Você está na página 1de 29

Nota do Professor

A passagem da Matemática Elementar para a Matemática Superior é sempre complicada,


tanto para alunos quanto para professores. Por um lado, os alunos queixam-se que o Cálculo é
de difícil compreensão, o que não deixam de ter certa razão. Por outro lado, os professores
queixam-se que os alunos não aprendem Cálculo porque muitos deles chegam mal preparados
para o Nível Superior, o que, também, tem certa razão.
Seria interessante, tanto para professores quanto para alunos, que essa passagem fosse a
menos traumática possível. É, portanto, com o intuito de amenizar um pouco essa transição,
que começaremos nosso curso de Cálculo com uma boa revisão de conceitos e técnicas de
Matemática Elementar, que são bastante utilizados ao longo do curso.
Do ponto de vista do estudante há sempre uma pergunta: como devo proceder para aproveitar
este material como fonte de aprendizado? Não há uma fórmula única, dependendo muito de
cada um: seu jeito de ser, suas filosofias, sua educação, etc. Uma proposta pode ser dada, como
uma orientação geral:
Olhando a matemática como um jogo, você tem de ser um jogador ativo, e nunca um mero
espectador. Por melhor que seja o seu professor, por mais esforço que o autor faça para
ser didático, quem tem de aprender é você, e isto demanda trabalho individual, que inclui:
− Dedicação diária ou quase diária fora da sala de aula, nem que seja de pouca
duração, resolvendo exercícios e lendo a matéria dada e, se possível, se não for
sonhar demais, a que será dada.
− Atenção em sala de aula, procurando absorver ao máximo o ensinamento do seu
professor. Deixe o mínimo de dúvidas para depois. Pergunte, aproveite as chances
de estar ali sentado para saciar sua sede de conhecimentos.
Como dito antes, esta não é uma fórmula, mas uma orientação. Nem todos gostam de
aprender com um instrutor, gostam de trabalhar sozinhos e tirar suas dúvidas específicas em
outro local. Outros conseguem absorver quase tudo o que foi apresentado em sala de aula,
desempenhando satisfatoriamente fora dela. Mas a maioria não se enquadra nem no primeiro
caso, nem no segundo, e é para estes que dirigimos, especialmente essa orientação.
Quanto ao professor, não há, também uma fórmula específica, mas um cuidado muito
especial: respeitar seu aluno. Nem sempre nosso público é o que gostaríamos. O que funciona
com uma turma não funciona com outra. O respeito à realidade que nos é apresentada é
fundamental.
Um material de matemática deve ser acessível e coerente; informativo e formador. A
nada leva a informalidade exagerada, a superficialidade e a informação aproximada,
subestimando a capacidade crítica e criativa do estudante. Banalizar o ensino, em nome da
simplicidade, é tão grave quanto sofisticá-lo em demasia com linguagens e conceitos superiores
à capacidade de assimilação do seu público alvo. A matemática é disciplina instrumental e
prática, tão fundamental para as disciplinas afins como o é para a formação humana. Seu
potencial deve ser explorado com a efetiva participação do aluno na elaboração de seus
conceitos, não descendo a mediocridade e nem abusando dos excessos teóricos.
Claudio Coelho 2

1 − Introdução

Quando vamos trabalhar com números reais, devemos fazê-lo de acordo com as
regras que regem sua manipulação. Existem algumas que são básicas, das quais outras não são
dedutíveis. Não é aqui a melhor ocasião para tratar o assunto desse modo. Quando acharmos
que é interessante deduzir alguma coisa, nós o faremos, mas em geral elas serão apenas
enunciadas. É bom deixar claro que não se pretende dar um tratamento nem completo nem
lógico. O objetivo é fornecer, da maneira mais fácil e direta, informações sobre como lidar com
a álgebra dos números reais.

2 − Regras Básicas

2.1 − Regra da balança

Se a = b, então a + c = b + c e ac = bc.
Em outras palavras: em uma igualdade de números, sempre se pode realizar uma
operação de um lado da igualdade, desde que o mesmo seja realizado do outro lado,
simultaneamente.
O nome da regra advém de interpretar a e b como pesos colocados um em cada prato
de uma balança (aquela de dois pratos), os quais sendo iguais, mantêm a balança em equilíbrio.
Este equilíbrio é mantido se acrescentarmos, em cada prato, um mesmo peso c, ou seja, a + c
= b + c.
As propriedades básicas das operações de adição e multiplicação são dadas a seguir.

2.1.1 − Propriedade Comutativa

Quaisquer que sejam os números reais a e b tem-se:


a + b = b + a ab = ba

2.1.2 − Propriedade Associativa

Quaisquer que sejam os números reais a, b e c, tem-se:


a + (b + c) = (a + b) + c a(bc) = (ab)c
Por causa disto, pode-se omitir os parênteses.

Exemplos:
(3 + 6) + 9 = 3 + (6 + 9), que se indica por 3 + 6 + 9.
(2.5).7 + 2.(5.7), que se indica por 2.5.7
Claudio Coelho 3

2.1.3 − Propriedade Distributiva

Quaisquer que sejam os números reais a, b e c, tem-se:


a . (b + c) = a.b + a.c (b + c) . a = b.a + c.a
Exemplos:
(3 + 6) . 9 = 3 .9 + 6 .9
2 . (5 + 7) = 2 .5 + 2 .7

2.1.4 − Elemento Oposto e Elemento Inverso

Dado um número real a, existe um único número real indicado por − a, chamado
oposto de a, tal que
a + (− a) = 0
Dado um número real a  0, existe um único número real indicado por 1/a, e também
indicado por a−1, chamado inverso de a, tal que
1
a. = 1
a
Pode-se ampliar esta definição dizendo que dado um número real a/b com b  0,
existe um único número real indicado por b/a, chamado inverso de a/b, tal que
a b
. = 1
b a
Exemplos:
1 2 3
9 + ( − 9) = 0 2. = 1 . = 1
2 3 2

2.2 − Consequências das Regras Básicas

2.2.1 − Cancelamento

Vamos supor que a + b = c. Se quisermos isolar a no primeiro membro, como devemos


proceder? Muito simples: pela regra da balança, podemos somar − b a ambos os membros da
igualdade, para obter a + b (− b) = c + (− b). Como b . (− b) = 0, temos a = c + (−
b). Portanto:
Em uma soma ou subtração, podemos passar um número, uma variável, uma expressão, etc.
de um lado para o outro de uma igualdade, desde que tomemos seu oposto.
Exemplo:
3 + x = 5  3 + (− 3) + x = 5 + (− 3) 
x = 5 − 3  x = 2
Claudio Coelho 4

Exercícios: Determine o valor de x, nos casos:


a) x + 2 = 10 b) x − 7 = 15 c) x + 4 − 5 = 2

Suponhamos, agora, que a.b = c, com b  0. Se quisermos isolar a, multiplicamos


ambos os membros da igualdade por 1/b, o que é permitido pela regra da balança. Obtemos
1 1
ab. = c.
b b
1
e como b . = 1 e a . 1 = a, o primeiro membro vale a, de modo que
b
1 c
a = c. =
b b
Seguindo o mesmo princípio
a 1 1
= c  a. = c  a. . (b) = c . (b) 
b b b
a = c.b
Em uma multiplicação ou divisão, podemos passar um número, uma variável, uma
expressão, etc. de um lado para o outro de uma igualdade, desde que tomemos seu inverso.

Exemplo:
1 1 6
2x = 6  . 2x = 6.  x =  x = 3
2 2 2
x x
= 6  . (3) = 6 .(3)  x = 18
3 3

Exercícios: Determine o valor de x, nos casos:


x
a) x . 2 = 10 b) 7 . x = 14 c) = 5
6
2.x x 4.x
d) = 4 e) + 4 = 5 f) − 12 = 8
6 2 3

2.2.2 − Regras de Sinal

Na multiplicação e divisão a operacionalização de dois termos é feita. Se os sinais


eram diferentes o resultado será negativo (−). Se os sinais eram iguais o resultado será positivo
(+).
Na soma e subtração ocorre que se os sinais são iguais deve-se somar e manter o
sinal. Se os sinais forem diferentes subtrai-se, mantendo-se o sinal do maior.
Claudio Coelho 5

Exemplos:
a) 3 − 8 = − 5 b) 3 (− 3) = −9 c) − 3 − 4 = − 7
d) − 2 (− 5) = 10 e) (− 4) 6 = − 24 f) − 10 + 8 = − 2
8 −8 8 −6 6
g) = = − = −4 h) = = 2
−2 2 2 −3 3

3 – Prioridade de cálculo

Uma sequência de operações matemáticas envolvendo números naturais é


chamada expressão numérica.
Para você calcular o valor de uma expressão numérica em que há potenciação,
divisão, multiplicação, adição e subtração será necessário respeitar a seguinte ordem
(prioridade de cálculo):
▪ potenciação;
▪ divisões e multiplicações, na ordem em que aparecem, da esquerda para a direita;
▪ adições e subtrações, na ordem em que aparecem, começando da esquerda para a
direita.
Ainda, havendo mais de um parêntese, do mais interno para o mais externo.

Por exemplo, observe as expressões numéricas:

(a) (23 + 6 - 7) x 3 = (8 + 6 - 7) x 3 = (14 -7) x 3 = 7 x 3 = 21

(b) 10 + 3 x (5 + 8 - 4) - 16 : 8 - (7 - 5 + 12) : 7 =
10 + 3 x (13 - 4) - 16 : 8 - (2 + 12) : 7 = 10 + 3 x 9 - 16 : 8 - 14 : 7 =
10 + 27 - 2 - 2 = 37 - 2 - 2 = 35 - 2 = 33

(c) 47 - [100 - (40 + 72 : 12) + 2 x 6] : 11 - 1 = 47 - [100 - (40 + 6) + 2 x 6] : 11 - 1 =


47 - [100 - 46 + 2 x 6] : 11 – 1 = 47 - [100 - 46 + 12] : 11 - 1 =
47 - [54 + 12] : 11 - 1 = 47 - 66 : 11 - 1 = 47 - 6 – 1 = 41 - 1 = 40

4 − Fração

b
O quociente de b por a, onde a  0, indicado por , ou por b/a, é definido por
a
b 1
= b.
a a
b é referido como numerador, a como denominador. Nesse caso, b/a também é referido como
fração.
Claudio Coelho 6

Exemplos:
5 1 b 1
a) =5. b) = b. = 1
6 6 b b
a+b 1 b 1
c) = . (a + b) d) = b.
a a a+b a+b

Qualquer número real pode ser pensado como uma fração, pois
a
a =
1
Uma fração não se altera se multiplicarmos numerador e denominador por um mesmo
número não-nulo.
Podemos usar o resultado acima para simplificar uma fração (dividir o numerador e o
denominador pelo mesmo fator), conforme exemplo a seguir:

Exemplos:
58 29.2 29 160 32.5 32 42 2 .3 . 7 2
a) = = b) = = c) = =
36 18.2 18 25 5.5 5 105 5 .3 .7 5

3.1 − Soma e Subtração

Para descobrir como somar frações com mesmo denominador, observemos que
b c 1 1 1 ( b + c)
+ = b. + c. = (b + c) . =
a a a a a a
onde usamos, sucessivamente, a definição de divisão, a propriedade distributiva, e novamente
a definição de divisão. Portanto:
para somar frações de mesmo denominador, basta somar os numeradores.

Exemplos:
58 12 70 35 160 17 143
a) + = = b) − =
36 36 36 18 25 25 25

Como proceder quando os denominadores são diferentes? É simples: basta seguir a


regra acima e escrever as frações com o mesmo denominador.

Exemplos:
5 11 5.2 11 10 11 21 160 17 32.5 17 49
a) + = + = + = b) + = + =
3 6 3. 2 6 6 6 6 25 5 5.5 5 5
Claudio Coelho 7

De uma maneira geral, pode-se proceder da seguinte forma:


b d b.c  d.a
 = com a  0 e c  0.
a c a .c

Uma maneira particular e “econômica” de realizar a soma de frações com


denominadores diferentes é determinando um denominador comum menor que a multiplicação
dos mesmos.
1 3
Exemplos: efetuar a soma de: +
8 6
1 3 1. 6 + 3 . 8 30 15 5
pelo método normal  + = = = =
8 6 8.6 48 24 8

1 3
pelo método do mínimo múltiplo comum (m.m.c.)  +
8 6
o m.m.c. entre 6 e 8 é
6, 8 2
3, 4 2
1 3 3 + 12 15 5
3, 2 2  m.m.c. = 2 . 2 . 2 . 3 = 24  + = = =
8 6 24 24 8
3, 1 3
1, 1

Vejamos como foi operacionalizado: o m.m.c. dividido pelo denominador de cada


termo e o resultado multiplicado pelo numerador.
1 3
+
8 6
24  8 = 3  3  1 = 3 24  6 = 4  4  3 = 12
(m.m.c.  denom) (denom  num) (m.m.c.  denom) (denom  num)
3 + 12
24
15 5
resultando em  =
24 8
Exercícios: Resolva:
1 3 8 7 6 12 2 42 121
a) + b) + c) + − d) +
12 14 5 20 10 25 7 36 66

3.2 − Produto

Para descobrir como o produto de frações, procederemos assim:


b d b.d
. = com a  0 e c  0.
a c a .c
Portanto:
Claudio Coelho 8

para multiplicar frações, multiplicam-se os numeradores e os denominadores.

Exemplos:
58 2 106 160 7 1120 112
a) . = = 1 b) . = =
36 3 106 25 2 50 5

3.3 − Divisão

Para efetivarmos a divisão de frações, procederemos assim:


b d b.c
 = com a  0 e c  0.
a c a .d

Portanto:
para dividir frações, multiplica-se a primeira pelo inverso da segunda.

b
b d a
Obs: as duas formas, a seguir, representam a mesma divisão:  =
a c d
c
Exemplos:
58 2 58 3 174 29 160 7 160 2 320 64
a)  = . = = b)  = . = =
36 3 36 2 72 12 25 2 25 7 175 35

b
Lembrando que b = poderemos também proceder da seguinte maneira, caso tenhamos
1
um número dividido por uma fração:
d b d b.c
b  =  =
c 1 c d
ou
b
b 1 b.c
= =
d d d
c c
com a  0 e c  0.

No caso de uma fração dividida por um número, o procedimento é análogo:


b b d b
 d =  =
a a 1 a .d
ou
Claudio Coelho 9

b b
a a b
= =
d d a .d
1
com a  0 e c  0.

Exemplos:

5 3 5 3. 4 12 2 2 3 2 2
a) 3  =  = = b)  3 =  = =
4 1 4 5 5 7 7 1 7 .3 21

ATIVIDADES

1) Um carro sai de Florianópolis marcando no hodômetro 75.626 quilômetros e segue a estrada


até o município de Alfredo Wagner, distante 150 quilômetros de Florianópolis. Chegando
em Alfredo Wagner, qual a quilometragem que o hodômetro marcará?

2) Se você tiver duas parcelas, sendo uma igual a 345 e o resultado for 980, qual o valor da
outra parcela?

3) Em condições normais um automóvel 1.0, faz em média 14 quilômetros com um litro de


gasolina. Sabendo que em uma viagem foram percorridos 532 quilômetros, quantos litros de
gasolina foram gastos?

4) Sabendo que a x b = 57, pergunta-se: qual o valor de b x a? Qual propriedade da


multiplicação que justifica sua resposta?

5) O piso de uma casa foi revestido com 26 linhas de 71 azulejos cada. Quantos azulejos foram
usados para revestir o piso?

6) Anulada

7) Em uma excursão para a cidade de Bonito foram alugados 5 ônibus, sendo que cada ônibus
comporta 40 passageiros. Além dos turistas foram na viagem 10 motoristas para
revezamento e mais 7 guias de turismo. Quantas pessoas ao todo foram à excursão?

8) Dê o valor das seguintes expressões numéricas:


a) (122 + 1) : (54 - 72) - 33
b) ((52 - 24) x 8 - 8 x 5 + 2 x 70) : (5 x 28 - (6 x 12 + 3 x 20) : 3 - 4 x 15)
c) 26 + (3 x (17 - 23 : 4) + 62 : 9) : (10 - 3)2

9) Complete a sequência usando números reais na representação fracionária:


Claudio Coelho 10

10) Efetue as seguintes operações:

11) Uma mulher deu a mesada para seus três filhos, dizendo que era 1/3 para cada um. João
gastou apenas 1/3 da sua parte. Que fração do total ele gastou?

12) Se 3/7 corresponde à 185 unidades de um produto em uma loja, a quanto correspondem 4/5
4 do que a loja possui deste mesmo produto?

13) Na montagem de um automóvel 1/3 do trabalho foi concluído no primeiro dia e 2/5 no
segundo dia. Que fração do trabalho ainda não foi concluída?

14) Encontre o valor desconhecido nas expressões:

𝑥 12 56 7
a) = b) =
15 6 𝑥 14

15) Em uma maratona um dos participantes desiste ao completar 2/5 do percurso total da prova.
No entanto, se tivesse corrido mais 40 km, teria cumprido a metade do percurso total. Qual
era o percurso total da prova?
Claudio Coelho 11

Solução
Claudio Coelho 12

9) Verifique a lógica que é usada.

O acontece é que se está adicionando o denominador e o numerador de uma fração para


achar o numerador da fração seguinte. O denominador é encontrado fazendo o numerador
mais um ou multiplicando o anterior por dois.

Neste caso as frações que seguem são múltiplas da primeira, isto é, multiplicadas por 2,3
e 4.
Claudio Coelho 13

10)
Claudio Coelho 14

11)

12)
Claudio Coelho 15

13)

14)

15) Supondo que o percurso total tenha x km, pode-se escrever:

2
• 2/5 do percurso total = x;
5
𝑥
• Metade do percurso total =
2
Assim,

Portanto, 40 km correspondem a décima parte do percurso total. Logo o percurso total é de


400 km.
Claudio Coelho 16

Funções Exponencial

1 Introdução

Imagine a situação:
Em um laboratório, um determinado inseto apresenta um ciclo reprodutivo de 1 hora: a cada
hora um par de inseto gera outro par. Um par foi deixado junto para reprodução. Depois de 5
horas verificou-se o número de insetos presentes. Acompanhe:
P0 = população inicial = 2
P1 = população após 1 hora = P0 . 2 = P0 . 21
P2 = população após 2 horas = P1 . 2 = P0 . 2 . 2 = P0 . 22
P3 = população após 3 horas = P2 . 2 = P0 . 2 . 2 . 2 = P0 . 23
P4 = população após 4 horas = P3 . 2 = P0 . 2 . 2 . 2 . 2 = P0 . 24
P5 = população após 5 horas = P4 . 2 = P0 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 = P0 . 25
Genericamente, poderíamos dizer que para este ciclo, teríamos:
Pn = P0 . 2 n
Onde: n = número de horas
P0 = população inicial
Pn = população após determinado número de horas
Este é um exemplo prático do uso de potências.

1.1 Potência com expoente natural


Consideremos um número real a e um número natural n, diferente de zero. A expressão an
(potência de base a e expoente n), representa um produto de n fatores iguais de a:
an = aa

 
a a
n fatores

Assim, temos:
i) 31 = 3 Para n = 1, considera-se por definição que a1 = a, uma vez que não há
produto com um único fator.
3
ii) 4 = 4 . 4 . 4 = 64
iii) (– 2)2 = (– 2) . (– 2) = 4
iv) 15 = 1 . 1 . 1 . 1 . 1
3
1 1 1 1 1
v)   =   =
 3 3 3 3 27
Cuidado:
▪ (– 2)2 = (– 2) . (– 2) = 4
▪ – 22 = – (2 . 2) = – 4
Assim: (– 2)2  – 22
Claudio Coelho 17

1.2 Propriedades das potências com expoente natural


Observe:
i) 23 . 24 = (2 . 2 . 2) . (2 . 2 . 2 . 2) = 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 = 27
ou 23 . 24 = 23 + 4 = 27.

ii) 33 . 34 . 32 . 35 = (3 . 3 . 3) . (3 . 3 . 3 . 3) . (3 . 3) . (3 . 3 . 3 . 3 . 3) =
= 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3 = 314
ou 33 . 34 . 32 . 35 = 33 + 4 + 2 + 5 = 314.

Podemos concluir que quando temos uma multiplicação com potências de mesma base,
mantemos a base e somamos os expoentes.
am . an = am + n
Observe:
2.2.2.2
iii) 24  23 = (2 . 2 . 2 . 2)  (2 . 2 . 2) = = 21 = 2
2.2.2
ou 24  23 = 24 – 3
= 21 = 2.
3.3.3.3.3
iv) 35  32 = (3 . 3 . 3 . 3 . 3)  (3 . 3) = = 33
3. 3
ou 35  32 = 35 – 2 = 33.

Podemos concluir que quando temos uma divisão com potências de mesma base, mantemos
a base e subtraímos os expoentes.
am  an = am – n
com a  0

O que acontece quando os expoentes forem iguais? Observe:


2.2.2
v) 23  23 = (2 . 2 . 2)  (2 . 2 . 2) = = 1
2.2.2
ou 23  23 = 23 – 3 = 20.

Como os dois resultados representam a mesma quantidade, podemos afirmar que quando
uma base qualquer é elevada ao expoente 0 (zero) o resultado será 1.
a0 = 1 com a  0

Temos, ainda, um outro caso: quando o expoente do divisor é maior do que o do


dividendo.
2.2.2.2 1 1
vi) 24  27 = (2 . 2 . 2 . 2)  (2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2) = = = 3
2.2.2.2.2.2.2 2.2.2 2
ou 2  2 = 2
4 7 4–7
= 2 . –3

3.3 1
vii) 32  36 = (3 . 3)  (3 . 3 . 3 . 3 . 3 . 3) = = 4
3.3.3.3.3.3 3
ou 32  36 = 32 – 6
= 3 –4.
Claudio Coelho 18

Como os dois resultados, em cada exemplo, representam a mesma quantidade, podemos


concluir que:
1
a– n = n
a
Expandindo um pouco mais, temos:
−n n
1 a b
= a n
e   =  
a−n b a
Exemplos:
−1
5 1 7 7
viii)   = = 1. =
7 5 5 5
 
7
−2 2
 3 2 4
ix)   =   =
2 3 9
1
x) −3
= 53 = 125
5
Quando temos uma base elevada a um expoente, e todo esse número é elevado a outro
expoente (potência de outra potência), observe:
xi) (23)2 = 23 . 23 = 23 + 3 = 26 ou (23)2 = 23 . 2 = 26

xii) (52)4 = 52 . 52 . 52 . 52 = 52 + 2 + 2 + 2 = 58 ou (52)4 = 52 . 4 = 58

Assim, podemos escrever:


(am) n = am . n

Cuidado:
▪ (23)2 = 23 . 2 = 26
2
▪ 2 3 = 29
2
Assim: (23)2  2 3
Considere as expressões:
xiii) (3 . 5)2 = (3 . 5) . (3 . 5) = 3 . 3 . 5 . 5 = 32 . 52
3
4 4 4 4 43
xiv) (4  7) =   = . .3
= 3 = 43  73
7 7 7 7 7

Então, podemos afirmar que


(a . b) n = a n . bn
n
a an
(a  b) n
= a bn n
ou   = n
b b
Claudio Coelho 19

1.3 Monômios ou termos algébricos


Denomina-se monômio ou termo algébrico toda expressão algébrica inteira representada
apenas por um número ou apenas por uma variável, ou por uma multiplicação de números
e variáveis.
Assim, as expressões algébricas 5.x, n.x, n2, 3.x.y, . . . são monômios. Geralmente, um
monômio é formado por duas partes:
− um número, que é chamado coeficiente numérico do monômio;
− uma variável, ou multiplicação de variáveis (inclusive expoentes), que é denominada
parte literal.
Exemplos:
i) 5x 5 é o coeficiente numérico; x é a parte literal.
ii) 15 xz 15 é o coeficiente numérico; xz é a parte literal.
iii) 2,3 x3y 2,3 é o coeficiente numérico; x3y é a parte literal.

1.3.1 Monômios ou termos semelhantes


Dois ou mais monômios que apresentam a mesma parte literal são chamados monômios
semelhantes.
Exemplos:
Identificar e agrupar os termos semelhantes:
iv) x3 + 5 x2 – 6 y – 7 x2 + 3 x3 – x
temos como semelhantes os grupos (x3, 3 x3) e (5 x2, – 7 x2).
v) ab2 – a2b + 2 ab – 3 ab2 + 5 ab2 + 3 ab – 2 a2b – 3 ab
temos como semelhantes os grupos (ab2, – 3 ab2, 5 ab2), (– a2b , – 2 a2b) e
(2 ab, 3 ab, – 3 ab).

1.3.2 Multiplicação de monômios


Definimos:
Para multiplicar dois ou mais monômios, devemos multiplicar os coeficientes numéricos entre
si e multiplicar as partes literais entre si.
Exemplos:
vi) x3 . 5 x2 . 6 y = (1 . 5 . 6) . (x3 . x2) . y = 30 x5 y
vii) ab2 . a2b . 3 ab2 . (– 5 ab2) . 32 a2b =
(1 . 1 . 3 . (– 5) . 2) . ( a . a2 . a . a . a2) . (b2 . b . b2 . b2 . b = – 30 a7 b8
Claudio Coelho 20

1.3.3 Divisão de monômios


A divisão é análoga à multiplicação:
Para dividir dois ou mais monômios, devemos dividir os coeficientes numéricos entre si e
dividir as partes literais entre si.
Exemplos:
viii) 4 x3  2 x2 = (4  2) . (x3  x2) = 2x
ix) ab2  a2b = (1  1) . (a  a2) . (b2  b) = a–1 b = b/a

1.4 Notação científica


Quando trabalhamos com números muito grandes ou muito pequenos, torna-se
conveniente escrever em forma de potência. Alguns exemplos:
i) 123 000 = 1,23 . 105
ii) 100 000 000 = 108
iii) 0,000 001 = 10–6
iv) 0,000 456 = 4,56 . 10–4
v) Ao colocar na calculadora do computador a multiplicação:
1234567899876543210 x 123456789123456789
você observa que a resposta é:
1,5241578887364730984758421112635 e+35.
Este número é um número natural, entretanto como é um número muito grande se utiliza a
notação decimal e potências de 10. O termo e+35 significa uma potência de 10, ou seja, 1035.

Esta forma de expressar um número é conhecida como notação científica. Para


representá-la usamos um número real pertencente ao intervalo [1,9] multiplicado por uma
potência de 10.
Note que o valor do expoente da potência 10 é o número de casas que a vírgula teve que
percorrer.
Exemplos:
1
vi) 10 –1 = 0,1 =
10
1
vii) 10 –3 = 0,001 =
1000
ix) 2 . 107 = 20 000 000
Claudio Coelho 21

1.5 Potência com expoente racional


Para a Real, b Real e n inteiro positivo, temos:
n
a = b
onde n = índice;
a = radicando;
b = raiz.
Observe as igualdades:
i) 144 = 12  (12 . 12)1/2 = (122)1/ 2 = 12

ii) 3
− 27 = – 3  ( (– 3) . (– 3) . (– 3) )1/ 3 = ((– 3)3)1/ 3 = – 3

iii) 6
64 = 2  (2 . 2 . 2 . 2 . 2 . 2)1/ 6 = (26)1/ 6 = 2

Por definição, representa-se uma raiz enésima pela expressão:


m
n
a n = am

Para determinar a raiz de um Real a, temos que considerar:

1) n é par
Analise:
iv) 144 = 12  (12 . 12)1/ 2 = (122)1/ 2 = 12

v) 4
81 = 3  (3 . 3 . 3 . 3) = (34)1/ 4 = 3

vi) − 9 não apresenta raiz real pois (– 3) . (– 3) = 9 e 3 . (– 3) ou (– 3) . 3 não representam


uma raiz
A raiz de índice par (raiz quadrada, raiz quarta, raiz sexta, etc.) não admite número
negativo como radicando, ou seja, não existe raiz par de número negativo.

2) n é impar
Analise:
vii) 5
− 32 = – 2  ( (– 2) . (– 2) . (– 2) . (– 2) . (– 2) )1/ 5 = ((– 2)5)1/ 5 = – 2

viii) 3
− 125 = – 5  ( (– 5) . (– 5) . (– 5) )1/ 3 = ((– 5)3)1/ 3 = – 5

ix) 3
27 = 3  (3 . 3 . 3)1/ 3 = (33)1/ 3 = 3
A raiz de índice impar (raiz cúbica, raiz quinta, raiz sétima, etc.) admite qualquer número
Real como radicando, ou seja, não há restrições e a raiz terá o mesmo sinal do radicando.
Claudio Coelho 22

1.6 Propriedades das potências com expoente racional


As propriedades para expoentes racionais são as mesmas das com expoente natural. Vejamos
alguns casos:
n n+m
a .m a = a
n
n
a.b = a .n b
a n
a
n =
b n
b
n
(n a ) m = am
m n n .m
a = a
1 1 1 1 2 +1 3
+
4
i) 3 . 3 = 32 . 34 = 3 2 4 = 3 4 = 34
1 1 1
4 4 4 4 4 4 4 4
ii) 3 . 5 = 3.5 = 15 ou 3 . 5 = 3 4 . 5 4 = (3 . 5) 4 = 3.5 = 15
1
 3 2 3
.
1 3
iii) 5
2 3
= 10
2 3
ou 5
2 3
= 25  = 25 2 = 2 10 = 10
23
 
 
Quando temos o mesmo expoente em ambos os lados de uma igualdade, obrigatoriamente,
as bases são iguais.

Exemplos:
iv) x5 = 32  x5 = 25  x = 2
162
v) 2 x4 = 162  x4 = = 81  x4 = 34  x = 3
2
Mas, como descobrir uma base se os expoentes forem diferentes?
Usaremos o princípio da igualdade: "o que fazemos de um lado da igualdade devemos fazer
também do outro".

Exemplos:
vi) x3 = 4
Para fazermos "desaparecer" o expoente do x, devemos transformá-lo em 1, usando as
propriedades da potência e o princípio da igualdade.

(x )
1 1
3 3 = 43  x = 3
4  x = 1,587401

((1 + )
1 1
250
ii) 100 (1 + x) 12
= 250  (1 + x) 12
= = 2,5  x) 12 12
= 2,5 12
100
 1+x = 12 2,5  x = 12 2,5 – 1  x = 0,079348
Claudio Coelho 23

Observe os cálculos:
5 5 1
(a) 5.10 −5 = 5 = = = 0,00005 .
10 100000 20000

1 5
+2 15−52 − 37
4 −2 −8
2  (2 ) 2 2 2 2
1/ 2 1/ 2 2 5 26
2 2 2 − 2
(b) = −2 = = = = 2 2 3
=2 6
=2 6
 0,0139
2 −2  3 2
2
2  2 2 / 3 28  2 2 / 3 8+
2
3
26
3
2 2

Veja a simplificação:
24
   4 w 8 z 
24

= (w1 / 4  w −2 / 3  z 1 / 8  z 2 ) =
 w . 4 z  =  2 3 
24
−2 
 w 2 3 . z −2   w . z 
 
24 24 24
 14 − 23 1
+2   312−8 1+16
  12−5 17
 z 51
=  w  z 
8
=  w  z 8  =  w  z 8  = w −10  z 51 = .
      w10

Agora pratique

1. Escreva na forma decimal:


a) 10–8 b) 105 c) 2 . 102

2. Escreva na notação científica:


a) 82 000
b) 0,005
c) 0,021
d) A população da terra é aproximadamente de 6.000.000.000 de habitantes. Escreva
este número como uma potência de 10.

3. Escreva na forma de uma única potência:


–5 2
(13 3 ) 4
a) 2 . 2 b)
(13 2 ) 5
5 −2 . 5 −3
c) 43 . 8 . 2–5 d)
5 −10 . 5 8

4. Calcule:
3 9 . 9 −2 d)
125 . (25 2 ) 3
a)
27 7 . 81−5 3 4
725

5. Simplifique:

w 6 . z −6 b)
x 3 . (y 2 ) 3
a)
z3 . w2 3
y 4 . x1 4
Claudio Coelho 24

Solução

(d) 6.000.000.000 = 6 x 109


Claudio Coelho 25

Exponencial

Resumo

Sendo a um número real qualquer (a  R) e n um número inteiro (n  Z), temos:

n > 1, a n = a . a . a .  . a; para n vezes

n = 1, a 1 = a;

n = 0, a 0 = 1;

1 1
a− n = n
; ou −n
= an
a a

am . an = a m+n

am  an = a m − n para a  0

(a.b)n = an . bn

n n
a a
  = para b  0
b
n
b

(a )
m n
= a m.n

Sendo a um número real positivo (a  R) e p/q um número racional (p/q  Q), com q
inteiro positivo, temos:

p
q
=
q p
a a

As potências com expoente racional gozam das mesmas propriedades anteriores.


Claudio Coelho 26

Exercícios

1) Efetue (responda na forma de potência, com a menor base):


a) 2m . 23 b) 2m + 1 . 2m + 2  4m − 1
3 3
2 4
c) 9 d) 16
2
e) 216 3
f) 10240,4
1 2
− −
g) 4 2 h) 64 3

1
− 2
1 2 −
i)   j) 8 3
4
3 10
1 1
l) (0,25)− 1 .  m) (0,01) . (0,0001) .   2
4  10 
3
1 1 1
  . 81 −
3 5 2 . 53
n) 3
o) 2 3
1 −
  5 5 .5 2
9

2) Simplifique:
a) (2 x y2)3 b) (3 x y2) . (2 x2 y3)

c) (5 a b2)2 . (a2 b)3 d) (x−4 . y3)3  (x3 . y−2)−2

e) (a b (a−1 b2) (a b−1)2)  ((a2 b−1)3 (a−1 b2)) f) (5 a−3 (x3 y−1)2)  (10 x4 a−2)

g) (9 x2 y3)  (−3 x y) h) ((16 a b4)  (−8 a2 b7))−3

3 1 2 1

i) x 10
. x 4
j) x  x 3 9

3 3 2 6 5
l) 10 . 10 m) 5 . 5
8
 1 1 1  13
5 a 2 . a 3 . a 4 
 3 8  1
2
 

n) a 5 
 a 8  o)  
    3
     1 8
a . a 3 
 
 
Claudio Coelho 27

3) Efetue (responda na forma de potência, com a menor base):


a) − 4 81 b) 3
729

c) 5
− 32 d) − 16
−1
f) (0,25 )
1
e) (256)0,09 . (256)0,16 4 . (0,125) 2
. 32
3
27 . 3
g) 3
−3 . 3
−9 h)
4
9
1
 12  3 −1

1
2  . 2 2
 1 
j)  
3
i) 3 2 2
3 . 
 27  5
2 .2 2
−7
Claudio Coelho 28

Respostas dos Exercícios de Exponencial

Exercícios

m+3 m+1+m+2 2m − 2 2m−2m+3−(−2)


1) a) 2 b) 2  2 = 2 = 25
3 3
2 2 3 4 4 3
c) (3 ) = 3 d) (2 ) = 2

2 2 4
3 3 3 3 3 2 10 10 4
e) (2 . 3 ) = (6 ) = 6 f) (2 ) = 2

1 2
− −1 1 − −4 1
2 2 6 3
g) (2 ) = 2 = h) (2 ) = 2 =
2 16

1 1 2
2 2 − −2 1
2 3 3
i) 4 = (2 ) = 2 j) (2 ) = 2 =
4

−1 3 2 2 4
1 1 1  1  1
l)   .   =   =  2  =  
4 4 4 2  2

2 10 2 10 2 8 10 20
 1   1  1  1   1  1 1 1 1 1
m)       = 2  4   =       =  
 100   10000   10   10   10   10   10   10   10   10 

3− 3 . 34 31
n) = = 3 1− (− 6) = 37
(3 )−2 3 3− 6
1 1 1
− + − 1  11  14
5 2 3 5 6 − − − 
6  10 
o) 2 3
= 11
= 5 = 5 15
− −
55 2 5 10

2) a) 23 x3 y6 b) 6 x3 y5

c) (52 a2 b4) a6 b3 = 52 a8 b7 d) x− 12 y9  x− 6 y4 = x− 6 y5

e) (a1 − 1 + 2 b1 + 2 − 2)  (a6 − 1 b− 3 + 2) = a2 b  a5 b− 1 = a2 − 5 b1− (− 1) = a− 3 b2

( ) ( )
f) 510 (a− 3 x6 y− 2)  (x4 a− 2) = 1 2 a− 3 − (− 2) x6 − 4 y− 2 = 1 2 a− 1 x2 y− 2 ( )
Claudio Coelho 29

g) −3 x2 − 1 y3 − 1 = −3 x y2

h) (−2 a1 − 2 b4 − 7) − 3 = (−2 a− 1 b− 3) − 3 = (−2) − 3 a3 b9


3 1 11 2 1 5
+ −
20 9
i) x 10 4 = x j) x3 9 = x

1 1 5 2 5 3
l) 10 2 . 10 3 = 10 6 m) 5 3 . 5 6 = 5 2

3 2 1
n) a 8
 a 8
= a 8

13 8 4 3 8 4 1

o) (a ) 12 13
 (a ) 3 8
= a 12 8 = a6

1 1
3) a) − (3 ) = −3
4 4 6 3
b) (3 ) = 32
1
= −2
5 5
c) (−2 ) d) não há raiz par de no neg.

1
8 0,09 + 0,016 8 0,25 8 4 2
e) (2 ) = (2 ) = (2 ) = 2
1 −1
1 4 1 2 1 1 −1 1 −1 3 5 7
f)   .  . (2 5 ) 2 = (2 − 2 ) 4 . (2 − 3 ) 2 . (2 5 ) 2 =2 2
. 2 2
. 2 2
= 2 2
4 8
1 1 1
g) (−3) . (−3 ) = (−31 + 2 ) 3 = −3
3 2 3

1 1 3 1
3 2 3 1 1 4
(3 ) .3 3
3 2
.3 3 + −
h) 1
= 1
= 3 2 3 2 = 33
2 4 2
(3 ) 3
1 1 1 1 1 13

−3 12 12
i) (((3 2 ) 2 ) 3 . (3 ) 3 = 3 .3 = 3

1
6
−1
2
1
6
+ −1( 2
) −2
6 −2 − 3 − 11
2 .2 2 2 6 2 6
= 2 = 2
j)
5 −7
2
=
5 + −7 ( 2
) = 3
2
2 .2 2 2