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UNIVERSIDADE ALTO VALE DO RIO DO PEIXE – UNIARP

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

SIDNEY DE BIASI

CÁLCULO ESTRUTURAL DE UM EDIFÍCIO UTILIZANDO


O SOFTWARE EBERICK

CAÇADOR
2018
SIDNEY DE BIASI

CÁLCULO ESTRUTURAL DE UM EDIFÍCIO UTILIZANDO


O SOFTWARE EBERICK

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para


a obtenção do título de Bacharel, do Curso de
Engenharia Civil, ministrado pela Universidade Alto
Vale do Rio do Peixe – UNIARP, sob orientação
professora Esp. Gilsinei da Silva.

CAÇADOR
2018
2

CÁLCULO ESTRUTURAL DE UM EDIFÍCIO UTILIZANDO


O SOFTWARE EBERICK

SIDNEY DE BIASI

Este trabalho de conclusão de curso foi submetido ao processo de avaliação pela


Banca Examinadora para a obtenção do Título (Grau) de:

Bacharel em Engenharia Civil

E aprovada em sua versão final em 29/06/2018, atendendo às normas da legislação


vigente da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe e coordenação do curso de
Engenharia Civil.

_____________________________________
Dra. Liane da Silva Bueno

BANCA EXAMINADORA:

_______________________________
Esp. Gilsinei da Silva

_______________________________
MSc. Gabriela Cassol

_______________________________
Dra. Liane da Silva Bueno
3

DEDICATÓRIA

A minha esposa Sheila Denisi Haymussi De


Biasi e a toda minha família que sempre me
apoiaram em todos os momentos de dificuldade.
4

AGRADECIMENTOS

Obrigado a todas as pessoas que contribuíram para meu sucesso e para meu
crescimento como pessoa. Sou o resultado da confiança e da força de cada um de
vocês.
5

RESUMO

O presente trabalho consiste na busca de fundamentos básicos para a elaboração do


cálculo estrutural de um edifício com cinco pavimentos, com estrutura de concreto
armado. Para o desenvolvimento e confecção do cálculo estrutural é de suma
importância a busca de referenciais que norteiam e otimizem de maneira eficaz o
dimensionamento correto dos elementos que compõem a estrutura do
empreendimento. Para poder alcançar tais objetivos, realizou-se uma revisão
bibliográfica acerca dos elementos que compõem a estrutura de concreto armado.
Essa revisão bibliográfica associada ao software Eberick constitui a principal
ferramenta para o dimensionamento da estrutura em concreto armado do referido
empreendimento. O presente trabalho, teve como etapas, a descrição do projeto
arquitetônico, a definição de premissas (espessura da alvenaria, altura do edifício,
localização da obra, Fck adotado e cargas na estrutura), para o desenvolvimento do
cálculo estrutural, a configuração do software Eberick, e o lançamento da estrutura
(pilares, vigas e lajes). O cálculo estrutural foi auxiliado pelo software Eberick sendo
alimentado com dados seguindo as orientações do manual do programa e normas
técnicas. O dimensionamento da estrutura foi realizado automaticamente pelo
software que resultou em diversos dados como cargas nas fundações, flechas em
vigas e lajes, análise estática linear, coeficientes Gama-z e o detalhamento das
armaduras dos pilares, lajes e vigas.

Palavras-Chave: Concreto armado. Cálculo estrutural. Eberick.


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ABSTRACT

The present work consists in the search of basic foundations for the elaboration of the
structural calculation of a building with five floors, with reinforced concrete structure.
For the development and construction of the structural calculation, it is extremely
important to search for references that effectively guide and optimize the correct
dimensioning of the elements that make up the structure of the building. In order to
achieve these objectives a literature review was performed on the elements that
constitute the reinforced concrete structure. This literature review together with the
Eberick software is the main tool for the dimensioning of the structure in reinforced
concrete of this project. The present work, was carried out according to the following
steps: the description of the architectural design, the definition of basic assumptions
(thickness of the masonry, height of the building, location of the building, adopted Fck
and loads imposed upon the structure), for the development of the structural
calculations, configuration of the Eberick software and the placement of the structure
(pillars, beams and slabs). The structural calculations were executed with the aid of
the Eberick software, which was fed with data according to the guidelines of the
software manual and technical standards. The structure dimensioning was carried out
automatically by the software. This procedure resulted in several data such as loads
on the foundations, arrows in beams and slabs, linear static analysis, Gama-z
coefficients and the detailing of the reinforcement of the pillars, slabs and beams.

Keywords: Reinforced concrete. Structural calculation. Eberick.


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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Demonstração de flexotração, compressão diametral e tração pura ........ 24


Figura 2 - Fachada 3 D ............................................................................................. 41
Figura 3 - Pavimento Tipo ......................................................................................... 42
Figura 4 - Pavimento Tipo ......................................................................................... 43
Figura 5 - Corte 1 ...................................................................................................... 44
Figura 6 – Configuração do software (Análise) ......................................................... 46
Figura 7 – Configuração do software (Detalhamento-Pilares) ................................... 47
Figura 8 – Configuração do software (Detalhamento-vigas) ..................................... 48
Figura 9 – Configuração do software (Detalhamento-lajes) ...................................... 49
Figura 10 – Configuração do software (Detalhamento-sapatas) ............................... 50
Figura 11 – Configuração do software (Dimensionamento-pilares)........................... 51
Figura 12 – Configuração do software (Dimensionamento-vigas) ............................. 52
Figura 13 – Configuração do software (Dimensionamento vigas-ancoragem) .......... 53
Figura 14 – Configuração do software (Dimensionamento-lajes) .............................. 54
Figura 15 – Configuração do software (Dimensionamento-sapatas)......................... 55
Figura 16 – Configuração do software (Materiais e durabilidade) ............................. 56
Figura 17 – Configuração do software (Materiais e durabilidade-fluência) ................ 57
Figura 18 – Configuração do software (Materiais e durabilidade-classes) ................ 58
Figura 19 – Configuração do vento ........................................................................... 59
Figura 20 – Forças devido ao vento .......................................................................... 59
Figura 21 – Configuração sistema............................................................................. 60
Figura 22 – Definição numero de pisos ..................................................................... 61
Figura 23 –Lançamento lajes .................................................................................... 63
Figura 24 – Vista em 3D da Estrutura Lançada......................................................... 64
Figura 25 – Análise Estática Linear ........................................................................... 85
Figura 26 – Pórtico espacial ...................................................................................... 86
8

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Composição do cimento Portland comum ............................................... 18


Tabela 2 - Teores dos componentes do cimento Portland composto........................ 19
Tabela 3 - Classes de resistência do concreto (MPa) ............................................... 23
Tabela 4 - Propriedades mecânicas dos aços........................................................... 26
Tabela 5 - Classes de agressividade ambiental (CAA) ............................................. 28
Tabela 6 – Áreas da edificação ................................................................................. 40
Tabela 7 - Vigas pavimento garagem........................................................................ 66
Tabela 8 – Vigas pavimento térreo............................................................................ 67
Tabela 9 – Vigas pavimento tipo ............................................................................... 68
Tabela 10 – Vigas do pavimento cobertura ............................................................... 69
Tabela 11 – Vigas caixa d’água ................................................................................ 70
Tabela 12 – Vigas tampa caixa d’água ..................................................................... 70
Tabela 13 – Cargas e seções dos pilares (prumada) ................................................ 71
Tabela 14 – Dimensionamento laje pavimento térreo ............................................... 73
Tabela 15 – Dimensionamento das lajes do pavimento térreo .................................. 75
Tabela 16 – Dimensionamento das lajes do pavimento tipo ..................................... 77
Tabela 17 – Dimensionamento das lajes do pavimento cobertura ............................ 80
Tabela 18 – Dimensionamento das lajes do pavimento cobertura ............................ 81
Tabela 19 – Dimensionamento das sapatas ............................................................. 81
9

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 13
2 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................... 15
2.1 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................. 15
2.1.1 História do Concreto Armado ........................................................................... 15
2.1.2 Uso Concreto Armado na Europa e no Brasil................................................... 16
2.1.3 Composição do Concreto ................................................................................. 17
2.1.3.1 Cimento ou aglomerante ............................................................................... 17
2.1.3.2 Cimento Portland comum CP I e CP I-S........................................................ 18
2.1.3.3 Cimento Portland CP II .................................................................................. 19
2.1.4 Agregado Graúdo ............................................................................................. 20
2.1.5 Agregado Miúdo ............................................................................................... 20
2.1.6 Aditivo para Concreto ....................................................................................... 20
2.1.7 Consistência do Concreto ................................................................................ 20
2.1.8 Adensamento do Concreto ............................................................................... 21
2.1.9 Concreto Armado ............................................................................................. 21
2.1.9.1 Massa específica ........................................................................................... 21
2.1.9.2 Resistência à compressão ............................................................................ 22
2.1.9.3 Resistência à tração ...................................................................................... 23
2.1.9.4 Módulo de elasticidade .................................................................................. 24
2.1.9.5 Vantagens do concreto armado .................................................................... 25
2.1.9.6 Desvantagem do concreto armado................................................................ 25
2.1.9.7 Aços para armadura ...................................................................................... 25
2.1.9.8 Durabilidade da estrutura .............................................................................. 26
2.1.9.9 Classe de agressividade ambiental ............................................................... 27
2.1.10 Dimensionamento de Uma Estrutura ............................................................. 28
2.1.11 Qualidade das Estruturas ............................................................................... 29
2.1.12 Durabilidade das Estruturas de Concreto ....................................................... 30
2.1.13 Lajes ............................................................................................................... 31
2.1.13.1 Tipos usuais de laje em edificações ............................................................ 31
2.1.13.1.1 Laje maciça convencional ........................................................................ 31
2.1.13.1.2 Laje maciça protendida ............................................................................ 32
2.1.13.1.3 Laje nervurada ......................................................................................... 32
10

2.1.13.1.4 Laje cogumelo .......................................................................................... 32


2.1.13.1.5 Laje pré-fabricada..................................................................................... 32
2.1.13.1.6 Laje de concreto armado apoiada em uma só direção ............................. 33
2.1.13.1.7 Laje de concreto armado apoiadas em duas direções ............................. 33
2.1.14 Vigas .............................................................................................................. 34
2.1.15 Pilares ............................................................................................................ 34
2.1.16 Fundações...................................................................................................... 34
2.1.16.1 Fundações superficiais ................................................................................ 35
2.1.16.1.1 Blocos de fundação .................................................................................. 35
2.1.16.1.2 Sapatas isoladas ...................................................................................... 35
2.1.16.1.3 Sapata corrida .......................................................................................... 35
2.1.16.1.4 Radier ....................................................................................................... 36
2.1.16.2 Fundações profundas .................................................................................. 36
2.1.16.2.1 Estacas..................................................................................................... 36
2.1.16.2.2 Tubulões................................................................................................... 37
2.1.17 Projeto estrutural ............................................................................................ 37
2.1.17.1 Projeto arquitetônico da edificação ............................................................. 37
2.1.17.2 Laudo de sondagem do terreno .................................................................. 37
2.1.17.3 Levantamento topográfico ........................................................................... 38
2.1.17.4 Obras especiais ........................................................................................... 38
2.1.17.5 Avaliação das características das obras vizinhas ....................................... 38
2.1.17.6 Característica do macro ambiente da obra.................................................. 38
2.1.17.7 Planejamento previsto para a execução da obra ........................................ 38
2.1.17.8 Prazo necessário para o início da obra ....................................................... 39
2.2 METODOLOGIA .................................................................................................. 39
2.2.1 Eberick ............................................................................................................. 39
2.2.2 AutoCAD .......................................................................................................... 40
2.2.3 Projeto arquitetônico......................................................................................... 40
2.2.4 Memorial Descritivo .......................................................................................... 40
2.2.4.1 Estrutura ........................................................................................................ 40
2.3 APRESENTAÇÃO, ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS ........................... 44
2.3.1 Considerações Iniciais...................................................................................... 44
2.3.2 Projeto Arquitetônico ........................................................................................ 45
2.3.3 Definição de Premissas .................................................................................... 45
11

2.3.4 Configuração do Software ................................................................................ 46


2.3.4.1 Configuração análise ..................................................................................... 46
2.3.4.2 Configuração detalhamento .......................................................................... 47
2.3.4.2.1 Configuração detalhamento pilares ............................................................ 47
2.3.4.2.2 Configuração do software (Detalhamento-vigas) ....................................... 48
2.3.4.2.3 Configuração do software (Detalhamento-lajes) ........................................ 49
2.3.4.2.4 Configuração do software (Detalhamento-sapatas) ................................... 50
2.3.4.3 Configuração dimensionamento .................................................................... 50
2.3.4.3.1 Configuração dimensionamento pilares ..................................................... 51
2.3.4.3.2 Configuração dimensionamento vigas........................................................ 52
2.3.4.3.3 Configuração dimensionamento vigas ancoragem ..................................... 53
2.3.4.3.4 Configuração dimensionamento lajes......................................................... 54
2.3.4.3.5 Configuração dimensionamento sapatas ................................................... 55
2.3.4.4 Configuração materiais e durabilidade .......................................................... 55
2.3.4.4.1 Configuração materiais e durabilidade – fluência ....................................... 57
2.3.4.4.2 Configuração materiais e durabilidade – classes de concreto.................... 58
2.3.4.5 Configuração do vento .................................................................................. 58
2.3.4.5.1 Configuração do vento – forças devido ao vento ....................................... 59
2.3.4.6 Configuração sistema .................................................................................... 60
2.3.5 Lançamento da Arquitetura no Eberick ............................................................ 60
2.3.5.1 Lançamento gráfico da estrutura ................................................................... 61
2.3.5.2 Lançamento dos pilares ................................................................................ 62
2.3.5.3 Lançamento das vigas................................................................................... 62
2.3.5.4 Lançamento das lajes.................................................................................... 63
2.3.5.5 Lançamento da escada ................................................................................. 64
2.3.5.6 Pórtico Espacial ............................................................................................. 64
2.3.6 Dimensionamento dos Elementos .................................................................... 65
2.3.6.1 Dimensionamento ao Estado de Limite Último .............................................. 65
2.3.6.2 Dimensionamento das vigas ......................................................................... 66
2.3.6.2.1 Dimensionamento das vigas do pavimento garagem ................................. 66
2.3.6.2.2 Dimensionamento das vigas pavimento térreo........................................... 67
2.3.6.2.3 Dimensionamento vigas pavimento tipo ..................................................... 68
2.3.6.2.4 Dimensionamento das vigas do pavimento cobertura ................................ 69
2.3.6.2.5 Dimensionamento vigas caixa d’água ........................................................ 70
12

2.3.6.2.6 Dimensionamento vigas tampa caixa d’água ............................................. 70


2.3.6.3 Dimensionamento dos pilares do ELU .......................................................... 71
2.3.6.4 Dimensionamento das lajes ao ELU ............................................................. 73
2.3.6.4.1 Dimensionamento das lajes do pavimento garagem .................................. 73
2.3.6.4.2 Dimensionamento das lajes do pavimento térreo ....................................... 75
2.3.6.4.3 Dimensionamento das lajes do pavimento tipo .......................................... 77
2.3.6.4.4 Dimensionamento das lajes do pavimento cobertura ................................. 78
2.3.6.4.5 Dimensionamento das lajes da caixa d’água ............................................. 81
2.3.6.5 Dimensionamento das sapatas ..................................................................... 81
2.3.7 Análise Estática Linear ..................................................................................... 84
2.3.8 Deslocamento horizontal .................................................................................. 86
2.3.9 Coeficiente Gama-z .......................................................................................... 87
3 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 88
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 89
APÊNDICE ................................................................................................................ 91
13

1 INTRODUÇÃO

No campo da engenharia civil, é vasta a literatura e estudos técnicos acerca do


uso de cálculo estrutural para edificações em concreto armado. Grosso modo, o
concreto armado é um material utilizado na construção de edifícios residenciais e
públicos que atende a diversos projetos arquitetônicos. A estrutura portante, em
concreto de tais edifícios pode ser constituída de concreto armado, concreto
protendido ou, então, por uma associação dos dois materiais.
Os elementos que compõem o sistema estrutural global em edifícios de
concreto armado são constituídos de lajes, vigas e pilares ou da união destes
elementos. Cada elemento estrutural deve ter função compatível com os esforços
solicitantes e seu cálculo deve ser preciso de forma a garantir a segurança da
estrutura.
Com o crescente aumento da construção de edifícios em concreto para fins
residenciais e comerciais, faz-se mister o aumento da qualidade das edificações a fim
de evitar diversas patologias em sua estrutura. É sabido que muitos desses problemas
são ocasionados por excesso ou falta de aço nos elementos estruturais, o que acaba
por ocasionar trincas e rachaduras em sua estrutura. Para reduzir o aparecimento
dessas patologias e aumentar a vida útil das edificações, torna-se necessário o uso
de software capaz de simular com rapidez diversas composições da estrutura e
escolher a que mais se adapta as normas da ABNT.
Nesse contexto, o presente trabalho de conclusão de curso apresenta a
estrutura do que será tratado, posteriormente, no trabalho de conclusão do curso com
aprofundamento do tema em questão. Ademais, buscará esclarecer a seguinte
questão: como dimensionar um edifício em concreto armado utilizando cálculo
estrutural com auxílio do software Eberick?
O objetivo geral desta monografia é apresentar o dimensionamento e
detalhamento de um edifício em concreto armado, com quatro pavimentos,
abrangendo os conhecimentos necessários para a sua elaboração. Em relação aos
objetivos específicos apontamos:
a) Apresentar o embasamento teórico a respeito do concreto armado e da
utilização de cálculo estrutural, através de pesquisas bibliográficas em
livros e normas atualizadas;
b) Levantamento de cargas;
14

c) Dimensionar os elementos estruturais como vigas, pilares e fundações;


d) Elaborar projeto estrutural, detalhando as vigas, pilares lajes e fundações.

Ademais, a monografia a ser desenvolvida seguirá os seguintes procedimentos:


a) Pesquisa bibliográfica: elaborada a partir de material já publicado,
principalmente de livros, artigos de periódicos e, também, material
disponibilizado na Internet;
b) Para o desenvolvimento do referencial teórico utilizaremos embasamento
em livros específicos de cálculo e detalhamento de estruturas de concreto
armado de acordo com a NBR 6118 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS - ABNT, 2014) junto com outras normas;
c) Apresentação de cálculo de um edifício estrutural utilizando concreto
armado;
d) Dimensionamento do cálculo estrutural usando o software Eberick.

Para o desenvolvimento do cálculo estrutural serão usados os softwares


AutoCAD, Eberick e plantas do projeto arquitetônico. O AutoCAD servirá para
armazenar as plantas baixas, que serão copiadas pelo software Eberick. Este último
terá a função processar os dados e informar os resultados do cálculo estrutural.
15

2 DESENVOLVIMENTO

O embasamento teórico do presente trabalho é fundamentado em pesquisa


bibliográfica específica de engenharia civil no que diz respeito ao concreto armado.
Ademais, realizou-se também pesquisa em sites específicos que tratam sobre o tema.

2.1 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1.1 História do Concreto Armado

Marcus Aurelius Antoninus (188 - 217) imperador romano, mais conhecido


como Caracalla (manto gaulês com capuz por ele usado), impôs uma audaciosa
política de obras e construiu as Termas de Caracalla, as primeiras construções de
associações de barras metálicas a pedras ou argamassa, com a finalidade de
aumentar a resistência das obras (SANTOS, 2014).
Posteriormente, no início do século XV, quando do começo da recuperação
dessas termas, foram encontradas barras de bronze dentro da argamassa de
pozzolana (rocha de origem vulcânica misturada com areia, argila e silte) em estrutura
que, mesmo sem apoio, alcançavam grandes distâncias para a época (SANTOS,
2014).
Mais tarde, entre os anos de 1794 e 1790, o arquiteto Jean-Baptiste Rondelet,
usou pedra associada a aço na construção da Igreja Santa Genoveva em Paris, hoje
chamada de Panthéon de Paris (SANTOS, 2014). Rondelet utilizou nas vigas barras
longitudinais retas nas zonas de tração e barras transversais para evitar o
cisalhamento. As barras eram colocadas nos furos feitos nas pedras, (artesanalmente)
e os espaços vazios eram preenchidos com argamassa de cal (SANTOS, 2014).
Em 1824, após 34 anos do termino da Igreja Santa Genoveva, Josep Aspdin,
realizou diversas experiências usando uma mistura de pó de pedra calcária e argila,
as quais eram queimadas e após moídas. Aos materiais obtidos dessas misturas,
eram acrescentadas quantidades de água resultando na formação de uma argamassa
que, após seca, tornava-se dura como uma pedra. O produto final assemelhava-se a
uma rocha encontrada na ilha britânica de Portland, similar em resistência e
durabilidade (SANTOS, 2014). Posteriormente, Aspdin nomeou esse produto como
Cimento Portland e o patenteou. Vinte anos mais tarde, Isaac Charles Jonhson
16

desenvolveu diversas experiência, aumentado a temperatura até 1400º para a queima


da mistura desenvolvida por Aspdin e obteve, após a moagem, um produto mais fino
e mais resistente que os anteriores (SANTOS, 2014).

2.1.2 Uso Concreto Armado na Europa e no Brasil

O concreto armado, inventado na Europa no século XIX, consiste na


combinação do concreto - uma mistura de agregados miúdos e graúdos, cimento e
areia e uma armadura de aço (SANTOS, 2006).
Uma característica interessante do concreto armado é a propriedade da
resistência à compressão do concreto reunido com a resistência à tração do aço, o
que permite vencer grandes vãos e alcançar alturas extraordinárias. Além dessas
propriedades, o concreto armado é um material plástico e moldável podendo se impor
a vários formatos. Usado inicialmente apenas em embarcações e tubulações
hidráulicas, a partir do fim o século XIX, passou também a ser usado em edificações.
Juntamente com o aço e o vidro constituíram os chamados novos materiais da
arquitetura moderna (BENEVOLO, 1976, p.42), que são produzidos em escala
industrial e viabilizam a edificação de arranha-céus, pontes, silos e novos objetos
arquitetônicos característicos do mundo moderno do século XX em geral (SANTOS,
2006).
No Brasil o uso do concreto armado iniciou em 1908 com a construção de uma
ponte com 9 metros de vão, projetada pelo engenheiro François Hennebique e
executada pelo empreiteiro Echeverria no Rio de Janeiro (SANTOS, 2006).
Fundamentalmente a utilização do concreto moldado, utilizando formas e
acrescentando no seu interior uma armadura de aço, resulta em um conjunto de
elementos conhecido por concreto armado (SANTOS, 2006). A combinação desses
dois elementos resulta em uma resistência, tanto dos esforços de compressão como
de tração, no interior das peças. Os esforços de compressão são próprios do concreto
que possui grande resistência, ao passo que cabe ao aço assegurar a estabilidade,
devido a sua resistência aos esforços de tração, que será visto mais detalhadamente
nos tópicos destinados ao cálculo estrutural (SANTOS, 2006).
17

2.1.3 Composição do Concreto

O concreto é resultante da mistura de cimento, areia e pedra britada. Quando


o cimento é hidratado pela água, forma uma pasta resistente e aderente aos
fragmentos de agregados, pedra e areia, constituindo um bloco monolítico (PORTAL
DO CONCRETO, 2017).
A composição do concreto é feita por três elementos principais a seguir
enumerados:

2.1.3.1 Cimento ou aglomerante

É um elemento sílico-calcário, aquecido a alta temperatura até a sinterização,


(clínquer de cimento) que, depois de moída, torna-se um produto de fina textura. Os
cimentos como aglomerantes hidráulicos determinam as características do concreto,
e são fabricados seguindo normas da ABNT.
No Brasil segundo a Associação Brasileira de Cimento Portland, estão
disponíveis oito tipos de cimento a seguir mencionados:
a) Cimento Portland Comum CP I e CP I-S (NBR 5732, ABNT, 1991);
b) Cimento Portland CP II (NBR 11578, ABNT, 1991);
c) Cimento Portland de Alto Forno CP III (com escória) – (NBR 5735, ABNT,
1991);
d) Cimento Portland CP IV (com pozolana) – (NBR 5736, ABNT, 1991);
e) Cimento Portland CP V ARI (Alta Resistência Inicial) – (NBR 5733, ABNT,
1991);
f) Cimento Portland CP (RS) (Resistente a sulfatos) – (NBR 5737, ABNT,
1992);
g) Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (BC) – (NBR 13116, ABNT,
1994);
h) Cimento Portland Branco (CPB) – (NBR 12989, ABNT, 1993).

Os cimentos mais usados na construção de edificações são os: Cimento


Portland Comum CP I e CP I-S (NBR 5732, ABNT, 1991) e o Cimento Portland CP II
(NBR 11578, ABNT, 1991).
18

2.1.3.2 Cimento Portland comum CP I e CP I-S

Como pode-se observar, cada tipo de cimento é regido por uma norma que fixa
as especificações necessárias para a sua fabricação.
O cimento Portland Comum é composto somente por duas substâncias: o
clínquer e o gesso (substância de cálcio), conforme definido pela norma NBR 5732
(ABNT, 1991).
A NBR 5732 (ABNT, 1991), define cimento Portland comum em seu parágrafo
3.1, como:

Aglomerante hidráulico obtido pela moagem de clínquer Portland ao qual se


adiciona, durante a operação, a quantidade necessária de uma ou mais
formas de sulfato de cálcio. Durante a moagem é permitido adicionar a esta
mistura, materiais pozolânicos, escórias granuladas de alto-forno e/ou
materiais carbonáticos.

A Tabela 1, indica a composição do cimento Portland comum de acordo com a


NBR 5732 (ABNT, 1991).

Tabela 1 – Composição do cimento Portland comum


Clínquer + Escória
Classe de Material Material
Sigla Substância de Granulada de
Resistência Pozolânico Carbonático
Cálcio Alto Forno
25
CP I 32 100 0
40
25
CP I-S 32
100 1-5
40
Fonte: NBR 5732 (ABNT, 2014)

A mesma norma ainda especifica que o cimento CP I é o cimento Portland


Comum, enquanto que o CP I-S é o cimento Portland Comum com adição.

Os dois tipos de cimento são fabricados nas classes 25, 32 e 40 Mpa,


que representam o mínimo de resistência aos 28 dias.
19

2.1.3.3 Cimento Portland CP II

O cimento Portland CP II é especificado pela norma NBR 11578 (ABNT, 1991)


conforme descrição abaixo:
Cimento Portland composto: aglomerante hidráulico obtido pela moagem do
clínquer Portland ao qual é adicionado, durante a operação, a quantidade necessária
de uma ou mais formas de sulfato de cálcio. Durante a moagem adicionar a esta
mistura de materiais pozolânicos, escória granulada de alto-forno e/ou materiais
carbonáticos.
Clínquer Portland Produto constituído em maior parte de silicatos de cálcio com
propriedades hidráulicas.
Adições – Material pozolânicos de acordo com a NBR 5736
Escoria granulada de alto-forno – De acordo com a NBR 5735
Materiais carbonáticos – materiais finamente divididos constituídos em sua
maior parte de carbonato de cálcio
Designação – O cimento Portland composto é designado pelas siglas a seguir,
que correspondem às adições e às suas classes de resistência conforme indicados
na Tabela 2.

Tabela 2 - Teores dos componentes do cimento Portland composto


Nota: As classes 25, 32 e 40 representam os mínimos de resistência à compressão
aos 28 dias de idade, em MPa
Tabela dos Componentes do Cimento Portland Composto
Clínquer + Escória
Classe de Material Material
Sigla Substância de Granulada de
Resistência Pozolânico Carbonático
Cálcio Alto Forno
25
CP IIE 32 94-56 6-34 0-10
40
25
CP IIZ 32 94-76 - 6-14 0-10
40
CP IIF 25 94-90 - 6-10
32
40
Fonte: (NBR 5732 (ABNT, 2014)
20

2.1.4 Agregado Graúdo

Conhecido como pedra britada ou brita para concreto, o agregado graúdo é o


responsável pela resistência mecânica do concreto. A pedra britada, ou brita, é
retirada de pedreiras ou jazidas onde a rocha bruta é detonada em blocos menores
de diversos tamanhos. Após triturados nos britadores são peneiradas e classificadas
em dimensões estipuladas por norma, com a denominação de brita 0, 1, 2 3 etc.
Além disso, agregado graúdo cujos grãos passam pela peneira com abertura
de malha de 75 mm e ficam retidos na peneira com abertura de malha de 4,75 mm,
ressalvados os limites estabelecidos na norma. As dimensões dos agregados
graúdos, bem como os agregados miúdos são definidos pela NBR 7211 (ABNT, 2009).

2.1.5 Agregado Miúdo

O Agregado miúdo é a areia para concreto ou areia lavada, normalmente retiradas


de rios, lagos ou jazidas, desde que não estejam contaminadas com sal ou outras
substâncias que possam afetar o concreto. Tal elemento pode ser composto também
por pó de pedra, isoladamente ou em conjunto com a areia. O pó de brita é a pedra
triturada até ficar com a granulometria dos grãos da areia, por meio de britadores (NBR
7211, ABNT, 2009).

2.1.6 Aditivo para Concreto

São produtos incorporados ao concreto que, comprovadamente, servem para


melhorar a maleabilidade, dureza e impermeabilidade. Os seguintes aditivos são os
mais utilizados: plastificantes, retardadores, incorporadores de ar,
impermeabilizantes, aceleradores, anticongelantes e outros aditivos que servem para
colar peças pré-fabricadas (PORTAL DO CONCRETO, 2017).

2.1.7 Consistência do Concreto

A consistência do concreto é um dos fatores que mais influenciam na


trabalhabilidade do concreto. É importante não confundir consistência com
trabalhabilidade. A consistência do concreto está relacionada com a mobilidade da
21

massa do concreto e a coesão entre os agregados. O grau de umidade é que


determina a consistência e plasticidade permitindo maior ou menor deformação do
concreto em relação aos esforços. O método mais conhecido para determinar a
consistência do concreto é o ensaio de abatimento, conhecido como slump test
(PORTAL DO CONCRETO, 2017).

2.1.8 Adensamento do Concreto

O adensamento do concreto, ou seja, a sua compactação, é usada para diminuir


as bolhas de ar contidas no seu interior. Isso é necessário para aumentar a resistência
do concreto, melhorar a sua aderência na armadura e também torná-lo mais
impermeável e resistente às intempéries. O adensamento do concreto pode ser feito
de forma manual, usando barras de ferro ou pedaço de madeira usando como
soquete, ou mecânica por meio de vibradores escolhidos conforme o tipo da
construção e a forma da execução da obra. O adensamento manual é feito por
camadas de concreto com espessura entre 15 e 20 centímetros (CONSTRU FACIL
RJ, 2014).

2.1.9 Concreto Armado

Concreto armado é técnica mais usada mundialmente para a edificação de


estrutura. O concreto armado é um material composto formado pela combinação de
concreto com barra de aço. Por ser um elemento com baixa resistência à tração (10%
da resistência à compressão), as barras de aço têm a função de absorver os esforços
à tração na estrutura. O funcionamento da união desses dois produtos só é possível
em virtude da aderência. Se não houvesse a aderência não seria possível a
concepção do concreto armado (ARAUJO, 2010).

2.1.9.1 Massa específica

Quando a massa específica do concreto for desconhecida, usa-se um valor


de massa específica de 2400 kgf/m³ para o concreto simples e 2500 kgf/m³ para o
concreto armado. Quando é conhecida a massa específica do concreto simples
22

utilizado, acrescenta-se 100 kg/m³ a 150 kg/m³ para obtenção da massa específica do
concreto armado (NBR 6118, ABNT, 2003).

2.1.9.2 Resistência à compressão

A resistência à compressão é a principal e mais importante característica do


concreto. A resistência do concreto, fc, é obtida através de ensaios padronizados de
curta duração (carregamento rápido). Devido a diversos fatores que influenciam a
resistência do concreto, como a falta de homogeneidade na mistura, o grau de
compactação diferentes entre outros, verifica-se uma razoável diferença nos
resultados dos valores da resistência, obtidos nos corpos de prova de um determinado
lote. Sendo assim, reconhecendo que a resistência do concreto, fc, é a relação água-
cimento maior é a resistência à compressão. Na curva de Gauss, obtém-se dois
valores importantes: resistência média do concreto à compressão, fmc, obtido pela
média aritmética dos valores do cp de todos os corpos de prova do ensaio e a
resistência característica do concreto à compressão fck. A resistência característica
do concreto é um valor tal que existe uma probabilidade de 5% de se obter resistência
inferior a mesma. O fck é obtido pela seguinte fórmula:

(01)

Onde “S” é o desvio padrão e obedece a distância entre a abscissa do fcm e a


do ponto do desvio da curva, ou seja, o ponto onde a curva muda de concavidade
(ARAUJO, 2010).

S= (02)

O valor de 1,645 é referente à quantidade de 5%, ou seja, apenas 5% dos


corpos de prova tem uma compressão menor que a resistência característica. Por
segurança, a NBR 6118 (ABNT, 2014) recomenda a fixação de um coeficiente de
minoração de segurança sobre o resultado final de resistência ( ), com a finalidade
de ponderar a variação das resistências conseguidas e a provável diferença exibida
na execução em obra. Ao aumento deste coeficiente de minoração ao resultado final
23

de resistência característica ( ) se dá o nome de resistência de cálculo ( ) que é


obtido pela fórmula (ARAUJO, 2010):

fcd = (03)
!

A classificação dos grupos e classes de concretos de resistência padronizada


normatizadas pela NBR 8953 (ABNT, ANO), segue a seguinte tabela:

Tabela 3 - Classes de resistência do concreto (MPa)


Grupo I C10 C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50
Grupo II C55 C60 C70 C80
Fonte: (NBR 8953 (ABNT, 2015)

Para concreto armado, deve-se usar a classe C20 ou superior (fck 20 MPa).
Para concreto protendido utiliza-se a classe C25 ou superior. Segundo a NBR 6118,
a classe C15 pode ser usada somente em fundações ou em obras provisórias
(ARAUJO, 2010).

2.1.9.3 Resistência à tração

O concreto é um composto que apresenta pouca resistência à tração,


geralmente não se levando em consideração a ajuda dessa resistência. Porém, as
resistências à tração podem estar ligadas diretamente ao esforço cortante e fissuração
das peças. Concretos feitos com agregados como o seixo rolado liso e arredondados,
possuem uma resistência inferior ao concreto elaborado com pedra britada
(CARVALHO, 2007, p. 33).

A resistência à tração do concreto pode ser determinada em três ensaios


diferentes: ensaio de tração axial, ensaio de compressão diametral ou ensaio
de flexão. Normalmente, o termo resistência à tração constante nas normas
de projeto (NBR 6118, CEB) refere-se à resistência à tração axial (tração
direta) (ARAÚJO, 2010, p. 9).
24

A forma correta, de se fazer os ensaios estão contidas nas NBR 7222 (ABNT,
2010) e NBR 12142 (ABNT, 2010), e quando os ensaios não são viáveis, são
estabelecidas equações para chegar aos valores de resistência.

A resistência à tração indireta fct,sp e a resistência à tração na flexão fct,f


devem ser obtidas em ensaios realizados segundo as ABNT NBR 7222 e
ABNT NBR 12142, respectivamente. A resistência à tração direta fct pode ser
considerada igual a 0,9 fct,sp ou 0,7 fct,f, ou, na falta de ensaios para
obtenção de fct,sp e fct,f, pode ser avaliado o seu valor médio ou
característico por meio das seguintes equações: fctk,inf = 0,7 fct,m fctk,sup =
1,3 fct,m — para concretos de classes até C50: fct,m = 0,3 fck2/3 — para
concretos de classes C55 até C90: fct,m = 2,12 ln (1 + 0,11 fck) onde fct,m e
fck são expressos em megapascal (MPa). sendo fckj 7 MPa, estas
expressões podem também ser usadas para idades diferentes de 28 dias
(NBR 6118, ABNT, 2014, p.23).

Figura 1 - Demonstração de flexotração, compressão diametral e tração pura

Fonte: Carvalho (2015)

A resistência à tração pura (para concretos do grupo I) é aproximadamente


85% da resistência à tração por compressão diametral, e 60% da resistência
obtida pelo ensaio de flexotração; este último método não é nada prático,
dada a dificuldade do ensaio. O ensaio de compressão diametral é conhecido
como Ensaio Brasileiro de Resistência à Tração, por ter sido sistematizado
pelo engenheiro e professor L. F. Lobo Carneiro (CARVALHO, 2015, p. 35).

2.1.9.4 Módulo de elasticidade

O concreto é um material que não apresenta um comportamento não linear


quando submetido a tensões de compressão ou tração.
Segundo a NBR 6118 (ABNT, 2014), quando não forem realizados ensaios,
pode-se estimar o valor do módulo de elasticidade inicial do concreto, usando as
expressões a seguir:
" # $% & ''( - para fck de 20 MPa a 50 MPa
25

Sendo:
$% = 1,2 para basalto e diabásio
$% = 1,0 para granito e gnaisse
$% = 0,9 para calcáreo
$% = 0,7 para arenito

2.1.9.5 Vantagens do concreto armado

Entre as maiores vantagens no uso do concreto armado podemos mencionar:


a celeridade na edificação, adaptabilidade, economia, impermeabilidade, conservação
em geral, segurança contrafogo e resistência contrachoques e vibrações. No Brasil,
os materiais para a confecção do concreto armado apresentam um custo não muito
elevado. Com uma dosagem correta e cuidado com cobrimento das ferragens, o
concreto armado apresenta uma ótima durabilidade. Outro fator positivo é a facilidade
de modelagem que contribui para uma boa arquitetura da obra (KROZAI, 2017).

2.1.9.6 Desvantagem do concreto armado

O concreto armado também apresenta algumas desvantagens, como peso


elevado e difícil demolição quando necessário para reformas de edificações. Outra
característica desvantajosa ao uso do concreto armado é não proporcionar um
adequado índice de isolamento térmico e acústico (AECWEB, 2017).

2.1.9.7 Aços para armadura

Aço é uma liga metálica de ferro e carbono com um percentual de 0,3% a


2,00% de participação do carbono, para dar ao aço maior ductilidade, evitando sua
quebra quando dobrado para a confecção de armadura. Os fios e barras de aço
utilizados nas estruturas são classificados em categorias, conforme o valor de
resistência ao escoamento (fyk). Na falta de valores fornecidos pelo fabricante, ou de
ensaios específicos, o módulo de elasticidade do aço pode ser admitido como sendo
210 GPa (PORTAL DO CONCRETO, 2017).
Segundo a NBR 7480 (ABNT, 2007) classificam-se como barras os produtos
de diâmetro nominal 6,3 mm ou superior, feitas exclusivamente por laminação a
26

quente, sem processo posterior de deformação. De acordo com o valor característico


da resistência de escoamento, as barras de aço são classificadas nas categorias CA-
25 e CA-50, e os fios de aço na categoria CA-60. Classificam-se como fios aqueles
de diâmetro nominal de 10,0 mm ou inferior, obtido por meio de fio-máquina por
trefilação ou laminação a frio. As barras do aço CA 50 são providas obrigatoriamente
de nervuras transversais oblíquas. As barras com bitolas de 10 mm e superiores
deverão apresentar marcas de laminação, identificação do produto e a categoria do
material.

Na Tabela abaixo segundo os autores Carvalho e Filho (2015), de monstra


determinas propriedades do aço, referente a NBR 6118 (ABNT, 2014)

Tabela 4 - Propriedades mecânicas dos aços


Aço Fyk (MPa) Fyd (MPa) Eyd (%) = x/d
CA25 250 217 0,104 0,7709
CA50 500 435 0,207 0,6283
CA60 600 522 0,248 0,5900
Fonte: Carvalho e Filho (2015)

2.1.9.8 Durabilidade da estrutura

A durabilidade da estrutura de concreto está sujeita a ação do meio


ambiente. Ela está relacionada a diferentes fatores, tais como a elaboração do projeto,
qualidade e especificação dos insumos, preparação do concreto e confecção da
estrutura e manutenção preventiva e corretiva (AECWEB, 2017).
Além disso, a durabilidade da estrutura também sofre o impacto da ação do
meio ambiente. O grau de agressividade onde será construída a edificação
determinará a característica do concreto e da estrutura, a espessura da camada de
cobertura da armadura, a resistência à compressão do concreto e a abertura máxima
de fissura. Por exemplo, uma edificação situada em uma região rural terá risco de
deterioração muito pequeno, mas, se estiver no litoral e receber água do mar, o risco
certamente deverá ser elevado. “A ABNT NBR 6118 apresenta uma tabela com a
classificação da agressividade em função do tipo de ambiente onde a estrutura estará
inserida, bem como o risco de deterioração associado a cada classe de
27

agressividade”, informa Enio Pazini Figueiredo, conselheiro do Instituto Brasileiro do


Concreto (Ibracon) e professor da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da
Universidade Federal de Goiás (UFG) (AECWEB, 2017).
Atualmente, existem no mercado equipamentos e métodos para acompanhar o
potencial e a rapidez de corrosão das armaduras, bem como a resistividade, o pH, a
umidade e o teor de cloretos do concreto. “No aspecto estrutural, as deformações, as
acelerações e os deslocamentos também podem ser avaliados. A estratégia de
acompanhamento é o primeiro passo a ser dado e é fundamental”, ressalta Pazini.
Nessa etapa são obtidos dados formais (projetos, especificações, relatórios,
memoriais, entre outros) e informais por meio dos usuários ou vizinhos. A partir dessas
informações, são realizadas verificações ou vistorias nas estruturas (AECWEB, 2017).
Já existe no mercado novidades que ajudam a aumentar a durabilidade do
concreto armado, como os concretos autos adensáveis e de elevadas resistências.
“Há ainda concretos com fibra (polipropileno, metálicas) concreto com inibidores de
corrosão (nitrito de cálcio, nitrito de sódio e aminas) com super pozolanas (sílica ativa
e metacaolim), concretos super/ultra plastificantes, além daqueles com geotêxteis nas
formas ou com nano tubos de carbono”, detalha o docente (AECWEB, 2017).
A durabilidade da estrutura de concreto está ligada com as qualidades dos
materiais e o tempo de exposição às intempéries em um determinado ambiente.
Segundo a NBR 15575 (ABNT, 2013), a Vida Útil do Projeto (VUP) mínima para a vida
útil de estruturas de concreto armado deve ser igual ou superior a 50 anos (AECWEB,
2017).

2.1.9.9 Classe de agressividade ambiental

No item 6.4 a NBR 6118 (ABNT, 2014) trata da agressividade do ambiente, nos
seguintes termos:

A agressividade do meio ambiente está relacionada às ações físicas e


químicas que atuam sobre as estruturas de concreto, independentemente das
ações mecânicas, das variações volumétricas de origem térmica, da retração
hidráulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas (NBR 6118,
ABNT, 2014).
28

A agressividade ambiental nos projetos atuais deve ser classificadas de


acordo com a tabela 5, e pode ser estimada simplificadamente, segundo a exposição
da estrutura ou de parte dela (PINI, 2017).

Tabela 5 - Classes de agressividade ambiental (CAA)


Classe de Classificação geral do Risco de
agressividade Agressividade tipo de ambiente para deterioração da
ambiental efeito de projeto estrutura
I Fraca Rural/ Submersa Insignificante
II Moderada Urbana Pequeno
III Forte Marinha / Industrial Grande
Industrial / Respingos de
IV Muito Forte Elevado
maré
Fonte: NBR 6118 (ABNT, 2003)

2.1.10 Dimensionamento de Uma Estrutura

A NBR 15575-1 (ABNT, 2010) (norma de desempenho) impõe para as


estruturas de concreto armado uma vida útil de projeto de 50 anos, desde que os seus
usuários atendam às exigências do manual de utilização, inspeção e manutenção
citado no item 25.3 da NBR 6118 (ABNT, 2014).
O dimensionamento de uma estrutura tem por fundamental importância garantir
segurança, estabilidade e durabilidade frente as solicitações a que vai ser submetida
durante sua edificação e após quando da sua utilização (UFPEL, 2013).
O cálculo ou dimensionamento de estruturas de concreto armado tem que ser
executado de tal maneira que garanta de forma segura, estável e sem deformação em
demasia, suportar todas as cargas a ela submetida durante a sua execução e
utilização (CARVALHO; ROBERTO CHUST, 2015).
Nesse sentido, o dimensionamento tem por finalidade evitar falhas na estrutura
ou em partes da mesma. Falha na estrutura não é somente apenas o perigo de ruptura
que pode ameaçar a vida dos ocupantes, mas também a não utilização em sua
totalidade por motivo de deformação ou trincas etc. O dimensionamento correto de
uma estrutura garante com segurança que a mesma vai manter as características que
29

possibilitem o uso satisfatório da construção durante toda a vida útil e para satisfazer
as necessidades para a qual foi concebida (CARVALHO; FILHO, 2015, p.46).
Segundo Carvalho e Filho (2015), não se pode cogitar que uma estrutura tenha
segurança total contra todos os componentes aleatórios que formam a edificação no
processo de concepção, execução e utilização. Isso é valido tanto para as ações como
para a resistência dos elementos da construção. Basicamente, a insegurança está
relacionada às seguintes incertezas:
a) Resistência dos materiais utilizados, influenciadas por alguns fatores (tempo
de duração da aplicação das cargas, fadiga, fabricação etc.), pelas
condições de execução da obra e pelos ensaios, que não reproduzem
fielmente as situações reais;
b) Características geométricas da estrutura (falta de precisão na localização,
na secção transversal dos elementos e na posição das armaduras);
c) Ações permanentes e variáveis; e
d) Valores das solicitações calculados que podem ser diferentes dos reais em
virtude de todas as imprecisões inerentes ao processo de cálculo.
O cálculo estrutural é usado para avaliar o comportamento de estruturas
submetidas à esforços diversos. Sua finalidade é a verificação da resistência
adequada dos elementos estruturais sob condições de carregamentos extremos ao
longo de sua vida útil como: peso próprio, cargas móveis ou acidentais; ou devidos a
fenômenos naturais tais como: ação de ventos, chuvas, variações de temperaturas,
etc. Além disso, também pode prever a deformação das mesmas sob condições
normais de carregamentos durante a sua utilização (LAJES PATAGONIA, 2017).

2.1.11 Qualidade das Estruturas

A qualidade final de uma estrutura de concreto armado é o resultado do correto


feitio estrutural e da boa qualidade do projeto estrutural aliados a correta execução a
obra, da qualidade dos materiais e qualificação a mão de obra. Embora muitos
problemas estruturais serem oriundos de erros no projeto estrutural, é no canteiro de
obras que existe a maior probabilidade de ocorrerem problemas, por não haver, em
muitos casos, controle rigoroso no processo de execução e também da qualidade dos
materiais usados na execução da estrutura (KROETZ, 2017).
30

Giongo (2007), define que em edifícios que usam concreto armado, a


estrutura global do mesmo é composta de materiais estruturais rotulados como lajes,
vigas e pilares. A disposição adequada destes componentes é fundamental para a
segurança e durabilidade da estrutura devendo ser ajustados de modo a atender os
requisitos do projeto (KROETZ, 2017).
A qualidade das estruturas é bem destacada na NBR 6118 (ABNT, 2014),
onde a preocupação existente é com relação a qualidade e durabilidade das mesmas.
Requisitos gerais de qualidade da estrutura e avaliação da conformidade do projeto.
Diretrizes para a durabilidade das estruturas de concreto. A norma estabelece no item
5.1.1, que as estruturas de concreto devem atender aos requisitos mínimos de
qualidade durante a construção e utilização, classificadas em três grupos definidos no
idem 5.1.2.
As estruturas de concreto devem atender aos requisitos mínimos de qualidade
durante sua construção e serviços e às exigências adicionais estabelecidas em
conjunto com o autor do projeto estrutural e o contratante. Os requisitos de qualidade
de uma estrutura são classificados em três grupos distintos:
1 - Capacidade resistente;
2 - Desempenho em serviço e
3 - Durabilidade.
As exigências do grupo 1 dizem respeito à segurança contra a ruptura, as do
grupo 2 referem-se aos danos causados por fissuração excessiva, deformações,
inconvenientes e vibrações indesejáveis e as exigências do grupo 3 ressaltam a
conservação da estrutura, sem a necessidade de reparo de alto custo (CARVALHO;
FILHO, 2015, p.64).

2.1.12 Durabilidade das Estruturas de Concreto

Muitos problemas estão surgindo com a degradação acelerada das estruturas


de concreto e com as necessidades competitivas no campo da construção civil.
Observa-se, nas duas últimas décadas, uma tendência mundial no sentido de
melhorar os estudos e projetos voltados a durabilidade e o aumento da vida útil das
estruturas do concreto armado e protendido (CLIFTON, 1993 apud MEDEIROS;
ANDRADE; HELENE, 2011).
31

A durabilidade das estruturas de concreto armado depende da maneira de


como ela foi concebida, desde a elaboração do projeto, a escolha dos materiais, a
mão de obra usada, a preparação do concreto, execução da estrutura e a manutenção
preventiva e corretiva. Além disso, a ação do meio ambiente na região onde será
edificada determinará o tipo de concreto a ser usado, tais como: a relação água e
cimento, a espessura do cobrimento da armadura, a resistência a compressão do
concreto bem como a abertura máxima de fissura. Uma estrutura construída na zona
rural terá um risco de deterioração bem menor do que uma estrutura construída no
litoral, recebendo os respingos das águas do mar (AECWEB, 2017).

2.1.13 Lajes

As lajes são elementos estruturais que tem a função principal de receber as


cargas de utilização das edificações e transmiti-las às vigas. São placas onde sua
espessura é bem menor que sua largura e comprimento. São as lajes que recebem
diretamente o maior carregamento suportados pela estrutura. Os carregamentos
estão distribuídos sobre a superfície das lajes que as descarrega normalmente sobre
as vigas de apoio ou paredes estruturais (BORGES, 2010).
O cálculo das lajes significa determinar a sua espessura, cotar a quantidade de
aço para a sua armadura e detalhar as dimensões dos aços, baseados nas cargas
levantadas, condições de apoios e a interação entre as lajes (BORGES, 2010, p.25).

2.1.13.1 Tipos usuais de laje em edificações

Os pisos das construções podem ser feitos com diferentes tipos de lajes. Tais
como: laje maciças convencional, laje maciça protendida, laje nervuradas, laje
cogumelo e também com os diferentes tipos de lajes pré-fabricadas. A escolha do tipo
de laje a ser usada depende de considerações econômicas e de segurança, sendo
uma função do projeto arquitetônico em análise (ARAUJO, 2010).

2.1.13.1.1 Laje maciça convencional

Lajes maciças convencionais são elementos planos com uma espessura


uniforme, apoiadas ao longo do seu contorno. Os apoios podem ser constituídos por
32

vigas ou pela alvenaria, sendo este último o tipo de laje mais comumente usados em
edifícios onde os vãos são relativamente pequenos (ARAUJO, 2010).

2.1.13.1.2 Laje maciça protendida

A laje maciça protendida difere da laje de concreto tradicional por sua armação.
Ao contrário de gaiolas e vergalhões comuns de aço, a laje protendida é armada com
cordoalhas de aço mais resistente a tensões. Nas construções a protensão ajuda a
resolver problemas de deformação. O sistema de protensão permite reduzir a
espessura da laje e possibilita também uma cobertura de vãos maiores e de um
número menor de vigas.

2.1.13.1.3 Laje nervurada

As lajes nervuradas são utilizadas para vencer grandes vãos, geralmente


superiores a 8 metros e são constituídas de nervuras, onde são colocadas as
armaduras longitudinais de tração. Desse modo, consegue-se reduzir o seu peso
próprio porque se elimina uma parte do concreto que ficaria na zona de tração, caso
fosse adotada uma laje convencional maciça. O espaço entre as nervuras pode ser
preenchias com material inerte de baixo peso específico para tornar plana a parte
inferior da laje (ARAUJO, 2010)

2.1.13.1.4 Laje cogumelo

Laje cogumelo são lajes apoiadas diretamente nos pilares resultando, assim,
em uma laje sem vigas. Nessas lajes o topo do pilar em um aumento de seção,
chamado de capitel, tem a finalidade de aumentar a resistência à punção da laje.
Quando o capitel não existe a laje é denominada de laje lisa (ARAUJO, 2010).

2.1.13.1.5 Laje pré-fabricada

São chamadas de laje pré-fabricada todas aquelas cujas partes são produzidas
em larga escala por indústrias. Existem muitos tipos de laje pré-fabricada, sendo que
33

as mais usadas são as lajes com vigotas treliçadas e a lajes com vigotas de concreto
armado. As vigotas de concreto armado têm a seção de concreto em forma de “T”
invertido, com armadura passiva totalmente envolta com o concreto da vigota. As
vigotas treliçadas são confeccionadas usando uma armadura em forma de treliça,
parcialmente envolta com concreto da vigota. Os elementos de enchimento entre as
vigotas são chamadas de tavelas sendo que as mais comuns são as de cerâmica u
de EPS. As lajes pré-fabricadas estão ganhando maior aplicação nas construções de
residência e também em edifícios devido ao bom comportamento estrutural e
facilidade de execução (KEHL; VASCONCELLOS, 2012).

2.1.13.1.6 Laje de concreto armado apoiada em uma só direção

A laje apoiada em uma só direção, submetida a uma carga uniformemente


distribuída, os momentos fletores, na direção x são idênticos a um conjunto de vigas
justapostas, porque não surgem flechas diferentes na direção y (exceto em bordos
livres). Elas constituem somente uma variedade especial de vigas com uma largura
muito grande (GUERRIN, 2002, p.295).
O perigo de ruptura por força cortante é muito pequeno em laje, de modo que
na maioria das vezes mantém a sua capacidade de carga sem que seja necessário
usar armadura de cisalhamento. Em caso de carga elevada pode ocorrer uma ruptura
de tração por força cortante na direção x, que pode ser evitada com a colocação de
uma armadura de cisalhamento. Em casos de carregamento não-uniforme, ou sob
carregamentos concentrados, aparecem além dos momentos fletores mx, também
momentos transversais my, e as respectivas deformações. Para cargas concentradas
muito elevadas pode ocorrer no ponto de carregamento uma ruptura por força
cisalhante, devido a ocorrência do puncionamento de um cone de concreto
(LENHOARDT; MÖNNIG, 2008, p.76-77).

2.1.13.1.7 Laje de concreto armado apoiadas em duas direções

As lajes armadas em duas direções são aquelas em que a relação entre o


menor e o maior vão é menor que 2. Nesses casos os momentos fletores são muito
importantes e devem ser calculados. Para cada um dos momentos deve ser realizado
o cálculo para o dimensionamento das armaduras (ARAUJO, 2010).
34

2.1.14 Vigas

Viga é um elemento estrutural que serve para transferir aos pilares os esforços
recebidos pelas lajes. Pela definição da NBR 6118 (ABNT, 2003) (item 14.4.1.1), vigas
“são elementos lineares em que a flexão é preponderante”. As vigas são classificadas
como barras e são normalmente retas e horizontais, destinadas a receber ações das
lajes, de outras vigas, de paredes de alvenaria e eventualmente de pilares, etc.

2.1.15 Pilares

Pilares são elementos estruturais lineares de eixo reto, normalmente dispostos


na vertical. As cargas preponderantes que atuam nos pilares são forças normais de
compressão. A principal função dos pilares é receber as cargas das vigas e lajes e
transmiti-las para as fundações. Juntamente com as vigas, os pilares formam os
pórticos que são os responsáveis para resistir as cargas horizontais e verticais,
garantindo assim a estabilidade de toda a estrutura (VANDERLEI, 2008).
Qualquer que seja a forma dos pilares, quadrado ou retangular, a dimensão de
um dos lados não deverá ser inferior a 19 centímetros. Em alguns casos especiais,
permite-se que a menor dimensão fique entre 12 e 19 centímetros desde que as
cargas que atuem sobre eles sejam multiplicadas por um coeficiente adicional ()*
+ ' ' & , , sendo “b” a menor dimensão do pilar. A secão transversal dos pilares
não deve ter área inferio a 360 cm² (VANDERLEI, 2008).

2.1.16 Fundações

As fundações são um dos componentes da infraestrutura, isto é, a parte


estrutural que está localizada sob a superfície do solo. São elementos estruturais que
podem ser formados por concreto (armado ou não), ou por perfis de aço ou de
madeira, cuja finalidade é transmitir para o solo todas as cargas da superestrutura
(estrutura acima do solo) vinda do andar térreo. O projeto e execução das fundações
são determinadas pela NBR-6122. As fundações podem ser divididas em 2 grupos:
fundações superficiais (rasas ou diretas) e fundações profundas (BORGES, 2010).
35

2.1.16.1 Fundações superficiais

Conforme a NBR 6122/2010, as fundações superficiais são elementos de


fundação que transmitem as cargas para o solo pela pressão de sua base que pode
ser quadrada, retangular ou triangular. São tipos de fundações rasas as sapatas
(sapatas isoladas, sapatas corridas, e vigas de fundações), os blocos e os radiers
(ESCOLA ENGENHARIA, 2016).

2.1.16.1.1 Blocos de fundação

São fundações não armadas de concreto normalmente em forma cúbica,


quadrada ou retangular, com carga centrada em sua face superior. Por questão de
economia pode ter forma escalonada, isto é, em forma de degraus.

2.1.16.1.2 Sapatas isoladas

As fundações em sapatas são feitas em concreto armado com base em planta


quadrada, retangular ou trapezoidal. Por ser feita com concreto sua altura é bem
menor que a do bloco de fundação. As sapatas podem ser centradas (quando o ponto
de aplicação da carga vertical está localizado no centro de gravidade da base), ou
excêntrica (quando o ponto de aplicação da carga vertical está distante do centro de
gravidade da base. As sapatas excêntricas normalmente estão localizadas em pilares
de divisa de terreno onde não há possibilidade de centralização das cargas (BORGES,
2010).

2.1.16.1.3 Sapata corrida

São fundações rasas, feitas em concreto armado, com a finalidade de suportar


uma carga vertical linearmente distribuída (BORGES, 2010).
36

2.1.16.1.4 Radier

Fundação em concreto armado, de forma plana, parecida com uma grande laje
suportando todos os pilares da edificação ou um carregamento distribuído (tanques,
depósitos, silos, etc.) (BORGES, 2010).

2.1.16.2 Fundações profundas

São as fundações que transmitem a carga para o solo pela base (resistência
de ponta), por sua superfície lateral (resistência de fuste) ou por combinação das duas.
Incluem-se neste tipo de fundação, as estacas, tubulões e caixões) (ESCOLA
ENGENHARIA, 2016).

2.1.16.2.1 Estacas

As estacas são elementos de fundação profunda feitas de concreto, aço ou


madeira podendo ser cravadas ou concretada em loco de grande comprimento e
seções transversais pequenas. São exemplos de fundações profundas os tipos que
se seguem:
Estaca STRAUS – estaca de concreto armado moldada no local. É construída
no interior de perfurações feitas no solo, através de brocas ou balde sonda (piteira);
Estaca FRANKI – estaca pré-moldada em concreto armado, que é cravada no
solo através de um equipamento chamado de bate-estacas;
Estacas Metálica – estaca em perfil de aço, cravado no solo por meio de um
bate-estaca até atingir o solo firme ou rocha;
Estaca a percussão – estaca cravada a golpes de martelo de cravamento, o
pode ser acionado pelo seu peso próprio ou ser impulsionado de encontro à cabeça
da estaca através de ar comprimido;
Estaca cravada por prensagem – escada cravada por meio de macaco
hidráulico;
37

2.1.16.2.2 Tubulões

São elementos de fundação profunda com base alargada ou não, que podem
ser feitas a céu aberto ou sob ar comprimido (pneumático) e com ou sem revestimento
podendo ser de aço ou concreto. Na sua etapa final de construção é necessário a
descida de um funcionário para a limpeza e completar a forma geométrica (ESCOLA
ENGENHARIA, 2016).

2.1.17 Projeto estrutural

Para que se possa fazer um projeto estrutural bom e eficiente, seja ele
pequeno, médio ou grande, o engenheiro calculista deve dispor de uma gama muito
grande de informações antes de iniciar seu trabalho. Nesse sentido o profissional
calculista deve seguir uma lista com as principais informações que vai orientar a
elaboração de um bom projeto estrutural (KOERICH, 2015).

2.1.17.1 Projeto arquitetônico da edificação

É de suma importância que o calculista receba o projeto arquitetônico definido


para elaborar os complementares. Muitas vezes o projetista calculista recebe o projeto
arquitetônico já com a aprovação pela prefeitura que provavelmente percorreu um
longo caminho até a sua aprovação. Em virtude disso, dificilmente o arquiteto e o
proprietário aceitam a fazer alterações no projeto para melhor adaptação do projeto
estrutural. Portanto, quanto mais cedo o projetista estrutural receber o projeto
arquitetônico, melhor (KOERICH, 2015).

2.1.17.2 Laudo de sondagem do terreno

No Brasil, não é costume a realização de sondagem do terreno para obras de


pequeno porte. O laudo de sondagem não pode ser visto como despesa e sim como
investimento, pois as fundações são a segurança da obra. De posse do laudo, o
engenheiro calculista pode dimensionar as fundações apropriadamente evitando
assim o superdimensionamento (KOERICH, 2015).
38

2.1.17.3 Levantamento topográfico

Apesar do levantamento topográfico não ser exigido para todas as obras, faz-
se necessário nos casos em que o terreno é acidentado para a construção de barreiras
de contenção, cotas das sapatas e locação da obra.

2.1.17.4 Obras especiais

Quando as obras são especiais, como no caso de barragens, viadutos, pontes,


usinas, estação de tratamentos, são ainda necessários perfis geológicos, relatórios
hidrológicos e até informações sismológicas (KOERICH, 2015).

2.1.17.5 Avaliação das características das obras vizinhas

A maioria das construções feitas na zona urbana tem uma construção ao lado
ou vai ter. É importante o projetista verificar e conhecer como como foram construídas
essa obra antes de começar a elaborar o projeto. Conhecer essas informações é de
vital importância especialmente quando a nova construção envolve escavações de
terra que podem provocar danos a essas obras (KOERICH, 2015).

2.1.17.6 Característica do macro ambiente da obra

Para fazer o projeto de acordo com a NBR 6118, o projetista precisa saber qual
é a classe de agressividade ambiental da construção. Esse conhecimento permite
avaliar o risco predominante da deterioração da obra, levando em consideração os
aspectos ambientais. Para isso precisa definir se a obra será erguida em zona urbana,
rural, industrial ou marinha. Esses macros ambientes diferentes influenciam na
elaboração de outros parâmetros do projeto que interferem na durabilidade da
estrutura ao longo dos anos (KOERICH, 2015).

2.1.17.7 Planejamento previsto para a execução da obra

É necessário conhecer o plano de execução da obra, visto que há uma


relevante diferença nos casos em que a obra tem uma laje concretada a cada 28 dias
39

ou a cada 7 dias. Em ambos os casos, a resistência das lajes ao carregando dos


andares superiores apresenta valores diferentes. De acordo com a NBR 14931, deve
ser feito um plano de execução da obra e também um projeto de formas e
escoramento. O desconhecimento dessas informações não tem como garantir que o
projeto cumpra os requisitos necessários para a segurança e durabilidade da obra
(KOERICH, 2015).

2.1.17.8 Prazo necessário para o início da obra

Quanto maior for o prazo para a confecção do projeto estrutural, melhor e mais
econômico se torna o projeto. Quando esse prazo não é conhecido, o projetista tem
menos tempo de avaliar as diferentes alternativas possíveis e acaba adotando a
primeira solução encontrada que pode não ser a mais econômica e funcional
(KOERICH, 2015).

2.2 METODOLOGIA

Para a confecção do projeto estrutural desta edificação será usado dois


programas, sendo o AutoCAD e o AltoQi Eberick. O AutoCAD servirá para gerar o
projeto arquitetônico no formato DWG e para a impressão do projeto em 3D. O AltoQi
Eberick é o programa que será usado para o dimensionamento dos elementos
estruturais.

2.2.1 Eberick

O Eberick V9 é um aplicativo computacional desenvolvido para auxiliar no


desenvolvimento de cálculos estruturais de edificações em concreto armado. O
Eberick conta com sistema gráfico de entrada de dados, associado a análise de
estruturas e diversos recursos para o dimensionamento e detalhamento de lajes,
vigas, pilares e sapatas.
40

2.2.2 AutoCAD

O software AutoCAD (CAD = computer aided design – uso do computador para


fazer desenho ou projeto), é uma ferramenta usada para fazer desenho de diversos
produtos em várias áreas, como na indústria mecânica, informática, engenharia, etc.
Foi criado pela Autodesk em 1982, por isso é um software bastante confiável, sendo
um dos primeiros programas a rodar em computadores pessoais.

2.2.3 Projeto arquitetônico

O projeto arquitetônico utilizado para a execução do cálculo estrutural é de um


edifício multifamiliar com 5 pavimentos, sendo um pavimento no subsolo, pavimento
térreo e 3 pavimentos tipo e sua localização será na rua Raulino Ribeiro dos Santos,
no bairro Bello em Caçador-SC, com uma área total de 1.332,40 m2, assim
distribuídos:

Tabela 6 – Áreas da edificação


Garagens 309,40 m²
Térreo 255,75 m²
1º Pavimento 255,75 m²
2º Pavimento 255,75 m²
3º Pavimento 255,75 m²
Total 1.332,40 m²
Fonte: O próprio autor.

2.2.4 Memorial Descritivo

2.2.4.1 Estrutura

Toda a estrutura do edifício será de concreto armado (pilares, vigas e a laje


será maciça), e o pé direito de 2,85 metros.
Sobre a escadaria está localizada a caixa d’água, com capacidade de
armazenamento de 10.000 litros.
A cobertura será ancorada sobre a laje de forro do 3º pavimento e o telhado
será de telhas de fibrocimento de 6 milímetros;
41

As paredes serão de alvenaria com tijolos cerâmicos com espessura de 15


centímetros;
As paredes receberão revestimento de chapisco, emboço e reboco e
revestimento cerâmico na cozinha, área de serviço e banheiro;
O piso da cozinha, área de serviço, banheiro, hall de entrada e escadaria terão
revestimento cerâmico, as demais áreas assoalho laminado de 8 milímetros;
Todos os apartamentos terão o teto revestido com placas de gesso, com
exceção das garagens que terão o teto revestido com chapisco, emboço e reboco.

Figura 2 - Fachada 3 D

Fonte: O próprio autor


42

Figura 3 - Pavimento Térreo


Projeto arquitetônico em prancha 01 – Pavimento Tipo - Apendice G

Fonte: O próprio autor


43

Figura 4 - Pavimento Tipo


Projeto arquitetônico em prancha 01 – Pavimento Tipo – Apendice G

Fonte: O próprio autor


44

Figura 5 - Corte 1

Fonte: O próprio autor

2.3 APRESENTAÇÃO, ANÁLISE DOS DADOS E RESULTADOS

2.3.1 Considerações Iniciais

Para a elaboração do cálculo estrutural, foi utilizado como ferramenta o


software Eberick, que possui um poderoso sistema gráfico de entrada de dados, e que
engloba as etapas de lançamento, analise da estrutura e o detalhamento final dos
elementos, de acordo com a NBR 6118 (ABNT, 2014).
45

Para elaboração de um projeto estrutural de maneira segura e consistente


alguns fundamentos importantes devem ser seguidos. Para se elaborar um projeto de
maneira segura existem algumas normas as quais são utilizadas:
a) NBR 6118 (ABNT, ANO) – Projeto de estrutura de concreto –
procedimentos;
b) NBR 6122 (ABNT, ANO) – Projeto e execução de fundações;
c) NBR 7480 (ABNT, ANO) – Aços para o concreto armado;
d) NBR 6120 (ABNT, ANO) – Cargas para cálculo de estruturas de
edificações;
e) NBR 8953 (ABNT, ANO) – Classes de concreto;
f) NBR 8681 (ABNT, ANO) – Ações e segurança das estruturas.

2.3.2 Projeto Arquitetônico

O projeto arquitetônico é de um edifício de uso unifamiliar, que será edificado


na rua Raulino Ribeiro de Matos, no bairro Bello, em Caçador-SC, om área construída
de 1.320,22 m², composto por 16 apartamentos sendo 4 por andar, com 12 garagens
internas e 4 externas.
O projeto arquitetônico do Edifício proposto para a execução do cálculo
estrutural, contempla os seguintes pavimentos:
1 - Pavimento subsolo Garagens ............ 309,40
1 - Pavimento Térreo c/4 apartamentos... 255,75
3 - Pavimento Tipo c/ 4 apartamentos ..... 767,25
Total área construída ........................ 1.332,40
Todas as paredes externas e internas da edificação serão de alvenaria com
espessura de 0,15 m, com peso específico de 13 kN/m³ (1300 kgf/m³), (NBR 6120,
ABNT, 1980), o revestimento dos pisos com porcelanato e a altura total da edificação
com 20,40 metros.

2.3.3 Definição de Premissas

Para a preparação do cálculo estrutural de uma edificação temos que definir,


algumas premissas para posteriormente dar andamento à concepção do projeto
propriamente dito. Como premissas básicas foram definidas:
46

a) Tipo de Estrutura – Concreto armado;


b) Alvenaria – de vedação com 0,15 m acabada;
c) Altura do prédio – (principalmente ação do vento) 20,40 metros;
d) Tipo de fundação – Fundação direta com sapatas;
e) Localização da Obra – Caçador-SC – agressividade ambiental II moderada;
f) Localização dentro do terreno – Sapatas de divisa em ambos os lados;
g) Fck adotado - Mpa 25;
h) Aço – CA 50;
i) Cargas – NBR 6120 (ABNT, 1980) e NBR 8681 (ABNT, 2003).

2.3.4 Configuração do Software

2.3.4.1 Configuração análise

Configuração “Analise”, não foi feita nenhuma alteração permanecendo a


configuração “default” do software conforme Figura 6.

Figura 6 – Configuração do software (Análise)

Fonte: O próprio autor


47

2.3.4.2 Configuração detalhamento

Na configuração de “detalhamento” foram selecionadas as configurações das


abas Pilares, Vigas, Lajes e Sapatas, sendo que as outras não são necessárias para
o presente trabalho.

2.3.4.2.1 Configuração detalhamento pilares

Na configuração “detalhamento, aba pilares” foram mantidas as configurações


“default” do software, conforme Figura 7.

Figura 7 – Configuração do software (Detalhamento-Pilares)

Fonte: O próprio autor


48

2.3.4.2.2 Configuração do software (Detalhamento-vigas)

Na configuração “detalhamento, aba vigas” foram mantidas as configurações


“default” do software, conforme Figura 8.

Figura 8 – Configuração do software (Detalhamento-vigas)

Fonte: O próprio autor


49

2.3.4.2.3 Configuração do software (Detalhamento-lajes)

Na configuração “detalhamento, aba vigas” foram mantidas as configurações


“default” do software, conforme Figura 9.

Figura 9 – Configuração do software (Detalhamento-lajes)

Fonte: O próprio autor


50

2.3.4.2.4 Configuração do software (Detalhamento-sapatas)

Na configuração “detalhamento, aba sapatas” foram mantidas as configurações


“default” do software, conforme Figura 10.

Figura 10 – Configuração do software (Detalhamento-sapatas)

Fonte: O próprio autor

2.3.4.3 Configuração dimensionamento

Na configuração de “dimensionamento” foram selecionadas as configurações


das abas Pilares, Vigas, Lajes e Sapatas, sendo que as outras não são necessárias
para o presente trabalho.
51

2.3.4.3.1 Configuração dimensionamento pilares

Na configuração “dimensionamento, aba pilares”, foram mantidas as


configurações “default” do software, conforme Figura 11.

Figura 11 – Configuração do software (Dimensionamento-pilares)

Fonte: O próprio autor


52

2.3.4.3.2 Configuração dimensionamento vigas

Na configuração “dimensionamento, aba vigas”, foram mantidas as


configurações “default” do software, conforme Figura 12.

Figura 12 – Configuração do software (Dimensionamento-vigas)

Fonte: O próprio autor


53

2.3.4.3.3 Configuração dimensionamento vigas ancoragem

Na configuração “dimensionamento, aba vigas-ancoragem”, foram mantidas as


configurações “default” do software, conforme Figura 13.

Figura 13 – Configuração do software (Dimensionamento vigas-ancoragem)

Fonte: O próprio autor


54

2.3.4.3.4 Configuração dimensionamento lajes

Na configuração “dimensionamento, aba lajes”, foram mantidas as


configurações “default” do software, conforme Figura 14.

Figura 14 – Configuração do software (Dimensionamento-lajes)

Fonte: O próprio autor


55

2.3.4.3.5 Configuração dimensionamento sapatas

Na configuração “dimensionamento, aba sapatas”, foram mantidas as


configurações “default” do software, conforme Figura 15.

Figura 15 – Configuração do software (Dimensionamento-sapatas)

Fonte: O próprio autor

2.3.4.4 Configuração materiais e durabilidade

As configurações relativas a Materiais e Durabilidade almejam distinguir os


parâmetros do concreto e das ferragens para as diversas partes do projeto, como
também para assegurar garantia da durabilidade da estrutura (cobrimento e abertura
máxima de fissuras).
É possível configurar diversos tipos de concreto a serem utilizados na obra,
com informações individuais, com informações individuais sobre a resistência a tração
e compressão, peso específico, abatimento e módulo de elasticidade. Pode-se
56

livremente incluir novas classes de resistência ou apagar as existentes, desde que


não estejam sendo usadas.
Na configuração “Barras” é possível definir o tipo de aço para cada bitola, o
comprimento máximo das barras (comercial), o tipo de fabricação (rolo ou barra) e o
tipo da emenda usada (transpasse ou solda).
Na configuração “materiais e durabilidade”, foram mantidas as configurações
“default” do software, conforme Figura 16.

Figura 16 – Configuração do software (Materiais e durabilidade)

Fonte: O próprio autor


57

2.3.4.4.1 Configuração materiais e durabilidade – fluência

Na configuração “materiais e durabilidade, aba fluência”, foram mantidas as


configurações “default” do software, conforme Figura 17.

Figura 17 – Configuração do software (Materiais e durabilidade-fluência)

Fonte: O próprio autor


58

2.3.4.4.2 Configuração materiais e durabilidade – classes de concreto

Na configuração “materiais e durabilidade, classes de concreto”, foram


mantidas as configurações “default” do software, conforme Figura 18.

Figura 18 – Configuração do software (Materiais e durabilidade-classes)

Fonte: O próprio autor

2.3.4.5 Configuração do vento

Na configuração vento, foi usada a velocidade de 42,0 m/2, topografia (demais


casos S1=1), rugosidade do terreno (categoria II), fator estatístico S3 (Edificações
para hotéis e residências. Edificações para comércio e indústria com alto fator de
ocupação: 1.00). Figura 19.
59

Figura 19 – Configuração do vento

Fonte: O próprio autor

2.3.4.5.1 Configuração do vento – forças devido ao vento

A ação do vento dobre a estrutura pode ser de baixa ou de alta turbulência.


Vento com baixa turbulência leva à maiores valores de coeficientes de arrasto, ou
seja, maiores valores de força de vento, logo na falta de informações ou em caso de
dúvida recomenda-se considerar vento com turbulência “Baixa”.

Figura 20 – Forças devido ao vento

Fonte: O próprio autor


60

2.3.4.6 Configuração sistema

Não foi feita nenhuma mudança na configuração “sistema”, permanecendo a


configuração default.

Figura 21 – Configuração sistema

Fonte: O próprio autor

2.3.5 Lançamento da Arquitetura no Eberick

A primeira fase do cálculo estrutural, será a importação do projeto arquitetônico


para o software Eberick. É sempre muito importante salientar a inter-relação entre o
61

projeto arquitetônico e o estrutural, determinando as dimensões e o posicionamento


preliminares dos diversos elementos que compõe a estrutura do edifício.
O lançamento da estrutura no Eberick, pode ser feita de duas maneiras, que
podem ser através de coordenadas ou por meio de planta digitalizada.
Normalmente os projetos arquitetônicos digitalizados são confeccionados no
AutoCAD, que grava esses arquivos em formado DWF. É necessário a importação
para o Eberick dos projetos digitalizados das plantas baixas para a realização do
projeto estrutural. O arquivo importado de arquitetura precisa, no entanto, ser
modificado, porque existem muitos detalhes que não são necessários para a
elaboração do projeto estrutural. É necessário também ajustar a escala apropriada
bem como o ponto de origem de todas as pranchas dos pavimentos, para que os
mesmos fiquem todos na mesma prumada.
Para o lançamento da estrutura, foi definida o número de pisos, bem como a
sua nomenclatura, altura e nível (Figura 22).

Figura 22 – Definição numero de pisos

Fonte: O próprio autor

2.3.5.1 Lançamento gráfico da estrutura

O ambiente de entrada gráfica da estrutura, permite o lançamento dos


elementos, já considerando suas seções transversais de forma análoga a planta de
62

formas, tendo como resultado o posicionamento e a fixação das seções de pilares e


vigas realizados em uma única operação.
Para esse projeto foi escolhido inicialmente os pilares com as dimensões de
0,20 x 0,50 m, e as vigas com as dimensões de 0,14 x 0,40 m.

2.3.5.2 Lançamento dos pilares

O lançamento dos pilares é efetuado a partir da definição de sua geometria


resolvendo diretamente a posição, ângulo e alinhamento da seção transversal,
resultando na posição final do elemento.
Os pilares devem ser lançados de modo não pode atravessar esquadrias ao
longo do seu alcance, e suas dimensões devem ser tais não fiquem aparentes na
alvenaria. Se não for possível esconder todo o pilar dentro da alvenaria o ideal é que
o pilar esteja posicionado na dispensa, área de serviço ou atrás das portas.
No pavimento garagem, foi lançado os pilares com a seção de 0,20 x 0,50 m,
para segurança contra possíveis batidas dos carros quando do seu estacionamento,
nos demais pavimentos térreo e pavimento tipo foi usado a seção dos pilares de 0,20
x 0,40 m.

2.3.5.3 Lançamento das vigas

As vigas devem ser lançadas preferencialmente onde tem paredes, com a


finalidade de não ficarem aparentes. Em locais onde há corredores pode ser admitido
que parte de uma viga fique aparente, porem o ideal é que não fiquem aparentes.
De forma análoga, o lançamento das vigas é realizado pelo eixo, bastando
selecionar a primeira e última conectividade, para que o programa realize
automaticamente os ajustes necessários, levando em conta a dimensão das seções
dos pilares. Possibilita ainda na mesma operação, o deslocamento da seção da viga,
de modo a definir essa esta posição com uma de suas faces tornando-a fixa. A
conectividade entre as vigas e os pilares é detectada levando em conta dimensão da
seção do pilar e é mantida mesmo quando os elementos são redimensionados.
63

2.3.5.4 Lançamento das lajes

As lajes do pavimento térreo, pavimento tipo e cobertura serão do tipo maciça,


e com carga acidental de 150 kgf/m² e carga de revestimento de 150 kgf/m², e para a
garagem foi usado como carga acidental de 300 kgf/m² (NBR 6120, ABNT 1980).
Quando as lajes são lançadas, o software Eberick considera as mesmas como
simplesmente apoiadas em todo o contorno. Se for necessário garantir a continuidade
entre as lajes do projeto, pode-se acessar um comando especifico para isso (Figura
23).

Figura 23 –Lançamento lajes

Fonte: O próprio autor


64

2.3.5.5 Lançamento da escada

Para ser lançada a escada, é necessário a criação de croquis intermediário,


feito através da janela “projeto”. Ao clicar o botão direito do mouse, sobre o pavimento
térreo, seleciona-se o comando “inserir nível intermediário”, pois o projeto
arquitetônico prevê um patamar. Para que se possa lançar o patamar intermediário da
escada, é necessário definir barras que compõe seu contorno.

2.3.5.6 Pórtico Espacial

Após o lançamento de toda a estrutura, pilares, vigas, lajes pode-se visualizar


em 3 D, os elementos estruturais, conforme figura 24.

Figura 24 – Vista em 3D da Estrutura Lançada

Fonte: O próprio autor


65

2.3.6 Dimensionamento dos Elementos

O dimensionamento da estrutura deve assegurar as exigências mínimas da


estrutura, que correspondem à capacidade de segurança a ruptura, as flechas e a
durabilidade da estrutura.
Antes do dimensionamento da estrutura ao ELU (Estado Limite Ultimo), é de
vital importância a verificação da estrutura em serviço, referente as deformações
excessivas.

2.3.6.1 Dimensionamento ao estado de limite último

A etapa de dimensionamento dos elementos ao Estado de Limite Último diz


respeito ao critério de segurança estabelecidos pela NBR 6118, ABNT 2014, quanto
ao procedimento de dimensionamento do concreto armado. O ELU está relacionado
ao estado no qual a estrutura já não pode ser utilizada por razão da falência da
capacidade de resistente e risco à segurança. Quando uma estrutura está submetida
ao estado limite último, são imprescindíveis reparos ou até mesmo a substituição da
construção para que seja garantida a segurança.
A NBR 6118, ABNT 2014, no item 10.3 determina que a segurança da estrutura
deva ser verificada em uma série de estados limites últimos:
a) Perda de equilíbrio da estrutura como corpo rígido;
b) Esgotamento da capacidade resistente da estrutura no seu todo ou parte
devido as solicitações normais e tangenciais;
c) Esgotamento da capacidade resistente da estrutura, considerando os
efeitos de segunda ordem;
d) Por solicitações dinâmicas;
e) Por colapso progressivo;
f) Exposição ao fogo;
g) Ações sísmicas e
h) Outros estados limites que possam ocorres em casos especiais.
A diferença entre o Estado de Limite Último e o Estado Limite de Serviço é que
o primeiro apresenta risco eminente de ruína da estrutura, devendo ser consertado
imediatamente.
66

Já o Estado Limite de Serviço não apresenta risco eminente de ruína, estando


apenas fora dos padrões normais de funcionamento.
Mesmo assim não apresentando risco imediato, o ELS não deve ser
subestimado.

2.3.6.2 Dimensionamento das vigas

Após o cálculo realizado pelo software Eberick, algumas vigas não passaram
com as dimensões pré-dimensionadas e foram alteradas para que suportem as cargas
calculadas e dentro das normas da ABNT.
Na tabela 07 estão relacionadas as vigas dimensionadas ao ELU, com suas
dimensões finais.

2.3.6.2.1 Dimensionamento das vigas do pavimento garagem

Tabela 7 - Vigas pavimento garagem (Continua)


Seção (cm)

Viga Tipo BW H Elevação

V1 retangular 14 40 0
V2 retangular 14 40 0
V3 retangular 14 30 0
V4 retangular 14 40 0
V5 retangular 14 50 0
V6 retangular 14 50 0
V7 retangular 14 40 0
V8 retangular 14 50 0
V9 retangular 14 50 0
V10 retangular 14 40 0
V11 retangular 14 50 0
V12 retangular 14 50 0
V13 retangular 14 50 0
V14 retangular 14 50 0
V15 retangular 14 50 0
V16 retangular 14 50 0
V17 retangular 14 40 0
V18 retangular 14 50 0
67

Tabela 8 - Vigas pavimento garagem (Conclusão)


V19 retangular 14 50 0
V20 retangular 14 40 0
V21 retangular 14 40 0
V22 retangular 14 50 0
V23 retangular 14 50 0
V24 retangular 14 40 0
V25 retangular 14 30 0
V26 retangular 14 40 0
V27 retangular 14 40 0
V28 retangular 14 40 0
V29 retangular 14 50 0
V30 retangular 14 50 0
V31 retangular 20 80 0
V33 retangular 20 70 0
V34 retangular 20 70 0
V35 retangular 14 50 0
V36 retangular 14 50 0
V37 retangular 14 50 0
V38 retangular 14 40 0
V39 retangular 14 40 0
Fonte: O próprio autor

2.3.6.2.2 Dimensionamento das vigas pavimento térreo

Tabela 9 – Vigas pavimento térreo (Continua)


Seção (cm)
Viga Tipo BW H Elevação
V1 retangular 14 40 0
V2 retangular 14 40 0
V3 retangular 14 30 0
V4 retangular 14 40 0
V5 retangular 14 50 0
V6 retangular 14 50 0
V7 retangular 14 40 0
V8 retangular 14 50 0
V9 retangular 14 50 0
V10 retangular 14 40 0
V11 retangular 14 50 0
V12 retangular 14 50 0
68

Tabela 10 – Vigas pavimento térreo


(Conclusão)
V13 retangular 14 50 0
V14 retangular 14 50 0
V15 retangular 14 50 0
V16 retangular 14 50 0
V17 retangular 14 40 0
V18 retangular 14 50 0
V19 retangular 14 50 0
V20 retangular 14 40 0
V21 retangular 14 40 0
V22 retangular 14 50 0
V23 retangular 14 50 0
V24 retangular 14 40 0
V25 retangular 14 30 0
V26 retangular 14 40 0
V27 retangular 14 40 0
V28 retangular 14 40 0
V29 retangular 14 50 0
V30 retangular 14 50 0
V31 retangular 20 80 0
V32 retangular 14 40 0
V33 retangular 20 70 0
V34 retangular 20 70 0
V35 retangular 14 50 0
V36 retangular 14 50 0
V37 retangular 14 50 0
V38 retangular 14 40 0
Fonte: O próprio autor

2.3.6.2.3 Dimensionamento vigas pavimento tipo

Tabela 11 – Vigas pavimento tipo (Continua)


Seção (cm)
Viga Tipo BW H Elevação
V1 retangular 14 40 0
V2 retangular 14 30 0
V3 retangular 14 40 0
V4 retangular 14 50 0
V5 retangular 14 40 0
69

Tabela 12 – Vigas pavimento tipo


(Conclusão)
V6 retangular 14 50 0
V7 retangular 14 40 0
V8 retangular 14 50 0
V9 retangular 14 50 0
V10 retangular 14 50 0
V11 retangular 14 40 0
V12 retangular 14 50 0
V13 retangular 14 40 0
V14 retangular 14 50 0
V15 retangular 14 40 0
V16 retangular 14 30 0
V17 retangular 14 40 0
V18 retangular 14 50 0
V19 retangular 20 80 0
V20 retangular 14 50 0
V21 retangular 20 80 0
V22 retangular 14 40 0
V23 retangular 14 50 0
V24 retangular 14 50 0
V25 retangular 14 50 0
V26 retangular 14 40 0
Fonte: O próprio autor

2.3.6.2.4 Dimensionamento das vigas do pavimento cobertura

Tabela 13 – Vigas do pavimento cobertura (Continua)


Seção (cm)
Viga Tipo BW H Elevação
V1 retangular 14 40 0
V2 retangular 14 50 0
V3 retangular 14 40 0
V4 retangular 14 50 0
V5 retangular 14 40 0
V6 retangular 14 50 0
V7 retangular 20 60 0
V8 retangular 14 50 0
V9 retangular 14 40 0
V10 retangular 14 50 0
V11 retangular 14 40 0
70

Tabela 14 – Vigas do pavimento cobertura (Conclusão)


V12 retangular 14 50 0
V13 retangular 14 40 0
V14 retangular 14 50 0
V15 retangular 20 80 0
V16 retangular 14 50 0
V17 retangular 20 50 0
V18 retangular 14 40 0
V19 retangular 14 50 0
V20 retangular 14 50 0
V21 retangular 14 50 0
V22 retangular 14 40 0
Fonte: O próprio autor

2.3.6.2.5 Dimensionamento vigas caixa d’água

Tabela 15 – Vigas caixa d’água


Seção (cm)
Viga Tipo BW H Elevação
V1 retangular 14 50 0
V2 retangular 14 50 0
V3 retangular 14 50 0
V4 retangular 14 50 0
Fonte: O próprio autor

2.3.6.2.6 Dimensionamento vigas tampa caixa d’água

Tabela 16 – Vigas tampa caixa d’água


Seção (cm)
Viga Tipo BW H Elevação
V1 retangular 14 50 0
V2 retangular 14 50 0
V3 retangular 14 50 0
V4 retangular 14 50 0
Fonte: O próprio autor
71

2.3.6.3 Dimensionamento dos pilares do ELU

Os pilares do pavimento garagem, foram todos pré-dimensionados com as


dimensões de 0,20x 50 m, para segurança contrabatidas dos veículos, quando estão
sendo estacionados em suas vagas de garagem.
Alguns pilares tiveram suas dimensões majoradas, em virtude de não terem
passados no cálculo estrutural, permanecendo a seção mínima de 0,20 x 0,50m.
Nos pavimentos térreo e os tipos, a seção mínima dos pilares foi pré-fixada nas
dimensões de 0,20 x 0,40, sendo que alguns pilares tiveram suas dimensões alteradas
em virtude de não passarem no cálculo estrutural.
Alguns pilares nos diversos pavimentos poderiam ter suas dimensões
diminuídas para as secções mínimas admitidas pela NBR 6118, porém o custo para
reformar e aproveitar as formas teriam um custo bem superior do que o volume do
concreto economizado.

Tabela 17 – Cargas e seções dos pilares (prumada)


Garagem Terreo Tipo 1 1
Pilares Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg
P1 20x30 4.90 0.00 20x30 2.39 0.00
P2 20x50 35.86 0.00 20x40 30.19 0.00 20x40 23.00 0.00
P3 20x50 66.88 0.00 20x40 56.83 0.00 20x40 44.69 0.00
P4 20x50 52.33 0.00 20x40 45.01 0.00 20x40 35.07 0.00
P5 20x50 39.75 0.00 20x40 33.68 0.00 20x40 26.80 0.00
P6 20x30 10.86 0.00 20x30 6.50 -0.07
P7 20x50 59.51 0.00 20x40 49.22 0.00 20x40 38.56 0.00
P8 20x50 95.15 0.00 20x40 80.26 0.00 20x40 62.47 0.00
P9 20x50 84.54 0.00 20x40 71.54 0.00 20x40 54.62 0.00
P10 20x50 67.91 0.00 20x40 59.14 0.00 20x40 46.65 0.00
P11 20x30 12.18 0.00 20x30 7.34 0.00
P12 20x50 61.79 0.00 20x40 51.72 0.00 20x40 39.98 0.00
P13 20x50 53.86 0.00 20x40 45.53 0.00 20x40 34.32 0.00
P14 20x50 97.77 0.00 20x50 85.22 0.00 20x40 66.80 0.00
P15 20x65 92.07 0.00 20x65 82.68 0.00 20x65 70.05 0.00
P16 20x50 74.79 0.00 20x50 65.87 0.00 20x40 56.23 0.00
P17 20x30 8.78 0.00 20x30 6.77 -0.53
P18 20x30 12.60 0.00 20x30 6.12 0.00
P19 20x50 54.17 0.00 20x40 45.56 0.00 20x40 34.33 0.00
P20 20x50 98.49 0.00 20x50 85.96 0.00 20x40 67.60 0.00
P21 20x65 100.55 0.00 20x65 91.22 0.00 20x65 77.42 0.00
P22 20x50 73.85 0.00 20x50 65.66 0.00 20x40 56.50 0.00
P23 20x40 16.58 0.00 20x40 10.57 0.00
P24 20x40 10.05 0.00 20x40 4.90 0.00
P25 20x50 62.37 0.00 20x40 52.03 0.00 20x40 39.81 0.00
P26 20x50 94.82 0.00 20x40 80.46 0.00 20x40 62.70 0.00
P27 20x50 84.88 0.00 20x40 71.99 0.00 20x40 55.07 0.00
P28 20x50 70.08 0.00 20x40 58.50 0.00 20x40 46.89 0.00
72

Garagem Terreo Tipo 1 1


Pilares Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg
P29 20x30 12.88 0.00 20x30 9.17 0.00
P30 20x30 13.43 0.00 20x30 9.43 -1.70
P31 20x50 58.92 0.00 20x40 49.83 0.00 20x40 38.74 0.00
P32 20x30 5.29 0.00 20x30 2.40 0.00
P33 20x50 37.24 0.00 20x40 30.09 0.00 20x40 22.93 0.00
P34 20x50 68.73 0.00 20x40 56.73 0.00 20x40 44.65 0.00
P35 20x50 53.96 0.00 20x40 45.25 0.00 20x40 35.30 0.00
P36 20x50 40.54 0.00 20x40 33.84 0.00 20x40 27.08 0.00
P37 20x30 7.62 0.00 20x30 4.48 0.00

Tipo 1 2 Tipo 1 3 Cobertura


Pilares Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg
P2 20x40 17.13 0.00 20x40 11.32 0.00 20x40 5.66 0.00
P3 20x40 32.37 0.00 20x40 20.11 0.00 20x40 7.98 0.00
P4 20x40 25.57 0.00 20x40 16.04 0.00 20x40 6.54 0.00
P5 20x40 19.55 0.00 20x40 12.43 0.00 20x40 5.62 0.00
P7 20x40 28.02 0.00 20x40 17.55 0.00 20x40 7.13 0.00
P8 20x40 44.86 0.00 20x40 27.54 0.00 20x40 10.59 0.00
P9 20x40 39.05 0.00 20x40 23.75 0.00 20x40 8.72 0.00
P10 20x40 33.63 0.00 20x40 20.90 0.00 20x40 8.66 0.00
P12 20x40 29.28 0.00 20x40 18.66 0.00 20x40 8.11 0.00
P13 20x40 24.25 0.00 20x40 15.23 0.00 20x40 7.15 0.00
P14 20x40 49.31 0.00 20x40 33.20 0.00 20x40 19.37 0.00
P15 20x65 56.67 0.00 20x65 43.78 0.00 20x65 32.19 0.00
P16 20x40 43.40 0.00 20x40 31.75 0.00 20x40 21.85 0.00
P19 20x40 24.25 0.00 20x40 15.21 0.00 20x40 7.15 0.00
P20 20x40 50.06 0.00 20x40 34.01 0.00 20x40 20.23 0.00
P21 20x65 60.50 0.00 20x65 46.36 0.00 20x65 33.43 0.00
P22 20x40 43.69 0.00 20x40 32.06 0.00 20x40 22.21 0.00
P25 20x40 29.17 0.00 20x40 18.58 0.00 20x40 8.07 0.00
P26 20x40 45.05 0.00 20x40 27.66 0.00 20x40 10.62 0.00
P27 20x40 39.44 0.00 20x40 24.09 0.00 20x40 9.00 0.00
P28 20x40 33.86 0.00 20x40 21.13 0.00 20x40 8.89 0.00
P31 20x40 28.16 0.00 20x40 17.64 0.00 20x40 7.19 0.00
P33 20x40 17.08 0.00 20x40 11.28 0.00 20x40 5.63 0.00
P34 20x40 32.35 0.00 20x40 20.10 0.00 20x40 7.97 0.00
P35 20x40 25.80 0.00 20x40 16.27 0.00 20x40 6.77 0.00
P36 20x40 19.78 0.00 20x40 12.67 0.00 20x40 5.85 0.00

Cx d'agua Tampa cx
Pilares Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg
P2 20x40 0.58 0.00
P3 20x40 0.50 0.00
P4 20x40 0.50 0.00
P5 20x40 0.62 0.00
P7 20x40 0.45 0.00
P10 20x40 0.58 0.00
P12 20x40 0.48 0.00
P13 20x40 0.49 0.00
P14 20x40 10.55 0.00 20x40 2.95 0.00
P15 20x65 23.55 0.00 20x65 6.03 0.00
P16 20x40 14.45 0.00 20x40 3.75 0.00
P19 20x40 0.49 0.00
P20 20x40 11.22 0.00 20x40 3.14 0.00
P21 20x65 22.45 0.00 20x65 5.73 0.00
P22 20x40 14.89 0.00 20x40 3.87 0.00
73

Cx d'agua Tampa cx
Pilares Seção(cm) NPos (tf) NNeg Seção(cm) NPos (tf) NNeg
P25 20x40 0.48 0.00
P28 20x40 0.58 0.00
P31 20x40 0.45 0.00
P33 20x40 0.58 0.00
P34 20x40 0.50 0.00
P35 20x40 0.49 0.00
P36 20x40 0.62 0.00
Fonte: O próprio autor

2.3.6.4 Dimensionamento das lajes ao ELU

Para a estrutura deste empreendimento foram utilizadas lajes maciças em


todos os pavimentos e dimensionadas conforme orientação da NBR 6118/2014.

2.3.6.4.1 Dimensionamento das lajes do pavimento garagem

As lajes do pavimento garagem foram lançadas todas com uma carga acidental
de 300 kgf/m2 e espessura mínima de 10 centímetros conforme especificação da NBR
6118/2014 da ABNT.
As lajes L11 e L17, tiveram suas espessuras aumentadas, para diminuir as
flechas que estava muito elevada, em virtude, das dimensões do pano serem muito
grandes, conforme tabela 14.

Tabela 18 – Dimensionamento laje pavimento térreo

Resultados da Laje

Garagem fck = 250.00 kgf/cm² E = 238000 kgf/cm² Peso Espec = 2500.00 kgf/m³
Lance 1 cobr = 2.50 cm

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L1 10 550.00 193 76 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.06
cm²/m) cm²/m)
As = 1.73 cm²/m As = 3.02 cm²/m
L2 10 550.00 522 792 (ø6.3 c/18 - 1.73 (ø8.0 c/16 - 3.14 -0.69
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L3 10 550.00 212 261 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.14
cm²/m) cm²/m)
As = 1.76 cm²/m As = 1.50 cm²/m
L4 10 550.00 532 414 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø6.3 c/20 - 1.56 -0.41
cm²/m) cm²/m)
74

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
As = 2.58 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L5 10 550.00 756 209 (ø8.0 c/19 - 2.65 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.33
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L6 10 550.00 185 196 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.21
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L7 10 550.00 197 67 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.01
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 2.04 cm²/m
L8 10 550.00 318 568 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.37
cm²/m) cm²/m)
As = 1.11 cm²/m As = 1.10 cm²/m
L9 10 550.00 409 378 (ø5.0 c/17 - 1.15 (ø5.0 c/17 - 1.15 -0.31
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L10 10 550.00 232 85 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.10
cm²/m) cm²/m)
As = 2.12 cm²/m As = 2.17 cm²/m
L11 13 625.00 910 873 (ø6.3 c/14 - 2.23 (ø6.3 c/14 - 2.23 -0.56
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L12 10 550.00 201 281 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.22
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L13 10 550.00 224 100 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.05
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L14 10 550.00 96 203 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.06
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L15 10 550.00 192 58 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.02
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L16 10 550.00 172 202 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.21
cm²/m) cm²/m)
As = 2.12 cm²/m As = 2.17 cm²/m
L17 13 625.00 910 873 (ø6.3 c/14 - 2.23 (ø6.3 c/14 - 2.23 -0.56
cm²/m) cm²/m)
As = 2.58 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L18 10 550.00 756 210 (ø8.0 c/19 - 2.65 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.33
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L19 10 550.00 202 284 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.23
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L20 10 550.00 211 121 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.11
cm²/m) cm²/m)
As = 1.09 cm²/m As = 1.12 cm²/m
L21 10 550.00 402 382 (ø5.0 c/18 - 1.09 (ø5.0 c/17 - 1.15 -0.32
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L22 10 550.00 196 63 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.02
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 2.04 cm²/m
L23 10 550.00 318 568 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.37
cm²/m) cm²/m)
75

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L24 10 550.00 185 199 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.20
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L25 10 550.00 207 102 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.11
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L26 10 550.00 193 71 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.06
cm²/m) cm²/m)
As = 1.77 cm²/m As = 2.99 cm²/m
L27 10 550.00 534 785 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø8.0 c/16 - 3.14 -0.71
cm²/m) cm²/m)
As = 1.77 cm²/m As = 1.49 cm²/m
L28 10 550.00 533 411 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø6.3 c/20 - 1.56 -0.40
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L29 10 550.00 211 262 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.14
cm²/m) cm²/m)
Fonte: O próprio autor

2.3.6.4.2 Dimensionamento das lajes do pavimento térreo

As lajes do pavimento térreo foram lançadas todas com uma carga acidental
de 150 kgf/m2 e espessura mínima de 10 centímetros conforme especificação da NBR
6118/2014 da ABNT.
As lajes L2, L11, L16 e L26, tiveram suas espessuras aumentadas para 13
centímetros para diminuir as flechas que estava muito elevada, em virtude, das
dimensões do pano serem muito grandes, conforme tabela 15.

Tabela 19 – Dimensionamento das lajes do pavimento térreo

Resultados da Laje

Terreo fck = 250.00 kgf/cm² E = 238000 kgf/cm² Peso Espec = 2500.00 kgf/m³
Lance 2 cobr = 2.50 cm
Espessura Carga Mdx Mdy Flecha
Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L1 10 550.00 191 105 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.08
cm²/m) cm²/m)
As = 1.74 cm²/m As = 2.08 cm²/m
L2 13 625.00 753 836 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.55
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L3 10 550.00 214 273 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.17
cm²/m) cm²/m)
L4 10 550.00 559 400 As = 1.86 cm²/m As = 1.45 cm²/m -0.47
76

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
(ø6.3 c/16 - 1.95 (ø6.3 c/20 - 1.56
cm²/m) cm²/m)
As = 2.58 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L5 10 550.00 756 199 (ø8.0 c/19 - 2.65 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.36
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L6 10 550.00 230 190 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.25
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L7 10 550.00 195 92 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.01
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 2.04 cm²/m
L8 10 550.00 359 567 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.48
cm²/m) cm²/m)
As = 1.46 cm²/m As = 1.11 cm²/m
L9 10 550.00 444 373 (ø6.3 c/20 - 1.56 (ø5.0 c/17 - 1.15 -0.38
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L10 10 550.00 233 114 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.12
cm²/m) cm²/m)
As = 2.36 cm²/m As = 2.14 cm²/m
L11 13 625.00 1002 843 (ø8.0 c/20 - 2.51 (ø6.3 c/14 - 2.23 -0.70
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L12 10 550.00 248 274 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.28
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L13 10 550.00 311 190 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.10
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L14 10 550.00 202 61 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.02
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L15 10 550.00 268 209 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.35
cm²/m) cm²/m)
As = 2.41 cm²/m As = 2.11 cm²/m
L16 13 625.00 1021 832 (ø8.0 c/20 - 2.51 (ø6.3 c/14 - 2.23 -0.71
cm²/m) cm²/m)
As = 2.58 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L17 10 550.00 756 198 (ø8.0 c/19 - 2.65 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.36
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L18 10 550.00 248 276 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.29
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L19 10 550.00 232 188 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.19
cm²/m) cm²/m)
As = 1.44 cm²/m As = 1.12 cm²/m
L20 10 550.00 438 376 (ø6.3 c/20 - 1.56 (ø5.0 c/17 - 1.15 -0.39
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L21 10 550.00 199 92 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.01
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 2.03 cm²/m
L22 10 550.00 374 565 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.50
cm²/m) cm²/m)
L23 10 550.00 229 192 As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m -0.26
77

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
(ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L24 10 550.00 227 165 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.20
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L25 10 550.00 191 105 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.08
cm²/m) cm²/m)
As = 1.74 cm²/m As = 2.08 cm²/m
L26 13 625.00 752 837 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø6.3 c/14 - 2.23 -0.55
cm²/m) cm²/m)
As = 1.82 cm²/m As = 1.48 cm²/m
L27 10 550.00 549 409 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø6.3 c/20 - 1.56 -0.48
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L28 10 550.00 213 273 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.17
cm²/m) cm²/m)
Fonte: O próprio autor

2.3.6.4.3 Dimensionamento das lajes do pavimento tipo

As lajes do pavimento tipo foram lançadas todas com uma carga acidental de
150 kgf/m2 e espessura mínima de 10 centímetros conforme especificação da NBR
6118/2014 da ABNT.
As lajes L1, L8, L11 e L17, tiveram suas espessuras aumentadas para 12 e 13
centímetros para diminuir as flechas que estava muito elevada, em virtude, das
dimensões do pano serem muito grandes, conforme tabela 16.

Tabela 20 – Dimensionamento das lajes do pavimento tipo

Resultados da Laje
Tipo 1 1 fck = 250.00 kgf/cm² E = 238000 kgf/cm² Peso Espec = 2500.00 kgf/m³
Lance 3 cobr = 2.50 cm
Espessura Carga Mdx Mdy Flecha
Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
As = 1.77 cm²/m As = 2.33 cm²/m
L1 12 600.00 686 826 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø8.0 c/20 - 2.51 -0.64
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L2 10 550.00 253 265 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.26
cm²/m) cm²/m)
As = 1.85 cm²/m As = 1.54 cm²/m
L3 10 550.00 556 423 (ø6.3 c/16 - 1.95 (ø6.3 c/20 - 1.56 -0.55
cm²/m) cm²/m)
L4 10 550.00 783 235 As = 2.65 cm²/m As = 1.01 cm²/m -0.40
78

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
(ø6.3 c/11 - 2.83 (ø5.0 c/19 - 1.03
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L5 10 550.00 263 189 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.35
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 2.01 cm²/m
L6 10 550.00 366 560 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.50
cm²/m) cm²/m)
As = 1.48 cm²/m As = 1.13 cm²/m
L7 10 550.00 450 379 (ø6.3 c/20 - 1.56 (ø5.0 c/17 - 1.15 -0.44
cm²/m) cm²/m)
As = 3.20 cm²/m As = 1.98 cm²/m
L8 13 625.00 1343 783 (ø8.0 c/15 - 3.35 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.88
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L9 10 550.00 274 278 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.37
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L10 10 550.00 328 182 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.09
cm²/m) cm²/m)
As = 3.20 cm²/m As = 1.98 cm²/m
L11 13 625.00 1343 783 (ø8.0 c/15 - 3.35 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.88
cm²/m) cm²/m)
As = 2.65 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L12 10 550.00 783 235 (ø6.3 c/11 - 2.83 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.40
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L13 10 550.00 275 280 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.37
cm²/m) cm²/m)
As = 1.48 cm²/m As = 1.13 cm²/m
L14 10 550.00 448 379 (ø6.3 c/20 - 1.56 (ø5.0 c/17 - 1.15 -0.44
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 2.01 cm²/m
L15 10 550.00 366 560 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø6.3 c/15 - 2.08 -0.50
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L16 10 550.00 264 191 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.35
cm²/m) cm²/m)
As = 1.77 cm²/m As = 2.33 cm²/m
L17 12 600.00 686 826 (ø6.3 c/17 - 1.83 (ø8.0 c/20 - 2.51 -0.64
cm²/m) cm²/m)
As = 1.84 cm²/m As = 1.54 cm²/m
L18 10 550.00 554 423 (ø6.3 c/16 - 1.95 (ø6.3 c/20 - 1.56 -0.55
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L19 10 550.00 252 264 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.26
cm²/m) cm²/m)

2.3.6.4.4 Dimensionamento das lajes do pavimento cobertura


79

As lajes do pavimento cobertura foram lançadas todas com uma carga acidental
de 50 kgf/m2 e espessura mínima de 10 centímetros conforme especificação da NBR
6118/2014 da ABNT.
As lajes L12, L13, L14 e L15, tiveram suas espessuras aumentadas para 12 e
13 centímetros para diminuir as flechas que estava muito elevada, em virtude, das
dimensões do pano serem muito grandes, conforme tabela 17.
80

Tabela 21 – Dimensionamento das lajes do pavimento cobertura

Resultados da Laje

Cobertura fck = 250.00 kgf/cm² E = 238000 kgf/cm² Peso Espec = 2500.00 kgf/m³
Lance 6 cobr = 2.50 cm

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
As = 1.40 cm²/m As = 1.92 cm²/m
L1 12 500.00 547 692 (ø6.3 c/20 - 1.56 (ø6.3 c/16 - 1.95 -0.56
cm²/m) cm²/m)
As = 2.14 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L2 10 450.00 640 188 (ø6.3 c/14 - 2.23 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.38
cm²/m) cm²/m)
As = 2.19 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L3 10 450.00 656 274 (ø6.3 c/14 - 2.23 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.58
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.36 cm²/m
L4 10 450.00 298 462 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/14 - 1.40 -0.42
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L5 10 450.00 340 321 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.34
cm²/m) cm²/m)
As = 2.41 cm²/m As = 1.82 cm²/m
L6 13 525.00 1023 720 (ø8.0 c/20 - 2.51 (ø6.3 c/17 - 1.83 -0.74
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L7 10 450.00 170 231 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.24
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L8 10 450.00 266 150 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.09
cm²/m) cm²/m)
As = 2.41 cm²/m As = 1.82 cm²/m
L9 13 525.00 1023 720 (ø8.0 c/20 - 2.51 (ø6.3 c/17 - 1.83 -0.74
cm²/m) cm²/m)
As = 2.14 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L10 10 450.00 641 188 (ø6.3 c/14 - 2.23 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.38
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L11 10 450.00 170 233 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.24
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.01 cm²/m
L12 10 450.00 339 319 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/19 - 1.03 -0.34
cm²/m) cm²/m)
As = 1.01 cm²/m As = 1.36 cm²/m
L13 10 450.00 298 462 (ø5.0 c/19 - 1.03 (ø5.0 c/14 - 1.40 -0.42
cm²/m) cm²/m)
As = 1.84 cm²/m As = 1.21 cm²/m
L14 12 500.00 714 334 (ø6.3 c/16 - 1.95 (ø5.0 c/16 - 1.23 -0.42
cm²/m) cm²/m)
As = 1.40 cm²/m As = 1.92 cm²/m
L15 12 500.00 547 692 (ø6.3 c/20 - 1.56 (ø6.3 c/16 - 1.95 -0.56
cm²/m) cm²/m)
81

2.3.6.4.5 Dimensionamento das lajes da caixa d’água

A laje do pavimento da caixa d’água foi dimensionada com uma carga acidental
de 2000 kgf/m2 e espessura de 12 centímetros conforme especificação da NBR
6118/2014 da ABNT, porém para diminuir a flecha, foi novamente dimensionada com
espessura de 14 centímetros conforme tabela 18.

Tabela 22 – Dimensionamento das lajes do pavimento cobertura


Resultados da Laje

Cx d'agua fck = 250.00 kgf/cm² E = 238000 kgf/cm² Peso Espec = 2500.00 kgf/m³
Lance 7 cobr = 2.50 cm

Espessura Carga Mdx Mdy Flecha


Nome Asx Asy
(cm) (kgf/m²) (kgf.m/m) (kgf.m/m) (cm)
As = 1.63 cm²/m As = 8.27 cm²/m
L1 14 2500.00 935 3304 (ø5.0 c/12 - 1.64 (ø12.5 c/14 - 8.77 -0.41
cm²/m) cm²/m)

2.3.6.5 Dimensionamento das sapatas

As sapatas do edifício, foram calculadas pelo Eberick, tendo como resistência


admissível do solo 1,5 kgf/cm². Não foi feito sondagem solo para confirmação da
resistência do mesmo, por isso não devem ser usadas as sapatas ora dimensionadas.
A tabela 19 mostra as cargas nas sapatas, bem como suas dimensões.

Tabela 23 – Dimensionamento das sapatas

Relatório das Sapatas


Garagem fck = 250.00 kgf/cm² E = 238000 kgf/cm² Peso Espec = 2500.00 kgf/m³
Lance 1 cobr = 3.00 cm

Dados Resultados
Esforços Solo Dimensões (cm) Armadura
Carga E Solo
Nome MB FB Ângulo B H0 AsB inf AsH inf
Carga (kgf/m³)
MH FH Padm atrito
total Coesão
(kgf.m) (tf) (graus) H H1 AsB sup AsH sup
(tf) (kgf/cm²)
10 ø 8.0 12 ø 8.0
0.00 1.47 4.68 1600.00 95.00 30.00
S1 1.50 30 c/8 c/8
0.00 0.18 7.89 0.50 80.00 45.00
(5.03 cm²) (6.03 cm²)
82

Dados Resultados
Esforços Solo Dimensões (cm) Armadura
Carga E Solo
Nome MB FB Ângulo B H0 AsB inf AsH inf
Carga (kgf/m³)
MH FH Padm atrito
total Coesão
(kgf.m) (tf) (graus) H H1 AsB sup AsH sup
(tf) (kgf/cm²)
14 ø 16.0 17 ø 12.5
1539.93 1.72 34.96 1600.00 185.00 20.00 c/15 c/11
S2 1.50 30
1966.85 1.73 52.39 0.50 215.00 55.00 (28.15 (20.86
cm²) cm²)
19 ø 20.0 15 ø 20.0
1518.80 1.78 65.34 1600.00 245.00 25.00 c/14 c/17
S3 1.50 30
1841.00 1.87 95.19 0.50 270.00 75.00 (59.69 (47.12
cm²) cm²)
14 ø 20.0 15 ø 16.0
1664.31 1.92 51.11 1600.00 215.00 25.00 c/18 c/14
S4 1.50 30
1424.23 0.93 74.64 0.50 245.00 65.00 (43.98 (30.16
cm²) cm²)
16 ø 16.0 19 ø 12.5
1303.60 1.21 39.07 1600.00 195.00 20.00 c/14 c/10
S5 1.50 30
1992.74 1.60 58.42 0.50 225.00 60.00 (32.17 (23.32
cm²) cm²)
12 ø 12.5 9 ø 16.0
0.00 4.45 11.34 1600.00 165.00 50.00 c/12 c/19
S6 1.50 30
0.00 0.21 22.06 0.50 140.00 85.00 (14.73 (18.10
cm²) cm²)
19 ø 20.0 14 ø 20.0
473.48 0.58 57.57 1600.00 240.00 25.00 c/14 c/17
S7 1.50 30
5463.90 2.81 86.80 0.50 270.00 75.00 (59.69 (43.98
cm²) cm²)
27 ø 22.2 23 ø 22.2
908.53 0.42 92.96 1600.00 295.00 35.00 c/12 c/13
S8 1.50 30
2900.43 3.77 137.53 0.50 325.00 95.00 (104.51 (89.03
cm²) cm²)
22 ø 22.2 17 ø 22.2
1214.03 1.08 82.36 1600.00 275.00 30.00 c/14 c/16
S9 1.50 30
2492.00 3.09 120.80 0.50 305.00 85.00 (85.16 (65.80
cm²) cm²)
19 ø 22.2 19 ø 20.0
402.76 0.51 66.58 1600.00 260.00 30.00 c/15 c/14
S10 1.50 30
6849.64 5.39 100.98 0.50 290.00 80.00 (73.54 (59.69
cm²) cm²)
10 ø 12.5 12 ø 12.5
0.00 5.00 11.79 1600.00 150.00 45.00 c/13 c/13
S11 1.50 30
0.00 0.24 20.67 0.50 130.00 75.00 (12.27 (14.73
cm²) cm²)
15 ø 22.2 15 ø 20.0
384.80 0.54 60.27 1600.00 245.00 25.00 c/18 c/17
S12 1.50 30
5311.87 2.68 90.67 0.50 275.00 75.00 (58.06 (47.12
cm²) cm²)
16 ø 20.0 18 ø 16.0
1656.91 2.05 52.75 1600.00 220.00 25.00 c/16 c/12
S13 1.50 30
1714.95 1.72 77.43 0.50 250.00 70.00 (50.27 (36.19
cm²) cm²)
34 ø 22.2 26 ø 22.2
571.91 0.81 97.60 1600.00 315.00 35.00 c/10 c/12
S14 1.50 30
6145.39 4.25 148.33 0.50 345.00 100.00 (131.61 (100.64
cm²) cm²)
679.71 0.97 100.91 1600.00 325.00 35.00 41 ø 22.2 29 ø 22.2
S15 1.50 30
13216.11 8.83 157.25 0.50 370.00 105.00 c/9 c/11
83

Dados Resultados
Esforços Solo Dimensões (cm) Armadura
Carga E Solo
Nome MB FB Ângulo B H0 AsB inf AsH inf
Carga (kgf/m³)
MH FH Padm atrito
total Coesão
(kgf.m) (tf) (graus) H H1 AsB sup AsH sup
(tf) (kgf/cm²)
(158.70 (112.25
cm²) cm²)
21 ø 22.2 17 ø 22.2
514.50 0.74 72.31 1600.00 270.00 30.00 c/14 c/16
S16 1.50 30
5349.28 2.39 109.43 0.50 300.00 85.00 (81.29 (65.80
cm²) cm²)
10 ø 10.0 12 ø 10.0
0.00 3.42 8.58 1600.00 120.00 35.00
S17 1.50 30 c/11 c/10
0.00 0.12 14.42 0.50 110.00 60.00
(7.85 cm²) (9.42 cm²)
11 ø 12.5 13 ø 12.5
0.00 5.30 12.09 1600.00 160.00 45.00 c/13 c/12
S18 1.50 30
0.00 0.06 22.75 0.50 145.00 80.00 (13.50 (15.95
cm²) cm²)

11 ø 12.5 13 ø 12.5
0.00 5.30 12.09 1600.00 160.00 45.00
S18 1.50 30 c/13 c/12
0.00 0.06 22.75 0.50 145.00 80.00
(13.50 cm²) (15.95 cm²)
18 ø 16.0 13 ø 16.0
0.00 0.94 53.04 1600.00 200.00 20.00
S19 1.50 30 c/13 c/16
0.00 0.67 65.42 0.50 230.00 60.00
(36.19 cm²) (26.14 cm²)
31 ø 22.2 26 ø 22.2
526.54 0.75 97.48 1600.00 310.00 35.00 c/11 c/12
S20 1.50 30
6404.47 4.16 146.68 0.50 340.00 100.00 (119.99 (100.64
cm²) cm²)
36 ø 22.2 27 ø 22.2
781.24 1.15 97.05 1600.00 320.00 35.00 c/10 c/12
S21 1.50 30
13751.12 8.58 151.56 0.50 365.00 100.00 (139.35 (104.51
cm²) cm²)
22 ø 22.2 17 ø 22.2
718.24 1.04 70.61 1600.00 275.00 30.00
S22 1.50 30 c/14 c/16
6520.53 4.24 109.05 0.50 305.00 85.00
(85.16 cm²) (65.80 cm²)
9 ø 20.0 11 ø 20.0
0.00 9.27 16.50 1600.00 230.00 70.00
S23 1.50 30 c/23 c/22
0.00 0.11 38.55 0.50 195.00 120.00
(28.27 cm²) (34.56 cm²)
9 ø 12.5 10 ø 12.5
0.00 4.14 9.56 1600.00 145.00 40.00
S24 1.50 30 c/14 c/15
0.00 0.25 17.72 0.50 125.00 70.00
(11.04 cm²) (12.27 cm²)
18 ø 22.2 17 ø 20.0
556.59 0.75 60.94 1600.00 250.00 30.00
S25 1.50 30 c/16 c/15
6584.44 4.37 92.87 0.50 280.00 80.00
(69.67 cm²) (53.41 cm²)
27 ø 22.2
23 ø 22.2
1135.74 0.70 93.12 1600.00 295.00 35.00 c/12
S26 1.50 30 c/13
2642.47 3.46 137.69 0.50 325.00 95.00 (104.51
(89.03 cm²)
cm²)
22 ø 22.2 17 ø 22.2
1341.68 1.15 83.07 1600.00 275.00 30.00
S27 1.50 30 c/14 c/16
2638.48 3.19 121.51 0.50 305.00 85.00
(85.16 cm²) (65.80 cm²)
21 ø 22.2 16 ø 22.2
398.55 0.40 68.13 1600.00 265.00 30.00
S28 1.50 30 c/14 c/17
6266.29 4.93 103.94 0.50 295.00 85.00
(81.29 cm²) (61.93 cm²)
11 ø 12.5 13 ø 12.5
0.00 5.48 12.36 1600.00 160.00 45.00
S29 1.50 30 c/13 c/12
0.00 0.09 22.65 0.50 140.00 80.00
(13.50 cm²) (15.95 cm²)
84

10 ø 16.0 11 ø 16.0
0.00 6.49 13.00 1600.00 180.00 55.00
S30 1.50 30 c/17 c/17
0.00 0.16 27.04 0.50 165.00 95.00
(20.11 cm²) (22.12 cm²)
15 ø 22.2 15 ø 20.0
425.35 0.49 57.33 1600.00 245.00 25.00
S31 1.50 30 c/18 c/17
6389.49 3.71 87.74 0.50 275.00 75.00
(58.06 cm²) (47.12 cm²)
0.00 1.48 5.07 1600.00 95.00 30.00 10 ø 8.0 c/8 12 ø 8.0 c/8
S32 1.50 30
0.00 0.21 8.49 0.50 85.00 45.00 (5.03 cm²) (6.03 cm²)
16 ø 16.0 19 ø 12.5
1550.27 1.98 36.35 1600.00 190.00 20.00
S33 1.50 30 c/14 c/10
1307.00 1.22 54.77 0.50 220.00 60.00
(32.17 cm²) (23.32 cm²)
18 ø 22.2 17 ø 20.0
2142.77 2.66 67.62 1600.00 250.00 30.00
S34 1.50 30 c/16 c/15
1978.76 1.94 99.54 0.50 280.00 80.00
(69.67 cm²) (53.41 cm²)
16 ø 20.0 18 ø 16.0
1810.33 2.00 53.13 1600.00 220.00 25.00
S35 1.50 30 c/16 c/12
1618.89 1.19 77.81 0.50 250.00 70.00
(50.27 cm²) (36.19 cm²)
18 ø 16.0 13 ø 16.0
2009.68 2.42 39.53 1600.00 200.00 20.00
S36 1.50 30 c/13 c/16
1912.92 1.50 59.83 0.50 230.00 60.00
(36.19 cm²) (26.14 cm²)
10 ø 10.0 11 ø 10.0
0.00 2.78 7.37 1600.00 115.00 40.00
S37 1.50 30 c/10 c/10
0.00 0.18 12.47 0.50 100.00 60.00
(7.85 cm²) (8.64 cm²)
Fonte: O próprio autor

2.3.7 Análise Estática Linear

A estabilidade global estrutura pode ser avaliada de diversas maneiras,


dependendo do tipo de informação que o usuário deseja obter. Esta avaliação é muito
importante pois permite que o usuário tome medidas para melhorar a performance da
estrutura. Essa ferramenta possibilita visualizar comportamento geral da estrutura e
identificar os elementos que estejam com maiores deslocamentos
No pórtico espacial gerado pelo software, e pela visualização direta, podemos
verificar que o deslocamento máximo da estrutura 0,94 cm, na região central da
imagem, está de acordo com a norma. O deslocamento é a soma de todos os
deslocamentos, ocasionado pela transferência de cargas de uma viga para outra,
conforme figura 25.
85

Figura 25 – Análise Estática Linear

Fonte: O próprio autor

Durante a análise estática linear, o programa busca definir os esforços que


atuarão sobre as peças de concreto. Para isto, o Eberick não pode considerar a rigidez
integral das peças de concreto, uma vez que a fissuração que ocorre nessas peças
diminui a sua rigidez, alterando a dinâmica de transferência de esforços entre os
elementos da estrutura. Neste caso, a NBR 6118:2014 estabelece coeficientes
aproximados para considerar a redução de rigidez causada pela fissuração das peças.
86

2.3.8 Deslocamento horizontal

Após o dimensionamento da estrutura pelo software, verificamos que o


deslocamento horizontal da estrutura na direção X foi de 0,94 cm e na direção Y de
0,29 cm, sendo que o limite admissível é de 1,25 cm para ambas as direções, ficando
assim dentro dos limites definidos pela norma, que são automaticamente
apresentadas pelo software, conforme figura 26.

Figura 26 – Pórtico espacial

Fonte: O próprio autor


87

2.3.9 Coeficiente Gama-z

O coeficiente z (Gama-z) tem por principal objetivo classificar a estrutura


quanto à deslocabilidade dos nós, a fim de destacar o quanto são significativos são
os esforços de 2ª ordem globais para efeitos de efeitos de cálculo. Como o coeficiente
Gama-z foi menor do que 1,10, ficou dentro dos parâmetros da NBR 6118/2014, não
sendo necessário fazer uma análise de 2ª ordem. Então como o coeficiente Gama-z
ficou menor do que 1.10 a estrutura é considerada de nós fixos.
88

3 CONCLUSÃO

Para se executar um projeto estrutural, dentro das normas e especificações


técnicas, se torna necessário seguir todas as recomendações contidas nas
NBR/ABNT, para se obter segurança e durabilidade de um empreendimento. A
revisão do embasamento teórico também é importante, pois diversos procedimentos
de cálculos vão sendo automaticamente feitos, deixando de ser seguidos
conhecimentos teóricos importantes.
O Eberick é uma excelente ferramenta para a execução do cálculo estrutural,
porém é imprescindível o conhecimento teórico para analisar e aprimorar as limitações
do software. O software faz somente os cálculos, pois as configurações e alimentação
dos dados é feita pelo engenheiro. O acompanhamento das mudanças das normas
técnicas, devem ser acompanhadas pelo engenheiro, pois as mudanças são
continuas e as vezes rápidas. O aperfeiçoamento teórico também deve feito
continuamente, pois novas técnicas e o surgimento de materiais mais resistentes e
duráveis chegam ao mercado constantemente.
Pode-se concluir ainda que o cálculo estrutural feito por software, tornam as
verificações muito rápidas podendo fazer diversas simulações para tornar os
dimensionamentos mais econômicos e adequado ás normas.
O principal problema encontrado foi a definição e locação dos pilares, isso
porque eles afetam a movimentação dos carros nas garagens. Há normas a serem
seguidas quanto as dimensões das garagens e também as dimensões das vias de
trafego dos carros.
Entre os principais resultados dos cálculos estruturais efetuados, salientamos
o dimensionamento das ferragens das vigas, pilares e lajes, bem como os totais de
aços que serão usados na obra.
É suma importância que o responsável pela elaboração do projeto estrutural,
conheça o modelo usado para o cálculo estrutural pelo software, se o mesmo é
adequado para reproduzir com fidelidade o comportamento da estrutura
dimensionada.
89

REFERÊNCIAS

ALTOQI. Eberick V8: Documentação Técnica: Módulo Master. Florianópolis, 2008.

ALTOQI. Sobre o AltoQi Eberick V8. AltoQi: Tecnologia aplicada à engenharia.


Florianópolis, jul. 2014. Disponível em: . Acesso em: nov. 2014

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cálculo de estruturas de edificações – Procedimento Rio de Janeiro, 1980.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8681: Ações e


segurança nas estruturas – Procedimento Rio de Janeiro, 2003.

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com.br/cimento/concreto/slump.html>. Acesso em: 08 out. 2017.

ROMEL, Wanderlei Dias. Pilares. Notas de aula. 2008. Disponível em:


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SANTOS, Lauro Modesto. A origem do concreto armado. Disponível em: <


http://oseculoxx.blogspot.com.br/2014/12/a-origem-do-concreto-armado.html >.
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SANTOS, Roberto Eustaáquio dos. A cultura do concreto armado no Brasil:


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Católica de Goiânia, 2006. Disponível em: http://www.mom.arq.ufmg.br/mom/05_
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91

APÊNDICE
92

APÊNDICE A – Garagens: Pilares, Vigas E Lajes.


Univ
Vale

Sidn

Pilar
Univ
Vale

Sidn

Pilar
Univ
Vale

Sidn

Viga
Univ
Vale

Sidn

Viga
Univ
Vale

em 03/03 _
Sidn

Viga
Univ
Vale

Sidn

Laj
- ---

Univ
Vale

Sidn

Form
Univ
Vale

Sidn

Laj
93

APENDICE B – Pavimento Térreo: Pilares, Vigas e Lajes


Univ
Vale

Sidn

P
Univ
Vale

Sidn

P
Univ
Vale

Sidn

V
Univ
Vale

Sidn

V
Univ
Vale

Sidn

V
Univ
Vale

Sidn

La
- ---

Univ
Vale

Sidn

Fo
94

APENDICE C – Pavimento Tipo: Pilares, Vigas e Lajes


Univ
Vale

Sidn

P
Univ
Vale

Sidn

V
Univ
Vale

Sidn

V
Univ
Vale

Sidn

Fo
95

APENDICE D – Cobertura: Pilares, Vigas e Lajes


Univ
Vale

Sidn

Pilar
Univ
Vale

Sidn

Viga
Univ
Vale

Sidn

Viga
Univ
Vale

Sidn

Laj
Univ
Vale

Sidn

Laj
96

APENDICE E – Pavimento Caixa D’Água: Pilares, Vigas e Lajes


Univ
Vale

Sidn

Pilares
Univ
Vale

Sidn

Vigas
Univ
Vale

Sidn

01/01 _
Laje
97

APENDICE F – P. V. L. Tampa Caixa D’Água


a d'Água 01/01 _

xa d'Água 01/01 _

Caixa d'Água 01/01 _


Univ
Vale
: 100

Sidn

Pilare
T
98

APENDICE G – Arquitetônico Pavimento Térreo e Pavimento Tipo


1,50
1,40

1,20

1,20

0,15
2,40 2,40 1,20

0,15
Acima
0,30 0,30 0,30 0,30

23,25
1,35

2,65
Cerâmico

0,15
Abaixo
0,15 4,45 0,15

0,15
1,20

1,20
0,15

1,40

1,80
1,50

2,65 3,35

0,15
Cerâmico
2,75

3,55 1,00

2,85
0,15

Cerâmico

0,15
2,65

Cerâmico 1,10 0,80

1,45
Cerâmico

2,10
0,15

0,15
Cerâmico

3,40

0,15

2,85
3,55 1,00 Cerâmico

Cerâmico

3,10

0,15
5,93
Cerâmico

1,80
1,50
REF. D

0,15

0,15
D
1,60

0,30
23,25

23,25
0,15

2,65

2,65
Cerâmico
4,55 Cerâmico
D

Abaixo
1,60

2,40 2,40 1,20

0,15
1,50
1
0,15

04 D
1,40

1,80
3,35
5,93

Cerâmico

0,15
3,10

3,40 0,15 1,00

2,85
0,15

Cerâmico
Cerâmico

0,15

10,30
2,70

Cerâmico

1,45
3,40
Cerâmico
0,15

0,15
1,15

0,60
2,65
0,15
,55

40

45