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INSTITUTO SUPERIOR POLITÉCNICO TUNDAVALA

CURSO DE LICENCIATURA EM ENGENHARIA CIVIL

TRABALHO DE INTRODUÇÃO À ECONOMIA

Nome: Anatilde Nérice Isaac da Cruz


5º Ano

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Resumo
Este trabalho tem como objectivo fazer um breve estudo sobre a economia, entender como ela surge no
nosso dia-a-dia e a importâcia de ter esses conceitos aplicados na nossa vida. Falaremos um pouco sobre
a microeconomia, onde vamos destacar o comportamento dos consumidores, e a macroeconomia, onde
vamos destacar a economia monetária a instrumentos de política, que são as duas grandes áreas de estudo
da economia. Vamos falar sobre a importância dos investimentos para o crescimento económico de um
país, bem como a relação entre investimento, poupanca e consumo. E sendo que é praticamente
impossível, nos dias de hoje, procurar entender o funcionamento da economia sem considerar o papel do
setor público, falaremos, por fim, sobre os mecanismos de intervenção do setor público na economia, e o
porquê da necessidade da regulação da economia.

Palavras-Chave: Desenvolvimento; Consumir; Investir; Poupar .

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Índice
1. Introdução ----------------------------------------------------------------------------------------------------------4
2. Análise microeconômica -----------------------------------------------------------------------------------------5
3. Análise macroeconômica ----------------------------------------------------------------------------------------6
4. Principais indicadores económicos -----------------------------------------------------------------------------7
5. Investimento, poupança e consumo ---------------------------------------------------------------------------10
6. Economia do sector público e investimentos públicos -----------------------------------------------------12
7. Conclusão ---------------------------------------------------------------------------------------------------------14
8. Bibliografia -------------------------------------------------------------------------------------------------------14

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Introdução
A população de uma sociedade, de um país, tem necessidades de consumo relacionadas à alimentação,
vestuário, medicamentos, serviços de lazer, serviços médicos, eletrodomésticos, dentre muitas outras.
Podemos dizer que, as necessidades de consumo das pessoas são ilimitadas, porque dia após dia, o
consumo destes e de outros bens e serviços se torna uma condição de vida saudável, próspera e confortável
na sociedade da qual fazem parte.

Com o objectivo de suprir as necessidades das pessoas de uma sociedade, as empresas produzem bens e
prestam serviços que são comprados e consumidos por elas. Estas pessoas são designadas consumidoras.

Entretanto, devemos considerar que a capacidade de produção de bens e de prestação de serviços por parte
das empresas é limitada, ao contrário do consumidor que tem necessidades ilimitadas.

Esta capacidade limitada das empresas ocorre porque elas têm escassez de recursos como matérias-primas,
mão-de-obra, dinheiro, energia elétrica, máquinas, equipamentos, dentre outros, para a produção de bens
e serviços que os consumidores necessitam.

Deste modo, podemos concluir que quanto mais escasso for um recurso, maior será o seu valor e maior
será o preço do bem ou do serviço produzido a partir deste recurso.

A economia surge da relação de conceitos referentes às necessidades dos consumidores, aos recursos
(abundância ou escassez), às relações entre oferta e procura por produtos e serviços. Logo, a economia é
uma ciência que estuda a produção, distribuição, acumulação e consumo de bens e serviços pela sociedade.

Etimologicamente, a palavra “economia” deriva da junção dos termos gregos “oikós” (casa) e “nomos”
(norma, lei). Pode ser compreendida como “regras ou administração da casa”, sendo deste modo, algo
muito comum nas nossas vidas.

Assim, o conceito de economia engloba a noção de como as sociedades utilizam os recursos para a
produção de bens e a forma como é feita a distribuição desses bens entre os indivíduos.

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Análise Microeconômica
A microeconomia é a parte da economia que preocupa-se com a eficiência na alocação dos fatores de
produção, as quantidades de bens e serviços ofertadas e demandadas, os preços absolutos e relativos dos
bens e serviços, e a otimização dos recursos orçamentários de cada um dos agentes econômicos.

A microeconomia esclarece como os consumidores fazem suas escolhas de compra, ou como as empresas
decidem produzir, e de que forma as decisões influenciam na formação dos preços no mercado. Deste
modo, o mercado é, geralmente, o objeto de estudo da microeconomia, principalmente no que diz respeito
à forma como os agentes econômicos interagem formando alianças ou como os preços se formam. A
mesma nos ajuda a entender as diferenças entre os diversos mercados existentes, suas características e
como os concorrentes interferem nas estratégias e decisões um dos outros.

O mercado
Consiste num grupo de compradores (lado da procura) e num de vendedores (lado da oferta) de bens,
serviços ou recursos, que estabelecem contato e realizam transações entre si. Ou seja, a interação de
compradores e vendedores dá origem aos mercados.

O lado dos compradores é constituído tanto de consumidores, que são compradores de bens e serviços,
quanto de empresas, que são compradoras de recursos utilizados na produção de bens e serviços; enquanto
o lado dos vendedores é constituído pelas empresas, que vendem bens e serviços aos consumidores, e
pelos proprietários de recursos, que os vendem (ou arrendam) para as empresas em troca de remuneração.

As economias de mercado podem ser analisadas por dois sistemas:

o Sistema de concorrência pura (sem interferência do governo) - Neste tipo de organização milhares
de produtores e milhões de consumidores têm condições de resolver os problemas econômicos
fundamentais (o que e quanto, como e para quem produzir). Isso sem a necessidade de intervenção
do Estado na atividade econômica. Entretanto, existem algumas críticas relativas à este sistema
econômico: grande simplificação da realidade; preços nem sempre livres.

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o Sistema de economia mista (com interferência governamental) - A atuação do governo justifica-
se com o objetivo de eliminar as chamadas distorções alocativas (isto é, na alocação de recursos)
e distributivas, e promover a melhoria do padrão de vida da coletividade.

Análise Macroeconômica
A macroeconomia é a parte da teoria econômica que estuda a atividade da economia (como, por exemplo,
hábitos de produção, consumo e acumulação de bens) de um grupo de indivíduos, famílias, empresas e
comunidades, sendo que estes grupos podem formar cidades, estados ou países, ou seja, estuda o
comportamento da economia como um todo (fenômenos econômicos abrangentes, como o nível de
preços, a inflação, o desemprego, a política monetária de um país).

Para que se possa entender melhor os conceitos e fundamentos da macroeconomia e relacioná-los com a
realidade de um país, devemos sempre considerar as cinco divisões ou mercados da macroeconomia:

o O Mercado de Bens e Serviços: é responsável pela determinação do nível de produção agregada à


sociedade, bem como o nível de preços com os quais estes bens produzidos são comercializados.
o Mercado de Trabalho: considera a mão de obra que trabalha na produção dos bens agregados e é o
responsável pela determinação do nível de salários e das taxas de emprego e desemprego.
o Mercado Monetário: considera as relações de demanda e oferta de moeda na economia, e é
responsável pela determinação das taxas de juros definidas pelo Banco Central do país.
o Mercado de Títulos: analisa o nível de renda e gastos dos agentes econômicos.

o Mercado de Divisas: responsável pela definição dos índices de exportações e importações que geram
entrada ou saída de capital financeiro de um país.

Por outras palavras, macroeconomia pode ser entendida como sendo a área de estudo da estrutura e do
desempenho das economias e das políticas que os governos utilizam para tentar influir nesse desempenho.
Assim sendo, a macroeconomia tem as seguintes finalidades:

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o Impulsionar altas taxas de crescimento: através de investimentos em infraestrutura e atendimento
às necessidades da população e das empresas.
o Gerar baixo nível de desemprego: abertura de frentes de trabalho com investimentos em diversos
setores.
o Atender aos novos ingressos no mercado de trabalho: oportunizar aos novos trabalhadores o seu
primeiro emprego.
o Possibilitar uma estabilidade com mercados livres, garantir o livre comércio entre os diversos
mercados e as nações com interesse comercial.
o Garantir o equilíbrio entre exportações e importações, principal fonte de ingresso de moeda
estrangeira no país.
o Garantir uma estabilidade cambial para viabilizar o comércio internacional e também obter lucros
no mercado interno sem desvalorizar a nossa moeda.

Principais indicadores econômicos de


desenvolvimento.

Como sabemos, os objectivos da política econômica são amplos. Por conseguinte, percebe-se que os
operadores da política econômica estão concentrados em apresentar melhorias na saúde da economia. Os
instrumentos utilizados para avaliar e acompanhar o estado de saúde do sistema econômico são as taxas
de crescimento do produto, as taxas de desemprego e a sua extensão, bem como a evolução dos indicadores
que medem o nível de preço.

Deste modo, temos como principais indicadores econômicos de desenvolvimento as seguintes variáveis:

Produto Interno Bruto (PIB)

Refere-se ao valor de mercado de todos os bens finais e serviços produzidos pelos residentes de um país
em determinado período. O PIB mede o fluxo de dinheiro na economia de um país, e é reconhecido como

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a mais importante variável de fluxo na economia. Por outras palavras, PIB revela quanto de riqueza foi
gerada no país, durante um determinado período.

O PIB faz uma radiografia de toda a atividade econômica. Com ele podemos avaliar o sucesso da
economia no melhoramento dos padrões de vida da sociedade.

Como já explicitado, a variação do PIB é a medida do crescimento econômico de um país. Assim,


precisamos saber quais são os componentes do PIB para saber o que realmente determina o crescimento
econômico de um país.

Os componentes que condicionam o crescimento econômico de uma país são:

o Consumo das famílias;


o Investimento das empresas - ao investirem, as firmas elevam os níveis de emprego, produto e
renda;
o Gastos do governo - ao fazer obras, construir, operar suas estatais etc. o governo emprega mais
pessoas, o que possibilita a expanção do nível de emprego e, ao mesmo tempo, gerando
condições para que as empresas produzam mais, aumentando, por consequência, o nível de renda
da economia.;
o Exportação líquida - são as exportações menos as importações realizadas por um determinado
país.

Inflação

É um aumento sustentado dos preços dos bens e dos serviços. A taxa de inflação reflete o aumento
percentual dos preços num determinado período de tempo.

Entretanto, a inflação põe em causa o poder de compra das pessoas e enfraquece o salário, pois os
consumidores passam a comprar menos produtos apesar de ganharem o mesmo (alterando o seu padrão
de vida para pior).

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Se os subirem gradualmente, falamos de inflação moderada; quando a taxa de aumenta de dois a três
algarismos por ano, estamos perante uma inflação galopante. A hiperinflação é uma subida de preços na
ordem de 1000% por ano.

Existem vários factores para o surgimento de inflação: - A inflação de procura – ocorre quando o sector
produtivo não consegue adaptar a sua oderta à procura geral e decide aumentar os seus preços; - A
inflação de custos – ocorre quando aumentam os custos para o lado dos produtores e estes, por sua vez,
tranferem esses aumentos para os preços com o objectivo de continuarem a ter lucros; - A inflação auto-
construída – ocorre quando os produtores se antecipam relativamente um possível aumento dos preços
futuros, com um ajuste de seu comportamento actual.

Taxa de Desemprego
É a razão entre a população sem emprego e a população que está em condições de fazer parte do
mercado laboral. A taxa de desemprego permite indicar qual é a percentagem de trabalhadores que têm
efectivamente emprego.

A preocupação com o bem-estar da sociedade nos remete ao confronto de dois importantes conceitos:
crescimento econômico (aumento real, de longo prazo, do produto nacional do país ou da região) e
desenvolvimento econômico (processo de melhorar o nível de vida e o bem-estar de uma população por
meio do aumento da sua renda per capita).

É importante observar que uma das formas de avaliar o desenvolvimento é acompanhar a evolução de
alguns indicadores relativos à saúde e à educação, porque seu comportamento fornece uma boa
aproximação do que está ocorrendo com a qualidade de vida da população.

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), publicado nos Relatórios do PNUD, tem como objetivo
avaliar a qualidade de vida em todo o mundo.

O IDH agrega em sua metodologia de cálculo três variáveis: Indicador de renda, Indicador das condições
de saúde e Indicador das condições de educação

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Investimento, Poupança e Consumo
No decorrer da actividade econômica nem tudo o que se produz é consumido na sua totalidade. Assim, é
precisamente esta parcela do rendimento que não é consumida que constitui a poupança.

O rendimento disponível corresponde à parte do rendimento auferido pelos particulares que fica disponível
para consumo, ou seja, corresponde ao rendimento que resta após o pagamento de todos os impostos e
contribuições obrigatórias para a Segurança Social.

O rendimento pessoal disponível pode ser utilizado sob duas formas: em consumo ou em poupança.

O consumo é um fenómeno social complexo, condicionado por múltiplos factores e, com influência sobre
a vida humana e a do planeta.

Consumo é o acto de apropriação e/ou utilização de um determinado bem ou serviço, por parte de um ou
mais indivíduos, com vista à satisfação de necessidades materais ou imateriais.

Poupança corresponde ao rendimento que não é empregue em consumo, constituindo uma renúncia à
satisfação imediata de necessidades, de modo a ser possível satisfazer necessidades no futuro. Poupar
significa abdicar de uma certa quantia no momento presente, para a utilizar num momento posterior.

Os principais motivos que levam as pessoas a poupar são: o desejo de adquirir algo dispendioso, tornando-
se necessário amealhar dinheiro durante um certo período de tempo até se perfazer a quantia total; o desejo
de se efectuar um investimento posterior numa actividade considerada lucrativa ; a incerteza quanto ao
futuro; o volume do rendimento e as expectativas quanto ao futuro.

Entretanto, as famílias não são os únicos agentes económicos que efectuam poupança. As empresas
também fazem poupanças para mais tarde investirem.

Destino da poupança

A porção do rendimento disponível que é destinada à poupança pode ser aplicada de diferentes maneiras.
São elas:

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o Colocação Financeira: consiste na aplicação da poupança em produtos financeiros
disponibilizados por intermédio de instituições financeiros.

o Entesouramento: Diz-se que há entesouramento quando a poupança fica à guarda dos seus
proprietários ou, caso fique à guarda de terceiros, cuja entrega não é feita com o objectivo de
aumentar o valor do capital, pois o entesouramento não tem como intuito a rentabilização do
património. O entesouramento pode ser realizado através da guarda de valores em cofres ou outros
locais semelhantes ou , então, através da aquisição, sem intenção de revenda, de bens que não se
depreciem com o tempo, como por exemplo, as joias. O Entesouramento ocorre muitas vezes em
épocas em que a moeda tem uma grande desvalorização normalmente coincidente com
hiperinflação em que se torna racional livrarmo-nos da moeda.

o Investimento: é a forma de utilização das poupanças que consiste na compra de bens de produção,
ou seja, trata-se de canalizar a poupança para a atividade produtiva, de forma a possibilitar a
manutenção ou o aumento da sua capacidade.

Os tipos de investimentos que existem são:

- Investimento material: é o conjunto de despesas destinadas à aquisição de bens de produção


físicos.

- Investimento imaterial: aquele que é efectuado em bens imateriais.

- Investimento financeito: resulta da venda de acções, ou outros títulos, para as empresas poderem
aumentar a sua capacidade de produção.

O investimento desempenha um papel determinante no desenvolvimento da actividade económica de um


país, traduzindo-se no aumento dos rendimentos a repartir. Deste modo, podemos dizer que as funções
dos investimentos são:

- Investimento por substituição: é constituída pelas despesas efectuadas em bens de produção que
têm como objectivo substituir o material danificado ou gasto.

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- Investimento de inovação: quando o investimento é aplicado na compra de novas tecnologias,
por forma a melhorar e modernizar o processo de produção.

- Investimento em aumento de capacidade produtiva: quando as compras se destinam a aumentar


a capacidade produtiva da empresa.

Um investimento pode ser simultaneamente de inovação e de aumento de capacidade produtiva. A compra


de uma máquina inovadora permite, consequentemente, um aumento de produção.

O Investimento em inovação tem vindo a ganhar cada vez mais importância nas sociedades actuais,
desempenhando a tarefas fundamental de dinamizar a actividade económica. Actualmente, a investigação
assume um papel decisivo na competitividade das empresas, pois é graças a ela que os produtos e
processos de fabrico vão sendo sistematicamente inovados

Economia do Sector Público e Investimentos


Públicos
Do ponto de vista da economia clássica, o Estado deveria realizar um mínimo de funções, restringindo-se
às mais essenciais, como educação, saúde e segurança. Cabia aos indivíduos a busca da satisfação de suas
necessidades pessoais, de forma que, cada um, agindo segundo seus próprios interesses, acabaria
promovendo o interesse coletivo, mediante o livre funcionamento do mercado.

Pela visão clássica, ao Estado cabe apenas regular o livre funcionamento dos mercados e proporcionar a
segurança nos negócios ao assegurar o respeito às leis e à ordem.

A questão do bem-estar

A economia clássica supunha um mundo de concorrência perfeita, com os mercados apresentando um


grande número de compradores e vendedores, que estabeleciam preços de equilíbrio estáveis. Os produtos
finais eram homogêneos, sem diferenciação. Desse modo, o equilíbrio nos mercados assegurava a
alocação eficiente dos recursos.

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Todavia, na presença de concorrência imperfeita (monopólios, oligopólios, cartéis, concorrência
monopolística, etc.) a sociedade não atinge o máximo bem-estar. A concorrência imperfeita implica em
preços mais altos, com menores quantidades dos produtos sendo ofertados e demandados no mercado. Os
mecanismos de mercado falham em elevar a produção ao nível ótimo de equilíbrio e o Estado precisa
intervir para evitar maiores reduções do bem-estar social e elevar o equilíbrio macroeconômico.

Falhas de mercado
A impossibilidade de atingir a produção ótima, por imperfeições da concorrência, é denominada falhas de
mercado, decorrentes de indivisibilidade do produto, externalidades, custo de produção decrescentes e
mercados imperfeitos e riscos e incertezas na oferta dos bens.

Para bens indivisíveis, não se pode estabelecer preços através do mercado. É o caso da defesa nacional:
os cidadãos necessitam de segurança contra eventuais ataques militares de países estrangeiros e pagam
por isso, indiretamente, por meio de impostos.

As externalidades ocorrem quando os benefícios e custos privados, medidos pelos preços de mercado,
diferem dos benefícios e custos sociais. As externalidades podem ser negativas ou positivas.

As externalidades são negativas quando os custos sociais são maiores do que os custos privados (ou os
benefícios sociais são menores do que os benefícios privados). Exemplos de externalidades negativas:
produção de fumo e seus derivados; o tráfico de drogas; poluição e congestionamento de rodovias
provocadas pela indústria automobilística; fábrica de papel e celulose; indústrias petroquímicas...

Como exemplo de externalidades positivas, pode ser citado o caso da atividade de reflorestamento.

As funções do setor público


O papel do Estado na economia tem se alterado no transcorrer do tempo. Actualmente, destacam-se as
seguintes funções do Estado:

o Função Alocativa: compreende a oferta eficiente de bens públicos, através de produção própria
ou por empresas privadas
o Função Redistributiva: compreende a realização de ajustes na distribuição da renda e da riqueza
entre as pessoas

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o Função Estabilizadora: compreende a intervenção do governo para elevar o nível de emprego,
estabilidade dos preços e da moeda, reduzir a taxa de inflação, equilíbrio no balanço de
pagamentos e elevar a taxa de crescimento econômico.

Participação do Setor Público na Economia


Perante às novas funções do setor público, o número de impostos e taxas a serem pagos pela coletividade
tem vindo a crescer. Com o aumento do número de empresas estatais, principalmente nos países
subdesenvolvidos, tem-se agigantado o tamanho do Estado, com a expansão das despesas públicas.

A maior participação do governo na economia também, deve-se ao crescimento demográfico (implicando


em maiores gastos com educação, saúde, segurança), ao aumento das funções administrativas do setor
público, ao maior grau de urbanização do país, à necessidade de ofertar bens públicos para o
desenvolvimento (novas infra-estruturas, novos meios de transporte e comunicações), etc.

Conclusão
Ao final deste trabalho, podemos concluir que a economia se preocupa com os recursos escassos e com as
necessidades ilimitadas das pessoas. Conhecemos os dois grupos da teoria econômica: a macroeconomia
e a microeconomia; e vimos como eles estão inter-relacionadas. Por fim pudemos entender os objetos de
estudo da economia enquanto ciência e a importância do sector público para a economia de um país.

Bibliografia
Introdução à economia ( Francisco G. da Silva)
Introdução à economia (Carlos Magno Mendes)
Introdução à economia (N. Gregory Mankiw)
https://economiaaulas.wordpress.com/poupanca-e-investimento/
http://explicacoeseconomia.com.pt/poupanca-e-investimento-2/

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