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Índice

1.Introdução ................................................................................................................................... 2
2.Objectivos: .................................................................................................................................. 3
2.1.Geral: ........................................................................................................................................ 3
2.2.Específicos: .............................................................................................................................. 3
3.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................................................... 4
3.1.Contextualização ...................................................................................................................... 4
3.1.1.Ocupação desordenada .......................................................................................................... 4
3.1.2.Saneamento e Lixo Urbano ................................................................................................... 7
3.1.3.Problemas ambientais decorrentes das construções desordenadas ........................................ 7
3.1.4.Medidas De Mitigação .......................................................................................................... 7
4.MATERIAIS E MÉTODO.......................................................................................................... 8
4.1.Identificação e caracterização da área de intervenção .............................................................. 8
4.1.1.Procedimentos Metodológicos .............................................................................................. 9
5.RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................................ 9
6.Conclusão .................................................................................................................................. 11
7.Bibliografia ............................................................................................................................... 12

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1.Introdução

A ocupação desordenada é um fenómeno geográfico e social principalmente em


Moçambique, cujo nome é, de fato, muito auto-explicativo, pois ocorre quando os seres
humanos ocupam uma determinada área ou certo lugar de maneira não planejada, de modo
desorganizado. Ou seja, as pessoas passam a habitar um espaço físico sem uma prévia
análise dos efeitos dessa ocupação sobre o referido espaço. Não são levadas em
consideração, portanto, as consequências que tal ocupação pode causar tanto ao ambiente
quanto, a médio ou a longo prazo, às próprias pessoas responsáveis pela ocupação
desordenada. Sendo necessário destacar, desde logo, que a responsabilidade não pode
recair apenas sobre estas pessoas, devendo ser dividida com os governantes (como Estado,
de modo geral) por não tomarem as medidas adequadas à contenção desse fenómeno. Não
cabe aqui a realização de um estudo histórico do fenómeno da ocupação desordenada.
Entretanto, é válido frisar que ele é fruto da rápida industrialização ocorrida no período do
pós-guerra e da conseguinte urbanização acelerada. “De acordo com o Programa das
Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat), a população urbana foi
multiplicada por cinco entre 1950 e 2011 no mundo todo.” Esse crescimento exponencial
da população urbana em tão pouco espaço de tempo, teve como consequência a ocupação
desordenada das áreas urbanas, que receberem um enorme número de novos moradores
sem, porém, estar preparada para tanto. A falta de panejamento para o crescimento
populacional urbano faz com que, sem possuírem lugares adequados para se alocarem, as
pessoas passem a ocupar locais inapropriados, como morros, encostas, planícies fluviais
(margens de córregos e rios) e periféricas, acarretando não só a ocupação desordenada do
espaço urbano das cidades, como também dando início ao processo de “favelização”.

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2.Objectivos:

2.1.Geral:
 Falar dos impactos das construções desordenadas nas gestões dos resíduos sólidos
no bairro Nhamaonha.

2.2.Específicos:
 Identificar e caracterizar a área de intervenção;
 Falar dos impactos negativos das construções desordenadas e propor as medidas de
mitigação.

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3.REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1.Contextualização

3.1.1.Ocupação desordenada

O crescimento populacional das grandes metrópoles, aliado à falta de uma política


habitacional eficaz, provoca uma preocupante situação de uso e ocupação do solo em áreas
naturalmente de riscos à habitação humana, que é agravado, sobretudo, pela constante
retirada de mata ciliar, ameaçando a presença da população local em áreas de encostas
sujeitas à erosão, assoreamento, enchentes e inundações. Desse modo, áreas urbanas que
deveriam estar protegidas em virtude de serem classificadas como áreas de proteção
permanente são ocupadas.

A ocupação desordenada é resultante da ocorrência de uma conjunção de diversos


factores como a falta de fiscalização por parte das autoridades públicas, que por
negligência agem somente após a ocorrência de acidentes com perdas de vidas humanas. E
de uma séria política de panejamento urbano, que não visasse, apenas e tão-somente, fins
eleitorados.

É imperativo e assaz importante ressaltar que a ocupação habitacional nos grandes


centros urbanos ocorre de maneira irracional e infelizmente, vale dizer, sem distinção de
classes sociais. Isto é, a ocupação de áreas de risco nos grandes centros urbanos não é
praticada apenas pela parte da população mais desprovida de recursos financeiros, segundo
alguns autores ambientalistas:

A pobreza é definida como a incapacidade de satisfazer as necessidades económicas.


De acordo com um estudo do Banco Mundial realizado em 2002, metade da população
mundial está tentando sobreviver com menos de dois dólares por dia. Milhões de pessoas
nos países em desenvolvimento não possuem moradia e frequentemente têm de dormir nas
ruas. MILLER, G. Tyler (2008, p.483.).

As relações do homem com o meio ambiente há muito têm chamado a atenção da


comunidade científica. Torna-se cada vez mais importante o estudo e manejo adequado das
áreas, visando o seu uso racional, minimizando-se os impactos. DOMINGOS, Thiago
Augusto (2010, p. 138.).

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A sociedade actual consome em demasia, e para tanto retira os recursos da natureza
numa velocidade e escala bem maior do que a sua capacidade de regeneração. Na outra
ponta, a geração de resíduos aumentou de tal maneira que ultrapassa a capacidade da
natureza absorvê-los. LIMA, Rosimeire Suzuki, (2009, p.1.).

Assim, a ocupação desordenada nos grandes centros urbanos é provocada por todos
os tipos de classes sociais, rompendo com alguns mitos urbanos, que diziam que a
ocupação de encostas era um problema normalmente associado à população carente de
recursos financeiros. É notório que a própria paisagem natural atrai também as camadas
mais abastadas da população para a ocupação de áreas, que se beneficiam de privilégios
facilitando a realização se seus projectos e interesses pessoais, alterando o ambiente com
obras e edificações sem panejamento, ocupando áreas de preservação permanente, que
deveriam ser estar protegidas por leis ambientais ou áreas, que pela sua natural topografia,
representa risco à habitação humana.

Tem se tornado comum os meios de comunicação noticiarem as desastrosas, danosas


e, muitas vezes, irreversíveis consequências de uma ocupação desordenada no espaço
urbano. Bem como o descaso e omissão por parte dos órgãos fiscalizadores responsáveis,
agravados pela falta de conscientização dos próprios moradores vitimados.

Essa crescente problemática social, que não é facilmente equacionada pelo Plano
Director da Cidade, demonstra uma urgente necessidade de uma conscientização da
sociedade como um todo e principalmente dos órgãos públicos responsáveis pela gestão e
fiscalização do uso do dinheiro público. Além do que, não há como saber quais serão os
reais danos e impactos ambientais causados ao meio ambiente e, o que é pior, não existe
nenhuma política de panejamento ou acção social em evidência por parte das autoridades
responsáveis, buscando mitigar esse risco iminente de impacto negativo.

Concerne ao Direito Ambiental e ao tema que aqui se pretende abordar, interessa-


nos mais especificamente a definição de ambiente como “o meio em que vivemos ou em
que estamos”. Sendo assim, o Direito Ambiental nada mais é do que o ramo do
conhecimento jurídico responsável pela normalização das interacções entre o homem e a
natureza, entre o ser humano e o ambiente que ele habita, criando mecanismos legais
capazes de proteger o meio ambiente e nós mesmos.

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Para Guimarães (2007), a crescente busca por moradia e outros serviços básicos,
provenientes do grande fluxo de pessoas, incentivavam a expansão física das cidades. Os
indivíduos abandonavam o campo em busca de novas oportunidades na cidade, fazendo
com que as taxas de crescimento da população urbana de Governador Valadares se
tornassem altas, enquanto diminuíam as taxas de crescimento da população rural na região.
Nas últimas décadas, devido ao crescente êxodo rural, a ocupação desordenada do
solo urbano tornou-se um problema, pois um grande número de pessoas saiu da zona rural
em busca de uma melhor qualidade de vida nas cidades, não havendo assim, possibilidade
de planeamento prévio, fazendo com que os órgãos responsáveis não dispusessem do
tempo devido para preparar a estrutura das cidades para tal quantidade de pessoas.
Segundo Souza (2010), em algumas décadas, dezenas de milhões de pessoas
migraram dos campos para as cidades sem que os governos locais estivessem dispostos a
investir no atendimento das necessidades mínimas de saneamento e moradia para estas
populações. Com isso o aumento de moradias irregulares gerou imensos danos ao
equilíbrio ambiental e a sadia qualidade de vida da população.

A ocupação irregular às margens de rios, por exemplo, é uma das principais causas
de assoreamento dos rios e, consequentemente, de inundações. É nesse ponto em que o
problema se agiganta, uma vez que, não bastassem os problemas de ordem ambiental
causados pela ocupação desordenada (poluição do ar, sonora e hídrica; destruição dos
recursos naturais, etc), surgem ainda questões como desintegração social, desemprego,
perda de identidade cultural e de produtividade económica, entre outros. Via de regra, os
lugares onde ocorrem as ocupações são lugares marginalizados, no sentido de que estão à
margem da ocupação original da área urbana. Sendo assim, trata-se de lugares aos quais o
Estado não dedica a atenção que deveria. Neles dificilmente se encontra saneamento
básico, electricidade e água de qualidade. São locais abandonados à própria sorte.
Comunidades que cresceram sozinhas, sem panejamento ou auxílio estatal, e que
continuam sozinhas, sem estado. O que se iniciou como um problema ambiental, resta
claro, transformou-se em uma “bola de neve”. Um problema que atinge uma infinidade de
pessoas em diversos aspectos da vida.

Com efeito, a rápida urbanização, ligada com a escassez de panejamentos e crises


económicas, provoca total a desorganização no uso do espaço, o que gera bairros sem
nenhuma infra-estrutura pelo preço da devastação de áreas verdes e fluviais. Desse modo,
as peculiaridades da ocupação desordenada, portanto, são o surgimento das favelas

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(ocupação em morros e encostas), a ocupação das planícies fluviais (margens de córregos e
rios) e de outros assentamentos irregulares, tais como loteamentos clandestinos e áreas de
risco.

3.1.2.Saneamento e Lixo Urbano

Com o crescimento e multiplicação das cidades, surgiu outro grande problema


ambiental: a escassez de áreas para destinação do lixo sólido. O maior consumo de
produtos industrializados e, sobretudo, de produtos descartáveis, aumentou o volume do
lixo assustadoramente, tornando seu destino um dos maiores problemas da sociedade
moderna.

Na maioria dos das cidades do mundo menos desenvolvido, as montanhas de lixo


geradas diariamente são depositadas em lixões a céu aberto. Esse modo de destinação final
do lixo causa graves problemas ambientais e a deterioração dos materiais exala odores
fortes, contamina as águas superficiais e subterrâneas pela infiltração do chorume – líquido
proveniente da decomposição do lixo – e é foco de transmissão de doenças à população do
seu entorno.

3.1.3.Problemas ambientais decorrentes das construções desordenadas

Destaca-se, outros problemas ambientais decorrentes da urbanização são a


impermeabilização do solo, poluição visual, poluição sonora, alterações climáticas, chuva
ácida, ausência de saneamento ambiental, falta adequada de destinação e tratamento dos
resíduos sólidos, efeito estufa, ect.

Evidencia-se, dessa forma, que, quanto maiores e mais desordenadas forem as cidades,
menor é o alcance do saneamento básico à toda população, o que contribui ainda mais para
a poluição das águas e para a proliferação de doenças.

3.1.4.Medidas De Mitigação

As medidas sabíveis para minimizar os impactos das construções desordenadas são:

(i) maiores investimentos para instalação de equipamentos de recolha, transporte e


armazenamento dos de resíduos sólidos.

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(ii) intensificação da fiscalização no uso e ocupação de terras;

(iii) educação ambiental para toda população em geral;

4.MATERIAIS E MÉTODO

4.1.Identificação e caracterização da área de intervenção

No processo de identificação do local para implantação da ponte contou-se


basicamente com a ferramenta GOOGLE EARTH.

Umas das características evidentes do bairro Nhamaonha são a presença de


habitações precárias.

Figura 1– imagem satélite da localização proposta.


Fonte: GOOGLE EARTH, Adaptação autor, (2019).

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Figura 1– Exposição do lixo.
Fonte: Autor, (2019).

4.1.1.Procedimentos Metodológicos

Para analisar os impactos ambientais decorrentes do uso e ocupação do solo nas


áreas de dunas do bairro de Felipe Camarão, privilegiou tanto uma pesquisa bibliográfica e
documental, quanto uma pesquisa empírica. A operacionalização deste estudo consistirá
em duas etapas.
1ª Etapa: Obtenção de dados (Levantamento bibliográfico e documental)
Esta fase da pesquisa foi realizada de forma contínua, com o objectivo de nos dotar de uma
base teórico-conceitual no âmbito de publicações existentes acerca ou relacionados com o
presente estudo em escala local e nacional, que foram imprescindíveis nas análises
requeridas.

2 ª Etapa: Produção de Informação


Esta etapa é de extrema relevância, uma vez que, associada à etapa anterior consistirá
numa significativa fonte de informações para o pleno alcance dos objectivos com a
realização da pesquisa. Para melhor estrutura deste trabalho, foi realizada pesquisa in loco
com a finalidade de aferir o grão de acessibilidade dos serviços públicos e a gestão de
resíduos sólidos.

5.RESULTADOS E DISCUSSÃO

Actualmente, pode-se verificar que os municípios de pequeno e médio porte vêm


apresentando uma crescente situação crítica no que se refere à falta de planejamento

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municipal habitacional, as cidades vêm crescendo sem muito planejamento e sem
directrizes urbanas, criando situações de confronto entre o meio natural e a parte
construída.

No caso do bairro Nhamaonha é possível observar, dentre as características e a grande


concentração espacial, no qual as residências explicitam a baixa concentração de renda de
sua população, fatos que, agregados ao espaço físico em que se constituiu o bairro geraram
ocupação irregular do solo. No entanto, a ocupação deste bairro foi acontecendo paralela a
vários problemas relacionados com a falta de infraestrutura básica para o bem-estar da
população local.

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6.Conclusão

Sob uma perspectiva ambiental, de acordo com a legislação vigente relacionada à


proteção do meio ambiente, e ainda as normas socioeconómicas, pode-se chegar à
conclusão de que efectivamente a ocupação desordenada do solo urbano, traz consigo
aspectos negativos no meio rural ou urbano, dificultando deste modo a transitabilidade dos
munícipes, circulação de viaturas e a recolha dos resíduos sólidos.

A partir da identificação desses problemas, propõe-se que sejam consolidadas


políticas públicas que proporcionem recuperação nos lotes que ainda não foram ocupados e
nas áreas que deverão ocorrer o reordenamento, amenizando impactos causados pelas
chuvas. E ainda a realização de obras de infra-estrutura como pavimentação de ruas,
drenagem pluvial e a melhoria ao acesso ao bairro, cada uma executada pelo órgão
responsável.

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7.Bibliografia

Curso de Direito ambiental brasileiro/Celso Antônio Pacheco Fiorillo. – 14. Ed. Rev.,
ampl. E atual. Em face da Rio+20 e do novo “Código” Florestal – São Paulo: Saraiva,
2013.

GUIMARÃES, C. M. de O. Entre o Progresso e a Incompletude da Modernidade.


Cadernos de Arquitectura e Urbanismo, Belo Horizonte, v.14 -n.15. 2007. 186-209 p.

MELLO, F. A. O. Análise do Processo de Formação da Paisagem Urbana no


Município de Viçosa, Minas Gerais. Dissertação (Mestrado em Ciência Florestal) –
Universidade Federal de Viçosa, Viçosa/MG. 2003. 122p

SOUZA, Mauricio Novaes. Êxodo rural e Urbanização desordenada: deficiência ou


ausência de política agrícola? Disponível em:
<http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=23778>. Acesso em: 29 de
maio de 2012.

http://www.oeco.org.br/convidados/27229-o-crescimento-urbano-e-o-problema-do-seculo;

http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portuguesportugues&pal
avra=ambiente.

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