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Q Universo da Química TÓPICOS INTRODUTÓRIOS DE FÍSICO - QUÍMICA

Ensino Superior
U www.fabianoraco.oi.com.br Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.com.br

GASES IDEAIS/PERFEITOS
O gás é um conjunto de moléculas (ou átomos) em movimento permanente e aleatório, com velocidades que aumentam com
a elevação da temperatura.
Suas moléculas são muito separadas umas das outras e seus movimentos são muito pouco perturbados por interações
intermoleculares.

VARIÁVEIS DE ESTADO DE UM GÁS


As propriedades físicas de uma substância definem o seu estado físico. Assim, duas substâncias com as mesmas
propriedades físicas apresentarão no mesmo estado.

Especificamente no caso dos gases, seu estado é definido pelos valores das seguintes propriedades físicas:
• Volume, V.
• Quantidade de matéria, n.
• Pressão, P.
• Temperatura, T.

Na prática, a indicação de apenas 3 dessas propriedades, define a quarta; o que em outras palavras determina que um gás é
descrito por uma equação de estado, que define a relação entre estas quatro variáveis:

P = f (T ,V , n)

Um estudo mais detalhados das variáveis de estado de um gás é importante para a determinação da equação geral dos
gases ideais.

Pressão
A pressão é definida como o resultado de uma força, F , aplicada sobre certa área, A .

F No sistema S.I. a força F é dada em N e a área ( A ) em m 2 . Assim, a pressão será dada em N ⋅ m −2 que equivale à
P=
A unidade pascal, Pa = N ⋅ m −2 .(a)

Além da unidade pascal ( Pa ), do sistema S.I., muitas outras são empregadas na designação da pressão, como as que se
observam no quadro abaixo:

Nomes Relações
bar 1 bar = 105 Pa
atmosfera 1 atm = 101325 Pa
torr 760 Torr = 1 atm = 101325 Pa
milímetro de mercúrio 760 mmHg = 760 Torr = 1 atm = 101325 Pa
libra por polegada 1 psi = 6,894757...Pa

Apesar de se recomendar o emprego das unidades S.I., a pressão padrão para muitas propriedades é definida pelo bar,
que corresponde a 105 Pa , representada por Pθ .

Temperatura
A temperatura, T , é uma propriedade que nos indica o sentido do fluxo de energia através de uma parede rígida e
termicamente condutora. Se a energia passa de A para B, dizemos que A possui uma temperatura mais elevada que B.

(A) (B) T iguais Equilíbrio


térmico
T alta T baixa

As paredes de separação de dois corpos podem ser:

• Diatérmicas: quando se observa uma mudança de estado em dois corpos com diferença de temperatura.
• Adiabáticas: quando não há mudança de estado no contato de dois corpos a diferentes temperaturas.

Nos dias iniciais de termometria (e ainda na prática de laboratório dos dias de hoje), as temperaturas se mediam pelo
comprimento de uma coluna de líquido, como a escala Celsius ( θ ), que representa o 0 (zero) pela altura da coluna de líquido num

a Nas unidades básicas, a força


F é definida pela massa, em kg, versus a aceleração em m ⋅ s −2 , F = m × a , cujo resultado dará uma força
com unidade kg ⋅ m ⋅ s −2 . Ao dividir essa força pela área de sua aplicação, em m 2 , obteremos uma nova unidade para a pressão, igual a
kg ⋅ m −1 ⋅ s −2 .

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capilar mergulhado no gelo sob fusão e o 100 (cem) pela altura da coluna de líquido no capilar mergulhado na água sob ebulição.
Entretanto, como nem todo líquido apresenta um aumento do volume linear com o aumento da temperatura, medidas de temperatura
de um mesmo corpo com termômetros de líquidos diferentes deverão informar temperaturas diferentes.

Para se evitar erros nas medições de temperatura, adota-se uma escala baseada na pressão de um gás perfeito, semelhante
à escala termodinâmica, com unidade em kelvin, K , cuja relação com a escala Celsius é:

T / K = θ / o C + 273,15

ATIVIDADES (A)
1
1. ( ) Considere a aceleração da gravidade igual a 9,81 m ⋅ s −2 e imaginado que a massa de Isaac Newton fosse de 65 kg , calcule a
pressão que ele exerceria sobre o solo: (a) com os pés calçados de botas com a área das solas de 250 cm2 . Expresse o seu
2
resultado em kPa . (b) calçando patins de gelo com área de contato de 2,0 cm . Expresse o seu resultado em MPa .

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 1

(a)

Dados:
(
g = 9,81 m ⋅ s −2 ; m = 65 kg ; A = 250 cm 2 = 250 × 10 −2 m )
2
= 250 ×10 −4 m 2 = 2,50 ×10 −2 m 2

Equações:
F
P = ; w = mg
A

Cálculos:
Pa
F w mg 65 kg × 9,81 m ⋅ s − 2 
( 
)
N
P= = = = −2 2
= 25506  kg ⋅ m ⋅ s − 2 ⋅ m − 2  = 25506 Pa = 25,506 kPa = 26 kPa
A A A 2,50.10 m  

(b)

Dados:
(
g = 9,81 m ⋅ s −2 ; m = 65 kg ; A = 2,0 cm 2 = 2,0 × 10 −2 m )
2
= 2,0 ×10 −4 m 2

Equações:
F
P = ; w = mg
A

Cálculos:
Pa
F w mg 65 kg × 9,81 m ⋅ s − 2 
( 
)
N
P= = = = = 3188250  kg ⋅ m ⋅ s − 2 ⋅ m − 2  = 3188250 Pa = 3,188250 MPa = 3,2 MPa
A A A 2,0.10 − 4 m 2  

2
2. ( ) Calcule a pressão exercida por uma massa de 1,0 kg que pressiona a superfície do solo através de um alfinete cuja área é de
1,0 × 10 −2 mm 2 , expressando o seu resultado em GPa e em atm . Considere a aceleração da gravidade igual a 9,81 m ⋅ s −2 .

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 2
Dados:
g = 9,81 m ⋅ s −2 ; m = 1,0 kg
A = 1,0.10 −2 mm 2 = 1,0.10 −2 × (10 −3 m) = 1,0.10 −2 ×10 −6 m 2 = 1,0.10 −8 m 2
2

Equações:
F
P = ; w = mg
A

Cálculos:
1ª. Parte
Pa
F w mg 1,0 kg × 9,81 m ⋅ s − 2 
( 
)
N
P= = = = −8 2
= 9,8.10 8  kg ⋅ m ⋅ s − 2 ⋅ m − 2  = 9,8.10 8 Pa = 0,98 GPa
A A A 1,0.10 m  

2ª. Parte
1 atm = 101325 Pa
0,98.10 9 Pa ×1 atm
X − − − 0,98.10 9 Pa ⇒ X = = 9671,85 atm = 9,7.10 3 atm
101325 Pa

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3
3. ( ) Deduza a equação da pressão na base de uma coluna de líquido de densidade (massa específica) ρ e altura h na
superfície da Terra.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 3
Equações:
ρ = ; h = altura
F w mg ; m
P= = =
A A A V

1ª. Parte – Incluindo a densidade na equação da pressão:


m
ρ = ⇒ ρV = m
V
mg ρVg
P= ⇒P=
A A

2ª. Parte – Incluindo a altura:


V = A× h
ρVg ρAhg
P= ⇒P= ⇒ P = ρgh
A A
4
4. ( ) Deduza a equação da pressão na base de uma coluna de líquido, de comprimento l e densidade ρ , fazendo um ângulo θ
com a vertical.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 4
Comentário:
A pressão na base da coluna inclinada é dada pela decomposição da força peso, w . A força peso sobre a base da coluna é o cateto
adjacente ao ângulo θ , assim, F = w cos θ ⇒ F = mg cos θ .

1ª. Parte – Incluindo a força F :


F mg cos θ
P= =
A A

2ª. Parte – Incluindo a densidade:


m
ρ = ⇒ ρV = m
V
mg cos θ ρgV cos θ
P= =
A A

3ª. Parte – Incluindo o comprimento:


V = A× l
ρV cos θ ρgAl cos θ
P= = ⇒ P = ρgl cos θ
A A
5
5. ( ) Exprima 25,00°C em kelvin.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 5
T = θ + 273,15 = 25,00 + 273,15 = 298,15 K

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AS LEIS DOS GASES PERFEITOS


LEI DE BOYLE
A temperatura constante, a pressão de uma amostra de gás é inversamente proporcional ao seu volume e vice-versa:
vice
1 1
Pα Vα
V P

Considerando-sese fixas a quantidade de gás, n = cons tan te , e a temperatura, T = cons tan te , aumentando-se
aumentando a pressão sobre
o gás seu volume irá diminuir na mesma proporção e o produto pressão versus volume será constante:

PV = cons tan te

Ao comprimir uma amostra de gás à metade de seu volume, o número de moléculas do gás que irá colidir com as paredes do
recipiente dobrará, por isso a força média sobre as paredes do recipiente dobra, dobrando, por conseguinte a pressão. Assim,
duplicando-se a pressão para 2 P , o volume será reduzido à metade, V e o produto 2 P × V = PV = cons tan te .
2 2
Graficamente, teremos:

ou
b
As curvas hiperbólicas ( ) do primeiro gráfico indicam temperaturas fixas e por isso recém o nome de isotermas do gás.

Limitação da Lei de Boyle


Estudos recentes verificaram que a Lei de Boyle só se aplica a gases submetidos a pressões que tendem a zero, P → 0 ,
pois nessa condição as moléculas estão muito afastadas umas das outras e, em média, uma não exerce influência sobre a outra,
deslocando-se independentemente.

LEI DE CHARLES OU LEI DE GAY-LUSSAC


GAY
A pressão constante, o volume aumenta linearmente com a temperatura.
tempe
V = cons tan te × T (a pressão constante) ou
P = cons tan te × T (a volume constante)

O aumento da temperatura provoca o aumento na velocidade média das moléculas. Mantendo-se


Mantendo o volume constante
(recipiente de paredes rígidas), a freqüência das colisões das moléculas do gás sobre as paredes do recipiente aumentam,
aumentando-se,
se, assim, a força e conseqüentemente a pressão.

Caso a pressão seja constante, o aumento da temperatura provoca a dilatação do gás, empurrando o êmbolo dos sistema e
provocando
ovocando o aumento do volume ocupado pelo gás.

O gráfico abaixo representa a variação de volume de uma quantidade fixa de gás com a temperatura quando a pressão é
constante. Por extrapolação, nota-sese que todas as isóbaras (linhas onde a pressão é constante),
e), tendem a um zero de temperatura
igual a − 273,15 o C ou 0 K (escala termodinâmica).

b Sempre que fizermos y contra x, sendo xy = constante, a representação será de uma hipérbole.

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O próximo gráfico ilustra a aplicação da Lei de Charles (Gay-Lussac)


(Gay Lussac) para um gás encerrado em recipiente de paredes
rígidas (volume constante), mostrando que a pressão também varia linearmente com a temperatura. Cada linha representa uma
isócora (linhas onde
de o volume é constante) do gás.

PRINCÍPIO DE AVOGADRO ( ) c

Volumes iguais de gases, nas mesmas condições de temperatura e pressão, contêm o mesmo número de moléculas.
V = cons tan te × n (pressão e temperatura constantes)

COMBINANDO AS LEIS DOS GASES PERFEITOS


Combinando-sese as leis de Boyle ( PV = cons tan te ), de Charles ou Gay-Lussac ( V = cons tan te × T e P = cons tan te × T ) e o
princípio de Avogadro, teremos:

PV = nRT

A constante R é chamada de constante dos gases perfeitos e tem o mesmo valor para todos os gases, de acordo com os
valores da tabela abaixo:
8,31447 Pa ⋅ m 3 ⋅ K −1 ⋅ mol −1 (S.I.) 8,31447 J ⋅ K −1 ⋅ mol −1
8,20574 × 10 −2 L ⋅ atm ⋅ K −1 ⋅ mol −1 62,364 L ⋅ torr ⋅ K −1 ⋅ mol −1
−2 −1 −1
8,31447 × 10 L ⋅ bar ⋅ K ⋅ mol 1,98721cal ⋅ K −1 ⋅ mol −1

ATIVIDADES (A)
6
6. ( ) Num certo processo industrial, o nitrogênio é aquecido a 500 K num vaso de volume constante. Se o gás entra no vaso a
100 atm e 300 K , qual a sua pressão, em atm, na temperatura de trabalho, se o seu comportamento for o de gás perfeito?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 6
Dados:
T2 = 500 K ; P2 = ?? ; T1 = 300 K ; P1 = 100 atm

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 100 atm × V PV 100 atm × V × 500 K
= ⇒ = 2 ⇒ = P2 ⇒ P2 = 167 atm
T1 T2 300 K 500 K 300 K × V

7
7. ( ) Que temperatura termodinâmica teria a amostra de nitrogênio mencionada se a sua pressão fosse de 300 atm ?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 7
Dados:
T2 = ?? ; P2 = 300 atm ; T1 = 300 K ; P1 = 100 atm

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 100 atm × V 300 atm × V 300 atm × V × 300 K
= ⇒ = ⇒ T2 = ⇒ T2 = 900 K
T1 T2 300 K T2 100 atm × V

c O princípio de Avogadro não é uma lei, pois necessita da comprovação da existência de moléculas.

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ATIVIDADES (B)
8
8. ( ) Uma amostra de ar ocupa 1,0 L a 25o C e 1,00 atm . Que pressão, em atm, é necessária para comprimi-la a 100 cm 3 , nessa
temperatura?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 8
Dados:
P1 = 1,00 atm ; V1 = 1,0 L ; T1 = 25o C = 298,15 K ; P2 = ??? ; V2 = 100 cm 3 = 0,100 L ; T2 = 25o C = 298,15 K

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 1,00 atm × 1,0 L P2 × 0,100 L 1,00 atm × 1,0 L × 298,15 K
= ⇒ = ⇒ P2 = ⇒ P2 = 10 atm
T1 T2 298,15 K 298,15 K 298,15 K × 0,100 L

9
9. ( ) Uma amostra de dióxido de carbono gasoso ocupa 2,0 dm 3 a 20o C e 104 kPa . Que pressão, em kPa, é necessária para
comprimi-la a 250 cm 3 , nessa temperatura?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 9
Dados:
P1 = 104 kPa ; V1 = 2,0 dm 3 = 2,0 L ; T1 = 20 o C = 293,15 K ; P2 = ??? ; V2 = 250 cm 3 = 0,250 L ; T2 = 20 o C = 293,15 K

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 104 kPa × 2,0 L P2 × 0,250 L 104 kPa × 2,0 L × 293,15 K
= ⇒ = ⇒ P2 = ⇒ P2 = 832 kPa
T1 T2 293,15 K 293,15 K 293,15 K × 0,250 L

10
10. ( ) Seria possível que uma amostra de 131 g de xenônio gasoso, num vaso de volume igual a 1,0 L , exercesse uma pressão de
20 atm , a 25o C , se o seu comportamento fosse de um gás perfeito? Em caso negativo, qual seria a pressão do gás?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 10
Dados:
−1 −1 ;
P = ???(20 atm ???); V = 1,0 L ; n = m = 131 g
= 0,998 mol R = 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol ⋅ K T = 25 C = 298,15 K
; o

M 131,29 g ⋅ mol −1

Equações:
PV = nRT

Cálculos:
nRT 0,998 mol × 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 298,15 K
PV = nRT ⇒ P = = = 24 atm
V 1,0 L
Não seria possível, pois a pressão nas condições do problema seria igual a 24 atm

11
11. ( ) Seria possível que uma amostra de 25 g de argônio gasoso, num vaso de volume igual a 1,5 L , exercesse uma pressão de
o
2,0 bar , a 30 C , se o seu comportamento fosse de um gás perfeito? Em caso negativo, qual seria a pressão do gás?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 11
Dados:
P = ???(2,0 bar ???); V = 1,5 L ; n = m = 25 g −1
= 0,63 mol R = 0,0831447 bar ⋅ L ⋅ mol ⋅ K
; −1 ;
T = 30 o C = 303,15 K
M 39,948 g ⋅ mol −1

Equações:
PV = nRT

Cálculos:
nRT 0,63 mol × 0,0831447 bar ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 303,15 K
PV = nRT ⇒ P = = = 11 atm
V 1,5 L
Não seria possível, pois a pressão nas condições do problema seria igual a 11 bar .

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12
12. ( ) Um gás perfeito sofre uma compressão isotérmica que reduz de 2,20 L o seu volume. A pressão final do gás é 3,78 × 103 torr
e o volume final é de 4,65 L . Calcule a pressão inicial em (a) torr e (b) atm.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 12
Comentários:
Conforme o problema proposto, o volume do gás reduz de 2,2 L , isto é, V2 = V1 − 2,2 L . Como V2 = 4,65 L , temos que V1 = 6,85 L .

Dados:
P1 = ??? ; V1 = 6,85 L ; T1 = T ; P2 = 3,78.103 torr ; V2 = 4,65 L ; T2 = T

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
a) P1V1 P2V2 P × 6,85 L 3,78.103 torr × 4,65 L 3,78.103 torr × 4,65 L × T
= ⇒ 1 = ⇒ P1 = ⇒ P1 = 2,57 ktorr
T1 T2 T T 6,85 L × T
b) 1 atm = 760 torr
X − − − 2,57.103 torr ⇒ x = 3,38 atm

13
13. ( ) Um gás perfeito sofre uma compressão isotérmica que reduz de 1,80 dm 3 o seu volume. A pressão final do gás é
1,48 × 10 3 torr e o volume final é 2,14 dm 3 . Calcule a pressão inicial do gás em (a) torr e (b) bar.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 13
Comentários:
Conforme o problema proposto, o volume do gás reduz de 1,80 dm 3 , isto é, V2 = V1 − 1,80 dm 3 . Como V2 = 2,14 dm 3 , temos que
V1 = 3,94 dm 3 = 3,94 L .

Dados:
P1 = ??? ; V1 = 3,94 L ; T1 = T ; P2 = 1,48.103 torr ; V2 = 2,14 L ; T2 = T

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
a) P1V1 P2V2 P × 3,94 L 1,48.103 torr × 2,14 L 1,48.103 torr × 2,14 L × T
= ⇒ 1 = ⇒ P1 = ⇒ P1 = 8,04.10 2 torr
T1 T2 T T 3,94 L × T

b)
101325 Pa = 1 atm = 760 torr 1 bar = 750,06 torr
1 bar = 10 Pa 10 5 Pa (= 1 bar) − − − − X
5
X − − − 8,04.10 2 torr
X − − − 750,06 torr X = 1,07 bar

14
14. ( ) A que temperatura deve ser resfriada, a partir de 25o C , uma amostra de 1,0 L de um gás perfeito a fim de que seu volume
fique reduzido a 100 cm 3 ? Considere pressão constante.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 14
Dados:
P1 = P ; V1 = 1,0 L ; T1 = 25o C = 298,15 K ; P2 = P ; V2 = 100 cm 3 = 0,100 L ; T2 = ???

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 P × 1,0 L P × 0,100 L P × 0,100 L × 298,15 K
= ⇒ = ⇒ T2 = ⇒ T2 = 30 K
T1 T2 298,15 K T2 P × 1,0 L

15
15. ( ) A que temperatura deve ser resfriada, a partir de 35o C , uma amostra de 500 mL de um gás perfeito a fim de que seu
volume fique reduzido a 150 cm 3 ? Considere pressão constante.

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RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 15
Dados:
P1 = P ; V1 = 500 mL = 0,500 L ; T1 = 35o C = 308,15 K ; P2 = P ; V2 = 150 cm 3 = 150 mL = 0,150 L ; T2 = ???
Obs.:Neste problema não há necessidade de transformar o volume para litros.

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 P × 0,500 L P × 0,150 L P × 0,150 L × 308,15 K
= ⇒ = ⇒ T2 = ⇒ T2 = 92,4 K
T1 T2 308,15 K T2 P × 0,500 L

16
16. ( ) Um pneu de automóvel foi cheio até a pressão de 24,0 lb ⋅ in -2 ( 1,00 atm = 14,7 lb ⋅ in -2 ) num dia em que a temperatura era de
− 5 o C . Qual será a pressão, em lb ⋅ in -2 , no pneu num dia em que a temperatura estiver em 35o C , na hipótese de não haver
fuga do ar e de o volume ser constante? Que complicações devem ser levadas em conta numa situação real?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 16
Dados:
P1 = 24,0 lb ⋅ in −2 ; V1 = V ; T1 = −5 o C = 268,15 K ; P2 = ??? ; V2 = V ; T2 = 35o C = 308,15 K

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 24,0 lb ⋅ in −2 × V P ×V 24,0 lb ⋅ in −2 × V × 308,15 K
= ⇒ = 2 ⇒ P2 = ⇒ P2 = 27,6 lb ⋅ in −2
T1 T2 268,15 K 308,15 K 268,15 K × V

17
17. ( ) Uma amostra de hidrogênio gasoso tem a pressão de 125 kPa na temperatura de 23o C . Qual a pressão, em kPa, do gás na
temperatura de 11o C ? Considere a amostra num recipiente de volume fixo.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 17
Dados:
P1 = 125 kPa ; V1 = V ; T1 = 23o C = 296,15 K ; P2 = ??? ; V2 = V ; T2 = 11o C = 284,15 K

Equações:
P1V1 P2V2
=
T1 T2

Cálculos:
P1V1 P2V2 125 kPa × V P ×V 125 kPa × V × 284,15 K
= ⇒ = 2 ⇒ P2 = ⇒ P2 = 120 kPa
T1 T2 296,15 K 284,15 K 296,15 K × V

18
18. ( ) Uma amostra de 225 mg de neônio ocupa 3,00 L a 122 K . Use a lei do gás perfeito para calcular a pressão do gás em atm.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 18
Dados:
P = ??? ; V = 3,00 L ; n = m = 225.10 g = 11,1.10 −3 mol ; R = 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 ; T = 122 K
-3

M 20,180 g ⋅ mol −1

Equações:
PV = nRT

Cálculos:
nRT 11,1.10-3 mol × 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 122 K
PV = nRT ⇒ P = = = 3,70.10 −2 atm
V 3,00 L

19
19. ( ) Para o aquecimento de uma casa, consomem-se 4,00 × 103 m 3 de gás natural por ano. Admita que o gás seja o metano,
o
CH 4 , e que se comporta como um gás perfeito nas condições deste problema, que são 1,00 atm e 20 C . Qual a massa, em kg,
de gás consumida?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 19

Química Não se Decora, Compreende! - 9


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U www.fabianoraco.oi.com.br Professor Fabiano Ramos Costa – fabianoraco@oi.com.br

Comentários:
A massa molar do metano, CH 4 , a ser empregada será: M = (1 × 12,011 + 4 × 1,0079) g ⋅ mol −1 = 16,0426 g ⋅ mol −1 .

Dados:
P = 1,00 atm ; V = 4,00.103 m 3 = 4,00.10 3 × 1000 L = 4,00.103 × 103 L = 4,00.10 6 L ;
m m ; R = 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 ; T = 293,15 K
n= =
M 16,0426 g ⋅ mol −1

Equações:
PV = nRT

Cálculos:
mRT PVM 1,00 atm × 4,00.10 6 L × 16,0426 g ⋅ mol -1
PV = nRT ⇒ PV = ⇒m= = = 2,67.103 kg
M RT 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 293,15 K

20
20. ( ) Numa experiência para determinar um valor exato da constante dos gases perfeitos, R , um estudante aqueceu um vaso de
o o
20,000 L , cheio com 0,25132 g de hélio gasoso, a 500 C , e mediu a pressão num manômetro de água, a 25 C , encontrando
206,402 cm de água. A densidade da água, a 25 C , é 0,99707 g ⋅ cm −3 e a aceleração da gravidade local igual a 9,80674 m ⋅ s −2 .
o

−1 −1
Calcule o valor de R , em J ⋅ mol ⋅ K , a partir desses dados.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 20
Comentários:
A pressão do gás será determinada pela expressão P = ρgh . Como o problema exige uma resposta em J ⋅ mol −1 ⋅ K −1 e sabendo que
J = Pa ⋅ m 3 , deve-se alterar as unidades da densidade e da altura h da coluna de água para kg e m , conforme se observa na
seqüência abaixo. O volume do gás também deverá ser convertido para m3 .
ρ = 0,99707 g ⋅ cm −3 = 0,99707.10 −3 kg ⋅ cm −3 = 0,99707.10 −3 kg ⋅ (10 −2 m) −3 = 0,99707.10 −3 kg ⋅ 106 m −3 = 0,99707.103 kg ⋅ m −3
h = 206,402 cm = 206,402.10 −2 m V = 20,000 L = 20,000.10 −3 m 3

Para a pressão do gás,


N

P = ρgh = 0,99707.103 kg ⋅ m −3 × 9,80674 m ⋅ s −2 × 206,402.10 −2 m = 2,0182.10 4 kg ⋅ m ⋅ s -2 ⋅ m -3 ⋅ m = 2,0182.104 N ⋅ m -2 = 2,0182.10 4 Pa

Dados:
P = 2,0182.10 4 Pa ; V = 20,000.10 −3 m 3 ; n = m = 0,25132 g = 6,2789.10 −2 mol R = ??? T = 773,15 K
; ;
M 4,0026 g ⋅ mol −1

Equações:
PV = nRT ; P = ρgh

Cálculos:
PV 2,0182.104 Pa × 20,000.10 −3 m 3
PV = nRT ⇒ R = = = 8,3147 Pa ⋅ m 3 ⋅ mol −1 ⋅ K −1 = 8,3147 J ⋅ mol −1 ⋅ K −1
nT 6,2789.10 −2 mol × 773,15 K J

21
21. ( ) Os seguintes dados foram obtidos para o oxigênio a 273,15 K . A partir deles calcule o melhor valor da constante dos gases
R e também o melhor valor da massa molar do O2 , aplicando-se o teste Q com confiança de 95%.
P / atm 0,750000 0,500000 0,250000
Vm /( L ⋅ mol −1 ) 29,9649 44,8090 89,6384
ρ /( g ⋅ L−1 ) 1,07144 0,714110 0,356975
Veja teste Q na apostila Teoria nas Práticas de Química, no endereço: http://www.fabianoraco.oi.com.br/tecnico.htm

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 21
Equações:
V PVm ; m nM ρV
PV = nRT ⇒ P = RT ⇒ PVm = RT ⇒ R = ρ= = ⇒ = M ⇒ M = ρVm
n T V V n

Cálculos:
Para R
• Dados 1: PVm 0,750000 atm × 29,9649 L ⋅ mol −1
R= = = 0,082276 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1
T 273,15 K
• Dados 2: PVm 0,500000 atm × 44,8090 L ⋅ mol −1
R= = = 0,082023 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1
T 273,15 K
• Dados 3: PVm 0,250000 atm × 89,6384 L ⋅ mol −1
R= = = 0,082041atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1
T 273,15 K

Química Não se Decora, Compreende! - 10


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• Rejeitando-se o primeiro resultado com aplicação do teste Q com confiança de 95%, o valor médio da constante será
0,082032 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 . Veja teste Q na apostila Teoria nas Práticas de Química, no endereço
http://www.fabianoraco.oi.com.br/tecnico.htm
Para M
• Dados 1: M = ρVm = 1,07144 g ⋅ L−1 × 29,9649 L ⋅ mol −1 = 32,1056 g ⋅ mol −1
• Dados 2: M = ρVm = 0,714110 g ⋅ L−1 × 44,8090 L ⋅ mol −1 = 31,9986 g ⋅ mol −1
• Dados 3: M = ρVm = 0,356975 g ⋅ L−1 × 89,6384 L ⋅ mol −1 = 31,9987 g ⋅ mol −1
• Rejeitando-se o primeiro resultado com aplicação do teste Q com confiança de 95%, o valor médio da massa molar será
31,9987 g ⋅ mol −1 . Veja teste Q na apostila Teoria nas Práticas de Química, no endereço
http://www.fabianoraco.oi.com.br/tecnico.htm

MISTURA DE GASES IDEAIS – LEI DE DALTON


A pressão exercida por uma mistura de gases é a soma das pressões parciais dos gases.

A pressão parcial de um gás perfeito numa mistura é a mesma se esse gás estivesse sozinho no recipiente, sob mesma
temperatura.

+ N2(g)
H2(g) N2(g) H2(g)

P = 25 kPa P = 80 kPa P = 105 kPa


V V V
T T T
n n n

Portanto, podemos equacionar que: P = PA + PB + ... , para uma mistura de gases A , B , ...

Como a equação geral dos gases perfeitos/ideais é PV = nRT , a pressão exercida pelo gás A será PAV = n A RT , a pressão
exercida pelo gás B será PBV = n B RT e assim sucessivamente. Reunindo-as para se obter a pressão total da mistura desses gases
ideais:
n A RT n B RT RT
P = PA + PB + ... = + + ... = (n A + n B + ...)
V V V
Isto demonstra que a pressão total da mistura de gases ideais, depende exclusivamente da quantidade de matéria de cada
um dos gases presentes na mistura.

Considerando-se, então, 1 mol de gás hidrogênio e 3 mol de gás nitrogênio constituindo uma mistura, teremos uma
quantidade de matéria total igual a 4 mol de gases, determinando uma fração em quantidade de matéria, X , (antiga fração molar)
igual a 0,25 para o gás hidrogênio e de 0,75 para o gás nitrogênio:
nH 2 1 mol
X H2 = = = 0,25
ntotal 4 mol
nN2 3 mol
X N2 = = = 0,75
ntotal 4 mol
Em qualquer mistura de gases, a soma das frações em quantidade de matéria sempre resultará em 1:
X A + X B + ... = 1
Como a pressão total da mistura é uma contribuição de cada pressão parcial dos gases que a compõem, podemos encontrar
a pressão parcial de um gás A pela expressão PA = X A × Ptotal .

ATIVIDADES (A)
22
22. ( ) Um recipiente de volume 10,0 L contém 1,00 mol de N 2 e 3,00 mol de H 2 , a 298 K . Qual a pressão total, em atmosferas,
se cada componente e a mistura comportarem-se como um gás perfeito?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 22
Dados:
V = 10,0 L ; n( N 2 ) = 1,0 mol ; n( H 2 ) = 3,0 mol ; T = 298 K ; Pt = ?? ; R = 8,20574.10−2 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1

Equações:
n RT
Pt = t
V

Cálculos:

Química Não se Decora, Compreende! - 11


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nt RT (1,00 + 3,00)mol × 8,20574.10 −2 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 298 K


Pt = = = 9,78 atm
V 10,0 L

23
23. ( ) Calcule a pressão total quando se injetarem no recipiente mencionado no exercício anterior, ainda contendo H 2 e N 2 ,
1,00 mol de N 2 e 2,00 mol de O2 , a 298 K .

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 23
Dados:
V = 10,0 L ; n( N 2 ) = 1,0 mol + 1,0 mol = 2,0 mol ; n( H 2 ) = 3,0 mol ; n(O2 ) = 2,0 mol ; T = 298 K ; Pt = ?? ; R = 8,20574.10−2 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1

Equações:
n RT
Pt = t
V

Cálculos:
n RT (3,0 + 2,0 + 2,0)mol × 8,20574.10 −2 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 298 K
Pt = t = = 17,1 atm
V 10,0 L

24
24. ( ) A percentagem ponderal (isto é, em massa) do ar seco, ao nível do mar, é aproximadamente 75,5% de N 2 , 23,2% de O2 e
1,30% de Ar . Qual é a pressão parcial de cada componente quando a pressão total é igual a 1,00 atm ?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 24
Dados:
m( N 2 ) = 75,5 g ; m(O2 ) = 23,2 g ; m( Ar) = 1,30 g ; Px = ?? ; Pt = 1,00 atm

Equações:
m; n ;
n= X a = a Pa = X a Pt
M nt

Cálculos:
Nitrogênio Oxigênio Argônio
m 75,5 g m 23,2 g m 1,30 g nt = 3,46 mol
n= = = 2,70 mol n= = = 0,725 mol n= = = 0,0325 mol
M 28,014 g ⋅ mol −1 M 31,998 g ⋅ mol −1 M 39,948 g ⋅ mol −1
n( N 2 ) 2,70 mol n(O2 ) 0,725 mol n( Ar) 0,0325 mol
X (N 2 ) = = = 0,780 X (O2 ) = = = 0,210 X ( Ar) = = = 0,00939
nt 3,46 mol nt 3,46 mol nt 3,46 mol
P( N 2 ) = X ( N 2 ) Pt P(O2 ) = X (O2 ) Pt P( Ar) = X ( Ar) Pt
P( N 2 ) = 0,780 × 1,00 atm = 0,780 atm P(O2 ) = 0,210 × 1,00 atm = 0,210 atm P( Ar) = 0,00939 × 1,00 atm = 0,00939 atm

25
25. ( ) Quando se leva em conta a presença do dióxido de carbono no ar atmosférico, as percentagens são 75,52% de N 2 , 23,15%
de O2 , 1,28% de Ar e 0,046% de CO2 . Quais são as pressões parciais quando a pressão é 0,900 atm ?

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 25
Dados:
m( N 2 ) = 75,52 g ; m(O2 ) = 23,15 g ; m( Ar) = 1,28 g ; m(CO2 ) = 0,046 g Px = ?? ; Pt = 0,900 atm

Equações:
m; n ;
n= X a = a Pa = X a Pt
M nt

Cálculos:
m 75,52 g n( N 2 ) 2,696 mol P( N 2 ) = X ( N 2 ) Pt
N2 n= = = 2,696 mol X (N2 ) = = = 0,7809
M 28,014 g ⋅ mol −1 nt 3,4526 mol P( N 2 ) = 0,7809 × 0,900 atm = 0,703 atm
m 23,15 g n(O2 ) 0,7235 mol P(O2 ) = X (O2 ) Pt
O2 n= = = 0,7235 mol X (O2 ) = = = 0,2096
M 31,998 g ⋅ mol −1 nt 3,4526 mol P(O2 ) = 0,2096 × 0,900 atm = 0,189 atm
m 1,28 g n( Ar) 0,03204 mol P( Ar) = X ( Ar) Pt
Ar n= = = 0,03204 mol X ( Ar) = = = 0,009278
M 39,948 g ⋅ mol −1 nt 3,4532 mol P( Ar) = 0,009278× 0,900 atm = 0,00835 atm
m 0,046 g n(CO2 ) 0,001045 mol P(CO2 ) = X (CO2 ) Pt
CO2 n= = = 0,001045 mol X (CO2 ) = = = 3,026.10 −4
M 44,009 g ⋅ mol −1 nt 3,4532 mol P(CO2 ) = 3,026.10 − 4 × 0,900 atm = 2,72.10 − 4 atm
nt = 3,4526 mol

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ATIVIDADES (B)
26
26. ( ) Um vaso de 22,4 L contém 2,0 mol de H 2 e 1,0 mol de N 2 , a 273,15 K . Calcule (a) as frações em quantidade de matéria de
cada componente da mistura, (b) as respectivas pressões parciais, em atm, e (c) a pressão total no vaso, também em atm.
(Admita comportamento ideal)

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 26
Dados:
V = 22,4 L ; n( H 2 ) = 2,0 mol ; n( N 2 ) = 1,0 mol ; T = 273,15 K
Equações:
n ;
X a = a Pt V = n t RT
nt
Cálculos:
a)
n( H 2 ) 2,0 mol e n( N 2 ) 1,0 mol
X (H 2 ) = = = 0,67 X ( N 2 ) = = = 0,33
nt 2,0 mol + 1,0 mol nt 2,0 mol + 1,0 mol
b)
n( H 2 ) RT 2,0 mol × 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 273,15 K e n( N 2 ) RT 1,0 mol × 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 273,15 K
P( H 2 ) = = = 2,0 atm P( N 2 ) = = = 1,0 atm
V 22,4 L V 22,4 L
c)
Pt = P ( H 2 ) + P( N 2 ) = 3,0 atm

27
27. ( ) Um vaso de 22,4 L contém 1,5 mol de H 2 e 2,5 mol de N 2 , a 273,15 K . Calcule (a) as frações em quantidade de matéria de
cada componente da mistura, (b) as respectivas pressões parciais, em atm, e (c) a pressão total no vaso, também em atm.
(Admita comportamento ideal)

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 27
Dados:
V = 22,4 L ; n( H 2 ) = 1,5 mol ; n( N 2 ) = 2,5 mol ; T = 273,15 K
Equações:
n ;
X a = a Pt V = n t RT
nt
Cálculos:
a)
n( H 2 ) 1,5 mol e n( N 2 ) 2,5 mol
X (H 2 ) = = = 0,38 X ( N 2 ) = = = 0,63
nt 1,5 mol + 2,5 mol nt 1,5 mol + 2,5 mol
b)
n( H 2 ) RT 1,5 mol × 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 273,15 K e n( N 2 ) RT 2,5 mol × 0,0820574 atm ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 273,15 K
P( H 2 ) = = = 1,5 atm P( N 2 ) = = = 2,5 atm
V 22,4 L V 22,4 L
c)
Pt = P( H 2 ) + P ( N 2 ) = 4,0 atm

28
28. ( ) Uma mistura gasosa é constituída de 320 mg de metano, CH 4 , 175 mg de argônio e 225 mg de neônio. A pressão parcial
do neônio, a 300 K , é 66,5 torr . Calcule (a) o volume da mistura e (b) a pressão total, em torr, da mistura.

RESOLUÇÃO DA QUESTÃO 28
Comentários:
Antes de se iniciar a parte de cálculos, transforme a massa dos gases em quantidades de matéria, conforme descrito abaixo:
Metano, CH 4 Argônio, Ar Neônio, Ne
m 320.10 −3 g m 175.10 −3 g m 225.10−3 g
n= = = 19,9.10 −3 mol n= = = 4,38.10−3 mol n= = = 11,1.10 −3 mol
M 16,0426 g ⋅ mol −1 M 39,948 g ⋅ mol −1 M 20,180 g ⋅ mol −1

Dados:
P( Ne) = 66,5 torr ; T = 300 K ; V = ?? ; Pt = ???
Equações:
PxV = n x RT ; Pt V = n t RT
Cálculos:
a) n( Ne) RT 11,1.10 −3 mol × 62,364 torr ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 300 K
P( Ne)V = n( Ne) RT ⇒ V = = = 3,12 L
P( Ne) 66,5 torr
b) n RT (19,9.10−3 + 4,38.10 −3 + 11,1.10 −3 )mol × 62,364 torr ⋅ L ⋅ mol −1 ⋅ K −1 × 300 K
PtV = nt RT ⇒ Pt = t = = 212 torr
V 3,12 L

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