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PROCESSAMENTO DIGITAL

DE SINAIS
AULA 1
PROF. MSC. FLÁVIO CAMPOS
Flavio.Campos@unifanor.edu.br
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APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
• 13 aulas
• 2 provas AP1 e AP2 (datas prováveis) – 17/04 e 19/06
• AP3 (data limite provável) – 03/07
• Bibliografia sugerida:
• De la Vega, Alexandre Santos. Teoria para Fundamentos de
Processamento Digital de Sinais. Ed. UFF – 2019
• Weeks, Michael. Processamento Digital de Sinais Utilizando
Matlab e Wavelets. Ed. LTC – 2012
• Hayes, Monson H. Teoria e Problemas de Processamento
Digital de Sinais. Ed. Bookman, Coleção Schaum – 2006
• Smith, Steven W. The Scientist and Engineer's Guide to Digital
Signal Processing. http://is.gd/RCZ4cW
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POR QUE ESTUDAR


PROCESSAMENTO DE SINAIS?
• O processamento digital de sinais é uma das tecnologias que moldarão
a ciência e engenharia neste século (Smith, 1999, se referindo ao século
XXI)
• Mudanças revolucionárias já foram feitas em diversos campos como:
comunicações, imagens médicas, radar e sonar, reprodução de música
em alta fidelidade, prospecção de petróleo, dentre outros
• Cada uma dessas áreas desenvolveu uma profunda tecnologia de DSP
(ou PDS em português), com algoritmos, matemática e técnicas
especializadas próprias
• E geral, estudar DSP envolve duas tarefas: aprender os conceitos gerais
e, depois, conceitos que se aplicam às técnicas especializadas para
alguma área de interesse
• Esta aula inicia nossa jornada no mundo do processamento digital de
sinais onde serão apresentados alguns tópicos básicos da teoria de
sistemas, porém sem o rigor matemático exigido por uma literatura
especializada no assunto
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POR QUE ESTUDAR


PROCESSAMENTO DE SINAIS?
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SINAL: DEFINIÇÃO
• Sinal  Entidade que carrega informação
• Visão matemática do sinal  Função dependente
de uma ou mais variáveis independentes:

• Tipos de sinais de acordo com o número de


variáveis independentes:
• Unidimensional. Ex.: áudio de 1 canal = f(t)
• Bidimensional. Ex.: imagem estática = f(x, y)
• Tridimensional. Ex.: vídeo sem som = f(x, y, t)
• Multidimensional. Ex.: tomografia/sismologia = f(v1(t),
v2(t), · · · , vV (t), t).
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TIPOS DE SINAIS DE ACORDO COM


O TIPO DAS VARIÁVEIS
• Sinal analógico  Todas as variáveis são contínuas
• Sinal amostrado  Discretização das variáveis
independentes (amostragem)
• Sinal quantizado  Discretização da variável
dependente (quantização)
• Sinal digital  Todas as variáveis são discretas
(amostragem + quantização)
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SINAL ANALÓGICO X SINAL


AMOSTRADO
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SINAL ANALÓGICO X SINAL


QUANTIZADO
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SINAL ANALÓGICO X SINAL DIGITAL


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SISTEMAS (CONCEITO AMPLO)


• “Um sistema é um conjunto de elementos que interagem
entre si, a fim de realizar uma determinada tarefa”
• Nota-se, na definição acima, três partes: os elementos, a
interação e o objetivo
• Primeiramente, a existência do sistema está vinculada à
existência de uma função a ser realizada
• Porém, para alcançar o objetivo desejado, não basta apenas
que se reúnam elementos
• Pelo contrário, eles devem, sobretudo, apresentar alguma
forma de interação
• E, para que os elementos interajam entre si e com o
exterior, alguma forma de conexão interna e externa deve
existir
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SISTEMAS (CONCEITO RESUMIDO)


• Em resumo, um sistema pode ser caracterizado pelos
seguintes itens:
• Função  Que é a razão pela qual o sistema deve ser
implementado
• Variáveis  Que armazenam as informações manipuladas
pelos elementos (geralmente coletadas de sensores e
enviadas para um atuador)
• Elementos  Que interagem, trocando informação, para
cumprir o objetivo do sistema
• Conexão  Que possibilita a comunicação entre os
elementos
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CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS
• Ao se classificar um sistema, procura-se por alguma
característica que possa ser útil na sua análise e/ou
no seu projeto. Algumas classificações possíveis
são:
• Analógico × Amostrado × Quantizado × Digital × Híbrido
• Causal × Não causal
• Variante × Invariante no tempo
• Linear × Não linear
• Instantâneo (sem memória) × Dinâmico
(com memória)
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CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS
• Os sistemas abordados no presente curso serão
classificados, na sua grande maioria, como sistemas
dinâmicos, lineares, invariantes no tempo, causais e
amostrados/digitais
• Além disso, será considerado, de forma geral, que a
relação entre as saídas e as entradas dos sistemas
serão descritas por equações de diferenças
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EXEMPLOS DE SISTEMAS (SISTEMA


ELÉTRICO)
• Costuma ser definido da seguinte forma:
• Variáveis  Usualmente a informação é codificada nas
grandezas físicas tensão e corrente. A tensão é associada ao
acúmulo de carga elétrica ou à energia potencial e a corrente,
por sua vez, é associada ao movimento de carga elétrica ou à
energia cinética. A associação de ambas permite definir
potência e energia, que podem ser outras variáveis de
interesse
• Elementos  A fim de modelar as fontes físicas de energia
elétrica e os efeitos físicos de resistência, capacitância e
indutância, são utilizados os respectivos elementos ideais de
circuito: fontes independentes, fontes dependentes, resistor,
capacitor, auto-indutância e indutância mútua. A forma como
cada elemento manipula as variáveis do circuito é descrita na
equação de definição de cada elemento
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EXEMPLOS DE SISTEMAS (SISTEMA


ELÉTRICO)
• Conexão  Em circuitos de baixa frequência, são utilizadas as leis
de tensão e de corrente de Kirchoff para descrever as conexões
entre os elementos. A fim de sistematizar a análise e o projeto de
circuitos, é comum que se utilize a teoria matemática de grafos
para descrever matematicamente os circuitos e, portanto, a
conexão existente nestes
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EXEMPLOS DE SISTEMAS (SISTEMA


DIGITAL)
• Costuma ser definido da seguinte forma:
• Variáveis  A informação mais fundamental é codificada em
números, os quais são representados em um determinado
Sistema de Numeração. Tipicamente, é utilizado o Sistema de
Numeração Binário Convencional e depois convertido em
inteiros e reais para acompanhamento via IHM
• Elementos  Os elementos mais fundamentais são as
denominadas portas lógicas, que implementam as funções
básicas da lógica clássica. A partir delas, são construídos todos
os demais elementos, inclusive os elementos armazenadores de
informação, os relacionados a cálculos numéricos e os que
desempenham funções mais complexas como IF, FOR e WHILE,
por exemplo
• Conexão  São utilizadas equações lógicas para descrever as
conexões entre os elementos
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EXEMPLOS DE SISTEMAS (SISTEMA


DIGITAL)
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EXEMPLOS DE SISTEMAS
(SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO)
• O ato de comunicar pode ser definido como o
transporte de uma informação, através de um meio
adequado, de uma fonte a um destino
• Por sua vez, telecomunicação significa comunicar à
grandes distâncias
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EXEMPLOS DE SISTEMAS
(SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO)
• Deve-se observar a presença do elemento denominado
sinal, ou seja, uma entidade que carrega informação
• Assim, a função do transmissor é, basicamente,
adequar a informação a ser transmitida ao meio de
transmissão escolhido. Isso é feito através da
codificação da informação em um sinal que o meio
possa transmitir eficientemente
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EXEMPLOS DE SISTEMAS
(SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO)
• A fim de modelar as imperfeições do processo de
transmissão, um sinal não desejado (ruído) é anexado
ao meio
• Finalmente, a função do receptor é tentar recuperar a
informação original, através da decodificação do sinal
transmitido
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SINAIS E MEIOS DE TRANSMISSÃO


• Diversas são as possibilidades de implementação, tanto dos
sinais que carregam a informação desejada quanto do meio
ou canal que transmitirá tais sinais
• Naturalmente, existe uma grande relação entre o sinal a
transmitir e o meio ou canal de transmissão, ou seja, a
escolha de determinado sinal implicará a utilização de uma
determinada classe de canais
• Da mesma forma, a escolha de um determinado meio de
transmissão possibilitará o uso de uma classe específica de
sinais
• Nas situações onde não é possível um casamento adequado
entre sinal e canal, um ou mais subsistemas devem ser
adicionados, com a finalidade de gerar um sinal mais
adequado ao meio disponível, a partir do sinal original
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SINAIS E MEIOS DE TRANSMISSÃO


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SINAIS E MEIOS DE TRANSMISSÃO


• Na figura anterior, os blocos Modulador e
Demodulador são responsáveis por compatibilizar a
transmissão de sinais digitais através de um canal
analógico
• Ainda na figura anterior, os conversores A/D
(Analógico/Digital) e D/A (Digital/Analógico) são
utilizados a fim de permitir que técnicas de
processamento de sinal digital possam ser
empregadas em um sinal originalmente analógico,
melhorando sua qualidade
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RESUMINDO E AMPLIANDO
• Objeto do processamento  Sinal (definido como
uma entidade que carrega informação)
• Agente do processamento  Sistema (definido
como um conjunto de elementos, que interagem
entre si, com o objetivo de realizar uma
determinada função)
• Arquitetura de um sistema  Variáveis, elementos,
topologia e função
• Domínio do processamento  Domínio no qual a
função do agente é definida: tempo/espaço (forma)
× frequência (composição espectral)
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RESUMINDO E AMPLIANDO
• Ação do processamento  Função exercida pelo
agente sobre o objeto: conformação
(tempo/espaço) × alteração espectral (frequência)
• Arquitetura genérica do processamento:
• Sinal de entrada (ou estímulo ou excitação ou
perturbação)
• Condições iniciais ou estado inicial
• Sistema
• Sinal de saída (ou resposta)
• Nomenclatura usual: “Sinal” (sinal desejado) ×
“Ruído” (sinal indesejado)