser admiti­
verdades de religião ficam dentro des­
do agora, e sem reservas, que o ho­ ta elocução e ali a importância da re­
mem mortal, enquanto adquire conhe­ ligião torna-se evidente. Apenas obter
cimento pelos sentidos imperfeitos — a verdade sem respeito ao bem-estar
seus únicos meios a chegar à verdade
do homem, denota uma vida vazia.
— tem que ficar contente, em muitos Ou, adquirir a verdade para prejudi­
campos de esforço, com verdade par­ car o homem, faz do tal pesquizador
cial. Os olhos do homem, contemplan­ da verdade um demônio. Somente os
do os céus, obtem algum conhecimento que tentam achar o uso da verdade
do universo; adquirem ainda mais com para o melhoramento do homem, são
o auxílio do telescópio e do espectros aceitos pesquizadores da verdade.
cópio; mas completo conhecimento do No sentido mais nobre, a verdade é
céu estrelado fica ainda longe do alcan­ conhecimento obtido e usado para o
ce do homem. Contudo, o conhecimento bem-estar da humanidade.
ganho pelo olho nú, ou com o auxilio A verdade é a mais preciosa pos­
de instrumentos, revela a verdade — sessão do homem. A luz acompanha
parcial mas nobre verdade, digno de sempre essa verdade. Ele que conhe­
ficar ao lado de toda a outra verda­ ce essa luz caminhará inteligentemen­
de. Com o decorrer do tempo o ho­ te e em segurança (D. & C. 93:29,36.)
mem — pesquizador de conhecimen­
Ali, também, é prova à verdade (D.
to e amante da verdade, — sempre & C. 50:23,24.)
aproximará à plenitude da verdade.
* * *
Já foi tentado limitar ao mundo ma­
terial a busca do homem à verdade. " E ’ preciso saber calar, tanto quanto
Isto implica que não haja outro uni­ saber fa la r . Tu te arrependerás rara­
verso, ou que o homem seja incapaz mente de haver falado pouco; frequent
de explorar o domínio espiritual. A m ­ emente, de haver falado demais.”
bas alternativas são inaceitáveis ao — La Bruyére.

— 21 —
“ O Rumo dos Ramos ”
Este cantinho da Gaivota é reservado começar a mútuo e outras reuniões em
às informações e notícias dos ramos da português.
Missão e seus missionários. Este mês
apresentamos todos os ramos e os mis­ Ribeirão Preto
sionários que neles trabalham. Já sa­
* Elder Grant C. Tucker
bemos que muitos dos membros estão
Elder Sanford S. Walker
pensando a respeito de alguns Elders
e esta é a oportunidade informarem-se Este é um ramo reaberto mas es­
deles e apanhar as novidades dos ramos tes missionários aplicados estão cons­
da Missão. truindo uma base firm e alí e lhes dize­
Estamos contentes em noticiar que to­ mos: Bôa sorte. Eles também procuram
dos os missionários estão bem e alegres. sala. Não há membros lá ainda.
Elder Rubens e Elder Fowles recente­
mente foram operados de apêndice, e Piracicaba
após rápida convalescença acham-se no­
vamente fortes. * Elder Jay R. Fowles
Elder Rubens Pellegrini foi desobriga­ Elder Harry Maxwell
do da sua missão em Dezembro. Cum­ Elder Fowles já voltou a trabalhar
priu uma missão de um ano e trabalhou depois da sua operação e por isso o tra­
em diversos ramos. Os membros e mis­ balho estava restringido mas daqui em
sionários aprenderam a amá-lo e apre­ diante, aguarde Piracicaba. Ambos deles
ciar seu caráter maravilhoso. Êle reali­ possuem vozes lindas e atrairão muita
zou um trabalho formidável e nós todos atenção nesse particular.
vamos sentir muito a sua falta. Unimo-
nos em lhe exprimir a nossa profunda Campinas
gratidão pelo serviço dele e sabemos
que continuará ativo na Igreja. Que * Elder Wayne M. Beck e sua espôsa
Deus o abençoe! / Irmã Evelyn M. Beck, e a família deles
Os missionários se encontram longe e § Elder Arnold E. Maas
dispersados agora porque o trabalho Elder Joseph William Lewis
cresce e novos ramos foram abertos há
Sendo que Elder Beck, o primeiro con­
pouco tempo. Começemos ao norte do
selheiro do Presidente Rex, é o responsá­
país e desçamos:
vel em Campinas e com estes outros mis­
sionários sabemos que Campinas está
Rio de Janeiro
“ O. K.” . Este talvez seja o mais vivo
ramo da missão. Dois missionários bra­
* Elder Wallace Lynn Pinegar
sileiros. desobrigados, Elder Alfredo e
Elder Blaine Orson Tew
Elder Remo, apoiam a organização e
um corpo de jovens membros ativos au­
Há dois gigantes agora no Rio e eles xiliam a fazer este ramo um dos melho­
estão fazendo um gigante serviço lá.
res.
Quasi todos os membros são Americanos
e os que não são Americanos falam in­ São Paulo (D istrito)
glês, de sorte que a reunião de domingo
(Centro)
se fala em inglês. Esta reunião reali
za-se nas casas dos membros; um domin­ * Elder Warren J. Wilson
go aqui, outro alí etc. Mas os missio­ Elder Jesse L . McCulley
nários procuram sala e esperam logo Elder W alter J. Boehm

— 22 —
Estes irmãos estão desempenhando bem zação da Igreja lá. Isto é devido, e de
o seu trabalho e o maior ramo na mis­ um modo acentuado, ao grupo de apli­
são (em população) está bem cuidado. cados missionários que se encontram lá
Os missionários são aplicados. Já acha­ e também aos membros firm es.
ram outra casa e abriram um novo dis­
trito para distribuir folhetos. As coi­ Ipomeia (? )
sas estão progredindo. A média de fre ­ * Elder Dale S. Bailey
quência às reuniões sacramentais é cer­ Elder Floyd A. Johnson
ca de 50 pessoas.
Muitas pessoas imaginam onde fica
Santo Amaro (Ram o) "Ipom eia” — e poucas realmente sa­
bem. Algumas pessoas contam que é “ No
§ Elder John A . Alius fim do mundo.” Mas onde quer que seja
Elder Dean Clark estes irmãos podem lhe dizer. Sabe-se
Encontra-se funcionando aqui um que fic a lá no interior do Estado de San­
ramo muito bom com Escola Dominical, ta Catarina e é- quasi isolada. Porém,
Mútuo, Sociedade de Socorro e tudo. há alguns membros lá, quasi todos ale­
Esse é um progresso real e eles mere­ mães, e são fiéis. Estes Elders estão fa ­
cem congratulações de coração! zendo um trabalho esplêndido, não só
de dirigirem as atividades da Igreja
mas também de ensinarem uma escola
Santo André (Ram o)
da Igreja . Os membros possuem uma
§ Elder Cecil J . Baron Igreja própria e há uma boa organiza­
Elder Raymond Maxwell ção funcionando lá.

Eles procuram sala, mas até agora en­ Joinville


contram muitas dificuldades. Eles são
ótimos missionários e desejamos-lhes su­ * Elder Thayle Nielsen e sua espôsa
cesso ! / Irmã René Johnson Nielsen
§ Elder Walter T. Wilson
Santoe Elder Kent B. Tyler

* Elder Bynon D . Thomas Como o outro conselheiro do Presiden­


Elder Lavern E. Smith te Rex, Elder Thayle Nielsen é respon­
sável pela Igreja em Joinville, e o tra­
Mais um ramo, e quasi novo, está ten­ balho é bem cuidado. Corre boato que
do suas dificuldades. Os irmãos tentam um jeep foi encomendado para Joinvil­
localizar uma sala e rodearem-se de um le! Será! Joinville está progredindo
núcleo de pessoas interessadas e boas a bem!
fim de conseguirem uma organização
definida. Porto A legre

Curitiba * Elder George H. Bowles


Elder John B. Hilton
* Elder Franklin Ross Jensen § Elder Milton R. Bloomquist
Elder Weldon B. Jolley Elder Merrill Worsley
§ Elder Mareei Nielson
Elder Joseph M. Heath Porto Alegre é o lugar mais ao sul
do Brasil que tem missionários e, talvez
Elder Robert F. Gibson
tenha o tempo mais frio (São Paulo de­
Cada um que já esteve em Curitiba, safia isso) na Missão mas tem um ramo
diz que é uma cidade bonita. Cada um bem quente para contrabalançar e tem
diz também que existe uma bôa organi­ Elders bem esquentados que estão fa ­
— 28 —
zendo um grande serviço para derreter A missão funcionava com eficiência
o gêlo de indiferença. antes desta mudança e agora espera­
mos que opere ainda melhor.
Novo Hamburgo
* * *
§ Elder Richard K. Sellers
Elder Harries A. Lloyd * Presidente do Distrito
§ Companheiro Senior
Talvez seja um ramo pequeno mas os / C hefe da Casa
esforços destes missionários são gran­
des e a autoridade deles é grande e en­ * * *

viamos os desejos que o seu sucesso


Porto Alegre —
seja grande também.
Realizou-se no dia 27 de Dezembro de
No Escritório da Missão 1947, o enlace matrimonial do jovem
p ar: João Torgan e W ilma B ing. Os
(Casa da Missão)
festejos transcorreram cheios de acon­
tecimentos. As 9,00 horas, João e Wilma
Elder Donald F. Gold — Secretário da
foram casados pelas autoridades civis,
Missão
e logo após foi oferecido em casa da
Elder Joseph R. Smith — Guarda-livros noiva, um lauto almoço, ao qual foram
da Missão convidadas as testemunhas, o Presiden­
te Rex com os missionários deste dis­
Elder Jack A. Bowen — Diretor dos trito e os parentes mais próximos de
Auxiliares ambas as partes.
A s 17,00 horas, o Presidente Rex rea­
Elder C. Elmo Turner — Editor da
lizou o casamento religioso, na Igreja
“ Gaivota”
sito à Rua Santos Dumont, o qual foi
Elder Robert F . Pool — verdadeiramente maravilhoso e senti­
mental .
Estes estão fornecendo os materiais, Os festejos foram celebrados na So­
as informações, as lições e outras coi­ ciedade Gandoleiros, para onde se diri­
sas necessárias para o trabalho normal giram todos os convidados após às 19,00
da missão. Há bastante trabalho nos horas, na mesma foram servidos bolos,
escritórios e estes irmãos estão fazendo doces, sandwiches, bebidas refrigerantes
a sua parte. e outras iguarias deliciosas. Os festejos
transcorreram com música, baile e ale­
Presidência da Missão gria geral.
Olga C. Bing
Há pouco tempo que a primeira Pre­
* * *
sidência da Igreja pediu que os Presi­
dentes de tôdas as missões formassem “ A natureza deu-nos um só órgão para
“ Presidência da Missão” . Em concordân­ fa la r; a língua, dois, porém para ouvir;
cia ao pedido, Presidente Rex escolheu os ouvidos. E ’ preciso, pois, mais ouvir
os seguintes Elders como conselheiros, e do que falar.”
agora a Presidência da Missão Brasi­ ...N a b i e Niffendi.
leira é :
* * *

Presidente: Harold M . Rex “ Aquele que deu, cale-se; e o que re­


1.° Conselheiro: Wayne M. Beck cebeu, fale.”
2.° Conselheiro: Thayle H. Nielsen . . .Máxima Hespanhola.
Você Sabia Que...?
1. São Salvador da Bahia, fundado com a maior capacidade de população
em 1549, foi a primeira capital do Bra­ no mundo, tendo dentro de seus limites
sil — e a primeira capital nas Américas? territoriais tôda a terra, e outros fato­
2. A costa do Brasil tem mais do que res indispensáveis para acomodar . . .
6400 quilômetros e, portanto, é mais lon­ 900.000.000 pessoas (depois do Brasil é
ga que a do Pacífico e Atlântico dos os E . E . U . U . com capacidade de . . .
E .E .U .U .? 500.000.000; a China, com 475.000.000; a
3. A Independência em 1822 e a Re­ índia com 400.000,000; a Rússia com
pública, proclamada em 1889, foram con­ 220.000.000)?
seguidos por revoluções mas sem a per­
7. Há 106 ilhas dentro da enseada
da de uma vida?
do Rio de Janeiro?
4. O Rio de Janeiro foi assim cha­
mado porque sua enseada foi descoberta 8. O Brasil nunca tomou parte em
guerras de conquista?
em 1 de Janeiro, 1521 e foi tomada como
um rio e que o nome oficial é Cidade de 9. O Rio Amazonas tem 180 milhas
São Sebastião do Rio de Janeiro? (288 quilômetros) na sua desembocadu­
5. O território do Brasil é maior do ra?
que o dos E .E .U .U ., sem o alaska? 10. A população dos índios no Bra­
6. Conforme às estimações de auto­ sil avalia-se em 400.000 — menos do que
ridades desinteressadas, o Brasil é o país a centesima parte dos habitantes?

ANEDOTAS
Hoje meu coração palpitou 103.389 SABEDORIA
vezes; meu sangue circulou 269.000.000
— Mas filhinho, como é que adian­
quilometros; respirei 23.040 vezes;
ta íão pouco em teus estudos? Eu, à
inhalei 48 metros cúbicos de ar; comi
tua idade, já lia rapidamente.
um quilo e meio de comida; bebi um
— V ê-se que você teve melhor mes­
litro e um quarto de líquido; transpi­
tre do que e u . ..
rei 3/4 litros; deixei sair 35 centígra­
dos de calor e produzi 450 toneladas
DIMINUTO
de energia. Falei 4.800 palavras;
movi 750 músculos maiores; minhas Um negrinho estava passando mui­
unhas cresceram 0,00115 m .m .; meus to trabalho tratando de comer um
cabelos cresceram 0,4285 m .m .; exer­ enorme melão.
citei 7.000.000 células dos miolos. “ Demaisiado melão, não é m enino?”
Estcu cansado. . . — disse-lhe um homem.
Bob Hope “ Não senhor, mui pouco negrinho.” !
DOIS MESTRES
Uma das mais conhecidas passagens os inimigos do Senhor, conforme acre­
na Bíblia é aquela em que disse o Se­ ditava êle. Em vez de indicar aberta­
nhor: '‘ Ninguém pode servir a dois se­ mente ao Senhor, Judas empregou a
nhores; pois ou há de aborrecer a um traição. Empregou o beijo para parecer
e amar ao outro, ou há de unir-se a <;omo devoto ao Senhor, ao mesmo tem­
um e desprezar ao outro. Não podeis po que era o sinal à turba que aquele
servir a Deus e as riquezas.” que beijara dessa maneira seria o Se­
nhor a quem prenderiam. Dizendo, “ Sal­
Judas Iscariotes havia sido chamado
ve, Mestre” , quis que o Senhor acreditas­
tom os demais dos doze, e havia sido
se que todavia era um dos seus fiéis
man-ilado sair com a mesma instrução
seguidores; não obstante, havia combina­
recebida pelos demais, para curar os
do com os traidores para que este fosse
infermos, levantar os mortos, mesmo de
o sinal de traição. Paltando-Jhe a cora­
lançar demônios. A êle foi dada a mes­
gem para declarar-se inimigo do Senhor
ma promessa de ajuda divina, e lhe foi
ou talvez não desejando fazê-lo, tratou
explicado que seria aborrecido e perse­
guido, mas também lhe foi assegurada a de receber o dinheiro da traição e ao
salvação si perservasse até o fim . mesmo tempo sustentar sua amizade
Mas Judas era um homem que ten­ com Cristo.
tou servir a dois mestres — Deus e Ma- Tais eram os pensamentos dele que
mona. Evidentemente êle desejava con­ traiu ao Senhor. Não obstante, seus
tinuar viajando com o Senhor, e ainda três anos de ensinamentos que não po­
sair a pregar quando era mandado. dia servir a dois mestres; o quis fazer.
Ladrão, um “ amante da bolsa” ; co­ Havendo sido ensinado què “ não podia
biçava o conteúdo valoroso e o queria servir a Deus e a Mamona” , saudando o
vender por dinheiro o que roubara. Êle Senhor, o beijou enquanto apertava em
amava as coisas deste mundo e sem em­ sua mão as trinta peças de prata
bargo se ostentava embaixo da capa
Mui£os são os que nesta vida seguem
de justiça. Enquanto era um ladrão de
o exemplo de Judas, que aman, as coi­
coragem, êle se aderia ao Mestre e aos
sas do mundo, que seguem concupiscên-
Doze.
cias mundanas e depois tentam cobrin-
Em Gethsemane, aquela noite fatal, se com as vestes da espiritualidade.
Judas quis navegar outra vez em baixo
Como disse o Senhor, nenhum homem
das bandeiras. Havia tratado com os
pede servir a Deus e a Mamona T e ­
crucificadores do Senhor. Estava dis­
mos que escolher a quem servir. Nin­
posto a entrega-Lo em suas mãos. Não
guém se engane em pensar que p< de
obstante, aparentemente tinha medo de
servir a dois Senhores. Judas quis e
declarar-se na frente do Mestre. No
fracassou. Náo sigamos seu exemplo.
mesmo ato de traição Judas quis pare­
cer amigo de Jesus, não como um trai­ Do “ Deseret N ew s”
dor. A traição era segredo entre êle e Trad. por C. Elmo Turner