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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

AULA LABORATORIAL no 2 DE BIOLOGIA CELULAR

Tema: Observação das Células do Bolbo da Cebola e da Polpa da Banana

1. Introdução

A células constituem a unidade básica da vida e apresentam uma grande diversidade morfológica e
funcional.Tanto as células eucarióticas animais como vegetais, possuem um núcleo delimitado por uma
membrana porosa, um citoplasma que tem aspecto de uma massa onde se encontram os diversos
organelos e ainda uma membrana plasmática que mantêm a integridade da célula.

As células vegetais distinguem-se das células animais por possuirem organelos únicos como a parede
celular, vacúolos inferiores aos das células animais mas de maiores dimensões, cloroplastos e
plasmodesmos.

O bolbo da cebola, é um caule subterrâneo que apresenta túnicas carnudas e sobrepostas. Cada túnica é
uma folha modificada em forma de escama que acumula substâncias de reserva. Na sua superfície
côncava existe uma epiderme, ou seja, uma película fina, facilmente destacável e constituída por uma só
camada de células, o que facilita sua observação.

A banana, é um fruto carnudo e sua polpa será o objecto de observação microscópica através de uma
preparação temporária, para a visualização dos amiloplastos, organelos celulares que acumulam amido.

As preparações temporárias são aquelas cuja duração é curta e que permitem observar as células no seu
meio natural de vida (ex: água salgada, água doce, soro fisiológico ou plasma sanguíneo). A sua curta
duração, deve-se à possibilidade de ocorrência de evaporação do meio aquoso, acompanhada de um
processo de degradação da célula e autólise (autodestruição).

Neste tipo de preparações, pouco se distingue a estrutura interna das células e para superar este
problema, os citologistas desenvolveram técnicas de coloração que consistem em mergulhar a célula numa
substância denominada corante, capaz de tingir uma ou mais partes celulares.

Nesta aula, usar-se-á como corantes: o Lugol para evidenciar os amiloplastos a solução de Azul de
Metileno que evidenciará o núcleo.

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2. Objectivos

Esta actividade experimental tem como objectivo principal a observação de células eucarióticas vegetais
(célula da epiderme do bolbo da cebola e células da polpa da banana) através do microscópio óptico.
Usando diferentes corantes, será também possível observar o modo como estes actuam sobre as
estruturas celulares.

3. Material

 Microscópio Óptico;
 Lâminas
 Lamelas;
 Pinça;
 Bisturi;
 Esguicho com água destilada
 Solução de Lugol;
 Solução de Azul de Metileno
 Papel de filtro.
 Conta-gotas
 2 Agulhas de dissecação
 Vidros de relógio
 1 Cebola branca
 Banana madura;

4. Procedimentos

ACTIVIDADE I: Preparação do epitélio da Cebola

1. A partir de um quarto do bolbo da cebola, retirar com o auxílio da pinça, uma porção da película da
epiderme interna (Fig.1); 

2
A B

Figura. 1 – Corte e remoção da película da epiderme da cebola .

2. De seguida, deite um pouco de água destilada no vidro relógio e coloque rapidamente as películas
obtidas em 1 de forma a evitar o seu enrolamento;

3. Com o auxílio de uma pinça, coloque a película de cebola numa lâmina adicionando uma gota de água,
sendo este o meio de montagem. Cobrir cuidadosamente com a lamela;

Figura. 2 – Postura da película de cebola sobre uma lâmina.

4. Observe a preparação ao microscópio utilizando a objectiva de menor ampliação (4x), seguida das
restantes objectivas (10x e 40x). Colocar, ao longo do bordo da lamela, duas gotas de soluto de Lugol;

Figura. 3 – A – frasco de Lugol e pipeta.

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5. Do lado oposto à colocação do corante, absorva com um papel de filtro o excesso de soluto de Lugol
para que o soluto atravesse toda a preparação (método de irrigação ou capilaridade);

Figura. 4 – Absorção do excesso de soluto de Lugol da lâmina.

6. Proceda à observação da preparação no M.O.C., utilizando a objectiva de menor ampliação, e


posteriormente as restantes objectivas.

7. Efectue os registos necessários. Faça o esquema da observação e identifique as estruturas aí


presentes.

8. Repita os passos 1 e 2, no entanto na água do vidro de relógio, lançar algumas gotas de solução de Azul
Metileno.

Figura. 5- Solução corada com Azul Metileno.

1. Proceda como em 6 e 7.

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ACTIVIDADE II: Preparação da Polpa da banana

1. Com o bisturi, raspe uma pequena porção da polpa de banana e faça uma preparação
microscópica com o material obtido. Usa como meio de montagem uma gota de água.
2. Espalha o material biológico na preparação através da técnica do esmagamento.
3. Observa a preparação ao m.oc nas várias ampliações.
4. Repete os passos 1,2 e 3 usando como meio de montagem a solução de Lugol e depois o azul de
Metileno.

Faça um esquema devidamente legendado na ficha em anexo e retire as conclusões relativamente às observações efectuadas
com os meios de montagem.

E. Resultados

Faça o esquema das seguintes preparações microscópicas (o esquema deve ser da ampliaçao que fornece
melhor detalhe das estruturas celulares)

1. Célula vegetal sem Corante;

2. Célula vegetal com Soluto de Lugol;

3.Célula vegetal com Azul de Metileno.

F. Discussão

 Que estruturas celulares são possíveis de identificar sem corante? Porquê?

 Que estruturas celulares são possíveis de identificar com uso do soluto de Lugol? Justifique,
explicando a acção do lugol na célula vegetal.

 Que estrutura celulares são possíveis de identificar com uso do corante azul de metileno?
Justifique, explicando a acção do corante azul de metileno na célula vegetal.

G. Conclusão

Explique o que a experiência permitiu verificar.

Responda aos objectivos gerais do relatório.

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Legenda

Figura-1

Legenda

Figura-2

Legenda

Figura-3

Apelido___________________________Nomes__________________________________Curso___

6
Legenda

Figura-4

Legenda

Figura-5

Legenda

Figura 6

Apelido______________________Nomes_________________________________Curso_______

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Aula Laboratorial no 3 de Biologia Celular e Histologia


Tema: Observação das Células do Tomate e do Epitélio Bucal

Objectivos:
 Observar células vegetais (da polpa e da epiderme do tomate) e animais (da mucosa bucal) ao
MOC;
 Identificar as estruturas celulares das células vegetais e animais;
 Comparar a estrutura e constituição dos dois tipos de células;
 Verificar como os diferentes corantes actuam sobre as estruturas celulares.

MATERIAIS
 Microscópio
 Lâminas
 Lamelas
 Bisturi
 Pinça
 Papel de filtro
 Conta-gotas
 Palitos de Mesa
 Tomate maduro
 Solução de Azul de Metileno
 Solução de Vermelho Neutro
 Água destilada
 Marcador

PROCEDIMENTOS

A. Células da Epiderme do Tomate


1. Coloque sobre três lâminas identificadas (de 1 a 3), (1) uma gota de água destilada, (2) uma gota
de Azul de Metileno e (3) uma gota da solução de Vermelho Neutro;
2. Com a pinça, retire um fragmento de epiderme do tomate. Raspe bem, para obter uma película
quase transparente;
3. Divida o fragmento em três porções com o bisturi e coloque cada um distendido sobre o corante
em cada lâmina;
4. Cubra as três preparações com as lamelas e observe-as ao microscópio;

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5. Desenhe o que foi observado (para cada preparação, seleccione a objectiva que fornece melhor
visualização) e faça a legenda.
(caracterize as células quanto a organização, forma e tamanho)

B. Células da Polpa do Tomate


1. Com o bisturi, retire uma pequena porção da polpa carnuda do tomate;
2. Faça uma preparação microscópica com o material obtido, tal como fez para a epiderme do tomate
(usando os mesmos corantes);
3. Pressione cuidadosamente a lamela, de modo a espalhar o material biológico na preparação
(técnica de esmagamento);
4. Observe a preparação ao microscópio nas várias ampliações e faça os desenhos (para cada
preparação, seleccione a objectiva que fornece melhor visualização) e a legenda.
(caracterize as células quanto à organização, forma e tamanho)

C. Células do Epitélio Bucal


1. Com um palito, raspe levemente a superfície da mucosa bucal;
2. Coloque o produto obtido sobre uma lâmina e espalhe o material com a ajuda da lamela de modo
a obter uma camada fina (técnica do esfregaço);
3. Coloque a lamela;
4. Entre a lâmina e a lamela coloque uma gota de azul de metileno;
5. Retire o excesso colando um pouco de papel de filtro junto ao bordo da lamela;
6. Observe a preparação ao microscópio e faça o desenho e a legenda.

Resultados esperados

Individualmente, preencha a ficha que se segue, desenhando o que observou e no fim da aula o grupo de
estudantes deverá elaborar o relatório.

Lembrar que, deverão apresentar e discutir as diferenças entre as células da epiderme e da polpa do
tomate (organização, forma e tamanho), bem como as estruturas que os diversos corantes permitem
evidenciar em todas as preparações. Referenciar a função dos corantes utilizados na aula.
Que diferenças puderam constatar entre as células animais e vegetais observadas?

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Legenda:

Figura 1.
Legenda

Figura-2

Legenda

Figura 3-

10
Legenda:

Figura-4

Legenda:

Figura 5

Legenda:

Figura-6

Legenda:

11
Figura -7

Apelido____________________Nome:_____________________________________________________C
Curso_______________

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Aula Laboratorial no 4 De Biologia Celular

TEMA: OSMOSE EM CÉLULAS DA BATATA

Introdução
Todas as células estão rodeadas por uma membrana plasmática que permite o intercâmbio de substâncias
com o meio ambiente.
Quando uma célula é colocada numa solução salina mais concentrada que o seu interior observa-se um
movimeto da água. Isto acontece porque o sal ocupa espaço e consequentemente, há maior número de
moléculas de água por unidade de área fora da célula do que dentro.
Nesta situação, a água tem tendência de deslocar-se para fora da célula , fenómeno que se chama
Osmose.
Os processos de difusão (transporte de um soluto) e de osmose (transporte do solvente) são fenômenos
físicos devidos ao movimento espontâneo das moléculas do soluto ou do solvente através de uma
membrana semipermeável. Ambos os processos tendem a igualar a concentração de uma substância
dentro e fora da célula.

Esta prática tem como objectivo avaliar o comportamento das células da batata (permeabilidade da
membrana) submetidas a diversos tratamentos e/ou quando colocadas em meios com diferentes
concentrações de sacarose.

Material
6 pedaços de batata
1 lâmina microscópica
6 tubos de ensaio
I suporte para os tubos de ensaio
Régua
Pinça
Água destilada
Papel de filtro
Papel milimétrico
5 balões volumétricos com solucões de sacarose a 1/2, ¼, 1/16, 1/32, 1/64 mol/l.

PROCEDIMENTOS
Parte I : Osmose em Batatas escavadas (Demonstração)
1. Foram descascadas 4 batatas e duas delas cozidas durante alguns minutos.
2. As quatro batatas foram escavadas e colocadas numa tigela plástica com água.
3. Encheu-se a cavidade da primeira batata cozida (Batata A) até metade com cristais de sacarose.
4. Deixou-se vazia a cavidade da segunda batata cozida (Batata B).
5. Encheu-se a cavidade da primeira batata não cozida (Batata C) até metade com cristais de
sacarose.
6. Deixou-se vazia a cavidade da segunda batata não cozida (Batata D).

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7. Deixaram-se ficar as batatas durantes 24h na tigela com água destilada.
Observa os resultados e Responde:

1. Em que batatas se realizou a osmose?


2. Qual batata serviu de experiência controle?
3. Compare o nível da água das cavidades das batatas cozidas ,com o nível de água da tigela? Qual
é a sua conclusão?
4. Comente a seguinte afirmação: ‘A osmose é um processo que se realiza apenas em células vivas”.
5. Explique as razões das diferenças dos resultados obtidos nas diferentes batatas.

Parte II. Determinação do Valor Osmótico

1. Recorte 6 barras de batata com as seguintes medidas: 5 cm de comprimento,largura e


espessura de 4mm.
2. Marque 6 tubos de ensaio, cada um com as concentrações a utilizar: ½; ¼; 1/16; 1/32; 1/64
mol/l.
3. Meça exactamente o comprimento (mm) de cada barra de batata (marque o lado medido) e
anote na tabela1. Coloque as barras nas respectivas soluções e deixe-as ficar durante 1hora.
4. Passado 1hora retire as barras de batata das soluções e meça de novo o comprimento (do
lado marcado em 3) e registe na tabela1.

Tabela 1.
Concentração de Comprimento antes da Comprimento depois da Variação do
sacarose (mol/l) experiência (mm) experiência (mm) comprimento (%)
0
1/64
1/32
1/16
¼
½

5. Cada grupo deve preencher os resultados da variação do comprimento em %, na tabela 2 e


calcular a média da turma.
Grupo Variação do comprimento em % das barras de batata nas diferentes
concentrações de sacarose
0 mol/l 1/64 mol/l 1/32 mol/l 1/16 mol/l 1/4 mol/l 1/2 mol/l
1
2
3
4
5
7
8
9
Média

6. No papel milimétrico (use apenas papel milímétrico), faça um gráfico (utilize a cor azul) com
base nos resultados da Tabela 1.

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Marque no eixo horizontal (eixo x) a concentração da solução e no eixo vertical (eixo Y) a
variação do comprimento em %.

7. No mesmo sistema de eixos faça de novo um gráfico (utilize a cor vermelha), com base na
média dos resultados da turma que apresentaram na tabela 2.

a) Indique neste gráfico (vermelho), o intervalo ou ponto onde a concentração é hipertónica,


isotónica e hipotónica respectivamente em relação ao citoplasma das células da batata.

b) Qual é a solução isotónica e hipotónica respectivamente, em relação ao citoplasma das


células da batata?

8. Se houver diferenças entre os resultados do grupo e os dos seus colegas explique as causas
possíveis.

Bom trabalho

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