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ISCED - CURSO: CONTABILIDADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade

Bancária e de Seguros

MANUAL DO CURSO DE LICENCIATURA EM

CONTABILIDADE E AUDITORIA

3º Ano
Disciplina: CONTABILIDADE BANCARIA E DE SEGUROS
Código: ISCED31-CONTCFE7
Total Horas/1o Semestre: 125H
Créditos (SNATCA):5
Número de Temas:

INSTITUTO SUPER

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Bancária e de Seguros

Direitos de autor (copyright)

Este manual é propriedade do Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância


(ISCED), e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação ou reprodução
parcial ou total deste manual, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios
(electrónicos, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de
entidade editora (Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED).
A não observância do acima estipulado o infractor é passível a aplicação de processos judiciais
em vigor no País.

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Bancária e de Seguros

Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED)


Direcção Académica
Rua Dr. Almeida Lacerda, No 212 Ponta - Gêa
Beira - Moçambique
Telefone: +258 23 323501

Cel: +258 82 3055839 Fax:


23323501
E-mail:isced@isced.ac.mz
Website:www.isced.ac.mz

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Agradecimentos

O Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED) agradece a colaboração dos


seguintes indivíduos e instituições na elaboração deste manual:

Autora Nilza Claudia Augusto Chivaringo, mestrada em


contabilidade e Auditoria.
Coordenação Direcção Académica do ISCED
Design Instituto Superior de Ciências e Educação a Distância (ISCED)
Financiamento e Logística Instituto Africano de Promoção da Educação a Distancia
Revisão Científica (IAPED)
Revisão Linguística Aldo Sanveca, Licenciado em Contabilidade e Auditoria

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Bancária e de Seguros

Índice

Contents
Visão geral 1

Bemvindo à Disciplina/Módulo de Contabilidade Bancária e de Seguros ................................ 1


Objectivos do Módulo................................................................................................................ 1
Quem deveria estudar este módulo ................................................................................. ……….1
Como está estruturado este módulo ................................................................................2
Ícones de actividade .........................................................................................................3
Habilidades de estudo ...................................................................................................... 3
Precisa de apoio? .............................................................................................................. 5
Tarefas (avaliação e auto-avaliação) ..................................................................................6
Avaliação ........................................................................................................................... 6
UNIDADE Temática 1.1. Considerações Gerais à Disciplina: natureza, objectivos
Gerais
Específicos ........................................................................................................................ 9
Introdução.........................................................................................................................9
Introducao .......................................................................... Error! Bookmark not defined.
1.2.1 A Moeda ................................................................................................................. 11
1.2.2 Funções da Moeda ................................................................................................. 11
1.2.3. A Moeda como fonte do sistema Bancário ........................................................... 13
Unidade Temática 1.3 Bancos ......................................................................................... 14
1.3.1 Introducao …14

1.3.2 O Comercio Bancário ............................................................................................. 15


1.3.3 Principais Objectivos do Banco .............................................................................. 15
1.2.1 A Moeda ....................................................................................................... 16
1.3.5 O Negocio Bancário na arena Internacional ................................................ 17
1.3.6 Fontes de Financiamento ou de Recurso nos BancosError! Bookmark not
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Exercícios de Auto Avaliação ................................................................................. 18
1.3.5 Fontes de Financiamento ou de Recurso nos BancosError! Bookmark not
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TEMA II- O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ....................................................... 19
2.1 O Sistema Financeiro ................................................................................................ 19
2.1.1 Noção do Sistema Financeiro ....................................................................... 19
2.1.2. Estrutura do Sistema Financeiro Nacional ............................................................ 20
2.1.2. Legislação económica moçambicana .....................................................................22
Exercícios de Auto Avaliação ..................................................................................24

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Bancária e de Seguros
3.1 O Património nas Empresas Bancárias ..................................................................... 26
3.2 A Gestão nos Estabelecimentos Bancários ............................................................... 27
3.2.1 Componentes de Liquidez ..................................................................................... 27
3.2.2 Produtos Bancárias Tradicionais ............................................................................ 29
Exercícios de Auto Avaliação ................................................................................. 30
3.1 O Património nas Empresas Bancárias ........................ Error! Bookmark not defined.
5.1 O Deposito ................................................................................................................ 31
5. 1.1Natureza dos Depósitos ..............................................................................31
5.1.2 Classificação dos Depósitos .......................................................................... 32
Exercícios de Auto Avaliação ................................................................................. 33
5.1.3 Contabilização dos Depósitos ...............................................................................33
Exercícios de Auto Avaliação ........................................................................................36
5.2 Concessão de Créditos ................................................. Error! Bookmark
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5.2.1 Desconto de Letras e Livranças ...................................................................... 44
Ecercicios…………………………………………………………………………………………………………….50
UNIDADE Temática ..6.1 SEGUROS - Conceito Centrais ..................................................56
Introdução .......................................................................................................................56
6.1.1 História do Seguro ............................................................................................56
6.1.2 O Contrato de Seguro .......................................................................................58
6.1.3 6.1.3 Tipos de Seguro ..................................................................................... 60
UNIDADE Temática 6.1.4 Mediadores de Seguros .......................................................... 63
Introdução .......................................................................... Error! Bookmark not defined.
UNIDADE Temática 6.1.5 Função Social do Seguro ........... Error! Bookmark not defined.
UNIDADE Temática .6.1.6 Função Económica do Seguro .. Error! Bookmark not defined.
UNIDADE Temática .7.1.1. Caracterização ..................................................................... 67
UNIDADE Temátic8.1 ...................................................................................................... 69

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Bancária e de Seguros

Visão geral

Bemvindoà Disciplina/Módulo de Contabilidade Bancária


e de Seguros

Objectivos do Módulo
Ao terminar o estudo deste módulo de Contabilidade Sectorial
deverá ser capaz de: Compreender os processos de contabilização
dos diferentes de actividade, definir, analisar e o comportamento
da contabilidade dos sectores financeiros. Deve de igual modo, ser
capaz de definir e compreender o processo de contabilização do
ramos de seguros, descrever a importância social, económica,
vantagens e desvantagens da adesão aos serviços prestados pelas
empresas seguradoras.

 Diferencia a contabilidade de Seguros da Bancária.


 Compreende quais as terminologias próprias a serem aplicadas
em estudo das contabilizações dos dois ramos de actividades.
 Conhecer as diferentes formas de concessão de crédito;
Objectivos  Reconhecer as especificidades das Contabilidades Bancárias e de
Específicos Seguros.
 Utilizar o plano de contas para o sistema Bancário e de Seguros;
 Descrever o processo de contabilização das operações mais
relevantes da actividade bancária – operações financeiras e
serviços bancários.
 Interpretar as Demonstrações de Resultados das empresas
Seguradoras e Financeiras.

Quem deveria estudar este módulo

Este Módulo foi concebido para estudantes do 3º ano do curso de


licenciatura em Contabilidade e Auditoria do ISCED. Poderá ocorrer,
contudo, que haja leitores que queiram se actualizar e consolidar
seus conhecimentos nessa disciplina, esses serão bem vindos, não
sendo necessário para tal se inscrever. Mas poderá adquirir o
manual.

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Bancária e de Seguros

Como está estruturado este módulo


Este módulo de Contabilidade Bancária e de Seguros, para
estudantes do 3º ano do curso de licenciatura em Contabilidade e
Auditoria, à semelhança dos restantes do ISCED, está estruturado
como se segue:

Páginas introdutórias

 Um índice completo.
 Uma visão geral detalhada dos conteúdos do módulo,
resumindo os aspectos-chave que você precisa conhecer
para melhor estudar. Recomendamos vivamente que leia
esta secção com atenção antes de começar o seu estudo,
como componente de habilidades de estudos.

Conteúdo desta Disciplina / módulo

Este módulo está estruturado em Temas. Cada tema, por sua vez
comporta certo número de unidades temáticas ou simplesmente
unidades
.Cada unidade temática se caracteriza por conter uma introdução,
objectivos, conteúdos.
No final de cada unidade temática ou do próprio tema, são
incorporados antes o sumário, exercícios de auto-avaliação, só
depois é que aparecem os exercícios de avaliação.
Os exercícios de avaliação têm as seguintes características: Puros
exercícios teóricos/Práticos, Problemas não resolvidos
e actividades práticas algumas incluindo estudo de caso.

Outros recursos

A equipa dos académicos e pedagogos do ISCED, pensando em si,


num cantinho, recôndito deste nosso vasto Moçambique e cheio de
dúvidas e limitações no seu processo de aprendizagem, apresenta
uma lista de recursos didácticos adicionais ao seu módulo para você
explorar. Para tal o ISCED disponibiliza na biblioteca do seu centro
de recursos mais material de estudos relacionado com o seu curso
como: Livros e/ou módulos, CD, CDROOM, DVD. Para além deste
material físico ou electrónico disponível na biblioteca, pode ter
acesso a Plataforma digital moodle para alargar mais ainda as
possibilidades dos seus estudos.

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Bancária e de Seguros
Auto-avaliação e Tarefas de avaliação

Tarefas de auto-avaliação para este módulo encontram sem o final


de cada unidade temática e de cada tema. As tarefas dos exercícios
de auto-avaliação apresentam duas características: primeiro
apresentam exercícios resolvidos com detalhes. Segundo,
exercícios que mostram apenas respostas.
Tarefas de avaliação devem ser semelhantes às de auto-avaliação
mas sem mostrar os passos e devem obedecer o grau crescente de
dificuldades do processo de aprendizagem, umas a seguir a outras.
Parte das tarefas de avaliação será objecto dos trabalhos de campo
a serem entregues aos tutores/docentes para efeitos de correcção
e subsequentemente nota. Também constará do exame do fim do
módulo. Pelo que, caro estudante, fazer todos os exercícios de
avaliação é uma grande vantagem.

Comentários e sugestões

Use este espaço para dar sugestões valiosas, sobre determinados


aspectos, quer de natureza científica, quer de natureza
didácticoPedagógico, etc, sobre como deveriam ser ou estar
apresentadas. Pode ser que graças as suas observações que, em
gesto de confiança, classificamo-las de úteis, o próximo módulo
venha a ser melhorado.

Ícones de actividade
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas
margens das folhas. Estes ícones servem para identificar diferentes
partes do processo de aprendizagem. Podem indicar uma parcela
específica de texto, uma nova actividade ou tarefa, uma mudança
de actividade, etc.

Habilidades de estudo
O principal objectivo deste campo é o de ensinar aprender a
aprender. Aprender aprende-se.
Durante a formação e desenvolvimento de competências, para
facilitar a aprendizagem e alcançar melhores resultados, implicará
empenho, dedicação e disciplina no estudo. Isto é, os bons
resultados apenas se conseguem com estratégias eficientes e
eficazes. Por isso é importante saber como, onde e quando estudar.
Apresentamos algumas sugestões com as quais esperamos que caro

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Bancária e de Seguros
estudante possa rentabilizar o tempo dedicado aos estudos,
procedendo como se segue:
1º Praticar a leitura. Aprender a Distância exige alto domínio de
leitura.
2º Fazer leitura diagonal aos conteúdos (leitura corrida). 3º Voltar a
fazer leitura, desta vez para a compreensão e assimilação crítica dos
conteúdos (ESTUDAR).

4º Fazer seminário (debate em grupos), para comprovar se a sua


aprendizagem confere ou não com a dos colegas e com o padrão.

5º Fazer TC (Trabalho de Campo), algumas actividades práticas ou as


de estudo de caso se existirem.

IMPORTANTE: Em observância ao triângulo modo-espaço-tempo,


respectivamente como, onde e quando...estudar, como foi referido
no início deste item, antes de organizar os seus momentos de estudo
reflicta sobre o ambiente de estudo que seria ideal para si: Estudo
melhor em casa/biblioteca/café/outro lugar? Estudo melhor à
noite/de manhã/de tarde/fins de semana/ao longo da semana?
Estudo melhor com música/num sítio sossegado/num sítio
barulhento!? Preciso de intervalo em cada 30 minutos, em cada
hora, etc.

É impossível estudar numa noite tudo o que devia ter sido estudado
durante um determinado período de tempo; Deve estudar cada
ponto da matéria em profundidade e passar só ao seguinte quando
achar que já domina bem o anterior.

Privilegia-se saber bem (com profundidade) o pouco que puder ler e


estudar, que saber tudo superficialmente! Mas a melhor opção é
juntar o útil ao agradável: Saber com profundidade todos conteúdos
de cada tema, no módulo.

Dica importante: não recomendamos estudar seguidamente por


tempo superior a uma hora. Estudar por tempo de uma hora
intercalado por 10 (dez) a 15 (quinze) minutos de descanso
(chamase descanso à mudança de actividades). Ou seja que durante
o intervalo não se continuar a tratar dos mesmos assuntos das
actividades obrigatórias.

Uma longa exposição aos estudos ou ao trabalho intelectual


obrigatório, pode conduzir ao efeito contrário: baixar o rendimento

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Bancária e de Seguros
da aprendizagem. Por que o estudante acumula um elevado volume
de trabalho, em termos de estudos, em pouco tempo, criando
interferência entre os conhecimento, perde sequência lógica, por
fim ao perceber que estuda tanto mas não aprende, cai em
insegurança, depressão e desespero, por se achar injustamente
incapaz!

Não estude na última da hora; quando se trate de fazer alguma


avaliação. Aprenda a ser estudante de facto (aquele que estuda
sistematicamente), não estudar apenas para responder a questões
de alguma avaliação, mas sim estude para a vida, sobre tudo, estude
pensando na sua utilidade como futuro profissional, na área em que
está a se formar.

Organize na sua agenda um horário onde define a que horas e que


matérias deve estudar durante a semana; Face ao tempo livre que
resta, deve decidir como o utilizar produtivamente, decidindo
quanto tempo será dedicado ao estudo e a outras actividades.

É importante identificar as ideias principais de um texto, pois será


uma necessidade para o estudo das diversas matérias que
compõem o curso: A colocação de notas nas margens pode ajudar
a estruturar a matéria de modo que seja mais fácil identificar as
partes que está a estudar e Pode escrever conclusões, exemplos,
vantagens, definições, datas, nomes, pode também utilizar a
margem para colocar comentários seus relacionados com o que
está a ler; a melhor altura para sublinhar é imediatamente a seguir
à compreensão do texto e não depois de uma primeira leitura;
Utilizar o dicionário sempre que surja um conceito cujo significado
não conhece ou não lhe é familiar;

Precisa de apoio?
Caro estudante, temos a certeza que por uma ou por outra razão, o
material de estudos impresso, lhe pode suscitar algumas dúvidas
como falta de clareza, alguns erros de concordância, prováveis erros
ortográficos, falta de clareza, fraca visibilidade, páginas trocadas ou
invertidas, etc). Nestes casos, contacte os serviços de atendimento
e apoio ao estudante do seu Centro de Recursos (CR), via telefone,
sms, E-mail, se tiver tempo, escreva mesmo uma carta participando
a preocupação.

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Bancária e de Seguros
Uma das atribuições dos Gestores dos CR e seus assistentes
(Pedagógico e Administrativo), é a de monitorar e garantir a sua
aprendizagem com qualidade e sucesso. Dai a relevância da
comunicação no Ensino a Distância (EAD), onde o recurso as TIC se
torna incontornável: entre estudantes, estudante – Tutor, estudante
– CR, etc.

As sessões presenciais são um momento em que você caro


estudante, tem a oportunidade de interagir fisicamente com staff do
seu CR, com tutores ou com parte da equipa central do ISCED
indigitada para acompanhar as sua sessões presenciais. Neste
período pode apresentar dúvidas, tratar assuntos de natureza
pedagógica e/ou administrativa.

O estudo em grupo, que está estimado para ocupar cerca de 30%


do tempo de estudos a distância, é muita importância, na medida
em que permite lhe situar, em termos do grau de aprendizagem
com relação aos outros colegas. Desta maneira ficará a saber se
precisa de apoio ou precisa de apoiar aos colegas. Desenvolver
hábito de debater assuntos relacionados com os conteúdos
programáticos, constantes nos diferentes temas e unidade
temática, no módulo.

Tarefas (avaliação e auto-avaliação)

O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades e


auto avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas é
importante que sejam realizadas. As tarefas devem ser entregues
duas semanas antes das sessões presenciais seguintes.

Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não


cumprimento dos prazos de entrega, implica a não classificação do
estudante. Tenha sempre presente que a nota dos trabalhos de
campo conta e é decisiva para ser admitido ao exame final da
disciplina/módulo.

Os trabalhos devem ser entregues ao Centro de Recursos (CR) e os


mesmos devem ser dirigidos ao tutor/docente.
Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa,
contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados,
respeitando os direitos do autor.

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Bancária e de Seguros
O plágio1é uma violação do direito intelectual do(s) autor(es). Uma
transcrição à letra de mais de 8 (oito) palavras do testo de um autor,
sem o citar é considerado plágio. A honestidade, humildade
científica e o respeito pelos direitos autoriais devem caracterizar a
realização dos trabalhos e seu autor (estudante do ISCED).

Avaliação
Muitos perguntam: Com é possível avaliar estudantes à distância,
estando eles fisicamente separados e muito distantes do
docente/tutor!? Nós dissemos: Sim é muito possível, talvez seja uma
avaliação mais fiável e consistente.

Você será avaliado durante os estudos à distância que contam com


um mínimo de 90% do total de tempo que precisa de estudar os
conteúdos do seu módulo. Quando o tempo de contacto presencial
conta com um máximo de 10%) do total de tempo do módulo. A
avaliação do estudante consta detalhada do regulamento de
avaliação.

Os trabalhos de campo por si realizados, durante estudos e


aprendizagem no campo, pesam 25% e servem para a nota de
frequência para ir aos exames.

Os exames são realizados no final da cadeira disciplina ou modulo e


decorrem durante as sessões presenciais. Os exames pesam no
mínimo 75%, o que adicionado aos 25% da média de frequência,
determinam a nota final com a qual o estudante conclui a cadeira.
A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de conclusão da cadeira.

Nesta cadeira o estudante deverá realizar pelo menos 2 (dois)


trabalhos e 1 (um) (exame).
Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão utilizados
como ferramentas de avaliação formativa.

Durante a realização das avaliações, os estudantes devem ter em


consideração a apresentação, a coerência textual, o grau de
cientificidade, a forma de conclusão dos assuntos, as
recomendações, a identificação das referências bibliográficas
utilizadas, o respeito pelos direitos do autor, entre outros. Os

1
Plágio - copiar ou assinar parcial ou totalmente uma obra literária, propriedade
intelectual de outras pessoas, sem prévia autorização.

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Bancária e de Seguros
objectivos e critérios de avaliação constam do Regulamento de
Avaliação.

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TEMA – I: INTRODUÇÃO

UNIDADE Temática 1.1. Considerações Gerais à Disciplina: natureza, objectivos Gerais


Específicos, A Moeda; Intermediários da Moeda; Função da Moeda; Introdução

Contabilidade é a ciência social que visa ao registo e ao controle dos actos


e factos económicos, financeiros e administrativos das entidades.

A Contabilidade de Seguros e Bancária constituem ramos da Contabilidade


Geral na qual estuda os factos patrimoniais das empresas específicas do
ramo de Seguro e financeiro.

O principal objectivo desta disciplina é:

• Proporcionar aos estudantes do Curso de contabilidade e Auditoria, o


mínimo de conhecimento das particularidades e terminologias próprias
do sector de seguros e Bancos;

• Dar a conhecer as diferentes técnicas contabilísticas utilizadas para o


registo das operações realizadas nestas empresas esperando-se desta
forma que os estudantes obtenham conhecimentos técnicos básicos à
actividade seguradora e Bancária, no tange aos seguros, as operações
sobre seguros, as suas especificidades técnicas, a sua importância social,
as companhias seguradoras, e por outro lado obtenha conhecimentos
respeitante ao funcionamento da empresas bancárias em Moçambique,
desde o surgimento da moeda, suas funções, os cheques, as operações
bancárias, ao registo das operações contabilísticas, a sua contabilização
face o normativo Moçambicano e internacional e a divulgação dos
resultados.

Estes conhecimentos serviram de base e uma aprendizagem suficiente


para, pelo menos, se iniciem na área de seguros e bancos sem grandes
dificuldades.

A partir dos estudos da Ciência Contabilística no ISCED, o estudante será


capaz de entender o conceito de Prémios de Seguros, Apólices de Seguros
e classificação dos bancos.

Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de:

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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
Objectivos
específicos
 Compreender: A importância e relevância das empresas seguradoras no país.
 Registar: Todos os factos contabilísticos que ocorrem nas empresas
seguradoras e bancárias;
 Organizar: um sistema de controle adequado à empresa;
 Demonstrar: com base nos registos realizados, a posição financeira da
situação patrimonial da empresa no que tange aos créditos dos clientes para
as instituições financeiras, visto que, este tipo de empresa operam com
recurso externos.
 Analisar: os demonstrativos financeiros com a finalidade de apurar os
resultados obtidos pela empresa;
 Acompanhar: o registo contabilístico dos depósitos e levantamento,
empréstimos e demais solicitações vindas dos clientes;

Conceito
A Contabilidade Bancária é um ramo da contabilidade aplicada que
estuda, regista e controla as operações pertinentes a instituições de
crédito e sociedades financeiras, determinando o resultado destas
operações e a situação patrimonial.

Assim como a empresa mercantil tem por objectivo a compra e venda de


mercadorias e utilidades, a empresa industrial a transformacao da materia
prima em produtos de mais variadas especies. A empresa bancaria tem
por objectivo o comercio do dinheiro, quer com fornecedor de capitais,
quer com como depositaria de capitais de terceiros, quer ainda com
intermediario de crédito.

O comercio sempre existiu através de permuta nas civilizações antigas na


qual consistia na troca de mercadoria por mercadoria, pois não existia um
instrumento de troca legal,dava-se tudo o que se fazia-o dinheiro veio
mauis tarde.

Desta forma, o homem criou mercadoria para padronizar o processo de


troca, tendo iniciado pelo GADO, que em latim significa PECUS, dai a
palavra pecunia que significa dinheiro. Com o tempo, surgiram diversas
moedas padrao, variando de regiao paara regiao.

O homem no seu genio intuitivo mais uma vez criou uma moeda metalica,
tendo estabelecido como mercadoria padrao utilizando metais raros e de
grande valorcomo, ouro, prata e bronze.

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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
Mais tarde surgiu o dinheiro de papel, conhecido tambem por moeda
papel, tornando mais facil o transporte de pequenos e grande valores. A
moeda sempre representou um instrumento poderoso de realização dos
anseios do ser humano devido às suas já conhecidas principais funções.

1.1.1 A Moeda
Não sendo objectivo principal do programa temático o estudo da moeda é,
no entanto importante mesmo de uma forma resumida refrescar os
conhecimentos sobre a matéria para melhor perceber o funcionamento
do sistema financeiro.

Muito embora não haja precisão absoluta, a unificação do sistema de


cunhagem da moeda é atribuída aos líbios, no século VII, entre 687 à 650
A.C. Contudo, no terceiro milénio A.C. já o ouro era tido como unidade de
conta no Egipto e a prata na Mesopotâmia.

A partir do século IX A.C. os chineses usavam o bronze como meio de


pagamento com diversas formas de inscrições gravadas. Isto significa que,
a moeda apareceu numa fase mais evoluída da organização social.

No ocidente, os povos que mais se notabilizaram na expansão da moeda


foram os gregos, os persas e romanos durante a Idade média e época
renascentista através do mediterrâneo, tornando-se num objecto de
investigação por parte de teólogos, de filósofos como Platão e outros
pensadores.

1.1.2 Funções da Moeda

Não há uma definição da moeda e sempre que se pretenda defini-la


acabase falando das suas funções por ser mais prático. Esta dificuldade de
definição resulta do facto de no passado a moeda ter passado por várias
representações desde a concha, gado, sal que coexistiram com a troca
directa até meados do século VIII, idade do ferro e bronze que veio
revolucionar a divisão de trabalho e por isso o papel da moeda evolui
também. Assim temos as seguintes funções: Meio de pagamento, Unidade
de conta, Reserva de valor e Instrumento de Troca.

Instrumento de Troca

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Toda peça monetária representa um direito sobre riquezas existentes,
permitindo ao seu portador adquirir certa quantidade dessas riquezas, à
sua escolha, até onde alcance o valor facial indicado.
A introdução da moeda nas transacções comerciais dissociou a anterior
troca directa (uma só operação) em duas fases distintas:

a) Troca de bens ou serviços produzidos pelo indivíduo, por moeda


(operação de venda);
b)Troca de moeda por bens ou serviços produzidos pelo indivíduo, por
moeda (operação de compra).

A moeda permite sair-se de uma troca directa para uma economia


monetária e facilitar a divisão de trabalho. Sem esta função imaginemos
quão difícil não seria a tarefa de um professor que quisesse almoçar. Teria
de encontrar alguém que tivesse comida e disposto a trocá-la por uma aula
que fosse sobre matéria do seu interesse e sabendo que a vontade de
aprender nem sempre é proporcional à de comer; o mais provável seria o
professor morrer de fome.

Mesmo havendo alguém disponível a trocar a comida o problema


colocarse-ia na fixação da medida: quantas horas para quanta comida?
Com esta função o professor já não precisa de procurar aluno de ocasião,
pode comprar comida ao preço e quantidade que achar justos e a qualquer
momento.

A moeda como unidade de conta

A moeda como meio de troca, torna possível a indicação de todos os preços


numa só unidade, pela comparação dos valores relativos das mercadorias
permitindo contabilizar ou exprimir numericamente os ativos e os
passivos, os haveres e as dívidas.

É graças a esta função que podemos ter, por exemplo, a contabilidade


pública e as finanças, pois seria difícil avaliar o grau de endividamento ou
avaliar o PIB e medir a riqueza das pessoas e empresas sem esta função. É
por isso que quando numa economia se usa várias moedas torna-se
complicado avaliar, por exemplo, o nível de inflação. É por isso que as leis
que criam moedas nacionais impõem o curso legal obrigatório e poder
liberatório pleno para permitir que nas transaccões internas seja usada a
moeda local de modo a facilitar o seu registo e comparabilidade.

Reserva de valor

A moeda permite armazenar e conservar os valores para utilização


oportuna.

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Os motivos que levam qualquer indivíduo a reter a moeda são: transacção,
segurança, poupança.
Resolveu-se o problema de custos de gestão da riqueza na medida em que
a mesma pode ser reduzida a um número em vez de nomeá-la, por
exemplo, tantas casas, cadeiras, títulos financeiros, etc. E facilita a sua
conversão em activos mais líquidos a qualquer momento.

Meio de Pagamento

Nas operações anteriormente descritas da troca indirecta, a moeda


aparece para satisfazer a necessidade de meio de pagamento. A moeda
tem poder legal de liberar débitos. Sua aceitação é baseada
fundamentalmente nos factores confiança e hábito.

1.1.3. A Moeda como fonte do sistema Bancário

E impossível analisar a actividade económica e o papel que nela


desempenham os bancos, sem conhecer um pouco da moeda e dos
mecanismos pelos quais é criada. Os bancos são indispensáveis a sua
distribuição por todos os agentes económicos.

Quando um cliente vem depositar dinheiro (em notas) no seu banco, ele
troca moeda fiduciária por importância igual de moeda escritural. Todavia,
a moeda fiduciária não desaparece na medida em que o Banco vai colocalo
à disposição de um beneficiário de empréstimo. Assim, completando a
funções da moeda já estudadas anteriormente, podemos classificar em:

Moeda metálica;
Moeda fiduciária;
Moeda bancária ou Escritural;

Moeda fiduciária – é constituído pelo conjunto das notas do banco; Esta


expressão foi utilizada na época em que as notas eram convertíveis em
ouro e na qual, consequentemente, elas se baseavam na confiança do
portador para com o emissor.

Moeda Bancária ou Escritural – consiste nos saldos dos depósitos


bancários à ordem; ela é escritural, como já referido, porque resulta de um
simples mecanismo de escrita nos bancos.

O Valor da moeda metálica depende de dois elementos:


Elemento Material – que consiste pelo metal precioso (ouro ou prata)
utilizado no fabrico da moeda. É ainda o mesmo metal que serve de
cobertura para as notas de bancos postas em circulação.
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Elemento Psicológico – em que o valor da moeda, nas nações ditas


civilizadas, repousa mais a vontade de todos em lhes atribuírem esse valor
do que na matéria de que é fabricada.

Analisando a moeda como Suporte do Sistema bancário encontramos dois


grupos de moeda diferentes:
Moeda Primária – que é constituído pelo conjunto de moedas metálicas e
moeda fiduciária (notas).

Moeda Escritural / Bancária ou Secundaria – que é constituído pelo


movimento das contas de depósito nos bancos, através dos quais é possível
efectuar pagamentos, como já foi referido.

Ao conjunto da moeda primária e da moeda escritural dá-se o nome de


Massa monetária. Assim, a massa monetária representa o total dos meios
de pagamento de uma economia.

Exercícios de Auto Avaliação

1- Defina Contabilidade Bancária?


É o ramo da contabilidade aplicada que estuda, regista e controla as
operações pertinentes a instituições de crédito e sociedades financeiras,
determinando o resultado destas operações e a situação patrimonial.

2- O que e comercio Bancário?


É uma actividade comercial que consiste, essencialmente, em receber
fundos em depósito (à ordem ou a prazo), emprestar capitais aos que
deles necessitam (através de adiantamentos ou pelo desconto de títulos
comerciais), subscrever compromissos para facilitar as transacções dos
seus clientes.

3- Quais são as funções da moeda? As funções da moeda são:


• Meio de Pagamento;
• Reserva de Valor;
• Instrumento de Troca; e
• Denominação comum de Valores;

4- Diga qual é a função da moeda que permite liquidar débitos?


A função da moeda que permite liquidar débitos é o meio de Pagamento;

5- Diga qual é a principal diferença entre a moeda primária e moeda


secundária?
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A
principal diferença entre moeda primária e secundária é que a moeda
primária é constituída pelo conjunto de moedas metálicas e moeda
fiduciária (notas). Enquanto que, a moeda Secundaria é constituída pelo
movimento das contas de depósito nos bancos, através dos quais é possível
efectuar pagamentos, como já foi referido (cheques).

Unidade Temática 1.2 Bancos

1.2.1 Introdução
Bancos -São empresas que possuem capitais próprios e de terceiros
(depósitos) e que empregam esses recursos em diversas espécies de
operações peculiares ao comercio de dinheiro, com o objectivo de lucro;

O papel dos Bancos é o comércio de dinheiro por um dado preço e aplicalos


por preço maior (juros e descontos), donde a diferença representa lucro
bruto, com que se pagam as despesas, resultando o lucro líquido,
distribuindo em forma de dividendo ou acumulando como reserva.

O desenvolvimento do sistema bancário através dos tempos deveu-se,


sobretudo a busca do lucro, os quais para além de trabalharem os metais
preciosos, também recebiam como valores a guarda.

Importa anotar que este tipo de serviço era prestado aos viajantes e
mercadores dessa época em troca de pequena taxa de serviço.

1.2.2 O Comercio Bancário


O comércio Bancário – é uma actividade comercial que consiste,
essencialmente, em receber fundos em depósito (à ordem ou a prazo),
emprestar capitais aos que deles necessitam (através de adiantamentos ou
pelo desconto de títulos comerciais), subscrever compromissos para
facilitar as transacções dos seus clientes (aceites bancários, fianças, etc.) e
acessoriamente, em:

1 - Efectuar, por conta de outrem, pagamentos e todas as transacções de


capitais (operações de recebimentos, de compensação, transferências,
pagamentos, e.t.c.);

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2 - Comprar e Vender:
• - Moedas de ouro e prata ou notas
(operações de cambio);
• - Cartas de câmbio e títulos à ordem;
• - Títulos públicos;
• - Acções de empresas industriais;

3 – Executar, de uma maneira geral, todas as operações financeiras por


conta da sua clientela depositante (subscrições, guarda e conservação de
títulos e outros valores, ordens de bolsa, regularizações de títulos,
recebimentos de cupões, gestão de carteiras, informações financeiras,
e.t.c.);

4- Fornecer aos seus clientes todas as informações e esclarecimentos


susceptíveis de os ajudar na sua actividade (informações comerciais,
documentação comercial, prospecção e estudo de marcados e de fontes
de aprovisionamento, introdução junto de bancos estrangeiros, e.t.c).

1.2.3 Principais Objectivos do Banco


Na procura de maior lucro o banco pretende alcançar os seguintes fins:
a) Pagamento dos depósitos
b) Aumento das Reservas;
c) Remuneração dos accionistas que esperam um rendimento do seu
investimento

1.2.4 Classificação dos Bancos

Os Bancos podem classificar-se de acordo com os diversos critérios:


• Segundo o papel desempenhado pelo Estado na sua constituição;
• Segundo a origem dos seus capitais;
• Segundo a natureza das operações que executam;

1- Segundo o papel desempenhado pelo Estado na sua constituição:


Os Bancos públicos criados pela intervenção do Estado;
Os Bancos Privados constituídos pela iniciativa privada;

2- Segundo a origem dos seus capitais podem distinguir-se:


I- Os Bancos emissores ou Bancos centrais – aqueles que obtêm fundos
pela emissão de notas que são postas em circulação em virtude das
seguintes operações:

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-
Compra de ouro ao Balcão;
-Créditos concedidos ao comércio e à indústria através de desconto directo
de letras comerciais;
-Empréstimos ao Estado;
-Empréstimos sobre títulos a comerciantes. A emissão de notas realiza-se
de diversas formas, consoante a intervenção do Estado ou não neste
domínio.

A emissão de notas pode também ser objecto de um monopólio de um


banco particular ou de um privilégio concedido a um número limitado de
estabelecimentos.

II- Os bancos comerciais, cujos recursos são fundamentalmente


representados por fundos que lhes são confiados pela clientela.

III- Os bancos de negócios, que trabalham principalmente com recursos


próprios e com os de sindicatos associados.

IV- Os bancos mistos, que acumulam as características dos bancos


comerciais e dos bancos de negócios.

3 . A natureza das operações executadas

Quanto a natureza das operações que executam, temos:

1- Os bancos comerciais que executam as operações bancárias


correntes:
-Recepção e transferência de capitais
-Aplicações de fundos
-Empréstimos sobre títulos, etc
-Compra e venda de moedas e metais preciosos
-Operações de bolsa
-Guarda e conservação de títulos

2- Os bancos exteriores (comercio externo) que se dedicam sobretudo


ao financiamento do comercio externo.

3- Os bancos hipotecários, que são especializados em empréstimos e


garantias imobiliárias.

4- Os bancos agrícolas e industriais, que se encarregam de conceder a


agricultura e a industria o apoio financeiro de que necessitam
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(créditos de campanha, compras de material, aprovisionamento de
‘’estocks’’, etc ).

5- Os bancos populares que beneficiam de empréstimos do estado


para apoiar o pequeno e médio comercio e industria.

1.2.5 O Negocio Bancário na arena Internacional

As relações internacionais têm tido um desenvolvimento muito


significativo a nível mundial que os países já não podem resolver os seus
problemas económicos isoladamente. A interdependência financeira e
comercial lava a que os problemas económicos sejam discutidos a nível
global.

Este desenvolvimento internacional implica um aumento igualmente


significativo dos fluxos entre países, nomeadamente das relações
comerciais e financeiras.
É essencial no âmbito dessas relações que os bancos actuam na área
internacional. Os bancos desempenham o mesmo papel que realizam no
mercado interno, no mercado internacional. Assim, estes servem de
principal intermediário entre os agentes económicos residentes e não
residentes, nas operações que sirvam de suporte as importações e
exportações resultantes do fluxo de mercadorias, ou seja, captam recursos
para possibilitar o pagamento de importações, fazem créditos em moeda
estrangeira, financiam importações e exportações e efectuam cobranças.

Para que estas operações sejam possíveis, e necessários que os bancos


mantém correspondências nas principais praças financeiras do mundo. E
através desses colaboradores que os bancos realizam as transacções de
moedas necessárias aos pagamentos internacionais. Essas transacções são
efectuadas por débitos e créditos de contas expressas nas diversas
moedas que os bancos têm junto das filiais, sucursais ou
correspondentes.
Exercícios
de Auto Avaliação

1- Quais os critérios de classificação dos Bancos?


Os Bancos podem ser classificados da seguinte maneira:
• Segundo o papel desempenhado pelo Estado na sua constituição;
• Segundo a origem dos seus capitais;
• Segundo a natureza das operações que executam;

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2- Qual e a principal função de um Banco?


A principal função dos bancos e o comércio de dinheiro.

3- O Banco é uma empresa como qualquer outra. Debruce sobre esta


afirmação?
Os bancos diferem-se de outras empresas por possuírem características
próprias e uma legislação específica. As empresas bancárias sobrevivem de
recursos de terceiros, isto é, depósitos bancários dos seus clientes que são
aplicados à concessão de crédito e empréstimos para a geração de
rendimentos.

4- Refira-se sobre o papel da Banca na arena Económica?


O Comercio bancário a nível internacional, serve de principal intermediário
entre os agentes económicos residentes e não residentes, nas operações
que sirvam de suporte as importações e exportações resultantes do fluxo
de mercadorias. Os bancos possibilitam o pagamento de importações,
obtenção de créditos, financiamento das importações e exportações e
efectuam cobranças.

5- Classifique os Bancos segundo segundo o papel desempenhado - pelo


Estado na sua constituição e a natureza das operações que executam;

Segundo o papel desempenhado pelo estado, os bancos podem ser


públicos e privados.

Segundo a natureza das operações que executam, elas podem ser:


Comerciais, hipotecários, agrícolas e industriais, populares e de
investimentos.

TEMA II- O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Unidade Temática: 2.1 O Sistema Financeiro

Às vezes usamos esta designação quando pretendemos referirmo-nos às


instituições, o que não é totalmente errado. Na verdade, sistema sugere a
ideia de conjunto em que as instituições são partes integrantes do sistema
financeiro objecto deste programa.

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2.1.1 Noção do Sistema Financeiro

O Ministério das Finanças e O Banco de Moçambique são as instituições


com poderes para gerir as políticas fiscais e monetárias, respectivamente,
no quadro dos objectivos macro-económicos definidos pelo Governo.
Superintendem o funcionamento das instituições financeiras e no caso do
Ministério das Finanças garante também a necessária coordenação com o
Banco de Moçambique na apresentação, aos órgãos competentes, de
projectos de legislação para o sistema bancário.

Assim, o sistema financeiro deve ser entendido como um conjunto que


integra a POLÍTICA mais as INSTITUIÇÕES com os seguintes objectivos:

POLÍTICA: O sistema financeiro funciona no quadro de uma política


económica e financeira vigente. Não seria recomendável num regime de
economia centralmente planificada em que o papel do sector privado é
irrelevante, predominar as instituições financeiras geridas com base na
economia de mercado e vice versa. A acontecer seria muito difícil a
compatibilizacão dos objectivos estratégicos com a afectacão dos meios.

Por exemplo, na década de setenta houve em Moçambique necessidade


de se restruturar o sistema financeiro para adequá-lo à política então
vigente. Muitas instituições foram integradas no Banco de Moçambique e
no então Banco Popular de Desenvolvimento. O Banco Standard Totta, que
na altura representava uma pequena quota do mercado bancário,
continuou a operar como única instituição de crédito privada. Podemos
encontrar na política económica moçambicana os objectivos estratégicos
constantes do Plano Quinquenal do Governo, o Plano Económico e Social
e Plano de Accão de Redução da Pobreza Absoluta.

Ainda na política temos os MERCADOS que podem ser monetários onde se


transaccionam instrumentos de curto e longo prazos. São exemplos o
Mercado Monetário Interbancário (MMI) e o Mercado Cambial
Interbancário (MCI) para os instrumentos de curto prazo e a Bolsa de
Valores para os instrumentos de longo prazo. Um aspecto importante é a
existência da legislação adequada que permita a fluidez necessária na
realização das operações no mercado.

INSTITUIÇÕES: As instituições podem ser classificadas segundo a forma de


propriedade em Públicas e Privadas ou de acordo com o tipo de operações
que realizam em monetárias e não monetárias. São monetárias aquelas
que aceitam depósitos e concedem crédito, isto é, criam moeda. As não
monetárias são todas aquelas que não aceitam depósito e usam fundos
próprios ou alheios sob forma de títulos financeiros.

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São exemplos das instituições monetárias os bancos comerciais, incluindo
os microbancos e todos aquelas que por lei forem autorizadas a captar
poupança para aplicá-la no crédito. Estão enquadradas na classificação de
instituições não monetárias as seguradoras, as sociedades financeiras
definidas na lei das instituições de crédito e as microfinanças. Para mais
informações consultar a apresentação esquemática do sistema financeiro.

2.1.2. Estrutura do Sistema Financeiro Nacional


O Sistema financeiro pode ser compreendido como um conjunto de instituições financeiras e
instrumentos financeiros que visam em última analise, transferir recursos
dos agentes económicos (pessoas, empresas, governo) superavitário para
os deficitários.
Porem, as instituições financeiras podem ser classificadas numa
perspectiva legal da seguinte forma:

i. Instituiҫões De Crédito - Institutos de


crédito do estado;
- Casas bancárias;
- Bancos comerciais;
-Instituições especiais de crédito:
- Bancos de investimento;
- Caixas económicas;
- Cooperativas de crédito;

ii. Instituições Auxiliares De Crédito


- Correctores de fundos e
- Casas de câmbio;

iii. Instituições de Intermediação Financeira


Autoridades monetárias
As Autoridades Monetárias de Moçambique são:
 Ministério da Economia e Finanças;  Banco
de Moçambique (Banco Central).

Ministério da Economia e Finanças

O Ministério das Finanças, simultaneamente, Órgão do Governo da


Republica autoridade monetária nacional.

Na qualidade de Órgão do Governo da Republica, o Ministério da


Economia e Finanças põe em prática as políticas económico-financeiras
definidas pelo governo, sendo ajudado pelo Banco de Moçambique.
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Enquanto autoridade monetária, este Órgão do Governo tem por função,
por exemplo, negociar acordos e financiamentos externos, tendo como
consultor o Banco Central e ainda orientar a politica monetária a cambial.

Em resumo, as principais funções do ministério das finanças são:


 Órgão do governo da Republica
 Autoridade monetária

Banco de Moçambique
As principais funções do Banco de Moçambique (Banco Central) são:

Autoridade Monetária

Como autoridade monetária, define e executa a politica monetária e


cambial. Fá-lo através da orientação e controle das instituições do sistema
financeiro, regulando assim, o mercado.

A referida orientação e supervisão, consiste em;


 Estabelecer directivas de actuação das instituições;
 Fixar o regime das taxas de juro e outras formas de remuneração das
operações;
 Estabelecer condicionalismos as operações activas das instituições de
crédito;

Bancos dos Bancos

E chamado o banco dos bancos, porque:


 Os bancos depositam ai as suas reservas obrigatórias;
 Quando um banco tem dificuldades de tesouraria, pode recorrer ao
Banco Central: Diz-se que é prestamista de última instância,
relativamente aos bancos.

Consultor do Governo

Como consultor do Governo cabe ao Banco:


• Prestar informações e pareceres sobre questões de natureza
financeira e cambial;
• Aconselhar nas negociações sobre acordos e financiamentos externos;
• Participar em reuniões “ad hoc” em matéria da política monetária,
financeira e cambial;

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Emissão de moeda
• O Banco de Moçambique tem o exclusivo e a obrigação de emissão
de notas e de moeda divisionária em Moçambique;
• Banqueiro do Estado;
• No desempenho desta função, o Banco poderá conceder ao Estado,
anualmente, crédito sem juros sob forma de conta corrente, em
Moeda Nacional, até ao montante máximo de 10% das receitas
ordinárias do Orçamento Geral do Estado arrecadadas no
penúltimo exercício económico.

Autoridade Cambial
• O Banco de Moçambique mantém reservas em ouro, prata, platina,
direitos de saques especiais e divisas o que assegura a solvência da
moeda;
• Deste modo, sem autorização expressa do Banco de Moçambique
e salvo disposição em contrário, não podem ser efectuados
quaisquer pagamentos externos;

Compete ao Banco, nomeadamente:


• Definir os princípios reguladores das operações sobre ouro e divisas
estrangeiras;
• Fixar os limites das disponibilidades em ouro e divisas a deter pelas
entidades autorizadas a exercer o comércio de câmbio;
• Autorizar a abertura de contas em Moeda Nacional por entidades
não residentes;

2.1.3. Legislação económica moçambicana

No contexto da legislação económica do país, importa estudar a lei nº 1/99


de 01 de Novembro, conhecida por lei das instituições de crédito. É esta
que serve de base da classificação das instituições financeiras inseridas na
estrutura do sistema financeiro moçambicano.

De conformidade com a lei em apreço, a constituição de instituições de


crédito (dependências correspondentes, sucursal); instituições auxiliares
de crédito; instituições de intermediação financeira e instituições especiais
de crédito na Republica de Moçambique, depende de autorização do
conselho de ministros, precedida de parecer do banco de Moçambique. A
constituição de instituições de crédito sob a forma de empresas públicas é
determinada pelo conselho de ministros.

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Do mesmo modo, e de sublinhar que a constituição de bancos comerciais
e de estabelecimentos especiais de crédito só pode ser concedida depois
de observados alguns requisitos seguintes:

• A adoptar a forma de sociedade anónima de responsabilidade


limitada.
• A sociedade requerente deve possuir um capital social não inferior
ao mínimo legalmente previsto, subscrito e realizado.
• O Conselho Administração ou Direcção da instituição deve ser
constituído por um mínimo de três membros.
• Os membros referidos anteriormente devem ser pessoas idóneas
e de reconhecida competência em matéria monetária e financeira,
económica ou jurídica e de gestão.

No tange ao funcionamento de filiais, agencias e delegações, a sua


abertura, como o encerramento destas unidades organizacionais carece de
autorização especial previa do Banco de Moçambique.

O pedido referente as mesmas será acompanhado dos seguintes


elementos:
• Tipo de operação a realizar;
• Numero de trabalhadores nacionais
a estrangeiros a empregar;

Relativamente a apreciação do pedido, ter-se-á em conta o seguinte:


• A capacidade do requerente;
• O interesse para a economia local;
E tida como condição da autorização que a soma do capital e fundos de
reserva da instituição seja adequada a garantia das operações a efectuar
pela dependência.

Tudo isso leva-nos a concluir que não basta ter uma soma avultada de
dinheiro para que nos sintamos a altura de abrir um banco ou uma
sociedade!

Para alem destes requisitos legais e ainda de referir que a instituição deve
ter por objecto actividades permitidas por lei. Ao fazer apreciação da
necessidade e oportunidade da instituição, devera ter-se em consideração
os seguintes critérios:

• A adequação dos objectivos a politica económica do país;


• Idoneidade dos accionistas fundadores;
• Suficiência de meios técnicos e recursos financeiros em relação ao
tipo de operações que pretende realizar;
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• Possibilidade de melhorar a diversidade ou a qualidade dos serviços
prestados ao publico e garantir a segurança que lhe forem
confiados;
• Compatibilidade entre as perspectivas de desenvolvimento da
instituição e a manutenção de uma concorrência nos mercados em
que se propõe exercer a sua actividade.
Exercícios
de Auto Avaliação

1- O que e Sistema Financeiro?


Sistemas financeiros são um conjunto de instituições – organizações,
normas, convenções, hábitos de pensamento e de comportamento –
que definem os instrumentos financeiros, as condições e o
ambiente/contexto econômico em que os indivíduos/organizações
estabelecerão as transacções financeiras;

2- Quem são as autoridades monetárias em Moçambique? As


autoridades monetárias de Moçambique são: O Banco de
Moçambique e o Ministério da Economia e Finanças.

3- Quais as funções do Ministério da Economia e Finanças e como


desempenha cada uma delas;
O Ministério da Economia e Finanças põe em prática as políticas
económico-financeiras definidas pelo governo, sendo ajudado pelo
Banco de Moçambique.

4- Indique as funções do Banco de Moçambique e caracterize a função


de Banco dos bancos e Autoridade monetária;
As funções do Banco de Moçambique são: Autoridade Monetária, Banco
dos Bancos, Consultor do Governo, autoridade cambial, emissor da moeda.

O Banco de Moçambique é chamado o banco dos bancos, porque:


• Os bancos depositam aí as suas reservas obrigatórias;
• Quando um banco tem dificuldades de tesouraria, pode recorrer ao
Banco Central: Diz-se que é prestamista de última instância,
relativamente aos bancos.

Como autoridade Cambial:


• O Banco de Moçambique mantém reservas em ouro, prata, platina,
direitos de saques especiais e divisas o que assegura a solvência da
moeda;
• Deste modo, sem autorização expressa do Banco de Moçambique
e salvo disposição em contrário, não podem ser efectuados
quaisquer pagamentos externos;
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5- De acordo com a lei 1/99 de 01 de Novembro, a constituição dos


bancos comerciais de estabelecimento comerciais de Crédito
apenas pode ser concedida mediante cumprimento de
determinados requisitos, quais?
Os requisitos são:
• A adoptar a forma de sociedade anónima de responsabilidade
limitada.
• A sociedade requerente deve possuir um capital social não inferior
ao mínimo legalmente previsto, subscrito e realizado.
• O Conselho Administração ou Direcção da instituição deve ser
constituído por um mínimo de três membros.
• Os membros referidos anteriormente devem ser pessoas idóneas e
de reconhecida competência em matéria monetária e financeira,
económica ou jurídica e de gestão.

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TEMA III- O PATRIMÓNIO E GESTÃO DOS ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS

3.1 O Património nas Empresas Bancárias

Fontes de Financiamento ou de Recursos nos Estabelecimentos Bancários

Toda e qualquer empresa, seja individual ou colectiva, possui um conjunto


variado de elementos indispensáveis ao desenvolvimento da sua
actividade e a satisfação de um certo número de necessidades
relacionadas com aquele desenvolvimento.

Assim, a composição do património de um banco reflecte basicamente a


sua actividade que se traduz na captação de recursos, na aplicação dos
mesmos e na intermediação. O Banco, como qualquer empresa possui
recursos próprios que são, nomeadamente:

• Capital social investido na empresa pelos


accionistas;
• Reservas (lucros retidos de anos anteriores);
* Legais;
* Estatutárias;
* Livres;

• Resultados transitados de exercícios


anteriores;

• Resultados do exercício (lucros no


exercício);

Os fundos próprios de um banco, por mais avultados que sejam, não serão
suficientes para atingir os seus objectivos.

Este necessita de Capitais ou recursos alheios cuja fonte principal são os


seus clientes. Os referidos recursos são os seguintes:

• Dividas para as Instituições de Crédito: *


Depósitos das Instituições de crédito;
* Empréstimos das Instituições de crédito;

• Dívidas para com clientes:


* Depósitos dos clientes;
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* Empréstimos dos clientes;

• Débitos representados por título:


Certificado de depósitos da própria
IC;

Outros Passivos: Fornecedores (credores);

• Contas de Regularização: Juros a pagar de


depósitos na IC;

• Provisões: Para riscos gerais de crédito;

3.2 A Gestão nos Estabelecimentos Bancários

A principal característica da actividade bancária é comércio do dinheiro, por


isso os bancos preocupam-se sobremaneira da gestão dos recursos que
lhes foram confiados pela clientela colocando-os a disposição dos que
deles precisam.
Na verdade, eles devem fazer render o capital investido no negócio e ainda
os fundos dos seus clientes a quem paga um juro. Esta procura de maior
lucro assenta na produtividade e na liquidez.

A produtividade ou rentabilidade é a relação entre um capital e o seu


rendimento bruto ou líquido. Esta relação varia directamente com a
duração e o risco de empréstimo.
A liquidez é a qualidade que possui os elementos do activo de um banco de
poderem ser realizados, isto é, convertidos em dinheiro num dado período.

3.2.1 Componentes de Liquidez

As empresas bancárias precisam estar a todo momento aptos a satisfazer


os pedidos dos depositantes. Nenhum banco está em condições de
reembolsar, de uma só vez em determinado dia, a totalidade dos seus
depósitos, porem esta eventualidade só pode surgir em circunstâncias
muito especiais. (deve tomar em consideração a lei dos grandes números)
Apesar de tudo, os bancos prudentes têm-se esforçado por conservar: *
Uma parcela dos seus fundos liquido para responder aos reembolsos
quotidianos (caixa);

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*
Uma outra parcela rapidamente realizável, isto é, susceptível de ser
convertida em dinheiro no prazo máximo de 48 horas, constituindo o que
se chama os componentes da liquidez de primeiro grau.

Caixa e os Componentes de Liquidez do primeiro grau


Incluem-se, geralmente, neste tipo de aplicações, as seguintes rubricas:

• O dinheiro de cofre;
• Os saldos credores no Banco Central e nos outros bancos;
• Os cupões vencidos;
• Os saldos credores nos correspondentes (em países de moeda
convertível);
• As letras em carteira imediatamente redescontáveis no Banco Central;
• Os cupões vendáveis a três meses (cupões descontáveis).

Estas aplicações devem permitir aos Bancos fazer face ao reembolso dos
depósitos a ordem ou pré-aviso que possam eventualmente ser
reclamados.

Componentes de Liquidez do Segundo Grau

São representados por créditos ou por haveres cuja realização e um pouco


mais lenta, Podendo atingir semanas ou meses. Eis a sua enumeração por
ordem cronológica das suas possibilidades de mobilidade:

• Os receptores sobre títulos;


• Os empréstimos sobre títulos;
• Os empréstimos sobre mercadorias;
• As promissórias;
• As letras não redesdobráveis;
• As contas correntes;

Que, segundo o seu grau de exigibilidade, constituem as aplicações


normais, quer dos fundos depósitos a ordem ou com pré-aviso, quer do
fundos depositados a prazo mais longo.

Componentes de Liquidez do terceiro grau

Trata-se de imobilizações. De acordo com a fórmula imaginada por Rey


Alvarez, trata-se da ultima muralha que não pode ser demolida sem que
seja destruída a própria instituição bancária. Estes compreendem:

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I- A carteiras de títulos, que só constitui propriamente uma imobilização
quando contem valores de difícil realização;

II- As participações financeiras, industriais ou comerciais, que são quotas


em empresas, participações em sindicatos financeiros, operações de
bolsa em curso de realização, etc.

III- Os imóveis, instalações; estes dois últimos são amortizados, em regra,


desde que o seu primeiro ano de existência no banco e ainda a medida
que forem sendo adquiridos.

E nestas aplicações que os bancos investem uma grande parte dos seus
capitais próprios (e capitais adquiridos a longo prazo).

3.2.2 Produtos Bancárias Tradicionais

A gestão dos estabelecimentos bancários depende de duas operações


fundamentais. As chamadas Operações Passivas e Operações Activas. As
Operações Passivas são aquelas através das quais os bancos conseguem
recursos em moeda, para as suas transacções com terceiros (Produtos
bancários de captação de fundos, geralmente designados por depósitos),
ao passo que as activas os bancos empregam esses recursos monetários
para a obtenção de resultados (Produtos bancários de concessão de fundos
ou créditos bancários).

Assim, as operações que dão margem de renda são as activas, porque e


no emprego desses recursos que estes obtém as suas maiores fontes de
renda.

Existem ainda as operações acessórias, nas quais os bancos


desempenham apenas as funções de mandatários ou depositários de
valores de terceiros. Estas trazem para o banco a vantagem de aumentar
o número de clientes, desde que os serviços prestados sejam do agrado
dos mesmos.

Actualmente, podemos encontrar uma gama variada de depósitos e


créditos mas no essencial são todos idênticos ou substitutos. Os bancos
procuram introduzir pequenas variáveis de diferenciação, tais como: taxas
juros diferentes, diferenças nas condições de movimentação; saldos
mínimos de abertura diferentes, garantias etc..

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Essas varáveis são normalmente introduzidos para satisfazer as
necessidades de um determinado segmento de mercado.

Operações activas:
• Abertura de crédito, simples e em conta-corrente; • Desconto de títulos;
• Concessão de crédito rural;
• Concessão de empréstimo para capital de giro;
• Depósitos interfinanceiros;
• Operações de repasses e refinanciamentos
• Concessões de financiamentos de projectos do Programa de Fomento à
Competitividade Industrial.

Operações Passivas
• Depósitos a vista (de pessoas físicas ou jurídicas);
• Depósitos a prazo fixo (de pessoas físicas ou jurídicas);
• Obrigações contraídas no país e no exterior relativas a repasses e
refinanciamentos;
• Emissões de certificados de Depósitos Interfinanceiros (CDIs); • Ordens
de pagamento;
• Redesconto e empréstimo ao banco Central;

Operações Acessórias
• Recebimento de conta de luz, água, telefone, e.t.c.
• Custódia de valores;
• Aluguer de cofres;
• Transferência de numerário de uma praça para outra;

Exercícios de Auto Avaliação

1- Como é composto o património dos Bancos?

2- Fale sobre os componentes de Liquidez dos Bancos;


Os componentes de liquidez dos bancos consistem na capacidade dos
bancos em gerar recursos financeiros para fazer face as suas obrigações
imediatas. Estes são divididos em três categorias˸ componentes de liquidez
do primeiro grau, segundo e terceiro grau.

3- Em que consiste as operações Activas, Passivas e Acessórias dos


Bancos?

As operações activas são aquelas, pelas quais os bancos empregam


recursos monetários para a obtenção de resultados (Produtos bancários de
concessão de fundos ou créditos bancários).
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As Operações Passivas são aquelas através das quais os bancos conseguem
recursos em moeda, para as suas transacções com terceiros (Produtos
bancários de captação de fundos, geralmente designados por depósitos).
Enquanto as operações acessórias, são aquelas nas quais os bancos
desempenham apenas as funções de mandatários ou depositários de
valores de terceiros.

As operações activas, constituem as que geram mais recursos porque é no


emprego desses recursos que elas obtêm as suas maiores fontes de renda.
Enquanto que as operações acessórias trazem para o banco a vantagem de
aumentar o número de clientes, desde que os serviços prestados sejam do
agrado dos mesmos.

4- Quais são os produtos Bancários que mais geram rendimentos? Os


produtos bancários que geram mais recursos são:

• Abertura de crédito, simples e em conta-corrente;


• Desconto de títulos;
• Concessão de crédito rural;
• Concessão de empréstimo para capital de giro;
• Depósitos interfinanceiros;
• Operações de repasses e refinanciamentos
• Concessões de financiamentos de projectos do Programa de Fomento à
Competitividade Industrial.
Exercícios

1- Como e composta a massa monetária em circulação e quem controla a


sua evolução?

2- Os bancos realizam essencialmente dois tipos de operações. Em que


consistem e qual delas é mais importante?
TEMA
IV- O DEPOSITO BANCÁRIO

5.1 O Depósito
Os depósitos bancários consistem em operações pela qual um indivíduo,
por um período determinado ou não, com ou sem benefício de juros,
fundos que poderá utilizar livremente. Ou seja,
Um depósito bancário é o acto de entrega de fundos de um depositante a
um depositário.

Intervenientes
Os intervenientes do depósito Bancário são:
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O
depositante – o cliente;

O depositário – o banco;

A constituição de um depósito implica sempre um contrato entre os dois


intervenientes, o qual tem inicio no momento de abertura da conta
materializando-se através de ficha de assinaturas.

O contrato é uma relação jurídica, uma relação regulamentada pela lei.


Assim, as duas partes ficam, legalmente, com determinadas obrigações:
• O Banco, por exemplo, torna-se responsável pelos bens que lhes
foram entregues;

• O cliente, por efectuar movimentos apenas nas condições


acordadas;

5.1.1Natureza dos Depósitos

Do ponto de vista Económico

• Entre os depósitos confiados o banco pode distinguir:

Capitais destinados a ser consumido num futuro próximo, isto é, que


foram depositados por particulares, visando pagamentos posteriores e,
sobretudo, por comerciantes e indústria que pretendem utilizar para
liquidação das suas dívidas os instrumentos bancários, e para tal,
depositam num Banco o fundo de maneio;

Capitais em busca de colocação provisória, isto é, somas depositados nos


bancos provisoriamente, até serem investidos por outra forma.

Capitais em busca de colocação definitiva – representado fundos


economizados por pessoas desejosas de assegurar materialmente o seu
futuro e que procuram, simultaneamente, rendimento e segurança

2- Do ponto de vista jurídico

Dum modo geral, os depositantes podem classificar-se duas categorias:

40
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• Os depósitos regulares – aqueles que se caracterizam pelo facto de o
depositário ser obrigado a guardar as coisas recebidas e a restitui-las, tal
qual como lhes foram entregues, ao depositante na data
convencionada. Ex: Deposito de jóias, de títulos nominativos, e.t.c.;

• Depósitos irregulares – em relação aos quais os o depositário é obrigado


a restituir o valor em dinheiro igual ao recebido. Os depósitos de fundos,
de acordo com certos autores, devem ser incluídos nesta categoria.

5.1.2 Classificação dos Depósitos

Os depósitos podem se classificar:


• Quanto a exigibilidade ou
finalidade;
• Quanto ao depositante;

Quanto a exigibilidade ou finalidade.


Depósito a ordem;
Depósito a pré-aviso;
Depósitos a prazo;
Depósitos obrigatórios;
Depósitos de caução;

Depósito a ordem – são depósitos reembolsáveis, a todo momento, pelo


depositário a pedido do depositante;

Depósito com pré-aviso – Trata-se de uma modalidade de depósito em que


o depositante se compromete, a não proceder a levantamentos sem avisar
previamente a instituição de crédito. O depósito com pré-aviso funciona
relativamente aos créditos, duma forma análoga `a dos depósitos `a
ordem, isto é, depósito inicial poder-se-ão acrescentar outras entregas,
que poderão vencer o mesmo juro.

Depósito a prazo – é uma modalidade do depósito, através da qual o


depositante, em princípio, apenas poderá dispor do montante entregue,
no prazo acordado com o banco aquando da celebração do contrato;

Quanto ao depositante

Residentes
• Instituições monetárias (bancos);

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• Instituições financeiras não monetárias (seguros);
• Estado (governo central, governos provinciais);
• Empresas estatais;
• Cooperativas;
• Particulares (inclui a população);

Não Residentes
• Bancos no estrangeiro;
• Outras instituições financeiras estrangeiras;
• Embaixadas;
• Outros organismos financeiros internacionais; • Emigrantes;
• Empresas estrangeiras (com sede no estrangeiro);
• Outros não residentes;
Exercícios
de Auto Avaliação

1- O que são Depósitos?


É uma operações pela qual um indivíduo confia ao Banco, por um período
determinado ou não, com ou sem benefício de juros, fundos que poderá
utilizar livremente.

2- Quem são os intervenientes dos depósitos?


Os intervenientes do depósito Bancário são: o depositante – o cliente; e o
depositário – o banco;

3- Classifique os depósitos quanto a exigibilidade e finalidade Quanto


a exigibilidade ou finalidade os depósitos podem ser: Depósito a ordem, a
pré-aviso e depósitos a prazo;

5.1.3 Contabilização dos Depósitos

i) Pela Recepção dos Depósitos para conta de uma pessoa singular ou


colectiva; A débito: Caixa
A crédito Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros
Residentes no país / EE/EP/POP.

ii) Depósito em numerário para crédito da conta de uma pessoa


singular ou colectiva noutra dependência do próprio banco

• Na dependência originária.
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A
débito: Caixa
A crédito: Sede dependências – Conta efectiva - MOEDA
NACIONAL.

• Na dependência destinatária
A débito: Sede e Dependências
A crédito: Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros Residentes
no país / EE/EP/POP.

iii) Depósito de cheque Moeda Nacional- sobre a própria dependência


para crédito da conta de uma pessoa singular ou colectiva na
mesma dependência;

Pelo deposito de cheque sobre o próprio Banco


A débito: Valores a cobrar – Moeda Nacional - Cheques sobre o
próprio Banco;

A crédito: Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros


Residentes no país / EE/EP/POP.

Pela Cobrança
A débito: Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros Residentes no
país / EE/EP/POP.

A crédito: Valores a cobrar sobre o próprio banco;

iv) Depósito de cheque em Moeda Nacional para outra dependência


do mesmo banco

Na dependência originária
A débito: Valores a cobrar sobre o próprio banco;
A crédito: Sede dependências – Conta efectiva – MOEDA
NACIONAL

Pela cobrança de cheque na própria dependência


A débito: Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros
Residentes no país / EE/EP/POP.
A Crédito: Valores a cobrar sobre o próprio banco.

Na dependência destinatária do Banco A

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Pela recepção de depósito de outra dependência ou pelo registo do
depósito recebido de outra agencia.

A débito: Sede dependências – Conta efectiva - MOEDA


NACIONAL
A crédito: Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros
Residentes no país / EE/EP/POP.

v) Depósito de cheque em MOEDA NACIONAL sobre outra


dependência do própria , para crédito de uma conta na própria
dependência,

Na dependência originaria - Beira


Pelo depósito do cheque sobre o próprio Banco
A débito: Valores a cobra – cheque sobre o próprio Banco A
crédito: Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros Residentes
no país / EE/EP/POP.

Pelo envio de Remessa


A débito: Sede dependência -conta efectiva
A crédito: Valores a cobrar / Cheques a cobrar sobre o próprio banco;

Dependência destinatária (Tete)


Pelo cobrança de cheque sobre o Banco

A débito: Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros Residentes


no país / EE/EP/POP.
A crédito: Sede dependências – Conta efectiva –MOEDA NACIONAL

vi) Depósito de cheque em Moeda Nacional sobre outro Banco da


praça
para crédito de uma conta na própria dependência ;

Pelo depósito de cheque sobre outro Banco na praça


A débito: Valores a cobrar/- Cheque sobre outros bancos;
A crédito: Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros Residentes
no país / EE/EP/POP.

Pela remessa do cheque para compensação


A débito: Compensação de valores
A crédito: Valores a cobrar/- Cheque sobre outros banco;

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vii) Depósito de cheque em MOEDA NACIONAL sobre outro Banco de
outra praça (local) para crédito de uma conta na própria
dependência;

Na dependência originária
Pelo depósito de cheque sobre outro banco
A débito: Valores a cobrar MOEDA NACIONAL -Cheque sobre outro banco;
A crédito: Depósito à ordem – MOEDA NACIONAL – Outros Residentes no
país / EE/EP/POP.

Pelo depósito do cheque à dependência do próprio banco na área de


compensação
A débito: Sede dependência conta efectiva – MOEDA NACIONAL;
A crédito: Valores a cobrar MOEDA NACIONAL- cheque sobre outro Banco;

Na dependência destinatária
Pela recepção do cheque sobre outro banco
A débito: Valores a cobra – MOEDA NACIONAL – cheque sobre outro
banco;
A crédito: Sede dependência Conta efectiva - MOEDA NACIONAL.

Pelo envio de cheque para compensação


A débito: Compensação de valores
A crédito: Valores a cobrar MOEDA NACIONAL- Cheques sobre outros
bancos;
Exercícios
de Auto Avaliação

I- Contabilização dos depósitos

1- António Nobre acaba de levantar 200.000,00 em numerário pago


no caixa 2 do Banco A -Beira onde é cliente.

2- Suraia Gomes depositou 250.000,00 na Agência do Banco A -Beira


para crédito do Senhor Mário José cliente do mesmo Banco na agência de
Quelimane

Requere-se:

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a)
Lançamento das operações no diário;
Beira, Agência do Banco A

Caixa 200.000,00
Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros
Residentes no país /POP- António Nobre
200.000,00
P/ depósito em numerário
-----------------------//--------------------
Na Agencia do Banco A Beira

Caixa 250.000,00
Sede dependências – Conta efectiva - Moeda
Nacional- 250.000,00
P/ depósito na agencia do Banco
A na Beira

No Banco A - Quelimane
Sede e Dependências 250.000,00
Depósito à ordem – Moeda
Nacional – Outros Residentes no
250.000,00 país /POP- Mário José.
P/ Credito a conta do Mário José

II- O Banco B, realizou durante o dia 05 de Agosto as seguintes


operações:

1- Augusto Santos depositou 300.000,00mt no Banco B nesta cidade,


para crédito da Conta Sol & Mar,lda aberta na própria dependência;

2- Abílio Antúnes fez um depósito de 150.000,00 no Banco B, na


cidade da Beira para crédito da sua conta na cidade de Chimoio;

3- Ana Costa efectuou depósito de um cheque do mesmo Banco no


valor de 40.000,00 para crédito da conta do INSS, uma instituição
pública na Beira.

Pretende-se:
a) Lançamento das operações no diário:
Resolução

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Beira, 05 de Agosto

Caixa 300.000,00
Depósito à ordem – Moeda Nacional
– Outros Residentes no país /EP- INSS
300.000,00
P/ depósito em numerário
--------------------------2--------------------
Na Agencia do Banco B Beira

Caixa 150.000,00
Sede dependências – Conta efectiva
- Moeda Nacional- 150.000,00
P/ depósito na agência do Banco B na Beira

No Banco B - Chimoio
Sede e Dependências 150.000,00
Depósito à ordem – Moeda Nacional
– Outros Residentes no país /- Mário
José. 150.000,00
P/ Crédito a conta do Abílio
Antunes
-------------------------3---------------------
Valores a cobrar – Moeda Nacional -
400.000,00
Cheques sobre o próprio Banco
Depósito à ordem – Moeda
Nacional – Outros Residentes no país /
EE-INSS 400.000,00
P/ depósito de cheque sobre o próprio Banco

Cobrança do cheque
Depósito à ordem – Moeda Nacional –
Outros Residentes no país 400.000,00 Valores a cobrar
sobre o próprio
banco; 400.000,00
P/ cobrança do cheque no mesmo banco
-------------------------4----------------------

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III.
1- António Cândido depositou hoje no Banco A, um cheque de
100.000,00 no mesmo Banco para crédito da conta de Sara Lima Lda.,
cliente do Banco A;

2- Santos Salazar fez um depósito de cheque de 250.000,00 no Banco


A em Pemba, saque da mesma dependência para crédito da conta de
Marinha Lda., cliente do Banco A na cidade da Beira.

3- António Santos acaba de depositar no Banco A nesta cidade um


cheque de 320.000,00, saque da mesma dependência para crédito de
Seguro Moçambique, SA em Maputo.

4- José Maria depositou hoje no Banco A, um cheque de 800.000,00


saque do Banco B na mesma cidade para crédito da conta da Cooperativa
dos Moradores de Ndunda, cliente do Banco A nesta cidade.

5- João Nunes, depositou na agência do Banco A em chimoio um


cheque de 500.000,00 saque do Banco B, na cidade de Maputo para
crédito da conta do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Humano
no Chimoio.

Pretende-se:
a) Lançamento das operações no diário:

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Valores a cobrar – Moeda Nacional -
Cheques sobre o próprio Banco
100.000,00
Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros
Residentes no país / EP- Sara Lima, Lda
100.000,00
P/ depósito de cheque sobre o próprio Banco

Cobrança do cheque
Depósito à ordem – Moeda Nacional
– Outros Residentes no país, POP- António Candido
100.000,00
Valores a cobrar sobre o próprio
banco; 100.000,00
P/ cobrança do cheque no mesmo banco
----------------------2-------------------- Na
dependência originária
Valores a cobrar sobre o próprio banco;
250.000,00
Sede dependências – Conta efectiva – Moeda
Nacional
P/ Depósito do cheque 250.000,00

Pela cobrança de cheque na própria


dependência
Depósito à ordem –
Moeda Nacional – Outros
Residentes no país POP- Angela Salazar.
250.000,00
Valores a cobrar sobre o próprio
250.000,00 banco.
P/ cobrança do cheque

Na dependência destinatária do
Banco A
Sede dependências – Conta efectiva/
Moeda Nacional 250.000,00
Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros
Residentes no 250.000,00 país EP- Marinha, Lda.
P/ crédito na conta do cliente -- ------------ ---------3--
-----------------
Na dependência originária
Valores a cobrar sobre o próprio
320.000,00 banco;

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Sede dependências – Conta 320.000,00


efectiva – Moeda Nacional P/
deposito do cheque

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Pela cobrança de cheque na própria
dependência
Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros
Residentes no país POP- António
Santos. 320.000,00
A Crédito: Valores a cobrar sobre o
320.000,00 próprio banco.
P/ desconto do cheque

Na dependência
destinatária do
Banco A-Maputo

Pela recepção de depósito de outra


dependência ou pelo registo do depósito recebido de outra
agência.

Sede dependências – Conta efectiva - Moeda Nacional


320.000,00

Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros


Residentes no país / EP- Seguro
320.000,00
Moçambique
------------------- 4 -------------------- Pelo
depósito de cheque sobre outro Banco na praça
Banco A
Valores a cobrar/- Cheque sobre outros bancos;
800.000,00
Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros
Residentes no país - Cooperativa
dos moradores de Ndunda 800.000,00

Compensação de valores
Valores a cobrar/- Cheque sobre outros banco -
800.000,00
P/ remessa do cheque para
800.000,00
compensação
-----------------------5-----------------
Na dependência originária-Chimoio

Valores a cobrar Moeda Nacional - Cheque sobre


outro banco; 500.000,00

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Depósito à ordem – Moeda Nacional – Outros Residentes no país /


EE/EP/POP.
500.000,00
P/ Pelo depósito de cheque sobre outro banco

Sede dependência / Conta efectiva – Moeda


Nacional; 500.000,00
Valores a cobrar Moeda Nacional- cheque sobre
outro Banco- Ministério de
Agricultura e Desenvolvimento
Humano -Chimoio 500.000,00
P/ Pelo depósito do cheque à
dependência do próprio banco na área de
compensação
---------------------- Na
dependência destinatária-Maputo

Valores a cobra – Moeda Nacional cheque sobre


outro banco; 500.000,00 Sede
dependência Conta efectiva - Moeda Nacional.
500.000,00
P/ Pela recepção do cheque sobre outro banco

Compensação de valores 500.000,00


Valores a cobrar Moeda Nacional- Cheques sobre
outros bancos;
500.000,00 • P/ Pelo envio de cheque para
compensação

Exercícios
I- Contabilização dos depósitos

1- Augusto Martins depositou 300.000,00mt no Banco A nesta cidade,


para crédito da Lua e Sol,Lda aberta na própria dependência;
2- Abílio Sarmento fez um depósito de 150.000,00 no Banco A, na cidade
da Beira para crédito da sua conta;

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3- Ana Costa efectuou esta manhã um depósito de 40.000,00 no Banco A
para crédito da conta do INSS, uma empresa instituição pública na
Beira.
4- Safira Campos, empregada da empresa Mar e Férias,Lda situada na
Beira, depositou no Banco A importância de 200.000,00 referente a
receita do dia anterior.

Pretende-se:
b) Lançamento das operações no diário:

II. 1- José Ramos empregado da Empresa águas da Beira EE efectuou esta


manhã um depósito de 120.000,00 no Banco A- Beira para crédito da conta
Minas de ouro - EE aberta no mesmo Banco em Chimoio;

2-António Cândido depositou hoje no Banco A, um cheque de 100.000,00


no mesmo Banco para crédito da conta de Multi Service, Lda., cliente do
Banco A;

3- Santos Marcos fez um depósito de cheque de 250.000,00 no Banco A em


Pemba, saque da mesma dependência para crédito da conta de Marinha
Lda., cliente do Banco A na cidade da Beira.

4 - António Santos depositou no Banco A nesta cidade um cheque de


320.000,00 saque do mesmo Banco no Maputo, para crédito da conta do
Sara Shopping, Lda.

5- Ângela Carlos depositou um cheque de 800.000,00 no Banco A saque de


outro Banco na mesma cidade para crédito da conta de Vilma Soares
cliente do Banco A nesta cidade.
a) Lançamento das operações no diário:

UNIDADE Temática: 5.2 Concessão de Créditos

5.2.1 Desconto de Letras e Livranças

A letra é um título de crédito à ordem, sujeito a formalidades, através das


quais uma pessoa sacador – ordem à outra , que lhe pague a si ou a terceiro
– tomador – uma certa importância em deter minada data.

A Livrança é um documento através do qual o subscritor ou signatário se


compromete a pagar a um beneficiário ou à ordem deste um determinado
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valor (valor nominal da livrança) numa determinada data (data de
vencimento).

A operação de letras caracteriza-se pelo facto de um cliente do Banco,


possuidor de uma letra sacada sobre terceiro solicitar ao banco o
adiantamento do valor antes da data do vencimento.

 Cálculos referente a desconto


J = C*n*i / 365
Encargos = taxa de encargo * valor facial da letra
Desconto = valor facial da letra – (Juros + Encargos)

 Pelo desconto da Letra e Livrança:


A débito: Desconto de letras e Livrança
A crédito: Deposito a ordem – Moeda Nacional - Outros residentes
EE,EP,Pop.
Receitas antecipadas – Juros de desconto;
Proveitos bancários diversos (Portes);

 Pela mensualização ou imputação mensal dos juros A débito:


Receitas antecipadas – Juros de desconto;
A crédito: Juros de crédito concedido -Juros de desconto;

 Pela liquidação ou Pagamento de uma livrança na data do


vencimento descontada;
A débito: Caixa
A crédito: Desconto de letras e livranças.

A crédito: Juros de crédito concedido -Juros de desconto;

Em caso de não pagamento de efeitos comerciais (letras e livranças)


procede-se a sua transferência para conta – Letras e livranças vencidas em
virtude de falta de pagamento na data de vencimento;

A débito: Letras e livranças vencidas.


A crédito: Descontos de letras e livranças.

Os efeitos comerciais devolvidos não deverão permanecer mais do que 3


meses após o vencimento sem que sejam transferidos para as contas -
Crédito de mora ou - Crédito de cobrança duvidosa, o que origina o
seguinte lançamento:

A débito: Crédito de mora ou


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Crédito de cobrança duvidosa A crédito: Letras
e livranças vencidas.

Em caso de uma letra descontada que se destina a ser cobrada noutra


praça teremos:

• Pela recepção da letra a ser descontada noutra praça;


A débito: valores de conta sede e dependências/ letras a cobrança
A crédito: credores de sua conta/ sede e dependência / letras a cobrança

 Pelo desconto da letra


A débito: Desconto de letras e livranças
A crédito: Deposito a ordem, Moeda Nacional
Receitas antecipadas - Juros de desconto;
Proveitos bancários
Comissões de transferência

No local da cobrança da letra


Pela recepção da letra
A débito: valores de sua conta/ sede e dependência / letras a cobrança
A crédito: 0810-valores de conta sede e dependências/ letras a cobrança

• Pelo recebimento do cliente


A débito: 40-Caixa
A crédito: 600- Sede e Dependência

De regresso ao remetente da letra


 Pela recepção de aviso de crédito confirmando a cobrança da letra
A débito: - Sede e Dependência;
A crédito: - Desconto de letras e livranças;
Empréstimo em conta corrente / conta corrente caucionada

5.2.2 Emprestimo em Comta Corrente

Os empréstimos em conta corrente consiste numa modalidade de


concessão de crédito em que mediante contrato com o beneficiário, este
fica autorizado, durante um
determinado prazo e até um certo limite, utilizar o valor que lhe for
disponibilizado pelo banco.

O Crédito em Conta Corrente permite movimentações a débito


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(utilizações) e a crédito (amortizações), efetuadas por transferência de e
para a conta à ordem, de acordo com as instruções do cliente;
Esta utilização normalmente implica o pagamento dos seguintes encargos:
• Comissões pela abertura do crédito;
• Juros em função da quantia utilizada;
• Comissão de imobilização aplicada a parte
do crédito não utilizado;

Pela utilização do crédito


A débito: Empréstimo em conta corrente
A crédito: Deposito a ordem/Moeda Nacional / Outros residentes no pais

Pela cobrança de juros e comissões em conta corrente


A débito: Empréstimo em conta corrente
A crédito: Juros em conta corrente
Comissões de imobilizados
Comissões de créditos abertos;

Pela hipoteca do bem imobilizado favor do Banco


A débito: Valores recebidos de caução/hipotecas
A crédito: credores de valores de caução recebidos por hipoteca

Pela liquidação do empréstimo


A débito: Deposito a ordem/ Moeda Nacional/ Outros residentes no país
EE/EP/Pop. OU Caixa
A crédito: Empréstimo em Conta corrente

Se o crédito não for liquidado dentro do prazo estabelecido deve-se


transferir para “crédito em mora” ou “crédito de cobrança duvidosa”
conforme os prazos previstos no âmbito do plano de contas do sistema
bancário.

No entanto o lançamento será:


A débito: Créditos de mora ou Créditos de cobrança duvidosa
A crédito: Empréstimo em conta corrente

5.2.3 Redescontos

O redesconto é uma operação efectuada pelas instituições de crédito junto


do Banco de Moçambique ou Banco central. Este consiste num
instrumento de controle monetário.
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Sao chamados empréstimos de assistência à liquidez, utilizados pelos


bancos comerciais somente quando existe uma insuficiência de caixa (fluxo
de caixa);

Quando o Banco Central deseja injetar dinheiro no mercado, ele baixa a


taxa de juros para estimular os bancos comerciais a pegar estes
empréstimos. E quando o Banco Central tem por necessidade retirar
dinheiro do mercado, as taxas de juros concedidas para estes empréstimos
são altas, desestimulando os bancos comercias a pegá-los;

No Banco Comercial
Pela realização da operação de redesconto o banco comercial fará:
A débito: Deposito a ordem - Moeda Nacional- BM;
Custo com operações passivas/ juros de desconto e redesconto;
A crédito: Outras responsabilidades -Moeda Nacional- descontos e
redesconto;

Pela liquidação
A débito: Outras responsabilidades -Moeda Nacional- descontos e
redesconto;
A crédito: Deposito a ordem - Moeda Nacional- BM

No Banco Central

Pela contabilização de operação de redesconto


A débito: Redesconto / Instituições monetárias
A crédito: Deposito a ordem / Instituições monetárias
Juros de crédito a instituições monetárias;

Pela liquidação
A débito: Deposito a ordem - Instituições monetárias A crédito:
Redesconto – Instituições monetárias

5.2.4 Descobertos em Deposito a ordem

Em principio qualquer titular de uma conta so a pode movimentar ate ao


valor constante no seu saldo. Um descoberto bancário permite a um
cliente levantar fundos ou fazer pagamentos a partir da sua conta de
depósito à ordem, num montante que excede o saldo dessa conta.

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Os descobertos bancários podem ser de dois tipos, consoante resultem de
um contrato celebrado entre o cliente e a instituição de crédito, ou sejam
autorizados por iniciativa da instituição.
Assim,
o lançamento a efectuar será:

 Pela transferência:
A debita : Descobertos de Deposito a ordem;
A crédito : Deposito a ordem-Moeda Nacional-Outros residentes no pais/
EE/EP/POP. (Nome)
No inicio do mês faz-se o lançamento inverso.

5.2.5 Outros Créditos

Para além das modalidades já referidas, o banco poderá efectuar créditos,


mediante colocação dos valores a disposição do cliente, podendo a entrega
ser efectuada em numerário ou mediante crédito em conta de depósito a
ordem.

No entanto, o beneficiário do crédito ficará obrigado a proceder a


liquidação dos juros e a amortização do capital nas datas previamente
acordadas.

Estes tipos de empréstimo são habitualmente utilizados quando se trata


de financiamentos a investimentos, em regra não exigem garantias tais
como (penhor, hipoteca, ou outras garantias;…)

Assim sendo, no memento da concessão do empréstimo, faz-se:

A débito: outros créditos;


A crédito: Deposito a ordem - Moeda Nacional-Outros residentes no
pais/EE/EP/POP;

A amortização do empréstimo poderá ser efectuada através da conta de


depósito a ordem do cliente, devendo nas datas acordadas efectuar-se o
seguinte lançamento:

Pela amortização:
A débito: Deposito a ordem-Moeda Nacional-Outros residentes no pais
/EE/EP/POP.
A crédito: Outros créditos
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Cobrança de Juros:
A cobrança de juros faz-se por débito a conta de depósito a ordem:
A débito: Deposito a ordem-Moeda Nacional-Outros residentes no
pais/EE/EP/POP.
A crédito: Receitas antecipadas/ Juros de outros créditos;

Crédito com Caução:


Se a concessão do crédito vier caucionada haverá que registar a caução
recebida utilizando para efeitos as seguintes contas:
A débito: Valores recebidos de caução/hipotecas
A crédito: Credores de valores de caução recebidos por hipoteca;

Na liquidação do empréstimo o lançamento será inverso ao anterior;

5.2.6 Material do uso corrente.

Consideremos aqui todas aquisições de meios materiais que não sejam


considerados imobilizados, tais como impressos, artigos de higiene e
conforto, de expediente e qualquer outro de natureza idêntica. As
aquisições poderão destinar-se a utilização imediata ou para posterior
consumo, além de poderem ser liquidadas a pronto ou a prazo.

Aquisição para consumo imediato: A


débito: Fornecimento de terceiros (subconta);
A crédito: Caixa;

Aquisição para posterior consumo:


Apronto:
A débito: Economato
A crédito: Caixa

A Prazo:
A débito: Economato;
A crédito: Fornecimento de Bens e Serviços.

Os sectores utilizadores do material irão solicitar o fornecimentos de bens


ao Economato, tendo então lugar ao seguinte registo:
Pela utilização:
A débito: Fornecimento de terceiros (subconta)
A crédito: Economato

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CUSTOS COM O PESSOAL
Os custos com pessoal são basicamente constituídos pelos encargos
suportados com os vencimentos dos empregados e respectivos encargos
sociais. O pagamento dos vencimentos e efectuado habitualmente por
crédito em conta, após se terem deduzido os encargos a suportar pelos
empregados.

Pelo processamento dos salários


A débito: Custos com pessoal (subcontas respectivas) ;
A crédito: Remunerações a pagar (pelo liquido) ;
Deduções nos vencimentos (pelos descontos efectuados);

Pelo pagamento dos vencimentos líquidos


A débito: Remunerações a pagar
A crédito: Depósitos a ordem/caixa;

Pela contabilização das contribuições do banco


A débito: ENCARGOS SOCIAIS A crédito: outras
exigibilidades.

Nas datas adequadas serão entregues as respectivas entidades os


descontos efectuados aos empregados, bem como as contribuições do
banco, fazendo:

A débito: Deduções nos vencimentos(subconta);


- Outras exigibilidades;
A crédito: Depósitos ordem – estado;

O saldo credor que eventualmente a conta remunerações a pagar


representara o valor das remunerações processadas e não pagas.

Exercícios de Auto Avaliação

1- A Filial do Banco Itaú, Agencia do Chaimite, com sede na cidade de Beira,


realizou no mês de Abril a seguinte operação:

a) 14/04: João Dias descontou uma letra no valor de 100.000,00 com


vencimento a 90 dias de data. A letra em referencia seria cobrada na
filial de Buzi, tendo o Banco cobrado os seguintes encargos: taxa de
desconto 1.250,00, Prémios de transferência: 500,00; Portes: 750,00mt;
Comissão de cobrança: 2000,00;

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Beira, Abril de N

Desconto de letras e Livrança


104.500,00
Deposito a ordem – Moeda
Nacional - Outros residentes Pop-
100.000,00
João Dias

Receitas

antecipadas – 1.250,00
Juros de desconto;
Proveitos bancários 750,00 diversos
(Portes);
Comissões de Cobrança 2.000,00
Prémio de Transferência 500,00
P/ desconto de letra

No local da cobrança da letra- Buzi

Pela recepção da letra Valores de sua conta/


sede e dependência / letras a cobrança
104.500,00 valores de conta
dependências/ letras a cobrança
104.500,00

• Pelo recebimento do cliente


A débito: 40-Caixa 104.500,00
A crédito:
600- Sede e
Dependência 104.500,00

De regresso ao remetente da
letraBeira

Sede e Dependência;
104.500,00
Desconto de letras e livranças; 104.500,00 p/ Pela recepção
de aviso de crédito confirmando a
cobrança da letra

II. Considere algumas das operações realizadas pelo Banco Moçambicano


em 15/02/051.

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1- O cliente M&R, instruiu, que por débito da sua conta fosse transferido
550.000 mt para a conta Deposito a Ordem de Gomes Pires no Banco de
Maxixe. Debitamos a sua conta para além do valor solicitado,
11.000 de comissões;

2- Debitamos a conta do nosso cliente Mateus Mazuze no valor de 1.630


Mt correspondentes a comissão de renovação do contrato de aluguer
do cofre. Na mesma ocasião reforço a sua caução em 5.000 mt,
também por débito da sua conta DO;

3- G & B Importadores Associados Lda, instruiu-nos, para transferir


150.000,00 por débito da sua conta em Moeda Nacional para crédito da
conta do seu funcionário Amílcar Sousa. Debitamos também a sua conta
DO em 240,75 de comissão.

a) Requer-se a contabilização das operações;

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Beira, 15 / 02 / 051

Deposito a ordem – Moeda Nacional - Outros


residentes-M e R, Lda.
11.000,00
Sede e Dependências
11.000,00 P/ depósito a conta Me R referente
a transferência a Gomes Pires de Manica

Na agência das Maxixe

Sede e Dependências 11.000,00


Deposito a ordem – Moeda Nacional - Outros
residentes - M e R, Lda.
11.000,00 P/ crédito a conta d cliente
-------------------2-------------------- Deposito a ordem
– Moeda
Nacional - Outros residentes 1.630,00
Pop-Mateus Mazuze

Proveitos bancários diversos (Aluguer


de cofres); 1.630,00 Valores
recebidos de
caução/hipotecas 1.630,00
P/ valor pago ao aluguer do cofre e a
respectiva comissão ------------- ----------- 3-----------
----
Deposito a ordem – Moeda
Nacional - Outros residentes-EP
G &D Importações
Deposito a ordem – Moeda
150.240,75
Nacional - Outros residentes - EP
Amílcar Sousa
Comissões de Transferência
150.000,00
Valores recebidos de
caução/hipotecas
P/ emissão da transferência 240,75

I. O Banco Sul realizou as seguintes operações:

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1-
Instruiu ao Banco de Moçambique para debitar a sua conta em
120.223.000 mais juros a taxa de18000,00 anuais, por 7 dias, para
operação de redesconto;

a- Concedeu ao seu cliente, João Olho Vivo 100.000,00 de créditos


diversos;

Requer-se: Contabilização das operações;

No Banco Comercial

Deposito a ordem - Moeda Nacional- BM


Custo com operações passivas/ juros
138.233,00
de desconto e redesconto; 120.233,00 Outras
responsabilidades -Moeda
Nacional- descontos e redesconto; 18.000,00
P/ deposito efectuado na conta do Banco
Sul
-------------
Outras responsabilidades -Moeda
Nacional- descontos e redesconto;
138.233,00
Deposito a ordem - Moeda Nacional- BM
138.233,00
P/ liquidação

No Banco Central
Redesconto / Instituições monetárias
138.233,00 Deposito a ordem /
Instituições monetárias- Banco Sul
Juros de crédito a
instituições 120.233,00
monetárias; 180.000,00 P/
contabilização de operação de
redesconto
--------------------
Deposito a ordem - Instituições
138.233,00 monetárias - Banco Sul
Redesconto – Instituições
monetárias 138.233,00
P/ liquidação
-----------------------------2-------------------
Outros créditos; 100.000,00
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Deposito a ordem - Moeda Nacional-


Outros residentes no país POP-Olho Vivo; 100.000,00
P/ concessão de crédito ao Olho Vivo

Exercícios
I. O Banco Alegre realizou as seguintes operações:

1. Recebeu um depósito do seu cliente G&G SARL na sua conta a Ordem


em Moeda Nacional, constituído pelos seguintes valores:
a. Um cheque do Banco BKM 320.153 da mesma praça; Numerário
21.220;

2. B & B, Lda instrui-lhe para transferir da sua conta de depósitos a ordem


20.000,00 para a constituição de um depósito a prazo em MZM;

3. Foi lhe devolvido por falta de provisão, através da Câmara de


Compensação, um cheque no valor de MZM 160.000 sacado sobre o
Banco Alegre e depositado pelo nosso cliente Olho Vivo;

4. Foi hoje aprovado um empréstimo em conta corrente a favor da Visão


Empreendimentos, SARL no valor de 1.000.000 contos, tendo sido
debitado a sua conta DO, preparos no valor de 1% do empréstimo.

5. Descontou uma letra de 159.000.000,00 a pedido da M&M,


Entretenimentos, lda. A letra vence dentro de 90 dias. As condições de
desconto foram as seguintes: Taxa de juro anual 350; Comissões de
cobrança 250,00; Portes 180,00

6. Instruiu Banco de Moçambique para debitar na sua conta em


120.000.000 mais juros no valor de 50.000,00 anuais, por 15 dias;

7. Transferiu para conta corrente caucionada da Movicel 500.000,00


referente ao crédito solicitado, tendo suportado 18.000,00 de juros;

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8. Efectuou regularizações dos créditos mal parados que se encontravam
na conta Efeitos devolvidos a 3 meses na ordem dos 800.000,00

Pretende-se:
a) Contabilização das operações no diário;

Capitulo II. Seguro

UNIDADE Temática 6.1 SEGUROS


Introdução
SEGUROS:

“Seguro é uma operação pela qual, (mediante o pagamento de uma


pequenaremuneração, denominada prêmio) uma pessoa, o segurado, se
faz prometer para si próprio ou para outrem, (no caso da ocorrência de um
evento determinado, a que se dá o nome de risco) por meio de uma
prestação de uma terceira pessoa, o segurador, que, assumindo um
conjunto de riscos, os compensa de acordo com as leis e do princípio do
mutualismo.”

Seguro – proveito ou benefício de um acordo por virtude do qual uma parte


(Seguradora) se obriga a providenciar à outra (Segurado) um pagamento
ou remuneração ou qualquer outra prestação, no caso de destruição ou
prejuízo, ou dano a uma pessoa específica ou coisa na qual o outro possui
um interesse.
O contrato de seguro é um contrato em que uma das partes (a seguradora)
aceita o risco significativo de seguro de outra parte (o tomador de seguro)
acordando compensar o segurado/beneficiario se um envento futuro
específico e incerto (evento seguro) aceitar adversamente o segurado.

O seguro (do latim "securu") pode ser ainda defino como todo contrato
pelo qual uma das partes, segurador, se obriga a indenizar a outra,
segurado, em caso da ocorrência de determinado sinistro, em troca do
recebimento de um prêmio de seguro.

O seguro é um produto que oferece protecção contra diversas


contingências. A contabilidade de seguros constitui um dos vários ramos
da contabilidade e dedica-se ao estudo da aplicação, das técnicas
contabilisticas e de princípios das operações de empresas
seguradoras.Como todo ramo de Contabilidade, a Contabilidade de
seguros tem características próprias.

A necessidade de protecção vem desde o homem primitivo, o qual,


irracionalmente, diante de certos fenómenos da natureza, tais como,

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relâmpagos, temporais, etc., se sentia intimidado e apelava o auxílio dos
deuses.

6.1.1 História do Seguro

O seguro nasceu da necessidade do homem em controlar o risco. A


primeira ideia de seguro nasce com o desenvolvimento da navegação, ao
se adaptarem actos de protecção contra perigos do mar e nos preceitos
contra riscos marítimos, como por exemplo, a avaria grossa, em que se
tinha de atirar a mercadoria ao mar, o navegador ou armador era
indemnizado Nacionalizado por este acto.

O Seguro Marítimo é o seguro mais antigo e nasce do comércio marítimo.


Os primeiros contratos de seguro marítimo datam 1347 e foram
celebrados em Génova e a primeira apólice data 1385 e foi emitida em
Pisa.

As condições dos contratos variavam de país para país e até mesmo de


porto para porto, daí que, foram emitidos vários regulamentos para
regular a actividade.

O Seguro de Vida , tem a sua origem na lei 43 da Rainha Isabel da


Inglaterra, no qual preconizava a construção de uma sociedade na qual
havia uma curiosa obrigação de o pai fazer um depósito logo que lhe
nascesse um filho.

A primeira apólice de seguro de vida foi assinada em 1583 e foi celebrado


por um grupo de negociantes membro da Câmara de Seguros de Londres.
A primeira companhia de seguro surgiu em 1667 em decorrência do
Grande Incêndio de Londres de 1666, que destruiu cerca de 25% da cidade.

O Seguro em Moçambique antes da Independência

Embora o seguro na sua forma moderna tenha começado no século XIV na


Europa e tenha registado um grande desenvolvimento no século XVIII
como fruto do comércio marítimo e da navegação ligados aos impérios
coloniais, em Moçambique, só começou a ser praticado no século XX com
a criação das primeiras sociedades de seguro, que foram:

Companhia de Seguros Náuticos, SARL criada em 1943;


Companhia de Seguros Lusitano, SARL criada em 1945;
Companhia de Seguros Tranquilidade de Moçambique, SARL criado em
1957;

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Companhia de Seguros Mundial e Confiança de Moçambique, SARL criado
em 1957;

Dada a importância deste sector e aliado ao sistema económico socialista


em vigor, através do decreto lei 3/77 de 13 de Janeiro, o Governo
Moçambicano nacionalizou a industria seguradora em 1977, e a luz do
mesmo decreto uma empresa estatal, Empresa Moçambicana de Seguros
(EMOSE EE), que passou a integrar o activo e passivo das seguradoras
Lusitano, Náuticos e Tranquilidade e nos termos do decreto lei referido, a
Companhia de seguros Mundial e Confiança cessava as suas funções em
Moçambique.

Uma vez que só havia uma única instituição de seguros, que fazia parte do
Governo, considerou-se que não havia necessidade de um regular a
actividade de seguros e, portanto, a actividade foi suspensa.

No entanto, em 1991, a Lei n º 24/91 foi aprovada, que abriu o mercado de


seguros privados para a concorrência. A EMOSE foi reincorporada como
uma sociedade anónima em 1998 e, em 1999, o regulador de seguros,
Inspecção Geral de Seguros (IGS) foi criado.

A actividade de seguros em Moçambique é regulamentada nos termos do


Diploma ministerial nº 222/2010, de Dezembro.
O governo estabeleceu a Inspecção Geral de Seguros (IGS), dentro do
Ministério das Finanças em 1999, a autoridade regulamentar e de
supervisão dos seguros. A IGS é financiada por um imposto cobrado de
1,5% sobre os prémios brutos de seguros, que são passados por
seguradoras ao Ministério das Finanças. A Associação Moçambicana de
Seguros foi criada em 2002 para representar a indústria.

6.1.2 O Contrato de Seguro

O Contrato de Seguro é um acordo formal estabelecido entre dois


intervenientes – o Tomador de Seguro e a Seguradora e assenta em dois
elementos fundamentais – o Prémio e o Risco, sendo que:
O Prémio é a importância paga pelo Tomador de Seguro;

O Risco é a eventualidade de ocorrer qualquer acontecimento que


determine o assumir de responsabilidade por parte da Seguradora. A
incerteza pode ser tanto quanto ao momento em que o evento irá
acontecer (ou seja, em uma apólice de seguro de vida, o momento da
morte do segurado é incerto), ou quanto a se ela vai acontecer ou não (ou
seja, uma apólice de seguro de incêndio).

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Características do Contrato
Contratos de seguro são geralmente considerados como contratos de
adesão, pois a seguradora elabora o contrato, o segurado tem pouca ou
nenhuma capacidade para fazer as alterações a ela. Isso é interpretado
como significando que a seguradora assume o encargo se há alguma
ambiguidade em termos de qualquer contrato.
Contratos de seguro são aleatórios em que os montantes trocados pelo
segurado e segurador são desiguais e dependem de eventos futuros
incertos.
Contratos de seguro são unilaterais, no sentido em que somente a
segurado faz uma promessa judicialmente vinculada. O segurado não está
obrigado a pagar os prémios, mas a seguradora é obrigada a pagar as
prestações nos termos do contrato se o segurado tiver pago os prémios e
satisfeitas algumas outras disposições básicas.
Contratos de seguro são regidos pelo princípio da máxima boa fé que exige
que ambas as partes do
seguro ajam de boa-fé e, em particular, transmite sobre o segurado o dever
de revelar todos os factos que se relacionam com o risco para ser cobertos.

Partes de Um Contrato

Definições - definição os termos utilizados na linguagem apólice.

Acordo de Seguro - descreve os perigos abrangidos, ou riscos assumidos,


ou a Natureza de cobertura, ou faz alguma referência ao acordo contratual
entre a seguradora e o Segurado. Ela resume as principais promessas da
companhia de seguros, bem como afirmar o que é coberto.

Declarações - identifica quem é um segurado, o endereço do segurado, a


empresa de seguros, quais os riscos ou os bens estão abrangidos, o limite
da apólice (o valor assegurado), quaisquer deduções, o período coberto
pela apólice o montante do prémio.

Exclusões - descreve perigos, riscos ou perdas resultantes de causas


específicas que não são cobertas pela apólice.

Condições - disposições, regras de conduta, direitos e obrigações exigidas


para cobertura. Se as condições não forem cumpridas, a seguradora pode
negar o pagamento.

A negociação de um Contrato de Seguro pressupõe a formalização escrita


dessa relação. Assim a sua concretização acontece através do
preenchimento da Proposta. A Proposta de Seguro é o documento através
do qual o segurado e/ou o Tomador de Seguro expressa a sua vontade de
celebrar o Contrato de Seguro. Uma vez o Seguro definitivamente aceite, é

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emitida a Apólice, documento que define e regula as relações entre a
Seguradora, o Tomador de Seguro e/ou Segurado.

A Apólice de Seguro é o documento que titula o Contrato celebrado entre


o Tomador de Seguro e a Seguradora e é composta de:

Condições Gerais - Conjunto de cláusulas que definem os aspectos


genéricos dos Contratos de Seguro de um mesmo Ramo ou Modalidade,
emitidos pela Seguradora;

Condições Especiais - Conjunto de condições próprias de cada Modalidade


que se destinam a esclarecer ou completar as disposições das Condições
Gerais;

Condições Particulares - Conjunto de condições próprias de cada Contrato,


que o individualizam relativamente a todos os outros do mesmo ramo ou
modalidade.

Acta Adicional - Documento que formaliza as alterações produzidas


durante a vigência do Contrato;

Certificado de Seguro - Documento que, contendo um número restrito de


indicações, comprova de imediato a existência do Contrato de Seguro. Nos
Seguros Colectivos é o documento individual fornecido a cada participante
comprovativo da sua inclusão no Seguro.

Na concretização de um Contrato de Seguro existem diversas figuras que


participam na sua formação, tais como:

Seguradora ou Empresa de Seguros - Entidade Legalmente autorizada a


exercer a actividade Seguradora e que subscreve com o Tomador de
Seguro o Contrato de Seguro;

Tomador de Seguro - Entidade que celebra o Contrato de Seguro com a


Seguradora e que é responsável pelo pagamento do Prémio – de um modo
geral coincide com o Segurado;

Segurado - Entidade no interesse da qual o Contrato é celebrado ou a


pessoa (Pessoa Segurada) cuja vida, saúde ou integridade física é objecto
do risco;

Beneficiário - Pessoa singular ou colectiva a favor de quem reverte a


prestação da Seguradora;

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Usufrutuário - Entidade que contrata o Seguro sobre propriedade alheia,
da qual tem benefício ou utilidade própria;

Mediador - É a pessoa singular ou colectiva devidamente inscrita para o


exercício da mediação de seguros - propõe, prepara a celebração do
contrato e presta assistência aos contratos.

6.1.3 Tipos de Seguro

Tipos de Seguros
Os seguros podem ser classificados nos seguintes ramos:
a) Ramo Vida – que compreende os seguintes tipos:
Seguro de vidas e rendas.
Seguro de casamento e nascimento;
Seguro de operações de capitalização.

b) Ramo Não Vida – que corresponde os restantes tipos


entre os quais:
Seguro de Acidente de trabalho;
Seguro de Acidentes pessoais e doenças;
Seguro de incêndio e elementos de natureza; Seguro
automóvel;
Seguro maritimo;
Seguro Ferroviario;

Aéreo;
Transportes;
Responsabilidade Civil geral/profissional; Diversos: Despesas
de funeral;
◦ Empreitadas;
◦ Roubo;
◦ Fundos de transito;
◦ Perdas indirectas;

O seguro de Vida e Rendas


O seguro pode definir-se como sendo um contrato através do qual, e
mediante o pagamento de prémio, a
companhia seguradora compromete-se a pagar o capital subscrito na
apólice ao segurado ou beneficiários em conformidade com as
modalidades estipuladas: em caso de vida, em caso de morte e em caso
misto.

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Em
caso de Vida
Em que o pagamento do valor seguro da pessoa segura estar viva no termo
do contrato;

Seguro em Caso de Morte


Quando a obrigação assumida pela seguradora se torna real após a morte
da pessoa cuja vida se segura;

Seguro Misto
Os quais reúnem as características das duas situações anteriores, isto é, o
capital será pago, quer a pessoa segura sobreviva ou não, no termo do
contrato.

Seguro de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais


Seguro de Acidente de trabalho:Segundo a lei de trabalho nº 23/2007 de
17 de Julho, art. nº 222, Acidente de Trabalho é um sinistro que se verifica,
no local e durante o tempo de trabalho, desde que produza, directa ou
indirectamente, no trabalhador subordinado, leso corporal, perturbação
funcional ou doença que resulte a morte ou redução na capacidade de
trabalho ou ganho.
O seguro de Acidentes de trabalho pode considera-se como o mais
importante tipo de seguros tendo em atenção a sua função social. O
seguro de Acidente de trabalho (obrigatório por lei) é um seguro de
responsabilidade civil visto que ele se define como sendo transferência de
responsabilidade das entidades patronais para a seguradora motivadas
pela ocorrência do RISCO enquato o trabalhador desempenhar as suas
actividades profissionais.

Doenças Profissionais
Considera-se doenças profissionais, de acordo com o art. 224, nº 1 da Lei
de Trabalho nº 23/2007 de 17 de Julho, toda situação clínica que surge
localizada ou generalizada no organismo, de natureza tóxica ou biológica,
que resulte de actividade profissional e directamente relacionada com ela.

O seguro assume a responsabilidade da entidade patronal, garantindo: O


pagamento de salário ao trabalhador enquanto estiver impossibilitado de
trabalhar.
O pagamento das despesas com os tratamentos médicos e hospitalares. O
pagamento da pensão vitalícia do trabahador vítima de incapacidade
permanete parcial.
O pagamento da pensão as pessoas da família dependentes do trabalhador
falecido.

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Amplitude do Seguro de Acidentes de Trabalho
Seguro Completo - Que cobre, em caso de sinistro, o pagamento de
vencimentos perdidos, das despesas médicas e hospitalares, de farmácia,
radiografias, salários, funerárias, pensões e constituição das respectivas
provisões matemáticas para os casos de Morte, Invalidez Permanente,
total ou Parcial.

Seguro de Pensões: O seguro de pensões, conforme o próprio nome diz,


cobre unicamente o pagamento das pensões e a constituição das
respectivas provisões matemáticas para os casos de Morte ou Invalidez
Permanente Total ou Parcial.

Acidentes Pessoais e doenças


Seguro que garante o pagamento de benefícios fixos de ordem pecuniária,
resultantes de lesões corporais que causem morte, invalidez temporária ou
permanente ou o pagamento de benefícios específicos de ordem
pecuniária contra risco de perdas atribuíveis a doenças ou enfermidade.

Considera-se acidente pessoal, a toda lesão corporal ocasionada por


qualquer força externa, súbita, fortuita e violenta que possa causar a
pessoa segura, morte, invalidez permanente ou incapacidade temporária
para o trabalhado.
Uma apólice deste seguro, tendo por base as condições gerais e as
declarações exaradas na respectiva proposta de seguro, garante as
indeMoeda Nacionalizações expressamente fixadas nas condições
específicas, em consequência de acidentes corporais que possam sobrevir
a pessoa segura no exercício da sua profissão ou for a dela.

6.1.4
Mediadores de Seguros

Entre os Segurados e as seguradoras, ou entre as seguradoras directas e os


resseguradores, podem actuar alguns intermediários, que facilitam a
relação entre as partes.

Entende-se por mediação de seguros a actividade remunerada tendente a


realização, através da apreciação dos riscos em causa, e assistência, dos
contratos e operações de seguros.

A Mediação de Seguros é passível de ser exercida em relação aos contratos


de seguro directo que cobram riscos situados na Republica de
Moçambique, incluindo, com as necessárias adaptações.

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Categoria de Mediadores de Seguros

Correctores de Seguros – são os mediadores que estabelecem a ligação


entre os tomadores de seguros e as seguradoras, que escolhem
livremente, preparam a celebração dos contratos, prestam assistência a
esses mesmos contratos e podem exercer funções de consultadoria em
matéria de seguros junto dos tomadores, bem como realizar estudos ou
emitir pareceres técnicos sobre seguros.

Agentes de Seguros – são mediadores que exercem a sua actividade


apresentando, propondo e preparando a realização de contratos, com a
prestação de assistência e esses mesmos contratos, podendo intervir, a
pedido da seguradora, na realização de sinistros, em nome e por conta
adequada.

Angariadores de Seguros - são os mediadores que, sendo trabalhadores de


seguros, exercem a sua actividade apresentando, propondo e preparando
a realização de contratos, com prestação de assistência a esses mesmos
contratos.

Os correctores podem trabalhar com os seus angariadores de seguros ou


com agentes de seguros.

Os mediadores de seguros e resseguros registados estão sujeitos a deveres


no exercício da actividade de mediação:

A. Deveres Gerais

São deveres gerais do mediador de seguros:


a) Celebrar contratos em nome da empresa de seguros apenas
quando esta lhe tenha
conferido, por escrito, os necessários poderes;
b) Não assumir em seu próprio nome a cobertura de riscos;
c) Cumprir as disposições legais e regulamentares aplicáveis a
actividade seguradora e a actividade de mediação de seguros e não
intervir na celebração de contratos que as violem.
d) Assistir correcta e eficientemente os contratos de seguro em que
intervenha;
e) Diligenciar no sentido da prevenção de declarações inexactas ou
incompletas pelo tomador de seguro e de situações que violem ou
constituam fraude a lei ou que incidem situações de
branqueamento de capitais;

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f) Guardar segredo profissional, em relação a terceiros, dos factos de
que tome conhecimento em consequência do exercício da sua
actividade;

B. Deveres para com as empresas de seguros e outros mediadores de


seguro

São deveres do mediador de seguros para com as empresas de seguros e


outros mediadores que intervenham:

a) Informar sobre os riscos a cobrir e das suas particularidades;


b) Informar sobre as alterações aos riscos já cobertos de que tenha
conhecido e que possam influenciar nas condições do contrato;
c) Prestar contas nos termos legais e contratualmente estabelecidos;
d) Actuar com legalidade;
e) Informar sobre todos os factos de que tenha conhecido e que possam
influir na regularização de sinistros.

C. Deveres para com os clientes


São deveres do mediar de seguros para com os clientes:
a) Informa, nos termos fixados na lei e respectiva regulamentação,
dos direitos e deveres que decorram da celebração de contratos de
seguros;
b) Transmitir a empresa de seguros em tempo útil, todas as
informações, no âmbito do contrato de seguro, que o tomador de
seguro solicite;
c) Prestar ao tomador de seguros todos os esclarecimentos relativos
aos contratos de seguro durante a sua execução e durante a
pendência dos conflitos dela derivados;
d) Não praticar quaisquer actos relacionados com o contrato de
seguro sem informar previamente o respectivo tomador de seguro
e obter a sua concordância.

Os mediadores de seguro têm direitos a remunerações de mediação


pelos serviços prestados. Estas consistem na retribuição pelas funções
de mediação; as remunerações de corretagem respeitam a
remunerações atribuída aos corretores pelo exercício das funções de
mediação e custeio parcial das despesas administrativas;

Sobre as remunerações de mediação, incidem os impostos de selo,


sendo calculados por dois métodos distintos, recorrendo a uma
fórmula aritmética adequada:

75
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a) Assim, se pretender o apuramento do valor aritmético, isto é, o
valor das remunerações de mediação, liquido do próprio imposto
de selo, far-se-á:

C1 = C-C1 * t/100 = C * 100/ (100+t)


E
Is= t * C1

Em que:
C1= Remunerações de mediação líquidas de imposto de selo (valor
tributável);
C= Valor bruto das remunerações de mediação; T
= Taxa de imposto Is = Imposto de selo.

b) Caso se pretenda calcular directamente o imposto do selo, far-sea:


Is=t/100 * C1 = C * t/(100+t)

Exemplo:

Uma seguradora tem a pagar a um agente de seguros, pessoa singular,


título de remunerações de mediação, a importância de 3.000,00mt,
remunerações essas que estão sujeitas a imposto de selo calculado a
taxa de 2% e também a IRPS calculado por retenção na fonte de 20%.

Pedido: Calcular
a) O imposto de selo, utilizando os dois métodos conhecidos;
b) O Valor do IRPS;

a) O cálculo do imposto de selo


1° método
C1= CX100/(100+t) = 3.000,00 x 100/(100+2) = 2.947,18
Is= 2% * 2.941,18 = 58,82

2º método
Is= Cxt/(100+t) = 3.000,00 x 2/(100+2) = 58,82

b) Cálculo do IRPS
IRPS= 20% x 3.000,00 = 600,00

7.1.5 O Risco

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O
Risco
Conforme Sanvicente (1997, p. 64), “a incerteza e orisco decorrem, em
grande parte,da impossibilidade de prever o futuro com absoluta
segurança”.

O Risco – é o perigo que reside no facto de um determinado acontecimento


futuro, incerto e não dependendo da vontade do tomador do seguro ou do
segurado, originar danos ou perdas na coisa que se pretende segurar.

É todo factor, condições e circunstâncias capazes de conduzir à ocorrência


de uma perda ou dano material, financeira, ou moral.

O Risco – é o elemento determinante do objecto do contrato de seguro e


deve ser aleatório, real e lícito. (art.108 do Decreto 1/2010 de 31/12…).

A Inexistência do risco determina a nulidade do contrato, sendo de se


aplicar as seguintes regras quanto ao prémio que haja sido pago pelo
tomador de seguro:

• Se houver boa-fé das partes contratantes, a seguradora devolve o valor


do prémio, deduzidos as despesas necessárias à celebração do contrato
que comprovadamente não tenham sido recuperadas.

• Se houver má-fé do tomador do seguro ou do segurado, a seguradora


de boa-fé tem direito ao prémio.

• A inexistência do risco, na vigência do contrato, determina automática


e imediatamente a cessação destes, por caducidade, havendo lugar a
estorno do prémio nos termos e condições do art. 156 do Decreto
1/2010 de 31 de Dezembro;

• Os seguradores socorrem-se de várias ciências e


técnicas
especializadas para calcular a probabilidade de ocorrência dos eventos.

• Determinação da probabilidade da ocorrência terá em conta dois tipos


de riscos: Risco físico e Risco Moral;

• O Risco físico é inerente ao próprio objecto a segurar, isto é, atenta as


características intrínsecas do interesse segurável (vertente objectiva),
o risco moral ocupa-se das características do seguro (vertente
subjectiva),isto é, avaliação que se faz do candidato a seguro sob o
prisma de honorabilidade pessoal, comercial ou profissional.

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• A análise do risco físico terá em consideração os elementos que no
objecto, concorrem para a maior ou menor probabilidade da
ocorrência e a maior amplitude dos prováveis danos ou prejuízos que
poderiam resultar do sinistro.

• Já o risco moral, centra-se nas características da pessoa (individual ou


colectiva) e o ambiente a sua volta.

• O risco é a incerteza da ocorrência de um evento cujas consequências


possam originar uma perda financeira.

• Do ponto de vista material, o risco será consubstanciado por um bem


ou conjunto de bens, que podem ser afectados por determinado
evento.

• Do ponto de vista qualitativo, a maior ou menor probabilidade de


ocorrência de um prejuízo indemnizável.

7.1.6. Caracterização

Riscos Puros - envolve a chance de perda ou não, mas não a chance de


ganho.
Todavia, pode-se dizer que o risco puro é o risco no qual só existem duas
possibilidades: perder ou não perder. Esse tipo de risco é tratado com
técnicas de Seguro, ou seja, é segurável.

Sob o ponto de vista legal, o risco puro constituí o objeto do Seguro, pois
se transfere. Nas operações de Seguro, as ondições que definem o risco
como sendo segurável são: ser possível, incerto, futuro, independer da
vontade das partes contratantes, resultarem de sua ocorrência uma perda
de valor econômico e ser mensurável.

Pré-Requisito para Risco ser Segurável

Ser Possível - Segurar um risco impossível seria o mesmo que admitir um


contrato sem objetivos.

Ser Futuro - Eventos já ocorridos até o momento da realização docontrato


não podem ser dmitidos como riscos.

Ser Incerto - Não se pode fazer Seguro para garantir riscos que já têm data
e hora para ocorrer.

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Independer Das Partes - Se uma pessoa contrata um Seguro para um
imóvel para garantia de incêndio e tem a intenção de incendiá-lo, está
descaracterizando a incerteza quanto à ocorrência dos danos.

Resultar Uma Perda - É necessário que o contratante tenha um interesse


segurável, para que esse venha a receber a indenização pela Perda.

Ser Mensurável - É preciso que o risco seja mensurável para evitar que a
seguradora fique exposta e para que possa estabelecer um custo adequado
para sua aceitação

São aceites pelas entidades seguradoras por apresentarem as seguintes


características:
São de Natureza Acidental: de ocorrência incerta (uso e desgaste;
depreciação, e.t.c);

Não tem natureza ilegal (Actos deliberados e intencionais do seguro), e.t.c;

Não são de natureza catastrófica ( riscos de guerra, comoções civis,


tumultos, terrorismo, e.t.c;)

Não são contra interesse público - O seguro não protege actos de


desobediência as regras de conduta moral e social (infracções às regras de
transito, multas, e.t.c;)

As acções da gerência do risco são:

Identificação dos riscos - Consiste no levantamento, inspecção e analise,


com o fim de determinar os valores em riscos e as prováveis perdas
máximas em que a empresa pode ocorrer.

Classificação dos riscos - Depois que tenham sido identificados, os riscos


são agrupados de acordo com a sua seriedade e dimensão, determinando
os que são elimináveis, minimizáveis, transferíveis;

Avaliação do risco – A classificação dos riscos permite separa-los em


função da frequência ou probabilidade, severidade ou amplitude das
perdas e consequentemente, avaliar ou medir, objectivamente, em termos
de valor, permitindo a tomada de decisão sobre o método de tratamento
adequado.

Exercícios
de Auto Avaliação

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1- Por suas palavras, discuta o conceito de seguro?
Seguro – proveito ou benefício de um acordo por virtude do qual uma parte
(Seguradora) se obriga a providenciar à outra (Segurado) um pagamento
ou remuneração ou qualquer outra prestação, no caso de destruição ou
prejuízo, ou dano a uma pessoa específica ou coisa na qual o outro possui
um interesse.

2- Diferencie os seguintes conceitos: Tomador do seguro e Segurador. O


Tomador do seguro é a pessoa que celebra o contrato com a
seguradora para salvaguardar a segurança do bem ou coisa. Enquanto
que o segurado é a pessoa pela qual recai o seguro.

3- Quando é que o tomador de seguro é necessariamente o segurado?


Analise;
O segurador é o segurado quando o tomador de seguros assina o contrato
para assegura a sua própria vida.

4- Indique o factor determinante do contrato de Seguro.


O factor determinante do contrato de seguro é o Risco, pois que, é da
existência do risco que depende a celebração do contrato de seguro entre
o Tomador de seguros e a seguradora.

5- Quais são os principais requisitos para que o risco seja segurável?


Para que o risco seja segurável é necessário que ele seja: Ser Possível, Ser
Futuro, Ser Incerto, Independer Das Partes, Resultar Uma Perda, Ser
Mensurável.

Exercícios

1- Qual é a função dos mediadores de Seguros?

2- Comente com gosto as vertentes objectivas e subjectivas do risco em


seguro;

3- Diz-se que a consciência do risco e uma conquista importante para a boa


gestão. Enfatize;

4-Sobre prémio de Seguro, discuta com classe:

O conceito;
• O seu papel para industria seguradora;
• As consequências da falta de pagamento;

4- Por suas palavras, debata a importância económica e social do seguro.


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TEMA VII: Prémio

Prémio
É a prestação efectuada pelo tomador do seguro à seguradora para as
coberturas ou benefícios ou reparações garantidos numa apólice, como
contrapartida do risco assumido pela seguradora.

O prémio de seguro é a prestação paga pelo segurado, para a contratação


do seguro, que se efectiva com a emissão da apólice por parte da empresa
seguradora.

É a contrapartida da cobertura acordada e inclui tudo o que seja


contratualmente devido pelo tomador de seguro, nomeadamente os
custos de cobertura do risco, os custos de aquisição, de gestão e de
cobrança e os encargos relacionados com a emissão da apólice, e.t.c.

As seguradoras aceitam a cobertura do risco mediante o pagamento


antecipado de uma determinada verba, prémio, calculado em função da
natureza e intensidade do risco.

Aplicando os ensinamentos da teoria das probabilidades, a razão entre o


número de casos favoráveis e o número de casos possíveis, supondo todos
igualmente possíveis, podemos chegar ao valor puro, também designado
prémio de risco, ou seja, a verba que equitativamente o segurado deve
pagar para que a seguradora assuma a responsabilidade do risco.

Consideramos o caso de ao longo de vários anos se ter verificado em


determinado lugar com 10.000 casas, os incêndios afectaram 100 casas. O
risco de incêndio a luz da teoria das probabilidades, será, pois de:
100 = 0.01
10.000

Em que o numerador 100 representa o numero de casas sinistradas (casos


favoráveis) e o denominador (10.000) o número total de casas em
exposição ao risco de incêndio ( casos possíveis).

Traduzindo em unidades (u.m.) o valor quer das 10.000 casas, quer dos
danos sofridos pelas 100 sinistradas e se estes montantes fossem, por
exemplo:
Totalidade das casas sujeitas ao risco de incêndio (10.000 casas)
....................….5.000.000,00 u.m

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Danos verificados anualmente, em média, devido a incêndios (nas 100
casas)………10.000,00 u.m.

Concluía-se que o risco de incêndio corresponde a 2‰ (dois por mil) do


capital em exposição.

Assim supondo que os proprietários das 10.000 casas pretendem construir


um fundo comum para fazer face aos danos causados por incêndio, cada
um deveria contribuir anualmente para esse fundo com 2‰ do valor da
respectiva casa.

Se esse fundo se confundir com a indústria seguradora dir-se-ia que os 2‰


correspondem ao prémio de risco para o exemplo apresentado.

7.1.1 Classificação de Prémios


Os prémios podem ter as seguintes designações:

Prémio Puro ou Simples – o que resulta da multiplicação do capital seguro


pela taxa tarifada.

Prémio Total – O resultado do somatório do prémio puro com todos os


encargos, taxas e impostos e contribuições a que o segurado esteja
legalmente obrigado a pagar no acto do pagamento do seguro.

Prémio Cedido – porção do prémio que a seguradora transfere para a


resseguradora.

Prémio Retrocedido – prémio que uma resseguradora cede a outra


resseguradora.

Prémio Bruto – Prémio comercial acrescido de cargas relacionadas com a


emissão do contrato, tais como fraccionamento, custo de apólice, actas
adicionais e certificados de seguro.

Prémio Complementar – é o valor devido pelo tomador do seguro sempre


que, por razões de diversa natureza, tenha sido emitido um recibo
provisório com valor inferior ao recibo definitivo que posteriormente
venha a ser emitido.

Prémio Suplementar – aquele que visa sustentar uma garantia àquela que
se encontra em vigor a partir do prémio inicialmente acordado ou pago.
Surge geralmente na sequência do agravamento de um risco comunicado
a seguradora.

82
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Tal agravamento de risco pode ser em consequência de: o aumento do
capital inicialmente acordado, mudança do local do risco para outro cada
vez mais propenso ao sinistro, aumento de coberturas, e.t.c

O prémio suplementar visa essencialmente adequar o preço do seguro às


novas características do risco.

7.1.2 Regularização do recibo Provisório

O recibo provisório passa para definitivo através de um processo


contabilístico que se designa por “regularização do recibo provisório”.

A regularização do recibo provisório é uma operação que começa pelo


balanceamento do valor cobrado
através de recibo provisório com o valor do recibo de prémio definido com
vista a se apurar a situação efectiva (devedora, credora ou nula) do
tomador de seguro em relação ao segurador.

Sempre que se emite um recibo (de prémio) provisório pressupõe-se que


o valor do provisório será exactamente igual ao futuramente irá constar
do recibo (de prémio) definitivo.

Caso o valor cobrado através de recibo provisório seja superior ao do


recibo definitivo, proceder-se-á à regularização do recibo provisório
levando-se a diferença para crédito do tomador do seguro, devendo este
(tomador se seguro) ser comunicado em relação a existência de um
crédito a seu favor.

De contrario, será notificado o tomador de seguro (por escrito) para


proceder ao pagamento do prémio complementar correspondente afim
de permitir a regularização.

O recibo de prémio a liquidar pelo segurado representa o somatório de


dois tipos de verbas:
a) Verbas genéricas ou comuns a todos os ramos.
b) Verbas específicas.

a) Verbas genéricas ou comuns a todos os ramos:

• Prémio de risco – que é o resultado da multiplicação do capital


seguro pela taxa tarifada.

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• Percentagem do prémio de risco (os chamados encargos
administrativos ou de gestão) – que é a taxa ou contratualmente
estabelecida, incidem sobre prémio simples.
• Custo da apólice.
• Custo das actas adicionais (no caso de alterações).
• Selo da apólice.
• Sobretaxa quando aplicável.

b) Verbas específicas para determinados ramos.


Estes valores correspondem a diversas taxas cobradas aos segurados e
destinadas ao Estado ou outras entidades equiparadas, tais como:

• Fundo de garantia automóvel.


• Instituto nacional de emergência.

Salvo disposição legal em sentido diverso, o montante do prémio, as


regras do seu cálculo e determinação são estipuladas no contrato de
seguro. As regras sobre o cálculo e a determinação do prémio devem
respeitar as técnicas seguradoras.

Exemplo:

“ A Alfa,SA -companhia de seguros,” emitiu uma apólice do ramo Incêndio


e elementos da natureza cujos detalhes são os seguintes:

Segurado: ISCED, Lda


Capital de 500.000.000,00
Taxa tarifada para o ramo: 0.3%

Duração : 1 ano e seguintes.


-Data de início: 03.03.2014
-Encargos: 20%
-Custo da apólice: 10.000,00
-Selo da apólice: 5%
-Sobretaxa: 1.5%
a) Determine o prémio Total.

Resolução:
Prémio simples =(500.000.000,00 * 0.3%) ……….1.500.000,00
Encargos: (1.500.000,00*20%) …………………………….300.000,00
Premio Comercial…………………………………….…..…1.800.000,00
Custo da apólice………………..……………………………..….. 10.000,00
Prémio Bruto…….……………..………………………….…..1.810.000,00
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Selo da apólice (1.810.000,00 * 5%) ….…………………. 90.500,00
Sobretaxa (1.810.000,00*1.5%) ................................27.150,00
Prémio total …………………………………..…………..…. 1.927.650,00

8.1.2 Contabilização dos Prémio de Seguro Directo

Contabilização do premio de seguro Directo. Contas a movimentar e


lançamentos a efectuar

Conta a movimentar e lançamentos a efectuar


A contabilização dos prémios de seguro direito implica a movimentação
das seguintes contas:
70 - Prémios brutos emitidos;
40x8 - Tomadores de seguros/contas de cobrança; 46x3 -
Outros impostos e taxas.

Conta 70 – prémios brutos emitidos, que inclui:


• Os prémios correspondentes a recibos ainda não emitidos, sempre
que: os cálculos só possa efectuar-se no fim do ano.
• os prémios únicos e as entregas destinadas a aquisição de uma
renda anual;

Os suplementos de prémio;

A respectiva quota-parte de prémio (incluindo actas adicionais) nos casos


de co-seguro; o custo da apólice; -etc.

A conta ‘’70 – prémios brutos emitidos’’ e movimentada, como a seguir se


indica, pelo valor do premio bruto, ou seja, pelo valor do premio simples
acrescido de adicionais.

A débito:
- Pela anulação do recibo de premio;

- Pelo estorno do premio.

A crédito:
-pelo processamento do recibo de premio (novo ou continuado); -pela
anulação do recibo de estorno.

700-premio de seguro directo vida; e


701-premio de seguro directo Não Vida.
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Por sua vez, estas contas se desdobram da seguinte maneira:
7000-premios processados;
7001-premios anulados;
7002-premios estornados; 7003-apolice e
actas adicionais.

No caso do ramo ‘’Não Vida’’, existe ainda, outra subconta que e: 7014
- cartão de responsabilidade civil.

Conta ‘’40x8 – contas de cobrança’’


Esta conta e movimentada pelo valor total dos recibos, aquando da sua
emissão, anulação ou cobrança em conformidade com o canal de cobrança
utilizado, devendo, ainda, ser desdobrada por entidade cobradora.

O recibo do premio, uma vez emitido, e enviado é debitado em conta de


cobrança a entidade encarregue de proceder a respectiva cobrança. Tal
entidade pode ser um canal interno da seguradora ou um canal externo.

No primeiro caso estamos em presença de uma cobrança directa e no


segundo duma cobrança indirecta.

Assim, se o recibo se destinar, a ser cobrado através dos serviços da


seguradora (tesouraria, cobradores, sucursais, delegações, etc) a conta a
movimentar é a 4080 – contas de cobrança/directa que se desdobra em:
40800 – Sede/Sucursal; 40801 – Delegações.

Se, pelo contrario, for utilizado um canal externo (mediadores de seguro


ou outras entidades, tais como banco, correios, etc) já será movimentada
a conta ‘’4081 – contas de cobrança/indirecta’’ que se desdobra em:

• 40810 – corretores;
• 40811 – agentes;
• 40812 – outros;

A conta ‘’40x8 – contas de cobranças’’, cujo saldo representa o valor dos


recibos por cobrar, é uma conta transitória pelo que o seu saldo, a existir
em 31 de Dezembro de cada ano, será transferido para a conta ‘’40x0 –
recibos por cobrar’’ subconta respectiva.

A conta 40x8 – contas de cobrança e movimentada como a seguir se indica:

A débito
- Pelo valor dos recibos enviados a cobrança;

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A
crédito
- pelas cobranças realizadas (em qualquer das subcontas);
- pelas devoluções;
- pelas anulações mas não pelos estornos, que se são contabilizados na
conta ‘’40x4 – estornos a pagar’’.

De referir que essa conta pode ser debitada e acreditada em simultâneo,


utilizando as subcontas como contrapartidas, quando se verificarem
alterações quanto ao interveniente na cobrança.

‘’46x3 – outros impostos e taxas’’


Esta conta destina-se a contabilizar as verbas cobradas e a cobrar do
tomador do seguro como impostos (encargos fiscais) e como taxas
(encargos parafiscais) sendo aquelas destinadas ao estado (como sucede
com o selo da apólice) e estas destinadas a outros organismos e/ou fundos
(como e o caso da sobretaxa INEM, FUNDAP, PGA, etc.).

O registo de impostos e taxas é feito em contas específicas, subconta de


‘’463 outros impostos e taxas: 4630-Imposto de selo; 4631-taxa pela
supervisão 4639-Outros.

Todas estas contas desdobram-se em ‘’processado’’ e ‘’Cobrado’’. A conta


‘’46x3-Outros impostos e taxas”e movimentada, naquelas contas
especificas, como a seguir se indica:

A débito:
-Pelo pagamento aos organismos e/ou fundos competentes;
-Pelas anulações; -Pelos estornos.

A crédito:
-Pelo processamento do recibo de premio.

 Lançamento a efectuar
Os principais lançamentos a efectuar para contabilizar, no seguro directo,
as operações relacionadas com os recibos de premio são:

a)Pelo processamento do recibo de premio a cobrar pela própria


seguradora:
-Conta 4080- tomadores de seguro/ Contas de cobrança/ directa a crédito.
-Conta 70x0-Premios brutos emitidos/…Prémios processados Conta
70x3- Prémios brutos emitidos/ apólices e actas adicionais.
-Conta 436- outros impostos e taxas/ impostos de selo/
Processados;

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b)
Pelo processamento do recibo do premio a cobrar pelos mediadores de
seguro ou outras entidades:
O lançamento e semelhante ao da alínea anterior com a diferença de que
a conta debitada é a “4081-Contas de cobrança/indirecta” subconta
respectiva.

c) Pela transferência do local de cobrança de recibo:


Esta pode verificar-se:
I) De uma seguradora para um mediador de seguro;
II) De um mediador de seguro para a seguradora;
III) Entre dois mediadores de seguro;

I) Pela transferência da cobrança do recibo de premio da seguradora


para um mediador de seguro: A débito:
Conta 4081 -Tomadores de Seguro / Contas de
cobranças/Indirecta A
crédito:
Conta 4080-Tomadores de seguro/Contas de cobrança /Directa;

II) Pela transferência da cobrança do recibo de premio de um mediador


de seguro para a segura;
Adébito: Conta 4080-Tomadores de Seguro/Contas de
cobranças/Directo;
A Crédito: Conta 4081 Tomadores de seguros/Contas de
cobrança/Indirecta.

III) Pela transferência da cobrança do recibo de premio entre mediadores;


A débito: Conta 4081 Tomadores de seguros/Contas de
cobrança/Indirecto/Fulano
A crédito: Conta 4081 Tomadores de seguro/Contas de
cobrança/Indirecta/Belorano;

d) Pela cobrança de recibo de premio pela seguradora;


A débito: Conta 10- Caixa/Sede
Contas 10 ou 111 – respectivamente, Depósitos à ordem/Em Moeda
Nacional e Depósito / moeda estrangeira;
Contas 2214-Investimentos não afectos/Outros investimentos
Financeiros / Deposito em investimentos de crédito.
A Crédito: Conta- 4080 Tomadores de seguros/Contas de cobrança
/Directa.

e) Pela cobrança do recibo por um mediador de seguro A débito: Conta


41x2 – Mediadores de seguro/…/Contas correntes.

88
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
A
crédito: Conta 4081 – Tomadores de seguro / Contas de
cobrança/indirecta.

f) Pela Transferência de Processados para Cobrados.


A débito: Conta 46x3-Outros impostos e taxas/Impostos de
selo/Processados.
A crédito: Conta 46x3-Outos impostos e taxas/Imposto de selo/Cobrados.

g) Pela prestação de contas dos mediadores de seguro dos recibos de


prémios por eles cobrados: A débito – Conta 10 Conta Caixa/Sede.
-Conta 11, respectivamente, Deposito a ordem/Em Moeda
Nacional e Deposito a ordem / Moeda estrangeira.
A crédito – Conta 41x2 – Mediadores de seguros/…/Contas corrente.

h) Pela anulação do recibo de Prémio


A débito – Conta 70x1 – Prémios brutos emitidos/…/ Prémios anulados.
Conta 46x3-Activos e passivos por impostos e taxas/ Outros
impostos e taxas/…/Imposto de selo/Processado.
A crédito - Conta 40x8-Tomadores de Seguros/Contas de cobrança.

i)Pelo estorno do recibo do prémio.


A débito - Conta 70x2 – Prémios brutos emitidos/Prémios estornados.
Conta 46x3- Activos e passivos por impostos e taxas/ Outros impostos e
taxas /…/ Impostos de Selo/Processados. A crédito : Conta 40x4Tomadores
de seguros/Estornos a pagar

j) Pelo pagamento do recibo de Estorno pela seguradora A débito


: Conta 40x4 – Tomadores do seguro/…/Estornos a pagar.
A crédito: Conta 100- Caixa/Sede.
-Conta 110/111 – Respectivamente depósitos a ordem/em Moeda
Nacional e Deposito a ordem/Moeda Estrangeira.
-conta 2214 – Investimentos não afectos/Outros investimentos
financeiros/Depósitos em instituições de crédito.

k) Pelo pagamento do recibo do estorno pelo mediador do seguro. A


débito: Conta 40x4- Tomadores de seguro/…/Estornos a pagar.
A crédito: Conta 41x2 – Mediadores de seguro - Contas correntes.

L) Pelo recebimento antecipado do prémio do seguro.


A débito: Conta 10-Caixa /Sede.
-Conta 11 – Respectivamente depósitos a ordem/em Moeda
Nacional e Deposito a ordem/Moeda Estrangeira.

89
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
-
conta 2214 – Investimentos não afectos/Outros
investimentos financeiros/Depósitos em instituições de crédito.
A crédito: Conta 40x5 – Tomadores de seguro/Prémios recebidos
antecipadamente.

m) Pela emissão do recibo de prémio recebido antecipadamente. A


débito: Conta 40x5 – Tomadores de seguro/Prémios recebidos
antecipadamente.
A crédito: Conta 70x0 – Prémios brutos emitidos / Prémios processados.
Conta 46x3-Activos e passivos por impostos e taxas/ Outros impostos e
taxas /…/ Impostos de Selo/Processados.

n) Pela Transferência de “Processado” para “Cobrados”.


A débito: Conta 46x3-Activos e passivos por impostos e taxas/ Outros
impostos e taxas /…/ Impostos de Selo/Processados.
A crédito: Conta 46x3-Activos e passivos por impostos e taxas/ Outros
impostos e taxas /…/ Impostos de Selo/Cobrados.

8.1.2 A mediação de Seguros e Resseguros

Contabilizaҫão das Remuneraҫões de Mediação de Seguro Directo

Na actividade seguradora a liquidação e pagamento do imposto compete


as empresas de seguro relativamente a soma do prémio de seguro, custos
da apólice e quaisquer outras importâncias cobradas justamente em esse
prémio ou em segurado, bem como as remunerações (comissões pagas a
mediadores liquidas de imposto).

Assim sendo, as empresas de seguro paga aos mediadores as


remunerações(comissões) líquidas do imposto de selo devido, pois são eles
quem afinal suportam encargo com tal imposto.
Contas a movimentar.

A contabilização das remunerações de mediação, quando devidas,


acompanha a vida contabilística do
respectivo prémio e implica a movimentação, em seguro directo, das
seguintes contas:

41-Mediadores de seguros
630x0- Custos de exploração/Custos de aquisição/…/comissões de
mediação e corretagem
90
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Contas “630x00-Comissões de mediação e corretagem” A débito:


Pelas remunerações processadas.
A crédito: Pelas remunerações estornadas.

O seu saldo corresponde ao valor global das remunerações de mediação


processadas no exercício líquidas de estornos e anulações.
Conta “41-Mediadores de seguros”

Esta conta que só existe no seguro directo, “destina-se a registar os


movimentos com os mediadores do seguro como consequência das
funções por estas realizadas no domínio da mediação de seguro”

Esta conta desdobra-se da seguinte maneira:


41x0 – Comissões a pagar
41x1 – Comissões a receber
41x2 – Contas correntes.

A conta “41x0- Comissões a pagar” regista as remunerações relativas a


recibos de prémios já emitidos mas ainda não cobrados. Pelo valor das
remunerações correspondentes: E creditada quando da emissão dos
recibos de prémio e debitada quando da cobrança ou anulação dos recibos
de prémios.

A conta “41x1-Comissòes a receber de estornos” regista as remunerações


a reaver por motivos de estorno.

A conta “41x2-Contas correntes” que e a verdadeira conta financeira,


destina-se a registar, “ o movimento de efectivo com os mediadores
designadamente, prémios cobrados, remunerações relativas a esses
prémios, montantes entregues e recebidos e sinistros pagos, por forma a
que o seu saldo corresponda aos valores a pagar(se credor e contabilizado
no passivo) ou a receber (se devedor).

Lançamentos principais a efectuar


Pelo processamento de remuneração, em simultâneo com a emissão do
recibo de prémio.
A débito : Contas “63x006- Custos de exploração/Custos de aquisição/
Comissões de mediação e corretagem”.
A crédito; Conta 41x0 – Mediadores de seguros/…/ Comissões a pagar.

Pela anulação de Remunerações em simultâneo com a anulação de recibo


de prémio.
Lançamento inverso ao da alínea anterior.

91
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Pelo crédito ao mediador o valor das remunerações em simultâneo com
a cobrança do recibo de prémio.
A débito: Conta 41x0 – Mediadores de seguros/…/ Comissões a pagar.
A crédito: Conta 41x2 – Mediadores de seguros/…/ Contas correntes.

Pela retenção na fonte do IRPS e do imposto de selo sobre as


remunerações
A débito: 41x2 Mediadores de seguro/…/Contas correntes
A crédito: 46x01 – Activos e passivos por impostos e taxas/ …/ Retenção de
imposto na fonte/ Pagamento de rendimentos/ Comerciais e industriais
Conta 46x30 - Activos e passivos por impostos e taxas/impostos e taxas/
impostos de selo/ selo de recibo.

Pelo pagamento das remunerações ao mediador líquidas de IRPS e do


imposto de selo.
A débito - Conta 41x2 – Mediadores de seguros/…/ Contas correntes.
A crédito - Conta 10x0-Caixa /Sede.
-Conta 11 – Respectivamente depósitos a ordem/em Moeda
Nacional e Deposito a ordem/Moeda Estrangeira.
-conta 2214 – Investimentos não afectos/Outros investimentos
financeiros/Depósitos em instituições de crédito.

Exemplo:
A Beira-seguros, SA com sede na cidade da Beira, emitiu um recibo nº
5000/2015 do ramo vida / Doenças/ Acidentes pessoais, sob angariação do
agente Sof-Corrector de seguros, pessoa colectiva, em que o premio total
para o calculo seguro de 500.000,00 foi calculado com base nos seguintes
dados:
• Taxa de risco: 2% ;
• Encargos: 20% ;
• Custo da apólice: 100,00mt
• Selo da apólice: 6%; FNP : 2%
O recibo foi cobrado pelo mediador, e no mesmo dia ele prestou contas a
seguradora;

Pedido:
a) Calcule do valor do recibo de prémio, das remunerações de
mediação e dos respectivos impostos;
b) Efectue o reconhecimento da emissão e cobrança do recibo,
sabendo que o mediador, na prestação de contas emitiu um cheque sobre
o banco
BIM;

92
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• Direitos do mediador: Mediação: 10%; Cobrança: 5%
• A seguradora efectuou uma retenção na fonte dos
impostos: IRPS20%
e Is-2%

Resolução
Prémio simples = (500.000,00 * 2%).....................................10.000,00
Encargos: (10.000,00 * 20%) ……………….…………….……..… ......2.000,00
Prémio Comercial……………………………..………………………………12.000,00
Custo da apólice………………..……………………………….………….... ….. 100,00
Prémio Bruto…….……………..…………….………………………………...12.100,00
Selo da apólice (12.100,00 * 2%)..............…………….…..........…....242,00
SNB (12.100,00*6%) ...................................................................726,00
Prémio total …………………………………../…………………………....…13.068,00

• Mediação: 10.000,00 * 10% = 1.000,00


• Cobrança: 10.000,00 * 5% = 500,00
1.500,00

• IRPS = 1500,00 * 20% = 300,00


• Is= 1500,00 *2% = 30,00
330,00

4080- tomadores de seguro/ Contas de


cobrança/ directa a
crédito…………………………………………….……………………………….13.068,00

70x1-Premios brutos emitidos/…Prémios processados


……………………………………………………………….………………………12.000,00
70x3 - Prémios brutos emitidos/ apólices e actas adicionais
……….……………………………………………………………………………..……100,00 436
- outros impostos e taxas/ impostos de selo/Processados;
……………………………………………………………………….………………….330,00
P/ processamento do prémio de seguro

63x006- Custos de exploração/Custos de aquisição/ Comissões de mediação


e corretagem”. …………………………………….………..1.500,00

41x0 – Mediadores de seguros/…/ Comissões a pagar.


…………………………………………………………………………………………1.500,00
P/ processamento da remuneração do mediador

4081 -Tomadores de Seguro / Contas de cobranças/Indirecta


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…………………………………………………………………..…………………….13.068,00
4080-Tomadores de seguro/Contas de cobrança /Directa;
…………………………………………………………………..……………………13.068,00
P/ transferência do recibo ao mediador de Seguro

41x2 – Mediadores de seguro/…/Contas correntes


………………………………………………………….……………………………..13.068,00
4081 – Tomadores de seguro / Contas de
cobrança/indirecta…………………………………………………. 13.068,00
P/ cobrança do recibo por parte do Mediador

46x3-Outros impostos e taxas/Impostos de selo/Processados 330,00


46x3-Outos impostos e taxas/Imposto de selo/Cobrados. 330,00
P/ transferência do imposto de processados para cobrados

11 / 1100 - Deposito a ordem/Em Moeda Nacional . 13.068,00


41x2 – Mediadores de seguros/…/Contas corrente.13.068,00
P/ prestação de contas a seguradora

41x0 – Mediadores de seguros/…/ Comissões a pagar. 1.500,00


41x2 – Mediadores de seguros/…/ Contas correntes. 1.500,00
P/ transferência da comissão de mediação para conta corrente

41x2 Mediadores de seguro/…/Contas correntes .. 330,00


46x01 – Activos e passivos por impostos e taxas/ …/ Retenção de
imposto na fonte/……………………………………………………..…….IRPS300,00
46x30 - Activos e passivos por impostos e taxas/impostos e
taxas/Is ………………………………………………………………..………………..30,00
P/ retenção dos impostos na fonte

41x2 – Mediadores de seguros/…/ Contas correntes………..1.170,00


10x0-Caixa /Sede………………………………………………………..1.170,00
P/ Pagamento das remunerações de mediação

46x3 - Outros impostos e taxas/Imposto de selo/Cobrados… 330,00


10x0 - Caixa /Sede ……………………………………………………..330,00
P/ Pagamento dos impostos ao Estado
Exercícios
de Auto Avaliação

1- Em 03 de Janeiro do ano N, a empresa de seguros Alfa, SA, com sede


na Beira emitiu um recibo de premio no: 70400 do ramo Marítimo e
Transportes/Mercadorias Transportadas, a cobrar pela sede, em que o

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premio total, para um capital seguro de 1.200.000,00, foi calculado com
base nos seguintes elementos:
Taxa de risco ........................................... 5‰
Encargos................................................... 20%
Custo da Apólice..................................... 2,00mt
Selo da Apólice........................................... 8%

O recibo de prémio foi cobrado no dia 20 do mesmo mês.

Pedidos:
a) Cálculo do valor total do recibo n° 70.555;
b) Reconhecimento da emissão e cobrança do
recibo.

a) Cálculo do valor total do recibo n° 70.555

Prémio simples2=(1.200.000,00 * 5‰) ………... 6.000,00


Encargos: (6.000,00 * 20%) …...……………………......…1.200,00
Premio Comercial……………………………..……………..…7.200,00
Custo da apólice………………..……………..……….……........….2,00
Prémio Bruto…….……………..………………………………..7.202,00
Selo da apólice (7.202,00 * 9%).... ….………….…........648,18
Prémio total ………………………………………..........……7.850,18

b) Reconhecimento da Emissão e Cobrança do Recibo

2
Actualmente já não existe a figura do "Premio Simples" e dos "encargos" que foram
substituídos, no seu conjunto pelo premio comercial. Porem, continuaremos utilizar pois
que o reconhecimento do premio simples facilita o calculo das remunerações devidas aos
mediadores de seguro e também o calculo dos prémios devidos aos mediadores.
95
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
Beira, 05 de Janeiro de N Transporte...
40 TOMADORES DE SEGUROS 4008 Contas
de Cobrança
40080 Directa
400800 Sede 7.850,18

70 TOMADORES DE SEGUROS
701 Prémios de Seguro Directo Não
Vida
7010 Prémios Processados 7.200,00
7013 Apólices e Actas Adicionais 2,00

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR


IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e Passivos por Impostos
(e Taxas) Correntes
4603 Outros Impostos e Taxas
46030 Imposto de Selo
460300 Selo da Apólice
4603000 Processados 648,18
Pela Emissão do recibo
n°70.555 --------------------//------------------
50 CAIXA E SEUS EQUIVALENTES OU
DEPOSITO A ORDEM
500 Sede 7.850,18

40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Conta Cobrança

96
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
40080 Directa 400800 Sede
Pela
Cobrança do recibo n°
7.850,18
70.555
----------- ----------//-----------------
46 ACTIVOS E
PASSIVOS POR
IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e Passivos por
Impostos (e Taxas) Correntes
4603 Outros Impostos e Taxas
46030 Imposto de Selo
460300 Selo da Apólice
4603000 Processados 648,18

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR


IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e Passivos por Impostos
(e Taxas) Correntes
4603 Outros Impostos e Taxas
46030 Imposto de Selo
460300 Selo da Apólice
4603001 Cobrados 648,18 P/
Transferência da 1ª para 2ª

2- Em 05 de Dezembro do ano N, a empresa de seguros Alfa, SA, com sede


na Beira emitiu um recibo de premio no: 548520 do ramo Acidentes e
Doenças, da angariação do Agente J. Silva, pessoa Singular, em que o
premio total para um capital seguro de 50.000,00, foi calculado com base
nos seguintes elementos:
Taxa de risco ........................................... 2‰
Encargos................................................... 20%
Custo da Apólice..................................... 1,00mt
Selo da Apólice........................................... 5%
Taxa para INEM………………………………………. 1%

O recibo foi cobrado pelo mediador em 10 de Janeiro do Ano seguinte, data


em que prestou contas à seguradora, liquido das remunerações de
mediação e acrescidos do imposto retido na fonte calculado a taxa de 20%
e do imposto de selo do recibo à taxa de 20%

97
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Pedidos:

a) Cálculo do valor total do recibo n° 548520, das remunerações de


mediação e dos impostos sobre estas;

b) Reconhecimento da emissão e cobrança do recibo, sabendo que o


mediador, na prestação de contas, emitiu o cheque n 123321 sobre
o Banco Nacional, e
que o mesmo tem direito a remunerações de mediação: mediação
– 10% e cobrança – 4%.

Cálculo do valor total do recibo n° 548520

Prémio simples =(50.000,00 * 5‰) ……….........100,00


Encargos: (100,00 * 20%) …...……………………………20,00
Premio Comercial……………………………..…………..120,00
Custo da apólice………………..……………..……….......….1,00
Prémio Bruto.... …….…………………………………..…121,00
Selo da apólice(121,00 * 5%)…………..…………………6,05
Taxa para INEM (1%*121,00)……….…………….…...1,21
Prémio total ………….…………….…………........……128,26

Comissões

Mediação: 10% * 100,00………………….100,00


Cobrança: 4% * 100,00 ……………………….4,00 140,00

Impostos
IRS : 20% * 14,00 ……………………….….2,80
Imposto de Selo: 14,00 * 2/102 …….0,27 3,07

c) Reconhecimento da Emissão e Cobrança do Recibo

98
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Beira, 05 de Janeiro de N

40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Contas de Cobrança
40081 Indirecta
40081 Agente – J. Silva 128,26

70 TOMADORES DE SEGUROS
701 Prémios de Seguro Directo Não Vida
7010 Prémios Processados 120,00
7013 Apólices e Actas Adicionais 1,00

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS E


TAXAS
460 Activos e Passivos por Impostos (e
Taxas) Correntes
4603 Outros Impostos e Taxas
46030 Imposto de Selo
460300 Selo da Apólice
4603000 Processado 6,05
46032 Taxa para INEM
460320 Processados 1,21 Pela Emissão do
recibo n°548520
--------- -----------------//----------------------------
63 CUSTOS E GASTS DE EXPLORACAO
630 Custo de Aquisição
6302 De Seguro Directo Não -Vida
63026 Remunerações e Comissões
630260 Remunerações de Mediação 14,00

41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros 4130
Remunerações a pagar
413.01 J. Silva, Lda 14,00 P/ processamento das
remunerações de mediação
--------- ------------------//--------------------------
40 TOMADORES DE SEGUROS
403 Outros Tomadores de Seguros
4030 Recibos a cobrar
40300 Em Curso
40300.01 J. Silva 128,26

40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Contas de Cobrança 40081 Indirecta
99
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
40081 Agente – J. Silva 128,26
P/ Transferência da 2ª para 1ª

100
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros

Beira, 05 de Janeiro de N
41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4130 Remunerações a pagar
413.01 J. Silva, Lda
128,26
40 TOMADORES DE SEGUROS
403 Outros Tomadores de Seguros
4030 Recibos a cobrar
40300 Em Curso 128,26
40300.01 J. Silva
Debito ao mediador do valor do recibo cobrado
--------- -----------------//--------------------------
41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4130 Remunerações a pagar
413.01 J. Silva, Lda 14,00

41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas correntes
4132.01 J. Silva, Lda 14,00
Credito ao mediador das remunerações de
mediação
--------- ----------------//------------------------
41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas correntes
4132.01 J. Silva, Lda 3,07
Credito ao mediador das remunerações de
mediação

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS E


TAXAS
460 Activos e Passivos por Impostos (e
Taxas) Correntes
4601 Retenção de imposto na fonte
46010 No pagamento de rendimentos
460102 Comerciais e Industriais 2,80
4603 Outros Impostos e Taxas
46030 Imposto de Selo
460301 Selo da Recibo 0.27
Debito o mediador do valor dos impostos s/ as
remunerações de mediação
101
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--
------------------------//----------------------------

8.1.3 Sinistros

Sinistro é uma palavra com origem no termo em latim sinistru e significa


esquerdo, funesto, ameaçador, assustador, desgraçado. Também pode ser
sinônimo de desastre, acidente, grande prejuízo ou naufrágio.

Sinistro - é a ocorrência de acontecimentos previstos no contrato de


seguro, de natureza súbita, involuntária e imprevista;

Quando ocorre um sinistro o segurado deve comunica-lo a seguradora


imediatamente.

Para efeito de participação do sinistro ao tomador de seguro é facultado


um impresso apropriado no qual se encontra elaborado um completo
questionário que deve ser integralmente respondido.

A seguradora por sua vez é chamada a reparar o dano, nos seguros de (ou
de coisas) ou a repor o capital seguro (ou seguros de capitais) a luz das
condições previstas no contrato.

A peritagem é a operação imediata a efectuar pela seguradora, ela deve


ser rápida e eficiente:
Rápida para evitar o agravamento dos danos, perdas de tempo e
eventuais situações litigiosas com o segurado ou terceiros.
• Eficiente - para se conseguirem orçamentos equilibrados e
reparações justas, embora não se esquecendo que ao tomador de
seguro ou segurado ou ainda beneficiário não é licita a obtenção de
qualquer vantagem por motivo de sinistro, devendo-se indemnizar
com justiça;

A indemnização visa essencialmente colocar o tomador de seguro ou


segurado em condições equiparáveis àquelas em que encontrava-se na
circunstância imediatamente anterior a ocorrência do sinistro.

O contrato de seguro não tem por finalidade nem pode proporcionar o


enriquecimento do segurado.

102
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Participação do sinistro a seguradora
O sinistro deve ser participado a seguradora no prazo fixado no contrato
ou, no silencio deste, nos oito dias subsequentes a data da sua ocorrência
ou de que tenha conhecimento.

Se porem, a comunicação a que se refere este artigo não poder ser feita no
prazo de oito dias por motivo de força maior, e provado, fica ressalvada ao
segurado a plenitude dos seus direitos a indemnização.
A comunicação deve ser feita pelo tomador do seguro ou pelo segurado,
quando este tenha conhecimento do contrato e do sinistro.

A comunicação deve explicitar, de forma clara, as circunstâncias da


verificação do sinistro e as suas consequências.

A seguradora deve, no prazo de quinze dias após ter recebido a


participação, informar ao tomador do seguro e ao segurado da sua posição
sobre a aceitação do sinistro, independentemente do que se verificar em
momentos, designadamente o disposto no nº2 do artigo 142 do decretolei
1/2010.

A contabilização dos sinistros, no seguro


directo, implica fundamentalmente, a movimentação
das seguintes contas:

60 - Custos com sinistro;


3001- Provisões Técnicas de seguro Directo Vida/Provisões para Sinistro;
3101- Provisões Técnicas de seguro Directo Não-Vida /Provisões para
Sinistro;

Contas “60-Custos com sinistros”


A conta “60-Custos com sinistro” designa-se a registar todos os custos
assumidos pela empresa de seguros com contratos de seguros por sinistro
já ocorridos, participados ou não. Regista igualmente os montantes pagos
durante o exercício bem como a variação da provisão para sinistro ocorrida
durante o exercício.

Regista ainda, para alem dos custos, todos os custos indirectos com a
gestão de processos do sinistro, e também no caso do ramo não vida, as
rendas e os resgates. Contudo, as verbas recuperáveis resultam da
subrogação ou de salvados devem ser deduzidos.

Contas a movimentar
Os movimentos a débito e a crédito da conta são os seguintes:

103
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
A
débito:
-Pela constituição e variação positiva para sinistros;
-Pelo pagamento de sinistros;
-Pelos custos de gestão dos processos de sinistro; A crédito:
-Pela anulação e pala variação negativa da provisão para sinistro;

Contas “3001 – Provisões para sinistros” e 3101 – “Provisões para


sinistros”.

A provisão para sinistros corresponde ao custo total estimado que a


empresa de seguros suportará para regularizar todos os sinistros que
tenham ocorrido até ao final do exercício, quer tenham sido comunicados
ou não, após a dedução dos montantes já pagos respeitantes a esses
sinistros.

As verbas recuperáveis provenientes da aquisição dos direitos dos


segurados em relação a terceiros (sub-rogação) ou da propriedade legal
dos bens seguros (salvados) devem ser estimados com prudência e não
serão deduzidos ao momento da provisão para sinistro; devem ser
registados nas subcontas adequadas das contas “251-Existencias”,
“40Tomadores de seguro”, e “47-Outros devedores e credores”.

Lançamentos a efectuar.

Os principais lançamentos a efectuar para contabilizar, no seguro directo,


as operações relacionadas com os sinistros são:

Pela constituição da provisão para sinistro e/ou registo da sua variação


positiva
A débito: Conta 60x1 – Custos com sinistros/…/ Variação para sinistro;
A crédito : Conta 3001-Provisões Técnicas de seguro Directo
Vida/Provisões para sinistro;
Conta 3101-Provisões técnicas de Seguro Directo Não-vida/Provisões para
sinistros;

Pela anulação da provisão para sinistro e/ou registo da sua variação


negativa.
Lançamento inverso ao anterior;

Pelo Pagamento do sinistro pela Seguradora;


A débito: Conta 3001-Provisões Técnicas de seguro directo vida/Provisões
para Sinistros.
Conta 3101- Provisões Técnicas de seguro Directo

104
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
NãoVida/Provisões para sinistro; A
crédito: Conta 10 – Caixa/Sede
Conta 11-Respectivamente, Depósito à ordem/Em Moeda
Nacional e Depósito a ordem/Em moeda estrangeira;
Conta 2214- Investimentos não afectos/Outros investimentos
financeiros/Depósito em Instituições de crédito;

Pelo pagamento de sinistro por Mediador de Seguro


A débito: Conta 3001-Provisões Técnicas de seguro directo vida/Provisões
para Sinistros.
Conta 3101- Provisões Técnicas de seguro Directo Não-Vida/Provisões
para sinistro;
A crédito: 41x2 – Mediadores de seguros/…/Contas correntes;

Pela transferência de “variações” para “montantes” após pagamento (total ou


parcial” do sinistro.
A débito: Conta 60-Custos com sinistro/…/Montantes Pagos.
A crédito: Conta 60x1 Custos com sinistro/…/Variações da provisão para
sinistros;

Salvados
São bens ou objectos seguros que sofreram um sinistro e que, por via disso,
o custo de reparação é superior ao seu valor à data do sinistro, isto é, ao
seu valor venal, adicionado ao valor do próprio salvado.
Os salvados, regra geral, estão associados a uma perda total. Assim, no
caso do ramo automóvel, um veículo interveniente de um acidente
considera-se em situação de perda total, na qual a obrigação de
indeMoeda Nacionalização é cumprida em dinheiro e não através da
reparação do veículo, quando se verifique uma das seguintes hipóteses:

Tenha ocorrido o seu desaparecimento ou a sua destruição total;


Se constatar que a reparação é materialmente impossível ou tecnicamente
não aconselhável, por terem sido gravemente afectados as suas condições
de segurança.
Se constate que o seu valor estimado para a reparação dos danos sofridos,
adicionando o valor do salvado, ultrapasse o valor venal do veículo
imediatamente antes do sinistro;

O valor venal do veículo antes do sinistro é calculado com base no valor de


venda no mercado no momento anterior ao sinistro ou com base nas
tabelas de desvalorização comunentemente utilizados, se superior. O valor
da indemnização por perda é determinado com base naquele valor venal,
deduzido do valor do respectivo salvado, caso este permaneça na posse do
proprietário.
105
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros

Do ponto de vista contabilístico, quando as seguradoras, na liquidação do


sinistro, em vez de abaterem o valor dos bens salvados, tiverem de liquidar
pelo total e ficarem com esses bens, levá-los-ão à débito da conta
“270Inventarios /Salvados” por contrapartida de “6001112- Custos com
sinistros/Custos com sinistro de seguro Directo Não vida/Variações da
provisão para sinistros /Outros Seguros/Sinistros a reembolsar.

Posteriormente pela venda do salvado, credita-se aquela conta da classe


2 por contrapartida Conta 100-Caixa / Sede;

Conta “11- respectivamente, Depósito à ordem/Em Moeda Nacional e


Depósito a ordem/Moeda Estrangeira”.

Conta “2214-Conta investimentos não afectos / Outros investimentos


Financeiros/Depósito em Instituições de crédito” ou ainda de 4746 –
Outros Devedores e Credores /Outras Entidades / Devedores Diversos”.

Lançamentos a efectuar
Do ponto de vista contabilístico, os lançamentos para contabilizar os
salvados são os seguintes:

Pelo valor atribuído aos salvados.


A débito: Conta-270 – Inventários ou Salvados.
A crédito: Conta 6001112 – Custos com sinistro / Custos com sinistro do
seguro Directo Não-Vida / Variações das provisões para Sinistros / Outros
Seguros /Sinistros a Reembolsar.

Pela Venda de Salvados.


A débito: Conta 11 ou 11-Respectivamente, Depósito à ordem/Em Moeda
Nacional e Depósito a ordem/Em moeda estrangeira;
Conta 2214- Investimentos não afectos/Outros investimentos
financeiros/Depósito em Instituições de crédito

A Crédito: Conta 270-Inventários/Salvados;

Simultaneamente debita-se a conta 601112 por contrapartida de


610011Custos com sinistro do Ramo – Não – Vida/Montantes pagos /
Outros seguros / Sinistros reembolsados.

Pela transferência de “sinistros a reembolsar para Sinistros Reembolsados”


A débito: Conta 6001112 – Custos com sinistros / Custos com sinistro do
seguro Directo Não-Vida / Variação da Provisão para sinistros/Outros seguros
/ Sinistros a reembolsar.

106
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
A
crédito: Conta 6001011 – Custos com sinistro / Custos com sinistro do
Seguro Directo Não-Vida/ Variação da provisão para sinistros /Outros
Seguros/Sinistros reembolsados.

Pela afectação dos salvados (por exemplo, uma viatura aos serviços da
própria seguradora;
A débito: 2604-Outro activos tangíveis/Equipamento / Material de
Transporte
A crédito: Conta 270-Inventários/Salvados.

O Reembolso dos Sinistros

O reembolso de sinistros tem subjacente o direito de regresso ou o direito


de reembolso que visa, ressarcir as seguradoras das indemnizações e
devidamente pagas na sequência de sinistros ocorridos e participados.

Quando assim acontece a companhia de seguros fica com a possibilidade


de poder mais tarde requerer o valor pago ao responsável pelo acidente.

Aquele direito de regresso que é conferido às seguradoras existe em


muitas condições especiais, nomeadamente com a ocorrência de um
sinistro do ramo Automóvel em que o responsável pelo mesmo não estava
devidamente habilitado a conduzir.

Do ponto de vista contabilístico, pelo valor dos reembolsos calculados mas


ainda não recebidos é creditada, consoante o caso, a conta
“6001103Custos com sinistros/Custos com sinistro do seguro Directo Não
-Vida/ Variação das provisões para Sinistros/Seguro de Acidente de
trabalho / Sinistros a reembolsar”.

Ou
A Conta “6001112– Custos com sinistros / Custos com sinistro do seguro
Directo Não-Vida / Variação da Provisão para sinistros/Outros seguros /
Sinistros a reembolsar.”

Por contrapartida de:


40x3 – Tomadores de seguro/…/ Reembolso de sinistros “(no caso de
tomadores de seguros)”ou de 470- Outros Devedores e Credores /
Reembolsos de sinistros”, subconta respectiva (tratando-se de terceiros”.

Quando do recebimento do valor dos reembolsos, será debitada consoante


o caso, a conta 100 – Caixa/Sede, Conta 11-Respectivamente, Depósito à
ordem/Em Moeda Nacional e Depósito a ordem/Em moeda estrangeira;

107
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
Conta 2214- Investimentos não afectos/Outros investimentos
financeiros/Depósito em Instituições de crédito por contrapartida da conta
4;
Simultaneamente,

Debita-se as contas com os códigos 6001101 e 601112 por contrapartida


de respectivamente, “6001001 – Custos com sinistro / Custos com sinistro
Ramo Não-Vida/Montantes Pagos/Seguro acidente de trabalho/ Sinistros
Reembolsados” e Conta 6001011 – Custos com sinistro / Custos com
sinistro do Seguro Directo Não-Vida/Variação da provisão para sinistros
/Outros Seguros/Sinistros reembolsados.

Pelo processamento do reembolso do sinistro


A débito: Conta 40x3 – Tomadores de Seguros / …/ Reembolsos de
Sinistros; ou Conta: 470- Outros devedores e Credores / Reembolsos
de sinistros;
A crédito: Conta 601103 - Custos com sinistros / Custos com sinistro do
seguro Directo Não-Vida / Variação da Provisão para sinistros/seguro de
Acidente de trabalho/Sinistros a Reembolsar” ou efectuar
Conta - 601112– Custos com sinistros / Custos com sinistro do seguro
Directo Não-Vida / Variação da Provisão para sinistros/Outros seguros /
Sinistros a reembolsar.”

Pelo processamento do valor do reembolso


A débito: Conta 100 – Caixa/Sede
Conta 110 ou 111-Respectivamente, Depósito à ordem/Em Moeda
Nacional e Depósito a ordem/Em moeda estrangeira;
Conta 2214- Investimentos não afectos/Outros investimentos
financeiros/Depósito em Instituições de crédito;
A crédito: Conta 40x3 – Tomadores de Seguros / …/ Reembolsos de
Sinistros; ou
Conta: 470- Outros devedores e Credores / Reembolsos de sinistros;

Pela transferência de “Sinistros a Reembolsar” para “Sinistros


Reembolsados”

A débito: Conta 60211103 - Custos com sinistros / Custos com sinistro do


seguro Directo Não-Vida / Variação da Provisão para sinistros/seguro de
Acidente de trabalho/Sinistros a Reembolsar” ou efectuar

Conta- 6001112– Custos com sinistros / Custos com sinistro do seguro


Directo Não-Vida / Variação da Provisão para sinistros/Outros seguros /
Sinistros a reembolsar.”
108
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
A
crédito: 6001001 – Custos com sinistro / Custos com sinistro Ramo
Não-Vida/Montantes Pagos/Seguro acidente de trabalho/ Sinistros
Reembolsado. ou

Conta 6001011 – Custos com sinistro / Custos com sinistro do Seguro


Directo Não-Vida/variação da provisão para sinistros /Outros
Seguros/Sinistros reembolsados.

Exercício de Auto Avaliação

1. Em 17/02/2010, foi emitido na sede da Beira – Companhia de Seguros,


Sa, na Beira, um recibo com o nº 333/10 do ramo não-vida-, Incêndio e
Outros Danos em Coisas /Multi-risco Habitação, angariação de Mafias
Agencias – um corrector de Seguros- cujo premio total para um capital de
1.500.000,00MT foi calculado com base nos seguintes elementos:
-Taxa de risco – 1%;
-Encargos – 05%;
-Selo da apólice – 2%;
-Custo da Apólice – 100,00MT.

Pedido: Calculo e contabilização do prémio e das remunerações de


mediação.

Resolução

Capital segurado 1,500,000,00


Premio simples (1,500,00*1%) 15.000,00
Encargos diversos (15,000*5%) 750,00
Prémio comercial 15.750,00
Custo da apólice 100,00
Prémio Bruto 15.850,00
Selo da apólice (15,850*2%) 317,00
Prémio Total 16.167,00

Comissão de Mediação = 2% * Prémio simples


= 2% * 15.000,00 = 300,00

Comissão de cobrança = 4% * 15.000,00 = 600,00

Contabilização

109
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
------------------- --17/02------------------
--
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40081 Indirecta
400810 Corretores
400810.01 Máfias Agências
16.167,00
70 Prémios Brutos emitidos
701 Prémio de seguro directo não-
vida
7010 Prémios Processados
7013 Apólices e actas adicionais
15.850,00
46 Estado e outros entes públicos
463 Outros impostos e taxas
4630 Imposto de selo
46300 Selo da apólice 317,00 Pela emissão
do recibo
------------------- -----//---------------------
--
63 63 Custos de exploração
630 630 Custos de aquisição
6301 6301 De seguro directo não- vida
63010 63010 Comissões de
mediação e cobrança 900,00 41 41
Mediadores de seguro
413 413 Outros Mediadores de
Seguro
4132 4132 Contas correntes
4132.01 4132.01 Máfias Agências 900,00 Pelo
processamento de comissões
------------------- -----20/02---------------
41 Mediadores de seguro
413 Outros Mediadores de Seguro
4132 Contas correntes

110
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
4132.01 Máfias Agências 16,167
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40081 Indirecta
400810 Corretores
40810.01 Máfias
Agências 16.167,00
Pela cobrança do recibo --------------- ------
25/02------------ ------
11 Depósitos a Ordem 14.950,00
46 Estado e outros entes públicos
463 Outros impostos e taxas
4630 Imposto de selo 46300 Selo da
apólice 317,00
41 Mediadores de seguro
413 Outros Mediadores de Seguro 4132
Contas correntes
4132.01 Máfias Agências 15.267,00 Pela
transferência Bancária
------------------- -------//------------------

2. Em 02/04/2005, foi emitido na sede da General – Companhia de Seguros,


Sa, na Beira, um recibo com o nº 333444/05 do ramo não-vida-, Incêndio e
Outros Danos em Coisas /Multi-risco Habitação, angariação de H & D, Lda
– um corrector de Seguros- cujo premio total para um capital de
4.800.000,00MT foi calculado com base nos seguintes elementos:
-Taxa de risco – 5%;
-Taxa para o INEM – 4%;
-Encargos – 20%;
-Selo da apólice – 2,5%;
-Custo da Apólice – 12.000,00MT.

Em 02/04/05 – o recibo foi enviado para ser cobrado por H & D, Lda.

No dia 03/04/05- em virtude de se ter constatado que o Tomador do


seguro merecia uma bonificação, através da redução da taxa de risco a
metade, a Seguradora solicita a devolução do recibo nº 333444/05 a fim
de ser anulado.

Em 04/04/05 – 333444/05 é anulado e, em sua substituição, é emitido o


recibo n 555666/05 que é imediatamente enviado ao mediador o qual, 02

111
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
dias depois, efectua a cobrança e comunica, por correio registado, ao
segurador.

Dia 05/04/05 – H. D presta contas através de uma transferência bancária.

Pretende-se o reconhecimento de:


a) Todos os factos inerentes a vida dos recibos nºs 333444/05 e
555666/05.
b) Todos os factos tendentes ao pagamento, em numerário, das
comissões devidas ao mediador sabendo que o selo do recibo de
comissões é calculado a taxa de 2% e o IRPS a 20%.
c) Pagamentos ao estado e ao INEM, efectuados por transferência
Bancária.
NB: As remunerações ao mediador são calculadas com base na seguinte
tabela em vigor na seguradora: Cobrança:8% ; Angariação:10%
Corretagem: 15%

Resolução:
Prémio simples =(4.800.000,00 * 5%) = ….……..…240.000,00
Encargos: (240.000,00*20%) ………..………..…….…...48.000,00
Premio Comercial………………………………..………..…288.000,00
Custo da apólice………………..…………………..…..….….. 12.000,00
Prémio Bruto…….……………..…………………..…….......300.000,00
Selo da apólice (300.000,00 * 2,5%) ….…..………..….. 7.500,00
Taxa para INEM (300.000,00* 4%)...........................12.000,00
Prémio total ……………………………..……………….….... 319.500,00

Comissões de mediação:
Cobrança = 240.000,00* 8% = 19.200,00
Angariação = 240.000,00*10% = 24.000,00
Corretagem = 240.00,00 * 15% = 36.000,00
79.200,00

Resolução:
Prémio simples =(4.800.000,00 * 2.5%) …………....120.000,00
Encargos: (120.000,00 * 20%) ………………………………24.000,00
Premio Comercial………………………………………………144.000,00
Custo da apólice………………..……………..………….……….12.000,00
Prémio Bruto…….……………..………………………………..156.000,00
Selo da apólice (156.000,00 * 2.5%) ….………………. ..3.900,00
Sobretaxa (156.000,00 * 4%) .....................................6.240,00
Prémio total ………………………………………………….……166.140,00

Comissões de mediação:

112
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
Cobrança = 120.000,00* 8% = 9.600,00
Angariação = 120.000,00*10%= 12.000,00
Corretagem = 120.00,00 * 15% = 18.000,00
39.600,00
IRPS = 39.600,00 * 20% = 7.920,00
Is= C1 * t
Is= 38.823,53*2% =776,47

C1= Cc *tt 39100.600 *2100 38.823,53

Beira,
24/04/2005

40

Actas

POR

Taxas

--

TOMADORES DE
SEGUROS 319.500,00
4008 Contas de Cobrança
113
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
40080
Directa - Sede

70 TOMADORES DE
SEGUROS
701 Prémios de Seguro Directo
7010 Não Vida
7013 Prémios Processados 288.000,00 Apólices e
12.000,00 Adicionais
46
ACTIVOS E PASSIVOS 460 IMPOSTOS E TAXAS
Activos e Passivos por
4603 Impostos (e Taxas)
Correntes
46030 Outros Impostos e
460300
Imposto de Selo
4603000 Selo da Apólice
Processado 7.500,00
46032 Sobretaxa
460320 Processados
12.000,0
Pela Emissão do recibo
---------------------//-------------

40 TOMADORES DE SEGUROS 319.500,


4008 Contas de Cobrança 00
40081 Indirecta – D&G, Lda

40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa - Sede 319.500,00
P/ Envio do recibo ao mediador
----------------------//---------------------

114
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
63 CUSTOS E GASTOS DE
EXPLORAÇÃO
630 Custo de Aquisição
6302 De Seguro Directo Não -Vida
63026 Remunerações e
Comissões
630260 Remunerações de
Mediação 79.200,00

41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4130 Remunerações a pagar
413.01 D&G, Lda 79.200,00
P/ processamento das remunerações de
mediação
------ ---------------//--------------------
40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa - Sede 319.500,00

40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Contas de Cobrança
400810 Indirecta – D&G, Lda
319.500,00 P/ Devolução do recibo
pelo mediador
------ ---------------//--------------------
41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros

4130 Remunerações a pagar 413.01


D&G, Lda 79.200,00

63 CUSTOS E GASTOS DE
EXPLORAÇÃO
630 Custo de Aquisição
6302 De Seguro Directo Não - Vida
63026 Remunerações e Comissões
630260 Remunerações de
Mediação 79.200,00
P/ Cancelamento da remuneração de mediação
---------------------//--------------------

115
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
40 TOMADORES DE
SEGUROS 166.140,00
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa - Sede

70 TOMADORES DE
SEGUROS
701 Prémios de Seguro Directo
7010 Não Vida
7013 Prémios Processados
144.000,00
Apólices e Actas Adicionais 12.000,00

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR


IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e Passivos por
Impostos (e Taxas) Correntes
4603 Outros Impostos e Taxas
46030 Imposto de Selo
460300 Selo da Apólice 3.900,00
4603000 Processado 2.240,00
46032 Taxa para INEM
460320 Processados
Pela Emissão do recibo

------- ----------//--------------------
40 TOMADORES DE
SEGUROS
4008 Contas de Cobrança
40080 Indirecta – D&G, Lda
166.140,00

40 TOMADORES DE
SEGUROS
4008 Contas de Cobrança
40081 Directa - Sede 166.140,0
P/ Envio do recibo ao mediador 0

------- ----------//--------------------

63 CUSTOS E GASTOS DE

EXPLORAÇÃO

630 Custo de Aquisição

116
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
6302 De Seguro Directo Não -Vida
63026 Remunerações e Comissões

630260 Remunerações de

Mediação 39.600,00
41
413 MEDIADORES DE SEGUROS
4130 Outros Mediadores de Seguros
413.01 Remunerações a pagar
D&G, Lda 39.600,00 P/ processamento das remunerações de
mediação
----------------------//---------------

117
ISCED -
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41 MEDIADORES DE
SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas correntes
413.01 D&G, Lda
160.140,00

40 TOMADORES DE
SEGUROS
4008 Contas de Cobrança
40080 Indirecta – D&G, Lda
160.140,00 P/ Cobrança do recibo pelo
mediador
---------------------//--------------- ---
11 Bancos 160.140,00

41 MEDIADORES DE
SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas correntes
413.01 D&G, Lda
160.140,00 P/ Prestação de contas
----------------------//-------------- ---
41 MEDIADORES DE
SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4130 Remunerações a pagar
413.01 D&G, Lda
39.600,00

41 MEDIADORES DE
SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas correntes
413.01 D&G, Lda 39.600,00 Credito ao
mediador das remunerações de mediação
--------------------------//---------- ---
41 MEDIADORES DE
SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas correntes
413.01 D&G, Lda 8.696,47

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR


IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e Passivos por
Impostos (e Taxas) Correntes
118
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4601 Retenção de imposto na fonte
46010 No
pagamento de
460102 rendimentos-IRPS 7.920,00
4603 Comerciais e Industriais
46030 Outros Impostos e Taxas
460301 Imposto de Selo
Selo da Recibo 776,46 P/ Retenção na fonte

41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas correntes
413.01 D&G, Lda 151.303,54

100 Caixa /Sede 151.303,54 p/


pagamento ao mediador das
comissões de mediação
------- --------------//-----------------
46 ACTIVOS E PASSIVOS POR
IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e Passivos por Impostos
(e Taxas) Correntes
4601 Retenção de imposto na fonte
46010 No pagamento de rendimentos 7.920,00
460102 Comerciais e
Industriais
4603 Outros Impostos e Taxas
46030 Imposto de Selo
460301 Selo da Recibo 776,46

460300 Selo da Apólice


4603000 Processado 3.900,00
46032 Sobretaxa
460320 Processados 2.240,00

100 CAIXA-Sede. 14.836,86


P/ pagamento ao Estado

119
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8.1.4 Co-Seguro

Consiste na cobertura conjunta de um risco por vários seguradores, de


entre os quais um é líder, através de um contrato de seguro único, com as
mesmas garantias e idêntico período de duração e com um prémio global.

Não é mais do que a partilha proporcional de um mesmo risco entre várias


seguradoras: é uma forma de distribuição horizontal do risco.

A líder decide as condições do seguro junto ao tomador do seguro ou do


corrector, procede a emissão do contrato e envia a copia as demais
coseguradoras.

O contrato de Co-seguro, é titulado por uma apólice única emitida pela


líder e assinada pelas co-seguradoras, e pelo facto tem direito a uma
comissão de gestão. Compete-lhe igualmente a liquidação de todas as
taxas e impostos que são directamente cobrados dos segurados.

O co-seguguro, para além de prémios também respeita a sinistros e a


comissão de líder.

Quanto ao caso dos sinistros, é de referir que a sua regularização e


liquidação poderá ser contabilizada, no caso de cada uma das
coseguradoras proceder a liquidação da parte que lhes compete.

1- O co-seguro é sempre admitido quando justificado.


2- Contrato titulado por uma única apólice;
3- Apólice emitida pela líder;
4- Apolice assinada por todas co-seguradoras;
120
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5- Apólice deve conter a quota parte do risco ou parte percentual do
capital assumido por cada uma;
6- Não ha solidariedade entre as co-seguradoras;
7- A modalidade escolhida para pagamento dos sinistros deve
obrigatóriamente figurar na aplólice.
 a) Líder assume totalidade do sinistro e depois é reembolsada
pelas congeners.
 b) Cada co-seguradora assume sua parte.

Função da líder:

1-Receber do tomador de suguro:


a) Declaração do risco a
assumir;
b) Declarações
posteriores; 2-
Análise do risco:
a) Estabelecer condições do seguro;
b) Estabelecer tarifação;
3- Emitir apólice;
4- Cobrar prémios (Emissão de recibos de prémios);
5- Accionar mecanísmos previstos quando se verificar a falha de
pagamento de um prémio ou fracção do mesmo;
2- Receber participações de sinistros e proceder a sua regularização.

Relação entre as co-seguradoras:

Relativamente a cada contrato de co-seguro, deve ser estabelecido entre


as respectivas co-seguradoras um acordo expresso relativo as relações
entre todas entre cada e a líder, no qual devem constar, pelo menos, os
seguintes aspectos:
1- Valor da taxa de gestão – se as funções da líder forem remuneradas.
2- Formas de transmissão de informações e prestações de contas entre
elas;
3- Sistema de liquidação de sinistros.

Retirada de carteira por parte de uma co-seguradora/abandono por uma


co-seguradora;

1. Se uma das co-seguradoras desejar abandonar o contrato, deve


comunicar a líder com antecedência minima de 30 dias;

121
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2. A líder deverá comunicar ao tomador de suguro e as restantes
coseguradoras afim de decidir sobre a forma de cobertura da quota parte;

Contabilização do co-seguro Contas a movimentar e lançamentos a


efectuar

Escrita da Co-segudora líder

No Co-Seguro, a líder do contrato terá de contabilizar na sua escrita os


prémios,as remunerações de mediação (caso existam) e os Sinistros.
Como o co-seguro é um negócio de seguro directo e como tal as contas a
movimentar são as indicadas para aquele tipo de seguro, ou seja:

40-Tomadores de Seguros;
60-Custos com sinistros;
63-Custos de Exploração;
70-Prémios brutos Emitidos;

A estas contas, naturalmente, juntam-se a rubrica “42-Co-Empresas de


Seguros” que regista os movimentos com outras seguradoras resultante
da celebração conjunta de contratos de co-seguros (prémios,
remunerações de mediação, sinistros, e comissões de co-gestão).

De referir que a contabilização pela líder, como proveito, das comissões


de gestão de co-seguro a que tem direito é feita na conta “790-Outros
rendimentos /Técnicos/…/Comissão de gestão de co-seguro”

Os lançamentos a efectuar pela líder, com reflexo na escrita das restantes


empresas de seguro, são:

• Pelo processamento do recibo de prémio: A débito: Conta 4080 – Tomador de


seguros/Conta cobrança/Directa/sede/sucursal
A crédito: Conta 70x0 Prémios brutos emitidos/…/Prémios processados;
Conta 7003 – Prémios brutos emitidos /…/ Apólices e actas adicionais;
42x0 – Co-Empresas de Seguros / … / Prémios a pagar.
463x000 – Outros impostos e taxas/Processados;

Pelo Processamento da remunerações de Mediação;


A débito: Conta 630x00- Custos de exploração / Custos de aquisição / De
seguro directo Vida / Comissões de mediação e corretagem;
Conta 42x4 – Co-Empresas de seguro / …/ Remunerações /
Comissões a receber;
A crédito: Conta 41x0 – Mediador de seguros/…/ Comissões a pagar;

122
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Pelo crédito às restantes co-seguradoras do valor do prémio de
seguro a que tem direito , reflexo da cobrança do recibo de prémio
pela líder ou por um mediador:
A débito: Conta 42x0 – Co-empresas de seguros /…/ Prémios a pagar;
A Crédito: 42x7 – Co-empresas de Seguros /… / Contas correntes;

Pelo débito às restantes co-seguradoras do valor das


remunerações de mediação que lhes respeitem , reflexo da cobrança do
recibo de prémio pela líder ou por um mediador: A débito : Conta 42x7
– Co-empresas de seguros /…/ Contas correntes; A crédito: Conta 42x4
Co-empresas de Seguros /…/ Remunerações a receber;

Pelo processamento das comissões de Co-gestão:


A débito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;
A crédito: Conta 790x0 – Outros rendimentos/Técnicos/…/ Comissões de
Gestão de co-seguro;

Pelo processamento do recibo de Estorno:


A débito: Conta 70x2 – Prémios brutos emitidos/…/Prémios estornados;
Conta 42x5 – Co-empresas/…/Estornos a receber;
Conta 463x000 – Outros impostos e taxas/Processados;
A crédito: Conta 40x4 – Tomadores de seguros/…/ Estornos a pagar;

Pelo processamento do estorno das remunerações de mediação:


A débito: Conta 41x0 – Mediador de seguros/…/ Remunerações a receber
(de estorno);
A crédito: Conta 630x00- Custos de exploração / Custos de aquisição /
Remunerações / Comissões de mediação e corretagem;
Conta 42x3 – Co-Empresas de seguro / …/ Remunerações /
Comissões a pagar (de estorno);
Pelo débito às restantes co-seguradoras do prémio estornado,
reflexo do pagamento pela líder ou por um mediador do recibo de
estorno:
A débito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;
A crédito: Conta 42x4 Co-empresas de Seguros /…/ Estornos a receber;

Pelo processamento do Sinistro:


A débito: Conta 60x1 – Custos com sinistros/ …/ Variação da provisão
para sinistros;
Conta 42x6 – Co-Empresas de seguros/…/ Sinistros a receber;
A crédito: Conta 301-Provisões Técnicas de seguros Directo
Vida/Provisões para sinistros/Prestações; ou
Conta 311 - Provisões Técnicas de seguros Directo Não-Vida
/Provisões para sinistros/Prestações;
Conta 42x1 - Co-empresas de Seguros /…/ Sinistros a pagar;
123
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Pelo pagamento do sinistro pela líder ou por um mediador:


A débito: Conta 301-Provisões Técnicas de seguros Directo
Vida/Provisões para sinistros/Prestações; ou
Conta 311 - Provisões Técnicas de seguros Directo Não- Vida/Provisões para
sinistros/Prestações;
Conta 42x1 - Co-empresas de Seguros /…/ Sinistros a pagar;
A crédito: Conta 100- Caixa/Sede
Conta 110 ou 111 – Depósito a ordem/ Em Moeda Nacional ou
estrangeira; ou
Conta 2214-Investimentos não afectos / Outros Investimentos
Financeiros / Depósito em instituições de crédito; ou
Conta 41x2 – Mediador de seguros/…/ Contas Correntes;

Pelo débito as restantes co-seguradoras do sinistro a seu cargo, ,


reflexo do pagamento pela líder ou por um mediador:
A débito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;
A crédito: Conta 42x6 – Co-empresas de Seguros / … / Sinistros a receber;

Pela liquidação de Saldos entre a Líder e cada uma das


coseguradoras:
Debita-se ou credita-se, consoante a natureza dos saldos, a conta “42x7
– Co-empresas de seguros/…/Contas correntes” das restantes empresas
de seguros por contrapartida de “ Conta 100-Caixa/Sede ou Conta111 –
Depósito a ordem”;

Escrita das Co-Seguradoras não líder;


Seguido do mesmo raciocínio do utilizado na escrita da líder, os registos a
efectuar na escrita das co-seguradoras não líderes são os seguintes:

Pelo Processamento do prémio de seguro correspondente da líder, os


registos a efectuar na escrita das co-seguradoras não líderes são os
seguintes:
A débito: Conta 4080 – Tomador de seguros/Conta
cobrança/Directa/sede/sucursal
A crédito: Conta 70x0 Prémios brutos emitidos/…/Prémios processados;
Conta 7003 – Prémios brutos emitidos /…/ Apólices e actas adicionais;

Pelo processamento das remunerações de mediação correspondentes às


responsabilidades assumidas:
A débito: Conta 630x00- Custos de exploração / Custos de aquisição / De
seguro directo Vida / Comissões de mediação e corretagem;
A crédito: A crédito: Conta 41x0 – Mediador de seguros/…/
Comissões/Remunerações a pagar;

124
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NOTA: Este lançamento em nada difere do procedimento normal no
seguro directo, só que as remunerações de mediação são devidas a líder e
não ao mediador.

Nesta conformidade, o saldo da conta “41x0 – Mediadores de seguros/…/


Remuneracoes a pagar” será posteriormente transferido para a conta
“42x7-Co-Empresas de seguros/…/ Contas Correntes”. No caso de ser cada
uma das empresas de seguros, que não a líder, a pagar directamente aos
aos mediadores as respectivas comissões, então a conta “41x0 –
Mediadores de seguros/…/ Remunerações a pagar/…/” sera
posteriormente debitada por contrapartida de “41x2 – Mediadores de
seguros/…/ contas correntes”. Esta conta, pelo pagamento das
remunerações de mediação”. Esta conta, pelo pagamento das
remunerações de mediação, sera posteriormente debitada por
contrapartida de “100-Caixa ou 111-Deposito a ordem”.

Pelo débito à líder do prémio de seguros devido, reflexo da


cobrança do recibo de prémio.
A débito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;
A crédito: Conta 4080 – Tomador de seguros/Conta
cobrança/Directa/sede/sucursal;

Pelo crédito a líder das remunerações de mediação devidas,


reflexo da cobrança do recibo de prémio;
A débito: Conta 41x0 – Mediador de seguros/…/
Comissões/Remunerações a pagar;
A crédito: A débito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas
correntes;

Pela anulação da quota-parte do prémio e das remunerações de


mediação;
Após a comunicação pela líder da anulação de um determinado recibo,
as restantes empresas de seguro farão a anulação dos prémios que lhes
respeitem e ainda, se for o caso, das remunerações de mediação. Assim
sendo, os lançamentos a efectuar são os inversos dos efectuados
aquando do processamento, quer dos prémios de seguro, quer das
remunerações de mediação

Pelo processamento da comissão de Co-gestão;


A débito: Conta 690X0- Outros Custos/ Técnicos/…/ Comissões de
Gestão de Co-Seguro;
A crédito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;

125
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Pelo processamento da quota-parte do prémio estornado;
A débito: Conta 70x2 Prémios brutos emitidos/…/Prémios Estornados;
A crédito: Conta 40x4 – Tomadores de seguros/…/ Estornos a pagar; Pelo
processamento da quota-parte das remunerações de mediação
estornadas
A débito: Conta 41x1 – Mediador de seguros/…/ Remunerações a receber
(de estorno);
A crédito: Conta 630x00- Custos de exploração / Custos de aquisição /
De seguro directo Vida / Comissões de mediação e corretagem;

Pelo crédito a líder da quota-parte do premio de seguro


estornados, reflexo do pagamento do recibo de estorno;
A débito: Conta 40x4 – Tomadores de seguros/…/ Estornos a pagar;
A crédito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;

Pelo débito `a líder da quota-parte das remunerações de mediação


estornadas, reflexo do pagamento do recibo de estorno;
A débito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;
A crédito: Conta 41x1 – Mediador de seguros/…/ Remunerações a
receber (de estorno);

Pela regularização da comissão de gestão, reflexo do pagamento


do recibo de estorno;
A débito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;
A crédito: Conta 690X0- Outros Custos/ Técnicos/…/ Comissões de
Gestão de Co-Seguro;

Pelo processamento da quota-parte do sinistro


A débito: Conta 60x1 – Custo com Sinistro/…/ Variação da provisão para
sinistros;
A crédito : Conta 301-Provisões Técnicas de seguros Directo Vida/Provisões
para sinistros/Prestações; ou
Conta 311 - Provisões Técnicas de seguros Directo Não-
Vida/Provisões para sinistros/Prestações;

Pelo crédito a líder da quota-parte do sinistro, reflexo do seu


pagamento de sinistro;
A débito : Conta 301-Provisões Técnicas de seguros Directo
Vida/Provisões para sinistros/Prestações; ou
Conta 311 - Provisões Técnicas de seguros Directo Não-
Vida/Provisões para sinistros/Prestações;
A crédito: Conta 42x7 – Co-empresas de Seguros / … / Contas correntes;

Pela liquidação de saldos as restantes co-seguradoras e a líder

126
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Debita-se ou credita-se, conforme a natureza dos saldos, a conta “42x7 –
Co-Empresas de seguros/…/ Contas correntes”, da líder, por
contrapartida das contas de disponibilidades que forem utilizadas para o
efeito;

Exercicios de Auto Avaliação

1. Entre as empresas de seguros X e Y, ambas com sede em Maputo, foi


estabelecido no ramo Incêndio e Outros Danos/ Incêndio e Elementos da
Natureza um contrato em regime de co-seguro em que a primeira (líder)
participa no capital seguro com uma percentagem de 75% e a outra com
os restantes 25%

Em Abril foi emitido um recibo n° 300444 de cobrança, relativo apólice


n°150, cujo premio bruto calculado foi de 175.000,00.

Pedido: Contabilização do processamento do prémio e das respectiva


comissão de co-gestão a taxa de 1% nas seguradoras X e Y.

a) Comissão de gestão = 1% * (175,000*0,25) = 437.5

Prémio a cobrir pela Seguradora X = 75%*175,000 + 250 = 179,631 Prémio


a cobrir pela Seguradoa Y = 25% * 175,000 = 43,750

Contabilização na Seguradora X

----------------------- 19/02---- ------------


-----
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40080 4080 Directa
400800 40800 Sede 179.631,00
70 70 Prémios Brutos emitidos

127
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701 701 Prémio de seguro directo não-
vida
7010 7010 Prémios Processados
7013 7013 Apólices e actas adicionais
131.500,00
46 46 Estado e outros entes públicos
463 463 Outros impostos e taxas
4630 4630 Imposto de selo
46300 46300 Selo da apólice 876,00
42 42 Co-seguradoras
423 423 Outras Co-Seguradoras
4230 4230 Prémios a pagar 3.505,00 Pela emissão
do recibo de estorno
----------- -----------22/02----------------------
11 Depósitos a Ordem 178.755,00
46 Estado e outros entes públicos
463 Outros impostos e taxas
4630 Imposto de selo
46300 Selo da apólice 876,00
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40081 Directa
400800 Sede 179.631,00 Pela
cobrança do recibo de estorno
----------- ----------------------//---------------
42 Co- seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4230 Prémios a pagar 43.750,00
79 Outros Proveitos
790 Técnicos
7901 Relativos aos Ramos não-vida
79010 Comissões de gestão de Co-
seguro 438.00
11 Depósitos a Ordem 43.312,00
Pelo pagamento do prémio liquido de
comissões a co-segurado
---------------------------------//---------------

Contabilização Y

128
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----------- ----------------19/02---------------------
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa
400800 Sede 43.750,00
70 Prémios Brutos emitidos
701 Prémio de seguro directo não-vida
7010 Prémios Processados
7013 Apólices e actas adicionais 43.750,00
Pela n/ quota-parte do prémio de co-
seguro
----------- ----------------//--------------------------
42 Co- seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas correntes 43.750,00
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa
400800 Sede 43.750,00
Pelo débito a líder do prémio que nos é devido
----------- -------------------//-----------------------
69 Outros custos
690 Técnicos
6901 Relativos aos Ramos não-vida
69010 Comissões de gestão de Co- seguro
438,00
42 Co- seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas Correntes 438,00
Pelo crédito a Líder das comissões a pagar
----------- --------------------22/02-----------------
11 Depósitos a ordem 43.312,00
42 Co- seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas Correntes 43.312,00
Pelo recebimento da quota-parte prémio
de co-seguro
----------- --------------------//----------------------

2- Entre as empresas de seguros Mocambicana, Norte e Sul ambas com


sede em Maputo, foi estabelecido no ramo Habitação e seguro de coisas
um contrato em regime de co-seguro em que a primeira (líder) participa no
capital seguro com uma percentagem de 50% e a outra com os restantes
25% cada uma.
129
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Este contrato foi mediador um corrector de seguro, pessoa colectiva e


devidamente registado para o efeito, cujo premio total foi calculado com
base em seguintes elementos:

Prémio simples -----------1.200.000,00


Encargos------------------------20%
Custo da Apolice-----------------120,00
Selo da Apolice------------------1.5%

Comissão de mediação:
Comissão de cobrança:

Pedido: Contabilização das operações nas 03 Seguradoras.

Resolução: Calculo do recibo de prémio


Elementos do recibo Valor
Prémio simples 1.200.000,00
Encargos 240.000,00
Prémio comercial 1.440.000,00
Custo da apólice 120,00
Prémio Bruto Selo da 1.440.120,00
apólice
(1,5%*1,440,120) 21.602,00
Valor do recibo 1.461.722,00

Comissão de Mediação = 10% * 1.200.000,00 = 120.000,00

Comissão de Cobrança = 4% * 1.200.000,00 = 48.000,00

Prémio da Seguradora Moçambicana = 50% * 1.440.000,00 + 120,00 =


720.120,00
Prémio da Seguradora do Norte = 25% * 1.440.000,00 = 360.000,00
Prémio da Seguradora do Sul = 25% * 1.440.000,00 = 360.000,00

Contabilização

130
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-------- -------------12/0------------------------
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança 1.461.722,00
40081 Indirecta
400810 Corretores

70 Prémios Brutos emitidos


701 Prémio de seguro directo não-vida
7010 Prémios Processados
7013 Apólices e actas adicionais 720.120,0
42 Co- seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas correntes 720.000,00
46 Estado e outros entes públicos
463 Outros impostos e taxas
4630 Imposto de selo 21.602,00

131
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
Pela emissão de recibo --------------------- //-------------
----------- ---
63 Custos de exploração
630 Custos de aquisição 168.000,00
6301 De seguro directo não-vida
63010 Comissões de mediação e cobrança
46 Estado e outros entes públicos
461 Retenções de imposto na fonte 33.600,00
41 Mediadores de seguro
413 Outros Mediadores de Seguro
4132 Contas correntes 134.400,00
Pela comissão de mediação a cobrar
---------- ---------15/02--------------------------
41 Mediadores de seguro 1.461.722,00
413 Outros Mediadores de Seguro
4132 Contas correntes
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40081 Indirecta
400810 1.461.722,0
Corretores 0 Pela cobrança do recibo
---------- ---------17/02--------------------------
11 Depósitos a ordem 1.293.722,00
46 Estado e outros entes públicos
461 Retenções de imposto na fonte 33.600,00
41 Mediadores de seguro
413 Outros Mediadores de Seguro 4132 1.327.322,0
Contas correntes 0
Pela prestação de contas a líder liquido de comissões
---------- -----------20/02-----------------------
42 Co- seguradoras 720.000,00
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas correntes
79 Outros Proveitos
790 Técnicos
7901 Relativos aos Ramos não-vida
79010 Comissões de gestão de Co- seguro
36.000,00
11 Depósitos a ordem 684.000,00
Pela liquidação do saldo em divida líquidos da comissão
---------- ------------------2/02------------------

70 Prémios Brutos emitidos

132
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
701 Premio de seguro directo não-vida
7012 Prémios Estornados 292.320,00
79 Outros Proveitos
790 Técnicos
7901 Relativos aos Ramos não-vida
79010 Comissões de gestão de Co-seguro 7.200,00
42 Co- seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas correntes 7.200,00
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40081 Indirecta
400810 Corretores 292.320,00 Pela
emissão de recibo de estorno
---------- ------------------//----------------------
41 41 Mediadores de seguro
411 411 Comissões a receber (de
estornos) 26.880,00
46 Estado e outros entes públicos
461 Retenções de imposto na fonte 6.720,00
63 Custos de exploração
630 Custos de aquisição
6301 De seguro directo não-vida 63010 Comissões
de mediação e
cobrança 26.880,00
41 Mediadores de seguro
413 Outros Mediadores de Seguro
4132 Contas correntes 6.720,00
Pela estorno dos custos registados
---------- ----------------23/02------------------
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40081 Indirecta
400810 Corretores 292.320,00
11 Depósitos a ordem 292.320,00
Pelo pagamento do recibo de estorno aos
tomadores
---------- ----------26/02------------------------
11 Depósitos a ordem 12.960,00
42 Co- seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas correntes 7.200,00
46 Estado e outros entes públicos
461 Retenções de imposto na fonte 6.720,00
41 Mediadores de seguro
133
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
411
Comissões a receber (de estornos) 26.880,00 Pelo
recebimento das co-seguradoras e
do mediador
-------- --------------------//---------------------

Na Seguradora Norte

134
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de Seguros
----- ------------------12/02--------------------------
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa
400800 Sede 360.000,00
70 Prémios Brutos emitidos
701 Premio de seguro directo não-vida 7010 Prémios
Processados
7013 Apólices e actas adicionais
360.000,00
Pela n/ quota-parte do premio de co-seguro
----- -------------------//------------------------------
42 Co-seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas correntes 360.000,00
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40040 Directa
400800 Sede 360.000,00
Pelo debito a líder do premio que nos e
devido
_---- --------------------0/02-----------------------------
-
69 Outros custos
690 Técnicos
6901 Relativos aos Ramos não-vida
69010 Comissões de gestão de Co- seguro
18.000,00
42 Co-seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas Correntes 18.000,00
Pelo credito a Líder das comissões a pagar
----- -------------------//----------------------------------
11 Depósitos a ordem 342.000,00
42 Co-seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras

135
ISCED - CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e
de Seguros
4237 Contas Correntes 342.000,00
Pelo recebimento da quota-parte premio de
co- seguro ---------------------------02/02----------- ------------
--
42 Co-seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas Correntes 3.600,00 42 Co-
seguradoras
424 Comissões a receber 3.600,00 Pelo estorno das
comissões a pagar
___________________26/02_------------------ ---
11 Depósitos a ordem 3.600,00
42 Co-seguradoras
424 Comissões a receber 3.600,00
Pelo recebimento das comissões corrigidas

Na Seguradora Sul

136
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de Seguros

137
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de Seguros

138

-----------------12/02----------
ISCED - CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e
de Seguros
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa
400800 Sede 360.000,00
70 Prémios Brutos emitidos
701 Premio de seguro directo não-vida 7010 Prémios
Processados
7013 Apólices e actas adicionais 360.000,00
Pela n/ quota-parte do premio de co- seguro

---------------------------//----------------------
42 Co-seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas correntes 360.000,12
40 Tomadores de Seguros
4008 Contas de Cobrança
40080 Directa
400800 Sede 360.000,00
Pelo debito a líder do prémio que nos e devido

---------------------20/02-----------------------
69 Outros custos
690 Técnicos
69010
690101 Rlativos aos Ramos não-vida
Comissões de gestão de Co- seguro
18.000,00
42 Co-seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas Correntes 18.000,00
Pelo credito a Líder das comissões a pagar
---------------------//-----------------------------
11 Depósitos a ordem 342,000,00
42 Co-seguradoras
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas Correntes 342.000,00 ----------------22/02---------
--------------- 42 Co-seguradoras 3.600,00
423 Outras Co-Seguradoras
4237 Contas Correntes
139
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de Seguros

42 Co-
seguradoras
424 Comissões a receber 3.600,00 Pelo estorno
das comissões a pagar
------- ----------26/02-----------------------
11 Depósitos a ordem 3.600,00
42 Co-seguradoras
424 Comissões a receber 3.600,00
Pelo recebimento das comissões
corrigidas

Exercício
1- Entre as empresas de seguros Alfa, SA e Beta, SA, ambas com sede
em Maputo, foi estabelecido no ramo Incêndio e Outros Danos/
Incêndio e Elementos da Natureza um contrato em regime de
coseguro em que a primeira (líder) participa no capital seguro com
uma percentagem de 70% e a outra com os restantes 30%

Em 12 de Março do ano n foi emitido pela líder, naquele ramo de seguro,


o recibo n.o 3005678, de sua cobrança, relativo a apólice n.o 300555 com
base nos seguintes elementos:
-Prémio simples....................................................................4.698,68 Mt
- Encargos...............................................................................939,74 Mt
- Prémio Comercial.............................................................. 5.638, 42 Mt
- Custo da Apólice........................................................................2,00 Mt
- Prémio Bruto......................................................................5.640,42 Mt
- Selo da Apólice.......................................................................507,64 Mt
- Taxa para o FNB (13%)...........................................................733,25 Mt
- Prémio Total.......................................................................6.881,31 Mt

Em 28 do mesmo mês o recibo foi cobrado pela líder.

Pedido: Considerando que os factos ocorridos na líder foram de imediato


comunicados à outra co-seguradora, que a comissão de gestão de
coseguro a pagar à líder é de 100,00 Mt e que entre as duas seguradoras
não existe qualquer ligação em termos de participação no capital social,
contabilizar tais factos nas escritas de:
a) Alfa, SA;
b) Beta, SA.
140
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2- Entre as empresas Seguratudo, SA e Prevenção, SA, ambas com sede em


Maputo, foi celebrado no mês de Junho do ano n, em regime de coseguro,
um contrato de seguro directo do ramo Acidentes e Doença/ Acidentes/
Acidentes de Trabalho, titulado pela apólice n.o 2007676, com a seguinte
distribuição, em percentagem, do capital seguro:
- Seguratudo, SA (líder)................................................60%;

141
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Seguros
- Prevenção,
SA.............................................................40%.

Posteriormente, nas datas que se indicam do mesmo ano n, ocorreram na


íder os seguintes factos relacionados com a apólice acima referida que de
imediato forma comunicados à outra co-seguradora:
08/11 – Participação à líder de um sinistro com um custo total estimado de
2.00,00 Mt.

26/11 – Liquidação pela líder do sinistro pelo valor de 2.100,00 Mt,


mediante a emissão do cheque n.o 123456 s obre o Banco Norte.

10/12 – Liquidação, por transferência bancária, do saldo em dívida


existente entre a líder e a outra co-seguradora sabendo que esse saldo,
antes das operações acima mencionadas, era de 400,00 Mt, a favor de
Beta, SA.

Pedido: Considerando que entre as co-seguradoras não existe qualquer


ligação em termos de participação no capital social, reconhecer os factos
acima nas escritas de:
a) Seguratudo, SA;
b) Prevenção, SA.

Operações de Resseguro

Evolução Histórica do Resseguro

Como e natural, o resseguro teve a sua origem no próprio seguro,


embora não haja indicadores quanto ao seu começo. Sendo o seguro um
dos transportes mais antigo de todos os seguros a, o primeiro documento
de todos os seguros refere-se precisamente a um um negocio.

Conceito
Nenhuma seguradora, por mais poderosa que seja, poderá assumir sob
sua exclusiva responsabilidade, certos riscos de quantias avultadas. Por
muito avultados que fossem os prémios, e mesmo que durante anos
seguidos se não registassem sinistros, logo que ocorresse um de certo
montante, nem os prémios nem as provisões constituídas seriam
certamente suficientes para pagar o sinistro.

O Seguro e o resseguro são por natureza,


duas actividades interdependentes.
Tal com o um cidadão comum transfere habitualmente para as
seguradoras os seus riscos, estes repartem parte desses riscos com outras

142
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
resseguradoras, caso sintam que não conseguem fazer face as
responsabilidades assumidas perante os tomadores de seguros.

Da mesma forma que o tomador de seguro paga um premio de seguro ao


tentar proteger-se de um risco segurável, também as seguradoras
transferem parte desse risco para os resseguradores, a quem pagam um
premio de resseguro.

O Resseguro é normalmente aceite por resseguradoras especializadas


mas também podem efectua-lo sociedades que pratiquem
fundamentalmente o seguro directo. Assim pode ser levado a efeito
entre:
• Duas ou mais seguradoras;
• Uma seguradora e uma ou mais resseguradoras;
• Duas ou mais resseguradoras

O processo acima descrito não termina nos resseguradores, muitas vezes


os resseguradores necessitam de ceder esses riscos a outras
resseguradoras, criando assim uma cadeia. O ressegurado de resseguro
denomina-se retrocessão, que e portanto o negocio de um negocio já
tomado em resseguro.

Tipos de Resseguradores
• O Ressegurador Profissional que se especializou no resseguro;

• O Segurador que aceira Resseguro e que apesar de não se ter


especializado no resseguro, tem um departamento especifico para o
efeito;

• Os Pools e as Organizações Underwriting – que muitas vezes congregam


varias entidades;

• Lloyd’s of London, que assume os riscos por vários sindicatos e membros


individuais.

Funções do Resseguro
Em termos gerais, o resseguro permite uma flexibilização na gestão dos
riscos que torna, actualmente, imprescindível na actividade seguradora; As
funções ou objectivos do resseguro são os seguintes:

a) Concepção de uma ampla distribuição do risco.


b) Flexibilidade na aceitação perante do risco;
143
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
c) Poder de resposta perante o público;
d) Fortalecimento na protecção aos tomadores de seguro;
e) Evitar perdas grandes em sinistros de ponta
f) Crescimento das empresas de seguros
g) Ajuda Financeira;
h) Estabilidade dos resultados;
i) Desenvolvimento de solidariedade e coerção;

Tios de Contratos de resseguro


Facultativo
Obrigatório ou Automático Facultativo obrigatório
ou misto.

Resseguro Facultativo
O Resseguro Facultativo foi o método original. Utiliza-se quando as
coberturas automáticas ou obrigatórias são ultrapassadas, quando o risco
esta excluído dessas coberturas, quando a resseguradora não deseja
incluir nos contratos obrigatórios certos riscos ou ainda quando não tem
tratados em relação a certos ramos que explora raramente.

Resseguro Obrigatório ou Automático


As condições de ressegurar, para um certo tipo de riscos, são estabelecidas
por contrato escrito, chamado tratado ou contrato de resseguro, entre a
resseguradora e os resseguradores, traduzindo-se no aspecto fundamental
de que aquela se obriga a ceder este (s) se obriga (m) a aceitar cessões de
negócios, dentro de condições e limites prévia e contratualmente
estabelecidos.

Resseguro Facultativo Obrigatório ou Misto


No Resseguro misto, a cedente fica com a liberdade de ceder ou não
determinado negócio mas obriga o ressegurador a aceita-lo, nos termos
contratuais, no caso de aquela o pretender ressegurar. E, pois, facultativa
a decência mas obrigatória a aceitação pelo ressegurador.

Contabilização do Resseguro
O resseguro Cedido. Contas a movimentar e lançamentos a efectuar
No resseguro cedido, a resseguradora, na contabilidade da qual nos
encontramos, e a entidade que cede o negócio havendo a registar, na sua
escrita, os seguintes factos:
a) Prémios
b) Comissões (caso existam)
c) Sinistros

144
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
Prémios
Em resseguro, quando nos referimos a prémios estamos a pensar em
prémios simples, por não existirem quaisquer encargos. Também o premio
de resseguro, quando calculado em percentagem do premio de seguro
directo, representa essa percentagem do premio simples (do seguro
directo)

Os prémios de resseguro cedido são registados a débito da conta


“71Premios de Resseguro cedido’’ por contrapartida de
’43Resseguradores’’ subcontas respectivas. Far-se-á lançamento
inverso pelos prémios anulados.

O Resseguro pode ser proveniente de seguro directo (Vida e Não Vida)


como de resseguro aceite (Vida e Não Vida). Dai há desdobramentos em
contas “71-Premio de Resseguro Cedido” da seguinte forma:
710- De Seguro Directo Vida
711-De Seguro Directo Não Vida
712-De Resseguro Aceite Vida
713-De Resseguro Aceite Não Vida
Por sua vez, todas estas contas do 2º grau se desdobram como segue:
71x0-Premios
71x1-Entradas de carteiras
71x2-Saida de Carteiras

Quanto a conta “43-Resseguradores’’, que regista o movimento de efectivo


com resseguradores resultante de negocio cedido ou retrocedido, e
desdobrado pelo de seguinte maneira:
430-Filiais
431-Associadas
432-Outross participantes e Participantes (Incluindo Empreendimentos
conjuntos).
433-Outros Resseguradores.

De notar que o movimento do resseguro cedido deve ser coincidente com


o do seguro directo, ou do resseguro aceite.
Do ponto de vista contabilístico, os lançamentos a efectuar são os
seguintes:
j) Pelo processamento de premio de Resseguro Cedido
A débito
Conta 7003 – Prémios brutos emitidos /…/ Apólices e actas adicionais;
42x0 – Co-Empresas de Seguros / … / Prémios a pagar.

ii) Pela anulação do premio de resseguro Lançamento


inverso ao da alínea anterior

145
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Seguros

Comissões
As comissões, como oportunamente foi referido, apenas existem, nos
tratados de resseguro proporcionais.
Essa participação, acrescente-se, e tida como comissão adicional e como tal
contabilizada.

Sob ponto de vista contabilístico, os lançamentos a efectuar são os


seguintes:
i) Pelo processamento da comissão e da participação nos resultados
A débito
Conta-43-Resseguradores
A crédito
Conta 72-Comissoes e participação dos Resultados de Resseguro Cedido.

ii) Pela anulação da comissão e da participação nos resultados iii)


Lançamentos Inverso ao da alínea anterior

Sinistros
A contabilização dos sinistros, em resseguro cedido, deve acompanhar par
a passo a do seguro directo ou do resseguro aceite, se tratar de uma
operação de retrocesso. Contudo, se em seguro directo se processam
sinistros, se reajustam provisões, se pagam sinistros, etc. e se o contrato
interessa ao resseguro, tais operações devem ser de imediato reflectidas
na conta do resseguro.

Do ponto de vista contabilístico, os lançamentos a efectuar envolvendo as


contas são as seguintes:

Pelo montante da provisão para sinistros a cargo dos resseguradores A


débito:
Conta 34x1 – Provisões técnicas de resseguro cedido/…../ Provisões para
sinistros; ou
Conta 35x1 – Provisões técnicas de resseguro cedido Não Vida/…../
Provisões para sinistros;

A crédito:
Conta 604x1-Custos com sinistros / Parte dos resseguradores nos custos
com sinistros vida// Na varação da provisão para sinistros
Conta 605x1-Custos com sinistros / Parte dos resseguradores nos custos
com sinistros Não-vida// Na varação da provisão para sinistros

ii) Pela anulação ou diminuição da provisão para sinistros a cargo dos


resseguradores
146
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
Lançamento inverso ao da alínea anterior

iii) Pelo débito aos resseguradores dos custos do sinistro a seu cargo, regra
geral, após o pagamento do sinistro pela ressegurador

A débito
Conta 43-Resseguradores
Crédito
Conta 34x1 – Provisões técnicas de Resseguro Cedido Vida/…/ Provisões
para Sinistros; ou
Conta 35x1 – Provisões técnicas de Resseguro Cedido Não-Vida//
Provisão para sinistro

iv) Pela transferência de “variações” para “montantes pagos’’, após o


pagamento do sinistro pela resseguradora

A débito
Conta 604x1-Custos com sinistros / Parte dos resseguradores nos custos
com sinistros vida// Na varação da provisão para sinistros
Conta 605x1-Custos com sinistros / Parte dos resseguradores nos custos
com sinistros Não-vida// Na varação da provisão para sinistros
A crédito
Conta 604x0-Custos com sinistros / Parte dos resseguradores nos custos
com sinistros vida// Nos montantes pagos
Conta 605x1-Custos com sinistros / Parte dos resseguradores nos custos
com sinistros Não-vida// Nos montantes pagos

O resseguro aceite. Contas a movimentar e lançamentos a efectuar


Os negócios do resseguro aceite são em tudo semelhantes ao de seguro
directo, só que eles agora não chegam à seguradora (ou resseguradora)
por intermédio de um mediador ou do próprio domador do seguro mas
sim por intermédio de uma outra seguradora (ou resseguradora).
Assim sendo, e como se assumem riscos, há que registar o seguinte:
a) Prémios;
b) Comissões;
c) Sinistros;

a) Os prémios de resseguro aceite, comunicados pelas resseguradas, são


levados, consoante o caso, a crédito da conta “7020 – Prémios Brutos
Emitidos / Prémios de Resseguro Aceite Vida / Prémios” por contrapartida
de “44 – Ressegurados”, subconta respectiva. As duas primeiras contas, da
Classe 7, são movimentadas, a debito, pelos prémios anulados,
englobando-se nestas anulações o reflexo dos estornos e das anulações
efectuados pela cedente, e são creditadas pelos prémios processados. Os
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Seguros
seus saldos representam, em qualquer momento, o valor global dos
prémios decorrentes do negócio aceite em resseguro, desde 1 de Janeiro
ate a data considerada, líquidos de anulações e estornos.

No âmbito da conta “70 – Prémios Brutos Emitidos”, são incluídos os


prémios de resseguro provenientes de empresas de seguros cedentes e
retrocedentes, incluindo as entradas de carteira. Serrão debitadas as
saídas de carteiras a favor de empresas de seguros cedentes e
retrocedentes e as anulações totais ou parciais de prémios.

O PCES, em matéria de resseguro aceite, desdobra a conta “70 – Prémios


Brutos Emitidos” nas subcontas:
702 – Prémios de Resseguro Aceite Vida;
703 – Prémios de Resseguro Aceite Nao – Vida;

Estas contas, por sua vez, admitem o seguinte desdobramento:


70x0 – Prémios; 70x1 –
Entradas de Carteiras; 70x2 – Saídas das
Carteiras.

Quanto a conta “44 – Ressegurados”, que regista o movimento (de


efectivo ou corrente) com cedentes resultante de resseguro aceite, o
PCES, a semelhanca de outras contas da Classe 4, apresenta o seguinte
desdobramento: 440 – Filiais;
441 – Associadas;
442 – Outras Participadas e Participantes (Incluindo
Empreendimentos Conjuntos); 443 – Outros Ressegurados.

Do ponto de vista contabilistico, os lancamentos a efectuar no resseguro


aceite sao os seguintes:
i) Pelo processamento do premio
 A debito
- Conta 44 – Ressegurados.
 A credito
- Conta 7020 – Premios Brutos Emitidos / Premios de
Resseguro Aceite Vida / Premios; ou
- Conta 7030 – Premios Brutos Emitidos / Premios de
Resseguro Aceite Nao-Vida / Premios.

ii)Pela anulacao ou estorno do premio Lacamento


inverso ao da alinea antorior.

b) Comissoes (Caso existam)


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Seguros
As comissoes, quando previstas nos tratados, destinam-se a compensar a
ressegurada, em termos proporcionais, das despesas que foi necessario
realizar para realizar para a celebracao do contrato, em seguro directo.

Assim, pelo valor dessas comissoes, debita-se a conta “6863 – Custos e


Gastos de Exploracao / Comissoes / Outras Comissoes” por contrapartida
de “44 – Ressegurados”, subconta respectiva. Far-se-a o lancamento
inverso pelas comissoes anuladas.

Em esquema, os lancamentos a efectuiar sao, entao, os seguintes:


i) Pelo processamento da comissao de resseguro e / ou da
participacaonos resultados
 A debito
- Conta 6863 – Custos e Gastos de Exploracao / Outras
Comissões.
 A Credito
- Conta 44 – Ressegurados.

ii) Pela anulação ou estornada comissão de resseguro e / ou da


participação nos resultados.
Lançamento inverso ao da alínea anterior.

Sinistros

c) A contabilização dos sinistros é feita de acordo com as comunicações


recebidas das resseguradas, sendo movimentadas a debito, consoante
o caso, a conta “602 – Custos com Sinistros / Custos com Sinistros de
Resseguro Aceite Vida” ou a conta “603 – Custo com sinistro / Custos
com Sinistros de Resseguro Aceite Nao-Vida”, subcontas respectivas,
por contrapartida de, respectivamente, “321 – Provisões Técnicas de
Resseguro Aceite Não -Vida / Provisões para Sinistros”, subcontas
respectivas. Neste ultimo caso, a subconta tanto pode respeitar a
seguros de acidentes de trabalho como outros seguros.

As contas de custos são debitadas pela provisão para sinistros e por todos
os custos adicionais com a sua regularização e creditadas pela diminuição
da provisão e pelo reembolso. São igualmente debitadas e / ou creditadas
pelo valo de sinistros pagos. O seu saldo representa sempre o valor líquido
dos sinistros, desde de 1 de Janeiro ate a data considerada. No âmbito de
tais contas, como refer o PCES, sao creditadas as saídas da provisão para
sinistros a favor de empresas de seguro cedentes e debitadas as entradas
da provisão para sinistros provenientes de empresas de seguro cedentes.

Os lançamentos a efectuar são, pois, os seguintes:


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Seguros
i﴿ Pela constituição ou reforço da provisão
A debito 60x1 – Custos com Sinistros/.../Variação das provisões para
sinistros
A credito 322- Provisões Técnicas de resseguro aceite Vida/Provisões para
sinistros ou
321- Provisões Técnicas de resseguro aceite Não Vida/Provisões
para sinistros.

ii ﴿Pela anulação ou divisão da provisão Lançamento


inverso ao da alínea anterior

iii﴿Pelo credito a resseguradora do sinistro a cargo do ressegurador, regra


geral, como reflexão do pagamento do sinistro pela cedente
A debito
Conta 321-Provisao de técnica de resseguro aceite Vida/ Provisão para
sinistro
331-Provisao de técnica de resseguro aceite Vida/ Provisão para sinistro
A credito
Conta 44-Resseguradores

iv﴿ Pela transferência se variações para montantes pagos, apos


pagamento de sinistros pela resseguradora
A debito
Conta 60x0 Custos com Sinistros /.../ Montantes pagos
A credito
Conta 60x1 – Custos com Sinistros/.../ Vaiacao da Provisao para Sinistros

Aplicações
Entre as empresas Alfa, SA e Beta, SA, ambas com sede em Lisboa, foram
estabelecidos os seguintes contratos de resseguro
a﴿De quota parte no ramo Acidentes e doenças/ Incendios e elementos de
Natureza b﴿De excedente de capitais: do ramo incêndios e Outros
Danos/Incêndios e elementos de natureza, com um leno de conservação
de 25.000,00me e um pleno aceitação de 500.000,00mt, prevendo
comissões de 30%.

No mes de Janeiro do ano N, nas datas que se indicam, ocorreram na


seguradora Alfa, SA (ressegurada), os seguintes factos que de imediato
foram comunicados a Beta, SA (resseguradora):

Dia 10 – Celebração de novo contrato de seguro do ramo incêndios e


Outros Danos/Incêndios e Elementos de Natureza, titulado pela apólice n°
31012345, da angariação dos correctores de seguros GAMA, Lda cobrindo
o risco de incêndio de um imóvel no valor de 300.000,00mt e emissão, com

150
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Seguros
referencia a mesma apólice, do recibo n°31004545, a cobrar pelos
mediadores de contrato, cujo premio total foi calculado com base nos
seguintes elementos:
• Taxa de risco................2%
• Encargos......................20%
• Custo de apólice..........1,25%
• Selo de apólice.............9%
• Taxa para bombeiros...13%
Sabe-se que a seguradora pratica naquele ramo de seguro as seguintes
remunerações de mediação: • De mediação................15%
• De cobrança.................5%
• De corretagem...............3%

Sabe-se igualmente que sobre as remunerações de mediação, liquidas do


imposto de selo, incide o imposto de selo calculado a taxa de 2%.

Dia 12 – Celebração de um novo contrato do ramo Acidentes e


Doença/Acidentes/Acidentes de Trabalho, titulado pela apolice
n°211054321, e emissão do respectivo recibo, com o n°21034345, a cobrar
pela seguradora, com o premio total de 26.042,12, assim decomposto:

Premio Simples................................20.000,00
Encargos............................................4.000,00 Premio
Comercial................2.4.000,00 Custo da
apolice.......................................2,00 Premio
Bruto........................24.002,00 Selo da
apolice...................................1.200,00
Taxa para o INEM................................240,00
Taxa para INAV..................................600,00 Premio
Total........................26.042,00

Dia 24- Cobrança do recibo n°31004545 pelos mediadores do contrato que


de imediato prestaram contas a seguradora do seu valor, liquida das
remunerações de mediação respectiva e adicionado do valor do imposto
de selo. Nesse sentido foi junto ao boletim de prestação de contas o
cheque n°78877 sobre o Banco Sofala.

Dia 28-Cobranca pela seguradora do recibo 21034345.

Pedidos: a﴿ Calculo do valor do recibo n° 31004545, das respectivas


remunerações de mediação, do imposto de selo sobre estas, premio de
resseguro cedido e da comissão de resseguro cedido;

151
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Seguros
b ﴿Considerando que entre as duas seguradoras não existe ligação em
termos de participação no capital social, reconhecer os factos acima nas
escritas de:

b1 ﴿Alfa, SA
b2 ﴿Beta, SA

Resolução
a﴿
Recibo n° 310004545
Premio Simples (2% * 300.000,00)...........................600,00
Encargos (2% * 600,00) ................................. .........120,00 Premio
Comercial..........................................720,00
Custo da apólice............................................................1,25
Premio Bruto.................................................721,25
Selo da apólice (9% * 721.25﴿.......................................64,91
Taxa para bombeiros(13% * 721,25)..........................93,76 Premio
Total...................................................879,92

Remunerações de Mediação
De mediação (15%*600,00mt)...........................90,00
De cobrança (5%*600,00mt)..............................30,00 De corretagem
(3%*600,00mt)...........................18,00 138,00

Impostos sobre remunerações de mediação


Imposto de selo: 138,00*2/102 ..................................2,71

Premio de resseguro cedido


2% * (300.000,00-25.000,00)=.................550,00

Comissão de resseguro cedido


30%*550,00 = .............................................165,00

b)Reconhecimento dos factos

b1) Escrita de Alfa, SA (resseguradora)

Beira, 10 de Janeiro de N

152
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
40
TOMADORES DE
SEGUROS
4008 Conta cobrança
40081 Indirecta
400810 Correctores
400810.01 Gama 879,92

70 PREMIOS BRUTOS EMITIDOS 701


Prémios de Seguro Directo Não -
Vida
7010 Prémios processados 720,00
7013 Apólices e actas adicionais 1,25

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR


IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e passivos correntes
4603 Outros impostos e taxas
46030 Imposto de selo
460300 Selo de apólice
4603000 Processados 64,91 46031 Taxa para
bombeiros
460310 Processados 93,76
P/ processamento de recibo n°
31004545
----------------------//-------------------
63 CUSTOS E GASTS DE
EXPLORACAO
630 Custo de Aquisição 6302 De Seguro Directo
Não - Vida
63026 Remunerações e Comissões
630260 Remunerações de Mediação 41
MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros 138,00
4130 Remunerações a pagar
4130.01 Gama, Lda P/ processamento das
remunerações de mediação
----------------------//------------------ 138,00

153
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Seguros
71PREMIOS DE RESSEGURO DIRECTO
711 De Seguro Directo
7110 Prémios
550,00
43 RESSEGURADORES 550,00
433 Outros Resseguradores 433.01 Beta, SA
Crédito ao ressegurador do prémio cedido
------------------------//----------------- -
43 RESSEGURADORES
433 Outros
Resseguradores
433.01 Beta, SA 165,00

72 COMISSOES E PARTICIP. NOS


RESULTADOS DE RESSEGURO
CEDIDO
721 De Seguro Directo Não -Vida 165,00 Debito
ao ressegurador da
comissão de resseguro
------------------12---------------------- -
40 TOMADORES DE SEGUROS
26.042,12
4008 Conta cobrança
40080 Directa
400800 Sede

70 PREMIOS BRUTOS EMITIDOS


701 Prémios de Seguro Directo Não -
Vida
7010 Prémios processados
7013 Apólices e actas adicionais
24.000,00
2,00
46 ACTIVOS E PASSIVOS POR
IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e passivos correntes
4603 Outros impostos e taxas
46030 Imposto de selo
460300 Selo de apólice
4603000 Processados 1.200,10
46032 Taxa para INEM
460320 Processados 240,02
46033 Taxa para INAV
460330 Processados 600,00
154
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
P/ processamento de recibo n°
31004545
-----------------------//-------------------

155
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
71PREMIOS DE RESSEGURO CEDIDO
8.000,00
711 De Seguro Directo Não Vida
7110 Prémios

43 RESSEGURADORES 433 Outros


Resseguradores
433.01 Beta, SA 8.000,003
Crédito ao ressegurador do premio cedido

----------- ------------//--------------------
43 RESSEGURADORES
433 Outros
4
Resseguradores 2.000,00
433.01 Beta, SA

72 COMISSÕES E PARTICIP. NOS


RESULTADOS DE RESSEGURO
CEDIDO
721 De Seguro Directo Não -Vida 2.000,00 Debito
ao ressegurador da
comissão de resseguro
------------------24---------------------
41 MEDIADORES DE SEGUROS
879.92,00
413 Outros Mediadores de Seguros
4130 Remunerações a pagar
4130.01 Gama, Lda
40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Conta cobrança
40081 Indirecta
400801 Correctores
4008100.0 Gama,Lda
879.92,00
1 Debito ao mediador do valor do recibo
cobrado
----------------------//------------------- -
46 ACTIVOS E PASSIVOS POR
IMPOSTOS E TAXAS
460 Activos e passivos correntes
4603 Outros impostos e taxas
46030 Imposto de selo
460300 Selo de apólice
4603000 Processados 64,91
156
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
46032 Taxa para bombeiros
460320 Processados 93,76

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS


E TAXAS

3
40%*20.000,00 = 8.000,00
4
25%*8.000,00 = 2.000,00

157
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
460 Activos e passivos correntes
4603 Outros impostos e taxas
46030 Imposto de selo
460300 Selo de apólice
4603001 Cobrados 64,91
46031 Taxa para bombeiros
460311 Cobrados 93,76
Transferência da 1ª para a 2ª
------------------//-----------------------
41 MEDIADORES DE SEGUROS 138,00
413 Outros Mediadores de Seguros
4130 Remunerações a pagar
4130.01 Gama, Lda

41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Conta Corrente
4132.01 Gama, Lda 138,00
Credito ao mediador das
remunerações de mediação ----- ------------ ---//----
-------------
10 CAIXA E SEUS EQUIVALENTES )ou
DEPOSITO A ORDEM ou
INVESTIMENTOS NAO AFECTOS) 100 Sede

41 MEDIADORES DE SEGUROS 744,63


413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Conta Corrente
4132.01 Gama, Lda Credito ao mediador das
remunerações de mediação
-------------------//--------------------- 744,63
10 CAIXA E SEUS EQUIVALENTES )ou
DEPOSITO A ORDEM ou
INVESTIMENTOS NAO AFECTOS)
50 Sede 26.042,12

40 TOMADORES DE SEGUROS
4008 Conta cobrança
40080 Directa
400800 Sede 26.042,12

158
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
46ACTIVOS E PASSIVOS POR
IMPOSTOS E TAXAS 460 Activos e passivos correntes
4603 Outros impostos e taxas
46030 Imposto de selo
460300 Selo de apólice
4603000 Processados 1.200,10
46032 Taxa para INEM
460320 Processados 240,02 46033 Taxa para INAV
460330 Processados 600,00

46 ACTIVOS E PASSIVOS POR IMPOSTOS E TAXAS


460 Activos e passivos correntes
4603 Outros impostos e taxas
46030 Imposto de selo
460300 Selo de apólice
4603001 Cobrados 1.200,10
46032 Taxa para INEM
460321 Cobrados 240,02 46033 Taxa para INAV
460331 Cobrados 600,00
Transferência da 1ª para a 2ª

------------------------//-----------------

B1) Escrita na Beta, SA (Resseguradoras)


Beira, 10 de Janeiro de N

44 RESSEGURADORES
443 Outros Resseguradores
443.01 Alfa, SA 550,00

70 PREMIOS BRUTOS EMITIDOS


703 Prémios de Resseguro Não Aceite
7030 Não -Vida
Prémios processados
De premio de resseguro 550,00

159
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
68 CUSTOS E GASTOS DE
686 EXPLORAÇÃO
6863 Comissões 165,00
44 Outras Comissões
443
443.01 RESSEGURADORES
Outros
Resseguradores 165,00
Alfa, SA
Pelo processamento
das comissões de
resseguro
------------------//--------
-----------------
44 RESSEGURADORES 8.000,00 8.000,00
443 Outros
443.01 Resseguradores
70 Alfa, SA
703
7030 PREMIOS BRUTOS
EMITIDOS
Prémios de
Resseguro Não
Aceita
Não -Vida
Prémios
Pelo processamento
de prémio de
resseguro
68 CUSTOS E GASTOS DE
EXPLORAÇÃO
686 Comissões

6863 Outras Comissões

2.000,00

44 RESSEGURADORES

443 Outros
Resseguradores
443.01 Alfa, SA

160
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
Pelo processamento 2.000,00 de
das comissões
resseguro

Exercício II

Entre as empresas de seguros ALFA, SA (Ressegurada) e BETA, SA


Resseguradora), ambas com sede em Lisboa, foram estabelecidos os
seguintes trabalhos de resseguro:

i﴿ De excess of loss (excedente de sinistro): no ramo Automóvel, com, por


uma primeira prioridade a cargo da cedente de 750,00 por sinistro;

ii﴿ De Excedentes de capitais: no ramo Incêndios e Elementos de Natureza,


com um pleno de conservação de 5.000,00 e um pleno de aceitação de
100.000,00.

Durante o ano N, nas datas que se incidem, ocorreram na seguradora


Alfa,SA os seguintes factos que de imediato foram comunicados a
resseguradora:

12/03 – Participação de um sinistro do ramo Automóveis com um


custo total estimado de 700,00.

11/04- Participação de um sinistro do ramo Incêndio e Outros


Danos/Incêndio e Elementos de Natureza com um custo total estimado
4.200,00 (nota: a apólice sinistrada tinha um custo seguro de 60.000,00﴿;

15/04-Pagamento pela seguradora directa do sinistro do ramo


Automóvel (ver dia 12/03) com um custo total de 900,00, tendo sido
emitido o cheque n° 654321 sobre o Banco Sul;

09/05-Pagamento por intermédio dos correctores de seguro M.


Lopes, SA do sinistro do ramo Incêndios e Outros Danos/Incêndios e
Elementos da Natureza ver dia 11/04, com um custo total (3.000,00);

Pedido: Considerando que entre as duas seguradoras entre estas e o


mediador não existe qualquer ligação em termo de participação no capital,
reconhecer as operações mencionadas nas escritas de:

a) Alfa, SA
b) Beta, SA

161
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
a)Escrita de Alfa, SA (Seguradora directa e Resseguradora)

60 CUSTOS COM SINISTROS 700,00


601 Custos com Sinistros do Seguro
Directo Não – Vida
6011 Variação das provisões para
sinistros
60111 Outros Seguros
601110 Prestações

31 PROVISAOES TECNICAS DE
RESSEGURO DIRECTO NAO-VIDA
311 Provisões para sinistros
3111 Outros Seguros
31110 Prestações 700,00
Pela provisão constituída

60 CUSTOS COM SINISTROS


601 Custos com Sinistros do Seguro
6011 Directo Não – Vida
60111 Variação das provisões
601110 para sinistros
Outros Seguros
31 Prestações

311 PROVISAOES TECNICAS DE


3111 RESSEGURO DIRECTO NAO-VIDA
31110 Provisões para sinistros
35 Outros Seguros
350 Prestações 4.200,00
3501 Pela provisão constituída

162
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros

PROVISOES RECNICAS DE
60 RESSEGURO CEDIDO NAO-VIDA
605 De Seguro Directo
6050 Provisões para Sinistros
60501 3.850,00
CUSTOS COM SINISTROS
605010 Parte dos Resseguradores no
Custos com Sinistros Não -Vida
De Seguro Directo
Na variação Provisões
para sinistros
Prestações e Outros Custos 3.850,00
P/ Provisão a cargo do
ressegurador

163
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
60 CUSTOS COM SINISTROS
601 Custos com Sinistros de Seguro
Directo Não -Vida 200,00
6011 Variação da Provisão para
sinistros
60111 Outros Custos
601110 Prestações

31 PROVISOES TECNICAS DE 200,00


SEGURO
DIRECTO NAO-VIDA
311 Provisões para Sinistros
3111 Outros Seguros
31110 Prestações P/
Reajustamento da provisão
35 PROVISOES TECNICAS DE
RESSEGURO CEDIDO NAO-VIDA 150,00 350
De Seguro Directo
3501 Provisões para Sinistros

60 CUSTOS COM SINISTROS


605 Parte dos Resseguradores no Custos
com Sinistros Não -Vida
6050 De Seguro Directo
60501 Na variação Provisões para sinistros

605010 Prestações e Outros Custos 150,00 P/


Reajustamento da provisão a cargo do ressegurador
31 PROVISOES TECNICAS DE 900,00
311 SEGURO DIRECTO NAO-VIDA
3111 Provisões para Sinistros 31110 Outros
Seguros

51 DEPOSITO A ORDEM ( ou 23
INVESTIMENTOS NAO AFECTOS)
51.01 Banco Comercial 900,00
N/ Cheque
n°654321
60 CUSTOS COM SINISTROS 900,00
601 Custos com Sinistros de Seguro

164
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
Directo Não -Vida
6010 Montantes Pagos
600101 Outros Seguros 601010 Prestações

60 CUSTOS COM SINISTROS


601 Custos com Sinistros de Seguro
Directo Não -Vida

165
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
6011 Variação da Provisão para
sinistros
60111 Outros Seguros
601110 Prestações 900,00
P/ Transferência da 1ª para 2ª
RESSEGURADORES
43 Outros Resseguradores
433 Beta, SA 150,00
433.01
PROVISOES TECNICAS DE 35
RESSEGURO CEDIDO NAO-VIDA
De Seguro
Directo
Provisão para Sinistros 150,00 350 Debito
ao ressegurador do custo
3501 do sinistro a s/ cargo

60 CUSTOS COM SINISTROS


605 Parte dos Resseguradores nos
Custos com Sinistros Não -
Vida
6050 De Seguro Directo
60501 Na variação da Provisão para sinistros

605010 Prestações e Outros Custos 150,00

60 CUSTOS COM SINISTROS


605 Parte dos Resseguradores no
Custos com Sinistros Não -
Vida
6050 De Seguro Directo
Nos montantes pagos
150,00
60500 P/ transferência da 1ª para 2ª

31 PROVISOES TECNICAS DE
1.100,005 SEGURO DIRECTO NAO-VIDA
311 Provisão para Sinistros
3111 Prestações
166
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
Directo Não -Vida
31110 Outros Seguros 1200,00
Variação da Provisão

60 CUSTOS COM SINISTROS


Outros Seguros
601 Custos com Prestações 1.200,00 Sinistros de Seguro
6011 para sinistros
para sinistros

60111
601110 P/ reajustamento da
Provisão

5
60.000,00/3.000,00 = 55.000,00 / x e x = 2.7500,00
2.750,00-3.850,00 = -1.100,00

167
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
60 CUSTOS COM SINISTROS
605 Parte dos Resseguradores nos
Custos com Sinistros Não - Vida
6050 De Seguro Directo
60501 Na variação da Provisão para

sinistros
605010 Prestações e Outros Custos 1.100,00

35 PROVISOES TECNICAS DE
RESSEGURO CEDIDO NAO-
VIDA
350 De Seguro Directo
3501 Provisão para Sinistros 1.100,00 Pelo
reajustamento da provisão a cargo do
ressegurador 31 PROVISOES TECNICAS DE

311 SEGURO DIRECTO NAO-VIDA


3111 Provisão para Sinistros
31110 Prestações 3.000,00 Outros
Seguros
41 MEDIADORES DE SEGUROS
413 Outros Mediadores de Seguros
4132 Contas Correntes
4132.01 M. Lopes, SA 3.000,00 Pelo crédito ao
mediador do sinistro pago de n/ conta

60 CUSTOS COM SINISTROS


Custos com Sinistros de
Seguro
601 Directo Não -Vida
6010 Montantes Pagos
60101 Outros Seguros
601010 Prestações 3.000,00

60 CUSTOS COM SINISTROS


601 Custos com Sinistros de Seguro
Directo Não -Vida
168
ISCED -
CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros
6011 Variação da Provisão para sinistros
60111 Outros Seguros
601110 Prestações 3.000,00
P/ Transferência da 2ª para a 1ª

43 RESSEGURADORES
433 Outros Resseguradores
433.01 Beta, SA 2.750,00

35 PROVISOES TECNICAS DE

RESSEGURO
CEDIDO NAO- VIDA
350 De Seguro Directo
3501 Provisão para Sinistros
P/ Debito ao ressegurador do sinistro a 2.750,00 s/ cargo
---------------------- //---------
---------------
60 CUSTOS COM
SINISTROS
605 Parte dos Resseguradores nos Custos com Sinistros
Não -Vida
6050 De Seguro Directo
60501 Na variação da Provisão para sinistros

605010 Prestações e Outros Custos 2.750,00

60 CUSTOS COM SINISTROS


605 Parte dos Resseguradores nos Custos com Sinistros
Não -Vida
6050 De Seguro Directo
60500 Nos montantes pagos 2.750,00
P/ Transferência da 1ª a 2ª

c) Escrita na Beta, SA (Resseguradora)

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Seguros
60 CUSTOS COM
SINISTROS
603 Custos com Sinistros de Resseguro
Aceite Não -Vida
6031 Variação da Provisão para sinistros
Prestações
3.850,00
60310
PROVISOES TECNICAS DE
RESSEGURO ACEITE NAO- VIDA
33 Provisão para Sinistros
Outros Seguros
Prestações 3.850,00
331 P/ Provisão constituída
3311
33110

170
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Seguros
60
CUSTOS COM
SINISTROS
603 Custos com Sinistros de Resseguro
Aceite Não -
Vida
6031 Variação da Provisão para sinistros
60310 Prestações 150,00

33 PROVISOES TECNICAS DE
RESSEGURO ACEITE
NAO-VIDA
331 Provisão para Sinistros
3311 Outros Seguros
33110 Prestações 150,00
P/ Provisão
constituída
--------------------- 15-------
----------------
33 PROVISOES TECNICAS DE
RESSEGURO ACEITE
NAO-VIDA
331 Provisão para Sinistros
3311 Outros Seguros 150,00
33110 Prestações
44
RESSEGURADORES
443 Outros Ressegurado 150,00
443.01 Alfa, SA
Credito a resseguradora do sinistro a n/
cargo
------------------------ -//--------
---------------
60 CUSTOS COM SINISTROS
603 Custos com Sinistros de Resseguro
Aceite Não -
Vida
6030 Montantes Pagos
603000 Prestações 150,00
60
CUSTOS COM SINISTROS
603 Custos com Sinistros de Resseguro
Aceite Não -
Vida
6031 Variação da Provisão para sinistros
60310 Prectações 150,00

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P/ Transferencia da 2ª para a 1ª
------------------------//-----------------------
33 PROVISÕES TECNICAS DE
RESSEGURO ACEITE NAO-VIDA
331 Provisão para Sinistros
3311 Outros Seguros
33110 Prestações 1.100,00

60 CUSTOS COM SINISTROS


603 Custos com Sinistros de Resseguro
Aceite Não -Vida
6031 Variação da Provisão para sinistros
60310 Prestações
P/ Reajustamento da Provisão 1.100,00 ------------------- 9/5 --
--------------- 33 PROVISOES TECNICAS DE
RESSEGURO ACEITE
NAO-VIDA
331 Provisão para Sinistros
3311 Outros Seguros
33110 Prestações

44 RESSEGURADORES
443 Outros Ressegurado
443.01 Alfa, SA
Credito a resseguradora do sinistro a n/cargo
----------------------//------------ ---- -
60 CUSTOS COM SINISTROS
603 Custos com Sinistros de Resseguro
Aceite Não -Vida
6030 Montantes Pagos
60300 Prestações

60 CUSTOS COM SINISTROS


603 Custos com Sinistros de Resseguro
Aceite Não -Vida
6031 Montantes Pagos
60310 Prestações
P/ Transferência da 2ª para a 1ª

Exercícios
de Consolidação

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Parte A
1 – Quais são as principais funções da moeda;

2 – Fale da Origem dos Bancos;

Operações de depositos
1- Nunes depositou 300.000,00mt no Banco A nesta cidade, para crédito
da Conta Sol & Mar,lda aberta na própria dependência.

2- Abílio fez um depósito de 150.000,00 no Banco A, na cidade da Beira


para crédito da sua conta;

3- Ana efectuou um depósito de 40.000,00 no Banco A para crédito da


conta do INSS, uma empresa instituição pública na Beira.

4- Safira empregada da empresa Mar,Lda situada na Beira, depositou no


Banco A importância de 200.000,00 referente a receita do dia anterior.
Pretende-se:
a) Lançamento das operações no diário:

5- Zair e Filhos, Lda empresa bem sucedida na cidade da Beira, emprestou


para desconto no Banco A, a sua letra LD/27/2013 de 2.000.000,00
sacada pela Cooperativa dos citadinos da Cidade de Tete nas seguintes
condições: juros de desconto-10.000,00, prazo 6 meses, portes
15000,00, comissão 10/1000.
Requer-se:

a) Apresentação da contabilização de desconto de letra no Banco A-


Beira;
b) Recepção de Livrança;
c) Cobrança e regularização das contas extras patrimoniais e remessas de
credito a agencia remetente;
d) Recepção de registo de aviso de credito na agencia remetente na agencia
da Beira;

6- O Banco A, redesconto no Banco de Moçambique a letra n° LD/65/2013


do seu cliente Mar e Luz,Lda no valor de 400.000,00 para fazer uma
aplicação na Bolsa de Valores local:
Os juros de redesconto ascendem aos 25.000,00.

a) Calculo da operação de redesconto no BM;


b) Contabilização de operações de redesconto no Banco A;

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c) Contabilização da liquidação de redesconto no BM e no Banco A;

7- Ramos Satur empregado da Empresa águas de Nhamatanda EE,


efectuou esta manhã um depósito de 120.000,00 no Banco A- Beira para
crédito da conta Minas de ouro-EE aberta no mesmo Banco em Chimoio;

7- António Cândido depositou hoje no Banco A, um cheque de


100.000,00 no mesmo Banco para crédito da conta de Sara Lima Lda.,
cliente do Banco A;

8- Santos Salazar fez um deposito de cheque de 250.000,00 no Banco A


em Pemba, saque da mesma dependência para credito da conta de
Marinha Lda., cliente do Banco A na cidade da Beira.

9- António Santos acaba de depositar no Banco A nesta cidade um


cheque de 320.000,00 saque do mesmo Banco no Maputo, para
credito da conta do Quiosque do Rio Maria Lda na Beira.

Pretende-se:
b) Lançamento das operações no diário:

Parte B

1- A consciência do risco e uma conquista importante para a boa gestão.


Enfatize;

2- Porque é que o seguro de Acidente de trabalho, é um seguro de


responsabilidade civil.

3- O Sr. João Paulo dirigiu-se a Seguradora Ganhos e Perdas para efectuar


o seguro do seu automóvel de gama alta, acabado de comprar.
Pretendia apenas cobrir os danos causados ao seu veículo, acabado de
comprar.
a) Poderia a seguradora aceitar cobrir apenas este risco?
b) Distinga seguro de responsabilidade civil e seguro de danos
próprios.

4- Em 05 de Fevereiro do ano de 2009, a Náuticos, companhias de seguro,


Sa, empresa com sede na Matola, emitiu o recibo nº 500500/09, a
cobrar pela sede, relativo a apólice nº 9876 do ramo Incêndio e
Elementos da Natureza, da angariação do agente Moises, pessoa

174
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singular, em que o premio total, para um capital seguro de
200.000.00MT,foi calculado com base nos seguintes elementos:
- Taxa de risco………………………..2%
- Encargos……………………………..20%
- Custo da apólice……………….1,25% - Selo da apólice………………………9%
- Taxa para o INEM……………….13%

No dia 18 do mesmo mês o recibo foi cobrado pela seguradora. Pedidos:

a. Calculo do valor do recibo 500500/90, das remunerações de


mediação e dos impostos sobre estas ;
b. Reconhecimento da emissão e cobrança do recibo, sabendo que a
remuneração devida ao mediador e de 15%, e ainda da emissão do cheque
nº 112233 sobre o banco EFG para o pagamento ao mediador das
remunerações de mediação, liquidas da retenção na fonte a taxa de 20% e
imposto de selo de recibo a taxa de 2%.

5 - Ao longo do exercício económico de 2013 a Boa Vida – Companhia de


seguros, realizou as seguintes transacções:

Dia 10/10/13 – Emitiu e enviou o recibo n. 222000/13 do Ramo Não


VidaMulti Risco Habitações, a ser cobrado pela Medmoz,Lda Corrector de
Seguro, cujo prémio total foi calculado com base nos elementos que a
seguir são apresentadas, e simultaneamente processou as remunerações
de mediação com base na tabela em vigor que previa o seguinte:

Comissões de Cobrança – 10%;


Comissões de corretagem – 12.5%;

Outras informações do recibo n. 222000/13;


Taxa do Risco – 2%;
Encargos – 20%;
Imposto de selo da apólice -2%;
Serviços Nacional de Bombeiros – 2.5%;
Capital Seguro – 40.000.000,00mt;
Custo da Apólice – 4000,00mt;

Dia 11/10/13 –Constatou-se que a taxa de risco usada para o cálculo de


prémio total deveria ser agravada em 50% pelo que a seguradora informou
ao Mediador do agravamento do risco.

Dia 12/10/13 – A seguradora emitiu um recibo suplementar com o nr.


300300/13;

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Dia 14/10/13 – O novo recibo é enviado à Medmoz,Lda que no dia seguinte
conseguiu cobrar o valor.

Dia 17/10/13 – O mediador de seguros procede a prestação de contas junto


a seguradora;

Dia 18/10/13 – A seguradora efectua a retenção na fonte do imposto de


selo e do IRPS, Respectivamente, a taxa de 2% e 20%.

Dia 30/10/12 – A Boa Vida - Companhia de seguros,Sa paga as


remunerações devidas ao mediador, liquidas de IRPS e Imposto de Selo.
NB: A tabela de remunerações aos mediadores estabelece as seguintes
taxas.
-Cobrança – 10% -
Corretagem- 12% Pretende-se:
a) Cálculo do valor dos recibos 222000/13 e 300300/13.
b) Lançamento das operações realizadas no Diário da Seguradora.

6- Em 28 de Março de 2011, a empresa de seguros Beta, SA com sede em


Maputo, emitiu o recibo n°45/12, relativa a Angariação de Mediatec,Lda,
um corrector de seguros com base nos seguintes elementos:
Capital ………………..……….600.000.000,00mt
Imposto de selo………….…5%
FUNDAP………………….……2%
INEM…………………………...4%
Custo da apólice………..…800,00mt
Encargos……………………..20%
Tomador de Seguros…….Green Frorestly,lda
Tipo de Seguro …………… Automóveis /Responsabilidade Civil e Danos
pessoais
As remunerações de mediação obedecem a seguinte tabela:
Angariação – 12.5% Corretagem-8%
Cobrança – 10%

DIA 02/02/12 - Contabilização do processo do recibo 45/12

Dia 02/02/12 – Processamento das comissões de medição.

Dia 04/02/12 – O recibo é cobrado Pela Mediatec, Lda e no mesmo dia a


seguradora é comunicada;

Dia 05/02/12 – Crédito ao mediador no valor das comissões a que este tem
direito à luz do contrato de mediação;

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Seguros
Dia 06/02/12 – Em consequência da diminuição exclusão da cobrança de
cobertura de roubo comunicada pelo tomador de seguro, o recibo n°45/12
é estornado e imediatamente, o segurador emite o recibo de estorno em
10%;

Dia 01/05/12 – A Beta, SA paga o recibo de estorno n°67/12.

Dia 03/05/12 – O segurador Calcula o valor da remuneração de Mediação


proporcional ao valor do prémio estornado e daí, debita a conta da
Mediatec;

Dia 06/08/12 – Devido a problemas no funcionamento do sistema


informático de processamento de prémios, o segurador emite,
manualmente, um recibo provisório com n°77/11 para prémio inicial no
valor de 1.250,00 cujo tomador de seguro é Green Forestly.

Dia 08/08/12 – É emitido o recibo definitivo n°88/12 no valor de 1250,00


para regularização do recibo provisório emitido no dia 06/08/12.

Dia 09/08/12 - O segurador paga ao mediador, Mediatec,Lda as comissões


/remunerações a que este tem direito pelo trabalho prestado à margem
do recibo 45/12, líquidos do imposto de selo a taxa de 2% e do IRPS à taxa
de 20%. Para tal emite o cheque n°658 sobre o Banco ABC.

Dia 10/08/12 – A Alfa paga os impostos devidos ao Estado,


nomeadamente, o imposto de Selo da apólice, o imposto de selo do recibo
de comissões e o IRPS retido. No mesmo dia paga ao INEM e ao FUNDAP.
Os impostos foram pagos em numerário e as taxas em cheque sobre o
Banco ABC;

Dia 13/08/12 – A Green Forestly, participa um sinistro (Incêndio da viatura


em pleno parque de estacionamento) cuja avaliação preliminar apontava
para uma perda total da viatura. O valor venal estimado foi de
150.000,00mt;

Dia 20/08/12 - Peritos da Seguradora concluíram que havia lugar para


Salvados cujo valor era de 5.000,00mt. Nesta data o tomador de seguros
rejeitou a proposta da seguradora segundo a qual ele ficaria na posse dos
salvados pelo que estes, ultimamente, ficariam como uma propriedade do
segurador.

7- Entre as empresas Alfa, SA, Beta, SA e Gama, SA, todas com sede em
Maputo, foi estabelecido na apólice n.o 700666 do ramo marítimo e
Transportes/ Mercadorias Transportadas, da angariação do agente de
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Seguros
seguros A. Lemos, pessoa singular, um contrato em regime de co-seguro
com a seguinte repartição, em percentagem, do capital seguro:
- Alfa, SA (líder)..................................................50%; - Beta, SA
...........................................................25%;
- Gama, SA .........................................................25%.

Relativamente a apólice acima referida, cujo recibo de prémio vai ser


cobrado pelos mediadores do contrato, verificaram-se no ano n, nas datas
que se indicam os seguintes factos:

04/01 –Processamento pela líder do recibo n.o 700888, no valor de


52.324,36 Mt, assim decomposto:
- Prémio simples............................................40.000,00 Mt
- Encargos.......................................................8.000,00 Mt
- Prémio comercial............................48.000,00 Mt
- Custo da Apólice........................................ 4,00 Mt
- Prémio Bruto..................................48.004,00 Mt
- Selo da Apólice............................................4.320,36 Mt
- Prémio Total..............................................52.324,36 Mt

- Pocessamento das remunerações de mediação, no valor de 5.600,00 Mt,


assim distribuídas:

- Mediação (10%)..................................4.000,00 Mt
- Cobrança (4%)....................................1.600,00 Mt 5.600,00 Mt

28/01 – Cobrança do recibo n.o 700888 pelo mediador do contrato que de


imediato prestou contas a líder do valor recebido, líquido das
remunerações de mediação respectivas e acrescido do IRS calculado à taxa
de 20% e do imposto de selo calculado à taxa de 2%, impostos estes
incidentes sobre o valor das remunerações de mediação, e que, no caso do
imposto do selo, a percentagem respectiva incide sobre o valor das
remunerações,líquidas do próprio imposto do selo. Nesse sentido, o
mediador juntou ao boletim de prestação de contas o cheque n.o 453278
sobre o Banco Nacional;

16/02 – Liquidação pela líder às restantes seguradoras dos saldos em


dívida, líquidos da comissão de co-gestão de 5% sobre o montante de
prémios de seguro processados. Nesse sentido, foram emitidos os cheques
n.os 123456 e 123457 s/ o Banco Comercial para as seguradores
Beta, SA e Gama, SA, respectivamente;

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04/03 – Processamento pela líder do recibo de estorno n.o 70055 po 20%
do valor do recibo n.o 700888, líquido do custo da apólice, a pagar ao
tomador de seguro C. Costa. Foi igualmente prcessado o estorno das
remunerações respectivas;

16/03 – Pagamento pela líder ao tomador de seguro do recibo de estorno


n.o 70055, mediante a emissão de cheque n.o 123458 sobre o Banco
Comercial;

25/03 – Reconhecimento pela líder dos saldos em dívida pelas restantes


co-seguradoras e pelo mediador de seguros tomando em consideração
que nos pagamentos efectuados pelas seguradoras foi corrigida a
comissão de gestão de co-seguro relativa aos prémios estornados e que no
pagamento efectuado pelo mediador foi considerada a correcção do IRS e
do imposto do selo.

Pedido:Considerando que os factos ocorridos na líder foram de imediato


comunicados às restantes seguradoras e que entre as seguradoras e o
mediador não existe qualquer ligação em termos de participação no
capital social, reconhecer os factos acima nas escritas de: a) Alfa, SA
b) Beta, SA 3

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

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FUNDAÇÃO INSTITUTO DE PESQUISAS CONTÁBEIS, ATUARIAIS E


FINANCEIRAS. Manual de contabilidade das sociedades por ações:
(aplicável também às demais sociedades.). 7. ed., rev. e atual. São Paulo:
Atlas, 2009. RODRIGUES, José Angelo. Gestão de risco atuarial. São Paulo:
Saraiva, 2008.

IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu; GELBCKE, Ernesto Rubens.

MOREIRA, Claudio Filgueiras Pacheco. Manual de contabilidade bancária.


2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2010.

3
Os registos na escrita de Gama, SA seriam em tudo semelhantes aos efectuados na
escrita de Beta, SA.
179
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CURSO: CONTABILID ADE E AUDITORIA; 30 Ano Disciplina/Módulo: Contabilidade Bancária e de
Seguros

MOURAD, Nabil Ahmad. IFRS 4: Introdução à contabilidade internacional


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SILVA, Affonso. Contabilidade e análise econômico-financeira de


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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

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FARIA, Rogério Gomes de. Mercado financeiro: instrumentos e operações.


São Paulo: Prentice Hall, 2003.

FERREIRA, Paulo Pereira. Aspectos atuariais e contábeis das provisões


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FORTUNA, Eduardo. Mercado financeiro: produtos e serviços. 17. ed. Rio de


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