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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ – UECE

FACULDADE DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E LETRAS DE IGUATU – FECLI


CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
DISCIPLINA: FISIOLOGIA VEGETAL
PROF. Ms. RICARDO RODRIGUES

Transporte em plantas
A transpiração e os estômatos
Transporte de água e minerais no xilema
(Revisão)

– O transporte no xilema é o resultado de efeitos


combinados de transpiração, de coesão e de
tensão.

Transpiração, seguida de evaporação das paredes


celulares úmidas nas folhas, resulta em...

Tensão na água restante do xilema devido à...

Coesão da água, que puxa mais água, para repor a


que foi perdida.
Transporte de água e minerais no xilema
(Revisão)

Evaporação da folha

Tensão na película de água

(células com paredes úmidas)

Sucção da água (mantida unida pela sua coesão)

para cima no xilema partir da raiz.


A transpiração e os estômatos

– A evaporação de água refrigera as folhas, mas uma

planta não pode ficar exposta à perda de muita água.

– A perda de água por transpiração é minimizada pela

cutícula das folhas.


A transpiração e os estômatos

Representação esquemática de folha mostrando os caminhos seguidos


pelas moléculas de água da corrente transpiratória,
a partir do xilema de uma nervura menor para as células mesofíticas,
a evaporação da superfície das paredes celulares do mesófilo
e a difusão para fora da folha através da abertura dos estômatos (setas azuis).
A transpiração e os estômatos

– Os estômatos permitem uma conciliação entre

retenção de água e absorção de CO2.

– Um par de células-guarda controla o tamanho da

abertura estomática.
A transpiração e os estômatos

Estômato
em corte
A transpiração e os estômatos

Vista frontal da epiderme


inferior
de uma folha de
Eucalyptus globulus,
em elétron-microscopia de
varredura.
Um único estômato
(flanqueado por
duas células-guarda)
e numerosos
filamentos de ceras
epicuticulares
podem ser vistos aqui.
A transpiração e os estômatos

Estômatos abertos Estômatos fechados


 
Entrada de CO2 na Impossibilidade de
folha por difusão entrada de CO2 na
 folha por difusão
Perda de vapor d’água 
Impossibilidade de
perda de água
A transpiração e os estômatos

Estômato aberto na epiderme Estômato fechado na epiderme


de folhas de pepino de folhas de sálvia
(Cucumis sativus) (Apium petroselium)
A transpiração e os estômatos
Maioria das plantas

Durante o dia Durante a noite


 
Intensidade luminosa Ausência de luz
suficiente para fotossíntese 
 Não ocorre fotossíntese
Estômatos abertos 
Não há necessidade de
carbono

Estômatos fechados
A transpiração e os estômatos

– Estômatos e células-guarda são típicos de

eudicotiledôneas.

– Monocotiledôneas têm células epidérmicas

especializadas associadas às suas células-guarda.

– No entanto, o princípio de operação é o mesmo.


A transpiração e os estômatos

Movimentos estomáticos

resultam das variações da

pressão de turgor nas células-guarda


A transpiração e os estômatos

– Movimentos estomáticos:
Abertura

Acúmulo de solutos nas células-guarda
(diminuição no potencial hídrico)

Movimento osmótico da água
para dentro das células-guarda

Pressão de turgor que ultrapassa a das células
epidérmicas adjacentes
A transpiração e os estômatos

– Movimentos estomáticos:
Fechamento

Diminuição de solutos nas células-guarda
(aumento no potencial hídrico)

Movimento osmótico da água
para fora das células-guarda

Pressão de turgor menor
A transpiração e os estômatos
A transpiração e os estômatos

– Na maioria das plantas, os estômatos estão abertos

durante o dia e fechados à noite.

– As plantas MAC* têm um ciclo estomático invertido,

possibilitando a elas a conservação de água.

(*) MAC  Fenômeno do Metabolismo ácido das crassuláceas


A transpiração e os estômatos

– Fatores que afetam o movimento dos estômatos:

• Concentração do ácido abscísico (ABA)  controle da

entrada de solutos nas células-guarda.

• Concentração de CO2

• Intensidade luminosa

• Temperatura
Referências Bibliográficas

PURVES, W. K. et al. Vida : a ciência da biologia. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.

RAVEN, P. H., EVERT, R. F., EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara

Koogan, 2001.

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Blog do Prof. Ricardo Rodrigues