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TEXTO I - A

GALINHA "Em certo dia de data incerta um galo velho e uma galinha nova encontraram-se no fundo
REIVINDICATIVA de um quintal, entre uma bicada e outra, trocaram impressões sobre como o mundo
estava mudado. O galo, porém, fez questão de frisar que sempre vivera bem, tivera
muitas galinhas em sua vida sentimental e agora, velho e cansado, esperava calmamente
o fim de seus dias.
Ainda bem que você está satisfeito - disse a galinha. - E tem razão de estar, pois é galo.
Mas eu, galinha, fêmea da espécie, posso estar satisfeita? Não posso. Todo o dia pôr
ovos, todo semestre chocar ovos, criar pintos, isso é vida? Mas agora a coisa vai mudar.
Pode estar certo de que vou levar uma vida de galo, livre e feliz. Há já seis meses que
não choco e há uma semana que não ponho um ovo. A patroa,se quiser, que arranje
outra para esses ofícios. Comigo, não, violão!
O velho galo ia ponderar filosoficamente que galo é galo e galinha é galinha e que cada
ser tem sua função específica na vida, quando a cozinheira, sorrateiramente, passou a
mão no pescoço da doidivanas e saiu com ela esperneando, dizendo bem alto: 'A patroa
tem razão: galinha que não choca nem põe ovo só serve mesmo é pra panela'.
Moral: Um trabalho por jornada mantém a faca afastada.
Millôr Fernandes, "Pif-Paf". Edição de O Independente
Responda : 02- O que a galinha quis dizer 03- O narrador diz que o galo é velho e a galinha é nova. Que
a- Narrador: com a pergunta” isso é vida?” importância tem isso para o desenrolar da história?
b- Foco Narrativo: A – ( ) É que o galo tem idade para ser pai da galinha.
c- Espaço: ( ) que a vida é maravilhosa B – ( ) É que o fato do galo ser mais velho lhe dá maior
d- Tempo ( ) que suas atividades são experiência de vida, e a galinha ser nova faz com que seja mais
e- Personagens : protagonista sacrificantes imatura.
antagonista e secundários ( ) que é muito fácil a sua vida C – ( ) É que o galo não serve mais para ser comido e a
f- Clímax: galinha sim.
g- Desfecho D – ( ) É que a galinha era reivindicativa e conseguia tudo o
que queria através de seus manifestos
04- A galinha dessa história, que na verdade 05- Qual mensagem podemos 06- Qual é a diferença entre: galo velho e velho galo.
representa uma mulher, pode ser extrair desse texto?
considerada uma feminista? A – ( ) Que todas as vezes que 07- Como você define a personalidade da galinha?
A – ( ) Não, pois não reclama de nada e reivindicamos somos atendidos.
gosta da vida que leva. B – ( ) Que devemos aceitar tudo
B – ( ) Não, pois aceita sua condição social. calados e nunca reclamarmos de 08- O que a galinha quis dizer com a expressão “vida
C – ( ) Sim, pois acha que os homens nada. de galo”?
poderiam também chocar e servir para a C – ( ) Que devemos ouvir os
panela, como elas. mais velhos. 09- Explique a expressão: “Comigo não, violão!”
D – ( ) Sim, pois considera os homens uns D – ( ) Que cada um deve cumprir
privilegiados. com suas funções específicas, 10- O significa “reivindicar? O que você reivindica?
senão poderá ser punido. Por quê?

TEXTO II - CAUSO E dizem por aí que ali havia um tesouro, escondido na casa de um velhinho todo
mequetrefe.
Uma vez por mês, o velhinho que estava nas últimas, se levantava da cama e ia receber a pensão.
Aproveitando a ausência, alguns ladrões, vindo de Montevidéu, invadiram a casa.
Os ladrões buscaram e buscaram em cada canto. A única coisa que encontraram foi um
baú de madeira, coberto de trapos, num canto do porão. O tremendo cadeado que o
defendia resistiu, invicto, ao ataque das gazuas.
E assim, levaram o baú. Quando finalmente conseguiram abri-lo, já longe dali,
descobriram que o baú estava cheio de cartas. Eram cartas de amor que o velhinho tinha
recebido ao longo de sua longa vida.
Os ladrões iam queimar as cartas. Finalmente decidiram devolvê-las. Uma por semana.
Desde então ao meio-dia de cada segunda-feira, o velhinho se sentava no alto da colina.
E lá esperava que aparecesse o carteiro no caminho. Mal via o cavalo, entre as árvores, o
velhinho desandava a correr. O carteiro, que já sabia , trazia sua carta nas mãos. E até
São Paulo escutava as batidas daquele coração enlouquecido de alegria por receber
cartas de amor. (O livro dos abraços - Eduardo Galeano)
Interpretação
1) Qual era o tesouro do velhinho? 5) Como os ladrões devolveram as cartas do velhinho?

2) As cartas, para o velhinho, eram um tesouro por 6) Receber as cartas fez bem ou mal ao velhinho? Por quê?
que:
( ) continham pedra preciosas escondidas no baú. 7) Se o velhinho estava tão mal assim, como ele desandava a correr
( ) os ladrões poderiam roubar. para receber as cartas que o carteiro entregava toda semana?
( ) tinham valor sentimental.
( ) estavam guardadas num baú, lugar onde se 8) Em sua opinião, o velhinho percebeu que as cartas que ele recebia
guarda tesouro. toda semana já eram deles? Por quê?

3) O texto fala que o velhinho estava nas últimas. O


que significa “ estar nas últimas”? 9) Baseado no texto"Causo"escreva uma carta de amor para o velhinho

4) O que os ladrões esperavam encontrar no baú? 10) Baseado no texto "Causo" escreva um bilhete para o carteiro
falando o velhinho fica .
O DONO DA PORQUINHA PRETA

O pai de Zezinho queria vender a Maninha - porquinha de estimação do filho. Zezinho se revoltou e acabou tomando uma surra
do pai. Decidido, levou a porquinha para um chiqueiro distante de sua casa. Só que naquela noite choveu muito e, no dia
seguinte, o menino saiu em busca da porquinha com medo de que a enchente a tivesse levado.
Descalço foi pelo trilheiro ainda meio molhado, cheio de rastros de bois. Desatou uma corrida. Precisava agir apressadamente.
Saiu na grota. Havia ainda água suja correndo. Foi subindo ali beirando. Notava que a enchente tinha sido arrasadora. Por ali a
Maninha devia ter passado, arrastada pela enchente, morta decerto. O coraçãozinho dele se afligia mais e mais à medida que
ele se aproximava de onde tinha feito o chiqueirinho. Chegou. Parou de estalo. A respiração carregadinha de emoção. Os olhos
arregalados._“Cadê o chiqueirinho?”
Não havia mais nada. A enchente tinha levado tudo. Não havia um pau sequer da cerquinha que ele tinha feito. Certamente a
Maninha tinha sido levada e aquela hora já estava rodando longe no rio Paranaíba. Lá no fundo só havia um poço com água
suja. Os olhos dele começaram a marejar água de choro. - Fiz coisa errada. Falou alto. A voz saiu com lágrimas. Ele
espalhou o pranto do rosto. Agachou. Sentou no capim. Estava suado. O sol tinha se tornado quente. Era uma tristeza muito
grande invadindo a natureza dele. Agora podia apanhar que não tinha importância. Levantou-se. Os olhos ainda borbulhando
lágrimas. “Também não conto pra ninguém. Ela morreu na enchente. Não é minha mais, mas também não vai ser de ninguém.
Nunca mais.” Estava desolado. O azul do céu não valia nada. As flores enfeitiçando a natureza ainda verde também não
valiam coisa alguma. A ilusãozinha dele naquela época da vida era sua porquinha de estimação. Agora não sabia o que fazer. Ir
para casa não podia. Era até perigoso encontrar o pai em casa. Estava tão sem sorte! O jeito era voltar para a escola. Mas não
devia entrar. “Foi o Valtério! Ele é que me fez esconder a Maninha nessa grota pra ela morrer na enchente. Vou voltar lá na
escola e dar outro murro no nariz dele. O Orlando não vai deixar ele me bater.” Levantou a cabeça. Os olhos ainda lagrimando.
Não. Decidiu que ia descer beirando a grota. Talvez a porquinha estivesse presa nalguma forquilha, nalguma galhada ou até
mesmo nalgum buraco no barranco. Decidiu que não ia mesmo entrar na escola e, portanto tinha tempo para ficar bestando por
ali, curtindo aquela tristeza enorme. Decidiu apanhar algumas pedras na pedreira não longe da grota. Caminhou beirando
moitas bastas de capim-jaraguá. - Arruf-ruf-ruf.
Uma porca roncou valentemente numa espessa moita ali perto. Nem parecia o ronco da Maninha, mas era ela sim. Zezinho
quase tinha pisado na cria. - Maninha!? Maninha!? A porquinha parecia estar brava. Bateu queixo. Estava enciumada,
protegendo os leitõezinhos.
- Deu cria, Maninha!? A enchente não te levou, danadinha? Zezinho estremeceu sob o domínio da emoção. Esqueceu de tudo.
Não tinha que brigar com ninguém e tomar mais uma surra do pai não tinha importância. - Maninha, minha nega!
A princípio a porquinha parecia estar enraivecida, tocada de ciúme por causa da cria, mas de repente, ficou calma. Roncou com
ternura. (Jair Vitória. Zezinho, o dono da porquinha preta.)
Vocabulário: 6- Zezinho culpa Valtério da morte de Maninha. Qual sua
Arrasador- destruidor, demolidor, devastador. opinião sobre isso?
basto- cerrado, compacto, fechado.
capim-Jaraguá – erva de origem africana, muito cultivada por 7- Zezinho precisava de alguém que o protegesse e o
ser uma excelente pastagem. amparasse. Que frase do texto expressa isso?
rastro – sinal, vestígio
8- Em dois momentos diferentes, Zezinho sentiu que não tinha
INTERPRETAÇÂO importância apanhar do pai. Explique esses momentos.
1-. Construa uma frase com a expressão “sair de fininho.” a) 1º momento b) 2º momento
2-. Responda:
a) Quem é a protagonista ou personagem principal?
9- Como a porquinha demonstrou amor pelo menino?
b) Qual é o assunto do texto?
3- No 1º parágrafo do texto, Zezinho sai emocionado à
procura de Maninha. Transcreva trechos do texto que 10- O que você faria se estivesse no lugar de Zezinho?
expressam sentimentos de:
a) urgência b) sofrimento c) emoção d) raiva e) susto, medo f) 11- responda
carinho a- Espaço:
4- Por que, depois que a porquinha sumiu, Zezinho não se
importava mais com o “azul do céu” e com as flores 12- foco narrativo ( ) 1ª pessoa ( ) 2º pessoa
enfeitiçando a natureza”?
Por que Zezinho não podia voltar para casa? 13- tempo ( ) cronológico ( ) psicológico
HAVERÁ ÁGUA QUANDO A GENTE FICAR VELHO?
O meu amigo Marcelo está super preocupado. È que ele leu que , do
jeito como a gente trata a água do planeta, pode ser que , no futuro,
quando a gente ficar velho , não exista mais nenhuma gota de água .
De água limpa, pelo menos....
Eu não entendo muito sobre esse assunto, mas acho que ele tem razão
de ficar preocupado.
Você já andou por aí e viu como as pessoas desperdiçam água ? È um
tal de ficar lavando carro com a mangueira ligada o tempo todo ou então
lavando quintal,como se o chão fosse um lugar que devesse ficar limpo
como o prato em que a gente fosse comer.
O pior é quando você passa pelas avenidas marginais e vê o monte de
porcaria que as fábricas jogam na água , como se os rios fossem assim
uma enorme privada.
O mar ? Puxa, há dias que você vai lá , e o mar mais parece um lixão !!!
O que é que as pessoas estão pensando ? Será que elas acham que as
coisas como água nunca acabam ? Pois acabam, sim!!!
Essas pessoas , especialmente as pessoas já grandinhas , parece que
não estão nem um pouco preocupadas com o mundo quem vai ficar para
a gente....
Fernando Bonassi , Em : Vida da gente- Crônicas publicadas no
suplemento folhinha de S.Paulo. Belo Horizonte, MG , 14/02/98

01-Responda baseando-se no texto 03- Lei o trecho:


e nas informações contidas;
a- Título do livro: “... do jeito como a gente trata a água do planeta, pode ser que , no
b- autor: futuro , quando ele ficar velho, não exista mais nenhuma gota de
c- tipos de textos do livro: água.”
d- origem dos textos:
e- título da crônica: Responda
f- editora: a- causa:
g- data: b- conseqüência:

02- Observe o título do texto e a 04- Qual a mensagem que essa crônica apresenta?
data , são atuais ? Isso representa
o que? 05- “O problema de que trata a crônica acontece só no Brasil ou no mundo todo?

06- Observe esta definição:


Crônica texto desenvolvido de forma livre e pessoal , a partir de fatos e acontecimentos
da atualidade
Partindo da definição acima, retire do texto trechos que justifiquem darmos a ele nome de
crônica:
CORRESPONDÊNCIA

Maninho,
Ontem, livre-me pela manhã , à tarde cinemei e à noite, com o papai e a mamãe ,
teatramos . Hoje coleguei , ao meio-dia me leitei e às três papelei-me e canetei-me para
escriturar-te . E paragrafei finalmente aqui porque é hora de adeusar-te pois já estão
cincando.
De teu irmão,
Fratelo.
(Millôr fernandes )

RESPONDA:

01- Por que o texto tem o título de Correspondência ?


02- Circule no texto todas as palavras que o autor inventou.
03- escreva na 1ª coluna as palavras circuladas no texto e,na 2º coluna as palavras
04- Reescreva a carta , substituindo os neologismos por expressões equivalentes
existentes na nossa língua . Acrescente palavras que julgar necessário para tornar o texto
mais coerente.
05- Por que Millôr Fernandes inventou aqueles Neologismos?

SAÚVAS, SACA-SAIAS, LAVA-PÉS

As formigas são a maior população de insetos vivos na Terra. Elas existem


há mais de 100 milhões de anos.
Há mais de 12 mil espécies de formigas. As abelhas e vespas são “primas”
das formigas. Alguns cientistas dizem que as formigas são descendentes
(vieram) das vespas. As espécies mais conhecidas são a saúva cortadeira
de folhas, a lava-pés e a formiga-correição ou saca-saia.
A ferroada da lava-pés provoca muita dor. A saca-saia é caçadora e só come
carne.
As saca-saias formam filas imensas e, se grilos, baratas, lesmas, aranhas
não saírem da frente, são devorados. Outras espécies comem sementes e
cereais (trigo, milho). As formigas são importantes na natureza porque
comem outros insetos, como moscas, besouros ou outras formigas.

TRABALHO EM GRUPO

A diferença entre a formiga rainha e a operária é que a operária não nasce


com asas. Mas ninguém sabe por quê.
As colônias de formigas se parecem com as cidades. Centenas e até
milhares de formigas vivem em um formigueiro.
A formigas operárias sabem trabalhar juntas. Cada uma tem uma atividade.
Algumas delas cuidam das formigas pequenas. Outras mantêm o formigueiro
limpo e há ainda aquelas que guardam a entrada do formigueiro, que são os
soldados. Folhinha, 14/03/97.

01. A finalidade do texto é: 02. As abelhas e vespas são: 03. De acordo com o texto:
a) falar da extinção das formigas. a) “primas” das formigas. a) A diferença entre a formiga rainha e a operária é que a
b) informar sobre as formigas. b) “irmãs” das formigas. operária não nasce sem asas.
c) incentivar a criação de formigas. c) “amigas” das formigas. b) A diferença entre a formiga rainha e a operária é que a
operária não nasce com asas.
c) A diferença entre a formiga rainha e a operária é que a
operária não nasce com antenas.
04. Retire do texto sinônimos das 05.No trecho “Algumas delas 06.As formigas são importantes na natureza porque:
seguintes palavras: cuidam das formigas...”. A a) são a maior população de insetos vivos da Terra.
a) parentes=____________ palavra sublinhada refere-se b) comem outros insetos, como moscas, besouros ou
b) operárias= _________________ a: outras formigas.
a) formiga rainha. c) sabem trabalhar em grupo.
b) formiga saca-saia.
c) formiga operária. 07. Retire do texto antônimos das seguintes palavras:
a) vivem________________
b) limpo________________
c) pequenas __________
Leia
CONTINHO
Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho. Na soalheira danada do meio-dia,
ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um
vigário a cavalo.
— Você, aí, menino, para onde vai essa estrada?
— Ela não vai não: nós é que vamos nela.
— Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
— Eu não me chamo, não, os outros é que me chamam de Zé.
MENDES CAMPOS, Paulo, Para gostar de ler - Crônicas. São Paulo: Ática, 1996,

8. Há traço de humor no trecho

a) “Era uma vez um menino triste, magro”.


b) “ele estava sentado na poeira do caminho”.
c) “Ela não vai não: nós é que vamos nela”.

9. Esse continho tem predominância no sentido figurado ( conotativo) ou sentido formal


( denotativo?
a) conotativo ( )
b) denotativo ( )

A ALUNA
Ano de 2025, EMEF Ambrosio de Matos , completava exatamente 124 anos de existência . O corpo docente era o mesmo há mais ou menos
uns 15 anos, a fama de uma das professoras, a de Geografia, Dona Esmeralda, era horrível, diziam que ela era muito rude, estúpida e
dissimulada. Quando entrei na escola, no ano vigente pude vivenciar o que diziam era realmente verdade, ela gritava e humilhava todos que
não fizessem as lições, ou não entregassem seus trabalhos solicitados, ai de quem respondesse para ela. Então no meio do ano entrou ela...
Uma aluna que eu adorei... Sandra Valente, linda, morena, alta, magra e muito mais muito brava. Logo no primeiro dia ela bateu boca com D.
Esmeralda...
__ Quem é essa fulaninha? Indagou a professora.
___ Sou Sandra Valente. E você quem é? Respondeu Sandra.
Tentamos avisar para não chamar de você D. Esmeralda, mais não deu... Na hora que a professora ouviu se virou furiosa, fez o maior
escândalo e deu a maior bronca em Sandra, daí em diante sempre que ela falava alguma coisa era uma sessão de insultos e humilhação,
tentamos de tudo, fomos falar com o Diretor, falamos com os nossos pais, sempre que D. Esmeralda era chamada na diretoria se fazia de
vitima e até chorava, não agüentávamos mais. Sandra já estava em ponto de enlouquecer era punida em casa e perseguida na escola. O fim
de ano já se aproximava e por mais que Sandra se esforçasse não iria passar de ano até que um dia...
Ela correu até a sala, numa das mãos um papel com a soma das notas, na outra uma lapiseira típica de menina. Ela queria que a ouvissem ,
que a entendessem , queria que acreditassem nela. Mas nada aconteceu,Sandra tinha ido falar com D. Esmeralda:
__ Por favor, me esforcei muito, fui muito elogiada pelo trabalho, até o diretor gostou.
__ Está um lixo, como tudo que você faz! Notas fechadas. Mais sorte no próximo ano. Disse D. Esmeralda e sorriu...
Tomada pela indignação e ódio Sandra não pensou duas vezes ergueu e abaixou a mão enterrando a lapiseira no olho esquerdo da
professora, a mesma quis gritar, mas a mão delicada de Sandra empurrou sua cabeça contra a mesa dando assim fim a sua vida, a poça de
sangue se espalhou pela mesa... a mesma mão escreveu no quadro com “tinta vermelha”
___”MAS SORTE NO PROXIMO ANO!”
Todos nós quando chegamos na sala e nos deparamos com a cena , imediatamente como se tivéssemos combinado , ajudamos Sandra a se
limpar e disfarçar e gritamos de alivio e alegria ...
___ Socorrroooooooo!!! (só para disfarçar ) . Até hoje ninguém sabem que fez essa crueldade com D. Esmeralda....(Andrea Martins Rosa )
Interpretação 02-Qual era a fama da D. Esmeralda?
01-Quais são as personagens:
Protagonista________________________ 03- Responda:
Antagonista_______________________ a- Foco narrativo:_______________
Secundários __________ b-Tempo_____________
c-espaço _________

04- Descreva o conflito A aluna


05- Como Sandra estava se sentindo ? E o resto da turma?
06- Sandra tomou uma atitude radical. Descreva-a?
07- Na sua opinião o que Sandra fez foi certo ou errado?A atitude da menina tem
justificativa? Justifique a sua resposta .
08- E você se fosse da mesma turma , apoiaria a Sandra? Justifique.

MENDIGO
Eu estava diante de uma banca de jornal na avenida, quando a mão do mendigo se estendeu. Dei-lhe uma nota tão suja e amassada quanto a
ele. Guardou-a no bolso, agradeceu com um seco obrigado e começou a ler as manchetes dos vespertinos. Depois me disse:
__ Não acredito um pingo em jornalistas. São muito mentirosos. Mas está certo: mentem para ganhar a vida. O importante é o homem ganhar
a vida, o resto é besteira. Calou-se e continuou a ler as noticias eleitorais:
__ O Brasil ainda não teve um governo que prestasse. Nem rei, nem presidente. Tudo uma cambada só.
Reconheceu algumas qualidades nessa ou naquela figura (aliás, com invulgar pertinência para um mendigo) , mas isso , a seu ver, não queria
dizer nada:
__ O problema é o fundo da coisa, o caso é que o homem não presta. Ora, se o homem não presta, todos os futuros presidentes serão ruins.
A natureza humana é que é de barro ordinário. Meu pai, por exemplo, foi bastante bom. Mas não deu certo ser bom durante muito tempo,
então ele virou ruim. Suspeitando de que eu não estivesse convencido de sua teoria, passou a demonstrar para mim que também ele era um
sujeito ordinário como os outros.
__ O senhor não vê? Estou aqui pedindo esmola, quando poderia estar trabalhando. Eu não tenho defeito físico nenhum e até que não posso
me queixar da saúde. __ Tirei do bolso uma nota de cinco reais e lhe ofereci pela franqueza.
__ Muito obrigado, moço, mas não vá pensar que eu vou tirar o senhor da minha teoria. Vai me desculpar, mas o senhor também no fundo é
igualzinho aos outros. Aliás, quer saber de uma coisa? Houve um homem de fato bom, cem por cento bom. Chamava Jesus Cristo. Mas o
senhor viu o que fizeram com ele. ( Paulo Mendes Campos, O cronista do morro, RJ)
03- Responda sobre os 08- Que característica físicas de um mendigo tradicional
personagens: encontramos na crônica?
protagonista ___________ 09- Segundo o mendigo, qual é a causa principal dos males do
antagonista ________ mundo?
10- Para provar sua teoria o mendigo dá um exemplo . qual é ?
04- Procure no dicionário: 11- segundo o que podemos deduzir das palavras do mendigo ,
a- cambada quem teria direito a exercer a mendicância ?
b- vespertino 12- Qual é a finalidade do uso da palavra aliás presente na fala
c- ordinário do mendigo
“__ Aliás , quer saber de uma coisa ?”
04- O que significa a ( ) indica acréscimo de informações
expressão “estender a mão” ( ) indica retirada de informações
06- Qual é o espaço e ( ) indica pedir desculpas
INTERPRETAÇÃO 13- Segundo o mendigo, Jesus Cristo é uma exceção à sua
01- Qual é o clímax do texto? tempo?
07- O personagem principal teoria? Por quê ?
02- Esse texto tem narrador? 14- “ Mas o senhor viu o que fizeram com ele ?” o que o
( ) sim ( ) não é o mendigo. Qual
característica diferente ele mendigo quer dizes com essa pergunta?
classifique- o ___________
apresenta que geralmente se
espera dos mendigos?

VÓ CAIU NA PISCINA
Noite na casa da serra, a luz apagou . Entra o garoto:
__ Pai, vó caiu na piscina.
__ Tudo bem, filho.
O garoto insiste: __ Escutou o que eu falei pai?
__ Escutei, e daí? Tudo bem.
__ Cê não vai lá?
__ Não estou com vontade de cair na piscina.
__ Mas ela ta lá...
__ Eu sei, você me contou. Agora deixe seu pai fumar
descansado.
__ Ta escuro, pai.
__ Assim é melhor. Eu gosto de fumar no escuro.
Daqui a pouco a luz volta. Se não voltar, dá no
mesmo. Pede à sua mãe para ascender a ela na sala.
Eu fico aqui mesmo, sossegado.
__ Pai...
__ Meu filho, vá dormir. É melhor você se deitar logo.
Amanhã cedinho a gente volta para o Rio, e você
custa muito a acordar. Não quero atrasar a descida
por sua causa.
__ Vó ta com uma vela.
__ Pois então? Tudo bem? Depois ela ascende. COMPREENSÃO
__ já ta acesa.
__ Se está acesa, não tem problema. Quando ela sair 01- O que realmente aconteceu com avó?
da piscina, pega a vela e volta direitinho para casa. 02- Qual alternativa mostra onde é o espaço dessa narrativa?
Não vai errar o caminho, a distância é pequena, e ( )casa na serra
você sabe bem que sua avó não precisa de guia. ( ) num apartamento no Rio de janeir ( ) num clube
__ Por que cê não acredita no que eu digo? [...]
__ Ah, você está me enchendo. Vamos acabar com 03- Escreva o nome das personagens:
isso. Eu acreditei, viu? Estou te dizendo que acreditei. a- O pai
Quantas vezes, você quer que eu diga isso? Ou você · O menino
acha que estou dizendo que acredite mais estou · A avó
mentindo? Fique sabendo que seu pai não gosta de · A mãe
mentir. B- Quem é o antagonista ?
__ Não te chamei de mentiroso.
__ Não me chamou, mas está duvidando de mim. 04- O filho diz : “ta escuro , pai” qual é a reação do pai diante da
Bem, não vamos discutir por causa de uma bobagem. insistência do filho?
Sua avó caiu na piscina, e daí? É um direito dela. Não 05- Qual é alternativa que explica o que provoca humor no texto.
tem nada de extraordinário cair na piscina. Eu só não ( ) o fato de alguém cair na piscina
caio porque estou meio resfriado.. ( ) o erro de interpretação de uma frase.
__ Ô , pai, cê é de morte!!!
O garoto sai, desolado. Aquele velho não compreende 06- Qual é o maior conflito existente na narrativa.?
mesmo nada. Daí a pouco chega a mãe:
__ Eduardo, você sabe que dona Marieta caiu na 07- Como Fátima conseguiu convencer o marido a tirar dona Marieta
piscina? da piscina?08- Que argumentos o pai usou para se desculpar com
__ Até você, Fátima? Não chega o Nelsinho vir com dona Marieta?
essa ladainha? _ Eduardo, está escuro que nem um 08- Que modo de dar a notícia garantiria a compreensão do pai e
breu, sua mãe tropeçou, escorregou e foi parar dentro evitaria o mal-entendido?09- Escreva qual foi a reação da avó ao ser
da piscina, ouviu? Está com a vela acesa na mão, retirada da piscina?
pedindo que tirem ela de lá, Eduardo!!! Não pode sair
sozinha, está com a roupa encharcada, pesando 10- Que fator contribui para dona Marita caísse na piscina?
muito, e se você não for depressa ela vai ter uma 11- Você acha que é mais comum acontecer acidentes quando há
coisa!!!! Ela morre Eduardo!! queda de energia? Por quê ?
__ Como? Por que aquele diabo não me disse isto?
Ele falou apenas que ela tinha caído na piscina, não 12- Além de acidentes, que tipo de transtornos podem acontecer em
explicou que ela tinha tropeçado escorregado e caído. conseqüência da falta de energia?
Saiu correndo, nem esperou a vela, tropeçou e quase
que ia parar também dentro d’água: __ Mamãe, me 13- O mal-entendido aconteceu porque o verbo cair pode ser
desculpe !!! O menino não disse nada direito. Falou só interpretado de varias formas, Que sentido o pai atribui?
que a senhora caiu na piscina. Eu pensei que a ( ) mergulhar
senhora estava se banhando. ( ) arriar
__ Está bem, Eduardo __ disse dona Marieta, ( ) perder a força.
safando-se da água pela mão do filho, e sempre 14- Escreva uma frase , empregando o verbo cair com o mesmo
empunhando a vela que conseguira manter acesa. – sentido atribuído pelo pai do menino.
Mas de outra vez você vai prestar mais atenção no
sentido dos verbos, ouviu? Nelsinho falou direito, você
15- Explique o sentido das palavras destacadas:
é que teve um acesso de burrice, meu filho!!!
a- “até você Fátima? não chega o Nelsinho vir com essa LADAINHA?”
( Carlos Drummond de Andrade)
b- “Eduardo, está escuro que nem BREU ...”
IN TERPRETAÇÃO

Por que os quadrinhos de Caulos lembram o poema de


Gonçalves Dias que você leu?

02- Quem é o narrador da história?

03- Observe os dois últimos quadrinhos:


a- Por que a expressão do sabiá se alterou ?

Obs: existem tipos de balões , os que tem bolinhas perto da


boca indicam pensamentos os que tem uma espécie de setinha
e de fala.
b- Qual tipo de balão foi usado nos dois últimos quadrinhos:?

04- Existem frases que usamos para falar o que acontece


agora , o que já aconteceu , o que irá acontecer:
presente passado futuro

Na quadrinha tem muitas frase, copie :


a- passado:
b- presente
c- agora escreva no futuro:

05- Tanto o poema quanto os quadrinho tratam do mesmo


assunto. Mas existe uma diferença entre a visão que o poeta e
o sabiá têm de sua terra. Que diferença é essa ?

06- Como você interpretaria o ultimo quadrinho?

07- Releia o 2º quadrinho


a- Por que no balão desse quadrinho foram utilizados dois-
pontos e aspas?

b- Por que a frase do balão termina com reticências ?

08- Observe o 4º quadrinho:


a- Por que foi utilizado este tipo de balão?

b- Se o autor utilizasse um balão normal tipo convencional, o


efeito seria o mesmo?

09- Descubra em que quadrinho termina a citação dos versos


de Gonçalves Dias. Como você descobriu?

10- Escreva em cada um dos retângulos palavras que


expressão o sentimento do poeta e do cartunista ao falar de
sua terra natal.
CANÇÃO DO EXÍLIO INTERPRETAÇÃO

Minha terra tem palmeiras, 01-Procure no dicionário os significados da palavra exílio


Onde canta o Sabiá; As aves, aqui
02- No texto, a palavra exílio é usada com qual dos significados?
gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
03- Por que o poema recebeu esse título?
Nosso céu tem mais estrelas
04- O texto traz outras palavras cujo significado você talvez ainda
Nossas várzeas têm mais flores,
não conheça.
Nossos bosques têm mais vida,
a- liste-as em ordem alfabética.
Nossa vida mais amores.
b- procure o significado no dicionário .
Em cismar , sozinho, à noite , 05- Escreva com suas palavras o que, segundo o poeta, sua terra
Mais prazer encontro eu lá ; tem de melhor em comparação à terra onde ele está:
Minha terra tem palmeiras,
06- Qual é a terra , afinal , de que Gonçalves Dias , está falando?
Onde canta o Sabiá
07- Qual é o número de estrofes do poema?
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
08- Qual é o número de versos do poema?
Em cismar—sozinho, à noite—
Mais prazer encontro eu lá;
09- Pinte de amarelo , no texto, todas as rimas...
Minha terra tem palmeiras,
Onde conta o Sabiá
10- Pinte de azul , no poema, todos os versos que se repetem.
Não permita Deus que morra ,
11- O que essas repetições provocam no poema?
Sem que eu volte para lá ;
( ) fica bonito ( ) dão rima ( ) dão ritmo
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
12- Na 1ª estrofe , o poeta se refere ao país com “ minha terra”. Na
Sem qu’inda aviste as palmeiras ,
2ª estrofe , ele substitui por “nossa terra”. Qual é a diferença?
Onde canta o Sabiá. ( Gonçalves Dias)
VIAGENS DE SEMENTES
Sou uma sementinha vaidosa. Vim para este canteiro pelas asas de um passarinho. Ainda bem que caí em uma terra fofa e
estercada e sei que em breve vou inchar, minha casa vai se romper e de mim sairão raízes que me prenderão à terra. Serei
uma planta que crescerá, dará flores, frutos e novas sementes.
Que sorte a minha! Há sementinhas que vêm com o sopro do vento e não caem em terra boa. Caem em terreno arenoso e em
pouco tempo secam e morrem. Há aquelas também que são engolidas pelos pássaros e quando são eliminadas, se caírem em
terra boa, podem também germinar. Elas crescem, transformam-se em plantas viçosas, mas nunca se esquecem de que
fizeram parte do organismo de um animal.
Outro dia, achei muito interessante como várias sementinhas, de uma mesma planta, chegaram até aqui. Elas vieram agarradas
no macacão e no chapéu de um horticultor. Caíram quase todas num dos canteiros vizinhos. Algumas escaparam e caíram na
pedreira. Foram logo tocadas pelo vento que as levou para o mar.
Bom mesmo é ser semeada em sementeiras. Elas vão caindo numa pequena cova coberta por terra fresca e recebem um jato
d’água para umedecê-las. Assim é bom! Recebem todos os cuidados e em pouco tempo já se tornaram mudas. É até bonito ver
todas enfileiradas umas ao lado das outras, salientando um verde bem clarinho.
Viajar é bom! Seja pelo, seja presa nas penas dos pássaros, seja agarrada em roupas ou chapéu de palha; é muito bom viajar.
Contando que caiamos em terra boa, viajar é bom... Graça Batituci
1- Quem narra o texto é: 2- Procure no texto, no quarto parágrafo:
( ) Uma mudinha. a) O sinônimo de curioso: ____________________________________
( ) Uma sementinha. b) O sinônimo de presas: ____________________________________
( ) Uma florzinha. c) Diminutivo de sementes: ________________________________
( ) Uma folhinha.
3- Marque a b) A sementinha do c) O terceiro parágrafo trata de d) Por que é bom ser semeada por
alternativa correta: primeiro parágrafo chegou sementes que... sementeiras?
a) O texto tem: ao canteiro... ( ) são jogadas pelo horticultor. ( ) Porque é mais cômodo.
( ) Seis parágrafos. ( ) tocada pelo vento. ( ) caem em terreno alagado ( ) Porque caem numa pequena
( ) Cinco parágrafos. ( ) pelas pernas de um ( ) são engolidas e eliminadas cova e recebem terra fresca para
( ) Sete parágrafos. pássaro. pelo organismo de animais. cobri-las.
( ) por um agricultor. ( ) Porque elas não precisam viajar.

“ O DIA EM QUE MEU PRIMO QUEBROU A CABEÇA DO MEU PAI”


Vocês precisavam conhecer o meu primo, puxa vida que chato que ele é!
Ele é tão certinho, mas tão certinho, que eu tenho sempre vontade de chutar a canela dele... E nem isso eu posso, que ele é menor que eu e
é faixa marrom de caratê. E joga futebol... ele é goleiro, e tem luva de goleiro e camisa de goleiro e uma joelheira de verdade, que a Juju falou
que é cotoveleira de gente grande e que criança usa joelheira. E na escola? Ganha até do primeiro da classe! Ele sabe tudo só tira 10. Nunca
vai para fora da classe, nunca tem anotação na caderneta. E quando ele vai à minha casa, puxa vida! Meu pai fica dizendo: “Olha como o
Armandinho come espinafre direitinho e cumprimenta todo mundo, não é como você que entra que nem um furacão se falar com ninguém...” E
as canetas do Armandinho não estouram e não sujam a mão dele toda de tinta, os cadernos dele não enrolam nos cantos que nem os meus e
os lápis de cor dele gastam todos iguaizinhos, não ficam que nem os meus que logo acaba o vermelho e acaba o azul. É por isso que eu não
posso nem ouvir falar de Armandinho. E é por isso que quando aconteceu o que eu vou contar eu fiquei me divertindo... Neste dia o
Armandinho já tinha enchido as minhas medidas. Vocês não vão acreditar, mas o Armandinho trouxe flores para a minha avó. Pode ? E ele
veio com uma roupa que eu acho que a minha mãe e a dele compraram no mesmo dia e que era um horror e que eu disse pra minha mãe que
eu mão ia vestir nem que fosse amarrado. E minha mãe e a minha avó só faltavam babar quando viram o Armandinho com aquela roupa de
palhaço.
E na hora do almoço tinha fígado e o desgraçadinho gostava de fígado. E ele tinha ganho o prêmio na escola e tocou piano pra minha mãe
ver e tinha entrado na aula de natação! Quando ele começou a contar que ia à Disneylândia nas férias e que ele tinha ganho um aparelho de
videocassete, eu até levantei da mesa e disse que ia vomitar. E fui pro meu quarto e me tranquei lá em cima e fingi que não ouvi quando
minha mãe me chamou. Mas depois de um tempo eu comecei a ouvir um berreiro, minha mãe falava sem parar e eu fui descendo a escada
devagar e ouvi a minha avó dizer à minha mãe:
-- Foi o Armandinho... Ele quebrou a cabeça do Pacheco...
Eu podia perceber que minha avó ouvia o Armandinho chorando feito um bezerro desmamado. Aí eu fiquei preocupado, que eu nem sabia
que meu pai estava em casa e eu não ouvia a voz dele... “Será que meu pai morreu?” Eu pensei, e fiquei aflitíssimo com essa idéia. E aí eu
cheguei na sala e estava aquela zona! O Armandinho chorando no colo da minha avó. Minha mãe abaixada junto ao piano cantando uma
coisa que eu não sabia o que era. E eu já entrei gritando:
-- Cadê meu pai? Meu pai morreu?
Minha mãe ficou muito assustada e correu para mim:
-- Seu pai morreu? Que é que você está dizendo?
E eu então percebi o que tinha acontecido e comecei a rir que não parava mais. Cheguei a sentar no chão de tanto rir! É que o Armandinho
tinha quebrado a cabeça de gesso que tinha em cima do piano e que era de um tal de Beethoven...
ROCHA, Ruth. Historinhas malcriadas. Rio de janeiro: Salamandra, 1991
Interpretação 5) Explique as expressões grifadas:
1) O narrador participa dessa história? Copie o trecho que “ Neste dia , o Armandinho já tinha enchido as minhas medidas.”
comprova sua resposta.
__________________________________ “ E minha mãe e a minha avó só faltavam babar quando viram o
2) Quantos parágrafos tem o texto? Armandinho com aquela roupa de palhaço.”

3) O que o menino quis dizer com : “ E nem isso eu posso, “Eu podia perceber que minha avó ouvia o Armandinho chorando
que ele é menor que eu e é faixa marrom de caratê “ ? feito um bezerro desmamado”.

4) O primo de Armandinho é organizado com o seu material 6) Na sua opinião, qual é o sentimento que o menino tem pelo
escolar? Que parte do texto justifica a sua resposta? seu primo Armandinho? Por quê?

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