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Índice
1. INTRODUÇÃO...........................................................................................................................................2
1.1. Considerações gerais........................................................................................................................2
1.3 Objetivo.............................................................................................................................................3
1.3.1 Objetivo geral.............................................................................................................................3
1.3.2 Objetivos específicos..................................................................................................................3
1.2. Metodologia.....................................................................................................................................3
2. Revisão da Literatura...............................................................................................................................3
2.1. Contextualição de conceito..............................................................................................................3
2.2. Definição de teoria..........................................................................................................................4
2.3 O sistema econômico de livre iniciativa.............................................................................................5
2.4 Os conceitos de demanda, oferta e equilíbrio de mercado...............................................................7
2.5. Os excedentes do consumidor e produtor........................................................................................8
2.6 Os excedentes do consumidor e produtor.........................................................................................9
3. Conclusao.............................................................................................................................................10
4. Referencia Bibliografica.........................................................................................................................11
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1. INTRODUÇÃO

1.1. Considerações gerais

O mercado, cada vez mais competitivo, gera a necessidade, nas indústrias, de adoção de políticas
que as permitam atingirem o sucesso mantendo-se nesse patamar o maior tempo possível. Entre
as variáveis que corroboram para a obtenção do almejado sucesso, está a estratégia na formação
do preço de venda. Pode-se definir estratégia como um caminho feito de maneira adequada para
alcançarmos os objetivos estabelecidos, no melhor posicionamento da empresa perante seu
ambiente. Oliveira apud Porter (1985, p.21) define estratégia como a: busca de uma posição
competitiva favorável em uma indústria, a arena fundamental onde ocorre a concorrência e a
escolha desta estratégia competitiva está baseada no nível de atratividade da indústria e nos
determinantes da posição competitiva relativa dentro desta indústria.

Assim, a definição da estratégia de formação de preço de venda é fundamental para as empresas


atingirem o sucesso e a maximização do lucro esperado no planeamento. Santos (1994 p.133)
descreve que “o problema da formação dos preços está ligado às condições de mercado, (...) aos
custos, ao nível de atividade e à remuneração do capital investido (lucro) ”.

A formação de preço deve estar ligada à realidade da empresa e da economia do mercado alvo, o
preço deve estar em equilíbrio com a demanda e oferta dos produtos, pois “num mercado onde o
cliente é mais exigente e tende a ditar o preço que está disposto a pagar (...) e deve ser atendido
com excelência, por toda a organização (...) ” (BERNARDI, 1998 p.217), não pode ser
desconsiderado quando da definição da estratégia de formação de preços de venda. A adoção da
correta estratégia para formar os preços de venda facilita as tomadas de decisões dos gestores,
tornando-as mais precisas e dinâmicas.
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1.3 Objetivo

1.3.1 Objetivo geral

 Estudar os fundamentos da economia politica

1.3.2 Objetivos específicos

Para atingir o objetivo geral têm-se como objetivos específicos:

 Apresentar mecanismo de mercado e dos instrumentos da teoria econômica,


 Debruçar sobre a questão da formação dos preços nos vários tipos de mercado;
 Identificar as principais estratégias de formação de preço de venda adotadas pelas
empresas estudadas.

1.2. Metodologia

Na realização deste trabalho baseia-se em várias pesquisa feitas de diferentes maneiras, neste
caso usamos método de análise bibliográfica, que este consistiu em leituras de várias obras
recomendadas para o efeito de estudo desta cadeira.

2. Revisão da Literatura

2.1. Contextualição de conceito

Ciência normativa versus positiva


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Quando o Homem procura conhecimento tem sempre dois objectivos em mente: ou quer
satisfazer a sua curiosidade (perspectiva positiva) ou quer melhorar a sua situação e o meio que o
rodeia (perspectiva normativa).

Na perspectiva positiva (positivismo), como o Homem procura o conhecimento apenas para


satisfazer a sua curiosidade, não questiona se a coisa conhecida é boa ou má. Por exemplo, na
procura dos constituintes da matéria, o “facto” de todos os materiais serem formados por
moléculas que resultam da combinação de átomos elementares, não é bem nem é mal, nem
interessa ser alterado no sentido de haver um melhoramento.

Na perspectiva normativa (prática), como o Homem procura o conhecimento para melhorar a sua
situação e o meio que o rodeia, tem que fazer um juízo de valor quanto ao que é melhor e o que é
pior e em que sentido será o melhoramento. Por exemplo, o mesmo conhecimento da “lei” de
que todos os materiais são formados por moléculas permite projectar alterações da estrutura
molecular que melhorarem as características dos materiais, 8 tornando-os mais duráveis, mais
baratos, mais úteis, mais leves, menos nocivos para o meio ambiente, etc.

A dificuldade da perspectiva positiva do conhecimento é que, ao não haver objectivos práticos, é


difícil justificar em termos económicos o seu financiamento. Por exemplo, é conhecida de todos
a discussão em torno da necessidade do Estado subsidiar o Teatro, os museus, a investigação
filosófica, a arqueologia, etc.

A dificuldade da perspectiva normativa é que não existe uma classificação absoluta do que é
bom e do que é mau, não sendo possível, sem erro, dizer em que sentido é melhorar. Por
exemplo, nos anos de 1970 o governo da R. P. da China, observando que certas aves comiam
arroz, decidiu que essas fossem exterminadas. Acontece que a matança induziu uma praga de
insectos que destruiu as colheitas. Neste caso adoptou-se uma direcção errada ao não ter sido
tomado em conta que juntamente com o arroz, as aves comiam insectos nocivos para as
colheitas.

2.2. Definição de teoria

A palavra teoria está sempre ligada à tentativa de explicar algum fenómeno observável. Por
exemplo, observa-se que quando uma empresa aumenta os preços dos seus produtos, então há
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uma diminuição da quantidade vendida. Assim, uma teoria parte de uma hipótese explicativa
para o fenómeno em estudo.

Em termos superficiais posso dizer que “é uma lei da natureza que quanto maior o preço, menor
será a quantidade vendida”. Em termos intermédio, posso dizer que “uma parte dos compradores
conhece os preços de outras empresas e opta pela que tiver menor preço”.

Em termos profundos pode se dizer que “o agente económico maximiza uma função de utilidade
que inclui todos os bens disponíveis no mercado que é crescente e côncava com as quantidades,
estando sujeito a uma restrição orçamental”.

Como as hipóteses explicativas têm mesmo que explicar os fenómenos em estudo, há


necessidade de conhecer as implicações das nossas hipóteses para podermos compará-las com a
realidade empírica. Quando a ligação entre as hipóteses, que também se denominam por
axiomas, princípios ou assunções da teoria, e os resultados com relevância empírica são muito
difíceis de obter, dizemos que estamos perante um teorema da teoria. Quando a ligação são
apenas difíceis de obter, dizemos que estamos perante um lema da teoria. Quando a ligação são
fáceis de obter (directas), dizemos que estamos perante uma propriedade da teoria. O
desenvolvimento da ciência é no sentido de cada vez termos teorias baseadas em axiomas mais
“profundos”, em menor número e que abarquem maior número de fenómenos observáveis. Desta
forma, as teorias serão mais “generalizáveis”. Resumindo, uma teoria é um conjunto definidor de
axiomas e das suas implicações, i.e. as propriedades, lemas e teoremas.

2.3 O sistema econômico de livre iniciativa

O sistema econômico de livre iniciativa pode ser caracterizado por um fluxo circular contínuo
entre duas grandes unidades econômicas que interagem entre si através dos mercados. A primeira
unidade econômica é composta de indivíduos enquanto que a segunda é composta de firmas ou
empresas.

Os indivíduos, unidades consumidoras e proprietários dos recursos produtivos, demandam bens e


serviços e ofertam fatores de produção (trabalho, capital e outros insumos) necessários à
produção de bens e serviços . As firmas, unidades produtoras, por sua vez, demandam fatores de
produção e ofertam bens e serviços.
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Em qualquer economia a escolha do que e do quanto produzir e consumir é o principal elemento


de decisão. Em um sistema de livre iniciativa são os agentes econômicos (consumidores,
produtores, contribuintes e governos) que fazem suas escolhas, os quais tomam suas decisões
com base em um conjunto de preços estabelecidos pelos mercados.

De fato, são os preços que, em última instância, determinam como a produção será organizada e
quanto de cada produto será produzido e consumido, assim como quanto de cada insumo (ou
recurso produtivo) será utilizado na produção. Em uma economia onde existe uma infinidade de
bens, serviços e insumos de produção, os quais são ofertados e demandados simultaneamente por
um grande número de vendedores e compradores, é necessário que exista um mecanismo que
mantenha a ordem e oriente as ações dos vários agentes no sentido de satisfazer os interesses de
cada um em particular e da sociedade como um todo. Esse mecanismo é o mercado.

O preço emanado desse mecanismo é o elemento que municia tanto produtores quanto
consumidores de informações, possibilitando assim as transações (ou trocas) entre compradores,
de um lado, e vendedores do outro. É o mercado que, como se fosse orientado por uma “mão
invisível” , promove o bem-estar de cada agente em particular e da sociedade como um todo. O
conceito de mercado, portanto, não está associado a um lugar geográfico específico, mas a um
mecanismo que aproxima compradores e vendedores, permitindo que tais agentes alcancem
ganhos mútuos.

Os bens e serviços podem ser classificados em privados, públicos e semipúblicos. Um bem ou


serviço é tido como privado se não puder ser utilizado simultaneamente por dois ou mais
consumidores. Por outro lado, um bem é considerado público se o seu uso puder ser
compartilhado concomitantemente por dois ou mais quaisquer usuários. Bem semipúblico é
aquele que contém características dessas duas modalidades de bens. Ao comprar um bem ou
serviço privado, o consumidor recebe junto o seu direito de propriedade, o qual lhe permite
excluir qualquer indivíduo de consumir tal bem ou serviço. Ao comprar um carro e pagar por ele,
por exemplo, o seu comprador adquire também o seu direito de propriedade, o que lhe concede o
direito de excluir qualquer pessoa de usá-lo.

Diferentemente do bem privado, o bem público não ésuscetível de direito de propriedade, de


modo que todo usuário desse bem, ao não ter o seu direito de propriedade, fica impedido de
excluir qualquer outro de usufruir do seu uso. São exemplos de bens e serviços públicos
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tipicamente ofertados pelo governo: segurança nacional, policiamento, saneamento básico, entre
outros. Ao comprar um bem semipúblico, o comprador adquire também o seu direito de
propriedade, mas os benefícios e/ou custos são maiores do que aqueles apropriados pelo seu
comprador. Exemplo de bem semipúblico é a água tratada no abastecimento público. Nesse caso,
além dos benefícios da água potável serem apropriados pelos consumidores, eles são também
apropriados por toda a sociedade, que se beneficia com uma melhoria na qualidade de vida
propiciada pela expansão do abastecimento público de água.

2.4 Os conceitos de demanda, oferta e equilíbrio de mercado

Visando definir alguns importantes conceitos, admite-se que o mercado do bem X seja
perfeitamente competitivo , isto é, supõe-se que exista um grande número de pequenos agentes
bem informados, de modo que cada consumidor e produtor individualmente tenha uma pequena
participação no mercado. Isso significa que cada agente, nas suas ações, causa um efeito
imperceptível sobre o preço de mercado, de modo que se pode admitir que cada um tome o preço
como um dado. A função de demanda é um dos conceitos mais importantes da teoria econômica
do consumidor, a qual será exaustivamente estudada na segunda parte deste livro (do terceiro ao
quinto capítulos), mas que, por hora, pode ser definida da seguinte forma:

Definição: A função de demanda é o lugar geométrico de todas as quantidades demandadas de


um bem ou serviço xd, reveladas pelos múltiplos consumidores de forma unívoca, ao fazer-se
variar o preço p desse bem ou serviço desde o seu nível mais baixo até o mais alto.

Dx

0 Q

A função de oferta é o lugar geométrico de todas as quantidades ofertadas de um bem ou serviço


xs, reveladas pelos múltiplos produtores de forma unívoca, ao fazer-se variar o preço p desse
bem ou serviço desde o nível mais baixo até o seu nível mais alto
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P Sx

0 Q

Definição: O equilíbrio de mercado é o estado resultante de um mecanismo de ajuste no preço


para o qual a quantidade demandada xd é exatamente igual à quantidade ofertada xs, diga-se
igual a x*, ou seja: xd = xs = x

O equilíbrio de mercado na mencionada é representado pelo ponto de interseção entre as curvas


de oferta e demanda (ponto E nessa figura), cujas coordenadas são x* e p*. Nesse ponto, a
quantidade demandada é igual à quantidade ofertada, diga-se x*, não existindo razão alguma
para que o preço p* seja alterado

P Sx

0 Q

2.5. Os excedentes do consumidor e produtor


Os excedentes do consumidor e produtor são dois importantes conceitos da teoria econômica que
captam os ganhos dos consumidores e produtores, respectivamente, devido à própria existência
do mercado. Ao estabelecer o preço de equilíbrio, o mercado propicia ganhos tanto para os
consumidores quanto para os produtores. Os ganhos do consumidor se originam porque o valor
que eles estariam dispostos a pagar (ou seja, a altura da curva de demanda) por esse produto é
maior do que o valor efetivamente cobrado pelo mercado (isto é, o preço do produto). A seguir,
define-se o excedente do consumidor
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Definição: O excedente do consumidor é a diferença entre o valor que os consumidores estariam


dispostos a pagar (altura da curva de demanda) e o valor que eles efetivamente pagam (preço de
equilíbrio de mercado).

como referência, então o valor que os consumidores estariam dispostos a pagar pela quantidade
x* de produto seria equivalente à área total por baixo da curva de demanda.

O excedente do consumidor total é, portanto, a diferença entre o quanto os consumidores


estariam dispostos a pagar e o quanto eles efetivamente pagam, cujo valor corresponde á área
triangular superior hachurada

2.6 Os excedentes do consumidor e produtor


De forma análoga, os ganhos do produtor são formados porque o valor que os produtores
estariam dispostos a receber por esse produto é menor que o valor efetivamente pago pelo
mercado. Assim, o excedente do produtor pode ser definido da seguinte forma:

Definição: O excedente do produtor é a diferença entre o valor que os produtores efetivamente


recebem (preço de equilíbrio de mercado) e o valor que eles estariam dispostos a receber (altura
da curva da oferta.
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3. Conclusao

As politicas economicas aparecem para estabelecer e dirigir as escolhas dos indivíduos quanto à
afectação dos recursos escassos que têm disponíveis, a afectação das coisas. Assim, estuda os
fundamentos das escolhas económicas de cada indivíduo e a sua evolução com a alteração dos
preços das coisas. Além de considerar os indivíduos, a Microeconomia pode ainda considerar um
certo nível de agregação. No entanto a agregação é sempre de coisas idênticas (homogéneas). Por
exemplo, pode considerar em conjunto os consumidores de laranjas e em conjunto os vendedores
de laranjas, sendo que, apesar de haver muitas variedades de laranjas, para um certo grau de
abstracção são todas idênticas. Oposto à Microeconomia que se debruça sobre as escolhas
individuais, existe a Macroeconomia que estuda realidades agregadas ao nível dos países. A
“Economia Industrial” que estuda realidades ao nível da “indústria” que genericamente são
conjuntos de empresas que usam tecnologias idênticas eou produzem bens idênticos é a
disciplina intermédia entre esta duas. O objectivo de criar obem estar social apartir de equilibrios
no mercado
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4. Referencia Bibliografica

CASTRO, Alberto, Cristina Barbot e Álvaro Nascimento, 1997, Microeconomia, McGraw Hill:
Lisboa Chacholiades, Miltiades,

Princípios de Economia, McGraw-Hill: Lisboa. Madala, G. S e Ellen Miller, 1989,

FRANCO, Hilario, MARRA, Ernesto. Economia politica. São Paulo. Atlas. 2001
ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: Um curso Moderno e Completo. São Paulo –
Editora Atlas, 1996.
SANTI, Paulo Adolpho. Introdução à economia. São Paulo: Atlas, 1988.  

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