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Nota final

Avaliação de Filosofia
Ensino Médio – 1ª série – 1º bimestre

Aluno No. Turma

Professor Data Valor prova


100
Orientações Conteúdos
 Letra legível, uso de caneta azul ou preta.  Mitologia e Teatro na
 Rasuras nas respostas de questões objetivas: a questão será Grécia Antiga
anulada.  Filósofos pré-socráticos

1. (Valor 10) (UEL-2003)


“Zeus ocupa o trono do universo. Agora o mundo está ordenado. Os deuses disputaram entre si,
alguns triunfaram. Tudo o que havia de ruim no céu etéreo foi expulso, ou para a prisão do Tártaro
ou para a Terra, entre os mortais. E os homens, o que acontece com eles? Quem são eles?”

(VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os deuses, os homens. Trad. de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo:
Companhia das Letras, 2000. p. 56.)

O texto acima é parte de uma narrativa mítica. Considerando que o mito pode ser uma
forma de conhecimento, assinale a alternativa correta.
a) A verdade do mito obedece a critérios empíricos e científicos de comprovação.
b) O conhecimento mítico segue um rigoroso procedimento lógico-analítico para
estabelecer suas verdades.
c) As explicações míticas constroem-se, de maneira argumentativa e autocrítica.
d) O mito busca explicações definitivas acerca do homem e do mundo, e sua verdade
independe de provas.
e) A verdade do mito obedece a regras universais do pensamento racional, tais como a
lei de não-contradição.
E
Visto que os mitos eram narrativas de cunho religioso que procuravam explicar o
universo, os questionamentos sobre sua veracidade e comprovação científica não eram
necessárias.

2. (Valor 10) (Unicentro-2010)


“Os poemas homéricos têm por fundamento uma visão de mundo clara e coerente. Manifestam-na
quase a cada verso, pois colocam em relação com ela tudo quanto cantam de importante – é, antes
de mais nada, a partir dessa relação que se define seu caráter particular. Nós chamamos de
religiosa essa cosmovisão, embora ela se distancie muito da religião de outros povos e tempos.
Essa cosmovisão da poesia homérica é clara e coerente. Em parte alguma ela enuncia fórmulas
conceituais à maneira de um dogma; antes se exprime vivamente em tudo que sucede, em tudo
que é dito e pensado. E embora no pormenor muitas coisas resultem ambíguas, em termos amplos
e no essencial, os testemunhos não se contradizem. É possível, com rigoroso método, reuni-los,
ordená-los, fazer-lhes o cômputo, e assim eles nos dão respostas explícitas às questões sobre a
vida e a morte, o homem e Deus, a liberdade e o destino (...)”

(OTTO. Os deuses da Grécia: a imagem do divino na visão do espírito grego. 1º Ed., Trad. [e
prefácio] de Ordep Serra. São Paulo: Odysseus Editora, 2005. p. 11.)

Com base no texto e em seus conhecimentos sobre a função dos mitos na Grécia arcaica,
assinale a alternativa correta.

a) De acordo com os poemas homéricos, os deuses em nada poderiam interferir no


destino dos humanos e, assim, a determinação divina (ananque) se colocava em
segundo plano, uma vez que era o acaso (tykhe) quem governava, isto é, possuía a
função de ensinar ao homem o que este deveria escolher no momento de sua livre
ação.
b) As poesias de Homero sempre mantiveram a função de educar o homem grego para o
pleno exercício da atividade racional que surgiria no século VI a. C., uma vez que, de
acordo com historiadores e helenistas, não houve uma ruptura na passagem do mito
para o logos, mas sim um processo gradual e contínuo de enraizamento histórico que
culminou no advento da filosofia.
c) Os mitos homéricos serviram de base para a educação, formação e visão de mundo
que o homem grego arcaico possuía. Em seus cânticos, Homero justapõe conceitos
importantes como harmonia, proporção e questionamentos a respeito dos princípios,
das causas e do porquê das coisas. Embora todas essas instâncias apresentavam-se
como tal, os mitos não deixaram de lado o caráter mágico, fictício e fabular em que
eram narrados.
d) O mito já era pensamento. Ao formalizar os versos de sua poesia, Homero inaugura
uma modalidade literária bem singular no ocidente. As ações dos deuses e dos
homens, por exemplo, sempre obedeceram a uma ordem pré-estabelecida, a qual
sempre revelou uma lógica racional em funcionamento.
e) Os mitos tiveram função meramente ilustrativa na educação do homem grego, pois o
caráter teórico e abstrato da cultura grega apagou em grande parte os aspectos que
se revelariam relevantes na poesia grega.

C
A função dos mitos era, além de explicar, educar os cidadãos sobre o certo e o errado,
trazendo em suas narrativas assuntos como ética e moralidade. Essas narrativas eram
respeitadas pelo cunho religioso da história.

3. (Valor 10) (UFU-2003)


“Funcionário da soberania ou louvador da nobreza guerreira, o poeta é sempre um ‘mestre da
verdade’. Sua ‘verdade’ é uma ‘verdade’ assertórica [afirmativa]: ninguém a contesta, ninguém a
contradiz. ‘Verdade’ fundamental, diferente da nossa concepção tradicional, Alétheia [Verdade]
não é a concordância de preposição e de seu objeto, nem a concordância de juízo com outros
juízos; ela não se opõe à “mentira”; não há o ‘Verdadeiro’ frente ao ‘falso’. A única oposição
significativa é a de Alétheia [Verdade] e de Léthe [Esquecimento]. Nesse nível de pensamento, se o
poeta está verdadeiramente inspirado, se seu verbo se funda sobre um dom de vidência, sua
palavra tende a se identificar com a ‘Verdade’.
(DETIENTE, Marcel. Os Mestres da Verdade na Grécia Arcaica. Trad. Andréia
Daher. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1988, p. 23.)

O mito grego, se entendido como uma narrativa era uma fala de origem divina enunciada,
em geral, por um poeta com uma determinada função. A partir desta perspectiva analise
o texto acima e responda em que se fundamentada, a partir desta função do poeta grego,
a diferença da concepção de verdade mítica da nossa concepção, dado que esta etapa
esteja de acordo com o modelo aristotélico de verdade.
A concepção aristotélica de verdade se funda na ideia de correspondência, como o texto
diz, na “concordância da preposição e de seu objeto” ou na “concordância de um juízo
com outros juízos”, se opondo a algo falso. A verdade mítica não precisa ser provada de
forma alguma, sendo que sua enunciação já aparece dotada de poderes mágicos e surge
com uma dimensão profética. A fala do poeta não pode ser contestada dado sua
inspiração para dizer a verdade.

4. (Valor 05)
“Cronos não era apenas um deus vidente e ávido de poder. Ele presidia uma raça de homens a que
os deuses tenham dado uma existência amena e pacífica, semelhante à deles. Como os deuses, os
homens não envelheciam e não sabiam o que era cansaço nem dor. Para se alimentar, não
precisavam trabalhar, porque a terra, sem ser cultivada, produzia o ano inteiro frutos em
abundância. Sem esforço, portanto, os homens colhiam frutas deliciosas nos arbustos, abaixando-
se somente para catar os morangos saborosíssimos que a natureza lhes oferecia.”

(POUZADOUX, Claude. Contos e Lendas da Mitologia Grega. Trad. Eduardo Brandão. São Paulo.
Companhia das Letras, 2001, p.13.)

Na obra Teogonia, escrita pelo grego Hesíodo os seres humanos foram divididos em cinco
raças, cada uma delas correspondente à cinco eras ou gerações: era de ouro, era de prata,
era de bronze, era de ferro e era dos homens. De acordo com a passagem acima e as
assuntos estudados, assinale V para verdadeiro e F para falso.
I. ( ) Na era de ouro encontramos referências ao início da humanidade. Segundo a
mitologia, foi um período de paz e harmonia entre os deuses e os seres humanos.
O final da era dourada é marcado pela queda dos homens,
II. ( ) Foi na era de prata que, de acordo com Hesíodo em sua obra “os trabalhos e
os dias”, Zeus criou as estações do ano. Na era de prata os homens
desenvolveram a agricultura, aprenderam sobre o sacrifício de animais como
forma de adoração aos deuses e ainda contemplavam a juventude eterna.
III. ( ) Na era de bronze, os homens desprezavam a carne e alimentavam-se apenas
dos frutos da terra. Desconheciam a guerra e possuíam corpos pequenos e
temperamento pacífico.
IV. ( ) Ao criar a era de ferro, Zeus criou também a geração dos heróis, nobre e justa,
conhecida como semideuses.
V. ( ) A era do homem é caracterizada por grande angústia e dias miseráveis, onde
os seres humanos, por terem sido amaldiçoados pelos deuses, foram expulsos da
terra.
a) Apenas as respostas I e III estão corretas.
b) Apenas as respostas II, III e IV estão corretas.
c) Apenas as respostas I e V estão corretas.
d) Nenhuma das respostas está correta.
e) Todas as respostas estão corretas.

C
V–F–F–F–V
Obs:
F - Era de prata: não havia sacrifício e foi extinta a juventude eterna.
F - Era de bronze: eram cruéis, violentos, desprezavam as frutas e alimentavam-se apenas
de carne. Brigavam uns com os outros e eram grandes e terríveis.
F – Corresponde à era dos semideuses e heróis.

5. (Valor 05)
Na Grécia antiga as poesias, também chamadas de epopeias, tinham caráter pedagógico
dentro da sociedade. As narrativas carregavam informações sobre o pensamento da
época associado a arquétipos míticos e de cunho moral. Um dos principais representantes
da poesia grega foi Homero, autor de Ilíada e Odisseia. De acordo com os seus
conhecimentos sobre o poeta e suas obras, assinale a alternativa correta:

a) Ao contrário das obras de Hesíodo, as poesias homéricas não demonstravam


preocupação com a ética humana e enalteciam a fúria e o estado de guerra como foco
da civilização.
b) Em seu livro Odisseia, Homero narra a guerra desencadeada após o príncipe troiano
Páris ter raptado a esposa do monarca grego Menelau. A narrativa é mundialmente
conhecida pela figura do cavalo de Tróia.
c) Na obra Ilíada, Homero mostra a necessidade de duas virtudes na vida do homem: o
trabalho e a justiça, trazendo observações morais que ditaram o pensamento da
época.
d) Em sua primeira grande obra, Homero trata de busca pela excelência, a chamada
Arethe. A narrativa gira em torno de Aquiles, semideus que recebeu uma intrigante
profecia quando novo: ou viveria uma vida normal pela eternidade ou realizaria
grandes feitos e morreria.
e) A Odisseia é uma obra que fala sobre a derrota do homem pela soberba, pois Odisseu,
ao final de tudo, não foi capaz de admitir que o homem é parte do cosmos e sim
soberano a qualquer outra forma de vida.

D
a) As poesias homéricas não enalteciam a fúria e o estado de guerra como foco da
civilização.
b) Essa passagem é encontrada em Ilíada.
c) Essa necessidade é mostrada em Odisseia.
d) Odisseu admite que o homem é parte do cosmos.
6. (Valor 10)
A palavra mythos, em grego, significa conto/narração. Antes que o pensamento filosófico
como conhecemos hoje surgisse, os homens sempre sentiram necessidade de explicar o
que era visto como inexplicável. Para isso, faziam uso da mitologia, narrativas de cunho
sobrenatural que traziam consigo códigos morais e epistemológicos da sociedade.
Sabendo disso, elabore um paralelo entre estas duas funções do mito na Grécia antiga e
explique como elas se correlacionam.

A função epistemológica do mito corresponde à explicação de um fenômeno ou


acontecimento, geralmente natural, o que depois passou a ser estudado pela ciência. A
função moral do mito tinha por objetivo argumentar sobre a razão que faz com que
algumas ações sejam consideradas corretas e outras não. Na nossa sociedade atual,
diversos assuntos de cunho científico possuem discussões sobre moralidade e vice-versa.
Os mitos na Grécia arcaica traziam essas duas funções entrelaçadas, como vemos
acontecer até hoje.

7. (Valor 05)
“Por meio de gêneros como o teatro, incluindo de fantoches e teatro de sombras, dança
dramática, em contadores de história profissionais, desempenhos são apresentados o que explora
as fraquezas de uma comunidade, chama seus líderes a prestar contas, dessacraliza os seus mais
queridos valores e crenças, retrata seus conflitos característicos e sugere remédios para eles e,
geralmente, fazem um balanço da situação no mundo atual conhecido.”

(TURNER, Victor. From Ritual to Theatre: The Human seriousness of play. New York: PAJ, 1982, p.11.)

Assim como as epopeias, o teatro grego e seus dois principais gêneros, comédia e
tragédia, desempenhava funções para além do entretenimento; ele relatava a relação
entre o homem e o divino e fazia severas críticas as esferas política, econômica e social da
vida. Cite as principais dimensões da existência destacadas pelo teatro grego.
As três principais dimensões do teatro grego são: psicológicas (que retratam os dilemas
existenciais); religiosas (que apresentavam o ser humano como parte do cosmos, não
sendo completamente livre); social (promoviam os valores de democracia e bem comum).

8. (Valor 05) (Ufsj-2010)


Na busca do conhecimento, os filósofos da segunda metade do século VI a.C.
identificaram um “princípio unificador da natureza”. Marque a alternativa que
CORRETAMENTE explicita tal afirmação.

a) Para Aristóteles “o primeiro motor”; para Heráclito “o logos”; para Anaxágoras “o


nous”.
b) Para Parmênides “o ser”; para Heráclito “o Iogos”; para Anaxágoras “o nous”.
c) Para Parmênides “o ser”; para Anaxágoras “o Iogos”; para Platão “o mundo das
ideias”, para Aristóteles “o primeiro motor”.
d) Para Parmênides “o ser”; para Anaxágoras “o Iogos”; para Platão “o demiurgo”, para
Aristóteles “a phýsis”.

B
Aristóteles não é visto no primeiro módulo. Para Anaxágoras, o princípio unificador da
natureza era o nous.

9. (Valor 05) (Unioeste-2013)


“Não é fácil definir se a ideia dos poemas homéricos, segundo a qual o Oceano é a origem de todas
as coisas, difere da concepção de Tales, que considera a água o princípio original do mundo; seja
como for, é evidente que a representação do mar inesgotável colaborou para a sua expressão. Em
todas as partes da Teogonia, de Hesíodo, reina a vontade expressa de uma compreensão
construtiva e uma perfeita coerência na ordem racional e na formulação dos problemas. Por outro
lado, a sua cosmologia ainda apresenta uma irreprimível pujança de criação mitológica, que, muito
mais tarde, ainda age sobre as doutrinas dos “fisiólogos”, nos primórdios da filosofia “científica”, e
sem a qual não se poderia conceber a atividade prodigiosa que se expande na criação das
concepções filosóficas do período mais antigo da ciência.” 
Werner Jaeger.

Considerando o texto acima sobre o surgimento da filosofia na Grécia, seguem as


afirmativas abaixo:

I. O surgimento da filosofia não coincide com o início do uso do pensamento


racional.
II. O surgimento da filosofia não coincide com o fim do uso do pensamento mítico.
III. Tales de Mileto, no século VI a.C., ao propor a água como princípio original do
mundo, rompe, definitivamente, com o pensamento mítico.
IV. Mitos estão presentes ainda nos textos filosóficos de Platão (século IV a.C.),
como, por exemplo, o mito do julgamento das almas.
V. Os primeiros filósofos gregos, chamados “pré-socráticos”, em sua reflexão, não se
ocupavam da natureza (Physis).

Das afirmativas feitas acima

a) apenas a afirmação V está correta.


b) apenas as afirmações III e V estão corretas.
c) apenas as afirmações II e IV estão corretas.
d) apenas as afirmações I, II e IV estão corretas.
e) apenas as afirmações I, III e V estão corretas.

D
O pensamento mítico não teve fim com o surgimento da filosofia. Sendo assim, Tales não
rompe com esse pensamento ao introduzir sua tese sobre a água como princípio gerador.
Uma das escolas filosóficas era chamada de Phýsis.

10. (Valor 05) (Udesc-2006)


Na Grécia antiga, antes da filosofia clássica (século V a.C.), o pensamento filosófico era
dominado pelos pré-socráticos, que foram os primeiros filósofos e tiveram a função de
romper com a mitologia, criando assim a Filosofia.
Quais eram as principais preocupações desses filósofos?
Pode-se dizer que no período pré-socrático as principais preocupações dos filósofos eram
em relação à origem do mundo, das causas de transformação da natureza e, por
extensão, da origem e transformação dos seres humanos. Não é por acaso que esse
período é também chamado de período cosmológico.

11. (Valor 10)


Ao estudar a passagem da mitologia para a filosofia, dizemos que os primeiros pensadores
possuíam certo “desassosego cosmológico”. Responda, de acordo com o conteúdo
estudado, o que significa essa preocupação com o logos.
A filosofia ocidental, que teve origem na Grécia entre os séculos VII e VI a. C., surgiu pela
preocupação em responder sobre a ordem do universo, fazendo com que a corrente de
pensamentos tivesse uma origem cosmológica.

12. (Valor 10)


Cite as diferenças da passagem do conhecimento mítico para o conhecimento racional.
Vemos, na obra de Homero, a evidência da hierarquia entre os deuses gregos. Devido à
preocupação com a questão do arbítrio dos deuses, a sociedade grega procurava fazer
uso de todos os processos naturais que ali estivessem, a fim de conseguir algum controle
sobre a ação divina. Sendo assim, no conhecimento mítico, os homens buscavam explicar
a origem do universo e essas forças naturais por meio de histórias que envolviam
divindades e monstros, esses últimos que, segundo as narrativas, habitavam as terras
desconhecidas. Esses arquétipos eram utilizados para passar lições de cunho moral, social
e político. Com o desenvolvimento da sociedade, a maior liberdade, a idéia de democracia
e a expansão das navegações, surge então o pensamento racional, que, de certa maneira
rompe com as explicações baseadas nos deuses mitológicos e passa a se preocupar em
achar respostas palpáveis para o surgimento do universo e o os fenômenos naturais.

13. (Valor 05)


A filosofia surgiu com a passagem do mythos ao logos. Os primeiros filósofos, chamados
de pré-socráticos, pertenciam a diferentes escolas de pensamentos, sendo elas: Jônica,
Eleata, Pitagórica e Atomista. Tales de Mileto, pensador que pertencia à escola Jônica,
considerado por muitos estudiosos o pai da filosofia, defendia que o princípio
fundamental da vida era a água. Sobre os outros filósofos pré-socráticos, é correto afirmar
que:

a) Parmênides de Eleia foi o fundador da escola Pitagórica, juntamente com o


matemático Pitágoras. Eles acreditavam que o ser é o dado mínimo a que todas as
coisas se resumem e que os números são o DNA de todas as coisas existentes.
b) Demócrito defendeu a ideia de que o universo é conduzido pelo determinismo, não
pelo acaso. Para ele, o vazio é o espaço entre os corpos, espaço esse que possibilita o
movimento e a mudança.
c) Heráclito de Éfeso afirmava que o ser é imutável por ser condensado, mas que, apesar
disso, o ar é o princípio primordial de tudo o que vemos.
d) Para os pitagóricos, a música é considerada uma maneira de purificação da alma, pois
ela, como sendo uma manifestação da harmonia, faz com que as pessoas entrem
contato com a natureza inicial do universo.
e) Os pitagóricos foram os primeiros a tentar identificar o princípio universal analisando
as forças da natureza (água, ar, terra, fogo) sem separá-las, ao contrário das outras
escolas.
D
O fundador da escola Pitagórica foi Pitágoras, que defendia a natureza dos números. Para
Demócrito, o universo é eterno e regido pelo acaso. Heráclito acreditava que nada é
imóvel e estável, ou seja, tudo muda constantemente. Os pitagóricos viam o princípio
universal a partir da ordem matemática do mundo, não necessariamente da natureza.

14. (Valor 05)


Além das escolas Jônica, Eleata, Pitagórica e Atomista, o pensamento pré-socrático também é
divido pelos seguintes segmentos, exceto:

a) Phýsis.
b) Kósmos.
c) Lethés.
d) Arkhé.
e) Lógos.
C
Lethé significa “esquecimento”, por isso a associação ao rio Lete, que, segundo a mitologia,
provocava perca de memória das vidas passadas em quem bebesse de sua água. Ao contrário
das outras opções, Lethé não foi uma escola pré-socrática.