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Ana Carolina Lopes Câmara – 4507831 – Medicina Caxias 44

Caso Clínico 1

Maria Angélica, 32 anos, procurou PDC com dor do tipo musculoesquelética


no quadril, que evidenciou linfonodos aumentados de volume em cadeias
ilíacas interna e externa, obturadoras e inguinais à direita, o maior desses
linfonodos medindo 20mm, de natureza indeterminada.

Procurou hematologista por perda de peso e anorexia. Realizou aspirado e


biópsia de medula óssea, cujos resultados foram normais e o petscan
realizado evidenciou aumento do metabolismo glicolítico em linfonodos
axilares bilaterais e cervicais posteriores. Além disso, queixa-se de febre
vespertina quase todos os dias.

Foi submetida à biópsia do linfonodo, cujo histopatológico apresentou


proliferação linfoide atípica, extensamente necrótica.

HPP: Rosácea de difícil controle, com intenso eritema facial que piora com
exposição solar. Artrite recorrente em investigação.

EXAMES:

Hemácias= 3,2 milhões/mm3; Hb= 7,7 g/dL, VCM= 76fl, HCM= 24pg, CHCM=
31%, Ht= 24,6%; leucócitos= 3.400 /mm3 e ausência de formas jovens,
neutrófilos (85%), linfócitos típicos= 10%, sem atipia linfocitária, plaquetas=
232.000/mm3; CPK= 235 (VR = 26-155 U/L), PCR= 8,9mg/L, VHS= 115mm,
DHL= 535 mg/dL.

ANEMIA POR CARENCIA DE FERRO, ALGUMA COISA ESTA


CONSUMINDO ELA, INFLAMANDO ELA

FAN: núcleo: reagente; nucléolo: não reagente; citoplasma: reagente;


aparelho mitótito: reagente; placa metafásica cromossômica: reagente.
Padrão: misto do tipo nuclear homogêneo, nuclear pontilhado fino e
citoplasmático pontilhado mais denso. Título 1:640, superior a 1:640 e 1:320
(respectivamente)
RESPONDA: LINFODENOPATIA GENERALIZADA

1) Qual a característica dos linfonodos acima que podem sugerir


características benignas?

Linfonodo medindo menos que 2cm.

2) Qual linfonodo deve ter sido escolhido para biópsia? E que tipo de
biópsia.
Linfonodo cervical posterior, Biópsia excisional.

3) Como podemos chamar esse tipo de febre?

Febre intermitente.

4) Qual possível diagnóstico?

DKF subtipo necrosante associado com doença autoimune,


interrogando-se doença mista do tecido conjuntivo ou LES

Caso Clínico 2

João Henrique, 72 anos, caucasiano, agricultor, internado por quadro, com


uma semana de evolução, de adenopatias cervicais, axilares e inguinais
bilaterais, astenia, anorexia e perda ponderal menor que 10%. Descrevia,
ainda, obstipação nos 15 dias prévios a internação.

Negou febre, suores ou queixas de outros órgãos ou sistemas. Tratava-se de


doente previamente saudável. Sem antecedentes pessoais ou familiares
significativos.

O exame físico revelou palidez cutânea e escleróticas ictéricas, bem como


múltiplas adenopatias bilaterais das cadeias cervicais (a maior com 1 cm de
diâmetro), axilares (a maior com 2 cm de diâmetro) e inguinais (as maiores
com 3 cm de diâmetro). Sendo móveis, de consistência duro-elástica,
indolores e não aderentes aos planos profundos. Sem outras alterações, à
exceção de bordo hepático palpável 3 cm abaixo do bordo costal direito e
traube maciço.

1o dia
hemoglobina 13.4 g/dL (12-15)
Leucócitos 9900/mm3 (4-10.5)
TGO 93 UI/L (< 36)
TGP 38 UI/L (< 41)
FA 689 UI/L (98-279)
GGT 238 UI/L (7-38)
LDH 480 UI/L (230-460)
Bilir. Total 3.24 mg/dL (< 1)
Bilir. Directa 1.9 mg/dL (< 0.3)
Bilir. Indirecta 1.34 mg/dL (0.1-1)
PCR 50 μg/mL (<5)
HHV-8 POSITIVO

RESPONDA:

1) Quais exames laboratoriais solicitamos para investigação desse quadro


clínico?
Hemograma, sorologia para: mononucleose, hepatite B, HIV, dengue,
rubéola, sífilis, citomegalovírus e toxoplasmose.

2) Qual linfonodo escolheria para realizar biopsia? Linfonodo cervical

3) Pensariam em alguma hipótese diagnóstica? Infecção provocada pelo


citomegalovírus, neoplasia benigna

Caso Clínico 3

Pedro Henrique, de 65 anos, com quadro de dor epigástrica urente com 6


meses de evolução, discreta anemia e emagrecimento de 5kg nesse período.
Além disso, refere astenia, porém nega disfagia, plenitude pós-prandial ou
pirose retroesternal.
Exame físico:
Apresenta bom estado geral, distrófico com fáceis emagrecidas, hipocorado
2+/4+, hidratado e anictérico
Presença de linfonodo móvel e indolor na região axilar esquerda e
supraclavicular esquerda
Presença de pápulas hipercrômicas acastanhadas ovaladas em dorso com
aumento progressivo nos últimos 3 meses.

Abdome flácido, indolor à palpação, sem massas ou visceromegalias,toque


retal normal.
RESPONDA:

1) Quais exames complementares pedimos para investigação clinica?


(exames de imagem)
Tomografia e ressonância magnética de abdome, tomografia e raio-x de
tórax
2) Como classificamos a lesão encontrada no dorso desse paciente
(diagnóstico)? Essas lesões dermatológicas tem relação com o
diagnóstico clínico?
Sinal de Leser-Trélat. Sim, pois as manifestações dermatológicas
associadas a neoplasias não cutâneas incluem metástases para pele,
genodermatoses associadas a malignidades, dermatoses induzidas por
carcinógenos ambientais e dermatoses paraneoplásicas.

3) Como denominamos essa adenite encontrada nesse paciente?


Nódulo de Irish e Nodulo de Virchow

valvulopatia1466, enfisema 1635, pneumonia 1619 e linfonodo370

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