Você está na página 1de 4

Universia Brasil - Por que eu não ganhei a vaga?

Página 1 de 4

Coletivos
Mobilidade
 Pré-universitário
 Universitário  Busca de Bolsas
 Pós-universitário  Bolsas
 Docente
 Gestor
Relação Universidade-Empresa
Canais
 Carreira
 Estágios e Trainees
 Mobilidade
 Concursos
 Relação Universidade-Empresa
 Universia 1º Emprego
 Carreira
 Cultura+
 Educação a Distância Formação
 Vida Financeira
 Guia de Profissões
Serviços  Onde Estudar
 Salas Virtuais
 Universia Cursos
 Agenda
 Cursos
 Universia 1º Emprego Notícias
 Fomento à Pesquisa
 Fórum  Agenda
 Onde Estudar  Dentro do Campus
 Provas Interativas

Quem somos

 Institucional

Alianças

 Knowledge@Wharton
 OpenCourseWare

 Argentina
 Brasil
 Chile
 Colombia
 Espanha
 México
 Perú
 Portugal
 Porto Rico
 Uruguai
 Venezuela
 Universia.net

http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14738 9/11/2007
Universia Brasil - Por que eu não ganhei a vaga? Página 2 de 4

Rede Universia

Universia.br
Brasil :: Página inicial > Sexta-feira :: 09 / 11 / 2007 SERVIÇOS ::

CARREIRA INÍCIO DE CARREIRA

Por que eu não ganhei a vaga?


No último round da entrevista, comportamento vale mais que técnica

Publicado em 05/11/2007 - 12:00

Por Lilian Burgardt

Soou o gongo do 1º round, a entrevista de emprego. Você sai de casa um pouco tenso, não sabe o que vai encontrar
pela frente, mas arrasa na dinâmica de grupo. Segundo e terceiro rounds, você vai bem nos testes on-line e é um
sucesso na prova de inglês. Quarto e quinto assalto, já mais confiante, consegue vencer mais dois adversários na
entrevista com o consultor de RH (Recursos Humanos) e, finalmente, passa para as finais. Agora, próximo do título
"futuro trainee 2008", começa a titubear. O nervosismo toma conta de você e, sem que perceba, passar a desferir
golpes ao ar, deixa seu "adversário" ileso e em vantagem para o ataque. De frente para o árbitro, não consegue ter o
mesmo rendimento das outras etapas, não explica a que veio e de repente: sente um gancho de direita, mais um
direto de esquerda...em cheio! Meio tonto, você cai e, de novo, entrega a luta na última fase! Mas, afinal, qual é o
seu problema?

Quem já passou por longos processos seletivos sabe que, chegar até a última etapa, exige do candidato muito suor
e trabalho duro. É mais ou menos como em um campeonato de boxe ou vale-tudo, se o lutador não mantiver o pique
do começo ao fim, pode mesmo é 'beijar a lona'. Claro que, às vezes, o oponente pode ser muito superior, ou seja,
ter melhor qualificação ou ter ido melhor na prova de inglês. Mas, em geral, os especialistas dizem que nas últimas
fases do processo de seleção a escolha entre um candidato em detrimento de outro é quase sempre decidida pela
postura de cada um. "Até esta etapa, os candidatos estão mais ou menos equilibrados. É na insegurança de um ou
no excesso de confiança do outro que o candidato pode sim perder a vaga", explica a consultora de carreira do
Ibmec Minas Gerais, Jaqueline Silveira.

Portanto, se você já se perguntou mais de uma vez "por que não eu?" É hora de apostar numa autocrítica para
melhorar seu desempenho nas próximas entrevistas. Pare e pense: se você foi bem até a última etapa, o que foi que
- da porta para dentro da sala do seu entrevistador - você disse ou fez que colocou tudo a perder? "Essa autocrítica
é algo que cobro muito dos alunos do Ibmec quando eles não passam em um grande processo de seleção", lembra
Jaqueline. Segundo ela, esse exercício, porém, deve ser feito com muita tranqüilidade e não como forma de
penitência. "Não adianta se culpar por ter perdido uma vaga, o sentimento de derrotismo só vai contribuir para
aumentar a sensação de insegurança e pôr em risco seu desempenho nas próximas seletivas", diz.

O que pega mal?

Esqueça tudo que você viu nos filmes sobre profissionais que chutam
a porta da sala de reunião ao mesmo tempo em que dizem ter uma
idéia brilhante, ou que socam a mesa e impõe condições para ser
contratado. Pelo menos aqui, no Brasil, a coisa não funciona desse
jeito. "Profissionais arrogantes e cheios de si não encontram mais
espaço no mercado de trabalho, e isso é desde a seleção", afirma a
especialista em Recursos Humanos do Unifieo (Centro Universitário Ganhar uma disputa de emprego
Fieo), Maria Bernadete Pupo. Vindos debaixo então, onde se nem sempre depende só do quanto
pressupõe que a principal característica de um estagiário ou um o seu adversário é bom. Assim
trainee seja a humildade e a vontade de aprender, o 'salto alto' só como em uma luta, mais do que a
serve para garantir uma queda maior e mais dolorida. técnica, a presença de espírito
também é fundamental. Veja dicas
para se dar bem
Por outro lado, pegar na maçaneta da sala de entrevista tremendo e
soltando um bom dia quase que sussurrado também não contam - Seja humilde, entrar de salto alto
pontos a favor do candidato. Das duas uma, ou seu futuro gestor irá deixa você em desvantagem
duvidar do seu interesse na vaga, ou simplesmente vai descartar perante o adversário
você porque está claro que seu controle emocional é igual a zero. "O
que percebo quando entrevisto candidatos nessas últimas etapas da - Prepare-se para o 'embate' com o
seleção é que a maioria não está preparada emocionalmente. Ou se gerente de sua área. Leia e saiba
descontrolam e não conseguem ser um décimo do que foram nas sobre a empresa e seu mercado
etapas anteriores, ou, para superar o nervosismo, criam uma
máscara de autoconfiança perfeitamente perceptível e até - Nada de timidez. Você pode ter
ido maravilhosamente bem até

http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14738 9/11/2007
Universia Brasil - Por que eu não ganhei a vaga? Página 3 de 4

descartável", destaca a psicóloga. agora, mas se travar na última


entrevista...
Uma forma de vencer esses dois obstáculos é treinar o autocontrole. - Coma e durma bem. Cara de
Por isso, é importante que os candidatos estejam sempre se testando sono por ter ficado na farra não
por meio de situações que coloquem à prova a sua inteligência passa credibilidade para ninguém
emocional. O esporte é uma excelente ferramenta para isso, mas se
você, universitário, não tiver tempo e nem disposição para atividades - Mantenha o equilíbrio emocional.
físicas, aposte em cursos que visam preparação para o mercado de É só uma entrevista, internalize
trabalho. O CIEE-RS (Centro de Integração Empresa Escola do Rio isso e parta para o ataque!
Grande do Sul), por exemplo, oferece cursos on-line e presenciais
sobre oratória, autoconhecimento profissional e desenvolvimento
pessoal.

O consultor de carreira do CIEE-RS, Jean Pierre Silva da Veiga, que ministra tais cursos, explica que eles foram
pensados justamente para dar aos estudantes a oportunidade de se conhecer melhor e vencer suas barreiras
individuais para alcançar o equilíbrio emocional e ir bem nas entrevistas de emprego. Essa preocupação parte da
mudança que as consultorias de RH e as empresas têm implementado em seu método de seleção. "A seleção por
competências, muito utilizada pelas empresas, avalia, entre outras questões, a capacidade que o candidato tem em
controlar suas emoções. Preparar o estudante para isso, hoje, é fundamental", explica o consultor.

Vencer seus medos pessoais, implica em dar mais confiança para o candidato em mostrar quem ele realmente é
durante a entrevista. Na opinião de consultores, isso é importante porque, ao longo das negativas, os candidatos
passam a inventar informações e criar personagens para si mesmos que atendam às necessidades da empresa ou
daquele recrutador em questão. "Isso é um perigo, porque ele vende uma imagem para o gestor que não vai durar
muito mais do que algumas semanas. Aí cria frustração no recrutador que se reflete em uma visão negativa do
profissional e compromete, inclusive, futuras referências," explica Veiga.

O que pega bem?

Não existe comportamento mais bem visto aos olhos de recrutadores - especialmente daqueles que decidem o futuro
de estagiários e trainees - do que o de um candidato motivado. Ele chega na sala, cumprimenta com vigor, fala sobre
seus planos, o que pretende fazer pela empresa, como acha que pode ajudar e, principalmente, mostra vontade de
aprender e ajudar no que for preciso, algo que recrutador nenhum pode botar defeito. "É isso que faz alguém se
interessar por outro", compara Bernadete. Se você for levar esse comportamento para o campo pessoal, o
entendimento fica mais simples: quem chama mais a sua atenção, uma pessoa que é articulada e sabe conversar ou
aquele que não consegue expor sua opinião ou, pior, acha que sabe-tudo? "A empatia conta muito para que o
estudante que começou com 100 pontos no início do processo seletivo mantenha sua pontuação alta até o final",
lembra Jaqueline.

Essa tranqüilidade para falar na entrevista será muito mais fácil de ser atingida se o candidato se preparar para
conversar com o gestor de sua área. Nesta etapa, é inadmissível que ele afirme não conhecer o site da empresa, o
ramo de negócios, as atividades do profissional da área e o foco empresarial da companhia. "Preparar-se para a
entrevista com o gerente ou seu futuro gestor é muito mais do que entrar no site da empresa, mas saber como está o
mercado da companhia, como ela se comporta e quais são seus desafios para os próximos anos", destaca Veiga.
Nesse caso, informação é essencial.

Para conseguir manter o vigor e o astral lá em cima, algumas dicas práticas (antes da entrevista) também devem ser
seguidas à risca. Duas delas são: durma e coma bem na noite anterior. Se você não quiser acordar com cara de
quem dormiu na sarjeta, tomar umas e outras com os amigos na véspera da entrevista está fora de cogitação. "Tem
candidato que 'relaxa' indo para o barzinho e no outro dia está 'fora do ar'. Não preciso nem dizer o que um
recrutador vai pensar sobre isso, não é?", indaga Veiga.

De posse dessas informações, você terá mais chances de obter sucesso na entrevista. Mas, lembre-se: se não der
certo, não desanime. "Costumo dizer isso em minhas palestras: na década de 70, éramos 70 milhões em ação. Hoje,
somos 180 com uma grande inserção da mulher no mercado de trabalho. Ou seja, não há dúvidas de que a
competição é grande. As dicas servem para lapidar o candidato e deixá-lo mais preparado para outras seleções. Ele
pode ou não encontrar pessoas tão bem preparadas quanto ele. Por isso, a ordem é estar sempre alerta e motivado,
além de não desistir nunca", finaliza Veiga.

Altere o
tamanho
da letra:

A+ A-

http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14738 9/11/2007
Universia Brasil - Por que eu não ganhei a vaga? Página 4 de 4

Enviar para um amigo

Versão para impressão

MINHAS NOTÍCIAS

Guardar notícia | Acesse suas notícias

ENCONTRE NOTÍCIAS DE SEU INTERESSE

Palavra-chave

ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM CARREIRA

 Por que eu não ganhei a vaga?


 Trampolim na carreira
 Vida de freelancer
 Ficar ou não ficar muito tempo numa
empresa?
 Quando é hora de mudar de estágio?
 Brasil desperdiça profissionais

Revista Up
Revista Para Grandes Estudantes. Cadastre-se e Concorra a Prêmios!
www.revistaup.com
Anúncios Google - Anuncie neste site
. &nbs p;

Com o
apoio do

Av. Paulista, 2073, CEP 01311-300


Conjunto Nacional, Horsa II
15º Andar, Cj. 1503
São Paulo, SP, Brasil

http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14738 9/11/2007