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Prova 27/09

Autores de referência:
Humberto Theodoro Júnior
Candido Rangel Dinamarco

Matéria dividida em 10 pontos


O que é execução? Qual sua finalidade?
Execução sem conhecimento é autoritarismo. E conhecimento sem execução é ilusão.
Cumprimento de sentença (uma fase do processo de conhecimento, se não houver execução
espontânea) e processo autônomo de execução

1- execução para pagamento de quantia certa (fundada em título judicial ou extrajudicial)


2 -Atos característicos: constrição ao patrimônio.
Penhora sobre os bens - coloca os bens sob custódia do Estado. Não está sob a esfera de
poder do exequente (ainda) nem do executado.
Averbação da penhora na matrícula do imóvel.
Processo de avaliação do bem (mandado de penhora e avaliação) - normalmente, são atos
praticados conjuntamente. Não aplicável para o dinheiro.
Expropriação do bem- tirar o bem da propriedade do executado.
A partir daqui a três caminhos:
a) Adjudicação - passar o bem para a propriedade do executado
b) Alienação - vai para o leilão; o dinheiro obtido serve à satisfação do exequente.
c) Frutos
3- execução para entrega de coisa certa
O que acontece se o executado se recusa a entregar o bem?
R. o juiz pode fixar astreintes (multa diária). Meios de coagir o executado a entregar o bem.
E se o bem já se perdeu?
R. Há estipulação do valor do bem perdido, para estimação de perdas e danos respectivos.
4- Execução de fazer ou não fazer
Na execução para fazer algo, há dependência da vontade do executado. Ninguém pode ser
submetido à violência física para fazer algo. Nesse caso, se o executado puder fazer aquilo,
mas não o fizer, pode ser estipulada uma multa.
Há obrigações que são infungíveis - personalíssimas. Não permitem fixação de multa para
seu cumprimento - está no CPC. Desde logo há fixação de perdas e danos.
5- Defesas do executado
Instrumentos processuais ordinários:
a) Embargos à execução - quando há título extrajudicial - é um processo incidental, com
total autonomia. Ação em que se discutem temas de defesas em relação ao título.
Objetivo da autonomia: não contaminar o processo de execução do título extrajudicial
com excesso de matérias de defesas; e também porque a carga probatória do
embargante é maior nesse cenário. Os embargos, em regra, não suspendem a
execução, salvo motivo claramente relevante. Mais um motivo para a execução ser
autônoma. Não travar o processo de execução é a finalidade da autonomia.
As matérias são amplas;
b) Impugnação ao cumprimento de sentença - quando há título judicial - é incidente
processual (é uma questão incidental - que apareceu durante a tramitação - que precisa
ser resolvida para que o processo continue seu curso) - na fase de cumprimento de
sentença
As matérias são limitadas, pois já houve o processo de conhecimento anterior com ampla
possibilidade de defesa.

Defesas heterotópicas - ou demandas autônomas de defesa - a matéria dela não é exatamente


uma defesa da execução, mas se enfrentada vai ter reflexo na execução.
Ex. ação rescisória - desconstituição de acórdão ou sentença com trânsito em julgado, que
servia de base para a execução. Não me defendi da execução, mas teve reflexos.
Querela nulitatis - processo específico para impugnar um vício na citação (não houve, ou foi
inválida).
Mandado de segurança - motivo: por exemplo, não há agravo no JEC ou JEFAZ. Impugnação
de Ato coator de um ente público, com reflexos na execução.

6- Execução contra a Fazenda Pública - os bens são impenhoráveis. Há duas matérias de


defesa que só podem ser alegadas pela Fazenda:
a) Quando o fundamento do título foi considerado inconstitucional pelo STF em controle
difuso ou concentrado;
b) Remessa necessária - sobe para o Tribunal independentemente de impugnação. Não
tem com a Fazenda na condição de executada - decisão do STJ - só quando os
embargos à execução (do particular - a Fazenda é autora) forem procedentes em
execução fiscal.
7- Execução Fiscal - a Fazenda como exequente.
Há lei própria - Lei 6330/1980 - título é a certidão de dívida ativa. O cidadão não tem mais
como recorrer administrativamente - multa ou crédito tributário.
É o único título do ordenamento em que a parte executada não participa da formação. É
formado somente pela parte interessada.

8 - Execução de alimentos - segue a regra geral do CPC. é uma fase do processo de


conhecimento, tanto para gerar a prisão, como para ocasionar a execução de quantia certa.
Pode ser também iniciado por título executivo extrajudicial.
Ainda que o juiz conceda efeitos suspensivos aos embargos, o alimentado pode continuar
sacando mensalmente os recursos penhorados. É uma peculiaridade própria da execução de
alimentos.

9 - execuções extrajudiciais -
Ex. alienação fiduciária - o bem que você compra, o adquirente fica apenas com a posse, não
com a propriedade. Por exemplo, compra de apartamento na planta. Dívida com o banco. A
transferência de propriedade só ocorre com a quitação total da dívida.
A execução extrajudicial, em si, não depende do Judiciário. Apenas quando é caso de busca e
apreensão de bem móvel.
O bem pode ir para um leilão extrajudicial. Se o bem for vendido por valor maior, devolvem uma
parte. Mas se for menor, pago a diferença.

Se a carta para me constituir em mora, posso buscar socorro no Judiciário, até mesmo para
impedir o leilão. E se não fui notificado a respeito da data do leilão.

Aula: 09/08

Execução de quantia certa contra devedor solvente

1ª fase - inicial
Petição inicial (requisitos específicos)
Citação (diferenças)
Arresto executivo
Possibilidade de procurar bens a serem afetados na execução

2ª fase - preparatória

Penhora (separa algo do patrimônio do devedor e vincula ao processo de execução)


Avaliação dos bens
Atos preparatórios à expropriação.
Defesa do executado

3ª fase - final

Expropriação (remissão)
Satisfação ao credor
Extinção do processo executivo

Qual o objetivo da execução?


R. Dar satisfação ao credor (nomenclatura de direito material) exequente (nomenclatura de
direito processual)- através de pagamento.

Diferença marcante entre a atividade executória e o rito do processo de conhecimento?


R. Trabalha com atividades práticas para alcançar o resultado almejado exequente.

Responsabilidade patrimonial - só respondo pelas minhas dívidas com o patrimônio que eu


tenho.

Ir ao patrimônio do devedor - individualizar o bem - avaliar - expropriar - transformar em


dinheiro
São providências bastante agressivas. Mas da maneira menos onerosa, sem afastar-se do
caminho do devido processo legal.

CAPÍTULO IV

DA EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA

Seção I

Disposições Gerais

Art. 824. A execução por quantia certa realiza-se pela expropriação de bens do executado,
ressalvadas as execuções especiais.

Art. 825. A expropriação consiste em:

I - adjudicação;

O próprio credor exequente fica com o bem.

II - alienação;

Vender em leilão (hasta pública) - mas há outras alternativas - venda por iniciativa
particular, por exemplo.

III - apropriação de frutos e rendimentos de empresa ou de estabelecimentos e de outros bens.

Ex. penhora do faturamento de empresa ativa.

Art. 826. Antes de adjudicados ou alienados os bens, o executado pode, a todo tempo, remir a
execução, pagando ou consignando a importância atualizada da dívida, acrescida de juros, custas e
honorários advocatícios.

Remir - ligado à ideia de remição (resgate de algum bem que foi penhorado) liberação de bem
específico ou da execução como um todo… uma forma de se ver livre do processo de
execução.
Remissão - instituto de direito material - art. 385 C.C. - perdão da dívida.

Fase inicial da execução por quantia certa contra devedor solvente -

Trata-se de Execução autônoma:


Petição inicial -

Art. 319. A petição inicial indicará:

I - o juízo a que é dirigida;

II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de


inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço
eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;
III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;

IV - o pedido com as suas especificações;

V - o valor da causa;

VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;

VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.

A simplicidade da petição inicial encontra-se no fato de que a execução baseia-se em título


executivo.
Título executivo - três requisitos:
1) Certo
2) Líquido
3) Exigível

Ex. cheque.
A causa de pedir está bem equacionada no título executivo;
O pedido já traz noção clara e objetiva. Qual é o bem da vida objeto da execução.

Requisitos específicos da petição inicial da execução por quantia certa

Art. 798. Ao propor a execução, incumbe ao exequente:

I - instruir a petição inicial com:

a) o título executivo extrajudicial;

Nulla executio sine titulo - condição fundamental, sem o que não vai pra frente

b) o demonstrativo do débito atualizado até a data de propositura da ação, quando se tratar de


execução por quantia certa;

Delimita a decisão do juiz - a quantia pedida.

c) a prova de que se verificou a condição ou ocorreu o termo, se for o caso;

d) a prova, se for o caso, de que adimpliu a contraprestação que lhe corresponde ou que lhe
assegura o cumprimento, se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante
a contraprestação do exequente;

Juros é remuneração de capital (retribui o uso capital alheio)


Correção monetária (manutenção do tempo do valor da moeda - calculado pela inflação)

II - indicar:

a) a espécie de execução de sua preferência, quando por mais de um modo puder ser realizada;
b) os nomes completos do exequente e do executado e seus números de inscrição no Cadastro de
Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica;

c) os bens suscetíveis de penhora, sempre que possível.

Antes o executado indicava os bens à execução. Isso deixou de existir, passou a ser
direito de escolha do exequente. Buscar o que tem maior liquidez.

Parágrafo único. O demonstrativo do débito deverá conter:

I - o índice de correção monetária adotado;

II - a taxa de juros aplicada;

III - os termos inicial e final de incidência do índice de correção monetária e da taxa de juros
utilizados;

IV - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso;

V - a especificação de desconto obrigatório realizado.

Art. 799. Incumbe ainda ao exequente:

I - requerer a intimação do credor pignoratício, hipotecário, anticrético ou fiduciário, quando a


penhora recair sobre bens gravados por penhor, hipoteca, anticrese ou alienação fiduciária;

É preciso primeiro intimar o credor hipotecário antes de proceder à penhora. Assim, o


intimado poderá tomar providências em favor da garantia que possui.

II - requerer a intimação do titular de usufruto, uso ou habitação, quando a penhora recair sobre bem
gravado por usufruto, uso ou habitação;

III - requerer a intimação do promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em relação ao
qual haja promessa de compra e venda registrada;
Importante porque vai haver repercussão material no patrimônio de terceiro. A exigência de
intimação é forma de proteção ao terceiro.

IV - requerer a intimação do promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito aquisitivo
derivado de promessa de compra e venda registrada

V - requerer a intimação do superficiário, enfiteuta ou concessionário, em caso de direito de


superfície, enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de
uso, quando a penhora recair sobre imóvel submetido ao regime do direito de superfície, enfiteuse ou
concessão;

VI - requerer a intimação do proprietário de terreno com regime de direito de superfície, enfiteuse,


concessão de uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora
recair sobre direitos do superficiário, do enfiteuta ou do concessionário;

VII - requerer a intimação da sociedade, no caso de penhora de quota social ou de ação de


sociedade anônima fechada, para o fim previsto no art. 876, § 7º ;

VIII - pleitear, se for o caso, medidas urgentes;


IX - proceder à averbação em registro público do ato de propositura da execução e dos atos de
constrição realizados, para conhecimento de terceiros.

X - requerer a intimação do titular da construção-base, bem como, se for o caso, do titular de lajes
anteriores, quando a penhora recair sobre o direito real de laje; (Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)

XI - requerer a intimação do titular das lajes, quando a penhora recair sobre a construção-base.
(Incluído pela Lei nº 13.465, de 2017)

Art. 801. Verificando que a petição inicial está incompleta ou que não está acompanhada dos
documentos indispensáveis à propositura da execução, o juiz determinará que o exequente a corrija, no
prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de indeferimento.

O título executivo deve ser o original?


Hoje em termos de processo eletrônico, basta a cópia eletrônica, mantendo o autor o
original consigo.

Depois: efeitos da propositura da execução.

Aula: 16/08

Prescrição e decadência

Citação válida - tem o condão de impedir que a passagem do tempo traga prejuízo. Lembrando
que estamos falando da execução autônoma (título extrajudicial)

Art. 240. A citação válida, ainda quando ordenada por juízo incompetente, induz litispendência,
torna litigiosa a coisa e constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos arts. 397 e 398 da Lei nº
10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil).

§ 1º A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que ordena a citação, ainda que proferido
por juízo incompetente, retroagirá à data de propositura da ação.

Agora, no âmbito da execução:


Art. 802. Na execução, o despacho que ordena a citação, desde que realizada em observância ao
disposto no § 2º do art. 240 , interrompe a prescrição, ainda que proferido por juízo incompetente.

A demora da máquina judiciária não vai gerar a perda do direito por prescrição.

Prescrição intercorrente - durante o curso do processo porque houve excessiva paralisação


dentro da tramitação do próprio processo (de um ato para outro demora o tempo geral da
prescrição).

Art. 829. O executado será citado para pagar a dívida no prazo de 3 (três) dias, contado da citação.

Chamado para satisfazer o credor. Pagar em 3 dias. Provocar a fazer o que dará solução ao
assunto.
1º Do mandado de citação constarão, também, a ordem de penhora e a avaliação a serem cumpridas
pelo oficial de justiça tão logo verificado o não pagamento no prazo assinalado, de tudo lavrando-se
auto, com intimação do executado.

A citação, nesse caso, é feito por oficial de justiça.


Do mandado já constam também ordem de penhora e avaliação.

Agilidade na execução - objetivo - dar satisfação ao credor.

Art. 830. Se o oficial de justiça não encontrar o executado, arrestar-lhe-á tantos bens quantos
bastem para garantir a execução.

Arresto na ciência processual - evitar a dilapidação do bem - iniciar a tomada de


providências visando

Arresto ato executivo - identificar e separar bens do patrimônio em valor suficiente para dar
satisfação ao credor.
Arresto também é tipo de medida cautelar - que você ajuiza quando o sujeito está começando a
dilapidar o patrimônio. Mesmo antes de ajuizado o processo.
Requisitos: fumus boni iuris e periculum in mora.
Arresto é quase indisponibilidade.
Arresto ato executivo não precisa dos dois requisitos - basta ter o oficial de justiça não
encontrado o réu..

§ 1º Nos 10 (dez) dias seguintes à efetivação do arresto, o oficial de justiça procurará o executado 2
(duas) vezes em dias distintos e, havendo suspeita de ocultação, realizará a citação com hora certa,
certificando pormenorizadamente o ocorrido.

§ 2º Incumbe ao exequente requerer a citação por edital, uma vez frustradas a pessoal e a com
hora certa.

§ 3º Aperfeiçoada a citação e transcorrido o prazo de pagamento, o arresto converter-se-á em


penhora, independentemente de termo.

A citação por oficial de justiça - mandado - é que começa a execução. Se não for possível, o
exequente requer citação por edital.

§ 3º Aperfeiçoada a citação e transcorrido o prazo de pagamento, o arresto converter-se-á em


penhora, independentemente de termo.

Penhora - o próprio exequente, desde que conheça o patrimônio do devedor, indica os bens
que deseja ver penhorados - art. 798, II, c
Pode haver pedido de penhora online - na conta do banco ( de ativos financeiros). Convênio
entre Judiciário e BACEN.

Penhora - é o ato executivo que vincula o bem do executado Àquele processo de


execução especificamente considerado - do conjunto (patrimônio) - separo os bens cujo
valor corresponda à execução. Não comprometo o resto dos bens do executado.

Penhora Garante o sucesso da execução


Há deveres de conservação da coisa. Para que ela não se perca. Se estiver íntegra, será
possível promover os próximos atos.

Sempre a permitir uma alienação eficaz. Assim, o bem transformado em dinheiro e


conclui-se a execução.

E se mais de um credor vier a penhorar o mesmo bem. Aí na medida em que tenho a penhora
mais antiga, há preferência no recebimento de valores.
Preferência na penhora - preferência para receber.

A penhora é um ato público, praticado pelo Judiciário - cuidado, não é contrato de penhor. É
mais um ato executivo, formado em processo de execução e praticado por agentes do Estado.
No contrato de penhor, eu dono do bem quero levar para penhor. Na execução, a penhora não
é por minha vontade. Caráter substitutivo da penhora. O Judiciário substitui a vontade do
devedor.

É o momento da espada da justiça. Não da balança.

Tudo isso, puxando do princípio da responsabilidade patrimonial. O importante salientar é que


esta parte da penhora - se inicia no

Art. 831. A penhora deverá recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal
atualizado, dos juros, das custas e dos honorários advocatícios.

A penhora não é somente da dívida original.


Art. 832. Não estão sujeitos à execução os bens que a lei considera impenhoráveis ou inalienáveis.

O que é bem inalienável? R. bem que não pode ser vendido. Inalienável por ato de vontade -
Ex. doação - transfira o patrimônio e coloque como inalienável.

Os casos de impenhorabilidade apenas - o bem é alienável, mas a lei escolhe coisas e afirma
que alguns bens não são passíveis de penhora. O legislador faz isso em nome da dignidade da
pessoa humana - mínimo existencial.

Princípio da execução - menor sacrifício para o devedor.


Art. 805. Quando por vários meios o exequente puder promover a execução, o juiz mandará que
se faça pelo modo menos gravoso para o executado.

Parágrafo único. Ao executado que alegar ser a medida executiva mais gravosa incumbe indicar
outros meios mais eficazes e menos onerosos, sob pena de manutenção dos atos executivos já
determinados.

Art. 833. São impenhoráveis:

Alguns são absolutamente impenhoráveis - art. 833 - e bens relativamente impenhoráveis -


art. 834.

I - os bens inalienáveis e os declarados, por ato voluntário, não sujeitos à execução;

II - os móveis, os pertences e as utilidades domésticas que guarnecem a residência do executado,


salvo os de elevado valor ou os que ultrapassem as necessidades comuns correspondentes a um
médio padrão de vida;

III - os vestuários, bem como os pertences de uso pessoal do executado, salvo se de elevado
valor;

IV - os vencimentos, os subsídios, os soldos, os salários, as remunerações, os proventos de


aposentadoria, as pensões, os pecúlios e os montepios, bem como as quantias recebidas por
liberalidade de terceiro e destinadas ao sustento do devedor e de sua família, os ganhos de trabalhador
autônomo e os honorários de profissional liberal, ressalvado o § 2º ;

V - os livros, as máquinas, as ferramentas, os utensílios, os instrumentos ou outros bens móveis


necessários ou úteis ao exercício da profissão do executado;

VI - o seguro de vida;

VII - os materiais necessários para obras em andamento, salvo se essas forem penhoradas;

VIII - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família;

IX - os recursos públicos recebidos por instituições privadas para aplicação compulsória em


educação, saúde ou assistência social;

X - a quantia depositada em caderneta de poupança, até o limite de 40 (quarenta) salários-


mínimos;

XI - os recursos públicos do fundo partidário recebidos por partido político, nos termos da lei;

XII - os créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob regime de incorporação


imobiliária, vinculados à execução da obra.

§ 1º A impenhorabilidade não é oponível à execução de dívida relativa ao próprio bem, inclusive


àquela contraída para sua aquisição.

§ 2º O disposto nos incisos IV e X do caput não se aplica à hipótese de penhora para pagamento
de prestação alimentícia, independentemente de sua origem, bem como às importâncias excedentes a
50 (cinquenta) salários-mínimos mensais, devendo a constrição observar o disposto no art. 528, § 8º ,
e no art. 529, § 3º .

§ 3º Incluem-se na impenhorabilidade prevista no inciso V do caput os equipamentos, os


implementos e as máquinas agrícolas pertencentes a pessoa física ou a empresa individual produtora
rural, exceto quando tais bens tenham sido objeto de financiamento e estejam vinculados em garantia a
negócio jurídico ou quando respondam por dívida de natureza alimentar, trabalhista ou previdenciária.
Art. 834. Podem ser penhorados, à falta de outros bens, os frutos e os rendimentos dos bens
inalienáveis.

Impenhorabilidade relativa.
FRaudes:
1) Contra credores
2) Contra a execução - mais grave- coloca em xeque a autoridade do Estado - processo já
ajuizada. Dívidas maiores do que o patrimônio.

Lei 8.009 de 1990 - impenhorabilidade do bem de família - 1.711 a 1.722 - C.C. - ideia proteger
a unidade familiar. Preservar a residência da família.
Exceções: por dívida de condomínio, IPTU, perante o construtor que edificou poderá ser o bem
penhorado.

Aula: 23/08

Art. 831 -

Art. 831. A penhora deverá recair sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do principal
atualizado, dos juros, das custas e dos honorários advocatícios.

Processo de execução de quantia certa está destinado a honrar esse conjunto de obrigações.
O cálculo serve para garantir que o valor da execução não ultrapasse aquilo que é
efetivamente devido.

Art. 835. A penhora observará, preferencialmente, a seguinte ordem:

Priorizar determinados bens para a execução. Só desço para as próximas hipóteses


caso o primeiro item não tenha sido localizado. Há presunção daquilo que integra
patrimônio da pessoa e tipos de bens com maior liquidez (boa possibilidade de
alienação no mercado). Assim, terei mais rápido o valor em dinheiro para satisfazer o
devedor.
I - dinheiro, em espécie ou em depósito ou aplicação em instituição financeira;

II - títulos da dívida pública da União, dos Estados e do Distrito Federal com cotação em mercado;

III - títulos e valores mobiliários com cotação em mercado;

IV - veículos de via terrestre;

V - bens imóveis;

VI - bens móveis em geral;

VII - semoventes;

VIII - navios e aeronaves;

IX - ações e quotas de sociedades simples e empresárias;


X - percentual do faturamento de empresa devedora;

XI - pedras e metais preciosos;

XII - direitos aquisitivos derivados de promessa de compra e venda e de alienação fiduciária em


garantia;

XIII - outros direitos.

Serve como critério, inclusive, para o oficial de justiça.


A substituição de penhora, possibilidade do exequente, é mais provável quando se respeita a
preferência legal.

§ 1º É prioritária a penhora em dinheiro, podendo o juiz, nas demais hipóteses, alterar a ordem
prevista no caput de acordo com as circunstâncias do caso concreto.

§ 2º Para fins de substituição da penhora, equiparam-se a dinheiro a fiança bancária e o


seguro garantia judicial, desde que em valor não inferior ao do débito constante da inicial, acrescido de
trinta por cento.

Fiança bancária - o banco é meu fiador.


Seguro garantia - a seguradora honra o valor se o devedor não pagar.
PAra fins de substituição equipara-se a dinheiro.
Por que 30%?
É que o contrato de seguro garantia e fiança bancária garante valor estático. Por isso, há
necessidade de sobregarantia para satisfazer o credor.

§ 3º Na execução de crédito com garantia real, a penhora recairá sobre a coisa dada em garantia, e, se
a coisa pertencer a terceiro garantidor, este também será intimado da penhora.

Ex. hipoteca de imóvel.

Art. 836. Não se levará a efeito a penhora quando ficar evidente que o produto da execução dos bens
encontrados será totalmente absorvido pelo pagamento das custas da execução.

Nesse caso, cobrindo apenas as custas, haverá a inutilidade do ato. Não há satisfação
ao credor.

Subseção II

Da Documentação da Penhora, de seu Registro e do Depósito

Art. 837. Obedecidas as normas de segurança instituídas sob critérios uniformes pelo
Conselho Nacional de Justiça, a penhora de dinheiro e as averbações de penhoras de bens
imóveis e móveis podem ser realizadas por meio eletrônico.

A ideia é, aos poucos, eu passar dos atos documentados em papel para a forma eletrônica.
Penhora online.
O juiz mandou um ofício para o cartório do registro de imóveis - que vão procurar registros em
nome do devedor. Procura eletrônica. Maior agilidade para praticar esses atos.

Procedimentos das penhoras

Art. 838. A penhora será realizada mediante auto ou termo, que conterá:

I - a indicação do dia, do mês, do ano e do lugar em que foi feita;

II - os nomes do exequente e do executado;

III - a descrição dos bens penhorados, com as suas características;

IV - a nomeação do depositário dos bens.

Ajuda a bem identificar o que está penhorado e vinculado àquele processo.


Com a identificação precisa, eu posso cobrar do depositário a boa conservação do bem.

Nomeação do depositário - identificar quem terá o ônus de cuidar da coisa. Normalmente, é o


proprietário ou devedor.

Art. 839. Considerar-se-á feita a penhora mediante a apreensão e o depósito dos bens, lavrando-
se um só auto se as diligências forem concluídas no mesmo dia.

Parágrafo único. Havendo mais de uma penhora, serão lavrados autos individuais.

PReciso ter cuidados formais que interessam para as partes. Fala-se que a penhora é um
ato complexo, no sentido de serem várias as atividades que precisam ser realizadas.
A primeira atividade: localizar pattrimônio
Segunda: identificar o bem capaz de satisfazer o credor
Terceiro: apreender a coisa - ainda que fisicamente a coisa não tenha que sair do
devedor.
Quarto: depósito do bem - basta que eu tenha formado essa relação de depositário e
tenha o ônus de bem resguardar a coisa

Art. 840. Serão preferencialmente depositados:

I - as quantias em dinheiro, os papéis de crédito e as pedras e os metais preciosos, no Banco do


Brasil, na Caixa Econômica Federal ou em banco do qual o Estado ou o Distrito Federal possua mais da
metade do capital social integralizado, ou, na falta desses estabelecimentos, em qualquer instituição de
crédito designada pelo juiz;

II - os móveis, os semoventes, os imóveis urbanos e os direitos aquisitivos sobre imóveis urbanos,


em poder do depositário judicial;

Um dos possíveis auxiliares do juízo. Tal como os peritos, oficiais de justiça, intérprete.

Definição: depositário é a pessoa que se responsabiliza em realizar a guarda de coisas.


Art. 159. A guarda e a conservação de bens penhorados, arrestados, sequestrados ou
arrecadados serão confiadas a depositário ou a administrador, não dispondo a lei de outro modo.

O depositário será remunerado.

III - os imóveis rurais, os direitos aquisitivos sobre imóveis rurais, as máquinas, os utensílios e os
instrumentos necessários ou úteis à atividade agrícola, mediante caução idônea, em poder do
executado.

§ 1º No caso do inciso II do caput , se não houver depositário judicial, os bens ficarão em poder do
exequente.

Normalmente, o exequente não quer ser depositário.


§ 2º Os bens poderão ser depositados em poder do executado nos casos de difícil remoção ou quando
anuir o exequente.
Normalmente, o exequente anui em manter com o executado. Para não assumir encargos e
investimentos a serem feitos como depositário.

Art. 841. Formalizada a penhora por qualquer dos meios legais, dela será imediatamente intimado o
executado.

Da intimação do devedor começa a contar os prazos para embargos À execução. Demarcar um


prazo máximo. A partir da penhora começo a contar um prazo preclusivo. O executado pode se
antecipar ao pagamento.

Efeitos suspensivos ao embargo somente com a penhora do bem.

§ 1º A intimação da penhora será feita ao advogado do executado ou à sociedade de advogados a que


aquele pertença.

§ 2º Se não houver constituído advogado nos autos, o executado será intimado pessoalmente, de
preferência por via postal.

Formalizar o ato e preparar os demais atos.

Art. 842. Recaindo a penhora sobre bem imóvel ou direito real sobre imóvel, será intimado também o
cônjuge do executado, salvo se forem casados em regime de separação absoluta de bens.

A ideia é trabalhar quase como uma “prevenção”. A penhora é drástica e outro cônjuge precisa
ficar sabendo; e tomem as providências necessárias. Mais algum cuidado.

Art. 843. Tratando-se de penhora de bem indivisível, o equivalente à quota-parte do coproprietário


ou do cônjuge alheio à execução recairá sobre o produto da alienação do bem.

É a tal da casa que foi penhorado. Conjunto comercial do casal. São casados por regime de
bens em que metade é de cada um. O bem é indivisível. Uma parte do bem não é do devedor, mas
do outro cônjuge. Antigamente isso representava uma trava à execução.
Mas com o novo dispositivo, em caso de copropriedade mantém a penhora. Leva a público o
leilão e a cota do coproprietário nao devedor só retorna a sua metade do bem em dinheiro. O
exequente vai procurar outro bem a penhorar se a dívida não foi totalmente coberta. A não ser
que a dívida tenha sido feita em nome da unidade familiar.

§ 1º É reservada ao coproprietário ou ao cônjuge não executado a preferência na arrematação do


bem em igualdade de condições.

§ 2º Não será levada a efeito expropriação por preço inferior ao da avaliação na qual o valor
auferido seja incapaz de garantir, ao coproprietário ou ao cônjuge alheio à execução, o correspondente à
sua quota-parte calculado sobre o valor da avaliação.

Art. 844. Para presunção absoluta de conhecimento por terceiros, cabe ao exequente providenciar
a averbação do arresto ou da penhora no registro competente, mediante apresentação de cópia do
auto ou do termo, independentemente de mandado judicial.(procedimento mais simples)

O que se quer aqui é fazer com que a penhora (ato de constrição - segregação patrimonial) passe
a ser conhecido de todos pela sociedade. Objetivo: evitar fraude à execução - e que alguém se
apresente como terceiro de boa-fé .

Matrícula imobiliária - documento formal que identifica o imóvel..

Certidões de distribuição forenses (justiça estadual, federal, trabalhista)


Ver se os imóveis estão desimpedidos de ônus.

Levar ao registro imobiliário a notícia de que o bem está penhorado é uma garantia para o
exequente.

Art. 845. Efetuar-se-á a penhora onde se encontrem os bens, ainda que sob a posse, a detenção ou a
guarda de terceiros.

Ex. carro emprestado com outra pessoa. O oficial de justiça pode realizar a penhora,
mesmo na posse de outra pessoa.

§ 1º A penhora de imóveis, independentemente de onde se localizem, quando apresentada


certidão da respectiva matrícula, e a penhora de veículos automotores, quando apresentada certidão
que ateste a sua existência, serão realizadas por termo nos autos.

O exequente colabora para facilitar a penhora.

§ 2º Se o executado não tiver bens no foro do processo, não sendo possível a realização da
penhora nos termos do § 1º, a execução será feita por carta, penhorando-se, avaliando-se e alienando-
se os bens no foro da situação.

Carta precatória - para o foro da situação do imóvel.


A avaliação e alienação feitas no foro do local são realizadas com maior efetividade.
Cooperação entre juízos de diferentes comarcas.

Subseção IV
Das Modificações da Penhora

Art. 847. O executado pode, no prazo de 10 (dez) dias contado da intimação da penhora, requerer
a substituição do bem penhorado, desde que comprove que lhe será menos onerosa e não trará prejuízo
ao exequente.

Executado pode pedir substituição do bem penhorado. A intimação feita inicialmente (art. 841)
também serve para abertura do prazo desse ato.
Respeito à execução de forma menos onerosa para o executado. Mas precisa
demonstrar todas as condições.
A ordem de prioridade do art. 835, se obedecida, ou segundo a vontade do credor, deve
ser observada.

Aula: 06/09 - avaliação

Aula: 13/09

Expropriação - como isso se faz?


Alternativas para chegar à satisfação do exequente.

Três possibilidades:
1) Haver uma adjudicação- exequente se interessa em ficar com o próprio bem penhorado
Importam em alienações: venda do bem penhora e por intermédio dela ocorre a transformação
do bem penhorado em dinheiro. Dois tipos. Tradicionalmente se fazia por leilão (hasta pública)
com possibilidade de concorrência.
Percebeu-se que não a maneira mais inteligente. Melhor utilizar instrumentos de profissionais
de mercado. Ex. corretor de imóveis -
2) Alienação por iniciativa particular
3) Leilão

Quem está vendendo o bem é o Judiciário. Não o próprio devedor. Inexistem restrições ao
imóvel, dá-se segurança ao comprador.

Seção IV

Da Expropriação de Bens

Subseção I

Da Adjudicação

Art. 876. É lícito ao exequente, oferecendo preço não inferior ao da avaliação, requerer que lhe
sejam adjudicados os bens penhorados.
Condições: 1) escolha do exequente. 2) respeitar o valor da avaliação; (fazer a execução o
menos onerosa possível para o executado).
Relevâncias práticas: crédito do exequente superior ao bem que ele vai adjudicar (busque em
outros bens a diferença)
Mas e se o valor de avaliação, exequente deve pagar a diferença.

§ 1º Requerida a adjudicação, o executado será intimado do pedido:

I - pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos;

II - por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria Pública ou quando
não tiver procurador constituído nos autos;

III - por meio eletrônico, quando, sendo o caso do § 1º do art. 246 , não tiver procurador constituído
nos autos.

§ 2º Considera-se realizada a intimação quando o executado houver mudado de endereço sem


prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no art. 274, parágrafo único .

§ 3º Se o executado, citado por edital, não tiver procurador constituído nos autos, é dispensável a
intimação prevista no § 1º.

§ 4º Se o valor do crédito for:

I - inferior ao dos bens, o requerente da adjudicação depositará de imediato a diferença, que ficará
à disposição do executado;

II - superior ao dos bens, a execução prosseguirá pelo saldo remanescente.

A ideia é possibilitar que a outra pessoa interessada possa adquirir o bem na alienação judicial.

Art. 889. Serão cientificados da alienação judicial, com pelo menos 5 (cinco) dias de antecedência:

I - o executado, por meio de seu advogado ou, se não tiver procurador constituído nos autos, por
carta registrada, mandado, edital ou outro meio idôneo;

II - o coproprietário de bem indivisível do qual tenha sido penhorada fração ideal;

III - o titular de usufruto, uso, habitação, enfiteuse, direito de superfície, concessão de uso especial
para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre bem gravado
com tais direitos reais;

IV - o proprietário do terreno submetido ao regime de direito de superfície, enfiteuse, concessão de


uso especial para fins de moradia ou concessão de direito real de uso, quando a penhora recair sobre
tais direitos reais;

V - o credor pignoratício, hipotecário, anticrético, fiduciário ou com penhora anteriormente


averbada, quando a penhora recair sobre bens com tais gravames, caso não seja o credor, de qualquer
modo, parte na execução;

VI - o promitente comprador, quando a penhora recair sobre bem em relação ao qual haja
promessa de compra e venda registrada;
VII - o promitente vendedor, quando a penhora recair sobre direito aquisitivo derivado de promessa
de compra e venda registrada;

VIII - a União, o Estado e o Município, no caso de alienação de bem tombado.

Coproprietário, detentor de direito real, promitente comprador; algum tipo de interesse a


proteger; dá-se chance para evitar que o bem vá para o poder do exequente.
Evitar relações conflituosas. Vai chegar ao exequente sem os ônus indicados.

Art. 880. Não efetivada a adjudicação, o exequente poderá requerer a alienação por sua própria iniciativa
ou por intermédio de corretor ou leiloeiro público credenciado perante o órgão judiciário.

Há prioridade posta pela legislação = 1º a adjudicação. Aqui o valor da avaliação será sempre
respeitado;

Art. 879. A alienação far-se-á:

I - por iniciativa particular;

II - em leilão judicial eletrônico ou presencial.

Modos mais eficazes de promover a alienação. Por isso, a opção de usar o corretor, leiloeiro
público por iniciativa própria (2ª prioridade). Mas, de qualquer forma, a venda é efetivada pelo
Poder Judiciário.

Art. 880.
§ 1º O juiz fixará o prazo em que a alienação deve ser efetivada, a forma de publicidade, o preço
mínimo, as condições de pagamento, as garantias e, se for o caso, a comissão de corretagem.

§ 2º A alienação será formalizada por termo nos autos, com a assinatura do juiz, do exequente, do
adquirente e, se estiver presente, do executado, expedindo-se:

I - a carta de alienação e o mandado de imissão na posse, quando se tratar de bem imóvel;

II - a ordem de entrega ao adquirente, quando se tratar de bem móvel.

Documentos indicados nos incisos permitem o registro do imóvel.


Ordem de entrega = depositário judicial.

Art. 881. A alienação far-se-á em leilão judicial se não efetivada a adjudicação ou a alienação por
iniciativa particular.

Por que o leilão fica por último?


Rebuscado em termo de formas. Custos elevados. Nem sempre há eficácia.

§ 1º O leilão do bem penhorado será realizado por leiloeiro público.


§ 2º Ressalvados os casos de alienação a cargo de corretores de bolsa de valores, todos os
demais bens serão alienados em leilão público.

Busca de lances, propostas, ofertas, busca de um melhor preço.

Art. 882. Não sendo possível a sua realização por meio eletrônico, o leilão será presencial. (mais uma
vez preferência no meio a ser utilizado; no eletrônico atinge maior número de pessoas);

§ 1º A alienação judicial por meio eletrônico será realizada, observando-se as garantias processuais das
partes, de acordo com regulamentação específica do Conselho Nacional de Justiça.

§ 2º A alienação judicial por meio eletrônico deverá atender aos requisitos de ampla publicidade,
autenticidade e segurança, com observância das regras estabelecidas na legislação sobre certificação
digital.

Busca por preço bom é o que importa.

Art. 883. Caberá ao juiz a designação do leiloeiro público, que poderá ser indicado pelo exequente.

Art. 884. Incumbe ao leiloeiro público:

I - publicar o edital, anunciando a alienação;

II - realizar o leilão onde se encontrem os bens ou no lugar designado pelo juiz;

III - expor aos pretendentes os bens ou as amostras das mercadorias;

IV - receber e depositar, dentro de 1 (um) dia, à ordem do juiz, o produto da alienação;

V - prestar contas nos 2 (dois) dias subsequentes ao depósito.

O edital traz as informações básicas para a ocorrência do leilão. Há custos a serem cobertos
pela venda.

Art. 885. O juiz da execução estabelecerá o preço mínimo, as condições de pagamento e as garantias
que poderão ser prestadas pelo arrematante.

Não há respeito ao preço de avaliação. Apenas na primeira oportunidade, leilão, respeita-se.


Muitas vezes a exigência é infrutífera.

Preço mínima: objetivo é não prejudicar o executado..


Não pode haver preço vil.

Art. 891. Não será aceito lance que ofereça preço vil.

Parágrafo único. Considera-se vil o preço inferior ao mínimo estipulado pelo juiz e constante do
edital, e, não tendo sido fixado preço mínimo, considera-se vil o preço inferior a cinquenta por cento do
valor da avaliação.
PReservar os direitos do executado. Evitar onerosidade excessiva. Não pode ser nunca inferior
ao mínimo.
O que será preço vil? Quantos porcentos de desconto? Qual o deságio?
Alguma flutuação de preço em relação à avaliação é assimilável.
Existe a opção do juiz fixar preço mínimo.
Critérios: estado do bem, liquidez etc.

Objetivo maior é a satisfação do exequente. Mas há também necessidade de evitar o preço vil.

Legitimidade para arrematar


Quem estiver na livre administração de seus bens.

Art. 890. Pode oferecer lance quem estiver na livre administração de seus bens, com exceção:

I - dos tutores, dos curadores, dos testamenteiros, dos administradores ou dos liquidantes, quanto
aos bens confiados à sua guarda e à sua responsabilidade;

Possui informações privilegiadas. Conflito de interesses.

II - dos mandatários, quanto aos bens de cuja administração ou alienação estejam encarregados;

III - do juiz, do membro do Ministério Público e da Defensoria Pública, do escrivão, do chefe de


secretaria e dos demais servidores e auxiliares da justiça, em relação aos bens e direitos objeto de
alienação na localidade onde servirem ou a que se estender a sua autoridade;

IV - dos servidores públicos em geral, quanto aos bens ou aos direitos da pessoa jurídica a que
servirem ou que estejam sob sua administração direta ou indireta;

V - dos leiloeiros e seus prepostos, quanto aos bens de cuja venda estejam encarregados;

VI - dos advogados de qualquer das partes.

Art. 892. Salvo pronunciamento judicial em sentido diverso, o pagamento deverá ser realizado de
imediato pelo arrematante, por depósito judicial ou por meio eletrônico.

§ 1º Se o exequente arrematar os bens e for o único credor, não estará obrigado a exibir o preço,
mas, se o valor dos bens exceder ao seu crédito, depositará, dentro de 3 (três) dias, a diferença, sob
pena de tornar-se sem efeito a arrematação, e, nesse caso, realizar-se-á novo leilão, à custa do
exequente.

Condições objetivas e subjetivas para indicar quem pode participar do certame.

Art. 901. A arrematação constará de auto que será lavrado de imediato e poderá abranger bens
penhorados em mais de uma execução, nele mencionadas as condições nas quais foi alienado o bem.

Na certificação do leiloeiro a respeito dos atos do leilão, ele conta com fé pública.

§ 1º A ordem de entrega do bem móvel ou a carta de arrematação do bem imóvel, com o


respectivo mandado de imissão na posse, será expedida depois de efetuado o depósito ou prestadas as
garantias pelo arrematante, bem como realizado o pagamento da comissão do leiloeiro e das demais
despesas da execução.
§ 2º A carta de arrematação conterá a descrição do imóvel, com remissão à sua matrícula ou
individuação e aos seus registros, a cópia do auto de arrematação e a prova de pagamento do imposto
de transmissão, além da indicação da existência de eventual ônus real ou gravame.

Usufruto judicial

Ex. penhora de faturamento.

Subseção X

Da Penhora de Frutos e Rendimentos de Coisa Móvel ou Imóvel

Art. 867. O juiz pode ordenar a penhora de frutos e rendimentos de coisa móvel ou imóvel quando
a considerar mais eficiente para o recebimento do crédito e menos gravosa ao executado.

Dependendo da situação é melhor penhorar os aluguéis.

Art. 868. Ordenada a penhora de frutos e rendimentos, o juiz nomeará administrador-depositário, que
será investido de todos os poderes que concernem à administração do bem e à fruição de seus frutos e
utilidades, perdendo o executado o direito de gozo do bem, até que o exequente seja pago do principal,
dos juros, das custas e dos honorários advocatícios.

A forma de administrar o recebimento de frutos depende da natureza do bem.

Art. 869. O juiz poderá nomear administrador-depositário o exequente ou o executado, ouvida a parte
contrária, e, não havendo acordo, nomeará profissional qualificado para o desempenho da função.

É menos custoso colocar como administrador as partes envolvidas ao invés de especialistas;

Art. 904. A satisfação do crédito exequendo far-se-á:

I - pela entrega do dinheiro;

II - pela adjudicação dos bens penhorados.

Art. 905. O juiz autorizará que o exequente levante, até a satisfação integral de seu crédito, o
dinheiro depositado para segurar o juízo ou o produto dos bens alienados, bem como do faturamento de
empresa ou de outros frutos e rendimentos de coisas ou empresas penhoradas, quando:

Art. 908. Havendo pluralidade de credores ou exequentes, o dinheiro lhes será distribuído e
entregue consoante a ordem das respectivas preferências.

§ 1º No caso de adjudicação ou alienação, os créditos que recaem sobre o bem, inclusive os de


natureza propter rem , sub-rogam-se sobre o respectivo preço, observada a ordem de preferência.

No preço pago pelo adquirente, separa-se o valor das dívidas propter rem. O bem chega limpo
ao adquirente.
Resguarda a forma de entrega do bem, sem nenhuma pendência.
Suspensão da execução

Art. 921. Suspende-se a execução:

I - nas hipóteses dos arts. 313 e 315 , no que couber;

II - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução;

III - quando o executado não possuir bens penhoráveis;

O exequente não perde o seu direito por não haver bens; mas a tramitação é infrutífera;
suspende a execução;

Prazo de prescrição intercorrente: a possibilidade de se for ultrapassado com o processo


aberto, mas não finalizado, o prazo do direito material, perde o direito o credor.

IV - se a alienação dos bens penhorados não se realizar por falta de licitantes e o exequente, em
15 (quinze) dias, não requerer a adjudicação nem indicar outros bens penhoráveis;

Nova oportunidade para a adjudicação.

V - quando concedido o parcelamento de que trata o art. 916 .

Art. 916. No prazo para embargos, reconhecendo o crédito do exequente e comprovando o


depósito de trinta por cento do valor em execução, acrescido de custas e de honorários de advogado, o
executado poderá requerer que lhe seja permitido pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais,
acrescidas de correção monetária e de juros de um por cento ao mês.

O executado desiste de qualquer chance de defesa. Cumpre os requisitos. Uma espécie


de moratória. Enquanto está pagando, o processo executivo está suspenso.

Garantir o direito, fumus boni iuris e periculum in mora - para obter efeitos suspensivos;

Art. 924. Extingue-se a execução quando:

I - a petição inicial for indeferida;

Ex. falta do título executivo extrajudicial.

II - a obrigação for satisfeita;

III - o executado obtiver, por qualquer outro meio, a extinção total da dívida;

IV - o exequente renunciar ao crédito;

V - ocorrer a prescrição intercorrente.

Ocorre no curso da execução, após a suspensão do feito. Verificar o prazo prescricional das
obrigações no CC.

Art. 925. A extinção só produz efeito quando declarada por sentença.

Contra ela cabe apelação.

Qualquer outra decisão é passível de agravo de instrumento. Todas as decisões são


agraváveis porque não se julga mérito (direito material). Este já foi resolvido no título executivo.
Fim da execução extrajudicial contra devedor solvente.

Aula: 20/09

Cumprimento de sentença

Aproveitar o que foi realizado na fase de sentença anterior.


Na improcedência também há execução, pelo menos dos honorários e outras verbas
sucumbenciais.

Até 2005, havia encerramento do processo de sentença com o trânsito em julgado. Execução
era autônoma.

A sentença dada é uma etapa que se encerra, mas dá seguimento na mesma relação jurídico-
processual.
Dispensou-se assim uma necessidade prática - citação novamente
Diminuição das possibilidades de defesa do executado.
Aqui a defesa do réu chama-se impugnação ao cumprimento de sentença.

Art. 513. O cumprimento da sentença será feito segundo as regras deste Título, observando-se, no que
couber e conforme a natureza da obrigação, o disposto no Livro II da Parte Especial deste Código.

O livro II é o que estudamos antes (aplicação subsidiária). Só aplica desde que não
haja norma expressa no cumprimento de sentença.

Cumprimento de sentença e execução de título extrajudicial (espécies de execução).

§ 1º O cumprimento da sentença que reconhece o dever de pagar quantia, provisório ou definitivo, far-
se-á a requerimento do exequente.

Regra que veio a superar uma polêmica. Alguns advogados e doutrinadores


diziam que não era necessário de requerimento para levar adiante o cumprimento
de sentença. Isso deveria ser levado quase de ofício.

§ 2º O devedor será intimado para cumprir a sentença:

I - pelo Diário da Justiça, na pessoa de seu advogado constituído nos autos;

II - por carta com aviso de recebimento, quando representado pela Defensoria Pública ou quando
não tiver procurador constituído nos autos, ressalvada a hipótese do inciso IV;

III - por meio eletrônico, quando, no caso do § 1º do art. 246 , não tiver procurador constituído nos
autos

Ainda não há regulamentação da citação por meio eletrônico, mas o legislador já se


adiantou.
IV - por edital, quando, citado na forma do art. 256 , tiver sido revel na fase de conhecimento.

Não precisa de um mandado por oficial de justiça. Advogado já foi constituído nos
autos. Apenas a publicação no Diário da Justiça, já tá valendo para seguir o
cumprimento.

§ 3º Na hipótese do § 2º, incisos II e III, considera-se realizada a intimação quando o devedor houver
mudado de endereço sem prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no parágrafo único do art.
274.

Dever de informar a mudança de endereço. Vale a intimação mesmo quando não


localizado. Simplificação importante.

§ 4º Se o requerimento a que alude o § 1º for formulado após 1 (um) ano do trânsito em julgado da
sentença, a intimação será feita na pessoa do devedor, por meio de carta com aviso de recebimento
encaminhada ao endereço constante dos autos, observado o disposto no parágrafo único do art. 274 e
no § 3º deste artigo.

Dá a ideia de para ter maior agilidade e usufruir a simplificação, peça o cumprimento de


sentença rapidamente. E se nada for feito em um ano, volto a exigir formalidade maior.

§ 5º O cumprimento da sentença não poderá ser promovido em face do fiador, do coobrigado ou


do corresponsável que não tiver participado da fase de conhecimento.

Devedor solidário - vários envolvidos na obrigação; posso cobrar de qualquer deles o


valor inteiro;
Peça o cumprimento apenas contra quem pode se defender. Não posso surpreender
quem está fora do processo. Deveria ter ajuizado ação contra os dois.

CompetÊncias - art. 516.

Art. 516. O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante:

I - os tribunais, nas causas de sua competência originária;

II - o juízo que decidiu a causa no primeiro grau de jurisdição;

Não importa se o processo chegou a ir até Brasília. Volta para onde tudo começou.

III - o juízo cível competente, quando se tratar de sentença penal condenatória, de sentença
arbitral, de sentença estrangeira ou de acórdão proferido pelo Tribunal Marítimo.

Eles resolvem o problema de mérito, mas o cumprimento de sentença deve ocorrer perante
o juiz. Pois o juiz possui jurisdição, poder de Estado, inclusive com a capacidade de agredir o
patrimônio de alguém.

No juízo penal ainda não houve liquidação.

A regra geral de competência é o domicílio do réu.


Parágrafo único. Nas hipóteses dos incisos II e III, o exequente poderá optar pelo juízo do atual
domicílio do executado, pelo juízo do local onde se encontrem os bens sujeitos à execução ou pelo juízo
do local onde deva ser executada a obrigação de fazer ou de não fazer, casos em que a remessa dos
autos do processo será solicitada ao juízo de origem.

Domicílio do executado, mas também onde os bens se encontrem para facilitar a


penhora.

Art. 517. A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois
de transcorrido o prazo para pagamento voluntário previsto no art. 523.

O protesto dá publicidade para todos na praça da inadimplência do devedor.


Antes disso, ficava no âmbito dos títulos extrajudiciais. Vai para todos os
serviços de proteção ao crédito.

§ 1º Para efetivar o protesto, incumbe ao exequente apresentar certidão de teor da decisão.

§ 2º A certidão de teor da decisão deverá ser fornecida no prazo de 3 (três) dias e indicará o nome
e a qualificação do exequente e do executado, o número do processo, o valor da dívida e a data de
decurso do prazo para pagamento voluntário.

§ 3º O executado que tiver proposto ação rescisória para impugnar a decisão exequenda pode
requerer, a suas expensas e sob sua responsabilidade, a anotação da propositura da ação à margem do
título protestado.

§ 4º A requerimento do executado, o protesto será cancelado por determinação do juiz, mediante


ofício a ser expedido ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, contado da data de protocolo do
requerimento, desde que comprovada a satisfação integral da obrigação.

Art. 518. Todas as questões relativas à validade do procedimento de cumprimento da sentença e dos
atos executivos subsequentes poderão ser arguidas pelo executado nos próprios autos e nestes serão
decididas pelo juiz.

O mérito já foi resolvido. Por isso, são questões eminentemente processuais.

Art. 519. Aplicam-se as disposições relativas ao cumprimento da sentença, provisório ou definitivo, e à


liquidação, no que couber, às decisões que concederem tutela provisória.

Quando eu tenho uma liminar de tutela antecipada, uso as regras do cumprimento de


sentença.
Tutela antecipada - provimento satisfativo - concede a utilidade prática almejada como
pedido objeto do processo.
Dá para pedir antecipação do pedido, bem como medidas cautelares.

Procedimento da execução provisória


Houve sentença. Reconhecimento do direito. A parte que perdeu recorre. Não houve
trânsito em julgado.
Como ainda não é definitivo o status de credor, fala-se que nessa situação cabe
cumprimento de sentença, mas sem transito em julgado.

São atos práticos, por exemplo, penhora (separa do patrimônio do executado algo que
ficará vinculado ao processo). Para cumprimento provisório, o recurso não pode ter
efeito suspensivo.

Cumprimento provisório - antecipar providências práticas.

Art. 520. O cumprimento provisório da sentença impugnada por recurso desprovido de efeito suspensivo
será realizado da mesma forma que o cumprimento definitivo, sujeitando-se ao seguinte regime:

I - corre por iniciativa e responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentença for reformada, a
reparar os danos que o executado haja sofrido;

A execução provisória ocorre por conta e risco do exequente.

II - fica sem efeito, sobrevindo decisão que modifique ou anule a sentença objeto da execução,
restituindo-se as partes ao estado anterior e liquidando-se eventuais prejuízos nos mesmos autos;

III - se a sentença objeto de cumprimento provisório for modificada ou anulada apenas em parte,
somente nesta ficará sem efeito a execução;

IV - o levantamento de depósito em dinheiro e a prática de atos que importem transferência de


posse ou alienação de propriedade ou de outro direito real, ou dos quais possa resultar grave dano ao
executado, dependem de caução suficiente e idônea, arbitrada de plano pelo juiz e prestada nos
próprios autos.

Dar garantia, pois ainda não é definitivo o direito.

Art. 521. A caução prevista no inciso IV do art. 520 poderá ser dispensada nos casos em que:

I - o crédito for de natureza alimentar, independentemente de sua origem;

Ex. indenização é o que vai dar o sustento para os filhos do falecido. Verba alimentar é
irrepetível.

II - o credor demonstrar situação de necessidade;

Ex. doença grave.


III – pender o agravo do art. 1.042; (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016) (Vigência)
Agravo em recurso extraordinário ou especial. Antigo: agravo em despacho
denegatório. Último recurso - chance de reverter a decisão é muito baixa.

IV - a sentença a ser provisoriamente cumprida estiver em consonância com súmula da jurisprudência


do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça ou em conformidade com acórdão
proferido no julgamento de casos repetitivos.

Parágrafo único. A exigência de caução será mantida quando da dispensa possa resultar manifesto risco
de grave dano de difícil ou incerta reparação.

É preciso provar esse dano de difícil reparação.

Art. 522. O cumprimento provisório da sentença será requerido por petição dirigida ao juízo
competente.

Art. 526. É lícito ao réu, antes de ser intimado para o cumprimento da sentença, comparecer em juízo e
oferecer em pagamento o valor que entender devido, apresentando memória discriminada do cálculo.

Por exemplo, para fazer cessar juros.


Art. 527. Aplicam-se as disposições deste Capítulo ao cumprimento provisório da sentença, no que
couber.