Você está na página 1de 28

PROCESSAMENTO DIGITAL

DE SINAIS
AULA 2
PROF. MSC. FLÁVIO CAMPOS
Flavio.Campos@unifanor.edu.br
2

RELEMBRANDO O QUE SÃO SINAIS


DISCRETOS
• Sinal  Entidade que carrega informação
• Tipos de sinais discretos
1. Sinal amostrado  Discretização das variáveis
independentes (amostragem)
2. Sinal quantizado  Discretização da variável
dependente (quantização)
3. Sinal digital  Todas as variáveis são discretas
(amostragem + quantização)

3
1 2
3

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Também conhecidos por sinais singulares ou, ainda
sinais de excitação, esses sinais formam uma
família
• u0[n], u1[n], u2[n], ...
• Embora sejam um número infinito de sinais nesta
família, na prática apenas alguns de mais interesse
são realmente utilizados
• Em especial dois deles: o impulso unitário u0(t) e o
degrau unitário u1(t), normalmente usados como
sinais de excitação de sistemas que estão sendo
analisados
4

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Impulso unitário (ou delta de Kronecker)
5

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Impulso não unitário
• Se multiplicarmos o impulso unitário u0[n] por uma
constante C ≠ 0 obtemos um impulso também, mas
neste caso um impulso não unitário de amplitude C
6

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Impulso atrasado
7

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Degrau unitário (unit step)
8

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Degrau não unitário
• Se multiplicarmos o degrau unitário u1[n] por uma
constante C ≠ 0 obtemos um degrau também, mas neste
caso um degrau não unitário de amplitude C
9

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Degrau atrasado
10

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Algumas relações importantes entre o impulso e o
degrau:
11

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Rampa unitária (unit ramp)
12

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Rampa não unitária
• Se multiplicarmos a rampa unitária u2[n] por uma
constante C ≠ 0 obtemos uma rampa também, mas
neste caso uma rampa não unitária de declive (ou
inclinação) C
13

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Rampa atrasada
14

SINAIS DISCRETOS DE INTERESSE


• Algumas relações importantes entre o degrau e a
rampa:
15

EXTRAPOLANDO OS SINAIS
DISCRETOS DE INTERESSE
• Outros sinais podem ser escritos analiticamente em
termos dos sinais do tipo impulso, degrau e rampa
16

EXTRAPOLANDO OS SINAIS
DISCRETOS DE INTERESSE
17

EXTRAPOLANDO OS SINAIS
DISCRETOS DE INTERESSE
18

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
• Um modelo pode ser entendido como uma
aproximação de uma realidade
• Ele representa uma simplificação daquilo que se está
modelando
• Duas razões justificam o uso da aproximação:
1. O desconhecimento dos detalhes do fenômeno em questão
2. O desejo de se reduzir a complexidade operacional, para
que se possa simular a ocorrência do fenômeno de forma
mais simples e rápida
• De posse de um modelo, pode-se estudar o fenômeno
desejado sem a necessidade de ocorrência do mesmo
• Além disso, diversas variações do fenômeno original
também podem ser facilmente simuladas
19

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
• Em Controle e Automação utiliza-se a modelagem para
representar sistemas a serem controlados
• Assim, duas ações básicas podem ser realizadas sobre
sistemas a partir da modelagem: Análise e Síntese
• Na análise, conhecidos o sistema e a sua entrada, é desejado
calcular a sua saída
• Na síntese (ou projeto), conhecidas a entrada e a saída
desejada, procuram-se sistemas de controle que realizem tal
relação
• Os processos de análise e de síntese necessitam que os
sistemas sejam descritos adequadamente, de forma
que se possa compreender o funcionamento dos
mesmos (análise) ou que seja possível realizar
modificações e/ou novas propostas (síntese)
20

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
• Os sistemas do tipo SLIT, Sistema Linear Invariante no
Tempo (ou ao deslocamento) são matematicamente
mais fáceis de se caracterizar, de se analisar e, logo,
também são mais fáceis de se projetar
• Uma subclasse importante de sistemas do tipo SLIT são
os sistemas SISO (Single-Input Single-Output) onde a
relação entre a saída e a entrada é descrita por uma
equação de diferenças linear com coeficientes
constantes
• Diversas representações podem ser utilizadas para
descrever tais sistemas
21

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
• Algumas das representações mais comuns são:
• Resposta ao impulso
• Resposta ao degrau
• Função de transferência
• Equações de estado (espaço de estados)
• Resposta em frequência
• Conjunto formado por zeros, pólos e ganho (conjunto
ZPK)
• Diagrama de pólos e zeros (DPZ)
• Diagrama de blocos
• Equação de diferenças
22

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
23

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
24

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
25

SISTEMAS LINEARES INVARIANTES


NO TEMPO (MODELAGEM)
26

MEMÓRIA DE UM SISTEMA
• Dado um SLIT causal e relaxado, a memória do sistema pode
ser definida como uma medida do quanto um valor y[k] da
sequência de saída é influenciado pelas amostras recentes
x[k − a], para k ≥ 0, da sequência de entrada
• Em um sistema com memória curta, o valor de y[k] é
fortemente afetado pelos valores mais recentes x[k − a]
• Colocado de outra forma, pode-se dizer que um valor de
entrada x[k − a] só consegue afetar um valor de saída y[k]
para uma pequena distância a
• Uma vez que, em tais sistemas, o sinal de saída responde
prontamente a variações na sinal de entrada, eles são ditos
sistemas de resposta rápida (fast responding systems)
27

MEMÓRIA DE UM SISTEMA
• Em um sistema com memória longa, o valor de y[n] é
afetado pelos valores x[k − a] em uma faixa mais extensa
• Ou seja, pode-se dizer que um valor de entrada x[k − a]
consegue afetar valores de saída y[n] durante uma longa
distância a
• Uma vez que, em tais sistemas, o sinal de saída responde
durante uma faixa mais extensa a variações no sinal de
entrada, eles são ditos sistemas de resposta lenta (ou do
tipo sluggish)
• Pode-se concluir que, para uma entrada transitória, a
resposta de um sistema de resposta rápida retorna a zero
mais rapidamente do que em um sistema do tipo sluggish
28

MEMÓRIA DE UM SISTEMA
- Memória Curta
- Sistemas de Resposta
Rápida
- Fast Responding
Systems

- Memória Longa
- Sistemas de Resposta
Lenta
- Sluggish Systems

Você também pode gostar